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BRINQUEDOS

E
BRINCADEIRAS

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ÁREA DE PROJECTO –
6º L
ÍNDICE

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TEMPO PARA TUDO
Na nossa rua havia tempo para tudo. Tempo de
bola. Tempo de pião. Tempo do jogo do botão.
Tempo da carica... Tempo do papagaio, o mais
bonito de todos os tempos. Os céus ficavam por
todos os lados repletos de papagaios de todas as
cores. Papagaios lindos de todas as cores e feitios.
Era a guerra no ar.

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J.M.
Vasconcelos

INTRODUÇÃO
No âmbito da Área de Projecto, analisámos
diversos temas e seleccionámos os que achámos
mais interessantes e que gostaríamos de aprofundar
ao longo do ano lectivo: “Preservação da Área
Escolar”, “Problemas Sociais” e “Brinquedos e
Brincadeiras”.
Como apenas um poderia ser detalhadamente
tratado, procedemos a uma votação e “Brinquedos
e Brincadeiras” foi o que mereceu o maior número
de votos.
Encontrado o Tema, formámos grupos de
trabalho, definimos as respectivas regras e
elaborámos um Projecto de que constavam
Conteúdos, Objectivos, Estratégias e Actividades.
Fizemos pesquisas bibliográficas e informáticas
e recolhemos textos variados que fomos compilando
num “dossier”.
Criámos os nossos próprios textos que
ilustrámos e que deram origem a cartazes.
Fizemos entrevistas a pessoas de gerações
anteriores à nossa, para sabermos que tipo de
brinquedos e brincadeiras preenchiam os seus
sonhos de crianças.
Seleccionámos alguns jogos (pião, andas, sacos,
berlindes, arco...) e, ao longo de diversas aulas,
aprendemos as suas regras e procedemos à sua

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prática, em espaço aberto. De seguida, registámos
as respectivas descrições.
Dentro da sala de aula, executámos cata-ventos
e papagaios de papel que, juntamente com os
restantes trabalhos, fizeram parte de uma exposição
aberta à comunidade escolar.
Finalmente, decidimos elaborar esta pequena
brochura e, futuramente, com base nela, criar um
“Site” na Internet.
Esperamos que este nosso trabalho vos dê tanto
prazer a ler como nos deu, a nós, a fazer.
Acreditamos que os jogos e brinquedos aqui
descritos renasçam e permaneçam vivos por muitas
e muitas gerações.

Os alunos do 6º L

OS PRIMEIROS BRINQUEDOS
Em 1922 um grupo de arqueólogos descobriu
um túmulo intacto no Vale dos Reis, no Egipto. Este
túmulo pertencia ao jovem Tutankhamon que
governou o Egipto há cerca de 3.000 anos. À volta do
seu corpo embalsamado (ou múmia) estavam um
barco e um jogo de damas para entreter o seu
espírito no Além.
As crianças desse tempo brincavam com
brinquedos feitos de madeira e com bolas feitas de
pano cobertas de colmo.
Já antes do tempo de Tutankhamon, as crianças
na China e outros países do Oriente brincavam com
brinquedos que ainda hoje conhecemos: piões,
guisos, bonecos articulados de madeira e barro. Os

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papagaios e os ió-iós foram os primeiros brinquedos
chineses.
Os arqueólogos que trabalharam nas escavações
dos túmulos dos antigos egípcios encontraram bolas
feitas de madeira e de colmo entrelaçado. Outros
povos primitivos faziam bolas enchendo a bexiga de
uma cabra ou de um carneiro, ou cosendo tiras feitas
de pele de veado.

“Pequena Enciclopédia Juvenil”

BRINQUEDOS UNIVERSAIS
Se te pudesses juntar a um grupo de crianças
que estivessem a brincar numa rua da antiga Grécia
provavelmente reconhecerias todos os seus
brinquedos, embora eles pudessem ser feitos e
usados de modo diferente. Uma delas poderia estar a
saltar à corda e outra estaria a atirar o arco ou a

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saltar através dele; o arco seria feito de bronze. As
crianças gregas gostavam de praticar exercícios
físicos. A força e o bem estar físico eram importantes
para os Gregos.

