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Composição química e bioquímica- Metabolismo


ESTRUTURA QUÍMICA E METABOLISMO CELULAR
A Citologia estuda a célula, sua estrutura e funções. No entanto para podermos entender bem uma célula
precisamos primeiro conhecer do que ela é feita.
Componentes químicos da célula
CÉLULAS CÉLULAS
CONSTITUINTES ANIMAIS VEGETAIS
% %
Água 60 75
Substâncias minerais 4,3 2,45
Glicídios 6,2 18,0
Substâncias
orgânicas Lipídios 11,7 0,5
Proteínas 17,8 4,0

Água
Um dos componentes básicos da célula é a água. A água é solvente universal; para que as substâncias
possam se encontrar e reagir, é preciso existir água.
A água também ajuda a evitar variações bruscas de temperatura, pois apresenta valores elevados de calor
específico, calor de vaporização e calor de fusão.
Organismos pecilotérmicos não podem viver em lugares com temperaturas abaixo de zero, pois como não
são capazes de controlar a temperatura do corpo a sua água congelaria e os levaria à morte.
Nos processos de transporte de substâncias, intra e extracelulares, a água tem importante participação,
assim como na eliminação de excretas celulares.
A água também tem função lubrificante, estando presente em regiões onde há atrito, como por exemplo,
nas articulações.
Variação da taxa de água nos seres vivos.
A quantidade de água varia de acordo com alguns fatores:
1º - Metabolismo: é o conjunto de reações químicas de um organismo, podendo ser classificado como
metabolismo energético e plástico. Quanto maior a atividade química (metabolismo) de um órgão, maior o
teor hídrico.

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Quantidade de água em porcentagens do


peso total em alguns órgãos humanos
Encéfalo de embrião 92,0
Músculos 83,4
Cérebro 77,8
Pulmões 70,9
Coração 70,9
Osso 48,2
Dentina 12,0

2º - Idade: o encéfalo do embrião tem 92% de água e o do adulto 78%.A taxa de água em geral decresce
com a idade.
3º - Espécie: na espécie humana há 64% de água e nas medusas (água-viva) 98%.Esporos e sementes
vegetais são as estruturas com menor proporção de água (15%).

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Sais Minerais
Aparecem na composição da célula sob duas formas básicas: imobilizada e dissociada. Se apresentam sob
a forma imobilizada como componentes de estruturas esqueléticas (cascas de ovos, ossos, etc.). Sob
forma dissociada ou ionizada aparecem como na tabela abaixo:
Cálcio Componente dos ossos e dentes. Ativador de certas enzimas. Por exemplo : enzimas da
(Ca2+) coagulação .
Magnésio
Faz parte da molécula de clorofila; é necessário, portanto , à fotossíntese.
( Mg2+)
Presente na hemoglobina do sangue, pigmento fundamental para o transporte de oxigênio.
Ferro
Componente de substâncias importantes na respiração e na fotossíntese (citocromos e
(Fe2+)
ferrodoxina).
Tem concentração intracelular sempre mais baixa que nos líquidos externos. A membrana
Sódio plasmática, por transporte ativo, constantemente bombeia o sódio, que tende a penetrar por
(Na+) difusão. Importante componente da concentração osmótica do sangue juntamente com o K
.
É mais abundante dentro das células que fora delas. Por transporte ativo, a membrana
Potássio plasmática absorve o potássio do meio externo. Os íons sódio e potássio estão envolvidos nos
(K+) fenômenos elétricos que ocorrem na membrana plasmática, na concentração muscular e na
condução nervosa.

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Fosfato Componente dos ossos e dentes. Está no ATP, molécula energética das atividades celulares.
(PO4-3) É parte integrante do DNA e RNA, no código genético.
Cloro
Componente dos neurônios (transmissão de impulsos nervosos ).
(Cl-)
Iodo
Entra na formação de hormônios tireoidianos.
(I-)

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Glicídios
Os glicídios são também conhecidos como açúcares, sacarídios, carboidratos ou hidratos de carbono. São
moléculas compostas principalmente de: carbono, hidrogênio, oxigênio. Os açúcares mais simples são os
monossacarídios, que apresentam fórmula geral . O valor de n pode variar de 3 a 7 conforme o
tipo de monossacarídio. O nome do açúcar é dado de acordo com o número de átomos de carbono da
molécula, seguido da terminação OSE. Por exemplo, triose, pentose,hexose. São monossacarídios
importantes: glicose, frutose, galactose, ribose e desoxirribose.
n Fórmula Nome
3 Triose
4 Tetrose
5 Pentose
6 Hexose
7 Heptose

A junção de dois monossacarídeos dá origem a um dissacarídio.Ex. sacarose.


Quando temos muitos monossacarídeos ligados, ocorre a formação de um polissacarídeo, tal como o
amido, o glicogênio, a celulose, a quitina, etc.
Os glicídios são a fonte primária de energia para as atividades celulares, podendo também apresentar
funções estruturais, isto é, formar estruturas celulares. Enquanto as plantas produzem seus próprios
carboidratos, os animais incorporam-nos através do processo de nutrição.

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(conjunto das transformações químicas)


Anabolismo - reações químicas de síntese, que "juntando"moléculas simples produzem
moléculas maiores
Catabolismo - reações químicas de análise (decomposição) que "quebrando" moléculas
Metabolismo grandes separam suas unidades menores

Tabela - Monossacarídeos
Carboidrato Papel biológico
Ribose Uma das matérias-primas necessárias à produção de ácido ribonucléico.
Pentoses
Desoxirribose Matéria-prima necessária à produção de ácido desoxirribonucléico (DNA).
é a molécula mais usada pelas células para obtenção de energia. é fabricada
Glicose pelas partes verdes dos vegetais, na fotossíntese. Abundante em vegetais, no
Hexoses sangue, no mel.
Frutose Outra hexose, também com papel fundamentalmente energético.
Galactose Um dos monossacarídeos constituinte da lactose do leite. Papel energético.

Tabela

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Monossacarídeos
Onde é encontrado e papel
Carboidrato
constituintes
biológico
Em muitos vegetais. Abundante na
Sacarose glicose + frutose cana-de-açúcar e na beterraba. Papel
energético.
Encontrado no leite. Papel
DISSACARÍDEOS Lactose glicose + galactose
energético.
Encontrado em alguns vegetais.
Provém da digestão do amido no
Maltose glicose + glicose
tubo digestivo de animais. Papel
energético.
Encontrados em raízes, caules e
folhas. O excesso de glicose
Amido muitas moléculas de glicose
produzido na fotossíntese é
armazenado sob forma de amido.
Componente esquelético da parede
POLISSACARÍDEOS de células vegetais, funcionando
Celulose muitas moléculas de glicose
como reforço. é o carboidrato mais
abundante na natureza.
Encontrado no fígado e nos
Glicogênio muitas moléculas de glicose músculos. Constitui a reserva
energética dos animais.

IDENTIFICAÇÃO PRÁTICA DE ALGUNS CARBOIDRATOS


Reagente Lugol ● identificação de amido (polissacarídeo).
(cor castanho-clara) ● muda sua cor para azul-violeta (roxa).
● aquecido na presença de glicose forma um precipitado amarelo-escuro
Reagente Benedict (alaranjado).
(cor azul)
● aquecido na presença de sacarose forma um precipitado amarelo-claro.

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Lipídios
A principal propriedade deste grupo de substâncias é o fato de serem insolúveis em água. Essas
substâncias são formadas por C, H e O, mas em proporções diferentes da dos carboidratos.
Fazem parte deste grupo as gorduras, os óleos, as ceras e os esteróides. As gorduras e os óleos formam o
grupo dos triglicerídios, pois, por hidrólise, ambos liberam um álcool chamado glicerol e 3 "moléculas"
de ácidos graxos. O ácido graxo pode ser saturado ou insaturado. O saturado é aquele onde há somente
ligações simples entre os átomos de carbono, como por exemplo, o ácido palmítico e o ácido esteárico. O
ácido graxo insaturado possui uma ou mais ligações duplas entre os carbonos, como, por exemplo, o ácido
oléico.
R = 10 ou mais átomos de carbono.

Um lipídio é chamado "gordura" quando está no estado sólido à temperatura ambiente; caso esteja no
estado líquido será denominado "óleo".
As ceras são duras à temperatura ambiente e macias quando são aquecidas. As ceras, por hidrólise, liberam
"uma" molécula de álcool e ácidos graxos, ambos de cadeia longa.
Os esteróides são lipídios de cadeia complexa. Como exemplo pode-se citar o colesterol e alguns
hormônios: estrógenos, testosterona.

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IDENTIFICAÇÃO PRÁTICA DE LIPÍDIOS


Sudam III ● insolúvel em água; flutua na água, por ter menor densidade.
(vermelho) ● solúvel em lipídios, os quais cora em vermelho, flutuando ambos na
superfície da água.

Funções dos lipídios nos seres vivos.


a) são constituintes da membrana plasmática e de todas as membranas internas da célula (fosfolipídios);

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b) fornecem energia quando oxidados pelas células. São normalmente usados como reserva energética;
c) fazem parte da estrutura de algumas vitaminas (A, D, E e K);
d) originam alguns hormônios (andrógenos, progesterona, etc.);
e) ajudam na proteção, pois as ceras são encontradas na pele, nos pêlos, nas penas, nas folhas, impedindo
a desidratação dessas estruturas, através de um efeito impermeabilizante.

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Proteínas
São os principais constituintes estruturais das células. Elas têm três papéis fundamentais:
1º - estruturam a matéria viva(função plástica), formando as fibras dos tecidos;
2º - aceleram as reações químicas celulares (catálise) - neste caso as proteínas são chamadas de enzimas
(catalisadores orgânicos);
3º funcionam como elementos de defesa (anticorpos).
As proteínas são macromoléculas orgânicas formadas pela junção de muitos aminoácidos (AA). Os
aminoácidos são as unidades (monômeros) que constituem as proteínas (polímeros). Qualquer aminoácido
contém um grupo carboxila e um grupo amina.

A fórmula geral de um aminoácido está representada abaixo:

A ligação química entre dois AA chama-se ligação peptídica, e acontece sempre entre o C do radical
ácido de um AA e o N do radical amina do outro AA.

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Quando a ligação ocorre entre 2 AA chamamos a molécula formada de dipeptídio. Quando ocorre com 3
AA chamamos de tripeptídio. Acima de 4 AA a molécula é chamada de polipeptídio. As proteínas são
sempre polipeptídios (costuma ter acima de 80 AA).
IDENTIFICAÇÃO PRÁTICA DE PROTEÍNAS
Reagente Millon
● aquecido forma um precipitado vermelho com a proteína.
(incolor)
Reação do Biureto ● muda a cor azul-clara para violácea (arroxeada).
(CuSO4 + NaOH)
(cor azul)

Existem vinte tipos diferentes de AA que fazem parte das proteínas. Um mesmo AA pode aparecer várias
vezes na mesma molécula.
Aminoácidos Aminoácidos
essenciais não essenciais
Histidina (His) Alanina (Ala)
Isoleucina (Iso) Arginina (Arg)
Leucina (Leu) Asparagina (Asn)
Lisina (Lis) Ácido aspártico (Asp)
Metionina (Met) Cisteína (Cis)
Fenilalanina (Fen) Ácido glutâmico (Glu)
Treonina (Tre) Glicina (Gli)
Triptofano (Tri) Glutamina (Gln)
Valina (Val) Prolina (Pro)
Serina (Ser)
Tirosina (Tir)

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Parte desses AA são essenciais (precisam ser obtidos da alimentação), a partir dos quais o organismo pode
sintetizar todos os demais (AA naturais).
O que diferencia um AA de outro é o radical R.

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Se o número de aminoácidos, que formam determinada molécula, for superior a 80, convencionalmente,
ela será chamada de proteína. Apesar de existirem somente 20 AA, o número de proteínas possível é
praticamente infinito.
As proteínas diferem entre si devido:
a) a quantidade de AA na molécula,
b) os tipos de AA,
c) a seqüência dos AA na molécula.
Duas proteínas podem ter os mesmos AA nas mesmas quantidades, porém se a seqüência dos AA for
diferente, as proteínas serão diferentes. Exemplo: imagine que cada letra da palavra AMOR seja um AA.
Quantas palavras diferentes podemos escrever com essas letras?
ROMA, MORA, OMAR, RAMO, etc.

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A seqüência dos AA na cadeia polipeptídica é o que chamamos de estrutura primária da proteína. Se a


estrutura primária de uma proteína for mudada, a proteína é mudada. A estrutura primária é importante
para a forma espacial da proteína.
O fio protéico (estrutura primária) não fica esticado, mas sim enrolado como um fio de telefone (forma
helicoidal), devido à projeção espacial da ligação peptídica.Essa forma é chamada de estrutura
secundária.
Em muitas proteínas a própria hélice (estrutura secundária) sofre dobramento sobre si mesma, adquirindo
forma globosa chamada de estrutura terciária.
É essa estrutura terciária (espacial = tridimensional) que determina a função biologicamente ativa,
fazendo a proteína trabalhar como enzima, anticorpo, etc.
Vários fatores tais como, temperatura, grau de acidez (pH), concentração de sais e outros podem
alterar a estrutura espacial de uma proteína, sem alterar a sua estrutura primária. Este fenômeno é
chamado de desnaturação.

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Uma das funções das proteínas é a função estrutural, pois fazem parte da arquitetura das células e tecidos
dos organismos.
PROTEÍNAS ESTRUTURAIS
PROTEÍNA PAPEL BIOLÓGICO
Proteína presente nos ossos, cartilagens e tendões, e também na pele. Aumenta a
Colágeno resistência desses tecidos à tração.
Recobre a superfície da pele dos vertebrados terrestres. É o mais abundante
componente de unhas, garras, corpos, bicos e pêlos dos vertebrados.
Queratina Impermeabilizando as superfícies corpóreas, diminuindo a desidratação.
Actina e miosina Principais constituintes do músculo. Responsáveis pela contratilidade do músculo.
Albumina Proteína mais abundante do plasma sangüíneo, conferindo-lhe viscosidade, pressão
osmótica e função tampão.
Hemoglobina Proteína presente nas hemácias. Relacionada ao transporte de gases pelas células
vermelhas do sangue.

Além da função estrutural as proteínas atuam como catalisadoras das reações químicas que ocorrem nas
células. São as enzimas. A maior parte das informações contidas no DNA dos organismos, é referente
à fabricação de enzimas.
Cada reação que ocorre na célula necessita de uma enzima específica, isto é, uma mesma enzima não
catalisa duas reações diferentes. A especificidade das enzimas é explicada pelo modelo da chave
(reagente) e fechadura (enzima). A forma espacial da enzima deve ser complementar à forma espacial
dos reagentes (substratos). As enzimas não são descartáveis, uma enzima pode ser usada diversas vezes. A
desnaturação de uma enzima implica na sua inatividade, pois perdendo sua forma espacial ela não
consegue mais se encaixar ao seu substrato específico.
HOLOENZIMA = APOENZIMA + COENZIMA + COFATOR

(enzima conjugada) (proteína) (orgânica) (inorgânica)

estrutura 3 VITAMINA sal=íon


(atividade biológica)

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O inibidor enzimático tem forma semelhante ao substrato (reagente). Encaixando-se na enzima, bloqueia
a entrada do substrato, inibindo a reação química.
A temperatura é um fator importante na velocidade da atividade enzimática. A velocidade da reação
enzimática aumenta com o aumento da temperatura até certo limite, então a velocidade diminui
bruscamente. Para cada tipo de enzima existe uma temperatura ótima. Para os seres humanos, a
maioria das enzimas tem sua temperatura ótima de funcionamento entre 35 e 40º C.

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Muitas enzimas para poderem funcionar precisam de um " ajudante" chamado de cofator. Os cofatores
podem ser íons metálicos, como o cobre, zinco e manganês. Se o cofator é uma substância orgânica, ele é
denominado coenzima. A maioria das vitaminas necessárias ao nosso organismo atua como coenzima.
Vitaminas são substâncias orgânicas essenciais, que têm de ser obtidas do alimento, uma vez que o
organismo não consegue fabricá-las.

VITAMINAS

HOLOENZIMA = APOENZIMA + COENZIMA + COFATOR

(enzima conjugada) (proteína) (orgânica) (inorgânica)

estrutura 3 VITAMINA sal = íon

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(atividade biológica)

VITAMINAS
Vitaminas Uso no corpo deficiência Principais fontes
Necessária para o Vegetais
crescimento normal e amarelos
para o funcionamento Cegueira noturna; (cenoura, abóbora,
A normal dos olhos, do xeroftalmia, “olhos batata doce, milho),
nariz, dos pulmões. secos” em crianças; pêssego, nectarina,
antixeroftálmica Previne resfriados e cegueira total. abricó, gema de ovo,
várias infecções . Evita manteiga,
a “cegueira noturna”. fígado.
Auxilia na oxidação
Cerais na forma
dos carboidratos.
integral e pães,
Estimula o apetite. Perda de apetite, fadiga
feijão, fígado, carne
Mantém o tônus muscular, nervosismo,
B1 de porco, ovos,
muscular e o bom beribéri (homem) e
fermento de padaria,
(tiamina) funcionamento do polineurite (pássaros).
vegetais de
sistema nervoso.
folhas.
Previne beribéri.
Auxilia na oxidação
Vegetais de folhas
dos alimentos.
(couve, repolho,
Essencial à respiração Ruptura da mucosa da
espinafre etc), carnes
B2 celular. Mantém a boca, dos lábios, da língua
magras, ovos,
tonalidade saudável da e das bochechas.
(riboflavina) fermento de padaria,
pele. Atua na
fígado, leite.
coordenação motora.
Inércia e falta de
Mantém o tônus
energia, nervosismo
nervoso e muscular e o Lêvedo de cerveja,
extremo, distúrbios
B (PP) bom funcionamento do carnes magras, ovos,
digestivos, pelagra
aparelho digestório. fígado, leite.
(ácido nicotínico) (homem) e língua preta
Previne a pelagra.
(cães).

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Lêvedo de cerveja,
B6 Auxilia a oxidação dos Doenças de pele, cereais integrais,
alimentos. Mantém a distúrbios nervosos, fígado, carnes
(piridoxina) pele saudável. inércia e extrema apatia. magras, peixe,
leite.
Fígado. Leite e seus
Importante para a
B12 derivados, em
maturidade das Anemia perniciosa.
carnes, peixes, ostras
(cianocobalamina) hemácias.
e leveduras.
Frutas cítricas
Inércia e fadiga em
(limão, lima,
(ácido ascórbico) Previne infecções. adutos, insônia e
laranja), tomate,
Mantém a integridade nervosismo em crianças,
couve, repolho e
C dos vasos sangüíneos e sangramento das
outros vegetais de
a saúde dos dentes. gengivas, inflamações
Anti-escorbútica folha, pimentão,
Previne escorbuto. nas juntas, dentes
morango, abacaxi,
alterados, escorbuto.
goiaba, caju.
(ergosterol = precursor da Atua no metabolismo Problemas nos dentes,
vitamina D) Lêvedo, óleo de
do cálcio e do fósforo. ossos fracos, contribui
fígado de bacalhau,
Mantém os ossos e os para os sintomas da
D gema de ovo,
dentes em bom estado. artrite, raquitismo,
manteiga
Anti-raquítica Previne o raquitismo. osteomalácia (adultos).
Promove a fertilidade.
(- tocoferol) Previne o aborto. Atua Esterilidade do macho,
Óleo de germe de
no sistema nervoso aborto. Oxidação de
trigo, carnes magras,
E involuntário , no ácidos graxos
laticínios, alface,
sistema muscular e nos insaturados e enzimas
Anti-oxidante óleo de amendoim.
músculos mitocondriais.
involuntários.
Vegetais verdes,
Atua na coagulação do Hemorragias tomate, castanha,
sangue. Previne prolongadas: retarda o espinafre, alface,
Anti- hemorrágica hemorragias. processo de cogulação. repolho, couve, óleos
vegetais.

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Matérias > Biologia > Citologia > Membrana Plasmática > Composição Química - Modelos; Funções;
especializações

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Composição Química - Modelos;


Funções; especializações
A membrana plasmática será selecionadora das substâncias que a célula troca com o ambiente externo.
Devido à sua fragilidade, na maioria das vezes apresenta envoltório externo que lhe dá proteção ou
sustentação física: membrana celulósica (células vegetais) e glicocálix (células animais). O glicocálix é
composto por emaranhado de moléculas glicídicas: dá proteção contra agentes físicos ou químicos
externos à célula; retém nutrientes ou enzimas na sua superfície.
a) Propriedades e constituição química.
A membrana plasmática é invisível ao microscópio óptico comum, porém sua presença já havia sido
proposta pelos citologistas muito antes do surgimento do microscópio eletrônico. Mesmo hoje ainda
restam ser esclarecidas muitas dúvidas a seu respeito.
A membrana celular é composta de fosfolipídios e proteínas, assim como todas as membranas que fazem
parte das estruturas membranosas da célula, tais como: retículos, lisossomos, mitocôndrias, plastos, etc.
Ela apresenta certa elasticidade e permeabilidade seletiva, isto é, para certos tipos de moléculas ela é
permeável e para outras ela é impermeável.
b) Estrutura.
Atualmente o modelo mais aceito é o MODELO DO MOSAICO FLUIDO proposto por Singer e
Nicholson. Segundo esse modelo, a membrana seria composta por duas camadas de fosfolipídios onde
estão depositadas as proteínas. Algumas dessas proteínas ficam aderidas à superfície da membrana,
enquanto outras estão totalmente mergulhadas entre os fosfolipídios; atravessando a membrana de lado a
lado. A flexibilidade da membrana é dada pelo movimento contínuo dos fosfolipídios; estes se deslocam
sem perder o contato uns com os outros.
As moléculas de proteínas também têm movimento, podendo se deslocar pela membrana, sem direção.

c) Funções
A membrana plasmática contém e delimita o espaço da célula, mantém condições adequadas para que
ocorram as reações metabólicas necessárias. Ela seleciona o que entra e sai da célula, ajuda a manter o
formato celular, ajuda a locomoção e muito mais.

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Matérias > Biologia > Citologia > Membrana Plasmática > Composição Química - Modelos; Funções;
especializações

As diferenciações da membrana plasmática


Em algumas células, a membrana plasmática mostra modificações ligadas a uma especialização de função.
Algumas dessas diferenciações são particularmente bem conhecidas nas células da superfície do intestino.
a) Microvilosidades
São dobras da membrana plasmática, na superfície da célula voltada para a cavidade do intestino.
Calcula-se que cada célula possui em média 2.500 microvilosidades. Como conseqüência de sua
existência, há um aumento apreciável da superfície da membrana em contato com o alimento.
b) Desmossomos
São regiões especializadas que ocorrem nas membranas adjacentes de duas células vizinhas. São espécies
de presilhas que aumentam a adesão entre uma célula e a outra.
c) Interdigitações
Como os desmossomos também têm um papel importante na coesão de células vizinhas.

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Matérias > Biologia > Citologia > Membrana Plasmática > Permeabilidade

Permeabilidade
O transporte através da membrana
a) Difusão
No fenômeno de difusão, as moléculas de soluto e solvente, num meio líquido, tendem a se distribuir de
maneira homogênea. O movimento das moléculas se dá no sentido de equilibrar a concentração da
solução.

SOLUÇÃO Solvente (água) + Soluto (sais, açúcares, etc.)

Concentrada= "muito"soluto e "pouco" solvente ().


Diluída= "pouco"soluto e "muito" solvente ().

Quando uma célula é colocada num meio rico em determinado soluto (hipertônico), passará a ter no seu
interior moléculas desse soluto, contanto que a membrana plasmática seja permeável à substância. O
interior (citoplasma) da célula com menor quantidade de soluto é hipotônico.
Normalmente, quanto menor for a partícula que se difunde, mais rápida será sua passagem através da
membrana plasmática. Assim, água, sais minerais, açúcares (monossacarídeos), aminoácidos, se difundem
através da membrana com relativa facilidade. Já macromoléculas, como proteínas ou amido não
atravessam a membrana, podendo ser, no entanto, capturados pela célula por outros métodos.
Um bom exemplo de difusão, através da membrana plasmática, é o caso da entrada de oxigênio numa
célula. Como há um consumo constante de oxigênio pelas mitocôndrias na respiração, a concentração
interna do gás é sempre baixa em relação ao meio externo. Existe então entre a célula e o meio um
gradiente de concentração (diferença de concentração), e as moléculas de oxigênio tendem a se mover do
local de maior concentração (lado externo) para o local de menor concentração (citoplasma). Por outro
lado, o gás carbônico estará sempre em concentração alta no citoplasma. Isto fará com que ocorra difusão
constante desta substância para fora da célula.
b) Osmose
Um caso especial de difusão.
Imagine uma situação em que o tamanho dos poros de uma determinada membrana permita apenas a
passagem das moléculas de água, porém impeça a passagem do soluto. Uma membrana deste tipo é

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chamada semipermeável.
Osmose é então um caso de difusão do solvente através de uma membrana semipermeável. O solvente se
difunde em direção à região em que há menor concentração de suas moléculas.

c) Difusão Facilitada
A superfície da membrana plasmática possui proteínas especiais, receptoras ou permeases, que
reconhecem e transportam (carregadoras) substâncias alimentares de fora para o interior das células ou
vice-versa. É um processo de facilitação que segue o gradiente de concentração, sem gasto de energia,
como acontece também na osmose.

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d) Transporte Ativo
Já vimos que na difusão e na osmose, por processos puramente físicos, as moléculas tendem a se deslocar
do local de sua maior concentração para a região de menor concentração. Contudo o inverso também pode
ocorrer em células vivas. Isto é evidentemente contrário à tendência natural da difusão, e para poder
ocorrer, necessita de um gasto de energia: é o transporte ativo. Quando analisamos o conteúdo de uma
hemácia, encontramos nela concentrações de íons de sódio (Na+) muito menor do que a concentração de
sódio no plasma (solução aquosa do sangue). Ora, se raciocinarmos em termos de difusão deveria entrar na
célula até que as concentrações fora e dentro se igualassem.
No entanto, isto não ocorre, enquanto a hemácia estiver viva, sua concentração interna de Na+ é baixa.

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A explicação para este fenômeno é a seguinte: na realidade está ocorrendo difusão e íons de Na+ estão
continuamente penetrando na célula. Porém ao mesmo tempo a membrana está expulsando íons Na+ da
célula, sem parar. Esta expulsão se faz por transporte ativo. Desta forma, a concentração interna de Na+
continua baixa, porém, às custas de um trabalho constante por parte da célula.
Já a situação do íon potássio (K+) na hemácia é inversa: encontramos sempre na célula concentração de
potássio (K+) muito superior à do plasma.
O K+, por difusão, tende a "fugir" da célula, porém a membrana o reabsorve constantemente. Ou seja, a
membrana "força" a passagem do K+ de um local de menor concentração (plasma), para o de maior
concentração gastando energia no processo.

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Apesar dos íons Na+ e K+ terem aproximadamente o mesmo tamanho, e, portanto igual difusibilidade
percebemos que a membrana plasmática se comporta de maneira totalmente diferente em relação a cada
um deles. Aqui se pode falar, sem dúvida, em permeabilidade seletiva.
Muitas são as situações em que se verifica o transporte ativo: certas algas marinhas concentram o iodo
em porcentagem centenas de vezes maior do que existe na água do mar; as células da tireóide retiram o
iodo do sangue por transporte ativo.

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A fagocitose e a pinocitose
A membrana plasmática tem a capacidade de englobar material externo, levando-o para o interior das
células. Proteínas receptoras selecionam e se ligam às moléculas que vão capturar. A membrana se
eleva, envolvendo a partícula que é encerrada numa bolsa e despregada para o interior do citoplasma da
célula. Qualquer processo de captura é chamado endocitose. Há dois tipos de endocitose:
a) Fagocitose (fago = comer):
Neste processo a célula engloba partículas sólidas, relativamente grandes. A célula, entrando em contato
com a partícula, emite pseudópodos que a englobam, formando um vacúolo alimentar (fagossomo).
A fagocitose é observada principalmente em células isoladas como amebas e leucócitos. No caso da
ameba, trata-se de um processo nutritivo; no caso dos leucócitos, é um processo de defesa contra
bactérias que invadem o organismo.

b) Pinocitose (pino = beber):


É um processo mais delicado do que a fagocitose, sendo difícil sua observação ao microscópio óptico.
Partículas líquidas muito pequenas são capturadas por esse processo. A membrana plasmática, na região
de contato com a partícula, se invagina, aprofundando-se no interior do citoplasma, forma-se um canal.
Por fim, a partícula é envolvida por um pedaço da membrana que solta-se, formando uma vesícula de
pinocitose (pinossomo). É provável que a maioria das células seja capaz de realizar a pinocitose; esse
processo é então geral, enquanto a fagocitose se restringe a alguns tipos de células apenas.
Tanto na fagocitose como na pinocitose, as vesículas ou vacúolos produzidos poderão receber enzimas
digestivas, que degradarão o alimento englobado.

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Certas células, para a expulsão de materiais, empregam o método inverso à endocitose. Uma vesícula
formada internamente se liga à membrana. Nesse ponto, o seu conteúdo é expelido. O processo é chamado
clasmocitose.

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c) Osmose em Célula Vegetal


As células vegetais apresentam dois tipos de membranas:
● Membrana celulósica (parede celular): permeável, composta por celulose (polissacarídeo) e de
grande resistência mecânica. Aparece externamente à membrana plasmática oferecendo proteção à
célula (como se fosse uma armadura).
● Membrana plasmática (membrana celular): composição lipoprotéica, elástica e semipermeável. É
responsável pela seletividade das substâncias que poderão entrar ou sair da célula.

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O grande vacúolo da célula vegetal adulta ocupa a maior parte do volume citoplasmático e sua
concentração é o fator primordial para regular as trocas osmóticas entre a célula (membrana
plasmática-semipermeável) e o ambiente que a cerca.
As células com bom volume de água terão a membrana plasmática pressionada contra a parede celular
rígida (celulósica), a qual vai oferecendo resistência crescente à entrada de água no vacúolo (citoplasma),
sempre que a célula (citoplasma hipertônico) estiver em contato com ambiente aquoso diluído
(hipertônico).
Há uma equação que descreve essas trocas osmóticas:
Sc = Si - M

Sc = Sucção celular
Si = Sucção interna (Será tanto maior quanto maior for a concentração osmótica do vacúolo e do
citoplasma da célula).
M = resistência da membrana celulósica
Outra forma de expressar as mesmas grandezas:
D.P.D. = P.O. - P.T.
D.P.D. = Déficit de pressão de difusão
P.O. = Pressão osmótica
P.T. = Pressão de turgor
Assim podem ocorrer as situações:
a) As células vegetais mergulhadas em ambiente hipotônico (por exemplo, água destilada) estarão com
seu volume máximo, ou seja, as células estarão túrgidas e a resistência da membrana celulósica (M)
também será máxima.
Si = M Sc = 0

b) Nas células flácidas o volume de água intracelular não chega a pressionar a membrana celulósica (M):
M=0 Sc = Si

c) As células plasmolisadas estiveram mergulhadas em solução hipertônica e perderam tanta água, que a
membrana plasmática “descolou” da celulósica (M) tendo citoplasma e vacúolo muito reduzidos:

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M=0 Sc = Si

Se esta célula for colocada em água destilada voltará a ganhar água, realizando deplasmólise.
d) Se a célula vegetal estiver exposta no ar e a ventilação promover lenta perda de água, o vacúolo reduz
seu volume e a membrana celulósica acompanha essa retração (fica com M negativo!):
Sc = Si – (-M) Sc = Si + M

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Funções metabólicas
O Hialoplasma
Também chamado citoplasma fundamental ou ciclosol. Trata-se de um material viscoso, amorfo, no qual
ficam mergulhados os orgânulos. Quimicamente, o hialoplasma é formado por água e moléculas de
proteína, formando uma dispersão que os químicos denominam colóide. A abundância de água no
hialoplasma facilita a distribuição de substâncias por difusão, como também a ocorrência de inúmeras
reações químicas.
Em algumas células vivas observadas ao microscópio óptico, percebe-se que a região mais externa do
hialoplasma (ectoplasma) é bastante viscosa (citogel). A parte interna (endoplasma) já é mais fluida
(citosol). Certos movimentos do hialoplasma podem ser observados em células vivas, envolvendo
principalmente o endoplasma:
a) Ciclose
A ciclose pode ser facilmente observada em células vivas, especialmente em células vegetais; trata-se de
uma corrente citoplasmática que afeta o endoplasma.
A velocidade da ciclose é aumentada pela elevação da temperatura e pela luz. Anestésico,
temperaturas baixas e ausência de oxigênio são fatores que retardam ou até anulam o movimento.

b) Movimento amebóide
Em certas células as correntes citoplasmáticas são orientadas de tal maneira que elas resultam na
locomoção da própria célula por meio de pseudópodos. Esse fenômeno é comum em amebas e leucócitos.
Leia a descrição a seguir, observando simultaneamente a figura.

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O endoplasma flui na direção do movimento; ao chegar na extremidade anterior, ele torna-se mais viscoso
e se agrega às "paredes" de ectoplasma já existentes, então o ectoplasma "cresce" na parte interior. Na
extremidade posterior, ocorre o oposto: o ectoplasma (viscoso) transforma-se em endoplasma que flui para
frente. Então, na extremidade posterior, a parede de ectoplasma diminui constantemente.

Em conclusão, a célula se move por meio de um fluxo de endoplasma, enviado pela extremidade posterior,
e que se transforma em ectoplasma na região anterior da célula. Ainda no hialoplasma encontramos vários
orgânulos e algumas inclusões.
As inclusões são estruturas sem vida no citoplasma da célula. Ao conjunto das inclusões chamamos
paraplasma: gotas de lipídios, grânulos de proteínas e pigmentos, substâncias cristalizadas (insolúveis).

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Organelas

a) Retículo endoplasmático
Estrutura
No citosol das células eucariotas existe uma grande rede de canais e bolsas formadas por membranas
semelhantes à do plasmalema. Essa rede de canais e bolsas forma o retículo endoplasmático. Existem dois
tipos de retículos: rugoso ou granular e liso ou agranular.
O retículo endoplasmático rugoso (RER) é constituído por um conjunto de bolsas membranosas que
apresentam ribossomos aderidos à sua superfície externa, daí o aspecto granuloso. O retículo
endoplasmático liso (REL), por sua vez, é formado por um conjunto de túlulos membranosos que, como
não apresenta ribossomos, apresenta um aspecto liso ao microscópio eletrônico. O RER e o REL são
interligados e a transição de um para outro é gradual.
Funções
O RE funciona como uma grande rede de distribuição de substâncias no interior da célula. Tais substâncias
podem percorrer o interior da célula sem se misturarem com o citosol.
O REL é responsável pela produção de lipídios e fosfolipídios como os glicerídeos a lecitina. A fabricação
de hormônios esteróides a partir do colesterol, também é feita no REL (estrógenos, testosterona). Outras

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funções do REL estão ligadas a desintoxicação do organismo (células do fígado) e armazenamento de


substâncias: água, açúcares, pigmentos e sais (regulação osmótica).
O RER por possuir ribossomos é responsável pela síntese de proteínas da célula, além de executar as
funções do REL. As proteínas produzidas pelo RER são transportadas até o complexo de Golgi pelo REL.

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b) Ribossomos
Estrutura
O ribossomo é composto de RNA do tipo ribossômico e proteínas. Cada ribossomo é formado por duas
subunidades ligadas entre si, sendo uma delas maior que a outra. Os ribossomos podem ser encontrados
soltos no citosol ou ligados ao RE. É comum a associação entre vários ribossomos livres do citosol;
quando isso acontece o conjunto formado chama-se polirribossomo. Os polirribossomos são formados
sempre que está acontecendo síntese de proteínas.

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Funções
Os ribossomos são responsáveis pela síntese de proteínas, tanto aqueles que estão livres no citosol quanto
aqueles que estão associados ao RE.

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c) Aparelho ou complexo de Golgi


Estrutura
O complexo de Golgi é formado por um conjunto de dictiossomos. Cada dictiossomo, por sua vez, é
formado por um conjunto de bolsas membranosas empilhadas. Nas células animais os dictiossomos estão
juntos próximos ao núcleo, enquanto que nas células vegetais eles estão espalhados pelo citoplasma.
Funções
No CG ocorre o armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de substâncias. Conforme o
tipo de substância e sua função, elas poderão ser eliminadas da célula para o organismo ou permanecer no
interior da célula. As células glandulares possuem o CG bastante desenvolvido. O processo de eliminação
de substâncias que irão atuar fora da célula é chamado de secreção celular. O CG também elimina
substâncias que irão permanecer no interior da célula; estas são eliminadas no interior de bolsas
membranosas e a estrutura formada recebe o nome de lisossomo.

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Além da secreção celular, o CG tem um papel importante na formação do espermatozóide, pois este
durante seu processo de formação perde quase todas as suas organelas, restando apenas o núcleo e o CG
(acrossomo), que contém as enzimas digestivas necessárias para romper as membranas do óvulo e
permitir a sua fecundação.

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O complexo de Golgi também pode ter outras funções bem específicas, dependendo do tipo de célula
estudada, como a formação da lamela média durante a divisão da célula vegetal (fragmoplasto).

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Exemplo:
Secreção da célula de ácino pancreático:
Os ácinos são pequenas estruturas glandulares que secretam as enzimas do suco pancreático. Na figura
abaixo, está representado um ácino em corte transversal, sendo que as células ficam ao redor de um
espaço, chamado luz ou lúmen.

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A secreção dos grãos de zimógeno numa célula pancreática.

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Esta é a representação esquemática de uma das células do ácino vista ao microscópio eletrônico. Existe
bastante ergastoplasma, o que indica que a célula é eficiente produtora de proteínas. Repare ainda que as
vesículas brotando do complexo de Golgi, são os grãos de zimógeno. Nestas vesículas ficam as enzimas
que a célula secreta.
Algumas das vesículas despejam seu conteúdo na luz do ácino. Nesta célula então, a síntese de proteínas
ocorre no ergastoplasma; o complexo de Golgi funciona como armazenador e empacotador da secreção,
que acaba sendo lançada ao exterior.

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Secreção do muco nas células caliciformes do intestino:


Na mucosa intestinal, existem células especiais em forma de cálice, que produzem uma solução
lubrificante e protetora, chamada muco. O muco é constituído por proteínas associadas a polissacarídeos
(glicoproteínas).
A seguir, você vê o esquema de uma célula caliciforme.

Uma célula caliciforme do intestino e a secreção de grãos de muco.


Observe que do complexo de Golgi brotam vesículas de muco que, ao chegarem na superfície superior da
célula, eliminam-no na luz intestinal. Isto ocorre porque a proteína produzida no ergastoplasma passa para
o complexo de Golgi, onde ela se associa ao polissacarídeo pré- fabricado; o material é empacotado em
vesículas ou grãos de muco e lançado para fora da célula.

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d) Lisossomo
Estrutura
Os lisossomos (lise = quebra destruição, soma = corpo) são estruturas compostas por bolsas membranosas
que contém diversos tipos de enzimas digestivas.
Função
Os lisossomos são responsáveis pela digestão intracelular. As bolsas, com partículas, formadas pela
fagocitose e pinocitose, fundem-se aos lisossomos dando origem aos vacúolos digestivos, onde ocorrerá a
digestão intracelular. Conforme essas partículas vão sendo digeridas pelas enzimas presentes nos
lisossomos, as pequenas moléculas formadas que são úteis à célula atravessam a membrana do lisossomo e
passam para o citosol, onde serão aproveitadas. Ao final da digestão, resta no interior do vacúolo somente
resíduos inúteis que deverão ser eliminados da célula. O vacúolo contendo os resíduos passa a se chamar
vacúolo residual. O processo de eliminação do conteúdo do vacúolo residual para o meio extracelular
chama-se clasmocitose ou defecação celular.
O processo de digestão de substâncias que entraram na célula por fagocitose ou pinocitose chama-se
processo heterofágico.
A célula pode usar os lisossomos para digerirem partes de si mesmas num processo de autofagia, para
destruir organelas velhas e desgastadas ou quando a célula não recebe alimentos suficientes para se manter
viva. O lisossomo se aproxima da estrutura a ser digerida ou eliminada e se funde com ela, formando o
vacúolo autofágico. Uma célula pode assim destruir e reconstruir seus componentes centenas de vezes.
As enzimas lisossômicas são produzidas no ergastoplasma, daí passam ao complexo de Golgi, no qual são
empacotadas e liberadas sob a forma de vesículas (lisossomos primários). Quando uma partícula de
alimento é englobada, forma-se o vacúolo alimentar (fagossomo). Observe a figura a seguir.

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Um ou mais lisossomos se fundem ao fagossomo, despejando nele enzimas digestivas: está formado o
vacúolo digestivo ou lisossomo secundário. As pequenas moléculas provenientes da digestão são
absorvidas pelo citoplasma. O vacúolo, agora cheio de resíduos, é chamado vacúolo residual, que em
certas células, por clasmocitose, expulsa os resíduos para o meio externo.

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e) Peroxissomos
Vesículas membranosas assemelhadas aos lisossomos. Diferem destes nos tipos de enzimas que possuem,
as quais digerem gorduras e degradam aminoácidos. Armazenam grande quantidade de catalase, enzima
que acelera a decomposição da água oxigenada (H2O2) resultante do metabolismo celular. Essa é uma
nobre função protetora, pois a H2O2 é mutagênica no interior das células, podendo danificar o DNA.

f) Mitocôndrias
Estrutura
As mitocôndrias são estruturas delimitadas por duas membranas lipoprotéicas, sendo a mais externa lisa e
a interna cheia de dobras denominadas cristas mitocondriais. O seu interior é preenchido por um fluido
que contém diversas enzimas, pequenos ribossomos, DNA, RNA, etc. Esse fluido chama-se matriz
mitocondrial.
Função
As mitocôndrias são responsáveis pela respiração intracelular, isto é, produção e liberação de energia
(ATP) para todas as atividades celulares.
A respiração intracelular consiste na quebra de moléculas orgânicas (glicose) em presença de oxigênio e
liberação de energia, CO2 e água. A energia liberada é armazenada em moléculas de adenosina trifosfato
(ATP).
Devido à presença de DNA e RNA as mitocôndrias são capazes de se autoduplicarem independentemente
da duplicação celular, além disso, são capazes de sintetizar muitas das proteínas necessárias ao processo
respiratório.

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g) Plastos
Estrutura
Os plastos são estruturas exclusivas de algas e vegetais. O seu número e forma varia muito conforme o
organismo estudado.

Existem basicamente dois tipos de plastos: cromoplastos e leucoplastos. Os cromoplastos apresentam


pigmentos no seu interior (cromo = cor), os leucoplastos (leuco = branco), não contém pigmentos. O
cromoplasto mais comum nos vegetais é o cloroplasto.
Cloroplasto
Os cloroplastos apresentam forma discoidal, são envolvidos por uma membrana externa e uma interna.
Além destas, os plastos apresentam muitas membranas internas que formam bolsas chatas em forma de
disco chamadas tilacóides. Estes, por sua vez, estão dispostos de modo a formar pilhas, semelhantes a uma
pilha de moedas. A pilha de tilacóides recebe o nome de granum (plural = grana) . O interior do
cloroplasto é preenchido por uma matriz gelatinosa chamada estroma, onde se encontram DNA, RNA,
ribossomos, enzimas, etc.
Nos tilacóides estão localizadas as moléculas de clorofilas, as quais estão organizadas de modo a poderem
captar a maior quantidade de luz possível.

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Funções
Nos cloroplastos acontece a fotossíntese, processo onde são fabricadas moléculas orgânicas,
principalmente glicose, usada pelas mitocôndrias na respiração intracelular.
Durante a fotossíntese a clorofila capta a energia luminosa que será transformada em energia
química (ATP). Essa energia será usada na fabricação de glicose a partir de água e gás carbônico.
Cloroplastos ou leucoplastos podem armazenar o excesso de glicose produzida em forma de amido
(polissacarídeo). Esses reservatórios são os amiloplastos.
Como as mitocôndrias, os cloroplastos são capazes de se autoduplicar independentemente da duplicação
celular e sintetizar alguns tipos de proteínas.
ORIGEM DE CLOROPLASTOS E MITOCÔNDRIAS
Algumas evidências levaram alguns estudiosos a propor a Teoria da endossimbiose. Essa teoria diz que
num passado distante cloroplastos e mitocôndrias deveriam ser bactérias de vida livre, que passaram a
viver no interior de células eucariotas em busca de proteção, dando em troca alimento e energia para a
célula. A estrutura dessas organelas é muito semelhante à estrutura de algumas bactérias atuais, além do
fato dessas organelas apresentarem seu próprio DNA, RNA, ribossomos e poderem se autoduplicar.

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h) Centríolos
Os centríolos estão presentes na maioria dos organismos eucariontes, com exceção das plantas
Angiospermas.
Cada célula possui um par de centríolos (diplossomo) que ficam localizados em uma região chamada
centrossomo ou centro celular. Cada centríolo do par é formado por 9 triplas de microtúbulos dispostos de
modo a formar um cilindro. Os dois centríolos do par estão dispostos perpendicularmente um em relação
ao outro.
Possuem DNA próprio com capacidade de autoduplicação, a qual executam antes da divisão celular.Os
centríolos originarão cílios e flagelos responsáveis por várias formas de movimentação.
Funções
Estão envolvidos com a divisão celular.

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i) Cílios e Flagelos
Estrutura
São prolongamentos finíssimos que crescem a partir da superfície da célula. Sua estrutura interna
chama-se axonema e é formada por 9 pares de microtúbulos dispostos de forma cilíndrica e um par central
(haste). Embora tenham a mesma estrutura interna, cílios e flagelos diferem entre si da seguinte forma ;
cílios são curtos e numerosos, flagelos são longos e pouco numerosos.
Na base de cada cílio e flagelo encontramos uma estrutura semelhante a um centríolo chamado
cinetossomo ou corpo basal, pois essas estruturas crescem a partir do centríolo. No corpo basal,
diferentemente da haste, há 9 túbulos triplos e não apresenta o par central.
Funções
Cílios e flagelos têm funções de locomoção celular (algas, protozoários, espermatozóides), captura de
alimentos (esponjas), limpeza do organismo (epitélio traqueal nas vias respiratórias), etc.

Citoesqueleto

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O interior do citoplasma da célula eucariota possui uma rede de finíssimos tubos e filamentos interligados
chamada de citoesqueleto.
Estrutura
O citoesqueleto é formado por microtúbulos, compostos de uma proteína chamada tubulina e
microfilamentos, constituídos de uma proteína contráctil chamada actina. Existem outros tipos de
filamentos, sendo os dois citados os principais.
Funções
O citoesqueleto é responsável pela forma, organização e movimentos da célula eucariota (pseudópodos),
movimentos citoplasmáticos (ciclose) além de formar estruturas importantes para o funcionamento celular
(deslocamento de orgânulos).

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Ciclos Vitais, Mitose, Meiose e


Microscopia
MITOSE
O ciclo celular
Existem basicamente dois tipos de divisão celular: a mitose e a meiose. Uma célula, dividindo-se por
mitose, dá origem a duas novas células com o mesmo número de cromossomos da célula inicial.
Como você já sabe, cada espécie tem um número constante de cromossomos. Assim, na espécie humana,
as células somáticas apresentam 46 cromossomos ou 23 pares de cromossomos homólogos (2n = 46).
Cada uma dessas células, ao sofrer mitose, dá origem a duas outras também com 46 cromossomos.
A mitose é um processo importante no crescimento dos organismos multicelulares e nos processos de
regeneração de tecidos do corpo. Nos unicelulares, é um tipo de divisão que ocorre quando há
reprodução assexuada.
A meiose é um tipo de divisão em que uma célula dá origem a quatro novas células com metade do
número de cromossomos da célula inicial (divisão reducional) . Uma célula que apresenta 2n = 46
cromossomos, ao sofrer meiose, dá origem a quatro células com n = 23 cromossomos.
A meiose é um processo importante para a variabilidade gênica dos organismos, sendo o tipo de
divisão que ocorre no processo de formação de gametas nos indivíduos que apresentam reprodução
sexuada.

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O ciclo celular corresponde a um ciclo regular de eventos que ocorrem desde a formação de uma célula
até a sua própria divisão em duas células-filhas. Esse ciclo é dividido em duas etapas básicas: a interfase,
etapa em que a célula não está em divisão, e a mitose, etapa em que a célula está em divisão.

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Tanto a interfase como a mitose apresentam-se subdivididas em períodos ou fases. Os períodos da


interfase são denominados G1, S e G2 e as fases da mitose são denominadas prófase, metáfase, anáfase e
telófase.

O gráfico acima mostra a variação da quantidade de DNA durante o ciclo de vida da célula. A interfase é
dividida em três períodos:G1 (do inglês gap, intervalo), S e G2.

A duplicação do DNA ocorre durante o período S (síntese). Então, em G1, os cromossomos ainda estão

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como fio simples; em S, cada cromossomo fica com duas cromátides, assim permanecendo durante o
intervalo G2. No gráfico, C representa a quantidade de DNA de uma célula haplóide; 2C, de uma célula
diplóide antes da duplicação do DNA (no período G1, portanto), e 4C de uma célula em G2, após a
síntese.
Observe que na anáfase, a quantidade de DNA cai de novo para 2C: houve separação das cromátides -
irmãs, que estão migrando em direção aos pólos, para formar dois novos núcleos.
Visualização das etapas da mitose

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Fases da mitose.
Os cromossomos duplicados se espiralizam durante a prófase, ao mesmo tempo que o hialoplasma adquire
uma estrutura fibrosa ao redor dos diplossomos.

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Após a ruptura da membrana nuclear, os cromossomos dispõem-se na placa equatorial (metáfase).

A duplicação dos centrômeros marca o início da anáfase, durante a qual os cromossomos se dirigem para
os pólos.

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Na telófase, os cromossomos se desespiralizam, ao mesmo tempo que se forma a membrana nuclear a


partir do retículo endoplasmático. Um sulco de divisão (estrangulamento)permite a separação das
células-filhas.

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Na divisão das células de vegetais superiores, pode-se observar que:


● não há centríolos - mitose acêntrica;
● não há formação de fibras do áster - mitose anastral;
● citocinese - centrífuga (de dentro para fora)
Na citocinese das células vegetais não ocorre invaginação da membrana plasmática e sim formação
centrífuga de uma placa celular, originada a partir de pequenas vesículas diferenciadas do complexo de
Golgi, ricas em pectina. O conjunto dessas vesículas é denominado fragmoplasto. Essas vesículas se
fundem e seu conteúdo origina a lamela média, iniciando a formação da parede celular.
Mitose em célula vegetal.

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MEIOSE
A descrição das etapas da meiose
No esquema adiante foi representada uma célula diplóide, com dois pares de cromossomos homólogos.
Nessa célula, então, 2n= 4 cromossomos.
Prófase I
Leptóteno - Os cromossomos, devido à sua espiralação, ficam visíveis. Apesar de iniciarem a duplicação
na interfase, aparecem ainda como filamentos simples, bem individualizados.

Zigóteno - Os cromossomos homólogos se atraem, emparelhando-se. Este pareamento é conhecido


como sinapse e ocorre ponto por ponto. O pareamento de cromossomos homólogos não ocorre na
mitose.

Paquíteno - Aqui, cada cromossomo aparece constituído por duas cromátides, portanto terminou a
duplicação. Os 2 homólogos pareados mostram então 4 filamentos, cujo conjunto chamamos tétrade ou
bivalentes.

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Diplóteno - Nesta fase podem ocorrer quebras em regiões correspondentes das cromátides homólogas;
em seguida, os pedaços quebrados soldam-se em posição trocada.
Esse fenômeno é chamado crossing-over ou permuta. O crossing-over aumenta a variabilidade das
células formadas. Os homólogos se afastam, permanecendo em contato em alguns pontos chamados
quiasmas.
Os quiasmas representam as regiões observadas no microscópio, em que houve a troca de pedaços.

Diacinese - Os pares de homólogos estão praticamente separados. Os quiasmas "deslizam" para as


extremidades dos cromossomos (terminalização dos quiasmas). Aumenta ainda mais a espiralação dos
cromossomos.

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Visualização das etapas da meiose:

Metáfase I
A membrana nuclear desapareceu no final da prófase. As fibras do fuso já estão formadas, desde a
prófase I. Os pares de cromossomos homólogos se organizam no plano equatorial da célula. Os
centrômeros dos cromossomos homólogos se ligam a fibras que emergem de centríolos opostos. Assim,
cada componente do par será puxado em direções opostas.

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Anáfase I
Não ocorre divisão dos centrômeros; cada componente do par de homólogos migra em direção a um dos
pólos, por encurtamento das fibras do fuso.

Telófase I
A carioteca se reorganiza; os cromossomos se desespiralam. Às vezes, no entanto, isto não ocorre e os
cromossomos sofrem diretamente a segunda divisão meiótica. O citoplasma sofre divisão (citocinese).

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Intercinese
É uma interfase que pode ou não existir, dependendo do tipo de célula que está sofrendo meiose.

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Prófase II
É uma prófase semelhante à da mitose. É bem mais rápida do que a prófase I. Forma-se o fuso, às vezes
perpendicular ao anterior.

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Metáfase II
Os cromossomos se dispõem na placa equatorial, e se ligam às fibras do fuso.
Ao final da metáfase os centrômeros se duplicam. As cromátides passam a ser, cada uma, um
cromossomo (cromonema).

Anáfase II
Os cromossomos - filhos (irmãos) migram para pólos opostos.

Telófase II
Já nos pólos, os cromossomos se desespiralam; os nucléolos reaparecem. O citoplasma se divide: temos
agora quatro células n, originadas a partir da célula 2n, que iniciou o processo.

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A importância do crossing-over
Já vimos que no diplóteno pode ocorrer quebras em cromátides homólogas, seguidas de soldadura de
pedaços trocados. Este fenômeno, dito crossing - over ou permutação, é bem conhecido por observações;
no entanto, ainda permanecem desconhecidas as causas que o provocam.
O crossing-over acontece de maneira casual, sem que se possa prever em que pontos e em quais
cromossomos ele vai acontecer. Evidentemente, podem ocorrer várias trocas ao longo do mesmo par de
homólogos.
Os esquemas A e B comparam os resultados da meiose com e sem ocorrência de crossing, em uma célula
com dois cromossomos. Foram representados somente dois pares de genes alelos A e a e B e b.
Na figura A não houve troca de pedaços durante o pareamento. Como resultado final da meiose, temos
quatro células (que podem ser gametas ou esporos); duas delas com constituição genética AB e duas com
constituição ab.
Na figura B, ocorreu um crossing - over entre os genes A e B. As cromátides homólogas trocaram
pedaços. O resultado final mostra quatro células de constituição genética diferente, AB, Ab, aB e ab.

