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SUMÁRIO

1.Objetivo

2.Campo de aplicação 3.Documentos de referência

4.Siglas

5.Definições

6.Descrição de atividades

7.Registros

8.Anexos

9.Fluxograma

1. Objetivo

Este procedimento estabelece a sistemática para a realização das atividades em Sistemas de CFTV relativas a serviços de manutenção preventiva e corretiva em campo, e reparo e revisão

em laboratório, de equipamentos de Circuitos Fechados de Televisão (CFTV), de modo a atender às prescrições da Norma ABNT NBR IEC 60079-19 Reparo, revisão e recuperação de equipamentos utilizados em atmosferas explosivas.

2. Campo de aplicação

Este procedimento aplica-se a todas as unidades organizacionais da LAB TELECOM que guardam relação com as atividades de manutenção preventiva e corretiva e de reparo e revisão de equipamentos de CFTV utilizados em ambientes sujeitos ou não a atmosferas explosivas.

3. Documentos de referência

Manual do SGI. Norma ABNT NBR ISO 9001:2008. Norma ABNT NBR IEC 60079-19:2012. ABNT IECEx OD 014. ABNT IECEx OD 015.

4. Siglas

CFTV Circuito Fechado de Televisão. SCFTV Sistema de Circuito Fechado de TV.

MD Memorial Descritivo.

 

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5. Definições

5.1. Atmosfera explosiva

É quando a proporção de gás, vapor ou pó no ar é tal que uma centelha proveniente de um

circuito elétrico ou aquecimento de um equipamento provoca explosão.

5.2. Equipamento “Ex”

Equipamento elétrico, eletrônico ou mecânico, certificado para uso em atmosferas explosivas.

5.3. Invólucro

É um sistema suficientemente resistente e vedado para não propagar uma explosão proveniente da ignição de gás, vapor ou poeira, e cuja temperatura superficial não provoca a

ignição de uma atmosfera explosiva.

5.4. Tipo de proteção “Ex”

É um conjunto de medidas de proteção aplicadas ao equipamento que denota o nível de

segurança, de modo a evitar a ignição e a transmissão da explosão para uma atmosfera

explosiva.

5.5. Identificação de equipamento “Ex” Sigla Simbologia Tipo de Grupo Classe de proteção temperatura
5.5. Identificação de equipamento “Ex”
Sigla
Simbologia
Tipo
de
Grupo
Classe
de
proteção
temperatura
   

d

I

Mineração

T1

 

i

T2

p

II

Número do

e

IIA

Gás ou

T3

certificado

BR

Ex

n

o

IIB

IIC

vapor

T4

+

q

m

h

T5

Nome do OCP

s

III

Poeira

T6

5.6. Grau de proteção (IP)

Medidas aplicadas ao invólucro de um equipamento visando a proteção contra a entrada de

corpos sólidos estranhos e contra o ingresso de água no seu interior.

 

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5.7. Tipo de proteção “d” (à prova de explosão)

Invólucro que abriga peças com potencial para gerar ignição, o qual é capaz de suportar a pressão desenvolvida durante uma explosão, de modo a impedir que ela seja transmitida para o ambiente externo ao invólucro.

5.8. Tipo de proteção “i” (segurança intrínseca)

Tipo de proteção baseada na restrição da energia elétrica dentro de equipamentos e da fiação

de interconexão exposta a um nível abaixo do qual pode causar ignição por centelhamento ou por efeitos de aquecimento.

5.9. Tipo de proteção p” (pressurizado)

Invólucro com gás a uma pressão superior à da atmosfera externa, que evita a entrada desta

para o seu interior.

5.10. Tipo de proteção “e” (segurança aumentada)

Medidas construtivas são aplicadas para evitar a ocorrência de temperaturas excessivas e de

arcos ou centelhas no interior e nas partes externas dos equipamentos.

5.11. Tipo de proteção “n” (não acendível)

Tipo de proteção em que o equipamento em operação normal não produz energia suficiente

para provocar ignição de uma atmosfera explosiva.

5.12. Tipo de proteção “t

Invólucro que apresenta proteção ao ingresso de poeira combustível e um meio de limitar a

temperatura de superfície.

5.13. Tipo de proteção “pD

Invólucro submetido a pressão contínua de gás não inflamável para evitar a formação de

atmosfera explosiva de poeira no seu interior.

5.14. Documentação de certificação

Documentos fornecidos pelo usuário do Sistema de CFTV, tais como manuais, desenhos técnicos e certificados, contendo a descrição das características construtivas dos equipamentos de CFTV utilizados em atmosferas explosivas, informando o(s) tipo(s) de proteção “Ex”, inclusive indicando o fabricante, o modelo e a série.

5.15. Memorial descritivo (MD)

Documento emitido pelo usuário do SCFTV que especifica as atividades de manutenção preventiva e corretiva em campo, e de reparo e revisão em laboratório, que devem ser executadas de modo a manter a operacionalidade do Sistema de CFTV.

 

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5.16. Selo de marcação

Identificação do serviço de reparo ou revisão de equipamento “Ex” por meio de marcação com o símbolo “R”, indicando que o equipamento foi avaliado em relação aos requisitos da

documentação de certificação e da norma de proteção contra explosão pertinente.

5.17. Sistema de CFTV

Entende-se por Sistema de CFTV um sistema de televisão que distribui sinais provenientes de

câmeras localizadas em locais específicos, para pontos de supervisão pré-determinados.