Outras crianças estariam curvadas a jogar o


berlinde. Os seus berlindes seriam de pedra ou de
barro e teriam provavelmente 6 cm de diâmetro.
Outros jogavam às pedrinhas. Os Gregos gostavam
de jogos que envolvessem perícia e precisão. O pião,
feito de madeira ou de pedra era também um jogo
muito popular.

“Pequena Enciclopédia Juvenil”

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O PIÃO

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O PIÃO

O pião joga-se no chão.

O pião é um rodopio
Que roda sem parar
Quando se solta do fio...

O pião é um anão
Divertido e brincalhão
Que cai cansado no chão...

Quando lançado
Soltas sibilos
Que levados pelo vento
Espantam os grilos...

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Américo, Ana, André, Carolina (6º L)

COMO SE JOGA

Material: Pião e guita

Terreno: Plano e limpo, de preferência sem


buracos.

Número de participantes: Variável

Objectivo: Manter o pião a rodar, o máximo


tempo possível.

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Desenvolvimento: Cada jogador, na posse de
um pião e de uma guita, enrola a guita no pião,
começando do bico para cima, até meio. Pegando na
ponta da guita, lança o pião ao chão, fazendo-o
rodopiar.
Ganha o jogador cujo pião se mantiver mais tempo
em rotação.

O ARCO

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O ARCO

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O Arco gira como o Mundo
Mas não é vagabundo
Parece um Sol
Mas não é caracol
Transporta ilusões
Sonhos e emoções...

Cristiana, Mariana, Pedro e Ricardo (6º L)

COMO SE JOGA

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Material: Arco em verguinha e gancheta

Terreno: Plano ou acidentado e, de preferência,


sem buracos.

Número de participantes: Variável

Objectivo: Realizar um determinado percurso,


sem deixar cair o arco.

Desenvolvimento: Cada jogador, na posse de


uma arco e de uma gancheta, coloca-se na linha de

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partida, iniciando o percurso, ao sinal sonoro
(palmada, apito, assobio...).
Ganha o jogador que regressar ao ponto de partida
em 1º lugar, sem deixar cair o arco.

AS ANDAS

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AS ANDAS

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Andamos no céu
No céu dos sonhos
E sonhamos
Enquanto andamos...
Vemos o mundo
Bem lá no alto
E para descermos
Damos um salto!

Mariana, Simão, Tiago, Wilson (6º L)

COMO SE JOGA

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Material: Andas de madeira

Terreno: Plano e, de preferência, sem buracos.

Número de participantes: Variável

Objectivo: Realizar um determinado percurso,


tentando equilibrar-se nas andas.

Desenvolvimento: Cada jogador, na posse de


um par de andas, com as plantas dos pés apoiadas
nos “pedais” e segurando firmemente as varas
encostadas ao tronco, coloca-se na linha de partida,
iniciando o percurso, ao sinal sonoro (palmada, apito,
assobio...).

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Ganha o jogador que regressar ao ponto de partida
em 1º lugar, sem se desequilibrar.

OS SACOS

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OS SACOS

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O saco pula no chão,
Sempre agarrado pela mão.
Serei o primeiro ou não?
É de serapilheira
E serve para a brincadeira.
É fácil de brincar com ele,
Basta que a criança queira.

Américo, Catarina,
Bruno
Carolina, Mariana Sá e
Simão (6º L)

COMO SE JOGA

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Material: Sacos de serapilheira

Terreno: Plano e,de preferência, sem buracos.

Número de participantes: Variável

Objectivo: Realizar um determinado percurso,


sem cair.

Desenvolvimento: Cada jogador, com os


membros inferiores dentro de um saco, coloca-se na
linha de partida, iniciando, aos saltos, o percurso, ao
sinal sonoro (palmada, apito, assobio...).

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Ganha o jogador que regressar ao ponto de partida
em 1º lugar, sem cair.

