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Manual do Professor – ed 08

Apresentação 3 Planejamento Anual 4 Planejamento Semestral 5 Energia 8 Quente e frio 20 Os
Apresentação
3
Planejamento Anual
4
Planejamento Semestral
5
Energia
8
Quente e frio
20
Os estados de agregação da matéria e as interações atômicas e moleculares
30
Gás – um enxame de abelhas dentro de uma caixa fechada
37
ENTENDA OS ÍCONES DESTE MANUAL
Novidade à direita
Novidade à esquerda
Novidade em toda a página

3

Física – CP08 – 225M1

 

Ao colega professor. Com o livro de 2. a série, damos continuidade ao estudo da Física iniciado na 1. a série. Tentamos elaborar um texto que desse, mesmo àqueles alunos cujo objetivo não é se profissionalizar em alguma área ligada à Física, uma visão mais abrangente da realidade com a qual nos deparamos no dia-a-dia. Assim, procuramos evitar a fórmula já superada de um livro-texto com uma teoria a ser apresentada pelo professor e um conjunto de exercícios, baseados nessa teoria, para serem resolvidos – uma postura bastante passiva. Nossa proposta inclui elaborar uma seqüência de conteúdos em que a interação aluno – texto – professor gere uma postura mais dinâmica. Dessa forma, elaboramos um texto leve e evitamos, sempre que possível, as demonstrações e o algebrismo matemático, incluindo atividades de pesquisa que mostram ao aluno que o estudo teórico está intimamente relacionado com situações por ele vividas em sua casa, no trabalho, ou mesmo em seu lazer. Incluímos, também, alguns experimentos que comprovam a teoria estudada, exercícios de fixação, que dão suporte aos conteúdos teóricos, e questões de vestibulares de diversas faculdades.

A

motivação do aluno para a aprendizagem da Física é nossa meta primordial. Não temos intenção de

esgotar todos os conteúdos, mas dar uma idéia geral do programa previsto para esta série do Ensino Médio.

A

estrutura didática obedece às seguintes características:

• O conteúdo programático foi dividido em nove capítulos, nos quais procuramos desenvolver, da forma mais abrangente possível, os tópicos previstos no programa da segunda série.

• Os capítulos foram divididos em títulos e subtítulos.

• Toda vez que determinado conteúdo englobar idéias que mereçam destaque, um resumo dessas idéias é apresentado dentro de um quadro.

• Assuntos que mereçam destaque especial são assinalados em negrito.

• Em posições estratégicas, são apresentados alguns exercícios resolvidos. Tais questões têm como objetivo exemplificar a teoria apresentada anteriormente.

• Sempre que os conteúdos teóricos trabalhados propiciarem, é introduzida uma seqüência de exercícios de fixação. São questões, quase sempre muito simples, que ilustram os conceitos teóricos apresentados nesses conteúdos.

• À medida que os textos teóricos também permitirem, são propostas atividades de pesquisa que procuram relacionar as idéias teóricas com situações vivenciadas a cada momento em nossa vida.

• Ao final da maioria dos capítulos, são inseridas as atividades experimentais complementares, experimen- tos que procuram comprovar os conceitos teóricos.

• São incluídos, também, ao final de cada capítulo, testes e questões de vestibulares. Tais questões dão uma idéia do grau de dificuldade das provas de Física que os estudantes irão enfrentar nos diversos vestibulares – objetivo final da maioria de nossos alunos.

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Manual do Professor – ed 08

Planejamento Anual

Disciplina: Física Carga horária semanal: a de referência

Série: 2. a

Segmento: EM

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno

• Compreender a Física como construção humana, entendendo como ela se desenvolve por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando o desenvolvimento científico com a transformação da sociedade.

• Entender e aplicar métodos e procedimentos próprios da Física.

• Identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a produção, análise e inter- pretação de experimentos científicos.

• Identificar, analisar e aplicar conhecimentos sobre valores de variáveis, representados em gráficos ou expres- sões algébricas, realizando previsão de tendências, extrapolações, interpolações e interpretações.

• Analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente, relacionados a con- textos científicos ou cotidianos.

• Apropriar-se dos conhecimentos da Física e aplicar esses conhecimentos para explicar o funcionamento do mundo natural.

• Entender o impacto das tecnologias associadas à Física na sua vida pessoal e no desenvolvimento do conhecimento.

• Aplicar as tecnologias associadas à Física na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

Semestre

Discriminação de conteúdo

N. o de aulas

Total de aulas

 

• Energia

20

 

• Quente e frio

18

1. o

• Os estados de agregação da matéria e as interações atômicas e moleculares

15

66

• Gás – um enxame de abelhas dentro de uma caixa fechada

13

 

• As máquinas térmicas e o mundo moderno

12

 

• Que onda é essa?

10

2. o

• E fez-se a luz

14

54

• O comportamento da luz ao mudar de meio de propagação

14

• Afinal, o que é luz?

4

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Física – CP08 – 225M1

Planejamento Semestral

Carga horária semanal: a de referência

Semestre: 1. o

Distribuição de pontos – Sugestão

1. a avaliação Atividade de pesquisa Atividades experimentais complementares Exercícios 2. a avaliação Total

8,0

2,0

3,0

2,0

10,0

25,0

Semana

 

Conteúdo

 

Estratégia(s)

 

Energia

   

Estudar qualitativo da energia

• Aula expositiva.

1. a

Afinal o que é energia

• Aula expositiva e atividades A1 e A2.

Trabalho de forças variáveis (em módulo

• Aula expositiva.

e

direção)

 

Trabalho de força constante ou variá-

• Discussão em grupo das questões F1, F4, F8, e

 

vel

 

F13.

2. a

Força elástica e potência

• Aula expositiva.

Força elástica e potência

• Resolução, pelo professor, das questões F14, F18, F22 e F25.

3. a

Energia e potência

• Discussão das atividades A3 e A4.

Energia cinética e trabalho

• Aula expositiva.

 

Energia cinética e trabalho

• Discussão em grupo das questões F29, F33, F35

 

e

F37.

4. a

Energia potencial

• Aula expositiva.

Quando forças não realizam trabalho

• Discussão, pelos alunos, das questões F41, F42,

e

forças que sempre fazem trabalho

e

atividade A5.

Conservação da energia mecânica

• Aula expositiva.

 

Conservação da energia mecânica

• Discussão em grupo das questões, F52, F53, F60

5. a

 

e

F62.

Energia

• Atividade experimental complementar 1.

 

Conservação da energia mecânica

• Teste em grupo ou individual, valendo crédito, (se- lecionar algumas questões dos exercícios de fixa- ção – páginas 29 a 32).

6. a

Conservação da energia em geral

• Aula expositiva e solução, pelo professor, das questões F65, F68 e F71.

Revisão geral – Energia

• Atividade experimental complementar 2.

Revisão geral – Energia

• Atividade exp. complementar 3 – deve ser reali- zada por grupos de 3 ou 4 alunos que deverão, depois, apresentar relatório por escrito.