NOTAS:

1. Os sistemas de CFTV normalmente utilizam câmeras de vídeo CCD e câmeras IP com servidor web (para produzir o sinal de vídeo); cabos, fibras ópticas, transmissores/ receptores sem-fio ou redes (para transmitir o sinal); processadores de vídeo (sequenciais, quads, multiplexadores, dvrs, placas de captura); monitores (para visualizar a imagem de vídeo captada); e gravadores (time-lapses vcrs, dvrs, entre outros equipamentos de gravação).

2. Os principais equipamentos envolvidos num Sistema de CFTV são os que seguem:

Servidor de Câmeras; Câmeras; Placas de Captura; Placas DVR; Seqüencial; Multiplex; Quad; Stand Alone; VCR, DVR Automotivo; Mini Câmeras; Câmeras Infravermelho; Câmeras Automotivas; Câmeras IP; Câmeras IP Wireless; Câmeras sem Fio; Caixas de Proteção; Cúpulas Dome; Fontes Estabilizadas;

Cabos Coaxiais; Cabos UTP; Fibras Ópticas; Monitores; Teclados; Suportes.

3. Os principais componentes de um Sistema de CFTV são os que seguem:

Iluminação; Lentes; Componentes da câmera (câmera IP, câmera CCD, invólucros, suporte de montagem, cabeamento ou transmissor sem fio); Web câmeras; Processadores (sequencial, quad, multiplexador, matriz de vídeo); Monitores; Gravadores de vídeo (time-lapse vcr, placa de captura de vídeo, digital vídeo recorder DVR), alimentação (fontes ac/dc e sistema no-break) e outros, tais como: caixas de proteção, ptz speed dome, panoramizadores e pan-tilt, detectores de movimento, amplificador de vídeo, distribuidor de vídeo, gerador de data e hora, iluminador infravermelho.

5.18. Serviços de reparo e revisão

O serviço de reparo e revisão, segundo a Norma ABNT NBR IEC 60079-19, consiste no desenvolvimento de ações voltadas para a restauração de um equipamento defeituoso à sua condição de serviço plena.

NOTA:

O serviço de reparo e revisão relacionado ao funcionamento de equipamentos do Sistema de CFTV compreende o conjunto de atividades especializadas e rotinas apropriadas ao acionamento, configuração, gravação, análise de imagens, operação do software, recuperação das gravações, restauração de dados, realização de

 

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backup, restauração de equipamentos defeituosos, e outras atividades que sejam necessárias para o bom desempenho do Sistema de CFTV.

5.19. Manutenção preventiva

Entende-se por manutenção preventiva a ação destinada a prevenir a ocorrência de defeitos ou

mau funcionamento dos equipamentos de CFTV, de modo que o mesmo se mantenha em perfeito estado de uso e funcionamento, sem interrupção da operacionalidade do Sistema de CFTV.

NOTAS:

1. A manutenção preventiva não implica necessariamente na abertura, desmonte e remonte ou desenergização do equipamento, mas na realização de uma série de procedimentos padrão, baseados nas características técnicas e operacionais dos equipamentos.

2. O serviço de manutenção preventiva dos equipamentos de CFTV visa salvaguardar os equipamentos de danos e interrupções, por meio da detecção e eliminação de causas potenciais de defeitos, por isso, envolve a observação visual de algumas condições específicas de funcionamento, que serve para disparar serviços de reparo que sejam passíveis de realização no local da instalação ou em laboratório.

3. A manutenção preventiva deve considerar aspectos, tais como os descritos a seguir: testes completos de funcionamento, gravação, reprodução e resposta, troca de conectores em mau estado, limpeza e lubrificação dos equipamentos, retirada de toda e qualquer sujeira ou poeira acumulada, verificação do comprometimento da proteção, eliminação de mau contato, revisão das configurações e ajustes necessários, verificação de níveis de deterioração ou corrosão, níveis de temperatura de superfícies, ingresso de água e/ou umidade, acúmulo de poeira, areia, salinidade ou outras substâncias agressivas, pintura desgastada, rachaduras, parafusos de fixação soltos, entradas de cabos danificadas, invólucros danificados, condições das juntas de vedação, falhas em condutores de aterramento, e danos mecânicos, entre outros.

5.20. Manutenção corretiva

Entende-se por manutenção corretiva a ação destinada a corrigir danos, falhas ou defeitos em

equipamentos que operam em regime de trabalho contínuo, visando assegurar o restabelecimento pleno da sua função.

6. Descrição de atividades 6.1. Atividades de manutenção preventiva A atividade de manutenção preventiva consiste em estabelecer e manter, nas instalações do usuário do Sistema de CFTV, um cronograma indicando os procedimentos que devem ser

 

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executados, segundo prazos estabelecidos e a partir da abertura de requisições de demandas internas, de modo a prevenir a ocorrência de defeitos e evitar interrupções no funcionamento.

NOTA:

Sempre que for requerida intervenção no Sistema de CFTV para o restabelecimento da sua operacionalidade, em função de dano, falha ou defeito em equipamento, deverá ser realizada a manutenção corretiva em campo ou realizado o reparo em laboratório.

A manutenção preventiva é orientada pelo Memorial Descritivo (MD) do usuário do Sistema de CFTV, que estabelece a realização, basicamente, das seguintes atividades:

6.1.1. Conjunto de visualização CV

Verificar o estado de conservação dos cabos e conectores do conjunto da unidade visualizadora, substituindo-os, caso seja necessário.

Efetuar a limpeza na DOME ou vidro de invólucro.

Verificar o estado de vedação do invólucro da DOME para evitar a penetração de água e poeira.

Limpar, lixar e pintar os suportes, caixas (abrigos e transposição) e acessos às câmeras, tais como escada com guarda-corpo e plataforma.

