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Apostila de Telecomunicações e Redes 1 (URI - Prof. Neilor Tonin)

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  • 1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
  • 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
  • 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais
  • 1.1.1 Bits x Bauds
  • 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal
  • 1.3 MODEMs
  • 1.4. Técnicas de modulação
  • 1.5. Características de uma transmissão
  • 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal
  • 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados
  • 1.5.3. Quanto à sincronização
  • 2. Conceitos básicos de Redes de Computadores
  • 2.1 Utilização das Redes de Computadores
  • 2.2 Estrutura de uma rede de computadores
  • 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores
  • 2.4 Arquiteturas de Redes
  • 3. Meios de Transmissão de Dados
  • 3.1 Meios físicos
  • 3.1.1 Linha aérea de Fio nú
  • 3.1.2 Par Trançado
  • 3.1.3 Cabo Coaxial
  • 3.1.4 Fibras óticas
  • 3.2 Meios não físicos de transmissão
  • 3.2.1 O Espectro Eletromagnético
  • 3.2.2 Transmissão de Rádio
  • 3.2.3 Transmissão de Microondas
  • 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas
  • 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz
  • 3.2.6 Satélites de Comunicação
  • 4. O padrão IEEE 802
  • 4.1 Camadas do modelo IEEE
  • 4.1.1 Camada física
  • 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC)
  • 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)
  • 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet
  • 4.2.1 Cabeamento 802.3
  • 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3
  • 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus
  • 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring
  • 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring
  • 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5
  • 5. Protocolos de acesso múltiplo
  • 5.1. Acesso baseado em contenção
  • 5.1.1. Aloha
  • 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)
  • 5.2. Acesso ordenado sem contenção
  • 5.2.1. "Polling"
  • 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio
  • 5.2.3. Inserção de Registrador
  • 5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)
  • 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus)
  • 6.1 Detecção de erros
  • 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)
  • 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)
  • 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)
  • 6.2. Correção de erros
  • 6.2.1. Descrição de um Código Hamming
  • 7. Software de Comunicação
  • 7.1. Protocolos de comunicação
  • 7.2. Protocolos de enlace de dados
  • 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter
  • 7.2.2 Protocolos Orientados a bits
  • 7.3. Protocolo de enlace HDLC
  • 7.3.1 Estrutura do Quadro
  • 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC
  • 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento
  • 7.4. O Modelo de referência OSI
  • 7.4.1 A Camada Física
  • 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados
  • 7.4.3 A camada de Rede
  • 7.4.4. A camada de Transporte
  • 7.4.5 A camada de Sessão
  • 7.4.6 A camada de Apresentação
  • 7.4.7 A camada de Aplicação
  • 8. A arquitetura da Internet TCP/IP
  • 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)
  • 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)
  • 8.3. Camada de transporte (3)
  • 8.4. Camada de Aplicação (4)
  • 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip
  • 8.6. Endereçamento Internet
  • 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets

Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. representando uma fonte externa geradora de ruído. e não mensagens. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. . permitindo que o sinal seja transmitido. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. de forma tão precisa quanto possível. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. Estes sinais são classificados. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. produzindo o ruído. podendo assumir qualquer valor real. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. Até o século 19. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. Os sinais analógicos variam de forma contínua. Além disso. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. Esta potência é suprida pelo emissor. O emissor é o ente que. uma função do tempo. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros).3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. 1. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. num dado ponto do espaço.3.1. acionado pela fonte. o que se transmite são sinais. produzindo o que se chama distorção. isto é. O destino é para onde se dirige a informação. os símbolos portadores da informação. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. tambores. que se somam ao sinal. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos.

o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. Alternativamente. azul e branco poderiam representar os grupos 11. No caso de uma comunicação “tribit”. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. com mais do que duas amplitudes. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. por exemplo. .1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. para se codificar n bits em um nível de amplitude. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. ligando e desligando uma lanterna. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. 01 e 00 respectivamente. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. uma unidade de informação é enviada. por exemplo. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. De uma forma geral. nas técnicas de modulação. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. 10. por exemplo. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. A taxa de sinalização. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. Ou seja. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. medida em bits por segundo (bps). formando caracteres ou palavras. vermelho. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. ou seja. pode ser feita através de sinais de luz. Por outro lado. o número de níveis necessários será oito. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. A cada vez que a lanterna pisca. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. Por exemplo.. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. Essa combinação é denominada “dibit”. são necessários 2n níveis diferentes. A figura 1. A voz. verde. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. Ao se transmitir dois bits por nível. por exemplo. 1. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1.

e um limite na potência do sinal. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). maior será a capacidade do canal. o emissor dispõe de um componente interno.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana.000. as freqüências são da ordem de 100. flutuações na atenuação do sinal portador. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. A alta freqüência deve. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. o modulador. Ruído e distorção sobre o canal. música. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. dados. depois da transmissão. Neste caso. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. Na verdade. enquanto para os tons mais altos. Da mesma forma. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo.000 Hz (100 MHz). a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. têm influência no número de estados de sinalização. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. a baixa freqüência possa ser recuperada. 1. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal.000. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz.000 Hz). a partir do qual. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. examinados os fatores que influenciam esse número de estados.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. Em outras palavras. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. Por exemplo. ser capaz de transportar a baixa freqüência. portanto. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. . deveremos usar um sinal DIBIT. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal.18000). Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. mas não para a transmissão de música. Normalmente. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds.

400 bauds e 6 bits por amostra. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. porém. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. acoplado ao meio. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. os símbolos portadores da informação. o receptor dispõe de um componente interno que. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. as ondas quadradas. o padrão de modem ITU V. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. na retirada. Para contornar este problema. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. transmitindo 20 bps em cada uma.32 bis opera a 14. custo alto. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. Essa estrutura exige um processador possante no modem.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. O V.800 bps. que recupera a partir da energia recebida. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que .6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1.FM. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão.4.400 bps. Por exemplo. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios .6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. o demodulador. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências.32 de 9. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. A figura 1. Infelizmente. utilizando 2.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno.

1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. para efeito de transmissão de dados. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". 1. Cada símbolo. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. por sua vez.34 possibilitando a comunicação com estes modems. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido.5. "letra do alfabeto". uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits.5. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. .: na conversação entre dois rádio-amadores.32 ou V. número de canais utilizados. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. etc. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. Por necessidade de codificação. Ex. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. Em particular. é que no seu todo. 1. por exemplo.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. Ex. na realidade.5. Normalmente estes modems tem recurso V.2. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. O que deve ficar claro. 1. pois o primeiro não o escuta. de um ponto a outro afastado.7. cada um possuindo seu próprio canal. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. aqui. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. "dígito decimal".Para transferir essa seqüência de bits. Ex.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. os símbolos ficam associados a caracteres. Atualmente. configurações dos sinais. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits.1. Veja figura 1. que compacta seqüências de bytes idênticos.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. etc). que são. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio.

8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. A camada de Enlace de Dados. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. Este é um problema de sincronização. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente.3. Na camada de Enlace de Dados. Por exemplo. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). ou quais bits são realmente de informação.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início .8). 1. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. Em vez disso. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. contudo. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1.sinaliza que um frame está começando. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. Como os bits de início. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. é também necessário sincronizar transmissões de frames. entretando. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. Elas podem. Um ou mais bits de fim. Bits de dados . síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. em uma transmissão com paridade par. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. . Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit.sinalizam o fim do frame de dados. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados.5. se o campo de dados tiver três bits 1.

tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. O receptor usa o mesmo algoritmo. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. eliminando a confusão por parte do receptor. por exemplo. Conseqüentemente. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. os frames podem ser extensos. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. que informam ao receptor o início de um frame. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. à medida que eles se tornam disponíveis. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. Quando os frames são maiores. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. O dispositivo de clock cria slots de tempo. Figura 1. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. A técnica. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. é determinista e apresenta baixo overhead. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. transmissão e utilização. utilizam transmissão síncrona. A Figura 1. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. O cálculo de CRC será visto porteriormente. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. Se estiverem ocorrendo erros. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. Algumas técnicas de codificação de dados. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Se os valores corresponderem. Assim como os bits de sincronização. são inerentemente sinais do clock interno. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. entretanto. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. Os bits de overhead (de sincronização.

