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2 Manual do Professor – ed 08

Sumário
Apresentação

Apresentação ............................................................................................................................................................. 3

Planejamento Anual .................................................................................................................................................. 4

Planejamento Semestral ........................................................................................................................................... 5

Energia ....................................................................................................................................................................... 8

Quente e frio ............................................................................................................................................................ 20

Os estados de agregação da matéria e as interações atômicas e moleculares ............................................... 30

Gás – um enxame de abelhas dentro de uma caixa fechada ............................................................................. 37

ENTENDA OS ÍCONES DESTE MANUAL

Novidade à direita

Novidade à esquerda

Novidade em toda a página


3 Física – CP08 – 225M1

Apresentação
Apresentação

Ao colega professor.
Com o livro de 2.a série, damos continuidade ao estudo da Física iniciado na 1.a série. Tentamos elaborar
um texto que desse, mesmo àqueles alunos cujo objetivo não é se profissionalizar em alguma área ligada à
Física, uma visão mais abrangente da realidade com a qual nos deparamos no dia-a-dia. Assim, procuramos
evitar a fórmula já superada de um livro-texto com uma teoria a ser apresentada pelo professor e um conjunto de
exercícios, baseados nessa teoria, para serem resolvidos – uma postura bastante passiva.
Nossa proposta inclui elaborar uma seqüência de conteúdos em que a interação aluno – texto – professor
gere uma postura mais dinâmica. Dessa forma, elaboramos um texto leve e evitamos, sempre que possível, as
demonstrações e o algebrismo matemático, incluindo atividades de pesquisa que mostram ao aluno que o
estudo teórico está intimamente relacionado com situações por ele vividas em sua casa, no trabalho, ou mesmo
em seu lazer. Incluímos, também, alguns experimentos que comprovam a teoria estudada, exercícios de fixação,
que dão suporte aos conteúdos teóricos, e questões de vestibulares de diversas faculdades.
A motivação do aluno para a aprendizagem da Física é nossa meta primordial. Não temos intenção de
esgotar todos os conteúdos, mas dar uma idéia geral do programa previsto para esta série do Ensino Médio.
A estrutura didática obedece às seguintes características:
• O conteúdo programático foi dividido em nove capítulos, nos quais procuramos desenvolver, da forma mais
abrangente possível, os tópicos previstos no programa da segunda série.
• Os capítulos foram divididos em títulos e subtítulos.
• Toda vez que determinado conteúdo englobar idéias que mereçam destaque, um resumo dessas idéias é
apresentado dentro de um quadro.
• Assuntos que mereçam destaque especial são assinalados em negrito.
• Em posições estratégicas, são apresentados alguns exercícios resolvidos. Tais questões têm como objetivo
exemplificar a teoria apresentada anteriormente.
• Sempre que os conteúdos teóricos trabalhados propiciarem, é introduzida uma seqüência de exercícios de
fixação. São questões, quase sempre muito simples, que ilustram os conceitos teóricos apresentados nesses
conteúdos.
• À medida que os textos teóricos também permitirem, são propostas atividades de pesquisa que procuram
relacionar as idéias teóricas com situações vivenciadas a cada momento em nossa vida.
• Ao final da maioria dos capítulos, são inseridas as atividades experimentais complementares, experimen-
tos que procuram comprovar os conceitos teóricos.
• São incluídos, também, ao final de cada capítulo, testes e questões de vestibulares. Tais questões dão uma
idéia do grau de dificuldade das provas de Física que os estudantes irão enfrentar nos diversos vestibulares
– objetivo final da maioria de nossos alunos.
4 Manual do Professor – ed 08

Planejamento Anual
Disciplina: Física Série: 2.a Segmento: EM
Carga horária semanal: a de referência

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno


• Compreender a Física como construção humana, entendendo como ela se desenvolve por acumulação,
continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando o desenvolvimento científico com a transformação da
sociedade.
• Entender e aplicar métodos e procedimentos próprios da Física.
• Identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a produção, análise e inter-
pretação de experimentos científicos.
• Identificar, analisar e aplicar conhecimentos sobre valores de variáveis, representados em gráficos ou expres-
sões algébricas, realizando previsão de tendências, extrapolações, interpolações e interpretações.
• Analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente, relacionados a con-
textos científicos ou cotidianos.
• Apropriar-se dos conhecimentos da Física e aplicar esses conhecimentos para explicar o funcionamento do
mundo natural.
• Entender o impacto das tecnologias associadas à Física na sua vida pessoal e no desenvolvimento do
conhecimento.
• Aplicar as tecnologias associadas à Física na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua
vida.

Semestre Discriminação de conteúdo N.o de aulas Total de aulas

• Energia 20
• Quente e frio 18
1.o • Os estados de agregação da matéria e as 15
interações atômicas e moleculares 66
• Gás – um enxame de abelhas dentro de uma 13
caixa fechada

• As máquinas térmicas e o mundo moderno 12


• Que onda é essa? 10
2.o • E fez-se a luz... 14 54
• O comportamento da luz ao mudar de meio 14
de propagação
• Afinal, o que é luz? 4
5 Física – CP08 – 225M1

Planejamento Semestral
Carga horária semanal: a de referência Semestre: 1.o

Distribuição de pontos – Sugestão


1.a avaliação 8,0
Atividade de pesquisa 2,0
Atividades experimentais complementares 3,0
Exercícios 2,0
2.a avaliação 10,0
Total 25,0

Semana Conteúdo Estratégia(s)

Energia
• Estudar qualitativo da energia • Aula expositiva.
1.a • Afinal o que é energia • Aula expositiva e atividades A1 e A2.
• Trabalho de forças variáveis (em módulo • Aula expositiva.
e direção)

• Trabalho de força constante ou variá- • Discussão em grupo das questões F1, F4, F8, e
vel F13.
2.a • Força elástica e potência • Aula expositiva.
• Força elástica e potência • Resolução, pelo professor, das questões F14,
F18, F22 e F25.

3.a • Energia e potência • Discussão das atividades A3 e A4.


• Energia cinética e trabalho • Aula expositiva.

• Energia cinética e trabalho • Discussão em grupo das questões F29, F33, F35
e F37.
4.a • Energia potencial • Aula expositiva.
• Quando forças não realizam trabalho • Discussão, pelos alunos, das questões F41, F42,
e forças que sempre fazem trabalho e atividade A5.
• Conservação da energia mecânica • Aula expositiva.

• Conservação da energia mecânica • Discussão em grupo das questões, F52, F53, F60
5. a e F62.
• Energia • Atividade experimental complementar 1.

• Conservação da energia mecânica • Teste em grupo ou individual, valendo crédito, (se-


lecionar algumas questões dos exercícios de fixa-
ção – páginas 29 a 32).
6.a • Conservação da energia em geral • Aula expositiva e solução, pelo professor, das
questões F65, F68 e F71.
• Revisão geral – Energia • Atividade experimental complementar 2.
• Revisão geral – Energia • Atividade exp. complementar 3 – deve ser reali-
zada por grupos de 3 ou 4 alunos que deverão,
depois, apresentar relatório por escrito.
6 Manual do Professor – ed 08

Semana Conteúdo Estratégia(s)

• Revisão geral – energia • Resumo dos principais pontos do capítulo, resol-


vendo, sempre que possível, uma questão sobre
cada tópico discutido.
7.a
• Revisão geral – energia • Teste valendo crédito, baseado na série testes e
questões de vestibulares.
Quente e frio
• A temperatura e o nosso cotidiano • Aula expositiva baseada nas atividades A1, A2 e A3.

• O que é temperatura? • Aula expositiva.


Como medir a temperatura de um corpo
8.a
• Como medir a temperatura de um cor- • Resolução em grupo das questões F3, F7, F12 e
po F13.
• Quente e frio • Atividade experimental complementar 1.

• O que é calor? • Aula expositiva.


• O que é calor? • Resolução em grupo das questões F17, F18, F19
9.a
e F21.
• Temperatura e calor são dois conceitos • Aula expositiva e resolução, pelo professor, das
completamente diferentes questões F20, F22 e F24.

• Capacidade térmica e calor específi- • Aula expositiva.


co
10.a
• Capacidade térmica e calor específico • Resolução em grupo das questões F30, F31, F34,
F39 e F41.
• Transmissão de calor • Aula expositiva.

• Transmissão de calor • Solução, pelo professor, das questões F45, F50,


F51 e F53.
11.a • Dilatação dos corpos sólidos • Aula expositiva.
• Dilatação dos corpos sólidos • Resolução em grupo, das questões F60, F61,
F64, F65, F68 e F70.

• Dilatação dos líquidos • Aula expositiva e solução, pelo professor, das


12. a questões F74, F76 e F77.
• Quente e frio • Atividade experimental complementar 2.
• Quente e frio • Discussão das questões certo/errado.

• Revisão geral – Quente e frio • Atividades A4, A6 e A8.

• Revisão geral – Quente e frio • Teste em sala de aula e testes, valendo crédito,
13. a baseado na série questões de vestibulares.
Os estados de agregação da matéria e
as interações atômicas e moleculares
• Introdução – Estrutura da matéria e mu- • Aula expositiva.
dança de estado de agregação

• As mudanças de estado de agrega- • Discussão, pelos alunos, e correção, pelo profes-


14. a ção sor, das questões F4, F6, F7 e F11.
• Observações sobre a mudança de • Aula expositiva.
estado de agregação
• Influência da pressão sobre a mudança • Aula expositiva.
de estado de agregação e o ponto triplo
7 Física – CP08 – 225M1

Semana Conteúdo Estratégia(s)

• Observações sobre a mudança de fase, • Discussão pelos alunos das questões F14, F15,
a influência da pressão e o ponto triplo F19, F20 e F21.
15.a • O 4.o e 5.o estados da matéria • Aula expositiva e discussão da atividade A1.
• Mudança de estado de agregação da • Realização, em sala, das atividades A1 e A2 por
matéria... em grupo de alunos previamente selecionados.

• A umidade relativa do ar • Aula expositiva e solução das questões F23, F24


e F25.
• A tensão superficial • Aula expositiva.
16.a • A tensão superficial • Discussão pelos alunos das questões F26, F27 e
demonstração da atividade A6 por um grupo de
alunos previamente selecionados.

17.a • Forças de coesão e adesão • Aula expositiva e resolução, pelo professor, da


questão F28.

• Capilaridade • Aula expositiva e resolução pelo professor das


questões F29, F30.
• Revisão – os estados de agregação... • Demonstração, em sala, das atividades A7 e A8
por um grupo de alunos.

18.a • Revisão – os estados de agregação... • Teste, valendo crédito, sobre as questões e tes-
tes de vestibulares.
Gás – um enxame de abelhas dentro de
uma caixa fechada
• Grandezas macro e microscópicas – leis • Aula expositiva.
que caracterizam as transformações
isotérmica, isobárica e isovolumétrica

• A equação geral dos gases ideais • Aula expositiva e solução pelo professor, como
exemplo, das questões F3, F8 e F10.
• A equação geral dos gases ideais • Discussão, pelos alunos, das atividades A1, A2 e
19.a A3.
• Modelo molecular dos gases – Teoria • Aula expositiva e atividades A4 e A5.
cinética dos gases

• Modelo molecular dos gases – distribui- • Aula expositiva e resolução, pelo professor, do
ção de Maxwell exercício F17.
• Modelo molecular – o que é pressão • Aula expositiva.
20.a exercida por um gás? Interpretação mi-
croscópica da temperatura
• Modelo molecular • Discussão, pelo alunos, dos exercícios F18, F22,
F23 e F24.

• Movimento browniano • Aula expositiva.

21.a • Gás – um enxame de abelhas.... – Re- • Atividade A6 e A7.


visão
• Gás – um enxame de abelhas.... • Atividade experimental complementar.

• Gás – um enxame de abelhas.... – Re- • Discussão das questões certo/errado.


visão
• Gás – um enxame de abelhas.... – Re- • Revisão final do capítulo abordando os principais
22.a visão pontos.
• Gás – um enxame de abelhas.... – Re- • Teste, valendo crédito, sobre as questões e tes-
visão tes de vestibulares.
8 Manual do Professor – ed 08

MANUAL DO PROFESSOR
Energia N.o de aulas: 20 Semestre: 1.o

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno


(objetivos específicos deste capítulo)

• Introduzir o conceito de energia.


• Mostrar que energia existe em diferentes formas e pode ser convertida de uma forma em outra ou ser transferida
de um lugar para outro.
• Introduzir a lei de conservação da energia e o conceito de forças conservativas e dissipativas.
• Definir e calcular o trabalho realizado por uma força (constante ou não) por meio de equações e gráficos.
• Conceituar potência.
• Relacionar o conceito de energia cinética com trabalho realizado pela força resultante que atua sobre um corpo.
• Conceituar as diversas formas de energia potencial e introduzir as equações para o cálculo da energia
potencial gravitacional e potencial elástica.
• Estabelecer o princípio de conservação da energia mecânica.
• Estabelecer o princípio de conservação da energia em geral.
• Entender que devemos nos preocupar com a preservação da energia, pois, embora energia não possa ser
criada nem destruída, nem toda forma de energia pode ser aproveitada pelo homem. A energia que se
dispersa no ambiente, por exemplo, não está mais disponível para realizar trabalho útil.

Orientações / Sugestões

Introdução Potência

Após a revisão dos conteúdos da 1.a série (se O exemplo citado no início da seção é bastan-
houver necessidade), inicie o capítulo fazendo uma análi- te ilustrativo e serve para mostrar que, na definição de
se das fontes de energia desenvolvidas pelo homem na potência, o tempo é um fator fundamental.
expectativa de resolver o problema energético da hu- Após a conceituação de potência, discuta a ati-
manidade. vidade A4. Chame a atenção dos alunos para a dife-
Defina energia, forças conservativas e dissipati- rença entre kWh e kW. A primeira unidade mede a
vas e analise a relação que existe entre elas e a conser- energia (consumida, por exemplo, numa residência);
vação ou não da energia mecânica. Discuta, a seguir, as já a segunda mede a potência. Discuta também como
atividades A1, A2 e A3. e por que se utiliza a unidade kWh.
A atividade A4 torna-se mais interessante se
Trabalho realizado por uma força resolvida em casa, para evitar a perda de tempo com
cálculos matemáticos. Essa providência permite que
O próximo passo é definir quantitativamente tra- os resultados obtidos pelos alunos sejam compara-
balho realizado por uma ou mais forças. Chame aten- dos entre si, para verificar se houve discrepância entre
ção para o fato de que trabalho pode ser obtido atra- eles. Tal discussão deve consumir de 15 a 20 minu-
vés do valor numérico da área do gráfico F versus d, tos. Discuta, aqui, a atividade A5 e proponha a ativi-
independentemente de a força ser ou não constante. dade experimental complementar 3.
Como exemplo, mostre como obter a expressão que
permite calcular o trabalho da força elástica a partir do Trabalho e energia cinética
gráfico força elástica versus deslocamento. Tenha o
cuidado de diferenciar força deformadora de força elás- Após a introdução de potência, fazemos um
tica. estudo de energia cinética e de sua relação com o
trabalho realizado por uma ou mais forças que atu-
am sobre um corpo, ou seja, W = ΔEc. Ao referir-se
a essa relação, lembre aos alunos que:
9 Física – CP08 – 225M1

• embora essa equação seja demostrada supondo-se W = F . d cos θ


G No primeiro caso, d = 0, no segundo, θ = 90o
a força F , constante, ela é válida em qualquer situa-
G Considere, como exemplo da segunda situa-
ção, isto é, sendo F constante ou não; ção, uma pessoa carregando uma pasta sobre uma su-
• ainda nessa relação, W representa o trabalho realiza-
perfície horizontal, mantendo constante sua velocidade.
do pela força resultante que atua sobre o corpo; G
G A pessoa exerce sobre ela uma força, F , verti-
G
• o trabalho realizado pela força F ou pela resultante cal – essa força aponta para cima mg ,
G e anula o peso,
das forças que atuam sobre o corpo pode ser calcu- da pasta. Enquanto essa força, F , vertical, é aplicada à
lado, como já discutimos anteriormente, pela área pasta, ela move-se horizontalmente, ou seja, não exis-
abaixo da curva do gráfico força versus deslocamen- te componente da forçaG na direção do deslocamento da
to.
pasta. Logo, a força, F , não realiza trabalho. A outra
G
força que atua sobre a pasta, seu peso, mg, também
Energia potencial e força conservativa
não realiza trabalho pela mesma razão.
Nesta seção, procuramos mostrar que a energia Uma outra maneira de analisar essa situação é
potencial pode assumir diversas formas (gravitacional, lembrar que, se a velocidade da pasta é constante, sua
elástica, elétrica, etc.). energia cinética não se altera e, se o movimento é hori-
Ao conceituar energia potencial elétrica, faça an- zontal, sua energia potencial gravitacional também não
tes uma introdução, mostrando como os corpos podem se modifica. Como a idéia de trabalho está relacionada
se tornar eletricamente carregados. A partir daí, mostre à transformação de uma forma de energia em outra e,
que trabalho externo é realizado sobre eles para como isso não ocorre, o trabalho é zero.
aproximá-los (corpos com carga de mesmo sinal) ou Situação semelhante ocorre com um satélite arti-
afastá-los (corpos com carga de sinais contrários), ou seja,
ficial em órbita. Como a velocidade e a distância à Terra
energia é transferida para eles. O sistema constituído pe-
são constantes, sua energia cinética e potencial gravita-
los dois corpos armazena, então, energia potencial elétri-
cional não se alteram, logo nenhuma transformação de
ca. Se soltos, essa energia vai-se transformando em ener-
gia cinética. Aproveite o “gancho” e faça uma compara- energia ocorre – nenhum trabalho é realizado. Essa situ-
ção entre a energia potencial gravitacional do sistema ação pode ser analisada sob outro ponto de vista. Para
terra-corpo com a energia potencial elétrica de duas car- a órbita circular do satélite, o vetor força centrípeta é
gas, uma positiva e outra negativa. sempre perpendicular à direção do movimento em cada
Ao discutir energia potencial gravitacional, chame instante. (Essa direção é dada pela tangente à curva).
atenção para o fato de o cálculo dessa energia depender Logo, como não existe componente dessa força na di-
do nível de referência em relação ao qual ela é medida; já reção do movimento, o trabalho é nulo.
sua variação independe desse referencial. Analise a figu-
ra 16 e o texto logo a seguir. Forças que SEMPRE fazem trabalho
Não se esqueça de mencionar o fato de só se
conseguir transformar energia potencial (qualquer que seja
Dê ênfase ao fato de a força de atrito cinético e a
ela) integralmente em movimento, se sobre o corpo (ou
sistema de corpos) atuarem apenas forças conservativas. resistência do ar sempre fazerem trabalho, trabalho este
Se parte da energia potencial se transforma, por exem- que é negativo. Mesmo que o corpo mude a direção de
plo, em calor, certamente sobre o corpo (ou sistema de seu movimento, a força também muda, mantendo-se
corpos) atuam forças dissipativas. sempre oposta ao deslocamento.
Como complemento dessa seção, analise a ati- Chame atenção, também, para o fato de a for-
vidade A6. ça de resistência do ar ser variável, dependendo
1. da velocidade do corpo em relação ao ar, aumen-
Algumas situações em que forças NÃO realizam tando com o aumento da velocidade. Dê o exem-
trabalho plo de um corpo sendo lançado de uma grande
altura;
Lembre aos alunos que uma determinada força
2. da aerodinâmica do corpo que se desloca através
não realiza trabalho quando não há deslocamento ou
do ar – carroceria de um veículo (perfil aerodinâmi-
quando a direção da força é perpendicular à direção do co), por exemplo.
deslocamento. Isso pode ser demonstrado claramente
através da equação
10 Manual do Professor – ed 08