6

Manual do Professor – ed 08

Semana

Conteúdo

Estratégia(s)

7. a

• Revisão geral – energia

• Resumo dos principais pontos do capítulo, resol- vendo, sempre que possível, uma questão sobre cada tópico discutido.

• Revisão geral – energia

• Teste valendo crédito, baseado na série testes e questões de vestibulares.

Quente e frio

• A temperatura e o nosso cotidiano

• Aula expositiva baseada nas atividades A1, A2 e A3.

 

• O que é temperatura? Como medir a temperatura de um corpo

• Aula expositiva.

8. a

• Como medir a temperatura de um cor- po

• Resolução em grupo das questões F3, F7, F12 e

F13.

• Quente e frio

• Atividade experimental complementar 1.

 

• O que é calor?

• Aula expositiva.

9. a

• O que é calor?

• Resolução em grupo das questões F17, F18, F19 e F21.

• Temperatura e calor são dois conceitos completamente diferentes

• Aula expositiva e resolução, pelo professor, das questões F20, F22 e F24.

10. a

• Capacidade térmica e calor específi- co

• Aula expositiva.

• Capacidade térmica e calor específico

• Resolução em grupo das questões F30, F31, F34, F39 e F41.

• Transmissão de calor

• Aula expositiva.

 

• Transmissão de calor

• Solução, pelo professor, das questões F45, F50, F51 e F53.

11. a

• Dilatação dos corpos sólidos

• Aula expositiva.

• Dilatação dos corpos sólidos

• Resolução em grupo, das questões F60, F61, F64, F65, F68 e F70.

12. a

• Dilatação dos líquidos

• Aula expositiva e solução, pelo professor, das questões F74, F76 e F77.

• Quente e frio

• Atividade experimental complementar 2.

• Quente e frio

• Discussão das questões certo/errado.

 

• Revisão geral – Quente e frio

• Atividades A4, A6 e A8.

13. a

• Revisão geral – Quente e frio

• Teste em sala de aula e testes, valendo crédito, baseado na série questões de vestibulares.

Os estados de agregação da matéria e as interações atômicas e moleculares

• Introdução – Estrutura da matéria e mu- dança de estado de agregação

• Aula expositiva.

 

• As mudanças de estado de agrega-

• Discussão, pelos alunos, e correção, pelo profes- sor, das questões F4, F6, F7 e F11.

14. a

ção

• Observações sobre a mudança de estado de agregação

• Aula expositiva.

• Influência da pressão sobre a mudança de estado de agregação e o ponto triplo

• Aula expositiva.

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Física – CP08 – 225M1

Semana

Conteúdo

Estratégia(s)

 

• Observações sobre a mudança de fase,

• Discussão pelos alunos das questões F14, F15, F19, F20 e F21.

15. a

a

influência da pressão e o ponto triplo

O

• 4. o e 5. o estados da matéria

• Aula expositiva e discussão da atividade A1.

 

• Mudança de estado de agregação da matéria

• Realização, em sala, das atividades A1 e A2 por em grupo de alunos previamente selecionados.

 

• umidade relativa do ar

A

• Aula expositiva e solução das questões F23, F24 e F25.

16. a

• tensão superficial

A

• Aula expositiva.

• tensão superficial

A

• Discussão pelos alunos das questões F26, F27 e demonstração da atividade A6 por um grupo de alunos previamente selecionados.

17. a

• Forças de coesão e adesão

• Aula expositiva e resolução, pelo professor, da questão F28.

 

• Capilaridade

• Aula expositiva e resolução pelo professor das questões F29, F30.

• Revisão – os estados de agregação

• Demonstração, em sala, das atividades A7 e A8 por um grupo de alunos.

18. a

• Revisão – os estados de agregação

• Teste, valendo crédito, sobre as questões e tes- tes de vestibulares.

Gás – um enxame de abelhas dentro de uma caixa fechada

• Grandezas macro e microscópicas – leis que caracterizam as transformações isotérmica, isobárica e isovolumétrica

• Aula expositiva.

 

• equação geral dos gases ideais

A

• Aula expositiva e solução pelo professor, como exemplo, das questões F3, F8 e F10.

• equação geral dos gases ideais

A

• Discussão, pelos alunos, das atividades A1, A2 e

19. a

A3.

• Modelo molecular dos gases – Teoria cinética dos gases

• Aula expositiva e atividades A4 e A5.

 

• Modelo molecular dos gases – distribui- ção de Maxwell

• Aula expositiva e resolução, pelo professor, do exercício F17.

• Modelo molecular – o que é pressão

• Aula expositiva.

20. a

exercida por um gás? Interpretação mi- croscópica da temperatura

• Modelo molecular

• Discussão, pelo alunos, dos exercícios F18, F22, F23 e F24.

 

• Movimento browniano

• Aula expositiva.

21. a

• Gás – um enxame de abelhas visão

– Re-

• Atividade A6 e A7.

• Gás – um enxame de abelhas

• Atividade experimental complementar.

 

• Gás – um enxame de abelhas visão

– Re-

• Discussão das questões certo/errado.

• Gás – um enxame de abelhas

– Re-

• Revisão final do capítulo abordando os principais pontos.

22. a

visão

• Gás – um enxame de abelhas visão

– Re-

• Teste, valendo crédito, sobre as questões e tes- tes de vestibulares.

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Manual do Professor – ed 08

Energia

MANUAL DO PROFESSOR N. o de aulas: 20

Semestre: 1. o

Competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno

 

(objetivos específicos deste capítulo)

• Introduzir o conceito de energia.

 

• Mostrar que energia existe em diferentes formas e pode ser convertida de uma forma em outra ou ser transferida de um lugar para outro.

• Introduzir a lei de conservação da energia e o conceito de forças conservativas e dissipativas.

• Definir e calcular o trabalho realizado por uma força (constante ou não) por meio de equações e gráficos.

• Conceituar potência.

• Relacionar o conceito de energia cinética com trabalho realizado pela força resultante que atua sobre um corpo.

• Conceituar as diversas formas de energia potencial e introduzir as equações para o cálculo da energia potencial gravitacional e potencial elástica.

• Estabelecer o princípio de conservação da energia mecânica.

 

• Estabelecer o princípio de conservação da energia em geral.

• Entender que devemos nos preocupar com a preservação da energia, pois, embora energia não possa ser criada nem destruída, nem toda forma de energia pode ser aproveitada pelo homem. A energia que se dispersa no ambiente, por exemplo, não está mais disponível para realizar trabalho útil.

Orientações / Sugestões

 

Introdução

Potência

 

Após a revisão dos conteúdos da 1. a série (se houver necessidade), inicie o capítulo fazendo uma análi- se das fontes de energia desenvolvidas pelo homem na expectativa de resolver o problema energético da hu- manidade. Defina energia, forças conservativas e dissipati- vas e analise a relação que existe entre elas e a conser- vação ou não da energia mecânica. Discuta, a seguir, as atividades A1, A2 e A3.

