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Auditoria Municipal

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IX CONVENÇÃO DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL 13 a 15 de agosto de 2003 – Gramado – RS

A AUDITORIA INTERNA: COMO ÓRGÃO DE CONTROLE INTERNO MUNICIPAL

ISRAEL DE OLIVEIRA BARROS Contador – CRCPE 4.661 Rua Tolima, 66 – Jardim Atlântico OLINDA – PE (81) 3491-0716 – israel53@bol.com.br LUIZ GUSTAVO CORDEIRO DA SILVA Contador – CRCPE 11.139 Rua Antonio Valdevino da Costa, 280, ap. 102, Bl. 26 – Cordeiro OLINDA – PE (81) 3462-9446 – lui.silva@sefaz.pe.gov.br JOAQUIM O. LIBERALQUINO FERREIRA Contador – CRCPE 9.937 Av. Bernardo Vieira de Melo, 3225, ap. 302 – Candeias JABOATÃO DOS GUARARAPES – PE (81) 3468-2614 – jolf@truenet.com.br
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A AUDITORIA INTERNA: Como Órgão de Controle Interno Municipal.

Resumo

Nosso objetivo foi o de comentar a bibliografia e a legislação relativa aos tipos de Controles Internos necessários e/ou existentes nas entidades da Administração Pública Municipal (Prefeituras), bem como apresentar sugestões para sua melhoria, implantação e ainda, fornecer sugestões para treinamento, não somente para minimizar as falhas apontadas, mas para serem úteis a gestão municipal, voltada para a legalidade, legitimidade e economicidade. Entre as sugestões acham-se as seguintes: a) implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira para os Estados e Municípios – SIAFEM; b) capacitação de pessoal, nas áreas de Contabilidade Pública, Informática e operacionalização do SIAFEM, Licitação e Contrato; c) estudo sobre a viabilidade de criação de um Órgão de Auditoria ligado diretamente ao Prefeito, de preferência com “status” de Secretaria de Governo”; d) convênios com as Universidades Federais objetivando a capacitação de pessoal nas áreas citadas na letra “b”.

1 - Introdução O Sistema de Controle Interno é uma das atribuições impostas pela Constituição Federal de 1988, à Administração Pública, tendo como função primordial o controle. Sua importância é incontestável em qualquer organização, principalmente nas instituições públicas, face ao volume e movimentação de recursos provenientes de impostos cobrados da população, bem como das dúvidas existentes nos segmentos da sociedade brasileira quanto a fidedignidade e honradez na aplicação desses recursos. Os escândalos nos diversos níveis governamentais deixam a sociedade brasileira não só estarrecida como indignada, não só pela baixa qualidade dos administradores públicos que para se completarem com favores, usam as Instituições Públicas para se beneficiarem de algum modo, como também apontam para um cenário de incertezas. Exemplos em todos os níveis estão sendo noticiados (jornais, revistas, rádio e televisão), fatos que nos deixam preocupados. Conforme reportagem de André Vieira1 a Revista ISTO É, de
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VIEIRA, André. Desossaram o frango. Revista ISTO É. Seção Economia e Negócios, edição de 25.11.98.
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Examinam-se vários aspectos da administração pública municipal.500 dólares por mês para compor o quadro de pessoal de seus gabinetes. Com essa verba. nº 5.25. os recursos disponíveis para o mesmo fim são mais modestos. publica uma reportagem com o título “Generosidade com o Dinheiro da Viúva”. ano 30.97. com a dívida restante alongada e os credores transformados em Acionistas. de 26. os Parlamentares britânicos costumam empregar apenas um assessor. Revista EXAME. Não passam de 5. No Reino Unido. ao contrário. eles limitam-se a recrutar dois assistentes. nº 5.02. 2 CAIXETA. os Deputados tem direito a uma verba individual equivalente a 6. onde importante empresário assumiu o controle de uma empresa praticamente falida com o auxílio do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que perdoou parte do seu passivo.000 pessoas que transitam pelos corredores da Câmara de Deputados nos dias de Sessão. uma boa parcela das 15. de 10. notadamente os tipos de controles internos. e apresentam-se sugestões para melhoria da qualidade da administração municipal através da auditoria contábil das finanças municipais.02. até este mês. de terça a quinta-feira. A verba de cada Deputado para formar sua equipe era.11. ano 30. publicou nesta edição.000 reais mensais. do ponto de vista da auditoria contábil. “No Japão. 3 . Em Brasília. Seção Brasil. De acordo com a reportagem de Nely Caixeta2 a Revista EXAME. mais do que no Japão e mais do que no Reino Unido”. O objetivo deste texto é discutir a realidade da administração pública municipal no Brasil. país com um PIB quase sete vezes maior do que o do Brasil.98.800 dólares mensais para cada Deputado. Em geral.97. tendo como um dos principais o Banco do Brasil S/A. Generosidade com o dinheiro de viúva. é constituída por assessores pessoais dos 513 deputados eleitos para a atual legislatura. Nely. na Seção Economia e Negócios com o título sugestivo de “Desossaram o frango”. onde são constatados que os Deputados brasileiros gastam mais com assessores do que japoneses e ingleses. de 26.