Avaliar a infraestrutura (suportes, eletroduto, abraçadeiras, calhas e eletrocalhas) de montagem do conjunto em postes, lajes, vigas e colunas.

Verificar o estado de conservação das borrachas de vedação, parafusos, arruelas e porcas da infraestrutura dos CVs.

Verificar a vedação das tampas das caixas (abrigos) e unidades seladoras.

Fechar as entradas dos cabos nas caixas (abrigos) com estopa e gesso, de modo a evitar a entrada de umidade.

Avaliar as conexões de aterramento nas caixas (abrigos) de campo e estrutura do conjunto.

Limpar ou lixar e pintar o suporte do conjunto: invólucro, câmera e pan-tilt ou DOME.

Efetuar a limpeza dos conectores ópticos quando houver indicação de alarme nas interfaces.

Verificar e testar, com reposição de água, quando necessário, o conjunto limpador de pára-brisa.

Testar a movimentação do conjunto visualizador direita/ esquerda, alto/ baixo, foco, zoom e preset.

Limpar, fixar e organizar o cabeamento, os componentes e os acessórios no interior das caixas (abrigos).

Efetuar a limpeza e a lubrificação do pan-tilt.

Verificar as correntes e engrenagens do pan-tilt.

 

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Verificar o estado de conservação de suportes das caixas de IVT (interface de vídeo e telecomando), CT (caixa de transposição) e de câmeras (colunas, vigas, poste, pedestal, parede ou teto).

Efetuar a limpeza geral das caixas de proteção.

Efetuar a limpeza de lentes e visores de câmeras.

Efetuar o ajuste de foco e zoom das lentes.

Verificar as tensões de alimentação.

Verificar conexões, fontes de alimentação e transformadores.

Verificar interfaces, borneiras de fusíveis, régua de tomadas, etc.

Verificar a situação da instalação física (suporte e fiação).

Efetuar emendas por fusão óptica e mecânica, quando necessário.

6.1.2. Conjunto de gerenciamento e distribuição CGD

Limpar e verificar as condições estruturais dos Racks, Bastidores e Sub-Bastidores.

Limpar e organizar os cordões ópticos, cabos coaxiais e cabos de comando e de alimentação elétrica.

Verificar a situação de encaixe e fixação de conectores e painéis traseiros e dianteiros dos equipamentos.

Verificar os alarmes de sinais ópticos e de vídeos das interfaces ópticas.

Avaliar as conexões de aterramento nos Racks, Bastidores e Sub-Bastidores.

Verificar os componentes e acessórios sem identificação, tais como: cabos ópticos, de comando, coaxiais ou elétricos, patch-cords, DIOs (distribuidor interno óptico), caixas de emendas ópticas e pig-tails.

Verificar o estado de conservação, fixação, limpeza e organização dos equipamentos.

Efetuar testes de funcionalidade e degradação de sinal das fibras ópticas, onde houver necessidade.

Verificar as condições de instalação do cabo óptico em relação à curvatura e tracionamento.

Verificar e adequar a identificação de cabos, patch-cords, DIOs, caixas de emendas ópticas, pig-tails, caixas de passagens subterrâneas ou não, e equipamentos.

Efetuar testes dos acopladores eletro-ópticos.

Verificar o estado dos conectores ópticos.

Verificar o estado de conservação e fixação de DIOs e BEOs (bastidor de emenda óptico).

Verificar o estado dos conectores, cordões ópticos e/ou monofibras.

Verificar a organização e a arrumação dos cabos ópticos.

Efetuar os testes de resposta a comando.

Verificar as conexões dos monitores.

Verificar a fixação e o estado de conservação dos suportes dos monitores.

 

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Verificar a situação de encaixe e fixação dos conectores no painel traseiro dos monitores.

Verificar e ajustar a imagem com abertura da íris, correção do brilho, contraste e cor.

Verificar as configurações.

Efetuar a limpeza dos touch-trackers.

Calibrar e testar o funcionamento (direita/ esquerda, alto/ baixo, foco e zoom).

6.1.3.

Conjunto de monitoração e gravação digital (ou analógico) CMGD

Verificar as conexões.

Testar o funcionamento de gravação (analógico e digital).

Atestar o perfeito funcionamento do aplicativo de software e hardware do gravador de imagem.

Efetuar a limpeza externa de DVRs (gravador de vídeo digital).

Verificar conectores periféricos e de entrada e saída de vídeo.

Efetuar revisão geral das configurações e ajustes necessários.

Verificar se há interrupção da gravação ou indisponibilidade.

Verificar relatar a capacidade de armazenamento das imagens (em dias).

Elaborar relatório com os períodos de gravação, indisponibilidade e capacidade de armazenamento de cada equipamento.

6.2. Atividades de manutenção corretiva

A atividade de manutenção corretiva consiste em desenvolver uma série de procedimentos

destinados a corrigir, em campo, os danos, falhas ou defeitos de quaisquer peças e/ou

componentes dos equipamentos de CFTV, de modo a restaurar a condição de serviço, sem prejuízo à operacionalidade do Sistema de CFTV.

NOTAS:

1. O serviço de manutenção corretiva inclui a substituição de peças e/ou componentes defeituosas ou desgastadas por peças e/ou componentes novas e originais ou equivalentes, sem interrupção à funcionalidade do equipamento e/ou à operacionalidade do SCFTV. 2. Equipamento mantido de forma corretiva é aquele cuja funcionalidade foi restaurada pela eliminação do dano, falha ou defeito, sem modificação ou alteração das suas características de fabricação.