 

O

exemplo citado no início da seção é bastan-

te ilustrativo e serve para mostrar que, na definição de potência, o tempo é um fator fundamental. Após a conceituação de potência, discuta a ati- vidade A4. Chame a atenção dos alunos para a dife- rença entre kWh e kW. A primeira unidade mede a energia (consumida, por exemplo, numa residência);

a segunda mede a potência. Discuta também como

e

por que se utiliza a unidade kWh.

 

A

atividade A4 torna-se mais interessante se

Trabalho realizado por uma força

resolvida em casa, para evitar a perda de tempo com cálculos matemáticos. Essa providência permite que os resultados obtidos pelos alunos sejam compara- dos entre si, para verificar se houve discrepância entre eles. Tal discussão deve consumir de 15 a 20 minu- tos. Discuta, aqui, a atividade A5 e proponha a ativi- dade experimental complementar 3.

Trabalho e energia cinética

O próximo passo é definir quantitativamente tra- balho realizado por uma ou mais forças. Chame aten- ção para o fato de que trabalho pode ser obtido atra- vés do valor numérico da área do gráfico F versus d, independentemente de a força ser ou não constante. Como exemplo, mostre como obter a expressão que permite calcular o trabalho da força elástica a partir do gráfico força elástica versus deslocamento. Tenha o cuidado de diferenciar força deformadora de força elás- tica.

Após a introdução de potência, fazemos um estudo de energia cinética e de sua relação com o trabalho realizado por uma ou mais forças que atu-

 

am sobre um corpo, ou seja, W = ΔE c . Ao referir-se

a

essa relação, lembre aos alunos que:

9

Física – CP08 – 225M1

embora essa equação seja demostrada supondo-se

a

força F , constante, ela é válida em qualquer situa-

ção, isto é, sendo F

constante ou não;

ainda nessa relação, W representa o trabalho realiza- do pela força resultante que atua sobre o corpo;

 

o

trabalho realizado pela força F

ou pela resultante

das forças que atuam sobre o corpo pode ser calcu- lado, como já discutimos anteriormente, pela área abaixo da curva do gráfico força versus deslocamen- to.

Energia potencial e força conservativa

Nesta seção, procuramos mostrar que a energia potencial pode assumir diversas formas (gravitacional, elástica, elétrica, etc.). Ao conceituar energia potencial elétrica, faça an- tes uma introdução, mostrando como os corpos podem se tornar eletricamente carregados. A partir daí, mostre que trabalho externo é realizado sobre eles para aproximá-los (corpos com carga de mesmo sinal) ou afastá-los (corpos com carga de sinais contrários), ou seja, energia é transferida para eles. O sistema constituído pe- los dois corpos armazena, então, energia potencial elétri- ca. Se soltos, essa energia vai-se transformando em ener- gia cinética. Aproveite o “gancho” e faça uma compara- ção entre a energia potencial gravitacional do sistema terra-corpo com a energia potencial elétrica de duas car- gas, uma positiva e outra negativa. Ao discutir energia potencial gravitacional, chame atenção para o fato de o cálculo dessa energia depender do nível de referência em relação ao qual ela é medida; já sua variação independe desse referencial. Analise a figu- ra 16 e o texto logo a seguir. Não se esqueça de mencionar o fato de só se conseguir transformar energia potencial (qualquer que seja ela) integralmente em movimento, se sobre o corpo (ou sistema de corpos) atuarem apenas forças conservativas. Se parte da energia potencial se transforma, por exem- plo, em calor, certamente sobre o corpo (ou sistema de corpos) atuam forças dissipativas. Como complemento dessa seção, analise a ati- vidade A6.

Algumas situações em que forças NÃO realizam trabalho

Lembre aos alunos que uma determinada força não realiza trabalho quando não há deslocamento ou quando a direção da força é perpendicular à direção do deslocamento. Isso pode ser demonstrado claramente através da equação

W = F . d cos θ No primeiro caso, d = 0, no segundo, θ = 90 o Considere, como exemplo da segunda situa- ção, uma pessoa carregando uma pasta sobre uma su-

perfície horizontal, mantendo constante sua velocidade. A pessoa exerce sobre ela uma força, F , verti- cal – essa força aponta para cima e anula o peso, mg , da pasta. Enquanto essa força, F , vertical, é aplicada à pasta, ela move-se horizontalmente, ou seja, não exis-

te componente da força na direção do deslocamento da

pasta. Logo, a força, F , não realiza trabalho. A outra

também

força que atua sobre a pasta, seu peso, mg,

não realiza trabalho pela mesma razão. Uma outra maneira de analisar essa situação é lembrar que, se a velocidade da pasta é constante, sua

energia cinética não se altera e, se o movimento é hori- zontal, sua energia potencial gravitacional também não se modifica. Como a idéia de trabalho está relacionada

à transformação de uma forma de energia em outra e, como isso não ocorre, o trabalho é zero. Situação semelhante ocorre com um satélite arti-

ficial em órbita. Como a velocidade e a distância à Terra são constantes, sua energia cinética e potencial gravita- cional não se alteram, logo nenhuma transformação de energia ocorre – nenhum trabalho é realizado. Essa situ- ação pode ser analisada sob outro ponto de vista. Para

a órbita circular do satélite, o vetor força centrípeta é sempre perpendicular à direção do movimento em cada instante. (Essa direção é dada pela tangente à curva). Logo, como não existe componente dessa força na di- reção do movimento, o trabalho é nulo.

Forças que SEMPRE fazem trabalho

Dê ênfase ao fato de a força de atrito cinético e a

resistência do ar sempre fazerem trabalho, trabalho este que é negativo. Mesmo que o corpo mude a direção de seu movimento, a força também muda, mantendo-se sempre oposta ao deslocamento. Chame atenção, também, para o fato de a for- ça de resistência do ar ser variável, dependendo

1. da velocidade do corpo em relação ao ar, aumen- tando com o aumento da velocidade. Dê o exem- plo de um corpo sendo lançado de uma grande altura;

2. da aerodinâmica do corpo que se desloca através do ar – carroceria de um veículo (perfil aerodinâmi- co), por exemplo.

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Manual do Professor – ed 08

Lembre aos alunos que força de atrito e resis- tência do ar são forças dissipativas, isto é, forças que, atuando sobre um corpo, transformam parte de sua energia em calor, luz, som, que se espalham e essa energia não pode ser recuperada para novamente realizar trabalho.

Conservação de energia mecânica

Nesta seção, conceituamos energia mecânica. Mostre, por meio de um exemplo, que

ΔE c = –ΔE p

Certifique-se, no entanto, de que os alunos entenderam a razão do aparecimento do sinal ne- gativo nessa expressão. Argumente que um aumen- to de energia potencial gravitacional sempre cor- responde a um decréscimo, de mesmo valor, de energia cinética, e vice-versa. Um corpo lançado verticalmente para cima e, posteriormente, voltan- do ao ponto de partida, é um bom exemplo para ilustrar essas variações de energia. Outro ponto a ser considerado é que a soma da energia cinética, E c , com a energia potencial, E p , é chamada energia mecânica, E m , cujo valor pode ou não ser constante. No caso de ser cons-

tante, a equação E c + E p = E m expressa o princípio de conservação da energia mecânica. Insista com os alunos em três pontos fundamentais:

1. A energia mecânica, E m , de um corpo só será constante se sobre ele atuarem somente forças conservativas.

2. Com a notação, E p , estamos representando to- das as formas de energia potencial (gravitacio- nal, elástica, elétrica, etc.).

