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UMA CORRIDA QUE PODE SER LEVE E AGRADÁVEL

HEBREUS 12.1-2

INTRODUÇÃO

Todo corredor precisa de um preparo prévio.


Faz-se um check-up para ver sua saúde e resistência física; o
reconhecimento do terreno, exercício de aquecimento e corridas de
pequeno percurso.
Após feita a inscrição, munido de roupas adequadas, é só aguardar o tiro de
saída. Assim ocorre com qualquer maratonista.
Toda corrida é muito fácil no seu princípio. Os corredores ainda estão em
plena forma, nenhum afadigado.
A vida cristã é uma corrida. Cada crente é um corredor. A nossa pista, o
trajeto, é o mundo.
Nessa corrida não deixamos de passar por vários obstáculos. Passamos
porque nenhum deles é intransponível.
Mas podemos fazer essa corrida mais leve e agradável...

I – QUANDO OBSERVAMOS AQUELES QUE JÁ CORRERAM A


MESMA CORRIDA.

1. Assim como qualquer corredor, em circuitos de rua, nós também

estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas” (v.1).


2. Aqueles que já correram a corrida são chamados de testemunhas. A
nuvem de testemunha está relacionada no capítulo onze.
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3. Eles não são nossos espectadores, como ocorre na São Silvestre. Vou
além, não são espíritos espectadores, como um teólogo chegou a
pensar.
4. As testemunhas são os heróis do passado, com suas vidas
exemplares..
5. Vidas que testificavam o triunfo da fé.
6. Vidas que se deram pela conservação da fé. “Alguns foram

torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior


ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios
e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados,
provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram
peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados,
afligidos, maltratados” (Hb.11.35-37). (Indicar a leitura do livro A
era dos Mártires”.
7. Essas pessoas deram testemunho do poder da fé e da fidelidade de
Deus. Mesmo que não tenham escapado do martírio (testemunho).
8. A nossa corrida torna-se mais leve e agradável, quando observamos
o exemplo de pessoas que já trilharam por esse circuito da fé.
9. Muitas vezes não entendemos a fé, pois achamos que a fé é um meio

oferecido por Deus para sempre nos darmos bem. Sem desemprego,
sem doenças, sem perseguições, sem desentendimentos no lar, sem...,
é para esse tipo de fé que os telepregadores querem nos jogar.

II – QUANDO SOLTAMOS O PESO E DEIXAMOS OS EMBARAÇOS.

1. O atleta não correrá bem ser estiver com excesso de peso. Seja de
massa muscular, ou das coisas que fazem parte do seu vestuário.
Aqueles que se fantasiam, o fazem apenas para aparecerem na
televisão. Não estão ali em busca do pódio, da medalha.
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2. A corrida aqui proposta exige, não só preparação adequada, mas

correremos melhor “desembaraçando-nos de todo peso”. A tradução


da NVI nos diz: “Livremo-nos de tudo que nos atrapalha”.
(Exemplo da natação: pêlos). Alguns jogadores precisam perder
massa para correr melhor no campo.
3. Algumas coisas podem estar atrapalhando a nossa corrida. Talvez
coisas que julgamos ser de pouca importância. Às vezes fazemos
porque todo mundo faz. Então, qual o problema?
4. Há um empecilho que nos assedia. Precisamos nos desembaraçar

desse empecilho chamado pecado. O assédio do pecado é uma


realidade. Ele é um grude. Não larga o nosso pé. Está sempre nos
rodeando, nos cercando (1 Pd 5.8). É preciso vencer a insistência do
pecado.
5. Deixados para trás os empecilhos, seja o peso ou o pecado, ou até
mesmo o pecado como peso, estaremos prontos para correr.
6. Devemos começar a corrida e ter paciência, não esmorecer. Não

desistir diante das primeiras barreiras, das subidas do trajeto.


7. “A carreira que nos está proposta” não é uma carreira que não

ofereça dificuldades. A própria palavra carreira (agona) já traduz


conflito, dificuldade, agonia. Por isso requer-se perseverança.

III – QUANDO CORREMOS COM OBJETIVIDADE, OLHANDO PARA


O LUGAR CERTO.

1. Para termos êxito em nossa corrida, é necessário tirarmos os olhos de


outras coisas e os fixamos apenas em uma.
2. O jogador de xadrez não tira os olhos do tabuleiro; o boxeador do

queixo do seu adversário; o pescador da direção do seu anzol. Cada


buscando o êxito ao seu modo.
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3. O nosso olhar deve estar voltado para Jesus, “o Autor e Consumador

da fé”. Para Autor temos o chefe, o líder, o capitão. A pessoa que nos
liderará. Aque que principiou todas as coisas (o Ômega).
4. Ele é também Consumador. Aquele que completou todas as coisas.

Aquele que dá um fim perfeito à coisa iniciada. Deus não se perde


em sua criação. Ele não ficou sem saber o que fazer com o que criou.
5. Jesus não estava perdido quanto ao plano de redenção; Ele mesmo

disse consummatum est (João 19.30).


6. Este Jesus, a quem voltamos e fixamos os nossos olhares, “Em troca

da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz”. Nessa alegria


de Jesus está a nossa própria redenção. Alegria de ter cumprido Nele
o propósito do Pai.
7. É preciso que nos recordemos daqueles que não retrocederam na fé,

por conta daquilo que aguardavam (11.39).


8. Assim, nós também, devemos prosseguir para o alvo, para o prêmio
(Fp. 3.13,14).

CONCLUSÃO

Podemos tornar a nossa carreira leve e agradável. Muitas vezes trazemos


pesos que não precisariam estar conosco.
Nós somos experts em nos apegarmos às coisas que podem ser deixadas
para trás.
A mulher de Ló ficou para trás, porque não soube desembaraçar-se do
vidão que tinha por morar nas planícies de Sodoma e Gomorra.
Que nunca tiremos os nossos do Autor e Consumador da nossa fé, Jesus.

Pr. Eli da Rocha Silva


IBJH 28/01/2007