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11/08/2016

METALURGIA DO ALUMÍNIO
METALURGIA
DO ALUMÍNIO
Fluxograma Geral Produção do Alumínio
Fluxograma Geral
Produção do Alumínio

Mineração

Da bauxita à alumina (Al 2 O 3 )

O alumínio não é encontrado diretamente em estado metálico na crosta terrestre.

Sua obtenção depende de várias etapas de processamento, sendo a primeira o beneficiamento da bauxita, de composição - 50 a 70 de Al 2 O 3 ; 0 a 25% de Fe 2 O 3 ; 12 a 40% de H 2 O; 2 a 30% de SiO 2 ; além de outros minerais, como TiO 2 e V 2 O.

Alumina - é usada na fabricação de abrasivos; produtos refratários; cimento aluminoso; refinação de óleos; alumina ativada; sais de alumínio etc.

Os cimentos com alto teor de alumina caracterizam-se por seu rápido endurecimento e por sua resistência à ação química e ao calor.

Os principais sais de alumínio produzidos a partir da bauxita são sulfatos, cloretos, sulfatos complexos e hidróxidos, que são utilizados principalmente na fabricação de papéis, corantes, curtidores, purificação de água, descolorantes e desodorizantes de óleos minerais etc.

Introdução Processo de produção do Alumínio  O Alumínio é produzido a partir da bauxita.
Introdução
Processo de produção do Alumínio
 O Alumínio é produzido a partir da bauxita.
 Seu processo de fabricação pode ser divido em 3
etapas que ilustraremos a seguir: MINERAÇÃO,
REFINARIA E REDUÇÃO.
Produção do Metal Al
Produção do Metal Al
Mineração
Mineração

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Mineração
Mineração
Mineração - Bauxita
Mineração - Bauxita
Mineração Mineração Remoção planejada da vegetação e do solo orgânico; Retirada das camadas superficiais do
Mineração
Mineração
Remoção planejada da
vegetação e do solo orgânico;
Retirada das camadas
superficiais do solo (argilas e
lateritas);
Beneficiamento
Mineração - Bauxita Mineração da Bauxita
Mineração - Bauxita
Mineração da Bauxita
Mineração
Mineração
Beneficiamento Beneficiamento • Inicia-se na britagem, para redução de tamanho; Beneficiamento • Lavagem do
Beneficiamento
Beneficiamento
• Inicia-se na britagem, para
redução de tamanho;
Beneficiamento
• Lavagem do minério com
água para reduzir (quando
necessário) o teor de sílica
contida na parcela mais fina;
• Secagem

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Refino-Processo Bayer Refinaria Dissolução da alumina em soda cáustica; Filtração da alumina para separar o
Refino-Processo Bayer
Refinaria
Dissolução da alumina
em soda cáustica;
Filtração da alumina
para separar o material
sólido;
O filtrado é concentrado
para a cristalização da
alumina;
Refino-Processo Bayer A bauxita, o mais importante minério de alumínio, contém apenas cerca de 40-60%
Refino-Processo Bayer
A bauxita, o mais importante minério de alumínio, contém apenas
cerca de 40-60% de alumina, Al 2 O 3 , sendo o resto uma mistura
de sílica, vários óxidos de ferro, e dióxido de titânio. A alumina deve
ser purificada antes de poder ser refinada a alumínio metálico. A
sílica presente na alumina se dá sob duas formas, sílica reativa e não
reativa, ocorrendo na forma de quartzo a não reativa e caulinita a
reativa, da ordem de 6% para 2% respectivamente de um total de
8% presente na bauxita. O grande problema que a sílica causa é
que ela reage com a alumina formando um silicato de alumínio que
não é solúvel em NaOH (citado mais abaixo no processo) e
consequentemente retirando Al como precipitado e diminuindo a
quantidade de Al obtida no final do processo, é impossível
encontrar uma bauxita sem a presença da sílica reativa, daí então
no banho de NaOH no processo é utilizado por um tempo maior
fazendo com que a sílica reativa não reaja em grandes proporções
com o Al.
Refino-Processo Bayer Descrição do Processo Bayer
Refino-Processo Bayer
Descrição do Processo Bayer
Refino-Processo Bayer Refinaria Os cristais são secados e calcinados para eliminar a água; O pó
Refino-Processo Bayer
Refinaria
Os cristais são secados e
calcinados para eliminar a
água;
O pó branco de alumina pura é
enviado à redução;
Na redução, ocorre o processo
conhecido como Hall-Héroult,
por meio da eletrólise, para
obtenção do alumínio
Refino-Processo Bayer No processo Bayer, a bauxita é lavada com uma solução quente de NaOH,
Refino-Processo Bayer
No processo Bayer, a bauxita é lavada com uma solução quente de NaOH, a
175°C. Isto converte a bauxita em hidróxido de alumínio, Al(OH) 3 , que se
dissolve na solução de acordo com a equação: Al 2 O 3 + 2 OH- + 3 H 2 O → 2
[Al(OH) 4 ]- Ou também sendo conhecido como aluminato de sódio(
Al 2 O 3 .Na 2 O + H 2 O ) Onde recebe o nome de digestão no processo, ou seja,
ocorre uma lixiviação da alumina. Os outros componentes da bauxita não se
dissolvem e podem ser filtrados como impurezas sólidas. Após purificação da
solução é adicionado hidróxido de sódio em granulometrias médias para
atuar como catalisador da reação, pois a reação ocorre espontaneamente
porém é lenta, e também para controlar o tamanho dos cristais que não
podem ser pequenos, fazendo com que o aluminato retorne a alumina e o
NaOH contido no aluminato seja retirado e volte ao processo de lixiviação no
inicio, sendo reaproveitando. A alumina ainda arrasta algumas percentagens
de água então passa por um processo de calcinação onde sera removida o
restante da água contida na alumina, resultando em uma alumina Ύ (gama)
que é higroscópica e que ao entrar em contato com a umidade do ar iria
atrair água novamente, resolve-se este problema aquecendo por mais
tempo para que a alumina Ύ se transforme em alumina œ (alpha) que não é
higroscópica, após remoção da água e transformação da alumina, pode ser
direcionada para o processo de eletrólise da alumina Hall-Héroullt.
Processo Bayer
Processo Bayer

