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Assembleia Municipal do Seixal

EDITAL
N.º 02/2018

Alfredo
lfredo José Monteiro da Costa
Presidente da Assembleia Municipal do Seixal

Torna público, nos termos da alínea b) do n.º 1 do art.º 30.º do anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de
setembro, que alterou a Lei nº 169/99, de 18 de setembro, já atualizada pela Lei nº 5-A/2002,
5 de
11 de janeiro, que a Assembleia Municipal do Seixal reunirá em sessão extraordinária,
extrao a 1.ª de
2018, no próximo dia 30 de Janeiro,
Janeiro pelas 20H00, nas instalações doss Serviços Centrais da Câmara
Municipal do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, 45.

I – PERIODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.

II – PERIODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.

III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.

III.1. Ata da Sessão de 14 de novembro de 2017 – Aprovação.


III.2. Alteração ao mapa de pessoal, nos termos da alínea o) do n.º 1 do art. 25.º do anexo da Lei
n.º 75/2013 de 12 de setembro (e art.s 28.º e 29.º da LGTFP), aprovada pela Lei n.º
35/2014 de 20 de Junho). Aprovação.
Aprovação

Para conhecimento geral se publica o presente e outros de igual teor que vão ser afixados e
publicitados nos lugares habituais estabelecidos na Lei.

Seixal, 26 de Janeiro de 2018

O Presidente da Assembleia Municipal

___________________________________________________
Alfredo José Monteiro da Costa

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

A T A nº 7/2017

Aos catorze dias de novembro de dois mil e dezassete, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal,
na sua 3ª sessão extraordinária de 2017, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara
Municipal do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José
Monteiro da Costa e secretariada pelo 1º Secretário Custódio Luis Quaresma Jesus Carvalho e, a
partir do Período da Ordem do Dia, por Américo Augusto de Oliveira da Costa, em virtude da
resignação do cargo por parte daquele, e pela 2ª Secretária, Angelina Maria de Sousa da Silva Dias
Pereira.
Estiveram presentes, para além dos membros da Mesa:
Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Américo Augusto de Oliveira da Costa, Maria Júlia
dos Santos Freire, Nuno Filipe Oliveira Graça, Rosária Maria Fernandes Antunes, Fernando Júlio da
Silva e Sousa, Carlos Alberto de Sousa Pereira, Ana Luisa Pereira Inácio, Rui Fernando Valente
Algarvio, Maria João Evaristo de Oliveira Santos e Nuno Filipe Pombo Soares Nunes;
Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptista Costa dos
Santos, Luís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martins Cunha, Jorge Leonel Vaz Freire, Nelson
Filipe Lampreia de Oliveira Patriarca, Sara Sofia Oliveira da Silva Lopes Oliveira, Rui Miguel Santos
Brás e Sérgio Miguel Carreiro Ramalhete;
Do PSD: Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Rui Alexandrino Calção Mendes, Maria Luisa Marques
da Gama e Duarte Sérgio dos Santos Melo Correia;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhos, Eduardo Manuel Lino Grêlo e Sandra Anabela Alves de Sousa;
Do PAN: Nuno André Batista Nunes;
Do CDS-PP: Marlene da Conceição Aires Pires Abrantes.
Estiveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Amora, Corroios, Fernão Ferro e da União
das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires respetivamente, Manuel Ferreira Araújo,
Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.
Registaram-se as seguintes substituições:
No grupo municipal da CDU, Hernâni Magalhães substituído por Maria João Santos, em virtude da
renúncia de Vitor Paulo Gomes da Silva; Paula Santos substituída por Nuno Pombo.
No grupo municipal do CDS-PP, João Rebelo substituído por Marlene Santos, em virtude de
Humberto Batardo ter também solicitado substituição.
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estiveram presentes os seguintes Vereadores:
Jorge Osvaldo Dias Santos Gonçalves, Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho
Tavares, José Carlos Gomes, Marco Paulo Fernandes, Elizabete Manuela Adrião, Eduardo Manuel
Rodrigues, José Carlos Pereira, Manuel Pires e Luís Manuel Rendeiro Cordeiro.
A Sessão teve início cerca das 20:30horas.

