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SECRETARIA-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

COORDENADORIA DE AUDITORIA E CONTROLE (COAUD)

Manual submetido à Secretária-Geral do Ministério


Público para aprovação.

MANUAL DA COORDENADORIA DE
AUDITORIA E CONTROLE DO MINISTÉRIO PÚBLICO

COORDENADOR
Jair Alcides dos Santos

AUDITORES
Aglaia Bernardes Radichewski
André Luiz Grams
Flávia C. De Almeida do Amaral

COLABORADORES
André da Rosa Gonçalves
Thuanny Alexandrina Verzola

Florianópolis
Dezembro de 2008

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COORDENADORIA DE AUDITORIA E CONTROLE (COAUD)

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO.........................................................................................................4
1 CONCEITUAÇÕES....................................................................................................5
1.1 AUDITORIA INTERNA............................................................................................5
1.2 TIPOS DE AUDITORIA...........................................................................................5
1.2.1 Auditoria ordinária................................................................................................5
1.2.2 Auditoria especial.................................................................................................5
1.3 CONTROLE INTERNO...........................................................................................5
1.4 RELATÓRIOS DE ATIVIDADES ............................................................................6
1.5 RELATÓRIO DE AUDITORIA ................................................................................6
1.6 PAPÉIS DE TRABALHO ........................................................................................6
1.7 PARECER DE AUDITORIA ...................................................................................7
2 NORMAS INSTITUCIONAIS......................................................................................8
2.1 RESOLUÇÃO N. 10.931, DE 2 DE JUNHO DE 2000............................................8
2.2 LEI COMPLEMENTAR N. 223, DE 10 DE JANEIRO DE 2002..............................8
2.3 PORTARIA N. 1451, DE 8 DE JULHO DE 2003....................................................9
2.4 ATO N. 115, DE 22 DE OUTUBRO DE 2004 - PGJ...............................................9
2.5 PORTARIA N. 3529, DE 3 DE SETEMBRO DE 2007............................................9
3 COORDENADORIA DE AUDITORIA E CONTROLE..............................................11
3.1 COMPOSIÇÃO DA ÁREA.....................................................................................11
3.2 ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS............................................................................11
3.2.1 – Coordenador de Auditoria e Controle (descrição detalhada).........................11
3.2.2 – Chefe do Setor de Auditoria Interna...............................................................13
3.2.3 – Auditor.............................................................................................................13
3.2.4 – Estagiário de Ensino Superior.........................................................................14
3.2.5 – Estagiário de Ensino Médio............................................................................15
3.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL (Organograma/Fluxograma).........................16
3.3.1 Posição da Coordenadoria de Auditoria e Controle (COAUD) na Estrutura
Administrativa..............................................................................................................16
3.3.2 Processo de Elaboração das Atividades COAUD.............................................17
3.3.3 Processo de Auditoria/Perícia do Ministério Público.........................................18
3.3.4 Processo de Auditoria nas Áreas Administrativas.............................................19
3.4 PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA ......................................20
3.4.1 Plano anual de atividades .................................................................................20

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3.4.2 Programa de auditoria .......................................................................................20


3.5 COMPETÊNCIA....................................................................................................21
3.6 TÉCNICAS DE AUDITORIA.................................................................................22
3.7 RELATÓRIO DE AUDITORIA...............................................................................23
3.8 PARECER DE AUDITORIA..................................................................................24
3.9 NOTA DE AUDITORIA..........................................................................................25
3.10 RELACIONAMENTO - AUDITORIA EXTERNA, ÓRGÃOS DE CLASSES E
CONSELHOS..............................................................................................................26
4 NORMAS DE AUDITORIA.......................................................................................27
4.1 NORMAS RELATIVAS À EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA......27
4.2 NORMAS RELATIVAS À PESSOA DO AUDITOR..............................................28
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................31
REFERÊNCIAS...........................................................................................................32

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APRESENTAÇÃO

Conforme definido na Resolução n. 10.931, publicada no Diário da Justiça n.


10.474, de 8 de junho de 2000, em seu artigo 4º, foi realizada a elaboração deste
manual, que definiu as atribuições da Área de Auditoria Interna, hoje denominada
Coordenadoria de Auditoria e Controle (COAUD).
Já que a política desta Coordenadoria é sempre manter este manual
atualizado; de acordo com as mudanças ocorridas na Área, bem como em
consonância com a legislação pertinente; anualmente realizamos, sempre no mês
de dezembro, sua revisão e as devidas atualizações. Este ano publicamos a edição
de n. 8 do manual.
O principal objetivo deste manual, como foi descrito na Resolução n.
10.931/2000, é servir como orientador na execução dos trabalhos realizados pela
Coordenadoria de Auditoria e Controle, bem como, disciplinar procedimentos, fluxos,
áreas de atuação e responsabilidades.
Convém esclarecer que a Lei Complementar 223, de janeiro de 2002, criou no
âmbito do Ministério Público, a Coordenadoria de Auditoria e Controle, que substituiu
tacitamente a Área de Auditoria Interna. Esta Área hoje é um dos setores da
Coordenadoria.
Lembramos ainda que, o artigo 4º que determina a elaboração do Manual de
Auditoria, da citada resolução, continua sendo observado, tendo em vista a
importância deste documento para funcionamento da Coordenadoria.
Com a aprovação do ato n. 428/2008, de 11 de novembro de 2008, a
Coordenadoria de Auditoria e Controle passou a ter uma nova estrutura, e as
atividades desenvolvidas na Área fim foram minimizadas e na meio ampliadas, com
dois setores sendo transferidos para o Núcleo de Informações e Pesquisas.
Essas alterações decorreram da nova política institucional, que é oferecer aos
Membros do Ministério Público, a partir de uma equipe técnica qualificada, suporte
em demandas promovidas por Membros do Ministério Público. Outro objetivo da
Administração é fortalecer a Área Administrativa, a partir dos trabalhos de Auditoria
Interna.

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1 CONCEITUAÇÕES

1.1 AUDITORIA INTERNA

Podemos definir Auditoria Interna como uma atividade independente dentro


da organização, para a avaliação dos procedimentos contábeis, financeiros,
controles internos e outras operações administrativas, com o objetivo de auxiliar a
Administração Superior no fortalecimento de sua organização e controles.