05. só em Pernambuco os jornais. Seção Economia. da Equipe do Diário de Pernambuco. pag. como do Banco Central.99). publicam possíveis casos de irregularidades cometidas nas Prefeituras.99. ficamos todos em estado de choque uma vez que sabemos que fatos dessa natureza envolvem o “dinheiro” da população.99. publica que. 4 3 . edição de 16. Os Municípios neste aspecto não ficam de fora. Face ao trabalho de reportagem realizado por Fabíola Mendonça4.05. Dessas. a perda com o deságio da venda dos títulos. ROSA FALCÃO.99.5% do valor nominal bruto (quadro nº 01). 4 MENDONÇA. Seção Política. ainda pendentes de definições. As recentes Comissões Parlamentares de Inquéritos – CPI não só do Poder Judiciário. nos dá a dimensão dos escândalos que assolam o país e depõem contra os nossos valores pessoais no exterior. o Jornal do Comércio de 16. tiveram questões relacionadas com os Precatórios. Fabíola. Jornal do Comércio. a maioria dos Estados brasileiros. o Tribunal de Contas do Estado recebeu 106 denúncias de irregularidades que teriam sido praticadas por Prefeitos. Economia. B3. Festival de Denúncias Antecipa Eleições. Edição de 12.05. foi de quase R$ 100 milhões (Diário de Pernambuco. isto sem contar com as perdas do pagamento da taxa de sucesso paga ao Banco VETOR para colocação dos títulos no mercado de 5. o Ministério Público encaminhou 26 denúncias contra Prefeitos ao Tribunal de Justiça para julgamento.05. pag. todos os dias. dia 12. em 1997. que segundo dados publicados em Relatório Técnico do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE).2. 6. em 1996. O Cenário da má Administração Governamental Conforme reportagem de Rosa Falcão3. Nesse momento difícil.

para pagar precatórios pendentes em 1988. CLÁUDIA SANTOS. totalizando 41 representações que transitaram e/ou transitam no Ministério Público.99. (2)Santa Catarina emitiu R$ 604 milhões em títulos. mas.Quadro nº 01 – Informações Relativas aos Precatórios5 O que são os Títulos? O que aconteceu com o Caso dos Precatórios ? (1)Títulos Públicos são papéis (1)Dois estados: Santa Catarina e (1)A Constituição Federal diz que os títulos só podem ser usados. O dinheiro foi usado para outros fins. quitando a dívida. segundo o Tribunal de Justiça do Estado. nesse período o Ministério Público registrou 26 representações. a dívida judicial era inferior a R$ 50 milhões. Em Alagoas foi usada uma portaria falsa. (2)Os papéis são negociados no mercado financeiro. Desse total. B3. Só alguns Estados e Municípios negociam títulos. pag. mais da metade do número total registrado durante todo o ano de 1998. Seção Economia. (3)Alagoas emitiu R$ 301 milhões e. segundo o Tribunal de Contas do Estado.05. 121 foram encaminhadas ao Tribunal de Justiça. documentos irregulares. porque nem todos têm credibilidade no mercado. não havia precatórios pendentes em 1988. Edição de 19. Em 1998. 15 foram enviadas para o Tribunal de Justiça. envolvendo Municípios. o Tribunal de Contas do Estado registrou um montante de 75. 5 . sem tomar empréstimos amparado e pedido em em bancos. com assinatura forjada do ex-governador Fernando Collor. os documentos apresentados com a decisão de parcelar a dívida jamais foram publicadas no Diário Oficial da União. segundo o Tribunal do Estado. (2)Nos dois casos. a dívida judicial era de até R$ 41 milhões. 5 Para Onde foi o dinheiro ? que Estados e Prefeituras emitem Alagoas conseguem o aval do para conseguir dinheiro no Senado para emitir títulos mercado. De janeiro a abril de 1999. (4)Pernambuco captou R$ 402 milhões e. o Tribunal de Contas já recebeu 45 denúncias. da Equipe do Diário de Pernambuco. No Ministério Público transitou 150. como pagar empreiteiras e fornecedores. (3)Quem emite o título recebe uma quantia em dinheiro ao vendê-lo e se compromete a resgatar o papel dentro de um determinado prazo.

bem como dos débitos e haveres da União. economicidade. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. da gestão orçamentária. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. pública ou privada.320/64.70 . Contratação de serviço sem licitação.U.Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. Contratação irregular de funcionário. manterão um sistema de Controle Interno face às determinações contidas no artigo 70 da Constituição Federal. diz que existirá um Sistema de Controle Interno Integrado (Poderes Legislativo. guarde.O. do mesmo diploma legal (CF). Comprovar a legalidade e avaliar os resultados.320/64 O artigo 77 da Lei nº 4. Executivo e Judiciário). o artigo 74. em nome desta. quanto à eficácia e eficiência. Exercer o controle das operações de crédito.b) Concomitante ou simultâneo e. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da Administração Federal. que utilize.A fiscalização União e das contábil financeira orçamentária operacional e patrimonial da e indireta.06.Entre as principais irregularidades denunciadas estão: Superfaturamento de obras e de compras. Executivo e Judiciário deverão manter os sistemas de Controle Interno com os seguintes objetivos formalmente declarados: Avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual. 05. avais e garantias. Vale observar o seguinte: i) Os poderes da União (Legislativo. 3 . Executivo e Judiciário). mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Apoiar o Controle Interno no exercício de sua missão institucional. estabelece três modalidades de Controle Interno: a) Prévio ou a priori . arrecade. * (Redação pela Emenda Constitucional 19/98 . 3. a execução dos Programas de Governo e dos orçamentos da União. Parágrafo Único . 6 . entidades da administração direta legitimidade. que determina: Art. c) Subsequente ou a posteriori. gerencie ou administre dinheiros.1 .D. ou que. Nepotismo. assuma obrigações de natureza pecuniária. Utilização ilícita do dinheiro público.Definição Ordinária de Controles Internos baseada na Lei nº 4. isoladamente. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. quanto à legalidade.98) ii) Por outro lado. será exercida pelo Congresso Nacional.Definição Constitucional de Controles Internos O artigo 74 da Constituição Federal reza que os Poderes Legislativo.