Lembre aos alunos que força de atrito e resis- Nelas, mostramos algumas transformações de energia
tência do ar são forças dissipativas, isto é, forças que, que ocorrem com a energia enviada pelo Sol e que
atuando sobre um corpo, transformam parte de sua incide sobre o nosso planeta. É importante chamar a
energia em calor, luz, som, que se espalham e essa atenção dos alunos para o fato de que, em cada um dos
energia não pode ser recuperada para novamente passos mostrados, a energia sempre se conserva.
realizar trabalho. Para concluir o capítulo, proponha as atividades
experimentais complementares 1 e 2. Peça aos alunos
Conservação de energia mecânica que tragam de casa o material necessário, caso a escola
não forneça, e que sigam o roteiro indicado, pedindo,
Nesta seção, conceituamos energia mecânica. sempre que necessário, a sua orientação, professor. É
Mostre, por meio de um exemplo, que importante que os resultados obtidos sejam discutidos
de maneira a esclarecer qualquer dúvida.
ΔEc = –ΔEp Como sugestão final, gostaríamos de lembrar
que esse primeiro capítulo é fundamental para a com-
Certifique-se, no entanto, de que os alunos preensão da maior parte dos demais. Dessa forma,
entenderam a razão do aparecimento do sinal ne- insistimos na necessidade de que os conceitos nele
gativo nessa expressão. Argumente que um aumen- apresentados sejam discutidos à exaustão, de tal
to de energia potencial gravitacional sempre cor- maneira que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
responde a um decréscimo, de mesmo valor, de Caso a carga horária prevista por sua escola
energia cinética, e vice-versa. Um corpo lançado seja insuficiente para a abordagem de todas as ativi-
verticalmente para cima e, posteriormente, voltan- dades previstas neste capítulo, sugerimos que seja
do ao ponto de partida, é um bom exemplo para discutido um menor número de exercícios de fixação
ilustrar essas variações de energia. e de questões de vestibulares. É fundamental, no
Outro ponto a ser considerado é que a soma entanto, que nenhuma atividade prevista neste livro
da energia cinética, Ec, com a energia potencial, seja descartada na sua totalidade.
Ep, é chamada energia mecânica, Em, cujo valor Com relação às aulas de laboratório, sugeri-
pode ou não ser constante. No caso de ser cons- mos algumas normas a serem seguidas:
tante, a equação Ec + Ep = Em expressa o princípio 1. As experiências devem ser feitas em grupo de
de conservação da energia mecânica. Insista com quatro alunos, no máximo, embora se exija um
os alunos em três pontos fundamentais: relatório padronizado de cada um.
1. A energia mecânica, Em, de um corpo só será 2. Caso o experimento exija a construção de gráfi-
constante se sobre ele atuarem somente forças cos, estes deverão ser feitos utilizando-se toda a
conservativas. folha de papel milimetrado e não apenas um “can-
2. Com a notação, Ep, estamos representando to- tinho” dela.
das as formas de energia potencial (gravitacio- 3. Embora a maioria dos experimentos faça uso de
nal, elástica, elétrica, etc.). aparelhagem muito simples, insista com os alu-
3. No caso de, numa mesma situação, termos mais nos que tenham muito cuidado ao manusear dis-
de uma forma de energia potencial, Ep passa a positivos tais como termômetros, tubos de vidro,
representar a soma de todos os tipos de energia fontes de calor e, em caso de algum acidente,
potencial. procurar imediatamente ajuda do pessoal respon-
sável.
Conservação da energia em geral 4. É interessante, também, que os relatórios entre-
gues pelos alunos ao final de cada aula sejam
Alguns alunos não conseguem entender a se- corrigidos, avaliados e devolvidos a eles.
guinte questão: se a energia sempre se conserva,
por que, então, insistimos tanto em sua preservação? Referências
Tal pergunta deve ser exaustivamente discuti-
da, para que o aluno perceba que, embora a energia Os assuntos discutidos neste capítulo podem
se conserve, ela pode se tornar indisponível para a ser encontrados nos seguintes livros:
realização de trabalho útil – para nós, seres humanos,
ela é irrecuperável. As forças dissipativas são as res- • GUIMARÃES, Luís Alberto e FONTE BOA, Mar-
ponsáveis pela “perda” da energia que poderíamos celo. Física para o 2.o grau – Mecânica. São Paulo:
utilizar para fazer algum trabalho útil. Harbra.
Concluindo a parte teórica do capítulo, aconse-
lhamos que seja discutida em sala as figuras 5-a e 26.
11 Física – CP08 – 225M1

• MÁXIMO, Antônio; ALVARENGA, Beatriz. Físi- • HOLTON, Gerald; RUTHERFORD, F. James;


ca – Volume único. São Paulo: Scipione. WATSON, Fletcher G. (responsáveis pelo proje-
• AMALDI, Ugo. Imagens da Física. São Paulo: to). Project Physics . Holt, Rinehart e Winston, Inc.
Scipione. • Physics – Physical science study committee – D.
C. Heath and Company.
• HOLTON, Gerald; ROLLER, Duane H. D. Funda-
mentos de la Física moderna. São Paulo: Editora
Reverté.

Gabarito
Exercícios de Fixação F16. 32 J
F17. 3
F1. a) Os músculos são tencionados para sustentar a F18. a) 2,0 x 102 N
mala. b ) 40 cm
b ) Letra (a). F19. 8,0 J
c ) Positivo, negativo, nulo. F20. 54 kW
F2. a) 8,0 N F21. 50 W
b) 10,5 m/s2 F22. a) 4,5 x 106 J
c ) 4,0 x 102 J b ) 1,25 kWh
d) – 64 J F23. a) 2,0 m/s
b ) 2,0 x 104 W
e) ≈ 3,4 x 102 J
F24. 1,0 x 102 W
F3. a) WP = 0 em ambas as figuras.
F25. { 2,3 x 104 W
b) WF ≅ 2,1 x 102 J F26. 2,0 x 102 W
c ) WR ≅ 2,1 x 102 J F27. O caminhão.
F4. a) 3,0 m/s2 F28. 1,6 x 103 J
b) 6,0 N F29. 6,0 x 103 J
c ) 2,1 x 103 J F30. a) 1,5 m/s2
F5. a) 1,2 x 104 J b) – 1,1 x 104 J b ) 0,15 N
F6. a) O menino. A componente da força na direção de c) 1,8 J
movimento do carrinho é maior para a figura (c). d) zero
A força exercida pelo menino é praticamente pa- F31. a) 8,0 J para t = 0
ralela à direção do movimento. 128J para t = 5,0 s
b) O sorveteiro da figura (c). b ) 1,2 x 102 J
F32. a) 2,0 x 102 J
F7. a) 2,0 x 103 J
b ) 8,0 N
b) – 4,0 x 102 J
F33. a) 13 N
c ) 1,6 x 103 J b ) 7,8 x 103 J
F8. a) 1,1 x 103 J F34. a) 4,0 m
b) 5,0 x 102 J b ) 32 J
c ) 1,6 x 103 J F35. a) Mesmo sentido.
F9. a) 0,40 kg b) – 1,6 J b ) 16J
F10. W = 0, uma vez que, em qualquer ponto da trajetó- c) 2,0 N
ria, a tensão (força centrípeta) faz um ângulo de 90o F36. a) Wpeso = 0
comJG o deslocamento. WF = 3,0 J
JG
F11. b) R = 0 na qual R é a resultante das forças que b ) 3,0 J
atuam sobre os caixotes. F37. a) 4,32 x 1012 partículas
c ) O operário A. b ) 48 J
d) Os trabalhos são iguais. Cada um vale W = PH, F38. a) 4,8 km ; zero
b ) 2,5 x 102 N
na qual H é a altura da carroceria do caminhão.
F39. a) Eci = 2,0 x 105 J ; Ecf = 0
F12. a) 0,60 m/s2
b ) – 2,0 x 105 J
b) 9,0 x 102 J c) 4,0 x 105 N
c ) 3,9 x 103 J F40. a) 39 J
F13. a) 2,4 x 102 J b ) 3,0 m/s
b) – 40 J F41. a) A energia potencial gravitacional tem o mesmo valor.
c) 2,0 x 102 J b ) O trabalho é o mesmo.
F14. a) 5,0 x 102 N/m F42. a) 2,5 x 103 J ; 1,25 x 102 m
b ) 2,5 J b ) { 35,3 m/s
F15. a) 50 N/m F43. a) 10 m/s
b ) 12 cm b ) 3,0 x 103 J
c) 0,25 J
12 Manual do Professor – ed 08

F44. 20 m/s Já a trajetória 4 corresponde a uma superfície AB


F45. 6,0 m/s com atrito, uma vez que parte de sua energia po-
F46. a) 4,5 x 104 J tencial em A é transformada em calor devido ao atrito
b) 1,5 x 104 J entre o carrinho e a superfície AB (e também devido
F47. 15 N à resistência do ar).
F48. a) 25 J F66. a) – 0,25 m/s2
b ) 5,0 cm b) – 22,5 N
F49. 0,96 m c ) 900 kJ
F50. 10 cm F67. 6,0 m/s
F51. a) 100 J F68. a) Parte curva Parte plana
b ) 36 J
F52. a) É a mesma.
b) São iguais.
c ) São iguais.
F53. a) Esfera B. G G
P P
b) Esfera B.
c ) Esfera C.
F54. a) –0,20 J b) 9,0 m
b) Não. c ) 10 passagens.
c ) Sim. F69. 6,0 m/s
F55. a) 3,5 x 103 J F70. 0,20 J
b) A energia mecânica é constante. F71. a) 4,0 m/s c ) 0,50 N
c ) 3,5 x 103 J b) – 1,0 J d) Sim.
d) 10 m/s
F56. a) É a mesma.
b ) 9,6 x 102 J Questões suplementares
c ) 9,6 x 102 J
d) 8,0 m/s C) 2, 3, 5, 6, 8, 9, 10, 12, 13
e) A mesma. E) 1, 4, 7, 11
F57. a) São iguais.
b) 20 m/s
c) 10 m/s Questões e testes de vestibulares

F58. 2gH T1. b


F59. a) 4,5 x 105 J T2. b
b) h = 45 m T3. Embora a velocidade do atleta se mantenha cons-
c ) Transforma-se em outras formas de energia (tér- tante, é necessário que ele faça um esforço físico
mica, sonora, deformação dos corpos, etc.). para manter seu corpo em movimento. A situação é
F60. a) { 10,2 m/s semelhante àquela de um carro em MRU; seu mo-
b) 8,0 m/s tor necessita fazer um trabalho para vencer as for-
c ) 44 N ças dissipativas. Assim, ele consome energia, no
F61. 0,30 m caso, gasolina (ou diesel ou álcool).
F62. a) 3,2 x 10–2 J Resposta: letra d.
b) 4,0 x 10–2 m T4. c
c ) 3,2 x 10–2 J T5. e
F63. a) 80 J c) 80 J (em valor absoluto) T6. c
b ) 80 J d) 0,40 m T7. d
T8. e
F64. a) Energia potencial elástica → energia cinética →
T9. e
energia potencial gravitacional.
T10. H=2h
b) 1,0 J
T11. e
c) 0,25 m
T12. a) 14 J
F65. A trajetória 1 é impossível em qualquer situação,
b) 8,0 J e 6,0 J
uma vez que o carrinho não pode atingir um nível
c ) 1,6 N
acima daquele que inicialmente se encontrava, já
T13. e
que partiu do repouso.
T14. b
A trajetória 2 só seria possível se ele atingisse o
T15. a
nível correspondente ao ponto A com velocidade
T16. Soma 10
v = 0; nesse caso, ele cairia verticalmente em queda T17. Soma 04
livre (não teria velocidade horizontal). T18. Soma 26
Então, a trajetória 3 corresponde a uma superfície AB T19. b
sem atrito.
13 Física – CP08 – 225M1

Resolução comentada das questões

F1. a) Embora a pessoa não realize trabalho mecânico, c) WT = W + (–Wa) = 1 600 ∴ WT = 1,6 x 103 J
seus músculos o fazem. Para sustentar a mala, F8. a) Aplica-se a equação WA = FA . d cos θ na qual θ = 45o
as fibras musculares podem ser tencionadas ou WA = 30 x 50 x cos 45o ∴ WA ≅ 1,1 x 103 J
relaxadas. b ) Utiliza-se, novamente, a equação WB = FB d cos θ, em
b ) Alternativa (a). que θ = 0o
c) No caso (a), força e deslocamento têm mesma WB = 10 x 50 x 1 = 500 ∴ WB = 5,0 x 102 J
direção e sentido – trabalho positivo. c ) WT = WA + WB ≅ 1 565 ∴ WT ≅ 1,6 x 103 J
No caso (b), força e deslocamento têm sentidos F9. a) Para o carrinho se mover com velocidade cons-
contrários – trabalho negativo. tante, é necessário que
No caso (c) não há deslocamento – trabalho nulo. F – mg sen θ = 0 ∴ m = 0,40 kg.
(Embora haja esforço físico.) b) Wpeso = mg sen θ x d x cos 180o = – 1,6 ∴
F2. a) A força de atrito é dada por Fa = μN. Assim, Wpeso = – 1,6 J
Fa = 0,20 x 40 = 8 ∴ Fa = 8,0 N Observe que a componente do peso mgcosθ não
b) Utilizando a 2.a Lei de Newton, temos realiza trabalho, pois é perpendicular à superfície do
R = ma ∴ F – Fa = ma ∴ a = 10,5 m/s2 plano inclinado.
c ) W = F . d . cos θ na qual θ = 0o F11. a)
W = 50 x 8 x 1 = 400 ∴ W = 4,0 x 102 J
d) Wa = Fa . d . cos 180o ∴ Wa = – 8 x 8 = – 64 ∴
Wa = –64 J
e) O trabalho total é a soma algébrica dos traba-
lhos calculados nos itens (c) e (d). b) Como o movimento dos caixotes é uniforme, a re-
WT = 400 + (–64) = 336 ∴ WT ≅ 3,4 x 102 J sultante das forças que atuam sobre eles é igual a
JG
Observe que o peso e a normal não realizam zero ( R = 0).
trabalho. c) Para os caixotes se moverem com movimento uni-
F3. a) Na situação da figura 1 ou da figura 2, o trabalho forme, teremos de ter
do peso é igual a zero (θ = 90o). F = Px ∴ F = P sen θ
b ) WF = 30 x 10 x cos 45 = 213 ∴ WF ≅ 2,1 x 102 J Quanto mais inclinada a rampa, maior o valor de θ;
c) Como a única força que realiza trabalho é a com- quanto maior θ, maior
K o valor do sen θ, daí maior o
ponente horizontal da força de 30 N, o trabalho módulo da força F .
será WR ≅ 2,1 x 102 J na situação da figura 2. d) Para o operário A:
F4. a) A aceleração será igual à inclinação da reta no WA = FA dA ∴ WA = P sen θA dA ∴ WA = PH
gráfico v x t. na qual H = dA senθA é a altura da carroceria do
caminhão para os operários A e B.
50 − 20
a= = 3,0 m/s2 Para o operário B:
10 − 0
WB = FB dB ∴ WB = P senθB dB ∴ WB = PH
b ) F = ma ∴ F = 2 x 3 = 6 ∴ F = 6,0 N Logo WA = WB = PH = mgH
F12. a) A aceleração será calculada através da 2.a Lei de
c) W = F x d cos θ na qual θ = 0o Newton (F = ma)
O valor de d será numericamente igual à área do
6
trapézio. a= = 0,6 ∴ a = 0,60 m/s2
10
20 + 50
d= 10 = 350 ∴ d = 350 m b ) O módulo do trabalho é numericamente igual à área
2
do triângulo, daí
Assim, W = 6 x 350 = 2 100 ∴ W = 2,1 x 103 J
F5. a) A força, F, exercida pelo helicóptero, é 6 x 300
W= = 900 ∴ W = 9,0 x 102 J
F – mg = ma ∴ F = m (g + a) ∴ F ≅ 6,7 x 102 N 2
O trabalho dessa força vale c) WT = WO→500 + W500 → 800 ∴ WT = 3,9 x 103 J
W = F . d . cos 0o ∴ W = 6,7 x 102 x 18 ≅ 1,2 x 104
W ≅ 1,2 x 104 J F13. a) O trabalho é igual à “área” do trapézio.
b ) Wpeso = mgd cos 180o ∴ 8, 0 + 4, 0 ⎞
W1 = ⎛⎜ ⎟ 40 = 240 ∴ W1 = 2,4 x 10 J
2
Wpeso = 600 x 18 cos 180o ≅ –1,1 x 104 ⎝ 2 ⎠
Wpeso ≅ –1,1 x 104 J K
K b ) O trabalho é numericamente igual à área do triângulo.
F7. a) O ângulo entre a força F e o deslocamento, d ,
vale θ = 0o. Assim, 4 x 20
W2 = = 40 ∴ W2 = – 40 J
W = F . d ∴ W = 100 x 20 = 2 000 ∴ W = 2,0 x 103 J 2
b ) Wa = Fa . d . cos 180o ∴ Wa = 20 x 20 x (–1) = – 400 ∴ c) O trabalho total, WT, será
Wa = – 4,0 x 102 J WT = W1 + (– W2) = 200 ∴ WT = 2,0 102 J
14 Manual do Professor – ed 08

F14. a) A constante elástica, k, é dada por O tempo gasto para percorrer a distância considera-
da vale
F 50
k= ∴k= = 500 ∴ k = 5,0 x 102 N / m
x 10 x 10 –2 v
t= ∴ t = 10s
b ) O trabalho é obtido determinando-se a “área” a
abaixo da reta Logo, a potência média, P , será
50 x 10 x 10 –2
W= = 2,5 ∴ W = 2,5 J W
2 P= ∴
t
F15. a) A constante elástica, k, é dada por 3,6 x 103 x 1,5 x 102
P= = 54 x 103 ∴
10
F 2,5
k= ∴k = = 50 ∴ k = 50N / m P = 54 kW
x 5 x 10 –2
b ) Novamente, teremos F = kx, daí
F21. Utilizando a equação
F 6
x= ∴x = = 0,12 ∴ x = 0,12 m W
k 50 P= na qual W = F.d cosθ (θ = 60o), obtemos
c) W = ½ kx2 ∴ W = 0,25 J t

50 x 10 x 0,5
P= = 50 ∴ P = 50 W
F16. Inicialmente, determina-se a constante elástica, k, 5
da mola
F22. a) Utiliza-se a equação P = W/t, na qual W é a
20 energia elétrica transformada em calor. Assim
k= = 2 ∴ k = 2,0 N/m
10 W = P x t ∴ W = 2,5 x 103 x 1,8 x 103 =
O trabalho valerá, então, = 4,5 x 106 ∴ W = 4,5 x 106 J
b ) Sabemos que 1J = 1W x s. Daí
Wx1 → x2 =
1
2
( )
k x 22 – x12 = 32 ∴ Wx1 → x2 = 32 J 4,5 x 106J = 4,5 x 106W x s =
4,5 x 103 kW x s = 1,25 kWh

F23. a) Sua velocidade média é dada por


F17. O trabalho de P → Q, vale
d 60
v= ∴ v= = 2 ∴ v = 2,0m / s
¦ 100 50 µ 2 t 30
WP n Q § ¶· 2 x 10  150 = WP n Q  1,5 J
¨ 2
b ) P = F . v ∴ P = Mg v ∴ P = 2,0 x 104 W
O trabalho de O → P, será
50 x 2 x 10 2 F24. A potência pode ser calculada através da expressão
WO nP   50 = WO nP  0,50 J
2
W mgh
Assim P= ∴ P= na qual h = 25 x 0,20 = 5 m
t t
WP → Q 150
= =3 40 x 10 x 5
WO →P 50 P= = 100 ∴ P = 1,0 x 102 W
20

F25. A potência poderá ser calculada pela equação


F18. a) A força que a mola exerce sobre a bola é a força
centrípeta, que pode ser calculada pela equação P = F.v ∴ P = 1500 x 15 = 22.500 ∴
2 2
P ≅ 2,3 x 104 W
Mv 1x10
Fc = ∴ Fc = = 200 ∴ Fc = 2,0 x 102 N
r 0,5
W
b ) A mola irá esticar de um valor, x, dado por F26. A potência é dada por: P =
t
F 200 Na equação acima, temos
x= ∴ x= = 0,10 ∴ x = 0,10m
k 2 000 W = F.d ∴ W = mgH ∴ W = ρVgH, na qual
Logo o comprimento original, x’, da mola será ρ é a densidade da água.
x’ = r – x ∴ x’ = 0,40 m
Assim
ρVgH 1 x 103 x 10 x 6
F19. O trabalho é obtido através da equação P= = = 200 ∴
t 5 x 60
W = ½ kx2 = ½ x 4 x 102 x 0,04 = 8 ∴ W = 8,0 J P = 2,0 x 102 W

