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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING A

Disciplina: Geometria Anal´ıtica

Turmas

Engenharia Tˆextil

e

Engenharia de Produ¸c˜ao

Prof(a).: CLICIA G A PEREIRA

5 de Fevereiro de 2014

2

Notas De Aula

Estas notas seguem de muito perto a bibliografia referenciad a e que correspondem aos

livros textos deste Curso. Sugere-se a sua aquisi¸c˜ao. O u´ nico objetivo destas notas ´e

facilitar as atividades dos alunos em sala de aula, pois n˜ao precisar˜ao anotar conte´udos e

enunciados de exerc´ıcios. De forma que o aluno tem um maior c onforto em sala de aula

e o professor poder´a explicar os temas de forma mais r´apida . De nenhuma maneira a

leitura ou consulta da bibliografia est´a descartada, isto ´e dever do aluno. Bibliografia:

1. BOULOS, P.; CAMARGO, I. Geometria Anal´ıtica - Um Tratamento Veto-

rial . S˜ao Paulo: Prentice Hall, 3 edi¸c˜ao, 2005.

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2. POOLE, D. Algebra Linear . S˜ao Paulo: Thomson Learning, 2006.

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3. BOLDRINI, J. L. Algebra Linear . S˜ao Paulo: Harbra Ltda, 1980.

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4. STEINBRUCH, A.; WINTERLE, P. Introdu¸c˜ao `a Algebra Linear . S˜ao Paulo,

Pearson Education do Brasil, 1997 .

Conte´udo

1 Vetor 7 2 Soma de Vetores 16 3 Produto de N´umero Real por Vetor
1 Vetor
7
2 Soma de Vetores
16
3 Produto de N´umero Real por Vetor
19
4 Soma de Ponto com Vetor
24
5 Aplica¸c˜oes Geom´etricas
26
6 Dependˆencia Linear
27
7 Base
33
8 Mudan¸ca de Base
39
9 Produto Escalar
44
10 Orienta¸c˜ao em V 3
56
11 Produto Vetorial
62
12 Produto Misto
69
13 Sistema de Coordenadas
76
14 Equa¸c˜ao de Reta e Plano
81
14.1 Equa¸c˜oes de Reta
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82
14.2 Equa¸c˜oes De Plano
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85
3
 

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4

CONTE UDO

15

Interse¸c˜ao de Retas e Planos

 

94

15.1

Interse¸c˜ao de Retas e Planos

 

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94

 

15.1.1 Interse¸c˜ao De Duas Retas

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96

15.1.2 Interse¸c˜ao De Reta e Plano

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15.1.3 Interse¸c˜ao De Dois Plano

 

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97

15.1.4 Equa¸c˜oes de Reta na Forma Planar

 

97

16

Perpendicularidade e Ortogonalidade

 

103

16.1

Perpendicularidade e Ortogonalidade

 

103

 

16.1.1 Perpendicularidade e Ortogonalidade entre Retas

 

103

16.1.2 Vetor Normal a um Plano

 

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104

16.1.3 Perpendicularidade entre Reta e Plano

 

105

16.1.4 Perpendicularidade entre Planos

 

105

17

Mudan¸ca de Sistema de Coordenadas

 

108

17.1

Mudan¸ca de Sistema de Coordenadas

 

108

18

Elipse, Hip´erbole, Par´abola

 

116

18.1

Elipse, Hip´erbole, Par´abola

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116

 

18.1.1

Defini¸c˜oes e Equa¸c˜oes Reduzidas

 

118

18.1.2

Forma e Excentricidade

 

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130

19

Cˆonicas

 

137

19.1

Cˆonicas

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137

 

19.1.1 Defini¸c˜ao De Cˆonicas

 

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137

19.1.2 Transla¸c˜ao e elimina¸c˜ao dos termos lineares

 

139

19.1.3 Rota¸c˜ao e elimina¸c˜ao do termo quadr´atico misto

 

142

19.1.4 Identifica¸c˜ao e esbo¸co de uma cˆonica

 

145

20

Superf´ıcie Esf´erica

 

147

20.1

Equa¸c˜ao de uma superf´ıcie esf´erica

 

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147

21

Qu´adricas

 

149

21.1

Qu´adricas

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149

 

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CONTE UDO

 

5

22 Espa¸co Vetorial

 

157

22.1 Espa¸cos Vetoriais

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157

22.2 Subespa¸cos Vetoriais

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159

23 Transforma¸c˜oes Lineares

 

161

23.1

Introdu¸c˜ao

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161

24 Autovalores e Autovetores

 

163

Introdu¸c˜ao

 

