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Brasília – Abril/2014
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1. Pedofilia (pág. 04)
1.1 O que é a pedofilia
1.2 Perfil do pedófilo
1.3 Atuação do pedófilo

2. Internet e pedofilia (pág. 07)
2.1 Aliciamento via internet
2.2 Linguagem da pedofilia
2.3 Símbolos
2.4 Prevenção
2.5 Crime organizado

3. Aos Pais (pág. 10)
3.1 Cuidados com a Internet
3.2 Medidas de cautela
3.3 Outras Medidas

4. Sintomas característicos das vítimas (pág. 12)
4.1 Como pode ocorrer o abuso sexual
4.2 Sintomas e sinais do abuso
4.3 Lei do silêncio
4.4 Procedimentos positivos

5. Crimes ligados à pedofilia e suas penas (pág. 14)

6. Legislação (pág. 16)

7. Denuncias (pág. 17)



ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal



CÂMARA DOS DEPUTADOS
Abril / 2014





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A AP PR RE ES SE EN NT TA AÇ ÇÃ ÃO O



Prezadas amigas e amigos,


Não obstante os avanços na conquista da garantia dos direitos das crianças e dos
adolescentes, como a Declaração Universal dos Direitos da Criança, adotada pela ONU
em 1959, a Constituição da República Brasileira, em 1988, e o próprio Estatuto da
Criança e do Adolescente, em 1990, ainda presenciamos em nossos dias a violência
histórica que insiste em vitimá-las.

Nossas crianças e adolescentes apresentam condição de vulnerabilidade e fragilidade
inerentes ao seu estado em formação física e psíquica, razão pela qual é o grupo de
pessoas que mais padecem pelo cometimento de atos de violência.

De todas, a violência de caráter sexual é, sem dúvida, a mais degradante.

Em todas as suas formas – abuso, exploração, constrangimento, assédio por adulto ou
por meio da internet, etc. – a violência sexual subjuga a vítima a um emaranhado
conjunto de relações e sentimentos aos quais ela não está preparada, o que, fatalmente,
vai marcá-la para sempre, interferindo negativamente em sua percepção do mundo e em
sua relação com as pessoas.

Rechaçar, denunciar e punir com maior vigor os infratores é apenas parte do processo
para minimizar e banir este flagelo.

Um melhor entendimento da questão da pedofilia fortalecerá a cooperação entre pais,
educadores e agentes sociais, em assegurar que nossas crianças e adolescentes tenham
melhor qualidade de vida com plena liberdade, paz e tranquilidade.


Desejamos uma ótima leitura!


Antonio Bulhões
Deputado Federal

Abril / 2014


Praça dos Três Poderes – Anexo IV – Gab 327 – Brasília (DF) – CEP: 70900-160 – Telefone: (61) 3215-5327
Rua Vergueiro, n° 981 – 2º Andar – Conj 25 – São Paulo (SP) – CEP: 01504-001 – Telefone: (11) 2872-9323
E-mails: dep.antoniobulhoes@camara.gov.br / deputadoantoniobulhoes@gmail.com



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1 1. . P PE ED DO OF FI IL LI IA A






1 1. .1 1 O O Q QU UE E É É A A P PE ED DO OF FI IL LI IA A


Pedofilia é a perversão sexual de um indivíduo adulto ou
adolescente ao dirigir sua atração sexual às crianças pré-
púberes (antes de atingir a puberdade).

De origem grega, “pedos” (criança/menino) e “philia”
(afinidade/inclinação), pedofilia significa literalmente
afinidade com crianças.
• Na Psicologia, e segundo o Código Internacional de Doenças, a pedofilia ou pedosexualidade é um
transtorno mental e consequente transtorno de personalidade que se caracteriza pela preferência em
realizar, ativamente ou na fantasia, práticas sexuais com crianças ou adolescentes. Pode ser
homossexual, heterossexual ou bissexual, ocorrendo com conhecidos, no interior da família ou entre
estranhos. Pode incluir apenas o brincar de jogos sexuais com crianças (observar ou despir a criança
ou despir-se na frente dela), a masturbação, o aliciamento ou a relação sexual completa ou
incompleta.

Este transtorno não significa doença mental ou retardamento de desenvolvimento mental, pois o
vilão entende perfeitamente o caráter ilícito de seus atos, o que o torna juridicamente capaz e
imputável.

• Juridicamente, a palavra “Pedofilia” vem sendo usada para indicar o abuso de natureza sexual
cometido contra criança. Entretanto não existe na legislação brasileira tipificação específica de um
delito que tenha o nomem juris de “pedofilia”, embora o termo já tenha sido usado em documentos
oficiais:

1. No artigo 3º do “Acordo de Cooperação entre os Governos da República Federativa do Brasil e da
República do Panamá, no campo da Luta Contra o Crime Organizado”, referindo-se ao intercambio de
informações, dados e a tomada de “medidas conjuntas com vistas ao combate às seguintes atividades
ilícitas”: ...“atividades comerciais ilícitas por meios eletrônicos (transferências ilícitas de numerário,
invasão de bancos de dados, pedofilia e outros)”;
2. No anexo 1, nº 143, do Decreto 4.229/2002 (DOU 14/05/2002), que dispõe sobre o Programa Nacional
de Direitos Humanos - PNDH, referindo-se a “Combater a pedofilia em todas as suas formas, inclusive
através da internet”; etc.

Pedofilia não é simplesmente “gostar de crianças”, antes,
“gostar de crianças para praticar sexo”.

Prática de sexo com crianças é crime ligado à pedofilia:
• Estupro contra a criança;
• Atentado violento ao pudor contra uma criança (crime existente antes da Lei 12015/2009);
• Produção, venda, troca ou publicação pornográfica infantil;
• Assédio sexual à criança através da internet;
• Promoção da prostituição infantil e etc.



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1 1. .2 2 P PE ER RF FI IL L D DO O P PE ED DÓ ÓF FI IL LO O


O pedófilo (portador da parafilia), por ter excitação sexual com
indivíduos do sexo feminino ou masculino pré-púberes, tem
plena consciência do que faz, e de que esta prática de abuso é
fonte de prazer e não de sofrimento, tanto que preserva o
entendimento de seus atos, o que o diferencia de um psicótico.