10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Por outras palavras. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Qual é realmente a mensagem.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada.

mais especificamente. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. Histórico No início da história do processamento de dados ou. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. Quais foram.000 km/h. então. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. Para acessos infrequentes. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. e em seguida os componentes básicos de uma rede. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. em seguida. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. na época. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. vindo. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. cada máquina estava dedicada a um único usuário. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. . Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. 1. Por outro lado. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. ou seja. um campus). Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. os microcomputadores e os computadores pessoais. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. gerando atraso ou perda total do material. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. então. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si.1. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. foi caindo o preço da CPU. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. uma fábrica. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. dos computadores. Este sistema de transporte não é. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Paralelamente. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. obviamente. É a isso que se propõem as redes de computadores. Surge.

os dados são gerados em diversos locais. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Para aplicações militares. no acesso á internet através modem/provedor. bancárias. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. a ARPANET. De uma forma geral. É a fax/modem. telex. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. todos os programas. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. Em muitas aplicações. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. Como foi visto anteriormente. ainda. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. enquanto a Internet NÃO. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. pode-se citar. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. WAN: As PND(s) garantem largura de banda.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ).No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. entre elas. telefone. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. mais atrativa se torna a idéia de interligação. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. no mínimo. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. a perda completa do poder de computação é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos.). 2. de controle de processo industrial e muitas outras. etc. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. quem limita a vel. catastrófica! Podemos citar. o caso de uma empresa com várias filiais. etc. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. com um alto grau de coesão e transparência. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. dependendo de como ela é usada. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. Em suma. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet.

devem ignorar a mensagem. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. muitas vezes antes que a mensagem . da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes.multicast). As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. No caso de uma rede com topologia em barra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. Um terceiro sistema de difusão é o anel. a) b) c) d) e) f) Figura 2. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. os nós que não são destino. A figura 2. Neste caso. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. a) b) Figura 2. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). Neste caso. Tipicamente.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. Em um anel. A figura 2. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. comutador de pacotes. em alguns casos. nó de comutação.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. A figura 2.2 mostra algumas topologias possíveis. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ).

• Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. No método descentralizado ou distribuído. denominada hierarquia de protocolos. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. a) (b) (c) Figura 2. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. teriam uma complexidade difícil de controlar. Em um loop. No método centralizado. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. Exemplo: andares de um prédio. • Protocolos Basicamente. Ela pode fazer isto. não existe uma entidade central.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. Na alocação estática. Em contraste.4 – Hierarquia de protodolos . a menos que as mensagens sejam muito curtas. A Internet. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. por exemplo. com uma topologia em loop. 2. Optou-se então por dividir as redes em camadas. segundo uma hierarquia. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. dependendo de como o canal é alocado.3 Subredes de comunicação usando difusão. possui mais de 100 protocolos diferentes.

por exemplo.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). mas nada impediria que utilizassen Finlandês.6.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. Figura 2. Os tradutores usarão Alemão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. Ex.: comunicação virtual na camada 5. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. Figura 2. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. .

dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. roteamento. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. e o envio desses quadros com a sincronização. Isso significa estabelecer. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. tais como criptografia. controle de congestionamento. essa camada estabelece. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. TELNET.: FTP. manter e desativar as ligações físicas. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. TCP/IP (74) e Novell. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. tarefas administrativas e de segurança. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. controle de erro e controle de fluxo necessários. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. essa camada manipula os pacotes. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. Isso envolve características mecânicas. reempacotando-os se necessário. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. essa camada lida com o acesso à rede. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. SMTP).

6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. . b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão.

A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências.1 Meios físicos "Cabo é cabo.F. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. Willy respondia pacientemente. "Não". dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Reatância De modo similar à resistência. em um cabo de pares trançados. 3.7 GB. Sendo assim. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. de sua organização dentro da tubulação.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. manter e desativar conexões entre duas partes. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. onde eles serão finalmente lidos.. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. existem vários tipos de meios de transmissão. o Novato perguntava. embora o meio possa não ser metálico. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex).Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. por causa dos condutores. elétricas. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. . Segundo estas leis. como é o caso da fibra ótica. tais como: a resistência. no sentido estrito. J. a reatância. e Freed. Por outro lado. L. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. Por exemplo. funcionais e procedimentos para ativar. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). Derfley. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. cada par é um circuito físico (canal físico). Se o destino estiver a uma hora de distância. do tipo de isolamento entre eles. Um DVD armazena 4. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). quando se fala em termos de desempenho. não é mesmo?" . Existem vários tipos de linhas físicas.

no entanto. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. com um total de 4. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. 3. 3. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. vários fatores têm que ser levados em consideração. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. a) Par Trançado STP Um cabo STP. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. entre as causas para o downtime de uma rede. o hardware tem uma vida útil de 5 anos.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. Ao contrário dos cabos coaxiais.000 e 20. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. conformidade às exigências geográficas. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). Isto é.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Em um projeto de redes. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. seu custo era muito elevado. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais.9 horas inoperantes.000 reais. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. porém. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96].Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP .1. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. conformidade aos padrões internacionais. confiabilidade. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. .1. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. À medida que a distância aumenta. mas também facilidade de instalação. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. imunidade a ruídos. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. ou seja. limites de emissão eletromagnética. Por outro lado. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de.Unshielded Twisted Pair). Dessa forma. de acordo com pesquisas.6 paradas por ano em média. através do efeito de cancelamento. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96].1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários.

que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. fez com que se tornasse necessário. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. • • bitola do fio. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios.3 mm. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4.4 . o tamanho e o custo do cabo. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). 10 Mbits (3). sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94].Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. sendo que as classes 1 e 2.3 . Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado.1 . 16 Mbits (4). especificada em AWG (American Wire Guage). O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. Com o aumento das taxas de transmissão.Seção de cabo STP Figura 3.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. Não há blindagem física no cabo UTP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. 3. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. 4 . contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. Figura 3. e 100 Mbits (5).2 . mostrado na figura abaixo. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. níveis de segurança.Seção de um cabo UTP Figura 3. . uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.

Token Ring(16 Mbit/s)./Telecom.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc. Ind.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.1 . Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3. 3X.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP . AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).Idem ao anterior. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (. Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT .5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2.046 Mbit/s) IBM 3270.

que pode ser blindado ou não. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. . Figura 3. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. portanto de baixo custo.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. Na maioria dos casos. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados.2. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP.3 e 6. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. conforme o cabo. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. Ethernet e token-ring). salvo a conhecida exceção da fibra ótica. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. como mostra a Figura 3.km em média. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. e a ausência de luz representa um bit zero.16.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. não teria a menor utilidade. da sílica fundida para o ar. na prática. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. Convencionalmente.16 (b). nada escapa para o ar. o meio de transmissão e o detector. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz.1. Nesta seção.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. produz um ângulo β1. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. independente do desperdício de largura de banda. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. é interceptado na fibra.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. um pulso de luz indica um bit 1. Dessa forma. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. Figura 3. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. Devido a alta dispersão. Nela. . ao emergir. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. a origem da luz. ou acima dele. No entanto. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. a luz é refratada de volta para a sílica. ao incidir na fronteira e que. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico.4. Na extremidade de recepção. como mostra a Figura 3. por exemplo. de seus índices de refração).Km. por essa razão. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais.