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Processo Bayer
Processo Bayer
Processo Bayer
Processo Bayer
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult GENERALIDADES Processo desenvolvido paralela e simultaneamente por Hall
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
GENERALIDADES
Processo desenvolvido paralela e
simultaneamente por Hall e Héroult, sendo
ambos patenteados em 1886.
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL
Redução do ÓXIDO DE ALUMÍNIO (Al 2 O 3 ) em
alumínio metálico (Al) dentro de cubas
eletrolíticas, empregando-se um banho de
sais fundidos, notadamente fluoretos de
metais mais eletropositivos que o alumínio.
Processo Bayer
Processo Bayer
Redução Redução do Alumínio A alumina é dissolvida em um banho de criolita fundida e
Redução
Redução do Alumínio
A alumina é dissolvida em um banho de criolita
fundida e fluoreto de alumínio em baixa tensão,
decompondo-se em oxigênio;
O oxigênio se combina com o ânodo de
carbono, desprendendo-se na forma de
dióxido de carbono, e em alumínio líquido, que
se precipita no fundo da cuba eletrolítica;
O metal líquido (já alumínio primário) é
transferido para a refusão através de cadinhos;
São produzidos os lingotes, as placas e os
tarugos (alumínio primário).
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult GENERALIDADES Cuba Eletrolítica – Esquema representativo
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
GENERALIDADES
Cuba Eletrolítica – Esquema representativo

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Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult GENERALIDADES Por quê não se utilizam carbono ou gases (CO, CO
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
GENERALIDADES
Por quê não se utilizam carbono ou gases (CO,
CO 2 ) para reduzi a alumina 
Devido à grande afinidade do alumínio com o
oxigênio, não é possível reduzir a alumina
pelos redutores usuais: carbono e óxido de
carbono.

