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ANHANGUERA EDUCACIONAL

FACULDADE ANHANGUERA DE TAUBATÉ
UNIDADE 2

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA
3º e 4º SÉRIES A

TRABALHO FÍSICA III
“ROBÔ GLADIADOR”
Grupo 8

ADRIANO CARVALHO MENDES RA: 5629113038
ALISSON ALVES DA SILVA RA: 5633980274
FÁBIO GONÇALVES FERREIRA – RA: 3715657838
HENRY CHRISTIAN BARBOSA SOARES – RA: 5826936762
LEANDRO OLIRIO VICENTE RA: 5206948163
MARCELO ALVES RA: 5628109122
ODAIR DE PAULA GOMES RA: 5212944529

TAUBATÉ / SP
2013
1 – Introdução;

2 – Desenvolvimento;
2.1 – Objetivo do trabalho;
2.2 – Grandezas físicas envolvidas no projeto;
2.3 – Materiais utilizados na confecção;
2.4 – Projeto e Construção do Robô;
2.5 – Descrição dos testes realizados;
2.6 – Problemas e soluções do projeto;

3 – Conclusão;

4 – Referências;







1 – Introdução:
As pessoas vivem no presente. Elas planejam e se preocupam apenas com o futuro. A
história, no entanto, serve para nos dar as referências de como as coisas aconteceram e porque
hoje são desta forma. Com base nesta idéia, vamos relembrar um pouco da história da
eletricidade e de como as descobertas científicas da época proporcionaram a evolução da
humanidade nestes séculos que passaram. Primeiramente, o homem sempre se mostrou
argumentativo sobre diversos assuntos, entre eles a eletricidade, que hoje é responsável por tantas
facilidades no mundo moderno. A História da eletricidade tem seu início no século VI A.C., na
Grécia Antiga, quando o filósofo Thales de Mileto, após descobrir uma resina vegetal fóssil
petrificada chamada âmbar (elektron em grego), esfregou-a com pele e lã de animais e pôde então
observar seu poder de atrair objetos leves como palhas, fragmentos de madeira e penas. Tal
observação iniciou o estudo de uma nova ciência derivada dessa atração. Os estudos de Thales
foram continuados por diversas personalidades, como o médico da rainha da Inglaterra Willian
Gilbert, que, em 1600, denominou o evento de atração dos corpos de eletricidade. Também foi
ele quem descobriu que outros objetos, ao serem atritados com o âmbar, também se eletrizam, e
por isso chamou tais objetos de elétricos. Em 1730, o físico inglês Stephen Gray identificou que,
além da eletrização por atrito, também era possível eletrizar corpos por contato (encostando um
corpo eletrizado num corpo neutro). Através de tais observações, ele chegou ao conceito de
existência de materiais que conduzem a eletricidade com maior e menor eficácia, e os denominou
como condutores e isolantes elétricos. Com isso, Gray viu a possibilidade de canalizar a
eletricidade e levá-la de um corpo a outro. O químico francês Charles Dufay também contribuiu
enormemente para a aprimoração dos estudos da eletricidade, quando, em 1733, propôs a
existência de dois tipos de eletricidade, a vítrea e a resinosa, que fomentaram a hipótese de
existência de fluidos elétricos. Essa teoria foi, mais tarde, por volta de 1750, continuada pelo
conhecido físico e político Benjamin Franklin, que propôs uma teoria na qual, tais fluidos, seriam
na verdade um único fluido. Baseado nessa teoria, pela primeira vez se conhecia os termos
positivo e negativo na eletricidade. No século XVIII foi feita a famosa experiência de Luigi
Aloisio Galvani em que potenciais elétricos produziam contrações na perna de uma rã morta. A
descoberta dos potenciais elétricos foi atribuída por Alessandro Volta que inventou a voltaica.
Ela consistia em um serie de discos de cobre e zinco alterados, separados por pedaços de papelão
embebidos por água salgada. Com essa invenção, obteve-se pela primeira vez uma fonte de
corrente elétrica estável. Por isso, as investigações sobre a corrente elétrica aumentaram cada vez
mais. Tem início as experiências com a decomposição da água em um átomo de oxigênio e dois
de hidrogênio. Em 1802, Humphry Davy separa eletronicamente o sódio e o potássio. Mesmo
com a fama das pilhas de Volta, foram criadas pilhas mais eficientes. John Frederic Daniell
inventou-as em 1836 na mesma época das pilhas de Georges Leclanché e a bateria recarregável
de Raymond Louis Gaston Planté. O físico Hans Christian Örsted observa que um fio de corrente
elétrica age sobre a agulha de uma bússola. Com isso, percebe-se que há uma ligação entre
magnetismo e eletricidade (tem início o estudo do eletromagnetismo). Em 1831, Michael
Faraday descobre que a variação na intensidade da corrente elétrica que percorre um circuito
fechado induz uma corrente em uma bobina próxima. Uma corrente induzida também é
observada ao se introduzir um ímã nessa bobina. Essa indução magnética teve uma imediata
aplicação na geração de correntes elétricas. Uma bobina próxima a um imã que gira é um
exemplo de um gerador de corrente elétrica alternada. Os geradores foram se aperfeiçoando até se
tornarem as principais fontes de suprimento de eletricidade empregada principalmente na
iluminação. Em 1875 é instalado um gerador em Gare du Nord, Paris, para ligar as lâmpadas de
arco da estação. Foram feitas máquinas a vapor para movimentar os geradores, e estimulando a
invenção de turbinas a vapor e turbinas para utilização de energia hidrelétrica. A primeira
hidrelétrica foi instalada em 1886 junto ás cataratas do Niágara. Para se distribuir a energia,
foram criados inicialmente condutores de ferro, depois os de cobre e finalmente, em 1850, já se
fabricavam os fios cobertos por uma camada isolante de guta-percha vulcanizada, ou uma
camada de pano. A Publicação do tratado sobre eletricidade e magnetismo, de James Clerk
Maxwell, em 1873, representa um enorme avanço no estudo do eletromagnetismo. A luz passa a
ser entendida como onda eletromagnética, uma onde que consiste de campos elétricos e
magnéticos perpendiculares à direção de sua propagação. Heinrich Hertz, em suas experiências
realizadas a partir de 1885, estuda as propriedades das onde eletromagnéticas geradas por uma
bobina de indução; nessas experiências observa que se refletida, refratada e polarizada, do mesmo
modo que a luz. Com o trabalho de Hertz fica demonstrado que as ondas de radio e as de luz são
ambas ondas eletromagnéticas, desse modo confirmando as teorias de Maxwell; as ondas de radio
e as ondas luminosas diferem apenas na sua freqüência. Hertz não explorou as possibilidades
práticas abertas por suas experiências. Mais de dez anos se passaram até que Guglielmo Marconi
utilizou as ondas de rádio no seu telegrafo sem fio. E por fim, em 1901 a primeira mensagem de
rádio é transmitida através do Atlântico.