2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro.4. na prática. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. uma matéria-prima barata e abundante. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. . A figura mostra a parte infravermelha do espectro. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. por sua vez.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros).4 a 0. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. Devido a esta característica. que. quando o fator de perda é dois. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. em decibéis por quilômetro linear de fibra. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. que variam de 0. mas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. e não por água. é a usada. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. para eles.17 – Tipos de fibra existentes 3. Figura 3. que. é produzido a partir da areia. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que.1. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. seria possível ver o fundo do mar da superfície.Km. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula.

os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio).30 e 1. A Figura 3.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. 1. Nas fibras monomodais. Nas fibras multimodais. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. protegidos por uma capa externa. . o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. a exceção fica por conta da malha entrelaçada.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. eles são depositados no fundo. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. Geralmente.4. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. Perto da praia.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano.19 (b) mostra um cabo com três fibras.1. as fibras são agrupadas em feixes. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. Esses pulsos são chamados de solitons. no entanto. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. Essa expansão é chamada de dispersão.85. por outro lado. Em seguida. para manter a luz no núcleo. respectivamente.55 micra. Normalmente. Elas são centralizadas em 0. Em águas profundas. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. Atualmente. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. 3. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. o núcleo tem entre 8 e 10 micras.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. No centro. A Figura 3. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. mas. Felizmente. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. nesse comprimento de onda. o que. descobriu-se que. Figura 3. Figura 3.85 mícron tem uma atenuação maior.

elas podem ser encaixadas mecanicamente. por essa razão. nesse caso.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo.4. é o repetidor ativo.1. Nos três tipos de encaixe. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. . Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal.4. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. Eles têm diferentes propriedades. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas.4 . elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet.20. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. Com pulsos de potência suficiente. Em terceiro lugar. no entanco. Em primeiro lugar. Em segundo lugar.20. é extremamente confiável. No máximo. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. como mostra a Tabela 3. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. como mostra a Figura 3.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. 3. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. há uma pequena atenuação. Em geral. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. Nesse caso. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. Dois tipos de interfaces são usados. ele deixa um computador off-line. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. um conjunto de ligações ponto a ponto. na verdade. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. mostrado na Figura 3.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. O ruído térmico também é importante. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Figura 3. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps.

como o sinal é regenerado em cada interface. eles afetam um ao outro e. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. Quando uma interface emite um pulso de luz. consequentemente. que a fibra é uma tecnologia nova. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. de modo que não há espaço para aumentar. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Por essas razões.21. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. A fibra tem muitas vantagens. Para começo de conversa. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. que é mostrada na Figura 3. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. no entanto. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. Se um repetidor ativo entrar em pane. por isso. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. Por fim. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. a fibra é mais leve que o cobre. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. representa uma economia significativa. Figura 3. Além da remoção. ela é fina e leve. dessa forma. possibilitar a transmissão dos dados. e subseqüente substituição. o anel será interrompido e a rede. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. o que. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. adapta-se muito bem a regiões industriais. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. além do mais. na prática. cuja manutenção é extremamente cara. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Devido à baixa atenuação. Nesse projeto. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Vale lembrar. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. Da mesma forma. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. Nas novas rotas. Por outro lado. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. Além disso. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. Na prática. Como a transmissão é basicamente unidirecional. o que. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. desfeita.

. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. O rádio. mas eles são difíceis de produzir e modular. notebook.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887.. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos. No vácuo. Essa velocidade. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. pelo que se vê... O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. 3... de baíxa.. a freqüência ou a fase das ondas.. Extremely e Tremendously High Frequency.2. Portanto... Ultra. já que têm freqüências mais altas.. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. No entanto..... AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. geralmente chamada de velocidade da luz.. Super.000 Km/s. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio..... Finalmente. no futuro.. o par trançado. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável.. de 30 kHz a 300 kHz). os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente. Algumas pessoas chegam a acreditar que. florestas. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. No entanto. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.... Esses foram os últimos nomes criados e. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz. MF e HF são as abreviaturas. Astonishingly e Prodigiously (IHF. em inglês. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. consulte Green (1993).. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre... Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico....... No cobre ou na fibra. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.)..[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio. respectivamente.. pessoas que precisam estar permanentemente online. a microonda.. Para os usuários móveis....22...1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. que é de cerca de 300. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz. A luz ultravioleta. (lambda).22 são os nomes oficiais definidos pela ITU.. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados... telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio. Os termos LF. desde que sejam moduladas a amplitude... todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio... palmtop. só haverá dois tipos de comunicação. independente de sua freqüência. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. devido a acidentes geográficos (montanhas. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.... Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. portanto.. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado.. as comunicações por fibra e as sem fio. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. Nesta seção.[30000Hz ate 300000Hz] ... ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo... pântanos etc... quando esses nomes foram criados....[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency). Very.. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez ... Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop.. Vê-se com clareza que. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores.. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. Todos os computadores. média e alta freqüência... e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz).. 3. que é universalmente designada pela letra grega λ.. f.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. Nas faixas VLF. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. de repente.2. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. Quando o motorista pisava no pedal de freio. (2-2)J. seja em ambientes fechados ou abertos.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. a interferência entre os usuários é um problema. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. às vezes. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. Nas bandas HF e VHF. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. os Cadillacs enlouqueciam. No entanto. portanto.23(a). Em todas as freqüências. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. são largamente utilizadas para comunicação. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. o computador prendia e soltava os freios. como se fosse uma antena. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. Nas freqüências baixas. LF e MF. Por essa razão. começou a surgir um padrão. portanto.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. como mostra a Figura 3. e o controle era feito por computador. nas mais altas. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. Nas freqüências altas. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . as ondas de rádio atravessam os obstáculos. Na década de 1970. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. Elas também são absorvidas pela chuva. Eventualmente. As ondas de rádio também são onidirecionais. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. mais ou menos 1/r' no ar. mas. esse raio de ação é bem menor. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. Um belo dia. em vez de travá-los de verdade. as ondas que alcançam a ionosfera.

muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. Inc. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. que já detinha muitos direitos de caminho e. Quanto mais altas são as torres. Como as microondas viajam em linha reta. em telefones celulares. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. elas ricocheteiam na atmosfera 3. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. Antes das fibras óticas. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. o primeiro nome da MCI. Além disso. era Microwave Communications. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. os sinais podem ricochetear diversas vezes. Na verdade. (b) na HF. Consequentemente. absorção pela água. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). Ele depende do tempo e da freqüência. em comunicação. mas. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. ao lado da estrada de ferro. Em determinadas condições atmosféricas. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas.. ainda há alguma divergência no espaço. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. consequentemente. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. Além disso.2. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. é preciso instalar repetidores periodicamente. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Em resumo. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância.. trata-se de um grave problema. na distribuição por televisão etc. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. (A Sprint trilhou outro caminho. as microondas não atravessam os prédios. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. VF e MF. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. provocando uma grave escassez de espectro.). A microonda é relativamente barata. . Figura 3. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. mais distantes elas precisam estar. como mostra a figura 3. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e.23 – (a) Nas faixas VLF. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. Além do mais.23 (b) .

e Bantz e Bauchot. mencanismos de abertura de portão de garagem. Depois da conferência. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. A banda 900 MHz funciona melhor. nos Estados Unidos e no Canadá.400-2. Uma banda é alocada em escala mundial. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Nos dois outros dias. Nesse caso. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. a banda industrial/científica/médica. certa vez. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. Pela sua própria natureza. perdendo pouco a pouco as características de rádio. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. 1994. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. Em geral. o problema voltou a se repetir. um feixe muito estreito. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. como mostra a Figura 3. Por exemplo. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. 3.484 GHz.850 GHz. Por esses rriotivos. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. 1993. mas. ao contrário dos sistemas de rádio. as microondas têm outro uso importante. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. depois de três dias. também pode ser vista como uma grande limitação. mas têm um grande inconveniente. não precisa de uma licença da FCC. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. 3. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina.2. Geralmente. que só podem ser instalados com uma licença. Por outro lado. Além dela. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . À noite. nos dias de sol. pois evitam os problemas de licenciamento. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela.24. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Essas ondas são relativamente direcionais. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. consulte Adams et. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. Al. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes.2. portões de segurança etc. Devido a essas propriedades. funcionam normalmente. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. 2. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. assim.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. No entanto. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. Às 9h da manhã seguinte. Os controles remotos utilizados nas televisões. há alguns quílõmetros dali. quando tudo funcionou perfeitamente bem. ao contrário das microondas. a principal virtude do laser. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e.725-5. seriam desativadas. os organizadores conseguiram resolver a charada. baratas e fáceis de construir. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. Portanto. em um belo dia de sol. No entanto. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas.