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Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult GENERALIDADES A redução de Al 2 O 3 em Al consiste
Processo Hall-Héroult
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GENERALIDADES
A redução de Al 2 O 3 em Al consiste na
dissociação eletrolítica da alumina dissolvida
num banho de sais fundidos a baixa tensão.
A alumina se decompõe em:
O 2 – combina-se com o carbono do eletrodo
positivo (anodo), desprendendo-se na forma
de CO 2 ;
Al – precipita-se no fundo da cuba eletrolítica,
sendo a sua remoção feita periodicamente.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS na produção de alumínio metálico. Fonte: Boletim Técnico –
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
ISUMOS na produção de alumínio metálico.
Fonte: Boletim Técnico – ABAL/PA.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Sais fundidos  Criolita – Na 3 AlF 6
Processo Hall-Héroult
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ISUMOS – Sais fundidos
 Criolita – Na 3 AlF 6 :
alta condutividade elétrica quando fundida;
 Fluoreto de alumínio (AlF 3 ) e Fluoreto de
cálcio (CaF 2 ) : abaixam o ponto de fusão e
regulam pH do banho.
A composição típica do banho de uma célula
eletrolítica:
Criolita: 80% - 90%
Fluoreto de alumínio: 2% - 10%;
Fluoreto de cálcio: 3% - 10%;
Alumina: 2% - 7%.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult GENERALIDADES Reação do processo a 960ºC é: 2 Al 2 0
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
GENERALIDADES
Reação do processo a 960ºC é:
2 Al 2 0 3 (dissolv.) + 3 C (s)  4 Al +
3CO 2(g)
OBSERVAÇÃO: O principal agente de redução da
alumina é a energia elétrica, e não o carbono!
O alumínio depositado no fundo da cuba
tem pureza entre 99,4% e 99,85%, sendo as
principais impurezas: Fe, Si, Cu, Mn, Ti.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS Uma cuba eletrolítica produz 300 kg de alumínio por dia,
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ISUMOS
Uma cuba eletrolítica produz 300 kg de
alumínio por dia, demandando circuitos em
série para produção em larga escala.
Um aspecto interessante do processo é que
cada cuba consome de 4V a 6V de tensão
elétrica, sendo que se gasta apenas 1,6V na
produção de Al, e o restante é empregado
para vencer a resistência do circuito e
manter o eletrólito fundido.
Processo Hall-Héroult O fluoreto de alumínio é um aditivo importante durante a produção de eletrólito
Processo Hall-Héroult
O fluoreto de alumínio é um aditivo
importante durante a produção de eletrólito
alumínio porque
diminui o ponto
de fusão do
óxido de
alumínio e
aumenta a
condutividade
do eletrólito.

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Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Eletrodo Positivo - ANODO À base de material carbonáceo
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
ISUMOS – Eletrodo Positivo - ANODO
À base de material carbonáceo - pasta
soderberg ou pré-cozido, trata-se de uma
mistura de coque de petróleo e piche, sob
composições distintas.
Pólo positivo da cuba, sendo consumido
durante o processo a uma taxa em torno de
420 Kg C/ton. Al  trocados com frequência
aproximada de 25 dias.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult Comparativo dos tipos de células Célula Soderberg Célula Ano
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
Comparativo dos tipos de células
Célula Soderberg
Célula Ano Pré-cozido
Menor investimento
– custo baixo de
produção.
Apresenta como
limitante principal a
emissão de gases
durante o cozimento
da pasta dentro da
célula.
Exige recursos adicionais
para a conformação,
resfriamento e disposição
de elementos elétricos.
Maior produção, e menor
consumo energético.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Eletrodo Negativo - CATODO PRINCIPAL REAÇÃO: O alumínio
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ISUMOS – Eletrodo Negativo - CATODO
PRINCIPAL REAÇÃO:
O alumínio obtido na célula, acumula-se numa
camada de 10 cm a 12 cm de espessura é
transferido para uma panela.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Eletrodo Positivo - ANODO FUNÇÕES BÁSICAS: Fornecer carbono
Processo Hall-Héroult
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ISUMOS – Eletrodo Positivo - ANODO
FUNÇÕES BÁSICAS: Fornecer carbono para a reação
com o oxigênio da decomposição da alumina;
Conduzir eletricidade.
PRINCIPAIS REAÇÕES:
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Eletrodo Negativo - CATODO Normalmente composto de cobre com
Processo Hall-Héroult
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ISUMOS – Eletrodo Negativo - CATODO
Normalmente composto de cobre com
altíssima pureza. Já a parte carbonácea é
feita de bloco pré-cozido de antracito
(carvão mineral).
Vida máxima do revestimento de 7 anos que
pode ser reduzida por contaminação com
elementos como Fe, ou vazamento Al.
Pólo negativo da cuba eletrolítica, situando-
se em sua parte inferior.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult CONTROLE AMBEINTAL Ambiente mais limpo: células eletrolíticas fechadas
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
CONTROLE AMBEINTAL
Ambiente mais limpo: células eletrolíticas
fechadas – maior eficiência de tratamento
dos gases coletados:
 função de: automação da alimentação
de alumina e eliminação do efeito anódico.
Gases coletados são tratados em lavadores.
LAVAGEM A SECO: leito de Al 2 O 3 + filtros de
manga. Particulado coletado é realimentado
na célula  economia em fluoreto de
alumínio.