O
BERLINDE

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O BERLINDE

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É redondinho, de vidro, parece quase cristal
E tem as cores do arco-íris.
Rola, rebola, carambola no terreno desigual
Do terreiro da minha escola.

O berlinde abafador que ganhei no meu jardim


Quase que joga sozinho:

Coloca-se o dedo, assim, bem juntinho do


berlinde
E ele, sem qualquer melindre,dispara certeiro ao
alvo.
-Zás, trás, pás! Ele é um ás!
...

Carlos
Correia

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COMO SE JOGA

Material: Berlindes de vidro ou metal

Terreno: Liso e plano

Número de participantes: Variável

Objectivo: Tentar acertar no maior número


possível de berlindes dos participantes.

Desenvolvimento: Desenha-se um círculo no


chão e, dentro dele, colocam-se berlindes.
Cada jogador, na posse de um berlinde, coloca-se
numa linha previamente determinada e, dando um
toque no seu berlinde, tenta que ela atinja os

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berlindes que se encontram dentro do círculo.
Quando acerta, ganha esses berlindes.
Ganha o jogador que conseguir arrecadar mais
berlindes.

O
CATA-
VENTO

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O CATA-VENTO

No vento, roda o cata-vento

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A rodar, ninguém o vai parar
Ao veres o cata-vento a girar
Também te vai apetecer brincar

O cata-vento é fácil de fazer


E é mais belo de ver
Rodar, rodar, rodar
Preciso é saber brincar...

Filipe, Joana, João,


Luís (6º L)

COMO SE EXECUTA
Vamos ajudar-te a construir um cata-vento de papel.

Para a sua construção, necessitas dos seguintes


materiais:

- Cartolina fina ou outro tipo de papel resistente


- Régua

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- Esquadro
- Lápis
- Borracha
- Compasso
- Tesoura
- Alfinete de cabeça
- Uma cana ou vara pequena

Corta-se um quadrado de cartolina fina com


dezasseis centímetros de lado. Com um lápis,
marcam-se nele as diagonais AB e CD, e as medianas
EF e JK. O ponto de cruzamento das quatro rectas é
justamente o centro do quadrado. Com centro neste
ponto, traça-se, com o compasso, uma circunferência
de dois centímetros de raio e numeram-se os pontos
em que esta se corta nas diagonais e medianas, com
estes números: 1-2-3-4-5-6-7-8, como se vê na figura
da página seguinte.
Uma vez feito o desenho, corta-se o papel
seguindo as diagonais a partir dos pontos A, B, C, D
até chegar respectivamente a 1, 3, 5, 7 e une-se,
fazendo uma dobragem do papel, A com 6, C com 8,
B com 2 e D com 4.
Um alfinete servirá para unir as pontas de papel
e para fixar o cata-vento a uma varinha ou cana.
Desta forma, construímos um cata-vento que
girará sobre si mesmo ao menor sopro de vento, e
bastará que sopremos ou comecemos a correr para
que passe a girar.

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A E C

2
1
3

J 8 K

7
5

D F B

Desenho básico para a construção de um Cata-Vento. Poderá ser


aumentado em escala para se fazer do tamanho que se quiser.

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O
PAPAGAIO

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O PAPAGAIO

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O papagaio nasce
Da mão de uma criança
Cresce por um fio
E vai subindo, subindo...
Por fim, abre as pétalas
Como uma flor...

Quanto mais te deixarem


Mais distante ficarás
Mas um conselho te dou
Com mau tempo não vás...

Sem vento, não voas


Sem boca, não falas
Levas às lagoas
Sonhos que não calas...

Bruno, Carina,
Fernando (6º L)

COMO SE EXECUTA

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De entre vários tipos de
papagaios de papel,
vamos ajudar-te a
construir um papagaio
em forma de “bacalhau”.