É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). no qual há 2 lasers.000 Km acima do equador. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. transmissões televisivas. cada um deles ouve uma parte do espectro.2. 3. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. Próximo à superfície terrestre. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . A figura mostra um sistema bidirecional. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. para evitar interferência com o sinal de entrada.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). .6. numa razão exponencial de 3/2. Figura 3. Em seguida. Ele contém diversos transponders. 3. que os tornam atrativos para muitas aplicações. uso governamental e militar etc.a lua .e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões.1 Portanto. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. aparentemente imóvel. o período é de cerca de 90 min. Os feixes inferiores podem ser largos. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. ele gira na mesma velocidade que a Terra. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. pois.).2. Infelizmente. ou estreitos. Com um espaçamento de 2 graus. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. Com a tecnologia atual. 1 Para os puristas. Entretanto. em uma altitude de aproximadamente 36. para evitar interferência. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. caso contrário.09 segundos. o período do satélite é de 24 horas. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação.

se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. a divisão dos transponders em canais era estática. Em geral.000 Km/s). Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. Felizmente. Normalmente. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders.26 Nesse modo de operação. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. Nos primeiros satélites. Entretanto. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). o uplink é adequado para 19. é óbvio). Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra.25 . Hoje em dia. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. 1994). em geral. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). Portanto..25. Em muitos sistemas VSAT. Essa banda não está (ainda) congestionada e. Em vez disso. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. Com a enorme queda de preço. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. Por isso. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. . Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. portanto. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. Figura 3. Essas bandas já estão sobrecarregadas. em vez de apenas uma. como mostra a Figura 3. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). mas o downlink exige mais 512 Kbps. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. o problema pode ser contornado com antenas.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. o hub. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Além disso. são localizadas grandes tempestades. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. nessas freqüências. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. portanto. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. existe um outro problema: a chuva. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. é necessária umaestação em terra especial. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. Como alternativa. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. com freqüência. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Geralmente. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. Para começar. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3.2 Kbps.

a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. mas com uma diferença. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. 3. dados.VSATs usando um hub Nos satélites. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). Subitamente.628 células sobre a superfície da Terra. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. Aqui. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. Em 1990. como mostra a Figura 3.26 . Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio.27 (a). do ponto de vista da segurança e da privacidade. em órbitas polares circulares. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Há serviços de voz.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. mas os usuários são móveis. Por isso. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. com um satélite a cada 32 graus de latitude.6. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários.272 canais mundiais. Com seis eixos de satélite. nesse sistema as células e os usuários são móveis. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. um detalhe fundamental para a comunicação militar. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. outro o substituiria. Figura 3. Cada célula teria 174 canais full-duplex. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. Para algumas aplicações. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. como sugere a Figura 3. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Alguns desses seriam . paging. com um total de 1. essa propriedade é muito útil. toda a Terra seria coberta. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. para um total de 283. Mais tarde. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo.27 (b). fax e navegação em qualquer lugar da terra.2. como no rádio celular convencional. Portanto. Por outro lado. as células são fixas. Normalmente. a difusão do satélite pode ser mais barata. mas os outros são semelhantes.

mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. mas destinadas a um satélite remoto.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. examinaremos alguns desses mercados. Subitamente.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. apareceriam aos montes. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. Entretanto.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1.6 GHz. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. em troca. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. em áreas desenvolvidas. Isso era praticamente tudo o que existia na época. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. Há 20 anos. Havia modems de 1. como SMDS e B-ISDN. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Figura 3. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. As mensagens recebidas por um satélite. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação.628 células sobre a superfície da terra . em princípio. Afinal de contas. Agora. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. o que requer pouquíssima largura de banda. mesmo em áreas subdesenvolvidas. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. a 1. Apesar de uma única fibra ter. Com o surgimento da concorrência. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. tinham lucro garantido em seus investimentos. esse quadro se alterou radicalmente. Além disso.

enquanto o par trançado STP é desprotegido. meios físicos e não físicos. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. Nas redes locais com par trançado. O espectro da luz visível. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. 9) Assinale com um X na resposta certa. b) O padrão 802. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. meios analógicos e meios digitais. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) O par trançado STP possui uma blindagem. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. enquanto o par trançado UTP é desprotegido.

Os padrões são divididos em partes.2 IEEE Figura 4.1). etc. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. O padrão 802. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8..) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits.) das conexões físicas. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). incluem CSMA/CD.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control). Assim. As partes de 802. dimensões do suporte físico de transmissão.1 Camadas do modelo IEEE 4. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. coletivamente conhecidos como IEEE 802. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. respectivamente. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. etc. Esses padrões. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. impedância. consulte Stallings (1993). no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito.5 . etc. mas são compatíveis na camada de enlace de dados.5 descrevem os três padrões de LAN. As três seções a seguir explicam esses três sistemas.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. O IEEE produziu vários padrões para LANs.3 a 802. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI).1 Enlace Física LLC MAC 802. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento. as características mecânicas (tipo de conectores. token bus e token ring. os padrões CSMA/CD. Para obter maiores informações. Por outro .3 802.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel).2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. define as características elétricas (níveis de tensão. O padrão 802. cada uma publicada como um livro independente. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. 802. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4.1. 4.).1.4 802..

3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. 4.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. haverá uma colisão. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. Mais tarde. que a radiação eletromagnética se propagava.1. Padrão IEEE 802. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. Se o cabo estiver ocupado. Esse padrão formou a base do 802. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores.3.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. em 1887. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. Além disso. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. em determinada época.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. O padrão 802. O padrão ANSI/IEEE 802. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.3 tem uma história interessante. Os outros padrões que aparecem na figura 8. ela começa imediatamente a transmissão.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. foi acrescentada a detecção de portadora. Neste tipo de serviço não há. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. E assim por diante.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. dentre eles se encontram o CSMA/CD. ela escuta o cabo. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros.2. .1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. token ring e token bus. portanto. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. – Padrão IEEE 802. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. 1976). de seqüência e de controle de fluxo. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). O padrão IEEE 802. Para relembrar. antes da fase de troca de dados propriamente dita. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. O padrão 802. Esse sistema foi chamado de Ethernet. caso contrário. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. 4. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. que utiliza o protocolo LLC. a estação aguarda até que ele fique livre. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. quando uma estação quer transmitir. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802.

conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios.3 de banda básica Historicamente.Três tipos de cabos 802.3. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). usaremos os termos “802. que são mais confiáveis e fáceis de usar. veio primeiro. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. Normalmente. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. O quinto par. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. Para o lOBase5. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. Quando é detectada uma colisão.2 mostra esses três esquemas de fiação.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). Com o 10Base5. Esse esquema é denominado lOBase-T. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Basicamente. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados.1 Cabeamento 802. começaremos a nossa discussão a partir daí. Nos próximos parágrafos. Em vez do uso de conectores de pressão. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. um eco será gerado e enviado de volta.000 m Nós/s 100 30 1.024 1. A Figura 4. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. respectivamente. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor.Os tipos mais comuns de LANs 802.2 . Figura 4. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los.1 . O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. Geralmente. é possível localizar a origem do eco. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. que nem sempre é utilizado.2. 4.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. o cabeamento lOBase5. Essa placa contém um chip controlador que . reduzindo assim o número de transceptores necessários. A detecção de cabos partidos. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Por essa razão. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador.3” e “CSMA/CD”. Historicamente. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão.

acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4.4. Nela. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. é uma variação da codificação Manchester básica.3(b). Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele.3 . O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). O Protocolo de Subcamada MAC 802. vem um byte Início de quadro.3 A estrutura dos quadros do 802.4 -O formato do quadro 802. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. o fim ou o meio de cada bit.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. Figura 4. mostrada na Figura 4. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. Se uma estação enviar o string “0001000”. O quadro contém dois endereços. existe uma transição no meio. um para o destino e um para a origem. 85 volts. todas as estações do grupo o recebem. Na codificação Manchester.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). não existem cabos. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). pois isso gera ambiguidades. Nenhuma das versões do 802. No 10Base-T. O sinal alto é de + 0. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. Em ambos os casos. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. Figura 4. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. pois os pulsos são a metade da largura. Em seguida. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. mas oferece menor imunidade a ruido. 1985a) é mostrada na Figura 4. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor.0. No O binário.3.3 (IEEE.3(c). apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). resultando em um valor DC de O volts. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. que utiliza fibra ótica. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. sem fazer referência a um relógio externo. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. 85 volts e o sinal baixo é de . O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. A codificação Manchester diferencial.3 é o lOBase-F. cada um contendo o padrão de bit 10101010.

operando a 1 Gbps. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. a estação A. Para uma LAN de 2.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. B. em uma extremidade da rede. mesmo assim. B sabe que uma colisão ocorreu. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. Apesar de válido. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. é concebível que haja uma colisão. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. começa a transmissão.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão.400 bytes. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. Para evitar que essa situação ocorra. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). O emissor concluirá. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. . que o quadro foi enviado com êxito. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto.3). o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja.E). um transceptor trunca o quadro atual. no tempo x . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. então. No entanto. a estação mais distante.500 m. No tempo 0.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. O campo final do 802. do endereço de destino até o campo checks um. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. o checksum certamente estará errado. o 802. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo.3 é o de Checksum. um campo de dados de O bytes causa problemas.500. Mais ou menos no tempo 2t. de um mínimo de O a um máximo de 1. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. o quadro mínimo permitido deve levar 51. Em seguida. onde ele pode colidir com outro quadro. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. e o erro será detectado. proporcionalmente. Como alternativa. Esse problema é ilustrado na Figura 4. Figura 4. Quando detecta uma colisão. envia um quadro. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t.5.