1.2 TIPOS DE AUDITORIA

1.2.1 Auditoria ordinária

Inicia-se de ofício e obedece a programação estabelecida no planejamento da


Coordenadoria de Auditoria e Controle, dividindo-se em: Auditoria de Gestão,
Operacional, Contábil, de Programas e de Sistemas.

1.2.2 Auditoria especial

É aquela cujo exame é realizado para atender solicitação ou determinação do


Secretário-Geral, devido a fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza
incomum ou extraordinária.

1.3 CONTROLE INTERNO

A conceituação mais conhecida e respeitada sobre controle interno é a


fornecida pela AICPA (American Institute of Certified Public Accountants), que
define Controle Interno como:
o plano da organização e todos os métodos e medidas coordenados,
adotados dentro da empresa para salvaguardar seus ativos, verificar a
adequação e confiabilidade de seus dados contábeis, promover a eficiência

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operacional e fomentar o respeito e obediência às políticas administrativas


fixadas pela gestão. (AICPA, 1999)

1.4 RELATÓRIOS DE ATIVIDADES

Documento contendo, entre outros assuntos, o relato das atividades


desenvolvidas, total das auditorias realizadas, eficácia dos resultados obtidos,
pendências existentes com as justificativas pertinentes, solicitações ou
recomendações necessárias ao melhor desempenho das atividades.

1.5 RELATÓRIO DE AUDITORIA

Documento emitido pelo Auditor Interno, que refletirá os resultados dos


trabalhos, contendo objetivo, critérios e técnicas de auditoria utilizados na realização
dos trabalhos, resultado de exames e recomendações, caso sejam necessárias.

1.6 PAPÉIS DE TRABALHO

Os papéis de trabalho têm como principal finalidade servir de base para a


opinião do auditor e, conseqüentemente, a emissão de pareceres e de relatórios.

Por papéis de trabalho entende-se o conjunto de formulários e documentos


que contém informações e apontamentos coligidos pelo auditor, no decurso
do exame, as provas por ele realizadas e, em muitos casos, a descrição
dessas provas, que constituem o testemunho do trabalho executado e o
fundamento de sua opinião... (Resolução CFC n. 321)

Os papéis de trabalho produzidos pela Coordenadoria de Auditoria e Controle


(COAUD) devem ser arquivados por um período não inferior a 1 (um) ano. Decorrido
esse período devem ser arquivados, devidamente identificados e encaminhados
para a Gerência de Arquivo e Documentos do MPSC. Os papéis de trabalho devem
ser elaborados sempre se levando em consideração a concisão, objetividade,
limpeza e lógica.

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Como os papéis de trabalho contêm informações que servirão para consultas


em etapas posteriores ao trabalho de campo, visando a identificação e o
arquivamento de modo ordenado, é muito importante a adoção de um sistema de
codificação. Não há nada rígido em termos de codificação, no entanto, é necessária
a ordenação do lote de papéis que tratam de um mesmo assunto.

1.7 PARECER DE AUDITORIA

Conclusão do Auditor Interno a respeito de matéria, ato ou fato que lhe seja
submetido para exame. O parecer deverá conter indicação precisa e clara da
natureza do exame e do grau de responsabilidade assumido pelo auditor.

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2 NORMAS INSTITUCIONAIS

2.1 RESOLUÇÃO N. 10.931, DE 2 DE JUNHO DE 2000

Dispõe sobre a Auditoria Interna no âmbito do Ministério


Público do Estado de Santa Catarina.
O Procurador-Geral de Justiça, no uso de suas atribuições legais resolve:
Art. 1º. Fica criada a Auditoria Interna do Ministério Público, vinculada à Secretaria-Geral.
Art. 2º. À Auditoria Interna incumbe promover, por sistema próprio de controle, a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Ministério Público, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação de dotações e de recursos próprios e renúncia de receitas.
Parágrafo único: Além da incumbência definida no caput deste artigo, cabe à Auditoria Interna dar
suporte técnico aos órgãos de execução do Ministério Público bem como a outros organismos onde haja
interesse da instituição.
Art. 3º. O controle a que se refere o artigo anterior será realizado por auditores ocupantes de cargos de
provimento efetivo e integrantes do quadro de servidores do Ministério Público, e, na falta destes, por servidores
efetivos que estejam trabalhando há mais de dois anos na instituição.
Art. 4º. A chefia da Auditoria Interna será exercida por servidor designado pelo Procurador-Geral de
Justiça, a quem caberá a elaboração das atribuições do órgão, especificadas em manual próprio e aprovado pelo
Secretário-Geral do Ministério Público.
Parágrafo único: No prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação desta Resolução, o Manual de
Atribuições da Auditoria Interna deverá ser submetido à consideração do Secretário-Geral do Ministério Público.
Art. 5º. Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Florianópolis, 2 de junho de 2000.
JOSÉ GALVANI ALBERTON
PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA
___________________________________________________________________________________
2.2 LEI COMPLEMENTAR N. 223, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.
[...]
Art. 3º A estrutura de apoio técnico e administrativo dos órgãos do Ministério Público compreende:
[...]
IV - na Secretaria-Geral do Ministério Público:
a) o Gabinete do Secretário-Geral;
b) a Coordenadoria de Auditoria e Controle;
c) a Assessoria Técnica e Jurídica; e
d) a Coordenadoria-Geral dos Órgãos e Serviços Auxiliares de Apoio Técnico e Administrativo, a qual
estão subordinadas: (grifo nosso)
[...]
Florianópolis, 10 de janeiro de 2002.
ESPERIDIÃO AMIN HELOU FILHO
Governador do Estado

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2.3 PORTARIA N. 1451, DE 8 DE JULHO DE 2003

[...]
Cria Setores na estrutura organizacional de apoio administrativo da Procuradoria-Geral de Justiça,
define suas atribuições e dá outras providências.
[...]
Art. 1º Ficam criados na estrutura organizacional de apoio administrativo do Ministério Público os
seguintes Setores:
[...]
II – Na Coordenadoria de Auditoria, o Setor de Auditoria e Apoio Técnico a Fundações; e
[...]
Florianópolis, 8 de julho de 2003.
PEDRO SÉRGIO STEIL
Procurador-Geral de Justiça
___________________________________________________________________________________
2.4 ATO N. 115, DE 22 DE OUTUBRO DE 2004 - PGJ