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I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Então boa noite a todos. Queria em primeiro lugar
cumprimentar o Sr. Presidente da Câmara, os Srs. Vereadores, cumprimentar os Srs. Membros da
Assembleia Municipal e dar-vos as boas vindas; no fundo reiterar as boas vindas que já tínhamos
dado na primeira sessão de instalação da Assembleia Municipal, boas vindas, um bom mandato
autárquico que valorize o Poder Local Democrático, que seja também um mandato de
participação, de cidadania, que responda na nossa atividade aos interesses da população e que
valorize, evidentemente, a Assembleia Municipal no quadro das suas competências. Portanto, as
maiores felicidades para todos. Cumprimentar a população que está connosco nesta sessão da
Assembleia Municipal, cumprimentar os trabalhadores, a nossa equipa da Assembleia e os
trabalhadores da Câmara Municipal. Em primeiro lugar, um primeiro apontamento em termos
também de funcionamento e que tem a ver com o Período da Ordem do Dia; dizer-vos que tem a
ver com propostas que já são do vosso conhecimento, em relação às eleições que irão aqui ter
lugar, de representação da Assembleia Municipal; já temos na nossa posse propostas, se
eventualmente ainda houver mais alguma proposta – estou-me a referir aos pontos III.5, III.6, III.7,
III.8 do Período da Ordem do Dia – se houver, naturalmente que ainda poderão ser apresentadas;
nós iremos, como primeiro procedimento, dar posse ao eleito Américo Costa porque, por
impedimento justificado, essa posse não foi possível ter lugar na sessão de tomada de posse dos
membros da Assembleia Municipal; portanto pedia ao eleito Américo Costa que se dirigisse à
mesa para assinar a ata e para formalizar a sua posse.
(Verificou-se aqui um pequeno interregno para assinatura da adenda à ata avulsa de instalação.)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Está formalizada a posse do eleito agora membro
da Assembleia Municipal para este mandato, pode tomar o lugar naturalmente na bancada
respetiva, nós dispensámos a leitura da ata que é do vosso conhecimento porquanto fizemo-lo na
tomada de posse. E passamos para o primeiro período que é o Período de Intervenção da
População. A primeira inscrição é do Sr. Rui Sado, o tema é Hospital do Seixal e Freguesias; dava a
palavra ao Rui Sado e pedia ao Sr. Presidente da União de Freguesias que nos desse o apoio que dá
habitualmente e é, naturalmente, inestimável.”
I.1. António Santos, em nome de Rui Sado, disse: “Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal,
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal, Exmos. Eleitos da Assembleia Municipal, Exmos. Srs.
Vereadores, população em geral, diz o Rui Sado: não podia deixar de vir a esta 1.ª Assembleia para
felicitar todos que foram eleitos no passado dia 1 de outubro, contudo eleitos e população temos
muito trabalho para fazer ao longo destes quatro anos, primeiro de tudo sempre com a força do
povo temos que reconquistar a Junta de Freguesia de Arrentela e de Aldeia de Paio Pires porque a
conquista do Poder Local é conquista do 25 de Abril de 1974 e se hoje todos os partidos de
esquerda com assento parlamentar na rua defender a reposição das nossas queridas Freguesias
porquê na Assembleia da República se juntam ao PSD e CDS-PP? Está previsto no Orçamento de
Estado para 2018 o início do processo do hospital do Seixal, mas tenho ouvido nas notícias que o
processo do hospital do Oriente está já em andamento, e como é que está o processo do hospital
do Seixal? Fez ontem um ano que fui de urgência para o hospital Garcia de Orta e fui mal
atendido, se calhar não foi por culpa dos profissionais de saúde daquela unidade hospitalar mas
pela afluência que tem no até ao sul do País, será que vai ser necessário de novo o povo do Seixal
vir de novo para a rua exigir as nossas queridas Freguesias e o hospital, tivemos e temos e agora
mais linda que nunca a Baía do Seixal com as obras no núcleo histórico desde o jardim desta

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Freguesia que parece que é sempre porque não me revejo na União das Freguesias como 95% dos
habitantes do Seixal, até ao Clube Náutico de Amora, mesmo as pessoas com mobilidade reduzida
podem desfrutar daquele senário original e com acessibilidades únicas no País graças ao esforço e
trabalho do mandato municipal anterior, será que será preciso fazer de novo um cordão humano
em volta dela para exigir tudo a que temos direito, o povo do Seixal é lutador sempre lutou contra
o Estado Novo e após o 25 de Abril como os Governos de direita que estavam a levar o povo
Português à miséria e tantas casas que foram destruídas por estas políticas porque os maridos
tiveram que ir trabalhar para fora e deixaram suas mulheres e filhos cá neste País para sustentar a
sua família, mas foram e ainda são resistentes para conquistar ao que temos direito, as nossas
Freguesias e o nosso hospital, disse o Rui Sado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a seguir a palavra Ana Paula Ferreira, se faz
favor, da comissão de utentes de Travessia Fluvial.”
I.2. Ana Paula Ferreira disse: “Muito obrigado por terem aceitado a nossa participação ou pelo
menos a nossa colaboração no sentido de divulgarmos o que estamos a desenvolver desde o
passado dia 20 de outubro; no dia 20 de outubro reunimos um grupo de munícipes utilizadores da
travessia do Tejo aqui pelo Seixal e cinco dias depois, no dia 25, formou-se uma comissão de
utentes que logo no dia a seguir deliberou o que é que tinha que ser feito; entrámos em contacto
com a Câmara, com o Sr. Vereador Jorge Gonçalves para sabermos quais seriam as diligências a
serem feitas para além daquelas que nós já tínhamos preconizado; aquela que nós iniciámos no
dia 26 de outubro foi um abaixo-assinado, que alguns de vós já devem de ter assinado e hoje aqui
isso aconteceu no sentido de reunir o máximo, o maior número possível de assinaturas para levar
a resolução deste problema que consiste nas sucessivas supressões de carreiras em horário de
ponta, ou seja, quer a nível da manhã quer a nível da tarde, no regresso, que tem levado a grandes
transtornos não só da população que utiliza como também dos próprios trabalhadores da
Transtejo; e com isto só queria dizer-vos que após essa reunião com a Câmara já temos também
agendada uma reunião amanhã com a administração da Transtejo; do resultado deste abaixo-
assinado, aquilo que já conseguimos contabilizar, na passada sexta-feira, já ronda mais de 3600
assinaturas e fora todas estas que ainda estão dispersas e que vamos recolhendo, quer aqui na
Câmara, quer a nível da biblioteca, quer nas Juntas de Freguesia e em lojas do município; e na
passada sexta-feira, portanto já depois da reunião aqui na Câmara, reunimos com elementos da
comissão de trabalhadores da Transtejo no sentido também de perceber a sensibilidade deles
para todas estas questões; portanto, eu pessoalmente e em nome também desta mesma
comissão, sinto que se calhar pode haver uma luz ao fundo do túnel de toda esta problemática e
além do transtorno que vamos sentindo diariamente quando há supressões há um transtorno que
não é visível, quando as pessoas se manifestam ou quando escrevem num livro de reclamações
que é uma coisa que se chama Burnout, que todos nós sabemos ao que é que corresponde e que
os trabalhadores da Transtejo estão a sentir e também há munícipes a senti-lo na medida em que
existem pessoas que dificilmente conseguem justificar nos seus empregos, nas suas chefias a nível
do patronato, o que for, só com uma simples declaração dos serviços da Transtejo que houve uma
supressão de carreira e que por isso chegaram mais tarde, etc. Portanto eu só aguardo que a
reunião de amanhã possa ser o início de algo que transforme esta questão; e de todos vós, é
aquilo que é expectável, é que haja futuramente o mesmo apoio que tivemos até agora,
obrigada.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “E tem a palavra Henrique Sousa e o tema é