2 – Desenvolvimento:

2.1 – Objetivo do trabalho;
O presente tem por finalidade fornecer aos alunos do curso de Engenharia de produção
mecânica da Universidade Anhanguera de Taubaté a possibilidade de aprendizagem dos
conceitos de mecânica e eletricidade na disciplina de Física, de forma lúdica, demonstrando na
prática as teorias ensinadas em sala.



2.2 – Grandezas físicas envolvidas no projeto;
Neste projeto, podemos falar de vários conceitos, forças e grandezas físicas que atuam
no mesmo. Dentre estas vamos falar um pouco de aceleração, energia cinética, corrente elétrica,
atrito, tensão elétrica e potência elétrica.

ACELERAÇÃO: Quando observamos um determinado automóvel se deslocando percebemos
que ele muda de velocidade com o passar do tempo. Quando a sua velocidade é crescente
dizemos que o movimento é uniformemente acelerado, e se diminui sua velocidade dizemos que
ele está em movimento uniformemente retardado. Mas o que vem a ser aceleração? Em Física,
aceleração é a taxa de variação da velocidade em relação ao tempo, ou seja, é a rapidez com que a
velocidade de um corpo varia. É uma grandeza vetorial que como tal possui módulo, direção e
sentido. No Sistema Internacional de Unidades (SI) a unidade de aceleração é o metro por
segundo ao quadrado (m/s
2
). No movimento retilíneo uniforme (MRU) a velocidade é sempre
constante, sendo assim, esse tipo de movimento não possui aceleração, ou melhor, sua aceleração
é nula (a = 0). Porém, no movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV), como o próprio
nome diz, a velocidade varia de forma uniforme em todos os instantes do movimento. Assim, a
aceleração do movimento é constante e pode ser determinada da seguinte forma:


Onde:

a
m
é a aceleração média;
ΔV é a variação de velocidade: ΔV= V
2
– V
1

Δt é o intervalo de tempo que ocorre a variação da velocidade: Δt = t
2
– t
1
.