3. No caso de, numa mesma situação, termos mais de uma forma de energia potencial, E p passa a representar a soma de todos os tipos de energia potencial.

Conservação da energia em geral

Alguns alunos não conseguem entender a se- guinte questão: se a energia sempre se conserva, por que, então, insistimos tanto em sua preservação? Tal pergunta deve ser exaustivamente discuti- da, para que o aluno perceba que, embora a energia se conserve, ela pode se tornar indisponível para a realização de trabalho útil – para nós, seres humanos, ela é irrecuperável. As forças dissipativas são as res- ponsáveis pela “perda” da energia que poderíamos utilizar para fazer algum trabalho útil. Concluindo a parte teórica do capítulo, aconse- lhamos que seja discutida em sala as figuras 5-a e 26.

Nelas, mostramos algumas transformações de energia que ocorrem com a energia enviada pelo Sol e que incide sobre o nosso planeta. É importante chamar a atenção dos alunos para o fato de que, em cada um dos passos mostrados, a energia sempre se conserva.

Para concluir o capítulo, proponha as atividades experimentais complementares 1 e 2. Peça aos alunos que tragam de casa o material necessário, caso a escola não forneça, e que sigam o roteiro indicado, pedindo, sempre que necessário, a sua orientação, professor. É importante que os resultados obtidos sejam discutidos de maneira a esclarecer qualquer dúvida. Como sugestão final, gostaríamos de lembrar que esse primeiro capítulo é fundamental para a com- preensão da maior parte dos demais. Dessa forma, insistimos na necessidade de que os conceitos nele apresentados sejam discutidos à exaustão, de tal maneira que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Caso a carga horária prevista por sua escola seja insuficiente para a abordagem de todas as ativi- dades previstas neste capítulo, sugerimos que seja discutido um menor número de exercícios de fixação e de questões de vestibulares. É fundamental, no entanto, que nenhuma atividade prevista neste livro seja descartada na sua totalidade. Com relação às aulas de laboratório, sugeri- mos algumas normas a serem seguidas:

1. As experiências devem ser feitas em grupo de quatro alunos, no máximo, embora se exija um relatório padronizado de cada um.

2. Caso o experimento exija a construção de gráfi- cos, estes deverão ser feitos utilizando-se toda a folha de papel milimetrado e não apenas um “can- tinho” dela.

3. Embora a maioria dos experimentos faça uso de aparelhagem muito simples, insista com os alu- nos que tenham muito cuidado ao manusear dis- positivos tais como termômetros, tubos de vidro, fontes de calor e, em caso de algum acidente, procurar imediatamente ajuda do pessoal respon- sável.

4. É interessante, também, que os relatórios entre- gues pelos alunos ao final de cada aula sejam corrigidos, avaliados e devolvidos a eles.

Referências

Os assuntos discutidos neste capítulo podem ser encontrados nos seguintes livros:

• GUIMARÃES, Luís Alberto e FONTE BOA, Mar- celo. Física para o 2. o grau – Mecânica. São Paulo:

Harbra.

11

Física – CP08 – 225M1

• MÁXIMO, Antônio; ALVARENGA, Beatriz. Físi- ca – Volume único. São Paulo: Scipione.

• AMALDI, Ugo. Imagens da Física. São Paulo:

Scipione.

• HOLTON, Gerald; ROLLER, Duane H. D. Funda-

mentos de la Física moderna. São Paulo: Editora

Reverté.

• HOLTON, Gerald; RUTHERFORD, F. James; WATSON, Fletcher G. (responsáveis pelo proje- to). Project Physics . Holt, Rinehart e Winston, Inc.

Physics – Physical science study committee – D. C. Heath and Company.

 

Gabarito

 

Exercícios de Fixação

 

F16. 32 J F17. 3

 

F1.

a) Os músculos são tencionados para sustentar a mala.

F18.

a)

2,0 x 10 2 N

 

b

) 40 cm

b)

Letra (a).

F19. 8,0 J F20. 54 kW F21. 50 W

c)

Positivo, negativo, nulo. 8,0 N

F2.

a)

b)

10,5 m/s 2

F22.

a)

4,5 x 10 6 J

F3.

c)

d)

e)

a) W P = 0 em ambas as figuras.

b) F 2,1 x 10 2 J

c) R 2,1 x 10 2 J

4,0 x 10 2 J

64 J

3,4 x 10 2 J

W

W

b)

1,25 kWh

F23. a) 2,0 m/s

b)

1,0 x 10 2 W 2,3 x 10 4 W

2,0 x 10 4 W

F24.

F25.

F26. 2,0 x 10 2 W

F27. O caminhão.

F4.

a) 3,0 m/s 2

 

F28.

1,6 x 10 3 J 6,0 x 10 3 J

b)

6,0 N

F29.

c)

2,1 x 10 3 J 1,2 x 10 4 J b) – 1,1 x 10 4 J

F30. a) 1,5 m/s 2

F5.

a)

 

b)

0,15 N

F6.

a) O menino. A componente da força na direção de movimento do carrinho é maior para a figura (c).

c)

1,8 J

d)

zero

 

A

força exercida pelo menino é praticamente pa-

F31.

a)

 

F7.

b)

a)

b)

ralela à direção do movimento.

O

2,0 x 10 3 J

sorveteiro da figura (c).

4,0 x 10 2 J

F32.

8,0 J para t = 0 128J para t = 5,0 s

1,2 x 10 2 J 2,0 x 10 2 J

b)

a)

b

) 8,0 N

F8.

c)

a)

1,6 x 10 3 J 1,1 x 10 3 J

F33.

F34.

a)

b)

a) 4,0 m

13 N

7,8 x 10 3 J

 

b)

5,0 x 10 2 J

b)

32 J

c)

1,6 x 10 3 J 0,40 kg

 

F35. a) Mesmo sentido.

 

F9.

a)

b) – 1,6 J

b)

16J

 

F10. W = 0, uma vez que, em qualquer ponto da trajetó- ria, a tensão (força centrípeta) faz um ângulo de 90 o

 

c)

2,0 N

F36.

a)

W peso = 0

com o deslocamento. F11. b) R = 0 na qual R é a resultante das forças que atuam sobre os caixotes.

 

W

F = 3,0 J

 

b)

3,0 J

 

F37. a) 4,32 x 10 12 partículas

 

c)

d)

O

operário A.

F38.

b)

a)

48 J 4,8 km ; zero

 

b)

2,5 x 10 2 N

 

Os trabalhos são iguais. Cada um vale W = PH, na qual H é a altura da carroceria do caminhão.

F12. a) 0,60 m/s 2

b)

9,0 x 10 2 J

F39.

a)

b)

c)

E ci = 2,0 x 10 5 J ; E cf = 0

4,0 x 10 5 N

2,0 x 10 5 J

 

c)

3,9 x 10 3 J 2,4 x 10 2 J

40 J

 

F40.

a)

39 J

 

F13.

a)

b)

F41.

b)

a)

3,0 m/s

A energia potencial gravitacional tem o mesmo valor.

c)

2,0 x 10 2 J

b)

O

trabalho é o mesmo.

