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Escola Secundária Francisco de Holanda

Relatório de Grupo

Identificação de Plásticos
Grupo 6

Química

Professor Rui Vítor Costa

Guimarães

13 de Maio de 2010

Ano Lectivo 2009/2010


Escola Secundária Francisco de Holanda Ano Lectivo 2009/2010

Química – Identificação de Plásticos


Grupo 6 – 12CT2 2
Escola Secundária Francisco de Holanda Ano Lectivo 2009/2010

António Dourado Cavalcanti Neto – nº 5

Mafalda Ribeiro Silva – nº 13

Pedro Manuel Duarte Ribeiro – nº 22

Grupo 6

12CT2

Química – Identificação de Plásticos


Grupo 6 – 12CT2 3
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Índice
Introdução ..................................................................................................................................... 5
Aplicações dos Plásticos ............................................................................................................ 7
Procedimentos .............................................................................................................................. 9
Registo de Dados e Observações ................................................................................................ 11
Análise dos Resultados e Conclusão ........................................................................................... 12
Anexo I - Fotos............................................................................................................................. 14
Bibliografia .................................................................................................................................. 16

Química – Identificação de Plásticos


Grupo 6 – 12CT2 4
Escola Secundária Francisco de Holanda Ano Lectivo 2009/2010

Introdução

O s plásticos constituem materiais orgânicos poliméricos sintéticos, sendo um


polímero uma macromolécula formada pela ligação repetida de monómeros
(unidades mais pequenas).
O Homem tem-se servido dos polímeros desde a Pré-História, embora só os tenha
começado a sintetizar deliberadamente no século XIX. Os polímeros naturais estão no fulcro
de todos os processos dos seres vivos e a nossa sociedade depende em grande parte dos
polímeros sintéticos.
A química dos polímeros começou a desenvolver-se nos anos vinte. Nessa altura a
estrutura de muitas moléculas era já conhecida, mas pouco se sabia sobre certos materiais de
propriedades invulgares como a madeira, o algodão ou a borracha. Esta última, por exemplo,
cuja fórmula empírica se sabia ser C4H8, quando dissolvida num solvente orgânico atribuía à
solução propriedades estranhas: elevada viscosidade, baixa pressão osmótica e depressão
crioscópica1 quase nula. Tais resultados pareciam indicar pesos moleculares muito elevados,
contudo à época essa ideia não era bem aceite, admitindo-se que se formariam agregados de
pequenas unidades moleculares, cuja coesão seria devida a forças intermoleculares. Esta
hipótese, incorrecta, persistiu durante bastante tempo, que se demonstrou, sem margem para
dúvidas, que os supostos agregados eram afinal moléculas gigantes, compostas por muitos
milhares de átomos unidos por ligações covalentes.
Depois de elucidadas as primeiras estruturas poliméricas, o caminho da síntese de
mais polímeros estava aberto, e hoje os polímeros de síntese abundam no nosso quotidiano.
É possível, através de testes físico-químicos, verificar o tipo de plástico que está a ser
testado, sendo o teste da água ou o teste de aquecimento exemplos de alguns dos
procedimentos utilizados no método da identificação prática dos plásticos. Existem muitos
outros métodos mais precisos para a identificação de polímeros, como por exemplo a
espectroscopia por infra-vermelho, a análise térmica diferencial (ATD), a ressonância nuclear
magnética (NMR), a espectrofotometria por absorção atómica, entre outros.

1
Diferença entre o ponto de congelação do solvente puro e o ponto de congelação da solução

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Grupo 6 – 12CT2 5
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Símbolo Sigla do Densidade


Nome Unidade de Repetição
identificativo Plástico (g/cm3)

Politereftalato
PET 1.29 - 1.4
de Etileno

HDPE Polietileno de
0.94 - 0.96
(PEAD) alta densidade

Policloreto de
PVC 1.38 - 1.45
Vinilo

LDPE Polietileno de
0.92 - 0.94
(PEBD) baixa densidade

PP Polipropileno 0.9

PS Poliestireno 1.05

Outros - - -

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Grupo 6 – 12CT2 6
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Aplicações dos Plásticos

PET:

Aplicações: frascos e garrafas para uso alimentar ou hospitalar, cosméticos bandejas para
microondas, filmes para áudio e vídeo, fibras têxteis, etc.

Benefícios: transparente, inquebrável, impermeável e leve.

PEAD:

Aplicações: embalagens para detergentes e para óleos de automóveis, sacos de


supermercados, garrafas, tampas, utensílios domésticos, etc.

Benefícios: inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com


resistência química.

PVC:

Aplicações: embalagens para água mineral, óleos, maionese ou sumos, perfis para janelas,
tubos de água e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, material
hospitalar, etc.

Benefícios: rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

PEBD:

Aplicações: sacos de supermercados e lojas, películas para embalar leite e outros alimentos,
sacos industriais, películas para fraldas descartáveis, bolsas para soro medicinal, sacos de lixo,
etc.

Benefícios: flexível, leve, transparente e impermeável.

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Grupo 6 – 12CT2 7
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PP:

Aplicações: filmes para embalagens, embalagens industriais, cordas, tubos para água
quente, fios e cabos, frascos, caixas de bebidas, fibras para tapetes e utilidades domésticas,
potes, fraldas e seringas descartáveis.

Benefícios: conserva o aroma, é inquebrável, transparente, brilhante, rígido e


resistente a mudanças de temperatura.

PS:

Aplicações: copos de iogurtes, de gelados ou de doces, frascos, cestos de


supermercados, frigoríficos (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear
descartáveis, brinquedos, etc.

Benefícios: impermeável, inquebrável, rígido, transparente, leve e brilhante.

