Escola Secundária Manuel Cargaleiro

Biologia e Geologia

Observação microscópica de células da epiderme da cebola

Ana Ferreira, n.º1 Andreia Nunes, n.º 7

Fogueteiro, 22 de Fevereiro de 2006

..................................................................................... Bibliografia ........11 Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 2 ...........................................................................................................2.............. Avaliação ......................................3 2.... Procedimento Experimental ............................. 1.............. p.............. 9 6..................................... 7 5...................Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola p..................................... Material Utilizado ....................................................................................................................................................................................................................................... Descrição da experiência .. Introdução Teórica ....................................................................... 3 3........10 7................. Conclusões ........... Discussão ......................................................................................................................................................................... 4 4.................................... 3 2................................................................ 2 2................. Registo de Resultados ......................................1.....................................

O nosso objecto de estudo é a epiderme da cebola. sendo esta uma película fina. contêm plastos. constituída por uma única camada de células. que se encontra na superfície côncava de cada uma das túnicas do bolbo da cebola. existem diferenças. Embora as células vegetais tenham organelos semelhantes aos das células animais. entre os quais os cloroplastos. Núcleo – organelo de grandes dimensões. que em baixas concentrações não danificam as células. onde se encontram dispersos os vários organelos. cuja função é controlar a actividade celular.C. ou seja. nem um núcleo onde individualizar o DNA. A célula é a unidade básica e funcional de todos os seres vivos. conhecer a constituição das células eucarióticas vegetais. pois têm o DNA individualizado no núcleo e têm um sistema endomembranar bastante rico. cuja função é proteger e suportar as células. foi necessário recorrer-se ao uso de corantes. Citoplasma – espaço intracelular ocupado por uma massa semifluida.C. neste caso concreto. como é o caso do azul de metileno que evidencia o núcleo. Visamos. Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 3 . e têm vacúolos que atingem grandes dimensões com a idade.O. (microscópio óptico composto). existindo dois tipos distintos de células: Procaróticas – são as células mais simples.O. sendo estes últimos responsáveis pelo armazenamento de diversos tipos de substâncias como proteínas e açúcares. ainda.Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola Com este trabalho pretendemos observar e identificar as estruturas que constituem a epiderme da cebola ao M. sendo responsável pelas trocas de substâncias entre o meio intracelular e extracelular. todas as células eucarióticas apresentam: Membrana celular – limita exteriormente o citoplasma. Para se conseguir observar estas estruturas ao M. pois não têm nem sistema endomembranar. No entanto.. onde se encontra o DNA. utilizámos corantes vitais. As primeiras têm parede celular. a água iodada que evidencia o núcleo e a parede celular e o vermelho neutro que evidencia o vacúolo. Eucarióticas – são as mais complexas. delimitado por uma membrana nuclear. verificar o modo como alguns corantes actuam sobre diferentes estruturas celulares. Dividem-se em dois grupos: animais e vegetais.

na de 5X. com o auxílio da agulha de dissecação.O. Cebola. registando as observações. Papel absorvente. as três preparações com as lamelas. Lamelas. Descrição da Experiência Retirámos três lâminas e sobre cada uma colocámos. uma gota de azul de metileno e uma gota de água iodada. cuidadosamente.. Azul de metileno.1.2. utilizando o espelho. retirámos três pequenos pedaços da epiderme da parte côncava da túnica da cebola. Bisturi. Observámos cada uma das preparações na objectiva de 10X. Regulámos a fonte de luminosidade. ou seja. através das pinças. Vermelho neutro. o condensador e o diafragma. (microscópio óptico composto). 2. respectivamente. Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 4 . uma gota de vermelho neutro. Lâminas. Prendemos a primeira preparação ao M. e focámos a preparação inicialmente com o parafuso macroscópico e finalmente com o parafuso micrométrico. Pinça.Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola 2.C.C. Depositámos. Cobrimos. com a pinça. Posteriormente. Material Utilizado M. Agulha de dissecação. Água iodada. sempre na objectiva de menor ampliação. cada fragmento de epiderme sobre o corante que se encontrava nas lâminas.O.

Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola Nas páginas seguintes seguem-se os esquemas que representam as observações efectuadas pelos dois elementos do grupo. Cada folha tem três esquemas. correspondendo cada um a uma das preparações contendo um determinado corante. Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 5 .

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Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola As nossas observações tiveram como objecto de estudo a epiderme da cebola. assim como a sua transparência e consequente falta de contraste entre as estruturas. permitindo-nos. evidenciando os seus diversos constituintes. sendo eles as pequenas dimensões das células e dos seus organelos. 1 – Esquematização de uma célula eucariótica vegetal. existem dois aspectos que dificultam a observação dos componentes celulares. observar células eucarióticas vegetais. Por este motivo. deste modo. Fig. existem algumas técnicas de microscopia que facilitam a visualização das micro-estruturas biológicas como é o caso da coloração. pois permite evidenciar diversos componentes celulares. alterando o menos possível as suas características originais. Contudo. pois esta apresenta apenas uma camada de células. A coloração é bastante importante em microscopia. proporcionando assim um trabalho mais pormenorizado e credível ao Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 8 .

por isso. Utilizando a água iodada. tivemos algumas dificuldades em visualizar os núcleos das células. conferindo-lhe uma cor rosada ou avermelhada. ao utilizar o vermelho neutro. que ficou com uma tonalidade azul. com grande quantidade de substâncias armazenadas. Por outro lado. este manteve o citoplasma e alguns organitos incolores. não tem cloroplastos. seguindo-se a colocação do material em estudo). a água iodada ou solução de Lugol e o vermelho neutro. Através da utilização do azul de metileno (corante que usado em baixa concentração penetra na célula sem a matar – corante vital) através da técnica de imersão (consiste em colocar o corante na lâmina. pois a cebola é um caule subterrâneo. actuando como meio de montagem. uma vez que só estes componentes celulares absorveram o corante. de forma acentuada. permitindo-nos. pois existiam alguns com dimensões bastante grandes. pois não precisa desses organitos. Foi através do conhecimento desta técnica. logo não efectua a fotossíntese (processo de síntese de matéria orgânica que ocorre nas células dos produtores. que à semelhança dos outros dois corantes utilizados também é um corante vital. a parede celular e o núcleo. assim. realçar estruturas que não contrastavam suficientemente umas em relação às outras. a parede celular e os vacúolos das células da epiderme da cebola.Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola observador. enquanto que outras estruturas não o fazem. para evidenciar o núcleo. envolvendo os pigmentos que se encontram nos cloroplastos) e. o que nos levou a concluir que se tratava de uma célula já antiga. Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 9 . o que não acontece. Esta técnica baseia-se no facto de determinados constituintes celulares absorverem alguns corantes. que utilizámos o azul de metileno. pois este corante é bastante escuro. 150X ampliados. ficando com uma tonalidade amarela. tendo apenas sido absorvido pelo núcleo. sendo as células da epiderme da cebola células eucarióticas vegetais era de esperar que se observassem cloroplastos. Nesta observação. tornando a observação difícil. que também é um corante vital. uma vez que as dimensões dos vacúolos nas células eucarióticas vegetais aumenta com a idade. Os vacúolos observados variavam em tamanho. este introduziu-se no vacúolo. No entanto. ocupando praticamente toda a célula. foi-nos possível observar.

Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola Com esta actividade experimental foi-nos possível ter um contacto mais próximo com a microscopia e as suas técnicas. tendo todos os objectivos sido cumpridos. o modo como estes eram absorvidos por uns organitos e não por outros. Podemos observar o modo como os corantes utilizados. actuaram sobre diferentes estruturas celulares. de entre as quais se destaca a coloração. isto é. azul de metileno. Os resultados obtidos corresponderam exactamente ao previsto inicialmente. água iodada e vermelho neutro. Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 10 . pois foi esta técnica que nos permitiu observar de forma clara as células eucarióticas vegetais assim como os seus constituintes.

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Observação microscópica de células eucarióticas de epiderme da cebola Nota conceptual: ________________________ Nota processual: ________________________ Nota comunicacional: ___________________ Observações: _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ Escola Secundária Manuel Cargaleiro 2005/2006 12 .