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Você percebeu então que o crossing-over permitiu o aparecimento de dois cromossomos com combinações
gênicas totalmente diferentes. Ab e aB, que não existiam na célula-mãe. É como se o crossing tivesse
"embaralhado" os genes dos cromossomos originais AB e ab. Dizemos então que houve recombinação
genética. O fenômeno de crossing-over aumenta pois a variabilidade genética dos gametas. Isto é um
importantíssimo fator no mecanismo da evolução.

Esquema A Esquema B

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Matérias > Biologia > Citologia > Divisão Celular > Gametogênese

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Gametogênese
Gametogênese é o processo de produção de gametas que são sempre células haplóides (n), com a função
de reprodução sexuada dos seres vivos (animal ou vegetal).
Nos animais essa produção é realizada no interior de órgãos especializados: testículos (gônadas
masculinas) produzem espermatozóides (gametas masculinos) e ovários (gônadas femininas) produzem
óvulos (gametas femininos). Nos vegetais, as estruturas especiais que terão essas funções são: anterídeos
(gametângios masculinos) produzirão os anterozóides (gametas masculinos) e arquegônios ou oogônios
produzirão oosferas (gametas femininos).
Na gametogênese animal, a espermatogênese é responsável pela produção de espermatozóides e a
ovulogênese (ou ovogênese) formará os óvulos.

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Matérias > Biologia > Citologia > Divisão Celular > Gametogênese

Principais diferenças
1 Ovogônia= fase de crescimento mais longa (= maior quantidade de vitelo) .
2 Nº espermatozóides e óvulos.
3 Ovócito II= está bloqueado em metáfase II.
4 Espermatogênese 2 a 3 semanas, a vida inteira.

Interpretando a tabela da gametogênese, devemos entender:


● No período de multiplicação, as gônias (células diplóides – 2n – indiferenciadas) proliferam
intensamente através de mitoses sucessivas, no interior do testículo (espermatogônias) e do ovário
(ovogônias).

● O período de crescimento é caracterizado pelo aumento volumétrico das gônias que irão formar os
citos I. As ovogônias terão uma fase de crescimento mais longa, acumulando maior quantidade de
vitelo (reserva alimentar do retículo endoplasmático e do complexo de Golgi) do que as
espermatogônias, ficando bem maiores. Cada espermatogônia (2n) forma um espermatócito
primário – 2n (espermatócito I ou de primeira ordem), enquanto a ovogônia (2n) produzirá o
ovócito primário – 2n (ovócito I ou de primeira ordem).

● É no período de maturação que ocorrerá a meiose (divisão celular reducional). Espermatócitos e


ovócitos primários (diplóides – 2n) duplicam seus cromossomos (DNA). Ao término da 1a divisão
meiótica (telófase I), cada espermatócito I (2n) produzirá dois espermatócitos II (secundários ou
de segunda ordem – cada um deles será “n”).
● Na espécie humana as células serão: espermatócito I (2n = 46 cromossomos) e espermatócito II
(“n” = 23 cromossomos, cada um deles ainda duplicado, por não ter ocorrido ruptura do
centrômero na anáfase I). Essa 1a divisão é reducional, pois cada célula (cito II) apresentará
metade dos cromossomos da espécie.
● Na ovulogênese, cada ovócito I (2n), ao término da meiose I, formará duas células
volumetricamente diferentes: uma será maior, o ovócito II (“n” = 23 cromossomos, ainda
bivalentes) e a outra menor, o 1o corpúsculo polar (ou polócito I: “n” = 23 cromossomos
bivalentes).

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Matérias > Biologia > Citologia > Divisão Celular > Gametogênese

Na meiose II ocorrerão diferenças importantes na gametogênese masculina e feminina, da espécie


humana:
● Cada espermatócito II (“n” = 23 cromossomos bivalentes), ao terminar a telófase II, formará duas
novas células de igual tamanho: espermátides (n = 23 cromonemas). Assim, partindo de uma
célula 2n (espermatócito I), ao fim da meiose serão produzidas quatro células haplóides
(espermátides).
Na etapa seguinte, espermiogênese, cada espermátide passa por importantes modificações no
tamanho, forma e organização citoplasmática, diferenciando o espermatozóide (gameta
masculino). Assim, estará completada a espermatogênese.

A interpretação seqüencial das figuras mostra:


● o retículo endoplasmático rugoso (ergastoplasma) produz grande quantidade de enzimas e as
encaminha para o complexo de Golgi.
● ocorre fragmentação do complexo de Golgi que irá se reorganizar próximo do núcleo, formando o
acrossomo, o qual armazena as enzimas que irão “abrir caminho” durante a fecundação, digerindo o
espessamento celular protetor do ovócito II (“óvulo”).
● multiplicação das mitocôndrias e migração, juntamente com os centríolos, para a peça intermediária.
As mitocôndrias irão gerar a energia para o batimento do flagelo, formado a partir do centríolo.

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● importante redução do volume do citoplasma da célula que estará diferenciada em espermatozóide.


● O ovócito II, quando completar a telófase II, formará uma grande célula haplóide (ovótide ou
óvulo: n = 23cromonemas) e o (pequeno) 2o corpúsculo polar (n = 23 cromonemas). O 1o
corpúsculo polar poderá ou nãocompletar a meiose II, formando ou não dois outros corpúsculos
polares. Desta forma, através da ovulogênse,de cada ovócito I (diplóide – 2n) que completar a
meiose, serão produzidos um óvulo e três corpúsculos polares.

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Matérias > Biologia > Citologia > Divisão Celular > Gametogênese

ATENÇÃO !!!
● Na espécie humana, cada ovócito II está contido num folículo de Graaf, dentro do ovário, desde o
nascimento das meninas. Estes ovócitos II estão com a meiose interrompida (bloqueada) em
metáfase II. Essa meiose só será completada se o ovócito II, eliminado em cada ciclo menstrual
(“ovulação”), for fecundado pelo espermatozóide. Esse encontro entre espermatozóide e ovócito II
(fecundação) deverá ocorrer no início da tuba uterina (trompa), visto que o ovócito tem vida
curtíssima (aproximadamente 24 horas !).

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● Essa meiose para a produção de gametas ocorre na grande maioria dos animais e é chamada meiose
gamética. A meiose espórica ocorre no interior de esporângios de vegetais, produzindo os esporos
haplóides, que são células de reprodução assexuada.

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Matérias > Biologia > Citologia > Núcleo > Cromatina - Cromossomos; DNA; RNA, Síntese de proteínas;
Nucléolo

Cromatina- Cromossomos; DNA; RNA; Síntese de proteínas; Nucléolo


Núcleo-Ácidos nucléicos.
Os ácidos nucléicos são as moléculas responsáveis pela hereditariedade. Os seres vivos apresentam dois
tipos de ácidos nucléicos: o ácido desoxirribonucléico (DNA) e o ácido ribonucléico (RNA).
Tanto o DNA como o RNA são macromoléculas constituídas por algumas centenas ou milhares de
unidades ligadas entre si. As unidades são chamadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo é constituído de 3
partes, um grupo fosfato, ligado a uma pentose (açúcar de 5 carbonos), que por sua vez está ligado a uma
base orgânica nitrogenada.
Representação do nucleotídeo

Uma molécula de ácido nucléico é portanto uma longa cadeia de nucleotídeos ligados entre si pelos
seus grupos fosfatos, sendo que o fosfato, de cada nucleotídeo se liga ao açúcar do nucleotídeo vizinho.

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No nucleotídeo de DNA, o açúcar presente é a desoxirribose. Já no nucleotídeo de RNA, é a ribose.


Cinco são as bases nitrogenadas mais freqüentes nos ácidos nucléicos: Adenina, Guanina, Citosina,
Timina e Uracila.
Adenina e guanina são bases púricas. Citosina, timina e uracila são bases pirimídicas.
Das cinco bases nitrogenadas, 3 delas são comuns ao DNA e ao RNA: são a adenina, a guanina e a
citosina. Já a timina é exclusiva do DNA, enquanto a uracila só se encontra no RNA.

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Disso decorre que uma molécula de DNA, por maior que seja terá apenas 4 tipos de nucleotídeos, todos
possuindo desoxirribose, no entanto diferindo quanto ao tipo de base. Já numa molécula de RNA, os 4
tipos de nucleotídeos terão a ribose, e uma das 4 bases nitrogenadas.

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Matérias > Biologia > Citologia > Núcleo > Cromatina - Cromossomos; DNA; RNA, Síntese de proteínas;
Nucléolo

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A ESTRUTURA DA MOLÉCULA DE DNA


Watson e Crick propuseram em 1953 um modelo da molécula de DNA. Este modelo foi confirmado desde
então por muitos dados experimentais. Neste modelo, a molécula é constituída por duas cadeias de
nucleotídeos. Cada cadeia é composta por vários nucleotídeos ligados uns aos outros pelos fosfatos. Além
disso, as duas cadeias estão ligadas uma à outra, pelas suas bases nitrogenadas, através de pontes de
hidrogênio. Observe no esquema:

Uma molécula de DNA se assemelha então, a uma escada de corda: nela, fosfatos e pentoses representam
os corrimões, enquanto que os degraus da escada são representados pelos pares de bases.No entanto, e
ainda segundo Watson e Crick, a "escada de corda" se apresentaria torcida, e em forma de dupla hélice,
como você pode ver no esquema.

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Nucléolo

PAPEL BIOLÓGICO DO DNA


AUTODUPLICAÇÃO
As espécies biológicas são muito estáveis quanto às suas características básicas: por exemplo, a espécie
humana não mudou apreciavelmente nos últimos milhares de anos. Essa estabilização nas características
fundamentais das espécies é conseguida pela transmissão de genes, de geração à geração. Os genes
(segmentos da molécula de DNA) "ditam" as características dos organismos. Faz-se necessário então um
mecanismo de duplicação dos genes, de tal forma que os destinados aos descendentes sejam idênticos aos
dos pais. O DNA tem a capacidade de se autoduplicar (copiar o seu código genético).
Nas divisões celulares (mitoses) mesmo não relacionadas com a reprodução, as células filhas recebem um
conjunto de genes idênticos aos da célula mãe; neste caso também, cada molécula de DNA produz uma
cópia fiel, ou seja, se autoduplica.
Além de compor a cromatina (cromossomos) nuclear, o DNA aparece nos orgânulos celulares
mitocôndrias, cloroplastos e centríolos codificando suas atividades, produção de proteínas e capacidade
multiplicativa.
SÍNTESE DE RNA.
Outro papel do DNA é sua capacidade de controlar toda e qualquer atividade química da célula. As
reações químicas celulares dependem sempre de enzimas. Os genes controlam a produção de enzimas
celulares da seguinte maneira: O DNA produz moléculas de RNA, que vão ao citoplasma. No citoplasma o
RNA "comanda" a fabricação de uma certa proteína (que por muitas vezes, é uma enzima). A seqüência de
aminoácidos na proteína depende da seqüência do RNA; a seqüência do RNA depende da seqüência de
bases do DNA que o fabricou. Ao pedaço de DNA que contém a informação para a produção de uma
proteína chamamos de cístron, que é uma das maneiras de conceituar o gene.
DUPLICAÇÃO DO DNA
Para o DNA se duplicar, há necessidade de uma enzima especial, DNA polimerase. A enzima estando
presente ocorrem as seguintes etapas:
as pontes de hidrogênio que ligam as bases nitrogenadas se rompem, as duas fitas se
afastam.
nucleotídeos livres de DNA, que já existem na célula, se encaixam nas duas fitas que se
afastaram. O encaixe só ocorre se as bases forem complementares.
quando as duas fitas originais tiverem sido completadas por nucleotídeos novos, estaremos
em presença de duas moléculas de DNA idênticas entre si. Em cada molécula, há um
filamento antigo, que pertencia a molécula-mãe, e um novo, que se formou a partir do antigo
(duplicação semi-conservativa).

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Nucléolo

COMO O DNA FABRICA RNA (TRANSCRIÇÃO)


Aqui também, é a seqüência do DNA que condiciona a seqüência na molécula de RNA. Uma diferença
importante com a duplicação é que apenas uma fita de DNA funciona como molde. O RNA produzido
será, portanto, fita simples e não fita dupla. Ocorrem as seguintes etapas:
é necessária a presença de uma enzima: a RNA polimerase.
as pontes de hidrogênio se desfazem; as duas fitas de DNA se afastam.
encaixam-se nucleotídeos livres de RNA apenas numa das fitas de DNA (fita ativa).
a molécula de RNA (fita única), se destaca de seu molde de DNA e migra ao citoplasma.
as duas fitas de DNA tornam a parear, reconstituindo a molécula original.

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TIPOS DE RNA
RNA-m (RNA mensageiro). Leva ao citoplasma a "mensagem" genética do DNA, orientando a síntese
de proteínas. É a seqüência dos códons do RNA-m que determina a seqüência dos aminoácidos na
proteína. Para poder produzir proteínas, o RNA-m se associa aos ribossomos existentes no citoplasma.
RNA-t (RNA transportador). São moléculas pequenas, de aproximadamente 80 nucleotídeos. O RNA
transportador possui numa certa região uma seqüência de 3 bases livres (anticódon).
Existem vários tipos de RNA transportadores, que variam quanto à seqüência das 3 bases. O papel dos
RNA-t é de capturar aminoácidos que se encontram dissolvidos no citoplasma e carregá-los ao local da
síntese protéica. Cada transportador é específico em relação ao aminoácido que ele transporta. Esta
especificidade é condicionada pela seqüência de 3 bases (chamada anticódon); assim o transportador com
anticódon CAA transporta o aminoácido valina, o RNA-t UGU carrega o aminoácido treonina, etc..
RNA-r (RNA ribossômico). É o RNA de fita mais comprida. O papel do RNA-r, pelo que se conhece até
hoje, é estrutural: serve como matéria-prima para a construção dos ribossomos. Os ribossomos são
indispensáveis para a tradução: ou seja, sem ribossomos, aparentemente nunca ocorre síntese protéica.

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Nucléolo

Cromatina- Cromossomos; DNA; RNA; Síntese de proteínas; Nucléolo


SÍNTESE DE PROTEÍNAS (TRADUÇÃO)
Segunda letra
U C A G
UUU UAU UGU
Fenilalanina UCU Tirosina Cisteína
UUC UGC U
UCC UAC
Serina C
U UGA Códon de
UCA UAA Códon de A
UUA parada
Leucina UCG UAG parada G
UUG UGG Triptofano
CUU CCU CAU CGU U
Histidina
CUC CCC CAC CGC C
C Leucina Prolina Arginina
CUA CCA CAA CGA A
CUG CCG Glutamina CGG G
CAG
AUU
AUC Isoleucina ACU AAU AGU U
Asparagina Serina
AUA ACC AAC AGC C
A Treonina
Metionina e ACA AAA AGA A
AUG códon de Lisina Arginina G
ACG AAG AGG
iniciação

GUU GCU GAU Ácido GGU U


GUC GCC GAC aspártico GGC C
G Valina Alanina Glicina
GUA GCA GAA Ácido GGA A
GUG GCG GAG glutâmico GGG G

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Nucléolo

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Os esquemas abaixo são indispensáveis para a compreensão do mecanismo da síntese proteíca.


1) Um ribossomo se associa a uma molécula de RNA-m, abrangendo 2 códons. No códon UUU se liga
um RNA-t com anti-códon AAA, trazendo o aminoácido fenilalanina. No 2º códon GAG, entra um
transportador com anti-códon CUC, trazendo o aminoácido ácido glutâmico. Entre a fenilalanina e
o ácido glutâmico se forma uma ligação peptídica.
2) A 1ª molécula de RNA-t se destaca do RNA-m, desligando-se também do aminoácido que havia
trazido; o RNA-t sai do ribossomo, podendo ir em busca de nova molécula de fenilalanina.
A correspondência entre DNA, RNA e aminoácidos.
- Código Genético -

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3) O ribossomo se desloca ao longo do RNA-m, abrangendo agora um terceiro códon (GUA). Entra o
RNA-t (CAU) trazendo o aminoácido valina. Forma-se uma ligação peptídica entre os dois aminoacidos, e
simultaneamente,o 2º RNA-t se desliga do ribossomo.

4) Após percorrer a molécula, o ribossomo sairá finalmente do RNA-m, ficando o polipeptídeo livre no
citoplasma ou encaminhado para o retículo endoplasmático, afim de ser transportado no interior da célula.
É claro que a mesma molécula de RNA-m pode ser "lida" (traduzida) por outro ribossomo, que seguirá
passo a passo o caminho percorrido pelo primeiro: o polipeptídeo formado será, evidentemente, idêntico
ao primeiro.

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Resumindo:

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Nucléolo

Observação: Modificações (mutações) no código genético podem levar à síntese de proteínas modificadas,
resultando em anomalia ou doenças, como por exemplo, a anemia falciforme (siclemia).

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Nucléolo

Estrutura do Núcleo
Geralmente as células apresentam um núcleo único aproximadamente esférico e mais ou menos central.
Entretanto, há aquelas que têm dois ou mais núcleos, alguns de formato iregular ou ainda deslocados para
a periferia, junto da membrana plasmática.
O núcleo apresenta uma membrana nuclear ou carioteca, suco nuclear ou cariolinfa, cromatina e nucléolos.
a) CARIOTECA
A carioteca é dupla, sendo constituída por uma membrana interna e outra externa. Ribossomos podem
estar presentes na carioteca, ao lado do hialoplasma.
A carioteca é porosa, lipoprotéica e a cada divisão celular ela se desorganiza e se reconstitui nas
células-filhas.

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b) Suco Nuclear
Também chamado nucleoplasma e cariolinfa. É um gel protéico no qual ficam mergulhados os
componentes do núcleo. Nessa solução as enzimas catalisam importantes reações químicas. Sabe-se que
no suco nuclear pode ocorrer síntese de ATP, substância "armazenadora" de energia, através da glicólise.
c) Nucléolos
O nucléolo tem um aspecto corpuscular esponjoso,sem membrana envoltória e cujas cavidades ficam
preenchidas pelo suco nuclear.
Pode haver mais de um nucléolo por núcleo. Quimicamente, o nucléolo é muito rico em RNA

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ribossômico, que agregado à proteína forma os ribossomos.


No início da divisão celular, os nucléolos se desintegram, provavelmente espalhando-se pelo citoplasma
sendo distribuídos para as células filhas. No fim da divisão, eles são novamente sintetizados nas
células-filhas por um cromossomo especial (organizador do nucléolo).
d) Cromatina
Numa célula em intérfase (período anterior à divisão celular) a cromatina aparece como uma massa
filamentosa emaranhada, mais ou menos homogênea no interior do núcleo.
Durante a intérfase cada cromossomo é constituído por um filamento de DNA extremamente fino, e
enrolado em grânulos de proteínas histonas, chamado cromonema. A cromatina interfásica é então
constituída pelo conjunto de cromonemas emaranhadas no interior do núcleo.
O filamento de cromatina (DNA + histonas) cromossômica, na intérfase, apresenta regiões mais
condensadas (heterocromatina) e menos espiralizadas (eucromatina). Antes da célula dividir-se o
cromossomo vai ficando mais condensado e curto, devido ao frouxo enrolamento da eucromatina; cada
cromossomo apresenta-se duplicado, porém os dois filamentos (cromátides) estão unidos num único
ponto: o centrômero, que é uma região heterocromática (constricção primária). Todas as outras
constricções do mesmo cromossomo serão secundárias.

O número de cromossomos é fixo dentro de uma mesma espécie: o homem possui 46 cromossomos, a
drosóphila 8, o milho 20. Na maioria dos organismos, apresentam-se aos pares, constituindo os
cromossomos homólogos (cariótipo). Assim, os 46 cromossomos são 23 pares de homólogos, cada núcleo
tem dois conjuntos semelhantes de cromossomos (2 genomas), sendo por isso, diplóide (2n = 46).

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Nucléolo

Ao longo de cada cromossomo, aos segmentos de DNA codificadores das diferentes proteínas (enzimas,
anticorpos, etc), chamaremos de genes. Lado a lado, em cromossomos homólogos, estão os genes alelos
codificando cada característica hereditária.

A forma dos cromossomos depende da relação de tamanho entre seus braços, determinada pela posição
dos centrômeros. Apresenta 4 tipos:
● Metacêntricos: o centrômero ocupa a posição média do cromossomo, deixando dois braços com
mesmo comprimento.
● Submetacêntricos: tendo o centrômero um pouco deslocado para uma das extremidades, forma
dois braços com diferentes tamanhos.
● Acrocêntricos: estando o centrômero bastante deslocado para uma das extremidades. Apresentará
um dos braços bem mais comprido que o outro.
● Telocêntricos: o centrômero está numa das extremidades, deixando um só braço cromossômico.

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O cariótipo indica número, tamanho, forma e características dos cromossomos de uma espécie.
Os cromossomos homólogos numa célula diplóide.

As células reprodutoras ou gametas dos organismos diplóides, por sua vez, têm um único conjunto de
cromossomos (genoma) sendo, por isso haplóides (n).

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Matérias > Biologia > Citologia > Núcleo > Imunologia: soros e vacinas

IMUNOLOGIA: soros e vacinas


Aos componentes químicos estranhos ao nosso corpo chamamos de antígenos. Sua entrada no nosso
organismo desencadeia um mecanismo de defesa, com a produção de anticorpos, que são proteínas
específicas para combater os antígenos recebidos. O mecanismo de reconhecimento entre
antígeno-anticorpo é visualizado como fosse chave-fechadura.
Nos mamíferos, especialmente no homem, esse mecanismo imunológico é bastante desenvolvido,
podendo prevenir (proteger) o nosso organismo contra o parasitismo (doenças) provocado por
microrganismos (vírus ou bactérias).
O reconhecimento da presença dos antígenos é realizado por leucócitos especiais, os linfócitos T
auxiliares. A partir destas células, serão ativados os linfócitos B (plasmócitos ) responsáveis pela
produção dos anticorpos.
Esse mesmo mecanismo identificador de antígenos é responsável pelas reações alérgicas (rinites; crises
de bronquite ou ama) e pelo processo de rejeição de órgãos transplantados.
Indivíduos que já tiveram doenças como a caxumba ou a rubéola costumam estar protegidos
permanentemente, devido à formação de anticorpos duradouros. Evidentemente que adquirir a
imunização através da doença não é o melhor processo. Com essa finalidade são desenvolvidas as vacinas
que deverão ser aplicadas segundo um calendário bem programado.
As vacinas podem apresentar os microrganismos (vírus ou bactéria) mortos ou vivos e “atenuados”
(processos físico-químicos que impedem a manifestação da doença, reduzindo a virulência do agente
causador). As pessoas irão recebê-las através de injeção ou por via oral (Sabin – gotículas contra a
poliomielite). Assim, respeitado o calendário que prevê os intervalos de tempo e número de doses
adequadas, o nosso organismo desenvolve a imunologia ativa (produção dos próprios anticorpos

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específicos).
Há antígenos como os venenos de serpentes ou de aracnídeos que podem agir muito rapidamente no nosso
organismo, causando danos fisiológicos com risco de serem fatais. Para essas situações são indicadas as
aplicações de soros específicos, os quais já apresentarão os anticorpos prontos.
Os soros são desenvolvidos da seguinte forma: pequenas doses de veneno (antígenos) são injetadas num
animal (cavalo, por exemplo), sem lhe causar dano. Lentamente o animal fica imunizado contra esse tipo
específico de veneno, apresentando certa concentração dos anticorpos respectivos na sua corrente
sangüínea. Do sangue desse animal é separado o soro (porção líqüida), onde estarão os anticorpos. Este
soro apresentará a propriedade de curar uma pessoa “picada” que tenha recebido o respectivo veneno. A
esse processo chamamos de imunização passiva.
É importante reconhecer que a mãe grávida (através da circulação placentária), além da alimentação e
oxigenação passa ao bebê parte dos anticorpos que ela possui. Isso confere imunidade nos primeiros
meses após o nascimento. O mesmo processo ocorre através do leite durante o importantíssimo período de
amamentação.

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Matérias > Biologia > Citologia > Núcleo > Imunologia: soros e vacinas

Formas de imunização:

Características Exemplos
● o antígeno é introduzido,
provocando a produção de
anticorpos pelo próprio
organismo que o recebeu.
● imunização lenta, porém
duradoura. Em geral requer
diversas doses, com intervalos
de tempo adequados, para ● pegar uma doença. Tomar
Imunização Ativa
chegar à concentração de vacina.
imunização desejável.
● o organismo “aprende” –
células (linfócitos T) de
“memória imunológica” – a
produzir os próprios anticorpos
específicos contra determinado
antígeno.

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● os anticorpos são produzidos


em um outro animal.
● ao receber o soro com os ● soro antiofídico; soro
anticorpos já prontos, o antiaracnídico; soro antitetânico.
Imunização Passiva organismo não participa da sua ● anticorpos da mãe para o bebê
produção; esses anticorpos são através da placenta ou da
de efeito rápido na defesa do amamentação.
corpo, porém pouco
duradouros.

Calendário de vacinação:

IDADE VACINA PREVENÇÃO (profilaxia)


BCG tuberculose
1 mês*
Anti Hepatite B hepatite B (vírus)
DPT(tríplice) difteria,tétano,coqueluche
2 meses Sabin poliomielite (vírus)
Anti-Haemophilus meningite
DPT difteria, tétano, coqueluche
4 meses Sabin poliomielite (vírus)
Anti Haemophilus meningite
DPT difteria, tétano, coqueluche
Sabin poliomielite (vírus)
6 meses
Anti Hepatite B hepatite B
Anti Haemophilus meningite por Haemophilus
7-9 meses Sarampo sarampo (vírus)
DPT difteria, tétano, coqueluche
Sabin poliomielite (vírus)
15 meses
sarampo sarampo
MMR caxumba e rubéola (vírus)
DPT difteria, tétano, coqueluche
18 meses Sabin poliomielite (vírus)
Anti Haemophilus meningite por Haemophilus

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Anti Hepatite A Hepatite A (vírus)


2 anos
Meningite meningocócica Meningite
DPT difteria, tétano, coqueluche
4 a 6 anos
Sabin poliomielite (vírus)
10 anos** DT (“repetida” de 5 em 5 anos)** difteria, tétano

● Pode ser aplicada desde o nascimento


● Reforço a cada 5 ou a cada 10 anos, por toda a vida !

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Matérias > Biologia > Citologia > Organização Estrutural dos Seres Vivos > Acelulares (Vírus)

Acelulares (vírus)
INTRODUÇÃO
Nos sistemas tradicionais de classificação dos seres vivos, os vírus não são incluídos por serem
considerados partículas ou fragmentos que só adquirem manifestações vitais quando parasitam células
vivas.
Apesar de até hoje ainda persistir a discussão em torno do tema, a tendência é considerar os vírus como
seres vivos.
Os vírus são extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistência de organização
celular, por não possuírem metabolismo próprio, e por não serem capazes de se reproduzir sem estar
dentro de uma célula hospedeira. São, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios; são em
conseqüência, responsáveis por várias doenças infecciosas.
● Geralmente inibem o funcionamento do material genético da célula infectada e passam a
comandar a síntese de proteínas.
● Os vírus atacam desde bactérias, até plantas e animais.

Muitos retrovírus (vírus de RNA) possuem genes denominados oncogenes, que induzem as células
hospedeiras à divisão descontrolada, com a formação de tumores cancerosos.
ESTRUTURA DOS VÍRUS
Os vírus são formados basicamente por um envoltório ou cápsula protéica, que abriga o material
hereditário. Este pode ser tanto o ácido desoxirribonucléico (DNA) como o ácido ribonucléico (RNA).
Esses dois ácidos nucléicos, no entanto, nunca ocorrem em um mesmo vírus. Existem, assim, vírus de
DNA e vírus de RNA. Em todos os outros seres vivos, o ácido desoxirribonucléico e o ácido ribonucléico

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ocorrem juntos dentro das células, sendo o DNA o "portador" das informações genéticas e o RNA o
"tradutor" dessas informações.
● Formados por uma cápsula (capsídio) protéica + ácido nucléico: DNA ou RNA.

O capsídio, além de proteger o ácido nucléico viral, tem a capacidade de se combinar


quimicamente com substâncias presentes na superfície das células, o que permite ao vírus
reconhecer e atacar o tipo de célula adequado a hospedá-lo.
● A partícula viral, quando fora da célula hospedeira, é genericamente denominada vírion.
Cada tipo de vírus possui uma forma característica, mas todos eles são extremamente pequenos,
geralmente muito menores do que as menores bactérias conhecidas, sendo visíveis somente ao
microscópio eletrônico.

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Matérias > Biologia > Citologia > Organização Estrutural dos Seres Vivos > Acelulares (Vírus)

REPRODUÇÃO DOS VÍRUS


Os processos de reprodução viral mais bem estudados são os dos bacteriófagos, ou simplesmente fagos,
vírus que infectam a bactéria intestinal Escherichia coli como os T2 e T4.
Os vírus só se reproduzem no interior de células vivas.
O fago adere à superfície da célula bacteriana e injeta o DNA viral no interior da bactéria. A cápsula
protéica vazia fica fora da célula hospedeira.
Existem, entretanto, outros tipos de vírus, que infectam células eucarióticas, como, por exemplo, o vírus da
gripe e do herpes simples, que penetram inteiros na célula hospedeira, com a cápsula e o ácido nucléico.
● Existem basicamente dois tipos de ciclos reprodutivos.

● ciclo lisogênico = DNA viral incorpora-se ao DNA bacteriano e não interfere no metabolismo da
bactéria, que se reproduz normalmente, transmitindo o DNA viral aos seus descendentes.

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● ciclo lítico = DNA viral passa a comandar o metabolismo bacteriano e a formar vários DNAs
virais e cápsulas protéicas, que se organizam formando novos vírus. Ocorre a lise da célula,
liberando vários vírus que podem infectar outras bactérias, reiniciando novamente o ciclo.

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Matérias > Biologia > Citologia > Organização Estrutural dos Seres Vivos > Procariontes e Eucariontes

Procariontes e Eucariontes
Introdução
Existem dois tipos de células: as células PROCARIOTAS, que embora tenham material genético (DNA e
RNA), não apresentam membrana nuclear (carioteca) e nem organelas citoplasmáticas. A única estrutura
presente no citoplasma dessas células são os ribossomos, estruturas necessárias para a síntese de
proteínas. Organismos formados de células procariotas são os procariontes. Como exemplo temos todos
os organismos pertencentes ao reino Monera, isto é, bactérias e cianobactérias, antigas cianofíceas.

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Célula bacteriana

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Matérias > Biologia > Citologia > Organização Estrutural dos Seres Vivos > Procariontes e Eucariontes

O outro tipo de célula que existe são as células EUCARIOTAS. Estas, além de terem carioteca,
apresentam vários tipos de organelas citoplasmáticas. Os organismos eucariontes, são aqueles formados
por células eucariotas. Todos os outros reinos de seres vivos são compostos por organismos eucariontes.

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

Célula Vegetal

Célula animal
Quando estudamos as células eucariotas, notamos que existe uma grande variedade de tipos, mas embora
existam tipos muito diferentes, todas elas apresentam uma série de estruturas em comum. Muitas vezes o

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que torna uma célula diferente de outra é a quantidade de um certo tipo de estrutura ou a sua ausência ou
presença.

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificação dos seres vivos >
Sistemas- critérios

Sistemas: critérios
Classificação dos seres vivos
OS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO
As primeiras classificações do universo biológico eram artificiais, pois utilizavam critérios arbitrários que
não refletiam possíveis relações de parentesco entre os seres vivos.
As classificações atuais procuram analisar um grande conjunto de caracteres, tentando estabelecer
relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos.
● Aristóteles (384 – 322 a.C.) = “1ª tentativa” – animais: com sangue – sem sangue/úteis – nocivos.

● Teofrasto – Vegetais: úteis – nocivos/tamanho: árvores – arbustos – subarbustos – ervas.

O grande marco na classificação dos seres vivos deveu-se a Lineu, em 1758 (século XVIII). Esse
naturalista sueco, apesar de acreditar no princípio da imutabilidade das espécies (fixismo) e de não ter
dado ênfase às relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos, desenvolveu um sistema de
classificação utilizando categorias hierárquicas, que é adotado até hoje, embora com algumas
modificações.
O conceito biológico de espécie passou a ser considerado em termos populacionais: agrupamento de
populações naturais, real ou potencialmente intercruzantes, produzindo descendentes férteis e
reprodutivamente isolados de outros grupos de organismos.
Observação:
Asno (burro) égua
X
(2n = 66 cromossomos) (2n = 66 cromossomos)

MULA
(vigorosa; “estéril”, pois as células sexuais degeneram!)

Portanto, asno e égua = espécies diferentes!


Uma espécie pode dar origem a outras e esse conjunto de espécies é agrupado em um mesmo gênero.
Gêneros semelhantes são agrupados em uma mesma família; famílias semelhantes são agrupadas em uma

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mesma ordem; ordens semelhantes são agrupadas em uma mesma classe; classes semelhantes são
agrupadas em um mesmo filo ou divisão; filos ou divisões semelhantes são agrupados em um mesmo
reino.
Espécies de um mesmo gênero são mais aparentadas entre si do que espécies de outro gênero;
gêneros diferentes, mas pertencentes a uma mesma família, são mais aparentados entre si do que gêneros
de outras famílias, e assim por diante.
A espécie é a unidade de classificação. A hierarquia das diferentes categorias taxonômicas ou taxa (taxa
= plural de táxon) é:
Espécie Gênero Família Ordem Classe Filo ou divisão Reino
Desse modo, o sistema de classificação de Lineu, utilizando categorias hierárquicas, é a base do atual
sistema de classificação. Com a mudança de interpretação do significado das categorias taxonômicas, esse
sistema passou a ser chamado sistema natural de classificação.

Página 2

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Sistemas- critérios

Como exercício dos critérios usados no atual sistema de classificação, vamos analisar a classificação do
cão doméstico desde a categoria taxonômica mais ampla que é o reino até a mais específica, que é a
espécie:

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a) na passagem do nível taxonômico reino para o filo dos Cordados foram excluídas a minhoca e a
estrela-do-mar, pois estes dois animais são os únicos que não apresentam notocorda (“bastão” de
sustentação) durante o desenvolvimento embrionário.
b) no subfilo dos vertebrados foram excluídos o anfioxo e a ascídia, por serem os únicos que não
substituirão a notocorda por uma coluna vertebral, durante o desenvolvimento embrionário. Essa
“incapacidade” de “produção anatômica” reflete o menor grau evolutivo, devido à inexistência de genes
para a sua diferenciação.
c) na passagem seguinte estão excluídos o peixe (classe dos peixes) e a cobra (classe dos répteis), por não
apresentarem as características de semelhanças encontradas na classe dos mamíferos: desenvolvimento
embrionário no útero da mãe, que dará a luz (vivípara) ao filhote; placenta no útero materno para alimentar
e garantir as trocas gasosas do embrião com a mãe; glândulas mamárias (mãe); pêlos no corpo; músculo
diafragma (respiração); hemácias anucleadas; etc.
d) considerando, assim, as características semelhantes e comparadas em morfologia, anatomia, fisiologia,
embriologia, etc, chegaremos à unidade de classificação biológica que é a espécie Canis familiaris,
identificando o cão doméstico entre todos os outros do reino animal.

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12_4

Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificação dos seres vivos > Nomenclatura científica: 12_1-4

Nomenclatura científica
O SISTEMA ATUAL DE NOMENCLATURA DAS ESPÉCIES DE SERES VIVOS
Analisa (leva em conta) critérios “evolutivos”.
● Morfologia (aspectos externos).

● Anatomia (aspectos internos): estruturas “homólogas” comparáveis.

● Fisiologia (composição química): estruturas “homólogas” comparáveis.

● Embriologia (desenvolvimento).

● Nível celular:
Núcleo: - código genético.
- nº cromossômico.
Citoplasma - orgânulos
● Reprodução:
“sexuada” - descendentes “férteis”.
Existem várias regras internacionais de nomenclatura, que são de fundamental importância na
comunicação entre pesquisadores, pois o nome popular dos organismos varia de região para região. Dessa
forma, através das regras internacionais, estabelece-se uma linguagem única, facilitando a
“comunicação” e a identificação dos seres vivos.
O sistema atual de nomenclatura das espécies de seres vivos segue o sistema de Lineu: é binomial, isto é,
composto de duas partes, com os nomes escritos em latim, grifados ou em itálico.
Indica- se o nome do gênero, que geralmente é um substantivo, devendo ser escrito em latim com letra
inicial maiúscula; o epíteto específico, que geralmente é um adjetivo, devendo ser escrito em latim com a
letra inicial minúscula.
Regras de Nomenclatura:
“Mosquinha” das frutas = Drosophila melanogaster = ESPÉCIE

gênero + epíteto específico = ESPÉCIE

Mosquito - Culex pipiens = ESPÉCIE.


Mosquito “da malária”- Anopheles sp = gênero e “qualquer espécie”!
Banana “nanica” - Musa cavendishii = ESPÉCIE
(MUSA “só” é bananeira! Qual?)
Milho – Zea mays = ESPÉCIE

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Em outros casos, as espécies podem apresentar variedades, raças ou subespécies. Nesses casos,
acrescenta-se o nome da subespécie após o epíteto específico, escrevendo-o em latim, grifado ou em
itálico, com letra inicial minúscula. O nome da subespécie também não deve ser escrito sozinho, já que por
si só, não tem significado nenhum; deve vir sempre acompanhado pelo gênero e epíteto específico.
Por exemplo:
● Mosquito “da dengue”– Aedes (Stegomya) aegypti
ou “da febre amarela"

gênero subgênero nome específico


● Homem – Homo sapiens sapiens = subespécie ou raça.
● Taricanus (Microcanus) trunquii mexicanus.

gênero subgênero nome específico

ESPÉCIE

SUBESPÉCIE
● Planta “maravilha” – Mirabilis jalapa alba = subespécie ou variedade.
Atenção!
Em Zoologia, família e subfamília são indicadas, respectivamente, pelos sufixos idae e inae,
acrescido ao nome do gênero mais representativo.
Em Botânica o sufixo é aceae: família Rosaceae (maçã, pêssego, cereja).
Exemplos:
● Gênero Culex (mosquito “comum”) – família Culicidae (Culicídeos) e subfamília Culicinae
(Culicíneos).
● Família Psychodidae e subfamília Phlebotominae (insetos hematófagos, popularmente chamados
mosquito-palha ou birigüi – transmissores do protozoário flagelado Leishmania, causador da
doença leishmaniose):
Gênero Phlebotomus (Velho mundo).
Gênero Lutzomyia (Americano).

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Critérios para a classificação dos seres vivos em Reinos:


● Número de células;

● Tipo de célula;

● Forma de nutrição (metabolismo);

1. Unicelular ou Pluricelular. Quando pluricelular: sem tecidos ou com tecidos.


(Tecido: conjunto de células de mesma origem, que formam um grupo de trabalho.)
2. Procarionte ou Eucarionte.
Procarionte: indivíduo cuja célula não tem carioteca e o único tipo de organela é o ribossomo.
Eucarionte: indivíduo cuja célula tem carioteca e vários tipos de organelas: mitocôndrias, retículo
endoplasmático, complexo de Golgi, etc.
3. Autótrofo ou Heterótrofo.
Autótrofo: indivíduo que produz seu alimento ("alimento" são as substâncias orgânicas que o ser vivo
necessita, como proteínas, carboidratos etc.).
O heterótrofo deve obter o alimento produzido por autótrofos (direta ou indiretamente).
Os cinco Reinos (sistema mais usado = Wittaker)
Características gerais dos 5 Reinos em que os seres vivos podem ser divididos:
Reino Organização Exemplos Nº de células Forma de nutrição
Celular
Monera Procariontes Bactérias Unicelulares ou Algumas autótrofas;
coloniais maioria heterótrofas;e
“decompositoras”
Algas Cianofíceas Unicelulares ou Todas autótrofas
(Cianobactérias) pluricelulares
Protista Eucariontes Protozoários Unicelulares Heterótrofos
Algas eucariontes Unicelulares ou Autótrofas
pluricelulares sem
tecido
Fungos Eucariontes Lêvedos Unicelulares Heterótrofos; e
"decompositores"
Cogumelos Pluricelulares, sem
tecidos
verdadeiros

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Metáfita Eucariontes Plantas inferiores e Pluricelulares com Autótrofas


(Vegetal) superiores tecidos
verdadeiros
Metazoa Eucariontes Animais inferiores e Pluricelulares com Heterótrofos
(Animal) superiores tecidos
verdadeiros

Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Classificação dos seres vivos > Nomenclatura científica: 12_4-4

CARACTERÍSTICAS DOS VÍRUS


Atenção!!

Características dos vírus, semelhantes aos seres vivos. Presença de material genético (DNA ou RNA),
com capacidade de mutação.
Têm capacidade de reprodução
Características dos vírus, que permitem considerá-los São acelulares (desprovidos de células)
seres não vivos (inanimados)
Têm capacidade de cristalizar-se como os
minerais.
Obseravação
Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios.

Árvore filogenética (adaptação ao sistema de Wittaker)

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13_2
Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Algas: Unicelulares e Pluricelulares: 13_1-2

Algas: Unicelulares e Pluricelulares


Reino Protista
Introdução
Segundo a classificação do mundo vivo em cinco reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas,
agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as
algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que são Protistas
autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são Protistas heterótrofos.
Ficologia é o estudo das algas !
As algas eucariontes são estudadas no reino Protista ou no Reino Vegetal!
Suas células possuem membrana celular, carioteca, plastos de diferentes tipos e em pequeno número, às
vezes, apenas um em cada célula; possuem mitocôndrias, além de outras organelas celulares. Possuem
membrana esquelética.
São unicelulares ou pluricelulares. Nestas, o corpo é um TALO, portanto, são vegetais TALÓFITOS.
Muitas são microscópicas, enquanto, outras, podem apresentar talos com dezenas de metros de
comprimento, como as Nereocystis e Macrocystis (= feofíceas).
No reino Vegetal, estarão as algas pluricelulares (vermelhas, pardas e verdes), que mostram todas as
características básicas dos vegetais. Assim como todos os vegetais, elas são eucariontes, pluricelulares
e exclusivamente autótrofas. As clorofilas e outros pigmentos relacionados à fotossíntese ficam no
interior de plastos. A parede celular é de celulose, e o amido é a principal substância de reserva
armazenada na forma de grãos insolúveis.
Divisão Pigmentos Parede celular Reserva Locomoção Reprodução

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Clorofila a Amido das


Cyanophyta Glicoproteínas
Ficocianina cianofíceas Não há Bipartição simples
ad,as,as,t Glicogênio
Ficoeritrina (~ glicogênio)

Euglenophyta Bipartição
Clorofilas a,b Não há Paramilo (~ Flagelos (1,2 ou
(unicelulares) simples.
Caroteno celulose mido) e óleo 3)
ad,ab,as,t Sexuada,rara

Pyrrophyta
Clorofilas a;c Flagelos = 2 Bipartição
(dinoflagelados) Amido e
Caroteno Placas morfologica/ simples.
(unicelulares) Óleo
Xantofilas desiguais Sexuada,rara
ad,ab,as, t

Chrysophyta Clorofilas a;c


(douradas) Caroteno Pectina + Ativa, por Bipartição e
Óleo
(diatomáceas) Fucoxantina Sílica expulsão de água Sexuada
ad,ab,as,t (parda)

Talo fixo. Zoósporos


Chlorophyta Clorofilas a;b
Celulose e Unicelulares- Isogamia
(verdes) Caroteno Amido
Pectina livres (2 ou 4 Heterogamia
ad,ab,as,t Xantofilas
flagelos) Oogamia

Clorofilas a;c
Phaeophyta
Caroteno Celulose + Laminarina e Talos fixos e Alternância de
(pardas)
Fucoxantina Algina Manitol flutuantes gerações
ab,as
(parda)

Rhodophyta Clorofilas a;d Celulose Amido de


Carragenina, Alternância de
(vermelhas) Caroteno Florídeas (~ Talos fixos
Ágar e CaCO3 gerações
ab,as,ad Ficoeritrina glicogênio)

● ad = água doce (~1% sais) ; as = água salgada (~3,5-4% sais) ; ab = água salobra.

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Algas: Unicelulares e Pluricelulares: 13_2-2

● PLÂNCTON - corresponde a um conjunto de seres que vivem em suspensão na água dos rios,
lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes. No plâncton distinguem-se dois
grupos de organismos:
fitoplâncton: organismos produtores (fotossintetizadores), representados
principalmente por dinoflagelados e diatomáceas, constituem a base de
sustentação da cadeia alimentar nos mares e lagos . São responsáveis por mais de
90% da fotossíntese no planeta.
zooplâncton: organismos consumidores, isto é, heterótrofos, representados
principalmente por protozoários, pequenos crustáceos e larvas de muitos
invertebrados e de peixes.
● Crysophyta as células das diatomáceas possuem parede celular rígida denominada frústula ou
carapaça, composta por duas valvas que se encaixam e podem apresentar grande diversidade de
formas e de ornamentação. Existem depósitos seculares dessas carapaças, denominados terra de
diatomáceas ou diatomito. Essas carapaças são utilizadas na fabricação de cosméticos, filtros e
produtos de polimento.

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Bipartição simples
Euglena
Bipartição simples
Diatomácea
● Pyrrophyta “floração das águas” = “maré vermelha” (Gonyaulax = H2O doce). Forma
populações extraordinariamente grandes, que dão origem a extensas manchas avermelhadas na
superfície do mar. O grande problema das “marés vermelhas” está na elevada toxicidade da
neurotoxina produzida por Gonyaulax.
● Noctiluca = pirrófitas bioluminescentes (convertem energia química em luz) parecem
minúsculas “gotas de geléia transparente” na superfície da água.

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Noctiluca Ceratium
● fitoplâncton emite para a atmosfera do planeta o gás dimetil- sulfeto (DMS), que reagindo com O2 e
H2O forma gotículas de H2SO4. Essas gotículas de ácido em suspensão condensam água, formando
90% das nuvens do planeta. Essas algas oferecem, então, uma grande contribuição para o clima.

14_5
Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Bactérias, Cianobactérias ( Algas ): 14_1-5

Bactérias; Cianobactérias (Algas)


REINO MONERA
MORFOLOGIA DOS MONERA
O Reino Monera é formado por organismos procariontes, representados pelas bactérias e algas azuis
(cianoficeas ou cianobactérias). São unicelulares ou coloniais. Como em toda célula procariótica, nesses
organismos não há organelas citoplasmáticas delimitadas por membranas e o material nuclear não está
envolto pela carioteca. Os únicos tipos de orgânulos são os ribossomos.
As bactérias são encontradas no ar, na terra, na água, nos organismos.
Pequenas, em geral . Possuem membrana plasmática e membrana esquelética (= mucocomplexa)
e ainda podem ter uma cápsula protetora gelatinosa como nos pneumococos.
Muitas bactérias apresentam movimentos usando estruturas semelhantes aos flagelos.
Bactérias: Classificação (critérios)

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● cocos: bactérias arredondadas, mais ou menos globosas:


● bacilos: possuem a forma de bastonetes:
● espirilos: assemelham-se a uma espiral ou saca-rolha:
● vibrião: é um caso especial de espirilo, assemelhando-se a um segmento da espiral, ou a uma
vírgula;

Estrutura de uma bactéria - bipartição

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TÉCNICA DE GRAM (+) = cor “roxa” GRAM (-) = cor “rósea”


GRAM(1884) :
● ácido teicóico + ● lipopolissacarídeos
● esfregaço (30’).
ribonucleato de Mg ● mucopolissacarídeos (< de
● violeta genciana (1’)
● mucopolissacarídeos (> de 10%) (peptidoglicano)
=corante. 60%) (peptidoglicano) ● Pressão osmótica 8 atm
● lugol (1’) =
● Pressão osmótica 25 atm
“mordente”.
● água corrente.

● álcool 95 oG.L.
● fucsina diluída =
corante.
● água corrente = lavar
secar.

Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Bactérias, Cianobactérias ( Algas ): 14_2-5

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Obs.: - os COCOS, em geral são GRAM (+) , com exceção de Neisseria.


- os BACILOS, em geral são GRAM (-), com exceções de Corynebacterium, Clostridium e
Bacillus.
- a técnica de Gram é importante para indicar se a bactéria é sensível ou não às sulfas e penicilina.
Cocos e bacilos podem, em alguns casos, formar colônias, tais como:
● diplococos: colônias formadas por dois cocos:

● estreptococos: colônias formadas por vários cocos em fileira;

● tétrades: quatro cocos;

● estafilococos: colônias formadas por vários cocos arranjados de modo semelhante a um cacho de
uva;
● sarcinas: colônias formadas por vários cocos em arranjos cúbicos;

● diplobacilos: colônias formadas por dois bacilos;

● estreptobacilos: colônias formadas por vários bacilos em fileira.

c) Tipo de nutrição (metabolismo):


a) AUTÓTROFAS fotossíntese ou quimiossíntese

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b) HETERÓTROFAS:
● saprófitas = decomposição por enzimas, da matéria orgânica “morta”
(PUTREFAÇÃO): “reciclagem" de sais ...
● fermentação = ausência de O2 : álcool; vinagre; coalhada; queijos (“cura”)...
● mutualismo = “nódulos” de raízes de leguminosas (feijão, ervilha) (FIXADORAS
DE N2 NO2- ; NO3-)
● parasitas patogênicas (doenças) vide tabela!

Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Bactérias, Cianobactérias ( Algas ): 14_3-5

BACTÉRIAS fotossintetizantes e quimiossintetizantes : - equação:

Reprodução assexuada das bactérias


As bactérias reproduzem-se mais freqüentemente por um processo assexuado denominado divisão binária
ou cissiparidade.
Em uma célula inicial, ocorre a duplicação do material hereditário, que está ligado ao mesossomo
(reentrância da membrana plasmática). A célula começa a crescer e os mesossomos afastam-se, levando
consigo um cromossomo. Logo após, a célula se divide, dando origem a duas células-filhas com a mesma
bagagem hereditária da célula-mãe. O processo dura aproximadamente 20 minutos.

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Bactérias, Cianobactérias ( Algas ): 14_4-5

Reprodução sexuada
a) O mecanismo de recombinação gênica mais importante em bactérias é a conjugação bacteriana.
Na conjugação bacteriana duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática.
Em uma das células, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicação de parte do cromossomo.
Essa parte duplicada separa-se e, através da ponte citoplasmática, passa para outra célula, denominada
"receptora" ou fêmea", unindo-se ao cromossomo dessa célula receptora. Esta ficará, então, com
constituição genética diferente daquela das duas células iniciais. Essa bactéria "recombinante" pode
apresentar divisão binária, dando origem a outras células iguais a ela.

Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinação gênica nas bactérias, somente uma fração do
cromossomo da bactéria doadora é transferida para a bactéria receptora. A fração doada corresponde a
uma porção duplicada do cromossomo.
b) TRANSFORMAÇÃO: Griffith (pneumococos) = de pedaços de DNA de “bactéria estranha”,
dispersos no meio, algum é incorporado, em condições especiais e a bactéria passa a exibir o fenótipo
(característica) da “doadora”. Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de
Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas (bactérias
transgênicas).

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c) TRANSDUÇÃO : transferência de material genético de uma bactéria para outra, através de vírus
bacteriófagos ou fago (= vetor).

BACTÉRIAS : - importância !
● na farmacêutica produção de antibióticos :
- tirotricina ; bacitracina ; subtilina ; polimixina B.
-ACTINOMICETOS a bactérias, mesmo lembrando fungos: estreptomicina;
aureomicina; terramicina.
● na agricultura fixação do nitrogênio (raízes de leguminosas: feijão, ervilha); parasitas
(fitopatologia).
● na indústria vinagre (fermentação acética); coalhadas (fermentação lática); bebidas alcoólicas
(fermentação alcoólica ou etílica); queijos (“cura”): “duros”: Cheddar; parmesão; “moles”:
Limburger.
● na medicina e veterinária doenças !
● em genética e biologia molecular estudos: mutação, reprodução, engenharia genética, etc.
● decompositores cadeias alimentares - reciclagem !

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Bactérias, Cianobactérias ( Algas ): 14_5-5

Algas azuis(= Cianobatérias)


As algas azuis são unicelulares, mas formam freqüentemente colônias laminares ou filamentosas. Apesar
de estruturalmente semelhantes às bactérias, as algas azuis diferem delas por possuírem clorofila,
pigmento encontrado em todos os eucariontes fotossintetizantes. Existem algumas bactérias que realizam
fotossíntese, mas nesse caso, o pigmento é denominado bacterioclorofila.
Estrutura celular:
PAREDE CELULAR: glicoproteínas + glicogênio.
- clorofila a
“LAMELAS
-ficocianina (azul) ficobilinas
FOTOSSINTETIZANTES”:
(tetrapirrólicos de cadeia aberta)
(Pigmentos)
- ficoeritrina (vermelho)

Os pigmentos nos Monera estão associados a um sistema de membranas internas na célula, porém não há
formação de nenhuma organela citoplasmática definida. Apresentam somente ribossomos.
Reprodução nas Algas Azuis
A reprodução das cianofíceas não coloniais é assexuada, por divisão binária, semelhante à das
bactérias.As formas filamentosas podem reproduzir-se assexuadamente por fragmentação ou
hormogônia: quebram-se em alguns pontos, dando origem a vários fragmentos pequenos chamados
hormogônios, que, por divisão de suas células, darão origem a novas colônias filamentosas. Algumas
formas coloniais filamentosas produzem esporos resistentes, denominados acinetos, que podem
destacar-se e originar novos filamentos. Além de acinetos, algumas espécies possuem uma célula especial
denominada heterocisto, cuja função ainda não está esclarecida, mas há indícios de que sejam células
fixadoras de nitrogênio e de que auxiliem na sobrevivência e flutuação dos organismos sob condições
desfavoráveis.

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Divisão Pigmentos Parede celular Reserva Locomoção Reprodução


Clorofila a
Cyanophyta Glicoproteínas Amido das cianofíceas
Ficocianina Não há Bipartição simples
ad,as,ab,t Glicogênio (~ glicogênio)
Ficoeritrina

ad = água doce ( 1% sais) ; as = água salgada ( 3,5 % sais) ; ab = água salobra ; t = terrestre.

15_7
Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Grupos > Fungos - Liquens: 15_1-7

Fungos- Liquens
CARACTERÍSTICAS GERAIS
● MICOLOGIA estudo dos fungos (= mikas ; myketos).
● Os fungos ou seus esporos são encontrados praticamente em todos os ambientes: água, terra, ar e
nos organismos (como parasitas ou mutualísticos).
● Suas células eucarióticas possuem membrana esquelética de quitina (polissacarídeo que aparece
no exoesqueleto de artrópodos). Apresentam também outras características de animais, como
glicogênio (reserva de açúcar) e centríolos.