F14. a) 5,0 x 10 2 N/m

 

F42.

a)

2,5 x 10 3 J

;

1,25 x 10 2 m

 

b)

2,5 J

b

)

35,3 m/s 10 m/s

3,0 x 10 3 J

 

F15. a) 50 N/m b ) 12 cm

 

F43.

a)

b)

 

c)

0,25 J

12

Manual do Professor – ed 08

F44. 20 m/s F45. 6,0 m/s Já a trajetória 4 corresponde a uma superfície AB
F44. 20 m/s
F45. 6,0 m/s
Já a trajetória 4 corresponde a uma superfície AB
com atrito, uma vez que parte de sua energia po-
F46.
a)
4,5 x 10 4 J
b)
1,5 x 10 4 J
F47.
15 N
F48.
a)
25 J
tencial em A é transformada em calor devido ao atrito
entre o carrinho e a superfície AB (e também devido
à resistência do ar).
F66. a) – 0,25 m/s 2
b)
5,0 cm
b) – 22,5 N
F49. 0,96 m
c) 900 kJ
F50.
10 cm
F67. 6,0 m/s
F51.
a)
100 J
F68.
a)
Parte curva
Parte plana
b)
36 J
F52. a) É a mesma.
b) São iguais.
c) São iguais.
F53. a) Esfera B.
P
P
b) Esfera B.
c) Esfera C.
b)
9,0 m
F54. a) –0,20 J
c)
10 passagens.
b)
Não.
c)
Sim.
F69. 6,0 m/s
F70. 0,20 J
F55.
a)
3,5 x 10 3 J
F71.
a)
4,0 m/s
c) 0,50 N
b)
A energia mecânica é constante.
b)
– 1,0 J
d) Sim.
c)
3,5 x 10 3 J
d)
10 m/s
F56. a) É a mesma.
Questões suplementares
b) 9,6 x 10 2 J
c) 9,6 x 10 2 J
C) 2, 3, 5, 6, 8, 9, 10, 12, 13
d) 8,0 m/s
E) 1, 4, 7, 11
e) A mesma.
F57. a) São iguais.
b) 20 m/s
Questões e testes de vestibulares
c) 10 m/s
F58.
2gH
T1.
b
F59.
a)
4,5 x 10 5 J
T2.
b
T3.
Embora a velocidade do atleta se mantenha cons-
b)
h = 45 m
c)
Transforma-se em outras formas de energia (tér-
mica, sonora, deformação dos corpos, etc.).
tante, é necessário que ele faça um esforço físico
para manter seu corpo em movimento. A situação é
semelhante àquela de um carro em MRU; seu mo-
F60.
a)
10,2 m/s
tor necessita fazer um trabalho para vencer as for-
b)
8,0 m/s
c)
44 N
F61. 0,30 m
F62.
a)
3,2 x 10 –2 J
T4.
ças dissipativas. Assim, ele consome energia, no
caso, gasolina (ou diesel ou álcool).
Resposta: letra d.
c
b)
4,0 x 10 –2 m
T5.
e
c)
3,2 x 10 –2 J
T6.
c
F63.
a)
80 J
c) 80 J (em valor absoluto)
T7.
d
b)
80 J
d) 0,40 m
T8.
e
F64. a) Energia potencial elástica → energia cinética →
energia potencial gravitacional.
T9.
e
T10.
H = 2 h
b) 1,0 J
T11. e
c) 0,25 m
T12.
a)
14 J
F65. A trajetória 1 é impossível em qualquer situação,
uma vez que o carrinho não pode atingir um nível
acima daquele que inicialmente se encontrava, já
que partiu do repouso.
A trajetória 2 só seria possível se ele atingisse o
nível correspondente ao ponto A com velocidade
v = 0; nesse caso, ele cairia verticalmente em queda
livre (não teria velocidade horizontal).
Então, a trajetória 3 corresponde a uma superfície AB
sem atrito.
b)
8,0 J e 6,0 J
c)
1,6 N
T13. e
T14. b
T15. a
T16. Soma 10
T17. Soma 04
T18. Soma 26
T19. b

13

Física – CP08 – 225M1

 

Resolução comentada das questões

 

F1.

a) Embora a pessoa não realize trabalho mecânico, seus músculos o fazem. Para sustentar a mala, as fibras musculares podem ser tencionadas ou relaxadas.

 

c)

W

T = W + (–W a ) = 1 600

W T = 1,6 x 10 3 J

 

F8.

a) Aplica-se a equação W A = F A . d cos θ na qual θ = 45 o

 

W

A = 30 x 50 x cos 45 o W A 1,1 x 10 3 J

 
 

b ) Utiliza-se, novamente, a equação W B = F B d cos θ, em

b) Alternativa (a).

 

que

θ = 0 o

c) No caso (a), força e deslocamento têm mesma

 

W

B = 10 x 50 x 1 = 500 W B = 5,0 x 10 2 J

 

direção e sentido – trabalho positivo. No caso (b), força e deslocamento têm sentidos contrários – trabalho negativo. No caso (c) não há deslocamento – trabalho nulo. (Embora haja esforço físico.) a) A força de atrito é dada por F a = μN. Assim,

 

c)

W

T = W A + W B 1 565

W T 1,6 x 10 3 J

F9.

a) Para o carrinho se mover com velocidade cons- tante, é necessário que

 

F

– mg sen θ = 0 m = 0,40 kg.

 
 

b)

W

peso = mg sen θ x d x cos 180 o = – 1,6

 

F2.

 

W

peso = – 1,6 J

 

F a = 0,20 x 40 = 8 F a = 8,0 N

 

Observe que

a componente do peso mgcosθ

não

 

b) Utilizando a 2. a Lei de Newton, temos

 

realiza trabalho, pois é perpendicular à superfície do plano inclinado. F11. a)

 

R

= ma

F – F a = ma a = 10,5 m/s 2

 

c) = F . d . cos θ na qual θ = 0 o

W

W

= 50 x 8 x 1 = 400 W = 4,0 x 10 2 J

d) a = F a . d . cos 180 o W a = – 8 x 8 = – 64

W

 
d) a = F a . d . cos 180 o ∴ W a = –
 
 

W

a = –64 J

 
 

O

e) trabalho total é a soma algébrica dos traba-

 
 

lhos calculados nos itens (c) e (d).

 

b) Como o movimento dos caixotes é uniforme, a re-

W

T = 400 + (–64) = 336

W T

3,4 x 10 2 J

sultante das forças que atuam sobre eles é igual a

   

zero ( R

= 0).

F3.

Observe que o peso e a normal não realizam trabalho.

a) Na situação da figura 1 ou da figura 2, o trabalho do peso é igual a zero (θ = 90 o ).