Para a sua construção,


necessitas dos seguintes materiais:

- Canas finas (secas)


- X-acto
- Cola
- Pincel
- Fio do Norte
- Papel ou plástico
- Tintas (se o pretenderes pintar)
1- A estrutura do papagaio é
feita através de
canas cortadas
longitudinalmente, que são
amarradas, em cruz, com o fio.
Nas extremidades das canas,
deve-se fazer cortes com o
auxílio de um X-acto ou de um
canivete, para que o fio prenda
convenientemente a estrutura.
Seguidamente,
deve-se contornar
a estrutura com o fio, fazendo-
o passar pelos cortes
efectuados.
Nesses pontos, dever-se-á atar
bem o fio para que consolide a

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estrutura construída com as
canas.
Deve-se deixar um pouco de
fio no cruzamento das
canas, para, depois, se
formarem as guias.
2- A vela, ou seja, a superfície que cobre a
estrutura, deve ser feita de um
material leve. Assim, deve-
se revestir a estrutura com papel
de seda, por exemplo, tendo o cuidado de
deixar uma banda de papel de
2 a 3 cm para
colar; passa-a por cima do fio, de modo a
prenderes o papel ou o
plástico, à estrutura.

3- As guias são constituídas por quatro fios


que partem dos extremos da estrutura e vão
unir-se, sensivelmente, a meio da estrutura.
Da união destes quatro fios resultará um
único (a brida), que se ligará ao fio do
papagaio; este deve estar enrolado a uma
bobina, para não se enredar.
A cauda do papagaio deverá ter um
comprimento
de, pelo menos, cinco vezes o comprimento do
papagaio.
Pode ser feita com o mesmo material ou pode-se
reaproveitar

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outros materiais para a sua construção, atando-
os uns aos outros.

OUTROS JOGOS
OUTROS
POEMAS

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BRINQUEDO

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Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.

O menino tinha lançado a estrela


Com ar de quem semeia uma
ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e
amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu,


Que deixou de parecer estrela de
papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

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Miguel
Torga

O PIÃO

Puxei a guita,
Lancei o pião.
Saiu voando,
Levantei do chão.

Subimos juntos,
Tontos como o vento...
Fomos levados
Sempre em movimento!

Abri os olhos,
Saltei para o chão.
Entre os brinquedos,

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Lá estava o pião

Eugénia M. Castro

COMBOIOZINHO
Comboiozinho, aonde vais?
Pouca terra! Pouca terra!
Uh...! Uh...!
São cavalos a correr,
E as meninas a aprender,
E uma bandeirinha no cais.
Comboiozinho, aonde vais?
Pouca terra! Pouca terra!
Uh... ! Uh...!
São cavalos a correr
E as meninas a aprender,
Comboiozinho, que aflição!
Se achas que a terra
É pouca,
Pára a corrida louca.
E já não posso parar
Nem mesmo na estação
Dá-me a tua mão
Vamos ver
Os cavalos a correr,
E as meninas a aprender
Nos campos,
Na escola
Sem livros
Nem sacola
Vamos dizer
Que a terra é pouca
Por esta corrida louca
Vamos dizer
Que não podemos parar

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E os cavalos a voar
E as meninas a sonhar
Uh... ! Uh... !
Matilde
Rosa Araújo

JOGO DAS ESCONDIDAS


Um pássaro que desperta
E que foge do ninho
Uma janela aberta
E um garotinho.

Todas estas coisas divertidas


Jogam às escondidas.

Fingiu o ninho
Que era a flor amarela
E o garotinho
Saiu da janela
E porque a janela
Era pequenina
Ele
Só fechou a cortina.

Mas o pássaro vem


E descobre também
O garotinho
E quanto à janela,
Como a cortina
A cobre
Ele fecha a cortina
E a janela descobre

E o pássaro sorri

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À flor amarela,
Bem te vi, ninho,
Bem te vi, janela,
Bem te vi, garotinho!
...
Sidónio
Muralha

PARA BAIXO E PARA CIMA

A Ana tinha um ió-ió muito bonito


Que fazia tudo o que ela queria
Quando ela dizia “para cima” o ió-ió ia
para baixo
Quando ela dizia “para baixo” o ió-ió ia
para cima.

Como gostava muito daquele ió-ió


A Ana fazia de conta que não percebia
Para o ió-ió ir para cima dizia “para
baixo”
Para o ió-ió ir para baixo dizia “para
cima”.