163

Nota¸c˜ao e Nomenclatura

O conjunto dos pontos da Geometria Euclidiana ser´a indicad o por E 3 , e muitas vezes

citado simplesmente como o espa¸co . Pontos ser˜ao indicados por letras latinas mai´usculas

( A, B, P, Q, etc. ), retas por letras latinas min´usculas ( r, s, t, etc. ) e planos por letras gregas

min´usculas ( α, β, π, etc. ). Sem perigo de ambiguidade, letras min´usculas (latinas o u gre-

gas) indicar˜ao tamb´em n´umeros reais. Se P e Q s˜ao pontos distintos, a reta que os cont´em

ser´a citada como reta P Q , e o segmento de reta com extremidades P e Q como segmento

P Q ou, simplesmente, P Q . Dentro do mesmo esp´ırito, empregaremos express˜oes como

plano P QR , triˆangulo ABC , mediana AM etc., de significado evidente. A nota¸c˜ao

B AC ser´a usada para indicar o ˆangulo convexo de v´ertice A, cujos lados est˜ao contidos

nas retas AB e AC .

6

Cap´ıtulo 1

Vetor

Neste cap´ıtulo introduz-se o conceito de vetor. Ap´os uma abo rdagem in- tuitiva, apresentam-se a defini¸c˜ao formal de vetor como cl asse de equivalˆencia de segmentos orientados e as defini¸c˜oes, nomenclatura e pr opriedades b´asicas pertinentes.

Existem grandezas, chamadas escalares, que s˜ao caracteri zadas por um n´umero (e a unidade correspondente):

900 cm 2 de ´area;

3 m de comprimento;

2 kg de massa.

outras, no entanto, requerem mais do que isso. Por exemplo, p ara caracterizarmos uma for¸ca ou uma velocidade , precisamos dar a dire¸c˜ao, a intensidade (ou m´odulo) e o sentido. Na figura ( 1 . 1 b ), a flecha descreve com clareza uma for¸ca ascendente de 4 N , na dire¸c˜ao que forma 60 graus com a horizontal. Vamos adotar o seguinte ponto de vista: duas flechas de mesmo c omprimento, mesma dire¸c˜ao (isto ´e, paralelas) e mesmo sentido (Figrua ( 1 . 1 b )) caracterizam a mesma grandeza vetorial. Um caso que ilustra bem esse ponto de vista ´e o de um corpo s´olido em movimento de transla¸c˜ao . Em cada instante, as velocidades (vetoriais) dos pontos do corpo s˜ao todas iguais. Ent˜ao, das flechas que caracteri zam essas velocidades, qual seria a escolhida para ser a velocidade do corpo num dado inst ante? Como nenhuma tem preferˆencia, que tal escolher todas, ou melhor, o conju nto de todas elas? Aqui est´a

7

8

´

CAP ITULO 1. VETOR

8 ´ CAP ITULO 1. VETOR Figura 1.1: o germe da no¸c˜ao de vetor. Tal conjunto

Figura 1.1:

o germe da no¸c˜ao de vetor. Tal conjunto seria o vetor veloci dade do s´olido no instante

considerado.

Intuitivamente, flecha ´e um segmento para o qual se fixou uma o rienta¸c˜ao, isto ´e,

escolheu-se um sentido, e, por isso, nada melhor do que o conc eito de segmento orien-

tado para formalizar essa id´eia. Na Figrua ( 1 . 1 b ), a flecha da esquerda tem sentido

de A para B . Repare que, para conhecer a flecha, basta conhecer os pontos A e B , e a

ordem: primeiro A, depois B .

Defini¸c˜ao 1.1 Um segmento orientado ´e um par ordenado ( A, B ) de pontos do espa¸co.

A ´e a origem e B ´e a extremidade do segmento orientado ( A, B ) . Um segmento

orientado do tipo ( A, A) ´e chamado segmento orientado nulo .

Observe que, se A = B , ent˜ao ( A, B ) ´e diferente de ( B, A ).

Defini¸c˜ao 1.2

1. Os segmentos orientados ( A, B ) e ( C, D ) s˜ao de mesmo compri-

mento se os segmentos geom´etricos AB e CD tˆem comprimentos iguais.

2. Se os segmentos orientados ( A, B ) e ( C, D ) n˜ao s˜ao nulos, eles s˜ao de mesma

dire¸c˜ao , ou paralelos , se os segmentos geom´etricos AB e CD s˜ao paralelos (isto

inclui o caso em que AB e CD s˜ao colineares).