● CLASSIFICAÇÃO: - critérios:
1. Tipo de célula = eucariontes:
● parede celular:

❍ quitina (polissacarídeo nitrogenado).

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❍ celulose ou hemicelulose (raro!)


● citoplasma = grânulos de glicogênio (reserva).
2. Número de células : - unicelulares = leveduras.

3. Tipo de nutrição: - todos são HETERÓTROFOS.


● Decompositores absorção após digestão por enzimas lançadas “externamente” sobre o alimento
(SAPRÓFITAS).

micorrizas (fungos + raízes)!
Mutualismo (simbiose)
liquens = fungos + algas (verdes ou azuis).
● Predadores “vermes” terrestres.

Células vegetais (raiz) com micorriza (mutualismo)

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Verme aprisionado por um fungo (predador)

● Parasitas (patogênicos) micoses (externas ; internas = micetomas ou tumores).

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REPRODUÇÃO: - sexuada “plasmogamia” (fusão de hifas monocarióticas).


Alternância de gerações (metagênese)!
- assexuada brotamento ; esporos (muitos tipos e formas);
“sorédios” liquens.

ESTRUTURA
Os fungos podem ser divididos em Mixomicetos e Eumicetos.
I. Mixomicetos
Fungos primitivos, saprófitos e constituem grandes massas citoplasmáticas pluricelulares.
Locomovem-se através de pseudópodos.
II. Eumicetos
São os fungos verdadeiros.

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O corpo dos fungos é formado por numerosos filamentos denominados hifas. A hifas formam um
emaranhado que se chama micélio.

Da célula ao talo

tipos de hifas

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Os micélios desenvolvem-se geralmente dentro do substrato onde o fungo se fixa. Os micélios dos
ascomicetos e dos basidiomicetos podem desenvolver formações que emergem do substrato, tornando-se
visíveis: são os corpos de frutificação, popularmente conhecidos por cogumelos. É no corpo de
frutificação, ou cogumelo, que se desenvolvem os ascos ou os basídios. Os ficomicetos e alguns
ascomicetos não desenvolvem corpos de frutificação.

Esses fungos podem desenvolver dois tipos de estruturas, relacionadas com o processo de reprodução: o
asco e o basídio.
Com base na formação ou não formação dessas estruturas, podem ser classificados em três grupos:
a) FICOMICETOS: (alguns bolores): possuem hifas cenocíticas (sem septos transversais).
Desenvolvem-se sobre matéria orgânica úmida, constituindo o bolor que pode ser branco ou preto (Mucor
e Rhizopus). O micélio é ramificado e desorganizado. Saprolegnia também é ficomiceto, aquático, que
decompõe animais mortos. Pilobolus é saprófita encontrado sobre fezes recentes de herbívoros (cavalos,
capivaras, antas, etc.).

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Ciclo reprodutivo (alternância de gerações) do bolor negro do pão Rhizopus nigricans

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b) ASCOMICETOS: os pluricelulares formam hifas septadas. Possuem hifas haplóides e hifas dicarióticas
com dois núcleos n em cada célula. Estas hifas formam os ASCOS, onde haverá fusão dos núcleos n
(cariogamia), seguindo-se a meiose espórica e formando 8 ascósporos; cada um destes produzirá hifa n
(monocariótica) e o ciclo reprodutivo continuará.
● Neurospora = bolor róseo, muito usado em pesquisas genéticas.

● Tuber e Morchella: usados na alimentação. As trufas (brancas – amadurecidas, ou escuras – não


amadurecidas) são corpos de frutificação (= ascocarpos) do gênero Tuber.
● Saccharomyces (lêvedo) ou fermento usado em fermentação alcoólica (cerveja) e nas panificadoras.

● Aspergillus e Penicillium: bolor “azul-esverdeado” em cascas de laranja. Do Penicillium, Alexander


Fleming, 1929, descobriu o antibiótico penicilina.

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O fungo Penicilium notatum é um exemplo de ascomiceto que não desenvolve corpo de frutificação. É
conhecido como "fungo da penicilina", pois é dele que se produz a penicilina (o primeiro antibiótico
descoberto) industrialmente.
A penicilina é um antibiótico poderoso e representa importante auxiliar da medicina no combate às infecções
bacterianas. Embora produzida por um fungo, não atua sobre as micoses, doenças causadas por fungos, nem
sobre infecções causadas
por vírus.
Obs.: As leveduras, como é o caso de Saccharomyces cerevisae, podem-se reproduzir assexuadamente por
brotamento.Saccharomyces cerevisae é outro ascomiceto que não desenvolve corpo de frutificação; forma o
asco, no interior do qual desenvolvem-se quatro ascósporos, e não oito, como é regra geral nos ascomicetos.

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C) BASIDIOMICETOS: as hifas são septadas, portanto celulares. As hifas constituem o micélio


subterrâneo que pode formar corpos de frutificação (= basidiocarpos), fora do substrato e com forma de
“guarda-chuva”, como os champignons (comestíveis !).
● Amanita é um cogumelo venenoso semelhante ao champignon (América do Norte, Europa).

● Polyporus (orelha-de-pau) cresce no interior de troncos mortos.

Há espécies parasitas que atacam o centeio (= Claviceps purpurea),o amendoim (= Aspergillus flavus =
aflatoxinas) além de outras que produzem substâncias alucinógenas (= Psilocybe).
● Agaricus (champignons) – comestíveis.

A reprodução sexuada se dá por plasmogamia que é a fusão de duas hifas (n) formando uma hifa
dicariótica
(com dois núcleos). Quando estas hifas formam os basídios, ocorre a fusão dos núcleos n (cariogamia),
organizando o núcleo 2n, que sofre meiose espórica, produzindo 4 basidiósporos n. Cada um destes se
desenvolve em hifa n (monocariótica), reiniciando o ciclo.

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Alternância de gerações em basidiomicetos

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D) Deuteromicetos (causam doenças no homem - micoses, sapinho, frieiras)


OS LIQUENS
● Alguns fungos podem associar-se de forma muito íntima a certas algas, constituindo uma associação
denominada líquen.
● Embora existam liquens nos quais a relação é de parasitismo, a relação ecológica neste caso é o
mutualismo, ou seja, uma associação em que os dois seres recebem benefícios.
● Resultam da associação entre ALGAS unicelulares (verdes ou azuis) + FUNGOS
(principalmente ascomicetos).
● Esse perfeito “casamento “ (= mutualismo) permite aos liquens sobreviver em regiões onde poucos
seres vivos sobreviveriam. De fato, os liquens podem ser encontrados, por exemplo, sob a neve nas
tundras árticas, onde são importantes fontes nutritivas para animais diversos, como a rena e o
caribu.
● Sobre rochas nuas, os liquens são, com freqüência, os primeiros colonizadores (= pioneiros),
desagregando o material rochoso e propiciando nas condições físicas do ambiente uma melhoria tal
que permite a instalação, naquele lugar, de futuras comunidades de musgos e outras plantas
(herbáceas, arbustos, árvores) SUCESSÃO ECOLÓGICA !
● Apesar de capazes de sobreviver nos mais variados tipos de habitat, os liquens são muito sensíveis a
substâncias tóxicas, particularmente o SO2 (dióxido de enxofre). Por isso, são utilizados como
indicadores da poluição do ar atmosférico pelo SO2. Como esse gás é um poluente muito comum
nas zonas urbanas, entende-se porque os liquens são relativamente escassos nas cidades.
● Os liquens são capazes de absorver e concentrar substâncias radiativas, como o estrôncio 90
(pode se alojar nos ossos, provocando anemia). Constatou-se, que esquimós, no Alasca,
apresentavam taxas elevadas desse elemento no organismo: haviam-no adquirido pela ingestão de
carne de rena e caribu; os animais, por sua vez, obtiveram o elemento ao comerem liquens
contaminados.

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SORÉDIOS
A reprodução dos liquens faz-se principalmente através de fragmentos vegetativos denominados sorédios.
Cada sorédio contém algumas poucas algas envolvidas por algumas hifas dos fungos.

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16_5
Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Reino Vegetal (Metáfita) > Divisão Algas ( Pluricelulares ): 16_1-5

Divisão algas (pluricelulares)

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Ficologia é o estudo das algas !


As algas eucariontes são estudadas no reino Protista ou no Reino Vegetal !
Suas células possuem membrana celular, carioteca, plastos de diferentes tipos e em pequeno número, às vezes,
apenas um em
cada célula; possuem mitocôndrias, além de outras organelas celulares. Possuem membrana esquelética.
São unicelulares ou pluricelulares. Nestas, o corpo é um TALO, portanto, são vegetais TALÓFITOS.
Muitas são microscópicas, enquanto, outras, podem apresentar talos com dezenas de metros de comprimento,
como as
Nereocystis e Macrocystis (= feofíceas).

De acordo com a classificação do mundo vivo em cinco reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas,
agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as algas
inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas).
No reino Vegetal, estarão as algas pluricelulares (vermelhas, pardas e verdes), que mostram todas as
características básicas dos vegetais. Assim como todos os vegetais, elas são eucariontes, pluricelulares e
exclusivamente autótrofas. As clorofilas e outros pigmentos relacionados à fotossíntese ficam no interior de
plastos. A parede celular é de celulose, e o amido é a principal substância de reserva armazenada na forma de
grãos insolúveis.
Divisão Pigmentos Parede celular Reserva Locomoção Reprodução
Talo fixo. Zoósporos
Chlorophyta Clorofilas a;b
Celulose e Unicelulares- Isogamia
(verdes) Caroteno Amido
Pectina livres (2 ou 4 Heterogamia
ad,ab,as,t Xantofilas
flagelos) Oogamia

Clorofilas a;c
Phaeophyta
Caroteno Celulose + Laminarina e Talos fixos e Alternância
(pardas)
Fucoxantina Algina Manitol flutuantes de gerações
ab,as
(parda)

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Celulose,
Rhodophyta Clorofilas a;d Carragenina, Amido de
Alternância de
(vermelhas) Caroteno Ágar e Florídeas Talos fixos
gerações
ab,as,ad Ficoeritrina CaCO3 (~glicogênio)

● ad = água doce (~1% sais) ; as = água salgada (~ 3,5-4% sais) ; ab = água salobra.

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● PLÂNCTON - corresponde a um conjunto de seres que vivem em suspensão na água dos rios,
lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes. No plâncton distinguem-se dois
grupos de organismos:
❍ fitoplâncton: organismos produtores, representados principalmente por dinoflagelados e
diatomáceas.
❍ zooplâncton: organismos consumidores, isto é, heterótrofos, representados principalmente
por protozoários, pequenos crustáceos e larvas de muitos invertebrados e de peixes.
● CARRAGENINA = polissacarídeo da galactose. ÁGAR = polissacarídeo (galactose).
● ALGINA = polissacarídeo da manose. Os sais do ácido manurônico são utilizados na fabricação de
sorvetes tipo “italiano” ; juntamente com a carragenina e o ágar, são utilizadas como estabilizadores
em doces, sorvetes, dentifrícios e placas de cultura de bactérias.
● SARGAÇOS = feofíceas; flutuam livremente em determinadas regiões do Atlântico (Mar dos
Sargaços), podendo acarretar problemas para a navegação. Sob essas espessas camadas de talos
amontoados, criam-se condições de fixação e proteção para um grande número de espécies animais.
Os sargaços (gênero Sargassum) são algas que chegam a atingir mais de 50
metros de comprimento; depois de ressecadas e moídas, elas fornecem um
adubo muito rico em sais de nitrogênio, fósforo, potássio e iodo.

● Nereocystis ; Macrocystis = algas feofíceas, cujos talos chegam a dezenas de metros de


comprimento. Nestas algas, popularmente conhecidas como laminárias, há nos talos longos tubos
com placas crivadas, semelhantes às das plantas superiores (têm, comprovadamente, a função de
conduzir soluções no sentido longitudinal).

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No Japão, as laminárias são consumidas (milhares de toneladas anuais) como verdura cozida ou em
sopas.
No Brasil ocorre no litoral do Espírito Santo, em local de águas de temperaturas baixas. Tais algas
atingem até cerca de 4 m de comprimento.
KELPS = laminárias conjunto de grandes (complexas ; > 50 m) algas pardas marinhas, de regiões
frias.
● Acetabularia = clorofícea (= sombrinha-de-sereia ; taça-de-vinho-de-sereia) ; marinha, cada
“chapéu” é uma única grande célula, com cerca de 5 cm de altura, mantendo o núcleo no seu
pé. O talo é preso com impregnação calcárea em águas tropicais e sub-tropicais.

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REPRODUÇÃO.
Uma característica fundamental do ser vivo é a capacidade de reproduzir-se, isto é, dar origem a outro
ser vivo semelhante (deixar descendentes).
Sem reprodução as espécies desapareceriam.
Nos seres unicelulares, como bactérias, a simples divisão da célula já significa reprodução.
Há dois tipos principais de reprodução: assexuada ou agâmica e sexuada ou gâmica.

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Reprodução assexuada ou agâmica.


Em geral é mais rápida e mais simples que a reprodução sexuada.
Poderá ser feita por um único organismo do qual separam-se células ou partes que darão novos
indivíduos.
Na reprodução assexuada os descendentes são geneticamente iguais ao organismo do qual se originaram
não ocorrem recombinações genéticas.
Nas espécies unicelulares a reprodução pode ser por simples divisão ou cissiparidade. Nas pluricelulares
podem se formar células especiais (= ESPOROS) que podem ser aplanósporos (sem motilidade) ou
zoósporos (móveis – aquáticos) com dois ou mais flagelos.
Reprodução sexuada ou gâmica:
De acordo com a morfologia e fisiologia dos gametas temos:
- ISOGAMIA – gametas iguais morfológica e fisiologicamente.
- HETEROGAMIA – gametas diferentes em tamanho, porém ambos com flagelos.
- OOGAMIA – o gameta feminino, oosfera, é grande e imóvel. O gameta masculino, anterozóide, é
pequeno e move-se com seus flagelos.

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Os gametas são formados em estruturas especiais, os gametângios. As oosferas são produzidas nos
oogônios (gametângio )e os anterozóides, nos anterídeos (gametângio).

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Tipos de ciclos reprodutivos:


a) HAPLONTES (Haplobiontes) = os organismos são sempre haplóides (n).
Ocorre meiose inicial ou zigótica.
Exemplo: algas verdes conjugadas, Zygnema, que também apresenta reprodução por
conjugação; alga Spirogyra etc.

b) DIPLONTES (Diplobiontes) = os organismos são sempre diplóides (2n).

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A meiose ocorre na formação dos gametas = meiose gamética.


Exemplo: algas verdes Siphonaples.
Este tipo de meiose ocorre também nos animais !

c) HAPLODIPLOBIONTES (Haplonte-diplonte) = existem dois tipos de organimos:


haplóides (n) ou Gametófito e diplóide (2n) ou Esporófito, que se alternam (= alternância
de gerações ou METAGÊNESE).

O indivíduo diplóide (esporófito) (2n) reproduz-se assexuadamente por esporos (n) ocorre meiose
espórica. Os esporos (n) se desenvolvem através de mitoses e dão origem a organismos haplóides
pluricelulares (= gametófitos) e o ciclo continua !

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Importância das algas:


● Renovação do oxigênio na atmosfera.

● O fitoplâncton é o produtor (base) das cadeias alimentares aquáticas.

● Fornecem substâncias como ágar, celulose, iodo, alginato etc, com importantes aplicações
industriais.
● As carapaças de diatomáceas formam o diatomito ou terra de diatomáceas, usada como abrasivo,
filtros e na fabricação de explosivos.
● Determinadas algas como as pirrófitas, podem formar as “marés vermelhas” eliminando
substâncias tóxicas que matam outros seres.
● Formam associações com fungos, ou seja, os liquens.

17_2

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Reino Vegetal (Metáfita) > Divisão -
Briófita

Divisão Briófita
EMBRIÓFITAS ou CORMÓFITAS
Podemos dividir o Reino vegetal em dois sub-reinos: Talófitas, como as algas e Cormófitas ou
Embriófitas, que incluem as Briófitas, Pteridófitas e Espermatófitas (Gimnospermas e Angiospermas).
As embriófitas são predominantemente terrestres e apresentam alternância de gerações ou metagênese. A
meiose é espórica, sempre formando esporos (n). Uma geração é a gametofítica, haplóide (n) e se
reproduz sexuadamente formando gametas. A outra é a geração esporofítica, diplóide (2n), que se
reproduz assexuadamente formando esporos (n); estes se desenvolvem, dando origem aos gametófitos.
Divisão Briófitas (G > E).
São plantas criptógamas, isto é, não produzem flores.
Correspondem ao grupo de “transição” entre Talófitas e Embriófitas.
Já possuem tecidos organizados, porém não possuem vasos condutores da seiva = avasculares.
Como a maioria das espécies vive fora d’água, não atingem mais que 15 cm de altura (pequeno porte),
pois a seiva é transportada de célula para célula. Precisam de muita umidade e na reprodução o gameta
masculino, anterozóide, deve nadar, atraído pelas substâncias químicas da oosfera, feminina (=
quimiotactismo +).

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Os gametângios são: arquegônios, onde se formam oosferas e anterídios, que formam anterozóides.
Como todas as embriófitas, apresentam alternância de gerações, sendo a geração gametofítica (n) a
mais duradoura, autotrófica e independente (G > E).
As briófitas se dividem em Musgos e Hepáticas:
● MUSGOS: são considerados briófitas mais evoluídas que as Hepáticas. Já possuem rizóides,
caulóide e filóides.

Musgo
Os musgos dos gêneros Funaria, Sphagnum (turfa = melhora textura e retenção de água no solo) e
Polytrichum são muitos comuns.

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Turfa
Na alternância de gerações temos as seguintes características:
● Gametófito (n) desenvolvido com rizóides, caulóide e filóides. Nos gametófitos estão arquegônio
(formador de oosfera) e anterídio (formardor de anterozóides). Após a fecundação forma-se um
zigoto, que ao desenvolver-se, forma o esporófito (2 n).
● Esporófito (2n), constituído por um haustório, fixando-o no gametófito (n). Uma seta e a cápsula
com esporângio, onde ocorre a meiose espórica, para a formação dos esporos (n). O esporo, em
condições favoráveis, desenvolve-se, dando inicialmente o protonema, que se transformará no
gametófito (n) adulto.

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Briófita

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● HEPÁTICAS: são as briófitas menos evoluídas, apresentando ainda algumas características de


talófitas, como a Marchantia. O gametófito de talo rastejante, com ramificações dicotômicas,
apresenta estruturas chamadas de chapéus onde se formam arquegônios e anterídios, produzindo os
gametas oosferas e anterozóides.

Hepáticas

Após a fecundação, origina-se o esporófito (2n), dependente do gametófito (n). O esporófito, por meiose
espórica, formará esporos (n), que darão novamente gametófitos.
Nas Hepáticas (Marchantia) ocorre também outro tipo de reprodução, assexuada, por meio de
propágulos, formados no interior de conceptáculos.

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Além das Hepáticas e dos Musgos, as Antoceros também são briófitas, porém, um grupo muito pequeno e
com características entre talófitas e embriófitas, como as Hepáticas.

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Pteridófitas

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Divisão Pteridófita

Traqueófitas E > G.

São plantas criptógamas (não produzem flores).


As Pteridófitas mais conhecidas pertencem à classe das FILICÍNEAS, como as samambaias e avencas.
As folhas do esporófito são bem desenvolvidas, compostas e pinadas. As folhas novas apresentam-se
enroladas na forma de báculos.

Samambaiaçu Samambaia

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Matérias > Biologia > Reinos: Monera, Protista, Fungos e Vegetal > Reino Vegetal (Metáfita) > Divisão -
Pteridófitas

Apresentam alternância de gerações ou metagênese. A geração esporofítica (2n) é a mais desenvolvida. A


geração gametofítica (n) é independente, porém, reduzida e constituída pelo protalo.
O esporófito possui xilema e floema VASCULARES, portanto são traqueófitas ! Podem atingir
vários metros de altura, como a samambaiaçu, com até 15 m.
O esporófito (2n) é autótrofo e independente, apresentando raiz, caule e folhas. Nas folhas podem
apresentar SOROS (= conjunto de esporângios).
Nos esporângios, por meiose espórica, formam-se os ESPOROS (n). Estes, em condições normais,
desenvolvem-se formando o PROTALO (n), que é a geração gametofítica.

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Folha com soros


No protalo desenvolvem-se os gametângios arquegônio e anterídio, que produzem os gametas oosfera e
anterozóides, respectivamente.
Para a fecundação, o anterozóide biflagelado ou pluriflagelado, depende da água do solo para
locomoção até a oosfera (= quimiotactismo +).

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Pteridófitas

Ciclo das samambaias (pteridófitas isosporadas) :

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Além da reprodução por alternância de gerações, também se reproduz por rizomas (caule)
propagação vegetativa !
Existem outras Pteridófitas, como as classes das Licopodíneas (gêneros Licopodium, Selaginella) e
Equissetíneas (Equissetum).

Lycopodium Selaginella.

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Pteridófitas

As Selaginellas são pteridófitas heterosporadas. No interior de estróbilos aparecem dois tipos de


esporângios: microsporângios (2n), que por meiose espórica, produzirão numerosos micrósporos (n), de
pequeno tamanho; e, megasporângios (2n), que através da meiose espórica, cada um produzirá 4
megásporos (n), com tamanho maior que os micrósporos.
Micrósporos (n), lançados ao solo, crescerão, produzindo microprotalos (n); estes serão os gametófitos
masculinos, visto só possuirem anterídios, produzindo somente anterozóides (n).
Megásporos (n), lançados ao solo, crescerão, produzindo megaprotalos (n); estes serão os gametófitos
femininos, visto só possuirem arquegônios, produzindo somente oosferas (n).
Os anterozóides (n) , nadando na água do solo, chegarão ao megaprotalo, onde fecundarão a oosfera (n),
produzindo o zigoto (2n); a partir desse, crescerá a planta adulta (com raiz, caule e folhas), isto é, o novo
esporófito (2n).

Estróbilo de Selaginella

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Ciclos reprodutivos comparados.

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

Divisão Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)


Fanerógamas (flor "atípica" = estróbilo)
Gimnospermas (sementes "nuas")
São plantas superiores que formam embriões (embriófitas); produzem “flores” (= ESTRÓBILOS) e
sementes. Possuem vasos condutores da seiva (= traqueófitas).

As Gimnospermas não produzem frutos, portanto, as sementes são “nuas” (Gimno = nua; espermato =
semente).
Os esporófitos são desenvolvidos e algumas espécies apresentam os indivíduos vivos mais antigos, com
alguns milhares de anos (= plantas milenares).
São plantas comuns em climas temperados, especialmente no hemisfério norte (florestas de
Coníferas):Sequóias, pinheiros, ciprestes, Cycas etc.
A geração gametofítica é totalmente dependente da esporofítica, além de apresentar-se extremamente
reduzida (gametófito masculino = tubo polínico; gametófito feminino = saco embrionário). (E > G).

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

Podemos separar as Gimnospermas em dois grupos, de acordo com as características evolutivas:


● 1o grupo: Ginkgoíneas (Ginkgo biloba - única espécie atual) e Cicadíneas (gêneros Cycas,
Zamia, Dioon) assifonógamas (= “ausência” de tubo polínico).

Cycas Ginkgo biloba

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● Gênero Cycas: - são semelhantes às palmeiras. São plantas dióicas, isto é, existe planta feminina e
planta masculina. A reprodução sexuada é por oogamia, pois o gameta masculino (anterozóide,
trazido pelo grão-de-pólen) é móvel, enquanto que o feminino é grande (oosfera) e imóvel.
● Planta masculina:- produz estróbilos masculinos. Nos microsporângios (2n) anteras, são
produzidos os micrósporos (n) grãos-de-pólen, que são transportados pelo vento (anemofilia)
para a planta feminina.

● Planta feminina:- produz estróbilos femininos com óvulo megasporângio (2n). O óvulo
apresenta um integumento e sua abertura de entrada é a micrópila. Na entrada da micrópila há uma
câmara polínica com líquido.

Cada megasporângio (2n) produz 4 megásporos (n), sendo que 3 atrofiam. O megásporo (n) resultante
se desenvolve, formando o megaprotalo ou saco embrionário. Este possui arquegônios que produzem
gametas femininos, as oosferas (n).
Fecundação: o grão-de-pólen ou micrósporo (n) origina o gametófito masculino (“curtíssimo tubo
polínico” = assifonógamas !); este deposita os anterozóides (n) ciliados na câmara polínica com líquido,
que nadarão (quimiotactismo +) ao encontro da oosfera (n), fecundando-a.
Assim sendo, nas Cicadíneas e também Ginkgoíneas, a fecundação é semelhante à das Briófitas e

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Pteridófitas, por ainda haver dependência da água !

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

● 2o grupo: Gnetíneas (Welwitschia mirabilis) e Coníferas (gêneros Pinus, Cupressus, Araucaria,


Cedrus, Sequoia, Taxodium) sifonógamas. São as mais evoluídas e mais importantes
atualmente.

Taiga
Welwitschia

Araucaria
O gametófito masculino é o tubo polínico (sifonogamia), que cresce (= quimiotropismo +) em direção
ao saco embrionário, que contém a oosfera. Este também é o processo que ocorre nas Angiospermas !

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

Reprodução nas Coníferas:


● no esporófito (2n) encontramos estróbilos masculinos ou cones masculinos, onde são produzidos
os grãos-de-pólen ou micrósporos (n); estes formarão os gametófitos masculinos (microprotalos
ou tubos polínicos). Há também os estróbilos femininos ou cones germinativos (“pinha”), onde
estão os óvulos ou megasporângios (2n):

Fecundação: o grão-de-pólen (micrósporo n) é transportado pelo vento (anemofilia) e poderá cair na


micrópila do óvulo desenvolvendo-se e formando o tubo polínico (gametófito masculino) que transporta o
gameta masculino ou núcleo gamético (n) até a oosfera (n), por quimiotropismo +. Portanto, não há
mais dependência da água para a fecundação (= sifonogamia).

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Araucaria - ciclo reprodutivo


O megasporângio ou óvulo, como nas Cycas, é envolvido por um integumento com micrópila.
Em cada megasporângio desenvolve-se um megásporo (n) que dará o gametófito feminino ou
megaprotalo (= saco embrionário), com 2 arquegônios, cada um dos quais produz uma oosfera (n). O
embrião, resultante do crescimento do zigoto, usa as substâncias alimentares contidas no endosperma
primário (n), para seu crescimento.
Após a fecundação, formam-se vários embriões (= poliembrionia), mas só há alimento disponível para o
crescimento de um ! Este embrião possui vários cotilédones, diferenciados a partir do zigoto.
Óvulo com integumento e o embrião no seu interior, constituem a SEMENTE. Na Araucaria, esta
semente comestível, é o pinhão !
Nas Gimnospermas não há ovário, portanto, não será formado o fruto !

Estróbilo com sementes (pinhões) Sementes (pinhões) da Araucaria

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Fanerógamas (flor completa)


Angiospermas (sementes contidas nos frutos)
São plantas superiores, embriófitas, fanerógamas, traqueófitas, espermatófitas cujas sementes são
envolvidas pelo FRUTO (angio = estojo, cápsula).
Os órgãos da reprodução sexuada encontram-se nas FLORES: androceu (masculino) e gineceu
(feminino).
Tipos de flores ou indivíduos quanto ao sexo:
● Monóico ou hermafrodita: é o indivíduo que produz gametas masculinos e femininos.As
Angiospermas, em geral, são monóicas ou hermafroditas, pois cada flor apresenta aparelho
reprodutor masculino (androceu, formado pelo conjunto dos estames) e aparelho reprodutor
feminino (gineceu ou pistilo, formado a partir das folhas carpelares ou carpelos).

Há plantas dióicas, que produzem flores masculinas separadas das flores femininas (= flores
díclinas), como: abóbora, melancia, mamona,etc.

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● Dióicas: são espécies onde um indivíduo só produz um tipo de gameta (= sexos separados). Há
uma planta masculina e outra planta feminina, como em Cycas.
A geração esporofítica corresponde às plantas que conhecemos. A geração gametofítica é microscópica,
reduzida e totalmente dependente da esporofítica. (E > G).

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A flor liga-se ao caule através do pedúnculo e quando completa, apresenta 4 verticilos (folhas
modificadas): cálice (conjunto das sépalas), corola (pétalas), ANDROCEU (= conjunto dos estames, isto
é, filete + antera) e GINECEU ou PISTILO (formado por estigma, estilete e ovário).

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Na antera ou microsporângio, existem os sacos polínicos onde (por meiose espórica) se formam os
grãos-de-pólen ou micrósporos (n), que produzirão o tubo polínico (microprotalo) ou gametófito
masculino.
Gineceu ou pistilo é o aparelho reprodutor feminino e seu ovário (formado das folhas carpelares ou
carpelos) contém um ou mais óvulos (megasporângios). Cada óvulo é constituído por 2 integumentos
(primina e secundina) e saco embrionário ou gametófito feminino (= 1 célula, contendo 8 núcleos n: três
antípodas, duas sinérgides, dois núcleos polares e o gameta feminino oosfera).

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Fecundação:
● o grão-de-pólen é levado até o estigma do gineceu (polinização: anemofilia - vento, ornitofilia –
pássaros, entomofilia – insetos); ali ele germina (cresce em direção ao óvulo = quimiotropismo
+), formando o tubo polínico (gametófito masculino) que penetra pela micrópila do óvulo e entrega
2 núcleos gaméticos (gametas masculinos) no saco embrionário.
● o primeiro gameta masculino (n) se une com a oosfera (n), originando o zigoto (2n), que depois
cresce e forma o embrião e o(s) cotilédone(s). O segundo gameta masculino (n) se une aos dois
núcleos polares (n), formando uma célula triplóide (3n); esta, quando crescer, formará o
endosperma secundário ou albúmen (3n), que é uma reserva alimentar.

● após a dupla fecundação, o óvulo se desenvolve em semente, que é constituída por: casca (formada
dos tegumentos do óvulo) + amêndoa (embrião + cotilédone e/ou albúmen). O cotilédone poderá
ser único (= monocotiledôneas) ou duplo (= dicotiledôneas).

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● enquanto o óvulo forma semente, as paredes do ovário se desenvolvem (por estímulo hormonal –
auxinas), formando o fruto. As sementes são protegidas pelo fruto, que também tem como função
disseminar as sementes (anemocoria – vento; entomocoria – insetos; ornitocoria – pássaros;
hidrocoria – água).

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● o fruto apresenta três partes: epicarpo, mesocarpo e endocarpo.


É fruto carnoso, quando suas paredes são “suculentas” (ex. pêssego, uva), ou fruto seco (ex. milho, arroz).

Frutos secos

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Frutos carnosos
● caso, além do ovário, se desenvolvam outras partes da flor, que se tornem comestíveis,
chamaremos de PSEUDOFRUTOS !
Estes podem ser:
● simples – maçã (parte comestível é o receptáculo floral), caju (parte comestível é o pedúnculo da
flor);
● composto – morango (o receptáculo floral se torna suculento e comestível; cada pequeno
frutinho seco, o aqüênio, foi um ovário da flor e contém uma semente);
● múltiplo – amora, figo, abacaxi (desenvolvem-se de uma inflorescência e podem ser chamados
de infrutescência).

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

Propagação vegetativa é processo de reprodução assexuada em vegetais superiores (Angiospermas). É


muito usada pelo homem na propagação (reprodução) de plantas cultivadas.
Apresentam como características e vantagens:
a) Dependendo da espécie, pode-se usar a raiz, o caule ou a folha. O órgão mais usado é o
caule, pois possui gemas que, facilmente poderão desenvolver-se e dar novos indivíduos.
b) Permite a reprodução de plantas que não produzem sementes como: bananeiras,
laranja-baía, Hibiscus, etc.
c) Pode-se obter um grande número de descendentes geneticamente iguais a partir de um
único indivíduo, garantindo a manutenção de características genéticas selecionadas.
d) A produção de flores, frutos e sementes, em geral é mais rápida do que a reprodução por
sementes.
e) Na propagação por enxertia pode-se usar um porta-enxerto (= cavalo) mais resistente.
A propagação vegetativa pode-se dar por: estacas, tubérculos, rizomas, bulbos, enxertia.
● Estacas: são ramos caulinares cortados e contendo algumas gemas ou brotos. Colocadas no solo
poderão desenvolver raízes e novos indivíduos. São processos muito usados para reprodução
artificial de: videiras, cana-de-açúcar, mandioca, batata-doce, amoreira, azáleas, gerânios, roseiras,
figueiras, Hibiscus,etc.
Podem-se usar hormônios vegetais (auxinas) para acelerar a formação de raízes nas estacas.

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● Tubérculos: usa-se o caule subterrâneo (contém gemas !) para a reprodução: batata-inglesa ou


“batatinha”.
● Rizomas: também se usa o caule subterrâneo para reprodução: bananeiras, íris, gengibre.
● Bulbo: tipo de caule usado para reprodução de cebola, alho, palma, lírio, tulipa.
● ENXERTIA: usam-se duas espécies (caules) semelhantes ou variedades da mesma espécie. Ex.
limoeiro, laranjeira.
Uma planta, geralmente mais resistente, é usada como porta-enxerto ou cavalo (p.ex. o
limoeiro ). Da outra espécie (cavaleiro), que se deseja explorar economicamente, retira-se
uma gema axial ou um ramo e enxerta-se no cavalo (porta-enxerto).
Se o enxerto “pega” irá desenvolver-se um indivíduo geneticamente igual ao que forneceu a gema ou
ramo.
Vantagens da enxertia: veja itens b, c, d e e das vantagens da propagação vegetativa.

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Espermatófita (Gimnospermas e Angiospermas)

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As Angiospermas podem ser divididas em Monocotiledôneas e Dicotiledôneas:

MONOCOTILEDÔNEAS DICOTILEDÔNEAS
raiz fasciculada (“cabeleira”) pivotante ou axial (principal)
em geral, sem crescimento em espessura em geral, com crescimento em
caule
(colmo, rizoma, bulbo) espessura (tronco)
feixes líbero-lenhosos feixes líbero-lenhosos dispostos em
distribuição de
“espalhados”(distribuição atactostélica = círculo (distribuição eustélica =
vasos no caule
irregular) regular)
peciolada: bainha reduzida;
invaginante: bainha desenvolvida;
folha pecíolo; nervuras reticuladas ou
uninérvia ou paralelinérvia.
peninérvias.
Flor trímera (3 elementos ou múltiplos) dímera, tetrâmera ou pentâmera
embrião um cotilédone 2 cotilédones

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eucalipto; abacate; morango; maçã;


bambu; cana-de-açúcar; grama; milho;
exemplos pera; feijão; ervilha; mamona;
arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.
jacarandá; batata.

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> Tecidos Vegetais

Tecido Vegetal
A origem dos tecidos.
Os tecidos dos vegetais superiores podem originar-se a partir de meristemas primários e secundários (do
grego, merizein = repartir, dividir-se).
Os meristemas primários são aqueles originados a partir das células embrionárias e recebem nomes de
acordo com os futuros tecidos a que darão origem:
Meristemas primários:
● Protoderme (dermatogênio) – origina a epiderme.

● Meristema fundamental: pleroma, que será empregado para a formação do cilindro central. Da
camada que fica entre o pleroma e o dermatogênio, isto é, o periblema, resultará, mais tarde, a
casca.
● Procâmbio – origina os tecidos condutores secundários.

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> Tecidos Vegetais

Meristemas secundários: são originados a partir da desdiferenciação de células adultas.


● Felogênio – ocorre no córtex, originando o súber para fora e a feloderme para dentro.

● Câmbio interfascicular – ocorre no cilindro central, originando o floema para fora e o xilema para
dentro.

Os meristemas.
As células meristemáticas caracterizam-se por serem pequenas, de paredes finas, com vacúolos
minúsculos ou ausentes, núcleos relativamente grandes e muito protoplasma. Elas têm a capacidade de
efetuar mitoses.
As novas células resultantes dessas mitoses aumentam em volume (elongamento ou distensão) e
proporcionam o crescimento dos órgãos onde se encontram.

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> Tecidos Vegetais

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Crescimento primário da planta.


É o resultado da atividade dos meristemas primários localizados nas extremidades da planta (meristemas
apicais). São eles: protoderme, meristema fundamental e procâmbio.
Crescimento secundário da planta.
Resulta da atividade do felogênio, do câmbio fascicular (que é meristema primário) e do câmbio
interfascicular (que é meristema secundário).
O crescimento secundário aumenta a espessura (diâmetro). Ocorre nas gimnospermas e na maioria das
dicotiledôneas.

Quando a expansão do caule em espessura é acentuada, as camadas suberificadas (cortiça), que ficam
voltadas para fora, rompem-se e descamam. É o ritidoma.

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Caule com crescimento em espessura

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> Tecidos Vegetais

Os parênquimas.
Nos vegetais, há vários tecidos funcionalmente comparáveis aos tecidos conjuntivos dos animais. Em
todos os órgãos das plantas pode ser encontrado um tecido que desempenha as funções de preenchimento,
conexão e reserva. É o chamado parênquima.
Suas células têm normalmente forma poliédrica e são isodiamétricas, isto é, possuem o mesmo diâmetro
nas várias direções. São vivas e têm paredes mais ou menos finas, sem reforços. Sabemos que essas
paredes são formadas por uma lamela média de pectatos de cálcio e magnésio, situada entre duas camadas
de celulose.

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Tipos de parênquimas.
● Com função de preenchimento:

❍ parênquima cortical.

❍ parênquima medular.

● Com função de assimilação:

❍ parênquima clorofiliano ou clorênquima: parênquima paliçádico e parênquima lacunoso.

● Com função de reserva:

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❍ parênquimas com função de reservas nutritivas. Exemplos: parênquima amilífero;


parênquima com função de reserva de água: aqüífero; parênquima com função de reserva de
ar: aerífero ou aerênquima.

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Plasmodesmos (do latim plasmodesma – singular e plasmodesmata – plural).


Graças aos plasmodesmos há uma continuidade de protoplasma entre as muitas células do parênquima,
facilitando as trocas metabólicas e, portanto, a atividade do tecido.
Esse protoplasma contínuo forma um conjunto só aparentemente interrompido por paredes celulares que
constitui uma unidade funcional mais ampla do que a célula. É o chamado simplasto.

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Sistema tegumentar (dérmico ou de proteção)


Epiderme: tecido primário, geralmente uniestratificado, formado por células justapostas, achatadas, sem
cloroplastos e com grande vacúolo. As células da epiderme podem apresentar modificações, tais como
pêlos, escamas, papilas, acúleos e estômatos.
Periderme: formado pela atividade do felogênio, meristema secundário que produz para o exterior da
planta o súber, tecido morto, e para o interior da planta o feloderme, tecido vivo.
O conjunto súber-felogênio-feloderme é a periderme, que substitui a epiderme nos caules e raízes de
plantas com crescimento secundário. É ausente nas folhas.
As estruturas anexas mais comuns na epiderme são:
● Papilas

Pequenas saliências das células epidérmicas que dão um aspecto aveludado às pétalas. Por exemplo:
violetas, amor-perfeito.

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● Pêlos e tricomas.
São formações epidermais largamente distribuídas nas folhas, caules, frutos, sementes e raízes. Mostram
uma grande diversidade de formas, especialmente nas folhas. Os pêlos podem ser vivos ou mortos (com ou
sem protoplasma); unicelulares ou pluricelulares; secretores ou não-secretores; filamentares, estrelados,
escamosos e capitados.
Nas folhas a sua principal função é proteger contra o excesso de transpiração, daí serem abundantes nas
plantas de climas quentes, como gerânio, tomate, fumo. Nesses vegetais, os pêlos elaboram secreções
oleosas, voláteis.

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● Acúleos.
São formações epidérmicas rígidas e pontiagudas. São os “espinhos” da roseira, do fruto da mamona, etc.
● Hidatódios.

São semelhantes aos estômatos e situados nas margens de certas folhas onde terminam algumas nervuras
(feixes condutores de seiva). Através deles a planta elimina água na forma líquida, sob condições especiais
de temperatura e umidade relativa do ar. É o fenômeno da gutação.

Gotas de água - superfície da folha

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● Lenticelas.
Ocorrem especialmente em certos caules, sob a forma de pequenas fendas no tecido suberificado. Sob
essas fendas há células também suberificadas e células de preenchimento (parênquima), com grandes
espaços entre elas. Isso garante a troca de gases com o meio.

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● Estômatos.
São estruturas epidérmicas que garantem as trocas gasosas entre os tecidos internos das folhas e o meio.
É também através deles que ocorre a transpiração. Normalmente, eles se distribuem na epiderme inferior
das folhas, chegando até 300 ou mais por mm2 de superfície.
Cada estômato é formado por duas células estomáticas (células-guarda), alongadas e recurvadas, com
um espaço ou fenda entre elas, chamado ostíolo. O ostíolo pode variar seu grau de abertura de acordo
com o estado de turgescência celular.

A planta pode regular o grau de abertura dos estômatos através de dois mecanismos: fotoativo e hídrico.
O mecanismo fotoativo depende da fotossíntese realizada pelas células estomáticas (únicas, na epiderme,
a apresentarem cloroplastos), que ao produzirem matéria orgânica, aumentam seu valor osmótico e
absorvem água das células epidérmicas vizinhas. Tornando-se túrgidas, as células estomáticas abrem o
ostíolo, permitindo as trocas gasosas. Na ausência de luz, o processo será inverso!
O solo estando bem irrigado, a absorção de água pelas raízes e a eficiente condução através do caule,
fornecem muita água às folhas. Os estômatos, que se encontram na epiderme das folhas, tornando-se
túrgidos, abrem o ostíolo.

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● Pêlos absorventes.
São modificações de células da epiderme da raiz. Aumentam muito a capacidade de
absorção de água e sais minerais.
Feita a absorção ao nível da epiderme da raiz, na zona pilífera ou não, as soluções com os
solutos minerais podem seguir dois caminhos até chegar no lenho, onde iniciam um
deslocamento vertical para chegar à copa:
● Trajeto A: através de espaços intercelulares (meatos), as soluções atingem as células
de passagem da endoderme e daí o lenho. Esse trajeto é mais rápido e direto.
● Trajeto B: pela passagem de célula para célula até a endoderme e daí ao lenho. Esse
trajeto é mais demorado, dependendo de osmose e transporte ativo.

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Poderia parecer vantajoso que a planta tivesse apenas tecidos mortos superficiais para absorver mais
rapidamente. No entanto, o trajeto B garante uma melhor filtragem e, portanto, maior seletividade em
relação às substâncias que podem chegar aos demais tecidos da planta.
Além de O2, CO2 e temperatura, outros fatores também influem na absorção de água e sais. O excesso
de fertilizantes no solo, aumentando-lhe os valores osmóticos, ou ainda substâncias tóxicas, dificultam
ou impedem a absorção.
Em orquídeas epífitas, há finas raízes brancas ou esverdeadas, as raízes aéreas, que ficam pendentes no
ar. A camada mais externa dela é o velame, tecido morto, com grande capacidade de absorção de água.
Quando é alta a umidade relativa do ar, o velame funciona como uma espécie de mata-borrão, garantindo
o suprimento de água para a planta.
Como essas raízes não penetram na planta-suporte, esta não é prejudicada, e não se pode falar em
parasitismo.
Muitas bromeliáceas, também epífitas, têm em suas folhas estruturas mortas, permeáveis e em forma de
escamas microscópicas, para a absorção da água da chuva.
As escamas são modificações de pêlos. São geralmente discóides e unidas à epiderme por um pedúnculo.
Sua função é principalmente a proteção contra a perda de água. Nas plantas epífitas, essas escamas
funcionam como elementos de absorção de água e de nutrientes minerais, recebendo o nome de escamas
absorventes.

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Os tecidos secretores.
Os tecidos secretores dos animais originam-se dos epitélios. Nos vegetais há também estruturas
secretoras, embora apenas algumas sejam de origem epidermal, como por exemplo, os pêlos secretores.
É comum nas plantas a ocorrência de várias estruturas secretoras localizadas em regiões internas das
folhas ou em tecidos periféricos de caules e raízes.
O termo secreção é usado para produtos que possuem uma determinada importância fisiológica no
organismo. Já a palavra excreção é usada para designar a eliminação de resíduos do metabolismo. Nos
animais, podemos dizer, então, que o produto de uma glândula sudorípara, o suor, é uma “excreção” e que
as lágrimas, os sucos digestivos e os hormônios são secreções. Nos vegetais, no entanto, nem sempre é
fácil a distinção entre secreções e excreções.
É verdade que uma forma de as plantas neutralizarem o efeito de determinadas substâncias de excreção,
tóxicas, é transformá-las em produtos insolúveis, como cristais e granulações, que permanecem inertes
nos vacúolos.
Certos produtos finais do metabolismo, solúveis ou não, podem ter importante papel de proteção de
determinadas espécies de plantas. É o caso de resinas, taninos, alcalóides e cristais de oxalato de cálcio
que tornam desagradável o sabor do vegetal, dificultando o seu consumo pelos herbívoros.
Além dos pêlos, as estruturas secretoras mais comuns são:
a) Nectários.
Formações glandulares, abertas, geralmente associadas às flores, que elaboram uma solução açucarada, o
néctar. As aves que buscam o néctar podem efetuar a polinização de tais flores (ornitofilia). No maracujá,
os nectários são extraflorais, localizando-se nos pecíolos das folhas.
b) Tubos laticíferos.
Conjuntos de canais ramificados por onde circula uma secreção branco-leitosa, o látex. Em contato com
o ar, o látex coagula rapidamente, facilitando o fechamento e a cicatrização de ferimentos no corpo da
planta.
Os tubos laticíferos ocorrem em várias famílias de plantas, como Euforbiáceas (Hevea brasiliensis =
seringueira), Moráceas (figueiras) e Apocináceas (Nerium oleander = espirradeira).

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c) Canais resiníferos.
Tubos longos, cujas células parietais eliminam resinas para o seu interior. Estas substâncias resinosas
têm função semelhante ao látex e são típicas dos pinheiros, sendo responsáveis pelo odor característico
destas plantas.
As resinas também protegem os tecidos contra o ataque de bactérias e fungos nos locais de ferimentos
em cicatrização.

d) Bolsas secretoras.
Formações globosas que acumulam secreções, geralmente oleosas ou perfumadas, num espaço central.
Se este espaço se origina por afastamento das células secretoras, fala-se em bolsa esquizógena (esquizo
= fender). Elas ocorrem nas folhas de Mirtáceas, como os eucaliptos.
Se o espaço resulta de dissolução das membranas celulares e, portanto, da fusão das células secretoras
centrais, fala-se em bolsa lisígena (lise = destruição). São encontradas no fruto (pericarpo) de plantas

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cítricas, como laranjas e limões.

e) Cristais.
Os cristais podem se apresentar sob diferentes formas e composições químicas. Os mais comuns são os de
carbonato de cálcio (CaCO3) e oxalato de cálcio (CaC2O4).

Nas folhas de certas figueiras (Ficus), sob a epiderme, há grandes cristais de carbonato de cálcio (CaCO3),
os cistólitos. Muito difundidos são os cristais de oxalato de cálcio (CaC2O4 ), dos tipos drusas e ráfides.
Estas últimas são conjuntos de cristais aciculares (em forma de agulha), dispostos em feixes.

a- cristal isolado
b- drusas
c- granulações
r-pacotes de ráfides

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Tecidos de sustentação (mecânicos).


● Colênquima.

Células vivas e alongadas, geralmente com cloroplastos. As paredes são espessas, sem
lignina. Ocorre espessamento característico: angular ou lamelar. Aparece logo abaixo da
epiderme.

● Esclerênquima.
Composto por células mortas. As paredes são espessas, apresentanto lignina. Destacam-se dois tipos de
células: esclereídeos e fibras. Ocorre logo abaixo do colênquima e/ou ao redor de feixes vasculares.

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Vg- bainha esclerenquimatosa


V- floema
C- câmbio
M- traquéia
S- traquéia do protoxilema

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Sistema vascular.
O sistema vascular das plantas é formado pelo xilema e pelo floema, tecidos cuja função é o transporte
de seiva. O xilema ou lenho é um tecido responsável pelo transporte de seiva bruta (água e sais
minerais), enquanto o floema ou líber é um tecido condutor da seiva elaborada (rica em substâncias
orgânicas derivadas da fotossíntese).
O xilema tem, além da função de transporte, a função de sustentação nas plantas com crescimento
secundário.
Tanto no xilema como no floema existem vários tipos de células, que podem ter origem de meristemas
primários ou secundários.
Considerando o xilema e floema secundários já formados, as células que ocorrem nesses tecidos são dos
seguintes tipos:

tipos de células principais funções


elementos traqueais (células mortas)
● traqueídeos

● elementos de vasos

xilema fibras (células mortas) condução de seiva bruta

células de parênquima (vivas)

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elementos crivados (células vivas)


● células crivadas
condução de seiva elaborada
● elementos de tubos crivados (com células
companheiras)
floema fibras (células mortas) sustentação
células de parênquimas (vivas) reserva e translocação de
substâncias de reserva

No floema, as únicas células condutoras são os vasos liberianos ou vasos crivados. Eles se formam pela
superposição de células vivas, alongadas, de paredes finas, sem lignificação. Os septos ou membranas
transversais, entre essas células, não são completamente dissolvidos, ficando com um aspecto
característico de crivos (placas crivadas). Uma placa crivada permite a total continuidade de matéria
viva entre duas células superpostas, uma vez que, pelos seus poros, o protoplasma emite filamentos de
ligação entre elas.

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Enquanto a planta cresce em diâmetro, os vasos liberianos que sofrerem depósito do açúcar calose, terão
as placas crivadas obliteradas. Em conseqüência disso, a condução de seiva elaborada deixa de ocorrer
nesses vasos, que passam a ter função de sustentação mecânica.

As células do parênquima que ocorrem no xilema, além de atuar como células de reserva de nutrientes,

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podem emitir expansões protoplasmáticas que penetram nos vasos xilemáticos velhos ou que sofreram
ferimentos, provocando obstrução desses vasos. Essas expansões são denominadas tilas ou tilos e
inativam os vasos quanto à função de transporte, que passam a atuar apenas como elementos de
sustentação mecânica.

A parte central de um caule de árvores velhas pode apresentar morte das células, que antes de morrer,
formam as tilas e também secretam substâncias corantes. Essa parte central, morta, é mais escura, sendo
denominada cerne. A parte mais externa desse caule apresenta lenho e xilema ativos e células vivas de
parênquimas, apresentando coloração mais clara. Essa região é denominada alburno.

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As pontuações que existem nas paredes celulares dos elementos traqueais podem ser simples ou
areoladas, sendo que esta última é característica desse tecido condutor e muito desenvolvida nos
traqueídeos das gimnospermas.
As pontuações simples correspondem a locais onde não ocorre deposição de celulose. As pontuações
areoladas distinguem-se das simples por apresentar uma saliência da parede celular secundária que se
curva sobre a cavidade da pontuação, formando uma aréola. A abertura deixada por essa aréola é
denominada poro. Na membrana de pontuação forma-se um espessamento na altura do poro, denominado
toro.

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Nos vasos já velhos ou temporariamente não-funcionais (durante o inverno rigoroso), a seiva elaborada
não pode circular, uma vez que os poros das placas crivadas são obturados pelo acúmulo de um
carboidrato especial, a calose.
Cada vaso liberiano tem, em toda a sua extensão, uma ou mais células companheiras, vivas, que de
alguma forma estão relacionadas à função condutora.
Convém ainda lembrar que a seiva elaborada é o próprio conteúdo dos vacúolos dos vasos liberianos.
Trata-se de uma solução orgânica, onde predominam açúcares solúveis.

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> Órgãos Vegetais

Órgãos vegetais.
RAIZ.
Na maioria das plantas vasculares, as raízes constituem a porção subterrânea do esporófito e são
especializadas para fixação e absorção. As duas outras funções desempenhadas pelas raízes são o
armazenamento e a condução.
As raízes, em sua maioria, constituem importantes órgãos de armazenamento, e algumas, como as da
cenoura, beterraba e batata-doce, são especialmente adaptadas para armazenar substâncias alimentares.
As substâncias orgânicas sintetizadas nas porções aéreas e fotossintetizantes da planta são transportadas,
através do floema, para os tecidos de reserva da raiz. Uma grande parte deste alimento pode ser utilizada
subseqüentemente pela própria raiz, mas, normalmente, o alimento armazenado é digerido e transportado
novamente, através do floema, para as partes aéreas.
Nas plantas bienais (vegetais que completam seu ciclo de vida num período de 2 anos), como a beterraba,
grandes reservas de alimento são acumuladas nas regiões de armazenamento da raiz durante o primeiro

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ano e, a seguir, utilizadas durante o segundo ano para produzir flores, frutos e sementes.
A água e minerais absorvidos pelas raízes são transportados, através do xilema, para as partes aéreas da
planta.

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Os sistemas radiculares e sua extensão.


A primeira raiz da planta se origina no embrião e é geralmente denominada raiz primária.
Nas gimnospermas e dicotiledôneas, esta raiz, também chamada de raiz axial (pivotante ou principal),
cresce em direção ao solo, originando raízes secundárias, também denominadas raízes laterais, ao longo
de seu eixo. As raízes mais velhas são encontradas próximas ao colo da raiz (região de transição entre a
raiz e o caule), e as mais jovens, próximas ao ápice da raiz. Este tipo de sistema radicular – isto é, aquele
que desenvolve uma raiz principal e suas ramificações - é denominado sistema axial.

Nas monocotiledôneas, a raiz primária tem geralmente vida curta, e o sistema radicular se desenvolve a
partir de raízes adventícias que se originam do caule. Estas raízes adventícias e suas ramificações, ou
raízes laterais, dão origem a um sistema fasciculado, no qual não existe predomínio de uma raiz sobre as
outras.

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Os sistemas de raiz axial penetram geralmente mais no solo que os sistemas de raiz fasciculada. A pouca
profundidade dos sistemas fasciculados e a firmeza com a qual se aderem às partículas do solo as
tornam especialmente bem adaptadas para a prevenção da erosão do solo.