de 23. 1997.872. o levantamento dos Balanços Gerais. que esclarecem a execução do orçamento. Desse relatório sobressaem. A legislação. IBAM. cujas funções estão baseadas nos registros e na escrituração da despesa. assim ensina REIS e outros (1997: 154)6: “Aquela abrangência. A ferramenta do Controle Concomitante ou Simultâneo é a Contabilidade. Idem 7 . Sobre este Artigo. 6 7 REIS. continua REIS (1997:154)7 diz que é função precípua da Contabilidade (grifo nosso) fornecer relatórios sobre as posições acima referidas. no sentido horizontal. ou seja. bem como as normas pertinentes a esse tipo de controle. contidas no Decreto nº 93. com relação aos registros pertinentes à execução orçamentária. no sistema descrito pela Lei nº 4320/64. O acompanhamento da execução orçamentária. que indicam os recebimentos e os pagamentos e mostram a posição das disponibilidades no início e no final do exercício.86. que apresentam a composição do Patrimônio da entidade. à posição financeira. Além disso. por sua importância. em termos de valores ativos e valores passivos”. ou seja. a determinação dos custos dos serviços industriais. Patrimoniais. de natureza pessoal. Balancetes e Balanços extraídos mensalmente e no final do exercício financeiro. da Lei nº 4. será feito pelos Órgãos de Contabilidade. completa-se neste dispositivo. “Artigo 85 – Os Serviços de Contabilidade serão organizados de forma a permitir o acompanhamento da execução orçamentária. o Controle Concomitante ou Simultâneo. com os resultados demonstram os Relatórios. o conhecimento da composição patrimonial. Financeiras. Eraldo da Costa. A lei nº 4320/64 comentada. à composição do patrimônio e à determinação de custos dos serviços mantidos pela entidade”. a que nos referíamos ao comentar o Artigo 83 (do mesmo diploma legal). O controle subseqüente ou a posteriori é o que se chama de prestação e Tomada de Contas do Dirigente da Entidade e dos Serviços de Auditoria no final do exercício financeiro.O Controle Prévio nos gastos públicos é da competência da administração orçamentária e financeira. conforme o artigo 85. que utiliza passos pré-determinados que vão da correta classificação dos gastos desde que haja saldo orçamentários e recursos financeiros para atendê-lo e até a elaboração de documentos competentes (Nota de Empenho e Ordem Bancária ou Cheque) para sua formalização.320/64. a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros”(grifo nosso). as demonstrações seguintes: Orçamentárias.12. estão basicamente.

é a ciência que tem por objetivo estudar o sistema da riqueza administrativa a fim de observar se ela atinge os fins propostos pelo sujeito aziendal”. assim se expressa. não resta a menor dúvida de sua integração e importância no Controle Interno. d) Relatório do Administrador. b) Compilação e análise das informações. financeira e patrimonial. por serem os órgãos responsáveis pela realização das Tomadas de Contas.2 . que determina aos Serviços de Contabilidade a supervisão do levantamento das Tomadas de Contas. composto de registros e documentos de gestão orçamentária. quanto às Tomadas de Contas de Dirigentes ou Agentes responsáveis por dinheiro ou Bens Públicos: “Artigo 84 – Ressalvada a competência do Tribunal de Contas ou Órgão equivalente. c) Demonstração dos Resultados. uma vez que se constituem ferramenta fundamental para o processo de informações do Controle Interno. SIAPE – Sistema Integrado de Administração de Pessoal do Governo Federal e SIAFEM – Sistema Integrado de Administração Municipal para os Estados e Municípios.A Tomada de Contas é um levantamento e exame. 6 . formado por: Livros e demonstração das contas. – a contabilidade é a “Ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o aspecto do fim aziendal. organizado pelos Serviços de Contabilidade. ed.320/64. a exemplo do SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. 8 . Para LOPES DE SÁ (1977: 144)8. Dicionário de Contabilidade. Inventários. concentra-se nos Serviços de Contabilidade das três esferas de Governo. Antonio Lopes de. Nesse artigo a Lei nº 4. O exercício de uma Tomada de Contas pode ser organizado nas etapas abaixo discriminadas: a) Levantamento de dados e informações. dos responsáveis por bens. São a Paulo: Atlas. O foco principal deste artigo. a Contabilidade Pública se viu fortalecida com a criação de diversos aplicativos. dinheiro público. 3. 1977. Estadual e Municipal). Outras comprovações. 8 SÁ. Balancetes e/ou balanços. É o artigo 84 da Lei nº 4. a Tomada de Contas dos agentes responsáveis por bens e dinheiros públicos será realizada ou superintendida pelos Serviços de Contabilidade”. A nível do Governo Federal. nas três esferas de Governo (Federal.Definição do SIAFI como ferramenta de Controle Interno Com relação à Contabilidade. Revista e ampliada.320/64.