A

manutenção corretiva é orientada pelo Memorial Descritivo (MD) do usuário do Sistema

de

CFTV, que estabelece a realização, basicamente, das seguintes atividades:

6.2.1. Reparo de equipamentos de CFTV em campo

O reparo de equipamentos de CFTV em campo consiste na restauração da funcionalidade dos

equipamentos por meio de substituições de peças e/ou componentes e ajustes mecânicos ou

 

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eletrônicos, realizadas no próprio local da instalação, sem que se requeira desmontagem ou retirada física do equipamento, no sentido do restabelecimento ou adequação das boas condições de funcionamento dos equipamentos, tudo em conformidade com as boas práticas

de reparo ou revisão e com a documentação de fabricação composta por manuais, desenhos

técnicos, certificações de conformidade e normas técnicas pertinentes.

NOTA:

Sempre que o serviço de reparo ou revisão requerer a desmontagem ou retirada do equipamento do local de instalação, deve-se enquadrá-lo na atividade de reparo em laboratório (ver item 6.2.2).

6.2.2. Reparo de equipamentos de CFTV em laboratório Ao ser detectado incidente (dano, falha ou defeito) em equipamento de CFTV, que cause interrupção da sua funcionalidade, com prejuízo à operacionalidade do SCFTV, e que não seja passível de saneamento durante a atividade de manutenção corretiva em campo, por requerer desmontagem ou retirada do local, deve-se substituí-lo por equipamento sobressalente de funcionalidade e característica construtiva equivalente, afixar ao equipamento defeituoso o Bilhete de Reparo, com os campos devidamente preenchidos, e submeter o equipamento à análise do usuário responsável para fins de decisão por reparo em laboratório, para então, no que couber, dar início ao processo de reparo do equipamento no laboratório da LAB TELECOM, visando restaurá-lo à sua condição de serviço plena.

NOTA:

O reparo de equipamento de CFTV é feito, quando aplicável, pela eliminação da parte defeituosa, por meio da substituição de peças ou componentes danificadas ou desgastadas por peças novas originais ou de características construtivas semelhantes, segundo boas práticas de reparo ou revisão e instruções de manutenção do fabricante e, no que couber, no que se refere a equipamentos “Ex”, de acordo com documentação de fabricação e outras normas aplicáveis.

6.3. Atividades de reparo de equipamentos de CFTV com ou sem marcação “Ex” O usuário do Sistema de CFTV, ao detectar um incidente (dano, falha ou defeito) que requeira manutenção corretiva, direciona o incidente para a mesa centralizada de atendimento que, por sua vez, aciona a equipe técnica responsável pela manutenção em campo, para que a mesma

dê tratamento ao incidente registrado.

A equipe técnica responsável pela manutenção em campo, após ser acionada para a

manutenção corretiva de equipamentos de CFTV, ao verificar a existência de dano, falha ou defeito em equipamento, sendo ele “Ex” ou não, que esteja causando prejuízo à operacionalidade do Sistema de CFTV e que requeira intervenção de reparo em laboratório, deve substituir o equipamento defeituoso por um equipamento sobressalente de funcionalidade e característica construtiva semelhante, de modo a manter a operacionalidade

 

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do Sistema de CFTV, afixar o Bilhete de Reparo ao equipamento defeituoso, com os campos devidamente preenchidos, e submeter o equipamento à avaliação do usuário do Sistema de CFTV para fins de obtenção da autorização para se realizar o reparo do equipamento no laboratório da LAB TELECOM.

NOTA:

Todo serviço de reparo ou revisão em laboratório para equipamento, peça ou componente de CFTV requer prévia autorização do usuário do SCFTV.

Uma vez autorizado o serviço de reparo ou revisão no laboratório, pelo usuário do SCFTV, deve-se encaminhar o equipamento defeituoso para a LAB TELECOM, concomitantemente com a solicitação de proposta do cliente, de modo que a LAB TELECOM proceda a análise crítica da solicitação, considerando o escopo de trabalho proposto, assim como as questões técnicas, legais e comerciais, visando assegurar a capacidade de atendimento e, quando aplicável, ou seja, quando o equipamento não se enquadrar na condição de “reparo em garantia” ou na condição de “sem reparo” ou na condição de “irrecuperável, elabore e apresente ao usuário do SCFTV uma proposta técnico-comercial.

NOTAS:

1. Nas situações em que o serviço de reparo ou revisão não é viável, por se enquadrar

na condição de “sem reparo” ou “irrecuperável”, e nas situações em que o usuário do SCFTV não aprova a proposta técnico-comercial a ele submetida, o equipamento é devolvido ao usuário do SCFTV.

2. Não se aplica proposta técnico-comercial para equipamentos que se enquadram na condição de “reparo em garantia.

Sendo aprovada a proposta técnico-comercial pelo usuário do SCFTV, deve-se realizar o reparo ou revisão, segundo os prazos e demais condições contratuais, por meio da substituição de peças e/ou componentes defeituosas por peças e/ou componentes novas e de características construtivas semelhantes, em conformidade com as boas práticas de reparo e, no que se refere a equipamentos “Ex”, de acordo com a documentação de certificação e normas específicas pertinentes, de modo a assegurar a integridade do equipamento quanto à proteção contra explosão e quanto ao grau de proteção IP (proteção contra o ingresso de corpos sólidos ou líquidos no interior dos invólucros), e a restauração do equipamento à condição de serviço plena. Os registros das medições dimensionais de equipamentos Ex devem ser feitas nos campos aplicáveis do formulário “Inspeção e Controle Dimensional – Registros”, o qual deve ser mantido em arquivo no Laboratório de Manutenção de CFTV para fins de formação de histórico, tomada de decisão quanto à situação de conformidade (C) ou não- conformidade (NC) a ser registrada no Relatório de Inspeção Final, e evidenciação das medições.