A extensão de um sistema radicular - isto é, a profundidade com a qual penetra no solo e se estende
lateralmente - depende de vários fatores, incluindo umidade, temperatura e composição do solo. A maior
parte das raízes absorventes (raízes ativamente envolvidas na absorção de água e minerais) localiza-se no
primeiro metro de solo, e a massa das raízes absorventes da maioria das árvores ocorre nos primeiros 15
centímetros de solo, a região do solo normalmente mais rica em matéria orgânica.
Algumas árvores, como os carvalhos e muitos pinheiros, produzem comumente raízes axiais
relativamente profundas, tornando estas árvores bastante difíceis de ser removidas. A mais profunda raiz
conhecida foi a de um pinheiro que crescia em solo arenoso, altamente poroso; penetrou no solo até cerca
de 6,5 metros. De modo geral, a extensão lateral das raízes das árvores é maior que a extensão da copa.
Os sistemas radiculares do milho (Zea mays) alcançam freqüentemente uma profundidade de 1,5 metro e
uma extensão lateral de cerca de um metro em todas as direções do vegetal. As raízes da alfafa (Medicago
sativa) podem atingir profundidades de até 6 metros ou mais.
À medida que a planta cresce, ela precisa manter um equilíbrio entre a superfície total que fabrica
alimentos (fotossintetizante) e a superfície total que absorve água e minerais. O equilíbrio entre o caule
e a raiz é invariavelmente alterado quando as plantas são removidas. A maioria das raízes finas,
absorventes, perde-se quando a planta é removida do solo; a poda do sistema caulinar ajuda a
restabelecer o equilíbrio entre este e o sistema radicular. Os fungos e insetos que atacam os caules e as
raízes das plantas provocam freqüentemente um desequilíbrio na razão caule-raiz.

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Raízes aéreas.
As raízes aéreas são raízes adventícias produzidas pelas partes aéreas. As raízes aéreas de algumas
plantas servem de raízes-escora para a sustentação, como, por exemplo, no milho. Quando entram em
contato com o solo ramificam-se e funcionam também na absorção de água e minerais.
As raízes-escora são produzidas pelos caules e ramos de muitas plantas tropicais, como o
mangue-vermelho (Rhizophora mangle), a figueira-de-bengala (Ficus bengalensis) e algumas
palmeiras. Outras raízes aéreas, como na hera (Hereda helix), aderem à superfície de objetos e fornecem
sustentação para o caule trepador.

As raízes necessitam de oxigênio para a respiração, sendo este o motivo pelo qual as plantas são
incapazes de viver em solos onde não existe drenagem adequada, carecendo, conseqüentemente, de
espaços arejados. Algumas árvores que crescem em habitats pantanosos desenvolvem raízes que crescem
para fora da água, servindo não apenas para fixar o vegetal, como também para arejá-lo. Por exemplo, o
sistema radicular de Avicennia tomentosa desenvolve extensões de geotropismo negativo, denominadas
pneumatóforos, que crescem para cima e para fora do lodo, fornecendo assim uma aeração adequada.

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O aguapé apresenta raízes aquáticas com muitas ramificações e uma coifa bem desenvolvida.
Adaptações especiais.
Muitas adaptações são encontradas entre as epífitas, plantas que crescem sobre outras plantas, contudo,
sem parasitá-la. A epiderme da raiz da orquídea, por exemplo, é pluriestratificada e, em algumas
espécies, constitui o único órgão fotossintético da planta. Estruturas especiais na epiderme proporcionam
aparentemente o intercâmbio de gases quando a epiderme está saturada de água (velame).
Dentre as epífitas, a Dischidia rafflesiana possui uma modificação extremamente notável. Algumas de
suas folhas são estruturas achatadas e suculentas, ao passo que outras formam tubos que coletam detritos e
água pluvial.

Colônias de formigas vivem no interior das urnas e ajudam no suprimento de nitrogênio da planta.
Raízes formadas no nó situado acima da folha modificada, crescem para baixo e penetram no interior
da urna, onde absorvem água e sais minerais.
As plantas verdadeiramente parasitas desenvolvem raízes sugadoras (haustórios) que crescem para o
interior do caule da hospedeira, indo buscar no floema, a seiva elaborada com os alimentos orgânicos que
necessita. Isso ocorre com o cipó-chumbo.

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Cipó-chumbo (Cuscuta europaea, com as várias Cuscutas sul-americanas), parasitando Lúpulo; vista geral
e corte transversal da hospedeira, mostrando a penetração dos haustórios.
Adaptações para o armazenamento de alimentos.
As raízes, em sua maioria, são órgãos de armazenamento e, em algumas plantas, são especializadas para
esta função. Estas raízes tornam-se carnosas devido à grande quantidade de parênquima de reserva, no
qual se acha o tecido vascular. Esse desenvolvimento de raízes de reserva (tuberosas) é evidente em
cenoura (Daucus carota), batata-doce (Ipomoea batatas), beterraba (Beta sp).

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Crescimento e origem dos tecidos primários.


Aparentemente, o crescimento de muitas raízes é um processo quase contínuo, que cessa apenas sob
condições adversas, tais como seca e baixas temperaturas. As raízes, durante o crescimento através do
solo, seguem o caminho de menor resistência e, freqüentemente, ocupam os espaços deixados por raízes
mais antigas que morreram e apodreceram.
A extremidade da raiz encontra-se recoberta por uma coifa, uma massa de células semelhante a um
capuz, que protege o meristema apical e auxilia a raiz na sua penetração através do solo.

À medida que a raiz cresce em comprimento e a coifa é empurrada para diante, as células da periferia da
coifa sofrem descamação. Esta células descamadas formam uma capa mucilaginosa ao redor da raiz e
lubrificam sua passagem através do solo. As células descamadas da coifa são imediatamente substituídas
por outras formadas pelo meristema apical.
Regiões de crescimento da raiz.
O meristema apical e a porção próxima da raiz onde ocorre a divisão celular são denominados região
meristemática.

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Acima da região meristemática, mas não claramente delimitada a partir dela, encontra-se a região de
crescimento, que mede geralmente apenas alguns milímetros de comprimento. O alongamento das
células desta região resulta na maior parte do crescimento longitudinal da raiz. Acima desta região, a
raiz não aumenta de comprimento.
Seguindo-se à região de crescimento, encontra-se a região de maturação, onde a maioria das células dos
tecidos primários sofre maturação. Algumas células começam a se alongar e se diferenciar na região
meristemática, ao passo que outras alcançam a maturidade na região de crescimento. Por exemplo, os
primeiros elementos formados do floema e xilema sofrem maturação na região de crescimento, sendo
freqüentemente distendidos e destruídos durante o alongamento da raiz.
A protoderme, o procâmbio e o meristema fundamental podem ser distinguidos próximo ao meristema
apical (vide figura anterior). Estes são os meristemas primários que se diferenciam na epiderme, nos
tecidos vasculares primários e no córtex, respectivamente.

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Estrutura primária.
A estrutura primária da raiz é relativamente simples quando comparada com a do caule, o que é devido,
em grande parte, à ausência de folhas na raiz e à ausência correspondente de nós e entrenós.
A epiderme (sistema de tecido de revestimento), o córtex (sistema de tecido fundamental) e os tecidos
vasculares (sistema de tecidos vasculares) estão claramente separados uns dos outros. Na maioria das
raízes, os tecidos vasculares formam um cilindro sólido.

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Epiderme.
A função da epiderme das raízes jovens é de absorver água e minerais, sendo facilitada por pêlos
absorventes, que são extensões tubulares das células epidérmicas.

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Os pêlos absorventes possuem uma vida relativamente curta e estão limitados, em grande parte, à região
de maturação da raiz. A produção de novos pêlos absorventes ocorre logo acima da região de crescimento.
Córtex.
O córtex ocupa, sem dúvida alguma, a maior área do corpo primário da maioria das raízes. As células do
córtex armazenam amilo e outras substâncias, mas comumente, não possuem cloroplastos. As raízes que
sofrem crescimento secundário – que incluem as raízes das gimnospermas e da maioria das
dicotiledôneas – perdem seu córtex precocemente. Nestas raízes, as células corticais permanecem
parenquimatosas.
Nas monocotiledôneas, o córtex é mantido durante toda a vida da raiz, e muitas células corticais
desenvolvem paredes secundárias e tornam-se lignificadas. Independente do grau de diferenciação, o
tecido cortical possui numerosos espaços intercelulares – espaços cheios de ar, essenciais para a
aeração das células da raiz.

As células corticais têm numerosos contatos entre si e seus protoplasmas encontram-se ligados por
plasmodesmos. Em conseqüência disso, as substâncias que transitam pelo córtex podem atravessar as
células por intermédio do protoplasma e dos plasmodesmos ou das paredes celulares.
Ao contrário do resto do córtex, a camada mais interna deste se encontra disposta de modo compacto e
carece de espaços aeríferos. Esta camada, a endoderme, se caracteriza pela presença das fitas de Caspary
em suas paredes anticlinais (isto é, as paredes perpendiculares à superfície da raiz).

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A fita de Caspary é uma porção filamentosa da parede primária, impregnada de uma substância
gordurosa denominada suberina, e, algumas vezes, lignificada. O protoplasma das células endodérmicas
está firmemente fixado às fitas de Caspary e adere muito a elas. Tendo em vista que a endoderme é
compacta e que as fitas de Caspary são impermeáveis à água, todas as substâncias que penetram e
abandonam o cilindro vascular através da endoderme devem atravessar o protoplasma vivo das células
endodérmicas.

Muitas células endodérmicas não sofrem estas modificações, permanecendo com paredes delgadas e
retendo as fitas de Caspary. Estas células são denominadas células de passagem.
Veja a figura abaixo, que visualiza o processo, comparativamente, nas raízes de monocotiledôneas e
dicotiledôneas:

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Cilindro central.
O cilindro central da raiz é formado pelos tecidos vasculares e por uma ou mais camadas de células, o
periciclo, que circunda totalmente os tecidos vasculares.

O periciclo desempenha vários papéis importantes. Na maioria das fanerógamas (plantas com flor), as
raízes se originam no periciclo. Nas plantas que sofrem crescimento secundário, o periciclo contribui
para o câmbio vascular e, geralmente, origina o primeiro câmbio da casca. Além disso, o periciclo
prolifera freqüentemente, isto é, origina mais periciclo.
O centro do cilindro central da maioria das raízes é ocupado por uma medula sólida de xilema
primário, a partir da qual se estendem projeções semelhantes a estrias em direção ao periciclo.

Os primeiros elementos do (proto) xilema a sofrer maturação nas raízes localizam-se próximos ao
periciclo, e as extremidades das séries são comumente denominadas de protoxilema. O metaxilema (meta,
depois) ocupa as porções internas das séries e o centro do cilindro central, diferenciando-se depois do
protoxilema. As raízes de algumas monocotiledôneas (por exemplo, centeio) possuem uma medula, que é
interpretada por alguns botânicos como um tecido vascular potencial.

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CAULE e as FOLHAS
O caule e as folhas começam a formar-se durante o desenvolvimento do embrião (semente), onde são
representados pela plúmula. A plúmula pode ser considerada como a primeira gema, consistindo de um
râmulo (o epicótilo), uma ou mais folhas rudimentares (primórdios foliares) e um meristema apical.

Com o reinício do crescimento do embrião durante a germinação da semente, desenvolvem-se novas


folhas a partir dos flancos do meristema apical, e o eixo se alonga e se diferencia em nós e entrenós.
Gradualmente forma-se os primórdios das gemas nas axilas das folhas que, mais cedo ou mais tarde,
seguem uma seqüência de crescimento e diferenciação mais ou menos semelhante àquela da primeira
gema.

Este padrão é repetido muitas vezes à medida que os sistemas caulinar e foliar das plantas seguem o seu
desenvolvimento.
Com freqüência, o meristema apical de um caule inibe o desenvolvimento das gemas laterais, sendo este
fenômeno conhecido como dominância apical. À medida que aumenta a distância entre o ápice do caule e

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as gemas laterais, a influência retardadora do ápice diminui e as gemas laterais continuam seu
desenvolvimento. Em conseqüência, a poda de ápices caulinares com suas folhas, que constitui uma
prática comum dos jardineiros, resulta em plantas mais cerradas e mais ramificadas.
As duas principais funções associadas ao caule são condução e sustentação. As substâncias fabricadas
nas folhas são transportadas através dos caules, por intermédio do floema, a locais de utilização,
incluindo folhas, caules e raízes em crescimento e flores, sementes e frutos em desenvolvimento. Uma
grande parte da substância alimentar é armazenada nas células parenquimatosas de raízes, sementes e
frutos, mas os caules também constituem importantes órgãos de reserva, sendo que alguns, como a
batatinha (Solanum tuberosum), são especialmente adaptados à função de reserva.
Plantas dicotiledôneas podem apresentar caule do tipo haste (fino, flexível e verde; aparece no cravo);
tronco (mangueira), é lenhoso e muito ramificado. As monocotiledôneas apresentam caule do tipo colmo
(cheio, na cana-de-açúcar; oco, no bambu), com nós e entrenós e grandes bainhas foliares protegendo as
gemas; caule estipe (palmeiras), não tem ramificação e as folhas só persistem no ápice.
As folhas, principais órgãos fotossintéticos da planta, são sustentadas pelos caules, que as colocam em
posições favoráveis para a captação de luz, essencial à fotossíntese. Além disso, a maior parte da perda de
vapor d’água pela planta ocorre através das folhas.

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Crescimento e origem dos tecidos primários do caule.


A organização do meristema apical do caule mostra-se mais complexa que a da raiz. O meristema
apical do caule, além de produzir células para o corpo primário da planta, está também envolvido na
formação de primórdios foliares e, muitas vezes, de primórdios de gemas, os quais formam ramos
laterais. O meristema apical do caule diferem também do meristema apical da raiz pela ausência de um
revestimento protetor comparável à coifa.

Os ápices caulinares vegetativos da maioria das fanerógamas possuem um tipo de organização


denominado tunica-corpus ou túnica e corpo. A camada externa da túnica origina sempre a protoderme,
ao passo que o procâmbio e o meristema fundamental derivam do corpo ou de uma combinação das
camadas remanescentes da túnica e do corpo.
Embora os tecidos primários do caule passem por períodos de crescimento semelhantes àqueles da raiz, o
eixo do caule não pode ser dividido em regiões de divisão, alongamento e maturação como o das raízes.
Os meristema apical do caule, quando ativo, origina primórdios foliares em sucessão tão estreita que os
nós e entrenós não podem ser distinguidos a princípio. O aumento de comprimento do caule ocorre, em
grande parte, por alongamento dos entrenós.
Como na raiz, o meristema apical do caule origina os meristemas primários – protoderme, meristema
fundamental e procâmbio, os quais, por sua vez, darão origem à epiderme, tecido fundamental e tecidos
vasculares primários, respectivamente.
Estrutura primária.
Podem ser reconhecidos três tipos básicos de organização:
1. Em algumas coníferas e dicotiledôneas, as células estreitas e alongadas do
procâmbio – e, conseqüentemente, os tecidos vasculares primários que se
desenvolvem a partir delas – aparecem sob a forma de um cilindro oco mais ou
menos contínuo dentro do tecido fundamental ou parenquimatoso (distribuição
eustélica ou regular). A região externa de tecido fundamental é denominada
córtex, e a região interna, medula.

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2. Em outras coníferas e dicotiledôneas, os tecidos vasculares primários


desenvolvem-se sob a forma de um cilindro composto de cordões conectados,
separados por tecido fundamental. O parênquima, que separa os cordões ou
séries de procâmbio e, mais tarde, os feixes vasculares maduros, continua-se
com o córtex e a medula, sendo denominado parênquima interfascicular (entre
os feixes). As regiões interfasciculares são freqüentemente denominadas raios
medulares.

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3. Nos caules da maioria das monocotiledôneas e de algumas dicotiledôneas


herbáceas, os tecidos vasculares não aparecem sob a forma de um único anel
de feixes entre o córtex e a medula, mas se desenvolvem comumente sob a forma
de mais de um anel ou de um sistema anastomosado (interligado e ramificado)
de feixes espalhados através do tecido fundamental (distribuição atactostélica
ou irregular), o que, muitas vezes, não pode ser diferenciado em córtex e
medula.

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FOLHA
As folhas espermatófitas, em seu desenvolvimento e disposição, possuem uma influência profunda sobre
a estrutura do caule. A posição das folhas determina, em grande parte o padrão do sistema vascular no
caule. A íntima associação da folha e do caule mostra-se claramente visível se seguirmos os feixes
vasculares desde a folha até o caule.
Morfologia da folha.
As folhas variam enormemente quanto à forma e estrutura interna. Nas dicotiledôneas, a folha consiste
comumente em uma porção laminar, o limbo, e de uma porção semelhante a um pedúnculo, o pecíolo.
Pequenas estruturas escamiformes ou foliáceas, denominadas estípulas, desenvolvem-se na base de
algumas folhas. Muitas folhas não possuem pecíolos, sendo denominadas sésseis.

Na maioria das monocotiledôneas e em certas dicotiledôneas, a base da folha se expande em uma


bainha, que envolve o caule (folha invaginante). Em algumas gramíneas, a bainha ocupa o comprimento
de um entrenó.

A disposição das folhas no caule pode ser alternada (espiralada), oposta (aos pares) ou verticilada (três
ou mais folhas em cada nó).

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As folhas das dicotiledôneas são simples ou compostas. Nas folhas simples, os limbos não são
subdivididos em partes distintas, embora possam ser profundamente lobados. Os limbos das folhas
compostas são divididos em folíolos, cada qual geralmente com seu próprio pequeno pecíolo.
Podem ser distinguidos dois tipos de folhas compostas: as folhas compostas penadas e as folhas
compostas digitadas (vide figura anterior). Nas folhas compostas penadas, os folíolos surgem de ambos
os lados de um eixo, a raque, como as barbas de uma pena. (A raque é uma extensão do pecíolo !). Os
folíolos de uma folha composta digitada se dispõem na extremidade do pecíolo, não havendo raque.

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Estrutura da folha.
As variações na estrutura das folhas de angiospermas estão relacionadas, em grande parte, ao habitat e
são freqüentemente utilizadas para caracterizar os denominados tipos ecológicos de planta: mesófitas
(plantas que crescem em locais não muito úmidos e nem muito secos), higrófitas (plantas que crescem
total ou parcialmente submersas na água) e xerófitas (plantas que crescem em habitats secos ou áridos).
Independente de sua forma e tamanho, todas as folhas são formadas pelos mesmos tecidos: epiderme,
mesófilo e feixes vasculares ou nervuras.
Epiderme.
As células epidérmicas comuns da folha, como as do caule, encontram-se dispostas de modo compacto e
são recobertas por uma cutícula que reduz a perda de água. Os estômatos podem ocorrer em ambos os
lados da folha, porém são geralmente mais numerosos na superfície inferior.

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Nas folhas higrófitas que flutuam, sobre a superfície da água, os estômatos podem ocorrer apenas na
epiderme inferior. As folhas imersas carecem geralmente de estômatos.

De modo geral, as folhas das xerófitas contêm um número maior de estômatos que as de outras plantas.
Presumivelmente, estes numerosos estômatos permitem uma taxa mais alta de trocas gasosas em
condições de suprimento favorável de água.
Em muitas xerófitas, os estômatos se encontram mergulhados em depressões na superfície inferior da

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folha (criptas). Estas depressões podem possuir também muitos pêlos epidérmicos. Os pêlos epidérmicos
ou tricomas podem ocorrer em uma superfície ou em ambas as superfícies da folha. A existência de
camadas espessas de pêlos epidérmicos pode retardar a perda de água das folhas.

Mesófilo.
O mesófilo – tecido fundamental da folha – é especializado para a fotossíntese. Contém um grande
sistema de espaços intercelulares, que se comunicam com a atmosfera através dos estômatos. Os espaços
intercelulares facilitam a rápida troca de gases, constituindo importante fator na eficiência da
fotossíntese.
Nas plantas mesófitas, o mesófilo é diferenciado em parênquima paliçádico e parênquima esponjoso
(lacunoso). As células do tecido paliçádico têm forma cilíndrica, com os eixos maiores orientados
perpendicularmente à epiderme, e as células do parênquima esponjoso possuem forma irregular.

Folha de "Saia branca" corte transvesal ep.s., epiderme superior; p., parênquima paliçádico; l.,
parênquima lacunoso; v., elementos condutores do xilema; ep.i., epiderme inferior; pl., pêlo; est.,
estoma; d, drusa de oxalato de cálcio.

Os cloroplastos são mais numerosos nas células em paliçada do que nas esponjosas. Em conseqüência, a
maior parte da fotossíntese na folha ocorre aparentemente no parênquima paliçádico.

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Comumente, o parênquima paliçádico encontra-se localizado no lado superior da folha, e o parênquima


esponjoso, no lado inferior. Nas folhas das xerófitas, o parênquima em paliçada ocorre freqüentemente em
ambos os lados da folha.
Além disso, em algumas plantas, como o milho e outras, as células do mesófilo possuem forma mais ou
menos semelhante, e não existe distinção entre parênquimas paliçádico e esponjoso.

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Feixes vasculares.
O mesófilo da folha é totalmente percorrido por um sistema de feixes vasculares ou nervuras, ligados
ao sistema vascular do caule. Na maioria das dicotiledôenas, as nervuras se encontram dispostas de
modo ramificado, com nervuras sucessivamente menores surgindo de nervuras um pouco maiores. Este
tipo de disposição das nervuras é denominado nervação peninérvia.

Em contraposição, a maioria das folhas de monocotiledôneas possui muitas nervuras de tamanho


bastante semelhante, orientadas paralelamente entre si ao longo da folha, que é paralelinérvia. Nestas
folhas paralelinérvias, as nervuras longitudinais estão interligadas por nervuras bem mais finas, formando
uma complexa rede.

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As nervuras contêm xilema e floema que, em geral, são totalmente de origem primária. Comumente, o
xilema ocorre no lado superior da folha, e o floema, no lado inferior.

A epiderme, devido à estrutura compacta e à cutícula, proporciona uma considerável resistência para a
folha. Além disso, as nervuras maiores das folhas de dicotiledôneas são freqüentemente ladeadas por
células do colênquima, que fornecem sustentação para a folha. Células e fibras colenquimatosas podem
ser também encontradas ao longo das margens das folhas de dicotiledôneas e monocotiledôneas,
respectivamente.
Abscisão da folha.
Em muitas plantas, a separação normal da folha do caule – o processo de abscisão – é precedida por
certas alterações estruturais e químicas perto da base do pecíolo, resultando na formação de uma zona de
abscisão. Esse processo é regulado pela redução do nível de auxinas circulantes.

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Modificações do caule e da folha


Os caules de algumas plantas escandentes se enrolam ao redor da estrutura onde estão crescendo
(caules volúveis). Outros produzem ramos modificados, denominados gavinhas. Na hera, as gavinhas
produzem, nos ápices, grandes estruturas em forma de taça, denominadas grampos.

As gavinhas da videira (Vitis sp) e do maracujá (Passiflora sp) são também caules modificados que se
enrolam ao redor do suporte. Na videira, as gavinhas produzem algumas vezes pequenas folhas ou flores.

As gavinhas, em sua maioria, são modificações de folhas. Nas leguminosas, como a ervilha (Pisum
sativum), as gavinhas constituem a parte terminal da folha composta penada.

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Nem todas as leguminosas formam gavinhas. Uma destas, o amendoim (Arachis hipogaea) possui outra
adaptação interessante. Após a fertilização, os estames e a corola da flor caem e o entrenó entre o ovário e
o receptáculo (ou ginóforo) começa a alongar-se. Através de alongamento contínuo, o pedúnculo se
curva para baixo e enterra o fruto em desenvolvimento vários centímetros abaixo do solo, onde
amadurece. Se o ovário não for enterrado, murcha e não cresce.
Os ramos (clados) que assumem a forma de folhas e se assemelham estreitamente a elas são
denominados cladódios ou filocládios. Ambos apresentam a cor esverdeada e realizam fotossíntese. Nos
cladódios o crescimento é ilimitado e nos filocládios, limitado. O cladódio aparece nas cactáceas (onde as
folhas estão transformadas em espinhos, garantindo grande economia de água) e o filocládio ocorre no
aspargo (Asparagus officinalis). Os caules aéreos espessos e carnosos (turião) do aspargo são a parte
comestível da planta. As escamas encontradas sobre os turiões são folhas verdadeiras. Se o aspargo
continua a crescer, desenvolvem-se lâminas nas axilas das pequeninas escamas as quais funcionam como
órgãos fotossintetizadores.

Em algumas plantas, as folhas modificam-se em espinhos, que são duros, secos e não assimiladores.

As expressões espinho caulinar e espinho foliar são, freqüentemente, confundidos na linguagem comum

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como “espinho” da roseira. Na roseira ocorrem acúleos, que são anexos da epiderme modificada,
facilmente destacáveis ! Do ponto de vista técnico, os espinhos caulinares são ramos modificados que
surgem nas axilas das folhas, a partir das gemas, com grande dureza e difíceis de serem destacados
(laranjeiras, limoeiros).
Dentre as mais espetaculares folhas modificadas ou especializadas, estão as folhas das plantas
carnívoras, tais como as plantas insetívoras, Nepenthes, Drosera e Dionaea, que capturam insetos e os
digerem com enzimas secretadas pela planta. Os nutrientes são absorvidos em seguida pela planta.

Nepenthes Sarracenia

Dionaea Drosera

A Nephentes rajah (Borneú – Indonésia) captura e digere passarinhos, lagartos, sapos arborícolas,
pequenos roedores. A Sarracenia purpura apresenta uma “aba” para coleta de água que represa no fundo
da folha, onde bactérias decompõem as carapaças dos insetos afogados; o “tubo” pode chegar a 1 metro de
comprimento. Todas essas plantas são fotossintetizantes e portanto autótrofas, porém dependem de uma
dieta extra de nutrientes nitrogenados (protéicos).

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Armazenagem de alimento.
Os caules, como as raízes, desempenham funções de reserva de substâncias nutritivas. Provavelmente, o
tipo mais familiar de caule especializado no armazenamento é o tubérculo, exemplificado pela
batatinha. Nesta, os tubérculos (caules subterrâneos) desenvolvem-se nos ápices de estolhos (ramos
rastejantes do caule aéreo) de plantas que cresceram a partir de sementes.

No entanto, quando são utilizados segmentos de tubérculos para a propagação, os tubérculos surgem nas
extremidades de longos e delgados rizomas, ou ramos subterrâneos.

Um bulbo é uma grande gema que consiste de um pequeno caule cônico (“prato”) no qual se inserem
numerosas folhas modificadas (catáfilos). As folhas são escamosas e possuem bases espessadas onde o
alimento é armazenado. As raízes adventícias nascem na base do caule. Exemplos familiares de plantas
com bulbos são a cebola, o alho e o lírio.

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Embora superficialmente semelhantes aos bulbos, os cormos consistem principalmente de tecido


fundamental. Suas folhas são geralmente finas e bem menores que as dos bulbos; em conseqüência, o
alimento armazenado do cormo é encontrado no caule carnoso. Plantas bem conhecidas, como a
palma-de-santa-rita, o açafrão e o ciclame, produzem cormos.

A couve-rábano (Brassica oleracea caulorapa) constitui um exemplo de uma planta comestível com
caule de reserva carnoso. O caule curto e espesso ergue-se acima do solo e possui várias folhas com bases
muito largas. A couve comum (Brassica oleracea capitata) é estreitamente relacionada à couve-rábano. A
denominada “cabeça” da couve consiste de um caule curto com numerosas folhas espessas e
imbricadas. Além de uma gema terminal, podem ser encontradas várias gemas axilares bem desenvolvidas
dentro da cabeça.

Os pecíolos de algumas plantas tornam-se bastante espessos e carnosos. O aipo (Aipum graveolens) e o
ruibarbo (Rheum rhaponticum) são dois exemplos familiares.

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Armazenagem de água: suculência.


As plantas suculentas possuem tecidos aqüíferos, isto é, tecidos especializados no armazenamento de
água. A maioria destas plantas, tais como os cactos dos desertos americanos; a Euphorbia, cujo aspecto é
semelhante, dos desertos da África; e a piteira (Agave), crescem normalmente em regiões áridas, onde a
capacidade de armazenar água se torna necessária para sua sobrevivência. Os caules verdes e carnosos
(cladódios) dos cactos servem de órgãos fotossintéticos e de armazenamento.
O tecido de reserva de água é formado de grandes células parenquimatosas com paredes delgadas,
destituídas de cloroplastos.
Na piteira, as folhas são suculentas. Como nos caules suculentos, as células parenquimatosas não
fotossintéticas do tecido fundamental constituem o tecido de armazenagem de água. Outros exemplos de
plantas com folhas suculentas são a “planta de gelo” (Mesembrysanthemum crystallinum), o saião
(Sedum) e algumas espécies de Peperomia. Na “planta de gelo”, grandes células epidérmicas,
denominadas vesículas aqüíferas, que se assemelham superficialmente a cristais de gelo, servem paara
armazenamento de água. As células que reservam água da folha de Peperomia são partes de uma epiderme
pluriestratificada (várias camadas).

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Crescimento secundário
Em muitas plantas – a maioria das monocotiledôneas e as dicotiledôneas muito herbáceas – o
crescimento em uma determinada região do corpo da planta cessa com a maturação dos tecidos
primários. No outro extremo encontram-se as gimnospermas e dicotiledôneas lenhosas, nas quais as
raízes e caules continuam a crescer em circunferência em regiões que não sofrem alongamento. Este
aumento em espessura ou circunferência do corpo da planta – crescimento secundário – resulta da
atividade de dois meristemas laterais, o câmbio vascular e o câmbio da casca (felogênio).
As ervas, ou plantas herbáceas, são plantas com caules e raízes que sofrem pouco ou nenhum
crescimento secundário. As plantas lenhosas – árvores e arbustos – vivem durante alguns ou muitos
anos. A cada ano, ocorre novo crescimento primário, e tecidos secundários adicionais são acrescentados
às partes mais velhas da planta por intermédio de reativação dos meristemas laterais.
As plantas são freqüentemente classificadas, de acordo com seus ciclos de crescimento estacional, em
anuais, bienais ou perenes. Nas plantas anuais, que incluem muitas flores silvestres, flores de jardim e
verduras, todo o ciclo, desde a semente, passando pela planta vegetativa e pela planta florescente, até o
estádio de semente de novo, ocorre dentro de uma única estação – que pode ter uma duração de apenas
algumas semanas. Nas plantas anuais, apenas a semente dormente transpõe o intervalo entre uma estação e
a que se segue.
Nas plantas bienais, são necessárias duas estações desde a germinação da semente até nova formação
de semente. A primeira estação de crescimento termina com a formação da raiz, de um caule curto e de

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uma roseta de folhas próxima à superfície do solo. Na segunda estação de crescimento, ocorrem floração,
frutificação, formação de sementes e morte do vegetal, completando o ciclo de vida.
As plantas perenes são plantas nas quais as estruturas vegetativas vivem anos após anos. As plantas
herbáceas perenes atravessam as estações desfavoráveis mediante raízes, rizomas, bulbos ou tubérculos,
todos subterrâneos e dormentes. As plantas perenes lenhosas, que incluem as trepadeiras, os arbustos e as
árvores, sobrevivem acima do solo, mas, em geral, param de crescer durante as estações desfavoráveis.
As plantas perenes lenhosas florescem apenas quando se tornam adultas, o que pode levar muitos anos.
O castanheiro-da-índia, Aesculus hipocastanum, por exemplo, só floresce por volta dos 25 anos de
idade. Puya raimondii, uma grande parente (até 10 metros de altura) do ananaseiro, encontrado nos
Andes, leva cerca de 150 anos para florescer.
Muitas plantas lenhosas são decíduas, perdendo todas suas folhas ao mesmo tempo e desenvolvendo
novas folhas a partir de gemas quando a estação se torna novamente favorável ao crescimento. Nas
árvores e arbustos sempre verdes, as folhas são também perdidas e repostas, mas não de modo simultâneo.
O câmbio vascular.
É por meio de divisões das células cambiais e de suas derivadas que são produzidos o xilema e floema
secundários. Se a célula-filha de uma célula inicial cambial for dividida em direção à parte externa do
caule, torna-se subseqüentemente uma célula floemática, e se for dividida em direção à parte interna do
caule, torna-se uma célula xilemática. Deste modo, forma-se uma longa fileira radial contínua de
células, estendendo-se a partir da célula inicial cambial para fora até o floema e para dentro até o xilema.

À medida que o câmbio vascular acrescenta células ao xilema secundário e o centro do xilema aumenta
de largura, o câmbio é deslocado para fora. A fim de resolver este problema, o câmbio vascular sofre um
aumento de circunferência.

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Nas regiões temperadas, o câmbio vascular entra em dormência durante o inverno, sofrendo reativação
na primavera. Novos incrementos, ou camadas de crescimento, de xilema secundário e floema secundário
depositam-se durante a estação de crescimento.

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Periderme e súber.
Na maioria das raízes e caules lenhosos, a formação do súber segue-se geralmente ao início da produção
de xilema e floema secundários, e o tecido suberoso substitui a epiderme, formando um revestimento
protetor sobre a planta. O súber ou felema, como é tecnicamente denominado, é formado por um câmbio
da casca, ou felogênio, que pode também formar a feloderme (“pele de súber”). O súber é formado em
direção à superfície externa, e a feloderme, em direção à superfície interna do câmbio da casca. O
conjunto destes três tecidos – súber, câmbio da casca e feloderme – forma a periderme.

Na maioria das dicotiledôneas e gimnospermas a primeira periderme aparece comumente durante o


primeiro ano de crescimento da raiz ou do caule, em regiões da planta que não sofrem mais alongamento.
Durante a diferenciação da células suberosas, suas paredes internas são revestidas por uma camada
relativamente espessa de uma substância lipídica, a suberina, que torna o tecido altamente impermeável à
água e aos gases. As paredes das células suberosas podem tornar-se também lignificadas. Na maturidade,
as células suberosas morrem.
As células da feloderme permanecem vivas na maturidade, carecem de suberina e assemelham-se a
células parenquimatosas corticais.
Lenticelas.
As células suberosas se encontram agrupadas de modo compacto, representando, como tecido, uma
barreira impermeável à água e aos gases. No entanto, os tecidos internos do caule, como todos os tecidos
metabolicamente ativos, necessitam realizar um intercâmbio de gases com o ar circundante. Nos caules e
nas raízes que contêm peridermes, este intercâmbio gasoso é efetuado por intermédio de lenticelas,
porções de periderme nas quais o felogênio (câmbio da casca) é mais ativo que em qualquer outra parte,
resultando na formação de um tecido com numerosos espaços intercelulares. Além disso, o próprio
felogênio contém espaços intercelulares na região das lenticelas.

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> Órgãos Vegetais

Casca.
O termo casca refere-se a todos os tecidos externos ao câmbio vascular, inclusive a periderme quando
presente. Quando o câmbio vascular aparece pela primeira vez e o floema secundário não está ainda
formado, a casca consiste inteiramente de tecidos primários. No final do primeiro ano de crescimento, a
casca inclui quaisquer tecidos primários ainda presentes, o floema secundário, a periderme e quaisquer
tecidos mortos permanecendo fora da periderme. A cada estação de crescimento, o câmbio vascular
acrescenta floema secundário à casca e xilema secundário, ou madeira, ao centro do caule ou da raiz.

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À medida que o caule ou raiz aumenta de circunferência, uma considerável pressão se exerce sobre os
tecidos mais velhos da casca. Em algumas plantas, a eliminação destes tecidos resulta na formação de
grandes espaços de ar.
A cortiça comercial é obtida da casca do sobreiro (Quercus suber), originário da região mediterrânea.
Quando a árvore atinge cerca de 20 anos de idade, a periderme original é removida, e forma-se um novo
câmbio da casca no córtex, alguns milímetros abaixo do local do primeiro câmbio. A casca produzida
pelo novo câmbio da casca acumula-se rapidamente; depois de cerca de 10 anos, apresenta-se bastante
espessa para ser separada da árvore.
Anéis de crescimento.
A atividade periódica do câmbio vascular – um fenômeno relacionado às estações nas regiões
temperadas – é responsável pela produção de anéis de crescimento tanto no xilema secundário quanto no
floema secundário. Se uma camada de crescimento representa o crescimento efetuado em uma estação,
recebe o nome de anel anual. Alterações repentinas na água disponível ou em outros fatores ambientais
podem ser responsáveis pela produção de mais de um anel de crescimento em um certo ano; tais anéis são
denominados falsos anéis anuais.
Por conseguinte, a idade de uma determinada porção do caule velho pode ser estimada pela contagem
dos anéis de crescimento, mas a estimativa pode não ser precisa se forem incluídos os falsos anéis anuais.
Alburno e cerne.
À medida que a madeira envelhece e deixa de funcionar como tecido de condução, suas células
parenquimatosas morrem. Contudo, antes que isto aconteça, o lenho sofre muitas vezes alterações
visíveis, que envolvem a perda de substâncias de reserva e a infiltração do lenho por várias substâncias
(tais como óleos, gomas, resinas e tanino), que o colorem e algumas vezes o tornam aromático. Este lenho
freqüentemente mais escuro e não condutor é denominado cerne, e o lenho condutor, geralmente mais
claro, alburno.
Em muitas madeiras, formam-se tilos nos vasos quando estes já não funcionam. Os tilos são excrescências
das células parenquimatosas dos raios que crescem através da cavidade das pontuações na parede do
vaso. Os tilos podem obstruir completamente a luz (espaço delimitado pela parede celular) do vaso.
Freqüentemente são induzidos a se formarem de modo prematuro ou não natural por agentes patogênicos
vegetais, resultando na morte da planta. Muitas das doenças denominadas “murchas” exercem seus efeitos

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desta maneira.

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> Célula vegetal - absorção

CÉLULA VEGETAL - ABSORÇÃO


ABSORÇÃO - A ÁGUA NA PLANTA
Clima e solo são dois fatores ambientais de grande importância na fisiologia do vegetal.
Os processos erosivos (variações de temperatura, ventos, chuvas), ao decomporem a rocha-mãe,
promovem a formação de partículas de solo com granulações de diversos diâmetros. Nos solos que se
apresentam bem afofados, tanto a aeração quanto a entrada e retenção de água oferecem as condições
favoráveis para a fixação das raízes. Em umidade e temperatura adequadas, os sais minerais serão
absorvidos em solução aquosa (seiva bruta) e conduzidos através do caule até as folhas, onde
participarão das reações de fotossíntese.
Boa diversidade de seres vivos partilham a formação e utilização desse ambiente do solo: artrópodos
(larvas e adultos), vermes, moluscos, fungos, algas, Moneras e Protistas. Destaque especial merecem
bactérias e fungos decompositores (saprófitas), reciclando (sais) a matéria orgânica morta (húmus).
Essa interdependência toda faz do solo um grande “sistema vivo”.

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Importantes adaptações na morfologia externa e na anatomia interna de raiz, caule e folhas contribuem
para a excelência dinâmica na absorção, condução e transformação dos nutrientes minerais.

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> Célula vegetal - absorção

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> Célula vegetal - absorção

O solo é um complexo sistema físico-químico, composto de partículas minerais que se originaram por
decomposição de rochas. Apresentam composição química mineral, orgânica e pH que podem ser bastante
variados. A esse complexo estão associados microrganismos vivos ou mortos, havendo ainda uma
extensa rede de canalículos e câmaras de ar. Suas partículas, com capacidade de retenção de água,
constituem um substrato não só para a fixação das plantas (raízes), mas também para a absorção de uma
solução nutritiva pelos sistemas de raízes.

dos grânulos SOLOS :


entre 2 e 0,02 mm = areia.
entre 0,02 e 0,002 mm = silte.
< 0,002 mm = argila.

A água do solo forma uma fina película em torno das partículas sólidas: é a água de adsorção. A água
capilar é aquela que ocupa os espaços capilares entre partículas, deixando o solo saturado quando ocupar
todos esses espaços. A água gravitacional é a que penetra mais profundamente no solo, fazendo um
escoamento rápido. A capacidade de campo do solo é dado pela sua capacidade de reter água, após a
drenagem da água gravitacional. Fala-se em lixiviação quando houver uma circulação excessiva
(percolação) da água gravitacional. Nessa situação são arrastados os sais solúveis Ca2+, Mg2+, K+ que são
substituídos pelos cátions H+ (solo ácido).
Esse solo ácido precisará ter seu pH corrigido com a aplicação de calcários; esse é o processo de
calagem. Quando a lixiviação está muito intensa é formada uma camada compacta e impermeável, o
laterito, rico em óxidos de ferro e alumínio, estéril e que é utilizado para a produção de tijolos.

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> Transporte, Transpiração e Trocas gasosas

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Transporte, Transpiração e Trocas Gasosas


Um solo fértil apresentará boas condições de umidade, aeração, granulação, agregação e concentração de
nutrientes minerais (sais).
As células da epiderme das raízes apresentam porosidade que permite absorção de água. Além disso, os
pêlos absorventes, que são células epidérmicas modificadas, aumentam o poder de absorção das raízes.
Este último processo ocorre com seletividade dos nutrientes, visto que a membrana plasmática das células
é semipermeável.

As células das raízes apresentando boa concentração nos seus vacúolos (solução hipertônica) irão
absorver osmoticamente a água do solo úmido (solução hipotônica).
Na região medular das raízes estarão os vasos condutores; aí aparecem os vasos lenhosos (xilema) para a
condução dessa seiva bruta até as folhas.

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> Transporte, Transpiração e Trocas gasosas

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Subir na direção das folhas implica em vencer a força de gravidade. Um conjunto de componentes
contribui para isso:
a) pressão positiva da raiz, que absorvendo osmoticamente a água do solo, “empurra” a seiva
bruta xilema acima.
b) a capilaridade dos vasos lenhosos que permite a adesão da água com suas paredes
internas, somada à coesão das moléculas d’água que são polarizadas, também colaborarão
para a ascensão da seiva bruta.
c) a transpiração das folhas que funciona como “potente aspirador osmótico” da seiva
mineral. Na epiderme das folhas há numerosos estômatos (células-guarda) que permitem a
saída da água no estado gasoso (vapor). Com a perda de solvente (água) a solução interna
das milhares de células da folha terão “força osmótica competente” para “succionar” a
seiva bruta a dezenas de metros de altura.

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> Transporte, Transpiração e Trocas gasosas

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Diversos fatores ambientais contribuirão para facilitar a transpiração das folhas e regular a condução
ascendente da seiva mineral:
1. baixa umidade relativa ambiental.
2. temperatura ambiente relativamente alta.
3. boa ventilação atmosférica.
4. baixa pressão atmosférica.
5. grande superfície de exposição (limbo) das folhas.
A observação externa do limbo foliar exibe bom número de nervuras que histologicamente são os vasos
condutores xilema e floema. Realizada a fotossíntese no mesófilo foliar, a seiva orgânica ou elaborada
(composta por nutrientes orgânicos e enriquecida com O2) será transportada através do floema (vasos
liberianos) para todas as células (caule e raiz) que irão queimá-la no processo respiratório fabricador de
energia. Desta forma as células se manterão vivas e também terão energia para crescimento ou
regeneração tecidual.

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> Fotossíntese

FOTOSSÍNTESE
Os vegetais clorofilados têm o equipamento bioquímico necessário para transformar substâncias pouco
energéticas (CO2 e H2O) em substância rica em energia (glicose). Na fotossíntese, a energia luminosa
absorvida pela clorofila é transformada em energia química de ligação, que fica armazenada no
carboidrato.
A luz utilizada nessa formação é absorvida por uma série de pigmentos. Cada pigmento absorve
determinados comprimentos de ondas, refletindo os que não absorve. A cor do pigmento é dada pelo
comprimento de onda refletido, podendo-se determinar o espectro de absorção de cada pigmento através
de um espectrofotômetro.
Os tipos de pigmentos utilizados na fotossíntese variam nos diferentes grupos de organismo
fotossintetisantes. Nos vegetais superiores, os pigmentos mais importantes são a clorofila a e a clorofila
b, pigmentos verdes que absorvem a luz no violeta, no azul e no vermelho, refletindo no verde; por isso,
são verdes.
Colocando-se em um gráfico os diferentes comprimentos de onda em função da taxa em que se processa a
fotossíntese, pode-se verificar o espectro de ação da luz na fotossíntese:

Observando-se os gráficos apresentados, pode-se notar que os picos do espectro de ação da luz na
fotossíntese e os dos espectros de absorção da luz pela clorofila têm padrão semelhante, evidenciando
que a clorofila é o pigmento mais importante na recepção da luz na fotossíntese.
A absorção da luz pela clorofila se faz com intensidade máxima nas faixas de comprimento de onda de
450 nm (nanometros), que é correspondente à luz azul, e 700 nm que corresponde, à luz vermelha. O
nanometro ainda é muito conhecido como milimícron. A absorção da luz verde é quase nula. A clorofila
reflete-a quase integralmente. E é por isso que nós a vemos dessa cor.

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> Fotossíntese

As curvas indicam:
A) espectro de absorção da luz pela clorofila a;
B) espectro de absorção da luz pela clorofila b;
O espectro de ação da fotossíntese não corresponde rigorosamente ao espectro de absorção da luz pelas
clorofilas. Considerando o fenômeno fotossíntese em termos gerais, a resposta à luz vermelha é maior
do que à luz azul. Isso se explica porque os pigmentos acessórios (xantofila, licopeno e caroteno)
absorvem intensamente certas radiações de forma mais eficiente que as clorofilas, transferindo depois a
elas a energia absorvida.
Em certas plantas aquáticas, outros pigmentos, com ficoeritrina e a ficoxantina, também absorvem a luz
eficientemente. Nesses casos, o espectro de ação da luz na fotossíntese é diferente daquele apresentado
anteriormente, estando os picos de maior taxa de fotossíntese praticamente coincidentes com os de
absorção pelos pigmentos citados.
A equação tradicional da fotossíntese é:

Essa reação, no entanto, não pode mais ser aceita como correta, tendo em vista que o oxigênio liberado
na fotossíntese provém da água e não do gás carbônico. Isto foi confirmado por um experimento
clássico (década de 40), no qual o oxigênio da água foi marcado com o isótopo O18, verificando-se que
todo o oxigênio liberado na fotossíntese era isótopo –18.
Dessa forma, a reação aceita é:

Essa equação mostra o processo de síntese de compostos orgânicos a partir de substâncias inorgânicas,
utilizando-se a energia luminosa e com liberação de oxigênio.

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> Fotossíntese

Hoje, sabemos que a fotossíntese se processa em duas etapas. Na primeira, a luz cede energia para a
clorofila. Portanto, essa etapa não ocorre sem a presença de luz. Ela é conhecida com fase luminosa da
fotossíntese ou reações de claro. Na segunda etapa, a energia retida por certos compostos, vai permitir
uma série de reações que vão levar ao aparecimento da glicose. Essa etapa pode ocorrer mesmo na
ausência da luz. É a fase escura ou reações de escuro da fotossíntese.

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Sabemos que a luz branca resulta da combinação de diversas radiações: vermelha, alaranjada, amarela,
verde, azul, anil e violeta. Mas nem todas essas radiações têm o mesmo efeito sobre a clorofila. E portanto,
nem todas agem igualmente, estimulando a fotossíntese.

A fotossíntese se processa em duas etapas. A primeira é a fotólise de Hill ou fase fotoquímica. Nela é
liberado o O2 da água, e os hidrogênios são incorporadas a um aceptor de hidrogênio, no caso, o NADP
(nicotinamida – adenina –dinucleotídeo – fosfato).
A reação da primeira etapa é:

Além disso, ocorre a formação de ATP pela utilização direta da energia luminosa (fotofosforilação).
A segunda etapa é chamada puramente química ou fase de escuro, proposta por Blackman, na qual o
NADPH2, reduz o CO2, formando-se açúcar.

Essa reação é:

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Somando-se as duas reações:

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1. Fase luminosa
A fase luminosa caracteriza-se por um conjunto de reações fotoquímicas que executam a fotólise da
água, e simultaneamente, originam dois transportadores de energia, o NADPH2 e o ATP, que, em
seguida, são utilizados para a redução do CO2 na fase obscura (estroma).

O NADPH2 é produzido por redução do NADP e o ATP por fosforilização do ADP em presença de
fosfato inorgânico Pi, fenômeno também chamado fotofosforilização. As equações gerais dessas reações
podem ser assim escritas:

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> Fotossíntese

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2.Fase Obscura
Durante a fase obscura, o NADPH2 e o ATP produzidos durante as reações fotoquímicas são utilizados
para reduzir o CO2. Ocorrem no estroma do cloroplasto.Foram os trabalhos de Calvin, Bassham e
Benson, empreendidos desde 1946, que permitiram conhecer as diversas etapas da redução do gás
carbônico a glicídios. Esses pesquisadores trabalharam com culturas de algas verdes unicelulares
(Chlorella ou Scenedesmus), às quais forneceram CO2 marcado com 14C.

Com tais métodos, combinando a auto-radiografia e a cromatografia, Calvin e seus alunos mostraram que
o primeiro composto estável que aparece, após somente alguns segundos de fotossíntese, em presença de
CO2 marcado, é uma substância em C3 o ácido fosfoglicérico (PGA) do qual um dos carbonos, o do
grupamento carboxila é radioativo.
A fórmula do PGA é a seguinte:

Contrariamente ao que se pensava ,o CO2 não se fixa numa substância em C2 para dar o PGA, mas num
açúcar em C5 fosforilado: a ribulose –1,5 – difosfato (RuDP). Fixando-se na ribulose o CO2 dá origem
a um composto de seis carbonos muito instável, que se decompõe imediatamente em duas moléculas de
ácido fosfoglicérico, conforme a reação seguinte:

A partir de duas moléculas de ácido fosfoglicérico (PGA) forma-se glicose, por uma série de reações cujo
desenrolar é o inverso da glicólise. É durante essa fase que são utilizados uma parte do NADPH2 e uma
parte do ATP, formados na fase luminosa. A oxidação do NADPH2 em NADP e a hidrólise do ATP em
ADP mais P inorgânico permitem a formação de triosefosfato. Não só açúcares se formam a partir do
PGA mas também aminoácidos, ácidos orgânicos, ácidos graxos e glicerol.
Nos compostos radioativos que podem ser evidenciados por cromatografia, por exemplo, verifica-se que
30% do carbono marcado passa para os aminoácidos e que a alanina, em particular, forma-se tão
rapidamente quanto os glicídios. Durante a fase obscura da fotossíntese há, pois, síntese de glicídios, mas
também de outros compostos necessários à vida das plantas.

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O ácido fosfoglicérico serve também para regenerar a ribulose difosfato que é gasta para formar o
PGA. Por uma série de reações (ciclo de Calvin), durante as quais se formam compostos fosforilados
intermediários em C3, C4, C6 e C7, moléculas de ribulose são reconstituídas a partir de moléculas de PGA.

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> Fotossíntese

O balanço da reações e o seguinte:

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> Fotossíntese

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3. Acumulação dos produtos de síntese


Diversas substâncias sintetizadas pelos cloroplastos podem ficar em estoque no estroma, como é o
caso da glicose que se acumula sob a forma de um polímero, o amido, que forma então grãos mais ou
menos volumosos. Esse amido acumulado durante o dia e hidrolisado à noite, caminha na planta sob a
forma de glicose.
Pigmentos carotenóides podem também se acumular no estroma, mas, esse caso, verifica-se que seu
aparecimento é acompanhado do desaparecimento da clorofila: o plasto carregado de carotenóide não é
mais fotossintético, ele se transforma em cromoplasto.
Visualização geral:

Poderíamos, então, nos perguntar se o cloroplasto íntegro contém clorofila, por que motivo não fluoresce
(emite luz vermelha), quando iluminado?

A análise química do cloroplasto demonstrou a presença de várias substâncias aceptoras de elétrons,


entre as quais alguns citocromos. Determinou-se então que, no cloroplasto iluminado, deve ocorrer
algo semelhante ao esquema abaixo.

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Note que também aqui o elétron da clorofila a iluminada ganha energia; porém este elétron é removido da
clorofila pelo primeiro receptor. Em seguida, o elétron “desce” a níveis energéticos menores, sendo
capturado por aceptores intermediários ("degraus energéticos") antes de retornar à clorofila. Nesta
“descida”, a energia perdida pelo elétron é capturada, resultando na produção de ATP.
Compare agora os esquemas anteriores da fluorescência e da fotofosforilização: na fluorescência, já que
o elétron voltou diretamente à clorofila toda energia absorvida por ele foi devolvida de uma vez só, sob a
forma de luz (vermelha). Na fotofosforilização, o elétron perdido também acaba voltando à clorofila;
porém não diretamente, e sim passando por substâncias intermediárias.
Neste caso, a energia do elétron é “perdida” aos poucos, o que permite sua captura pelo sistema ADP –
ATP.
Você notou que o caminho do elétron é cíclico, já que ele sai da clorofila e acaba voltando a ela. Por este
motivo, o processo é chamado fotofosforilação cíclica.
Não percamos de vista que o ATP produzido na fase de claro será utilizado na produção de glicose, na fase
de escuro.
Resumindo:

Sabe-se hoje que o cloroplasto iluminado é capaz de fabricar ATP. Nele, a clorofila a excitada pela
luz, perde um de seus elétrons, que ganha energia, sai da molécula, e é capturado por um aceptor. O
elétron passa por aceptores intermediários e acaba voltando à clorofila, perdendo aos poucos a energia
adquirida. Esta energia é utilizada na produção de ATP. Já que o caminho do elétron é “fechado“, o
processo é chamado fotofosforilação cíclica.

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> Fotossíntese

Os fotossistemas I e II
Foi dito anteriormente que as moléculas de clorofila não estão sozinhas no cloroplasto mas sim associadas
a uma série de outras substâncias. Modernamente tem se falado em fotossistemas, para designar unidades
funcionais presentes nas membranas dos tilacóides constituídas por moléculas de pigmentos, associadas
entre si. Nesses fotossistemas, há dois tipos de clorofilas (a e b) e pigmentos amarelos e laranjas, os
carotenóides. São conhecidos dois tipos de fotossistemas, I e II que, absorvem comprimentos de onda
luminosa ligeiramente diferentes e agem juntos na fotossíntese. Em ambos, a clorofila a parece ser a
molécula fundamental.
A fotólise da água está associada à fotofosforilação acíclica
Sabe-se hoje que no cloroplasto, além da produção cíclica de ATP, que já conhecemos, há produção de
ATP acoplada à “quebra”da água . O processo é razoavelmente complexo:
1.O fotossistema II (clorofila b) recebe luz. Elétrons ganham energia e são capturados por aceptor. A
água perde elétrons, que são cedidos ao fotossistema II, e origina íons H+ que ficam no meio e
O2 liberado da planta.

2. Os elétrons que saíram do fotossistema II são transferidos a uma cadeia de aceptores, alguns dos quais
são citocromos. Na sua passagem “ladeira abaixo” eles perdem energia, usada na produção de ATP.
3. O fotossistema I (clorofila a)também foi iluminado e perdeu seus próprios elétrons para uma molécula
aceptora. Por essa razão, ele se torna aceptor e recebe os elétrons provenientes do fotossistema II.
4. Os elétrons provenientes do fotossistema I, junto com íons H+ provenientes da água, são cedidos ao
NADP, que se transforma em NADPH2.

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Você então percebe que, juntamente com a fotólise da água, ocorreu produção de ATP. Dizemos que esta
produção é acíclica, porque os elétrons que a permitiram provieram da água e terminaram nos NADPH2.