também mobilidade e barcos do Seixal, e afins, se faz favor.”
I.3. Henrique Sousa disse: “O tema é o mesmo, estava aqui a apoiar a minha colega não sabia que
ela se tinha inscrito, como ela já conseguiu transmitir tudo prescindo do meu direito de falar;
muito obrigado então, boa noite.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sr. Presidente da Câmara, algum comentário se o
entender, obrigado.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Quero antes de mais cumprimentar o Sr. Presidente da
Assembleia Municipal do Seixal, a Mesa, os Srs. Eleitos, a população e a comunicação social, e para
além dos nossos trabalhadores da autarquia e Srs. Vereadores. Sobre estas três matérias que
foram expostas, antes de mais, a reposição das três freguesias extintas; de facto não temos
nenhuma dúvida de que é urgente a reposição das três freguesias extintas no sentido em que
corresponde, não só do ponto de vista cultural e histórico, a uma situação que claramente é
necessária para dar resposta a uma questão de identidade cultural das próprias localidades do
Seixal, de Arrentela e de Paio Pires, como também do ponto de vista do serviço público; não
temos nenhuma dúvida, apesar do enorme esforço que é feito pela União de Freguesias, de que
de facto tendo eleitos responsáveis por essas três áreas trabalharão melhor no sentido de
responder melhor às populações; por isso estamos solidários com este munícipe que aqui nos
trouxe esta reivindicação e da parte da Câmara Municipal do Seixal tudo iremos continuar a fazer
no plano institucional e político no sentido de fazermos regressar as três freguesias extintas
porque correspondem àquilo que é o concelho do Seixal; ainda hoje vamos aqui aprovar, penso
eu, uma saudação ao centésimo octogésimo primeiro aniversário do concelho do Seixal; dizer que
estas três freguesias já são anteriores ao próprio concelho, por isso há que ter respeito pela
história, há que ter respeito pela memória das populações e pela sua cultura e identidade e, por
isso, não temos nenhuma dúvida do ponto de vista identitário, cultural, mas também democrático
e funcional; de facto precisamos de fazer regressar as três freguesias extintas. Sobre a questão do
hospital do Seixal ainda a semana passada tivemos uma reunião com o Sr. Secretário de Estado
adjunto da saúde e o que nos foi transmitido foi que o processo do hospital está a aguardar
despacho no ministério das finanças junto do Secretário de Estado do orçamento; ainda mesmo
no meu gabinete fizemos mais um esforço para contatar com o Sr. Secretário de Estado no sentido
de desbloquear a autorização para que o concurso para os projetos do hospital possam avançar;
partilhamos da mesma, eu diria, frustração que o munícipe aqui nos trouxe que, de facto, dois
anos após a decisão, praticamente dois anos após a decisão da Assembleia da República de que
era urgente construir o hospital no Seixal ainda nem sequer há autorização para a despesa para os
projetos; portanto a tempestividade penso que é uma questão que cada vez deve caracterizar
mais o serviço público, as câmaras municipais, as juntas de freguesia e os governos e, por isso,
nesta matéria de facto penso que há muito que fazer ainda, mas todos claramente vamos dar uma
ajuda para que se desbloqueie o processo. Sobre esta última questão da travessia fluvial, de facto
é uma questão extremamente pertinente e importante; o transporte fluvial do Tejo é uma mais-
valia que deve ser rentabilizada e aproveitada, aliás o que se pede aquilo que as autarquias têm
vindo a solicitar aos governos é que reforcem essa mesma acessibilidade por via fluvial face aos
constrangimentos evidentes que hoje o transporte rodoviário comporta e, nessa perspetiva, de
facto perante o que aconteceu em 2011 e 2012, com carreiras suprimidas da Transtejo, aquilo que
está agora a acontecer com várias embarcações que não saem porque quando avariam não há