Define as atribuições dos cargos de provimento efetivo e em comissão do Quadro de Cargos do


Ministério Público de Santa Catarina.
O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 18,
inciso XIX, alínea "a", da Lei Complementar Estadual n. 197, de 13 de julho de 2000,
CONSIDERANDO a conveniência, para melhor eficiência administrativa e definição de
responsabilidades no desempenho das funções inerentes aos cargos do Quadro de Cargos do Ministério
Público,
RESOLVE:
Art. 1.º As atribuições dos cargos de provimento efetivo e em comissão pertencentes ao Quadro de
Pessoal do Ministério Público são definidas conforme os Anexos I e II do presente Ato.
Art. 2.º Este Ato entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PUBLIQUE-SE, REGISTRE-SE E COMUNIQUE-SE.
Florianópolis, 22 de outubro de 2004.

PEDRO SÉRGIO STEIL


Procurador-Geral de Justiça
___________________________________________________________________________________
2.5 PORTARIA N. 3529, DE 3 DE SETEMBRO DE 2007.

[...]
Cria Setores na estrutura organizacional de apoio administrativo da Procuradoria-Geral de Justiça,
define suas atribuições e dá outras providências.
[...]
Art. 2º Ficam criados na Coordenadoria de Auditoria e Controle o Setor de Auditoria Interna e o Setor de
Auditoria e de Suporte aos Órgãos de Execução de 1º e 2º graus e Centros de Apoio Operacional.
[...]

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2.6 ATO N. 428/2008/PGJ

Transfere o "Setor de Auditoria e de Suporte aos Órgãos de Execução de 1º e 2º Graus e Centros de


Apoio Operacional" e o "Setor de Auditoria e Apoio Técnico a Fundações" para a Coordenadoria de
Assessoramento Técnico do Centro de Apoio Operacional de Informações e Pesquisas (CIP), altera a
nomenclatura dos Setores e dá outras providências.

O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 18,
XIX, "a", da Lei Complementar Estadual n. 197, de 13 de julho de 2000,

RESOLVE:

Art. 1º Transferir o "Setor de Auditoria e de Suporte aos Órgãos de Execução de 1º e 2º Graus e


Centros de Apoio Operacional", criado pela Portaria n. 3529/2007 e alocado na Coordenadoria de Auditoria e
Controle (COAUD), para a Coordenadoria de Assessoramento Técnico do Centro de Apoio Operacional de
Informações e Pesquisas (CIP).

[...]

Art. 8º Este Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

PUBLIQUE-SE, REGISTRE-SE E COMUNIQUE-SE.

Florianópolis, 11 de novembro de 2008.

GERCINO GERSON GOMES NETO


PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA

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3 COORDENADORIA DE AUDITORIA E CONTROLE

3.1 COMPOSIÇÃO DA ÁREA

A Coordenadoria de Auditoria e Controle do Ministério Público do Estado de


Santa Catarina será composta de:

a) 01 (um) Coordenador de Auditoria, preferencialmente formado em


Ciências Contábeis que tenha amplos conhecimentos dos serviços de auditoria, o
qual, será nomeado pelo Procurador-Geral de Justiça para responder pela Área;
b) 01 (um) Chefe do Setor de Auditoria Interna, que será exercido apenas
por servidor do quadro permanente do Ministério Público indicado pelo Coordenador
de Auditoria e Controle;
c) auditores, com formação em Ciências Contábeis, Administração, Direito e
Economia, em número suficiente ao atendimento dos serviços de responsabilidade
da Coordenadoria de Auditoria e Controle;
d) bolsistas/estagiários de nível superior com formação em Ciências
Contábeis, Administração, Direito e Economia, em número suficiente ao atendimento
dos serviços a cargo da Coordenadoria de Auditoria e Controle; e
e) bolsistas, estudantes do ensino médio.

3.2 ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS

3.2.1 – Coordenador de Auditoria e Controle (descrição detalhada)

São atribuições do Coordenador de Auditoria e Controle:

a) exercer no âmbito do Ministério Público a verificação dos sistemas contábil,


financeiro, de execução orçamentária, patrimonial, operacional e de pessoal, além
de dar suporte técnico aos órgãos de execução do Ministério Público;
b) emitir relatórios e pareceres sobre auditorias realizadas;
c) elaborar e executar roteiros e programas de auditoria;

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d) avaliar o controle interno das coordenadorias e gerências do Ministério


Público;
e) emitir parecer em relatórios elaborados por outras áreas, sempre que a lei
determinar;
f) analisar e emitir relatório de processos/procedimentos encaminhados por
Membros do Ministério Público;
g) realizar perícias e cálculos em processos encaminhados pela
administração e por membros do Ministério Público;
h) realizar trabalho de análise na prestação de contas de fundações, sempre
que solicitado;
i) normatizar o acompanhamento, a sistematização e a padronização dos
procedimentos de auditoria;
j) acompanhar, em visitas posteriores, a implementação das recomendações
aprovadas pelo Secretário-Geral do Ministério Público;
k) solicitar, quando necessário, parecer técnico a profissional
comprovadamente habilitado sobre questões que exijam conhecimento específico,
para fundamentar seu parecer;
l) examinar a observância das normas ditadas pela legislação federal
aplicável, da legislação estadual específica e das normas correlatas;
m)disciplinar, acompanhar e controlar as contratações de obras e serviços,
observadas as normas pertinentes às licitações, previstas na legislação específica;
n) elaborar o Plano Anual de Auditoria Interna, que deverá ser apresentado
até o final da segunda quinzena do mês de dezembro do ano em curso, para os
trabalhos que serão realizados no ano seguinte; e
o) exercer outras atividades correlatas que lhe forem conferidas por superior
hierárquico.