F20. A aceleração que o carro adquire é F27. Como Ec = ½ Mv2 e como as velocidades são iguais
v2 = 2ad ∴ a = 3,0 m/s2 terá maior energia cinética aquele que tiver maior mas-
sa, ou seja, o caminhão.
15 Física – CP08 – 225M1

F28. Aplica-se a equação c) O módulo da força poderá ser calculado através da


Ec = ½ Mv2 = ½ x 8 x (20)2 = 1600 ∴ Ec = 1,6 x 103 J equação
W = F . d. cosθ na qual θ = 0o. Então,
W
F29. A relação a ser aplicada é WR = ΔEc. Assim, F= ∴ F = 2,0 N
W = ΔEc ∴ F.d = Ec – 0 ∴ d
Ec = 5 x 1,2 x 103 = 6,0 x 103 ∴ Ec = 6,0 x 103 J
F36. a) O trabalho do peso é WP = 0, pois θ = 90o. Já o
G
trabalho da força F , será
F30. a) A aceleração é dada pela inclinação da reta
W = F . d = 6 x 0,5 = 3 ∴ W = 3,0 J
6–0 b ) ΔEc = W ∴ Ec = 3 ∴ Ec = 3,0 J
a= =1,5 ∴ a = 1,5m/s2
4–0
b ) F = ma ∴ F = 0,15N
c) W = ΔEc ∴ W = ½ Mv2 = 1,8 ∴ W = 1,8 J F37. a) O número, N, de partículas, será
d) A variação ΔEc = 0, pois a velocidade permane-
N = 10–7 Partículas x 5 x 1014 m2 x 8,64 x 104 s =
ce constante. m2 x s

F31. a) Ec = ½ x 4 x 22 = 8,0 J para t = 0 = 43,2 x 1011 ∴


E’c = ½ x 4 x 82 = 128 J para t = 5,0 s N = 4,32 x 1012 partículas
b ) W = ΔEc ∴ W = 1,2 x 102 J
b ) A energia cinética da bola, é
Ec = ½ Mv2 = ½ 6 x 10–2 x 1,6 x 103 = 48 J o que
F32. a) O trabalho vale equivale a 3,0 x 10 20 eV. Logo, as energias são
W = ΔEc ∴ W = ½ Mv2 – 0 = 200 ∴ iguais. Observe, portanto, que essas partículas
W = 2,0 x 102 J atingem a superfície da Terra com uma energia equi-
valente a um saque a 144 km/h que é característico
b) W = F . d ∴ F = W = 8 ∴ F = 8,0 N dos grandes tenistas.
d

F33. a) Aplica-se, inicialmente, a equação F38. a) A distância, d, será


v = vo + at para determinar o valor da aceleração. d = vt ∴ d = 2 x 2 400 = 4 800 ∴ d = 4,8 x 103m ou
d = 4,8 km
v 1
a= ∴ a = m / s2 Já o deslocamento do jovem é igual a zero, já que
t 3 ele não sai do lugar.
O valor de F, então, será
1,2 x 106
1 b) W = F . d ∴ F = = 250 ∴ F = 2,5 x 102 N
F = ma ∴ F = 39 x = 13 ∴ F = 13 N 4,8 x 103
3
Na figura, representamos a esteira, seu sentido de
1 Mv2 – 0 = 7800 ∴ G
b ) W = ΔEc ∴ W = movimento, o jovem e a força F que ele exerce
2 sobre a esteira para movimentá-la.
W = 7,8 x 103 J

F34. a) O deslocamento é dado por d = ½ at2. Para se


calcular a aceleração a, podemos utilizar a 2ª lei
de Newton.
Assim,
G
F = ma ∴ a = 2,0 m/s2 F
O valor do deslocamento será
d = ½ x 2 x 22 = 4 ∴ d = 4,0 m
b ) A energia cinética é dada por Ec = ½ mv2, na qual
v = at. Desse modo, teremos v = 4 m/s
Daí,
Ec = ½ x 4 x 16 = 32 ∴ Ec = 32 J
F39. a) Utilizamos a equação Ec = ½ Mv2. Assim,
Eci = ½ x 103 x (20)2 = 200.000 ∴ Eci = 2,0 x 105 J
F35. a) Como a velocidade do corpo aumenta – movi- Ecf = 0
mento acelerado – a força resultante tem o mes-
mo sentido do movimento, ou seja, o ângulo θ b ) W = ΔEc ∴ W = –2,0 x 105J
G G c) F.d.cosθ = –2,0 x 105 ∴ F = 4,0 x 105 N
entre F e d vale 0o.
G G
b ) O trabalho pode ser calculado pela equação Os vetores F e d têm sentidos contrários, ou seja,
W = ΔEc θ = 180o
W = ½ m v2 – ½ m v 2o ∴ W = 16 J
16 Manual do Professor – ed 08

F40. a) O valor numérico da área entre x = 0 e x = 5,0 m nos No ponto B, temos Fc = T– P


dá o trabalho realizado pela força variável. Assim, na qual Fc é a força centrípeta, T, a tração no fio e P, o
peso do corpo. Assim,
⎛3+2⎞
W1 = ⎜ ⎟ 6 = 15 J (área do trapézio) 2
⎝ 2 ⎠ Mv 2 = T – Mg ∴ T = Mv + Mg = 15 ∴ T = 15 N
R R
⎛ 15 + 6 ⎞
W2 = ⎜ ⎟ 1 = 10,5 J (área do trapézio)
⎝ 2 ⎠ F48. a) Energia cinética do carrinho = energia potencial
elástica da mola. Daí
⎛ 15 + 12 ⎞ ½ Mv2 = ½ kx2 ∴ ½ kx2 = 25 ∴ ½ kx2 = 25 J
W3 = ⎜ ⎟ 1 = 13,5 J (área do trapézio) b ) 25 = ½ kx2 ∴ x = 5,0 x 10–2 m ou x = 5,0 cm
⎝ 2 ⎠
O trabalho total, W, será
W = W1 + W2 + W3 ∴ W = 39 J F49. Considerando desprezíveis os atritos, temos:
energia mecânica em x = 8,0 cm = energia mecânica
b ) Aplicamos a equação WR = ΔEc. O trabalho entre a uma altura H. Logo,
x = 0 e x = 3,0 m vale 15 J. Assim,
15 = 3v2 – 12 ∴ v = 3,0 m/s kx2
½ kx2 = MgH ∴ H = ∴ H = 0,96 m
2 Mg
F41. a) Como a altura é a mesma, a energia potencial gra-
vitacional tem o mesmo valor. F50. Energia Mecânica em A = energia mecânica em B
b ) O trabalho também é o mesmo, uma vez que W = ΔEp.
2 MgH
½ kx2 = MgH ∴ x = ∴ x = 0,10 m ou
F42. a) 1. Energia cinética: k
Ec = ½ Mv2 = ½ x 2 x (50)2 = 2500 ∴ x = 10 cm
Ec = 2,5 x 103 J
2. Altura máxima: F51. a) À medida que o peso cai, ele ganha energia cinética
Como os atritos são desprezíveis, temos
e perde energia gravitacional. Pela conservação da
v2 energia mecânica, já que os atritos são desprezí-
½ Mv2 = MgH ∴ H= =125 ∴
2g veis, podemos escrever
H = 1,25 x 102m ΔEc = – ΔEp
b ) Considerando os atritos nulos, a energia mecânica Utilizando a notação indicada na figura, teremos, ainda,
se conserva. Assim,
ECB – ECA = EPA –EPB
energia mecânica inicial = energia mecânica em H/2
Como os valores de EPB e ECA são nulos, teremos
½ Mv 20 = MgH/2 + ½ Mv2 ∴ v≅35,3 m/s
ECB = EPA
F43.a) Como os atritos são desprezíveis, a energia mecâ- Substituindo os valores numéricos, obtemos
nica se conserva. ECB = mghA ∴ ECB = 2 x 10 x 5 = 100
Energia mecânica em A = energia mecânica em B ECB = 100 J
MgHA = ½ M vB2 ∴ vB = 10 m/s b ) Considerando um ponto C a uma altura de 3,2 m do
b ) Aplicando, novamente, a conservação da energia solo, podemos novamente escrever que
mecânica, temos ΔEC = –ΔEP ∴ ECC – ECA = – (EPC – EPA)
MgHA = ½ M v C2 + MgHc ∴ ½ Mvc2 = 3,0 x 103 J ou ainda
ECC – ECA = EPA – EPC
F44. Energia mecânica inicial = energia mecânica final.
Nessa nova situação, somente ECA = 0. Daí
½ M v 2o = MgH + ½ Mv2 ∴ v = 20 m/s ECC = EPA – EPC ∴ ECC = mghA – mghC
F45. Teremos, novamente: Substituindo-se os valores numéricos, obtemos
Energia mecânica a uma altura H = 2,2 m = Energia ECC = 36 J
mecânica no colchão. F52. a) Como o peso dos meninos e as alturas onde se
1 encontram são iguais, a energia potencial gravitacio-
MgH = Mv2 + Mgh ∴ v = 2g (H  h) ∴ v = 6,0 m/s nal é a mesma.
2
b ) À perda de energia potencial gravitacional corres-
F46.a) Chamando de E’P a energia potencial gravitacional ponde um ganho, exatamente igual, de energia
no 4.o andar, teremos cinética. Logo, as energias cinéticas também terão
E’P = mgh’ ∴ E’P = 4,5 x 104 J os mesmos valores.
b ) A energia E’’P, em relação ao piso do 3.o andar, c) Também serão iguais, uma vez que v = 2gh
valerá
E’’P = mgh’’ ∴ E’’P = 1,5 x 104 J F53. a) Calculando-se a energia potencial para cada esfera,
o maior valor corresponderá à esfera B.
F47. Inicialmente, determina-se o valor da velocidade no b ) A esfera B, uma vez que sua energia potencial gravita-
ponto B, vB. cional se transforma, integralmente, em cinética.
c) Aplicando a relação ΔEp = – ΔEc, a maior velocidade
MgH = 1/2M vB2 ∴ vB2 = 12 m2/s2
corresponderá à esfera C.
17 Física – CP08 – 225M1

F54. a) A relação a ser utilizada é: b ) Relacionando as energias nos pontos A e D como


Watrito = ΔEc ∴ Watrito = 0 – ½ mv2 ∴ Watrito = –0,20 J no item (a), obtemos
A energia cinética inicial da bolinha transforma-se EcA = EcD + EpD ∴ ½ mv2A = ½ mv2D + mgHD
totalmente em calor. VD = 8,0 m/s
b ) Não. Devido à presença de forças dissipativas, a
energia cinética não se transforma em energia po- c) No ponto D, atuam sobre o carrinho seu peso P e
tencial (gravitacional, elástica, elétrica, etc.). a normal N . Essas duas forças (que apontam para
c) Da energia total, sim. A energia total se conserva na baixo) originam a força centrípeta necessária para o
presença de forças conservativas ou dissipativas. carrinho descrever a curva. Assim,
F55. a) Epp = 70 x 10 x 5 = 3 500 ∴ Epp = 3,5 x 103 J Fc = N + mg ∴ N = Fc – mg
b ) Como os atritos são desprezíveis, a energia me- Se N é a força da superfície no corpo, pela 3.a lei de
cânica é constante. Newton, o carrinho fará sobre a superfície uma força
c) Basta lembrar que de mesmo módulo, porém de sentido contrário. As-
energia potencial em P = energia cinética em Q.
sim,
Assim EcQ = 3,5 x 103 J
mv 2
d) Utilizando as informações do item (c), obtemos N= – mg ∴ N = 44 N
R
½ mv2Q = mgH ∴ vQ = 10 m/s
F61. As transformações de energia que ocorrem são: ener-
F56. a) Como não existem forças dissipativas (atrito), a gia elástica → energia cinética → energia potencial gra-
energia mecânica se conserva. vitacional
b ) EPA = mghA = 960 ∴ EPA = 9,6 x 102 J Dessa forma, teremos
c) O valor da energia cinética em B é igual ao valor da kx 2
½ kx2 = mgh ∴ h = ∴ h = 0,30 m
energia potencial gravitacional em A, isto é, 9,6 x 2mg
102 J
F62. a) A energia cinética do bloco B será
d) Aplica-se EC = ½ mv2
Daí, obtém-se v = 8,0 m/s Ec = ½ mv20 ∴ Ec = 0,032 ∴ Ec = 3,2 x 10–2 J
e) A mesma. Num sistema conservativo, a velocida- b ) Como não existe atrito, a energia mecânica é cons-
de não depende da massa. tante, ou seja,
Energia mecânica no instante do choque = ener-
F57. a) A energia mecânica é a mesma, pois as forças dis- gia mecânica na posição de compressão máxi-
sipativas são nulas. ma da mola.
b ) Utilizando a conservação da energia, podemos es- No instante do choque, a energia é toda cinética; na
crever compressão máxima, é toda potencial elástica.
1 Assim,
ΔEc = – ΔEp ∴ mvB2 = mgHA ∴ vB = 20 m/s Ee = Ec ∴ 0,032 = ½ x 40 x x2máx
2
c) Partindo, ainda, do princípio de conservação da xmáx = 4,0 x 10–2 m
energia mecânica, teremos c) Como não existem forças dissipativas, a energia me-
cânica se conserva. Logo, a energia cinética com que o
mgHA = ½ mvc2 + mgHC ∴ vC = 10 m/s
bloco deixa a mola é a mesma com que iniciou a sua
compressão, ou seja, 3,2 x 10–2 J.
F58. Como os atritos são desprezíveis, a energia mecâni-
F63. a) Ec = ½mv0 ∴ Ec = 80 J
2
ca se conserva, ou seja,
½ mv02 = mgH ∴ v0 = b ) A energia cinética do trenó irá se transformar inte-
2gH
gralmente em energia elástica quando a mola estiver
Observe que, no ponto M, o corpo não tem energia totalmente comprimida. Logo,
cinética, pois, ao atingir esse ponto, ele pára. Ee = 80 J
F59. a) EC = ½ x 103 x (30)2 = 4,5 x 105 J c) O trabalho da força F é igual à perda de energia
b ) Utilizando a relação cinética ou ao ganho de energia elástica. Seu valor
ΔEc = – ΔEp é, então, 80 J (em valor absoluto).
obtemos d) Lembrando que Ee = ½ kx2, concluímos que
Ec xmáx = 0,40 m
Ep = Ec ∴ h = mg ∴ h = 45 m
c) Pela conservação da energia, a energia cinética do F64. a) Energia potencial elástica → energia cinética → ener-
BMW irá se transformar em outras formas de ener- gia potencial gravitacional
gia, como energia sonora, energia térmica, energia b ) Ee = ½ kx2 ∴ Ee = 1,0 J
de deformação dos corpos, etc.
c) Ee = Ep ∴ mgH = 1 ∴ H = 0,25 m
F60. a) Como os atritos são desprezíveis, teremos
EcA = Ecc + Epc ∴ ½ mv2A = ½ mv2c + mgHc F66. a) A aceleração pode ser obtida através da inclinação
Daí da reta no ponto t = t0 = 0. Assim,
vc ≅ 10,2 m/s
5−4 1
A= = = 0,25 ∴ A = – 0,25 m/s2
4−0 4
18 Manual do Professor – ed 08

A aceleração é negativa já que o movimento é c) Se a cada passagem pela superfície rugosa o


retardado.
corpo perde 50 J de energia, após 10 passa-
b ) FR = mA ∴ FR = 90 x 0,25 = 22,5 ∴ FR = – 22,5 N gens, ele perderá toda a energia inicialmente dis-
O sinal menos mostra que a força é contrária ao ponível.
movimento da bicicleta.
F69. Sua energia potencial gravitacional, no ponto A, é
c) O ciclista terá de fazer uma força, igual, em módulo,
à força de atrito, FR. O trabalho que realizará será, EP = mgH ∴ EP = 45 m J na qual m é a massa do
então, menino.
W=F.d Ao chegar a B, sobrarão 2/5 dessa energia, ou seja,
na qual d = 5 x 1,8 x 103 = 9,0 x 103 m 18 m J
W = 22,5 x 9 x 103 = 202,5 x 103 J Assim, Ec = 18 m J corresponderá a uma velocidade,
A eficiência, e, será
v, igual a
W 18 m = ½ mv2 ∴ v = 6,0 m/s
e= na qual E é a energia metabolizada (quei-
E
mada). F70. A energia potencial elástica da mola vale
W 3
Ee = ½ kx2 ∴ Ee = 0,50 J
E= ∴ E = 202,5 x 10 = 900 x 103 ∴
e 0,225 Ao atingir a altura de 30 cm, sua energia potencial
E = 900 kJ gravitacional será
EP = mgH ∴ EP = 0,30 J
F67. A energia potencial gravitacional, EP, do corpo a 2,7 m Logo, a energia dissipada, ΔE, será igual a 0,20 J.
de altura, é
EP = mgH ∴ EP = 27 m J na qual m é a massa do F71. a) Pela conservação da energia mecânica, temos
corpo.
mgHA = ½ mvB2 ∴ vB = 4,0 m/s
Ao atingir a base do plano inclinado, sua energia
b ) O trabalho será igual à variação entre a energia
cinética, Ec, vale
cinética em B e a potencial elástica em C. Assim,
Ec = 2/3 (27m) ∴ Ec = 18 m J
Sua velocidade valerá, então, W = EEC – ECB ∴ W = – 1,0 J
18 m = ½ mv2 ∴ v = 6,0 m/s c ) O trabalho da força de atrito será
W = F . d cos 180o ∴ W = – F . d
F68. a) O sinal menos (–) mostra que a força de atrito é
contrária ao deslocamento do corpo.
W 1
F= ∴F= = 0,5 ∴ F = 0,50 N
d 2
d) A energia potencial elástica do sistema mola-cor-
po para uma compressão x = 0,20 m, é 3,0 J, e a
energia dissipada na forma de calor entre C e B
vale 1,0 J. Logo, ele atingirá o ponto B com uma
energia de 2,0 J, suficiente para subir parte da
rampa AB.

b ) A energia cinética, Ec, do corpo ao chegar ao final Questões e testes de vestibulares


da região plana, será
T1. O trabalho será dado por
Ec = mgH – Watrito ∴
W = F . d . cos θ, na qual θ = 0o
Ec = 5 x 10 x 10 – 0,10 x 50 x 10 = 450 ∴
W = 60 x 10 x 2,1 x 1 = 1,26 x 103 ∴ W = 1,26 x 103 J
Ec = 4,5 x 102 J Resposta: letra b.
Essa energia será totalmente transformada em
energia potencial correspondente a uma altura T2. Utilizando a definição de potência P = W/t, teremos
H’. Assim, W = Mgd ∴ W = 1,26 x 105 J
4,5 x 102 = 50 H’ ∴ H’ = 9,0 m Daí,
5
P = 1,26 x 10 = 8 400 ∴ P = 8,4 x 103 W
15
Resposta: letra b.
19 Física – CP08 – 225M1

T4. A energia cinética inicial da bala vale T10. Como não existem forças dissipativas, não haverá
Ec = ½ mv2 ∴ Ec = 100 J perda de energia mecânica. Logo,
A energia cinética da bala, após atravessar o vidro, será mgh + ½ mv02 = mgH ∴
Ec’ = 25 J mgh + ½ m (2gh) = mgH ∴ H = 2 h
Logo, a velocidade correspondente é
25 = ½ mv’2 ∴ v’ = 50 m/s T11. Na rampa AB, não existe atrito. Logo, a energia po-
Resposta: letra c. tencial gravitacional, Ep, transforma-se totalmente
em cinética, Ec, em B. Por sua vez, essa energia
T5. Ao atingir a altura máxima, H, a energia do atleta é cinética transforma-se em calor, devido ao atrito,
potencial gravitacional (não considerando uma even- no trecho BC. Dessa forma, temos
tual energia cinética). Assim, h
Ep = mgH ∴ H = 6,0 m mgh = Watrito ∴ μc x m x g x d = mgh ∴ d = ∴
μc
Resposta certa – Letra e.
d = 2,0 m
Resposta: letra e.
T6. A energia potencial gravitacional do coco, EP, ao se
desprender do coqueiro, é T12. a) No ponto x = 2,0 m, tem-se energia cinética e
EP = 0,2 x 10 x 5 = 10 ∴ EP = 10 J potencial gravitacional. Assim,
A altura H’ = 0,50, sua energia potencial, E’P, vale EM = Ec + Ep ∴ EM = 2 + 12 = 14 ∴ EM = 14 J
E’P =mgH’ ∴ E’P = 1,0 J b ) Em x = 7,0 m, a energia potencial gravitacional é
Podemos então, escrever Ep = 6,0 J. Como a energia mecânica se conser-
energia mecânica em H = 5,0 m = energia mecâ- va (os atritos são desprezíveis), temos
nica em H’ = 0,50 m + trabalho das forças dissipa- EM = Ec + Ep ∴ Ec = EM – Ep ∴ Ec = 8,0 J
Resposta:
tivas, W.
Energia cinética em x = 7,0 m, Ec = 8,0 J
10 = 1 + 7 + W ∴ W = 2,0 J
Energia potencial em x = 7,0 m, Ep = 6,0 J
Resposta: letra c.
c ) W = ΔEc ∴ Fatrito x d x cos 180o = – Ec

T7. Considerando desprezíveis as forças dissipativas, a 8


Fatrito = = 1,6 ∴ Fatrito = 1,6 N
energia mecânica se conserva. Dessa forma, temos 5
energia mecânica no solo = energia mecânica
T13. Considerando desprezíveis as forças dissipativas,
em P
podemos escrever
½ mv2 = ½ mv2p + mgh ∴ 1/2 mv2p = 15 J
energia mecânica a uma altura H = energia me-
Resposta: letra d.
cânica em xmáx da mola
á x ∴ 9,8 x m á x – 2 xmáx – 2,4 = 0 ∴
2 2
mg (H + xmáx) = ½ kx m
T8. Como não existem forças dissipativas, a energia
xmáx ≅ 0,60 m
mecânica se conserva.
Resposta: letra e.
Resposta: letra e.

