Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

e não mensagens. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. isto é. podendo assumir qualquer valor real. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). O destino é para onde se dirige a informação. Até o século 19. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. Além disso. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. Os sinais analógicos variam de forma contínua. Estes sinais são classificados. Esta potência é suprida pelo emissor. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais.3. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. permitindo que o sinal seja transmitido. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. tambores. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. representando uma fonte externa geradora de ruído. podem ser vistos como uma “forma de onda”. de forma tão precisa quanto possível. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. o que se transmite são sinais. os símbolos portadores da informação. produzindo o que se chama distorção. . num dado ponto do espaço.1. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. 1. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. O emissor é o ente que. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. uma função do tempo. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. produzindo o ruído. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. que se somam ao sinal. acionado pela fonte.

azul e branco poderiam representar os grupos 11. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. nas técnicas de modulação. pode ser feita através de sinais de luz.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. Por outro lado.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. por exemplo. A voz. ligando e desligando uma lanterna. No caso de uma comunicação “tribit”. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. o número de níveis necessários será oito. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. com mais do que duas amplitudes.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. Ou seja. por exemplo. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. Ao se transmitir dois bits por nível. . são necessários 2n níveis diferentes. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). medida em bits por segundo (bps). Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. A figura 1. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. Por exemplo. por exemplo. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. 1. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. Alternativamente. uma unidade de informação é enviada. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. De uma forma geral. vermelho. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. verde. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. A cada vez que a lanterna pisca. formando caracteres ou palavras.. Essa combinação é denominada “dibit”. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. ou seja. 10.1. A taxa de sinalização. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. por exemplo. para se codificar n bits em um nível de amplitude.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. 01 e 00 respectivamente.

e um limite na potência do sinal. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio.000 Hz). ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. o modulador. Da mesma forma. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. dados. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. depois da transmissão. deveremos usar um sinal DIBIT. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. 1. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. a baixa freqüência possa ser recuperada. Por exemplo. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização.000 Hz (100 MHz). Na verdade. enquanto para os tons mais altos. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. portanto. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. maior será a capacidade do canal. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). as freqüências são da ordem de 100. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). Neste caso. têm influência no número de estados de sinalização. música. o emissor dispõe de um componente interno.000. . Em outras palavras. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. ser capaz de transportar a baixa freqüência. Ruído e distorção sobre o canal.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. mas não para a transmissão de música. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. flutuações na atenuação do sinal portador. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). A alta freqüência deve.000. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação.18000). a partir do qual. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. Normalmente.

transmitindo 20 bps em cada uma. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. Por exemplo. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos).400 bps.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. o padrão de modem ITU V. as ondas quadradas. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. Essa estrutura exige um processador possante no modem. os símbolos portadores da informação. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos.32 de 9. O V. acoplado ao meio.32 bis opera a 14. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. na retirada. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. utilizando 2. que recupera a partir da energia recebida. porém.800 bps. o receptor dispõe de um componente interno que. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas.FM. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. Infelizmente.400 bauds e 6 bits por amostra. o demodulador. A figura 1.4. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. custo alto. Para contornar este problema. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente.

de um ponto a outro afastado.1. 1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. etc).34 possibilitando a comunicação com estes modems. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. cada um possuindo seu próprio canal.5.32 ou V. que são. Atualmente. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. é que no seu todo. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela.5. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. Por necessidade de codificação. Ex. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. etc. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. Cada símbolo. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. . que compacta seqüências de bytes idênticos. número de canais utilizados. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. 1. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. por sua vez. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. Ex. Normalmente estes modems tem recurso V.2. os símbolos ficam associados a caracteres. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial.Para transferir essa seqüência de bits. "dígito decimal". aqui. Veja figura 1. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". na realidade. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. por exemplo.: na conversação entre dois rádio-amadores. O que deve ficar claro. Ex. pois o primeiro não o escuta. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. 1. para efeito de transmissão de dados. Em particular.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo.7. configurações dos sinais. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. "letra do alfabeto". podemos fazer de duas formas: serial ou paralela.5.

5. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. Bits de dados . A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. Um ou mais bits de fim. é também necessário sincronizar transmissões de frames. contudo. se o campo de dados tiver três bits 1.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit.sinalizam o fim do frame de dados.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. Como os bits de início.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. Em vez disso.3. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. Na camada de Enlace de Dados. entretando. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. Elas podem. 1. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. em uma transmissão com paridade par. ou quais bits são realmente de informação. Por exemplo. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. A camada de Enlace de Dados. . Start Caracter (byte) Stop Figura 1. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. Este é um problema de sincronização.8).sinaliza que um frame está começando. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados.

c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. A técnica. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. transmissão e utilização. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. que informam ao receptor o início de um frame. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. A Figura 1. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). à medida que eles se tornam disponíveis.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. Assim como os bits de sincronização. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Figura 1. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Se os valores corresponderem. entretanto. O receptor usa o mesmo algoritmo. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. Quando os frames são maiores. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. O dispositivo de clock cria slots de tempo. é determinista e apresenta baixo overhead. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. são inerentemente sinais do clock interno. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. Conseqüentemente. Os bits de overhead (de sincronização. eliminando a confusão por parte do receptor. utilizam transmissão síncrona. por exemplo. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. Se estiverem ocorrendo erros. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. Algumas técnicas de codificação de dados. os frames podem ser extensos. O cálculo de CRC será visto porteriormente.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens.

qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. Qual é realmente a mensagem. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Por outras palavras. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”.

um campus). Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). na época. e em seguida os componentes básicos de uma rede. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. uma fábrica. Este sistema de transporte não é. então. 1. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. Quais foram. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Para acessos infrequentes. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. (explosão da informação e grandes bancos de dados).1. obviamente. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. Paralelamente. os microcomputadores e os computadores pessoais. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. gerando atraso ou perda total do material. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. em seguida. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. Por outro lado. . Histórico No início da história do processamento de dados ou. então. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). vindo. ou seja. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. dos computadores. foi caindo o preço da CPU. mais especificamente. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. É a isso que se propõem as redes de computadores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. Surge. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento.000 km/h. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. cada máquina estava dedicada a um único usuário. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz.

Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. ainda. telex. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. quem limita a vel. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. 2. De uma forma geral. etc.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. Para aplicações militares. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. mais atrativa se torna a idéia de interligação. a ARPANET. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. com um alto grau de coesão e transparência. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. de controle de processo industrial e muitas outras. pode-se citar. catastrófica! Podemos citar. no mínimo. entre elas.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. etc. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Como foi visto anteriormente. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. o caso de uma empresa com várias filiais. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. telefone. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. Em muitas aplicações. a perda completa do poder de computação é. É a fax/modem. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). bancárias.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído.). Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. Em suma. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. todos os programas. dependendo de como ela é usada. os dados são gerados em diversos locais. enquanto a Internet NÃO. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. no acesso á internet através modem/provedor.

1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. muitas vezes antes que a mensagem . Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber.2 mostra algumas topologias possíveis. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. comutador de pacotes. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. Tipicamente. A figura 2. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. os nós que não são destino. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. A figura 2.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite.multicast). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. em alguns casos. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. Em um anel. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. Neste caso. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. a) b) c) d) e) f) Figura 2. Neste caso. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. A figura 2. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. nó de comutação. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. devem ignorar a mensagem. Um terceiro sistema de difusão é o anel. a) b) Figura 2. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). No caso de uma rede com topologia em barra. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação.

Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede.3 Subredes de comunicação usando difusão. Ela pode fazer isto. 2. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. Em um loop.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. No método centralizado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. a menos que as mensagens sejam muito curtas. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. a) (b) (c) Figura 2. não existe uma entidade central. segundo uma hierarquia. Em contraste. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. possui mais de 100 protocolos diferentes. por exemplo. com uma topologia em loop. • Protocolos Basicamente. Exemplo: andares de um prédio. No método descentralizado ou distribuído. Na alocação estática. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. denominada hierarquia de protocolos. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. A Internet. dependendo de como o canal é alocado. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede.4 – Hierarquia de protodolos . • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. Optou-se então por dividir as redes em camadas. teriam uma complexidade difícil de controlar.

a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. mas nada impediria que utilizassen Finlandês.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. Os tradutores usarão Alemão. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1).6.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2.: comunicação virtual na camada 5. Figura 2. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. por exemplo. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. . mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. Ex. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. Figura 2.

Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. controle de congestionamento. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. TCP/IP (74) e Novell. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. roteamento. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. Isso significa estabelecer. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. controle de erro e controle de fluxo necessários. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. manter e desativar as ligações físicas. SMTP). Cada nível depende dos que estão abaixo dele.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. tais como criptografia.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. essa camada lida com o acesso à rede. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. essa camada estabelece. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. essa camada manipula os pacotes. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Isso envolve características mecânicas. tarefas administrativas e de segurança. reempacotando-os se necessário. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. e o envio desses quadros com a sincronização. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. TELNET.: FTP. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores.

6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. . sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta.

existem vários tipos de meios de transmissão. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. onde eles serão finalmente lidos. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. não é mesmo?" . por causa dos condutores. . As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. em um cabo de pares trançados. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. embora o meio possa não ser metálico. do tipo de isolamento entre eles. Derfley. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. "Não". Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. Por outro lado. tais como: a resistência. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Segundo estas leis. cada par é um circuito físico (canal físico). Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. Existem vários tipos de linhas físicas. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. há muitas diferenças entre cabos deste tipo.F. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. Reatância De modo similar à resistência. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Sendo assim. Por exemplo. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. o Novato perguntava. de sua organização dentro da tubulação. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. 3. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. manter e desativar conexões entre duas partes. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. quando se fala em termos de desempenho. Se o destino estiver a uma hora de distância. J. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. L. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. e Freed. no sentido estrito. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. funcionais e procedimentos para ativar. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais.. como é o caso da fibra ótica.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. elétricas. Um DVD armazena 4. a reatância. Willy respondia pacientemente.1 Meios físicos "Cabo é cabo.7 GB.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. 3.Unshielded Twisted Pair). vários fatores têm que ser levados em consideração. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. Por outro lado. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. limites de emissão eletromagnética. de acordo com pesquisas. conformidade aos padrões internacionais. Isto é. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. 3.1. .2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . com um total de 4. a) Par Trançado STP Um cabo STP. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. mas também facilidade de instalação. confiabilidade. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. porém. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. Dessa forma. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. imunidade a ruídos. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. conformidade às exigências geográficas. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. no entanto. através do efeito de cancelamento.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal.000 e 20. ou seja. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. seu custo era muito elevado. À medida que a distância aumenta. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Em um projeto de redes. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. entre as causas para o downtime de uma rede.000 reais.6 paradas por ano em média.9 horas inoperantes. Ao contrário dos cabos coaxiais. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem.1.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos.

Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio.4 .3 .Seção de cabo STP Figura 3. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. níveis de segurança. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. Não há blindagem física no cabo UTP. • • bitola do fio. especificada em AWG (American Wire Guage). sendo que as classes 1 e 2. 3. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. . que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. 16 Mbits (4). sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2).2 . b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios.Seção de um cabo UTP Figura 3. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. 10 Mbits (3). Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. e 100 Mbits (5). 4 . especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. Com o aumento das taxas de transmissão. Figura 3.3 mm. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG.1 . onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. mostrado na figura abaixo. o tamanho e o custo do cabo. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. fez com que se tornasse necessário. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3.

AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).Idem ao anterior. Ind.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. Token Ring(16 Mbit/s). Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (.046 Mbit/s) IBM 3270. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3./Telecom.1 . 3X.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .

O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. conforme o cabo. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Na maioria dos casos. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). . Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes.2. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. Figura 3. portanto de baixo custo. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. que pode ser blindado ou não. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. Ethernet e token-ring). O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente.3 e 6. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

por exemplo.4. de seus índices de refração). o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. produz um ângulo β1. como mostra a Figura 3. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. ao emergir.16 (b). Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. Devido a alta dispersão. Convencionalmente. Nela. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. um pulso de luz indica um bit 1. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. ou acima dele. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. é interceptado na fibra.16. Figura 3.Km. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. a origem da luz.1. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. Na extremidade de recepção. da sílica fundida para o ar. a luz é refratada de volta para a sílica. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. Nesta seção. como mostra a Figura 3. ao incidir na fronteira e que. na prática.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. não teria a menor utilidade. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. No entanto. nada escapa para o ar. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz.km em média. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. por essa razão. e a ausência de luz representa um bit zero. . independente do desperdício de largura de banda. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. Dessa forma. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. o meio de transmissão e o detector. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa.

assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. .7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). quando o fator de perda é dois. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. que. na prática.4. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. que variam de 0. Figura 3. é produzido a partir da areia. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. que. uma matéria-prima barata e abundante. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. para eles. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que.Km. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz.17 – Tipos de fibra existentes 3. por sua vez. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. Devido a esta característica. seria possível ver o fundo do mar da superfície.4 a 0. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos.1. é a usada. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. em decibéis por quilômetro linear de fibra. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. e não por água. mas.

onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. Geralmente. respectivamente.19 (b) mostra um cabo com três fibras. Perto da praia. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. No centro. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. eles são depositados no fundo. Esses pulsos são chamados de solitons. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. 3. Atualmente. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. Figura 3. Nas fibras monomodais. 1. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. por outro lado.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. no entanto. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. Felizmente. . (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras.85. nesse comprimento de onda.85 mícron tem uma atenuação maior. protegidos por uma capa externa. Normalmente. mas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. Essa expansão é chamada de dispersão. A Figura 3. as fibras são agrupadas em feixes.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais.55 micra.4. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. para manter a luz no núcleo. descobriu-se que. o que. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização.1. A Figura 3. Em seguida. Nas fibras multimodais.30 e 1. Em águas profundas. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. Figura 3. Elas são centralizadas em 0.

O ruído térmico também é importante. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. é extremamente confiável. há uma pequena atenuação. é o repetidor ativo. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. Figura 3. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. mostrado na Figura 3. .20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores.20. como mostra a Figura 3. Em geral. no entanco. No máximo. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. Em terceiro lugar. por essa razão. como mostra a Tabela 3. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal.4 . Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. 3. na verdade. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. Eles têm diferentes propriedades. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. Nesse caso.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. ele deixa um computador off-line. elas podem ser encaixadas mecanicamente.4. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Em segundo lugar. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. Em primeiro lugar. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. um conjunto de ligações ponto a ponto. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens.4. Com pulsos de potência suficiente.1.20. nesse caso. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. Nos três tipos de encaixe. Dois tipos de interfaces são usados.

Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. Por fim. Figura 3. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. dessa forma. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. o anel será interrompido e a rede. de modo que não há espaço para aumentar. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Por outro lado. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Por essas razões. como o sinal é regenerado em cada interface. Além da remoção. adapta-se muito bem a regiões industriais. possibilitar a transmissão dos dados. Nesse projeto. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. eles afetam um ao outro e. o que. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. desfeita. Quando uma interface emite um pulso de luz. Vale lembrar. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. e subseqüente substituição. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. que a fibra é uma tecnologia nova. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. cuja manutenção é extremamente cara. Se um repetidor ativo entrar em pane. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Da mesma forma. o que. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. a fibra é mais leve que o cobre. representa uma economia significativa. por isso. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. A fibra tem muitas vantagens. além do mais. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia.21.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Nas novas rotas. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. na prática. consequentemente. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. Na prática. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Para começo de conversa. que é mostrada na Figura 3. no entanto. Devido à baixa atenuação. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. Além disso. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. Como a transmissão é basicamente unidirecional. ela é fina e leve.