 

c) Para os caixotes se moverem com movimento uni- forme, teremos de ter

 

F

= P x F = P sen θ Quanto mais inclinada a rampa, maior o valor de θ;

b)

W

F = 30 x 10 x cos 45 = 213 W F 2,1 x 10 2 J

c)

Como a única força que realiza trabalho é a com-

quanto maior θ, maior o valor do sen θ, daí maior o

ponente horizontal da força de 30 N, o trabalho será W R 2,1 x 10 2 J na situação da figura 2. a) A aceleração será igual à inclinação da reta no gráfico v x t.

módulo da força F .

 

d) Para o operário A:

 

F4.

 

W

A = F A d A

W A = P sen θ A d A

W A = PH

na qual H = d A senθ A é a altura da carroceria do

 

50

20

caminhão para os operários A e B. Para o operário B:

 
 

a =

= 3,0 m/s 2

 
 

10

0

 

W

B = F B d B

W B = P senθ B d B

W B = PH

 

b) = ma F = 2 x 3 = 6 F = 6,0 N

F

 

Logo W A = W B = PH = mgH F12. a) A aceleração será calculada através da 2. a Lei de Newton (F = ma)

c) = F x d cos θ na qual θ = 0 o

W

 
 

O

valor de d será numericamente igual à área do

 

6

trapézio.

 

a

=

= 0,6 a = 0,60 m/s 2

 

10

 

20

+

50

 

d

=

2

10

=

350

d = 350 m

 

O

b) módulo do trabalho é numericamente igual à área

Assim, W = 6 x 350 = 2 100

W = 2,1 x 10 3 J

 

do

triângulo, daí

F5.

a) A força, F, exercida pelo helicóptero, é

 

W

=

6

x

300

= 900

W = 9,0 x 10 2 J

 
 

F

– mg = ma

F = m (g + a) F 6,7 x 10 2 N

 

2

O

trabalho dessa força vale

 

c) W O500 + W 500 800

W

T =

W T = 3,9 x 10 3 J

 

W

= F . d . cos 0 o W = 6,7 x 10 2 x 18 1,2 x 10 4

 

W

1,2 x 10 4 J

 

F13. a) O trabalho é igual à “área” do trapézio.

 
 

b)

W

W

W

peso = mgd cos 180 o

peso = 600 x 18 cos 180 o –1,1 x 10 4

–1,1 x 10 4 J

 

W

1 =

80

,

+

2

40

,

40 = 240

W 1 = 2,4 x 10 2 J

F7.

a) O ângulo entre a força F e o deslocamento, d ,

peso

 

b ) O trabalho é numericamente igual à área do triângulo.

 

vale θ = 0 o . Assim,

W

= F . d W = 100 x 20 = 2 000 W = 2,0 x 10 3 J

 

W

2 =

4

x

2

20

= 40

W 2 = – 40 J

 
 

b)

a =F a . d . cos 180 o W a = 20 x 20 x (–1) = – 400

W

 

c)

O

trabalho total, W T , será

 

W

a = – 4,0 x 10 2 J

 

W

T = W 1 + (– W 2 ) = 200

W T = 2,0 10 2 J

 

14

Manual do Professor – ed 08

F14. a) A constante elástica, k, é dada por O tempo gasto para percorrer a
F14. a) A constante elástica, k, é dada por
O tempo gasto para percorrer a distância considera-
da vale
F
50
k =
∴=
k
=
500
∴=
k
5,0 x 10
2 N/ m
–2
v
x 10 x 10
t =
t = 10s
a
b) O trabalho é obtido determinando-se a “área”
abaixo da reta
Logo, a potência média, P , será
–2
50
x 10 x 10
W =
=
2,5
∴=
W
2,5J
W
2
P =
t
3
2
3,6 x 10
x 1,5 x 10
F15. a) A constante elástica, k, é dada por
3
P =
=∴ 54 x 10
10
F
2,5
k =
∴=
k
=
50
∴=
k
50N/m
P
= 54 kW
–2
x 5 x 10
b) Novamente, teremos F = kx, daí
F21. Utilizando a equação
F
6
x
=
∴=
x
=
0,12
∴=
x
0,12 m
W
k
50
P =
na qual W = F.d cosθ (θ = 60 o ), obtemos
t
c)
W = ½ kx 2
W = 0,25 J
50
x 10 x 0,5
P =
=
50
∴= P
50W
5
F16. Inicialmente, determina-se a constante elástica, k,
da mola
F22.
a)
Utiliza-se a equação P = W/t, na qual
W
é
a
20
energia elétrica transformada em calor. Assim
O trabalho valerá, então,
W = P x t
= 4,5 x 10 6
∴ W = 2,5 x 10 3 x 1,8 x 10 3 =
∴ W = 4,5 x 10 6 J
b) Sabemos que 1J = 1W x s. Daí
=
F23. a) Sua velocidade média é dada por
F17. O trabalho de P → Q, vale
d
60
v
=
∴= v
=∴= v
2
2,0m /
s
t
30
O trabalho de O → P, será
2
50 x 2 x 10
F24. A potência pode ser calculada através da expressão
W
50
W
0,50 J
OP
OP
2
W
mgh
P
=
∴=
P
na qual h = 25 x 0,20 = 5 m
Assim
t
t
W
150
P
Q
=∴ 100 P = 1,0 x 10 2 W
20
F25. A potência poderá ser calculada pela equação
F18. a) A força que a mola exerce sobre a bola é a força
centrípeta, que pode ser calculada pela equação
P
= F.v
P = 1500 x 15 = 22.500
P
≅ 2,3 x 10 4 W
2
2
Mv
1x10
W
b) A mola irá esticar de um valor, x, dado por
F26. A potência é dada por:
P =
t
F
200
Na equação acima, temos
x
=
∴=
x
=
0,10
∴=
x
0,10m
k
2 000
W = F.d
∴ W = mgH
∴ W = ρVgH, na qual
Logo o comprimento original, x’, da mola será
ρ é a densidade da água.
x’ = r – x
x’ = 0,40 m
Assim
ρ VgH
1 x 10
3 x 10 x 6
P
=
=
=∴
200
F19. O trabalho é obtido através da equação
t 5 x 60
W = ½ kx 2 = ½ x 4 x 10 2 x 0,04 = 8
∴ W = 8,0 J
P = 2,0 x 10 2 W
F20. A aceleração que o carro adquire é
v 2 = 2ad
a = 3,0 m/s 2
F27. Como E c = ½ Mv 2 e como as velocidades são iguais
terá maior energia cinética aquele que tiver maior mas-
sa, ou seja, o caminhão.

k =

10

= 2

k = 2,0 N/m

W

xx 12

W → xx 12 = 1 k 2 ( x 2 2 – x 2 1

=

1 k

2

(

x

2

2

– x

2

1

)

=∴ 32

W

xx

12

=

32 J

4,5

4,5 x 10 3 kW x s = 1,25 kWh

x

10 6 J

=

4,5 x 10 6 W x s

1 ) =∴ 32 W xx → 12 = 32 J 4,5 4,5 x 10 3
1 ) =∴ 32 W xx → 12 = 32 J 4,5 4,5 x 10 3
1 ) =∴ 32 W xx → 12 = 32 J 4,5 4,5 x 10 3
1 ) =∴ 32 W xx → 12 = 32 J 4,5 4,5 x 10 3