T9. Considerando desprezíveis os atritos, teremos


T14. Novamente, considerando desprezíveis as forças
energia potencial em A = energia cinética em B
dissipativas, teremos
mgH = ½ mv2 ∴ mgl (1 – cosθ) = ½ mv2B
energia mecânica em A = energia mecânica em
Substituindo os valores numéricos, temos
xmáx da mola.
v= 5 m/s
1 2
No ponto B, a tensão se relaciona com o peso atra- mgR = kx m á x ∴ xmáx = 2mgR / k ∴ xmáx = 0,20 m
2
vés da equação
Resposta: letra b.
T – P = Fc
na qual Fc é a força centrípeta que atua no corpo no
T15. Com a balança em repouso, temos
ponto B
Kx + N = mg
T = P + Fc ∴ T = mg + mv2/R ∴ T = 40 N
na qual N será o valor registrado pela balança (for-
Resposta: letra e.
ça feita pela balança para suportar o corpo).
N = mg – kx ∴ N = 1,0 N
Resposta: letra a.
20 Manual do Professor – ed 08

T16. Como a experiência é realizada no vácuo, os dois 2


mvD
mg + N = Fc ∴ N = Fc – mg ∴ N = – mg (1)
corpos vão se comportar da mesma forma. Assim, R
as alternativas corretas são: 02 e 08, dando uma 2 ∴ 2 = 2gh – 4 gR
mgh = mg2R + ½ mv D vD (2)
soma igual a 10.
Substituindo a eq (2) na eq (1) e efetuando, teremos

T17. A única afirmativa correta corresponde ao número 04. N = mg ⎛⎜ 2h − 5R ⎞⎟


Ao longo da trajetória AB, o trabalho é nulo porque o ⎝ R ⎠
peso faz um ângulo θ = 90o com o deslocamento; no Soma – 26
trecho BC o trabalho vale mgh e o trecho CD seu
T19. Considerando que, inicialmente, a bola tenha caído
valor é – mgh, onde h é a altura correspondente aos
de uma altura h, podemos escrever, considerando
pontos BC ou CD.
os 4 choques com o solo:
mgh1 = k mgh
T18. As afirmativas corretas são: 02, 08 e 16.
mgh2 = k mgh1
Afirmativa 02 – Pela conservação da energia mecâ-
mgh3 = k mgh2
nica entre A e C, podemos escrever
mgh4 = k mgh3
mgh = mgR + ½ mvc2 ∴ vc = 2g(h – R) Dessas quatro equações, tiramos que
Afirmativa 08 – A energia mecânica é constante em mgh4 = k4 mgh∴ h4 = k4 h ∴0,64h = k4 h ∴ k4 = 0,64 ∴
qualquer ponto do fio curvilíneo. Assim, embora ela
varie de forma (só potencial gravitacional, potencial 2 5
e cinética, só cinética), seu valor será igual a mgh. k=
5
Afirmativa 16 – No ponto D, temos
Resposta: letra b.

Quente e frio N.o de aulas: 18 Semestre: 1.o

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno


(objetivos específicos deste capítulo)

• Estabelecer o conceito de temperatura e de equilíbrio térmico entre dois corpos.


• Entender como se estabelecem as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin.
• Estabelecer uma relação matemática entre as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin.
• Caracterizar força intermolecular.
• Definir estruturas organizadas e caóticas.
• Definir calor como forma de energia.
• Distinguir calor e temperatura.
• Definir calor específico e capacidade térmica.
• Distinguir transmissão de calor por condução, convecção e radiação.
• Analisar a dilatação dos corpos sólidos.
• Analisar a dilatação dos líquidos.
• Compreender a dilatação irregular da água.
• Relacionar o estudo teórico deste capítulo com situações que ocorrem na vida diária.
• Evitar “sujar” o meio ambiente, uma vez que essa poluição, entre os vários malefícios causados ao nosso planeta,
está provocando o aumento da temperatura, com conseqüências imprevisíveis à vida na Terra.
21 Física – CP08 – 225M1

Orientações / Sugestões
O que é temperatura? Como medir a temperatura A partir daí, é fácil entender por que, quando
de um corpo? dois corpos, um mais quente do que o outro, são colo-
cados em contato, adquirem, após algum tempo, uma
Iniciamos o capítulo relacionando a idéia de tem- mesma temperatura. Como temperatura é uma gran-
peratura com alguns fenômenos que ocorrem próximos deza diretamente relacionada com a energia de agita-
à superfície da Terra. Tentamos mostrar que o conheci- ção das moléculas ou átomos de um corpo (energia
mento da temperatura (e de outros fenômenos climáti- térmica), quando colocamos esses corpos em contato,
cos) é fundamental para o sucesso ou o fracasso de suas partículas passam a ter, em média, a mesma ener-
muitas ações do homem. gia cinética; daí, a mesma temperatura.
Sugerimos que, também, o tato possa ser usa- A partir dessa análise, pode-se, então, introdu-
do para estabelecermos as sensações de “frio” e “quen- zir o conceito de calor como a energia que passa de um
te”, ou seja, possa ser utilizado para avaliarmos a tem- corpo a outro devido, exclusivamente, à diferença de
peratura de um corpo. Porém nem sempre tais avalia- temperatura. Acreditamos que os conceitos de tempe-
ções correspondem à realidade, uma vez que nossos ratura e calor são os pilares sobre os quais se susten-
sentidos podem falhar. Discuta, como exemplo dessa tam as idéias discutidas neste capítulo.
situação, as atividades A1 e A2. É fundamental que o aluno, a partir desse ponto,
A idéia de equilíbrio térmico é fundamental para não tenha nenhuma dúvida de que calor e temperatura
que possamos compreender como a temperatura de são dois conceitos totalmente distintos; enquanto calor
um corpo pode ser medida, utilizando-se um termôme- é um tipo de energia em trânsito, temperatura mede a
tro (qualquer que seja ele). energia de agitação (energia térmica) das moléculas (áto-
A seguir, fazemos uma análise das escalas ter- mos) de um corpo. No capítulo Gases – um enxame
mométricas mais usadas, deixando bem claro que tais de abelhas dentro de uma caixa fechada, mostraremos
escalas são invenções dos cientistas e não leis estabe- como determinar a energia térmica de um gás ideal (ener-
lecidas pela natureza. gia cinética média) a partir de sua temperatura expressa
Escalas temométricas e, principalmente, a con- na escala absoluta. Proponha, nesse ponto, as ativida-
versão de uma dada temperatura para as diversas esca- des A3 e A4.
las são assuntos de pouca importância no contexto das
idéias apresentadas neste capítulo. Se a carga horária Capacidade térmica e calor específico
de sua escola for pequena, sugerimos tratar esses con-
teúdos de forma superficial. Definimos nesta seção uma relação entre calor
Após o término do assunto termômetro e esca- absorvido ou cedido por um corpo e a variação de sua
las termométricas, sugerimos a realização da atividade temperatura – capacidade térmica. Chame a atenção
experimental 1. Peça, professor, aos alunos que tragam de seus alunos para o fato de capacidade térmica ser
de casa o material necessário para realização desse ex- uma grandeza que, além de variar de substância para
perimento, mas a montagem deve ser feita no laborató- substância, depende também da massa da própria
rio, sob sua supervisão. É interessante que, após a mon- substância. Assim, o alumínio tem capacidade térmica
tagem do termoscópio, os alunos testem o dispositivo, diferente da do cobre; além disso, 10 g de alumínio, por
comparando a temperatura de alguns corpos. Discuta, exemplo, terão capacidade térmica diferente de 20 g.
também, a diferença entre termômetro e termoscópio. Já o calor específico depende apenas da subs-
tância. Dessa forma, o valor do calor específico da mai-
A definição de calor oria das substâncias pode ser alistado em uma tabela
com poucas linhas.
Para se chegar a uma conclusão do que é calor, A partir da definição de calor específico, chega-
pensamos ser importante dar antes uma visão de como mos à equação
as moléculas (átomos) dos corpos sólidos, líquidos ou
gasosos se comportam. Mostramos também que, ΔQ = mcΔt
macroscopicamente, a matéria pode ser encontrada em
que nos permite calcular a quantidade de calor recebi-
três estados de agregação: sólido, líquido e gasoso. Do
da ou perdida por um corpo e não a quantidade de
ponto de vista microscópico, no entanto, só podemos
calor que o corpo tem ou a quantidade de calor armaze-
identificar dois estados – a fase com estrutura organizada
nada nele. Como exemplo de aplicação dessa equa-
e a fase com estrutura caótica.
ção, proponha a atividade A5.
22 Manual do Professor – ed 08

Para terminar esta seção, faça referência à expe- A transferência de calor


riência de Joule que demonstra que calor é uma forma
de energia além de mostrar que 1 cal = 4,18 J. Nesta seção, fazemos um estudo dos processos
O texto a seguir, que pode ser usado como in- por meio dos quais o calor pode ser propagado. É funda-
formação complementar, dá uma idéia de como se cal- mental chamar atenção para o fato de, na condução e
cula o valor energético dos alimentos. convecção, haver necessidade de um meio material para
a propagação do calor, o que não ocorre na radiação.
Você está se achando gordo? Saiba como se cal- Seria interessante que a maioria dos exercícios
culam as calorias dos alimentos de fixação dessa seção fosse resolvida, uma vez que
se referem a situações com as quais nos deparamos no
Para medir o valor energético dos alimentos, usa- nosso dia-a-dia. Realize a atividade A6 em sala de aula
mos a unidade caloria. Definimos, anteriormente, calo- e peça aos alunos que façam uma pesquisa sobre as
ria como a quantidade de calor fornecida a 1g de água atividades A7 e A8.
para elevar sua temperatura de 1 °C.
O valor energético dos alimentos, em calorias, é Dilatação térmica
medido por meio da quantidade de energia liberada por
eles quando são queimados num equipamento chama- O último conteúdo a ser trabalhado neste capí-
do bomba calorimétrica. tulo se refere à dilatação dos sólidos e líquidos. O estu-
Uma quantidade de alimento, cuja massa é co- do quantitativo da dilatação dos sólidos deve ser feito
nhecida, é colocada numa câmara de oxigênio que fica de forma superficial, reservando-se algumas aulas para
em banho-maria (rodeado de água). O alimento é quei- a discussão da atividade experimental 2 e das ativida-
mado, e todo calor liberado por ele é absorvido pela des A9 e A10.
água que circunda a câmara. Com relação às atividades experimentais, re-
Conhecendo-se, assim, a massa da água comendamos mais uma vez: é importante que os alu-
circundante e o aumento de sua temperatura, que é ob- nos vejam seus trabalhos práticos funcionarem de ma-
tida por um termômetro muito sensível, podemos de- neira a comprovar os princípios teóricos nos quais se
terminar a quantidade exata de energia, em calorias, que baseiam.
aquela massa de alimento liberou. A experiência tem-nos mostrado que a maioria
A caloria alimentar (representada por Cal) é dos alunos têm dificuldade em entender o que seja dila-
1 000 vezes maior que a caloria definida por Joule, isto tação aparente de um líquido. Aconselhamos, então,
é, 1 Cal = 103 cal = 1 kcal. que você, professor, introduza o conteúdo dilatação dos
Na tabela abaixo, alistamos a quantidade de ener- líquidos e, a seguir, resolva um exercício numérico so-
gia liberada por 100 g de vários alimentos quando quei- bre o assunto.
mados na bomba calorimétrica, em unidades de calorias O exercício resolvido E5 serve perfeitamente
alimentares, Cal. de modelo. Nele é calculada a dilatação do recipiente, a
dilatação real do líquido, e daí, por subtração, determi-
na-se a dilatação aparente do líquido. Discuta, também,
Alimentos Calorias a segunda solução do exercício.
Para solucionar a atividade 11, que é uma ques-
Coca-Cola 39
tão interessante por ser ecológica, é necessário que
Carne de boi 111 você, professor, discuta a dilatação irregular da água. É
interessante que os estudantes consultem outras fon-
Queijo-de-minas 374
tes para que a discussão se conduza em bom nível.
Chocolate 611 Para finalizar: com relação às atividades experi-
mentais complementares, além das sugestões dadas
Pão francês 269
neste manual, relativas ao capítulo Energia, acrescenta-
mos as seguintes:
É bom lembrar que uma pessoa, para executar
suas tarefas diárias, necessita de 1 600 calorias. • Tome o máximo de cuidado com a utilização dos
Contudo, para se obter o valor energético dos termômetro de mercúrio. Caso caia e venha a se
alimentos, não necessitamos vencer todas as etapas quebrar, nunca jogue o mercúrio que ele continha na
descritas anteriormente. Basta utilizarmos uma tabela de pia, vaso sanitário ou em canalização de água pluvial
composição química de vários alimentos que apresenta – o mercúrio é altamente tóxico. Faça um buraco na
os valores já calculados. terra, afastado de fontes de água ou seres vivos e o
deposite lá.
23 Física – CP08 – 225M1

• Quando houver necessidade de utilizar uma fonte de • AMALDI, Ugo. Imagens da Física . Editora
calor, escolha sempre a mais adequada. Por exem- Scipione.
• MÁXIMO, Antônio; ALVARENGA, Beatriz. Físi-
plo, a água aquecida por meio da chama de uma vela
ca. Vol. único. Ed. Scipione.
não entrará em ebulição. Utilize, então, um ebulidor • GUIMARÃES, Luis Alberto; FONTE BOA, Mar-
ou a chama de um fogareiro a gás. celo. Física para o 2.o grau. Termologia e óptica .
Editora Harbra.
• HOLTON, Gerald; RUTHERFORD, F. James;
WATSON, Fletcher G. Project Physics. Holt,
Rinehart and Winston, Inc. New York.
Referências
• Physical science study committee – second edition
– D. C. Heath and Company – Boston.
A seguir, alistamos alguns livros nos quais os con-
teúdos deste capítulo podem ser encontrados:

Gabarito

Exercícios de fixação F13. Levaria agasalhos leves.

F1. Tato. F14. a) 29o R

F2. a) Abaixa; aumenta. b ) –134o R

b ) Estado de equilíbrio térmico. F15. a) ty = 10o

c) Igual. b ) 2ty = tx + 20

F3. Para que os dois corpos entrem em equilíbrio térmico. F16. 200 oC

F4. a) 1. 36 oF F17. a) Substância X.


b ) Substância Y.
2. 20 K F18. Não. Calor é um tipo de energia em trânsito, ou seja, é
energia dinâmica.
b) 1. 68 oF
1. 293 K F19. a) A temperatura tA diminuiu; a temperatura tB aumen-
tou.
F5. a) { 6,27 x 103 K b ) A energia interna de A diminuiu; a de B aumentou.
c) Sim; do corpo A para o corpo B.
b ) { 1,1 x 104 oF
F6. { 40 km F20. 1. Errada. Calor é energia em trânsito.
2. Errada. Temperatura é uma medida da agitação tér-
F7. a) –10 oC mica das moléculas do corpo.
b ) 263 K
F21. Não. O que passa de um corpo a outro é calor.
F8. 195 K
F22. Por realização de trabalho ou por diferença de tempe-
F9. a) x = 100 – t, onde x são os valores na escala pro-
ratura entre os sistemas.
posta inicialmente por Celsius
b) 64o X F23. a) Aumenta.
b ) Aumenta.
F10. – 40 oC ou – 40 oF
F11. a) – 195 oC F24. I. calor
II. trabalho
o
b) – 319 F III. calor
IV. trabalho
F12. a) Ar.
b ) Variação do volume do ar com a temperatura.
c) Um corpo quente em contato com o bulbo faria o
nível da água descer.
24 Manual do Professor – ed 08

F25. a) Aumenta. F47. A temperatura do meio ambiente é inferior à do nosso


b ) Não. A temperatura do corpo sadio é constante. corpo (aproximadamente 36o C). Dessa maneira, há
transferência de calor do nosso corpo para o ar. Se a
F26. a) 836 J temperatura do meio ambiente é muito baixa, a trans-
b ) 100 cal ferência de calor é muito rápida, dando, então, a sen-
sação de frio.
F27. 800 cal devem ser fornecidas/retiradas para a tem-
peratura do corpo variar de 1oF. F48. a) Estes materiais são bons condutores de calor e
facilitam, assim, a troca de calor entre a chama e os
F28. 2,0 x 102 cal/ oC alimentos nelas contidos.
b ) A louça, por ser isolante, mantém o alimento aque-
F29. A capacidade térmica das fagulhas é muito pequena cido por mais tempo.
(a massa de cada fagulha é muito pequena). Por
essa razão, o amolador não se queima. F49. Porque elas absorvem pouca energia radiante inci-
dente, refletindo a maior parte.
F30. Significa que devemos fornecer 0,093 cal para cada
grama de zinco para sua temperatura elevar de F50. A lata é feita de alumínio, que é melhor condutor de calor
1,0 °C. do que o vidro. Assim, ao segurarmos a lata, temos a
sensação de que está mais fria, pois o calor se propaga
F31. a) 9,2 x 10–2 cal/g oC mais rapidamente de nossa mão para a lata.
b ) cobre
F51. O ar no interior do carro é aquecido principalmente pela
F32. 200 oC para o ferro; 100 oC para o alumínio. radiação solar. Os vidros passam, então, a funcionar
como uma estufa, isto é, deixam a luz solar atravessá-
F33. 6,3 x 104 cal los, mas impedem a radiação infravermelha (calor) de
voltar para o meio ambiente, o que faz a temperatura
F34. a) A capacidade térmica do corpo A é 5,0 cal / °C e dentro do veículo aumentar.
a do corpo B 8,0 cal / ° C.
b ) Para ser constituído do mesmo material, é neces- F52. O aparelho deve ser colocado próximo ao teto, pois
sário que as substâncias tenham o mesmo calor provoca a convecção do ar, isto é, a descida do ar frio
específico, c, definido pela razão C/m, na qual C e a subida do ar quente.
é a capacidade térmica e m a massa do corpo.
Assim, os valores de C e m podem ser tais que o F53. A situação (a). O saco de gelo colocado sobre as latas
quociente entre eles dê o mesmo resultado. produz correntes de convecção descendentes que res-
friam a cerveja.
F35. 0,75 cal/ g °C
F54. A água no copo absorve a radiação emitida pelo micro-
F36. A areia tem calor específico muito pequeno, logo ondas e esquenta; o vidro se aquece por estar em
esquenta e esfria muito rapidamente. contato direto com a água.