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Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Energia Elétrica A redução da alumina a alumínio
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
ISUMOS – Energia Elétrica
A
redução da alumina a alumínio metálico
requer a passagem contínua de corrente
elétrica pelo banho de sais fundidos.
Caracteristicamente, as condições de
processo definem: alta amperagem e
baixa voltagem: i  V 
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Energia Elétrica A eficiência de corrente é um parâmetro
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
ISUMOS – Energia Elétrica
A eficiência de corrente é um parâmetro
que mede a quantidade de metal
reoxidado: 85% - 92%.
A
voltagem, efetivamente, empregada na
decomposição da alumina é de 1,75V,
sendo o restante da escala 4V a 5V
destinado a aquecimento do banho e
vencimento de resistências no circuito.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult O PROCESSO - Alimentação ELETRÓLITO COMPOSIÇÃO: quando o teor de Al
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
O PROCESSO - Alimentação
ELETRÓLITO COMPOSIÇÃO: quando o teor de
Al 2 O 3 é muito baixo (2%), há elevação da
temperatura  aparecimento de chama viva
em torno do eletrodo  banho perde sua
fluidez  retenção de glóbulos de alumínio:
Prejuízos operacionais.
ASSIM: a alumina é continuamente
introduzida a uma taxa de 1,7 kg/min. para
manter o teor normal de operação de Al.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult ISUMOS – Energia Elétrica em que se destacam: i – corrente
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
ISUMOS – Energia Elétrica
em que se destacam:
i
– corrente elétrica (A);
t
– tempo de eletrólise (s);
E
– equivalente-grama do elemento:
P.M/Valência – E Al = 9g;
E.C. – eficiência de corrente.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult O PROCESSO - Alimentação Função da tecnologia adotado: sistemas
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
O
PROCESSO - Alimentação
Função da tecnologia adotado: sistemas
automáticos ou semi-automáticos – ciclos de
até 60 minutos – formação de crosta que
necessita ser quebrada, devido o caráter
isolante e para manutenção do teor de Al 2 O 3
do ELETRÓLITO.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult O PROCESSO - Alimentação TEOR DE ALUMINA: mantido dentro de limites
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
O
PROCESSO - Alimentação
TEOR DE ALUMINA: mantido dentro de limites
específicos, ASSIM:
“Equilíbrio entre Alimentação, Ciclo de
Quebra da Crosta e Alimentação”
1) Muita Alumina Adicionada: ineficiência de
dissolução do Al 2 O 3  depósito no fundo
da célula  prejuízos operacionais;
2) Alumina Abaixo de 2%: ocorrência do
EFEITO ANÓDICO.

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Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult O PROCESSO - Alimentação EFEITO ANÓDICO – fenômeno associado com a
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
O PROCESSO - Alimentação
EFEITO ANÓDICO – fenômeno associado com
a queda do teor de alumina no eletrólito,
havendo dificuldades no transporte de
oxigênio para o anodo  reação com
dificuldades de manutenção.
Desprendimento do íon F - e formação de
filme gasoso no anodo  aumento da
voltagem na célula.
O metal obtido no processo Hall-Héroult tem pureza entre 99,5% e 99,8%. OJETIVANDO elevação da
O metal obtido no
processo Hall-Héroult tem
pureza entre 99,5% e
99,8%.
OJETIVANDO elevação
da pureza do metal para,
aproximadamente, 99,9%,
realiza-se o seu refino em
FORNOS DE REVÉRBERO.
Metalurgia do
Alumínio
Etapa de Refino
REFINO REFINO DO ALUMÍNIO ETAPAS a) Adição de elementos de liga; b) Homogeneização do metal;
REFINO
REFINO DO ALUMÍNIO
ETAPAS
a) Adição de elementos de liga;
b) Homogeneização do metal;
c) Fluxação - eliminação de hidrogênio
dissolvido e inclusões:
2 Al (l) +
3 H 2 O (g)  Al 2 O 3 (s) + 6 H
d) Repouso;
e) Refino de grão - boreto de titânio - TiB;
f) Filtração do metal – leito de alumina.
Processo Hall-Héroult Processo Hall-Héroult O PROCESSO - Alimentação EFEITO ANÓDICO – contramedidas principais
Processo Hall-Héroult
Processo Hall-Héroult
O PROCESSO - Alimentação
EFEITO ANÓDICO – contramedidas principais
são: a) aumento da dissolução da alumina;
b) quebra do filme de gás no anodo.
EFEITO ANÓDICO - provocado em
intervalos constantes para manutenção
da segurança operacional da célula
eletrolítica.
 