 

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NOTA:

Quando o certificado de fabricação do equipamento de CFTV “Ex” não estiver disponível, o reparo e/ou revisão deve ser realizado em conformidade com os requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19 e com as normas do tipo de proteção pertinentes.

Após a realização do reparo ou revisão, deve ser realizado o teste de funcionalidade do equipamento, pela utilização de jigas apropriadas e equipamentos de medição calibrados, e a inspeção final, por meio do relatório de inspeção, assim como a emissão do laudo técnico (relatório de reparo), de modo a assegurar, para equipamentos “Ex”, a conformidade do equipamento à sua condição de serviço plena, considerando os requisitos relacionados ao tipo de proteção contra explosão e ao grau de proteção IP.

Após a emissão do laudo técnico (relatório de reparo) a pessoa dotada da competência, responsabilidade e autoridade, requeridas para liberação de equipamentos reparados ou revisados, deve afixar, no caso de equipamento “Ex”, o selo de marcação, o qual deve conter o símbolo “R” pertinente, a identificação da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, a marca da Empresa, o n° da ordem de serviço, e a data do reparo ou revisão, segundo as especificações a seguir:

Letra “R” no interior de um quadrado quando o reparo estiver em conformidade com a Norma ABNT NBR IEC 60079-19, com a norma do tipo de proteção pertinente e com a documentação de certificação.

R
R

Letra “R” no interior de um triângulo com vértice voltado para baixo quando o reparo estiver em conformidade com a Norma ABNT NBR IEC 60079-19, com a norma do tipo de proteção pertinente, mas não com a documentação de certificação.

R NOTA:
R
NOTA:

O Selo de marcação de reparo ou revisão deve ser legível, durável e de fácil visualização.

 

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A cada serviço de reparo ou revisão realizado, o selo de marcação anterior afixado a equipamento “Ex” deve ser substituído por nova marcação.

O Sistema CONLAB deve manter o registro de todas as marcações realizadas no equipamento

ao longo do seu histórico de reparo e revisão.

O equipamento de CFTV, após a emissão do laudo técnico (relatório de reparo) e, no que se

refere a equipamento “Ex”, após a afixação do selo de marcação com o símbolo “R”

pertinente, deve ser devolvido ao usuário do SCFTV para fins de reinstalação.

A equipe técnica responsável pela manutenção em campo, ao receber o equipamento reparado

ou revisado, sendo ele “Ex” ou não, deve instalá-lo em substituição ao equipamento sobressalente, ou armazená-lo mantendo-o em condições de instalação, de modo a fechar o ciclo do processo de reparo ou revisão.

6.4. Generalidades No que se refere aos serviços de reparo e revisão de equipamentos de CFTV “Ex”, a LAB TELECOM assegura que:

6.4.1. Os serviços de reparo e revisão são realizados com base em boas práticas de engenharia

e consulta à documentação do fabricante, por meio da substituição de peças e componentes danificadas por peças e componentes novas e originais ou de características construtivas semelhantes.

6.4.2. Atende aos requisitos legais, que inclui as normas de segurança no trabalho e as normas

de proteção ambiental, assim como os requisitos da legislação nacional, aplicáveis às atividades de reparo e revisão.

6.4.3. Realiza a inspeção final para emissão do laudo técnico (relatório de reparo) do

equipamento “Ex” reparado ou revisado, antes da entrega e/ou da reinstalação do mesmo, de modo a assegurar a sua conformidade aos requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19 e à documentação de certificação.

6.4.4. Mantém implementado um Sistema de Gestão da Qualidade, certificado com base na

Norma ABNT NBR ISO 9001, contemplado num Sistema de Gestão Integrada, que inclui o atendimento aos requisitos adicionais requeridos pela Norma ABNT NBR IEC 60079-19 de reparo e revisão de equipamentos “Ex”, cujo descritivo consta do Manual do Sistema de Gestão Integrada.

6.4.5. Nomeia responsável técnico, com a competência necessária pertinente aos tipos de

proteção contra explosão e/ou tipos de equipamentos envolvidos, e com responsabilidade e

autoridade para assegurar que o equipamento de CFTV “Ex” reparado ou revisado esteja em

 

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conformidade com a certificação e de acordo com o estado acordado com o usuário do SCFTV.

6.4.6. O laboratório faz uso de recursos adequados de reparo e revisão que inclui, além das

instalações e equipamentos apropriados, também executantes competentes e com autoridade para a realização das atividades de reparo e revisão de equipamentos de CFTV “Ex”.

6.4.7. Realiza análise crítica do estado do equipamento de CFTV “Ex” a ser reparado ou

revisado, estabelece o escopo dos serviços a ser realizado e acorda com o cliente, por meio de

uma proposta técnico-comercial, o nível de atendimento à conformidade do equipamento, incluindo as justificativas para a não realização de determinados ensaios, de modo a assegurar que os requisitos estejam definidos e que possui capacidade para atendimento ao serviço requerido.

6.4.8. As pessoas envolvidas diretamente com os serviços de reparo e revisão de

equipamentos de CFTV “Ex” são competentes com base em treinamento, experiência, habilidade e conhecimentos apropriados e/ou são supervisionadas.

6.4.9. Provê treinamentos ao pessoal que executa atividades de reparo e revisão de

equipamentos instalados em atmosferas explosivas, em intervalos que dependem da freqüência da utilização das técnicas, da alteração das normas ou da periodicidade a cada três

anos, considerando entre os três, o menor intervalo.