A fosforilação cíclica também pode ser enxergada nesse esquema. Ela é representada pela linha
pontilhada. Em alguns casos, os elétrons do fotossistema I , ao invés de seguirem para o NADP, são
entregues à cadeia de transportadores e voltam ao próprio fotossistema I. Tanto o ATP feito ciclicamente
como aquele que é produzido simultaneamente à quebra da água serão usados na fase de “escuro” .
Resumindo

O fotossistema II, estimulado pela luz, solta elétrons ricos em energia que passam por aceptores e
permitem produção acíclica de ATP. O fotossistema II é regenerado ganhando elétrons da água. O
fotossistema I, quando iluminado, cede elétrons de alta energia ao NADP que, junto com íons 2H+ da
água, se transforma em NADPH2. Os elétrons do fotossistema II regeneram o fotossistema I. Um
caminho alternativo dos elétrons entre o fotossistema I e os aceptores gera produção (cíclica) de
ATP.

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> Fotossíntese

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Os resultados da fase fotoquímica (ou fase de claro)


Retomando o que vimos nos itens anteriores, o que de fundamental acontece na fase de claro pode ser
resumido assim:
I-Produção de ATP, de dois modos: pela fotofosforilização cíclica, auto-suficiente e dependente apenas
da luz e pela fotofosforilização acíclica, paralela a fotólise da água. Certos cálculos da energia necessária
às reações de escuro para a produção de glicose mostram que a quantidade de ATP produzida na
fotofosforilização acíclica não é sulficiente para sustentar o processo; haveria então necessidade dos dois
tipos de fotofosforilização, que ocorrem simultaneamente para haver produção sulficiente de ATP.
II-Produção de NADPH2, a partir da fotólise da água. Não esqueçamos do papel da clorofila, que doa
elétrons altamente energéticos ao NADP, permitindo sua redução. A água participa do processo cedendo
2H+ ao NADP e liberando O2.

O NADPH2 na fase de escuro, “hidrogenará” (reduzirá) o CO2, formando o carboidrato glicose.

As reações de “escuro” (a fase enzimática)


Uma simplificação extrema do que ocorre na fase de “escuro” pode ser esquematizada assim:

Em outras palavras, o NADPH2 e o ATP produzidos na fase de claro são indispensáveis para a
transformação de CO2 em glicose.

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> Fotossíntese

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A fotossíntese bacteriana.
Há certos grupos de bactérias, as sulfobactérias, que são capazes de realizar o processo fotossintético em
condições totalmente anaeróbicas. Só que nessa fotossíntese bacteriana a fonte de hidrogênios não é a
água, mas sim o gás sulfídrico (H2S).

A equação do processo pode ser resumida assim:

Analisando esta reação, podemos ver que tais bactérias não liberam O2 na fotossíntese. Já que, ao ser
desdobrada a substância H2S, surgem no citoplasma grânulos residuais de enxofre. Tal reação, já
conhecida a algum tempo, foi o primeiro indício de que, na fotossíntese vegetal, o O2 liberado não
provinha do CO2, mas sim do H2S. A água então corresponde, na fotossíntese das plantas, ao H2S da
fotossíntese das sulfobactérias.
As bactérias fotossintéticas não apresentam clorofila a, mas sim tipos especiais de clorofila
(bacterioclorofila), além de outros pigmentos. Enquanto a clorofila a absorve luz principalmente nas
regiões vermelha e azul do espectro, as clorofilas bacterianas parecem ter maior eficiência nos
comprimentos de onda miores que , ou seja, no infravermelho. Neste caso, as bactérias
fotossintetizantes conseguem o processo no “escuro”, ou melhor, na região do espectro invisível ao olho
humano.
A quimiossíntese
Diversos tipos de bactérias não clorofiladas conseguem fabricar alimento orgânico a partir de CO2 e H2O,
porém, na ausência de luz. A energia usada é obtida por meio da oxidação de compostos inorgânicos
reduzidos. Esse processo é chamado quimiossíntese. Compare à fotossíntese, no esquema abaixo:

Dependendo da espécie, as bactérias quimiossintetizantes podem oxidar substâncias como gás sulfídrico,
enxofre, amônia, nitritos, compostos de ferro, etc. Elas necessitam, então, como matérias-primas, de
substâncias inorgânicas, oxigênio, CO2 e H2O, fabricando glicose na ausência de luz.

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> Fotossíntese

FATORES LIMITANTES
Há uma série de fatores ambientais físico-químicos, que estando em proporção inadequada, impedirão
que as reações da fotossíntese tenham seu melhor rendimento: serão os fatores limitantes da
fotossíntese. Dentre eles podemos lembrar: insuficiência de água ou sais minerais no solo; concentração
insuficiente de CO2; fraca luminosidade; temperatura inadequada.

Analisaremos três deles:


a) Importância da temperatura.

Qualquer temperatura abaixo ou acima da “ótima” resulta em condição limitante para as reações de
fotossíntese. Abaixo da temperatura “ótima” a energia cinética das moléculas reagentes (CO2, H2O) é
insuficiente para conseguir o rendimento químico. Acima da “temperatura ótima” as enzimas vão se
desnaturando, podendo até parar as reações.
b)Influência da concentração de CO2.

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No ar atmosférico há uma mistura de gases: N2 78% ; O2 21% ; CO2 0,035%.

A construção do gráfico acima utiliza dados obtidos em condições experimentais de laboratório.


Observa-se que a concentração ótima é atingida em 0,2% de CO2, pois acima dessa concentração a taxa
de fotossíntese já não poderá melhorar. Conseqüentemente, qualquer concentração abaixo desse ótimo
(0,2%) está funcionando como limitante para o melhor rendimento do processo.
A concentração do CO2 no ar atmosférico exerce contribução importante para a temperatura ambiente.
Os estudiosos estimam que se essa concentração chegar em torno de 0,05% o calor será suficiente para
descongelar parcela das calotas polares, fazendo subir o nível dos mares, o que provocaria inundações
catastróficas.
c) Intensidade luminosa.

Sendo a energia luminosa de natureza ondulatória eletromagnética, a freqüência (ou comprimento de


onda) determina as diferenças de cores no espectro visível, enquanto a amplitude é responsável pela
intensidade luminosa forte ou fraca.
Durante o dia, entre 11 horas e 14 horas a intensidade luminosa é muito forte, enquanto ao amanhecer ou
ao entardecer essa intensidade é fraca.
A observação do gráfico acima demonstra que as intensidades luminosas abaixo do ponto de saturação
luminosa são valores limitantes do processo fotossintético. Acima dessa “intensidade ótima” já não
haverá mais melhoria na taxa de rendimento.
Os fatores analisados estão todos presentes ao mesmo tempo no ambiente e os componentes limitantes
podem ser dois ou mais concomitantemente. O que se procura analisar, nas condições naturais, é qual
deles estará influindo de maneira mais decisiva como fator limitante da fotossíntese.

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> Fotossíntese

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PONTO DE COMPENSAÇÃO FÓTICA (P.C.F.).


O processo fotossintético é exclusivo das células com pigmentos (clorofilas, carotenóides, etc), os quais
se encontram no interior dos cloroplastos dos seres eucariontes.
As células executam suas atividades biológicas dispondo da energia do ATP que produzem através da
respiração. Assim, na presença de luz, as células que fazem fotossíntese (produção da matéria orgânica)
não deixam de respirar (queimar a matéria orgânica):
Fotossíntese:

Respiração:

Se considerarmos somente os reagentes e os produtos finais, sem levar em conta as etapas intermediárias,
as reações de fotossíntese e respiração são inversas: o que é produzido na fotossíntese será gasto na
respiração e vice-versa !
Em condições experimentais, podemos analisar graficamente, fotossíntese comparada com a respiração
da planta.

À intensidade luminosa em que a fotossíntese se iguala à respiração, chamaremos de ponto de


compensação fótica (P.C.F.).

Nesse ponto, o que a planta produz na fotossíntese empata com o que ela queima através da própria
respiração.
Em intensidade luminosa acima do P.C.F. haverá uma produção fotossintética superior ao que é gasto na
respiração. O excesso de produção poderá ser armazenado em parênqumias de raiz, caule e folhas. Essa
reserva será queimada naquela horas do dia ou do ano em que a planta está abaixo do P.C.F. ou mesmo
não estiver realizando a fotossíntese. Essa mesma reserva deverá ser utilizada para os processos de
crescimento, regeneração e reprodução.

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> Fotossíntese

Algumas considerações ambientais importantes:


1.Nas plantas aquáticas e vegetais dos extratos mais baixos de florestas tropicais,
geralmente a luz é o principal fator limitante.
2. Nas plantas do deserto a água pode ser fator limitante para crescimento ou germinação.
3. Em plantas terrestres geralmente o CO2 é o maior responsável pela limitação.

Observação:
Além das grandes florestas tropicais (Amazônica, Mata Atlântica), ocorre no Brasil uma outra formação
de vegetação, cuja principal característica é a presença de árvores baixas e espaçadas, com o
predomínio dos arbustos na paisagem:
- CERRADOS aspecto seco, pela falta de nutrientes no solo.
- CAATINGA aspecto seco, devido à carência de água.
Quem “IMPEDE”o desenvolvimento do CERRADO para que ele NÃO se torne “mais denso”?!
HIPÓTESES:
1) o fogo (em geral provocado por descargas elétricas !).
2)o cerrado é vegetação clímax (= hipótese mais aceita !), que não se torna floresta devido
às condições de clima e solo (falta de nutrientes essenciais e a grande presença de

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alumínio seriam as responsáveis pela fisionomia característica dos cerrados) existentes,


tendo o fogo um papel secundário.
Considerações anatômicas (evolutivas) importantes:
● As folhas precisam da luz para fazer fotossíntese, mas o excesso de luz pode destruir a clorofila.
Para isso elas contam com “defesas” contra o excesso de iluminação: parênquima paliçádico,
epiderme sem cloroplastos e cutícula brilhante.
● Os raios solares de cores azul e vermelha chegam atenuados à superfície do solo.

O azul é desviado por partículas da atmosfera e espalhado por ela (nossa atmosfera é azul) e o
vermelho é absorvido e refletido por gotículas de água da atmosfera.
● Os raios solares de cor verde e amarela são radiações diretas e não são desviados na atmosfera
tanto quanto o azul e o vermelho.
HIPÓTESE (análise evolutiva !):
Os principais pigmentos fotossintetizantes (= clorofilas) “foram selecionados”
ao longo dos tempos como os mais aptos (eficientes), já que:
1) refletem muito as cores verde e amarela, que poderiam danificar (destruir) as
clorofilas.
2) realizam o máximo de absorção para as cores que chegam mais atenuadas:
vermelho e azul.

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> Hormônios - Crescimento

Hormônios - Crescimento
Desenvolvimento vegetal
Os seres vivos em condições de desenvolvimento executam diversos processos biológicos:
a) multiplicação celular: através das mitoses que fazem o número de células proliferar.
b) crescimento: acontece pelo aumento no número das células, assim como pelo
elongamento (aumento volumétrico de cada célula).
c) diferenciação: representa o conjunto de modificações que o código genético determina
nas células que vão se especializando e formando os diferentes tecidos que estarão nos
órgãos e sistemas do organismo animal ou vegetal.
Esse complexo de processos biológicos precisa ser regulado dinamicamente para que ocorram ou sejam

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inibidos em tempo e velocidade adequados.

Nos vegetais, o controle é exercido por fatores externos ou extrínsecos (luz, calor, temperatura, umidade,
concentração de O2) e internos ou intrínsecos (código genético, enzimas, hormônios).

Os fitormônios exercem relevante papel, ao longo da vida, em todo o complexo processo de


desenvolvimento vegetal. Sua função reguladora depende:
a) da concentração dos diferentes tipos de hormônios, que ora poderão estimular ora
poderão inibir os processos metabólicos.
b) do local da produção ou síntese: meristemas de raiz e caule (jovens ou adultos); folhas
(jovens ou envelhecidas); flor (aparelho reprodutor feminino); frutos e sementes.
c) dos tipos de hormônios, diferenciados pelas respectivas composições químicas: auxinas;
giberelinas; citocininas; gás etileno; ácido abscísico; vitaminas do complexo B: B1 –
tiamina; B2 – riboflavina; B6 – piridoxina; ácido nicotínico; ácido pantotênico.

DESENVOLVIMENTO VEGETAL:

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> Hormônios - Crescimento

AUXINAS.
As auxinas naturais ou sintéticas participam de múltiplos processos:

a) Tropismos.
As auxinas determinam crescimento das extremidades do caule (geotropismo negativo – afasta-se do
centro de gravidade da Terra, enquanto cresce verticalmente para cima) e da raiz (geotropismo positivo –
cresce se aprofundando na Terra).
O crescimento pode ser diferenciado ou até inibido, dependendo da concentração das auxinas e do
órgão vegetal (raiz ou caule).
Veja a análise gráfica (efeito do AIA na raiz e no caule):

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O fototropismo mostra uma aplicação imediata: o lado iluminado tem pequena parcela das auxinas que é
destruída pela luz (fotolábil) e grande parte do hormônio migrando para o lado oposto que é menos
iluminado.

Assim, na extremidade das coleóptiles (primeiras folhas na germinação de monocotiledôneas), do lado


mais iluminado, onde a concentração de auxinas está menor o crescimento é mais lento. Do lado menos
iluminado, a concentração é maior e o crescimento é mais rápido.

Como resultado desse crescimento desigual ocorre a curvatura da coleóptile na direção da luz
(fototropismo positivo).

Processos semelhantes de curvatura ocorrem com o pecíolo da folha e o pedúnculo da flor.


Uma planta colocada em posição horizontal terá, por ação da gravidade, grande deposição de auxinas
na parte inferior. A raiz terá crescimento mais rápido do lado superior, onde a concentração de auxinas
é menor, curvando-se e aprofundando-se no solo (geotropismo positivo). O caule terá crescimento mais
rápido do lado inferior, onde a concentração de auxinas é maior, curvando-se para cima e crescendo
verticalmente (geotropismo negativo).

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b) Enraizamento de estacas.
Estacas são segmentos de caule contendo gemas (meristemas) que podem fazer a reprodução vegetativa.
Antes de serem implantados no solo elas devem permanecer certo tempo mergulhadas em solução de
auxinas. Como resultado, o enraizamento é mais intenso e rápido aumentando a probabilidade de as
estacas vingarem.

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c) Dominância apical.
A gema do ápice (extremidade) do caule produz grande quantidade de auxinas, que enquanto for mantida
em alta concentração impede as gemas laterais de promoverem as ramificações.

O hábito da “poda periódica” , retirando a gema apical, interrompe a inibição das gemas laterais que
estarão liberadas para realizarem as ramificações, tornando o caule mais frondoso (carregado de ramos e
folhas).

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d) Abscisão das folhas.


À medida que a planta vai envelhecendo as gemas apicais produzem menos auxinas. Essa queda do teor
de auxina circulante é “sinal” para a construção de camadas de células transversais ao pecíolo das
folhas.

O processo é freqüente, para determinadas espécies de plantas no outono, causando ruptura nesse ponto,
com queda das folhas.

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> Hormônios - Crescimento

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e) Formação de frutos.
Os grãos de pólen, sobre o estigma do gineceu, são estimulados por auxinas produzidas no ovário a
desenvolverem o tubo polínico (quimiotropismo +).

No interior deste tubo estarão dois gametas masculinos que realizarão dupla fecundação no interior do
saco embrionário contido no óvulo.

Do óvulo será desenvolvida a semente, a qual produz auxinas que estimulam a transformação do ovário
em fruto.
Há flores em que mesmo não tendo ocorrido a polinização, as auxinas do ovário promovem o
desenvolvimento do fruto. Estes frutos que não terão sementes são partenocárpicos (parteno, virgem;
carpo, fruto). Em condições naturais isso ocorre com a banana e artificialmente é provocado no
limão-taiti e laranja-baía.

No morango, a partenocarpia provocada pela aplicação de auxinas desenvolve inclusive o receptáculo


floral, juntamente com os pequeninos frutinhos secos, formando um pseudofruto.

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> Hormônios - Crescimento

Giberelinas.
Dentre as muitas variações químicas conhecidas, o GA3 (ácido giberélico A3) é o mais comum e mais
estudado, sendo obtido a partir do fungo Giberella fujikuroi.
Nas plantas geneticamente anãs há deficiência na produção desses hormônios.
Aplicadas artificialmente as giberelinas promovem a formação de frutos partenocárpicos.
Nas sementes, as giberelinas estimulam a produção de enzimas que quebram o amido, interrompendo a
dormência e promovendo a germinação.
Citocininas e vitaminas do complexo B.
São hormônios que estimulam as mitoses, principalmente em células de raiz, fazendo o crescimento ser
mais rápido.

As citocininas aplicadas sozinhas promovem a divisão celular. Quando misturadas às giberelinas, em


concentração adequada, orientam o elongamento celular.

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Em meio de cultura, misturadas às auxinas em proporções variadas, estimulam só crescimento ou


crescimento com diferenciação de órgãos: só de raiz; só caules e folhas.

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> Hormônios - Crescimento

GÁS ETILENO.
É produzido por todos os órgãos vegetais em condições naturais (endógeno). Artificialmente pode ser
fabricado (exógeno) pela queima do querosene, da palha e da serragem.
Algumas das suas funções biológicas:
Indução da abscisão.
Nas folhas envelhecidas, com a queda do teor auxínico circulante, o gás etileno é produzido e estimula a
formação das camadas de abscisão, com a conseqüente queda das folhas.

Fisiologicamente o etileno induz a produção da enzima celulase que digere as paredes celulares. Pelo
mesmo processo cairão as flores e frutos,ou seja, pela formação de camadas de abcisão no pedúnculo.
Indução da floração.
A floração e a formação dos frutos pode ser estimulada (antecipada) com a aplicação do etileno. Isso
ocorre, por exemplo, em manga, abacaxi, maçã, oferecendo alternativas importantes para os cultivadores e
a comercialização dos vegetais.
Amadurecimento dos frutos.
Quando inicia o amadurecimento de uma banana pertencente a um cacho ou de uma maçã dentro de um
grupo delas, pode-se envolvê-las em jornal ou acondicioná-las em saco plástico. O primeiro fruto que
iniciar a processo de maturação é responsável pela produção do gás etileno. Aprisionado com os
demais, haverá amadurecimento de todos os frutos ao mesmo tempo.
No transporte à distância ou no armazenamento por determinado tempo antes da comercialização,
cuidados devem ser tomados para que os frutos “não amadureçam”, ou seja, para que eles não produzam
o gás etileno: mantê-los em câmaras com temperatura baixa (próximo de 5 oC), atmosfera pobre em O2 e
rica em CO2.

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> Hormônios - Crescimento

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Ácido abscísico.
Ácido abscísico, cumarinas e ácido cinâmino são inibidores pelo fato de atuarem como antagonistas dos
outros fitormônios.

Esses hormônios inibem a germinação de sementes, o brotamento de gemas, o alongamento de raízes e


estimulam a queda de folhas e frutos (formação da camada de abscisão).
Importantes aplicações dos fitormônios.
1.Aumentar o tempo de armazenamento de vegetais: batatas, maçãs, bananas, etc.
2.Induzir a floração simultânea e antes da “época”: abacaxi, maçã, manga, morango.
3.Impedir a queda prematura do fruto, permanecendo mais tempo no pé e adquirindo maior
tamanho: laranjas, uvas, maçãs.
4.Estimular formação de frutos partenocárpicos: uvas, morango, laranja-baía, limão-taiti.
5.Aplicação de auxinas sintéticas que funcionarão como herbicida seletivo para parasitas. A
auxina sintética 2,4-D; (ácido dicloro-fenoxiacético) não causa danos às gramíneas (arroz,
trigo, centeio), porém mata ervas daninhas que apresentam folhas largas (carrapichos,
picões, dentes-de-leão).
6.Cultura de tecidos em solução nutritiva, obtendo-se “calos” (tecido indiferenciado) e
depois plantas inteiras, isentas de parasitas: cenoura, batata, pêra, maçã, morango, etc.

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> Reprodução

REPRODUÇÃO
Raiz, caule e folhas são órgãos vegetativos das plantas em geral. As angiospermas (monocotiledôneas e
dicotiledôneas) são os grupos vegetais mais evoluídos na atualidade. São classificadas como fanerógamas
devido à formação de flores como órgãos de reprodução que já não dependem da água para efetivar a
fecundação entre gametas.
As plantas anuais florescem uma vez no ano e as bianuais florescem a cada dois anos. Excepcionalmente
há aquelas que florescem a “cada dezenas de anos” (bambu, por exemplo, a cada 40 anos), utilizando,
portanto, processos assexuados de reprodução (pedaços de caule com gemas).
As gemas apicais e axilares (laterais) são estruturas do caule que contêm meristemas. A partir desses
tecidos indiferenciados poderão crescer e diferenciar-se diferentes estruturas adultas: raízes adventícias,
ramos caulinares, novas folhas, espinhos, gavinhas, flores. O controle para cada uma dessas
diferenciações em tempo e velocidade adequadas ocorre com a contribuição de fatores internos e
externos ao vegetal.

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> Reprodução

Plantas de dia curto = florescem quando a duração do dia claro (fotoperíodo) é igual ou menor que o
fotoperíodo crítico da planta. Portanto, florescem na época em que os dias são curtos e as noites são
longas (sem interrupção !).
Plantas de dia longo = florescem quando a duração do dia claro é igual ou maior que o fotoperíodo
crítico da planta. Portanto,florescem na época do ano em que os dias são longos e as noites são curtas.
O quadro anterior mostra que os botões florais são diferenciados a partir das gemas caulinares. Os
fatores internos são orientados pelo código genético a fim de formarem hormônios e enzimas específicas.
Os fatores externos dependem de componentes físico-químicos sem os quais a genética não pode efetivar
a reprodução com flores.
O complexo processo metabólico no interior dos meristemas é estimulado, como regra geral, pela
presença de O2, temperatura ambiente “ótima” (em torno dos 25 oC) e energia luminosa por período
adequado (semanas ou meses).
Não são muitas as espécies de plantas que precisam passar antes por um período (semanas ou meses) de
frio (vernalização) antes de florescerem. Assim ocorre, por exemplo, com a variedade conhecida como
trigo de inverno.
Ao período de exposição à luz (ciclos dia / noite) indispensável para que a planta floresça chamaremos
de fotoperiodismo.
As plantas de crisântemo, em condições naturais, florescem no final do verão, no outono ou no inverno.
Nesse período os dias são curtos e as noites são longas. Elas são plantas de dia curto porque só
florescem se a duração da noite (período de escuro) for igual ou maior que determinado valor,
denominado fotoperíodo crítico.
O fotoperíodo crítico do crisântemo é de 16 horas. Assim, para florescer ela precisa de 16 horas ou mais
de escuro por dia.
Se o período de escuro for inferior a 16 horas, não florescerá.
Se um único lampejo interromper o período de escuro, a floração é inibida.

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> Reprodução

As plantas de dia longo só florescem se forem submetidas a período de escuridão inferior ao fotoperíodo
crítico.
Essas plantas, como a íris e o alface, florescem no fim da primavera ou no verão. As noites são curtas e os
dias longos.
Se houver um único lampejo no período de escuro, não irão florescer.
Àquelas plantas que independentemente da duração do fotoperíodo sempre florescem, chamaremos de
plantas indiferentes.
A sensibilidade ao fotoperíodo é realizado por fitocromos que se encontram nas folhas. Esses pigmentos
são proteínas de cor azul-esverdeada.
Os fitocromos se apresentam em duas formas interconversíveis: fitocormo R ou FV (forma inativa) e
fitocromo F ou FVe (forma ativa). O fitocromo R (do inglês, red, vermelho) transforma-se em fitocromo

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F (do inglês, far red, vermelho longo) ao absorver luz vermelha com o comprimento de onda na faixa de
660 nanometros (nm). O fitocromo F se converterá em fitocromo R ao absorver luz vermelha na faixa
dos 730 nm (vermelho de onda mais longa). Ambos os comprimentos de onda vermelhos estão presentes
na luz solar.
Durante o dia as plantas apresentam as duas formas de fitocromos. À noite, por ser mais instável o
fitocromo F (ativo) se converte em fitocromo R (inativo), total ou parcialmente, dependendo do período
de escuridão.
Nas plantas de dia curto o fitocromo F é inibidor da floração. Nessas plantas as noites longas
acumulam muito fitocromo R, deixando o fitocromo F (forma ativa) em baixa concentração, o que
provoca como resposta biológica, a floração . Nas plantas de dia longo, por ter noites curtas, os
fitocromos F (forma ativa) serão mantidos em maior concentração, funcionando como indutores da
floração.
Nas folhas, a absorção da energia luminosa através dos fitocromos estimula a formação de florígenos
(um ou mais tipos) que são hormônios específicos. Os florígenos migram através do floema e vão induzir
a formação dos botões florais a partir das gemas vegetativas.
Os fitocromos estão presentes também nas sementes. Há sementes fotoblásticas positivas que só
germinam, induzidas pelo fitocromo F (forma ativa), se receberem luz (alface). As fotoblásticas
negativas são sementes que só germinarão se estiverem “escondidas” da luz (melancia).

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> Movimentos

MOVIMENTOS
MOVIMENTOS NAS PLANTAS
Como propriedade de seres vivos que são, os vegetais apresentam deslocamentos de variados tipos e
intensidades.
Esses movimentos serão respostas biológicas às diferentes formas de estímulos que o vegetal ou parte
dele recebe.
Os estímulos podem ser provocados pela luz, temperatura, gravidade, substâncias químicas, abalos
mecânicos, etc.
As respostas, na forma de movimentos, poderão ser orientadas a favor ou contra (sentido contrário) o
estímulo recebido. Ou ainda, as respostas poderão ser indiferentes à direção ou sentido dos estímulos
recebidos.
Os movimentos orientados serão do tipo tropismo (com crescimento) ou do tipo tactismo (sem

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crescimento), sendo portanto, positivos (a favor do estímulo) ou negativos (sentido contrário ao estímulo).
Os movimentos sem orientação serão do tipo nastismo, sendo respostas padronizadas ou estereotipadas,
ocorrendo de uma única forma.

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> Movimentos

tropismo tactismo nastismo


Definição movimento orientado movimento orientado movimento não
de curvatura ou de deslocamento de orientado(independente da posição do
crescimento uma organela celular ou estímulo externo)
de um ser unicelular
fototropismo Fototactismo fotonastismo (abertura de flores em
(curvatura do caule (deslocamento de resposta à presença ou ausência de luz);
exemplos em direção à luz e da Euglenas em direção à tigmonastismo (fechamento das follhas
raiz em direção oposta luz; deslocamento de de plantas carnívoras ou da dormideira
à luz); geotropismo cloroplastos dentro da em resposta ao toque)
(curvatura do caule célula em direção à luz)
em direção oposta à
gravidade e da raiz na
mesma direção da
gravidade)

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Analisemos algumas das muitas situações desses movimentos, com a ajuda das tabelas anteriores:
1. O caule que cresce no sentido da luz que ilumina um dos seus lados executa fototropismo
positivo. Em condições semelhantes, os mesmos movimentos serão realizados pelo pecíolo
das folhas e pelo pedúnculo das flores.

2. A raiz que cresce se aprofundando no solo está realizando geotropismo positivo, enquanto
o caule crescendo em sentido oposto realiza geotropismo negativo.
3. O tubo polínico que cresce do alto do estigma, para o interior do gineceu, até a entrada do
óvulo, realiza quimiotropismo positivo (estímulo químico de substâncias produzidas pelo
ovário).
4. As células anterozóides que são gametas masculinos (algas, briófitas, pteridófitas) nadam
ativamente ao encontro da oosfera (gameta feminino) que se encontra dentro do arquegônio.
Esse movimento é quimiotactismo positivo.
5. As bactérias aeróbicas que nadam ativamente ao encontro da maior concentração de O2
realizam aerotactismo positivo.

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> Movimentos

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6. Os cloroplastos que migram (ciclose) no interior do citoplasma da célula, “fugindo” da luz


muito intensa que danificaria as clorofilas, realizam fototactismo negativo.

7. Os folíolos das folhas da planta sensitiva (Mimosa pudica) que reagem sempre da mesma
forma, seja qual for a direção do estímulo, estão realizando nastismo. Por exemplo,
tigmonastismo, quando tocamos os folíolos com o dedo.

Antes do toque

Após o toque

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8. O crescimento das gavinhas (ramos caulinares finos e delicados) das uvas ou do maracujá
apoiadas num suporte realizam tigmotropismo positivo.
9. As pétalas das flores do dente-de-leão que abrem ou fecham com as variações de luz nos
períodos dia / noite realizam fotonastismo.
10. As plantas carnívoras que fecham rapidamente suas folhas e capturam insetos realizam
seismonastismo.

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Protozoários: Protistas, Heterótrofos e Patogenia


Generalidades
Protozoários são seres microscópicos, eucariontes e unicelulares. Quando dividimos os seres vivos em
Animais e Vegetais, os protozoários são estudados no Reino Animal e os fitoflagelados – que são
protozoários – são estudados no Reino Vegetal. Os protozoários constituem um grupo de eucariontes com
cerca de 20 mil espécies. É um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas
unicelulares.
Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como por exemplo no grupo de flagelados. Há registro
fóssil de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 1,5 bilhão de anos, na Era
Proterozóica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de
carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos. São as chamadas vasas.

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Os protozoários são, na grande maioria, aquáticos, vivendo nos mares, rios, tanques, aquários, poças, lodo
e terra úmida. Há espécies mutualísticas e muitas são parasitas de invertebrados e vertebrados. Eles são
organismos microscópicos, mas há espécies de 2 a 3 mm. Alguns formam colônias livres ou sésseis.
Muitos protozoários apresentam orgânulos especializados em determinadas funções, daí serem
funcionalmente, semelhantes aos órgãos. Suas células, no entanto, podem ser consideradas “pouco
especializadas”, já que realizam, sozinhas, todas as funções vitais dos organismos mais complexos, como
locomoção, obtenção do alimento, digestão, excreção, reprodução. Nos seres pluricelulares, há divisão de
trabalho e as células tornaram-se muito especializadas, podendo até perder certas capacidades como
digestão, reprodução e locomoção.

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A classificação dos protozoários baseia-se fundamentalmente nos tipos de reprodução e de organelas


locomotoras. A locomoção se faz por batimento ciliar, flagelar, por emissão de pseudópodos e até por
simples deslizamento de todo o corpo celular. Em alguns ciliados há, no lugar do citoplasma, filamentos
contráteis, os mionemas. Os pseudópodos, embora sendo expansões variáveis do citoplasma, podem se
apresentar sob diferentes formas.
Os protozoários são organismos heterótrofos, alimentando-se geralmente de detritos orgânicos,
bactérias e outros microorganismos incorporados em vacúolos digestivos. As muitas espécies parasitas
(patogênicas) aproveitam substâncias orgânicas solúveis absorvidas dos tecidos dos hospedeiros.
Características
a) Estrutura
A célula do protozoário tem uma membrana simples ou reforçada por capas externas protéicas ou, ainda,
por carapaças minerais, como certas amebas (tecamebas) e foraminíferos. Há estruturas de sustentação,
como raios de sulfato de estrôncio, carapaças calcáreas ou eixos protéicos internos, os axóstilos, como em
muitos flagelados.

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O citoplasma está diferenciado em duas zonas, uma externa, hialina, o ectoplasma, e outra interna,
granular, o endoplasma. Nesta, existem vacúolos digestivos e inclusões.
b) Digestão
Nas espécies de vida livre há formação de vacúolos digestivos.As partículas alimentares são englobadas
por pseudópodos ou penetram por uma abertura pré-existente na membrana, o citóstoma. Já no interior da
célula ocorre digestão, e os resíduos sólidos não digeridos são expelidos em qualquer ponto da periferia,
por extrusão do vacúolo, ou num ponto determinado da membrana, o citopígio ou citoprocto.

c) Respiração
A troca de gases respiratórios se processa em toda a superfície celular.
d) Excreção
Os produtos solúveis de excreção podem ser eliminados em toda a superfície da célula. Nos protozoários
de água doce há um vacúolo contrátil, que recolhe o excesso de água absorvido pela célula, expulsando-a
de tempos em tempos por uma contração brusca. O vacúolo é portanto osmorregulador.

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Classificação dos protozoários


Na tendência moderna, os protozoários estão incluídos no Reino Protista, subdivididos em quatro filos:
a) Rizópodes ou sarconídeos
São marinhos, de água doce ou parasitas. Têm um ou mais núcleos, vacúolos digestivos e vacúolos
contráteis (apenas nos de água doce).
São amebas (“nus”); radiolários e foraminíferos (têm carapaças com formas bastante vistosas, feitas
de calcário ou de sílica - importantes indicadores da existência de jazidas de petróleo).
Os Rizópodes caracterizam-se por apresentarem pseudópodes como estrutura de locomoção e captura de
alimentos.
Podem ser de vida livre ou parasitas (Entamoeba histolytica).
As amebas de vida livre que vivem em água doce apresentam vacúolo contrátil ou pulsátil para
osmorregulação, eliminando o excesso de água que vai entrando no seu citoplasma (hipertônico), vindo
do ambiente mais diluído (hipotônico).

Em condições desfavoráveis, por exemplo sujeita à desidratação, a Entamoeba produz formas de


resistência, os cistos, com quatro núcleos no seu interior (partição múltipla).
A reprodução assexuada é por bipartição simples ou cissiparidade.
Dentre as amebas é importante a Entamoeba histolytica, que parasita o intestino humano, causando a
disenteria amebiana ou amebíase.

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b) Flagelados
Existem flagelados de vida livre (Euglena – possuem clorofila e realizam fotossíntese; podem, também,
nutrir-se de forma heterótrofa = zooflagelados), mutualísticos (Trichonympha, no intestino de cupins
– fornecem a enzima celulase) e parasitas (Trypanosoma cruzi). Nos coanoflagelados, há uma espécie
de colarinho que serve para a captura de partículas alimentares; têm estrutura muito semelhante
aos coanócitos, células típicas das esponjas.
Devido a isso, há teorias que sugerem uma relação filogenética entre coanoflagelados e esponjas.

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A reprodução é sexuada ou assexuada por divisão longitudinal.Por exemplo, em Trypanosoma:

Podem ter um ou mais flagelos e em alguns há também pseudópodos. No gênero Trypanosoma há uma
membrana ondulante que auxilia na locomoção. Este filo tem muitos importantes parasitas humanos:
Leishmania braziliensis, Causa a leishmaniose tegumentar.
Trypanosoma cruzi. Causa a doença de Chagas.
Giardia lamblia. Causa a giardíase (intestinal).
Trichomonas vaginalis. Causa a tricomoníase (no aparelho genital).

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c) Esporozoários
Não possuem orgânulos para locomoção.
São todos parasitas e apresentam um tipo de reprodução assexuada especial chamada de esporulação:
uma célula divide seu núcleo numerosas vezes; depois, cada núcleo com um pouco de citoplasma é isolado
por uma membrana, formando assim vários esporos a partir de uma célula.

Esquizogonia
No ciclo vital apresentam alternância de reprodução assexuada e sexuada.
O principal gênero é o Plasmodium, com várias espécies causadoras da malária. é importante também o
Toxoplasma gondii, causador da doença toxoplasmose, de grande seriedade em mulheres grávidas até o
terceiro mês.

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d) Ciliados
É o grupo mais altamente especializado. Apresentam cílios, cirros e membranelas. Estas duas últimas
estruturas resultam da concrescência de muitos cílios. Entre eles estão os protozoários “gigantes” como os
paramécios (Paramecium) muito usados em estudos; aqui estão os protozoários de organização mais
complexa. A maioria é de vida livre.
Além de orgânulos especializados, possuem dois núcleos: macronúcleo (funções vegetativas) e
micronúcleo (funções genéticas: hereditariedade e reprodução); apresentam extremidades anterior e
posterior; na membrana, a entrada do alimento se dá pelo citóstoma e a saída de resíduos pelo citopígio
(= citoprocto).

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O Balantidium coli é a única espécie ciliada parasita do homem (intestino).


A reprodução sexuada por conjugação consiste no pareamento de dois paramécios, com fusão das
membranas e em seguida troca de material genético dos micronúcleos. Depois os paramécios se
separam e se reproduzem assexuadamente por cissiparidade.

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Evolutivos

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CLASSIFICAÇÃO EMBRIOLÓGICA - ASPECTOS EVOLUTIVOS


REINO metazoários (Animais): - principais filos
1. Poríferos (Espongiários) 4.000 espécies .......... 9o
2. Celenterados (Cnidários) 11.000 espécies ............... 6o
3. Platielmintes 15.000 espécies ........................................ 5o
4. Asquielmintes (Nematelmintes) 80.000 espécies ............... 3o
5. Anelídeos 9.000 espécies ...................................... 7o
6. Artrópodos 1.000.000 de espécies ................................................... 1o
7. Moluscos 110.000 espécies ....................................................... 2o
8. Equinodermos 6.000 espécies .......................... 8o
9. Cordados 54.000 espécies .............................................. 4o
Características para classificação dos animais pluricelulares
1) SIMETRIA radial ou bilateral. Simetrial radial: podemos dividir o animal em duas partes
simétricas, por diferentes planos, como no caso da estrela-do-mar é característica dos animais
“sésseis”.
Nestes animais não há parte anterior ou posterior, nem lado esquerdo ou direito. Além das estrelas
(equinodermos), assim também são os cnidários (pólipos e medusas) e espongiários.
Simetria bilateral: há um só plano (SAGITAL) que divide o animal em duas partes simétricas (=
especulares !). Eles possuem um lado esquerdo e um direito, uma parte anterior e outra posterior, uma
região ventral e outra dorsal. É a simetria encontrada na maioria dos animais e facilita a locomoção,
visto que na parte anterior estão os “sentidos”!

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Evolutivos

2) SEGMENTAÇÃO: o corpo se apresenta dividido em segmentos ou metâmeros. Ocorre nos anelídeos


(minhoca...) e artrópodos (insetos...).

3) NÚMERO DE FOLHETOS EMBRIONÁRIOS:


a) diblásticos no desenvolvimento do embrião só se formam ectoderme e endoderme.
Apresenta-se assim nos animais poríferos (esponjas) e cnidários (celenterados).
b) triblásticos além da ectoderme e da endoderme, o embrião apresenta um 3o folheto,
que é a mesoderme. Assim serão todos os animais, de platielmintes em diante !

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4) Presença ou não de cavidade corporal são sempre animais triblásticos:


- ACELOMADOS não apresentam celoma (= cavidade), pois a mesoderme é compacta.
Exemplo:
platielmintes.
- PSEUDOCELOMADOS há cavidade, a qual, porém, está só parcialmente revestida por
mesoderme.
Exemplo:
asquielmintes.
- CELOMADOS a cavidade corporal é completamente revestida por mesoderme. Assim
são todos os animais de anelídeos em diante.

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Nos esquizocelomados (anelídeos, moluscos, artrópodos), o celoma se forma a partir de fendas internas
surgidas nas massas mesodérmicas do embrião. Nos enterocelomados, o celoma se forma a partir de
bolsas que brotam do teto do intestino primitivo (equinodermos, cordados).

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Evolutivos

5) Destino (evolução) do BLASTÓPORO:


- PROTOSTÔMIOS: são os animais em que o blastóporo vai originar a boca do embrião,
sendo que o ânus (que vai se formar só a partir dos asquielmintes !) irá abrir-se
posteriormente. Todos os metazoários, exceto equinodermos e cordados.
- DEUTEROSTÔMIOS: o blastóporo irá originar o ânus, sendo que a boca abrirá
posteriormente. Assim são os equinodermos e os cordados.
Outras estruturas importantes no desenvolvimento embrionário e que são usadas na classificação dos
metazoários do filo dos Cordados: tubo nervoso (dorsal), notocorda, fendas faríngeas (branquiais).

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Poríferos ou espongiários
Pluricelulares simples, sem organização em tecidos verdadeiros; poros em toda a superfície do corpo,
sem cavidade digestiva; exclusivamente aquáticos, sésseis, filtradores; coanócitos promovem corrente de
água dentro do corpo; reprodução sexuada com desenvolvimento indireto; larva; anfiblástula.
A grande maioria é marinho. Uma só família de H20 doce (Demospongeae).

Fixos (sésseis) quando adultos. Isolados ou coloniais. Colorações várias, devido a associações com algas:
acinzentadas, avermelhadas, amareladas, transparentes.
As esponjas menores e simples mostram simetria radial, enquanto a maioria é assimétrica !
Algumas são de grande valor comercial, pois o esqueleto inteiramente protéico é usado como esponja
(Demospongeae - subgrupo Keratosa), após decomposição de todas as células vivas.
Os poríferos, ou espongiários, constituem o filo mais primitivo dos metazoários: embora sejam
pluricelulares, suas células formam agregados frouxos, não constituindo tecidos verdadeiros.
Características gerais
Corpo com forma semelhante a um vaso.
O revestimento se faz pela epiderme constituída por fina camada de células achatadas, os pinacócitos.
Fixa num substrato, a água entra por numerosos poros (porócitos) na superfície do seu corpo e após
circular na cavidade do átrio ou espongiocele (paragáster) sairá pelo ósculo, que é a abertura no pólo
superior. Esse sentido de movimentação da água é determinado pelo batimento unidirecional (direção

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oposta ao corpo celular) de flagelos dos coanócitos. Outra função destas “células em colarinho” é
fagocitar os alimentos que estão em suspensão na água e realizarem a única forma de digestão desses
animais: intracelular.
A sustentação é garantida por mesênquima gelatinoso, interno à camada de pinacócitos: no mesênquima
estão mergulhadas espículas de calcário ou silício, células indiferenciadas ou amebócitos.O endoesqueleto
é formado por espículas minerais (calcárias ou silicosas, secretadas pelas células escleroblastos) e por
filamentos da proteína espongina. Os amebócitos são células móveis que participam da digestão, além de
desempenharem função de transporte de alimentos; podem também se diferenciar em gametas.
Os amebócitos são células indiferenciadas que poderão repor (regenerar) todos os demais tipos celulares.

A circulação da água pelo interior do átrio garante aos poríferos a realização das funções de nutrição,
respiração, excreção e reprodução.

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Os variados agregados celulares frouxos têm funções especiais, mas não há tecidos, isto é, conjunto de
células semelhantes que executam funções específicas. Faltam, ainda, células nervosas e uma cavidade
digestiva (não há digestão extracelular ?!). Daí, muitos autores considerarem as esponjas “um grupo à
parte dos demais metazoários” PARAZOÁRIOS.
Tipos de esponjas, com crescente grau de complexidade: Ascon, Sycon, Leucon.

Reprodução
Assexuada:
● Por brotamento, dando origem a colônias com numerosos indivíduos. As espécies de água doce
poderão formar gêmulas (estruturas de resistência contendo numerosos amebócitos) que
permanecerão em estado de vida latente até terminar o período desfavorável do ambiente, quando
passarão a desenvolver novos indivíduos.
● Regeneração é uma característica de todos os seres vivos, porém aqui ocorre facilmente, pois de
uma esponja dividida em vários fragmentos, cada parte (contendo amebócitos) poderá reconstituir
um novo indivíduo.
Sexuada:
● Os poríferos são hermafroditas, porém não possuem gônadas. Os gametas, que se formam a partir de
amebócitos que sofrem meiose, são lançados no átrio, onde ocorre a fecundação. Cada indivíduo
apresenta maturação de óvulos e espermatozóides em épocas diferentes, o que evita a
autofecundação.
● O desenvolvimento é indireto: após a fecundação o zigoto se desenvolve em uma larva ciliada

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típica, livre-natante - anfiblástula - que sai pelo ósculo, fixa-se em um substrato e cresce,
originando novo indivíduo.
O zigoto desenvolve-se até blástula flagelada móvel; a gastrulação será diferente dos outros metazoários
!

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Celenterados ou cnidários
Pluricelulares, enterozóarios (com cavidade gástrica), diblásticos - exclusivamente aquáticos; dotados de
células urticantes (cnidoblastos); duas formas básicas; pólipo (fixo) e medusa (livre-natante); isolados ou
coloniais; sistema nervoso difuso; pode apresentar reprodução por metagênese.
Animais aquáticos, principalmente marinhos. Poucas espécies vivem em água doce.
As medusas ou águas-vivas constituem uma ameaça para banhistas e pescadores, podendo ocasionar
"queimaduras sérias".
As colônias de corais enfeitam os fundos dos oceanos e servem de abrigo para muitas outras espécies de
seres vivos. Os recifes de corais podem proteger algumas ilhas !
Numerosas pessoas usam os exoesqueletos dos corais para confeccionarem bijouterias.

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Características gerais
Os celenterados, ou cnidários, são os primeiros metazoários a exibir uma cavidade digestiva ou cavidade
gastrovascular (1a ocorrência nos animais), com uma abertura única que funciona como boca e ânus,
portanto o tubo digestivo é incompleto. Todos os membros do filo possuem, ao redor da boca, tentáculos
dotados de células urticantes (cnidoblastos) que auxiliam na captura de alimentos. A digestão enzimática
do alimento começa nessa cavidade extracelularmente e termina no interior (intracelularmente) das
células muscular-digestivas, que fazem parte da gastroderme.
São animais de corpo mole e aquáticos.
Os cnidoblastos, exclusivos dos celenterados, são células especiais, dotadas de uma cápsula - nematocisto
- contendo toxinas e um filamento inoculador enovelado. Na superfície externa do cnidoblasto há um
cnidocílio que, quando estimulado, provoca a abertura do nematocisto; o filamento inoculador é evertido,
descarregando suas toxinas sobre a presa.

Os cnidoblastos se distribuem pela epiderme e degeneram após serem disparados. A sua regeneração,
assim como dos outros tipos celulares, será feita por células intersticiais indiferenciadas.

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O sistema nervoso é difuso (1a ocorrência nos animais) e formado por neurônios que se interligam da
mesogléia para a gastroderme e epiderme. Não apresentam cérebro ou centro coordenador dos impulsos
nervosos.
Os celenterados apresentam respiração e excreção por difusão simples e em qualquer parte da superfície
corporal.
Há dois tipos morfológicos básicos de celenterados:
● pólipo: séssil, forma cilíndrica, base presa a substrato; boca superior, rodeada por tentáculos; vivem
isolados ou formando grandes colônias (brotamento), unidos uns aos outros por seu exoesqueleto
(corais). Existem ainda, as colônias flutuantes ou superorganismos, como as caravelas (Physalia
sp), que possuem várias formas de pólipos (= polimórficas): gastrozóides (nutrição), gonozóides
(reprodução), dactilozóides (defesa = muitos cnidoblastos).

Pólipo
● medusa: livre-natante, forma semelhante a "guarda-chuva" É livre natante. A boca fica voltada
para baixo e pode estar circulada por longos tentáculos onde se concentram numerosos
cnidoblastos: células típicas desse filo, que “disparam e injetam” um líquido urticante e de efeito
paralisante nos animais (funções de captura e defesa !).

Medusa
A Cyanea capilata é medusa de mares frios ( 3 m; 40 m de extensão dos tentáculos !).

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Em diversas espécies, as formas de pólipo e medusa se alternam dentro do mesmo ciclo vital. Há outras
espécies em que só ocorre um dos dois tipos morfológicos.

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O corpo dos celenterados apresenta duas camadas celulares, separadas por uma mesogléia gelatinosa: a
epiderme (externa) e a gastroderme (interna), que possuem células contráteis e sensoriais.

A locomoção ocorre graças a fibrilas contrácteis das células epiteliais gastrodérmicas que permitem aos
celenterados movimentos de contração e distensão do corpo e tentáculos. Nas formas medusóides, a
contração do corpo provoca a expulsão de jatos de água através da boca; a medusa se desloca no sentido
oposto ao jato de água, alternando contrações e distensões. Algumas formas polipóides (Hydra)
deslocam-se por meio de verdadeiras cambalhotas: fixando a região oral soltam a região basal do substrato
para novamente fixá-la em outro ponto.
Nas formas medusóides existem os ropálios, estrutura sensoriais formados por células fotorreceptoras, e
os estatólitos, relacionados ao equilíbrio do corpo.

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Hidra - brotamento

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Diversidade
O filo dos celenterados compreende formas de vida isoladas e coloniais, representadas pelas águas-vivas
(medusas), hidras, corais e anêmonas.
É possível agrupar as diferentes espécies de celenterados em três classes: Hidrozoa, Cifozoa e Antozoa.
Classe Hidrozoa
Marinhos e dulcícolas; há espécies coloniais e isoladas, com polimorfismo.
● medusas de pequeno tamanho (com véu).

● apresentam alternância de gerações (metagênese): Obelia.

● reprodução: assexuada nos pólipos (brotamento) e sexuada nas medusas.

Exemplo:
hidra (pólipo isolado), Obelia (colonial), caravela (Physalia).

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Classe Cifozoa
Exclusivamente marinhos, geralmente polimórficos. As medusas (águas-vivas)sem véu, são
predominantes no ciclo (metagênese), chegando a atingir até 2 metros de diâmetro; os pólipos são
diminutos, reproduzindo- se por estrobilização. Durante a metagênese o desenvolvimento é indireto
(larva plânula). Exemplo: Aurelia.

Classe Antozoa
Representada exclusivamente por formas polipóides isoladas como as anêmonas-do-mar (Actínia sp ou
rosa-do-mar) , ou coloniais como os corais. Estes últimos secretam esqueleto calcário e formam os recifes
de corais.

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● reprodução assexuada por bipartição ou brotamento.


● reprodução sexuada com formação de larva plânula.

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Reprodução
A maioria dos celenterados apresenta reprodução sexuada e assexuada, sendo grande o número de espécies
que apresenta alternância de gerações (metagênese). Nesse caso, a forma polipóide produz
assexuadamente pequenas medusas que, após um período de desenvolvimento, produzem gametas de cuja
fusão resulta o zigoto.
A fecundação é externa na maioria dos celenterados, havendo espécies em que o encontro dos gametas
ocorre dentro da cavidade gástrica. Nos casos em que o desenvolvimento é indireto (todas as espécies
marinhas) o zigoto formado dá origem a uma larva ciliada (plânula). Após algum tempo a larva se fixa ao
substrato dando origem a um novo organismo (pólipo).
Nas espécies que apresentam apenas a forma de pólipo, esse se reproduz sexuadamente originando novos
pólipos. Os espermatozóides são liberados na água, nadando ao encontro do óvulo. A fecundação e as
primeiras divisões ocorrem com o zigoto ainda preso ao organismo materno. Como sequência do processo,
o embrião se destaca e transforma-se em um pólipo jovem que na maturidade repete o ciclo.

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Matérias > Biologia > Reino Animal (Metazoa) > Filos > Platielmintes: Patogenia

Platielmintes: Patogenia
Vermes achatados
Os platelmintos são metazoários triblásticos, protostômios, acelomados. Seu corpo achatado
dorsiventralmente, com diferenciação ântero-posterior, exibe simetria bilateral. Princípio de cefalização,
evidenciado por região cefálica anterior, onde se concentram gânglios nervosos e órgãos sensoriais.
Excreção por células-flama. Há representantes de vida livre (planária) e parasitas de importância
epidemiológica (Schistosoma; Taenia).
Platielmintes + Asquielmintes + Anelídeos = VERMES, pois são invertebrados de corpo longo e sem
membros locomotores.
O corpo é recoberto por epiderme simples e pode apresentar cutícula (parasitas) ou cílios (vida livre).
O tubo digestivo é incompleto (ausência de ânus) ou inexistente (parasitas).
A troca de gases (respiração) é feita por difusão simples através da epiderme.
São de vida livre nos mares, rios (Dugesia sp), lagos (Planaria sp) , terra úmida (Geoplana sp). Podem ser

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parasitas, como as solitárias (tênias), esquistossomo, Fasciola, etc.


A regeneração é muito intensa. Nas planárias, da fragmentação de um indivíduo pode-se obter vários.
Características gerais
O filo dos Platelmintos é considerado de grande importância filogenética. Seus representantes
exibem características que aparecem pela primeira vez na escala zoológica:
● é possível reconhecer metade direita e esquerda (simetria bilateral), região dorsal e ventral, e
anterior e posterior;

Planária

● diferenciação do terceiro folheto germinativo (mesoderme) - são triblásticos;

A mesoderme dá origem aos órgãos dos tecidos conjuntivo, muscular e excretor.


● sistema nervoso com gânglios anteriores, dos quais partem cordões nervosos para todo o corpo,

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indicando um início de centralização da coordenação; órgãos sensoriais especializados para


fotorrecepção (olhos simples ou ocelos).

● presença de sistema excretor dotado de estruturas especializadas, as células-flama (solenócitos),


que drenam o espaço intercelular.

● gônadas internas e dutos reprodutores permanentes, além de órgãos copuladores. Os platelmintos


em geral são hermafroditas, apresentando fecundação interna cruzada.

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Matérias > Biologia > Reino Animal (Metazoa) > Filos > Platielmintes: Patogenia

Diversidade
O filo dos Platelmintos possui, entre os seus representantes, formas de vida livre e parasitas de grande
interesse médico e veterinário. Os platelmintos de vida livre estão reunidos na classe Turbellaria, enquanto
as classes Trematoda e Cestoda agrupam as formas parasitas.
Classificação e reprodução:
Classe Turbelários: - vida livre, epitélio ciliado, sistema digestivo incompleto e
ramificado, “olhos” (ocelos), aurículas (quimiorreceptoras).
Exemplo:
Planaria, Geoplana (terra úmida). São hermafroditas (monóicos), com fecundação cruzada
e desenvolvimento direto. Podem também fazer regeneração.

Planárias

Classe Tremátodos: - ecto ou endoparasitas, epitélio com cutícula protetora, tubo


digestivo incompleto. Podem ser hermafroditas ou dióicos (sexos separados e dimorfismo
sexual Schistosoma). O desenvolvimento indireto apresenta vários tipos de larvas.
Exemplo
Schistosoma mansoni tamanho 1,5 cm; a fêmea fica alojada no canal ginecóforo do macho.
Fasciola hepatica doença fasciolose (fígado de carneiros, bois).

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Classe Cestóides
Endoparasitas. Cabeça (escólex) com ganchos e ventosas + segmentos (proglotes).
Epitélio com cutícula protetora e assimiladora. Tubo digestivo ausente.
Exemplo:
solitárias (tênias).

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Matérias > Biologia > Reino Animal (Metazoa) > Filos > Asquielmintes: Patogenia

Asquielmintes: Patogenia
Vermes cilíndricos
Os asquelmintos são triblásticos, protostômios, pseudocelomados (cavidade só parcialmente revestida pela
mesoderme) . Seu corpo cilíndrico, alongado, exibe simetria bilateral. Possuem sistema digestivo
completo, sistemas circulatório e respiratório ausentes; sistema excretor composto por dois canais
longitudinais (renetes-formato de H) ; sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao
redor da faringe. Todas as espécies são dióicas (fecundação interna), ocorrendo em algumas nítido
dimorfismo sexual. Há muitas espécies parasitas do homem e outros vertebrados. Apresentam cerca de 10
mil espécies.