ficariam com os saldos bancários registrados e controlados e suas contas escriturais no Banco do Brasil S/A. com transações on line.93. Esse fato por si só já justificava a criação do SIAFI. e na diminuição de custos decorrentes da administração de caixa. Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinados a todos os níveis da Administração Pública Federal. nº 12). o controle com eficácia dos recursos alocados ao orçamento. Permitir aos segmentos da sociedade obterem a necessária transparência dos gastos públicos. o Decreto nº 95. Outras vantagens se sucederam. tendo como ferramenta as técnicas de processamento eletrônico de dados e como participantes as unidades executoras e da SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL. Permitir o registro contábil dos Balancetes dos Estados. e permitir o controle de Dívida interna e externa. centralizando e uniformizando o processamento da execução orçamentária. O SIAFI tem como legislação básica a Lei nº 4.11. Fornecer meios para agilizar a programação financeira. O SIAFI se constitui como uma modalidade de acompanhamento das atividades relacionadas com a administração financeira dos recursos da União.O SIAFI foi o primeiro aplicativo viabilizado na Contabilidade Pública e teve como um dos objetivos iniciais o estabelecimento da conta única. com vistas a otimizar a utilização dos recursos do Tesouro nacional. conforme legislação citada. na extração de informações gerenciais e de auditoria. o Decreto 93. financeira e patrimonial. os órgãos central. o SIAFI. Integrar e compatibilizar as informações disponíveis nos diversos órgãos e entidades participantes do sistema. como coordenadora. processo esse baseado no fato de que todas as unidades gestoras/on line do Sistema. 9 . de 05.452/86 (art. setorial e seccional do sistema de controle interno e órgãos executores. bem assim o das transferências negociadas. a nível analítico.000 contas correntes.320/64.872/86 e a Instrução Normativa MF/STN nº 08. Municípios e de suas Supervisionadas. Permitir a Programação e acompanhamento fisico-financeira do orçamento. tem como objetivos: Prover de mecanismo adequados do registro e controle diário da gestão orçamentária. a exemplo de oferecimento de um base de dados central acessada por todos. uma vez que o estabelecimento da conta única dispensou a utilização de 15. Criado face aos problemas de natureza administrativa e contábil com que o Governo Federal convivia em relação a gestão de seus recursos.

empenhada. objetivos. DOU/Suplemento nº 248. dos atos e fatos de uma gestão. comprometimento das dotações e fornecimento de informações gerenciais). arrecadem receitas.86. o SIAFEM terá as mesmas funções atribuídas ao SIAFI. sendo provido das mesmas funções e com Plano de Contas Único. a qualquer modo. e fornece informações gerenciais).3 . adaptado às peculiaridades existentes nas administrações estaduais e municipais. h) A individualização de devedores e credores com a especificação necessária ao controle contábil do direito ou obrigação. o Plano de Contas. realizada e a realizar. uniforme e sistemática (grifei). realizada e as dotações disponíveis. concilia a conta bancária. e) O acompanhamento e controle da execução orçamentária. Financeiro e Patrimonial das variações patrimoniais e dos resultados. a classificação e a escrituração contábil. Programação de Recursos Financeiros (registro de cronogramas de desembolso. f) O levantamento de Balanço Orçamentário. de maneira padrão.12. Segurança e Auditoria do Sistema (trata esses aspectos e gera informações em tempo real) 10 . bem como a despesa autorizada. e i) O controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos de interesse da Gestão. Conforme consubstancia essa instrução. de 23.3. previsão da arrecadação e fornecimento de informações gerenciais).Plano de Contas no Governo Federal Pela Instrução Normativa nº 023. d) A determinação dos custos dos serviços industriais. Registra Fatos Contábeis (gera lançamentos para todos os fatos de origem financeira.12. g) A análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros. trata os registros contábeis não gerados automaticamente.1986. Semelhante ao SIAFI e com os mesmos propósitos. o Governo Federal disponibilizou aos Estados e Municípios o SIAFEM – Sistema Integrado de Administração Financeira para os Estados e Municípios. b) Evidenciar a situação de dados quantos. metas. Se implantado nos Estados e Municípios. pelo método das partidas dobradas. c) O conhecimento da composição e situação do patrimônio envolvido. orçamentária e patrimonial. lançada. o Plano de Contas deve permitir: a) A identificação. de 30. efetuem despesas e administrem ou guardem bens pertencentes ou confiados a uma gestão. a Secretaria do Tesouro Nacional aprovou as normas gerais sobre o Plano de Contas Único da Administração Federal. a exemplo da execução do orçamento (registro do orçamento aprovado e das modificações orçamentária. emite Balancetes e Balanços. evidenciando a receita prevista.