Depois disso.3.3. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico.4 (Dirvin e MilIer. com um pouco de má sorte. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. 802. 1986. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. a camada física é totalmente incompatível com o 802. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. 5 e 10 Mbps. e JEEE.3 ser amplamente usado em escritórios. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. Quando uma estação passa o token.4: Token Bus Apesar de o 802. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado.Consequentemente. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. o do anel. 1 e desocupado no cabo. Para a camada física.4. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). na pior das hipóteses. . Como apenas uma estação por vez detém o token.6). ocupando mais de 200 páginas. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. as estações 14 e 19 na Figura 4. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). com ou sem headends. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. os quadros 802. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Além disso. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. Padrão IEEE 802. Quando o anel lógico é inicializado. Além disso. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. com as ações desenvolvidas em Ada®. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Figura 4. Infelizmente. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário.6 .3. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. o 802.Token bus Esse padrão. portanto. descartando aqueles que não forem endereçados a ela.4 os mostra como máquinas limitadas. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros.4 é muito maior do que o 802. e é muito mais complicada. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. O padrão 802. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. o campo de comprimento não é necessário. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão).7. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. O token se propaga em torno do anel lógico. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede.3 não têm prioridades. Entre outras coisas.6). 1985b). não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. Fisicamente. mas com o comportamento do pior caso conhecido. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. elas não estarão no anel (ou seja. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. descreve uma LAN chamada de token bus. ele é diferente do formato de quadro do 802.4 é muito complexo. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. Além disso. Em suma. um novo padrão foi desenvolvido. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato.3. cada estação recebe todos os quadros. Logicamente. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. Conseqüentemente. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. O protocolo MAC 802. não há colisões. enquanto o 802. como no 802. São possíveis velocidades de 1. mas não gostaram da implementação física.3.

mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. além disso. 1992).5. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. Com o token bus. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. 4. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. O padrão 802. cada bit ocupa 200/R m no anel.3.000 m. Assim como no 802.3. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. esse campo carrega a prioridade do quadro. os dois grupos se comunicavam. não. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel.3 (sim. Em relação aos quadros de dados. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. Observe que o protocolo 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. Dentre suas diversas características interessantes. Como mencionamos anteriormente. pois ele não teria o token. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. Por essas razões. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. cuja circunferência seja de 1.7 – Formato do quadro 802. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital.3. ela não se importa com seu conteúdo. O anel. Isso significa. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. eles não concordavam muito um com o outro). será emitido um bit a cada 1/R .4 inicial permite os dois tamanhos. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. podem ser feitas em par trançado. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. enquanto o 802.3 não tem qualquer quadro de controle. us.8. Enquanto estiver no buffer. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. em seguida. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. além de ser confiável. é o “tamanho físico” de um bit. por exemplo.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. que um anel de 1 Mbps. . 1985c. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. cabo coaxial ou fibra ótica.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. Padrão IEEE 802. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. Sem esse indicador. é copiado novamente para o anel. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. e até 8. No que diz respeito aos quadros de controle. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. por exemplo. Latif et aí. Um aspecto principal.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. no projeto e análise de qualquer rede de anel.3. O campo Dados pode ter 8. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões..5 (JEEE. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão.3. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante.

os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. chamado de token. Na camada física. a própria interface. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. a estação seguinte verá e removerá o token. eles são removidos do anel pelo transmissor. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. a estação deve regenerar o token. em seguida. Agora. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. ele será removido. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. removendo assim o retardo de 1 bit. de forma que haja uma fila em cada estação. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. No modo de transmissão. escuta e transmissão. Ocasionalmente. Quando um quadro é difundido para diversas estações. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. quando o tráfego for pesado. Dessa forma. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. para compará-los com os dados originais. mas o 802. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. como mostra a Figura 4. exatamente da mesma forma como o token o resolve. ou descartá-los.3(c)]. Esses sinais que não . Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. No modo de escuta. enviará um novo token. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. em vez de falarmos sobre token rings em geral. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. para marcar o início e o fim de um quadro). À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. o 802. em uma sequência de revezamento. discutiremos o padrão 802. o bit deverá seguir o checksum. 5 volts de magnitude absoluta. para garantir que o anel possa conter o token. geralmente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. transmitirá um quadro e. antes de transmitir. Quando o tráfego for leve. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. inicialmente zero. inserindo seus próprios dados no anel. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. Normalmente. uma estação se apoderará dele. um padrão de bit especial. ela ativará o bit. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring.5 em particular. E fácil lidar com confirmações em um token ring. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. Como só existe um token. especialmente à noite. o problema de acesso ao canal é resolvido. A estação transmissora pode salvá-los. Entretanto. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. Em quase todos os anéis. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. Assim. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. com o retardo de 1 bit. precisa armazenar um ou mais quadros. Quando o último bit do quadro tiver retornado.8(b).5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido.

Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Um anel 802.8(c). para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos.9.6. Figura 4.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. então. a estação envia o resto de um quadro de dados normal.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. Em seguida. Embora logicamente seja um anel. Consequentemente. mas os formatos e os protocolos são diferentes. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. Apesar de o padrão 802. como mostra a Figura 4. como mostra a Figura 4. O anel pode. Figura 4.. Quando não há tráfego no anel. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. com uso de um centro de cabeamento (wire center). . a maioria das LANs 802. o anel morrerá. Esse problema pode ser resolvido elegantemente.10.3. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. um token de 3 bytes circula indefinidamente.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. na verdade. 1983).9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. Como mostra a Figura 4.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. uma de cada vez. 4. Os relés também são operados por software. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação.

sob carga alta. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. do tipo mais amplamente usado no momento. sob carga baixa sempre há um retardo. Por fim. se tiverem a chance.3 não é determinístico. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles.7. também são permitidas prioridades. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. mesmo em um sistema que esteja inativo). comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir.3. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. o 802. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. com frequência. 1995)]. portanto. apesar de o esquema não ser justo. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. o que é. que pode afetar seriamente o throughput. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. Além disso. e não são necessários modems. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh.4 e 802. portanto. são excelentes. sem fazê-la cair. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. indicando suas vantagens e desvantagens. Comparação entre 802. como no token bus e ao contrário do 802. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs.3 possui um componente analógico substancial. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. incluindo modems e amplificadores de banda larga. O protocolo é simples. Como alternativa. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. como a voz digitalizada. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. o cabo precisa ser mais curto. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. Assim como no token bus. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. Sob diversas circunstâncias. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. que introduz um componente critico. são possíveis quadros curtos. Além disso. de longe.3. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. mas. Ele também não possui prioridades. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. Além disso. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. À medida que a velocidade aumenta. Para começar. . Do lado negativo. de pombo-correio a fibra ótica. que utiliza conexões ponto a ponto.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis.3. como em todos os sistemas de passagem de token. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. pois os tempos de transmissão de quadro caem. todas as três têm um bom desempenho. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. Além disso. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. transformando-se efetivamente em TDM. ao contrário dele. cada um com propriedades específicas. Começaremos com as vantagens do 802. Ele é mais determinístico do que o 802. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. os funcionários dos departamentos de marketing. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. o throughput e a eficiência. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca.3. o 8 02. a presença de colisões se torna um problema grave. Trata-se. mas também de voz e de televisão. Por fim. o desempenho. elas apenas transmitem imediatamente). 802. Um cabo passivo é usado. sob carga alta. 5 km (a 10 Mbps). pois o transmissor precisa aguardar o token. Por outro lado. a eficiência diminui. não apenas de dados. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. mesmo quando está transmitindo. independente da taxa de dados). A exemplo do token bus. Nosso próximo assunto é o token ring. O tamanho do cabo é limitado a 2.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.9.3 e 802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . E se não tiver.4 e 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.4 3)802.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.5 2) O que é o CSMA/CD. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.5.3 2) 802.