F37. 2,0 cal/s F55. O ebulidor deve ser colocado no fundo do cilindro.
Dessa forma, serão produzidas correntes de
F38. 2,5 minutos. convecção que aquecerão uniformemente toda a água.

F39. 350 h ou 14,6 dias. F56. A caneca, por ser um corpo sólido, aquece-se por con-
dução. Já o aquecimento da água se dá por convecção.
F40. 30o C As mãos, como são colocadas próximas da lateral da
caneca, são aquecidas por radiação.
F41. 1 Cal = 4,17J
F57. A afirmativa está errada. O bom agasalho evita a per-
F42. 627o C da de calor pelo corpo humano.

F43. a) 15 J/K F58. a) Sim. Se tiverem coeficientes de dilatação diferentes.


b ) 9,0 x 102 J b ) Sim. Se tiverem comprimentos iniciais diferentes.

F44. a) 1,8 x 102 J/kg oC F59. a) Dobraria.


b ) Maior. b) Seria a metade.
c) Triplicaria.
F45. Os grandes desertos têm temperaturas muito ele-
vadas durante o dia e muito baixas, à noite. Os F60. O metal dilata-se mais do que o vidro, quando ambos
agasalhos, dessa forma, evitam a perda de calor, à são sujeitos à mesma variação de temperatura.
noite, e a passagem de calor do meio ambiente para
o corpo durante o dia. (Lembre-se de que o corpo F61. a) 3,0 cm
humano está sempre à temperatura de 36 oC.) b) Não.

F46. A madeira e o plástico são maus condutores de ca- F62. 1,0 cm


lor.
F63. 5,00 x 10–5 °C–1
25 Física – CP08 – 225M1

F64. a)
F77. a) 1,56 x 10–4 °C–1
b) 1,82 x 10–4 °C–1

F78. 100 l

Questões suplementares

C – 3, 8, 9, 10, 13, 15, 16, 17


b) E – 1, 2, 4, 5, 6, 7, 11, 12, 14, 18

Questões e testes de vestibulares

T1. b
F65. a) Maior. T2. a
b) Prejuízo.
T3. d
F66. 70 cal T4. e
T5. b
F67. 3,1 x 10–5 °C–1
T6. b
F68. Não. Ao colocar água quente no copo interno, ele dila- T7. d
tar-se-á, aumentando, dessa forma, a aderência entre T8. d
os dois copos, podendo até quebrá-los. O procedi-
mento é colocar o copo externo em água quente, fa- T9. 0,12 cal/g oC
zendo com que ele se dilate. T10. soma – 30
T11. e
F69. a) Aumentada.
b) 3,6 x 10–3 cm T12. d
c) 1,004 cm T13. c
F70. a) Não se altera. T14. a
b ) Aumenta. T15. d
c) Diminui. T16. c
F71. a) 1,8 cm3 T17. e
b) a 101,8 cm3 T18. { 2,04 cm2
T19. a
F72. a) Sim, pois a temperatura aumentou.
b) Corresponde à dilatação aparente. T20. e
T21. e
F73. γr = γrec γa = 0
T22. c
F74. a) Diminuirá. T23. a) 22J; 2,0 J
b ) Aumentada. b) 1,2 x 10–3 oC
c) Diminuirá.
c ) 2,2 x 10–6 l
F75. a) Aumentará.
b ) Diminuirá.
c) Aumentará.

F76. a) 3,0 x 104 barris.


b) US$ 840 000,00

Resolução comentada das questões


F2. a) Irá abaixar, pois o corpo 1 perde calor para o corpo F4. a) 1. Sabemos que Δ1 oC = Δ1,8 oF. Logo, uma va-
2. Aumentar, pois o corpo 2 recebe calor do corpo riação de 20 oC corresponderá a uma variação de
1. 36 oF.
b ) Estado de equilíbrio térmico. 2. As variações nessas duas escalas são iguais.
c) As temperaturas são iguais, o que caracteriza o b) 1. Utilizando a equação tc = 5/9 ( tF –32), obtemos
equilíbrio térmico. tF = 68 oF.
2. T = tc + 273 ∴ T = 293 K
F3. Para que a temperatura do termômetro entre em equilí-
brio térmico com a temperatura do paciente.
26 Manual do Professor – ed 08

F5. a) Aplica-se a relação T = tc + 273. O valor obtido F14. a) A partir da figura abaixo, temos
será T ≅ 6,27 x 103 K
b) tc = 5/9 (tF –32) ∴ tF ≅ 1,1 x 104 ºF
100 60
F6. Se 33 m correspondem ao aumento de 1 oC, 1 200 oC
corresponderão, então, a 39 600 m ou { 40 km
40o y
F7. a) Novamente aplicamos a relação tc = 5/9 (tF – 32).
O valor obtido será tc = –10 oC 0 8
b ) Na escala Kelvin, teremos T = tc + 273 ou T = 263 K. o
C o
R

F8. Utilizamos, novamente, a relação T = tc + 273, o que


100  0 60  8
dará T = 195 K  = y ! 29 oR
40  0 y8
F9. a) Pela figura abaixo, chamando de X a antiga esca-
la Celsius, obtemos b) O zero absoluto corresponde a –273 oC. Estabe-
lecendo uma relação matemática entre as duas
o o
C X escalas, teremos
100 0 100  0 60  8
 = y { 134 oR
0 273 8y

t x F15. a) Pelo gráfico, quando tx = 0 ty = 10o


b ) A equação da reta correspondente ao gráfico dado
0 100 é:
y = ax + t ou 2ty = tx + 20
100  0 0  100
 = X  100  t F16. Utilizando a figura abaixo, temos
t0 X  100
CmHg o
C
b) Substituindo na relação obtida no item (a), temos 104 t
x = 100 – 36 ∴ X = 64oX
82 100
F10. Na relação tc = 5/9 (tF – 32) colocamos tc = tF = y
y = 5/9 (y – 32) ∴ y = – 40 oC ou –40 oF
60 0
F11. a) Aplicando a relação T = tc + 273 obtemos tc = – 195 oC
b ) Utilizando a equação tc = 5/9 (tF – 32) e substitu-
indo tc = –195, obtemos tF = –319 oF
82  60 100  0
 = t  200 oC
F12. a) Substância termométrica é aquela substância que 104  82 t  100
tem uma propriedade que varia com a temperatu-
F17. a) A substância X, pois os átomos dessa estrutura
ra. No nosso caso é o ar.
estão dispostos de maneira ordenada, que se
b ) É a variação do volume do ar com a temperatura.
repete ao longo de toda a estrutura do sólido.
c) Ao se colocar, por exemplo, a mão no bulbo de
b ) O vidro é um sólido amorfo, ou seja, sua estrutu-
vidro, o ar se dilata empurrando o nível da água
ra não é ordenada como nos cristais. Logo, a
para baixo.
substância Y corresponderia ao vidro.
F18. Não. Calor é energia em trânsito, isto é, passa de
F13. Utilizando a figura abaixo, temos
um sistema a outro sempre que houver diferença de
temperatura entre eles.
78 108 F19. a) Como tA é maior do que tB, seu valor irá diminuir
até um valor tE. Já o módulo de tB irá aumentar até
o valor tE.
t 24 b ) A energia interna de A diminui, uma vez que sua
temperatura decresceu; a de B irá aumentar, pois
6 4 tB sofreu um acréscimo.
c) Sim, calor foi transferido de A para B.
Celsius Gearan
F20. 1. Errada; a energia cinética das moléculas do corpo
denomina-se energia térmica (veja página 11 do
78  6 108  4 livro-texto).
 = t  20 oC
t6 24  4 2. Errada; temperatura é a medida da agitação tér-
Logo, deveria levar agasalhos leves mica das moléculas de um corpo. Assim, quanto
maior a agitação térmica, mais alta é a temperatu-
ra do corpo.
F21. Temperatura não passa de um corpo a outro e sim
calor. Veja o exercício F20.
27 Física – CP08 – 225M1

do corpo. Assim, a massa e a capacidade térmica


F22. Calor pode ser transferido pela realização de trabalho dos corpos podem ser tais que a razão C/m dê o
de uma força ou pela diferença de temperatura entre os mesmo resultado, caracterizando, dessa forma, a
dois sistemas. mesma substância.
F23. a) Aumenta, uma vez que a energia cinética está dire- F35. O calor absorvido pelo corpo sólido é dado por
tamente relacionada com a temperatura do corpo.
b ) Aumenta, já que a energia cinética média das molé- ΔQ = mcΔt ∴150 x 10 = 100 x c x 20 ∴
culas é parte (ou toda) da energia interna do gás. c = 0,75cal / g°C
F24. I. Calor; há diferença de temperatura entre a chama e F37. A perda total de calor da água é
a água;
II. Trabalho, há transferência de energia mecânica da ΔQ = mcΔt ∴ΔQ = 600 x 1x 48 = 2,88 x 104 ∴
furadeira para a parede. ΔQ = 2,88 x 104 cal
III. Calor; há diferença de temperatura entre o sol e a A perda, ΔP, por segundo será
água.
IV. Trabalho; energia mecânica é transferida ao objeto 28.800
ΔP = = 2 ∴ ΔP = 2,0cal / s.
de prata devido ao movimento de fricção. 14.400
F25. a) Calor do corpo é cedido à água (que se encontra a Lembre-se de que 4h = 14 400 s.
uma temperatura mais baixa); logo sua temperatu- F38. Partindo da definição de potência, temos
ra aumenta.
b ) Não; o corpo humano tem mecanismos fisiológicos %Q %Q
que mantêm a temperatura do corpo (sadio) sem- P = %t 
%t P
pre à mesma temperatura.
300 x 4,2 x 103 x 1
F26. a) 1 cal = 4,18 J, logo 200 cal equivalem a 836 J. %t   150 = Δt = 150 s ou
8,4 x 103
b ) ΔQ = 418 J. Seu valor, em calorias, será %t  2,5min.
418
ΔQ = = 100 ∴ ΔQ = 100 cal F39. A quantidade de calor transmitida ao usuário do telefo-
4,18 ne vale
F27. Significa que é necessário fornecer ou retirar 800 cal de ΔQ = ΔP x Δt ∴ ΔQ = 0,4 x 0,5 x Δt / 4,2 cal/s,
energia do corpo para sua temperatura variar de 1° F. mas ΔQ = mcΔT na qual ΔT é a variação de tempera-
F28. Aplica-se a equação tura.
Tirando o valor de Δt, obtemos
ΔQ 5 x 103 Δt = 1,26 x 106 s ∴ Δt = 350 h ∴
C= ∴C = = 200 ∴ C = 2,0 x 102 cal / °C Δt ≈ 14,6 dias!
Δt 25
F30. Significa que devemos fornecer 0,093 cal de energia a
1,0g de zinco para sua temperatura aumentar de 1,0 F40. A energia fornecida pelo ebulidor em 1,0 minuto vale
°C. ΔQ = ΔP x Δt ∴ ΔQ = 200 x 60 = 1,2 x 104 ∴
ΔQ = 1,2 x 104 J
F31. a) Utiliza-se a relação A variação de temperatura, ΔT, será
ΔQ 92
c= ∴c = = 9,2 x 10−2 cal / g° C ΔQ 1,2 x 104
mΔt 100 x 10 ΔT = ∴ ΔT = = 30 ∴
mc 102 x 1 x 4
b ) Consultando a tabela 2, identificamos a substância
ΔT = 30o C
como sendo o cobre.
F41. Quando os pesos caem, eles perdem energia potenci-
F32. Para o ferro, temos.
al gravitacional a qual, por sua vez, transforma-se inte-
ΔQ 220 gralmente em energia térmica no interior do recipiente,
Δt = = = 200 ∴ Δt = 200° C
mc 10 x 0,11 devido à agitação da água pelas pás.
Lembrando que são 2 pesos soltos por 20 vezes, a
Já para o alumínio, obtemos
perda de energia potencial gravitacional será
220 Ep = 20 x 2 x mgh = 40 x 1,00 x 9,80 x 2,00 = 784 J
Δt’ = = 100 ∴ Δt’ = 100° C
10 x 0,22 O calor surgido com a agitação da água será
ΔQ = mcΔt = 470 x 1,00 x 0,40 = 188 cal
Se 188 cal equivalem a 784 J, 1 cal valerá x. Estabe-
F33. O calor absorvido pela água é dado por lecendo uma proporcionalidade:
ΔQ = mcΔt ∴ 188 cal 1 cal
ΔQ = 1,5x103 x1x42 = 63x103 ou = ⇒ x = 4,17 J
784 J x
ΔQ = 6,3x104 cal
Portanto, por essa experiência, 1 cal equivale a 4,17 J,
F34. a) Capacidade térmica do corpo A: um resultado muito próximo ao que conhecemos. É im-
portante lembrar que, para chegar a esse resultado,
100
CA = = 5 ∴ CA = 5,0cal / °C devemos fazer algumas suposições, tais como: du-
20 rante as 20 quedas dos corpos, nenhum calor é troca-
Capacidade térmica do corpo B: do entre a água e o ambiente, isto é, o recipiente deve
ter um bom isolamento térmico, e todos os atritos são
160
CB = = 8 ∴ CB = 8,0cal / °C desprezíveis.
20
b ) Capacidade térmica é definida como C=mc, na qual F42. Utilizando o princípio de conservação da energia, te-
c é o calor específico da substância e m a massa mos
28 Manual do Professor – ed 08

calor cedido (metal) = calor recebido (recipiente


2
+ água) α= = 0,00005 ∴ α = 5,00 x 10–5 °C–1
100 x 0,06 x (t – 27) = 40 x (27 – 12) + 200 x 1 x (27 – 12) 100 x 400
Efetuando, obtemos t = 627o C F64. a) Quando as barras são aquecidas a uma temperatu-
ra t > 0 °C, o zinco, por ter maior coeficiente de dila-
F43. a) Aplicamos a relação ΔQ1 = CΔt1. Assim, obtemos tação linear, dilata-se mais do que o cobre – as bar-
ΔQ1 600 ras se encurvam para cima.
C= ∴C = = 15 ∴ C = 15 J/K b ) Quando t < 0 °C, o zinco se contrai mais do que o
Δt1 40
cobre – as barras se encurvam para baixo.
b ) ΔQ2 = CΔt2 ∴ ΔQ2 =15 x 60 = 900 ∴
ΔQ2 = 9,0 x 102 J F65. a) Com o aumento da temperatura, a trena se dilata e
F44. a) A energia, E, transformada em calor, será suas marcações ficarão mais espaçadas. Logo, o
E = ½ mv2A – mgh ∴ comprimento do metro aumenta.
E = ½ x 2 x 400 – 2 x 10 x 2 = 360 ∴ b ) Maior comprimento do “metro” significa menos com-
E = 360 J primento a ser medido. Como o pedreiro cobra “por
Aplicando, a seguir, a equação metro”, tendo menos “metro” terá prejuízo.
ΔQ = mcΔt,
Obtemos F66. A quantidade de calor absorvida pela barra é dada por
ΔQ = mcΔt
ΔQ Já sua dilatação linear é calculada através da equação
c= ∴ c = 360 = 180 ∴
mΔt 2x1 ΔL = L0 α Δt
A densidade linear de massa é igual a
J
c = 1,8 x 102 m
kg oC μ= L
0
b ) Seria maior, uma vez que não ocorreria dissipação
de energia em calor, ou seja, toda a energia cinética As três equações anteriores nos levam à seguinte relação:
iria transformar-se em potencial. ΔQ μc
= ∴ ΔQ = 70 cal
F58. a) A variação do comprimento, ΔL, de uma barra é ΔL α
dada por F67. A dilatação superficial é dada por
ΔL = L0 α Δt ΔA = A0 β Δt
Dessa maneira, como L0 e Δt são iguais para as Utilizando os valores do gráfico, temos
duas barras, a variação de comprimento vai de- 1
pender de α. β= = 3,1 x 10–5 ∴ β = 3,1 x 10–5 °C–1
800 x 40
b ) Como os coeficientes de dilatação são iguais (as
F69. a) Um orifício feito numa chapa sempre aumenta de
barras são de mesmo material) e a variação de
área ao se aquecer a chapa.
temperatura é a mesma, ΔL depende exclusiva-
b ) ΔD = D0 α Δt ∴ ΔD = 1 x 12 x 10–6 x 300 = 3,6 x 10–3
mente de L0.
ΔD = 3,6 x 10–3 cm
F59. a) Utilizando, ainda, a equação
c) ΔD = D – D0 ∴ D = ΔD + D0 ∴ D ≅ 1,004
ΔL = L0 α Δt
D ≅ 1,004 cm
é fácil ver que se L0 tornar-se duas vezes maior, F70. a) A massa independe da temperatura, logo fica cons-
ΔL também dobrará. tante.
b ) Se a elevação da temperatura fosse Δt/2, o valor b ) O volume aumenta de acordo com a equação.
de ΔL seria a metade. ΔV = V0 γ Δt
c) Se α triplicar, ΔL também triplica. c) A densidade, d, é igual a
m
F60. Quando aquecidos a uma mesma temperatura, o me- d=
V
tal se dilata mais do que o vidro.
F61. a) A dilatação será dada por ΔL = L0 α Δt. Logo, Como m fica constante e V aumenta, d irá diminuir.
F71. a) A variação de volume é dada por
ΔL = 20 x 1,0 x 10–5 x 1,5 x 102 = 3 x 10–2 ∴
ΔV = V0 γ Δt ∴ ΔV = 102 x 36 x 10–6 x 5 x 102 = 1,8
ΔL = 3,0cm ΔV = 1,8 cm3
b ) Não. Como os vãos são de 2,0 cm e a dilatação Lembre-se de que γ = 3α
dos trilhos, 3,0 cm, os trilhos vão sofrer alguma b ) O volume final será
forma de dano. V = V0 (1 + γ Δt) ∴
F62. A dilatação da torre é dada por V = 102 (1 + 36 x 10–6 x 5 x 102)
V ≅ 101,8 cm3
ΔL = L0 α Δt
F72. a) Sim, pois houve um aumento de temperatura pelo
Assim, ΔL = 50 x 10–5 x (40 – 20) = 1,0 x 10–2 ∴ fato de o corpo ter ficado ao Sol.
ΔL = 1,0 cm b ) A quantidade de gasolina que entornou corresponde
à dilatação aparente desse líquido, uma vez que o
F63. A variação de comprimento da barra metálica é dada próprio tanque também se dilatou. Somente se o tan-
por que não sofresse nenhuma dilatação (ΔV = 0) é que
ΔL a quantidade de gasolina derramada corresponderia
ΔL = L0 α Δt ∴ α = à dilatação real do combustível.
L 0 Δt
F73. Como o nível do líquido não se alterou, as dilatações
Os valores de ΔL, L0 e Δt podem ser obtidos do grá- do líquido e do recipiente são iguais. Assim, γr = γrec.
fico. Assim, Pela relação γr = γrec + γa, não é difícil ver que γa = 0
29 Física – CP08 – 225M1