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Características gerais
Os asquelmintos destacam-se dos demais filos por serem pseudocelomados esta cavidade é preenchida por
líquido que funciona como um “esqueleto hidrostático”, além de favorecer a distribuição de nutrientes
e recolher excretas. Algumas espécies são microscópicas, enquanto outras chegam a mais de um metro de
comprimento. Também são características exclusivas dos asquelmintos a ausência de células ciliadas e os
espermatozóides amebóides, sem flagelo, deslocando-se por pseudópodos. Outro aspecto importante deste
filo é a ocorrência de tubo digestivo completo (boca e ânus) pela primeira vez na escala zoológica.

A maioria dos asquelmintos é de vida livre, habitantes de solo úmido, areia, de águas estagnadas e até
mesmo do mar. Entre os parasitas, além daqueles que têm o homem como seu hospedeiro, há espécies que
infestam outros animais ou plantas (raízes, frutos).
Entre os asquelmintos, o grupo mais numeroso e de maior importância para o homem é a classe Nematoda,
à qual muitos autores atribuem a categoria de filo (filo Nematelminthes).
Reprodução
A reprodução dos asquelmintos é sexuada. São todos dióicos, havendo nítido dimorfismo sexual na
maioria das espécies. Os órgãos reprodutores tubulares ficam mergulhados no líquido do pseudoceloma,
fixando-se à parede do corpo somente na região do poro genital.

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Matérias > Biologia > Reino Animal (Metazoa) > Filos > Anelídeos

ANELÍDEOS
Vermes segmentados
Os anelídeos são triblásticos, protostômios, celomados. Têm o corpo cilíndrico segmentado, dotado de
apêndices quitinosos (cerdas), exibindo simetria bilateral. Possuem sistema digestivo completo; sistema
circulatório fechado (vasos + “corações” contráteis; possuem hemoglobina); sistema excretor constituído
por nefrídios (1 par por segmento); sistema nervoso ganglionar ventral.

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Algumas espécies apresentam respiração branquial, embora a maioria tenha respiração cutânea. Há
espécies monóicas e dióicas; a maioria é de vida livre, ocorrendo também formas parasitas.
Características gerais
Destacando-se dos grupos estudados anteriormente, os anelídeos são animais celomados; é a primeira
ocorrência evolutiva de um celoma verdadeiro (cavidade completamente revestida por mesoderme). Há
uma outra característica marcante - a segmentação do corpo em anéis (metâmeros) que não se restringe ao
aspecto externo: a maioria das estruturas internas acompanha a segmentação, inclusive o celoma.
Corpo revestido por cutícula (escleroproteína e colágeno) lisa e permeável.

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Alguns anelídeos possuem pequenos apêndices filiformes: as cerdas quitinosas, que podem ser movidas
em qualquer direção por ação de feixes musculares. O número e a disposição das cerdas são utilizados
como critério de classificação dos representantes deste filo.
A locomoção é feita pela ação alternada de feixes musculares. Quando uma minhoca contrai os feixes
musculares circulares de uma região do corpo, o líquido do celoma é pressionado e transmite essa tensão
aos músculos longitudinais, que se distendem; essa região do corpo se torna fina e longa. Logo depois as
fibras longitudinais se contraem enquanto as circulares se relaxam, encurtando a região e puxando para
frente a parte imediatamente posterior. Esse deslocamento é facilitado pelo apoio fornecido pelas cerdas,
que não permitem que o corpo da minhoca escorregue para trás.

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Diversidade
Os anelídeos de vida livre são encontrados no solo, na água doce ou em ambientes marinhos. Algumas
espécies marinhas são fixas, habitando no interior de tubos calcários secretados pelo próprio verme.
Outros se locomovem ativamente, explorando o ambiente à procura de alimento.
De acordo com o número e a distribuição das cerdas na superfície do corpo, os anelídeos são
classificados em três classes: Oligochaeta (poucas cerdas), Polychaeta (muitas cerdas) e Hirudinea (sem
cerdas).
Classe Oligochaeta
Seus representantes vivem em ambientes de água doce ou em solo úmido. Os mais conhecidos são as
minhocas - Lumbricus terrestris (Europa e América do norte), Pheretima hawaiana (Brasil). São animais
hermafroditas, mas apresentam fecundação cruzada e externa. Os óvulos são fecundados no interior do
casulo (produzidos pelo clitelo), onde ficam protegidos. O desenvolvimento é direto.

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Corte transversal

As minhocas alimentam-se de folhas mortas e pequenos animais; vivem enterradas, cavando túneis,
atividade que promove aeração, drenagem e fertilidade do solo. São animais de hábitos noturnos,
permanecendo dentro de tocas durante o dia.

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Classe Polychaeta
A maioria dos poliquetos é de ambiente marinho. Possuem vários apêndices sensoriais em sua extremidade
anterior. Suas cerdas, numerosas, estão implantadas nos parapódios - expansões laterais do corpo. Podem
nadar graças aos parapódios que funcionam como remos. Tem no Nereis o representante típico. A
espécie Eunice virides (palolo) serve de alimento para nativos das ilhas Samoa e Fiji. Alguns poliquetas
podem atingir até 3 m de comprimento.
Reprodução: em geral são dióicos (unissexuados). Forma-se uma larva ciliada (trocófora). Podem, ainda,
reproduzir-se assexuadamente por esquizogênese (desprendem partes do corpo que regeneram novo
indivíduo).

Eunice virens

Alguns poliquetos são predadores que se locomovem ativamente no ambiente à procura de alimento, como
o Neanthes. Há também poliquetos que vivem no interior de tubos, que ele próprio fabrica, unindo com
suas secreções grãos de areia ou então secretando substâncias ricas em cálcio. Neste caso o alimento é
trazido para dentro do tubo por correntes de água, provocadas por movimentos dos parapódios e cerdas.

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Chaetopterus

Classe Hirudinea
Animais aquáticos (lagos, rios e até água salgada) ou terrestres. Há alguns ectoparasitas de vertebrados,
como a sanguessuga (Hirudo medicinalis).
A sanguessuga possui duas ventosas, uma na região anterior e outra na posterior. Desprovida de cerdas e
parapódios, pode locomover-se por fixação das ventosas e alongamento do corpo. Encontrando um
hospedeiro, fixa-se com as ventosas e perfura a pele. A ação da musculatura faringeana promove a sucção
do sangue do hospedeiro, que não coagula graças a uma substância anticoagulante (hirudina) presente na
saliva do parasita (foi usada, no passado para provocar sangrias).

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Reprodução: são hermafroditas, mas a fecundação é cruzada. Não há formas larvais.


Reprodução
Assexuada: entre os poliquetos pode ocorrer reprodução assexuada por esquizogênese: pequenas porções
da região posterior do corpo se destacam, diferenciando novos indivíduos.
Sexuada: há anelídeos dióicos (poliquetos), e muitas espécies monóicas (oligoquetos e hirudíneos).
Quando monóicas, a fecundação é interna, sendo o desenvolvimento direto.

Entre os poliquetos a fecundação é externa, e o zigoto passa por um estágio de larva - trocófora - antes de
se transformar em um verme jovem.

Trocófora

Reprodução da minhoca
A minhoca é monóica: em cada indivíduo há um aparelho reprodutor masculino e um feminino completos,

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localizados ventralmente na região anterior do corpo.


O acasalamento ocorre com a união da superfície ventral de duas minhocas com suas extremidades
anteriores opostas. Cada animal elimina seus espermatozóides nos receptáculos seminais do outro e o casal
se separa em seguida. Os óvulos maduros, eliminados através dos poros genitais, são envoltos em um
casulo secretado pelo clitelo. Este casulo, que envolve o corpo como um anel, desloca-se para a região
anterior; quando passa pelos receptáculos seminais, os espermatozóides aí armazenados fecundam os
óvulos (fecundação externa). O casulo continua seu deslocamento, e ao ser liberado do corpo do animal
contém os ovos que darão origem a minhocas jovens, sem estágio larval (desenvolvimento direito).

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ARTRÓPODOS
É o filo que apresenta o maior número de espécies atuais (1 milhão). Existem em todos os ambientes:
água doce ou salgada (microcrustáceos – planctônicos; camarões, lagostas – bentônicos livres; cracas -
fixos), no solo (formigas, pulgas, tatuzinho ou “tatu-bola”, aranhas, centopéia, escorpiões), no ar (voam =
borboletas, abelhas, besouros, moscas).
Os artrópodos têm estreitas relações de parentesco com os anelídeos, sendo que a maior evidência é a
segmentação metamérica do corpo. Artrópodos primitivos (trilobitas – entre 600 e 250 milhões de anos
atrás), hoje extintos, apresentavam, nas fases adultas, o corpo nitidamente dividido em segmentos
semelhantes.

Apesar de não ser tão evidente nos artrópodos adultos atuais, devido à fusão e especialização dos
segmentos (tagmas), a organização metamérica está presente nas fases embrionárias de todas as
espécies do grupo.

● Filo Onycophora - onychos, unha, garra ; phoros, portador.


● Os onicóforos apresentam características intermediárias de anelídeos e de artrópodos. A
espécie nativa do Brasil é o Peripatus acacioi. Os registros fósseis indicam pouca mudança na
organização básica nos últimos 500 milhões de anos.
● Corpo alongado, entre 5 e 10 cm de comprimento, pele aveludada e numerosos pares de patas
curtas e grossas, terminadas em pequenas garras afiadas.

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● Na cabeça há um par de antenas e um par de papilas secretoras de muco (jatos que imobilizam as
presas). Vivem em ambientes muito particulares e úmidos (cutícula com pouca quitina), em
florestas tropicais da África, Ásia, Austrália e América do Sul.
● As semelhanças entre onicóforos e anelídeos aparecem na organização muscular, em camadas
sob a pele, no sistema excretor (nefrídeos) e na estrutura dos órgãos reprodutivos.
● As semelhanças com os artrópodos são o sistema circulatório aberto e o sistema respiratório
traqueal.

Peripatus

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Os artrópodes são animais triblásticos, protostômios e celomados. São metamericamente segmentados,


bilateralmente e simétricos, com o corpo organizado em cabeça, tórax e abdome ou cefalotórax e
abdômen. Apresentam apêndices ou patas articuladas e exoesqueleto quitinoso; sistema digestivo
completo, sistema circulatório aberto e lacunar sistema nervoso formado por gânglio cerebral e cadeia
ganglionar ventral.
Os artrópodes constituem o maior grupo de organismos quanto ao número de espécies; estas são
extremamente bem-sucedidas na exploração dos mais variados ambientes terrestres, aéreos, de água doce e
marinhos. Trata-se de um grupo muito diversificado, incluindo-se entre seus representantes os insetos,
aranhas, escorpiões, caranguejos, camarões, além das centopéias, lacraias e piolhos-de-cobra.
Características gerais
Apesar de sua grande diversidade, todos os artrópodes exibem, em comum, as seguintes características:

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● Exoesqueleto: constituído principalmente por quitina, podendo apresentar impregnação por sais de
cálcio. Somente nas regiões de articulação de patas e antenas, ou entre as diferentes regiões do
corpo, a cutícula é fina e flexível, permitindo a movimentação.

Por possuírem revestimento externo rígido, os artrópodes apresentam crescimento descontínuo, por meio
de mudas ou ecdises (induzidas por hormônio: a ecdisona). Periodicamente, um novo esqueleto mole
forma-se sob o mais antigo; a velha cutícula se rompe e o animal se solta, abandonando o revestimento
anterior. Ocorre rápido aumento de volume do corpo, enquanto a nova cutícula ainda não se impregnou de
quitina, continuando portanto mole e elástica.

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● Segmentação: os artrópodes são, além dos anelídeos, os únicos invertebrados segmentados,


diferindo deles por não apresentarem septos intersegmentares internamente. Também não há
repetição dos órgãos internos como nos anelídeos. Durante o desenvolvimento embrionário pode
ocorrer, nos artrópodes, fusão entre os metâmeros, tornando menos evidente sua segmentação. É
possível entretanto identificar a divisão do corpo em três grandes segmentos, distintos ou fundidos:
cabeça, tórax e abdome.
● Apêndices articulados: característica que dá nome ao grupo, os apêndices dos artrópodes são
formados por articulações móveis. Os apêndices são de vários tipos, estando sua forma relacionada
à função que realizam. Entre essas funções podemos citar as de locomoção (patas); captura, sucção
e trituração de alimentos (peças bucais variadas, pinças); limpeza do corpo e percepção de estímulos
(patas, antenas).

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DIVERSIDADE
● Subfilo Uniramia – apresentam mandíbulas, maxilas e outros apêndices bucais. Têm um par de
antenas.
Classe Insecta
a) Corpo com três partes distintas: cabeça, tórax e abdômen.
b) No tórax estão três pares de patas articuladas = hexápodos.
c) Muitas espécies possuem asas, pelo menos numa fase (adulta). As asas são articuladas ao
tórax (dorsalmente) e podem ser em número de 4 ou 2 (Dípteros). São os únicos artrópodos
ou invertebrados que podem voar.

d) Na cabeça estão os órgãos dos sentidos como olhos (simples ou compostos - omatídeos),

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um par de antenas (díceros) e o aparelho bucal, que pode ser: mastigador ou triturador –
forte mandíbula (gafanhoto, barata, formiga), lambedor – “espécie de língua” (abelha,
mosca), sugador – longa tromba tubulosa enrolada (borboleta), picador – estilete perfurante
(mosquito).

e) Como em todos os artrópodos, o exoesqueleto não permite o crescimento do inseto.


Assim, ele precisa trocar o esqueleto periodicamente. É o processo de muda ou ecdise. f) A
maioria apresenta dimorfismo sexual, reprodução sexuada com fecundação interna. Os
insetos encontram-se em diversos ambientes, exceto o marinho.

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Reprodução
São dióicos, com dimorfismo sexual e fecundação interna. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto
com metamorfose completa ou incompleta. De acordo com o tipo de desenvolvimento os insetos podem
ser classificados em:
● ametábolos: insetos com desenvolvimento direto.

Exemplo:
traça de livros;
● hemimetábolos: desenvolvimento indireto, com metamorfose incompleta: as formas jovens
(ninfas), que eclodem dos ovos, são semelhantes ao adulto (imago); a metamorfose de jovem a
adulto ocorre através de mudas sucessivas.

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Exemplo:
gafanhoto, barata, percevejo, piolho.
● holometábolos: desenvolvimento indireto, com metamorfose completa. Dos ovos eclodem formas
vermiformes (larvas), que passam por mudas sucessivas, transformando-se em pupas. As pupas
passam por modificações profundas: há substituição dos tecidos larvais por tecidos característicos
do adulto. O adulto formado rompe a cutícula pupal, emergindo para o ambiente: não ocorrem
novas mudas.
ovo larva pupa ou crisálida imago ou forma adulta.
Exemplo:
mosca, mosquito, borboleta, mariposa, pulga, formiga, abelha.

Apresentam tubo digestivo completo, a respiração é traqueal e o sistema circulatório é do tipo aberto ou
lacunoso (seu sangue não tem função no transporte de CO2 e O2). A excreção é feita por túbulos de
Malpighi. O sistema nervoso apresenta vários gânglios cerebróides; há uma cadeia ganglionar ventral e
uma rede nervosa periférica.

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Respiração traqueal

Principais ordens dos insetos:


1 - Tisanuros - ametábolos, não possuem asas: traças (alimenta-se da cola usada na
encadernação de livros).
2 - Ortópteros - hemimetábolos, possuem 4 asas na forma adulta: gafanhoto, grilo, barata,
bicho-pau, louva-a-deus.
3 - Homópteros - hemimetábolos, possuem 4 asas: cigarra, pulgões (alimentam-se da seiva).
4 - Hemípteros - hemimetábolos, possuem 4 asas: percevejos - barbeiro (Triatoma), barata
d’água.
5 - Dípteros - holometábolos, possuem duas asas (o 2o par está modificado em “balancins”
= estruturas de equilíbrio): mosca, mosquito, borrachudo, drosófila (mosquinha das frutas).
6 - Lepidópteros - holometábolos, possuem 4 asas: borboleta, mariposa.

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7 - Himenópteros - holometábolos, possuem 4 asas: formigas, abelhas, vespas (= insetos


sociais).
8 - Coleópteros - holometábolos, possuem 4 asas: besouros, vaga-lumes, joaninhas.
9 - Sifonápteros - holometábolos, não possuem asas (= “vestigiais”): pulgas (alimentam-se
de sangue de aves e mamíferos), “bicho-do-pé” (= Tunga penetrans).
10 - Anoplura - hemimetábolos, não possuem asas: piolhos (ovos = lêndeas).

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Importância dos insetos para o homem:


a) Transmissores (vetores) de doenças: barbeiro (“fezes” do percevejo Triatoma - doença
de Chagas), pernilongos (malária – Anopheles; leishmaniose – Lutzomyia ou Phlebotomus;
febre amarela, dengue – Aedes; filariose - Culex), tsé-tsé (mosca Glossina - doença do sono),
mosca do berne (= Dermatobia; disenterias), piolho humano (Pediculus), etc. Os insetos
que sugam sangue são hematófagos.
b) Transmissores de doenças para animais domésticos como a vaca, cavalo, etc.
c) Atacam as plantações: larvas de Lepidópteros, Coleópteros, pulgões, formigas, etc.
d) Destroem casas e móveis: cupins (insetos sociais).
e) Podem ser peçonhentos (= injetam veneno !): abelhas.
f) Produzem alimento, como o mel.
g) Produzem o fio da seda (bicho-da-seda = mariposa Bombyx mori ).
h) Usados em experiências de genética: drosófilas.
i) Polinizam as plantas (entomofilia): abelhas, etc.
Classe dos Diplópodos.
São artrópodos que possuem o corpo alongado, cilíndrico e dividido em cabeça e tronco com muitas
patas locomotoras.
a) Na cabeça estão os olhos e um par de antenas curtas, além da boca.
b) No tronco, formado por segmentos, apresentam 2 pares de patas por segmento
(Miriápodes).
c) São lentos e se alimentam de matéria orgânica em decomposição (vegetarianos).
d) Não são venenosos.

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e) A respiração é traqueal. A excreção é feita por túbulos de Malpighi como nos insetos.
f) A reprodução é sexuada, com fecundação interna e o desenvolvimento é direto.
São encontrados em lugares onde há matéria vegetal em decomposição, como troncos, folhas, etc.
Conhecidos popularmente por piolho-de-cobra (embuá) ou gongolô.

Classe dos Quilópodos.


Apresentam muitas semelhanças com os piolhos-de-cobra, porém são de corpo achatado, ágeis e possuem
um par de patas por segmento (Miriápodes): centopéias e lacraias (até 25 cm).
Junto à cabeça o 1o par de apêndices são as forcípulas com ferrões inoculadores de veneno, portanto são
animais peçonhentos e carnívoros.

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● Subfilo Crustáceos - apresentam mandíbulas, maxilas e outros apêndices bucais. Têm dois pares
de antenas e corpo geralmente dividido em cefalotórax e abdome.
a) O exoesqueleto, em geral, é muito duro (“crosta”) devido à impregnação calcária.
b) A cabeça e o tórax estão fundidos formando o cefalotórax que se distingue facilmente do
abdome.
c) No cefalotórax estão: boca, dois pares de antenas, olhos simples ou compostos, sésseis ou
pedunculados e ainda de 5 a 12 (ou mais) patas (torácicas, abdominais).
d) A respiração é do tipo branquial, pois em geral vivem na água.
e) A circulação é do tipo aberta ou lacunosa. Possui a proteína hemocianina.
f) A excreção é feita, nos crustáceos superiores (malacostráceos), por glândulas antenais ou
glândulas verdes, cujos poros se abrem na base das antenas.

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g) O sistema nervoso apresenta gânglios cerebrais e uma cadeia ganglionar ventral.


Há crustáceos marinhos (camarão, lagosta), dulcícolas (pitu), terrestres (tatuzinho-de-jardim) e litorâneos
(caranguejos), além de alguns representantes parasitas.
Reprodução
A maioria dos crustáceos é dióica, havendo poucos representantes monóicos; ocorre tanto fecundação
interna quanto externa. Nas espécies com fecundação interna, os pereiópodos (patas toráxicas) são
utilizados como órgãos copuladores, depositando os espermatozóides no oviduto da fêmea. Exemplo:
camarão. Ocorrendo a fecundação, os ovos são eliminados pelo poro genital. Quando há fecundação
externa, os espermatozóides são depositados entre os pereiópodes da fêmea - nos receptáculos seminais; a
fêmea ovula e a fecundação ocorre na superfície do corpo. Exemplo: lagostim. O desenvolvimento pode
ser direto ou indireto, com várias fases larvais: náuplius, zoé, mysis, megálopa, etc – (desenvolvimento
indireto). Possuem grande capacidade de regeneração.

Os Crustáceos podem ser divididos em dois grandes grupos:


1) Entomostráceos ou crustáceos inferiores, como os Copépodos (Calamus, Cyclops,
Daphnia), são microcrustáceos muito importantes na formação do zooplâncton marinho.
2) Malacostráceos ou crustáceos superiores, como lagostas, camarões, siris, caranguejos,

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lagostim, pitus, de grande interesse econômico.


Os crustáceos vivem, principalmente, na água salgada ou doce, mas há espécie terrestre como o
“tatu-bola” ou tatuzinho de jardim. Espécies aquáticas podem ser sésseis (fixas) na forma adulta, como as
cracas (Balanus) e lepas.

Importância dos crustáceos:


a) Os microcrustáceos constituem parte fundamental do zooplâncton marinho.
b) Na alimentação humana .

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● Subfilo Quelicerados - apresentam quelíceras e palpos. Não têm antenas e o corpo é geralmente
dividido em cefalotórax e abdome.
Classe Merostomados:
Reúne apenas cinco espécies de um único gênero. O ilustre representante atual é o Limulus, o
caranguejo-ferradura: apresenta semelhanças morfológicas com os crustáceos; testes bioquímicos
também mostram grandes semelhanças com aracnídeos; encontra-se no Atlântico Norte e Costas da
África; carapaça em “ferradura”, entre 20 e 30 cm; 5 a 6 pares de apêndices abdominais modificados,
com brânquias; télson em forma de “espiga” para orientar o movimento; alimentam-se de moluscos,
vermes e algas; desenvolvem larva achatada, de abdome segmentado e sem cauda; excreção: “glândulas
coxais”.

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Classe Arachnida
Os aracnídeos são em sua maioria terrestres, vivendo em buracos no solo, sob pedras ou troncos.
a) Corpo dividido em cefalotórax e abdômen; não há apêndices.
b) No cefalotórax estão os órgãos dos sentidos (olhos, boca, pedipalpos = 2o par de
apêndices) e as oito patas locomotoras. Não possuem antenas.
c) As quelíceras (1o par de apêndices), nas aranhas, possuem ferrões (aguilhões)
inoculadores de veneno, portanto, são animais peçonhentos.
d) Os (pedi)palpos, nas aranhas são órgãos sensoriais ou copuladores (no macho) e, nos
escorpiões, os palpos são grandes pinças preensoras.
e) Nas aranhas o abdômen apresenta as aberturas das filotraquéias (respiração), o poro
genital, ânus e as glândulas fiandeiras (teia).
f) A respiração é por filotraquéias. A circulação é do tipo aberta ou lacunosa. A excreção
é feita por tubos de Malpighi ou por glândulas coxais. O sistema nervoso apresenta gânglios
cerebróides, cadeia ganglionar ventral, semelhante aos insetos.
Reprodução
Os aracnídeos são dióicos, havendo nítido dimorfismo sexual em muitas espécies. A fecundação é
interna: o macho, com auxílio dos palpos, deposita o esperma na abertura genital da fêmea. Os
espermatozóides ficam alojados nos receptáculos seminais, fecundando os óvulos que descem pelos
ovídutos.
As aranhas são ovíparas: após a fecundação a fêmea tece um casulo (ovissaco) onde os ovos são postos e
permanecem até a eclosão. Algumas aranhas carregam o ovissaco sobre o abdome, outras depositam-no
sobre a teia.

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Os escorpiões são ovovivíparos: os embriões completam seu desenvolvimento dentro de ovos que
permanecem no interior do organismo materno; a fêmea expele pequenos escorpiões totalmente
desenvolvidos.
Tanto em aranhas como em escorpiões, o desenvolvimento é direto, não ocorrendo fases larvais. Nos
ácaros (carrapatos) o desenvolvimento é indireto, sendo que em alguns ocorre partenogênese.
Ordens dos Aracnídeos:
1) Araneídeos:- aranhas, com quelíceras e há espécies peçonhentas. As mais perigosas são: armadeira
(Phoneutria), viúva-negra (Latrodectus), aranha-de-grama (Lycosa - “seta negra” no dorso) e
aranha-marron (Loxosceles). Venenos: neurotóxico, proteolítico, hemolítico.

2) Escorpionídeos:- todas as espécies de escorpiões são venenosas e peçonhentas. O veneno


(neurotóxico) é injetado pelo ferrão (télson), na extremidade do pós-abdome (cauda).
Tityus bahiensis, cor vermelho-amarronzado, é o escorpião mais comum em São Paulo.

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3) Ácaros:- carrapatos e outros tipos que também parasitam a pele de mamíferos: sarna (Sarcoptes
scabiei = escabiose), cravo da pele (Demodex foliculorum).

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REPRODUÇÃO
Características especiais !
● PARTENOGÊNESE:- parthenos = virgem; gênesis = origem.
Forma de desenvolvimento em que o óvulo (n) se desenvolve, formando um animal adulto (n), sem ter
sido fecundado pelo espermatozóide. A partenogênese pode ser considerada um caso particular de
reprodução sexuada, pois envolve gametas: o feminino.
As abelhas melíferas formam colônias altamente organizadas denominadas colméias. Nestas existem três
classes sociais, ou castas: a rainha, os zangões e as operárias. A rainha é a única fêmea fértil da colméia
e sua função é a postura dos ovos, dos quais se originam todos os indivíduos. Os zangões são machos
cuja função é fecundar a rainha. As operárias são fêmeas estéreis cuja função é construir a colméia e
cuidar de sua manutenção, fornecendo alimento e segurança a todos os seus moradores.
A rainha, ao se tornar sexualmente madura, voa e se acasala no ar com diversos zangões, armazenando o
esperma em sua espermateca. A seguir retorna à colônia e começa a pôr ovos dentro de células hexagonais
de cera, construídas pelas operárias especialmente para essa finalidade.
A rainha pode colocar dois tipos de “ovos”, dependendo do tamanho da célula de cera: fecundados e
não-fecundados. Os ovos fecundados originam fêmeas diplóides. Os “ovos” não-fecundados (= óvulos)
desenvolvem-se por um processo denominado partenogênese e originam machos haplóides (=
partenogênese arrenótoca).
Uma fêmea será operária ou rainha dependendo da qualidade da alimentação que recebe na fase larval,
além da influência do ferormônio exalado pela rainha. Larvas de operárias e de zangões são alimentadas
principalmente com mel, enquanto as larvas que originarão as rainhas são alimentadas com (maior
quantidade de) uma substância rica em hormônios, a geléia real, produzida pelas operárias adultas.
Certas populações de lagartos da região amazônica, Cnemidophorus leminiscatus, são constituídos
exclusivamente por fêmeas, que se reproduzem por partenogênese (= partenogênese telítoca). Outras
populações, no entanto, têm machos e fêmeas que se cruzam normalmente.

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A partenogênese é processo freqüente em invertebrados: pulgões (onde se observou pela 1a vez – 1740),
crustáceos (dáfnias), insetos himenópteros (abelhas, vespas, formigas), vermes (nemátodos, anelídeos);
répteis (lagartos).
Pulgões apresentam partenogênese cíclica:
● Ovos de resistência (2n), com casca especial, são botados no inverno e estão aptos para atravessar
esse período.
● Em fins do inverno e início da primavera, rompe-se a dormência e os ovos (2n) se desenvolvem,
formando sempre fêmeas (2n) adultas.
● Durante todo o verão, essas fêmeas (2n), através da meiose produzem óvulos (n). Cada um desses
óvulos (n) desenvolve-se partenogeneticamente, formando sempre fêmeas (n) adultas (=
partenogênese telítoca).
● Em fins de verão e no outono, os óvulos (n), que continuam a desenvolver-se por partenogênese,
formam às vezes adultos machos (n) e outras vezes fêmeas (n), caracterizando a partenogênese
deuterótoca.Esses machos e fêmeas adultos e haplóides, acasalam-se durante o outono, e a fêmea
irá botar os seus ovos (2n) de resistência, para atravessar o inverno.

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Moluscos
Animais de corpo mole
Os moluscos são animais triblásticos, celomados, protostômios e bilateralmente simétricos. Seu corpo,
organizado em três partes básicas- - cabeça, pé e massa visceral - é coberto por um fino manto calcário,
geralmente externo. Possuem sistema digestivo completo, sistema circulatório aberto e sistema nervoso
formado por três ou quatro pares de gânglios. A excreção é feita por rins. A respiração é pulmonar
(terrestres) ou por brânquias (aquáticos).
Características gerais
Neste filo estão incluídos caracóis, caramujos, lesmas, ostras, lulas, polvos. Nele estão os maiores
invertebrados que se conhece, como a concha do Pacífico com 1,2 m ou a lula gigante (Architeutis =
cefalópodo do Atlântico Norte; até 15 m de comprimento de tentáculos; circunferência do corpo 3,5 m;
vive de 300 a 600 m de profundidade; são nadadores não rápidos). É o 2o maior filo do reino Animal em
número de espécies (cerca de 110 mil).
Características comuns a todos os representantes:
a) Não apresentam corpo segmentado, possuem simetria bilateral, são triblásticos,
celomados esquizocélicos e protostômios.

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b) O corpo é macio e flexível e pode apresentar uma forte concha calcária que serve para
protegê-lo. A maioria vive no mar (em geral, nas águas rasas ao longo do litoral), mas há
diversas espécies de água doce e terrestres.
c) O organismo pode ser dividido em três partes: cabeça, pé e massa (saco) visceral.

d) Na massa visceral estão os órgãos da digestão, excreção (nefrídios) e reprodução.


e) Abaixo da concha está uma dobra da pele que é o manto ou pálio, o qual secreta a concha.

f) Entre o manto e a massa visceral há um espaço ou cavidade do manto (paleal), onde se


acha o aparelho respiratório (brânquias ou “pulmões”).
g) A reprodução é sempre sexuada, mas apresenta particularidades em cada classe.
h) O sistema nervoso é composto por vários pares de gânglios, unidos entre si através de
cordões nervosos. Os gânglios cerebróides estão na cabeça e deles partem nervos para os

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principais órgãos dos sentidos (olhos, tentáculos, etc). Os gânglios pedais inervam a
musculatura desse órgão, enquanto os gânglios viscerais inervam os órgãos viscerais e o
manto.

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Diversidade
O filo dos moluscos pode ser dividido em três classes principais, segundo o formato e estrutura de sua
concha e as adaptações das diferentes partes do corpo: Gastropoda, Pelecypoda e Cephalopoda.
Classe Gastropoda
Caramujos (água doce ou no mar) e caracóis e lesmas (ambiente terrestre). Possuem pé, cabeça e massa
visceral, estando na cabeça dois pares de tentáculos, sendo que um dos pares tem olhos na extremidade.
O pé é bem desenvolvido e desliza sobre um muco escorregadio secretado por glândula do pé.
Na boca há a rádula que serve para raspar o alimento. Nos terrestres a respiração é “pulmonar” a
cavidade do manto é vascularizada, semelhante a pulmões. Nos aquáticos a respiração é branquial.
A concha é formada por uma peça, daí serem univalvos.
A reprodução é sexuada e, em geral, são hermafroditas. Os terrestres têm desenvolvimento direto e
os aquáticos terão dois estágios larvais: trocófora, que evolui a véliger.

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Classe Lamelibrânquios ou Pelecípodos ou Bivalvos


Os pelecípodes são moluscos exclusivamente aquáticos, cujo corpo mole é abrigado por uma concha
bivalve articulada. Possuem pé bastante desenvolvido e massa visceral volumosa, não havendo cabeça
diferenciada.
A concha é formada por duas peças e a cabeça é muito reduzida. O pé é muito desenvolvido. São animais
filtradores. Têm estilete cristalino que facilita a digestão estomacal. Muitos são fixos na fase adulta, como
mexilhão e ostras (= bisso penacho). Outros conseguem locomover-se, como o Pecten (vieira).

Certas espécies de ostras podem produzir a pérola entre o manto e a concha. Antigamente as conchas de
grandes bivalves de água doce eram usadas para fabricar botões de madrepérola.
Nesta classe estão as conchas gigantes, com quase 2 metros de tamanho (Tridacna).
Na reprodução são dióicos, a fecundação é externa e formam larvas: trocófora que evolui a véliger (vida
livre); e gloquídio (larva parasita de brânquias de peixes na água doce).

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Classe Cephalopoda
O nome refere-se ao fato de terem os tentáculos (modificação do pé muscular !), com ventosas, como se
saíssem da cabeça.
São moluscos bem desenvolvidos, com olhos semelhantes aos dos vertebrados, sistema circulatório
fechado e sistema nervoso bem desenvolvido.
Nesta classe estão as lulas e os polvos (= sem concha). Possuem rádula e mandíbula em forma de bico. O
manto recobre a massa visceral. Lulas e sépias têm concha interna !
Nautilus e Argonauta são representantes que apresentam concha externa !
Na reprodução são dióicos. O desenvolvimento é direto. São todos marinhos.

Reprodução
Os cefalópodes são dióicos, com fecundação interna e desenvolvimento direto. O macho deposita um
espermatóforo na cavidade do manto da fêmea, utilizando-se de seus tentáculos. Após a fecundação, os

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ovos, ricos em vitelo, são postos agrupados em cápsulas gelatinosas. Ao eclodirem os ovos, emergem
jovens cefalópodes capazes de nadar e capturar alimento.

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Há outras classes:
● Monoplacóforos (Neopilina) – concha em forma de placa; vivem exclusivamente no mar, em
geral de 2 a 7 mil metros de profundidade; são filtradores, alimentando-se de microrganismos.

Neopilina

● Anfineuros ou Poliplacóforos (Chiton) – a concha tem grande semelhança entre as regiões


anterior e posterior e é formada por oito placas encaixadas – mede entre 5 e 8 cm de comprimento.;
vivem exclusivamente no mar, em água rasas, deslizando sobre rochas submersas, das quais raspa as
algas de que se alimenta.

Chiton

● Escafópodos (Dentalium) – a concha lembra uma pequena presa de elefante, oca e aberta nas
duas extremidades; exclusivamente marinhos, vivem enterrados na areia ou no lodo e possuem um
pé afilado, especializado em cavar.

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Dentalium

Há muitas espécies de moluscos de grande importância para o homem: na alimentação (ostras, mariscos,
mexilhões, polvos, lulas); o gênero Teredo é bivalve perfurador, que causa estragos em cascos de
embarcações de madeiras; podem ser hospedeiros intermediários de doenças (esquistossomose =
caramujo Biomphalaria; fasciolose = caramujo Lymnaea).

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Equinodermos
São animais triblásticos, enterocelomados e deuterostômios como os Cordados. Portanto, o ânus se
origina do blastóporo. Nos outros invertebrados (protostômios) o blastóporo dá origem à boca. São os
invertebrados mais evoluídos. Invertebrados exclusivamente marinhos. Na fase adulta podem ser fixos
como os “lírios-do-mar” ou podem locomover-se como as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar, as
serpentes-do-mar e os pepinos-do-mar.
As larvas (plúteus; bipinária, etc) apresentam simetria bilateral. Os adultos, simetria radial.
O tubo digestivo é simples, podendo apresentar cecos (estrelas-do-mar) que se originam no estômago. Na
boca do ouriço-do-mar há a lanterna-de-aristóteles (“raladora”). Os Ofiuros, às vezes algumas estrelas,
não apresentam ânus.
A respiração e a excreção ocorrem por difusão pela superfície do sistema ambulacrário ou pelas
brânquias (ouriço-do-mar; estrela-do-mar). Não há sistema circulatório como nos outros animais. O
sistema hemal (= conjunto de canais e lacunas) faz, parcialmente, as funções de sistema circulatório.
O endoesqueleto é constituído por placas calcárias, distribuídas em cinco zonas ambulacrais alternadas
com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orifícios, por onde se

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projetam os pés ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomoção. Na face dorsal do esqueleto há
uma placa central ou disco (onde se abre o ânus), rodeada por cinco placas, cada uma com um orifício
genital. Uma dessas placas exibe, além do orifício genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral:
trata-se da placa madrepórica.
Esqueletos calcários: vista dorsal à esquerda, vista vental à direita.

Assentados sobre as placas estão os espinhos, dotados de mobilidade graças aos músculos presentes em
sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pinça, as pedicelárias,
constituídas por dois ou três artículos, com funções de defesa e limpeza da superfície corporal.

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Os equinodermos possuem um sistema de locomoção constituído por canais, o sistema ambulacral. Este
sistema abre-se para o exterior através dos poros da placa madrepórica. Segue-se o canal madrepórico,
que se liga ao canal circular que circunda o tubo digestivo. Deste partem cinco canais radiais que
percorrem o corpo do animal, emitindo expansões pares - as ampolas - ligadas aos pés ambulacrais
tubulares, que se projetam para a superfície externa do corpo. Os pés ambulacrais se contraem ou
distendem conforme as variações de pressão promovidas no líquido que os preenche. Essas variações
devem-se aos músculos que envolvem as ampolas. A coordenação dos movimentos dos pés ambulacrais
promove o lento deslocamento desses animais sobre os substratos marinhos.

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O sistema nervoso é formado por nervo anelar ao redor da faringe e nervos radiais. Há células táteis e
olfativas em toda a superfície do corpo. As estrelas-do-mar possuem células fotorreceptoras nas
extremidades dos braços.
O esqueleto é interno (endoesqueleto mesodermal), recoberto pela epiderme. O esqueleto é formado por
placas calcárias fixas ou articuladas (móveis). As placas podem ter espinhos (daí o nome do filo) que se
movem por meio de músculos e ainda pedicelárias que fazem a limpeza e defesa do corpo.

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Na reprodução sexuada os animais são dióicos e de fecundação externa. Nos ouriços-do-mar a larva é
equinoplúteus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas são bipinária e braquiolária. São animais muito
usados para estudos do desenvolvimento embrionário e partenogênese.
Desenvolvimento embrionário de uma estrela-do-mar. Nas figuras A e B, as larvas são planctônicas.

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Larvas de ouriço-do-mar (planctônicas).

A regeneração é muito intensa. Na estrela-do-mar, além de regenerar os braços, se dividida em várias


partes, cada parte dará um novo indivíduo e podemos então falar em reprodução assexuada. Os
pepinos-do-mar, quando perseguidos, podem eliminar parte de suas vísceras e depois regenerá-las.

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Os equinodermos podem ser divididos em várias classes:


● Equinóides:
❍ ouriços-do-mar; bolachas-da-praia (= corrupio = ouriço irregular).

❍ corpo circular, abaulado (ouriço) ou achatado (corrupios), sem braços. Locomovem-se pelo
movimento dos espinhos e dos pés ambulacrais.

Bolacha-da-praia.

● Asteróides:
❍ estrelas-do-mar.

❍ corpo achatado, em forma de estrela, com 5 a 50 braços. Locomoção por pés ambulacrais,
localizados na face ventral do corpo.

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● Holoturóides:
❍ pepinos-do-mar”.

❍ corpo alongado, em forma de salsicha, sem braços. Locomoção por pés ambulacrais
localizados em fileiras ao longo do corpo.

● Ofiuróides:
❍ serpentes-do-mar.

❍ corpo achatado, com cinco braços finos e flexíveis, separados uns dos outros, ligados a um
disco central. Locomoção por movimentos ondulantes dos braços.

● Crinóides:
❍ lírios-do-mar”.

❍ corpo em forma de taça, com cinco braços ramificados, finos e flexíveis, que lembram
plumas. Alguns são fixos ao fundo do mar por meio de pedúnculos; outros nadam
movimentando os braços.

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Etapas Evolutivas

CORDADOS: PROTOCORDADOS E
VERTEBRADOS
ETAPAS EVOLUTIVAS
Animais de simetria bilateral, triblásticos, enterocelomados, deuterostômios. Apresentam, com
exclusividade, durante seu desenvolvimento:
1)Fendas na faringe ou fendas branquiais.
2)Notocorda ou Chorda dorsalis que poderá ser substituída pela coluna vertebral.
3)Tubo nervoso dorsal. Nos invertebrados há cordões nervosos, não tubo !
4)Cauda (região do corpo, prolongada além do ânus). O filo dos cordados é dividido em
sub-filos: Protocordados e Vertebrados.
Verifique na análise comparada a seguir, a "passagem evolutiva" de invertebrados para cordados, onde são
considerados:
● forma de alimentação (filtração branquial).

● características embriológicas (celoma; evolução do blastóporo; formas larvais, etc).

● aspectos bioquímicos (proteínas; creatina - fosfato cordados; etc).


● registro fóssil.

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Filogenia do reino animal, proposto por Hanson.

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Filogenia do reino animal, de acordo com Hyman.

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Etapas Evolutivas

Os cordados constituem um filo extremamente diversificado quanto ao tamanho e ao aspecto geral de seus
representantes. Entre estes se incluem a ascídia e o anfioxo (cordados primitivos), além dos diferentes
grupos de animais vertebrados: peixes, anfibios, répteis, aves e mamíferos.
O agrupamento de organismos tão diversos em um único filo baseia-se principalmente em aspectos do
desenvolvimento embrionário. Na fase de nêurula todos os cordados exibem o mesmo padrão básico de
organização do corpo, sendo possível identificar as três estruturas que caracterizam o grupo: notocorda,
fendas branquias e tubo nervoso dorsal.
● Notocorda: eixo longitudinal de sustentação do corpo, constituído por tecido conjuntivo frouxo
revestido por tecido conjuntivo fibroso. Forma-se dorsalmente, acima do tubo digestivo e abaixo do
tubo neural (ou nervoso), ao qual serve de sustentação. Pode persistir por toda a vida nos
protocordados (cordados primitivos), enquanto que nos adultos de cordados superiores (vertebrados)
é substituída pela coluna vertebral;
● Tubo neural: tubo de origem ectodérmica localizado na região dorsal do embrião, acima da
notocorda. A partir do tubo neural desenvolve-se o sistema nervoso central dos cordados adultos;
● Fendas branquiais: aberturas laterais da faringe; origem embrionária do sistema respiratório. Nos

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cordados aquáticos estas fendas dão origem às brânquias dos adultos. Nos demais cordados, cujos
adultos possuem respiração pulmonar, as fendas branquiais se fecham durante o desenvolvimento.

A notocorda, o tubo neural e as fendas branquiais são estruturas que não se mantêm em todos os
adultos: formadas nos estágios mais jovens, são substituídas por outras durante o desenvolvimento da
maioria dos cordados.
Classificação
PROTOCORDADOS (Cordados invertebrados):
a) Não há formação da coluna vertebral, permanecendo a notocorda, pelo menos em parte
do organismo, durante a fase adulta.
b) São exclusivamente marinhos, como os equinodermos.
c) A reprodução é sexuada, podendo formar larvas planctônicas que sofrem metamorfose.
d) O tubo nervoso não forma encéfalo e nem há crânio. Daí serem acrânios.
Um dos critérios utilizados para classificar os cordados refere-se à substituição do tecido conjuntivo, que
forma a notocorda, por tecido ósseo. Em alguns cordados não ocorre esta substituição, sendo a notocorda a
única estrutura de sustentação do corpo: são considerados cordados primitivos e reunidos no subfilo
protochordata. Os cordados em que ocorre esta substituição - a notocorda ser substituída pela coluna
vertebral - estão reunidos no subfilo Vertebrata. Os vertebrados são também denominados craniados,
pois a porção anterior do sistema nervoso central - encéfalo - fica abrigada no interior de uma caixa óssea
denominada crânio. Em oposição, os protocordados que não possuem crânio são chamados de
acraniados.

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Etapas Evolutivas

Os protocordados são representados pelos seguintes grupos:-


● Urocordados ou Tunicados - o nome significa "notocorda na cauda" (só no estágio larval!) e
possuem uma túnica ou espécie de exoesqueleto formado por tunicina, semelhante à celulose. São
marinhos e fixos na fase adulta. Ascídia negra é o representante (hermafrodita) mais conhecido
desse grupo.

● Cefalocordados - o nome diz "notocorda na cabeça". Na realidade a notocorda existe em todo o


corpo. São os protocordados que se assemelham a peixes e são fundamentais para o estudo das
características do filo Cordados.
O representante anfioxo (extremidades em forma de seta ou lança) ou Branquiostoma (brânquias na
boca) tem apenas alguns centímetros. Não possuem nadadeiras. Vivem parcialmente enterrados na
areia e não nadam, deslocando-se aos saltos. Em certas partes da China é usado como alimento. São
marinhos, dióicos, de reprodução sexuada, fecundação externa e desenvolvimento direto. A
circulação é aberta (lacunar) e a excreção é feita por células semelhantes às células-flama
(nefrídios).

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Observação:
''Filo'' Hemicordados - que significa "meia corda". Estrutura "semelhante" à notocorda, existente
apenas na parte anterior do adulto. São representados pelo Saccoglossum e Balanoglossus = corpo
vermiforme, formado por: probóscide ou tromba, colarinho e tronco alongado; podem ter mais de 1 m e
vivem em galerias escavadas na areia do fundo do mar. Sua larva tornária é muito semelhante às larvas de
equinodermos! Importante característica para a análise evolutiva!

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Etapas Evolutivas

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Subfilo Vertebrata
Assim como os protocordados, os vertebrados pertencem ao filo dos Cordados e portanto terão as
características gerais do filo. Possuem, porém, características que os diferenciam dos protocordados:
a) Coluna vertebral formada por vértebras que são "ossos" que giram e que envolvem e
substituem a notocorda do embrião.
b) O tubo nervoso dilata-se na extremidade dando origem ao encéfalo, onde estão ligados os
órgãos dos sentidos.
c) O crânio é uma caixa cartilaginosa ou óssea que envolve e protege o encéfalo. Daí a
denominação de Craniados.

d) A pele dos vertebrados é formada por duas camadas: epiderme e derme. A epiderme é
sempre pluriestratificada. Nos protocordados e invertebrados a epiderme é um epitélio
simples.
e) Na pele podem estar anexos como: pêlos, penas, escamas, etc.
f) No embrião aparecem os anexos embrionários: saco vitelino, córion, âmnion e alantóide.
A característica fundamental dos vertebrados é a presença de um eixo longitudinal de sustentação do
corpo: a coluna vertebral. A coluna que substitui a notocorda do embrião é formada por numerosas
vértebras - peças ósseas ou cartilaginosas, superpostas e articuladas. Além de dar sustentação ao corpo, a
coluna vertebral serve como suporte do tubo nervoso.
Os vertebrados, inicialmente são divididos em dois grupos: AGNATOS (sem mandíbula), como os
ciclóstomos, e, GNATOSTOMADOS (com mandíbulas), como Peixes, Anfíbios, Répteis, Aves e
Mamíferos.

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Embora exibam grande diversidade de formas, os vertebrados apresentam padrões estruturais


relativamente homogêneos: o revestimento do corpo é estratificado, dotado de anexos como escamas,
pêlos, penas e glândulas. Todos os vertebrados possuem sistema digestivo completo, com glândulas
anexas (salivares, fígado, pâncreas) secretando enzimas digestivas em seu interior. O sistema circulatório
é fechado, com o coração composto por duas ou mais câmaras. A respiração é pulmonar (terrestres) ou
branquial (aquáticos), ocorrendo também respiração cutânea. A excreção é realizada por órgãos altamente
especializados, os rins resultantes do agrupamento de unidades excretoras que são nefrídios modificados
(néfrons).
O sistema nervoso dos vertebrados mostra grande centralização, sendo constituído por:
● encéfalo: porção anterior dilatada, contida na caixa craniana - onde se concentram os centros de
coordenação nervosa das diferentes funções vitais:
● medula espinal: região não dilatada do tubo nervoso, localizada dentro de um canal que percorre
toda a coluna vertebral. Veja a síntese evolutiva dos vertebrados:

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Etapas Evolutivas

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Síntese evolutiva:
1as formas de vida PRÉ-CAMBRIANO ("janeiro").
● poucos fósseis conhecidos há mais de 1 bilhão de anos!
HEMICORDADOS (Pterobrânquios): CAMBRIANO ("fevereiro") 600
milhões de anos!

Praticamente todos os invertebrados estão presentes

AGNATA: ORDOVICIANO ("março" 1os agnatos)

Ostracodermos = agnatos primitivos (500 milhões de anos).


● pequenos (10 a 20 cm); corpo achatado, recoberto por armadura com
placas ósseas; a notocorda era desenvolvida nos adultos (não existia
ainda coluna vertebral!); viviam no fundo dos mares, alimentando-se por
filtração do lodo.
● a maioria se extinguiu, mas uma de suas linhagens evoluiu e originou as
lampréias - e os peixes-bruxas (feiticeiras) atuais.
PLACODERMOS (mandibulados) SILURIANO ("abril") 440 milhões de
anos!
● peixes dotados de duas aquisições evolutivas importantes:
MANDÍBULA (gnatostômios) e NADADEIRAS PARES!
● pela sua habilidade de movimentação e mandíbula móvel, tornaram-se
predadores eficientes e puderam atingir grandes tamanhos (chegavam a
10 m de comprimento).
● foram eles os ancestrais de todos os vertebrados!
OSTEÍCITIES: início do DEVONIANO ("maio").

● 400 milhões de anos muito mais antigos que os tubarões.


● no início predominavam em H2O doce; mais tarde invadiram o mar, onde
se tornaram o grupo dominante.
● os primeiros osteícities respiravam tanto por meio de brânquias como
através de uma bolsa ligada à faringe, que atuava como um espécie de
pulmão.
● no início do Devoniano já estavam diversificados em três
grupos:actinopterígeos ou peixes com nadadeiras radiais,
crossopterígeos ou peixes com nadadeiras lobadas e dipnóicos ou peixes
pulmonados.
● os actinopterígeos tiveram enorme sucesso evolutivo e deram origem à
absoluta maioria dos peixes ósseos atuais. O primitivo pulmão se
desligou da faringe e deu origem à bexiga natatória.

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● os dipnóicos permaneceram em ambientes de água doce, utilizando seu


pulmão primitivo como órgão respiratório acessório das brânquias.
● Hoje, só 3 gêneros vivem: na América do Sul (Lepidosiren - nossa
pirambóia, da Amazônia), África e Austrália.
● os crossopterígeos foram considerados extintos até 1939, quando um
exemplar vivo do grupo, o celacanto (= fóssil vivo!), Latimeria, foi
capturado por pescadores no sudeste da África; hoje, são próximo de 200.

CONDRÍCTIES: - final do DEVONIANO!

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ANFÍBIOS
● evoluíram dos crossopterígeos = osteíctios de nadadeiras lobadas, muito provavelmente, peixes
aparentados aos dipnóicos atuais.
● CARBONÍFERO ("junho") 350 milhões anos!
● PERMIANO ("julho") = verdadeiros vertebrados terrestres!

● os fósseis mais antigos datam de 350 milhões de anos.

● a semelhança desses fósseis com os de um peixe de nadadeiras lobadas, chamado Eusthenopteron,


sugere que este deve ter sido o ancestral dos anfíbios e de todos os demais tetrápodos!
RÉPTEIS
● evoluíram de anfíbios primitivos, há 300 milhões de anos!
● eram animais de pequeno porte, com o aspecto de um lagarto atual e que se alimentavam de insetos.

● dos diversos grupos de répteis que surgiram posteriormente, destacaram-se os terapsidas, que
deram origem aos mamíferos, e os tecodontes, que deram origem aos dinossauros, hoje extintos,
às aves e crocodilos atuais.
● PERMIANO ("julho") 280 milhões de anos!
● TRIÁSSICO ("agosto") 230 milhões de anos!

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● JURÁSSICO ("setembro") 180 milhões de anos! Idade dos Répteis, cujo declínio ocorreu de
200 milhões de anos passados a 80 milhões de anos.
● a partir de ancestrais tecodontes, surgiram os dinossauros (terrestres) e os pterossauros (voadores).
Esse animais dominaram o ambiente terrestre por quase 150 milhões de anos.
● CRETÁCEO ("outubro") 140 milhões de anos! Primeiros primatas!
● Esses três últimos períodos estão na Era Mesozóica.

há 65 milhões de anos, houve uma onda de extinções que atingiu um grande número de
espécies terrestres, talvez provocada pelo impacto de um grande meteoro. Nessa época
ocorreu o desaparecimento dos dinossauros.
Os cientistas acreditam que cerca de 25% das famílias de animais marinhos se extinguiram!
● o desaparecimento da maioria das espécies de répteis abriu caminho para a expansão e
diversificação de aves e mamíferos.
● características marcantes dos répteis: pele seca e ovo com casca + anexos!

AVES
● evoluíram de répteis tecodontes primitivos JURÁSSICO ("setembro").
● o Archaeopteryx lithografica é um famoso fóssil de ave datado do Jurássico(150 milhões de
anos!); esse animal era pouco maior que um pombo, tinha ossos compactos e pesados, dentes e uma
longa cauda de lagarto, com penas. Já era voador, embora suas asas mostrem três pequenos dedos
livres, com garras e uma longa cauda lembrando muito mais um réptil.
● os cientistas acreditam que o Archaeopteryx teve um ancestral comum com as aves atuais!

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MAMÍFEROS
● evoluíram de répteis terapsidas, há 200 milhões de anos!
● JURÁSSICO ("setembro").

● os primeiros mamíferos eram animais pequenos, aos camundongos; alimentavam-se de insetos e


possuíam dentição diferenciada.
❍ os cientistas concluíram que o ancestral dos mamíferos tinha pêlos no corpo e sangue quente,
mas não se sabe se punham ovos, se davam à luz os filhotes e se amamentavam os
recém-nascidos.
❍ acredita-se que esses primitivos mamíferos viviam sobre as árvores e tinham hábitos
noturnos, saindo à procura de alimento à noite, e quando os répteis carnívoros estavam
inativos.
❍ os mamíferos começaram a se expandir há cerca de 65 milhões de anos, após a extinção
dos grandes répteis. Desde então, o grupo teve grande diversificação, passando a habitar
todos os ambientes do planeta.