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3.2.2 – Chefe do Setor de Auditoria Interna

a) coordenar os serviços do Setor, zelando pelo seu eficaz desenvolvimento;


b) orientar os servidores e prestadores de serviço na execução das tarefas
que lhes forem confiadas;
c) atender as determinações do dirigente do órgão de apoio administrativo ao
qual esteja subordinado;
d) promover trabalhos que visem a eficiência e qualidade dos controles
internos das coordenadorias administrativas;
e) emitir relatórios e pareceres de auditoria isoladamente ou em conjunto
com seus subordinados;
f) analisar e emitir parecer nos procedimentos licitatórios, adiantamentos,
convênios, contratos e acordos isoladamente ou em conjunto com seus
subordinados;
g) orientar as áreas administrativas nos assuntos referentes à execução
orçamentário-financeira e procedimentos administrativos, de forma a assegurar a
observância das normas legais pertinentes;
h) estudar e acompanhar a execução físico-financeira do orçamento;
i) desenvolver estudos e pesquisas sobre matérias de interesse das Áreas
Administrativas;
j) realizar auditoria especial, com o objetivo de examinar os fatos e as
situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, para
atender determinação da Secretaria-Geral do Ministério Público;
k) realizar cálculos, pareceres técnicos e perícias;
l) desempenhar suas atividades e funções afetas ao Setor, de maneira
integrada com as demais Áreas da Coordenadoria de Auditoria e Controle; e
m)executar outras atividades correlatas.

3.2.3 – Auditor

São atribuições do Auditor:

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a) realizar estudos e pesquisas;


b) estudar e acompanhar novos sistemas de ascensão, progressão e
avaliação de cargos;
c) realizar estudos para elaboração de normas a serem implementadas no
âmbito do Ministério Público;
d) avaliar e acompanhar o orçamento, sua execução físico-financeira;
e) acompanhar o desenvolvimento da técnica de planejamento administrativo
e financeiro a fim de promover o seu aperfeiçoamento;
f) estudar e acompanhar o exame crítico da conjuntura econômico-financeira
a fim de adequar a ela a produtividade das fontes de receitas;
g) apresentar projetos, objetivando racionalizar e informatizar as rotinas e
procedimentos;
h) apresentar estudos visando à criação e/ou ao aprimoramento dos sistemas
administrativos;
i) estudar e analisar os programas e projetos, em harmonia com as diretrizes
e políticas estabelecidas pelo Ministério Público;
j) fornecer subsídios técnicos para elaboração de anteprojeto de leis
relacionados a assuntos de sua área de competência;
k) fornecer dados estatísticos e apresentar relatórios de suas atividades;
l) emitir laudos e pareceres sobre assuntos de sua área de competência; e
m) executar outras atividades compatíveis com o cargo.

3.2.4 – Estagiário de Ensino Superior

São atribuições do Estagiário de Ensino Superior, na COAUD:

a) Cadastrar, em sistema próprio, as atividades da COAUD;

b) realizar a atualização das informações (prestação de contas) do SICAP;

c) colaborar na análise de procedimentos licitatórios;

d) colaborar na análise processos de adiantamento;

e) colaborar na execução do relatório de gestão fiscal;

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f) elaborar relatório mensal das atividades desenvolvidas pela COAUD;

g) encaminhar prestação de contas (fundações) a chefia do setor de apoio

técnico a fundações;

h) controlar o arquivamento das prestações de contas das fundações;

i) auxiliar, sempre que solicitado, em outras atividades realizadas pela equipe

da COAUD; e

j) atender com cortesia e zelo as solicitações da equipe da COAUD.

3.2.5 – Estagiário de Ensino Médio

São atribuições do Estagiário de Ensino Médio, na COAUD:

a) encaminhar as solicitações de material ao Almoxarifado;

b) encaminhar documentos a Órgãos internos e externos;

c) controlar o recebimento dos Diários Oficial e de Justiça;

d) fazer protocolo de documentos;

e) realizar xérox;

f) enviar fax e atender telefones;

g) arquivar documentos (ofícios, notas, papéis de trabalho, etc.) recebidos e

expedidos;

h) executar serviços externos solicitados pelos servidores da COAUD; e

i) atender com cortesia e zelo as solicitações da equipe da COAUD

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3.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL (Organograma/Fluxograma)

A Coordenadoria de Auditoria e Controle, conforme Lei Complementar


223/02, está subordinada a Secretaria-Geral do Ministério Público.
Apresentamos a seguir a posição da Área na estrutura administrativa e seus
fluxogramas.

3.3.1 Posição da Coordenadoria de Auditoria e Controle (COAUD) na Estrutura


Administrativa.

SECRETARIA-GERAL DO
MINISTÉRIO PÚBLICO

GABINETE DO
SECRETÁRIO-GERAL

COORD. DE AUDITORIA E
CONTROLE

ASSESSORIA TÉCNICA E
JURÍDICA

COORD. GERAL DOS ÓRGÃOS E


SERVIÇOS AUXILIARES DE APOIO
TÉCNICO E ADMINISTRATIVO

COORD. DE COORD. DE
COORD. DE COORD. DE COORD. DE COORD. DE
PROCESSOS E PLANEJAMENTO E
FINANÇAS E OPERAÇÕES RECURSOS TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÕES ESTRATÉGIAS
CONTABILIDADE ADMINISTRATIVAS HUMANOS INFORMAÇÃO
JURÍDICAS ORGANIZACIONAIS

GERÊNCIA DE
GERÊNCIA DE GERÊNCIA DE
GERÊNCIA DE GERÊNCIA DE GERÊNCIA DE CADASTRO E
REDE E BANCO INFORMAÇÕES E
FINANÇAS PATRIMÔNIO BIBLIOTECA LEGISLAÇÃO DE
DE DADOS PROJETOS
PESSOAL

GERÊNCIA DE
GERÊNCIA DE GERÊNCIA DE GERÊNCIA DE
ARQUIVO E
CONTABILIDADE ALMOXARIFADO DESENVOLVIM.
DOCUMENTAÇÃO

GERÊNCIA DE
TRANSPORTES E GERÊNCIA DE
SERVIÇOS SUPORTE
GERAIS

GERÊNCIA DE
MANUTENÇÃO E
CONSERVAÇÃO

GERÊNCIA DE
COMPRAS

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3.3.2 Processo de Elaboração das Atividades COAUD

INÍCIO

COAUD ELABORA
PLANO ANUAL DE
ATIVIDADES

SECRETÁRIO-
N AJUSTA
GERAL APROVA?