ENERGIA CINÉTICA: É a energia devido ao movimento. É o caso de um corpo que recebe
energia em forma de trabalho, e todo este trabalho se converte em energia de movimento. Esta
forma de energia é denominada energia cinética. Este tipo de energia é uma grandeza escalar que
depende da massa e do módulo da velocidade do corpo em questão. Quanto maior o módulo da
velocidade do corpo, maior é a energia cinética. Quando o corpo está em repouso, ou seja, o
módulo da velocidade é nulo, a energia cinética é nula.


ATRITO: Quando empurramos ou puxamos um corpo qualquer de massa m, percebemos que
existe certa dificuldade; e, em alguns casos, percebe-se que o corpo não entra em movimento. O
que acontece é que toda vez que puxamos ou empurramos um corpo, aparece uma força que é
contrária ao movimento. Essa força é chamada de Força de Atrito. A definição de força de atrito
é a força natural que atua sobre os corpos quando estes estão em contato com outros corpos e
sofrem a ação de uma força que tende a colocá-lo em movimento, e ela é sempre contrária ao
movimento ou à tendência de movimento. A força de atrito aparece em razão das rugosidades
existentes nas superfícies dos corpos. O atrito depende da força normal entre o objeto e a
superfície de apoio; quanto maior for a força normal, maior será a força de atrito.

F
at
= μ.N





CORRENTE ELÉTRICA: Ao se estudarem situações onde as partículas eletricamente
carregadas deixam de estar em equilíbrio eletrostático passamos à situação onde há deslocamento
destas cargas para um determinada direção e em um sentido, este deslocamento é o que
chamamos corrente elétrica. Estas correntes elétricas são responsáveis pela eletricidade
considerada utilizável por nós. Normalmente utiliza-se a corrente causada pela movimentação de
elétrons em um condutor, mas também é possível haver corrente de íons positivos e negativos
(em soluções eletrolíticas ou gases ionizados).
A corrente elétrica é causada por uma diferença de potencial elétrico (d.d.p./ tensão). E ela é
explicada pelo conceito de campo elétrico, ou seja, ao considerar uma carga A positiva e outra B,
negativa, então há um campo orientado da carga A para B. Ao ligar-se um fio condutor entre as
duas os elétrons livres tendem a se deslocar no sentido da carga positiva, devido ao fato de terem
cargas negativas, lembrando que sinais opostos são atraídos. Desta forma cria-se uma corrente
elétrica no fio, com sentido oposto ao campo elétrico, e este é chamado sentido real da corrente
elétrica. Embora seja convencionado que a corrente tenha o mesmo sentido do campo elétrico, o
que não altera em nada seus efeitos (com exceção para o fenômeno chamado Efeito Hall), e este é
chamado o sentido convencional da corrente. Para calcular a intensidade da corrente elétrica (i)
na secção transversal de um condutor se considera o módulo da carga que passa por ele em um
intervalo de tempo, ou seja:





TENSÃO ELÉTRICA: É a diferença de potencias entre dois pontos. A tensão elétrica também
pode ser explicada como a quantidade de energia gerada para movimentar uma carga elétrica.
Vamos dar um exemplo de uma mangueira com água, a qual no ponto entre a entrada de água e a
saída exista uma diferença na quantidade de água, essa diferença trata-se da ddp entre esses dois
pontos. Já no condutor, por onde circula a carga de energia elétrica, a diferença entre o gerador
(equipamento responsável por gerar energia) e o consumidor (que pode ser seu computador ou
outro equipamento) é que simboliza qual é a tensão que existe nesse condutor.



No exemplo acima, o gerador, que é a pilha, libera uma partícula eletrizada, esta percorre o
condutor e faz acender a lâmpada, depois essa partícula continua seu percurso até retornar à pilha.
Com isso, pode-se concluir que a tensão elétrica é a quantidade de energia que um gerador
fornece pra movimentar uma carga elétrica durante um condutor. Como já foi dito, a tensão
elétrica é quantidade de energia gerada para movimentar uma carga, portanto, o gerador necessita
liberar energia elétrica para movimentar uma carga eletrizada.
A fórmula para calcular a tensão a partir desse conceito é:
U = E
el
/ Q
Onde:
U= Tensão elétrica
E
el
= Energia elétrica
Q= Quantidade de carga eletrizada
Outra fórmula para calcular a tensão elétrica é a partir da energia elétrica utilizada e quantidade
de carga:
V = J / C
Onde:
J= Joule
C= Coulomb
A unidade de tensão será dada em J/C.