São pessoas normais, que vivem uma vida normal, têm
profissão normal, cidadãos acima de qualquer suspeita, os
famosos “gente boa”. É mais provável um pedófilo ter um ar
“normal” do que “anormal”.

Existe uma minoria de pedófilos doentes e existe a grande maioria de pedófilos criminosos que sabem muito
bem o que estão fazendo.

Pedófilo não criminoso – Pessoa portadora da parafilia denominada pedofilia (que tem atração sexual por
crianças) – Este pode jamais praticar um crime ligado à pedofilia, justamente porque sabe que é errado ter
relação de natureza sexual com uma criança ou usar pornografia infantil. Este pedófilo, justamente porque é
dotado de discernimento e capacidade de autodeterminação, mantém seu desejo sexual por crianças
somente em sua mente (não passa da fase de cogitação). Este não é criminoso, porque não praticou conduta
ilegal.

Pedófilo criminoso – Embora dotado de discernimento e capacidade de autodeterminação, resolve praticar
uma relação de natureza sexual com uma criança ou produzir, portar ou usar pornografia infantil, mesmo
sabendo se tratar de crime. Esse, evidentemente, é imputável e deve ser condenado conforme sua conduta.

Pedófilos doentes mentais (minoria) – Apresentam graves problemas psicopatológicos e características
psicóticas alienantes, os quais, em sua grande maioria, seriam juridicamente inimputáveis (se assim
determinado pelo exame médico competente, realizado no decorrer de um processo judicial), porque não tem
discernimento ou capacidade de autodeterminação. Caso exteriorizem suas preferências sexuais, na forma de
estupro contra criança, atentado violento ao pudor contra criança, uso de pornografia infantil e etc., não
podem ser condenados, mas sobre eles deve ser aplicada a medida de segurança, como previsto na
legislação penal.

Não pedófilos, mas praticam ocasionalmente crimes sexuais contra crianças – São criminosos que
se aproveitam de uma situação e dão vazão à sua libido com uma criança ou adolescente, mas que o fariam
mesmo que se tratasse de uma pessoa adulta.

Não pedófilos, mas praticam crimes ligados à pedofilia – Há daqueles que produzem e/ou
comercializam a pornografia infantil para deleite dos pedófilos, mas que nunca sentiram atração sexual por
crianças. Existem os que promovem a prostituição infantil, submetendo crianças ao “uso” dos pedófilos. São
criminosos por visar lucro ilícito.

Pedofilia é uma parafilia e pedófilo é o portador dessa parafilia.
Pode ser ou não criminoso, conforme os atos que venha a praticar.
Ser portador da parafilia denominada “pedofilia” não é, por si só, crime.
Mas, exteriorizar e praticar atos de pedofilia (preferência sexual por crianças)
é crime porque assim é definido como tal em Lei.



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1 1. .3 3 A AT TU UA AÇ ÇÃ ÃO O D DO O P PE ED DÓ ÓF FI IL LO O


O fato de a pedofilia ser uma patologia não significa que o
pedófilo não deva ser punido. Estatísticas mostram que 80 a
90% dos contraventores sexuais não apresentam nenhum sinal
de alienação mental.

Não há porque aceitar a inclinação cultural tradicional de se
correlacionar o delito sexual com doença mental. Esta crença de
que o agressor sexual atua impelido por fortes e incontroláveis
impulsos e desejos sexuais é infundada, servindo apenas como
explicação genérica para esse crime.

Com base no estudo de casos recentes, a Polícia Federal afirma que, na maioria, o pedófilo é um homem entre 30 e
45 anos, solteiro e que mora sozinho. É reservado, inseguro e tem dificuldade de manter relações afetivas. Muitos
deles foram consumidores vorazes de pornografia adulta antes de dar vazão às suas tendências pedófilas. Pesquisas
feitas pela ONG Safernet acrescentam que o pedófilo virtual padrão do Brasil é em sua maioria das classes A, B e C.
• Apresenta-se como um adulto alegre, participativo, cooperativo e com uma linguagem infantil que vai aos
poucos ganhando a criança, sempre disposto a atender o desejo ou a necessidade da pequena vítima, dando
asas à sua imaginação e buscando valorizá-la, condições que, por vezes, passam despercebidas pelos pais.
• O pedófilo premedita, investiga rotinas e problemas familiares, busca ficar a par dos desejos e das frustrações
da vítima, bem como se aproveita de oportunidades para seduzi-la. Recorre geralmente a um modo de
aproximação com a criança que se inicia pela fabricação de interesses comuns, brincadeiras ou jogos, através
das quais vai angariando a amizade, aceitação e confiança da criança.
• Infiltra-se na vida da criança, passando a fazer parte do seu convívio, além de seduzi-la com afeto, oferece
presentes geralmente sem motivo e às vezes exageradamente caros, doces, passeios, roupas e dinheiro,
conhece filmes, artistas e programas infantis (para criar interesses em comum); oferece passeios sem a
companhia dos pais; etc. Uma vez cativada, diminui a chance dela se defender das situações de abuso e de
negar seus pedidos: a criança passa a se sentir devedora da ajuda recebida.
• O próximo passo é a ameaça, que culmina na configuração do que se convencionou chamar de “muro do
silêncio”. Comuns são as ameaças do tipo: “Se você contar, eu mato você e sua mãe; vou deixar de gostar de
você; nossa família vai ficar mal vista”, etc. A relação travada entre o pedófilo e a vítima é caracterizada
basicamente pela existência de domínio, medo, sujeição, ameaça, sedução, culpa e cumplicidade.
• Para blindar a relação o abusador sexual procura ganhar confiança de
quem possivelmente possa vir a descobrir o que está acontecendo,
mantendo-se assim por mais tempo, totalmente livre de qualquer suspeita.
A vítima passa a ter alterações comportamentais, e seus responsáveis
devem estar atentos.
• Na maioria das vezes, o pedófilo carrega consigo algum tipo de frustração
ligada ao aspecto sexual. Em razão de tal frustração, ele tem um
comportamento impulsivo e ansioso, sendo que o prazer obtido através do
abuso geralmente alivia temporariamente tal impulso e ansiedade.
• Em geral, são pessoas aparentemente normais e do círculo de confiança
das crianças e adolescentes, como por exemplo familiares, amigos,
vizinhos, colegas ou mesmo os seus responsáveis.
• Podem ser também desconhecidos, que abordam a vítima pessoalmente ou pela internet. Hoje em dia muitos
abusadores fazem uso da Internet, por meio dos chamados sites de relacionamento (ORKUT, FACEBOOK,
GAZZAG, MYSPACE, etc.), MSN, SKIPE, salas de bate-papo (CHATS). Alguns se fazem passar por crianças e
adolescentes, criam com a vítima um laço de amizade, através do qual tentam marcar um encontro. Há
abusadores que pedem que a vítima tire suas roupas e exponha o seu corpo diante de uma câmera de vídeo
(WebCam) e depois passam essas imagens pela rede fazendo ameaças e chantagens.