3. Suponhamos que ( A, B ) e ( C, D ) sejam paralelos.

(a) No caso em que as retas AB e CD s˜ao distintas, os segmentos orientados

( A, B ) e ( C, D ) s˜ao de mesmo sentido se os segmentos geom´etricos AC e

BD tˆem interse¸c˜ao vazia. Se n˜ao, ( A, B ) e ( C, D ) s˜ao de sentido contr´ario

(Figura 1 . 2 ).

9

(b) No caso em que as retas AB e CD coincidem, tomemos ( E, F ) tal que E n˜ao perten¸ca `a reta AB , e ( E, F ) e ( A, B ) sejam de mesmo sentido, de acordo com

o crit´erio anterior (veja a Figura 1 . 3 ). Ent˜ao, os segmentos orientados ( A, B )

e ( C, D ) s˜ao de mesmo sentido se ( E, F ) e ( C, D ) s˜ao de mesmo sentido. Se n˜ao, ( A, B ) e ( C, D ) s˜ao de sentido contr´ario .

( A, B ) e ( C, D ) s˜ao de sentido contr´ario . Figura 1.2:

Figura 1.2:

Temos que a defini¸c˜ao n˜ao depende da escolha de ( E, F ).

que a defini¸c˜ao n˜ao depende da escolha de ( E, F ). Figura 1.3: Observa¸c˜ao 1.1

Figura 1.3:

Observa¸c˜ao 1.1 Se A = B ent˜ao ( A, B ) e ( B, A) s˜ao de mesmo comprimento, mesma dire¸c˜ao e sentido contr´ario.

Defini¸c˜ao 1.3 Os segmentos orientados ( A, B ) e ( C, D ) s˜ao equipolentes se forem am- bos nulos, ou ent˜ao, nenhum deles sendo nulo, se forem de mesma dire¸c˜ao, mesmo comprimento e mesmo sentido. Indica-se a equipolˆencia entre ( A, B ) e ( C, D ) por ( A, B ) ( C, D ) .

Teorema 1.1 A rela¸c˜ao de equipolˆencia ´e uma rela¸c˜ao de equivalˆen cia, isto ´e, quaisquer que sejam os segmentos orientados ( A, B ) , ( C, D ) e ( E, F ) :

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2)

3)

´

CAP ITULO 1. VETOR

Sim´etrica: ( A, B ) ( C, D ) ( C, D ) ( A, B )

Transitiva: ( A, B ) ( C, D ) e ( C, D ) ( E, F ) ( A, B ) ( E, F )

Observa¸c˜ao 1.2 A palavra teorema se origina da palavra grega theorema, que, por sua

vez, vem de uma palavra que significa “examinar”. Um teorema ´e baseado em id´eias que

temos quando observamos exemplos e extra´ımos deles as propriedades que tentamos provar

que valem em geral.

Teorema 1.2 ( A, B ) ( C, D ) ( A, C ) ( B, D )

Veja um caso particular do teorema ( 1 . 2 ) na Figura ( 1 . 4 ), em que o quadril´atero

ABDC ´e um paralelogramo.

. 4 ), em que o quadril´atero ABDC ´e um paralelogramo. Figura 1.4: Defini¸c˜ao 1.4 Dado

Figura 1.4:

Defini¸c˜ao 1.4 Dado o segmento orientado ( A, B ) , a classe de equipolˆencia de ( A, B ) ´e

o conjunto de todos os segmentos orientados equipolentes a ( A, B ) . O segmento orientado

( A, B ) ´e chamado representante da classe.

Todos os segmentos orientados pertencentes a uma classe de e quipolˆencia s˜ao equipo-

lentes entre si. O pr´oprio ( A, B ) ´e um deles, pela propriedade reflexiva.

Note que, se ( C, D ) pertence `a classe de equipolˆencia de ( A, B ) ent˜ao ( A, B ) pertence

`a classe de equipolˆencia de ( C, D ), devido `a propriedade sim´etrica. Na verdade, essas

duas classes coincidem, pois quem for equipolente a ( C, D ) ser´a equipolente a ( A, B ),

e vice-versa (propriedade transitiva). Em outras palavras , qualquer segmento orientado

11

pertencente a uma classe de equipolˆencia pode ser consider ado seu representante, e cada

segmento orientado ´e representante de uma unica´ classe de equipolˆencia. “Ser represen-

tante de” ou “pertencer a” uma classe de equipolˆencia signi ficam, portanto, a mesma

coisa.