POTÊNCIA ELÉTRICA: É uma grandeza física que mede a energia que está sendo
transformada na unidade de tempo, ou seja, mede o trabalho realizado por uma determinada
máquina na unidade de tempo. Assim, temos:


Com isso, podemos dizer que a função básica de uma máquina, elétrica ou não, é transformar
energia. Na eletricidade, os dispositivos elétricos estão constantemente transformando energia: o
gerador de eletricidade transforma energia não elétrica em energia elétrica, o resistor transforma
energia elétrica em calor, etc. Para transportar uma carga elétrica entre dois pontos cuja diferença
de potencial é U, o trabalho realizado pela força elétrica é .
Portanto, temos:

Como:


Vimos que a intensidade da corrente elétrica que atravessa uma seção de um fio é dada por:



Substituindo i no lugar do quociente q/Δt, a nova configuração da equação é:


Onde:
P – é a potência, que é dada em watt (W)
i – é a corrente elétrica, que é dada por ampère (A)
U – é a tensão, que é dada em volt (V)
A equação acima em destaque é usada para o cálculo da potência elétrica, que pode ser aplicado
para diversos aparelhos elétricos ou eletrônicos.


2.3 – Materiais utilizados na confecção do projeto;
Na construção do projeto, seguimos o especificado no regulamento de construção,
mantendo o mesmo nas condições exigidas pela regra do desafio. Diante disto, foram elencados
os seguintes materiais na construção:

1 – Chapa de acrílico; 5 – Pilhas alcalinas;
2- Suporte para pilhas; 6 – Chave alavanca 3 posições;
3- Motores de 5,9 V; 7 – Cabo manga 4x26 awg;
4- Clamp para CD; 8 – CD;



2.4 – Projeto e Construção do protótipo:
Após a seleção dos materiais, deu-se inicio a montagem do protótipo, seguindo o
esquema do desenho no anexo do regulamento.

















Montagem do esquema elétrico







2.5 – Descrição dos Testes realizados;
Ao término da montagem o robô foi submetido a testes de velocidade, giro e curvas.
Neste foi observado que a estrutura mais pesada (placas de acrílico) deixou o mesmo mais lento e
assim, suscetível a um ataque com mais facilidade. Em contrapartida, sua robustez trouxe um
melhor alinhamento nos avanços frontais e giros, proporcionando um ataque mais preciso. Ainda,
cogitou-se uma troca de motor (6v para 12v) porém, o mesmo não foi feito porque haveria um
custo mais elevado no desenvolvimento do projeto. Por fim, analisando os pontos prós e contras,
o que de fato irá influenciar no objetivo final será a habilidade do manuseio do equipamento
criado, bem como a tática de combate desenvolvida para cada batalha.
Montagem da parte mecânica

2.6 – Problemas e soluções para o projeto;
Nesta etapa, levantamos os problemas pertinentes aos testes realizados e aplicamos
soluções simples para sanar as irregularidades. Logo abaixo segue tabela com as observações e
soluções para o modo potencial de falha.




TOP FOUR - MODO POTENCIAL DE FALHA X SOLUÇÃO

Cabo elétrico atrapalhando movimentação do
giro e marcha ré.

Posicionado cabo na parte superior do
acoplamento dos motores, livrando as rodas
traseira de um possivel contato com o cabo.

Fixação das pilhas no controle do veículo.

Retirado as pilhas e implementado bateria de
12 v, proporcionando melhor aproveitamento
de espaço.

Pouco atrito na transferência de energia dos
motores para as rodas, bem como da roda para
o chão.

Capeamento das rodas com fita isolante.


Rodas soltando dos clamps.

As rodas foram coladas aos clamps evitando
assim uma possível soltura das mesmas no
combate.



3 – Conclusão:
O presente foi de extrema importância, pois toda teoria aplicada em sala foi utilizada na
confecção do projeto. Dentre essas podemos citar a Aceleração (taxa de variação da velocidade
em relação tempo), a Cinética ( energia devido ao movimento), o Atrito (força contraria á
aplicada em um objeto para desloca-lo), a Corrente (deslocamento de carga em uma determinada
direção e sentido), a Tensão (quantidade de energia para movimentar uma carga) e a Potência
elétrica (mede o trabalho realizado por uma determinada máquina na unidade de tempo).
Agregado a isto, ainda foram aplicados conhecimentos de desenho para elaborar o esboço do
projeto e Cálculo para esquadrejar o chassis do veículo e suas furações de acoplagem das peças.
Ante o exposto, fica evidenciado a importância de projetos como este na iniciação científica do
mundo acadêmico, proporcionando ao graduando a possibilidade de executar na prática todos os
conceitos trazidos do impírico a realidade.




4 – Referências;

1 – http://www.infoescola.com/fisica/tensao-eletrica/
2 – www.brasilescola.com
3 – www.mundoeducacao.com
4 – www.educacao.uol.com.br
5 – www.sofisica.com.br
6 – www.mundovestibular.com.br