22.. Very.. Nesta seção.. quando esses nomes foram criados. de 30 kHz a 300 kHz)..... A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda. média e alta freqüência. as comunicações por fibra e as sem fio... No cobre ou na fibra. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. geralmente chamada de velocidade da luz. 3..... No vácuo. Algumas pessoas chegam a acreditar que.2.. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio...... respectivamente. Todos os computadores. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz. só haverá dois tipos de comunicação.... Astonishingly e Prodigiously (IHF... o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. em inglês. ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo. já que têm freqüências mais altas. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz... existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos.. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio...000 Km/s. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio... Vê-se com clareza que. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. pelo que se vê..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency).. palmtop. Super. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela..).. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas..22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz)...[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). Portanto. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.[30000Hz ate 300000Hz] . Esses foram os últimos nomes criados e. 3. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo).......... que é de cerca de 300. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez .2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações... foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. Finalmente. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio. desde que sejam moduladas a amplitude.. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados.. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda.. f.. devido a acidentes geográficos (montanhas. Os termos LF. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico.. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio... notebook. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. O rádio. pântanos etc. consulte Green (1993). o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. florestas.. pessoas que precisam estar permanentemente online. Extremely e Tremendously High Frequency. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio. Essa velocidade. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra... (lambda). No entanto.. que é universalmente designada pela letra grega λ.. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência.. Ultra. o par trançado.. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.. O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo..... portanto. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop... no futuro. No entanto. de baíxa. MF e HF são as abreviaturas... a freqüência ou a fase das ondas. mas eles são difíceis de produzir e modular. Para os usuários móveis. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado.. a microonda.. A luz ultravioleta. independente de sua freqüência.

mas. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. portanto. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. Em todas as freqüências. Nas freqüências altas. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. Nas freqüências baixas.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. em vez de travá-los de verdade. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. começou a surgir um padrão.23(a). LF e MF. às vezes. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. de repente. e o controle era feito por computador. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. os Cadillacs enlouqueciam. o computador prendia e soltava os freios. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência.2. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . Por essa razão. portanto. Eventualmente. (2-2)J. mais ou menos 1/r' no ar. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. seja em ambientes fechados ou abertos. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. a interferência entre os usuários é um problema. Nas bandas HF e VHF. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. Nas faixas VLF. como mostra a Figura 3. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. nas mais altas. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. Na década de 1970. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). as ondas que alcançam a ionosfera. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. esse raio de ação é bem menor. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. são largamente utilizadas para comunicação. como se fosse uma antena. Um belo dia. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. No entanto. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. Elas também são absorvidas pela chuva. As ondas de rádio também são onidirecionais. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. Quando o motorista pisava no pedal de freio.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e.

em comunicação. era Microwave Communications. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. (A Sprint trilhou outro caminho.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. Ele depende do tempo e da freqüência. Na verdade. . A microonda é relativamente barata. ao lado da estrada de ferro. em telefones celulares. trata-se de um grave problema. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. Quanto mais altas são as torres. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). Como as microondas viajam em linha reta. Além do mais. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. provocando uma grave escassez de espectro. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. absorção pela água. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. as microondas não atravessam os prédios. é preciso instalar repetidores periodicamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. mas. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. os sinais podem ricochetear diversas vezes..2. elas ricocheteiam na atmosfera 3. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. Além disso.23 – (a) Nas faixas VLF.23 (b) . A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade.. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. Em resumo.). o primeiro nome da MCI. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. (b) na HF. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. consequentemente. Inc. Em determinadas condições atmosféricas. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. Figura 3. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. que já detinha muitos direitos de caminho e. na distribuição por televisão etc. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. Além disso. Consequentemente. Antes das fibras óticas. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. como mostra a figura 3. ainda há alguma divergência no espaço. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. VF e MF. mais distantes elas precisam estar.

posicione-se entre o controle remoto e a televisão). Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . a principal virtude do laser. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. nos dias de sol. um feixe muito estreito. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Por esses rriotivos. 1994. Geralmente. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. o problema voltou a se repetir.484 GHz. À noite.24. a banda industrial/científica/médica. No entanto. assim. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. seriam desativadas. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. Por outro lado. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. pois evitam os problemas de licenciamento. mencanismos de abertura de portão de garagem. ao contrário dos sistemas de rádio. Depois da conferência. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. 1993.400-2. os organizadores conseguiram resolver a charada. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. nos Estados Unidos e no Canadá. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. que só podem ser instalados com uma licença. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. Os controles remotos utilizados nas televisões. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. ao contrário das microondas. No entanto. Essas ondas são relativamente direcionais. Por exemplo. Além dela. Às 9h da manhã seguinte. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. Portanto. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. A banda 900 MHz funciona melhor. perdendo pouco a pouco as características de rádio. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. 2. mas têm um grande inconveniente.2. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio.2. quando tudo funcionou perfeitamente bem. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. Nos dois outros dias. não precisa de uma licença da FCC.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. consulte Adams et. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. portões de segurança etc. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Al. depois de três dias. funcionam normalmente. 3. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. certa vez. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. Nesse caso. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. Uma banda é alocada em escala mundial. as microondas têm outro uso importante. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. e Bantz e Bauchot. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. mas. Em geral. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. como mostra a Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. Devido a essas propriedades. 3. Pela sua própria natureza. baratas e fáceis de construir. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas.725-5. há alguns quílõmetros dali.850 GHz. também pode ser vista como uma grande limitação. em um belo dia de sol. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional.

e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo.1 Portanto. em uma altitude de aproximadamente 36. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. 1 Para os puristas. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. uso governamental e militar etc.6. Ele contém diversos transponders. ou estreitos. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . Em seguida. que os tornam atrativos para muitas aplicações.09 segundos.2. o período do satélite é de 24 horas. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. para evitar interferência com o sinal de entrada. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. para evitar interferência. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. Os feixes inferiores podem ser largos.). numa razão exponencial de 3/2. Figura 3. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. 3. cada um deles ouve uma parte do espectro. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960).a lua . Entretanto. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. caso contrário. no qual há 2 lasers. Com um espaçamento de 2 graus. pois. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. ele gira na mesma velocidade que a Terra. 3. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. aparentemente imóvel. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. . Infelizmente. Próximo à superfície terrestre.000 Km acima do equador. Com a tecnologia atual. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). transmissões televisivas. o período é de cerca de 90 min. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação.2. A figura mostra um sistema bidirecional.

através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas.000 Km/s). pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. portanto. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. Essas bandas já estão sobrecarregadas. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. Como alternativa. Portanto. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. em geral. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). . apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. é necessária umaestação em terra especial. Hoje em dia. Nos primeiros satélites. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. com freqüência. o hub. Essa banda não está (ainda) congestionada e.25. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. portanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. como mostra a Figura 3. Normalmente. Em muitos sistemas VSAT. Em geral. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. a divisão dos transponders em canais era estática. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. são localizadas grandes tempestades.. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. é óbvio). O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). Em vez disso. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo.26 Nesse modo de operação.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). Com a enorme queda de preço.2 Kbps. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. 1994). 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. Além disso. Geralmente. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. em vez de apenas uma. Para começar. o problema pode ser contornado com antenas. Entretanto. Por isso. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. Felizmente. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. mas o downlink exige mais 512 Kbps. o uplink é adequado para 19.25 . Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. nessas freqüências. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. Figura 3. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. existe um outro problema: a chuva.