REFINO

 

REFINO DO ALUMÍNIO

GENERALIDADES

 

A

célula é diferente da vista na eletrólise, mas

o

eletrólito e o anodo possuem as seguintes

particularidades:

 

eletrólito: composto de criolita, fluoreto de

Al, fluoreto de Ba e Al 2 O 3 ; o anodo é um liga cobre-alumínio de baixo teor de Fe-Ti, contendo Si .

REFINO REFINO DO ALUMÍNIO ESTÁGIOS FINAIS Ao fim do refino do metal: 1) ocorre o
REFINO
REFINO DO ALUMÍNIO
ESTÁGIOS FINAIS
Ao fim do refino do metal:
1) ocorre o seu vazamento
em moldes ou lingoteiras;
2) tem-se iniciados os
processos de conformação
mecânica;
3) fabricação de bens de
consumo.

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Principais Ligas do Alumínio Metalurgia do Alumínio
Principais Ligas do
Alumínio
Metalurgia do
Alumínio
       
   

Ligas de Alumínio

   

CLASSIFICAÇÃO

Grande

número

de

ligas

de

alumínio

com

propriedades

distintas,

sendo

classificadas

de

modo diverso. Ex.: sistema de quatro dígitos desenvolvido pela Aluminum Association AA:

o primeiro, da esquerda para a direita, indica o elemento majoritário da liga; o segundo, exprime uma liga normal; 1, 2, 3, etc. indica uma variante específica: teor (máx. ou mín.) de um certo elemento; os últimos algarismos diferenciam as ligas do grupo.

Ligas de Alumínio CLASSIFICAÇÃO Não há um padrão reconhecido internacionalmente. NORMAS Alcan, ASTM, DIN,
Ligas de Alumínio
CLASSIFICAÇÃO
Não
um
padrão
reconhecido
internacionalmente.
NORMAS
Alcan, ASTM, DIN, ABNT, AA.
Grupos de ligas de alumínio. Fonte: Modenesi (4) .
Algumas das principais ligas metálicas do alumínio
Algumas das principais ligas metálicas do alumínio
Ligas de Alumínio ELEMENTOS DE LIGA Principais são: Cu, Mg, Si, Zn, Ni, Ti, Cr,
Ligas de Alumínio
ELEMENTOS DE LIGA
Principais são: Cu, Mg, Si, Zn, Ni, Ti, Cr, Mn e
outros, conferindo características benéficas
como:
 Cu - aumenta a usinabilidade;
 Si - aumenta a resistência a corrosão;
Mn – aumenta a fluidez de fundição.
OBSERVAÇÃO: A percentagem de elementos
de liga raramente ultrapassa 15%, e pouco
altera o perfil do Diagrama de Fases.
Ligas de Alumínio CLASSIFICAÇÃO Al-Cu Al-Cu-Si Tratáveis Termicamente Al-Mg-Si Al-Zn-Cu Trabalhadas
Ligas de Alumínio
CLASSIFICAÇÃO
Al-Cu
Al-Cu-Si
Tratáveis
Termicamente
Al-Mg-Si
Al-Zn-Cu
Trabalhadas
Mecanicamente
Al-Mg
Não-Tratáveis
Al-Mn
Termicamente
Al-Cu
Al-Si
Al-Si
Destinadas à
Fundição
Al-Mg
Al-Zn
Ligas de Alumínio