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2 2. . I IN NT TE ER RN NE ET T E E P PE ED DO OF FI IL LI IA A



A Internet é uma das mais poderosas ferramentas para a disseminação do conhecimento. Contudo,
como toda ferramenta criada pelo homem, pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal.

Um exemplo do mau uso da Internet é aquela feita pelos pedófilos, que se aproveitam do anonimato da
rede, para acintosamente divulgar material pornográfico contendo abusos contra crianças e
adolescentes, até contra bebês, ou para se aproximarem de suas vítimas por meio das muitas salas de
bate papo.

Alguns progressos já foram feitos para tentar acabar com
esse crime na Internet: a empresa Google resolveu colaborar
com o Ministério Público, agilizando a liberação de dados
sobre álbuns do Orkut investigados por envolvimento em
crimes cibernéticos.

O Congresso Nacional está concluindo projetos referentes à
tipificação de crimes cometidos pela rede mundial de
computadores, todavia, ainda que venha a existir uma
legislação rigorosa para coibir esse tipo de crime, o melhor e
o mais eficaz controle é aquele realizado não pelos poderes
públicos, mas pela própria sociedade.

Assim, é extremamente importante que todos os pais se aproximem ainda mais de seus filhos para
saber também o que estes fazem na Internet, com o objetivo de resguardá-los contra os eventuais
riscos.


2 2. .1 1 A AL LI IC CI IA AM ME EN NT TO O V VI IA A I IN NT TE ER RN NE ET T



“Internet Grooming” é a expressão inglesa que define
genérica-mente o processo utilizado por pedófilos
criminosos (ou predadores sexuais) na Internet, e que vai
do contato inicial à exploração ou abuso sexual de crianças
e adolescentes.

Trata-se de um processo complexo, cuidadosamente
individualizado, pacientemente desenvolvido através de
contatos assíduos e regulares desenvolvidos ao longo do
tempo e que pode envolver a lisonja, a simpatia, a oferta de presentes, dinheiro ou supostos trabalhos
de modelo, mas também a chantagem e a intimidação.

A Diretora de Pesquisa da “Cyberspace Research Unit” da “University of Central Lancashire” (UCLan), da
Gran Bretanha, Rachel O’Connell, produziu um estudo, chamado “A Tipologia da Exploração Cybersexual
da Criança e Práticas de Grooming Online” (“A Typology of Child Cybersexpolitation and Online Grooming
Practices”), que nos dá informações extremamente relevantes para entender e poder explicar aos jovens
as diversas etapas seguidas por este processo, que compreende a seleção de vítimas, amizade, formação
de uma relação, avaliação do risco, exclusividade, conversas sobre sexo.


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Durante o processo muitas vezes a pornografia infantil (simulada ou não) é usada como estímulo e meio
de convencimento. Tais fases podem variar ou se mesclar, dependendo da situação. Mas é importante
perceber que os pedófilos criminosos são especialistas de engenharia social e sabem levar as
crianças/jovens a revelar as suas necessidades e desejos para, em função disso, explorar as suas
vulnerabilidades. Evidentemente trata-se de crime ligado à pedofilia.



2 2. .2 2 L LI IN NG GU UA AG GE EM M D DA A P PE ED DO OF FI IL LI IA A


Como sabem que também são caçados, os pedófilos da
internet procuram se refugiar entre os milhões de páginas
e bilhões de trocas de mensagens que ocorrem a cada dia
na internet.

Criam códigos especiais e codnomes, utilizando siglas e
abreviaturas aparentemente inocentes e desconhecidas da
grande maioria - “7yo”, por exemplo, é como os pedófilos
se referem a crianças de sete anos (seven year old, em
inglês).

Sob pseudônimos singelos como “Pokémon” ou “Loverboy” eles conseguem estabelecer contato com
menores.

O site Safe Family Media pesquisou e descobriu que pelo menos 20% dos menores de 12 anos estariam
dispostos a dar seu endereço eletrônico ou residencial, durante um contato em salas de bate-papo na
internet.

Chegar aos criminosos ainda esbarra em uma barreira legal, pois a Polícia Federal não pode utilizar as
mensagens ou a troca de imagens como prova. A orientação das autoridades é reunir a maior
quantidade de dados para fazer uma denúncia formal.



2 2. .3 3 S SÍ ÍM MB BO OL LO OS S



O FBI produziu um relatório sobre pedofilia, onde coloca uma serie de símbolos
usados pelos pedófilos para se identificar. Os símbolos são, sempre, compostos
pela união de 2 semelhantes, um dentro do outro. A forma maior identifica o
adulto, a menor a criança. A diferença de tamanho entre elas demonstra a
preferência por crianças maiores ou menores.

Homens são triângulos, mulheres corações. Os símbolos
são encontrados em sites, moedas, jóias (anéis,
pingentes,...) entre outros objetos.

Os triângulos representam homens que querem meninos (o detalhe cruel é o
triângulo mais fino, que representam homens que gostam de meninos bem
pequenos); o coração são homens (ou mulheres) que gostam de meninas e a
borboleta são aqueles que gostam de ambos.




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2 2. .4 4 P PR RE EV VE EN NÇ ÇÃ ÃO O


Apesar dos problemas elencados, não significa que a
INTERNET seja ruim ou deva ser proibida para acesso de
crianças. A Internet é um instrumento e um meio de
comunicação como qualquer outro (como a televisão, o
rádio, os jornais, etc) e, portanto, pode ser usada para o
bem e para o mal.