controlar a validade dos dados fornecidos pela contabilidade. não é difícil entender que o Controle Contábil envolve o esquema organizacional. Relatório de viagens. Antônio Lopes de. afirma LOPES DE SÁ (1980:98)10. na explicação de LOPES DE SÁ (1980:98)12. 9 SÁ. Para os norte-americanos. Curso de Auditoria. e que só indiretamente são referidos aos registros contábeis”.3. os métodos. Antônio Lopes de. São Paulo: Atlas. ed. bem como os procedimentos. 1980. 10 12 Idem 11 . 1980. ensina que “na prática o que se busca conhecer é a eficiência da “vigilância” e da “proteção” aos bens e a força de trabalho. Análise do custo benefício. ou seja. “os controles internos são classificados em contábeis e administrativos”. se o que se investe e o que se obtem de recursos efetivamente oferece lucratividade. Dessa forma. ampliar a eficácia e assegurar a boa aplicação das instruções da Direção”. Programa de treinamento de pessoas. 6. LOPES DE SÁ (1980:98)9.4 . 6. Curso de Auditoria. Busca da eficiência da gestão/operacional. ed. fortemente ligados a: Salvaguarda dos Ativos. Estão incluídos ou relacionados no Controle Administrativo as seguintes tarefas: Análise estratégica.Definições da literatura sobre Controles Internos O Controle Interno é conceituado pelo “Institut Français des Experts Comptables” assim: “O Controle Interno é formado pelo plano de organização e de todos os métodos e procedimentos adotados internamente pela empresa para proteger seus ativos. Idem 11 SÁ. LOPES DE SÁ (1980:98)11 diz ainda que os “controles contábeis entendem sejam aqueles que se relacionam diretamente com o Patrimônio e com os registros e demonstrações contábeis (que eles dizem ser demonstrações financeiras). Verificação da fidedignidade de todos valores contábeis. São Paulo: Atlas. Os Controles Administrativos. economicidade ou adequada colimação dos fins procurados e programados”. entende “sejam os concernentes basicamente a “eficiência operacional” e a “vigilância gerencial”.

José Hernandes. Esses exames ou testes darão ao Auditor os entendimentos necessários dos sistemas adotados e um conhecimento razoável e sustentável de que os procedimentos verificados estão de conformidade com as normas institucionalizadas. proteção dos ativos e promoção da eficiência e eficácia operacional”. liquidação e pagamento.3. Regime de autorização e de registros capazes de assegurar um controle contábil sobre os investimentos. “O auditor deve observar. 13 14 Idem PEREZ. se o Controle Interno obedece aos princípios básicos peculiares: Existência de um Plano de Organização com uma adequada distribuição de responsabilidades. controle de freqüência. estimulação do respeito e da obediência às políticas da administração. fundamentalmente. financiamentos e sistemas de resultados da empresa (custos e receitas). 12 .Avaliação do Controle Interno e Fiscalização Conforme observa LOPES DE SÁ (1980:99)13.6 . débitos de tesouraria e contabilização). controle de almoxarifado e contabilização). a obtenção de informação adequada.Importância do Controle Interno nas esferas governamentais Para Perez (1998:67)14.” O Auditor deverá aplicar questionários (Cheq List) para determinados exames. b) Análise de ingressos Extraorçamentários (Depósitos de diversas origens. 3. São Paulo: Atlas. Renúncias de Receitas (isenções. Zelo do elemento humano no desempenho das funções a ele atribuídas. descontos. Esses exames devem ser centralizados em : a) Análise de ingressos orçamentários (Lançamento de Receitas.) inscrições de dívida ativa e contabilização). em nível adequado. e) Análise da Folha Pagamento (Admissão de pessoal. inscrição de restos a pagar. empenho. restituição de depósitos e contabilização). “Os controles internos tem como objetivos. c) Análise de Aquisições de Serviços Materiais e Obra (Processo licitatório. pagamento e contabilização). etc.5 . ou de metas das instituições (orçamentos). Recolhimento ao Caixa Único. 1995. Auditoria de Demonstrações Contábeis: Normas e Procedimentos. d) Análise de Pagamentos Extraorçamentários (Restos a pagar. a fim de que possa conhecer os controles com relação ao patrimônio investigado. faltas. geração da folha der ativos e inativos. demissão. Qualidade e responsabilidade do pessoal.

Ano XII. Antônio Carlos. o Controle Interno ajuda a administração a constatar se os objetivos estão sendo atingidos. 18 MOTA. contas. 1993)15: a) Administração Direta (Federal e Estadual). 1988. 4. e verificar se os recursos estão sendo recebidos integralmente e aplicados com parcimônia. quer em processo de formação” Conforme MOTA (1992:15)18.Assim. 1993. Faculdades Isoladas e Escolas. 3. São Paulo: Atlas. 6. Definição de Auditoria como elemento necessário aos Controles Internos A literatura no campo da Auditoria é relativamente abundante. A esse respeito. o equilíbrio entre os sistemas orçamentário. Para LOPES DE SÁ (1980: 20)17. São Paulo: Nova Fronteira. 2. São Paulo: Atlas. S. constatando-se nela uma tendência à especialização. Auditoria: Princípios e Técnicas. críticas e opiniões sobre as situações patrimoniais e aquelas dos resultados. d) Hospitais. comprovantes e outros registros financeiros de uma companhia. 17 SÁ. e) Estatais Estaduais Segundo Aurélio (1988: 136)16. c) Fundações e Associações sem fins lucrativos. Auditoria Independente . Dicionário Aurélio Escolar da Língua Portuguesa. 1. demonstrando a organização e execução dos orçamentos. e finalmente oferecendo os elementos para o processo de prestação de contas no final do período. João M. “Auditoria. no sentido de se encontrarem títulos assim classificados (NAGI. patrimonial e compensado. com ou sem eficiência.f. Curso de Auditoria. 1980. “Auditoria é a técnica contábil do sistemático exame dos registros. financeiro. visando apresentar conclusões. Set. 1992. quer formadas. In Revista Brasileira de Contabilidade. 13 .lugar ou repartição onde o Auditor exerce as suas funções. eficiência e eficácia. ed. de Holanda. os atos e fatos administrativa da Fazenda Pública. nº 84. com o propósito de determinar a integridade do sistema de 15 NAGI..Exame analítico e pericial que segue o desenvolvimento das operações contábeis desde o início até o Balanço”. Aurélio B. 16 FERREIRA. “Auditoria é o exame científico e sistemático dos livros. 2.cargo de auditor. ed. Antônio Lopes de.Caminhos Percorridos e Perspectivas Futuras. b) Universidade.Cont. a Contabilidade formaliza as informações necessárias à orientação administrativa.

