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Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Prova de Álgebra Linear I - código 21002 Data: 21 de Janeiro de 2008

Correcção abreviada e comentada


Grupo I

1. 2. 3. 4. 5. - a) 5. - b)
c) c) a) d) verdadeira verdadeira
1. (i) é falsa - ver propriedades dos determinantes; (ii) e (iii) são verdadeiras - ver fórmula que
relaciona matriz inversa com a adjunta.
2. Considerando as matrizes associadas ao sistema e efectuando transformações elementares con-
venientes:  
1 0 a
a
[A|b] → · · · → 0 1 a
0 .
2
0 0 −a − a −1 − a

Comparando rank A e rank[A|b] conclui-se que a), b), d) são falsas e que c) é verdadeira.
3. Estudar os conceitos de dependência e independência linear e ver exemplos no manual.
4. Temos que (0, 0) 6∈ F e que (2, 2) = 2(1, 1) 6∈ U, pelo que F e U não podem ser subespaços de
R2 . Tanto G como H são o subespaço de R2 gerado pelo vector (1, 1).
5. - a) Temos que F ∩ G = {(x, y, z) ∈ R3 : x + y + z = 0, x + y = 0} = {(−y, y, 0) : y ∈ R}
= h(−1, 1, 0)i, pelo que a afirmação é verdadeira.
Nota: Para mostrar que (1, −1, 0) gera o subespaço F ∩ G não é suficiente provar que (1, −1, 0) ∈
F ∩ G. É necessário mostrar que qualquer vector de F ∩ G é múltiplo escalar de (1, −1, 0) - como
foi feito acima.
5. - b) Escrevendo u = (1, 1, 1), v = (1, 1, 0) e w = (1, 0, 1) então tem-se que Au = 0 = 0u,
Av = v = 1v, Aw = w = 1w. Logo, por definição, u é vector próprio de A (associado ao valor
próprio 0) e v, w são valores próprios de A (associados ao valor próprio 1). Como u, v, w são 3
vectores linearmentes de R3 então (u, v, w) é uma base de R3 formada por vectores próprios de A.
Logo A é diagonalizável, e a afirmação é verdadeira.
Nota: Não são apenas as matrizes com valores próprios todos distintos que são diagonalizáveis.
Por exemplo, a matriz identidade de qualquer ordem, In = diag(1, 1, ..., 1) é uma matriz diagonal
(logo diagonalizável) e tem um único valor próprio que é 1 (com multiplicidade algébrica n). É
aconselhável uma revisão ao exercı́cio 12 da AF1-2.
Grupo II
a) Temos que ker f = {(x, y, z) ∈ R3 : f (x, y, z) = (0, 0)} = {(x, y, z) ∈ R3 : x+y = 0, x+z = 0} =
{(x, −x, −x) : x ∈ R} = h(1, −1, −1)i. Como (1, −1, −1) 6= (0, 0, 0) segue-se que ((1, −1, −1)) é
uma base de ker f .
Temos que im g = hg(1, 0), g(0, 1)i = h(1, 1, 1), (0, 1, −1)i. Como estes vectores são linearmente
independentes (justificar), então ((1, 1, 1), (0, 1, −1)) é uma base im g.
b) Por a) sabe-se que dim ker f = 1 6= 0 e que dim im g = 2 < 3 = dim R3 . Logo f não é injectiva
e g não é sobrejectiva. Aplicando o Teorema das dimensões (para f e para g) pode-se concluir
que dim im f = 2 = dim R2 e que dim ker g = 0. Logo f é sobrejectiva e g é injectiva.

1
c) Tem-se que (g◦f )(1, 0, 0) = g(1, 1) = (1, 2,0), (g◦f )(0,
 1, 0) = g(1, 0) = (1, 1, 1), (g◦f )(0, 0, 1) =
1 1 0
g(0, 1) = (0, 1, −1). Portanto MB,B (g ◦ f ) = 2 1 1 .
0 1 −1
Alternativa 1: Podemos determinar a expressão geral de g ◦ f : (g ◦ f )(x, y, z) = g(x + y, x + z)
= (x + y, 2x + y + z, y − z). Em seguida, calcular directamente as imagens dos vectores da base
canónica de R3 e obter os resultados acima.  
1 1 0
Alternativa 2: Da mesma maneira poderı́amos calcular Mb.c.R3 ,b.c.R2 (f ) = e
    1 0 1 
1 0 1 0   1 1 0
1 1 0
Mb.c.R2 ,b.c.R3 (g) = 1 1 . Deste modo, Mb.c.R3 ,b.c.R3 (g◦f ) = 1 1  = 2 1 1  .
1 0 1
1 −1 1 −1 0 1 −1
 
1 1 0
d) Temos que B = MB′ ,B′ (g ◦ f ) = P AQ, onde Q = MB′ ,B (id) = 1 2 0 e P = MB,B′ (id)

    2 0 1
2 −1 0 −1 2 −1
= Q−1 = −1 1 0. Assim, B =  3 1 1 .
−4 2 1 1 −2 1
Alternativa: Calcular (g ◦ f )(1, 1, 2) = (2, 5, −1), (g ◦ f )(1, 2, 0) = (3, 4, 2) e (g ◦ f )(0, 0, 1) =
(0, 1, −1) e escrever cada um destes vectores como combinação linear dos vectores da base de B′ .
Ver exercı́cios 11-d5 ) e 12)-ei ) da AF2-2.
Grupo III
a) Temos que |Aα | = α(α − 1)2 , donde |Aα | =
6 0 ⇐⇒ α 6= 0 ∧ α 6= 1.
b1 ) Temos que pA (λ) = |A − λI3 | = −λ2 (λ − 3).
b2 ) 
A matriz A 
é raiz doseu polinómio caracterı́stico, donde pA (A) = 0, ou seja A3 = 3A2
3 3 3 9 9 9
=3 3 3 3 = 9 9
   9 = 9A. Logo A5 = A3 × A2 = 9A × A2 = 9A3 = 81A.
3 3 3 9 9 9
b3 ) Como |A − λI3 | = λ2 (3 − λ), então 0 é valor próprio de A com m. a.(0) = 2. Logo o único
subespaço próprio de A que poderá ter dimensão 2 é E(0) = {X ∈ R3 : AX = 0}. Resolvendo
o sistema, obtém-se E(0) = {(x, y, z) ∈ R3 : x = −y − z} = {(−y − z, y, z) : y, z ∈ R} =
h(−1, 1, 0), (−1, 0, 1)i. Estes vectores são linearmente independentes e formam uma base de E(0).
Grupo IV
a) Toda a solução de AX = b é da forma (1, 1, 1) + α(1, 2, 1) + β(0, 1, 0) com α, β ∈ R. Ora,
(k + 1, 0, k + 1) ∈ S ⇐⇒ (k + 1, 0, k + 1) = (1, 1, 1) + α(1, 2, 1) + β(0, 1, 0)
( (
k=α α=k
⇐⇒ (k, −1, k) = α(1, 2, 1) + β(0, 1, 0) ⇐⇒ ⇐⇒
−1 = 2α + β β = −1 − 2k
Portanto (k + 1, 0, k + 1) = (1, 1, 1) + k(1, 2, 1) + (−1 − 2k)(0, 1, 0) ∈ S, ou seja (k + 1, 0, k + 1) é
solução de AX = b.
b) Por a), (k + 1, 0, k + 1) é solução de AX = b, para qualquer k ∈ R. Assim fazendo k = −1,
obtemos que (0, 0, 0) é solução. Isto significa que podemos substituir X por (0, 0, 0), donde b = 0.
FIM