A maior parte do conteúdo da internet é bom e indispensável, hoje em dia. Saber lidar com ela é
importantíssimo para a educação de crianças e adolescentes.

Entretanto cabe aos pais e responsáveis verificar as páginas e “sites” acessados por seus filhos, para que
estes não sejam vítimas de crimes cibernéticos (entre eles o abuso sexual).

PREVINA-SE:

• Cuide de seu filho, saiba o que ele está fazendo e dê a ele toda a atenção que puder;
• Saiba sempre onde estão e com quem estão. Conheça seus amigos, principalmente os mais velhos;
• Ensine-os a não aceitar convites, dinheiro, comida e favores de estranhos, especialmente em troca
de carinho;
• Sempre os acompanhe em consultas médicas;
• Converse com os filhos: crie um ambiente familiar tranquilo;
• Supervisione o uso da Internet (ORKUT, MSN, salas de bate papo, etc.);
• Oriente seus filhos a não responderem e-mails de desconhecidos, e a nunca enviar fotos ou fornecer
senhas e dados pessoais (nome, idade, telefone, endereço, etc.), por mais amiga que a pessoa seja.



2 2. .5 5 C CR RI IM ME E O OR RG GA AN NI IZ ZA AD DO O


A pedofilia, pornografia e exploração de crianças e
adolescentes integram uma rede de crime organizado
pela internet.

É incalculável a soma de dinheiro que elas movimentam
no Brasil e exterior, podendo até estar ligadas a crimes
como tráfico de drogas e desvio de dinheiro.

Pessoas que praticam esses atos pela Internet são chamadas de “ladrões da inocência”. Trocam
informações, negociam imagens pornográficas infantis, trocam desejos e fantasias sexuais daqueles que
são abusados, merecendo por isso atenção especial das autoridades.

O Brasil é um dos 3 maiores países que mais consome a internet para crimes de pedofilia. Dados indicam
que, atualmente, a quantidade de dinheiro que circula é maior do que o tráfico de drogas.





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3 3. . A AO OS S P PA AI IS S




Além de ensinar o filho ou a filha a comer, andar, falar, vestir e
etc., é preciso ensinar também a proteger e cuidar da sua
integridade física, conversando com eles sobre todas as partes do
corpo humano, para que servem, como protegê-las, usá-las, mantê-
las limpas e evitar doenças.

Se você tem dúvida de como conversar sobre esse assunto, procure
ajuda na escola, no posto de saúde, com médicos, psicólogos,
assistentes sociais ou programas de sua cidade. A melhor maneira
de manter seu filho seguro é educar a si mesmo quanto ao Abuso
Sexual em crianças e por isso informações são necessárias.

Leia, estude, troque idéias, mas acima de tudo, ame, eduque e respeite a criança e o adolescente. O silêncio
gera a impunidade!

“Os pais são em parte culpados por não conversarem com seus filhos sobre
questões sexuais, usei isso em meu proveito, ensinando a criança eu mesmo.”
(Fala de um pedófilo condenado).



3 3. .1 1 C CU UI ID DA AD DO OS S C CO OM M A A I IN NT TE ER RN NE ET T


Na internet, pode e deve valer o velho ditado de não falar com
estranhos. O anonimato da rede abriga criminosos e
pervertidos de toda espécie. Não permita o uso da Internet
com a porta trancada, ou mesmo fechada.

Procure, se possível, deixar o computador usado pelas crianças
em uma área de livre circulação da casa. A simples presença
dos pais em casa pode, às vezes, ser um elemento dissuasivo,
mas não confie só nisto.

Evite ao máximo o uso da Internet por tempo prolongado, em especial se o computador estiver em local
isolado. Pergunte e confira, rotineiramente, o que seu filho faz diante da tela do computador. Informe-se
para poder conversar melhor e use diálogo aberto para detalhar os riscos expostos na internet.

Fique atento a reações abruptas durante a navegação. Se uma criança desliga o monitor subitamente, pode
estar sendo alvo de um ataque. Se ela apaga a tela ou se desconecta da internet quando um adulto se
aproxima, acenda o sinal de alerta, mas sem pânico. Podem ser apenas confidências entre amigos.

Procure associar os nicknames (apelidos) dos contatos de seus filhos nos bate-papos aos amigos ou amigas
de carne e osso, de forma tranquila e sem usar de truculência. Recomende aos filhos que nunca liguem a
minicâmera (webcam) para pessoas desconhecidas. Estímulo visual é um dos mais fortes entre os pedófilos.


3 3. .2 2 M ME ED DI ID DA AS S D DE E C CA AU UT TE EL LA A


Dicas de como prevenir que um pedófilo faça da criança uma vítima:

• Diga à criança que se afaste de quem tentar tocar seu corpo e fazer coisas que a faça sentir desconfortável.
Mesmo se o agressor ameaçar, não deve ter medo de contar e pedir ajuda de um adulto que confie;


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• Estabeleça vínculo de confiança com a criança para que ela saiba que poderá procurá-lo para perguntar ou
contar algo sem tomar bronca ou ser criticada;
• Esteja atento. A supervisão da criança é a melhor proteção, pois na grande maioria dos casos os agressores
são pessoas que conhecem bem a criança e a família;

• Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância
das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental;
• Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos;
• Advertir às crianças para nunca aceitarem convites de
quem não conheça; Estar sempre ciente de onde está a
criança e o que está fazendo; evite deixar os filhos
sozinhos, por exemplo, em clubes, academias ou em casa
de pessoas – principalmente pessoas desacompanhadas.
• Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar
as crianças quando os pais não puderem cuidar disso
intensivamente;
• Se não for possível uma supervisão intensiva, pedir às
crianças que fiquem o maior tempo possível junto de
outras crianças, explicando as vantagens do
companheirismo. Isso também ajuda a evitar o assédio de
abusadores- Lembre-se: o pedófilo prefere aquelas
afastadas;
• Conhecer os amigos das crianças e suas famílias, especialmente aqueles que são mais velhos que ela;
• Ensinar a criança a zelar por sua própria segurança;
• Orientar sempre às crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas;
• Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, como gritar e correr em situações de perigo;
ACREDITE SEMPRE nos relatos da criança por mais absurdo que possa parecer;
• Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contato nessas partes chame sua
atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo;
• Fazer com que as crianças entendam que não devem fazer pactos de segredo com ninguém. Deixe os filhos à
vontade para nos contar qualquer coisa.