Veja a figura 5.1. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. A B C Figura 9. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.1. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. o que implica em uma utilização deficiente do canal.1 – Aloha puro A B C Figura 9. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido.2. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. ambas devem ser retransmitidas. Ao completar a transmissão. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem.1. nenhuma dificuldade é encontrada. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia.2 – Aloha em intervalos . Sendo assim. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. 5. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. em Honolulu. Um terminal que deseje transmitir. Veja a figura 5.1. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro.

o tamanho das mensagens. O CSMA/CD. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. interrompe a transmissão no caso da colisão. Para conseguir implementações mais práticas. tenta transmitir mais tarde. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. Em redes locais. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. Para minimizar a quantidade de dados perdidos.se o nó detecta o meio ocupado. etc. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. a estação . é muito pequeno e. Na forma mais simples desta técnica. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. O tempo que o meio fica livre. um valor de p menor do que 1 é escolhido. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida.o algoritmo é repetido na nova tentativa. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. 03.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . 1 e 0. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. ao contrário dos outros 2 métodos. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. conhecido como janela de colisão. Desta forma.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. então n. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. então suas mensagens irão colidir e se perder. mesmo que tenha colidido com outra. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. logo que detecta o meio livre. Os valores típicos para p estão entre 0. Caso a estação detecte o meio ocupado. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e.se o nó detecta o meio livre. Se existir mais que um equipamento esperando. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. 2. neste período. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. portanto. 3. entre duas transmissões. o np-CSMA espera um tempo aleatório. o número de usuários aguardando para transmitir. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. a estação tenta transmitir com probabilidade p. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e.1. Após o término da transmissão. ele transmite sua mensagem.2.

Como já foi dito. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. como por exemplo. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. A cada nova colisão sucessiva. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). permitindo um volume de tráfego também maior. Para o caso da rede Ethernet. Portanto. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. uma vez que o tempo de propagação é finito. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. 4xTp Logo. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. o que implica em uma interface mais cara. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". e é de fato o método mais difundido em redes locais. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. Assim. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. seu desempenho é maior. Para haver detecção de colisão. mais o tempo de reforço da colisão. desta forma. Após um número específico de tentativas sem sucesso. durante uma transmissão. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. À medida que a carga da rede cresce. uma vez detectada a colisão. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. Quando ocorre uma colisão. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. com a redução total da carga da rede. mas também pelo método de acesso. Também.taxa de transmissão Tp . tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. algumas aplicações de automação de escritório. Quando ocorre alguma colisão. as transmissões vão se ajustando gradativamente. o valor de r é dobrado. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. Neste caso. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. . Neste caso. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. onde: M . a monitoração do nível de energia do canal.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. e também pela eficiência. fazendo assim. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. O CSMA . o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s.tamanho da mensagem C . Nota-se portanto. penalizando a estação que colide muitas vezes. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". No entanto. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. daí a origem do nome do método. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez.

sincroniza os receptores e transmissores. um dispositivo gera os slots (cria os slots.2.2. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. ou seja. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. . R. e é esse espaço que é dividido em slots. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. circulando encostados pára-choque com pára-choque. inicia os outros bits de controle. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. 5. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. No "polling" centralizado. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. e assim por diante. onde alguns estariam carregados e outros não. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. uma vez criados. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5.2. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. ou seja. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Ao querer transmitir. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. evitando o problema da colisão. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). Porém. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. informando que está disponível.2. Como foi dito. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. o método CSMA/CD é muito eficiente. Sua interface é bem simples e barata. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle.) que. etc. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios.1. Cada repetidor no anel produz um retardo. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. Em tempo de inicialização. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. Esse interrogatório pode ser cíclico. um por um e seqüencialmente. estão prontos para ser usados. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. Dessa forma. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. devido a sua estrutura centralizada. ele pergunta aos nodos. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. comparada com 83% da técnica CSMA. 5. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. se desejam transmitir alguma mensagem. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. os inicia como vazios.

Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. Quando T fica vazio. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem.3. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. ao reconhecer o seu endereço. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. uma vez inicializada. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. c) ao final da transmissão. a estação transmite a sua mensagem. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. etc). Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. ela a coloca no registrador T. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável.2. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. Por exemplo. 5. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. Uma vez identificado o seu endereço. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente.2. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. b) uma vez de posse da ficha. Quando ela é lida no registrador R. Quando uma estação possui dados para transmitir. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. reconhecimento. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. previamente. . Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. abre o anel.4. circula entre todos os nós de comutação. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas.

Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. A partir daí. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede.5. chamada "token". No último caso. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens.2. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. envia o token para a estação sucessora. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. envie uma mensagem para todas as outras. O token não transporta qualquer informação. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. 5. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Neste caso. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. deve aguardar que o token lhe seja enviado. com uma configuração de bits conhecida. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. uma mensagem especial. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. o token desaparece da rede. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. tendo alterado o endereço do destinatário. Quando a rede é inicializada. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. Uma estação com dados para transmitir. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. é passada de equipamento para equipamento através da rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token.

( ) Neste sistema de transmissão por rádio. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. Se alguém está transmitindo. ( ) Antes de transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. a estação escuta o canal. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . Após. ela transmite. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. a transmissão não é otimizada. então. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões.

redundância cíclica (CRC). apenas 1 bit errado a cada 100. é detectado um erro de transmissão. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros.1.1. com paridade é representado por 1000001P(65). Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. pode ocorrer detecção trocada da informação. 6. Em redes locais. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6.1 . Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . 6. codificada em ASCII e com paridade par. 6. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". Se o valor de P não conferir com o esperado. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits.1. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres.2. bno geral. paridade longitudinal (LRC). consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. Exemplo: O caractere A no código ASCII.Block Character Check).A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão.Codificação da Mensagem "UFSC" . O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados.1.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. isto é. Na tabela 6. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere.n ) bits de redundância e então transmitido.000 transmitidos. isto é. Na recepção. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão.

Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. 1. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. a mensagem foi recebida corretamente.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. 0. 6. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. variando xk-1 até x0 e com grau k-1.Seja r o grau de G(x). a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado.M(x) usando subtração módulo 2. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2.3. Para transmissão. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. Na recepção. não existe "vai um" ou "empresta um".12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo).M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. caso contrário. 2 . 3 .Divida xr. Para utilizar o código CRC. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. Se o resto da divisão for igual a zero. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. é detectado um erro de transmissão. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). 0. com 6 termos cujos coeficientes são 1.16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número.1. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 .M(x).

o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 .4.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. G(x) deve ser criteriosamente escolhido.16 .1. bem como 99. temos r "Hamming bits".8. Em caso de haver erro. H. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. . divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". se E(x) for divisível por G(x). isto é. onde m+r+1 <= 2r. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. a mensagem contém erro.se for zero. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m.. Estes são inseridos nas posições 1. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits".se for diferente de zero. etc. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação.2. R.2. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. 6. a mensagem está correta. sendo r um nº inteiro. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. 6. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem.2. o polinômio recebido não será T(x).

Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. . o esquema pode ser burlado. isto será detectado mas o resultado será sem sentido. Quando ocorrerem três erros.1010 12 . 13. Se dois erros ocorrerem. 12. 14 6 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6.1100 13 .1101 14 .0110 10 .1110 0011 . 10.