Outros:

Aplicações: solados, chinelos, pneus, acessórios desportivos e náuticos, plásticos


especiais e de engenharia, CD’s, electrodomésticos, corpos de computadores, etc.

Benefícios: flexibilidade, leveza, resistência à abrasão e possibilidade de design


diferenciado.

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Procedimentos
Material utilizado:

 Água;  Vareta de vidro;


 Álcool Isopropílico;  Fio de cromo-níquel;
 Óleo de milho;  Lamparina;
 Acetona;  Placa de aquecimento;
 Gobelé 100 mL;  Vareta de vidro;
 4 Gobelés 50 mL;  Pinça;

Protocolo:

1. Teste da Densidade (água)


Seleccionar uma amostra de cada tipo de plástico e colocá-las num gobelé de 100
mL com 50 mL de água (densidade ± de 1,0 g cm3). Agitar com uma vareta. Deixar repousar.
(Ver Anexo I - Imagem 1)

2. Teste da Densidade (álcool isopropílico)


Misturar 25 mL de álcool isopropílico a 70% com 7,5 mL de água destilada
(densidade ± de 0,939 g cm3), num gobelé de 50 mL. Colocar uma gota de corante alimentar
para não haver confusão com o gobelé da água.
(Ver Anexo I - Imagem. 2)

3. Teste da Densidade (óleo de milho)


Colocar 20 mL de óleo de milho (densidade ± de 0,917 g cm3), num gobelé de 50
mL.
(Ver Anexo I - Imagem 3)

4. Teste de Chama
Usar um fio de cromo-níquel com uma rolha de cortiça numa das extremidades. A
presença de uma chama verde indica a presença de cloro no plástico. A presença de uma
chama de outra tonalidade não é conclusiva.
(Ver Anexo I - Imagem 4)

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Grupo 6 – 12CT2 9
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5. Teste da Acetona
Colocar 20 mL de acetona num gobelé de 50 mL. Um dos plásticos fica com a cor
mais clara e suave ao toque (PS).
(Ver Anexo I - Imagem 5)

6. Teste de Aquecimento
Colocar 25 mL de água num gobelé de 50 mL. Levar à fervura. Colocar a amostra
com o auxílio de uma pinça e verificar se a amostra amolece ou não.
(Ver Anexo I - Imagem 6)

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Grupo 6 – 12CT2 10
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Registo de Dados e Observações


Teste do
Teste do Teste do Tipo de Tipo de
Teste da álcool Teste da Teste da
óleo de aquecime plástico plástico
água isopropíli chama acetona
milho nto (prático) (teórico)
co

Amostra 1 Flutua Flutua Afunda LDPE (4) HDPE (2)

Sem chama
Amostra 2 Afunda Afunda PS (6) ?
verde

Amostra 3 Flutua Afunda HDPE (2) PP (5)

Amostra 4 Flutua Afunda HDPE (2) Outros (7)

Amostra 5 Flutua Afunda HDPE (2) PE (4)

Amostra 6 Flutua Afunda HDPE (2) PE (4)

Amostra 7 Flutua Afunda HDPE (2) PE (4)


Sem chama
Amostra 8 Afunda Afunda PS (6) PET (1)
verde
Sem chama
Amostra 9 Afunda Afunda PS (6) PS (6)
verde
Sem chama
Amostra 10 Afunda Afunda PS (6) PVC (3)
verde

Amostra 11 Flutua Afunda HDPE (2) PE (4)

Sem chama
Amostra 12 Afunda Afunda PS (6) ?
verde

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Grupo 6 – 12CT2 11
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Análise dos Resultados e Conclusão

T endo em conta a classificação teórica dos plásticos utilizados e a análise dos


resultados, é evidente que ocorreram quiproquós experimentais, ou, em
alternativa, os plásticos encontravam-se mal classificados. Além disso, os plásticos em causa
podiam constituir misturas de plásticos, o que explicaria a não correspondência dos resultados
à realidade.
É importante sublinhar o facto desta experiência laboratorial ter sido realizada por duas
vezes, tendo-se obtido resultados semelhantes em ambas as tentativas de identificação dos
plásticos, ou seja, o material prático identificado não correspondeu ao teórico. Assim, parece
razoável admitir que os testes laboratoriais utilizados não são os mais adequados no estudo da
identificação de plásticos, uma vez que os plásticos são normalmente misturas de diferentes
tipos de plásticos, em virtude da não separação dos dissemelhantes tipos desta matéria-prima
no acto da reciclagem – facto enunciado por uma investigadora do Departamento de
Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho.
De acordo com os investigadores deste departamento do ramo da química, a
espectrofotometria por absorção atómica constitui uma das técnicas mais precisas e mais
utilizadas na identificação dos plásticos. Deste modo, a fim de identificar um determinado tipo
de plástico, é mais aconselhável o método da espectrofotometria por absorção atómica do que
o método da identificação prática dos plásticos - utilizado na actividade laboratorial realizada.

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ANEXOS

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Anexo I - Fotos

Imagem 1 – Teste de densidade Imagem 2 – Teste de densidade Imagem 3 – Teste de


(água). (álcool isopropílico). densidade (óleo de milho).

Imagem 4 – Teste de chama. Imagem 5 – Teste da acetona. Imagem 6 – A mexer a solução


para uniformizar a temperatura
(passo 7 - ver Protocolo –
Reacção C).

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Bibliografia
Chang, R. (1994). Química. 5ª Edição, McGraw-Hill. Lisboa

Daintith, J. (1996). Dicionário Breve de Química. 1ª Edição, Editorial Presença. Lisboa

Reger, D.; Goode, S.; Mercer, E. Química: Princípios e Aplicações. Fundação Calouste
Gulbenkian. Lisboa

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