3 3. .3 3 O OU UT TR RA AS S M ME ED DI ID DA AS S


O pedófilo tem caráter psicopático, de quem premedita,
investiga rotinas, desejos, oportunidades e seduz. Esse tipo
faz com que a vítima se sinta culpada, ou age com muitas
coerções sobre ela.

Filhos precisam ser orientados, e principalmente as mães,
devem estar próximas e atentas ao discurso e
comportamentos das crianças e adolescentes.

Explique que adultos precisam ser respeitados, mas não significa que crianças tenham que obedecer e
fazer tudo o que mandam, principalmente se isso envolver tocar, manipular, beijar ou machucar o corpo.

O diálogo aberto e a confiança mútua são fundamentais. Mais do que qualquer programa ou filtro, a
conversa sincera entre pais e filhos ainda é a melhor arma para se enfrentar a pedofilia.





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4 4. . S SI IN NT TO OM MA AS S C CA AR RA AC CT TE ER RÍ ÍS ST TI IC CO OS S D DA A V VÍ ÍT TI IM MA A


O abuso sexual é praticado pela pessoa que usa uma criança
ou um adolescente para satisfazer seu desejo sexual, ou seja,
é qualquer jogo ou relação sexual, ou mesmo ação de
natureza erótica, destinada a buscar o prazer sexual com
crianças ou com adolescentes.

Também pode ser qualquer forma de exploração sexual de
crianças e adolescentes (incentivo à prostituição, a escravidão
sexual, turismo sexual, pornografia infantil).

PREVENIR É SEMPRE MELHOR QUE REMEDIAR!



4 4. .1 1 C CO OM MO O O OC CO OR RR RE E O O A AB BU US SO O S SE EX XU UA AL L


O abuso sexual pode ocorrer nos mais variados lugares, a
começar pela própria casa, nos parques, nas ruas e praias, na
vizinhança, nas escolas, consultórios médicos, transportes
públicos e particulares, e até através do telefone ou do
computador (INTERNET).
O agressor não mede esforços para seduzir sua vítima de
diversas formas e em qualquer classe social, das seguintes
maneiras:
• Sem contato físico - Por meio de “cantadas” obscenas, exibição dos órgãos sexuais com intenção erótica,
pornografia infantil (fotos e poses pornográficas ou de sexo explícito com crianças e adolescentes);
• Com contato físico - Por meio de beijos, carícias nos órgãos sexuais, ato sexual (oral, anal e vaginal);
• Sem emprego de violência - Usando-se sedução, persuasão, mediante presentes e/ou mentiras;
• Com emprego de violência - Usando-se força física ou ameaças verbais;
• Na forma de exploração sexual - Pedir ou obrigar a criança ou o jovem a participar de atos sexuais em
troca de dinheiro ou outra forma de pagamento (passeios, presentes, comida, etc.).

4 4. .2 2 S SI IN NT TO OM MA AS S E E S SI IN NA AI IS S D DO O A AB BU US SO O


Crianças ou adolescentes se tornam retraídas, perdem a confiança no adulto, ficam aterrorizadas, deprimidas
e confusas, sentem medo de serem castigadas, às vezes até sentem vontade de morrer, perdem o amor
próprio, têm queda no rendimento escolar, apresentam sexualidade não correspondente à sua idade.
SINAIS FÍSICOS QUE PODEM INDICAR O ABUSO SEXUAL:

• Lesões em geral, hematomas;
• Lesões genitais e/ou anais;
• Ganho ou perda de peso;
• Enurese noturna (fazer xixi na cama ou na roupa);
• Ecuprese noturna (fazer cocô na cama ou na roupa);
• Gestação (no caso de adolescentes e raramente em
crianças);
• Doenças sexualmente transmissíveis (gonorréia, cancro,
herpes genital, AIDS, etc);
• Sono perturbado (pesadelos e/ou agitação).




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4 4. .3 3 L LE EI I D DO O S SI IL LÊ ÊN NC CI IO O


É a situação quando a criança foi abusada sexualmente e é
obrigada a se calar, geralmente por medo das ameaças feitas
pelo abusador.
Também existe a situação em que o abusador faz a criança se
sentir culpada e, assim, esta não denuncia por “vergonha”.
Outra situação ocorre quando a família fica sabendo e tem medo
de denunciar, pensando que algo de pior pode acontecer, ou,
ainda, quando a família é ameaçada ou se torna conivente com a
situação.
A criança sempre tem muita dificuldade em falar. É preciso ouvi-la com cautela e paciência, especialmente para
que não seja mais um trauma. Também é importante ressaltar que a criança muitas vezes se exprime através de
brinquedos e/ou desenhos.

Observe-se que no primeiro desenho a criança
representou o abusador distanciado da família (como
ela desejava) e com expressão agressiva.

No segundo, outra criança desenhou no canto direito,
uma criança em cima de uma cadeira, que era onde o
abusador a colocava para abusá-la. No canto superior
esquerdo é o seu irmão, que via tudo que estava
acontecendo.

Desenhos como estes são indícios fortes de abuso sexual e revelam a necessidade de se procurar um profissional de
psicologia para investigação do fato.



4 4. .4 4 P PR RO OC CE ED DI IM ME EN NT TO OS S P PO OS SI IT TI IV VO OS S


Propiciar, um ambiente seguro que favoreça a conversa franca,
segurança, proteção, cuidado, condições básicas de higiene e
alimentação é fundamental para que a criança se sinta protegida
e amparada.

Ao perceber os sintomas, aja com calma e respeito,
especialmente às suas limitações físicas e emocionais. Mediante
a declaração da criança ou do adolescente de que foi abusado
sexualmente, a principal providência em caso de abuso sexual é
apoiar a vítima e levá-la ao atendimento médico e psicológico o
mais cedo possível:

TENHA SEMPRE EM MENTE:
• Estar disponível para ouvi-los, sem censurá-los;
• Incentivar a falar devagar o que se passou, mas sem muitas perguntas e comentários;
• Não culpá-los pelo acontecimento, ao contrário, dar-lhes apoio e carinho;
• Oferecer proteção e prometer que tomará providências, as quais deverão ser feitas;
• Consultar um médico e um psicólogo;
• Informar as autoridades.