W

PQ

W PQ 100 2 50 2 x 10 2 150 W PQ 1,5 J

100

2

50

2 x 10

2

150

W

PQ

W PQ 100 2 50 2 x 10 2 150 W PQ 1,5 J

1,5

J

b )

P

= F .

v P

= Mg v P

= 2,0 x 10 4 W

W

O

P

=

50

= 3

P

=

40 x 10 x 5

F

c

=

r

F

∴=

c

0,5

=

200

F c = 2,0 x 10 2 N

15

Física – CP08 – 225M1

F28. Aplica-se a equação E c = ½ Mv 2 = ½ x 8 x (20) 2 = 1600

E c = 1,6 x 10 3 J

F29. A relação a ser aplicada é W R = ΔE c . Assim,

W = ΔE c

E c = 5 x 1,2 x 10 3 = 6,0 x 10 3

F.d = E c – 0

E c = 6,0 x 10 3 J

F30. a) A aceleração é dada pela inclinação da reta

 

6–0

=1,5

a = 1,5m/s 2

 
 

a =

 
 

4–0

 

b)

F

= ma

F = 0,15N

 

c)

W

= ΔE c

W = ½ Mv 2 = 1,8

W = 1,8 J

d)

A variação ΔE c = 0, pois a velocidade permane-

 

ce

constante.

 

F31.

a)

E c = ½ x 4 x 2 2 = 8,0 J

para t = 0

 
 

E’

c = ½ x 4 x 8 2 = 128 J

para t = 5,0 s

 

b)

W

= ΔE c

W = 1,2 x 10 2 J

 

F32. a) O trabalho vale

W

= ΔE c

W = ½ Mv 2 – 0 = 200

W

= 2,0 x 10 2 J

 

d

F33. a) Aplica-se, inicialmente, a equação

v = v o + at para determinar o valor da aceleração.

a

v 1

=

∴=

a

m/s

2

t 3

O valor de F, então, será

2

3

W = 7,8 x 10 3 J

F34. a) O deslocamento é dado por d = ½ at 2 . Para se calcular a aceleração a, podemos utilizar a 2ª lei de Newton.

Assim,

F

= ma

a = 2,0 m/s 2

O

valor do deslocamento será

d =

½

x

2

x

2 2

=

4

d

=

4,0 m

b)

A

energia cinética é dada por E c = ½ mv 2 , na qual

v

= at. Desse modo, teremos v = 4 m/s

Daí,

E c = ½ x 4 x 16 = 32

E c = 32 J

F35. a) Como a velocidade do corpo aumenta – movi- mento acelerado – a força resultante tem o mes- mo sentido do movimento, ou seja, o ângulo θ

 

entre

Fe d

vale 0 o .

b) O

trabalho pode ser calculado pela equação

W

= ΔE c

= ½ m v 2 – ½ m

 

2

v

o

W

W = 16 J

F36.

c)

O módulo da força poderá ser calculado através da

equação

W = F . d. cosθ na qual θ

= 0 o . Então,

W

d

a)

O trabalho do peso é W P = 0, pois θ trabalho da força F , será

W = F . d = 6 x 0,5 = 3

W = 3,0 J

b) ΔE c = W

E c = 3

E c = 3,0 J

= 90 o . Já o

F37. a) O número, N, de partículas, será

N = 10 7

Partículas

2

m xs

x 5 x 10 14 m 2

x 8,64 x 10 4 s =

 

=

43,2

x

10 11

N

= 4,32 x 10 12 partículas

b)

A

energia cinética da bola, é

E c = ½ Mv 2 = ½ 6 x 10 2 x 1,6 x 10 3 = 48 J o que equivale a 3,0 x 10 20 eV. Logo, as energias são iguais. Observe, portanto, que essas partículas

atingem a superfície da Terra com uma energia equi- valente a um saque a 144 km/h que é característico dos grandes tenistas.

F38. a) A distância, d, será

d

= vt d = 2 x 2 400 = 4 800 d = 4,8 x 10 3 m ou

d

= 4,8 km

Já o deslocamento do jovem é igual a zero, já que

ele não sai do lugar.

4,8 x 10

Na figura, representamos a esteira, seu sentido de

movimento, o jovem e a força F sobre a esteira para movimentá-la.

F
F

F39. a) Utilizamos a equação E c = ½ Mv 2 . Assim,

E ci = ½ x 10 3 x (20) 2 = 200.000

E cf = 0

E ci = 2,0 x 10 5 J

b)

W

= ΔE c

W = –2,0 x 10 5 J

c)

F.d.cosθ = –2,0 x 10 5

F = 4,0 x 10 5 N

Os vetores Fe d θ = 180 o

têm sentidos contrários, ou seja,

b)

W = F . d

F

=

W

=

8

F = 8,0 N

F =

F

∴=

2,0 N

1

b ) W = F . d

F =

1,2 x 10

6

3

= 250

F = 2,5 x 10 2 N

F = ma

F = 39 x

= 13

F = 13 N

b)

W = ΔE c

W =

1

Mv 2 – 0 = 7800

que ele exerce

16

Manual do Professor – ed 08

F40. a) O valor numérico da área entre x = 0 e x = 5,0 m nos

dá o trabalho realizado pela força variável. Assim,

No ponto B, temos F c = T– P na qual F c é a força centrípeta, T, a tração no fio e P, o peso do corpo. Assim,

W 1 = ⎜

2

⎠ ⎟ 6 = 15 J (área do trapézio)

Mv

2 Mv

2

 

= T – Mg

T =

+ Mg = 15

T = 15 N

R

R

W

2

= ⎜

15

+

6

2 1 = 10,5 J (área do trapézio)

F48. a) Energia cinética do carrinho = energia potencial elástica da mola. Daí

15

+ 12

½ Mv 2 = ½ kx 2

½ kx 2 = 25

½ kx 2 = 25 J

W

3

= ⎜

 

1 = 13,5 J (área do trapézio)

b ) 25 = ½ kx 2

x = 5,0 x 10 2 m

ou

x = 5,0 cm

2

O

trabalho total, W, será

W

= W 1 + W 2 + W 3 W = 39 J

b) Aplicamos a equação W R = ΔE c . O trabalho entre

x = 0 e x = 3,0 m vale 15 J. Assim,

F49. Considerando desprezíveis os atritos, temos:

energia mecânica em x = 8,0 cm = energia mecânica a uma altura H. Logo,

F41. a) Como a altura é a mesma, a energia potencial gra- vitacional tem o mesmo valor. b ) O trabalho também é o mesmo, uma vez que W = ΔE p .