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outras para puderem vir repor esse serviço significa na prática que temos menos serviço até com
os cortes que vieram em 2011 e 2012; e nesse sentido para além da reunião com o Presidente da
Transtejo que realizámos em março, para além da reunião com o Sr. Ministro do Ambiente que é o
principal responsável por este serviço que realizamos em junho, para além do Sr. Secretário de
Estado dos transportes que o Sr. Vice-presidente realizou em setembro, a verdade é que apesar
das promessas que nos foram transmitidas de investimento de cerca de 10 milhões de euros para
reposição da frota, a verdade é que as coisas subsistem e disso mesmo demos conta, eu e o Sr.
Presidente da Junta de Freguesia, quando acompanhámos esta mesma comissão de utentes numa
deslocação em outubro até Lisboa exatamente para manifestar a nossa solidariedade para com os
utentes deste modo de transporte; ia dizer claramente que não estamos satisfeitos e que iremos
lutar ao seu lado para que consigamos pelo menos que as embarcações que existem, ou melhor,
as ligações que existem tenham condições de operação e, em caso de falha, existam redundâncias
para poder suprir essas falhas; mas eu gostaria de dizer que isso para nós não é suficiente, ou seja,
não é suficiente repor a operacionalidade o que pedimos ao Sr. Ministro do Ambiente foi para
reforçar as carreiras tal como acontecia até 2011 portanto foram suprimidas várias carreiras
diárias e também pedimos para que se pudesse, não é retomar, mas é pensar numa ligação
transversal entre os concelhos ribeirinhos, ou seja, em vez das ligações serem todas para Lisboa e
de Lisboa para a margem sul, pudessem também fazer uma ligação transversal de Trafaria para
Cacilhas, de Cacilhas para o Seixal, do Seixal para o Barreiro, do Barreiro para o Montijo; isso vinha
de facto também constituir uma resposta muitíssima importante para uma população que cada
vez mais utiliza o arco ribeirinho sul não só para viver mas também para estudar ou para trabalhar;
por isso estamos perfeitamente sintonizados com as questões que a comissão de utentes desta
travessia fluvial aqui nos trouxe; já reuniram com o Sr. Vice-presidente que já lhes transmitiu
também a nossa posição; temos também outra matéria importante que tem a ver com o
estacionamento, também é uma questão para nós importante; de facto não faz sentido a política
tarifária que hoje é aplicada neste modo de transporte, tal como não faz sentido a da Fertagus na
componente ferroviária, por isso gostaria aqui de manifestar aos Srs. eleitos da Assembleia
Municipal, à comissão de utentes, à população, a nossa inteira disponibilidade e interesse para vos
acompanhar em todos os momentos onde seja necessário para que consigamos, em primeiro
lugar, repor a operacionalidade, mas a seguir exigir que mais carreiras venham e que pelo menos
sejam repostas aquelas que foram retiradas há cerca de 6 anos pelo anterior governo desse
período. Sr. Presidente muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Terminado o Período de Intervenção da População
passamos para o Período de Antes da Ordem do Dia.”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Em primeiro lugar com um conjunto de
informações: renúncia de mandato do eleito da CDU, Victor Paulo Gomes da Silva, e pedidos de
substituição por ausência inferior a 30 dias, da CDU, Hernâni Magalhães por Maria João Santos – e
aqui em virtude da renúncia que eu referi há pouco, de Victor Paulo – e Paula Santos por Nuno
Pombo; também por ausência inferior a 30 dias, do CDS-PP, João Rebelo por Marlene Abrantes em
virtude de Humberto Batardo ter também solicitado a sua substituição. No Período de Antes da
Ordem do Dia entraram na mesa no quadro regimental, até às 9h da manhã, 14 documentos que
neste quadro não necessitam de leitura, é uma questão de opção de quem o subscreve, não é

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obrigatória a leitura, e mais dois documentos que tendo tido entrada no início da sessão da
Assembleia necessitam de leitura ou melhor, um neste caso é o 15º é uma declaração política
portanto é apresentada pelo respetivo subscritor e o 16º é uma moção do BE e esta sim é
necessário a leitura. Portanto, neste quadro, dando sequência à ordem de entrada, o primeiro
documento é uma moção de saudação e congratulação «Construção de um Futuro Melhor para
Portugal e para os Seixalenses», é do grupo municipal do PS e é subscrita pelo membro da
Assembleia Municipal Bruno Ribeiro Barata que tem a palavra se faz favor.”
II.1. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Construção de um Futuro Melhor para
Portugal e para os Seixalenses», subscrita por Bruno Barata.
(Documento anexo à ata com o número 1)
Bruno Barata, do PS, leu integralmente o documento anexo à ata com o número 1.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Estão abertas as inscrições para este ponto; quem
é que se inscreve? Não estou a registar inscrições, será assim? Rui Belchior a primeira, mais
alguma inscrição? Já confirmamos, Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu creio que o Sr. Bruno Barata, o deputado Bruno Barata, se
esqueceu de dizer e eu estou aqui a replicar no sentido em que o Bruno Barata não resistiu à
tentação de evocar os governos de direita, como aliás têm feito agora recorrentemente, e nesta
medida sou obrigado a replicar para dizer o seguinte: o que era preciso ser dito nesta moção, e
não é dito, é que os governos de direita, como você lhe chama, sucederam a um governo socialista
que começou com um défice de 4,9% e deixou o País num défice de 11,2%; e é preciso que estas
coisas se digam e é preciso que estas coisas se sublinhem e se relembrem porque a memória não é
assim tão curta; já agora este mesmo governo socialista deixou o país às mãos do memorando de
entendimento, o qual negociaram praticamente na sua plenitude; depois e quanto ao futuro o
Bruno Barata não disse é que do crescimento económico, atendendo a toda a conjuntura que
envolve a Europa, o que não diz é que dos países da comunidade europeia, Portugal é só a
segunda pior prestação; portanto isto significa que nós não aproveitamos o comboio dos bons
ventos que agora ocorrem na Europa; a ver vamos daqui para a frente até tendo em conta mais
uma herança de um governo socialista que temos para pagar até 2020, ainda da governação
Sócrates, que deixou obrigações do tesouro de 11, 2 mil milhões de euros para pagar até 2021 e
outra de 13, 6 mil milhões a emitir em 2005 para pagar também a seguir; portanto eu quero ver
daqui para a frente, com as boas práticas que têm sido adotadas, e com a devolução, desculpem
dizer-vos, de 6 a 10 euros; muitas dessas pessoas, algumas até perdem a isenção das taxas
moderadoras consumindo logo esse aumento; isto, de facto, maior demagogia que esta não me
consigo lembrar sinceramente não me consigo lembrar; e já agora, e isto fora a divida de curto
prazo que tem sempre que ser paga, como o Sr. Bruno Barata deve saber; depois e já agora
relativamente ao Seixal, depois de 2 anos de governação desta solução política, onde é que está o
hospital do Seixal, prometido inúmeras vezes pelo Partido Socialista, lançada a primeira pedra em
2009, onde é que está o hospital do Seixal? Sabemos agora que nem no orçamento de 2018 vem
prevista qualquer rúbrica sobre o mesmo; onde é que ele está? É só prometerem, fazerem nem
pensar; já agora depois de 2 anos onde é que está a reposição das freguesias? Onde é que ela
está? Também tanto prometeram, tanto criticaram o anterior governo, onde é que ela está? Onde
está a loja do cidadão? Onde é que está os centros de saúde, onde é que está seja o que for? e já
agora, por fim, recebemos ontem pelos serviços via e-mail uma comunicação das infraestruturas
que apesar do PS ter prometido durante a campanha, inclusive fizeram vídeos que é agora uma