Defini¸c˜ao 1.5 Um vetor ´e uma classe de equipolˆencia de segmentos orientados. Se ( A, B )

´e um segmento orientado, o vetor que tem ( A, B ) como representante ser´a indicado por −→ AB . Quando n˜ao se quer destacar nenhum representante em espec ial, usam-se letras

latinas min´usculas com uma seta ( u , v , a , b , x , etc. ) . O conjunto de todos os vetores

ser´a indicado por V 3 .

Observa¸c˜ao 1.3

1. Nunca use o termo “vetores equipolentes” j´a que a equipolˆencia

´e uma rela¸c˜ao entre segmentos orientados e n˜ao entre vet ores. Se os segmentos

orientados ( A, B ) e ( C, D ) s˜ao equipolentes, ent˜ao os vetores AB e CD s˜ao iguais.

−→

−−→

2. A palavra vetor vem de um radical latino que significa “carregar”. Um vetor ´e

formado quando um ponto ´e deslocado - ou “carregado” - por um a certa distˆancia

em uma certa dire¸c˜ao. Visto de outro modo, um vetor “carreg a” duas pe¸cas de

informa¸c˜ao: seu comprimento e sua dire¸c˜ao.

3. Na figura ( 1 . 5 ) o s´ımbolo u pr´oximo `a flecha, significando que o segmento orientado

( A, B ) ´e um representante do vetor u , isto ´e, u = AB −→ . Esta ser´a a pr´atica adotada

para indicar vetores em uma figura; note que um vetor, pela sua pr´opria natureza,

n˜ao pode ser desenhado: o que se desenha ´e uma flecha, correspondente a um de seus

representantes. No entanto, para descrever um vetor em que v ocˆe esteja pensando,

basta descrever um de seus representantes, que ´e um segment o orientado (vocˆe pode

fazer isso desenhando uma flecha, por exemplo).

´

Teorema 1.3

1. E dado um vetor u qualquer. Escolhido arbitrariamente um ponto

P , existe um segmento orientado representante de u com origem P , isto ´e, existe um ponto B tal que u = −−→ P B .

2. Tal representante (e, portanto, o ponto B ) ´e unico,´

isto ´e, P A = P B A = B .

−→

−−→

As pr´oximas defini¸c˜oes estabelecem a nomenclatura b´asic a relativa aos vetores.

12

´

CAP ITULO 1. VETOR

Defini¸c˜ao 1.6 Vetor Nulo ´e o vetor que tem como representante um segmento orientado

nulo. E indicado por 0 .

´

Os representantes do vetor nulo s˜ao todos os segmentos orie ntados nulos, ou seja, do

tipo ( A, A), com origem e extremidade coincidentes.

Defini¸c˜ao 1.7 Se ( A, B ) ´e representante de um vetor u , vetor oposto de u , indicado

por u , ´e o vetor que tem ( B, A) , ou qualquer segmento orientado equipolente a ( B, A ) ,

como representante (Figura ( 1 . 5 ) ). Portanto,

AB −→ =

−→ BA

(1.1)

. 5 ) ). Portanto, − AB −→ = −→ B A (1.1) Observa¸c˜ao 1.4 Temos

Observa¸c˜ao 1.4 Temos

1. ( u ) = u

2. u = u u = 0

3. AQ = BQ A = B

−→

−−→

Figura 1.5:

Defini¸c˜ao 1.8 1. Os vetores n˜ao nulos u e v s˜ao paralelos se um representante de

u ´e paralelo a um representante de v (neste caso, qualquer representante de um

dos vetores ´e paralelo a qualquer representante do outro). Indica-se por u // v .

2. Os vetores n˜ao-nulos e paralelos u e v s˜ao de mesmo sentido se um represen-

tante de u e um de v s˜ao de mesmo sentido.

3. Os vetores n˜ao-nulos e paralelos u e v s˜ao de sentido contr´ario se um repre-

sentante de u e um de v s˜ao de sentido contr´ario.

13

4. O vetor nulo ´e paralelo a qualquer vetor.

Teorema 1.4

1. Se u e v s˜ao de mesmo sentido e o mesmo acontece com v e w ,

ent˜ao u e w s˜ao de mesmo sentido.

2. Se u e v s˜ao de sentido contr´ario e o mesmo acontece com v e w , ent˜ao u e w

s˜ao de mesmo sentido.

3. Se u e v s˜ao de mesmo sentido e v e w de sentido contr´ario, ent˜ao u e w s˜ao

de sentido contr´ario.

Defini¸c˜ao 1.9 Norma (ou m´odulo , ou comprimento ) de um vetor ´e o comprimento

de qualquer um seus representantes. A norma do vetor u ´e indicada por u . Um vetor

´e unit´ario se sua norma ´e 1.