6.4.10. Realiza regularmente, por meio de técnicas de entrevistas e testemunhos de trabalhos

realizados, a avaliação dos treinamentos e a verificação dos conhecimentos, habilidades e competências das Pessoas Responsáveis e dos Executores dos serviços de reparo e revisão de equipamentos de CFTV “Ex”.

6.4.11. Busca obter todas as informações e dados necessários do usuário do SCFTV para a

realização dos serviços de reparo ou revisão de equipamentos de CFTV “Ex”, incluindo informações referentes a reparos e revisões anteriores.

6.4.12. Mantém o controle da documentação de origem externa, que inclui, além da

documentação de certificação, também a última versão válida das normas pertinentes aos

tipos de proteção para atmosfera explosiva.

6.4.13. Mantém procedimentos documentados atualizados e, quando pertinente, dados

necessários, que incluem a documentação de certificação, para orientar a realização dos processos que fazem parte do escopo de serviços do laboratório.

6.4.14. Busca a melhoria contínua dos seus processos pela implementação de mecanismos de

monitoramento, medição e análise.

 

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6.4.15. Monitora as informações relativas à percepção do cliente, incluindo a conformidade

do laboratório em relação aos requisitos pertinentes especificados nos documentos ABNT

NBR IEC 60079-19 e ABNT IECEx OD 015.

6.4.16. Mantém, de forma sistematizada, um programa de auditoria interna, de modo a

monitorar a conformidade do Sistema de Gestão da Qualidade, que inclui a conformidade com os documentos ABNT NBR IEC 60079-19 e ABNT IECEx OD 015.

6.4.17. Aplica métodos de monitoramento e medição sobre o processo de reparo e revisão, de

modo a assegurar, por meio de evidências documentadas, que o equipamento reparado ou revisado esteja em condições plenas de serviço e em conformidade com as normas de proteção pertinentes.

6.4.18. Ensaios requeridos, quando aplicáveis em função da técnica de reparo empregada, são

subcontratados junto a laboratórios competentes, que devem realizá-los conforme especificam os documentos ABNT NBR IEC 60079-19 e ABNT IECEx OD 015.

6.4.19. Mantém um método de controle para tratamento de não-conformidades detectadas em

equipamentos após a liberação para uso, que envolve, além da guarda de registros das ações tomadas, a interação com o cliente e com organismos de regulamentação e certificação para a

tomada de ação quanto à necessidade de devolução do equipamento e a avaliação dos efeitos reais e potenciais da não-conformidade.

6.4.20. Mantém um método sistematizado para a implementação de ações corretivas para

tratamento das não-conformidades reais.

6.4.21. Mantém um método sistematizado para a implementação de ações preventivas para

tratamento de não-conformidades potenciais.

6.4.22. Mantém política e procedimento sistematizado para o tratamento de reclamações de

clientes.

6.4.23. Mantém registros dos equipamentos de CFTV “Ex” que são reparados ou revisados e

que recebem marcação pela afixação do selo de marcação com o símbolo Rpertinente. Os registros são mantidos também para equipamentos “Ex” que são reparados ou revisados e que, por não atenderem aos requisitos da documentação de certificação, não são marcados com o símbolo “R”.

6.4.24. Não realiza qualquer modalidade de ensaio sobre equipamentos e/ou invólucros, tais

como: ensaio de impacto, pressão, sobrepressão, grau de proteção IP, enrolamento após o reparo (resistência de isolamento e tensão aplicada), máquinas girantes (temperatura, ruído,

 

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vibração, corrente e balanceamento de fases), qualquer que seja o seu tipo de proteção contra explosão, em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes, e que, portanto, não geram dúvidas quanto à conformidade em relação à documentação e, conseqüentemente, quanto à integridade física do equipamento e/ou do invólucro.

NOTA:

Caso seja requerido um serviço de enrolamento por fornecedor subcontratado, este deve ser competente para realização do ensaio após o reparo, segundo os requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, o que não exime a LAB TELECOM de suas responsabilidades quanto à conformidade do serviço.

6.4.25. Não realiza serviço de recuperação de equipamento e/ou invólucro, qualquer que seja

o seu tipo de proteção contra explosão, em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes.

6.4.26. Não realiza serviço de alteração ou modificação de equipamento e/ou invólucro, em

função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças e componentes novas e originais ou de

características construtivas semelhantes.

6.4.27. Não realiza qualquer serviço de reparo que requeira o emprego de técnicas de

metalização, eletrodeposição, embuchamento, brasagem, soldagem, usinagem e costura metálica, em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes.

6.4.28. Não realiza serviços de enrolamento ou reenrolamento de motores de máquinas

girantes (motor pantilt), em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes. Quando o reparo de enrolamento é requerido, este é feito por meio da subcontratação desse serviço junto a fornecedor competente.

NOTA:

Entende-se por fornecedor competente aquele que atende aos requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, o que não exime a LAB TELECOM de suas responsabilidades quanto à conformidade do serviço.

6.5. Requisitos adicionais para reparo e revisão de equipamentos de CFTV “Ex”

 

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O reparo ou revisão de equipamento de CFTV “Ex”, qualquer que seja o seu tipo de proteção

contra explosão, é feito pela substituição de peças ou componentes danificadas por peças ou componentes novas e originais ou de características construtivas semelhantes, a partir de

consulta às normas técnicas e/ou documentação de certificação.

6.5.1. Invólucros

O reparo de invólucros deve ser feito pela substituição de peças ou componentes defeituosas

por peças ou componentes novas ou equivalentes com as mesmas características construtivas

do invólucro original, de modo que sejam preservados o grau de proteção IP e classe de temperatura.