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E como o ió-ió gostava muito da Ana
Era o ió-ió mais obediente que havia
Quando ia para cima fazia de conta que
ia para baixo
Quando ia para baixo fazia de conta
que ia para cima.

Manuel António Pina

CAVALEIRO DO CAVALO DE
PAU

Vai a galope o cavaleiro sem cessar


Galopando no ar sem mudar de lugar.

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E galopa e galopa e galopa, parado,
E galopa sem fim nas tábuas do
sobrado.

Oh, que bravo corcel, que doidas


galopadas,
- Crinas de estopa ao vento e as narinas
pintadas

Em curvas pelo ar, em velozes


carreiras,
O cavalo de pau é o terror das cadeiras!

E o cavaleiro nunca muda de lugar,


A galopar, a galopar, a galopar.

Afonso Lopes Vieira

BONECA

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Boneca de sabão
Boneca de sabonete
Boneca de papelão
Boneca de papel
Boneca de cordão
Boneca de cordel
Espeto-lhe um alfinete
De ponta muito fina
Na cabeça pequenina
E ela grita:
Ui! Que dói!
Não vês que sou
Uma menina?

E o alfinete ficou
Com a ponta romba
E da cabeça da boneca
Voou uma pomba.
Matilde Rosa Araújo

OS SACOS

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Saco, porque saltas tanto?
Saco, porque saltas tanto?
Salta, saltas muito alto.
É alto o salto do saco.

Saco, és de palha fiada.


A criança salta contente.
O teu salto tem piada,
Com o coração ardente.

Saco, podes ser castanho


Mas não tens medo de saltar.
Quando não saltas, não tens
tamanho
Mas quando saltas estás a voar.

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Cristiana (6º L)

CANÇÕES DE
BRINCAR

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O PIÃO
Eu tenho um pião, um pião que dança.
Eu tenho um pião, mas não to dou não.

Gira que gira o meu pião,


Mas não to dou, nem por um tostão.

Eu tenho um pião, um pião que dança,


Eu tenho um pião, mas não to dou não.

O PAPAGAIO QUE FALA E


QUE VOA
Há papagaios que falam,
Outros que sabem voar.
Os papagaios de papel
São os que mais sabem brincar.
Voam alto, voam rápido
E também sabem pousar.
Levam cores , levam sonhos
Tudo lá dentro a voar.
Correm nas mãos dos meninos
Que, quando os vão largar,

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Se sentem, eles também,
Pássaros que correm no ar.
Papagaio de papel,
Papagaio de mil cores,
Guardas em ti o segredo
Dos meninos voadores.
O JOGO DO LENÇO
O lenço fugiu.
Quem é que o viu?
Meu tonto, deves olhar,
Atrás das costas pode estar.

O lenço fugiu.
Já ao chão caiu.
Fica, fica caladinho,
Que este moço é tontinho.

Lá-lá-lá, lá-lá-lá.
Lá-lá-lá, lá-lá-lá.
Fica, fica caladinho,
Que este moço é tontinho.

O BALÃO DO JOÃO
O balão do João
Sobe, sobe pelo ar.
Está feliz o petiz
A cantarolar.

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Mas o vento a soprar,
Leva o balão pelo ar.
Fica, então, o João
A choramingar.

MEU CAVALINHO DE PAU


Trota, trota, cavalinho,
Não te canses de trotar.
Montado no meu cavalo,
Ando sempre a viajar.
Ando sempre a viajar,
Conhecer mundo não cansa
Faz durar, meu cavalinho,
Este sonho de criança.

Tenho um cavalo de pau,


Meu amigo e companheiro.
O mais valente e airoso.
Inteligente.
Nas corridas, o primeiro.
Eh lá!

Meu cavalinho de pau,


Meu brinquedo mais amado.
Em vez de patas tem asas.
Como Pégaso,
Ele também é alado.
Eh lá!

Já fui cowboy, já fui índio


E astronauta afamado.

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Fui de Marte até á Lua,
Sempre graças
Ao meu cavalinho alado.
Eh lá!

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