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Os vertebrados são animais dióicos, com fecundação interna ou externa, havendo espécies com
desenvolvimento direto e outras com desenvolvimento indireto. Os mecanismos e estruturas
reprodutivas dos diferentes vertebrados refletem a tendência evolutiva do grupo no sentido de
conquistar o ambiente terrestre. Tal tendência se revela especialmente nas adaptações representadas
pela fecundação interna e anexos embrionários, relacionados à proteção, nutrição, respiração e excreção
do embrião.
Podemos dividir os vertebrados em 7 classes: ciclóstomos, condríctios (peixes cartilaginosos), osteíctios
(peixes ósseos), anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Classe Cyclostomata
a) Não possuem mandíbulas (= Agnatos). A boca tem forma circular (= ciclóstomos).
b) O corpo é cilíndrico. A boca apresenta dentes córneos que servem para raspar e depois o
animal suga seu hospedeiro (sangue do peixe). São, portanto, ectoparasitas aquáticos como as
lampréias (Petromyzon) e feiticeiras (Myxine).

c) As lampréias são dióicas. A reprodução é sexuada, com fecundação externa e ocorre nos
rios (sobem do mar = anádromos) e no mar. As larvas "cegas" (= amocetes, semelhantes ao
anfioxo) podem permanecer enterradas na lama dos rios de 1 a 6 anos e depois vão para o
mar. Portanto, são migradores. A feiticeira desova no mar; tem desenvolvimento direto;
parasita brânquias de peixes ou se alimenta de poliquetas.

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d) Os ciclóstomos têm esqueleto cartilaginoso. Formam uma coluna vertebral incompleta,


assim como o encéfalo e o crânio são rudimentares. Não possuem nadadeiras pares, nem
escamas (pele lisa).
● Características de primitividade:
❍ Cyclostomata (do latim cyclo, "circular", e do grego stoma, "boca"), pertencentes ao
subfilo Agnatha (agnatos), por não terem mandíbulas, possuem boca circular.
❍ O esqueleto é basicamente a notocorda.

❍ Vértebras atípicas "arcos cartilaginosos" em torno da medula espinhal, mas não a


envolvem.
❍ Crânio incompleto.

❍ Não possuem nadadeiras pares e nem escamas.

Lampréias, parasitando peixe ósseo. Lampréia, funil bucal.

LAMPRÉIA (Petromyzon) FEITICEIRA (Myxine)

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● vivem na água doce e no mar. ● só no mar - vivem a mais de 25


● anádromo todos desovam nos rios, onde metrosde profundidade.
ficam de 1 a 6 anos até crescer fim da fase ● peixe das bruxas desova no mar.
larval. ● hermafroditas; em geral, só uma
● sexos separados. das gônadas é funcional no adulto.
● fecundação externa. ● ovos encontrados no fundo do mar
● larvas amocetes (aos Anfioxus). ?! não se sabe como ocorre a
fecundação.
● cegas, enterradas na lama, filtrando
partículas. ● desenvolvimento direto.
● preensão/perfuração ectoparasitas - ● boca com tentáculos e dentes - come
sucção de sangue de peixes e baleias. poliquetos e corta brânquias de
peixes, abrigando-se nela acaba
matando o hospedeiro.

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Superclasse Pisces
Os peixes são vertebrados gnatostômios, dotados de nadadeiras pares e recoberta por escamas.
Exclusivamente aquáticos, possuem respiração branquial. O coração possui duas câmaras, a circulação
é fechada; rins do tipo mesonefro. São pecilotérmicos.
Com numerosos representantes marinhos e dulcícolas, a superclasse dos peixes subdivide-se em duas
grandes classes: Chondrichtyes-peixes cartilaginosos e Osteichthyes-peixes ósseos.
Classe Chondrichtyes (peixes cartilaginosos)
a)São cordados, vertebrados, gnatostômios que possuem esqueleto formado por cartilagem.
São pecilotérmicos (poiquilotérmicos) ou heterotérmicos.

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b) São aquáticos, respiram por brânquias, possuem 5 ou 7 fendas branquiais, mas não
apresentam opérculo.
c) Diferem dos peixes ósseos por apresentarem a boca na posição ventral, a nadadeira
caudal heterocerca e no tubo digestivo a válvula espiral.

Trajeto da água, na
respiração dos
condrícties

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d) As escamas são do tipo placóides, de origem dermo-epidérmicas, semelhantes aos dentes.

e) Os órgãos dos sentidos são: olhos, sistema olfativo, ouvido interno e linha lateral (=
fonorreceptora: percebe a distância dos centros transmissores de sons, direção e velocidade
de correntes de água, localização de objetos fixos ou móveis na água).
f) São dióicos. A reprodução é sexuada, com fecundação interna. Nos machos as
nadadeiras pélvicas são modificadas em órgãos de cópula (= cláspers). Há espécies ovíparas
e vivíparas. Apresentam como anexo embrionário apenas o saco vitelino.

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g) A circulação é do tipo fechada e simples, em todos os peixes. Pelo coração passa apenas
sangue venoso.

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São peixes cartilaginosos: tubarões, raias, cações.

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Classe Osteichthyes (peixes ósseos)


São osteíctios da ordem teléosteos a maioria dos peixes conhecidos: pescada, bagre, sardinha, carpa,
corvina, piranha, truta, cavalo-marinho, pirambóia, poraquê (peixe-elétrico), enguia e vários outros
exemplos. As características comuns a todos os peixes ósseos, com aproximadamente 21.000 espécies
atuais, são:
a) São cordados, vertebrados, gnatostômios que possuem esqueleto formado principalmente
por tecido ósseo. São pecilotérmicos.
b) Aquáticos e respiração por brânquias, que estão protegidas pelo opérculo (placa articulada
e flexível). Há peixes que podem usar a bexiga natatória para respirar = pirambóia
(Lepidosiren - Dipnóicos).

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c) A boca fica localizada anteriormente.Cecos pilóricos do estômago produzem enzimas


digestivas, melhorando a capacidade digestória. A nadadeira caudal é homocerca ou
dificerca.

d) A bexiga natatória é um órgão hidrostático (regula a densidade do peixe).

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Em algumas espécies a bexiga natatória não está ligada ao tubo digestivo (peixes fisoclistos). Quando a
bexiga natatória está ligada ao tubo digestivo os peixes são do tipo fisóstomos.
e) As escamas são de origem dérmica e dos tipos ciclóide e ctenóide.

f) A forma do corpo em geral é hidrodinâmica, contendo glândulas que secretam muco na


pele, facilitando a locomoção no meio aquático.
g) Possuem órgãos dos sentidos e linha lateral.

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h) São dióicos e muitas vezes apresentam dimorfismo sexual. A reprodução é sexuada e em


geral com fecundação externa. Nas espécies de fecundação interna a nadadeira caudal
modificada atua como órgão de cópula. A maioria é ovípara. Há porém, espécies vivíparas.
Possuem apenas o anexo saco vitelino. A forma jovem (larval) é o alevino. Muitos peixes de
água doce realizam o fenômeno da piracema, isto é, sobem os rios na época da reprodução (=
anádromos).

Saco vitelino

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Condríctios Osteíctios
Grupos
Ordem (elasmobrânquios) (teleósteos)
Características
Escamas Placóides Ciclóides e ctenóides
Nadadeira caudal Heterocerca Homocerca
Nadadeiras pélvicas Copuladoras (cláspers) "Não-copuladoras"; "nadadeira anal"
Opérculo Ausente Presente
Arcos branquiais Cinco a sete pares Quatro pares
Prega espiral Presente Ausente
Cecos pilóricos Ausentes Presentes, um ou mais
Bexiga natatória Ausente Presente
Fecundação interna. Fecundação externa.
Reprodução
Ovíparos, ovovivíparos e vivíparos. Ovíparos
Boca Ampla e vental Voltada para frente = extremidade

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Classe Amphibia
Os anfibios são vertebrados gnatostômios, tetrápodes, pecilotérmicos. Seu corpo é revestido por pele nua,
sem escamas ou outros anexos.
Adaptados para viverem fora da água na fase adulta, porém, dependem da água para a reprodução, pois
são de reprodução sexuada, com fecundação externa e a forma larval (girino dos anuros) só respira por
brânquias. Após sofrerem a metamorfose, passam a respirar pelos pulmões e principalmente pela pele
(respiração cutânea) e assim precisam da água para manterem a pele sempre úmida.
O esqueleto é predominantemente ósseo.
Os anfíbios:
a) São cordados, vertebrados, gnatóstomos, que não possuem escamas, penas ou pêlos como
anexos da pele (= pele lisa). Pecilotérmicos e tetrápodas.

b) Não vivem em água salgada (mar).


c) A metamorfose é característica desses vertebrados, pois a forma larval ou girino é bem
diferente da forma adulta. O único anexo embrionário é o saco vitelino.

d) A circulação é do tipo fechada e o coração tem três cavidades: duas aurículas e um

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ventrículo. No ventrículo ocorre mistura de sangue venoso com arterial (circulação dupla e
incompleta).

e) A articulação do crânio com a 1a vértebra da coluna é feita por dois côndilos ou saliências
do crânio que possibilitam a movimentação da cabeça para cima e para baixo, mas não
lateralmente.

f) Na boca possuem pequenos dentículos para defesa e apreensão das vítimas; a língua é
muito desenvolvida e presa na parte anterior.

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g) Os sistemas digestivo, excretor e reprodutor terminam na cloaca.


Os anfibios representam um importante passo na história evolutiva dos vertebrados. Foram os primeiros
a conquistar o ambiente terrestre, sendo que parte de seu desenvolvimento ocorre na água, da qual
dependem para a reprodução. Além disso, sua pele nua, desprovida de anexos que evitam a dessecação,
restringe sua distribuição a ambientes muitos úmidos, próximos à água. Como adaptações à vida terrestre
os anfibios possuem quatro membros locomotores, além de respiração pulmonar nos adultos, embora esta
última seja pouco eficiente.

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Diversidade
Embora os anfíbios mais conhecidos sejam os sapos e rãs, há três ordens atuais que contam com
aproximadamente 3.000 espécies:
1) ANUROS que incluem sapos (com duas glândulas de veneno = paratóides), rãs (não possuem
glândulas de veneno), pererecas (com ventosas adesivas nas pontas dos dedos). Não possuem cauda na
forma adulta.

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2) URODELOS, com cauda na forma adulta. Não são conhecidos popularmente no Brasil. A
salamandra e o tritão existem nos EUA, Japão, China, América Central. A salamandra mexicana
Ambystoma (Axolotl), é uma forma larval que se reproduz sexuadamente (= neotenia).
Observação
NEOTENIA
Algumas espécies de salamandras (anfíbios com cauda = Urodelos) não completam a metamorfose,
permanecendo com as características morfológicas da larva, mas tornando-se sexualmente maduras,
em condições de se reproduzir. Esses organismos vivem toda a sua vida no ambiente aquático e respiram
por brânquias externas.
É o caso do axolotle ou Axolotl (Ambystoma), que não completa a metamorfose e torna-se sexualmente
maduro. O Axolotl vive em lagoas frias nas montanhas do oeste dos Estados Unidos. Em outras
localidades onde o clima é mais quente, essas salamandras completam a metamorfose antes de atingir a
maturidade sexual, dando origem a adultos terrestres: a salamandra-tigre. Neste caso, é a condição
climática mais fria que inibe a metamorfose e estimula o amadurecimento sexual da larva.
Em outras espécies de salamandras, a metamorfose nunca se completa mesmo que se alterem as
condições ambientais. As larvas tornam-se sexualmente maduras, reproduzindo-se normalmente. É o
caso do Necturus e do Pseudobranchus.

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Necturus Salamandra

Axolotle Pseudobranchus

3) ÁPODES ou GIMNOFIONOS ("cobras nuas"), que não possuem patas locomotoras. Vivem
normalmente enterrados no solo, como as cobras - cegas ou cecílias.

Os anfíbios são muito usados em experiências biológicas.


Reprodução
Os anfibios são dióicos, ocorrendo dimorfismo sexual em algumas espécies. A fecundação é externa e o
desenvolvimento indireto. Uma falsa cópula, com o macho sobre as costas da fêmea, é realizada dentro da
água; a fêmea elimina um cordão gelatinoso com milhares de óvulos sobre os quais o macho elimina os
espermatozóides. Dos ovos emergem larvas com brânquias, cauda e um grande saco vitelínico preso à
região ventral.
A larva dos anuros - girino - sofre metamorfose completa, com regressão da cauda e substituição das
brânquias por pulmões, além do desenvolvimento das quatro patas. Nos ápodes, as patas não se
desenvolvem, permanecendo atrofiadas. Entre os urodelos a larva de certas espécies de salamandras não
completa a metamorfose, permanecendo, no adulto, as brânquias externas.

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Classe Reptilia
Vertebrados que conquistaram efetivamente o meio terrestre, pois são de fecundação interna, ovíparos
(ovos com casca) na maioria, vivíparos (sucuri) ou ovovivíparos (Crotalus - cascavel; Bothrops - jararaca;
urutu). Possuem anexos embrionários: saco vitelino, córion, âmnion, alantóide. Excretam ácido úrico.
Não sofrem metamorfose e a pele é seca e impermeável, protegida por escamas ou placas de queratina
(proteína). A respiração é sempre pulmonar, desde o nascimento, inclusive nos aquáticos.

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a) São cordados, vertebrados, deuterostômios, tetrápodes, celomados, amniotas,


alantoidianos, pecilotérmicos. O esqueleto é predominantemente ósseo.
São dióicos, exceto a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) da ilha da Queimada Grande, que é
monóica (hermafrodita).
b) Estão adaptados para viverem na água (tartaruga, jacarés) ou na terra (cobras, lagartos,
lagartixas), mas todos respiram por pulmões.
c) Dentição dos ofídios: áglifas (jibóia, sucuri), opistóglifas (muçurana, falsa coral) ,
proteróglifas (Micrurus – família Elapidae), solenóglifas (Crotalus, Bothrops).

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d) O aparelho circulatório apresenta um coração com duas aurículas e dois ventrículos, mas
há mistura de sangue venoso com arterial nos ventrículos (circulação dupla e incompleta).
Apenas nos Crocodilianos não há mistura dos sangues (circulação dupla e completa).

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e) A articulação do crânio com a 1a vértebra é feita por um côndilo ocipital, o que permite
movimentos da cabeça mais amplos, quando comparados com os anfíbios.
f) Possuem boca com dentes, exceto as tartarugas que possuem bico. O tubo digestivo é
completo e termina na cloaca, juntamente com os aparelhos reprodutor e excretor.
g) Enquanto peixes e anfíbios apresentam rins mesonefros (torácicos), de répteis em diante os
rins serão metanefros (abdominais), melhorando muito a capacidade filtradora do sangue.

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Etapas Evolutivas

Diversidade
Existem cerca de 6.000 espécies atuais que estão divididas em 4 ordens:
1) Rincocéfalos: tem apenas uma espécie atual, o tuatara (Sphenodon punctatum) da Nova Zelândia,
com até 60 cm de comprimento – apresentam ainda o 3º olho na cabeça, que evolutivamente formará a
glândula pineal!

2) Quelônios: tartarugas (mar e água doce), jabutis (terrestres), cágados (água doce). Possuem carapaça
protetora dorsal e plastrão ventral, resultantes da soldadura das placas com os ossos.

Chelonia mydas Cágado


(tartaruga - verde)

Jabuti

3) Escamados: aqui estão contidas a maioria das espécies de répteis. Possuem escamas, como cobras e
lagartos:
Lacertílios:- em geral com 4 patas locomotoras e desprovidos de dentes: lagartos,
lagartixas, camaleões, teiús, iguanas, cobras-de-duas-cabeças, Heloderma (venenoso).

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Dragão-voador Camaleão

Cobra-de-duas-cabeças Iguana

Ofídios:- ápodos, representados pelas cobras. Possuem dentes e não possuem o osso
esterno. Apresentam estreptostilia (abertura bucal de quase 180o). As venenosas têm dentes
inoculadores de veneno produzido em glândulas salivares modificadas, além de fosseta
loreal termorreceptora. Os venenos podem ser neurotóxicos (cascavel, coral verdadeira),
proteolíticos (Bothrops), hemolíticos (cascavel), coagulantes (Bothrops).

Fosseta loreal, entre as narinas e os


olhos.

Gênero Neurotóxico Hemolítico Proteolítico Coagulante

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Crotalus (cascavel)
+ +
(locais secos e pedregosos)
Brothrops (urutu, jararaca)
+ +
(também: rios, lagos e sobre árvores)
Micrurus (coral)
+
(preferentemente subterrânea)

4) Crocodilianos:- possuem placas córneas, patas e uma cauda musculosa. São os jacarés e crocodilos. É
um grupo com poucas espécies (23) atuais.

Reprodução
Os répteis são dióicos e a fecundação é interna, havendo um ou dois órgãos copuladores que
desinvaginam da cloaca durante a cópula. A maioria dos répteis é ovípara; os ovos ricos em vitelo, têm
casca que os protege contra a dessecação e são incubados em buracos cavados no chão (mesmo os répteis
de hábitos aquáticos desovam em terra). Algumas espécies de ofidios são ovovivíparas: o embrião se
desenvolve dentro do ovo, no interior do organismo materno; há também espécies vivíparas.
O desenvolvimento é direto: dos ovos eclodem pequenos répteis semelhantes aos adultos, na forma e
atividades.

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Etapas Evolutivas

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Classe Aves
Cordados, vertebrados, bípides, craniados, amniotas, alantoidianos, deuterostômios, celomados,
homeotérmicos e possuem penas.

a) As aves e os mamíferos são homeotérmicos, isto é, mantém a temperatura do corpo


constante. Mecanismo termorregulador: redução do diâmetro dos vasos sangüíneos
superficiais (menor irradiação de calor - controle do SNC), tremores, pêlos, penas, camada
adiposa, suor, etc.
b) As aves são vertebrados que, em geral, possuem os membros anteriores transformados em
asas para voar. Assim sendo, conquistaram o meio terrestre e o meio aéreo. As adaptações
para o vôo incluem, além das asas: penas, membrana nictitante, cerebelo desenvolvido,
sacos aéreos, esterno com quilha, músculo peitoral desenvolvido, ossos pneumáticos,
esqueleto rígido (coluna vertebral, cinturas pélvica e escapular fundidas).

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c) São animais dióicos, ovíparos com casca calcária. A reprodução é sexuada, com
fecundação interna. A união dos gametas ocorre no oviduto, antes da formação da clara e
casca do ovo.
d) A pele é seca, sem glândulas, com exceção da glândula uropigiana que existe em muitas
espécies. Esta glândula produz secreção que impermeabiliza as penas.
e) As penas são de três tipos básicos:
1) Rêmiges das asas (propulsão);

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2) Retrizes da cauda (direcionamento do vôo);


3) Tectrizes de revestimento (cobertura que mantém camada de ar). Há ainda a
penugem que é comum nas aves jovens.

f) O tubo digestivo tem como particularidades: o bico sem dentes, o papo, a moela e termina
na cloaca.

g) Não possuem bexiga e o excreta nitrogenado é o ácido úrico, eliminado junto com as
fezes.

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h) A respiração é sempre pulmonar e o aparelho respiratório está associado ao órgão do


canto ou siringe.

i) Na circulação, que é dupla e fechada, o coração apresenta duas aurículas ou átrios e


dois ventrículos. Não há mistura de sangue venoso e arterial no coração (dupla e
completa). A artéria aorta que sai do ventrículo esquerdo tem uma curvatura (crossa) para a
direita, ao contrário dos mamíferos que têm esta curvatura para a esquerda.

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j) Para proteção dos olhos, possuem sob as pálpebras a membrana nictitante.


O principal avanço das aves em relação aos répteis reside em sua capacidade de controlar a temperatura do
corpo, mantendo-a constante, independente de variações ambientais: são vertebrados homeotérmicos. A
homeotermia garante às aves fácil adaptação aos mais variados ambientes terrestres, tornando possível sua
larga distribuição geográfica. Além disso, a capacidade de voar permitiu a exploração do meio aéreo,
ampliando sua distribuição a praticamente todas as regiões da Terra.

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Etapas Evolutivas

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Diversidade
A classe das aves possui numerosos representantes, que podem ser reunidos em dois grupos, segundo a
forma do esterno.As aves ratitas possuem esterno achatado, asas reduzidas ou ausentes, não sendo
capazes de voar; entre seus representantes estão o Kiwi da Nova Zelândia, as emas sul-americanas e o
avestruz africano.

As aves carinatas possuem o esterno com uma quilha ou carena, onde se inserem os fortes músculos
peitorais que acionam as asas, permitindo o vôo. Este grupo reúne a maioria das aves, distribuídas em
muitas ordens, exibindo grande diversidade de forma do corpo, bico e patas, além da coloração das penas.

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Reprodução
As aves são animais dióicos, com fecundação interna e ovíparos. Geralmente há acentuado dimorfismo
sexual, manifestado principalmente pela plumagem mais colorida e desenvolvida e pela emissão de canto
mais rico dos machos. As fêmeas têm um só ovário, ao qual se segue uma trompa, um oviduto e um útero
que se abre na cloaca. Do ovário sai a gema (óvulo) que cai na trompa e recebe camadas de albumina
(clara) enquanto passa pelo oviduto. A casca calcárea é formada enquanto o óvulo permanece no útero. O
ovo eliminado pelas aves pode ser um óvulo, ou um zigoto, caso haja fecundação.

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Entre as aves evidencia-se um aspecto bastante interessante do comportamento: o cuidado à prole. Os


ovos são chocados pela fêmea em ninhos especialmente preparados para este fim; os filhotes são
alimentados pelos pais até conseguirem voar e capturar seu próprio alimento.

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Etapas Evolutivas

Classe Mamalia
Cordados, vertebrados, tetrápodos, craniados, amniotas, alantoidianos, deuterostômios, celomados,
homeotérmicos que possuem pêlos e amamentam seus filhotes. Pêlos dos mamíferos, penas de aves e
escamas de répteis são anexos da pele formadas por queratina.
a) Há espécies que vivem na terra, outras na água doce ou salgada e ainda os morcegos que
voam.
b) São animais dióicos e podem ser ovíparos como o ornitorrinco e equidna ou vivíparos e
placentários.
c) Além dos pêlos podem ter ainda glândulas de vários tipos (sudoríparas, sebáceas) e
principalmente glândulas mamárias (amamentação dos filhotes).
d) Com exceção dos monotremados, todos os mamíferos possuem tubo digestivo completo

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que termina no ânus, independente dos sistemas reprodutor e excretor.


e) A articulação do crânio com a primeira vértebra é feita por dois côndilos ocipitais, o que
limita os movimentos da cabeça, quando comparados com o das aves.
f) São heterodontes, pois os dentes são diferenciados em incisivos, caninos, pré-molares e
molares.

g) A respiração é sempre pulmonar e os movimentos respiratórios dependem de músculos


intercostais e principalmente do diafragma que separa o tórax do abdome.

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h) O coração tem dois átrios e dois ventrículos (circulação dupla e completa). A curvatura
(crossa) da artéria aorta é para a esquerda. A circulação é dupla e completa.
i) As hemácias adultas em circulação são anucleadas.
j) Possuem bexiga urinária e a excreção da uréia é feita dissolvida na água, constituindo a
urina.
l) O encéfalo dos mamíferos é relativamente mais desenvolvido do que os outros grupos de
vertebrados.
Os mamíferos são os vertebrados mais evoluídos, com inúmeras características adaptativas que lhes
permite ampla distribuição geográfica. Seus representantes são numerosos e diversificados, ocupando os
mais diversos ambientes.
As principais características dos mamíferos, que os diferenciam de todos os outros vertebrados, são:
● pêlos: recobrindo total ou parcialmente a superfície do corpo, contribuem para a manutenção da
temperatura corporal;
● glândulas mamárias: presentes em todas as fêmeas de mamíferos, secretam leite, que serve de
alimento aos filhotes;
● cérebro e sentidos bem desenvolvidos, o que lhes confere grande agilidade para captura de presas
e fuga;
● viviparidade: o desenvolvimento do embrião ocorre sempre dentro do organismo materno, no

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interior do útero, o que confere ao embrião proteção e alimento, fornecido através da placenta,
anexo embrionário exclusivo dos mamíferos;
● diafragma: músculo que atua nos movimentos respiratórios, localizado entre a cavidade torácica e
abdominal;
● hemácias anucleadas;
● dentes adaptados à captura de alimentos e mastigação eficiente; diferenciados em incisivos, caninos
e molares, têm importância sistemática.
Reprodução
Os mamíferos são todos dióicos, havendo nítido dimorfismo sexual na maioria das espécies: os machos
apresentam genitália externa e as fêmeas possuem glândulas mamárias na região abdominal ou peitoral. A
fecundação é interna e o desenvolvimento é direto, também interno. Como anexos embrionários, os
mamíferos possuem âmnio, alantóide e placenta. Algumas características do processo reprodutivo são
utilizadas na classificação dos mamíferos.

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Etapas Evolutivas

Diversidade
Os mamíferos podem ser subdivididos em três grandes grupos: Monotremados, Marsupiais e Placentários.
1) Monotremados (Prototérios) - os mamíferos mais primitivos (Austrália e Tasmânia), únicos mamíferos
ovíparos, possuem cloaca e bico, mas produzem leite para amamentar seus filhotes. Não há mamilos.
Neles não há placenta, útero e vagina (adelfos).
Exemplo:
Ornitorrinco (bico-de-pato) e eqüidna (corpo coberto de espinhos).

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Ornitorrinco
2) Marsupiais (Metatérios) - possuem o marsúpio ou bolsa marsupial, onde o embrião está protegido,
"mama" e termina o seu desenvolvimento.
Exemplo:
Canguru, gambá e cuíca (Brasil), coalas e o lobo-da-tasmânia.
Esse grupo predomina na Austrália. As fêmeas possuem dois úteros reduzidos e duas vaginas (didelfos).

Canguru

Coala

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Cuíca Gambá

3) Placentários (Eutérios ou monodelfos - possuem útero desenvolvido e uma só vagina). Estão neste
grupo a maioria das ordens dos mamíferos atuais:
● insetívoros: pequenos, bastante primitivos.

Exemplo:
Toupeira.

● quirópteros: únicos mamíferos voadores (4 dedos unidos pelo patágio); espécies frugívoras,
insetívoras e hematófagas; hibernam durante o dia.
Exemplo:
Morcego.

● desdentados ou xenartros: sem dentes ou com dentes homogêneos; típicos da fauna sul-americana.
Exemplo:
Tamanduá, tatu, preguiça.

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● roedores: com dentes incisivos de crescimento contínuo. é o maior grupo dos mamíferos.
Exemplo:
Coelho, capivara, paca, cotia, rato, castor.

● lagomorfos: 2 pares de incisivos desenvolvidos, para roer e 1º par adicional de incisivos superiores
pequenos, atrás do 1º par.
Exemplo:
Coelho, lebre.

● cetáceos: mamíferos marinhos, com membros anteriores transformados em nadadeiras e membros


posteriores ausentes.
Exemplo:
Cachalote, orca, golfinho, boto marinho.

● sirênios: mamíferos aquáticos, corpo fusiforme, cauda longa e achatada; membros posteriores
ausentes.

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Exemplo:
Peixe-boi (boto),na Amazônia e na Flórida.

● carnívoros: com garras e dentes caninos adaptados para rasgar a presa;dentes carniceiros =
pré-molares e molares.
Exemplo:
Cão, gato, onça, urso, foca, lontra, hiena, leão- marinho, leão.

● proboscídeos: mamíferos com nariz e lábio superior transformados em tromba; incisivos bem
desenvolvidos (presas de marfim).
Exemplo:
Elefantes indianos e africanos.

● perissodáctilos: herbívoros com número ímpar de dedos em forma de casco.

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Exemplo:
Anta, zebra, cavalo, rinoceronte.

● artiodáctilos: herbívoros com casco e dedos em número par; muitos possuem chifres e cornos.
Exemplo:
Porco, javali e hipopótamo = não ruminantes; veado, girafa, camelo, dromedário, boi = ruminantes.

● primatas: crânio grande, olhos frontais, em órbitas voltadas para frente, geralmente capazes de
postura ereta, polegar oponível em relação aos outros dedos.
Exemplo:
Macaco e homem.

● Normatros: corpo coberto por placas córneas.


Exemplo:

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Pangolim na África e Ásia.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Doenças por Protozoários

Doenças por Protozoários


Protozoários parasitas do homem

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Espécie Classe Doença Sintomas Transmissão


Entamoeba Rizópode amebíase Ulcerações intestinais, ingestão de água ou
histolytica diarréia, colite, alimentos
(monoxeno) enfraquecimento. contaminados com
cistos, eliminados com
fezes humanas.
Trypanosoma cruzi Flagelado doença de miocardite, lesões da fezes do inseto
(heteroxeno) Chagas musculatura do tubo percevejo Triatoma
digestivo (esôfago). (barbeiro), através de
lesões na pele.
Trypanosoma Flagelado doença do Lesões meningo picada da mosca
gambiensi sono encefálicas, tsé-tsé (Glossina).
(heteroxeno) ingurgitamento de Ocorre na África.
gânglios cervicais.
Leishmania Flagelado leishmaniose ulcerações no rosto picada do
brasiliensis tegumentar (nariz, boca, faringe), mosquito-palha ou
(heteroxeno) americana braços e pernas. Necrose birigüi (Lutzomyia ou
(úlcera de Bauru) de tecidos conjuntivos. Phlebotomus).
Trichomonas Flagelado tricomoníase prurido, vaginite, relação sexual;
vaginalis (D.S.T.) uretrite, corrimento. água, toalha e objetos
(monoxeno) úmidos contaminados.
Giardia Flagelado giardíase colite, com dores ingestão de água ou
lamblia intestinais; diarréia. alimentos
(monoxeno) contaminados com
cistos, eliminados com
fezes humanas.
Balantidium Ciliado balantidíase diarréia, febre, ingestão de água ou
coli anorexia, cólicas alimentos contaminados
(monoxeno) abdominais, cefaléia, com
fraqueza. cistos, eliminados
com fezes humanas.

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Plasmodium Esporozoário malária febres, anemia, lesões no picada da fêmea do


vivax (febre terçã baço, fígado e medula mosquito-prego
(heteroxeno) benigna) óssea. (Anopheles).
Toxoplasma gondii Esporozoário toxoplasmose alteração no volume água contaminada com
(heteroxeno) (congênita ou craniano; calcificações cistos eliminados
adquirida) cerebrais; corio- com as fezes do gato.
retinite; retardamento Ingestão de carne crua
mental. (porco, boi) com cistos.

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Outras Leishmanias do homem:


a) Leishmania donovani leishmanioses viscerais: calazar indiano; leishmaniose visceral
americana.
b) Leishmania tropica leishmaniose cutânea ou botão do Oriente.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Doenças por Protozoários

Plasmodium vivax - esporozoário que causa a maleita ou malária. Ele é transmitido pelo mosquito-prego
(pernilongo) Anopheles.

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Ciclo do Plasmodium vivax, agente causador da malária terçã benigna.


Das glândulas salivares da fêmea do anófeles contaminada, as formas infectantes do plasmódio
(esporozoítos) passam para o sangue da pessoa. Nas células do fígado e do baço os esporozoítos se
reproduzem assexuadamente, evoluindo para merozoítos. Daí passam para as hemácias circulantes, onde
também se reproduzem assexuadamente, formando novos merozoítos. Cada vez que os parasitas
rompem as hemácias, ocorre a liberação de toxinas e acontecem os tremores, febres e outros
sintomas dos ataques da malária (de 48 em 48 horas).
A reprodução do parasita, no interior do organismo humano, é sempre assexuada. Isso caracteriza o
homem como H.I. (= hospedeiro intermediário) do Plasmodium.
Há merozoítos que se reproduzem na medula óssea, e formam gametas masculinos e femininos, que
se mantêm imaturos. Essas células, se forem sugadas por outro anófeles, irão fecundar-se no estômago
do mosquito (= H.D. = hospedeiro definitivo reprodução sexuada do Plasmodium). O zigoto
atravessa a parede do tubo digestivo e se encista (oocisto = esporocisto), onde através de reprodução
assexuada (esporulação) serão formados numerosos esporozoítos. Estes migram pela corrente sangüínea
do mosquito, até as glândulas salivares, podendo ser injetados em novos hospedeiros, reiniciando o
ciclo.
O Plasmodium falciparum causa a febre terçã maligna (ciclos de 48 horas), que é mais perigosa, pois as
hemácias parasitadas se aglutinam, obstruindo vasos sangüíneos no cérebro e levando à morte.
O Plasmodium malariae causa a febre quartã, com ciclos a cada 72 horas.

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Profilaxia:
a) medidas de saneamento para erradicação do inseto Anopheles.
b) uso preventivo de quinino e derivados, por via oral,pelas pessoas que vivem em zonas
malarígenas.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Doenças por Protozoários

PARASITAS
● Monoxenos (monogenéticos) utilizam um único tipo de hospedeiro para alimentação e ciclo
de reprodução.
Exemplo:
Ascaris; Entamoeba; Giardia; Ancylostoma; etc.
● Heteroxenos (digenéticos) utilizam dois ou mais hospedeiros para alimentação e realização
do ciclo reprodutor:
❍ Hospedeiro intermediário (H.I.) indivíduo onde o parasita se reproduz
assexuadamente. Em geral, é um invertebrado.
Exemplo:
Trypanosoma (no percevejo Triatoma); Leishmania (no mosquito Lutzomyia);
Schistosoma (no caramujo Biomphalaria); Taenia solium (no porco); Wuchereria (no
mosquito Culex); Toxoplasma (no homem); Plasmodium (no homem).
❍ Hospedeiro definitivo (H.D.) indivíduo onde o parasita se reproduz sexuadamente. Em
geral, é um vertebrado.
Exemplo:
Trypanosoma (homem); Leishmania (homem); Toxoplasma (gato); Plasmodium
(mosquito Anopheles); Schistosoma (homem); Taenia solium (homem); Wuchereria
(homem).

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Fungos: patogenia

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Fungos Patogenia
Importância
● Nas cadeias alimentares, atuam como decompositores, juntamente com as bactérias promovem
a reciclagem da matéria orgânica em sais minerais!
● Substâncias orgânicas como substrato, umidade e ausência de luz ou luz fraca são as condições
requeridas para um bom desenvolvimento da maioria das espécies.
● NA INDÚSTRIA “CURA” = processo pelo qual microrganismos (bactérias ou fungos) agem na
composição do leite. Alteram aroma, sabor e riqueza nutritiva (produzem AA essenciais,
vitaminas). Atuam na produção de queijos: Camembert (leite de ovelha); Roquefort e Gorgonzola.
O Saccharomyces, da fermentação alcoólica, também é usado no preparo de massas de pães e
bolos.

A capa aveludada do queijo camembert (A) e os veios azul-esverdeados dos


queijos roquefort (B) e gorgonzola (D) são produzidos por fungos do gênero
Penicillium (C).
● ALIMENTOS Agaricus (Basidiomiceto – champignon – chega a 18 kg); Tuber (Ascomiceto –
trufas); Morchella (Ascomiceto - ~10 cm comprimento).
● DOENÇAS
❍ micoses;

❍ sapinho (Candida albicans – saprófita da mucosa bucal);

❍ esporos de Penicillium e Aspergillus provocam alergias (rinites, bronquites e asma);

❍ micoses graves (tumores = micetomas);

❍ blastomicoses e actinomicoses (ulcerações em partes do corpo), etc.

● FARMACOLOGIA
❍ penicilina (Penicillium);

❍ psilocibina (Psilocybe – alucinógeno psicodisléptico: usado em rituais religiosos de nativos


de Oaxaca - México);
❍ ergotamina (ergotismo - Claviceps purpurea - intoxicação entre camponeses que trabalham

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com o centeio; o fungo se desenvolve nas espigas do cereal e pode contaminar a farinha,
matando pessoas que a comem); LSD-25 (Hofmann / 1943 – sintetizado a partir da
ergotamina alucinógeno) não provoca dependência física, mas induz mutações
cromossômicas com anomalias nos fetos);
❍ aflatoxinas (Aspergillus flavus – esse bolor ataca sementes de leguminosas (feijão, soja,
amendoim) e gramíneas (milho, arroz, trigo): lesões hepáticas e até “morte”!

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Infecções Bacterianas

Infecções Bacterianas
Algumas doenças bacterianas
Sintomas -
Doença Agente etiológico Via de transmissão
particularidades
ingestão de alimento a doença é causada pela
no qual houve toxina presente no
Clostridium botulinum desenvolvimento da alimento ingerido e não
botulismo
(anaeróbicos estritos) bactéria com liberação pela bactéria, uma vez que
de toxina; geralmente esta não sobrevive no
alimentos enlatados. corpo.
os agentes causadores são
germes que normalmente
contaminação habitam o solo. Em geral
Clostridium perfringes
gangrena gasosa acidental de ferimentos não são parasitas, só
(anaeróbicos estritos)
profundos. causando doença quando
acidentalmente penetram
em um ferimento.
intoxicação aguda, com
Clostridium tetani Ferimentos profundos,
enrijecimento muscular;
tétano (bacilo) provocados por objetos
seríssimos riscos de vida;
(anaeróbicos estritos) contaminados.
vacinação.
acessos de tosse forte e
inalação de ar
prolongada; afeta,
coqueluche Haemophilus pertussis contaminado (saliva;
geralmente, crianças – a
(tosse comprida) (bacilo) secreções da laringe e
vacinação proporciona
brônquios).
controle eficaz.
Corynebacterium diphteriae secreções do nariz placas na faringe (laringe);
difteria
(bacilo) garganta. febre alta; vacinação.

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a pessoa infectada pode,


após o desaparecimento
dos sintomas da doença,
continuar portando
indefinidamente alguns
germes, isto é, tornar-se
um portador crônico. Suas
contaminação fecal e
Salmonella typhi fezes constituirão um
febre tifóide urinária de água ou
(bacilo) perigo constante para a
alimentos; moscas.
população, pois delas
poderão advir epidemias. O
controle dessa doença
reside fundamentalmente
na identificação e
fiscalização dos portadores
crônicos.
tosse, expectoração; esses
germes atacam
normalmente os pulmões,
inalação de ar
Mycobacterium tuberculosis mas podem se localizar em
tuberculose contaminado (saliva,
(bacilo de Koch) outras partes do corpo,
catarro).
tais como as meninges, os
ossos, o nervo óptico, os
rins.
secreções em contato lesões cutâneas, perda da
lepra Mycobacterium leprae
com narinas, boca e sensibilidade, manchas na
(hanseníase) (bacilo de Hansen)
pele. pele.
inalação de ar
febre alta e fortes dores
contaminado
pneumonia Diplococcus pneumoniae pulmonares na região
(secreções
dorsal.
nasobucais).
Inflamação e ruptura de
Yersinia pestis do rato para o homem,
peste bubônica gânglios linfáticos
(bacilo) pela picada de pulgas.
(bubões).
ferimentos e mucosas
Leptospira
em contato com águas febre, dores musculares,
leptospirose icterohemorrhagieae
contaminadas por lesão hepática.
(espiroqueta)
urina de ratos.
febre, prostração,
contato direto com
exantema (erupção
erisipela Streptococcus - hemolítico secreções, saliva e
cutânea com vermelhidão),
pele com exantema.
faringite.
o germe produz uma
infecção intestinal grave,
Vibrio cholerae contaminação fecal de que pode levar o indivíduo
cólera asiática
(vibrião) água ou alimentos. à morte por perda de
líquido (forte diarréia, com
desidratação).
febre, cólicas e diarréia; em
conseqüência,
Shigella disenteriae contaminação fecal de
disenteria bacilar desidratação; a mais grave
(bacilo) água ou alimentos.
das infecções
disentéricas.

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qualquer espécie de
Salmonella pode produzir
contaminação fecal de um ou outro tipo de
gastroenterites Salmonela sp
água ou alimentos. infecção, erroneamente
chamada de intoxicação
alimentar.
ingestão de alimento os sintomas da doença
no qual houve são causados pela toxina
intoxicação Micrococcus pyogenes
desenvolvimento presente no alimento e não
alimentar aureus
bacteriano com pela proliferação das
liberação de toxinas. bactérias.
febre alta, vômito em jato,
inalação de ar
meningite rigidez da nuca; os germes
Neisseria meningitidis contaminado
meningocócica instalam-se nas
(meningococo) (secreções
epidêmica meninges, conduzidos
nasobucais).
pelo sangue.
uretrite, com corrimento,
que se propaga para outros
Neisseria gonorrhoeae doença sexualmente órgãos do sistema genital;
gonorréia
(gonococo) transmissível (DST). doença venérea – a mãe
portadora pode infectar a
criança ao nascer.
evolução lenta; inicialmente
lesão primária, o cancro
duro.Generalização no
sangue e tardiamente
Treponema pallidum doença sexualmente
Sífilis graves lesões no sistema
(espiroqueta) transmissível (DST).
nervoso central; doença
venérea a mãe portadora
pode transmitir a doença
ao feto durante a gravidez.

● ANAERÓBICAS:
❍ estritas: não viverão na presença de O2.

❍ facultativas: viverão tanto na presença quanto na ausência de O2.

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Prevenção (profilaxia)
● VACINAS = antígenos controlados ("mortos" ou "atenuados"), que irão provocar a produção de
anticorpos (= IMUNIZAÇÃO ARTIFICIAL ATIVA). Tem efeito preventivo.

● SOROS = preparações ricas em anticorpos (= IMUNIZAÇÃO ARTIFICIAL PASSIVA). Tem


efeito “curativo”. Picadas de cobras, escorpiões; antitetânicos, etc.
● ''VACINAÇÃO NATURAL'' = pessoas que adquirem certas doenças, saram e tornam-se IMUNES a
elas: rubéola, caxumba, sarampo. Bebês (recém-nascidos) que já possuem “temporariamente”
anticorpos adquiridos pela placenta, durante o desenvolvimento embrionário. Recém-nascidos que
adquirem durante a "amamentação" os anticorpos que a mãe possui!
Calendário de vacinação:
IDADE VACINA PREVENÇÃO (profilaxia)
BCG Tuberculose
1 mês*
Anti Hepatite B Hepatite B (Vírus)
DPT (Tríplice) Difteria,Tétano,Coqueluche-

2 meses Sabin Poliomielite (Vírus)


Anti Haemophilus Meningite por Haemophilus
DPT Difteria, Tétano, Coqueluche

4 meses Sabin Poliomielite (Vírus)


Anti-Haemophilus Meningite
DPT Difteria, Tétano, Coqueluche
Sabin Poliomielite (Vírus)
6 meses

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Anti Hepatite B Hepatite B (Virus)


Anti Haemophilus Meningite por Haemophilus
7-9 meses Sarampo Sarampo (Vírus)
DPT Difteria, Tétano, Coqueluche
Sabin Poliomielite (Vírus)
15 meses Sarampo Sarampo (Vírus)
MMR Caxumba e Rubéola (Vírus)
DPT Difteria, Tétano, Coqueluche

18 meses Sabin Poliomielite (Vírus)


Anti Haemophilus Meningite por Haemophilus
Anti Hepatite A Hepatite A (Vírus)
2 anos
Meningite Meningocócica Meningite
DPT Difteria, Tétano, Coqueluche
4 a 6 anos
Sabin Poliomielite (Vírus)
10 anos** DT ("Repetida" de 5 Em 5 Anos)** Difteria, Tétano

● * Pode ser aplicada desde o nascimento!


● ** Reforço a cada 5 ou a cada 10 anos, por toda a vida!
A maioria das doenças bacterianas é causada por substâncias tóxicas fabricadas por bactérias. Muitas
dessas substâncias são componentes da parede da célula bacteriana e sua presença no organismo provoca
febre e mal - estar.
Nas últimas décadas, o desenvolvimento da medicina principalmente com a descoberta dos antibióticos,
permitiu controlar e curar a maioria das doenças de origem bacteriana.

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Viroses
Virus
● O vírus da AIDS (= HIV = Human Immunodeficiency Vírus) é um retrovírus, ou seja, seu ácido
nucléico é o RNA, que pela presença da enzima transcriptase reversa, é capaz de produzir DNA,
isto é, uma "transcrição ao contrário", quando estiver parasitando células específicas. Tem forma
esférica, constituída por cápsula de glicoproteínas e lipídios. Foi identificado em 1983 – Instituto
Pasteur – Paris – pelo grupo do Prof. Luc Montaigner, que depois o levou para os Estados Unidos.
O DNA viral integrado ao cromossomo celular é chamado provírus.
Na AIDS ou SIDA (Acquired Immunodeficiency Syndrome ou Síndrome de Imunodeficiência
Adquirida), o vírus ataca o sistema imunológico do organismo, possibilitando a ação de outros vírus e
bactérias oportunistas que acabarão provocando a morte da pessoa.
Quando em contato com os linfócitos T (em especial o T4 = linfócito T auxiliar), ele "injeta" o seu ácido
nucléico, que passa a produzir o material do vírus. Isto pode não ocorrer de imediato e o vírus fica dentro
da célula por tempo indeterminado, não desenvolvendo os sintomas da doença - indivíduo portador.

Etapa da reprodução de um retrovírus em uma célula. (1) Fixação do vírion a receptores da membrana
da célula. (2) Penetração do capsídio. (3) Liberação do RNA viral. (4) Síntese de DNA a partir do RNA
viral. (5) Penetração do DNA viral no núcleo celular. (6) Integração do DNA viral ao cromossomo da
célula. (7) Síntese de RNA viral. (8) Síntese das proteínas virais. (9) Empacotamento do RNA viral com

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proteínas formando o capsídio. (10) Incorporação de proteínas virais na membrana celular. (11)
Eliminação do vírion pela célula.

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Além dos linfócitos T auxiliares ou células CD4, que contêm a proteína CD4 na membrana plasmática,
outras células também apresentam essa proteína receptora, sendo, portanto, passíveis de serem infectadas:
40% dos monócitos do sangue, 5% dos linfócitos B (produtores de anticorpos), alguns tipos celulares dos
nódulos linfáticos, no timo, pele, encéfalo, medula óssea vermelha e intestinos.
Os macrófagos atuam como reservatórios do HIV, não sendo destruídos por ele; migram pela corrente
sangüínea para diferentes órgãos do corpo, como o cérebro e os pulmões, causando-lhes prejuízos.
Os linfócitos T auxiliares são células de “memória imunológica”, que estimulam os linfócitos B a
produzirem anticorpos específicos, entre os quais o interferon; estimulam também os linfócitos T
citotóxicos (CD8) que fazem o combate “corpo a corpo”, liberando substâncias (perfurinas) para
destruição de células estranhas ou doentes (aumentam a permeabilidade da membrana e a célula acaba
"estourando").
Sendo assim, por atacar os linfócitos T, o HIV acaba com o sistema de defesa do organismo, permitindo
a ação de outros parasitas como o protozoário Pneumocystis carinii que causa pneumonia (principal
causa da morte por AIDS). Nas pessoas não contaminadas pelo HIV, este protozoário é inofensivo.
Há também o desenvolvimento de uma forma de câncer (Sarcoma de Kaposi) que ataca os tecidos dos
vasos sangüíneos, tecidos da pele, de órgãos internos e sistema nervoso (demência progressiva). Pessoas
com AIDS podem desenvolver meningite causada por Cryptococcus ou infecções cerebrais causadas por
Toxoplasma e fungos. Podem apresentam infecções bacterianas, virais e fúngicas raras, entre elas o
citomegalovírus.
SABER MAIS?
Como diagnosticar a doença?
No caso de indivíduos portadores (não mostrando os sintomas da doença), aplica-se o teste
ELISA (Enzime Linked Immunossorbent Assay) ou Ensaio de Imunoadsorção Ligado à
Enzima, que precisa ser repetido duas vezes com o mesmo sangue, visto apresentar
possibilidade de 30% de erro.
O resultado positivo ao teste Elisa, deve ser conferido com outro teste como o Imunodot ou
o Western-Blot (o mais preciso). Estes testes, porém, não servem para identificar o HIV-2 -
variedade bastante rara do vírus da Aids.
Importância do teste: evitar que os portadores do vírus doem sangue ou transmitam o vírus
para outras pessoas.
O diagnóstico para as pessoas que já apresentam os sintomas da doença poderá ser feito

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pelo médico que leva em consideração várias evidências, como: mal-estar geral, suores
noturnos, febre, aumento dos gânglios linfáticos, manchas avermelhadas na pele, diarréia,
etc... e, finalmente, o teste para constatar a presença do vírus no sangue.
De modo geral, 30% das pessoas que entram em contato com o vírus apresentam o quadro de
infecção aguda, após a 3a semana do contágio.
● Tratamento: ainda não existe, de forma definitiva.
AZT (zidovudina - 1987) e outras drogas (na forma de "coquetéis") podem reduzir os
sintomas por vários mecanismos de ação - por exemplo, inibindo a enzima transcriptase
reversa - dificultando a replicação do vírus.
Algumas das outras drogas (fazem parte do coquetel): ddI (didioxiinosine); ddC
(didioxicitidine); d4T (estavudina); 3TC (lamivudina) ...
VACINA: a dificuldade para produção de uma vacina é que o HIV tem grande capacidade de
sofrer mudanças (altamente mutagênico) e apresentar novas variedades.
● Transmissão: o HIV pode ser encontrado no sangue, no sêmen, saliva, lágrimas, leite materno,
líquido cefalorraquidiano, etc ... , de uma pessoa doente. Até agora parece que a transmissão se dá,
principalmente, através do sangue, do sêmen, e possivelmente por secreções vaginais.
O principal modo de transmissão se dá pelo ato sexual. Pode também ocorrer pela transfusão de sangue,
seringas ou material cirúrgico contaminados, placenta de mães infectadas pelo HIV, leite materno de
mães contaminadas pelo HIV, etc.
Grupos de risco:
a) homossexuais e bissexuais masculinos.
b) consumidores de drogas injetáveis.
c) hemofílicos que necessitam de transfusões e outros.
d) heterossexuais que mantém relações com grupos de risco sem proteção, etc.
● Medidas preventivas: - evitar a promiscuidade; nas relações sexuais, utilizar camisa-de-vênus
(camisinha); não utilizar objetos que possam transportar sangue, como seringas e agulhas não
esterilizadas. Tomar as precauções possíveis no caso de ter que fazer transfusões sangüíneas.
● Muitas são as doenças causadas pelos vírus - as viroses - altamente contagiosas, sendo que as
“únicas defesas” são a fagocitose e produção de anticorpos, através de variados tipos de leucócitos.
Poucas drogas se mostram eficazes em destruir os vírus sem causar sérios efeitos colaterais.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Viroses

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A melhor maneira de combater as doenças virais é através de vacinas.


Algumas doenças causadas por vírus:
doença modo de transmissão modo de infecção controle (profilaxia)
o vírus penetra pelas
mucosas das vias vacinação com linhagem
gotículas de saliva, contato respiratórias, dissemina-se de vírus atenuada (uma
varíola direto, objetos contaminados pela corrente circulatória e linhagem que ataca o gado
(copos, garfos etc). instala-se na pele e bovino, isto é, vacina de
mucosas, causando as vírus vivos).
ulcerações da doença.
o vírus é introduzido
através da picada do juntamente com a saliva vacinação com linhagem
mosquito Aedes aegypti, do mosquito; dissemina-se de vírus atenuada (vírus
febre amarela que se contamina ao picar pelo corpo através do vivos). Eliminação do
um homem ou outro sangue e instala-se no mosquito Aedes, vetor da
mamífero contaminado. fígado, baço, rins, medula doença.
óssea e gânglios linfáticos.
o vírus penetra pela
mucosa das vias
respiratórias, cai na vacinação com vírus vivo
sarampo gotículas de saliva.
corrente sangüínea e se de linhagem atenuada.
dissemina por diversas
partes do corpo.
acredita-se que o vírus
penetre pela boca e se
multiplique primeiro na
garganta e nos intestinos. vacinação com vírus
Daí dissemina-se pelo virulento inativado (vacina
poliomielite "incerto ". corpo, através do sangue. Salk = injeção) ou com
Se atingir células nervosas vírus vivo atenuado
ele as destrói, o que causa (vacina Sabin = gotas).
paralisia e atrofia da
musculatura esquelética,
geralmente das pernas.
o vírus ataca
normalmente as glândulas
gotículas de saliva, contato salivares parótidas,
caxumba direto, objetos contaminados podendo, entretanto, vacinação.
(copos, garfos etc). localizar-se nos testículos,
ovários, pâncreas e
cérebro.
o vírus penetra pelo
vacinação dos cães,
ferimento da mordedura
eliminação dos cães de rua,
juntamente com a saliva
pela mordedura de animal vacinação de pessoas
do cão. Atinge o sistema
raiva infectado, geralmente o cão mordidas por cães
nervoso central, onde se
ou morcego. desconhecidos ou com
multiplica, causando
suspeita de portar a
danos irreparáveis ao
doença.
sistema nervoso.
o vírus é introduzido na
corrente sangüínea pela combate aos artrópodos
picada de mosquitos e de picada do artrópodo
encefalites virais vetores. Não existem
carrapatos. portador. Atinge as células
vacinas.
do cérebro,onde se
reproduz.

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inicia-se com fracas dores


de cabeça, febre baixa,
aumento das glândulas do
pescoço, ocorrendo, em
seguida, o exantema com
rubéola contato direto e pela saliva. manchas vermelhas por vacinação.
todo o corpo. Em geral é
doença benigna da
infância. Pode ser muito
grave em gestantes nos
primeiros meses.
o vírus ataca os tecidos
das porções superiores do
gripe gotículas de saliva. aparelho respiratório; nenhuma.
raramente atinge os
pulmões.
medidas de saneamento;
contaminação de água e
objetos por fezes de fiscalização dos
o vírus se multiplica no manipuladores de
indivíduos contaminados.
fígado, causando alimentos. A injeção de
hepatite infecciosa "Supõe-se" que moscas
destruição de células gamaglobulina, extraída de
transportem o vírus de fezes
hepáticas. soro sangüíneo humano,
contaminadas para
pode conferir proteção
alimentos, água e objetos.
temporária.
o tipo I, mais freqüente,
desenvolve lesões na pele
e na boca; o tipo II ou
evitar contato direto com
herpes genital é DST. Nos
herpéticos em fase de
dois surgem pequenas
manifestação da doença.
contato direto com bolhas, que se ulceram,
Produtos capazes de
herpes herpéticos na fase de havendo a seguir a
abortar a manifestação
manifestação da doença. cicatrização da pele, sem
herpética, quando ingeridos
dar sinal da manifestação
aos primeiros sinais de uma
do vírus. Estes podem
possível infecção.
ficar latentes por muito
tempo, até voltarem a se
manifestar.
forma benigna e forma
hemorrágica, a qual pode
levar à morte. Dores de
cabeça e nas juntas, Não há, pois seria
picada do Aedes aegypti, fraqueza, falta de apetite,
dengue necessário evitar a picada
durante o dia. febre e pele manchada.
dos mosquitos.
Nunca se deve tomar
medicamentos que
contenham ácido
acetilsalicílico.