Teorema 1.5 Sejam u e v vetores n˜ao nulos. Ent˜ao u = v se, e somente se, u e

v tˆem normas iguais, s˜ao de mesma dire¸c˜ao e de mesmo sentido.

Exerc´ıcio 1.1 Verifique se ´e Verdadeira (V) ou Falsa (F) cada afirma¸c˜ao.

1. ) ( A, B ) AB −→ ;

(

2. ) ( A, B ) ( C, D ) AB = CD ;

(

−→

−−→

3. ( ) AB//CD AB// CD ;

−−→

4. ( ) AB = CD A = C e B = D ;

−→

−−→

−→

5. ) AB = CD ( A, C ) ( B, D ) ;

(

−→

−−→

6. ) AB = CD AC BD = ;

(

−→

−−→

7. ) AB = CD AB = CD ;

(

−→

−−→

−→

−−→

8. ) AB = CD AB = CD ;

(

−→

−−→

−→

−−→

Exerc´ıcio 1.2 Caro estudante: Que tal aprender divertindo-se? Apresento aqui um dia-

grama de palavras cruzadas e espero que ele lhe proporcione m omentos agrad´aveis en-

quanto vocˆe faz uma revis˜ao da mat´eria. Para obter melhor desempenho sobre seu apren-

dizado, sugiro que, ao resolver o diagrama, vocˆe comece ape nas tentando decifrar os con-

ceitos que envolvem matem´atica, sem contar com a ajuda dos demais.

Aten¸c˜ao: O s´ımbolo “(?)” indica que h´a algo a ser completado; reticˆencias significam

que, naquele conceito, h´a alguma “pegadinha”. Bom diverti mento!

14

´

CAP ITULO 1. VETOR

14 ´ CAP ITULO 1. VETOR Figura 1.6: Figura 1.7:

Figura 1.6:

14 ´ CAP ITULO 1. VETOR Figura 1.6: Figura 1.7:

Figura 1.7:

15

15 Figura 1.8:

Figura 1.8:

Cap´ıtulo 2

Soma de Vetores

Neste cap´ıtulo apresentam-se o conceito de soma de vetores e suas propri-

edades b´asicas.

Vamos definir em V 3 uma opera¸c˜ao interna chamada adi¸c˜ao , que a cada par ( u , v )

associa o vetor u + v .

Defini¸c˜ao 2.1 Dados u e v , sejam ( A, B ) um representante qualquer de u e ( B, C )

o representante de v que tem origem B (Figura ( 2 . 1 ) ). O vetor soma de u com v , indicado por u + v , ´e o vetor que tem ( A, C ) por representante: u + v = −→ AC .

Pela sua enorme utilidade, vamos registrar que, quaisquer q ue sejam os pontos A, B

e C , vale a igualdade

−→

AB + BC =

−−→

−→ AC

(2.1)

a igualdade −→ AB + BC = −−→ −→ A C (2.1) Figura 2.1: Regra do

Figura 2.1: Regra do Triˆangulo

Observa¸c˜ao 2.1

Pela defini¸c˜ao ( 2 . 1 ) , para determinar o vetor soma u + v no

caso em que u e v n˜ao s˜ao paralelos basta “fechar o triˆangulo”, com o cuidado

16

17

de escolher a origem do representante de v coincidindo com a extremidade do

representante de u .

Adota-se tamb´em a “regra do paralelogramo”, que consiste e m escolher represen-

tantes de u e v com a mesma origem A (veja ( A, B ) e ( A, D ) na Figura ( 2 . 2 ) ) e

construir o paralelogramo ABCD . O segmento orientado ( A, C ) ´e um representante

de u + v , j´a que BC −−→ = v e a diagonal “fecha o triˆangulo” ABC . Se u e v s˜ao

paralelos, n˜ao podemos falar, evidentemente, em triˆangulo ou paralelogramo.

falar, evidentemente, em triˆangulo ou paralelogramo. Figura 2.2: Regra do Paralelogramo Dados os vetores −

Figura 2.2: Regra do Paralelogramo

Dados os vetores u e v , a soma de u com o oposto de v ´e chamada diferen¸ca

entre u e v (nessa ordem) e ´e indicada por u v . Assim, u v = u + ( v ).

As importantes propriedades enunciadas no teorema seguinte s˜ao as primeiras “regras”

`

da Algebra Vetorial.