2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. com um satélite a cada 32 graus de latitude. toda a Terra seria coberta. Por outro lado. mas os usuários são móveis. Normalmente. com um total de 1. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. nesse sistema as células e os usuários são móveis. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. paging. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. como no rádio celular convencional. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). do ponto de vista da segurança e da privacidade. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. em órbitas polares circulares. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Por isso. Em 1990. a difusão do satélite pode ser mais barata. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Alguns desses seriam . como sugere a Figura 3. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). Cada célula teria 174 canais full-duplex.27 (a). essa propriedade é muito útil. Aqui.628 células sobre a superfície da Terra. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move.26 . mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. Há serviços de voz. dados. mas com uma diferença. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. como mostra a Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo.2. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. mas os outros são semelhantes.272 canais mundiais. um detalhe fundamental para a comunicação militar. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. Subitamente. fax e navegação em qualquer lugar da terra. Com seis eixos de satélite. 3.VSATs usando um hub Nos satélites. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons.6. Mais tarde. as células são fixas. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Para algumas aplicações. outro o substituiria. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. Portanto. para um total de 283.27 (b). Figura 3. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto.

esse quadro se alterou radicalmente. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. apareceriam aos montes. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Agora. a 1. em princípio. em troca. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa.6 GHz. Apesar de uma única fibra ter. Havia modems de 1. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. como SMDS e B-ISDN. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Isso era praticamente tudo o que existia na época. mesmo em áreas subdesenvolvidas. Figura 3. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites.628 células sobre a superfície da terra .) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. mas destinadas a um satélite remoto. em áreas desenvolvidas. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Entretanto. o que requer pouquíssima largura de banda. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Além disso. tinham lucro garantido em seus investimentos. examinaremos alguns desses mercados. Subitamente. As mensagens recebidas por um satélite. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. Há 20 anos. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. Com o surgimento da concorrência. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. Afinal de contas. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka.

3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. b) O par trançado STP possui uma blindagem.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. Nas redes locais com par trançado. meios analógicos e meios digitais. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 9) Assinale com um X na resposta certa. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. b) O padrão 802. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. meios físicos e não físicos. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. enquanto o par trançado STP é desprotegido. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . O espectro da luz visível.

A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física.1). as características mecânicas (tipo de conectores.) das conexões físicas. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. Para obter maiores informações. Esses padrões..1. etc. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.3 802. mas são compatíveis na camada de enlace de dados. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. O IEEE produziu vários padrões para LANs.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. coletivamente conhecidos como IEEE 802. etc.5 descrevem os três padrões de LAN. Por outro . As partes de 802. incluem CSMA/CD. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. O padrão 802. cada uma publicada como um livro independente. impedância. respectivamente.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). As três seções a seguir explicam esses três sistemas.3 a 802.1 Enlace Física LLC MAC 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. os padrões CSMA/CD. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI).4 802. consulte Stallings (1993). 4.2 IEEE Figura 4. token bus e token ring.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802. 802.. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8.5 . A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais.). que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). Assim. Os padrões são divididos em partes.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).1. dimensões do suporte físico de transmissão.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. etc. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. define as características elétricas (níveis de tensão. O padrão 802.1 Camadas do modelo IEEE 4.

a estação aguarda até que ele fique livre. Mais tarde. em determinada época. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. O padrão ANSI/IEEE 802. Neste tipo de serviço não há. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. ela começa imediatamente a transmissão.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. em 1887. 4. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. de seqüência e de controle de fluxo.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. Se o cabo estiver ocupado. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. O padrão 802. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. Padrão IEEE 802. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados. O padrão IEEE 802. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. E assim por diante.1. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. quando uma estação quer transmitir. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. foi acrescentada a detecção de portadora. O padrão 802. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. 1976). haverá uma colisão. Para relembrar.3.3 tem uma história interessante. caso contrário. – Padrão IEEE 802. ela escuta o cabo. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. Além disso. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. 4.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. antes da fase de troca de dados propriamente dita. dentre eles se encontram o CSMA/CD. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. Esse padrão formou a base do 802. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. Os outros padrões que aparecem na figura 8. portanto. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. que utiliza o protocolo LLC. Esse sistema foi chamado de Ethernet. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois.3 e Ethernet O padrão IEEE 802.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. token ring e token bus.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). que a radiação eletromagnética se propagava. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. .2.

Nos próximos parágrafos. Geralmente. reduzindo assim o número de transceptores necessários.2.3. Essa placa contém um chip controlador que . Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. Historicamente. que são mais confiáveis e fáceis de usar. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele.024 1. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. usaremos os termos “802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. um eco será gerado e enviado de volta.2 mostra esses três esquemas de fiação. Com o 10Base5. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador.3” e “CSMA/CD”. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). Em vez do uso de conectores de pressão. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. Normalmente. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. o cabeamento lOBase5.Três tipos de cabos 802. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor.Os tipos mais comuns de LANs 802.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). Para o lOBase5. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. é possível localizar a origem do eco. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet).3 de banda básica Historicamente. Esse esquema é denominado lOBase-T. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. veio primeiro. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis.1 . A detecção de cabos partidos. Por essa razão. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. Quando é detectada uma colisão. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m.000 m Nós/s 100 30 1. começaremos a nossa discussão a partir daí. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo.2 . Figura 4. 4. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. O quinto par. respectivamente. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. A Figura 4. Basicamente.1 Cabeamento 802. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. que nem sempre é utilizado. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo.

0. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. 1985a) é mostrada na Figura 4. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. Em ambos os casos. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade.3 (IEEE. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). existe uma transição no meio. Na codificação Manchester. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). sem fazer referência a um relógio externo. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. cada um contendo o padrão de bit 10101010. pois os pulsos são a metade da largura. 85 volts e o sinal baixo é de . 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. 85 volts. Nela. é uma variação da codificação Manchester básica. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo.3(b). vem um byte Início de quadro. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço.3 .3 A estrutura dos quadros do 802. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. mostrada na Figura 4.3(c). Figura 4.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. não existem cabos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000.3 é o lOBase-F. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. Nenhuma das versões do 802. um para o destino e um para a origem. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. pois isso gera ambiguidades. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. que utiliza fibra ótica. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. No O binário. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast).4. o fim ou o meio de cada bit. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. Se uma estação enviar o string “0001000”. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos.4 -O formato do quadro 802. O quadro contém dois endereços. Em seguida. todas as estações do grupo o recebem. A codificação Manchester diferencial. O Protocolo de Subcamada MAC 802. No 10Base-T. mas oferece menor imunidade a ruido. resultando em um valor DC de O volts.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. Figura 4. O sinal alto é de + 0.3. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede.

No tempo 0.E).500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Figura 4. a estação A. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. B sabe que uma colisão ocorreu.5. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas.400 bytes.3 é o de Checksum. Esse problema é ilustrado na Figura 4. Para evitar que essa situação ocorra.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. B.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. do endereço de destino até o campo checks um. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. O emissor concluirá. o 802. o checksum certamente estará errado. e o erro será detectado. de um mínimo de O a um máximo de 1. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. operando a 1 Gbps. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. é concebível que haja uma colisão. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. Apesar de válido. mesmo assim.500 m. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. Quando detecta uma colisão. O campo final do 802. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. Mais ou menos no tempo 2t. o quadro mínimo permitido deve levar 51. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. onde ele pode colidir com outro quadro. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. a estação mais distante. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. começa a transmissão. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. um transceptor trunca o quadro atual. no tempo x . Como alternativa. um campo de dados de O bytes causa problemas. Para uma LAN de 2. No entanto.500. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . . envia um quadro. em uma extremidade da rede. então. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). que o quadro foi enviado com êxito. Em seguida. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto.3). proporcionalmente.