Quando do reparo ou revisão, a montagem do invólucro deve ser realizada de modo a assegurar que as juntas de vedação estejam de acordo com os documentos de certificação e que as juntas que não são vedadas estejam protegidas convenientemente por composto selante, de modo a preservar o grau de proteção.

As substituições de elementos de vedação que não fazem parte da passagem de chama, que são incorporados nas juntas à prova de explosão, devem ser feitas por materiais e dimensões semelhantes aos originais.

O reparo ou revisão sobre o acabamento de superfície do invólucro deve feito de modo a não

afetar a temperatura de superfície e nem a classe de temperatura especificada pela norma de fabricação.

O reparo ou revisão de invólucros deve assegurar a preservação da classe de temperatura e

integridade do grau de proteção IP, segundo a especificação do certificado. A parte danificada do invólucro pode ser reparada ou substituída por outra, desde que sejam mantidas as

características da peça originalmente projetada e que o grau de proteção e a classe de temperatura sejam preservados conforme indicado na marcação de certificação.

Os elementos de vedação e de selagem danificados devem ser substituídos por sobressalentes de mesmo material e características construtivas idênticas, de modo a manter o grau de proteção IP indicado.

Quando o reparo envolver um grau de proteção IP mais restrito que o especificado na norma do equipamento, para fins de atendimento a requisitos ambientais, o reparo não pode comprometer essa proteção mais restrita.

Distâncias adequadas devem ser mantidas entre as partes estacionárias e girantes, conforme especifica a norma do equipamento.

 

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O reparo de entradas de cabos deve assegurar a integridade das condições especificadas nas

normas apropriadas do equipamento e/ou nos documentos de certificação, incluindo a preservação do grau de proteção IP do invólucro.

6.5.3. Terminais

O reparo de terminais deve assegurar a preservação das distâncias de escoamento e de

isolação em conformidade com a norma de fabricação.

6.5.4. Isolação

O reparo ou revisão envolvendo isolação deve ser feito por meio de substituição de uma

classe de isolação igual ou superior àquela originalmente empregada.

6.5.5. Conexões internas

As substituições de conexões internas devem ser elétrica, térmica ou mecanicamente de um padrão pelo menos equivalente ao projeto original e a área da seção transversal da conexão não pode ser menor do que a originalmente instalada.

6.5.6. Enrolamentos

6.5.6.1. Reparo de enrolamento

Serviços de enrolamento ou reenrolamento de motores de máquinas elétricas girantes (motor pantilt) não é aplicável, pois o Laboratório não realiza em função da característica da técnica

de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças

novas e originais ou de características construtivas semelhantes. No caso do reparo de enrolamento ser requerido, o mesmo é feito por meio da subcontratação desse serviço junto a fornecedor competente.

NOTA:

Entende-se por fornecedor competente aquele que atende aos requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, o que não exime a LAB TELECOM de suas responsabilidades quanto à conformidade do serviço.

6.5.6.2. Reparo de rotores de máquinas elétricas girantes

Rotores defeituosos do tipo gaiola injetada em alumínio devem ser substituídos por rotores novos obtidos do fabricante ou reparados utilizando materiais de especificação idêntica. No caso de substituição de barras no rotor em gaiola, tais barras devem estar firmemente fixadas nas ranhuras.

6.5.6.3. Ensaios após o reparo de enrolamentos

6.5.6.3.1. Ensaio de enrolamento com equipamento montado Ensaio de enrolamento não é aplicável, pois o Laboratório não realiza em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes, e

 

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que, portanto, não geram dúvidas quanto à conformidade em relação à documentação e, conseqüentemente, quanto à integridade física do equipamento.

NOTA:

Caso o enrolamento seja realizado por fornecedor competente subcontratado, este deve realizar o ensaio requerido segundo os requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, o que não exime a LAB TELECOM de suas responsabilidades quanto à conformidade do serviço.

6.5.6.3.2. Ensaio de máquinas elétricas girantes Ensaio de máquinas girantes não é aplicável, pois o Laboratório não realiza em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes, e que, portanto, não geram dúvidas quanto à conformidade em relação à documentação e, conseqüentemente, quanto à integridade física do equipamento.

NOTA:

Caso o reparo ou revisão da máquina girante (motor pantilt) seja feito por fornecedor competente subcontratado, este deve realizar o ensaio requerido segundo os requisitos da Norma ABNT NBR IEC 60079-19, o que não exime a LAB TELECCOM de suas responsabilidades quanto à conformidade do serviço.

6.5.6.4. Sensores de temperatura

Sensor de temperatura defeituoso deve ser substituído por peça nova sobressalente com as

mesmas características construtivas do sensor original.

6.5.7. Equipamentos auxiliares

6.5.7.1. Sistema de freio à prova de explosão

Sistema de freio à prova de explosão não é aplicável a máquinas girantes (motor pantilt)

utilizadas em equipamentos de CFTV.

6.5.7.2. Outros dispositivos auxiliares

Dispositivo auxiliar defeituoso deve ser substituído por peça nova sobressalente com as

mesmas características construtivas do dispositivo original.

6.5.8. Partes transmissoras de luz

Parte transmissora de luz não é aplicável a equipamentos de CFTV.

6.5.9. Partes encapsuladas

O reparo ou revisão de partes encapsuladas utilizadas em equipamentos de CFTV deve ser

feito pela substituição do componente defeituoso por componente novo com as mesmas características construtivas do componente original.

 

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6.5.10. Baterias

O reparo ou revisão de bateria utilizada em Sistema de CFTV deve ser feito pela substituição

da bateria defeituosa por bateria nova com as mesmas características construtivas da bateria original.

6.5.11. Lâmpadas

Lâmpada não é aplicável a equipamentos de CFTV.