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Ligas de Alumínio PROCESSOS INDUSTRIAIS O alumínio, em função de suas excelentes características de
Ligas de Alumínio
PROCESSOS INDUSTRIAIS
O alumínio, em função de suas excelentes
características de conformabilidade, pode ser :
 laminado em qualquer espessura;
 extrudado numa infinidade de perfis de seção
transversal;
 forjado em inúmeras peças, a partir de tarugos;
 trefilado em arames, e estes transformados em
cabos condutores, etc.
Ligas de Alumínio PROCESSOS INDUSTRIAIS Agrupamento das operações de transformação do alumínio metálico.
Ligas de Alumínio
PROCESSOS INDUSTRIAIS
Agrupamento das
operações de
transformação do
alumínio metálico.
Fonte: Site ALCOA (3) .
Ligas de Alumínio TRATAMENTOS TÉRMICOS Objetivam a redução do nível de segregações, produzir estruturas
Ligas de Alumínio
TRATAMENTOS TÉRMICOS
Objetivam a redução do nível de
segregações, produzir estruturas estáveis e
controlar certas características metalúrgicas.
Para o alumínio e suas ligas, os principais tipos
de tratamento térmico são:
Alívio de tensões: T= 130ºC - 150°C, t é
função da espessura da peça;
Recozimento para recristalização e
homogeneização: T= 300ºC - 400°C;
Solubilização/Envelhecimento: T é função
do tipo de liga.
Ligas de Alumínio CONFORMAÇÃO MECÂNICA
Ligas de Alumínio
CONFORMAÇÃO MECÂNICA
Ligas de Alumínio SOLDAGEM Todos os métodos de união são aplicáveis ao alumínio. Segundo Modenesi
Ligas de Alumínio
SOLDAGEM
Todos os métodos de união são aplicáveis ao
alumínio. Segundo Modenesi (4) , o alumínio e
suas ligas são de difícil soldagem, devido às
propriedades do alumínio, tais como o baixo
ponto de fusão, e a formação da camada de
alumina em sua superfície quando em contato
com o oxigênio.
Os processos mais utilizados para soldagem em
alumínio pertencem à classe arco elétrico com
proteção gasosa:
TIG – Tungsten Inert Gas;
MIG – Metal Inert Gas.
Ligas de Alumínio TRATAMENTOS TÉRMICOS As ligas de alumínio dos grupos 1XXX, 3XXX, 4XXX e
Ligas de Alumínio
TRATAMENTOS TÉRMICOS
As ligas de alumínio dos grupos 1XXX, 3XXX,
4XXX e 5XXX não são tratáveis
termicamente. Para essas ligas, emprega-
se os métodos de endurecimento por
solução sólida e por encruamento.
As ligas dos grupos 2XXX, 6XXX e 7XXX
podem ser tratadas termicamente. Nesse
grupo, o principal tratamento térmico é o
de solubilização e envelhecimento, que
promove o endurecimento por
precipitação de segunda fase.

11/08/2016

Alumínio: Tratamentos térmicos Representações: (acima) Diagrama de fases da liga Al-Cu e Ciclo de tratamento
Alumínio: Tratamentos térmicos
Representações: (acima) Diagrama de fases da liga Al-Cu e Ciclo de tratamento
térmico; (abaixo); Efeito da temperatura nas propriedades mecânicas de liga de
alumínio (1100H18) e Aspectos dos grãos na microestrutura. Fonte: Site ALCOA (3) .
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO A reciclagem do alumínio é uma combinação única de vantagens: ECONOMIA de
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO
A reciclagem do alumínio é
uma combinação única de
vantagens: ECONOMIA de
recursos naturais, energia
elétrica no processo, pois se
consomem apenas 5% da
energia necessária para
produção do alumínio
primário + GANHOS sociais
e econômicos.
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO Brasil é líder absoluto em reciclagem de latas de alumínio
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO
Brasil é líder absoluto em reciclagem de latas de alumínio
Abordagem Metalurgia do Ambiental: Alumínio RECICLAGEM
Abordagem
Metalurgia do
Ambiental:
Alumínio
RECICLAGEM
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO O alumínio pode ser reciclado tanto a partir de sucatas de produtos
RECICLAGEM DO ALUMÍNIO
O alumínio pode ser reciclado tanto a partir de
sucatas de produtos de vida útil esgotada
como de sobras do processo produtivo: 20% do
alumínio utilizado no mundo vem da
reciclagem.
O valor da sucata chega a ser da mesma
ordem de grandeza do lingote primário,
impossibilitando que se destine ao lixo.
Ciclo do Alumínio
Ciclo do Alumínio

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. ARENARE, D. S., “Caracterização de amostras de bauxita visando a aplicação de
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.
ARENARE, D. S., “Caracterização de amostras de bauxita
visando a aplicação de métodos de concentração gravítica”.
Dissertação de Mestrado pela Escola de Engenharia, UFMG.
Belo Horizonte, MG. Março, 2008.
2.
ESCOBAR, E. M., “Determinação Simultânea, em Linha, da
Concentração de Soda Cáustica e de Alumina em Solução de
Aluminato de Sódio do Processo Bayer de produção do Óxido
de Alumínio”. Dissertação de Mestrado pelo Instituto de
Química, UNICAMP. Campinas, SP. Agosto, 2004.
3.
Site ALCOA: www.alcoa.com.
4.
MODENESI, P. J., “Soldabilidade de Algumas Ligas Metálicas”.
Departamento de Engenharia Metalúrgica da Universidade
Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG. Maio, 2008.