Conseqüentemente. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. um novo padrão foi desenvolvido. Além disso. e JEEE. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua).6). Além disso. como no 802.4 é muito complexo. o do anel. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato.7.Token bus Esse padrão.6).4: Token Bus Apesar de o 802. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. enquanto o 802. descreve uma LAN chamada de token bus. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4.3. Logicamente. ele é diferente do formato de quadro do 802. na pior das hipóteses.3. Figura 4. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. 1985b).6 . o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. as estações 14 e 19 na Figura 4. Fisicamente. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. Como apenas uma estação por vez detém o token. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. Quando uma estação passa o token. Entre outras coisas. O padrão 802. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão).4. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. Quando o anel lógico é inicializado. o 802. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. e é muito mais complicada. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. Para a camada física.4 é muito maior do que o 802. ocupando mais de 200 páginas. portanto.3. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. 1986. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. 802. com ou sem headends. O token se propaga em torno do anel lógico.4 os mostra como máquinas limitadas. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. 5 e 10 Mbps. São possíveis velocidades de 1. cada estação recebe todos os quadros. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário.3 ser amplamente usado em escritórios. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. não há colisões. Padrão IEEE 802.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. mas com o comportamento do pior caso conhecido. Além disso. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. 1 e desocupado no cabo. Em suma.4 (Dirvin e MilIer. com um pouco de má sorte. Depois disso.3 não têm prioridades. O protocolo MAC 802. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. a camada física é totalmente incompatível com o 802. elas não estarão no anel (ou seja.3. o campo de comprimento não é necessário.Consequentemente. Infelizmente. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. os quadros 802. com as ações desenvolvidas em Ada®. . nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado.3. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. mas não gostaram da implementação física. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo.

o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. Assim como no 802.3. O padrão 802. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802.3 não tem qualquer quadro de controle. que um anel de 1 Mbps. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma.3.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. Enquanto estiver no buffer. Isso significa. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. esse campo carrega a prioridade do quadro. Padrão IEEE 802. podem ser feitas em par trançado. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. Sem esse indicador. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. enquanto o 802. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. O anel. O campo Dados pode ter 8. 1985c. por exemplo.7 – Formato do quadro 802. cabo coaxial ou fibra ótica. Observe que o protocolo 802. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. No que diz respeito aos quadros de controle.3 (sim. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. 1992). é copiado novamente para o anel. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. eles não concordavam muito um com o outro). por exemplo. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema.3. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido.3. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e.. os dois grupos se comunicavam. Como mencionamos anteriormente. além de ser confiável. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. ela não se importa com seu conteúdo. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. Dentre suas diversas características interessantes. não. será emitido um bit a cada 1/R . As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Um aspecto principal. Por essas razões. é o “tamanho físico” de um bit. .4 inicial permite os dois tamanhos.5. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. cada bit ocupa 200/R m no anel.000 m.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4.3. 4. Latif et aí. Com o token bus.8. no projeto e análise de qualquer rede de anel. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. us. pois ele não teria o token. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. Em relação aos quadros de dados. cuja circunferência seja de 1. e até 8. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802.5 (JEEE. em seguida. além disso.

As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. enviará um novo token. Como só existe um token. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. uma estação se apoderará dele. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. exatamente da mesma forma como o token o resolve. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. como mostra a Figura 4. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. especialmente à noite. em vez de falarmos sobre token rings em geral. eles são removidos do anel pelo transmissor.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. transmitirá um quadro e. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. Esses sinais que não . para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. para compará-los com os dados originais. com o retardo de 1 bit. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. Entretanto. mas o 802.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. o bit deverá seguir o checksum. para garantir que o anel possa conter o token. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. quando o tráfego for pesado. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. Ocasionalmente. geralmente. No modo de transmissão. escuta e transmissão. o problema de acesso ao canal é resolvido. discutiremos o padrão 802. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. inicialmente zero. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. ela ativará o bit. Quando um quadro é difundido para diversas estações. A estação transmissora pode salvá-los. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. Dessa forma. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. o 802. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. inserindo seus próprios dados no anel. precisa armazenar um ou mais quadros. ou descartá-los. E fácil lidar com confirmações em um token ring. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. chamado de token.5 em particular. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro.8(b). a fim de monitorar a confiabilidade do anel. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. Quando o tráfego for leve. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. a estação seguinte verá e removerá o token. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. 5 volts de magnitude absoluta. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. para marcar o início e o fim de um quadro). a própria interface. antes de transmitir. a estação deve regenerar o token. Em quase todos os anéis. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Na camada física. em uma sequência de revezamento. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada.3(c)]. removendo assim o retardo de 1 bit. em seguida. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. Quando o último bit do quadro tiver retornado. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. ele será removido. Normalmente. Agora. Assim. um padrão de bit especial. de forma que haja uma fila em cada estação. No modo de escuta. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4.

8(c). na verdade. Em seguida.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. uma de cada vez. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. então. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. 4. O anel pode. Figura 4. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. Embora logicamente seja um anel. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. um token de 3 bytes circula indefinidamente. Como mostra a Figura 4. . Esse problema pode ser resolvido elegantemente. como mostra a Figura 4.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. Apesar de o padrão 802. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel.6. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. a maioria das LANs 802. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. como mostra a Figura 4. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações.. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4.3.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. 1983).5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. mas os formatos e os protocolos são diferentes.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. Os relés também são operados por software. com uso de um centro de cabeamento (wire center). o anel morrerá. Um anel 802.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Figura 4. Quando não há tráfego no anel.9.10. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. Consequentemente.

elas apenas transmitem imediatamente). comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. Como alternativa. como a voz digitalizada. e não são necessários modems. mesmo quando está transmitindo. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. Por fim. mas. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. de pombo-correio a fibra ótica. apesar de o esquema não ser justo. do tipo mais amplamente usado no momento. Além disso. incluindo modems e amplificadores de banda larga. Além disso. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. Assim como no token bus. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. sob carga alta. Começaremos com as vantagens do 802. 5 km (a 10 Mbps). O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. Comparação entre 802. são excelentes. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. a presença de colisões se torna um problema grave. Para começar. como no token bus e ao contrário do 802. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. transformando-se efetivamente em TDM. a eficiência diminui. o throughput e a eficiência. que utiliza conexões ponto a ponto. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas.3. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. se tiverem a chance. pois o transmissor precisa aguardar o token.7.3. Por outro lado. ao contrário dele.4 e 802. Trata-se. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. Um cabo passivo é usado. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. também são permitidas prioridades. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. todas as três têm um bom desempenho. 1995)]. Do lado negativo. mesmo em um sistema que esteja inativo). cada um com propriedades específicas. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. sob carga alta. Ele é mais determinístico do que o 802. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. que introduz um componente critico. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. O protocolo é simples. sob carga baixa sempre há um retardo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh.3. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. .3 possui um componente analógico substancial. de longe. portanto. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. não apenas de dados. indicando suas vantagens e desvantagens. O tamanho do cabo é limitado a 2. Por fim. Além disso. o cabo precisa ser mais curto. com frequência. independente da taxa de dados). vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. mas também de voz e de televisão. Ele também não possui prioridades. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. como em todos os sistemas de passagem de token. A exemplo do token bus.3 não é determinístico. Sob diversas circunstâncias. 802. sem fazê-la cair. Além disso. pois os tempos de transmissão de quadro caem. Nosso próximo assunto é o token ring. o 802. o desempenho. os funcionários dos departamentos de marketing. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido.3. o 8 02. portanto. o que é. são possíveis quadros curtos. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. À medida que a velocidade aumenta. que pode afetar seriamente o throughput. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.5.5 2) O que é o CSMA/CD.4 e 802.3 e 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.9.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.3 2) 802. E se não tiver.4 3)802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.

Sendo assim. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Veja a figura 5.2 – Aloha em intervalos . Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. 5. ambas devem ser retransmitidas. A B C Figura 9. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. o que implica em uma utilização deficiente do canal. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. Veja a figura 5.1.2. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. em Honolulu. nenhuma dificuldade é encontrada.1. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.1. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio.1. Ao completar a transmissão.1 – Aloha puro A B C Figura 9. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. Um terminal que deseje transmitir.