A época exata para se influenciar o caráter de uma criança
é cem anos antes de ela ter nascido.
William Ralph Inge


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5 5. . C CR RI IM ME ES S L LI IG GA AD DO OS S À À P PE ED DO OF FI IL LI IA A E E S SU UA AS S P PE EN NA AS S



Aqui estão as tipificações dos crimes ligados à pedofilia pelo CÓDIGO PENAL:



• CRIME DE ESTUPRO: É a relação sexual (vaginal) mediante
violência (artigo 213 do Código Penal – pena de 6 a 10 anos de
reclusão), quando praticados contra criança (menor de 12 anos).
O praticante via de regra é pedófilo (portador da parafilia), porque
tem excitação sexual com indivíduos do sexo feminino pré-
púberes.
• CRIME DE ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: É a prática
de atos sexuais (exemplo, sexo oral ou anal) mediante violência
(artigo 214 do Código Penal – pena de 6 a 10 anos de reclusão),
quando praticados contra criança (menor de 12 anos). O
praticante via de regra também é pedófilo (portador da parafilia),
porque tem excitação sexual com indivíduos do sexo feminino ou
masculino pré-púberes.
MODIFICAÇÃO DO CÓDIGO PENAL: Atualmente, com a Lei 12015 (07/08/2009), foi dado um tratamento mais rigoroso
aos agora chamados “Crimes contra a Dignidade Sexual”, com agravamento de penas e medidas processuais (sigilo e
facilitação da iniciativa da ação penal), especialmente aos crimes cometidos contra menores de idade.
• ESTUPRO DE VULNERÁVEL: É o ato de pedofilia por excelência. Consiste em ter conjunção carnal (relação vaginal)
ou praticar outro ato libidinoso (sexo anal, oral, etc.) com menor de 14 anos. O praticante via de regra é um pedófilo,
porque tem excitação sexual com indivíduos pré-púberes (crianças menores de 12 anos) ou adolescentes de até 14
anos (Artigo 217-A do Código Penal - A pena varia de 8 a 15 anos de reclusão, em casos comuns, e de 10 a 20 anos, se
houver lesão corporal grave na vítima; até 30 anos, se houver morte da vítima).
DEFINIÇÃO DE “VULNERÁVEL”: Pessoa menor de 14 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem a
compreensão ou o discernimento necessário à prática de ato sexual, ou por qualquer outra causa, não pode opor
resistência.
• CORRUPÇÃO DE MENORES – INTERMEDIAÇÃO DE MENORES DE 14 ANOS PARA SATISFAÇÃO DA
LASCÍVIA ALHEIA: É o ato de intermediar um menor para ter sexo com outra pessoa. É a punição dos chamados
“alcoviteiros” ou “agenciadores” (Artigo 218 Código Penal – Pena de 2 a 5 anos de reclusão).
• SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE: É o ato de praticar sexo
ou outro ato libidinoso na presença de criança ou adolescente menor de 14 anos (Artigo. 218-A do Código Penal - Pena
de 2 a 4 anos).
• FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE VULNERÁVEL: É o
ato de submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual, pessoa menor de 18 anos ou
VULNERÁVEL – aquele que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento (Artigo. 218-B
Código Penal – Pena de 4 a 10 anos e multa).
Também pratica o crime e está sujeito às mesmas penas: I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com
alguém menor de 18 e maior de 14 anos na situação de prostituição (quem tem relação com menor de idade
prostituída); II - o proprietário, gerente ou responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput
deste artigo (o dono do “bordel” ou “zona” onde se encontra o menor).
• TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL: Artigo 231 do Código Penal –
Pena de 3 a 8 anos, aumentada em 50%, se a vítima for menor de 18 anos.
• TRÁFICO INTERNO (NACIONAL) DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL: Artigo 232 do Código
Penal. Pena de 2 a 6 anos, mais o aumento de 50%, se a vítima for menor de 18 anos;
• RUFIANISMO: Tirar proveito econômico da prostituição de outra pessoa (Artigo 230 do Código Penal - Quando
cometido com violência, por parente ou contra menores a pena é de 3 a 8 anos de reclusão).
• CRIME DE ASSÉDIO SEXUAL CONTRA MENORES DE 18 ANOS: consiste em usar a superioridade hierárquica ou
ascendência funcional (patrão, chefe, superior, etc.) para obrigar a prática de relação sexual (sexo vaginal) ou outros
atos libidinosos (sexo oral, anal, etc.). Artigo 216-A do Código Penal - A pena base é de 1 a 2 anos a aumenta 1/3 se a
vítima é menor de 18 anos (conforme parágrafo 2º do mesmo artigo).


