Temporalidade Heidegger

O segundo traço existencial / fundamental característico de ser é a existência (conceito
citado anteriormente). De acordo com Mondin (1977), “Heidegger chama existência a esta
característica do homem de ser fora de si, diante de si, por seus ideais, por seus planos,
por suas possibilidades”. Ele afirmava que a existência é definida por esta característica do
homem que é denominada transcendência. Sempre nos projetamos para além do que
somos diante do mundo, somos seres dinâmicos (pensamos no futuro, nos preocupamos
com o que nos acontece, escolhemos possibilidades, fundamentalmente nos antecipamos,
superamos o presente), ou seja, transcendemos o que somos a cada momento. A natureza
do homem, ou seja, sua essência, consiste na sua existência; esta precede e determina
esta essência.
O terceiro existencial que Heidegger identifica é a temporalidade. Temporal significa o
transitório / o que passa com o tempo, no decurso deste; mas não o tempo em si. Para
Heidegger a situação existencial é inseparável da temporalidade; o homem só existe
porque está essencialmente ligado ao tempo. Pois o existir é construir o futuro (“é isto que
distingue o homem dos entes que são prisioneiros do presente” (Abrão, 2004)). A
temporalidade une a essência com a existência, une os sentidos do existir; é o que torna
possível a unidade da existência, constituindo assim a totalidade das estruturas do
homem. Muito mais do que uma soma de momentos, mas uma compreensão, no sentido
mais amplo, do passado, do presente, e do futuro. É isto que faz com que o homem,
segundo Mondin (1977), “não repouse no ser, mas que, no seu verdadeiro ser, ele se
encontre sempre além de si mesmo, nas suas possibilidades futuras”. Uma vez que o ser
humano é o único ente possibilitado de realizar uma união consciente entre o que já foi e o
que é ou será; e de “recomeçar” ou “reconstruir” sua vida. Para Heidegger o presente é um
misto de retomada do passado e de antecipação do futuro. Heidegger afirmava que existir
é o mesmo que temporalizar-se. Uma vez que o ser, enquanto presença / existência, é
determinado pelo tempo; e que este é também determinado através de um ser.

Karl Marx
As teorias de Marx sobre a sociedade, a economia e a política - conhecidas coletivamente
como marxismo - afirmam que as sociedades humanas progridem através da luta de
classes: um conflito entre a classe burguesa que controla a produção e um proletariado
que fornece a mão de obra para a produção. Ele chamou o capitalismo de "a ditadura da
burguesia", acreditando que seja executada pelas classes ricas para seu próprio benefício,
Marx previu que, assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo
produziria tensões internas que conduziriam à sua auto-destruição e substituição por um
novo sistema: o socialismo. Ele argumentou que uma sociedade socialista seria governada
pela classe trabalhadora a qual ele chamou de "ditadura do proletariado", o "estado dos
trabalhadores" ou "democracia dos trabalhadores".10 11 Marx acreditava que o socialismo
viria a dar origem a uma apátrida, uma sociedade sem classes chamada de comunismo.
Junto com a crença na inevitabilidade do socialismo e do comunismo, Marx lutou
ativamente para a implementação do primeiro, argumentando que os teóricos sociais e
pessoas economicamente carentes devem realizar uma ação revolucionária organizada
para derrubar o capitalismo e trazer a mudança sócio-econômica.

Rousseau

Rousseau defende a formação do homem natural no seu lar, junto aos familiares, por
constituir um ser integral voltado para si mesmo, que vive de forma absoluta. Já o cidadão
deve ser educado no circuito público proporcionado pelo Estado, pois é tão somente uma
parte do todo, e por esta razão engendra uma vida relativa. O aprendizado social, segundo o
filósofo, não produz nem o homem, nem o cidadão, mas sim um híbrido de ambos. Aliar os
dois implica investir no saber do ser humano em seu estágio natural – por exemplo, a
criança –, e o cidadão só terá existência a partir desta condição, a qual tem como fonte a
Natureza e como fio condutor a trajetória individual.
A DIALÉTICA EM HEGEL
Em Hegel, a dialética se movimenta da seguinte forma: primeiro existe a TESE, que é a
idéia, gerando uma ANTÍTESE, que se contrapõe à TESE, surgindo assim a SÍNTESE, que é a
superação das anteriores.
Hegel aplicava esse raciocínio à realidade e aos diferentes momentos da história humana.
Desde as antigas civilizações do oriente até a concepção de Estado Moderno, constando
nesse ínterim, acontecimentos como o surgimento da filosofia, o iluminismo e a Revolução
Francesa. Ou seja, a história estaria dividida em três etapas, correspondendo exatamente à
TESE, ANTÍTESE e SÍNTESE. A SÍNTESE representa a superação da contradição.

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