COAUD INICIA
ATIVIDADES

FIM

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3.3.3 Processo de Auditoria/Perícia do Ministério Público JUP


DE
C AU

PROAENC

RELA
INÍC

STIÇROCU/P

S
FIM
AUD/PER
OAUD ITORD

MOTPRAIN /
O

AREDOM
ITORÍCA
REA AOI

TÓR ? N IOK ADINFOS


ORDCUHA
LIZAORT
A
LIZAO PERU

EJUSRADOLT

ICONRMAÇL
SOLIDE
SER ÍCIA

TIÇARÓO

AISÕET
CITAÇ
VIÇO
ÃO
DE

INÍCIO

PROCURADOR /PROMOTOR DE
JUSTIÇA REALIZA SOLICITAÇÃO
DE AUDITORIA /PERÍCIA

COAUD REALIZA O SERVIÇO DE


AUDITORIA OU PERÍCIA

ENCAMINHA RELATÓRIO
AO PROCURADOR /
PROMOTOR DE JUSTIÇA

SOLICITA
RELATÓRIO OK ? N INFORMAÇÕES
ADICIONAIS

FIM
INÍC O INÍC IO
P PR/OCU MORAD ORT P DE / ROMP ROC OT URAD RDE OR
JU DE STIÇ /PERAUD ARE ÍCIATOR LIZA A JU DESOLI /PCITAÇ TIÇS AUD ÃO ERÍC REA ITOR AI AILZ ASO LICT AÇÃO
C AU OAUD DITOR REA IAO LIZAO UPER C AUSER ÍCIA VIÇO OAUD DITO DE REA RIA OUPLIZA ERÍCOS IARVÇ OD E
PROAENC MOTPRAIN / ORDCUHA EJUSRADOLT PREN AOP TIÇARÓO / OMCA ROC TORINHA URAD RELADJ OR TÓRUSIÇ IOA

S OLIC TA SO LICT A
RELA ? NTÓR ADINFO IOK ICONRMAÇ REL ISÕEA ? N ATÓI ADIC RIONF ONI KMAÇ ISA ÕES
S S
FIM FI M

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3.3.4 Processo de Auditoria nas Áreas Administrativas

INÍCIO

COAUD comunica
Secretário -Geral a área a
ser auditada

Secretário -Geral comunica a


área que será auditada

COAUD audita

COAUD elabora
relatório preliminar

S Existe
irregularidade (s)?

Auditado recebe Encaminha ao


relatório com a (s) Secretário -Geral
informação (ões ) para ciência

Auditado presta Secretário -Geral solicita


N
esclarecimento (s) Relatório ok ? trabalhos complementares
de auditoria

Esclarecimento (s) N Secretário -Geral


satisfatório (s)? encaminha relatório
final ao auditado

Ajusta processo FIM

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3.4 PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA

O planejamento, em auditoria, é um plano detalhado, destinado a orientar


com adequação o trabalho do auditor. Para o desenvolvimento de suas atividades, a
unidade de auditoria deverá planejar adequadamente todo e qualquer trabalho
previsto, a fim de garantir que os resultados das ações atinjam os objetivos.

3.4.1 Plano anual de atividades

Todos os anos, a Coordenadoria de Auditoria e Controle deverá elaborar um


plano anual de atividades, que será apresentado até o final da segunda quinzena do
ano em curso, para os trabalhos que serão realizados no ano seguinte.
Neste plano deverão constar os órgãos ou entidades que receberão
auditagem, finalidade, tipo de auditoria, período ou número de horas de trabalho,
número de auditores e demais informações que se fizerem necessárias. O plano
anual de atividades poderá sofrer alterações em virtude de conveniências
administrativas e/ou de situações alheias à vontade do responsável pela Área.

3.4.2 Programa de auditoria

Consiste num plano de ação detalhado, destinado a orientar adequadamente


o trabalho do Auditor, permitindo-lhe, ainda complementá-lo quando circunstâncias
imprevistas o recomendarem.
O programa de auditoria deverá contemplar todas as informações disponíveis
e necessárias ao desenvolvimento de cada trabalho a ser realizado, com o objetivo
de determinar a extensão e profundidade deste, considerando a legislação
específica, o resultado das auditorias anteriores e normas do órgão ou instituição
que estará recebendo a auditagem.
Os programas de trabalhos podem ser elaborados de duas maneiras:

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a) específico - preparado para cada trabalho de auditoria, quando as


atividades apresentarem freqüentes alterações de objetivos, procedimentos e
controles internos, e
b) padronizado - destinado à aplicação em trabalhos locais ou em épocas
diferentes, com pequenas alterações, prestando-se a atividades que não se alterem
ao longo do tempo, ou a situações que contenham dados e informações similares.
Objetiva padronizar os procedimentos de auditoria de uma mesma unidade.

3.5 COMPETÊNCIA

Com base nas atribuições conferidas no art. 74 da Constituição Federal, art.


62 da Constituição Estadual e no Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos do
Pessoal do Ministério Público (Lei Complementar n. 223/02), cabe à Coordenadoria
de Auditoria e Controle:
a) avaliar o Sistema de Controle Interno das áreas administrativas da
Procuradoria- Geral de Justiça;
b) realizar no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Santa
Catarina, a verificação dos sistemas contábil, financeiro, de execução orçamentária,
patrimonial, operacional e de pessoal, além de dar suporte técnico aos órgãos de
execução do Ministério Público, bem como, a outros organismos onde haja interesse
da instituição;
c) promover a normatização, o acompanhamento, a sistematização e a
padronização dos procedimentos de auditoria;
d) realizar auditorias, emitir relatórios e pareceres sobre a gestão dos
responsáveis pelas áreas, com conclusões e recomendações;
e) acompanhar, em visitas posteriores, a implementação das recomendações
aprovadas pelo Secretário-Geral e/ou de providências por ele adotadas;
f) verificar a exatidão e suficiência dos dados relativos à admissão de pessoal
a qualquer título, à legalidade dos proventos e dos descontos, bem como à
concessão de aposentadorias;
g) promover a apuração dos atos e fatos inquinados de ilegais ou de
irregulares, formalmente apontados, praticados pelos responsáveis das áreas
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administrativas da Procuradoria-Geral de Justiça ou de órgãos de execução do