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Em todos os casos acima a pena é aumentada, quando: resultar gravidez; se o agente transmite à vítima doença
sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. É importante saber que os processos correrão em
segredo de justiça, sendo a vítima menor.
Conforme o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, tínhamos os
artigos 240 e 241, que já haviam sido modificados em 2003, pela Lei 10.764
de 12/11/2003 (CPI da Prostituição Infantil, Senadora Patrícia Saboya), e
estabeleciam como crimes, basicamente, a produção e distribuição de
pornografia infantil. Entretanto, no dia 25 de novembro de 2008, durante a
abertura do “III CONGRESSO MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DA
EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES”, realizado no Rio
de Janeiro, o Presidente da República sancionou a Lei 11.829/2008,
proposta pela CPI da Pedofilia, que modificou o ECA, criando novos tipos de
crimes para combate à pornografia infantil e ao abuso sexual, alterando os
artigo 240 e 241, e criando os artigos 241-A a 241-E:
• CRIME DE PRODUÇÃO DE PORNOGRAFIA INFANTIL: É a produção de qualquer forma de pornografia
envolvendo criança ou adolescente (Artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de 4 a 8 anos).
Evidentemente a pornografia infantil produzida tem como destinatário o pedófilo, ou seja, a pessoa que tem excitação
sexual com indivíduos pré-púberes, portanto o crime é diretamente ligado à pedofilia.
• CRIME DE VENDA DE PORNOGRAFIA INFANTIL: É o ato de vender ou expor à venda, por qualquer meio
(inclusive internet), de foto ou vídeo de pornografia ou sexo explícito envolvendo criança ou adolescente (Artigo 241 do
Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de 4 a 8 anos). Estima-se que o comércio de pornografia infantil
movimentou no ano de 2008 nos EUA cerca de 2 Bilhões de Dólares por ano, conforme o FBI (3 Bilhões, conforme
estatística revelada pela Revista Marie Claire, novembro/2008). Também é claro que a venda de pornografia infantil tem
como principal (ou único) cliente o pedófilo, portanto o crime é diretamente ligado à pedofilia.
• CRIME DE DIVULGAÇÃO DE PORNOGRAFIA INFANTIL: É a publicação, troca ou divulgação, por qualquer meio
(inclusive internet) de foto ou vídeo de pornografia ou sexo explícito envolvendo criança ou adolescente (artigo 241-A
do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de 3 a 6 anos). As pessoas que publicam e/ou trocam entre si a
pornografia infantil são, via de regra pedófilos, portanto o crime é também diretamente ligado à pedofilia.
• CRIME DE POSSE DE PORNOGRAFIA INFANTIL: É ter em seu poder (no computador, pen-drive, em casa, etc.)
foto, vídeo ou qualquer meio de registro contendo pornografia ou sexo explícito envolvendo criança ou adolescente
(Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de 1 a 4 anos). É característica do pedófilo guardar para
si “troféus” ou imagens que estimulem sua preferência sexual.
• CRIME DE PRODUÇÃO DE PORNOGRAFIA INFANTIL SIMULADA (MONTAGEM): É o ato de produzir
pornografia simulando a participação de criança ou adolescente, por meio de montagem, adulteração ou modificação de
foto, vídeo ou outra forma de representação visual (artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de 1 a
3 anos). Este tipo de pornografia é muito usada por pedófilos para seduzir uma criança durante a prática do chamado
“Grooming” (assédio sexual de crianças através da internet, do qual trataremos a seguir).
• CRIME DE ALICIAMENTO DE CRIANÇA: É o ato de aliciar, assediar, instigar ou constranger a criança (menor de
12 anos), por qualquer meio de comunicação (pessoalmente ao à distância: pelo telefone, internet, etc.), a praticar atos
libidinosos, ou seja, passa a ser crime convidar ou “cantar” uma criança para relação libidinosa (sexo, beijos, carícias,
etc.). É muito comum esse tipo de assédio pela internet, através de salas de bate-papo (chats) ou programas de
relacionamento (MSN, ORKUT, MySpace, etc.). É o “Grooming” propriamente dito (artigo 241-D do Estatuto da Criança
e do Adolescente – pena de 1 a 3 anos).
Também pratica este crime quem (artigo 241-D, parágrafo único, do Estatuto da Criança e do Adolescente): facilita ou
induz a criança a ter Acesso a pornografia para estimulá-la a praticar ato libidinosos (sexo), ou seja, mostra pornografia
à criança para criar o interesse sexual e depois praticar o ato libidinoso; ou estimula, pede ou constrange a criança a se
exibir de forma pornográfica. O caso mais comum é o do criminoso pedófilo que pede a criança para se mostrar nua,
semi-nua ou em poses eróticas diante de uma webcam (câmera de internet), ou mesmo pessoalmente.


Crianças e adolescentes são o que há de mais importante neste mundo.
Essa importância é evidente e tem suas bases, não somente em convicções religiosas,
morais, éticas ou sociais, como até mesmo biologicamente.
É premente a necessidade da perpetuação da espécie, sua reprodução e a proteção da prole,
ou seja, dos nossos filhos: de cada criança e cada adolescente.


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6 6. . L LE EG GI IS SL LA AÇ ÇÃ ÃO O



CONSTITUIÇÃO FEDERAL NA ÍNTEGRA.
LINK: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 227 – É dever da
família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.



ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NA ÍNTEGRA.
LINK: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm

Lei nº 11.829, de 25 de novembro de 2008 - Altera a Lei no 8.069, de 13/07/1990 -
Estatuto da Criança e do Adolescente, para aprimorar o combate à produção, venda e
distribuição de pornografia infantil, bem como criminalizar a aquisição e a posse de tal
material e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet.
PORNOGRAFIA INFANTIL/INTERNET (LEI 11829 –25/11/2008) NA ÍNTEGRA.
LINK: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11829.htm


ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – O dia 25/11/2008, durante a abertura do “III
Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, o Presidente
da República sancionou a Lei 11.829/2008, proposta pela CPI da Pedofilia, que modificou o ECA,
criando novos tipos de crimes para combate à pornografia infantil e ao abuso sexual:

Projeto de Lei 3773/08 – Revisou as penas para crimes de Pedofilia, qualificando aqueles
relacionados ao uso da internet e aquisição de fotografia ou vídeo com cenas envolvendo criança.

Foi aumentada a pena de reclusão para quem produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou
registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente,
sendo agravada em mais 1/3 se o infrator cometer o crime prevalecendo-se de relações domésticas, de
coabitação ou hospitalidade; de qualquer parentesco até o 3º grau; ou de autoridade sobre a criança;
ou ainda com o seu consentimento.

Isto se aplica também quem vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha
cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Publicar, divulgar, oferecer,
trocar, disponibilizar, transmitir ou distribuir fotografia, vídeo ou outro registro implicará pena de
reclusão, valendo também para o prestador de serviço ou provedor de internet, caso não desabilite o
site com esse conteúdo após a notificação por autoridade competente.

Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio
de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de
representação visual também acarretará ao infrator pena de reclusão.




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7 7. . D DE EN NU UN NC CI IA AS S


Os casos de abuso sexual, por sua própria natureza, causam constrangimento e medo, e por isso na
maioria das vezes não são denunciados às autoridades, deixando o abusador livre para continuar seus
crimes.

A DENÚNCIA PODE SER ANÔNIMA? ONDE DENUNCIAR?

Qualquer pessoa pode denunciar! Inclusive através de denúncia anônima, embora seja muito melhor a
denúncia da pessoa que se revela. Basta comparecer, acessar ou telefonar para algum dos locais
abaixo, fornecendo as informações que tiver. Está em nossas mãos salvar a dignidade, a saúde e
muitas vezes a vida de uma criança.