6.5.12. Porta-lâmpadas

Porta-lâmpada não é aplicável a equipamentos de CFTV.

6.5.13. Reatores

O reparo ou revisão de indutores ou capacitores utilizados em equipamentos de CFTV deve

ser feito pela substituição do componente defeituoso por componente novo com as mesmas características construtivas do componente original.

6.5.14. Dispositivos de respiro

Dispositivo de respiro não é aplicável a equipamento de CFTV.

6.6. Recuperação

Não é aplicável, pois o Laboratório não realiza, para qualquer que seja o tipo de proteção

contra explosão, serviço de reparo, por meio de recuperação, que requeira o emprego de técnicas de metalização, eletrodeposição, embuchamento, brasagem, soldagem, usinagem e costura metálica, em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças danificadas por peças novas e originais ou de características construtivas semelhantes.

NOTA:

As restrições à utilização das técnicas de recuperação estão relacionadas a:

invólucros juntas eixos e mancais mancais de bucha ou de deslizamento rotores e estatores.

6.7. Alterações e modificações

Não é aplicável, pois o Laboratório não realiza serviço de modificação ou alteração, para qualquer que seja o tipo de proteção, em função da característica da técnica de reparo empregada, que leva em consideração a substituição de peças e componentes danificadas por peças e componentes novas e originais ou de características construtivas semelhantes.

NOTA:

 

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As restrições à utilização das técnicas de modificação e alteração estão relacionadas a: invólucros entradas de cabos e eletrodutos terminais enrolamentos equipamentos auxiliares.

7. Registros

Proposta técnico-comercial. Avaliação de pessoas. Inspeção e controle dimensional Registros.

Laudo técnico (relatório de reparo). Sistema CONLAB.

8. Anexos

Inspeção e controle dimensional - Registros.

9. Fluxograma

As atividades são demonstradas por meio do fluxograma anexo.

 

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INSPEÇÃO E CONTROLE DIMENSIONAL - REGISTROS Preencher os campos em branco. Quando não for aplicável,

INSPEÇÃO E CONTROLE DIMENSIONAL - REGISTROS

Preencher os campos em branco. Quando não for aplicável, preecnher com NA.

Equipamento:

 

Tipo de Proteção:

 

N° da OS:

   

Grau de

Volume calculado (cm ³):

 

Tipo de junta:

Proteção:

 

Medições para atendimento às tabelas 1, 2, 3 e 4 da Norma 60079-1

 
 

Medição antes do reparo:

 

Medição após reparo:

Comprimento junta

 

Interstício da junta

Torque abertura

Rugosidade da superfície

Interstício da junta

Torque

(mm)

(mm)

(Nm)

da junta ( µm )

(mm)

fechamento (Nm)

 

Medições Complementares (Tabelas 3 e 4)

 

Passo (mm)

Filetes Acoplados

Profundidade (mm)

Filetes em cada parte

Diâmetro Ext. (mm) Diâmetro Int. (mm)

 

(unid)

(juntas roscadas) (unid)

 

DADOS DA NORMA 60079-1

 

Tabela 1

Comprimento

 

Interstício Máximo (mm)

 

Mínimo L

 

V ≤ 100 cm³

 

100 < V ≤ 500 cm³

500 < V ≤ 2000 cm³

V > 2000 cm³

Tipo de junta

(mm)

IIA

IIB

IIA

IIB

IIA

IIB

IIA

IIB

6

0,30

0,20

Juntas flangeadas,

9,5

0,30

0,20

0,30

0,20

0,08

0,08

cilíndricas ou de encaixe

12,5

0,30

0,20

0,30

0,20

0,30

0,20

0,20

0,15

25

0,40

0,20

0,40

0,20

0,40

0,20

0,40

0,20

 

Comprimento

   

Tabela 2

Mínimo L

 

Interstício Máximo (mm)

 

(mm)

Grupo IIC

6

0,10

 

− −

 

Juntas flangeadas

9,5

0,10

0,10

− −

15,8

0,10

0,10

0,04

25

0,10

0,10

0,04

0,04

6

0,10

Juntas cilíndricas

9,5

0,10

0,10

Juntas de encaixe

12,5

0,15

0,15

0,15

25

0,15

0,15

0,15

0,15

40

0,20

0,20

0,20

0,20

Tabela 3

Juntas cilíndricas roscadas

Tabela 4

Juntas roscadas

Outras Dados de Medições (mm)

 

Passo

≥ 0,7 mm

Filetes em cada parte

≥ 5

Passo

(Ponto 1)

Diâmetro Ext.

(Ponto 2)

Diâmetro Int.

(Ponto 3)

 

Rosca interna e externa devem ser

 

Filetes acoplados

≥ 5 unid

do mesmo tamanho nominal.

14G7/17

162,55

160,9

 

≤ 100 cm³

Roscas

NPT

devem

ser

acopladas

18G5/17

 

98,1

 

96,81

 

Profundidade do

≥ 5 mm

firmemente com ferramenta.

acoplamento

> 100 cm³

≥ 8 mm

Rugosidade média (Ra)

≤ 6,3 µm

8G1

164,81

171,75

CONTROLE DO FORMULÁRIO: Emissão: 23.06.14 - Rev. 00

OBS.: Depois de preenchido este documento deve ser mantido em arquivo pelo nº da OS

 

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ELABORADO POR:

 

VERIFICADO POR:

 

APROVADO POR:

Elias Nascimento dos Santos

Edinei José Mazzuco

Antonio Hélio Alves Nunes

Dir. Planej. e GI

Dir. de TI

Diretor-Presidente

Este procedimento encontra-se assinado e arquivado no órgão normativo emissor.