Teorema 2.1 Sejam u , v e w vetores quaisquer. Valem as propriedades:

A1) Associativa: ( u + v ) + w = u + ( v + w )

A2) Comutativa: u + v = v + u

A3) Elemento Neutro: Existe um unico´

vetor que somado a u d´a como resultado o

pr´oprio u : trata-se do vetor nulo: u + 0 = u = 0 + u

A4) Elemento Oposto: Para cada u , existe um unico´

vetor que somado a u d´a como

resultado o vetor nulo, ´e o vetor oposto de u : u + ( u ) = 0 = u + u

Observa¸c˜ao 2.2 A propriedade associativa nos desobriga de usar parˆentese s em

express˜oes como u + v + w ; a propriedade comutativa nos d´a liberdade na escolha

da ordem das parcelas de uma soma de dois vetores.

18

´

CAP ITULO 2. SOMA DE VETORES

Consideremos a situa¸c˜ao ilustrada na Figura ( 2 . 3 ) , em que ABCD ´e um paralelo-

gramo, u = AB e v = AD . A diagonal AC , como vimos, est´a associada `a

soma u + v . A outra diagonal, DB , est´a associada `a diferen¸ca u v , j´a que

−→

AB = DC , AD = BC e, portanto,

−→

−−→

−−→ −−→

−−→

−−→

u v = AB AD = DC BC = DC + CB = DB

−→

−−→

−−→

−−→

−−→

−−→

DB −→ −−→ −−→ −−→ −−→ −−→ Figura 2.3: Soma e Diferen¸ca Exemplo 2.1 Prove as

Figura 2.3: Soma e Diferen¸ca

Exemplo 2.1 Prove as leis do cancelamento da adi¸c˜ao:

u + x = u + y = x = y

x + u = y + u = x = y

Exerc´ıcio 2.1 Prove que u + v = w u = w v

Exerc´ıcio 2.2 Na figura ( 2 . 4 ) representa-se um paralelep´ıpedo ABCDEF GH . Sendo

−→

u = AB e v = AD e w = AE , exprima AG e EC em fun¸c˜ao de u , v e w .

−→

−−→

−→

−−→

fun¸c˜ao de − → u , − → v e − → w . −→ −−→

Figura 2.4: Vetores

Cap´ıtulo 3

Produto de N´umero Real por Vetor

Neste cap´ıtulo apresenta-se a opera¸c˜ao de multiplica¸c˜ao de n´umero real por vetor com suas propriedades b´asicas e mostra-se como ut iliz´a-la na carac- teriza¸c˜ao alg´ebrica do paralelismo.

A multiplica¸c˜ao de n´umero real por vetor , pr´oxima opera¸c˜ao a ser definida, ´e classificada como uma opera¸c˜ao externa em V 3 , porque a cada par ordenado ( α, v ), em que α ´e um n´umero real e v um vetor, associa um vetor indicado por α v , chamado produto de α por v .

Defini¸c˜ao 3.1 Sejam α um n´umero real e v um vetor

1. Se α = 0 ou v = 0 , ent˜ao α v = 0 .

2. Se α = 0 e v = 0 , o vetor α v caracteriza-se por:

(a) α v // v

(b) α v e v s˜ao de mesmo sentido se α > 0 , e de sentido contr´ario se α < 0 ;

(c)

α v = | α | v .

Veja, na figura ( 3 . 1 ), alguns exemplos.

19

20

´

´

CAP ITULO 3. PRODUTO DE N UMERO REAL POR VETOR

20 ´ ´ CAP ITULO 3. PRODUTO DE N UMERO REAL POR VETOR Figura 3.1: ´

Figura 3.1:

´

Observa¸c˜ao 3.1

1. E comum usar o termo escalar para designar n´umero real, em

contraposi¸c˜ao a vetor. Por isso, essa opera¸c˜ao tamb´em ´e chamada multiplica¸c˜ao

de escalar por vetor , e α v , m´ultiplo escalar de v . (n˜ao confunda com produto

escalar, que ser´a definido mais adiante).

2. O termo escalar vem da palavra grega scala, que significa “e scada”. Os degraus

igualmente espa¸cados de uma escada sugerem uma escala, e, n a aritm´etica vetorial,

a multiplica¸c˜ao por uma constante altera apenas a escala (ou comprimento e sentido)

de um vetor. Assim, as constantes s˜ao conhecidas como escal ares.

3. Se

−→ v

1

α IR e v V 3 , com α = 0 , α significa α v .

4. Se v ´e um vetor n˜ao-nulo, o vetor

−→ v

v

´e chamado versor de v .

5. Se ( A, B ) ´e um representante de u = 0 e ( C, D ) um representante de v = 0 ,

temos que AB//CD se, e somente se, existe λ IR tal que u = λ v

Exemplo 3.1 Mostre que, se v = 0 , ent˜ao v e seu versor s˜ao paralelos, de mesmo

sentido, e que o versor de v ´e unit´ario (isto ´e, tem norma 1).