Ministério Público, bem como a outros organismos onde haja interesse da
instituição;
h) solicitar, quando necessário, parecer técnico a profissional
comprovadamente habilitado, sobre questões que exijam conhecimento específico,
para fundamentar seu parecer;
i) avaliar o controle interno das Coordenadorias e Gerências;
j) examinar a observância das normas gerais ditadas pela legislação federal
aplicável, da legislação estadual específica e normas correlatas;
k) disciplinar, acompanhar e controlar as contratações de obras e serviços,
observadas as normas pertinentes a licitações;
l) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional;
m)elaborar o Plano Anual de Atividades (PAA), que deverá ser apresentado
até o final da segunda quinzena do mês de dezembro do ano em curso, para os
trabalhos que serão realizados no ano seguinte;
n) apresentar a consideração do Secretário-Geral propostas para atualização
do Manual da Coordenadoria de Auditoria e Controle (COAUD) Auditoria Interna
e/ou introdução de novos procedimentos sempre que necessário, levando em
consideração a experiência ou a disposição legal;
o) elaborar e executar roteiros e programas de auditoria, referentes aos
trabalhos contidos no relatório de atividades e outros especiais, que eventualmente
forem indicados pelo Secretário-Geral do Ministério Público; e
p) verificar a segurança lógica e a confiabilidade nos sistemas (softwares)
desenvolvidos em computadores, bem como os direitos de uso dos referidos
programas; e
q) elaborar cálculos e perícias.

3.6 TÉCNICAS DE AUDITORIA

As técnicas de auditoria que devem ser observadas pelos Auditores Internos,


constituem-se de um conjunto de procedimentos a serem adotados no
desenvolvimento dos trabalhos de auditoria, que além de exames de relatórios e

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registros auxiliares, entrevistas e observações acurada das atividades, incluem os


seguintes:
a) Exames Físicos – consiste na verificação in loco permitindo ao Auditor
formar opinião quanto à existência física do objeto ou item a ser examinado, sua
autenticidade, quantidade e qualidade;
b) Circularizações/Confirmações Formais – é a técnica utilizada na obtenção
de declaração formal e independente de pessoas não ligadas ao órgão ou entidade,
seja por interesses comerciais, afetivos ou outros fatos ligados às operações do
mesmo;
c) Exame da Documentação Original – trata-se de procedimento voltado para
a comprovação das transações que por exigências legais, comerciais ou de controle
são evidenciadas por documentos comprobatórios da efetividade destas transações;
d) Conferência de Somas e Cálculos – utilizada em virtude de operações dos
órgãos ou entidades que envolvem valores, quantidades ou números;
e) Exame de Lançamentos Contábeis – é o procedimento usado pela
auditoria para constatação da veracidade das informações contábeis e fiscais, entre
outras, além de possibilitar levantamentos específicos nas análises, composição de
saldos, conciliações e outras que afetam as demonstrações contábeis;
f) Amostragem – é o processo pelo qual se obtém informação sobre um todo
(universo), examinando-se apenas uma parte do mesmo (amostra);
g) Controle da Legalidade – visa confrontar os atos praticados com a
legislação em vigor para aferir se possuem o devido amparo legal.

3.7 RELATÓRIO DE AUDITORIA

Ao término de cada auditagem será apresentado um relatório específico,


contendo o resultado e recomendações, caso sejam necessárias, que será
submetido ao Secretário-Geral. O Relatório deverá ser encaminhado sempre de
forma sigilosa, a fim de preservar as informações nele contidas.
Antes do envio do Relatório Final ao Secretário-Geral, este será discutido com
o responsável pela Área ou Instituição que recebeu a auditagem, para sanar
eventuais dúvidas, surgidas na conclusão dos trabalhos.

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O Relatório de Auditoria será apresentado pelo(s) Auditor(es) que


realizou(aram) os trabalhos, sendo de sua inteira responsabilidade a exatidão das
informações relatadas.
O relatório deverá ser redigido sempre de forma clara e legível, para a perfeita
compreensão de quem o está recebendo. Deverá ser impresso em 01 (uma) via e
encaminhado ao Secretário-Geral do Ministério Público para ciência, análise e
posterior envio a Coordenadoria/Gerência auditada.
Após o recebimento do relatório pelo responsável da Coordenadoria/Gerência
ou órgão que recebeu a auditagem, será concedido a este um prazo definido pela
Secretaria-Geral para manifestação acerca das informações nele contidas.
Quando verificado que determinado ato foi praticado sem observância da
legislação em vigor ou comprovada qualquer outra irregularidade, o Relatório de
Auditoria concluirá pela recomendação quanto a procedimentos a serem adotados.
Após recebidas as informações das Áreas que receberam a auditagem, a
Secretaria-Geral informará a Coordenadoria de Auditoria e Controle os
procedimentos a serem adotados ou o arquivamento do relatório.

3.8 PARECER DE AUDITORIA

No âmbito do serviço público, a opinião do auditor, deverá ser expressa


através de Relatório e/ou Parecer de Auditoria.
Tipos de Pareceres:
a) Parecer de Regularidade – será emitido quando o auditor verificar que na
auditagem não foi detectado nenhum tipo de irregularidade. Em sua opinião a gestão
dos recursos públicos foi realizada observando os princípios da legalidade,
moralidade, impessoalidade, razoabilidade, publicidade, eficiência e economicidade.
b) Parecer de Regularidade, com Ressalvas – será emitido quando o Auditor
constatar falhas, omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento
das normas e diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade e
economicidade e que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não caracterizar
irregularidade de atuação dos agentes responsáveis.