F74. a) Diminuirá, devido à dilatação irregular da água. T4. A relação entre as temperaturas Kelvin e Celsius é
b ) Aumentada. A massa da água fica constante e o T = t c + 273. Essa equação corresponde a uma reta
volume diminui. inclinada em relação aos eixos (y = ax + b)
c) Diminuirá. Como o empuxo é igual ao peso, um au- Resposta: letra e.
mento da densidade corresponderá a uma diminui-
ção do volume da água deslocada (volume T5. A temperatura da criança permanece constante (38 oC),
submerso). enquanto a do termômetro sobe até atingir 38 oC.
F75. a) O volume da água aumentará, uma vez que a partir Resposta: letra b.
de 4 °C a água se dilata regularmente.
b ) Diminuída. A massa da água não se altera e o volu- T6. A quantidade de calor Q recebida pelos corpos 1, 2 e 3
me aumenta. é dada por
c) Aumentará. O peso da esfera (P = mg) não se alte-
ra. O valor desse peso é igual ao módulo do empuxo %Q
ΔQ = McΔt ∴ c=
que atua sobre a esfera (E = dLIQ vLIQ g), uma vez M%t
que ela está em equilíbrio. Como a densidade dimi- Assim, quanto maior a variação de temperatura, menor
nui, o volume do líquido deslocado aumenta, ou seja, o valor do calor específico, c.
a parte submersa da esfera aumenta. Logo c1 < c2 < c3
F76. a) A perda de volume é dada por Resposta: letra b.
ΔV = V0 γ Δt
T7. Da relação ΔQ = mcΔt, temos
Assim,
c1 = ΔQ / M1Δt1 e c2 = ΔQ / M2Δt2
ΔV = 106 x 10–3 x 30 = 3 x 104 ∴
M1 = 300g; M2 = 900g; Δt1 = 20 oC e Δt2 = 10 oC
V = 3,0 x 104 barris
Logo c1/c2 = 3/2
b ) Custo da perda = 28,00 x 3 x 104 = 840 000,00
Resposta: letra d.
Custo da perda = US$ 840 000,00
T8. Como a água está isolada termicamente do universo,
F77. a) A variação de volume é dada por
sua temperatura permanece constante. Já o termômetro
ΔV = V0γa Δt
terá sua temperatura aumentada de 20 oC para 60 oC.
em que γa é o coeficiente de dilatação aparente do
Resposta: letra d.
líquido. Daí
T9. O calor recebido pela areia, Q1, é igual ao calor recebi-
ΔV 6,228
γa = ∴ γa = ≅ do pela água, Q2. Assim,
V0 Δt 4 x10 2 x10 2 Q1 = Q2 ∴ M1c1Δt1 = M2c2Δt2 na qual M1 = M2
≅ 1,56 x 10–4 ∴ γa = 1,56 x 10–4 °C–1 50c1 = 6 ∴ c1 = 0,12 ∴ c1 = 0,12 cal/g oC
b ) γr = γrec + γa ∴ γr = 1,82 x 10–4 °C–1
T10. 1ª alternativa – Como toda a energia gerada com a
Lembre-se, novamente, de que γrec = 3α queda da massa m produz aquecimento da massa M
de água, a perda de energia potencial gravitacional não
F78. A perda, em litros, do comerciante é dada por
resultará em ganho de energia cinética, isto é, a massa
ΔV = V0 γ Δt
m cai lentamente com velocidade constante.
ΔV = 5 x 103 x 0,80 x 10–3 x 25 = 100 ∴ ΔV = 100l
2ª e 3ª alternativas – A energia inicial do sistema
massa + água é mgh. À medida que o corpo cai, essa
Questões e testes de vestibulares energia é transformada integralmente em calor para o
aquecimento da massa M de água. Assim, a energia
T1. No texto fala-se em “em meio ao vapor”, “piscina tér- total do sistema tem um valor mgh, embora possa mu-
mica”, etc. Logo, pressupõe-se temperatura alta! Além dar de forma, isto é, de energia potencial gravitacional
do mais, no Brasil, utiliza-se, exclusivamente, a unida- em energia térmica.
de Celsius para medir temperatura. 4ª alternativa – Pela conservação da energia, temos
Resposta: letra b.
mgh
T2. A solução deste teste envolve uma proporcionalidade %Q  mgh = Mc%R  mgh = %R 
Mc
entre as alturas H e as temperaturas na escala Celsius.
Assim, 5ª alternativa – Como foi dito na 2ª e 3ª alternativas, a
energia potencial gravitacional da massa m se transforma
o
H (cm) C em calor para aquecer a massa M de água. As alternativas
28 100o corretas são, então, 02, 04, 08, 16. Logo, a soma vale 30.
H 60o T11. O corpo é aquecido durante 15 min. Logo, a energia
térmica, ΔQ, fornecida a ele é
ΔQ = 400 x 15 = 6,0 x 103 cal
O calor específico será dado por
8 0o
%Q 6,0 x103
c=   0,50 cal / g oC
28 − 8 100 − 0 20 100 M%t 300 x 40
= ∴ = ∴ H = 20 cm
H−8 60 − 0 H − 8 60 Resposta: letra e.
Resposta: letra a.
T12. Pela conservação da energia, podemos escrever que
calor ganho pelo leite = calor perdido pelo café.
T3. Sabemos que Δ1K = Δ1 oC. Assim, a variação da tem-
Desenvolvendo a igualdade, teremos
peratura Δt, em graus Celsius ou Kelvin, será
40 x 1 x (t – 5) = 160 x 1 x (80 –t) ∴ t = 65 oC
t = 400 – (–200) = 600
Resposta: letra d.
Resposta: letra d.
30 Manual do Professor – ed 08

T13. O corpo negro, N, absorve mais calor que o corpo água irá transbordar para valores da temperatura
aluminizado, A. Logo sua temperatura terá maior abaixo ou acima de 4 oC.
acréscimo. Resposta: letra e.
Resposta: letra c.
T21. A dilatação de um líquido é dada por
T14. A dilatação da barra e do diâmetro da esfera são
dilatações lineares. Como o comprimento inicial, a ΔV = Vo H a %t.
variação de temperatura e material são iguais para na qual H a é o coeficiente de dilatação aparente do
os dois corpos, a razão entre os aumentos de com- líquido e é calculado pela equação
primento vale 1. H a  H r  H frasco
Resposta: letra a.
Assim, teremos Δv = 2,8 cm3
T15. O coeficiente de dilatação do metal ( { 20 x 10–6 oC–1) Resposta: letra e.
é maior do que o do vidro ( { 9,0 x 10–6 oC–1). Logo, a
dilatação do metal é maior. T22. A energia, ΔE, perdida pelo chumbo, é:
Resposta: letra d. ΔE = ½ mv2 ∴ ΔE = 4,5 x 104 m J na qual m é a
T16. Se o coeficiente de dilatação do latão é maior do que massa do projétil.
o do aço, para uma mesma variação de temperatura, Essa energia será transformada em calor calculado
o latão sofre maior variação de comprimento. Logo, pela equação
se resfriarmos o eixo e o anel, este ficará com menor ΔQ = mcΔt
diâmetro, impedindo, assim, o encaixe. Assim, ΔE = ΔQ, ou, ainda, t = 352 oC
Resposta: letra c.
Resposta: letra c.
T17. Como as lâminas têm o mesmo comprimento inicial e
sofrem a mesma variação de temperatura, dilata mais T23. a) A energia mecânica, EMA, no ponto A, é a energia
a que tiver maior coeficiente de dilatação, no caso, a potencial gravitacional.
barra B. Logo, as barras se curvam para a esquerda.
EMA = mgh1 ∴ EMA = 22 J
Resposta: letra e.
No ponto B, a energia mecânica, EMB, será, tam-
T18. Com o aquecimento, o furo aumentará de área. Te- bém, energia potencial gravitacional
mos, então: A = A0 (1 + βΔt ) EMB = mgh2 ∴ EMB = 2,0 J
A = 2 (1 + 22 x 10–6 . 103) ∴ A { 2,04 cm2
b) A energia térmica absorvida pelo mercúrio, vale:
T19. Tanto a chapa quanto o orifício irão dilatar, ou seja, ΔE = 20 J ou ΔE = 5,0 cal
terão sua área aumentada. A variação de temperatura será:
Resposta: letra a. Δt = ΔQ/Mc ∴ Δt = 1,2 x 10–3 oC
T20. Uma massa M de água apresenta menor volume a 4 oC. c ) %V  Vo H%.t = %V = 10 x 18 x 10–5 x.1,22 x 10–3 ∴
Como um líquido dilata-se mais do que um sólido, a Δt = 2,2 x 10–6 l

Os estados de agregação da N.o de aulas: 15 Semestre: 1.o


matéria e as interações
atômicas e moleculares

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno


(objetivos específicos deste capítulo)
• Diferenciar, macro e microscopicamente, os três estados de agregação da matéria.
• Definir, qualitativa e quantitativamente, calor latente e aplicar a teoria em exercícios específicos.
• Compreender como ocorrem as mudanças de estado de agregação.
• Caracterizar a influência da pressão na mudança de fase.
• Analisar um diagrama de fase de uma dada substância.
• Compreender o que vem a ser o 4.o e 5.o estados da matéria.
• Compreender o que é umidade relativa do ar.
• Entender qualitativamente o que é tensão superficial.
• Explicar quando um líquido “molha” ou não uma superfície (forças de coesão e adesão).
• Entender o fenômeno da capilaridade.
• Compreender que existem vários fenômenos que, se devidamente explicados, vão facilitar a nossa vida diária.
Entre esses fenômenos, citamos
– a variação da pressão conforme a altitude;
– a umidade relativa do ar;
– a formação do orvalho, geada, neblina e nuvens;
– a capilaridade.
31 Física – CP08 – 225M1

Orientações / Sugestões

Faça, inicialmente, um resumo dos assuntos a esteja submetida. Resolva, como exemplo, o exercício
serem trabalhados neste capítulo. Apresente, em se- F20.
guida, os estados de agregação da matéria e as ca-
racterísticas microscópicas de cada um. O quarto e o quinto estados da matéria

As mudanças de estado de agregação Poucos são os alunos que conhecem a existência


desses dois estados, uma vez que, raramente, são cita-
Chame atenção para o fato de, nas transforma- dos em nossos livros didáticos ou em revistas científicas.
ções sólido–líquido–gás, a substância receber calor de Assim, professor, é interessante que você faça um comen-
uma fonte externa; já nas transformações gás–líquido– tário sobre esses estados da matéria, solicitando aos estu-
sólido, o calor ser rejeitado pelo corpo para uma fonte dantes que pesquisem o tema e façam uma pequena dis-
exterior. sertação para ser discutida em sala.
Analise cuidadosamente, a seguir, as condições
através das quais uma substância muda seu estado de O que é umidade relativa do ar?
agregação. Praticamente todo o estudo da mudança de
fase está centrado nessas condições. Umidade relativa do ar é um assunto que apre-
senta alguma dificuldade conceitual, razão pela qual deve
Algumas observações sobre a mudança de esta- ser trabalhado cuidadosamente. Após a exposição des-
do de agregação se conteúdo, resolva, como aplicação, os exercícios F23,
F24 e F25. A parte inicial da seção Fenômenos liga-
Discuta a diferença entre evaporação e ebulição, dos à condensação atmosférica deve também ser
exemplificando, principalmente, situações em que ocor- trabalhada objetivamente, pois constitui a base para a
re a evaporação. Analise, também, o que deve ser feito compreensão de fenômenos meteorológicos como or-
para aumentar a rapidez da evaporação. Dê exemplos. valho, geada, neblina, etc. Discuta, como exemplo, as
Faça, a seguir, uma análise cuidadosa do diagra- atividades A2 e A3.
ma pressão em função da temperatura (FIG. 8), chaman-
do atenção para o fato de, ao longo da curva de vaporiza- A superfície de um líquido pode se comportar como
ção, poder-se encontrar água e vapor coexistindo em uma película elástica
equilíbrio, ou seja, existe uma série de pares pressão-
temperatura nos quais a água pode se vaporizar (ou o São poucos os livros didáticos que discutem esse
vapor se condensar). Esse resultado é válido para qual- assunto detalhadamente, embora esteja ligado a várias
quer mudança de estado, como é mostrado nos diagra- situações do nosso cotidiano e não apresente dificuldade
mas das figuras 9 e 10. Os diagramas dessas três figuras conceitual. Analise a situação correspondente à figura 20
serão de grande utilidade no estudo do ponto triplo de e, em seguida, discuta as atividades A5, A6 e A8.
uma substância.
A interação entre líquidos e os corpos sólidos
Como a pressão influencia a mudança de estado
Explique o que são forças de adesão e coesão,
Faça uma exposição sobre a influência da pres- lembrando aos alunos que, caso queiram realizar algum
são nos vários processos de mudanças de fases e discu- tipo de experimento utilizando mercúrio, não permitam
ta, utilizando a tabela 2 à página 8 e a atividade A4, a que esse metal toque a pele – o mercúrio é altamente
variação da pressão e da temperatura de ebulição da tóxico.
água com a altitude. A experiência tem-nos mostrado que O fenômeno da capilaridade pode ser introduzi-
esses comentários ajudam a motivar os alunos. Discuta, do fazendo-se, em sala, a experiência descrita na figura
em seguida, a atividade A1. 28. Bastam dois pratos desnivelados e um pano absor-
vente (pode-se usar, no lugar do pano, um pavio de
lampião a querosene).
Ponto triplo A atividade A7 pode ser discutida logo após a
introdução do conceito de capilaridade. A solução dos
Esboce, no quadro da sala de aula (se tiver mei- exercícios F29 e F30 ajudará na compreensão desse
os, prepare uma transparência), as figuras 8, 9 e 10 e tópico.
mostre que a reunião delas origina o diagrama de fase Aqueles professores que desejarem ampliar
da figura 14. Faça uma análise desse gráfico e o compa- seus conhecimentos sobre tensão superficial, forças de
re com aquele da figura 16 (válido para uma substância coesão e adesão e capilaridade, ou mesmo ilustrar suas
em que um aumento de pressão corresponde a um au- aulas com novos exemplos, devem consultar os livros
mento de temperatura). A partir daí, conclua que, pelo relacionados à página 32.
menos teoricamente, qualquer substância pode subli-
mar – depende do par pressão-temperatura a que
32 Manual do Professor – ed 08

Finalmente, gostaríamos de chamar sua atenção, MÁXIMO, Antônio; ALVARENGA, Beatriz. Física –
professor, para o fato de este capítulo conter uma gran- Volume único. São Paulo: Scipione.
de variedade de assuntos, sendo difícil destacar entre
eles qual o mais ou o menos importante. Portanto, pro- SANTOS, Udmyr Pires dos. Física 1. Cia. Editora Na-
grame rigorosamente os conteúdos de capítulo dentro cional.
do número de aulas disponível. Observe que suprimi-
BLACKWOOD, Oswald H.; KELLY, Willian C; BELL,
mos a atividade experimental complementar de maneira
que o cronograma pudesse contar com mais uma ou Raymond M. General Physics. John Wiley & Sons, Inc.
duas aulas. CROMER, Alan H. Física para las ciencias de la vida.
Editorial Reverté S.A.
Referências
LANDAU, L.; KITAIGORODSKI, A. Física para todos.
GUIMARÃES, Luis Alberto; FONTE BOA, Marcelo. Segunda edícion. Editorial Mir – Moscú.
Termologia e óptica. São Paulo: Harbra.

Gabarito
Exercícios de fixação F8. a) Entre t1 e t2
b ) Entre t3 e t4
F1. Todo o calor fornecido à substância é utilizado para que- c) 1,02 x 104 cal
brar as ligações químicas entre os átomos, desapare-
cendo toda a estrutura organizada do sólido. A substân- F9.
cia, então, começa a passar para o estado líquido.
temperatura
Mudança
de fase
F2. a) A temperatura inicial é lida diretamente no eixo ver- Líquido
tical, ou seja, ti = 40 oC. Sólido
b ) O aquecimento é interrompido quando t = 25 min. A
partir desse instante, a temperatura começa a diminuir. tempo
c) O tempo t = 25 min corresponde a uma temperatu-
ra de 110 oC. F10. a) 50 g
d) A substância encontra-se no estado sólido de t = 0
a t = 5 min. A partir desse instante, ela começa a b)
fundir-se.
to(C)
Vapor
F3. a) Gasta mais energia para fundir 1,0 g de gelo. 100
b ) A temperatura do chumbo tem de ser elevada até
327 oC antes de ele começar a fundir. 80

F4. O gelo retira mais calor da bebida.


ua
F5. a) O mercúrio, na temperatura de fusão, necessita Ág
de 2,8 cal para cada grama para se fundir.
b) 3,0 g 0 2,7 2,8 Q x 104(Cal)
F6. a) ≈ 2,2 x 103 J
b) F11. a) 0 o C
b) 2,5 x 102g

F12. A água, ao passar do estado líquido para o sólido,


aumenta de volume, constituindo, dessa forma, uma
exceção. Assim, se a garrafa estiver completamente
cheia de um líquido em cuja constituição predomine a
água, ela poderá estourar.
F7. a) Ver quadro nas soluções comentadas de ques-
tões na p. 34. F13. Uma pedra de gelo, pois o gelo a 0 °C absorve mais
b ) 20 oC calor da água a 30 °C do que a água a 0 °C, ou seja,
c) t calor absorvido pelo gelo a 0 °C → Q1 = ML + Mc (tE – 0)
calor absorvido pela água a 0 °C → Q2 = Mc (tE – 0)
na qual tE é a temperatura de equilíbrio do conjunto.
Logo, Q1>Q 2
33 Física – CP08 – 225M1

F14. O calor utilizado para liquefazer o vapor d’água F27. Devido à elasticidade da superfície do líquido (tensão
(transformá-lo em água a 100 °C) é utilizado para ferir superficial).
mais a pele.
F28. a) É maior.
F15. No recipiente da fig. 2, a área em contato com o ar é b) É menor.
maior do que na fig. 1. F29. Devido à capilaridade, a cera derretida sobe pelo pavio.

F16. Para a água evaporar, é necessário que ela absorva F30. Vidro Parafina
calor. Essa energia é, então, absorvida da terra, dos
pisos e, principalmente, do ar. Assim, haverá uma
diminuição da temperatura do ambiente.

F17. O barro é poroso; é por essa razão que as paredes


externas do pote estão sempre úmidas, o que facilita
a evaporação da água. Como as moléculas que per-
manecem no líquido são as de menor energia, a ten-
dência é baixar a temperatura da água.
Questões suplementares
F18. a) A tabela 2 mostra como o ponto de ebulição da C- 2, 3, 5, 6, 7
água e a pressão atmosférica variam com a altitu- E- 1, 4, 8
de. Para algumas localidades, não temos a altitude
Questões e testes de vestibulares
exata, então, os valores são aproximados.
• Em Santos, Nível do mar → 76 cmHg → 100 °C T1. a
• Belo Horizonte → 900m →
T2. d
≈ 68 cmHg → ≈ 97 °C
• Cidade do México → 2 000 m → 60 cmHg → 93 °C T3. d
• Monte Everest → 8 900 m → 25 cmHg → ≈ 71°C
T4. b
b ) Em Santos. Ao nível do mar.
T5. Soma 37
F19. a) Gasoso, Líquido, Sólido, Gasoso. T6. d
b ) Sólido – Líquido
c) 30 °C ; 60 °C T7. c
T8. a
F20. a) Fase sólida; fase gasosa.
b) sim, 40 °C T9. c
c) 2,0 atm T10. a
d) 80 °C e 120 °C
T11. a) m1 = 2,0 x 103 g
b) m2 = 3,4 x 103 g
F21. a) 20 min
c ) Q1 = 1,7 x 102 kcal
b ) 60 min
c) 1,2x103 m T12. 5 x 10–6

T13. b
F22. I Verdadeira
II Verdadeira T14. c
III Falsa
T15. e
IV Verdadeira
V Verdadeira T16. d
T17. b
F23. a) 40%
b ) 180g T18. e
T19. b
F24. 25%
T20. d
2
F25. 7,5 x 10 g e 3,0 kg T21. a

T22. c
F26. A superfície da água comporta-se como uma membra-
na elástica e, ao ser deformada pelo peso da agulha, T23. d
é capaz de sustentá-lo.
T24. b
34 Manual do Professor – ed 08

Resolução comentada das questões

F3. a) Calor gasto para fundir 1,0 g de gelo calor cedido (alumínio + glicerina) = calor recebido
ΔQ1 = mLgelo ∴ ΔQ1 = 540 cal (gelo)
calor gasto para fundir 1,0 g de chumbo (mAL cAL + mGL cGL) (60 – Tf) =
ΔQ2 = mLpb ∴ ΔQ2 = 5,8 cal mG LG + mG cG (Tf – 0) ∴ Tf = 20 oC
Logo, para derreter 1,0 g de gelo, gasta-se mais
energia. c) t
b ) O gelo funde-se a 0 oC enquanto o chumbo a 327 oC.
Assim, primeiramente, tem-se que elevar a tempe-
ratura do chumbo até esse valor, só então, ele
começa a se fundir.

