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Universidade Federal de Alagoas

Centro de Tecnologia
Operações unitárias II
Professor João Inácio Soletti

Letícia Leite Machado – 13110476

SIMULAÇÃO DE COLUNA DE DESPROPANIZAÇÃO UTILIZANDO O HYSYS

Maceió
2016
Objetivo

Pretende-se utilizar uma coluna de destilação com 12 pratos teóricos, na qual a


alimentação líquida é efectuada no prato número 7 (contado a partir do topo da coluna),
para separar uma mistura de cinco alcanos (C2 a C6). No processo de separação, o
propano (C3H8) e o n-butano (C4H10) são os “compostos de corte” (“light key” e “heavy
key” respectivamente). A alimentação entra na coluna com um caudal de 1 000 lbmol/h
à pressão de 250,2 psia (1 724 kPa ou 17,24 bar) e 225ºF (107,2ºC). Pretende-se obter
no destilado 191 lbmol/h de propano (C3H8), todo o etano (C2H6) e somente um
máximo de 5 lbmol/h de n-butano (C4H10). De forma semelhante, pretende-se obter
365 lbmol/h de n-butano (C4H10) na corrente de fundo (resíduo), juntamente com um
máximo de 9 lbmol/h de propano (C3H8) e a totalidade dos restantes compostos mais
pesados. Além disso, pretende-se otimizar o funcionamento da coluna através de
alterações nas condições da mesma.

Metodologia

Iniciou-se a construção de um novo caso HYSYS introduzindo todas as espécies


químicas envolvidas no processo (Components), e seleccione como “Fluid Package”, a
equação SRK). Carregou-se o “Simulation Basis Manager” para entrar no PFD (Process
Flow Diagram).Introduza na interface PFD uma coluna de destilação (Distillation
Column) e nas quatro páginas referentes à coluna de destilação fez-se as
especificações necessárias, tais como:número de estágios, nome das correntes,
composição e estágio da alimentação, composição de saída, pressões e temperaturas.
Após os dados serem devidamente fornecidos ao simulador, deu-se enter na simulação
que nos forneceu os dados para cada especificação durante o processo de otimização.

Resultados e discussão

Seguem abaixo as figuras relativas à simulação:

Figura 1: coluna base para a simulação de destilação.


Figura 2: Dados base da simulação da coluna de destilação em funcionamento

A primeira alteração feita em relação ao funcionamento base da coluna(12 pratos,


alimentação no sétimo estágio) foi a alteração no número de pratos, observando-se
quais as consequências dessa alteração na razão de refluxo e na energias consumidas
pelo condensador e refervedor. Obteve-se os seguintes resultados:

Nº de pratos(lbmol/h) R D-DUTY(Btu/h) R-DUTY(Btu/h)


10 3153 18310000 18130000
12 1976 11490000 18130000
14 1598 9280000 9090000
16 1411 8190000 8002000
20 1240 7201000 7010000
25 1152 6683000 6495000
30 1112 6454000 6265000

Em seguida, buscou-se descobrir qual o melhor estágio de alimentação. Alterando


a alimentação da coluna de 12 pratos para diversos estágios, obteve-se os seguintes
dados:

Alimentação R D-DUTY(Btu/h) R-DUTY(Btu/h)


6 1976 11490000 18130000
5 2058 11980000 11790000
4 2267 13220000 13050000
7 2013 11690000 11500000
8 2189 12710000 1252000

Os dados acima, nos mostram que o melhor estágio para a alimentação é o sétimo
estágio, que proporciona um menor consumo de energia dos trocadores de calor.
Além disso, variou-se a temperatura da alimentação para temperaturas abaixo da
temperatura do destilado, que provoca um aumento muito grande da razão de refluxo e
consequente risco de inundação e para temperaturas acima da temperatura do produto
de base, que interrompe o refluxo através dos pratos da coluna.

Conclusão

Através do HYSYS foi possível simular a coluna despropanizadora e observar as


influências dos diferentes números de pratos na razão de refluxo e nas energias
consumidas pelo condensador e pelo refervedor. Observou-se que à medida que o
número de pratos aumentava, a razão de refluxo diminuía, e que, por consequência da
diminuição da razão de refluxo, a energia gasta nos trocadores de calor também
diminuiu. Foi possível também, através do simulador, dizer qual o melhor estágio para
a alimentação, que seria o sétimo estágio para a coluna de doze pratos; como também
verificar a influência da temperatura de alimentação no funcionamento da mesma.