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

contaminação através de
fiscalização rigorosa dos
transfusão de sangue de o vírus ataca os linfócitos bancos de sangue, para
pessoas infectadas pelo HIV, T (T4), que são as células evitar distribuição de
do uso de instrumentos
encarregadas da defesa sangue contaminado.
cirúrgicos ou seringas
síndrome da imuno- imunitária do organismo, Esterilização rigorosa dos
contaminados e também
deficiência adquirida tornando-o incapaz de instrumentos cirúrgicos e
(AIDS) através do ato sexual, uso de agulhas e seringas
quando o vírus penetra por resistir às infecções
oportunistas. O indivíduo descartáveis. Prevenção
microfissuras das mucosas de possível contágio no
dos órgãos genitais. Ainda afetado geralmente morre
de infecção generalizada. ato sexual pelo uso de
não se sabe se há outras
preservativos (camisinhas).
formas de contágio

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Verminoses

Verminoses
Platelmintos - vermes achatados
Platielmintes + Asquielmintes + Anelídeos = VERMES, pois são invertebrados de corpo longo e sem
membros locomotores.
Nas espécies de vida livre o desenvolvimento é direto, sem larvas. Entre os parasitas o
desenvolvimento é indireto, havendo geralmente dois hospedeiros (parasitas heteroxenos ou digenéticos)
; um que abriga as formas adultas (H.D. = hospedeiro definitivo) e o outro as formas larvais (H.I.=
hospedeiro intermediário).

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

Classe Tremátodos:
● ecto ou endoparasitas, epitélio com cutícula protetora, tubo digestivo incompleto. Podem ser
hermafroditas ou dióicos (sexos separados e dimorfismo sexual Schistosoma). O
desenvolvimento indireto apresenta vários tipos de larvas.
Exemplo
Schistosoma mansoni tamanho 1,5 cm; a fêmea fica alojada no canal ginecóforo do macho. Fasciola
hepatica doença fasciolose (fígado de carneiros, bois).
Ciclo do Schistosoma mansoni
No homem (H.D.) os vermes adultos se instalam no sistema de veias porta-hepáticas. Após a reprodução
sexuada, os ovos desses vermes são eliminados para o intestino e sairão com as fezes humanas.

No meio ambiente (H2O doce) o ovo origina a larva ciliada miracídio, que nadando ativamente deve
encontrar o caramujo da família planorbídeo e gênero Biomphalaria (H.I.). No interior do caramujo o
miracídio evolui formando um esporocisto, dentro do qual irão formar-se as larvas cercárias. Essas
larvas de cauda bifurcada abandonam o caramujo e nadando na água deverão penetrar ativamente pela pele
humana “ lagoa de coceira!”
Sintomas: cansaço, graves problemas gastrointestinais, grande inflamação do fígado e baço
(hepatoesplenomegalia) e daí “barriga d’água” (ascite).

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Observação
O estágio de rédia no quadro só ocorre na Fasciola.
Profilaxia
a) saneamento básico (rede de canalização e tratamento de água e esgotos);
b) combate aos caramujos (inclusive o controle biológico peixes que se alimentam do
caramujo, por exemplo).
c) evitar o contato com águas possivelmente infestadas.
Observação
A Fasciola hepatica, causadora da fasciolose em bois e carneiros, tem um ciclo semelhante ao da Taenia,
porém:
a) o caramujo (H.I.) é do gênero Lymnaea.
b) no interior do esporocisto, primeiramente desenvolve-se o estágio larval rédia, o qual irá
evoluir para cercária, e então,abandonar o caramujo.

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Verminoses

Classe Cestóides
● Endoparasitas. Cabeça (escólex) com ganchos e ventosas + segmentos (proglotes). Epitélio com
cutícula protetora e assimiladora. Tubo digestivo ausente.
Exemplo
Solitárias (tênias).

Reprodução
● hermafroditas. Cada proglote tem aparelho reprodutor masculino e feminino. Desenvolvem larvas
infectantes (= oncosfera = hexacanto).
Teníase
● Taenia solium (porco) e Taenia saginata (boi). São parasitas heteroxenos.

Ciclo da solitária
● No homem (H.D.): um verme adulto, no tubo digestivo, produz proglotes maduras e grávidas com
ovos, que são eliminadas com as fezes. No porco (H.I.) ou no boi, os ovos ingeridos com alimento
ou água contaminados, desenvolvem a larva oncosfera ou hexacanto, que atravessa o intestino e

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se fixa nos músculos formando o cisticerco. O homem ao ingerir a carne crua ou mal cozida vai
desenvolver a teníase, que provoca vômitos, diarréias e dores abdominais.

Cisticercose
● quando o homem ingere água ou alimentos contaminados pelos ovos da Taenia solium e que
poderão formar cisticercos no cérebro ou outro órgão vital.
Profilaxia
a) saneamento básico;
b) não ingerir carne de porco ou boi crua ou mal cozida.
EQUINOCOCOSE (hidatidose)
● O Echinococcus granulosus tem no cão (raposa, lobo), seu H.D. (hospedeiro definitivo). Com as
fezes desses animais doentes, serão eliminadas as proglotes grávidas, que contaminarão a água ou
alimentos do carneiro e circunstancialmente do homem (H.I. = hospedeiro intermediário). Nos
pulmões, fígado e pâncreas irão desenvolver-se cistos hidáticos com volume superior a uma laranja,
podendo acarretar na morte.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Verminoses

ASQUELMINTOS -vermes cilíndricos


Nematóides parasitas da espécie humana
● Wuchereria bancrofti - Na filariose, que é popularmente chamada de elefantíase, as pernas do
doente assumem dimensões desproporcionais. O contágio é indireto, ocorrendo através da picada do
mosquito Culex fatigans, que ingere com o sangue do hospedeiro as microfilárias (estágio larval).
Ao picar um indivíduo sadio, o mosquito inocula as larvas que se dirigem aos vasos linfáticos,
completando seu desenvolvimento. A profilaxia se faz destruindo o inseto transmissor. Ataca o
sistema (gânglios) linfático provocando edemas e hipertrofias nas pernas, bolsa escrotal e seio.
● Enterobius vermicularis ou Oxyurus vermicularis: causam enterobiose (oxiurose); só ocorre no
homem. Adquire-se por ingestão de ovos que contaminam água ou alimento. Em crianças, ao
coçarem-se, passam os ovos para unhas e mãos, facilitando a transmissão.
Sintomas: forte irritação e prurido anal; distúrbios intestinais.
● Ancylostoma brasiliensis: produz a dermatite serpiginosa ou bicho-geográfico. As “larvas
migrans” penetram, acidentalmente, pela pele. É um verme parasita de cães.
● ASCARIDÍASE

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Ciclo do Ascaris lumbricoides (lombriga): uma só fêmea pode eliminar, junto com as
fezes da pessoa parasitada, cerca de 200 mil ovos por dia. No intestino podem ser
encontrados muitos desses vermes. É um parasita monoxeno (= só usa um tipo de
hospedeiro). Os ovos podem ficar no ambiente durante longo tempo e poderão ser
ingeridos com água ou alimento. Passa pelo estágio larval rabditóide e em seguida o
estágio filarióide vai do intestino para o sangue, fígado, coração, pulmões (onde o
verme torna-se adulto), traquéia e é novamente deglutido, instalando-se no intestino.
Além dos sintomas abdominais, como cólicas e obstrução intestinal, provoca também,
problemas pulmonares, crises semelhantes a asma ou broquite.

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Matérias > Biologia > Parasitologia - Programas de Saúde > Verminoses

● Ancylostoma duodenale e Necator americanus - provocam a ancilostomose ou amarelão. Os


adultos parasitam o intestino. As larvas filarióides penetram pela pele, principalmente do pé.

Sintomas: dermatites; ulcerações intestinais com hemorragias, diarréia, geofagia,


anemia (anóxia), enfraquecimento, depressão mental.

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● Strongyloides stercoralis: o verme adulto parasita o intestino e causa estrongiloidose. Os sintomas


e forma de transmissão são semelhantes ao amarelão.
Profilaxia:
a) saneamento básico.
b) combate aos transmissores.
c) higiene pessoal.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Tipos de óvulos (ovos): classificação e ocorrência

Tipos de óvulos (ovos): classificação e ocorrência.


A embriologia é a parte da Biologia que estuda o desenvolvimento dos embriões animais. Há grandes
variações, visto que os animais invertebrados e vertebrados apresentam muitos diferentes aspectos e níveis
evolutivos.
Em Biologia o desenvolvimento envolve diversos aspectos:
a) multiplicação de células, através de mitoses sucessivas.
b) crescimento, devido ao aumento do número de células e das modificações volumétricas em
cada uma delas.
c) diferenciação ou especialização celular, com modificações no tamanho e forma das
células que compõem os tecidos. Essas alterações é que tornam as células capazes de cumprir
sua funções biológicas.
Através da fecundação ocorre o encontro do gameta masculino (espermatozóide) com o feminino (óvulo),
o que resulta na formação do zigoto ou célula-ovo (2n).
Após essa fecundação o desenvolvimento embrionário apresenta as etapas de segmentação que vão do
zigoto até o estágio de blástula. Muitas vezes há um estágio intermediário, a mórula.
A gastrulação é o período de desenvolvimento de blástula até a formação da gástrula, onde começa o
processo de diferenciação celular, ou seja, as células vão adquirindo posições e funções biológicas
específicas.
No período de organogênese, há formação dos órgãos do animal, estágio em que as células que
compõem os respectivos tecidos se apresentarão especializadas.
Os óvulos são gametas femininos que serão classificados em função das diferentes quantidades de vitelo
(reservas nutritivas) e das suas variadas formas de distribuição no interior do citoplasma. Essas duas
características determinam aspectos diferentes no desenvolvimento embrionário.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Tipos de óvulos (ovos): classificação e ocorrência

Tipos de óvulos e ocorrência

HETEROLÉCITOS TELOLÉCITOS
OLIGOLÉCITOS (mediolécitos) (megalécitos) CENTROLÉCITOS
(alécitos)
(telolécitos incompletos) (telolécitos completos)
Moluscos
Poríferos Platielmintes Artrópodos
cefalópodos
Celenterados Asquielmintes PEIXES
Equinodermos Anelídeos RÉPTEIS
Moluscos
Protocordados gastrópodos AVES
lamelibrânquios
MAMÍFEROS ANFÍBIOS

Os óvulos oligolécitos, isolécitos ou alécitos apresentam pequena quantidade de vitelo, distribuído de


maneira mais ou menos uniforme no citoplasma. Nos mamíferos podem ser chamados de metalécitos.
Óvulos telolécitos com diferenciação polar incompleta, heterolécitos ou mediolécitos apresentam
quantidade média de vitelo com distribuição desigual nos dois pólos citoplasmáticos. No pólo animal,
onde se localiza o núcleo, a quantidade de vitelo é menor que no pólo vegetativo.
Nos óvulos telolécitos com diferenciação polar completa ou megalécitos, há grande quantidade de vitelo.
No pólo animal encontra-se o núcleo e o citoplasma e no pólo vegetativo concentra-se o vitelo.
Os óvulos centrolécitos concentram uma parte do seu vitelo no centro do citoplasma, ao redor do núcleo
e a outra parte na periferia citoplasmática.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Segmentação (clivagem): tipos

Segmentação (clivagem): tipos.


A partir do zigoto, as mitoses vão formando blastômeros, que são células indiferenciadas. Esse período
vai até a formação da blástula. Nos óvulos oligolécitos e heterolécitos ocorre também a passagem por um
estágio intermediário que é a mórula.
No estágio de blástula o embrião apresenta-se uma camada de células (blastoderme) que envolve uma
cavidade central (blastocela).

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A segmentação depende da quantidade de vitelo e sua respectiva distribuição:


a) Segmentação total ou holoblástica.
O zigoto faz divisão total, por apresentar pequena quantidade de vitelo. Essa segmentação
pode ser:
● total e igual = aquela em que os blastômeros resultantes têm igual tamanho. Ocorre
em ovos oligolécitos, como o dos equinodermos (ouriço-do-mar).

● total e desigual = caracterizada por apresentar blastômeros de tamanhos diferentes.


Formam-se blastômeros de pequeno tamanho ou micrômeros e blastômeros de maior
tamanho, os macrômeros. Essa forma de segmentação ocorre em ovos heterolécitos.

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b)Segmentação parcial ou meroblástica.


O zigoto realiza divisão parcial. Ocorre nos ovos com muito vitelo. Nesse caso o pólo
vegetativo, onde se localiza o vitelo, não entra em divisão. Essa segmentação pode ser de dois
tipos:
● parcial discoidal = ocorre em ovos megalécitos, como em répteis e aves. A
segmentação atinge apenas a região do pólo animal.
Os blastômeros resultantes dessa segmentação formam um disco denominado
blastodisco, a partir do qual posteriormente se formará o embrião.

● Parcial superficial = ocorre nos ovos centrolécitos, como os dos insetos. O núcleo
vai se dividindo sucessivamente e os núcleos resultantes migram para a periferia do
ovo. Nesse local são formadas as membranas celulares, apresentando-se uma camada
de células, a blastoderme, que envolve a cavidade central.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionário do Anfioxo

Desenvolvimento embrionário do anfioxo.


● Segmentação.

O óvulo do anfioxo é do tipo oligolécito e apresenta segmentação total, quase


igual.
A 1a clivagem do ovo é vertical, ocorrendo desde o pólo animal até o pólo
vegetativo. Formam-se os dois primeiros blastômeros que serão responsáveis
pela futura simetria bilateral do animal.
A 2a clivagem é também vertical porém a 90o da primeira, formando-se quatro
células. A 3a clivagem é horizontal, subequatorial e perpendicular aos dois
planos anteriores de divisão, originando-se oito células.
A divisão subequatorial faz com que os blastômeros resultantes tenham
tamanhos diferentes: os micrômeros são os menores e macrômeros são os
maiores.
A 4a clivagem é vertical e a 5a horizontal, atingindo-se um estágio de 32 células
denominado mórula. Até a formação da mórula não há aumento de tamanho do
embrião.
Durante as próximas divisões celulares começa a formar-se uma cavidade cheia
de líquido. O final da segmentação é a formação da blástula, estágio
embrionário caracterizado por uma camada de célula, a blastoderme,

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envolvendo uma cavidade denominada blastocele. A observação da


blastoderme permite o reconhecimento de micrômeros na região do pólo
animal e macrômeros no pólo vegetativo.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionário do Anfioxo

● Gastrulação.
As modificações sofridas pela blástula leva ao estágio de gástrula. O pólo
vegetativo se invagina, os macrômeros invadem a blastocele migrando em
direção aos micrômeros.
A invaginação do pólo vegetativo acaba por obliterar a blastocele surgindo uma
nova cavidade delimitada pelos macrômeros. Essa cavidade é o arquêntero,
intestino primitivo do embrião, que se comunica com o meio externo através de
uma abertura ou boca primitiva, o blastóporo.
A gástrula apresenta dupla camada de células circundando o arquêntero. A
camada externa, constituída por micrômeros é a ectoderme. A camada interna
é constituída por macrômeros e denomina-se endoderme. Na endoderme há uma

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região no teto do arquêntero, a mesentoderme.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionário do Anfioxo

● Organogênese no anfioxo.
A partir da gástrula inicial, ocorre um achatamento dorsal do embrião do
anfioxo – a placa neural – que será coberta pela ectoderme. Esta placa sofrerá
um dobramento e terminará formando o tubo neural (tubo nervoso).

Enquanto é formado o tubo neural, a mesentoderme vai se diferenciando para

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formar a mesoderme (bolsas evaginadas em ambos os lados) e a notocorda


(bastão central e dorsal). Essa mesoderme forma pacotes celulares dorsais e
longitudinais, os somitos, de grande importância na organogênese.
Os somitos crescem até se encontrarem na região ventral do embrião. A
cavidade interna dos somitos é chamada celoma e está completamente
envolvida pela mesoderme. Este estágio de desenvolvimento, chamado nêurula,
já mostra o plano fundamental de como será o organismo adulto. Daí para frente
serão diferenciados todos os tecidos e órgãos do anfioxo adulto
(organogênese).

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Desenvolvimento Embrionário do Anfioxo

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Embora nos vertebrados o tipo de segmentação varie conforme a quantidade de


vitelo do ovo e a gastrulação possa dar-se de maneira diferente da do anfioxo, o
plano fundamental é muito semelhante.
Durante a diferenciação posterior (organogênese) a notocorda é substituída pela
coluna vertebral e os tecidos e órgãos apresentarão vários avanços evolutivos,
aumentando a complexidade e competência de execução das atividades
biológicas respectivas.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionários: tipos e funções

Folhetos embrionários: tipos e funções.


As células dos três folhetos embrionários – ectoderme, mesoderme e endoderme – sofrerão um processo
de diferenciação, de acordo com as funções que cumprirão no organismo adulto.
Nos vertebrados, os tecidos, órgãos e sistemas originam-se conforme a tabela abaixo:

Folheto Estrutura do embrião Estrutura no adulto


● cristalino dos olhos
● epiderme
● anexos da epiderme: pêlos, glândulas, etc
● camada celular externa
Ectoderme ● revestimento interno da boca e do ânus
● tubo neural (nervoso)
● esmalte dos dentes
● receptores sensitivos
● encéfalo, gânglios e medula espinhal

● somitos: ● vértebras
● derme
epímero (dorsal) ● tecido muscular
Mesoderme
● tecido ósseo
mesômero (médio)
● sistema circulatório
hipômero (ventral) ● aparelho urogenital
revestimento interno do aparelho digestório
revestimento do
Endoderme revestimento interno do aparelho respiratório
arquêntero
revestimento interno da bexiga, fígado e pâncreas

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionários: tipos e funções

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● Reino METAZOA Animais - Filos:

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionários: tipos e funções

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Características para classificação dos animais pluricelulares:


1. SIMETRIA radial (fixos ou sésseis) ou bilateral (locomoção: nadar, caminhar).

2. SEGMENTAÇÃO (metameria) homônoma (segmentos "iguais") ou heterônoma


(segmentos diferentes). Favorecem a flexibilidade do corpo.

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

Obs:-cabeça e tórax (inseto) apresentam fusão de vários segmentos (tagmas)

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionários: tipos e funções

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3. NÚMERO DE FOLHETOS EMBRIONÁRIOS:


● Diblásticos – ectoderme + endoderme.

● Triblásticos – ectoderme + mesoderme + endoderme.

4. Presença ou não de cavidade corporal (= CELOMA):


● Acelomados – mesoderme compacta; não há cavidade corporal.

● Pseudocelomados – cavidade corporal parcialmente revestida pela mesoderme.

● Celomados – cavidade corporal completamente revestida pela mesoderme.

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CELOMA (aspectos evolutivos) Formação:


a) ESQUIZOCÉLICA anelídeos, artrópodos, moluscos.
Nos esquizocelomados (do grego schizos, dividido, fendido), o celoma se forma a partir de fendas
internas surgidas nas massas mesodérmicas do embrião.
b) ENTEROCÉLICA equinodermos e CORDADOS.
Nos enterocelomados (do grego enteron, intestino), o celoma se forma a partir de bolsas que brotam do
teto do intestino primitivo.

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Folhetos Embrionários: tipos e funções

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5. DESTINO (evolução) DO BLASTÓPORO:


● Protostômios – blastóporo origina a boca (ânus poderá abrir-se posteriormente).

● Deuterostômios – blastóporo origina o ânus (boca abre-se posteriormente).

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Anexos Embrionários

Anexos embrionários.
Além de darem origem aos diferentes tecidos, órgãos e sistemas do organismo adulto, os três folhetos
embrionários participam da formação dos anexos embrionários dos vertebrados: saco vitelino,
alantóide, âmnion e córion:
ANEXOS EMBRIONÁRIOS - desenvolvimento!
● SOMATOPLEURA (ecto + meso):

❍ CÓRIO(n) – respiração (trocas gasosas).

❍ ÂMNIO(n) – proteção (traumatismos, desidratação).

● ESPLANCNOPLEURA (endo + meso):

❍ SACO VITELINO – armazém de alimentos.

❍ ALANTÓIDE – armazém de excretas; respiração.

● ANIMAIS :

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

❍ AMNIOTAS (Alantoidianos) = Répteis + Aves + Mamíferos.


Apresentam “todos” os anexos !
❍ ANAMNIOTAS (Analantoidianos) = Peixes + Anfíbios.
“Somente” o saco vitelino !

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

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Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Anexos Embrionários

O saco vitelino envolve o vitelo e garante a nutrição do embrião. O alantóide se forma a partir do tubo
digestivo e tem a forma de uma vesícula; nos répteis e nas aves ele tem por função recolher excretas do
embrião e permitir as trocas respiratórias através da casca. O âmnio, contendo água, envolve todo o
embrião e oferece proteção contra traumatismo e ressecamento. O córion é a película mais externa e se
justapõe à casca que envolve o ovo dos répteis e aves, exercendo função respiratória.
Nos embriões de mamíferos apresenta-se uma formação especial, a placenta, através da qual o embrião
realiza, com a corrente circulatória da mãe, as trocas alimentares e gasosas, além da eliminação dos
excretas. A placenta resulta de composição mista: endométrio uterino da mãe + cório e alantóide
modificado (cordão umbilical = alanto-córion) do embrião.
A placenta apresenta projeções do córion (vilosidades coriônicas) que penetram na espessa camada do
endométrio, o qual é ricamente vascularizado durante a gravidez. Os vasos sangüíneos do embrião se
ramificam pelas vilosidades coriônicas e ficam muito próximos do sistema sangüíneo da mãe.

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

Matérias > Biologia > Embriologia Animal > Embriologia experimental

Embriologia experimental
Enquanto cresce o embrião deve manter o padrão genético nas novas células que vão se
formando. Esse papel é executado pelo DNA, mas como fazer para que a partir do zigoto,
todos os bilhões de células sigam “o caminho e as instruções necessárias, com velocidade e
precisão desejáveis?”
No embrião, os “comandos” seguem uma “seqüência previamente programada”. Os genes
não funcionam todos aos mesmo tempo ! Enquanto um conjunto deles está ativo na
codificação do processo de desenvolvimento, outros tantos genes permanecem “dormentes”,
até “o momento de serem ligados” ! Por exemplo, o olho do embrião só se forma depois de
aparecer o tubo nervoso; este só aparece depois da formação das três camadas germinativas
(ectoderme, mesoderme, endoderme) que, por sua vez, só se diferenciam depois da formação
de um tubo digestivo primitivo !
Ao fim do desenvolvimento embrionário humano, todas as células do embrião contêm os
mesmos 46 cromossomos que estavam no zigoto inicial, com as mesmas informações acerca
do todo o organismo. Se a informação genética é idêntica em todas as células que foram
formadas por mitose, por que estas são tão diferentes?
No início da década de 1930, diversos experimentos foram realizados para verificação da
importância do núcleo no papel da diferenciação celular.
Os resultados indicam categoricamente que os genes controlam a atividade do citoplasma,
definindo os "rumos da diferenciação celular. Porém, como todas as celulas vão se formando
através das mitoses, devemos admitir que núcleos com carga genética igual podem
funcionar de formas diferentes, se estimulandos convenientemente.
Assim, apesar de todos os genes estarem presentes em todos os núcleos das células do
embrião, nem todos os genes funcionam ao mesmo tempo.
Algum “fator exterior ao núcleo” deve ser capaz de “ligar” ou “desligar” determinados
genes, em cada tipo de célula !

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Matérias > Biologia > Citologia > Citoplasma > Composição Química e Bioquímica - Metabolismo

Experimentos com embriões demonstraram que certos grupos de células, numa determinada
fase, influenciam o desenvolvimento e a diferenciação de outros grupos. Esse fenômeno é
chamado indução embrionária. É muito provável que as células da região indutora
produzam substâncias que se difundem até a região induzida, estimulando-a a se
diferenciar de um certo modo (seguindo um certo destino !). Assim, de forma coerente,
substâncias feitas por certas células poderiam estimular o funcionamento do núcleo de
outras células vizinhas (“despertando genes que estavam dormentes” !), que passariam a se
diferenciar e, por sua vez, poderiam induzir o desenvolvimento de um terceiro grupo celular.
Acompanhe um processo de indução embrionária bem conhecido:

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● logo nos primeiros estágios do desenvolvimento, já se diferenciam três camadas


celulares: a ectoderme, externa, a mesoderme e a endoderme, respectivamente,
intermediária e interna.
● Logo abaixo da ectoderme dorsal forma-se o tubo neural, que formará mais tarde o
sistema nervoso do animal (cérebro, medula, etc). O tubo neural induz a ectoderme
que o recobre a se transformar em partes do futuro olho. Os olhos se originam de
duas expansões do tubo neural. Cada uma das expansões cresce, tomando por fim a
forma de uma taça (cálice óptico), que originará mais tarde a parte profunda do globo
ocular.
● O cristalino se forma a partir da ectoderme que se invagina por indução do cálice
óptico.
● Uma vez formado, o cristalino induz a ectoderme a se transformar em córnea
transparente.
● Ocorre, então, no embrião, uma série de eventos em cadeia que levam à
diferenciação. O tubo neural, que havia sido induzido pela mesoderme, induz a
formação do cristalino; este, por sua vez, induz a formação da córnea.
● Experimentos acoplados a esses mostraram que a indução embrionária se realiza por
intermédio de substâncias químicas que passam da região indutora à induzida;
assim, quando, antes da formação do cristalino, se coloca um pedaço de celofane entre
o cálice óptico e a ectoderme, a estrutura não se forma.

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Tecido epitelial de revestimento


OS EPITÉLIOS
Os epitélios apresentam diferentes origens embrionárias. A epiderme, por exemplo, é originada do tecido
ectodérmico do embrião, enquanto o epitélio de revestimento interno do tubo digestivo tem origem
endodérmica.
São basicamente tecidos de revestimento e proteção do organismo.
A epiderme é tecido que protege o corpo contra atrito ou traumas, desidratação, substâncias tóxicas do
ambiente, penetração de bactérias, vírus e outros agentes nocivos. Permite o relacionamento do organismo
com o meio, captando estímulos ambientais e tornando possíveis as reações adaptativas.
Os epitélios que revestem internamente os órgãos fazem absorção de água e alimentos, troca
respiratórias e ainda a eliminação de excretas.
Há também os epitélios secretores ou glandulares, cuja função é a produção de substâncias especiais
como suor, gordura, lágrima, muco, leite e sucos digestivos. Para executar essas funções, os epitélios têm
características citológicas típicas, podendo ser definidos como tecidos de células justapostas, poliédricas e
com uma finíssima camada de substância cimentante. Eles não têm vascularização (com raras
exceções) e são, portanto, alimentados por difusão, a partir de capilares sanguíneos dos tecidos conjuntivos
das camadas adjacentes.

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Diversas formações aumentam a aderência entre as células epiteliais vizinhas, por exemplo, os
desmossomos e as interdigitações.

Célula epitelial.

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TECIDO EPITELIAL DE SECREÇÃO


O tecido epitelial, também denominado epitélio, é formado por células justapostas com pouca substância
entre elas (substância intercelular). É basicamente um tecido de revestimento e de secreção (glandular).
Como tecido de revestimento, recobre toda a superfície externa do corpo, como é o caso da epiderme.
Reveste todas as cavidades internas e órgãos que direta ou indiretamente estão em contato com o exterior
do corpo. Reveste também a maioria das cavidades internas e fechadas do corpo.
Os tipos de epitélios
Os epitélios são classificados com base em diferentes aspectos, como a forma de suas células, o número
de camadas celulares e as funções que desempenham.

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Quanto à função os epitélios podem ser:


● protetores;

● sensoriais;

● ciliados;

● secretores (glandulares);

● de absorção.

Os protetores são geralmente estratificados e queratinizados, como a epiderme dos mamíferos. A


queratina é uma proteína que confere resistência e impermeabilização à camada superficial da epiderme,
que é morta.
Os sensoriais têm células de sustentação e entre elas células sensoriais, como ocorre no epitélio olfativo.

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Os epitélios ciliados têm células com a superfície livre coberta por um grande número de cílios (cerca de
200 a 250 por célula). O batimento coordenado dos cílios garante o deslocamento de substâncias sobre as
células.
Dentre os epitélios de absorção convém salientarmos o da mucosa intestinal, cujas células têm um grande
número de microvilosidades.

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Os epitélios secretores constituem as glândulas.

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As glândulas exócrinas pluricelulares são classificadas, pela forma, em três tipos básicos:
1- Tubulosas

2- Glândulas acinosas

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3- Túbulo-acinosas
Apresentam longos canais ramificados e na extremidade de cada um há um ácino, que é a única região
secretora. São deste tipo as glândulas submaxilares e sublinguais (salivares), as lacrimais e a porção
exócrina do pâncreas. As glândulas podem ser ainda analisadas sob outros dois aspectos: a natureza
química e a origem da secreção.

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Quanto à natureza química da secreção, temos:


Glândulas serosas
Produzem secreção clara e aquosa, rica em proteínas, que podem ser enzimas.
Exemplo:
células secretoras do pâncreas e as parótidas (salivares).

Glândulas mucosas
Fabricam muco, uma secreção viscosa, de natureza glicoprotéica.

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Quanto à origem da secreção, há três tipos:


I- Merócrinas (écrinas)
Nestas glândulas, as células secretoras ao eliminarem seus produtos permanecem intactas, com todo o
protoplasma, podendo reiniciar o ciclo secretor. São as mais comuns, como as sudoríparas, salivares,
lacrimais, gástricas, etc.

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II- Apócrinas
Nestas, as células secretoras perdem uma parte do seu protoplasma, que se mistura à secreção elaborada.
A fim de reiniciar a secreção, tais células devem regenerar a parte apical perdida. São as glândulas
mamárias e as sudoríparas modificadas, existentes nas axilas e região perianal.

III- Holócrinas
Aqui, as células secretoras, enquanto acumulam a secreção gordurosa, vão se avolumando e
desintegrando. Constituem uma massa sebosa que é inteiramente afastada para o canal da glândula.

A secreção volta a ocorrer a partir de novas células que serão repostas. São as glândulas sebáceas da pele
dos mamíferos.

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A pele é o maior órgão de nosso corpo. Representa cerca de 15% do peso de uma pessoa adulta e está
constituída por duas camadas: a epiderme, mais externa, de origem ectodérmica; e a derme mais interna,
um tecido conjuntivo frouxo, de origem mesodérmica.

A epiderme protege o corpo do atrito e da dessecação. Suas células são repostas continuamente, através
de mitoses do estrato basal ou germinativo, que está em íntimo contato com a lâmina basal. Entre o tecido
epitelial e o tecido conjuntivo há uma lâmina denominada lâmina basal, produzida pelas células epiteliais,
formada por proteína colágeno associada a glicoproteínas e polissacarídeos.

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No tecido conjuntivo logo abaixo da lâmina basal pode ocorrer um acúmulo de fibras reticulares,
juntamente com a lâmina basal, a membrana basal.

A lâmina e a membrana basal servem como estrutura de suporte do epitélio, fixando-o firmemente ao
tecido conjuntivo subjacente. A lâmina basal é permeável ao oxigênio, ao gás carbônico e a alimentos,
permitindo, assim, que as células epiteliais troquem substâncias com os vasos sangüíneos do tecido
conjuntivo. Ela tem características imunizantes, sendo uma barreira à entrada de microrganismos.

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Tecido conjuntivo propriamente dito


De acordo com a função do tecido, da proporção entre células e substância intercelular, da natureza e
organização, desses elementos, pode-se classificar o tecido conjuntivo nos seguintes tipos:

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Algumas células do tecido conjuntivo:

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TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO


● Característica geral: substância intercelular viscosa e gelatinosa.

● Tipos:

Tecido conjuntivo propriamente dito de propriedades gerais


a) Tecido conjuntivo frouxo:
● não há predomínio entre os elementos constituintes, sejam células, fibras ou substância
fundamental.
● há frouxo entrelaçamento entre as fibras;

● é o tecido de maior distribuição no organismo, aparecendo na derme, entre os feixes musculares e


como amortecedor entre os órgãos viscerais.
● as fibras colágenas conferem resistência à derme, impedindo que ela se rasgue, quando esticada.
As fibras elásticas conferem a elasticidade que faz o retorno da pele à sua posição, após ter sido
esticada; com o envelhecimento, as fibras colágenas vão se “colando entre si”, causando a perda da
elasticidade. As fibras reticulares, devido às suas ramificações, fazem a conexão com os tecidos
vizinhos.
● tipos de células:

❍ os fibroblastos: fabricam as proteínas das fibras e a substância amorfa (um tipo de gelatina
que envolve as células e as fibras).
❍ os macrófagos: grandes e amebóides, movimentam-se entre as fibras, fagocitando agentes
infecciosos (bactérias) e os restos celulares. Identificam os invasores estranhos (antígenos) ao
organismo e “alertam” o sistema imunológico (linfócitos T auxiliares).

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❍ os plasmócitos: células fabricadoras de anticorpos.


❍ células mesenquimatosas: mantêm seu caráter embrionário, sendo capazes de regenerar
qualquer célula do tecido conjuntivo.

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b) Tecido conjuntivo denso:


● predomínio de fibras colágenas sobre os demais elementos constituintes, o que lhe dá grande
resistência.
● fibroblastos: são células muito freqüentes, para a produção de fibras.

● tipos:

T.C.D. não modelado (fibroso): fibras colágenas dispostas em feixes não


ordenados, porém entrelaçados, conferindo-lhe resistência e elasticidade:
derme, cápsulas que envolvem órgãos(fígado, rins, baço, testículos).
T.C.D. modelado : fibras colágenas dispostas em feixes ordenados
paralelamente, dando-lhe enorme resistência e pouca elasticidade. Esse tecido
forma os tendões que ligam os músculos aos ossos: pulso, tornozelo, tendão de
Aquiles (liga os músculos da “barriga” da perna ao osso do calcanhar).

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T.C.P.D. DE PROPRIEDADES ESPECIAIS


a) Reticular ou hemocitopoiético :
❍ muitas fibras reticulares;

❍ é produtor das células do sangue (hemocitopoiético);

❍ ocorre no baço e no timo, onde recebe o nome de tecido linfóide, e na medula óssea
vermelha, onde recebe o nome de tecido mielóide.

b) Adiposo:
● muitas células adiposas e pouca substância intercelular envolvidos por tecido conjuntivo frouxo, que
contém capilares sangüíneos.
● ocorre na região subcutânea e ao redor dos rins e do coração, nas articulações e na medula óssea
amarela.
● apresenta funções de reserva energética, isolamento térmico e proteção contra choques mecânicos.

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● a gordura das células adiposas é originada da alimentação rica em lipídios ou do excesso de


açúcares, que será transformado em gordura. O excesso de gordura oferece riscos sérios à saúde,
especialmente ao sistema cardiovascular (enfartes e acidentes vasculares cerebrais – AVC).
c) Pigmentado:
● apresenta células ricas em melanina (pigmento);

● ocorre na pele, na coróide e na íris do olho.

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Tecido conjuntivo ósseo e cartilaginoso


Tecido conjuntivo cartilaginoso
Forma o esqueleto de vertebrados – peixes cartilaginosos e ciclóstomos – e também do homem no início
do desenvolvimento embrionário, sendo depois substituído por tecido ósseo. No adulto, as cartilagens
aparecem nas orelhas, nariz, anéis da traquéia, extremidades dos ossos (articulações) e discos
intervertebrais (amortecedor de impacto).
● Células: condrócitos (adultas); condroblastos (células formadoras).

● Propriedades: elasticidade, sustentação, resistência à tensão e amortecimento de choques


mecânicos.Os condroblastos são responsáveis pela formação da matriz cartilaginosa, que é
composta por fibras colágenas, por fibras reticulares e por mucopolissacarídeos associados a
proteínas.Não existem vasos sangüíneos e linfáticos, nem nervos nas cartilagens, sendo nutridas
pelo pericôndrio, tecido conjuntivo denso não modelado que envolve a cartilagem. A atividade
metabólica da cartilagem é baixa e sua regeneração é muito lenta.
● Tipos: hialino, elástico e fibroso.

a)Cartilagem hialina
● Fibras: colágenas em quantidade moderada.

● Ocorrência: nariz, anéis da traquéia e dos brônquios, laringe, articulação de ossos


longos, liga costelas com o esterno.

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b)Cartilagem elástica
● Fibras: colágenas e grande quantidade de fibras elásticas dão maior elasticidade.

● Ocorrência: pavilhão auditivo, trompa de Eustáquio, epiglote, algumas cartilagens da


laringe.

c)Cartilagem fibrosa
● Fibras: colágenas em grande quantidade; é a mais resistente.

● Ocorrência: articulações, discos intervertebrais e pontos onde tendões e ligamentos


fixam-se aos ossos.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Ósseo e Cartilaginoso

O Tecido Ósseo
Os ossos são os principais componentes do sistema de sustentação dos vertebrados. Eles constituem
estruturas protetoras (crânio e caixa torácica); garantem maior rendimento do trabalho muscular,
formando eficientes sistemas de alavancas nas articulações; armazenam substâncias gordurosas no
tecido adiposo da medula amarela e executam a hemocitopoiese, na medula vermelha. O osso apresenta
vários tipos de tecidos: fibroso, reticular, cartilaginoso, adiposo, sangue e também fibras nervosas, além
do tecido ósseo que é o predominante.
O osso é, conseqüentemente, um órgão e não deve ser confundido com o tecido ósseo.
O tecido ósseo é o mais rígido do corpo, está caracterizado pela substância fundamental (matriz) sólida,
onde aparece grande quantidade de compostos minerais. Ele apresenta também fibras e suas células típicas
são os osteócitos.
As células ósseas jovens, muito ramificadas, são os osteoblastos.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Ósseo e Cartilaginoso

A matriz óssea é mineralizada [Ca3(PO4)2, Mg3(PO4)2, CaCO3 ] e deixa cavidades concêntricas, que são
ocupadas pelos osteoblastos (células jovens) intercomunicados por expansões citoplasmáticas. Essas
ramificações citoplasmáticas percorrem um sistema de canais paralelos entre si, os sistemas de Havers. A
comunicação entre os canais de Havers é feita pelos canais de Volkmann. Passam também, no interior
desses canais, os capilares sangüíneos (oferecendo alimentos e oxigenação às células) e os nervos.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Ósseo e Cartilaginoso

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FORMAÇÃO DOS OSSOS


● Ossificação intramembranosa ou conjuntiva:
Ocorre a partir de membranas de tecido conjuntivo embrionário. Origina os ossos chatos do corpo.
Exemplo
ossos do crânio.
● Ossificação endocondral ou intracartilaginosa:
Ocorre por substituição de um molde cartilaginoso por osso. Origina os demais ossos do corpo.
Exemplo
fêmur, úmero, tíbia.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangüíneo e Linfático

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TECIDO CONJUNTIVO SANGÜÍNEO E LINFÁTICO


Tecidos conjuntivos com função de transporte
O tecido sangüíneo é um tipo de tecido conjuntivo que apresenta a substância intercelular com solução
aquosa – plasma sangüíneo – onde aparecem vários tipos de células e uma composição química muito
diversificada.
Sua função fundamental é transportar nutrientes e gás oxigênio para as células, além de recolher os
excretas do metabolismo.
Os sais aí dissolvidos participam do equilíbrio osmótico adequado (em torno de 0,9%) para efetuar as
trocas entre o plasma e as células. Alguns desses sais (HCO3-, por exemplo) e especialmente as proteínas
albuminas conferem ao plasma a função tampão, que é manter o pH (valor ácido-básico) constante e
próximo de 7,35. Esse valor é fundamental para a solubilidade e reações químicas do plasma; caso sofra
“alterações importantes” a vida estará em risco !
Enquanto circula pelo corpo a água realiza a distribuição uniforme de calor, contribuindo para o
mecanismo termorregulador.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangüíneo e Linfático

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Elementos figurados:
ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE
Tamanho
Elementos (em
Características Forma Número* Núcleo Citoplasma Grânulos Coloração
Figurados )

4,5 a
HEMÁCIAS Homogêneo
5,5
(glóbulos vermelhos) Discoidal 7a8 Não há com Não há Rósea
milhões /
(eritrócitos) hemo-globina
mm3
LINFÓCITOS Esférico Citoplasma
Esférica 6 a 10 30% Hialino Não há
Grande basófilo
Esférica
Oval ou Citoplasma
MONÓCITOS ou 12 a 20 6% Hialino Não há
reniforme basófilo
amebóide
Esférica
(1ªlinha de defesa) 3 a 5 Citoplasma
ou 10 a 12 60% Granulado 30%
NEUTRÓFILOS lóbulos róseo
amebóide
(eosinófilos) Em geral Grossos, Grânulos
Esférica 10 a 14 3% Granulado
ACIDÓFILOS 2 lóbulos acidófilos vermelhos
Grossos, Grânulos
BASÓFILOS Esférica 8 a 10 1% Irregular Granulado
basófilos azuis
200 mil
Citoplasma
PLAQUETAS a 300
Irregular 2 a 3 Não há Granulado Finos fracamente
(apenas nos Mamíferos) mil por
azulado
mm3

O número de leucócitos é 7 a 9 mil /mm3 e os valores indicados, correspondem à porcentagem média de cada
tipo.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangüíneo e Linfático

As células sangüíneas constituem os elementos figurados:


a)hemácias, eritrócitos ou glóbulos vermelhos: apresentam, no citoplasma, a proteína hemoglobina com
íons de Fe2+ que fazem parte do grupo heme no centro da molécula. A hemoglobina liga-se aos gases O2 e
parte do CO2 a fim de conduzi-los na circulação.

Os mamíferos são os únicos vertebrados em que as hemácias são anucleadas, portanto de vida curta,

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sendo continuamente substituídas pelas novas produzidas pela medula vermelha dos ossos. A maturação
dos glóbulos vermelhos exige que a alimentação forneça vitamina B12 e sais de Fe2+ . A deficiência no
número de hemácias circulantes é conhecida como anemia, gerando uma série de diferentes problemas
para os indivíduos portadores.
b)leucócitos ou glóbulos brancos: cuidam da defesa imunológica do organismo, apresentando vários
tipos: linfócitos, monócitos, neutrófilos, acidófilos, basófilos.
● Basófilos: apresentam grânulos contendo heparina (substância anticoagulante) e histamina (altera a
permeabilidade dos vasos sangüíneos durante as reações alérgicas ou inflamatórias, facilitando a
diapedese).
● Acidófilos: o citoplasma apresenta-se com grânulos acidófilos (= grande quantidade de lisossomos);
esses leucócitos estão aumentados em número nos processos e nas doenças alérgicas ! Eles limitam
e circunscrevem o processo inflamatório.
● Neutrófilos: são os mais ativos no processo de defesa, podendo morrer durante a fagocitose que
realizam, resultando nos piócitos (pus dos ferimentos !). Realizam a diapedese, ou seja, atravessam
a parede dos capilares sangüíneos indo combater os microrganismos invasores no tecido conjuntivo
!
● Monócitos: formarão os macrófagos do tecido conjuntivo. Realizam também a diapedese.

● Linfócitos T auxiliares ou células de “memória imunológica” orientam os linfócitos B na


produção de anticorpos; linfócitos T supressores determinam o momento de parar a produção dos
anticorpos; linfócitos T citotóxicos que produzem as proteínas perfurinas, as quais mudam a
permeabilidade das células invasoras (bactérias) ou de células cancerosas, provocando sua morte. A
esse conjunto chamaremos de resposta celular do processo imunológico!
● Linfócitos B, que formarão os plasmócitos do tecido conjuntivo, são os responsáveis pela produção
de anticorpos específicos no combate imunológico aos antígenos invasores. A isso chamaremos de
resposta humoral!

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c) plaquetas: são células anucleadas que só aparecem nos mamíferos; vivem aproximadamente 9 dias!
Participam da “fagocitose de alguns tipos de vírus”! A participação fundamental é no processo de
coagulação do sangue.

O número de hemácias pode sofrer grandes variações numa pessoa, em função da altitude ou anemias. No
primeiro caso, as baixas tensões de O2, nas grandes alturas, estimulam a maior produção dessas células e
a entrada de um maior número delas em circulação. Nas anemias pós-hemorrágicas e hemolíticas
(destruição de hemácias), seu número diminuiu.
Na produção de hemácias são indispensáveis fatores nutricionais, como a vitamina B12, o ácido fólico e
ferro.

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A hemoglobina
É um pigmento formado por um radical heme (porfirina), com um átomo de ferro (Fe2+). Associado ao
grupo heme ligam-se quatro cadeias polípetidicas (proteína quaternária). Trata- se portanto, de uma
proteína conjugada, do grupo das cromoproteínas. O radical heme é responsável pela cor, dependendo se
está associado com O2 (vermelho) ou CO2 (azulado).

Calcula-se que uma hemácia pode ter cerca de 280 milhões de moléculas de hemoglobina, executando um
eficiente transporte de oxigênio e, em menor escala, de gás carbônico (5%). Com estes dois gases a
hemoglobina forma compostos instáveis, isto é, pode recebê-los e doá-los facilmente.
Temos então:

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangüíneo e Linfático

A Hemocitopoese (Hematopoese) é o processo de formação, maturação e a liberação na corrente


sanguínea das células do sangue. O tecido conjuntivo hemocitopoético, ou tecido reticular, é produtor das
duas linhagens de glóbulos: leucócitos e hemácias. Esse tecido aparece no baço, no timo e nos nódulos
linfáticos recebendo o nome de tecido linfóide. No interior da medula óssea vermelha, esse tecido é
chamado mielóide, ocupando os espaços entre lâminas ósseas que formam o osso esponjoso.
As células sanguíneas formam-se originalmente, das chamadas células-tronco totipotentes que, em ativa
proliferação, podem produzir as duas diferentes linhagens celulares, a linfóide e a mielóide, conforme
estejam nos tecidos reticulares do baço ou da medula óssea.
As células linfóides vão originar os linfócitos e os plasmócitos, enquanto as mielóides produzirão
hemácias, os outros leucócitos e até as plaquetas.
Veja o resumo abaixo.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido conjuntivo Sangüíneo e Linfático

Linfa
A circulação linfática ocorre no interior de vasos linfáticos, que são de fundo cego e captam do espaço
entre-células a fração de plasma extravasada da corrente sangüínea.
Na composição da linfa não há hemácias e os linfócitos são a grande maioria dos leucócitos. Na
estrutura interna desses vasos há válvulas que impedem o refluxo da linfa que é transportada na direção
do coração, desembocando nas veias subclávias.
No percurso que faz, a corrente linfática atravessa muitos gânglios ou linfonodos, que filtrarão a linfa,
retirando dela vírus, bactérias e resíduos celulares que foram fagocitados pelos linfócitos.
Quando passa pelo intestino a corrente linfática absorve os nutrientes lipossolúveis da digestão: ácidos
graxos e vitaminas A, D, E, K. A fração hidrossolúvel já digerida e absorvida é transportada pela corrente
sangüínea: monossacarídios, aminoácidos, sais, vitaminas do complexo B e vitamina C.

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TECIDO MUSCULAR
● Origem: mesodérmica

● Caracterizado por apresentar células (ou fibras) alongadas com capacidade de contração e distensão,
proporcionando os movimentos corporais.
● Tipos: liso, estriado e cardíaco.

TECIDO MUSCULAR LISO


● Fibras musculares apresentam citoplasma abundante, um núcleo central, miofilamentos de
actina dispostos ordenadamente no sentido longitudinal das fibras e miofilamentos de miosina
dispostos de modo menos regular.
● Contração involuntária e lenta.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO


● Fibras musculares geralmente com vários núcleos dispostos na periferia da célula, com
filamentos de actina e miosina dispostos ordenadamente, formando estrias transversais, além
das longitudinais.
● Contração voluntária.

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TECIDO MUSCULAR CARDÍACO


● Fibras musculares mononucleadas com estrias transversais. Presença de discos intercalares
entre fibras musculares.
● Contração involuntária e rápida.

O tecido muscular tem nomenclatura celular especial:


● fibra ...................................... célula muscular.

● sarcoplasma ...................... citoplasma.

● sarcolema ........................... membrana plasmática.

● miofibrilas ........................... fibrilas contráteis (actina e miosina).

Características Lisa Estriada Cardíaca


Filamentar ramificada
Forma Fusiforme Filamentar
(anastomosada)

Diâmetro: 7µm
Tamanho (valores médios) 30µm Centímetros 15µm 100µm
Comprimento: 100µm
Estrias transversais Não há Há Há
Muitos periféricos
Núcleo 1 central 1 central
(sincício)
Discos intercalares Não há Não há Há
Contração Lenta, involuntária Rápida, voluntária Rápida, involuntária
Formam pacotes
Formam camadas bem definidos, os Formam as paredes do
Apresentação
envolvendo órgãos. músculos coração (miocárdio)
esqueléticos

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A contração Muscular

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido Muscular

A energia é inicialmente fornecida pela glicose e armazenada na forma de ATP e como fosfocreatina.
Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra muscular mostra, em
seqüência, os seguintes e ventos:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.
2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica, isto é, desdobra o
ATP liberando a energia de um radical fosfato:

3. A energia liberada provoca o deslisamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando


o encurtamento das miofibrilas.
Na fibra muscular, a fonte primária de energia para contração é a glicose. Assim, tanto a
glicólise quanto o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória produzem o ATP necessário à contração.
A contração da fibra muscular é regulada pelo sistema nervoso, através dos neurônios que chegam na
musculatura. Há uma área de “contato sináptico” entre a extremidade da membrana do axônio e a
membrana da fibra muscular; essa região é chamada de placa motora, onde são liberados mediadores
químicos (neurotransmissores) pelos neurônios.

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TECIDO NERVOSO
● Origem: ectodérmica.

● Ocorrência: forma o sistema nervoso que, juntamente com o sistema endócrino, comanda e regula
todas as funções orgânicas (metabolismo).
● Principais elementos constituintes: neurônios e células da neuróglia.

O corpo celular apresenta um núcleo esférico, com nucléolo bem evidente;grande quantidade de
mitocôndrias; complexo de Golgi perinuclear; retículo endoplasmático desenvolvido; substância basófila
(substância de Nissl), que se apresenta distribuída no citoplasma e também no interior dos dendritos, mas
não aparece no axônio; corresponde ao retículo endoplasmático rugoso. O citoplasma apresenta
microtúbulos e um conjunto de neurofibrilas (neurofilamentos) dispostas em várias direções, que se
estendem pelo axônio e dendritos.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido Nervoso

São freqüentes, dispersos pelo citoplasma, lisossomos e inclusões (glicogênio e lipídios). Nos neurônios
velhos podem aparecer um pigmento marrom, a lipofucsina, que indica o desgaste da célula.
Os dendritos em geral apresentam grande ramificação ou arborização (dendron = árvore), estabelecendo
numerosas conexões com outras células. Eles não são protegidos por bainhas, como os axônios.
O axônio é um fino filamento que pode ter mais de um metro de comprimento.Há invertebrados, como
as lulas (moluscos), com axônios gigantes, cuja espessura é 1 mm. Graças a eles, tornou-se mais fácil o
estudo da fisiologia dos neurônios.
O axônio pode ter um ramo em ângulo de 90o, o colateral. Neste e na sua região terminal aparecem
muitas ramificações que conectam o neurônio a outras células, constituindo as sinapses. Estas podem ser:
neurônio - neurônio, neurônio - músculo (placa motora) ou neurônio - glândula.

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Matérias > Biologia > Histologia Animal > Tecido Nervoso

A neuróglia
Além de neurônios, há no tecido nervoso um conjunto de células de diferentes formas e funções. São as
células da glia ou neuróglia. São menores que os neurônios, porém muito mais numerosas, aparecendo
tanto na substância branca quanto na cinzenta. Exercem sustentação e fabricam mielina, além de
participarem da fagocitose no tecido nervoso e colaborarem na manutenção do metabolismo dos
neurônios.
As principais células da glia são os astrócitos, as micróglias e os oligodendrócitos (oligodendróglias).
Astrócitos são células bastante ramificadas e de núcleo grande e ovalado. Dão suporte e fornecem
alimento para a vasta rede de neurônios. Os astrócitos protoplasmáticos e os astrócitos fibrosos
apresentam muitas de suas ramificações terminando sob a forma de pequenas placas, que assentam na
parede de vasos sangüíneos. Ocorrendo destruição do tecido nervoso, o espaço resultante é preenchido
por astrócitos fibrosos que terminam a cicatrização.
As micróglias possuem células de origem mesodermal, correspondendo a histiócitos do sistema nervoso,
responsáveis pela fagocitose de detritos e restos celulares. São células pequenas, que apresentam muitas
ramificações protoplasmáticas.

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Os oligodendrócitos são células também pequenas, com poucas e curtas ramificações. Daí o nome:
oligo = pouco; dendron = ramificação; cito = célula. Sua função é equivalente às células de Schwann,
formando bainhas que protegem os axônios de neurônios do encéfalo e da medula espinhal.

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Transmissão do impulso nervoso


O impulso nervoso é causado por um estímulo no neurônio, provocando modificações elétricas e
químicas que são transmitidas ao longo dos neurônios (“ondas”) sempre no sentido dendrito-axônio. A
membrana do axônio em repouso apresenta carga elétrica positiva do lado externo e carga negativa do
lado interno; diz-se, então, que o axônio está polarizado. Essa diferença é mantida através da bomba de
sódio. Ao receber um estímulo, a membrana do neurônio torna-se mais permeável ao sódio, invertendo as
cargas ao redor da membrana.

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Nas células com fibras mielinizadas a transmissão do impulso nervoso só apresenta inversão de
polaridade nas regiões dos nódulos de Ranvier. Como a “onda salta” de um nódulo para outro essa é
uma condução saltatória, apresentando grande aumento de velocidade (quase 100 m/s), quando
comparada com as fibras amielinizadas.

ATENÇÃO!!!
Fibras, no sistema nervoso, são as ramificações das células, em geral nos axônios isolados ou formando
feixes (nos nervos). Conseqüentemente, são diferentes da fibra muscular (que é a célula muscular) e das
fibras protéicas do tecido conjuntivo.

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Os dendritos são, em geral, as estruturas responsáveis pela recepção dos impulsos nervosos, sendo que a
condução desses impulsos, é, quase sempre, função do axônio. Os neurônios conectam-se entre si e aos
órgãos através de um tipo especial de junção, denominada sinapse.

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A sinapse funciona, como uma espécie de relé ou “válvula”, que se fecha, uma vez transmitido o impulso
nervoso. Constatou-se que, embora esse acontecimento seja muito rápido, a sinapse retarda a condução
do impulso em mínimas frações de segundo. As placas motoras (junções neuromusculares) são também
sinapses que tornam possível a efetivação da contração da fibra muscular. Muitas drogas podem
bloquear a passagem do impulso ao nível das sinapses, como é o caso dos anestésicos.
Os neurônios e, portanto, suas sinapses, podem diferir quanto ao tipo de neurotransmissor. Fala-se em
sinapses colinérgicas ou adrenérgicas quando os neurotransmissores são, respectivamente, a acetilcolina
e a noradrenalina.

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