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c) Parecer de Irregularidade - será emitido quando o Auditor verificar a não


observância da aplicação dos princípios de legalidade, impessoalidade, publicidade,
legitimidade e economicidade, constatando a existência de desfalque, desvio de
bens ou outra irregularidade que resulte em prejuízo quantificável para o Ministério
Público de Santa Catarina – Procuradoria-Geral de Justiça e/ou que comprometam,
substancialmente, as demonstrações financeiras e a respectiva gestão dos agentes
responsáveis no período do exercício examinado.
d) Parecer com Abstenção de Opinião – será emitido quando os documentos
analisados não forem suficientes para sustentar a opinião do profissional de
auditoria.

3.9 NOTA DE AUDITORIA

É o instrumento utilizado pelos profissionais de auditoria para solicitar


esclarecimentos e/ou documentos, além de informar ao responsável, pela área ou
atividades examinadas, eventuais problemas ou falhas identificados.
A nota de auditoria pode ser:
a) de solicitação – apenas para solicitar documentos e/ou informações;
b) corretiva/repressiva – prevenir situações de perdas potenciais, além de
sugerir a correção de erros formais;
c) propositiva/contributiva – recomendar melhorias e aperfeiçoamento nos
processos gerenciais, em especial aos controles internos de cada Área.

A Nota de Auditoria deve conter, quando necessário:


a) numeração;
b) data de envio;
c) exercício financeiro correspondente;
d) objeto;
e) Área auditada e o responsável;
f) irregularidades ou deficiências constatadas;
g) conseqüências;
h) recomendações e sugestões;
i) data limite para devolução;
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3.10 RELACIONAMENTO - AUDITORIA EXTERNA, ÓRGÃOS DE CLASSES E


CONSELHOS

A Coordenadoria de Auditoria e Controle além do importante trabalho de


realizar exames e proferir pareceres e relatórios deve ser também um instrumento
de auxílio no trabalho da Auditoria Externa.
Sempre que possível deverá atender às solicitações, com o objetivo de servir
como facilitador na realização dos trabalhos do auditor externo.

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4 NORMAS DE AUDITORIA

4.1 NORMAS RELATIVAS À EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA.

a) Ao Auditor Interno, incumbido de realizar auditoria, é vedado divulgar


qualquer informação ou fato de que tenha conhecimento em razão da mesma;
b) o trabalho de auditoria deverá ser adequadamente planejado, de forma a
prever a natureza, a extensão e a profundidade dos procedimentos que nele serão
empregados, bem como, a oportunidade de sua aplicação;
c) o Auditor Interno deverá efetuar um adequado exame com vistas à
avaliação da capacidade e efetividade dos sistemas de controles internos – contábil,
administrativo e operacional – das unidades e das instituições supervisionadas;
d) em atendimento aos objetivos da atividade de auditoria, o Auditor Interno
deverá realizar, na extensão julgada necessária, os testes ou provas adequados às
circunstâncias, para obter evidências qualitativamente aceitáveis que fundamentem,
de forma objetiva, suas conclusões;
e) todo trabalho de auditoria, desde seu planejamento até a emissão do
parecer e o conseqüente acompanhamento dos resultados deverá ser
supervisionado pelo responsável da área;
f) o auditor com atribuições de supervisão, deverá instruir e dirigir,
adequadamente, seus subordinados, no que tange à execução dos trabalhos e ao
cumprimento dos programas de auditoria, devendo, ainda, contribuir para o
desenvolvimento dos conhecimentos e capacidade profissional daqueles. Para
maior compreensão dos objetivos, alcances, enfoques, procedimentos e técnicas a
serem aplicadas por parte da equipe, torna-se indispensável que o supervisor
promova a participação da equipe na elaboração do programa de trabalho;
g) o profissional de auditoria não deve executar trabalhos administrativos que
poderão receber auditagem posteriormente;
h) o grau de intensidade da supervisão exercida sobre a equipe está
diretamente relacionada aos seguintes fatores: conhecimento e capacidade
profissional dos membros da equipe; o grau de dificuldade previsível dos trabalhos e

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alcance de prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar na


unidade/entidade que recebeu a auditagem. No entanto, deverá ser evitado o
cerceamento da liberdade e flexibilidade necessárias aos componentes da equipe,
de tal forma que o pessoal possa alcançar seu próprio desenvolvimento profissional;
i) a aplicação dos procedimentos de auditoria não garante a detecção de
toda impropriedade ou irregularidade, a evidenciação posterior, de uma situação
imprópria ou irregular ocorrida no período submetido a exame, não significa que o
trabalho efetuado pelo Auditor Interno tenha sido inadequado, sempre e quando
possa demonstrar que o efetuou de acordo com o estabelecido pelas Normas de
Auditoria;

4.2 NORMAS RELATIVAS À PESSOA DO AUDITOR

a) O Auditor Interno no exercício da atividade de auditoria deverá manter uma


atitude de independência que assegure a imparcialidade de seu julgamento, nas
fases de planejamento, execução e emissão de seu parecer, bem como, nos demais
aspectos relacionados com sua atividade profissional;
b) embora mantenha vínculo empregatício com a organização para qual
presta serviços, o auditor prestará obediência aos princípios de ética e observará as
normas técnicas e os padrões de auditoria, como norma de conduta profissional. No
desempenho de suas atividades de auditoria, agirá sempre com absoluta
independência e, em quaisquer circunstâncias e sob nenhum pretexto, conveniência
própria ou de terceiros, condicionar á seus atos, suas atitudes, suas decisões ou
seus pronunciamentos a preceitos outros que não os postulados da sua profissão;
c) durante seu trabalho, o auditor estará obrigado a abster-se de intervir nos
casos onde há conflito de interesses que possam influenciar a absoluta
imparcialidade de seu julgamento;
d) o auditor não poderá, direta ou indiretamente, receber proventos ou
recompensas de qualquer natureza, de pessoas, direta ou indiretamente,
interessadas em seu trabalho, exceto seu salário e demais vantagens oficiais
concedidas;

