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Design de Interação

Design de Interação é uma vertente do design cuja filosofia prega o


desenvolvimento de projetos a partir da aplicação de conceitos construídos
com base na observação das experiências e de testes com usuários.
Sua aplicação visa a melhoria da relação homem-máquina, já que o
sucesso de um produto no mercado depende muito da experiência interativa
que ele pode proporcionar.
Estes são alguns benefícios:

 Adequar respostas do sistema às entradas do usuário


 Balancear interação e funcionalidade
 Prevenir erros do usuário
Aplicando estes conhecimentos, os designers de interação criam
produtos e serviços de maior (usabilidade) sob o conceito do Design Centrado
no Usuário, levando em conta os objetivos, funções, experiências,
necessidades e desejos destes.
Visando o equilíbrio entre os anseios dos usuários, os negócios dos
clientes e as possibilidades tecnológicas, os designers de interação superam
desafios complexos e criam produtos e serviços inovadores.
Estes designers quase sempre trabalham em conjunto com especialistas
em design gráfico, design de informação (ou arquitetura da informação), design
industrial baseando-se em pesquisas sobre usuários (usabilidade), podendo
atuar em mais de uma dessas atividades simultaneamente. Mas seu principal
objetivo sempre é proporcionar a máxima interatividade do produto.
Designers de interação avançam explorando paradigmas e tirando
proveito dos avanços tecnológicos. Enquanto a capacidade e complexidade
dos dispositivos evoluem, estes profissionais tem um papel importante na
consolidação da tecnologia como um grande benefício para as pessoas.

Perfil do Profissional
O designer de interação, na visão de Dan Saffer (USA), deve possuir
sete atitudes:

1. Focar sempre no usuário – Saber entender o usuário é a chave do


sucesso no design de interação, e a melhor forma de entendê-lo é
questionando suas escolhas e observando suas ações.
2. Encontrar boas soluções – Desenvolver novos produtos e serviços
implica criar as escolhas. Quando se tem duas opções, deve-se buscar
sempre uma terceira.
3. Gerar muitas ideias e buscar uma prototipação rápida – Designers
encontram suas soluções através da geração de muitas ideias. Para
tangibilizar essas ideias, devem procurar montar protótipos rápidos, pois
assim péssimas ideias são descartadas rapidamente após os primeiros
testes.
4. Saber trabalhar de forma colaborativa – O design como ciência não está
só, ele dialoga com vários campos do conhecimento humano. E o
designer, da mesma forma, não deve se isolar. Ele deve trabalhar de
forma colaborativa e utilizando vários recursos tecnológicos de
comunicação.
5. Criar soluções apropriadas – O designer deve criar soluções apropriadas
para determinado contexto em que os usuários estão inseridos. O
contexto de uso do objeto ou do serviço deve estar em conformidade
com o contexto histórico-social em que o indivíduo está inserido.
6. Desenvolver com um amplo campo de influências – A
interdisciplinaridade deve fazer parte do dia a dia do designer de
interação e com isso ele deve se inspirar na busca por novas soluções.
7. Saber incorporar a emoção para seus projetos – O aspecto emocional
dentro do desenvolvimento de um produto é o elo entre as pessoas e os
aparatos tecnológicos. Produtos sem o componente emocional estão
desconectados das pessoas e são produtos sem vida.

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