2. tenta transmitir mais tarde. um valor de p menor do que 1 é escolhido. então n. Para minimizar a quantidade de dados perdidos.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Desta forma. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. 3. Na forma mais simples desta técnica. logo que detecta o meio livre. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. o tamanho das mensagens. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. então suas mensagens irão colidir e se perder. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. a estação . não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. neste período. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. entre duas transmissões. portanto. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. Para conseguir implementações mais práticas. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado.o algoritmo é repetido na nova tentativa. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente.se o nó detecta o meio livre.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. Se existir mais que um equipamento esperando. etc. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. 03. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. Caso a estação detecte o meio ocupado. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. 2. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. O tempo que o meio fica livre. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. ele transmite sua mensagem. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. mesmo que tenha colidido com outra. é muito pequeno e. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. Após o término da transmissão. ao contrário dos outros 2 métodos. conhecido como janela de colisão.1. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. Em redes locais. Os valores típicos para p estão entre 0. 1 e 0. interrompe a transmissão no caso da colisão. o número de usuários aguardando para transmitir. O CSMA/CD.se o nó detecta o meio ocupado. a estação tenta transmitir com probabilidade p. o np-CSMA espera um tempo aleatório. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento.

o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. o valor de r é dobrado. durante uma transmissão. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. o que implica em uma interface mais cara. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. Para haver detecção de colisão. desta forma. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Quando ocorre alguma colisão. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. uma vez detectada a colisão. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. Neste caso. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. penalizando a estação que colide muitas vezes. Assim. 4xTp Logo. No entanto. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. Como já foi dito. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. Portanto. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. como por exemplo. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. algumas aplicações de automação de escritório. Neste caso. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. e também pela eficiência. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. as transmissões vão se ajustando gradativamente. fazendo assim. uma vez que o tempo de propagação é finito.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido.taxa de transmissão Tp . Também. seu desempenho é maior. Quando ocorre uma colisão. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. daí a origem do nome do método. permitindo um volume de tráfego também maior. Nota-se portanto. Após um número específico de tentativas sem sucesso. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. com a redução total da carga da rede. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade.tamanho da mensagem C . À medida que a carga da rede cresce. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. A cada nova colisão sucessiva. Para o caso da rede Ethernet. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. e é de fato o método mais difundido em redes locais. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". . quanto maior a distância maior o tempo de propagação. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. onde: M . mas também pelo método de acesso.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". O CSMA . mais o tempo de reforço da colisão. a monitoração do nível de energia do canal.

Esse interrogatório pode ser cíclico. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. circulando encostados pára-choque com pára-choque. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. ou seja. Em tempo de inicialização. ou seja. inicia os outros bits de controle.2.2. o método CSMA/CD é muito eficiente. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. . e assim por diante. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. etc. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. uma vez criados. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Porém. No "polling" centralizado. se desejam transmitir alguma mensagem. Sua interface é bem simples e barata. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir).2. os inicia como vazios. um por um e seqüencialmente. Como foi dito. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente.) que. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. 5. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. um dispositivo gera os slots (cria os slots. ele pergunta aos nodos. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. Ao querer transmitir. estão prontos para ser usados. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. R.1. Cada repetidor no anel produz um retardo. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. devido a sua estrutura centralizada. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. 5. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. e é esse espaço que é dividido em slots. comparada com 83% da técnica CSMA. Dessa forma. sincroniza os receptores e transmissores. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. onde alguns estariam carregados e outros não. evitando o problema da colisão. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. informando que está disponível.2. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem.

Quando uma estação possui dados para transmitir. abre o anel. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. 5. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. Uma vez identificado o seu endereço. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. uma vez inicializada. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. a estação transmite a sua mensagem. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. previamente. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. c) ao final da transmissão. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. Por exemplo.2.2. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida.4.3. ela a coloca no registrador T. etc). ao reconhecer o seu endereço. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. Quando T fica vazio. . – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Quando ela é lida no registrador R. reconhecimento. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. b) uma vez de posse da ficha. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. circula entre todos os nós de comutação.

Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. Quando a rede é inicializada. tendo alterado o endereço do destinatário. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. chamada "token".5. envia o token para a estação sucessora. 5. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. deve aguardar que o token lhe seja enviado. A partir daí. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Neste caso. No último caso. é passada de equipamento para equipamento através da rede. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. envie uma mensagem para todas as outras. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. com uma configuração de bits conhecida. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede.2. o token desaparece da rede. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. O token não transporta qualquer informação. Uma estação com dados para transmitir. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. uma mensagem especial. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora.

Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. a estação escuta o canal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. Se alguém está transmitindo. então. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . a transmissão não é otimizada. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ela transmite. ( ) Antes de transmitir. Após. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos.

Block Character Check). Na recepção. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. isto é. apenas 1 bit errado a cada 100. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. pode ocorrer detecção trocada da informação. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados.Codificação da Mensagem "UFSC" . apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. é detectado um erro de transmissão. codificada em ASCII e com paridade par. bno geral. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). Na tabela 6. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres.2. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. 6.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. 6. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Exemplo: O caractere A no código ASCII.1 .1. redundância cíclica (CRC). paridade longitudinal (LRC).1. 6. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r .A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão.1. isto é. com paridade é representado por 1000001P(65). uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros.1. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC .000 transmitidos. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. Se o valor de P não conferir com o esperado. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". Em redes locais.n ) bits de redundância e então transmitido.

As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo.Divida xr. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. 6. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. caso contrário.1. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. não existe "vai um" ou "empresta um".16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. Para utilizar o código CRC. 0. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. Para transmissão. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente.Seja r o grau de G(x). Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr.M(x). O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação.3. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC .12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . com 6 termos cujos coeficientes são 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. Se o resto da divisão for igual a zero. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. é detectado um erro de transmissão. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. 2 . 3 .M(x) usando subtração módulo 2. variando xk-1 até x0 e com grau k-1.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. 0. 1.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. a mensagem foi recebida corretamente. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. Na recepção.

6. H. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction".8.16 . sendo r um nº inteiro.2. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. a mensagem contém erro. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. o polinômio recebido não será T(x). A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16.se for diferente de zero. . Em caso de haver erro. temos r "Hamming bits". etc. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. 6.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. onde m+r+1 <= 2r. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. Estes são inseridos nas posições 1. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits".se for zero. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado.4.2. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . bem como 99.. R. isto é. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. se E(x) for divisível por G(x).1. a mensagem está correta. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x).2. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. G(x) deve ser criteriosamente escolhido.

1101 14 .1100 13 . .0110 10 .1110 0011 . Se dois erros ocorrerem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. Quando ocorrerem três erros. 14 6 . 13.Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. 10.1010 12 . isto será detectado mas o resultado será sem sentido. 12. o esquema pode ser burlado.

Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Além disso. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. Neste caso. 7. ora por um caminho. Além disso. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. definindo os formatos dos quadros de dados. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. Na própria carta. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. aliado a uma política de tratamento de erros. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. é importante que este seja – – – – – compartilhado. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. Quando os dados são recebidos. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. Como definido no início desta apostila. portanto. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. realizando uma série de funções básicas. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. De acordo com a política estabelecida. existem outras também importantes. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). como um exercício. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. ora por outro. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. Na verdade não é tão simples. além de outras funções. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. procure. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. os erros podem ser ignorados. abertura e fecho. Roteamento: eventualmente. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. marcados para correção posterior. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. Um protocolo de comunicação define. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . denominadas funções de comunicação. Além destas funções consideradas mais básicas. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. Antes de seguir adiante.1. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. conforme visto no capítulo 3. Ora. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. como por exemplo.