Antes de seguir adiante. . que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. Neste caso. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. denominadas funções de comunicação. Quando os dados são recebidos. existem outras também importantes. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. portanto. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). os erros podem ser ignorados. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. Ora. Na própria carta. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. marcados para correção posterior. De acordo com a política estabelecida. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. como por exemplo. Um protocolo de comunicação define. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. aliado a uma política de tratamento de erros. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. como um exercício. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. abertura e fecho. Roteamento: eventualmente. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação.1. 7. conforme visto no capítulo 3. Além destas funções consideradas mais básicas. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. Na verdade não é tão simples. procure. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. definindo os formatos dos quadros de dados. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. Como definido no início desta apostila. além de outras funções. Além disso. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. realizando uma série de funções básicas. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. ora por um caminho. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. é importante que este seja – – – – – compartilhado. Além disso. ora por outro. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data.

o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. Afinal. mas não são repetidas durante a mesma. Cada pacote. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. identifique quais as mensagens da figura 7. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Assim. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Note-se que. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. não basta uma conexão física. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação.2 pode ser usada em algumas aplicações. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. Inicialmente. para garantir a transferência de forma correta. o computador A deve confirmar a recepção.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. Provavelmente. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. permanecendo. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. Nada mais havendo a tratar. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável.1 carregam informações e quais carregam comandos. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. carrega. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. para transmitir os dados. como mostra a figura 7. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. endereço de fontes e destino. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7.1. A título de exercício. número de seqüência. veríamos uma seqüência de bytes.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo.2. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. ou datagrama. além dos dados. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Terminada a transferência do arquivo. Este exemplo simples evidencia que. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. entretanto ligados fisicamente pela linha. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. necessitamos transmitir comandos. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados.

Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. respectivamente. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. portanto. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. em sua maioria. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. EBCDIC).3 – Formato geral de um datagrama Ora. ou mais genericamente como mensagens. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente.3. conforme o contexto. ou ainda. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. Um datagrama. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. como mostra figura 7. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. é PDU (Protocol Data Unit). executa um conjunto definido de funções. também como quadros (frames). a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. o software de comunicação é dividido em "camadas". A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. podem ser designadas. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. Isto é. se analisadas em conjunto. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7.2. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Estas unidades de transporte de informação. blocos. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. empregada no âmbito do modelo OSI. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". tornando a transmissão mais confiável. Com o desenvolvimento das redes de computadores. Na verdade. isto é. constituindo-se.4. possuem uma complexidade difícil de controlar. isto é. orientados a caracter. como mostra a figura 7. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. envolve diversas etapas que. Para diminuir esta complexidade. por exemplo. A designação técnica. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. "Enlace Lógico". além de pacotes ou datagramas . seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. onde cada "camada". PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. também em sinalização e overhead.

exceto o último que é terminado com ETX. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. ela responde com ACK. Obviamente. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). Para evitar problemas associados à transmissão. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. Assim. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. ou seja. Neste caso.6. interpretar o restante do quadro. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. etc. ela responde com um NAK ou WACK. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. O BSC é um protocolo orientado a caracter.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. “SYN”. A resposta pode ser positiva através de um ACK.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. isto é.2. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. são independentes dos códigos utilizados. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. NAK ou WACK. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. ou caso a estação não esteja pronta para receber. Todos são orientados a bit. 7. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. tais como “ETB”. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. . A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Tabela 7. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange).

Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim.6. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário.3.. Para obter transparência. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo.. 7. ou seja. Nos protocolos orientados a bit. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. A figura 7. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. o protocolo HDLC define três tipos de estações. . supervisão. como um caractere de dados.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados.7 . Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. o BSC tem um modo transparente. os bits de informação foram colocados em um único quadro. para a camada de enlace de dados. . 7.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. no modo transparente. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação.). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7.Estação primária: controla a operação do enlace. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). permitindo assim que a outra estação a utilize. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. representadas nas unidades mínimas de informação. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits. Nos diálogos com a outra máquina.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. a) Os três tipos de estações são: 1.2. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos".

7. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. Para determinar este problema. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. recuperação de erros e desconexão lógica. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. b) As duas configurações de enlace são: 1. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG).Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. a combinação é aceita como um flag. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. 2. a sincronização a nível de quadro. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. então. .Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. incluindo inicialização.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. No entanto. Neste modo. 3.3.8 . destruindo. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Com o uso da técnica de bit stuffing. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. enviar uma resposta sem esperar por um comando). Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas".Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. Enquanto está recebendo um quadro. A figura 7. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. o sexto bit é examinado. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. o receptor examina a sequência de bits. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. 2. 3. Após identificar o flag inicial.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. O computador consulta cada terminal para transmissão.

Bit com função de supervisão M . isto é. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. O campo pode conter qualquer sequência de bits. normalmente. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. como sendo um endereço de difusão . Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. tanto na forma básica quanto na estendida. cada um com um formato diferente do campo de controle. Um endereço possui. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro.Bit de controle de ligação P/F .9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. A configuração 11111111 é interpretada. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade.Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. 8 bits. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário.

10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. estabelecendo uma condição operacional lógica. UP .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. SABME. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física.1 são. SREJ .1 (inclusive) são assim confirmados.Indica um quadro sequenciado de informação.1 (inclusive). UI ou NSI .Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. para dados de inicialização do enlace. completando ou abortando o quadro em andamento. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. RNR . que também não são confirmadas. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. .É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. Na operação de uma rede comutada. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. Os quadros de informação numerados até Nr . a nível de inicialização do link. Assim. Não há resposta exigida para o UI. bem como do quadro que se espera receber em seguida.É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. Os quadros de informação numerados até Nr . SARME. SABM. Pode ser útil. para fazer polling com estações secundárias (isto é. "convidá-las" a transmitir). SIM. SNRME.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. Os quadros de informação numerados até Nr . confimados como recebidos sem problema.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. assim. a não ser que solicitadas pela primária. SNRM .2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. SARM. RR . REJ . na estação remota.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll").1 são reconhecidos como aceitos. Sendo transmitido um SREJ. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. não são confirmados. UA .3. DISC . Quando se está processando a troca de informação. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr . DISC e RSPR. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. SIM .O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. por exemplo. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR.

o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. ao esgotar este tempo. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. quando esta recebe um comando não válido. Por sua vez. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. DM . Para estes casos. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). CMDR . e este foi recebido dentro do quadro. O recebimento de qualquer comando. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. RD . o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). isto é. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Para isto. c) o comando recebido não permite o campo de Informação.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). o procedimento descrito anteriormente é inadequado. transmite seus dados.3. Após a recepção. O emissor então. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. fará com que a estação repita o RIM. pela recepção de um RIM ou DISC. Por exemplo. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). ao esgotar este tempo. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. que não seja um SIM ou DISC.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). SABM . então. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. Quando os dados são recebidos. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. XID . d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. No entanto. opcionalmente. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Esse comando pode usar o endereço global. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. . 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. SARM . Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM.

3. Na realidade. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7.11 – Modelo de Referência OSI – ISO .1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. até que o nível 1 seja alcançado. Cada camada deve executar uma função bem definida. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . Do outro lado. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. cada um construído sobre o seu predecessor. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas.. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. em todas as redes. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. O modelo OSI tem sete camadas. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. isto é.4. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente.ou seja. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. Por uma questão de praticidade. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. No entanto. Em outras palavras. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). O modelo OSI é mostrado na figura 7.. 2. até chegar à camada mais alta. 1983). O número de níveis. A figura 7. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. 5. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". 4. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. devido a complexidade do software de comunicação.1 (menos o meio físico). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. vamos chamá-lo de modelo OSI. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada.

as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. a fim de refletir a carga atual da rede. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. discutiremos cada uma das camadas do modelo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. sendo determinadas para cada pacote. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. a subcamada de acesso ao meio. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. otimizando a transmissão. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. 7. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. Pra tal. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. No entanto. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. 7. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. o outro lado o receba como um bit 1. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. Nessa situação. em geral.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. quando um lado envia um bit 1. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. Para executar essa tarefa. Nesse caso. como por exemplo em uma sessão de terminal. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . têm algumas centenas ou milhares de bytes). Pelo menos. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. O projeto da rede deve garantir que. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. eles dividirão o mesmo caminho. No entanto. começando pela camada inferior. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. perdidos e danificados. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Freqüentemente . cada qual com qualidade e preço diferentes. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar.4. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. provocando engarrafamentos. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. não como um bit 0. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro.4. que fica abaixo da camada física. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. Nesse caso. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. Elas também podem ser altamente dinâmicas.4. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. 7.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados.