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forma de comunicação que os senhores têm, nada contra, como é evidente, a prometerem a
alternativa à estrada nacional 10; recebemos ontem a comunicação, que também nada está
previsto não está previsto coisíssima nenhuma pelas Infraestruturas de Portugal, portanto nesta
medida não consigo perceber o que é que os senhores fazem, e fico agora, aliás, a aguardar outro
vídeo onde os senhores vêm explicar como é que vão fazer a estrada a alternativa à nacional 10,
como é que vão fazer e quanto é que vai custar e já agora quando é que vai ser, quando? E em que
data; pronto e tenho dito, muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “A bancada da CDU apesar de considerar que o Orçamento de Estado
tem aspetos positivos e grande parte do que vem aqui referido sobre a recuperação dos
rendimentos e as prestações sociais por influência do PCP do BE, não tanto por livre iniciativa do
Partido Socialista, mas no âmbito de negociações, teve que ser, tiveram que fazer, têm ainda
algumas situações que esperamos que a nível da discussão na especialidade venham a ser
introduzidas; fala aqui que o orçamento aposta na saúde; o hospital do Seixal como é? as
informações que temos é que as verbas são escassas e o Governo anuncia outros hospitais que
não eram tão prioritários como o do Seixal mas que já foram pomposamente anunciados; a
questão do hospital do Seixal continua para ser desbloqueada; pavilhões escolares, fala-se aqui
assim na educação, uma aposta forte na educação e na vertente desportiva, é um fator
importante para a educação e por isso pensamos que também devia haver verbas para a
construção dos pavilhões escolares em falta; assim, a bancada da CDU, por ora, vamo-nos abster
sobre esta moção esperando que em termos de votação na especialidade e discussão na
especialidade venha efetivamente a sair um orçamento que construa não só um futuro melhor
para Portugal mas também para os Seixalenses e com alguns equipamentos que há um amplo
consenso do concelho do Seixal que são necessários; e que eles saiam do papel porque a
população do Seixal desespera por isso e ficava o Partido Socialista muito mal na fotografia se,
nomeadamente o hospital do Seixal, não avançasse e não houvesse situações concretas para a
construção do mesmo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A seguir tem a palavra o Vítor Cavalinhos se faz
favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Eu já irei à moção, mas um minuto, não perderei acho que
ganharei um minuto, para dizer o seguinte: estamos no início do novo mandato, a situação que
existia, a CDU tinha a maioria absoluta, não tem hoje maioria absoluta portanto tem uma maioria
relativa e isso já teve desenvolvimentos no nosso entender; e sobre estes desenvolvimentos eu
queria, o Bloco queria colocar aqui duas ou três questões e tem a ver com o problema da
transparência; da transparência perante a Assembleia Municipal e perante os eleitores; e a
transparência que nós queríamos desafiar que fosse aqui posta em paredes de vidro era qual é o
acordo, se há ou se não há acordo entre a CDU e o Partido Socialista; e o desafio era que a CDU e o
Partido Socialista esclarecessem esta Assembleia Municipal sobre qual é o tipo de acordos que
estabeleceram, quais são os compromissos que as diversas forças assumiram, a CDU e o PS,
porque nas redes sociais que agora estão sempre muito ativas, umas pessoas dizem que se fez
acordo, há pessoas do Partido Socialista que dizem que não há acordo nenhum, mas o que é
efetivamente verdade é que nós, na tomada de posse da Assembleia Municipal, reunimos os
líderes e o Sr. Presidente em exercício, e agora outra vez, disse que haveria um acordo
nomeadamente entre o PS e a CDU que permitiu que a 2.ª Secretária da Mesa da Assembleia fosse