2 – Cadeia de bytes na linha Ora. Provavelmente. Assim. além dos dados. ou datagrama. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. necessitamos transmitir comandos. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. A título de exercício. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Afinal. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7.2.1 carregam informações e quais carregam comandos. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação.1. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. Cada pacote. entretanto ligados fisicamente pela linha. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. como mostra a figura 7. veríamos uma seqüência de bytes. Note-se que. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica.2 pode ser usada em algumas aplicações. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. Este exemplo simples evidencia que. identifique quais as mensagens da figura 7. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. não basta uma conexão física. para garantir a transferência de forma correta. mas não são repetidas durante a mesma. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. permanecendo. número de seqüência. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. para transmitir os dados. Nada mais havendo a tratar. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. o computador A deve confirmar a recepção. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. Terminada a transferência do arquivo. carrega. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. endereço de fontes e destino. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Inicialmente. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente.

a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. Isto é. como mostra figura 7.4. por exemplo. em sua maioria. respectivamente. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. ou mais genericamente como mensagens. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. A designação técnica. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. isto é. possuem uma complexidade difícil de controlar. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. Para diminuir esta complexidade. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. Com o desenvolvimento das redes de computadores. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. além de pacotes ou datagramas . o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. executa um conjunto definido de funções. é PDU (Protocol Data Unit). Na verdade. "Enlace Lógico". o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. ou ainda. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. como mostra a figura 7. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. Estas unidades de transporte de informação. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". também em sinalização e overhead. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. tornando a transmissão mais confiável. blocos. também como quadros (frames). a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. EBCDIC). Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. conforme o contexto.3 – Formato geral de um datagrama Ora. empregada no âmbito do modelo OSI. portanto. se analisadas em conjunto. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. envolve diversas etapas que. orientados a caracter. o software de comunicação é dividido em "camadas". então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. isto é. constituindo-se.3. Um datagrama. podem ser designadas.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7.2. onde cada "camada".

1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. Assim. NAK ou WACK. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. A resposta pode ser positiva através de um ACK. ela responde com um NAK ou WACK. Tabela 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). ela responde com ACK. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. exceto o último que é terminado com ETX. Todos são orientados a bit.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. são independentes dos códigos utilizados. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits.2. tais como “ETB”. . ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. 7. Obviamente. Para evitar problemas associados à transmissão. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. sendo o último bit o de “paridade ímpar”.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. isto é. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. O BSC é um protocolo orientado a caracter. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. ou seja. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. interpretar o restante do quadro. Neste caso. etc. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange).6. “SYN”. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. ou caso a estação não esteja pronta para receber.

como um caractere de dados. o protocolo HDLC define três tipos de estações. 7. Nos protocolos orientados a bit. 7.2. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. representadas nas unidades mínimas de informação. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. . a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.6. no modo transparente.. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. o BSC tem um modo transparente. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". Nos diálogos com a outra máquina. os bits de informação foram colocados em um único quadro. permitindo assim que a outra estação a utilize.Estação primária: controla a operação do enlace. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido.. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. supervisão. A figura 7.3. a) Os três tipos de estações são: 1.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. ou seja.). para a camada de enlace de dados. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. .6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC.7 . Para obter transparência.

a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. 3.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. 3.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. .Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. destruindo. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. a combinação é aceita como um flag. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. incluindo inicialização. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. o receptor examina a sequência de bits. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. Com o uso da técnica de bit stuffing. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. O computador consulta cada terminal para transmissão. Enquanto está recebendo um quadro. recuperação de erros e desconexão lógica. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. 2. Neste modo. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG).8 . Para determinar este problema. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas".Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. Após identificar o flag inicial. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados".3.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. o sexto bit é examinado. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. O modo de resposta assíncrona raramente é usado.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. 2. a sincronização a nível de quadro. b) As duas configurações de enlace são: 1. No entanto. enviar uma resposta sem esperar por um comando). 7. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. então. A figura 7.

Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. cada um com um formato diferente do campo de controle. O campo pode conter qualquer sequência de bits. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. isto é. tanto na forma básica quanto na estendida.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação.Bit de controle de ligação P/F . A configuração 11111111 é interpretada. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U).Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. 8 bits.Bit com função de supervisão M . indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. normalmente.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S .2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. Um endereço possui. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. como sendo um endereço de difusão .

Indica um quadro sequenciado de informação. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr . DISC . SNRME. SIM.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. por exemplo.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). na estação remota. RNR .É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. SARME.1 (inclusive). que também não são confirmadas. "convidá-las" a transmitir). Devido à ausência de verificação dos números de sequência. confimados como recebidos sem problema. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. SIM .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). Não há resposta exigida para o UI.1 são reconhecidos como aceitos. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. . Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. completando ou abortando o quadro em andamento. a nível de inicialização do link. RR . para fazer polling com estações secundárias (isto é. SREJ . Assim.3. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. SARM. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros).2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . Os quadros de informação numerados até Nr . Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. Pode ser útil. SNRM .O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado.1 (inclusive) são assim confirmados. Quando se está processando a troca de informação. bem como do quadro que se espera receber em seguida. assim. UI ou NSI . o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. Os quadros de informação numerados até Nr . UP . SABM.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. não são confirmados.1 são. SABME. estabelecendo uma condição operacional lógica. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. para dados de inicialização do enlace. Os quadros de informação numerados até Nr . Na operação de uma rede comutada. UA . A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. DISC e RSPR. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. a não ser que solicitadas pela primária. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. Sendo transmitido um SREJ. REJ .

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. opcionalmente. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. 7. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). .Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA).Usado para indicar a solicitação de uma desconexão.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. O emissor então. O recebimento de qualquer comando. isto é. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". CMDR . caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". RD . fará com que a estação repita o RIM. quando esta recebe um comando não válido. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. transmite seus dados. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. No entanto. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora.3. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. DM . Para isto. e este foi recebido dentro do quadro. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Esse comando pode usar o endereço global. ao esgotar este tempo. que não seja um SIM ou DISC. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). pela recepção de um RIM ou DISC. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. Por sua vez. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. c) o comando recebido não permite o campo de Informação."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Por exemplo. XID . Para estes casos. ao esgotar este tempo. então.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM).O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. SABM . fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. Após a recepção. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. SARM . Quando os dados são recebidos.

4. Do outro lado.4.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . 3. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. O número de níveis. devido a complexidade do software de comunicação. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. 1983). Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. Na realidade. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. Em outras palavras. Cada camada deve executar uma função bem definida. até chegar à camada mais alta. Por uma questão de praticidade. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. No entanto. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. O modelo OSI é mostrado na figura 7. vamos chamá-lo de modelo OSI. isto é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. até que o nível 1 seja alcançado. em todas as redes.. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. O modelo OSI tem sete camadas. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection).ou seja. 5. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann.1 (menos o meio físico). Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. A figura 7. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 .11 – Modelo de Referência OSI – ISO . As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). 2. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7.. cada um construído sobre o seu predecessor.

as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. No entanto. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação.4. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. discutiremos cada uma das camadas do modelo. otimizando a transmissão. têm algumas centenas ou milhares de bytes). Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. eles dividirão o mesmo caminho. perdidos e danificados.4. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. como por exemplo em uma sessão de terminal. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados .2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. O projeto da rede deve garantir que. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. Nesse caso. que fica abaixo da camada física. em geral. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. começando pela camada inferior. a ISO produziu padrões para todas as camadas. cada qual com qualidade e preço diferentes. provocando engarrafamentos. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. 7. 7. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. sendo determinadas para cada pacote. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. Elas também podem ser altamente dinâmicas. Para executar essa tarefa. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. o outro lado o receba como um bit 1. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. Pelo menos. não como um bit 0. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. Freqüentemente . embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. Nesse caso. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. a fim de refletir a carga atual da rede. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. 7. quando um lado envia um bit 1. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede.4. Pra tal. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. No entanto. Nessa situação. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. a subcamada de acesso ao meio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida.

7. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. o que permitirá a produção de informações para tarifação. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. Nas camadas inferiores. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. que são fim a fim. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. Além disso. no entanto. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. que são encadeadas. Por outro lado. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware.1 Muitos hosts são multiprogramados. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. Para alguns protocolos. assim como faz a camada de transporte. que liga a origem ao destino. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. Para gerenciar essas atividades. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. e não entre as máquinas de origem e de destino. Em todos os casos. costuma ser pequena. 7. É preciso. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. Em condições normais. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações.4. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. No entanto. no entanto. quando existe. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos.4. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). a contabilização pode se tornar complicada. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. onde se pratica uma taxa de cada lado. podem surgir muitos problemas. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. a camada de rede. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. .5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. portanto. aos usuários da rede. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. em última instância. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. que podem estar separadas por muitos roteadores. Uma sessão permite o transporte de dados normal. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. é ilustrada na figura 7. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. o problema de roteamento é simples e. Nas redes de difusão. e as camadas de 4 a 7. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. Conseqüentemente.4. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. Em outras palavras. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. A diferença entre as camadas de 1 a 3. Se. Os protocolos também poderão ser diferentes.