O teorema seguinte apresenta as propriedades b´asicas da mu ltiplica¸c˜ao de escalar por

vetor.

Teorema 3.1 Quaisquer que sejam os n´umeros reais α e β , e quaisquer que sejam os

vetores u , v e w , valem as igualdades:

M1) α ( u + v ) = α u + α v

M2) ( α + β ) v = α u + β v

21

M4) α ( β v ) = ( αβ ) v = β ( α v )

Observa¸c˜ao 3.2 1. As quatro propriedades da adi¸c˜ao e as quatro propriedades da

multiplica¸c˜ao de n´umero por vetor conferem a V 3 o que se chama uma estrutura

de “espa¸co vetorial”. O nome “espa¸co vetorial” se inspira, naturalmente, nos veto-

res, e pode ser estendido como espa¸co onde valem as propriedades A1 , A2 , A3 , A 4 ,

M 1 , M 2 , M 3 , M 4 .

Teorema 3.2 (Regras de sinais) Quaisquer que sejam o escalar α e o vetor v , valem

as igualdades:

1. ( α ) v = ( α v ) ,

α IR , v V 3

2. α ( v ) = ( α v ) ,

α IR , v V 3

3. ( α )( v ) = α v ,

α IR , v V 3

Exemplo 3.2 Prove que α v = 0 ent˜ao α = 0 ou v = 0 .

Teorema 3.3 Dois vetores n˜ao-nulos u e v s˜ao paralelos se, e somente se, existe um

escalar λ tal que u = λ v (e, consequentemente, λ = 0 e v =

λ 1 −→ u

Teorema 3.4 Se u e v n˜ao s˜ao paralelos, ent˜ao α u + β v = 0 α = β = 0 .

Teorema 3.5 Se u e v n˜ao s˜ao paralelos, ent˜ao α u + β v = γ u + δ v α = γ e β = δ .

Exemplo 3.3 A hip´otese de n˜ao paralelismo nos teoremas ( 3 . 4 ) e ( 3 . 5 ) ´e essencial. Para

se convencer disso, analise o seguinte exemplo: Sejam u e v n˜ao nulos tais que u = 2 v

(logo, u e v s˜ao paralelos).

Exerc´ıcio 3.1 Prove que se α v = β v e se v = 0 , ent˜ao α = β .

Exerc´ıcio 3.2 Prove que se α u = α v e se α = 0 , ent˜ao u = v .

Exerc´ıcio 3.3 Prove que ( 1) v = v .

Exerc´ıcio 3.4 Resolva a equa¸c˜ao na inc´ognita x :

2 x 3 u = 10( x + y )

22

´

´

CAP ITULO 3. PRODUTO DE N UMERO REAL POR VETOR

Exerc´ıcio 3.5 Resolva o sistema nas inc´ognitas x e y :

x + 2 y =

u

  3 x y = 2 u + v

Exerc´ıcio 3.6 Caro estudante: Que tal aprender divertindo-se? Apresento aqui um dia-

grama de palavras cruzadas e espero que ele lhe proporcione m omentos agrad´aveis en-

quanto vocˆe faz uma revis˜ao da mat´eria. Para obter melhor desempenho sobre seu apren-

dizado, sugiro que, ao resolver o diagrama, vocˆe comece ape nas tentando decifrar os con-

ceitos que envolvem matem´atica, sem contar com a ajuda dos demais.

Aten¸c˜ao: O s´ımbolo “(?)” indica que h´a algo a ser completado; reticˆencias significam

que, naquele conceito, h´a alguma “pegadinha”. Bom diverti mento!

completado; reticˆencias significam que, naquele conceito, h´a alguma “pegadinha”. Bom diverti mento! Figura 3.2:

Figura 3.2:

23

23 Figura 3.3: Figura 3.4:

Figura 3.3:

23 Figura 3.3: Figura 3.4:

Figura 3.4:

Cap´ıtulo 4

Soma de Ponto com Vetor

Neste cap´ıtulo s˜ao introduzidos o conceito de soma de ponto com vetor e

suas propriedades.

Estudaremos agora uma opera¸c˜ao “h´ıbrida” que permite so mar ponto a vetor, obtendo-

se ponto como resultado.