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do PS; e o que também nos foi soando é que o PS se tinha comprometido, no âmbito desse
acordo, a não inviabilizar os principais instrumentos de gestão do município nomeadamente
aprovando as GOP, Orçamento e Relatório de atividades. Não gasto mais latim sobre este
problema e renovo o desafio, em nome da transparência, para que seja aqui assumido e
esclarecido o tipo de acordo que foi feito, ou não foi feito; indo à moção, rapidamente, terceiro
ponto da moção: «o orçamento de estado para 2018, tem uma forte matriz expansionista, que
conseguirá alcançar o défice mais baixo de sempre na história da democracia e alcançando a maior
redução da dívida dos últimos 20 anos». Se o PS retirar este parágrafo nós votamos a favor da
moção; e porquê? Não consideramos que o orçamento seja expansionista e não consideramos ele
ter o défice mais baixo da história e seja um benefício extraordinário para a situação e para a
política Portuguesa e para a sociedade Portuguesa; em nome desse défice mais baixo da história
há subfinanciamento da saúde e há subfinanciamento dos serviços sociais do estado social e há
serviços que não recuperaram do coma que sofreram no tempo da troika; os transportes, os
serviços de transporte, as empresas de transportes, a saúde, um conjunto de serviços públicos que
não tiveram a recuperação que era preciso ter, pelas malfeitorias que o Governo anterior lhes fez;
e portanto este parágrafo é fundamental para a nossa apreciação desta moção pelas razões que
disse; se o PS retirar o terceiro parágrafo, o Bloco de Esquerda votará a favor da moção, se não
retirar não votamos a favor.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pergunto se há mais intervenções para esta moção;
Há... Samuel Cruz, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu vinha aqui fazer esta primeira intervenção na Assembleia Municipal
com uma declaração de interesses; quero dizer que me apresento aqui solteiro, ou seja, tive aqui
uma pretendente um bocadinho ciumenta e, Cavalinhos, quero, não há, absolutamente solteiro
em relação a esta matéria, não há razões para ciúmes; é verdade, vou começar por dizer, é
evidente que houve um acordo para a Mesa, foi subscrito, esse é o único acordo que existe até ao
momento, que existia até ao momento porque a partir deste momento começa já a haver um
acordo contigo; eu aceito retirar, o grupo municipal do PS aceita retirar o ponto e portanto, a
partir deste momento, há um acordo com o BE para aprovar esta moção; fora isso e sem
brincadeiras eu acho que o Belchior esqueceu-se que a dívida do nosso País vem desde o tempo
de D. Afonso Henriques e atingiu o seu ponto máximo com D. Luís primeiro; portanto isto não é
nenhuma novidade e calmamente todos gerimos, a Câmara também é gerida com um nível
elevado e portanto nada temos a acrescentar a esta matéria, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pergunto se há mais alguma intervenção em
relação a esta moção? Não há mais inscrições pergunto ao subscritor se pretende ainda intervir?
Não? Então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição n.º 1/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Catorze (14) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS:11
- Do grupo municipal do BE: 3
• Cinco (5) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4

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3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

- Do grupo municipal do CDS-PP: 1


• Dezassete (17) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem, portanto esta moção foi aprovada com
14 votos a favor do PS e do BE, a abstenção da CDU, do PAN e do Presidente da Junta de Fernão
Ferro, 17 votos de , e os votos contra do PSD e do CDS.”
II.2. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Alimentação nas escolas do 1.º ciclo e
funcionamento dos refeitórios», subscrita por Célia Cunha.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto passamos para o segundo documento que
é a moção «Alimentação nas escolas do 1.º ciclo e funcionamento dos refeitórios», pelo grupo
municipal do PS e é subscrita por Célia Cunha que tem a palavra.”
Célia Cunha, do PS, disse: “Prescindo da leitura.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: Então, sendo assim, não há apresentação, o
subscritor prescinde, e passamos ao debate; inscrições para esta moção? Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Eu esperava que o Partido Socialista viesse aqui dar exemplos das
afirmações que faz; portanto os refeitórios escolares têm graves deficiências estruturais, violam
sistematicamente a certificação HACCP, as crianças têm que esperar que uns acabem de comer
para se lavar a loiça para servir os restantes, portanto quanto a isto tivemos conhecimento de uma
situação esporádica que aconteceu sobre isso; mas queríamos mais algumas explicações sobre isso
e também ouvir a Câmara sobre, porque estão aqui algumas acusações bastante graves; nada
temos a opor quanto à questão deliberativa mas sobre o conteúdo da moção há aqui acusações
graves e que esperávamos que o PS desse mais esclarecimentos sobre isso.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não? Confirma-se; pronto
então o subscritor se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu diria até que sobre esta matéria eu posso fazer as duas
intervenções porque em concreto sobre esta questão fui o vereador nos últimos 4 anos e portanto
terei certamente,… (Houve uma interrupção de Paulo Siva a pedir esclarecimento ao Sr.
Presidente da Assembleia)… não, é do grupo municipal do Partido Socialista, é quem nós
entendemos que defende; certo, é a subscritora, mas fui eu que enviei para a Assembleia
Municipal, pode ser assim? Foi do meu e-mail.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, vamos lá a ver, sem diálogo, não há
necessidade; de facto em relação ao regimento, seria o subscritor, é esse o procedimento e,
portanto, o futuro regimento pode dizer outra coisa; estamos na primeira sessão, portanto é
evidente vamos afinando, não é essa a questão, não é esse o problema; mas os grupos municipais
quando apresentam as propostas terão que ter esse cuidado quem é o subscritor que é o
responsável pela proposta, mas nesse sentido a mesa não vê nenhuma questão até porque
estamos exatamente a começar e portanto vamos aqui acertando evidentemente, se faz favor:”