Os ítens são representados como strings de caracteres. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados.unidades de dados de interface . Por exemplo. de controle) .unidade de dados de protocolo .IDU (SDU + inform. Para manipular cada tipo de terminal. datas. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. quando ocorrer uma falha.serviço N . Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. 7. de modo que.unidade de dados de serviço . por sua vez. assim como o correio eletrônico. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. virtual estão na camada de aplicação. valores monetários e notas fiscais. Por exemplo. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. Todos softwares do t. Para eliminar esse problema. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação.relação entre serviço e protocolo . existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. 7. entre outras coisas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. Terminologia OSI . Após ser abortada. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos.3 e 802.entidades de protocolo .4. por exemplo). que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. inteiros. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. que. entre outras coisas. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. a entrada de tarefas remotas. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. por exemplo).5). e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. e vice-versa. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. movimentação do cursor etc.4.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores.

11)Ainda com relação ao HDLC. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. descreva um cenário de comunicação entre A e B. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. (S)upervisão e (U)Controle. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. onde A envia um quadro de dados para B e após. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação.

O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. formando assim uma inter-rede. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). documentar. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). Uma RFC é publicada indicando esse status e. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. a camada intra-rede [Comer 91].Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Portanto. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. Já outros. Qualquer pessoa pode projetar. . implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. não importando a forma física de interconexão. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. como a ISO ou a IEEE.1: Ilustração do conceito de inter-rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. ou seja. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. Quando o protocolo se torna estável. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. Da análise das RFCs surgem sugestões. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. O IAB é formado por pesquisadores. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra.2 . Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens.

Exemplo de aplicações: ping. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. os endereços IP. Não existe um protocolo de enlace específico. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. além do ARP. IGP.3 . e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. ao solicitar a transmissão. ou se deve ser repassado para um gateway. 8. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. na verdade. Esta camada não possui um padrão comum. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. nesse nível. . A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. SNMP. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. O nível físico. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. Para realizar essa tarefa. Por exemplo. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. Resumindo. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela.1. OSPF. que são endereços lógicos. ou seja. enviará um pacote diferente. qualquer tipo de rede pode ser ligada. Nesse caso. é de responsabilidade da placa de rede que. etc. O padrão estabelece-se para cada aplicação. ou o serviço não-orientado à conexão. É nesta camada que são identificados os endereços IP. EGP e GGP). buferização.2. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. portanto se comunica através de datagramas. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. enviará os quadros padrão IEEE 802. se for ATM. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. enviará seus quadros específicos. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede.3. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. etc. O importante nesta camada. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. fornecido pelo User Datagram Protocol . Portanto. Frame Relay. tracert. Se o protocolo utilizado for o TCP. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. controle de fluxo. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. Token Ring. Hello. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. o FTP.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. • controle de envio e recepção (erros. reconhecimento etc). TELNET.4. para o funcionamento do TCP/IP. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. dependendo do meio ao qual está ligada. 8. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. desde a máquina de origem até a máquina de destino. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual).3. ICMP. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. fragmentação. se for uma placa Ethernet. seqüência. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede.

TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. UDP etc. Não implementa segurança. • criação. Desenvolvido pela SUN Microsystems. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. etc. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. problemas. através de um código numérico de resposta. transparente para o usuário. leitura e deleção de diretórios. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. • Transferência de dados. renomeação e eliminação de arquivos. Utiliza a porta 23 do TCP.4 . É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. até que este solicite-a. pode-se acessar a MIB e retornar valores. • criação. violação de protocolos. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. Utiliza a porta 25 do TCP. armazenar valores. leitura. gravação. o que deixa para o TCP. Através do SNMP. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. Figura 8. modificação e exclusão de diretórios. etc). eco.. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. ICMP. o assunto e algumas outras informações opcionais. renomeação e deleção de arquivos. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. dados sobre erros. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. existem o agente e o gerente que coletam e processam. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. • pesquisa de arquivos em diretórios. ocorrerá uma resposta do Receptor. possuem seu próprio protocolo. • Negociação de opções (modo de operação. TCP. receber informações sobre problemas na rede. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. além da criação. operando orientado à conexão. Para sua operação. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. gateways. O NFS cria uma extensão de arquivos local. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts.Implementação do NFS . respectivamente. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. Utiliza a porta 21 do TCP. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. o destinatário. que transmite textos. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. Utiliza a porta 80 do TCP. Utiliza a porta 2049 do UDP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. além de permitir a navegação através do hiper texto. Com isso. dentre outros. interfaces individuais de rede. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP).

us – EUA.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu.6 . mas. Essa flexibilidade tem aspectos positivos. Exemplo: br – Brasil. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8.edu • gov: para instituições governamentais. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais.6. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Ex: berkeley. au. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. e assim por diante. Ex: nic. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore. de – Alemanha.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Ex: nasa. fr – França. Por exemplo.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas.ddn. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Para tal. 8. Ex: apple. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam.Australia. os níveis de enlace.com • edu: para instituições educacionais. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8.5 . a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama).gov • mil:para grupos militares. por outro lado.

separados por pontos. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP.6. Os padrões da ISO. . não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI.1. 2. São endereços reservados para multicasting. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. de enlace. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Ex.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. Ou seja. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. com membros representando vários países. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. Em outras palavras. No nível de transporte. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. Ou seja. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. comerciais e grandes Universidades. A classe C vai de 192 a 223.097. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números.6.777. Classe E: vai de 240 a 255. A classe A vai de 1 a 127. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. A abordagem da ISO. 16.: Grandes organ. Os níveis físico. cujo serviço é datagrama não confiável. Classe D: vai de 224 a 239. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. relativos a transmissão de dados em uma única rede. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. Desta forma. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. para o problema da interconexão de sistemas abertos. é mais razoável.216 endereços host associados. Vai de 128 a 191. A estrutura organizacional da ISO. 8. Ou seja. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama).384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. São endereços reservados para uso experimental. definindo as camadas de sessão. 128 endereços de rede com 16. Nessa arquitetura. 8. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. são padrões de juri. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. porém bastante funcional.

255. fazendo and com a máscara: 11111111. este será um endereço de broadcast.16) ou em binário: 10000010.0.0.11111100. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.0.15.12.13. Ex: 26.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.255.0.00000000 .15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.255.0 a 128.0 (máscara da sub-rede for utilizada). É utilizado para teste.168.255.255.16.0 a 10. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.255.6.50.73.00110010.0.00010000.0.255 Classe C: 192.13.168.50) com 64 sub-redes (máscara 255.255.0. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.255 8.0.255.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.2.31.252.66.73. Ex: 128.xx.0.0.54. o endereço IP está referindo-se a uma rede.1: loopback.0 a 192.0. 128.255.13.0 (máscara da sub-rede) 143. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.66.73.00001111.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.54.0.11111111.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.xx Endereço de rede Endereço do host 255.0). Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.255 Classe B: 128.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.

e é implementado sobre o UDP. IV.00110010. O FTP utiliza uma conexão TCP. São verdadeiras as afirmativas: a) I. 4.12. III. O FTP utiliza uma conexão TCP. IV e V d) I. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. uma vez que é orientado à conexão. 6. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. 2. 3. 5. O NFS.00000000 que corresponde a 150. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. B. III e V c) III. 4 Exercícios: 1. 7. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. C.00001100. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. D e E) 8. II e V e) II. uma vez que não é orientado à conexão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. II e IV b) II. e implementa o correio eletrônico na Internet. III e IV .0. A nível de transporte. Considerando as seguintes afirmações: I. V. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. Com relação ao protocolo IP. II.50.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal.

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