F4. O gelo retira mais calor da bebida, já que antes tem


de se fundir.
F8. a) Entre t1 e t2 pois a temperatura permaneceu cons-
tante (t = 0o C).
F5. a) O mercúrio a – 39 oC (temperatura de fusão) ne-
b ) Entre t3 e t4. A temperatura permaneceu constante
cessita de 2,8 cal para cada grama que se funde.
(t = 100 oC).
b ) Utilizando a relação ΔQ = mL, obtemos
c) Q = mct + mLF = 1,02 x 104 cal
ΔQ 195
m= ∴ m= = 3 ∴ m = 3,0 g F9. O calor fornecido ao cobre num intervalo de tempo,
L 65 Δt, é

a) Quantidade de calor para levar o gálio de 10 oC a ΔQ ΔT


F6. = mc
30 oC Δt Δt
ΔQ1 = mcΔt ∴ ΔQ1 = 2,05 x 102 J A inclinação do gráfico temperatura versus tempo vale
Quantidade de calor para fundir o gálio integral-
ΔT ΔQ / Δt
mente =
ΔQ2 = mLG ∴ ΔQ2 = 2,0 x 103 J Δt mc
A quantidade de calor total, ΔQ, é na qual ΔQ/Δt = const.
ΔQ = ΔQ1 + ΔQ2 ∴ ΔQ ≅ 2,2 x 103 J Logo, a inclinação das retas representativas do gráfi-
b) co pedido vai depender do calor específico, c, do co-
bre sólido e líquido.
temperatura

F7. a) líquido
mudança de estado

substância alumínio glicerina gelo água sólido


tempo
m (g) 100 40 40
F11. a) Para a água abaixar sua temperatura até 0 oC, ela
c (cal/g . oC)
deve fornecer uma quantidade de calor, ΔQ1, igual a
ti (oC) 60 0 0 ΔQ1 = 200 x 1 x 20 = 4 000 ∴ ΔQ1 = 4,0 x 103 cal
o
O gelo, para fundir-se, necessita de
tf ( C) tf 0 tf
ΔQ2 = 800 x 80 = 64 000 ∴ ΔQ2 = 6,4 x 104 cal
Logo, a temperatura da mistura será 0 oC.
IΔtI( oC) 60 – tf 0 0 – tf
b ) A quantidade de calor liberada pela água no item (a)
Lf (cal/g) – – – fundirá uma massa m, de gelo, igual a
ΔQ 4 000
absorveu m= ∴m = = 50 ∴ m = 50 g
ou cedeu cedeu absorveu absorveu L 80
calor A massa total de água será 250g.

b ) O gelo, para fundir integralmente, absorve uma


quantidade de calor, ΔQ1, igual a F19. Traçando, no diagrama, as retas correspondentes aos
ΔQ1 = 40 x 80 = 3 200 ∴ ΔQ1 = 3,2 x 103 cal pares P-T dados, o ponto de encontro dessas retas
Já o alumínio + glicerina, para atingir 0 oC, libera caracterizará o estado físico da substância, de acordo
uma quantidade de calor, ΔQ2, igual a com o que está representado nas figuras 14 e 16 do
ΔQ2 = mAL cAL Δt + mGL cGL Δt = 6,0 x 103 ∴ livro-texto.
ΔQ2 = 6,0 x 103 cal a) O par p = 1 atm e t = 60 °C dá origem a um ponto
Logo, todo gelo vai derreter, e o conjunto irá atingir na região que, na figura 14, corresponde ao estado
uma temperatura de equilíbrio, Tf, tal que
35 Física – CP08 – 225M1

gasoso. De forma semelhante, teremos, na seqüên- Já para 55 °C, obtemos 100 g/m3, ou, ainda,
cia, líquido, sólido, gasoso.
M’ = 100 g/m3 x 30 m3 = 3 000 ∴ M’ = 3,0 kg.
b ) A substância estará no ponto de fusão ou solidifi-
cação dependendo se ganha ou perde calor.
c) Utilizando o diagrama, obtemos 30 °C e 60 °C. Questões e testes de vestibulares

F20. a) O encontro das retas correspondentes a p = 1,0 atm T1. A parte do gráfico em que a substância se encontra
e t = 30 °C se dá na região que corresponde ao na fase sólida corresponde ao intervalo de tempera-
estado sólido; para p = 1,0 atm e T = 70 °C, o turas entre 200 a 0 oC. Assim
ponto corresponde ao estado gasoso.
b) Sim, a partir de 40 °C, ela se encontra no estado 200 cal
gasoso sem, no entanto, passar pelo estado líqui- c= = 0,2 ∴ c = 0,20 o
5 x 200 g C
do. Resposta: letra a.
c) p = 2,0 atm. Acima desse valor, a substância pri-
meiro se funde, em seguida, vaporiza-se. T3. Para o gelo atingir 0 oC, é necessário uma quantidade
d) Temperatura de fusão tf = 80 °C; temperatura de de calor, Q1, igual a
ebulição te = 120 °C. Essas temperaturas corres- Q1 = mcGΔt = 2 000 ∴ Q1 = 2,0 x 103 cal
pondem aos pontos onde o par P x t encontra as Para fundi-lo, necessitamos uma quantidade de calor,
curvas características da fusão e vaporização. Q2, igual a
Q2 = mLf = 16 000 ∴ Q2 = 16 x 103 cal
F21. a) Uma pressão de 880 mmHg corresponde a uma Logo, todo gelo derreterá, e a água resultante gastará uma
temperatura de 105 °C (valor obtido na tabela) que, energia, Q3, para atingir 100 oC. O valor de, Q3, será
por sua vez, corresponde a um tempo de 20 min Q3 = mcágua Δt = 20 000 ∴ Q3 = 20 x 103 cal.
(valor lido no gráfico). Dessa maneira, a água atingirá 100o C e uma parte,
b ) Se, para cada 100 m de altitude, a pressão diminui de massa m, evaporará utilizando as 2 000 cal restan-
de 10 mmHg, a 800 m ela será 680 mmHg, que tes.
corresponde a uma temperatura de 97 °C (tabela). Resposta: letra d.
O gráfico nos dá então, 60 minutos.
c) No nível do mar (760 mmHg), tem-se uma tempera- T4. Para o gelo se fundir, necessitamos de uma quantida-
tura de 100 °C (obtido na tabela). Do gráfico, o de de calor, Q, igual a
valor 100 °C corresponde a 40 min. O tempo do- Q = mLf ∴ Q = 8,0 x 103 cal
brado é, então, 80 min. Seguindo-se o esquema Como o gelo absorve 800 cal/s, ele gastará 10 s para
abaixo, obtemos: se fundir completamente.
80 min → 95 °C → 640 mmHg Resposta: letra b.
A pressão atmosférica terá uma redução de
120 mmHg. Se, para cada 100 m, há uma redução T5. (01) O calor, Q1, absorvido pelo gelo para elevar sua
na pressão de 10 mmHg, teremos, assim, 1 200 m. temperatura de – 10 oC a 0 oC, é
Q1 = mcgelo Δt = 1 000 ∴ Q1 = 1,0 x 103 cal
F22. I. Verdadeira. A fase sólida corresponde à região I. (02) Para o gelo se fundir, o valor do calor absorvido
II. Verdadeira. A região III corresponde à fase gaso- por ele, Q2, vale
sa. Q2 = mLf ∴ Q2 = 1,6 x 104 cal
III. Falsa. Estaria em equilíbrio as fases líquida/vapor. Logo, a quantidade de calor total, Q, será
IV. Verdadeira. O ponto A corresponde ao ponto triplo Q = Q1 + Q2 = 1,7 x 104 cal
da substância. (04) Durante qualquer mudança de fase, a temperatu-
V. Verdadeira. A região II representa o estado líquido ra fica constante.
da substância. (08) O gelo absorve calor e não libera.
(16) Como o volume do estado sólido é diferente da-
F23. Aplica-se, na solução dos itens (a) e (b), a definição quele na fase líquida, as densidades são diferentes.
de umidade relativa do ar. (32) A quantidade de calor, Q3, para a água passar de
0 a 20 oC vale
a) u = 240 = 0,4 ∴ u = 40% Q3 = mca Δt ∴ Q3 = 4,0 x 103 cal
600
Soma – 37
b ) 0,3 = m ∴ m = 180g
600 T6. Pela conservação da energia, podemos escrever:
Calor fornecido pela água = calor recebido pelo
F24. Aplicando, novamente, a relação usada no exercício
gelo
23, temos:
ma ca Δt’ = mG cG Δt + mG Lf ∴ ma = 204 g
5 Resposta: letra d.
U= = 0,25 ∴ u = 25%
20
T7. A quantidade de calor, Q, será
Q = ma ca Δt + ma Lf ∴ Q = 3,4 x 1016 cal
F25. Do gráfico, para uma temperatura de 25 °C correspon-
Resposta: letra c.
de uma massa, aproximada, de 25 g/m3. Para 30 m3,
teremos uma massa, M, igual a
M = 25 g/m3 x 30 m3 = 750 ∴ M = 7,5 x 102g
36 Manual do Professor – ed 08

T8. Pela conservação da energia, teremos Afirmativa II – Falsa. Ela poderá estar no estado
Calor fornecido pelo metal = calor recebido pelo gelo gasoso, dependendo da pressão.
mm cm Δθ = m’G cG Δθ’ + mG Lf ∴ Afirmativa III – Falsa. A reta AB representa uma trans-
200 x 0,05 x θ = 20 x 0,5 x 10 + 12 x 80 ∴ θ = 106 oC formação isobárica.
Resposta: letra a. Afirmativa IV – Verdadeira. A linha PC corresponde
ao equilíbrio entre o estado sólido (região I) e o líqui-
T9. Durante a mudança de fase, a temperatura da água do (região II).
permanece constante, independentemente da chama Resposta: letra b.
do fogo.
Resposta: letra c. T18. Expandir isotermicamente significa que haverá uma
redução de pressão. Uma diminuição na pressão
T10. A massa de gelo, m’, que se funde quando a esfera de significa, na figura, que a substância poderá se va-
cobre reduz sua temperatura de 100oC a 0oC, é: porizar.
Resposta: letra e.
30 x 9,6 x 10–2 x 102 = m x 80 ∴ m = 3,6 g
Essa massa corresponde a um volume de gelo de T19. No estado A, a substância é sólida; já no estado B
m ela é líquida. Logo, a substância ao passar do esta-
d= na qual d é a densidade do gelo do A para o estado B, sofre uma fusão.
V
Resposta: letra b.
m
V= ∴ V ≅ 3,91 cm3 T20. A água, ao evaporar, retira calor do ambiente em
d
torno do algodão, inclusive do próprio termômetro,
Logo o volume total da cavidade é 8,9 cm3 diminuindo, assim, sua temperatura.
Resposta: letra a. Resposta: letra d.

T11. Após retirar a placa, o calor ganho pelo gelo é igual ao T21. A umidade relativa do ar, u, é definida como
calor perdido pela água
massa de vapor d’ água no ar
m1 80 + m1 x 0,5 x 10 = m2 x 1 x 50 ∴ 85 m1 = 50 m2 u
Massa de vapor d’água saturado no ar
Mas, m1 + m2 = 5,4 x 103 Assim, teremos
Logo 3,64
u= = 0,70 ∴ u = 70%
m1 = 2,0 x 103 g 5,20
Resposta: letra a.
m2 = 3,4 x 103 g
c) ΔQ = 2 x 103 x 0,5 x 10 + 2 x 103 x 80 = 1,7 x 105 cal T22. A geada se caracteriza pela passagem do vapor
d’água diretamente para o estado sólido, caso a tem-
ou ΔQ = 1,7x 10 kcal
2
peratura do solo seja inferior a 0 oC. Pelo diagrama,
essa situação é representada na transformação de
III para IV.
Resposta: letra c.
T12. A energia potencial gravitacional perdida pelo bloco
ao descer a rampa é transformada em calor, o que faz T23. I- Ao soprar sobre a pele molhada, a água evapora
fundir uma massa, m, de gelo. Assim, retirando calor do corpo. Dando, então, a sensação
Mgh = mLf na qual M é a massa total do gelo de frio.
1,68 x 10–1 x 10 x M = 3,36 x 105 m ∴ II- Os cubos de gelo absorvem calor da bebida fa-
zendo sua temperatura baixar.
m 1,68 m III- O vapor d’água presente na atmosfera condensa-
= = 0,5 x 10 –5 ∴ = 5 x 10 –6
M 3,36 x 105 M se em contato com a superfície externa gelada do
corpo.
Resposta: letra d.
T14. À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosfé-
rica e a temperatura de ebulição da água diminuem. T24. A “fumaça” que a pessoa parece soltar pela boca
Assim é mais difícil cozinhar os alimentos a grandes nos dias frios é devido ao ar quente e úmido que ela
altitudes. expele. Esse ar se esfria, ocorrendo, então, uma
Resposta: letra c. condensação dos vapores expelidos.
Resposta: letra b.
T15. Ver atividade A2 à página 15.
Resposta: letra e.

T16. A pressão de 760 mmHg e temperatura de 5oC, a


água encontra-se no estado líquido.
Resposta: letra d.

T17. Afirmativa I – Correta. A região I corresponde ao esta-


do sólido.
37 Física – CP08 – 225M1

Gás – um enxame de abelhas N.o de aulas: 13 Semestre: 1.o


dentro de uma caixa fechada

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno


(objetivos específicos deste capítulo)

• Diferenciar grandezas macroscópicas e microscópicas.


• Estabelecer as leis que caracterizam as transformações isotérmica, isobárica e isovolumétrica.
• Estabelecer a equação geral dos gases ideais.
• Relacionar grandezas macro e microscópicas.
• Interpretar grandezas macroscópicas em função das grandezas microscópicas.
• Entender o conceito de energia interna de um gás ideal e calculá-la.
• Compreender o movimento browniano.
• Estar ciente de que o homem, hoje em dia, dispõe de conhecimento científico suficiente para comprovar que a
matéria – seja sólida, líquida ou gasosa – é constituída de partículas diminutas (átomos).

Orientações / Sugestões

Defina inicialmente: atividade A1, realizada pelos alunos em casa. Insista


1. Estado de equilíbrio de um gás. nas precauções que eles devem tomar ao realizar
2. Transformações gasosas. essa atividade.
3. Grandezas macro e microscópicas.
A seguir, introduza o conceito de gás ideal. A equação geral para os gases ideais
Deixe bem claro que gás ideal é apenas um modelo
criado para facilitar o estudo do comportamento dos Ao introduzir a lei dos gases ideais, certifique-
gases reais, tanto do ponto de vista macro como mi- se de que os alunos entenderam o quevem a ser
croscópico. massa molecular M, número de mols n, número de
Avogrado No, etc. Essas grandezas serão importan-
Rodrigo esclarece as dúvidas de Silvinha tes no estudo microscópico dos gases ideais.
Escolha um grupo de alunos para realizar as
Nessa seção devem ser introduzidas as leis atividades A2 e A3. Os resultados obtidos pelos alu-
que caracterizam as transformações isotérmica, nos devem ser discutidos em sala de aula.
isobárica e isovolumétrica, através de experiências
simples como as descritas nessa seção.
Modelo molecular de um gás
Uma análise das conclusões de Rodrigo
Discuta as principais hipóteses que constituem
Aqui, professor, você deve deixar bem claro o modelo cinético dos gases, procurando dar valo-
aos alunos que, diferentemente dos sólidos e líqui- res numéricos que ilustrem cada hipótese apresenta-
dos, todos os gases que ocupam o mesmo volume da. Por exemplo, “muito pequeno” significa um diâ-
inicial se dilatam igualmente ao atingirem um estado metro da ordem de 10 –10 m; “muito grande” quer dizer
final, isto é, têm o mesmo coeficiente de dilatação 1018 moléculas numa bolha de gás de refrigerante,
volumétrica. etc. Esses valores ajudam o estudante a compreen-
Chame, também,a atenção dos alunos para der o quão pequeno é o mundo microscópico.
o fato de que quando um gás é aquecido isobari- Durante o estudo da distribuição de Maxwell,
camente, a variação de seu volume será dada por analise detalhadamente o gráfico da figura 10 e as
V = V0(1 + γΔt) implicações resultantes da mudança de temperatura
em que γ tem o mesmo valor para todos os gases.
da amostra gasosa. Analise, também, o gráfico da
Discuta, nesse ponto, os resultados obtidos com a
figura 10a.
38 Manual do Professor – ed 08

Inicie o tópico, o que é pressão exercida por um gás ideal, a sua energia interna é simplesmente a ener-
gás, discutindo o conceito de pressão sob o ponto de gia cinética média de translação de suas moléculas, uma
vista microscópico. Introduza, a seguir, a equação vez que não tem sentido falarmos em rotação ou vibra-
1 ⎛N⎞ ção de corpos pontuais (hipótese 1 do modelo cinético
P= ⎜ ⎟ m’ v 2
3 ⎝V⎠ de um gás ideal). Além disso, como as moléculas só
exercem forças, umas sobre as outras, durante os cho-
explicando o significado de cada termo. Lembre aos alu- ques fica descartada a presença de qualquer forma de ener-
nos que essa equação permite relacionar grandezas mi- gia potencial. Mostre, por meio da equação U = 3/2 N k T,
croscópicas (massa das moléculas, velocidade média que a energia interna de um gás só depende da tempera-
dessas partículas) com grandezas macroscópicas, facil- tura na escala absoluta. Isso significa que, num processo
mente mensuráveis, como a pressão. Caso você se isotérmico, a energia interna de um gás permanece cons-
interesse em analisar a demonstração da fórmula acima, tante, isto é, sua variação, ΔU, é igual a zero.
consulte os livros alistados à pagina 39. Na hipótese de você, professor, dispor de tem-
Discuta, nesse ponto, as atividades A4 e A5. Na po, e sua classe for formada de alunos realmente inte-
atividade A5, faça um comentário a respeito da lei de ressados, comente com eles que, de acordo com o
Avogadro. teorema da equipartição da energia, a energia interna de
um gás biatômico (H2, O2, N2) é dada por
Interpretação microscópica da temperatura de um
gás U = 5/2 N k T
Para que o aluno entenda o algebrismo matemá-
tico (que infelizmente não nos foi possível eliminar), de- uma vez que as moléculas desse gás (cujo modelo é
senvolvido neste subtítulo, é fundamental que ele saiba um haltere) podem ter energia cinética de rotação, além
conceituar grandezas como da própria energia cinética de translação.
• massa molecular, M; Já a energia interna de um gás poliatômico é dada
• massa total, m, do gás; por
• massa, m’, de cada molécula; U=3NkT
• número de Avogadro, N0;
• número total, N, de moléculas de uma amostra gasosa;
Após o término desta seção, discuta a atividade
• número de mols, n, etc.
de pesquisa A7, que é bastante interessante, uma vez
que cria um modelo molecular para um corpo sólido ou
Mostre, também, que essas grandezas podem
para um líquido, e peça aos alunos que testem se é ou
ser relacionadas por expressões do tipo:
não um bom modelo. Discuta em sala, com os alunos, a
• m = N x m’
razão de ser ou não um modelo aceitável.
• M = No x m’
Peça a seus alunos que façam em casa a atividade
m
• n= de pesquisa A6 (é uma atividade que requer muita paciên-
M
cia) e apresentem um relatório dos resultados obtidos.
• N = n x N0, etc.
Finalmente, discuta o último tópico do capítulo – o
movimento browniano. Ao término dessa seção, os alu-
Comente, então, que temperatura, grandeza
nos perceberão que é possível, pela experiência de
macroscópica facilmente obtida, está, também, relaciona-
Robert Brown, comprovar a existência das moléculas.
da com grandezas microscópicas (energia cinética média
Insistimos, mais uma vez, na interação professor
das moléculas de um gás, velocidade média dessas par-
– livro-texto – atividades. Caso a carga horária seja in-
tículas), por meio da equação
compatível com o volume de assuntos abordados no
capítulo, elimine algumas atividades de pesquisa e re-
Ecm = 3/2 NkT
solva um número menor de exercícios de fixação, mas
não relegue essas atividades suplementares a segun-
É interessante recordar o conceito de energia in-
do plano.
terna de uma substância. Explique que, no caso de um
39 Física – CP08 – 225M1

Com relação à atividade experimental comple- Referências


mentar programada para este capítulo, sugerimos
1. pedir cuidado aos alunos ao retirar a agulha da serin- • HOLTON, Gerald; RUTHERFORD, F. James e
ga (caso ela seja nova); WATSON, Fletcher G. (responsáveis pelo projeto)
2. exigir dos alunos a confecção do gráfico em folha Project Physics – Holt, Rinehart e Winston, Inc.
inteira de papel milimetrado; • GUIMARÃES, Luiz A; FONTE BOA, Marcelo. Físi-
3. verificar se o gráfico obtido corresponde às previsões ca para o 2.o grau. São Paulo: Harbra.
teóricas. Caso haja alguma distorção, discutir com os • ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Física
alunos a(s) possível(eis) fonte(s) de erro(s). – Volume único. São Paulo: Scipione.
• RESNICK, Halliday. Physics. John Wiley & Sons,
Inc. New York: London.