Apesar de não ser um Auditor. Auditoria de Demonstrações Contábeis: Normas e Procedimentos. com o objetivo de fornecer a seus usuários uma opinião imparcial e fundamentada em normas e princípios sobre sua adequação” Na ótica de COOK e WINKLE (1983:4)21. contábeis e administrativos” Segundo MOTA (1992:19/20)19. julgando. do início até o fim. José Hernandes. através dos 19 20 Idem PEREZ. sua finalidade é determinar o grau de observância dos critérios estabelecidos e emitir um parecer sobre o assunto”. Gary M. o Auditor servir-se-á dos Registros Contábeis para penetrar no mecanismo de um escolhido Departamento. procedimentos. 1983. Quando da avaliação desse controle interno. 1995. etapa por etapa. rotinas e demonstrações contábeis de uma entidade. a Auditoria pode ser considerada como um órgão que se destina a examinar a organização no aspecto econômico e financeiro. ao executar seu trabalho durante uma Auditoria. bem como o resultado das operações e assessorar a companhia no aprimoramento dos controles internos. São Paulo: Atlas. define Auditoria: “Auditoria pode ser definida como o levantamento. São Paulo: Saraiva. basicamente pode ser definido como aquele que se preocupa em emitir uma opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em conjunto. porém em menor extensão. passando em cada Setor. das demonstrações financeiras. c) Auditoria de PED (Processamento Eletrônico de Dados) um auditor da área contábil. 21 COOK. d) Perícia Contábil – Quando em litígio algum dado financeiro tenha de ser comprovado. o juiz nomeará um Perito. PEREZ (1995: 13)20. criticando. procurando solucionar as dificuldades encontradas ou trazendo melhorias. operações das demonstrações contábeis resultantes. 14 . a Auditoria pode ser conceituada como: “O estudo e avaliação sistêmicas de transações. assim. o estudo e avaliação sistemática de transações. o Perito estará aplicando testes idênticos àqueles aplicados em um trabalho normal de Auditoria. Auditoria: Filosofia e Técnica. Após análises dos conceitos aqui emitidos. John & WINKLE. existem quatro tipos de Auditoria: a) Auditoria Operacional. deparar-se-á com controles cujas operações são processadas eletronicamente. procedimentos. avaliando cada fase das operações geradoras de despesas ou de rendas. deverá utilizar-se da ajuda de um especialista em informática para completar o seu entendimento e avaliação do controle interno da Companhia.controle interno contábil. b) Auditoria de Balanço é o tipo mais comum de Auditoria. que irá aplicar exaustivos testes para obter a referida comprovação. seguindo todas as fases das operações desse Departamento.

ed. ATTIE. a União.Auditoria Governamental A Auditoria Governamental é uma atividade de fiscalização orçamentária. 1984. subordinado às necessidades e desejos da administração superior. de que trata o artigo 77. g) Utiliza papéis de trabalho (formulários e documentos) para obter informações e fazer os apontamentos durante as verificações. estando. o controle externo (auditorias externas) será da incumbência do Poder Legislativo. Estados. Revista e ampliada. servindo de provas descritas das constatações e a evidência do trabalho executado. h) Obedece a 22 23 SÁ. Municípios e suas Autarquias. b) Objetiva atender aos interesses da administração. no entanto. d) Está preocupada com a intercepção de impropriedades e prevenir irregularidades. Conforme ensina LOPES DE SÁ (1977: 55)22 Auditoria Interna é “verificação dos fatos contábeis. Os papéis de trabalho irá fundamentar a opinião do Auditor no seu Relatório de Auditoria ou Parecer de acordo com as normas usuais de auditoria. e) A Auditoria Interna realiza um trabalho independente das pessoas. fornecendo a seus usuários uma opinião sobre as transações ocorridas no período. pelos processos técnicos da Auditoria. Tanto isto é verdade que a existência de uma auditoria interna eficiente e atuante é considerada como um ponto forte para efeito de Controle Interno (grifo nosso). com base nas atividades do controle interno.registros administrativos e contábeis. como também o de algumas de suas entidades vinculadas. Estes conceitos. Esses órgãos sofrem auditorias de caráter externos e internos. isto é. nos dão o direito de afirmar que: a) É realizada por funcionários ou servidores lotados na mesma instituição. De acordo com a Constituição Federal de 1988. São Paulo: Atlas. estando vinculadas a pessoa do auditor. através dos Tribunais de Contas. São Paulo: Atlas. O Campo de Atuação é o das pessoas jurídicas de Direito Público. da Lei nº 4.320/64. artigos já citados neste estudo. cujos serviços de auditoria são realizados quando solicitados ou atendendo programação própria de inspeção e/ou Auditorias. f) A Auditoria Interna se preocupa em realizar a revisão de atividades da Entidade. onde é dividido por áreas operacionais ou não. Auditoria: Conceitos e Aplicações. Distrito Federal. c) Obedecer a um Plano de Trabalho devidamente aprovado pela autoridade máxima da Administração ou ao Conselho Superior da Entidade. financeira e patrimonial e se refere a etapa final do Controle Interno. Antonio Lopes de. William. realizada por funcionários da própria Azienda”. 6a. a execução e a emissão de Parecer. Dicionário de Contabilidade. ATTIE (1984: 52)23 conceitua a Auditoria Interna como “é uma atividade em franco desenvolvimento e de grande importância para a administração de uma companhia. 2a. 1977. 5 . 15 . ed. as fundações e as empresas públicas.