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e) na execução de suas atividades, o auditor se apoiará em fatos e evidências


que permitam o convencimento razoável da realidade ou a veracidade dos fatos,
documentos ou situações examinadas, permitindo a emissão de opinião em bases
consistentes.
f) no desempenho de suas funções, na elaboração do relatório e emissão de
sua opinião, o auditor interno necessita agir com a devida precaução e zelo
profissional, devendo acatar as normas de ética profissional, o bom senso em seus
atos e recomendações, o cumprimento das normas gerais de auditoria interna e o
adequado emprego dos procedimentos de autoria de aplicação geral ou especifica;
g) no desenvolvimento de seu trabalho, o auditor interno deverá manter
atitude prudente, com vistas a estabelecer uma adequada extensão dos seus
exames, bem como aplicar metodologia apropriada à natureza e complexidade de
cada exame;
h) no desenvolvimento de seu trabalho, o Auditor Interno, independentemente
de sua formação profissional, deverá ter sempre presente que, como servidor
público, obriga-se a proteger os interesses da sociedade, respeitar as normas de
conduta que regem os servidores públicos, não podendo valer-se da função em
benefício próprio ou de terceiros. Ficando, ainda, obrigado a guardar
confidencialidade das informações obtidas, não devendo revelá-las a terceiros, sem
autorização específica, salvo se houver obrigação legal ou profissional de assim
proceder;
i) o auditor interno, em virtude das funções que irá realizar, deverá manter-se
sempre atualizado sobre os assuntos inerentes ao seu trabalho, procurando sempre
ampliar seus conhecimentos e capacidade necessária ao bom desempenho de suas
atribuições;
j) o Auditor Interno deverá ter sempre em mente que o elemento que está
recebendo auditagem é o órgão ou a instituição, e não o elemento humano que
executou esses trabalhos;
k) o Auditor Interno deverá ter conduta pessoal irrepreensível, portar-se com a
maior discrição possível, dando especial atenção ao seu modo de trajar, hábitos e
conduta pessoal;

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l) o Auditor Interno deverá usar de diplomacia durante a execução dos


trabalhos, jamais criticando os servidores quanto a sua forma de trabalhar. As
irregularidades ou negligências que forem observadas, serão comentadas com os
Responsáveis e com a Chefia da Auditoria;
m)o Auditor Interno, quando não estiver executando algum serviço, deverá
permanecer na sala de auditoria, onde empregará seu tempo disponível no
aperfeiçoamento da competência e eficiência do seu trabalho;
n) os programas e roteiros de trabalhos são considerados sigilosos. Durante
o transcorrer dos trabalhos é necessário conservar os papéis que não estejam sob
imediato e constante controle do auditor interno em suas pastas, ou em algum lugar
acessível somente aos mesmos, e
o) todas as informações aos órgãos, instituições ou a terceiros serão somente
prestadas através da chefia imediata, sempre utilizando correspondência oficial.

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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O auditor interno, no exercício de suas funções, terá livre acesso a todas as


dependências das Coordenadorias, Gerências ou entidades que estiverem
recebendo a auditagem, assim como a documentos, valores e livros considerados
indispensáveis ao cumprimento de suas atribuições, não lhe podendo ser sonegado,
sob qualquer pretexto, nenhum processo, documento ou informação. As solicitações
realizadas pelos auditores deverão sempre ser atendidas com prioridade
A Coordenadoria, Gerência, Instituição externa, na qual, foi realizada a
auditoria é assegurado o contraditório e a ampla defesa.
Somente pela exibição dos papéis de trabalho é que o auditor poderá provar
que examinou e revisou a contabilização e os documentos de suporte, objeto dos
resultados explicitados e evidenciados através dos demonstrativos financeiros,
contábeis, dentre outros.
Os auditores internos deverão se apresentar nos locais onde forem realizar os
trabalhos de auditoria munidos de documento oficial e/ou crachá, conforme o caso.
Quando da execução dos serviços de rotina, o auditor interno, será credenciado
através de correspondência oficial emitida pelo Secretário-Geral do Ministério
Público.

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SECRETARIA-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São


Paulo: Saraiva, 1984.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1984.

BOYNTON, William C.; JOHNSON, Raymond N.; KELL, Walter G. Tradução José
Evaristo dos Santos. Auditoria. São Paulo: Atlas, 2002.

Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo. Curso Básico de


Auditoria: normas e procedimentos. São Paulo: Atlas, 1988.

Conselho Regional de Contabilidade. Normas de Auditoria. 2. ed. Rio de Janeiro:


CFC, 1991.

CRUZ, Flávio da. Contabilidade e Movimentação Patrimonial do Setor Público.


Rio de Janeiro: Ed. do autor, 1988.

CRUZ, Flávio da. Auditoria Governamental. São Paulo: Atlas, 1997.

Instituto dos Auditores Internos do Brasil. Normas Brasileiras para o Exercício da


Auditoria Interna. 2. ed. São Paulo: 1992.

JUND, Sérgio. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos. 7. ed.


Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

MACHADO, Célio Maciel. Sistema de Controle Interno Para o T.C.E. Florianópolis:


1994.

MANUAL de Auditoria da CASAN, 2000.

MAUTZ, R.K. Princípios de auditoria. São Paulo: Atlas, 1975.

MOURA, Ril. Técnicas de auditoria. Rio de Janeiro: CNI, 1990.

SÁ, A. Lopes de. Curso de auditoria. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1986.

SANTA CATARINA. Decreto estadual n. 425. DOE n. 16.253, 1999.

_______. Lei complementar estadual n. 197, de julho de 2000. Institui a Lei


Orgânica do Ministério Público ministério público do Estado de Santa Catarina.

_______. Lei complementar estadual n. 223, de 10 de janeiro de 2002. institui


Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Ministério Público do Estado de Santa
Catarina.

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_______. Ato. 115, de 22 de outubro de 2004. Define as atribuições dos cargos de


provimento efetivo e em comissão do Quadro de Cargos do Ministério Público de
Santa Catarina..

_______.Portaria 1.451, de 8 de julho de 2003. Cria Setores na estrutura


organizacional de apoio administrativo da Procuradoria-Geral de Justiça, define suas
atribuições e dá outras providências.

_______.Portaria 3.529, de 3 de setembro de 2007. Cria Setores na estrutura


organizacional de apoio administrativo da Procuradoria-Geral de Justiça, define suas
atribuições e dá outras providências.

WADDELL, R Harold. Auditoria Independente Aplicada: conceitos métodos e


práticas. São Paulo: Atlas, 1977. Volume 1.

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