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Samuel Cruz, do PS, disse: “Obrigado Sr. Presidente, então como eu dizia há duas questões
diferentes, a diferença da qualidade ou naquilo que concerne com a qualidade eu penso que todos
aqueles que os seus filhos estudam nas escolas do Seixal ou os Srs. Presidentes de Junta que
andam aqui no Seixal sabem que há queixas graves acerca da qualidade e da quantidade naquilo
que é servido nos refeitórios escolares, não sabem? Então pronto, na escola da Quinta dos
Franceses, que é a escola do meu filho, a semana passada dirigi-me lá fui ter com a cozinheira que
começou a chorar em pranto, que me disse o seguinte: Não adianta falar com a GERTAL porque na
GERTAL já sabem e não nos mandam comida suficiente; eu tenho aqui um défice de mais de 100
refeições para cada miúdo; Tony, andas pouco na rua porque isto é aqui mesmo ao lado; bem, isso
é a quantidade e a qualidade, em relação; mas temos a escola da Quinta do Campo, por exemplo;
temos aqui vários pais, só na bancada do Partido Socialista existem vários pais que podem
comprovar isto, é uma bancada jovem, temos essa sorte que ainda podem ter filhos em idade
escolar; acerca do HACCP, acerca das normas, existem e eu sugiro à bancada do Partido Comunista
Português que solicite à Câmara a informação, os relatórios são feitos na área da higiene e
segurança alimentar, são remetidos ao pelouro da educação e são remetidos ao Sr. Presidente da
Câmara; durante quatro anos fui eu que fiz esse trabalho, devo dizer que não há uma única escola
deste Concelho que cumpra integralmente todas as exigências, nem uma; sugiro que consultem e
trabalhem nesse sentido.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sr. Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu gostaria de começar por dizer que, de facto, esta
alteração da empresa surge do quadro legal onde o município, tal como todos os municípios são
obrigados a lançar concursos públicos e cumprindo o código dos contratos públicos uma das
questões essenciais da seleção é o mais baixo preço; portanto essa é a questão, mas há uma
segunda que tem a ver com o caderno de encargos, de facto, o município é dos mais exigentes no
estabelecimento do seu caderno de encargos nesta matéria e é por isso também que, do concurso
atual, temos o preço mais elevado dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, isto é a
Câmara do Seixal paga o preço mais elevado por refeição de aluno do que os outros 17 municípios
da Área Metropolitana de Lisboa, o que significa naturalmente que o nosso caderno de encargos é
mais exigente, não só na matéria-prima e na qualidade alimentar como também no
enquadramento de pessoal seja cozinheiros seja apoio técnico para que se possam portanto
fornecer refeições quer em qualidade portanto quer em quantidade, temos recebido algumas
reclamações na Câmara Municipal fruto desta alteração e temos vindo a alertar a empresa para a
necessidade do estrito cumprimento do que está concursado, tem sido feitas inspeções tem sido
feitas portanto todas as reclamações que têm entrado no município são analisadas pelos nossos
técnicos e confrontados quer o inspetor da empresa quer o coordenador da empresa e depois de
refeitório em refeitório de local em local, mas dizer que aquilo que nos tem chegado são questões
digamos pontuais e não eu diria de facto aqui a dramatização que aqui é colocada nesta moção;
aliás eu também, tal como o Sr. Vereador, também tenho um filho em idade, numa escola básica
do concelho escola pública e tenho perguntado também o que tem achado da alimentação e de
facto não tem referido nenhuma questão; mas é perfeitamente normal que o filho de outro eleito
se refira a este ou aquele aspeto, ou não eleito ou não popular; portanto eu penso que devemos
tratar esta matéria com o máximo cuidado e cautela, não alarmando, não dramatizando exigindo à
empresa que cumpra aquilo que está contratado; e é claro quanto às questões da HACCP esta
empresa tal como as outras concorrentes uma das questões determinantes para poder concorrer
e poder adjudicar era ter, digamos assim, todas as certificações do ponto de vista de segurança e

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higiene alimentar e isso mesmo é certificado também pelo pelouro responsável, neste caso da
segurança alimentar, que está a fazer vistorias permanentes não só aos estabelecimentos
escolares de ensino público como também a outros estabelecimentos e a outras associações; e o
princípio que temos é um princípio pedagógico de melhoria para todas as situações sendo que
estamos a trabalhar e o Sr. Vereador da educação está a trabalhar também para nesse capítulo
melhorarmos o que são os refeitórios escolares; agora eu gostaria de dizer que o que me tem
chegado é limitado às escolas do 2.º e 3.º ciclo e secundário, aí sim há problemas graves com falta
de alimentação das crianças; já me chegaram várias informações sobre essa matéria sobre
refeitórios claro, responsabilidade do ministério da educação, bem mais graves, podemos dizer
assim, e em maior quantidade do que os que são assinalados pontualmente nos refeitórios geridos
pela Câmara Municipal do Seixal, por isso penso que será uma matéria que quer do ponto de vista
dos técnicos de educação quer do ponto de vista dos técnicos da segurança alimentar do
município, iremos continuar a acompanhar para que consigamos digamos assim cumprir aquilo
que é o exigível e o que é necessário e aquilo que a Câmara Municipal paga portanto a esta
empresa, portanto Sr. Presidente da Assembleia e Srs. Eleitos dizer que da parte da Câmara
Municipal do Seixal tudo estamos a fazer para que esta nova empresa cumpra os parâmetros
necessários para garantir a qualidade a quantidade e a fidelidade das refeições das nossas
crianças, muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto vamos colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição n.º 2/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS:11
- Do grupo municipal do PSD:4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo Municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:1
- Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto esta moção foi aprovada com os votos a
favor do PS, do PSD, BE, PAN, CDS e os votos contra da CDU e do Presidente Carlos Reis de Fernão
Ferro. Passamos para a moção seguinte.”
II.3. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pelo realojamento dos moradores do
Bairro de Vale de Chícharos» subscrita por Sara Lopes.
(Documento anexo à Ata com o número 3)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “E em relação à moção seguinte a Mesa fazia aqui
uma sugestão que, na realidade, tínhamos conversado previamente: portanto temos duas moções
sobre Vale de Chícharos, esta, a terceira, e uma décima quarta sobre o mesmo tema e portanto
vamos fazer a sua apresentação e apreciação em conjunto e votação em separado como não pode