que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. convênios. suficientes. os resultados e demais situações nelas demonstradas. 6 . privacidade dos dados e informações oriundas dos Sistemas eletrônicos de dados. a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados. humanos e tecnológicos disponíveis. avaliando a eficácia de seus resultados em relação aos recursos materiais.Tipos de Auditoria na área governamental Segundo MAGALHÃES (1996:6/9)24. b) Auditoria de Programas – Objetiva acompanhar. NO ALMOXARIFADO a) Sistema de Controle Interno inadequado. Eliezer Fonte. Recife. 7 – Perfil de Ocorrências Impróprias nas Prefeituras Municipais Conforme informações obtidas através do BDCE – Banco de Dados de Controle Externo. Curso de Auditoria Contábil em Entidades Governamentais. 1995. e se deles decorrentes expressam com propriedade a situação econômica-financeira do Patrimônio. ou por solicitação de outras autoridades. d) Auditoria Contábil – Objetiva obter elementos comprobatórios. Relatório Informatizado(1998). a seguir. Athena Empreendimentos Culturais LTDA. 24 MAGALHÃES. e dos resultados de inquéritos. de processos e documentos originais. acordos ou ajustes. Ministro de Estado. examinar e avaliar a execução de programas e projetos governamentais específicos. bem como a economia e eficiência dos controles internos existentes para a gestão dos recursos públicos. sendo realizadas para atender determinação do Presidente de República. do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco – Cadastro de Irregularidades: Esfera Municipal. verificar a execução de contratos. 16 . são discriminadas. da conferência de cálculos. c) Auditoria Operacional – Atua nas áreas inter-relacionadas do órgão ou entidade. de natureza incomum ou extraordinária. e) Auditoria de sistema – Objetiva assegurar a adequação. o elenco das falhas de forma consolidada: 1. dos registros contábeis. bem como a aplicação de recursos descentralizados. objetivando as diretrizes estabelecidas e a legislação específica. estão classificados os seguintes tipos de Auditorias: a) Auditoria de Gestão – Objetiva emitir opinião com vista a certificar a regularidade de contas.procedimentos relativos a exames físicos. f) Auditoria Especial – Objetiva o exame de fatos ou Sistemas considerados relevantes.

c) Ausência do Atesto na liquidação da Despesa. d) Saída de material desacompanhados da requisição.b) Ausência de conferência do material na recepção. etc. e) Despesa comprovada inferior ao valor concedido. 2. NAS CONCESSÕES E DESPESAS REALIZADAS POR MEIO DE SUPRIMENTO DE FUNDOS (ADIANTAMENTO OU SUPRIMENTO INDIVIDUAL) a) Sistema de controle inadequado. d) Pagamentos feitos em espécie. b) Nota de Empenho preenchida inadequadamente (razão social do credor com erros. e) Requisição de material com assinatura ilegível e sem o caminho de identificação. classificação da célula orçamentária com erros. e) Ausência de processo licitatório nas alienações. a servidor responsável por almoxarifado. acarretando diferença ao estoque. dos bens imóveis). por ocasião de substituição de chefia e no final do exercício. c) Ausência de inventários nos bens móveis. b) Ausência de controle individual de bens. c) Despesa realizada fora das especificações contidas na concessão. b) Concessão de suprimento a servidor responsável por dois suprimentos. f)Ausência de registros contábeis nas doações. d) Ausência de registros em cartórios de imóveis. 3. e) Fracionamento de despesa para fugir ao procedimento licitatório adequado. g) Locação de bens móveis de terceiros a preços aviltados. para aquisição de material de consumo. 4. EM PROCESSOS DE PAGAMENTO a) Ausência da Nota de Empenho. c) Furtos.). d) Concessão de suprimento. f)Ausência de inventários. f) Ausência da especificação do material adquirido ou do serviço prestado. 17 . sem a devolução correspondente do numerário. NA ÁREA PATRIMONIAL (BENS MÓVEIS E IMÓVEIS) a) Sistema de Controle Interno inadequado. domicílio bancário do credor com erros.

5. d) Ausência de pesquisa de mercado quando da realização de procedimento licitatório. b) Ausência de controle quanto aos benefícios de pensões temporárias. c) Processos licitatórios não numerados seqüencialmente e/ou autuados individualmente. b) Ausência de publicação resumida. sem a competente liquidação. e) Ausência de cobrança judicial da dívida ativa. e) Dispensa indevida de licitação. c) Ausência de inscrição da dívida ativa. NOS CONTRATOS a) Ausência de processos licitatórios. em desacordo com a legislação. c) Fixação de remuneração de forma arbitrária. NOS PROCESSOS LICITATÓRIOS a) Ausência do parecer jurídico nos processos licitatórios. 18 . sem amparo legal. EM PESSOAL a) Contratação de pessoal sem Concurso Público. 9. RESTOS A PAGAR a) Inscrição de Notas de Empenhos que deveriam ter sido tornadas insubsistentes. b) Pagamentos de Restos a Pagar. d) Concessão de isenção de tributos. b) Ausência de no mínimo três interessados no processo licitatório-convite. 6. c) Ausência de baixa nas Notas de Empenho prescritas. d) Servidores cedidos. c) Ausência de controles para os contratos. 8. NAS RECEITAS a) Sistema de controle inadequado. 7. b) Ausência de lançamento de tributos.f) Ausência da prestação de contas. f) Deficiências verificadas nos editais de licitação. g) Desobediência dos princípios de licitação pública. e) Inobservância do teto máximo de remuneração. f) Ausência de descontos mensal em folha de pagamento das obrigações devidas por servidores.