Defini¸c˜ao 4.1 Dados um ponto P e um vetor u , o ponto Q tal que o segmento orientado

( P, Q ) ´e representante de u ´e chamado soma de P com u e indicado por P + u . Em

s´ımbolos

P + u = Q P −→ Q = u

(4.1)

Decorre da defini¸c˜ao que, quaisquer que sejam os pontos P e Q ,

−→

P + P

Q = Q

(4.2)

Intuitivamente, podemos entender P + u como o resultado do deslocamento de um

ponto material, inicialmente situado na origem da flecha, at´e a sua extremidade.

situado na origem da flecha, at´e a sua extremidade. Figura 4.1: Usaremos a nota¸c˜ao P −

Figura 4.1:

Usaremos a nota¸c˜ao P u para indicar a soma do ponto P com o oposto de u :

P u = P + ( u )

24

25

A opera¸c˜ao que ao par ordenado ( P, u ) associa o ponto P + u ´e chamada adi¸c˜ao de

ponto com vetor . Vejamos algumas de suas propriedades:

Teorema 4.1 Quaisquer que sejam os pontos A e B e os vetores u e v , valem as

propriedades:

P1) ( A + u ) + v = A + ( u + v )

P2) A + u = A + v u = v

P3) A + u = B + u A = B

P4) ( A u ) + u = A

Observa¸c˜ao 4.1 Se o segmento orientado ( A, B ) ´e um representante do vetor x , ´e usual representar esse vetor por −→ AB , ou tamb´em por B A.

−−→

Exemplo 4.1 Mostre que AB AC = CB

−→

−→

Exemplo 4.2 Mostre que ( A + u ) u = A

Exemplo 4.3 Mostre que A + u = B + v u = AB −→ + v

Exerc´ıcio 4.1 Determine BA −→ em fun¸c˜ao de u , sabendo que A u = B + u .

Exerc´ıcio 4.2 Dados os pontos A, B e C , determine X , sabendo que

−−→

( A + AB ) + CX = C + CB

−→

−−→

Exerc´ıcio 4.3 Prove que, se B = A + DC , ent˜ao B = C + DA .

−−→

−−→

Cap´ıtulo 5

Aplica¸c˜oes Geom´etricas

Neste cap´ıtulo s˜ao apresentadas algumas aplica¸c˜oes dos vetores `a Geome-

trica Euclidiana.

Exemplo 5.1 Prove que o segmento que une os pontos m´edios de dois lados de um

triˆangulo ´e paralelo ao terceiro lado e tem por medida a met ade da medida deste lado.

Exerc´ıcio 5.1 Prove que as diagonais de um paralelogramo tˆem o mesmo ponto m´edio.

Exerc´ıcio 5.2 Prove que se os pontos m´edios dos lados de um quadril´atero sao˜ v´ertices

de um segundo quadril´atero, este ´e um paralelogramo.

Exerc´ıcio 5.3 Sejam A, B e C pontos distintos e p um n´umero real. Seja X o ponto tal

que AX = p AB . Exprima CX em fun¸c˜ao de CA , CB , p .

−−→

−→

−−→

−→ −−→

26

Cap´ıtulo 6

Dependˆencia Linear

Neste cap´ıtulo apresentam-se a defini¸c˜ao geom´etrica de d ependˆencia linear

de vetores, sua caracteriza¸c˜ao alg´ebrica e aplica¸c˜oe s.

No estudo da Geometria em trˆes dimens˜oes encontraremos com frequˆencia situa¸c˜oes

de paralelismo entre retas, planos, ou entre retas e planos. A dependˆencia linear, tema

deste cap´ıtulo ser´a uma poderosa ferramenta no tratament o de tais situa¸c˜oes. Temos

1. Um vetor n˜ao-nulo ´e paralelo a uma reta (respectivamente , a um plano) se tem um

representante ( A, B ) tal que o segmento AB seja paralelo `a reta (respectivamente,

ao plano).

2. Convencionaremos que o vetor nulo ´e paralelo a qualquer r eta e a qualquer plano.

3. Dois vetores paralelos a uma mesma reta s˜ao paralelos (ma s cuidado: dois vetores

paralelos a um mesmo plano podem n˜ao ser paralelos!).

4. Se u ´e paralelo `a reta r (respectivamente, ao plano π ), ent˜ao existe um representante

( A, B ) de u tal que o segmento AB esteja contido em r (respectivamente, em π ).

5. Usaremos o s´ımbolo tradicional de paralelismo: u //r , u //π .

Sendo n um n´umero natural n˜ao-nulo, o s´ımbolo ( v , v , · · · ,

1

2

n

v ) indica a sequˆencia, ou

n-upla ordenada, dos vetores v ,

trata-se do conjunto formado por

escritos. Isso quer dizer que

1

v 2 , · ·

v

1