Conseqüentemente.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles.4. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. Os protocolos também poderão ser diferentes.4. Além disso. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. que são fim a fim. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. A diferença entre as camadas de 1 a 3. quando existe. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. no entanto. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo.4. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. Se. e as camadas de 4 a 7. que liga a origem ao destino. Nas camadas inferiores. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. Por outro lado. Em outras palavras. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. que são encadeadas. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. podem surgir muitos problemas. em última instância. Para gerenciar essas atividades. 7. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. Em todos os casos. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. a contabilização pode se tornar complicada. Uma sessão permite o transporte de dados normal. 7. É preciso. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. onde se pratica uma taxa de cada lado. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. no entanto. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. . aos usuários da rede. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. o problema de roteamento é simples e. que podem estar separadas por muitos roteadores. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. portanto.1 Muitos hosts são multiprogramados. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). No entanto. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. o que permitirá a produção de informações para tarifação. e não entre as máquinas de origem e de destino. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. é ilustrada na figura 7. a camada de rede. assim como faz a camada de transporte. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. Em condições normais. Nas redes de difusão. costuma ser pequena. Para alguns protocolos. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez.

e vice-versa. Para manipular cada tipo de terminal. Por exemplo. por exemplo). por sua vez. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela.entidades de protocolo .4.relação entre serviço e protocolo . que.4.serviço N . têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. Por exemplo. a entrada de tarefas remotas.5). entre outras coisas. quando ocorrer uma falha. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos.unidade de dados de serviço . Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. de modo que. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. Para eliminar esse problema. de controle) . Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes.3 e 802.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. movimentação do cursor etc.unidades de dados de interface . deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. Após ser abortada.unidade de dados de protocolo . a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. Terminologia OSI . Todos softwares do t. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. 7. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. valores monetários e notas fiscais. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. inteiros.IDU (SDU + inform. assim como o correio eletrônico. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. virtual estão na camada de aplicação. Os ítens são representados como strings de caracteres. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. 7. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. entre outras coisas. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . datas. por exemplo).

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. onde A envia um quadro de dados para B e após. (S)upervisão e (U)Controle. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. descreva um cenário de comunicação entre A e B. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. 11)Ainda com relação ao HDLC. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação.

ou seja. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. como a ISO ou a IEEE. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. documentar.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. Uma RFC é publicada indicando esse status e. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Da análise das RFCs surgem sugestões. Quando o protocolo se torna estável. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. O IAB é formado por pesquisadores. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. formando assim uma inter-rede. Portanto. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. Já outros. . o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. não importando a forma física de interconexão.1: Ilustração do conceito de inter-rede. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. a camada intra-rede [Comer 91]. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável).2 . e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. Qualquer pessoa pode projetar. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet.

enviará os quadros padrão IEEE 802. O padrão estabelece-se para cada aplicação. 8. Portanto. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. seqüência. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. ou se deve ser repassado para um gateway. IGP. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). portanto se comunica através de datagramas. ICMP. Para realizar essa tarefa. enviará seus quadros específicos. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. na verdade. enviará um pacote diferente. Resumindo. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). desde a máquina de origem até a máquina de destino. • dispor de um mecanismo de encapsulamento.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. nesse nível. Frame Relay. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede.4. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. ao solicitar a transmissão. que são endereços lógicos. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. Esta camada não possui um padrão comum. além do ARP. é de responsabilidade da placa de rede que. OSPF. Se o protocolo utilizado for o TCP. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. ou seja. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. etc. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. reconhecimento etc). É nesta camada que são identificados os endereços IP. se for ATM. fragmentação. para o funcionamento do TCP/IP. o FTP. buferização. Exemplo de aplicações: ping. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. • controle de envio e recepção (erros. etc. os endereços IP. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8.3. EGP e GGP). 8.2. O nível físico. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. Nesse caso. SNMP. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. Por exemplo. O importante nesta camada. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. . Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. Token Ring.3.3 . os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias.1. fornecido pelo User Datagram Protocol . qualquer tipo de rede pode ser ligada. se for uma placa Ethernet. controle de fluxo. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. TELNET. Não existe um protocolo de enlace específico. dependendo do meio ao qual está ligada.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. ou o serviço não-orientado à conexão. tracert. Hello. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede.

etc). tradução de endereços e softwares relativos ao IP. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. renomeação e eliminação de arquivos. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. eco. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. gateways. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. possuem seu próprio protocolo. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web.4 . TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. além da criação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. Não implementa segurança. Utiliza a porta 80 do TCP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. Através do SNMP. pode-se acessar a MIB e retornar valores. dados sobre erros. TCP. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. operando orientado à conexão. ICMP. leitura. ocorrerá uma resposta do Receptor. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. além de permitir a navegação através do hiper texto. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. Para sua operação. Utiliza a porta 25 do TCP. • pesquisa de arquivos em diretórios. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. interfaces individuais de rede. modificação e exclusão de diretórios. até que este solicite-a. o que deixa para o TCP. o destinatário. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. Utiliza a porta 21 do TCP. transparente para o usuário. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. violação de protocolos. O NFS cria uma extensão de arquivos local. • Transferência de dados. existem o agente e o gerente que coletam e processam. Figura 8. • criação. Utiliza a porta 23 do TCP. Com isso. leitura e deleção de diretórios. • Negociação de opções (modo de operação.Implementação do NFS . renomeação e deleção de arquivos. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. receber informações sobre problemas na rede. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. UDP etc. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. o assunto e algumas outras informações opcionais. através de um código numérico de resposta. que transmite textos. dentre outros. • criação.. problemas. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. respectivamente. armazenar valores. gravação. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. Utiliza a porta 2049 do UDP. Desenvolvido pela SUN Microsystems. etc. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo.

Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. de – Alemanha.ddn. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar.gov • mil:para grupos militares.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada.6 . Essa flexibilidade tem aspectos positivos.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. fr – França. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.Australia. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma .Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços.edu • gov: para instituições governamentais. e assim por diante.6. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. Exemplo: br – Brasil. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Para tal. 8. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas.5 . No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. mas. au. por outro lado. Por exemplo. Ex: apple. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. Ex: nasa. us – EUA. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. Ex: nic. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. Ex: berkeley. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8.com • edu: para instituições educacionais. os níveis de enlace. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. Os níveis físico. 16. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. é mais razoável. Ou seja. Os padrões da ISO. A classe A vai de 1 a 127. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. para o problema da interconexão de sistemas abertos. A estrutura organizacional da ISO. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP.: Grandes organ. são padrões de juri. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. Ex. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento.216 endereços host associados. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. porém bastante funcional.1. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. separados por pontos. São endereços reservados para uso experimental. Ou seja. A abordagem da ISO. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. A classe C vai de 192 a 223.6.6. definindo as camadas de sessão. Vai de 128 a 191. Classe D: vai de 224 a 239. Classe E: vai de 240 a 255. Nessa arquitetura. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior.777. relativos a transmissão de dados em uma única rede. cujo serviço é datagrama não confiável. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. comerciais e grandes Universidades. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. de enlace. 8. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. 128 endereços de rede com 16. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. 2. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. 8.097. Ou seja. . Desta forma. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. com membros representando vários países. No nível de transporte. São endereços reservados para multicasting. Em outras palavras.

168.73.255 8.0.6.31.0.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.2. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.xx Endereço de rede Endereço do host 255.255.255. fazendo and com a máscara: 11111111.12.0. 128. Ex: 128.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.255.00000000 .13.252.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1. este será um endereço de broadcast.168.0. É utilizado para teste.00001111.50) com 64 sub-redes (máscara 255.54.16) ou em binário: 10000010.1: loopback.255. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.255 Classe C: 192.255 Classe B: 128.13.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.00110010.0 (máscara da sub-rede) 143.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.0).0 (máscara da sub-rede for utilizada).15.0.66.66.0.255.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.0. Ex: 26.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.0 a 192.xx.11111100.0 a 10. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.16.0.255. o endereço IP está referindo-se a uma rede.73.00010000.0.0. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.0. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.255.50. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.255.0.73.11111111.13. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.255.54.0 a 128.

O FTP utiliza uma conexão TCP.00110010. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. 6. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. Considerando as seguintes afirmações: I. Com relação ao protocolo IP. 4. IV e V d) I. II e IV b) II. e implementa o correio eletrônico na Internet. C. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. D e E) 8.12.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. 3. e é implementado sobre o UDP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010.0. II e V e) II. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. III e V c) III. B. III. IV. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. 5. II. III e IV . 4 Exercícios: 1. São verdadeiras as afirmativas: a) I. O FTP utiliza uma conexão TCP. uma vez que é orientado à conexão. O NFS.50. V.00000000 que corresponde a 150. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. 7. 2. A nível de transporte.00001100. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. uma vez que não é orientado à conexão.

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