a existência de impropriedades e irregularidades mais comuns nas diversas áreas do Controle Interno. Licitação e Contrato. ed. Estadual e Municipal) com ocorrência de denúncias acerca de irregularidades cometidas por administradores que no exercício das funções pelas quais foram designadas. de 23.Conclusões Entre outras constatações este estudo procurou reunir informações bibliográficas. e) Ausência de acompanhamento da Administração nos contratos. imóveis.872. contratos. b) Convênio em realização sem aprovação pela autoridade competente. Finalmente. de preferência com “status” de Secretaria de Governo”. ATTIE. c) Irregularidade na apresentação do relatório-físico-financeiro. nas áreas de Contabilidade Pública. Assim. listamos a seguir uma série de providências necessárias para melhoria e adequação do Controle Interno nas Prefeituras Municipais: a) Implantação do Sistema Integrado de Administração Financeira para os Estados e Municípios – SIAFEM. exorbitaram de suas atribuições. vejamos: i) Constatou-se a existência de escândalos nas três esferas de Governo (Federal. BRASIL. Câmara dos Deputados. Decreto nº 93. d) Estudo sobre a viabilidade de criação de um Órgão de Auditoria ligado diretamente ao Prefeito. 10. William. 8 . DOU de 19 .d) Ausência de parecer do órgão jurídico. ii) Comprovou-se através de contatos pessoais no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. sobre auditorias realizadas em Prefeituras Municipais. b) Capacitação de pessoal. e pela experiência que temos como Auditores e Peritos Judiciais. BIBLIOGRAFIA 1. 2a. almoxarifados e receitas. 1984. da legislação e de outros aplicativos que sejam úteis ao Controle Interno. 2. suprimento individual. sem no entanto esgotar o potencial existente. sem que a administração tenha adotado as providências.86. c) Informatização para os controles de bens móveis. NOS CONVÊNIOS a) Ausência de Plano de Trabalho. e) Convênios com as Universidades Federais objetivando a capacitação do pessoal nas áreas citadas na letra “b”. Auditoria: Conceitos e Aplicações. transportes.12. São Paulo: Atlas. Informática e operacionalização do SIAFI.

6. 1980. Auditoria: Princípios e Técnicas. COSTA. MOTA. ed. 1995. 12. São Paulo: Atlas. JORNAL DO COMÉRCIO..99 – Economia.98. CERVO. Normas Brasileiras para o Exercício da Auditoria Interna. FERREIRA. Novem. de 30. 5. ed. Set. ISTO É. 22. 6a. Dicionário Aurélio Escolar da Língua Portuguesa. Constituição da República Federativa do Brasil. 2. Eliezer Fonte. nº 9. PEREZ. 18. Informativo da Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro.1994. 1983. ed. 2. São Paulo: Nova Fronteira. Ano 2. 14. 10. ed. 9. A Lei 4320/64 Comentada. 1978.. 4. João M. Ano XII. 1988. nº 84. CRUZ. 23. MACHADO JR. Auditoria Independente . Metodologia Científica: para uso dos estudantes universitários. Instrução Normativa nº 23. ____.3.Caminhos Percorridos e Perspectivas Futuras. Ano 30. SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL. ed. REVISTA PRESTANDO CONTAS. A lei nº 4320/64 comentada. Instrução Normativa nº 08. Athena Empreendimentos Culturais LTDA.86. São Paulo: Saraiva. BRASIL. Economia e Mercado. Brasília: Centro Gráfico do Senado. 16. de 05. Curso de Auditoria Contábil em Entidades Governamentais. Pedro Alcino. Revista e ampliada. 1977. Heraldo da. de 25.05. 8. Rio de Janeiro: IBAM. Edição de 19.12. Amado Luiz. MAGALHÃES. Antônio Carlos. Teixeira Reis. 1998. Aurélio B.11.05. Dicionário de Contabilidade. In Revista Brasileira de Contabilidade.02. Gary M. São Paulo: Mcgraw-Hill do Brasil. 13. São Paulo: Atlas. BERVIAM. 1992. 20. 1988. SÁ. 1997. 1997. Diário Oficial da União nº 248. 11.86. NAGI. 28. Auditoria de Demonstrações Contábeis: Normas e Procedimentos. EXAME. INSTITUTO DOS AUDITORES INTERNOS DO BRASIL. 1993.98. de 26.12.93.97. de Holanda. São Paulo: Atlas. ed. Auditoria: Filosofia e Técnica. Eraldo da Costa. Edição de 16. 20 . John & WINKLE. Flávio da. Auditoria Governamental. COOK. DIÁRIO DE PERNAMBUCO. 7. Antônio Lopes de. nº 05. 406p. REIS. São Paulo: Atlas. IBAM.11. 15. de 23. Curso de Auditoria. 2. 1997. 17. 6. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 1995. 21. pag. 19.3. BRASIL. José Hernandes.

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