Gabarito
Exercícios de fixação
F9. a) Transformação isotérmica.

F1. 900 K ou 627 oC.

F2. P2 = 1,5 P1.

F3. a) 8,0 l
b) 2,0 atm

F4. 4,0 cm.

F5. Isoterma A.

F6. – 273 oC
b) Transformação isobárica.
F7. P

V
0

F8. a) Transformação A → isovolumétrica.


Transformação B → isotérmica.
Transformação C → isobárica. c) Transformação isovolumétrica.

b) Transformação A → aumenta.
Transformação B → fica constante.
Transformação C → diminui.
40 Manual do Professor – ed 08

F10. a)
F18. a) ≅ 0,47 mol b ) ≅ 5,3 atm

F19. a) As pressões são iguais.


b) No recipiente que contém hidrogênio.
Ec
F20. a)

T
0

b)
Estado B Estado C b) Representa (3/2) k
2P 2P
F21. a) 1,1 x 10–21 J
V/2 V b) – 220o C
c) 6,6 x 102 J
T 2T
F22. a) A energia é a mesma.
b) CO2, O2, N2, H2O, H2
F11. a) 180 g b) 6 x 1024 moléculas.
c) 5,3 x 10–26 kg d) 3,3 x 10–24 g F23. a) 2,1 x 10–20 J
b) Ficará multiplicada por 3.
F12. a) Não. Os valores obtidos na experiência realizada pelo
aluno não estão de acordo com a equação de estado F24. a) ≅ 4,9 atm
dos gases ideais.
b) ≅ 6,2 x 10–21 J
b) n = 1,6 mol
c) ≅ 1,5 x 104 J
d) ≅ 1,9 x 103 m/s
F13. a) 6,0 x 10–2 mol
b) 3,0 x 103 K
c ) 3,6 x 1022 moléculas.
Questões suplementares
F14. a) 2 mol b) 1,2 x 1024 moléculas
C – 1, 2, 4, 5, 6, 10, 11
F15. a) 9,3 x 104 N/m2 E – 3, 7, 8, 9
b) 5,25 x 103 N. Como o volume da câmara é constan-
te, uma redução na temperatura corresponde a uma Questões e testes de vestibulares
diminuição na pressão interna. Assim, a pressão
externa torna-se maior do que a interna. Essa dife- T1. c T2. e T3. b T4. a
rença (pressão externa – pressão interna) provoca- T5. a T6. c T8. e T10. c
rá a deformação do gabinete da câmara. T11. a T12. d T13. a T14. d
T15. c T16. d T18. a T20. d
F16. Veja texto à página 11 do capítulo. T21. c T22. d T23. d T25. c
T26. d T27. e T28. e
F17. a) O pico representa a velocidade da maioria das par-
tículas ou velocidade mais provável ou ainda a ve- T7. F, V, V, F
locidade média das moléculas, já que essas duas
velocidades têm valores muito próximos. T9. 450 K
b) Um aumento na temperatura acarreta um acréscimo na
energia cinética média das moléculas, daí um cresci- T17. 3,0 x 103 N/m2
mento na velocidade média das moléculas.
c) A falta de simetria ocorre porque a menor velocidade T19. a)n = 80 mol b)1/To
possível é zero, enquanto, teoricamente, não existe
um limite para a velocidade máxima. T24. 5,0 x 102 m/s
41 Física – CP08 – 225M1

Resolução comentada das questões

Exercícios de fixação 1 o –1
na qual γ = C e V = 0 para a temperatura
273
F1. Como a transformação é isovolumétrica, teremos:
correspondente ao ponto P.
P1 P2 1,0 x 105 ∴ 3,0 x 105 ∴ Substituindo na equação, obtemos
= ∴
T1 T2 300 T2
1
T2 = 900 ∴ T2 = 900 K ou t2 = 627 °C 0 = V0 (1 + t) ∴ t = –273 oC
273

F2. Novamente, teremos uma dilatação isovolumétrica.


Assim: F7. A pressão sofrida pelo ar no interior da seringa é cons-
tante (pressão atmosférica + pressão correspondente
P1 P2 P P P 2
= ∴ 1 = 2 ∴ 1  ao peso do êmbolo). O gráfico P x V é, então,
T1 T2 240 360 P2 3
P
F3. a) Como a transformação é isotérmica, teremos
PAVA = PBVB ∴ 8 x 4 = 4 VB ∴ V = 8,0 l
b ) Aplica-se, novamente, a relação anterior
PAVA = PCVC ∴ 8 x 4 = 16 PC ∴ PC = 2,0 atm

F4. Para uma transformação isotérmica, PV = K.


Se h = 12 cm, esta equação pode ser escrita
P0 x A x 12 = K V
onde A é a área do êmbolo (seu volume é V0=A x h).
Para uma nova posição na qual a pressão é 3P0, temos F8. Transformação A – O volume fica constante; pres-
3P0 A x h’ = K são e temperatura crescem – Transformação isovolu-
Igualando as duas equações, teremos, finalmente, métrica.
P0 A x 12 = 3P0 A h’ ∴ h’ = 4,0 cm Transformação B – Isotérmica – Pressão diminui; vo-
lume aumenta.
F5. A isoterma A.
Transformação C – A temperatura e o volume diminu-
Considere a transformação sofrida por um gás, do es-
em – a pressão fica constante – Transformação
tado 1 para o estado 2. Veja a figura a seguir.
isobárica.
F11. a) A fórmula química da água é H2O. Sua massa mo-
lecular é 18g (1 mol de H2 vale 2g; 1 mol de O vale
16g). Como são 10 mol de água na garrafa, temos,
então, 180g.
b ) N.o total, N, de moléculas =
A
= N.o de Avogadro, N0, x n.o de mols, n ∴
N = 6 x 1023 x 10 = 6 x 1024 moléculas
B
32 x 10 −3
c) m’ = ≅ 5,3 x 10–26 ∴
6 x 10 23
m’ ≅ 5,3 x 10–26 kg
Pela equação geral dos gases, podemos escrever:
P1V1 = n R T1 e P2V2 = n R T2 ou d) m’’ = 2 ≅ 0,33 x 10–23 ∴
6 x 1023
P1V1 T
= 1 , mas P = P = P. Logo m’’ ≅ 3,3 x 10–24 g
P2 V2 T2 1 2

F12. a) Não. Sabemos que PV= nRT. Calculando o valor


V1 T V2 T de cada lado dessa equação, temos
= 1 ou = 2
V2 T2 V1 T1 PV = 5 x 8 = 40 Atm x l
Como V2 > V1 ⇒ T2 > T1 nRT = 2 x 0,082 x 300 = 49,2 Atm x l

F6. A transformação sofrida pelo gás é isobárica (a pres-


Portanto, os valores obtidos são diferentes para
são do ar dentro do tubo é a pressão atmosférica mais
cada lado da equação.
a pressão correspondente ao peso da coluna de Hg).
A equação que rege essa transformação é PV 5x8
b) n= ∴n = ≅ 1,6 ∴
V = V0 (1 + γ t) RT 0,082 x 300
n = 1,6 mol
42 Manual do Professor – ed 08

F13. a) Utilizando a equação PV = nRT, obtemos cular dos gases citados neste exercício e suas res-
pectivas velocidades médias a 0 oC.
1 x 10 5 x 1 x 10 −3
n= = 6,0 x 10 − 2 ∴ Logo, a ordem crescente dos valores da velocidade
8,31 x 2 x 10 2 média corresponde aos gases CO2, O2, N2, H2O, H2.
n = 6,0 x 10–2 mol F24.a) A pressão, P, será dada por
5 −3
PiVi Pf Vf 1 x 10 x 10 nRT
b) = ∴ = P= ∴ P = 4,99 x 105 N/m2 ou
Ti Tf 200 V
P = 4,9 Atm
3 x 10 5 x 5 x 10 −3
= ∴ Tf = 3,0 x 103 K b) Ecm = 3/2 kT ∴ Ecm ≅ 6,2 x 10–21 J
Tf
c) EcT = 6,2 x 10–21 x 6 x 1023 x 4 ≅ 1,5 x 104 J onde
c) N = No x n ∴ N = 6 x 1023 x 6 x 10–2 = 36 x 1021 ∴ o produto 6 x 1023 x 4 representa o número total, N,
N = 3,6 x 1022 moléculas. de moléculas (N = N0 x n)

F18. a) Aplica-se a relação d) Ecm = 1/2 m’ v2 ∴ v ≅ 1,9 x 103 m/s


m 15
n= ∴n = ≅ 0,47 ∴ n = 0,47 mol
M 32 Questões e testes de vestibulares
b ) Utiliza-se a equação T1. Os estados possíveis que definem um número qual-
quer de mols de um gás ideal são pressão, volume e
1 Nm’ 2
P= v ∴ temperatura.
3 V Resposta: letra c.

15 x 10 −3 T2. Veja a figura 4 e o texto correspondente a ela à página 3.


P= (4,6 x 10 2 )2 = 5,3 ∴
2 x 10 − 3 x 3 Resposta: letra e.
P ≅ 5,3 atm T3. Resposta: letra b. Numa transformação isobárica, a
F20. a) A relação entre energia cinética e temperatura em pressão permanece constante – o oxigênio passa do
Kelvin é estado II para o estado III; uma transformação isovo-
lumétrica se caracteriza por manter constante o volu-
3 me – o gás passa do estado III para o IV; já numa
Ec = kT
2 transformação isotérmica a temperatura fica constante
Um gráfico Ec x T será – o oxigênio passa do estado IV para o estado II.

T4. Num diagrama P versus V, uma transformação


Ec isotérmica é representada por uma hipérbole; uma
transformação isovolumétrica por uma reta paralela ao
eixo representativo da pressão; uma transformação
isobárica é mostrada através de uma reta paralela ao
eixo dos volumes.
Resposta: letra a.

T5. Paredes rígidas significam que o volume permanece


constante. Assim, teremos
P0 V0 PV
= na qual V0 = V
T T0 T
b ) A inclinação da reta é igual a 3/2 k
Substituindo os valores numéricos, teremos
F21. a) Ec = 1/2 x 3,4 x 10–27 x (8 x 102)2 ≅ 109 x 10–23 ∴
Ec ≅ 1,1 x 10–21 J P0 P 10 25
= ∴ = ∴ T = 750 K
b ) Ec = 3/2 kT ∴ T = –220 oC T0 T 300 T
c) Ect = 6 x 1023 x 1,1 x 10–21 = 660 ∴ Logo, a temperatura de segurança deve ser, pelo me-
Ect = 6,6 x 102 J nos, 450 oC (a única alternativa abaixo de 750 K ou
477oC) Resposta: letra a.
F22.a) Como a energia cinética média depende somente da
temperatura, todos os gases têm a mesma energia. T6. Vamos aplicar novamente a equação
b) A velocidade média é dada por
P0 V0 PV
= na qual V é constante
3kT T0 T
v=
m’ Logo, lembrando que V = Vo
Como a temperatura é a mesma, a velocidade média 1,7 x 105 P
= ∴ P ≅ 1,8 x 105 N/ m2
vai depender de massa, m’, das moléculas de cada 290 310
gás. Na tabela da página 14, alistamos a massa mole- Resposta: letra c
43 Física – CP08 – 225M1

T7. 1.a alternativa – A relação entre a temperatura em A e T12. Para o ar começar a entrar no pneu, a pressão deve
em B é ser, no mínimo, 15 lbf/cm2. Teremos, então,
PA VA PB VB 6 10 5 P0 V0 PV
= ∴ = ∴ TB = TA =
TA TB TA TB 3 T0 T
Logo, a temperatura em B é maior do que em A na qual
V0 = A x h A = área do pistão
2. a alternativa – Como o produto P x V fica constan- V=Axd
te (PV = 6 atm x l), a transformação é isotérmica Daí
3 x A x h 15 x A x d
=
m T0 T
3.a alternativa – A densidade d = . Assim,
V Como o processo é isotérmico, resultará
m m 3 x 45 = 15 x d ∴d = 9 cm
dH = e dF = ∴ d H = 3d F
2 6 O êmbolo deverá percorrer 36 cm.
Resposta: letra d.
4.a alternativa – A energia interna está diretamente re-
lacionada com a temperatura. Dessa forma, teremos T13. A transformação A → B é isotérmica. Logo, um gráfico
T versus V será uma linha reta paralela ao eixo dos
PA VA PD VD volumes.
TA = e TD = . Assim,
nR nR Já a transformação B → C é isobárica. Um gráfico P
versus V será, também, representado por uma linha
6 12 reta paralela ao eixo dos volumes.
TA = e TD = ∴ TD = 2TA
nR nR Resposta: letra a.

A temperatura do gás aumenta quando ele passa do T14. A relação entre a pressão, P e a temperatura, T para
estado A para o estado D (nR é constante). Logo, sua um gás ideal é
energia interna também aumentará. PV = nRT na qual V é constante
Alternativas corretas – 2.a e 3.a Assim P = KT
O gráfico será uma linha reta que passa pela origem.
T8. Se a temperatura fica constante, então, a transforma- Resposta: letra d.
ção é isotérmica. Logo,
T15. A equação geral dos gases ideais é
P0V = 3P’ V ∴P’ = P0 / 3 PV = nRT
Resposta: letra e. na qual n é o número de mols existentes no volume V.
Pela equação apresentada no exercício, n = 1. Logo, a
T9. O processo é isobárico (a pressão sobre o gás é a amostra gasosa é composta de 1 mol de moléculas.
pressão atmosférica + pressão correspondente ao Resposta: letra c.
peso do êmbolo). Assim,
T16. Se, a cada 10 m, a pressão aumenta de 1,0 atm, a
P0 A x h Po x A x 1,5h
= ∴ T = 450 K 5,0m ela aumenta de 0,50 atm. Assim, se a pressão é
300 T P0 na superfície do lago, a 5,0m será P = 1,5 P0. Como
a temperatura ficou constante, teremos
T10. Aplicando a relação P0V0 = PV
P0 V0 PV Daí, P0 V0 = 1,5P0 V ∴ V0 = 1,5 V
=
T0 T Resposta: letra d.
e considerando o volume constante, teremos
T17. O aumento de pressão, ΔP, corresponde à pressão
P0 P 1 P exercida pela coluna de água. Portanto,
= ∴ = ∴ P = 0,85 atm
T0 T 300 255
F Mg Vg
Resposta: letra c. ΔP = ∴ ΔP = ∴ ΔP = ρ ∴
A A A
T11. A pressão interna, P, do freezer será ρAhg
ΔP = ∴ΔP = 3,0 x 103 N/ m2
P0 V0 PV A
= na qual V0 = V
T18. Para o movimento do êmbolo ser uniforme, a soma das
T0 T
G
Daí, forças que atuam sobre ele deve ser zero ( ∑ F =0).
Assim, a força aplicada para a direita sobre o pistão é
1 P 253
= ∴P = ≅ 0,84 ∴ P = 0,84 atm anulada pela força de resistência ao ar que é constante e
303 253 303 aponta para a esquerda.
Resposta: letra a.
Logo, a pressão externa é, aproximadamente, 0,2 atm
maior do que a pressão interna. T19. a) Partindo da equação dos gases ideais
Resposta: letra a.
PV = nRT
temos 105 x 2  n 8,3 x 300 = n  80 mol
44 Manual do Professor – ed 08

b ) A equação da dilatação para um gás é Portanto, para se duplicar a velocidade média, v,


devemos quadruplicar T. Se T quadruplica, então, a
V
V = V0 (1 + γΔt) ∴ = 1 + γΔt ∴ pressão também aumenta quatro vezes, se o volu-
V0 me permanecer constante.
Resposta: letra d.
V V
– 1 = γΔ t ∴ – 1 = γ(T – T0 ) ∴
V0 V0 3nRT
T24. Ec = (3 / 2)nRT ∴ v = ∴
Ou ainda m
Mas n/m = 1/M, na qual m é a massa total da amos-
V – V0
γ= tra gasosa e M é sua massa molecular. Assim,
V0 (T – T0 )
V ≅ 5,0 x 102m/s
Como o processo é isobárico, teremos
PatmV0 PV T25. A energia cinética das moléculas de um gás é direta-
= na qual Patm = P
T0 T mente proporcional à temperatura absoluta; logo, au-
mentando-se a energia cinética, a temperatura au-
Daí menta. Um aumento na temperatura corresponde,
VT0 também, a um acréscimo na pressão, já que o volu-
T= me permanece constante (P = (nR/V)T).
V0
Resposta: letra c.
O valor de γ será
V – V0 V – V0 T26. A velocidade média das moléculas de um gás ideal
γ= ∴γ = ∴ é dada por
VT0 VT0 – V0T0
V0 ( – T0 )
V0 3kT
v=
m’
V – V0 1
γ= ∴γ = Assim, para o primeiro gás, temos
T0 ( V – V0 ) T0
3kT
v1 =
m’
T20. A energia cinética das moléculas de um gás (hélio) é
Para o segundo, obtemos
dada por
Ec = (3/2) kT 3kT2
v2 =
3m’
A 300 K seu valor, E’c, é
E’c = 450 k
Como v 1 = v 2 , concluímos que T2 = 3T.
A 600 K, E’’c, vale Resposta: letra d.
E’’c = 900 k
Assim T27- Como o hidrogênio e o nitrogênio estão em equilíbrio
térmico (TH = TN), a energia cinética é a mesma para
E’c 1
= ∴ E’ ’c = 2E’c os dois gases (a energia cinética só depende da
E’ ’c 2 temperatura em Kelvin).
Resposta: letra d. Já a velocidade média das moléculas é dada por
3RT na qual M é a massa molecular do gás.
T21. A velocidade média das moléculas do hélio é dada por V=
M
3kT
v= . Como MN > MH, então
m’
Resposta: letra e.
Como a temperatura dobra, a velocidade média au-
mentará de um fator 2 . T28. A energia cinética média de uma molécula de O2 vale
Resposta: letra c. Ecm = (3 / 2)kT ∴ Ecm = 3 / 2 x 1,38 x 10 −23 x 273 ∴
T22. A transformação sofrida pelo Hélio é isovolumétrica. Ecm ≅ 5,65 x 10−21J
Logo,
A uma altura, h, essa energia se transforma total-
P1 P2 P P mente em energia potencial gravitacional, ou seja,
= ∴ 1 = 2 ∴ P2 = 2P1
T1 T2 300 600
5,65 x 10–21
Resposta: letra d. mgh = Ecm ∴h = ∴h = 1,1x 104m ou
5,3 x 10−26 x 10
T23. A velocidade média de um gás é função exclusiva h = 11km
da temperatura e é dada pela equação
Resposta: letra e.
3kT
v=
m’