F42. a) 1. Energia cinética:

½

E

E

2. Altura máxima:

Como os atritos são desprezíveis, temos

c

c

=

=

½ Mv 2

2,5

x

=

x

2 x (50) 2 = 2500

10 3 J

½

Mv 2 = MgH

H =

H

= 1,25 x 10 2 m

v

2

2g

=125

b) Considerando os atritos nulos, a energia mecânica se conserva. Assim, energia mecânica inicial = energia mecânica em H/2

½

Mv 2

0

= MgH/2 + ½ Mv 2 v35,3 m/s

F43.a)

Como os atritos são desprezíveis, a energia mecâ- nica se conserva. Energia mecânica em A = energia mecânica em B

MgH A = ½ M

b) Aplicando, novamente, a conservação da energia mecânica, temos

v

2

B

v B = 10 m/s

MgH A = ½ M

v

2

C + MgH c ½ Mv c 2 = 3,0 x 10 3 J

F44. Energia mecânica inicial = energia mecânica final.

½ M

v

2 o = MgH + ½ Mv 2

v = 20 m/s

F45. Teremos, novamente:

Energia mecânica a uma altura H = 2,2 m = Energia mecânica no colchão.

 

1

2g (H h)
2g (H h)
 

MgH =

2 Mv 2 + Mgh

v =

v = 6,0 m/s

F46.a)

Chamando de E’ P a energia potencial gravitacional no 4. o andar, teremos

E’ P = mgh’

b) A energia E’’ P , em relação ao piso do 3. o andar,

E’ P = 4,5 x 10 4 J

valerá

E’’ P = mgh’’

E’’ P = 1,5 x 10 4 J

F47. Inicialmente, determina-se o valor da velocidade no ponto B, v B .

MgH = 1/2M

 

2

2

= 12 m 2 /s 2

v

B

v

B

2 Mg

F50. Energia Mecânica em A = energia mecânica em B

½

kx 2 = MgH

x =

2 MgH k
2 MgH
k

x =

0,10 m ou

x

= 10 cm

F51. a) À medida que o peso cai, ele ganha energia cinética

e perde energia gravitacional. Pela conservação da

energia mecânica, já que os atritos são desprezí- veis, podemos escrever ΔE c = – ΔE p Utilizando a notação indicada na figura, teremos, ainda,

E CB E CA = E PA E PB

Como os valores de E PB e E CA são nulos, teremos

E CB = E PA

Substituindo os valores numéricos, obtemos E CB = mgh A E CB = 2 x 10 x 5 = 100 E CB = 100 J

b ) Considerando um ponto C a uma altura de 3,2 m do solo, podemos novamente escrever que ΔE C = –ΔE P E CC – E CA = – (E PC – E PA ) ou ainda

E CC E CA = E PA E PC

Nessa nova situação, somente E CA = 0. Daí E CC = E PA – E PC E CC = mgh A – mgh C Substituindo-se os valores numéricos, obtemos E CC = 36 J

F52. a) Como o peso dos meninos e as alturas onde se

encontram são iguais, a energia potencial gravitacio- nal é a mesma.

b) À perda de energia potencial gravitacional corres- ponde um ganho, exatamente igual, de energia

cinética. Logo, as energias cinéticas também terão os mesmos valores.

c) Também serão iguais, uma vez que v = 2gh

valores. c) Também serão iguais, uma vez que v = 2gh F53. a) Calculando-se a energia

F53. a) Calculando-se a energia potencial para cada esfera,

o maior valor corresponderá à esfera B.

b ) A esfera B, uma vez que sua energia potencial gravita- cional se transforma, integralmente, em cinética.

c) Aplicando a relação ΔE p = – ΔE c , a maior velocidade

corresponderá à esfera C.

3

+ 2

15 = 3v 2 – 12

v = 3,0 m/s

½ kx 2

= MgH

H =

kx

2

H = 0,96 m

17

Física – CP08 – 225M1

F54. a) A relação a ser utilizada é:

W atrito = ΔE c W atrito = 0 – ½ mv 2 W atrito = –0,20 J

A energia cinética inicial da bolinha transforma-se

totalmente em calor. b ) Não. Devido à presença de forças dissipativas, a

energia cinética não se transforma em energia po- tencial (gravitacional, elástica, elétrica, etc.).

 

c)

Da energia total, sim. A energia total se conserva na presença de forças conservativas ou dissipativas.

F55.

a)

E pp = 70 x 10 x 5 = 3 500 E pp = 3,5 x 10 3 J

b)

Como os atritos são desprezíveis, a energia me- cânica é constante.

c)

Basta lembrar que energia potencial em P = energia cinética em Q. Assim E cQ = 3,5 x 10 3 J

d)

Utilizando as informações do item (c), obtemos ½ mv 2 Q = mgH v Q = 10 m/s

F56. a) Como não existem forças dissipativas (atrito), a energia mecânica se conserva.

b) E PA = mgh A = 960 E PA = 9,6 x 10 2 J

c) O valor da energia cinética em B é igual ao valor da energia potencial gravitacional em A, isto é, 9,6 x 10 2 J

d) Aplica-se E C = ½ mv 2 Daí, obtém-se v = 8,0 m/s

e) A mesma. Num sistema conservativo, a velocida- de não depende da massa.

F57. a) A energia mecânica é a mesma, pois as forças dis- sipativas são nulas.

b) Utilizando a conservação da energia, podemos es-

crever

ΔE c = – ΔE p

1

2

mv B 2 = mgH A v B = 20 m/s

c) Partindo, ainda, do princípio de conservação da energia mecânica, teremos

mgH A = ½ mv c 2 + mgH C v C = 10 m/s

F58. Como os atritos são desprezíveis, a energia mecâni- ca se conserva, ou seja,

desprezíveis, a energia mecâni- ca se conserva, ou seja, ½ mv 0 2 = mgH ∴

½ mv 0 2 = mgH v 0 = 2gH

Observe que, no ponto M, o corpo não tem energia cinética, pois, ao atingir esse ponto, ele pára.

F59.

a)

E C = ½ x 10 3 x (30) 2 = 4,5 x 10 5 J

b)

Utilizando a relação ΔE c = – ΔE p

 

obtemos

E c E p = E c h = mg

h = 45 m

 

c)

Pela conservação da energia, a energia cinética do BMW irá se transformar em outras formas de ener- gia, como energia sonora, energia térmica, energia de deformação dos corpos, etc.

F60. a) Como os atritos são desprezíveis, teremos E cA = E cc + E pc ½ mv 2 A = ½ mv 2 c + mgH c

Daí

v c 10,2 m/s

b) Relacionando as energias nos pontos A e D como no item (a), obtemos

E

cA = E cD + E pD ½ mv 2 A = ½ mv 2 D + mgH D

V

D = 8,0 m/s

c) No ponto D, atuam sobre o carrinho seu peso P e

a normal N . Essas duas forças (que apontam para baixo) originam a força centrípeta necessária para o carrinho descrever a curva. Assim,

F c = N + mg N = F c – mg

Se N é a força da superfície no corpo, pela 3. a lei de

Newton, o carrinho fará sobre a superfície uma força de mesmo módulo, porém de sentido contrário. As-

sim,

mv 2

F61. As transformações de energia que ocorrem são: ener- gia elástica energia cinética energia potencial gra- vitacional Dessa forma, teremos kx 2

½ kx 2 = mgh h =

2mg

h = 0,30 m

F62. a) A energia cinética do bloco B será

E c = ½ mv 2