Disque Denúncia (nacional): Disque 100
Brasil Contra a Pedofilia: www.brasilcontraapedofilia.org
Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra
Crianças e Adolescentes: www.comitenacional.org.br
Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (Safernet
Brasil): www.denunciar.org.br
Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na internet:
www.censura.com.br/denunciar.htm
Secretaria Especial dos Direitos Humanos no e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br
Guia para uma Navegação Segura: www.navegueprotegido.org
Conselho Tutelar: Informe-se junto à Prefeitura de seu Município.

“A criança é a nossa maior matéria prima. Abandoná-la a sua própria sorte ou desassistí-la
em suas necessidades de proteção e amparo é crime de lesa-pátria“
Tancredo Neves (pronunciamento em 23/09/1983)




ATENDIMENTO SOCIAL
O gabinete do Deputado Federal
Antonio Bulhões presta orientações sobre:
Documentos pessoais e certidões – Rede pública hospitalar e farmácia popular
Órgãos de assistência judiciária gratuita – Garantia dos direitos aos idosos, crianças e adolescentes
Escola pública – Aposentadoria e LOAS - Encaminhamento de currículos
Programa “Passe Livre” (para pessoas com necessidades especiais)

Atendimento: (11) 2872-9323
E-mail: deputadoantoniobulhoes@gmail.com









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B Ba ac ch ha ar re el l e em m D Di ir re ei it to o, , p pó ós s- -g gr ra ad du ua ad do o e em m D Di ir re ei it to o C Co on ns st ti it tu uc ci io on na al l, , t te eó ól lo og go o e e p pa al le es st tr ra an nt te e, , A An nt to on ni io o
B Bu ul lh hõ õe es s f fo oi i, , d du ur ra an nt te e 9 9 a an no os s, , a ap pr re es se en nt ta ad do or r d do o p pr ro og gr ra am ma a “ “F Fa al la a q qu ue e e eu u t te e e es sc cu ut to o” ” p pe el la a R Re ed de e
R Re ec co or rd d d de e T Te el le ev vi is sã ão o. .
O O P Pr ro og gr ra am ma a a ab br re e e es sp pa aç ço o p pa ar ra a r re ef fl le ex xã ão o e e e es sc cl la ar re ec ci im me en nt to o à à s so oc ci ie ed da ad de e s so ob br re e t te em ma as s r re el le ev va an nt te es s
c co om mo o: : v vi io ol lê ên nc ci ia a, , c cr ri im mi in na al li id da ad de e, , i in nj ju us st ti iç ça a, , d de es sa ag gr re eg ga aç çã ão o f fa am mi il li ia ar r, , p pr ro os st ti it tu ui iç çã ão o, , p pe ed do of fi il li ia a, ,
s su ui ic cí íd di io o, , a ab bo or rt to o, , d di is sc cr ri im mi in na aç çã ão o r ra ac ci ia al l, , d dr ro og ga as s e e c co or rr ru up pç çã ão o e en nt tr re e o ou ut tr ro os s. .
E Em m 2 20 00 09 9/ /2 20 01 10 0 o o D De ep pu ut ta ad do o f fo oi i, , t ta am mb bé ém m, , a ap pr re es se en nt ta ad do or r d do o p pr ro og gr ra am ma a " "R Re et tr ra at to o d de e F Fa am mí íl li ia a" ", ,
p pe el la a R Re ec co or rd d N Ne ew ws s, , l le ev va an nd do o a ao os s t te el le es sp pe ec ct ta ad do or re es s c co om mo o e eq qu ua ac ci io on na ar r c co on nf fl li it to os s i in nt te er ri io or re es s e e d de e
r re el la ac ci io on na am me en nt to os s, , u um ma a v ve ez z q qu ue e a a d de es sa ag gr re eg ga aç çã ão o f fa am mi il li ia ar r é é a a m ma ai io or r r ra az zã ão o d do os s p pr ro ob bl le em ma as s
s so oc ci ia ai is s. .
C Co om m a a m mi is ss sã ão o d de e r re ep pr re es se en nt ta ar r n na a C Câ âm ma ar ra a F Fe ed de er ra al l o os s
a an ns se ei io os s d da a p po op pu ul la aç çã ão o d de e S Sã ão o P Pa au ul lo o, , A An nt to on ni io o B Bu ul lh hõ õe es s
f fo oi i e el le ei it to o D De ep pu ut ta ad do o F Fe ed de er ra al l e em m 2 20 00 06 6 e e r re ee el le ei it to o e em m
2 20 01 10 0 c co om m 1 10 09 9. .9 97 78 8 e e 1 16 62 2. .6 66 67 7 v vo ot to os s r re es sp pe ec ct ti iv va am me en nt te e. .
A Au ut to or r d de e v vá ár ri io os s p pr ro oj je et to os s e em m t tr ra am mi it ta aç çã ão o n na a C Câ âm ma ar ra a
F Fe ed de er ra al l, , e e a at tu ua an nt te e e em m v vá ár ri ia as s c co om mi is ss sõ õe es s, , o o D De ep pu ut ta ad do o
e es st tá á a at te en nt to o à às s l le ei is s e e à às s r re ef fo or rm ma as s q qu ue e p pr ro op pi ic ci ia ar rã ão o
a as s m mu ud da an nç ça as s s so oc ci ia ai is s q qu ue e o o B Br ra as si il l n ne ec ce es ss si it ta a. .
E El le e a ac cr re ed di it ta a q qu ue e a a q qu ua al li id da ad de e d de e v vi id da a é é r re es su ul lt ta ad do o d da a
q qu ua al li id da ad de e d da a p po ol lí ít ti ic ca a q qu ue e p pr re ed do om mi in na a n no o p pa aí ís s, , s se en nd do o
i im mp po os ss sí ív ve el l u us su uf fr ru uí í- -l la a s se em m u um ma a a ad dm mi in ni is st tr ra aç çã ão o
p pú úb bl li ic ca a t tr ra an ns sp pa ar re en nt te e e e a a c co or rr re et ta a a ap pl li ic ca aç çã ão o
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