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

deixar de ser; nesse sentido a primeira moção «Pelo realojamento dos moradores do Bairro de
Vale de Chícharos» é do grupo municipal do PS subscrita por Sara Lopes, tem a palavra.
Prescindem, a segunda a outra moção, portanto, é «Pela resolução definitiva de Vale Chícharos», é
do grupo municipal do PSD e subscrita e subscrita por Rui Belchior, tem a palavra.”
II.14. O Grupo Municipal do PSD apresentou a moção «Pela resolução definitiva de Vale
Chícharos» subscrita por Rui Belchior
(Documento anexo à Ata com o número 9)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Também prescinde; portanto inscrições para
apreciação destas duas moções? Se faz favor Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Sobre Vale de Chícharos a CDU sempre foi clara assumimos as nossas
responsabilidades esperemos que os outros assumam as suas responsabilidades, e quando
falamos nos outros indubitavelmente em 1.º lugar a Administração Central a quem efetivamente
este assunto lhe compete porque é da sua competência enquanto Governo da Nação, por isso ao
vermos a moção do Partido Socialista pensamos que o que estão aqui assim a fazer é sacudir a
água do capote como costuma dizer o povo em relação às responsabilidades que têm querendo ir
por a bola do lado de quem não tem a competência que é a Câmara dizendo que é a Câmara que
tem competências quando isso não corresponde à verdade que a Câmara em prazo de 10 dias e
que depois a Câmara informa a Secretaria de Estado da habitação da sua resposta não é
trabalharmos todos em conjunto numa proposta, Governo e Autarquia, que penso que até tem
estado a haver negociações e reuniões nesse sentido entre as duas entidades e aqui o que o
Partido Socialista vem dizer não há responsabilidade do Poder Central, é só da Câmara, a Câmara
que informe a Secretária de Estado conforme o que é que vai fazer para resolver isto que lhe
compete quando não é assim que não é isso que acontece. A do PSD, pensamos que está uma
moção devidamente estruturada em que aponta para o caminho de envolver todas as partes na
resolução do assunto que é isso que nós há muito protagonizamos e por isso vamos votar
favoravelmente a moção do Partido Social Democrata e vamos votar contra a moção do Partido
Socialista.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Mais intervenções? André… peço desculpa não me
lembro do seu apelido, André Nunes, se faz favor André.”
André Nunes, do PAN, disse: “Sucintamente e pelas mesmas razões que o eleito Paulo Silva
também já elencou, votaremos negativamente a moção do PS e votaremos favoravelmente a
moção do PSD.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não está mais ninguém inscrito? Então Nuno
Pombo.”
Nuno Pombo, da CDU, disse: “Eu só gostava de perguntar ao Partido Socialista a competência em
quantidade financiadora do modelo de realojamento que compete ao Estado gostava de
perguntar ao Partido Socialista qual é a vossa solução? Francamente e honestamente qual é a
solução, porque esta moção parece fugir, usando a expressão popular, e não é aceitável as
pessoas têm que saber qual é a solução que o Estado Português defende para Vale de Chícharos,
disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não há mais ninguém para intervir? Portanto Sr.
Presidente da Câmara.”

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3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito bem, então sobre esta questão gostaria só de
referir-me que tem existido contactos do Governo e o Município para esta matéria e de facto
finalmente, podemos dizer assim, as competências são do Estado e estão a ser exercidas e o
município será um parceiro do Estado neste desígnio, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Os subscritores não querem fazer mais nenhuma
intervenção portanto vamos …. Samuel.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Muito sucintamente dizer que o Partido Socialista não foge a nada,
sobre esta questão a única fuga que conhecemos foi a fuga da Câmara Municipal que sob a capa e
sob a desculpa de um processo judicial em que não se vê em que é que pode influir não se
deslocou à Assembleia da República e à Comissão Parlamentar para discutir esta questão; essa é a
única fuga de que o Partido Socialista tem conhecimento sobre esta matéria; dizer qual é a solução
do Partido Socialista basta conhecer-se o quadro legal, neste momento o único programa que
existe para isto é o Prohabita; não existe outro, portanto é no quadro do Prohabita que tem que
ser procurada a solução e a resolução deste problema; por último eu penso que a moção não foi
bem entendida; se existe o Prohabita, o financiamento é obrigação, enfim, em parte, do Estado
Central é verdade; mas somos todos informados! Perguntaram-nos qual é a solução, somos
informados, conhecemos o problema, conhecemos as soluções; eu parto desse princípio, aqui o
Partido Socialista não tem que vir ensinar nada a nenhuma bancada porque todas as bancadas são
preparadas, mas estamos cá quando têm dúvidas, como é o caso, para esclarecer sem sombra de
dúvidas também; mas pronto, o quadro legal é este, não há fugas, a Câmara deveria de ter ido ao
Parlamento procurar, também aí e em conjunto, a solução; a desculpa encontrada pelo Sr.
Presidente da Câmara para não participar na comissão não tem cabimento porque o processo
judicial em nada tem a ver com aquilo que é a procura das soluções; se não ia ao Parlamento
também não podia ir à Secretaria de Estado e acabou de nos dizer que tinha ido reunir com a
Secretaria de Estado, portanto há que haver coerência sobre esta matéria; eu penso é que a
moção não foi entendida porque se assumimos e está aqui dito qual é a responsabilidade do
Estado Central há uma questão que não há dúvidas e a própria Sra. Secretária de Estado também
já o disse através de resposta ao requerimento é que a condução do processo cabe à Câmara
Municipal; foi assim em todo o País, são as Câmaras Municipais que conduzem este processo,
dentro do quadro legal naturalmente; é isso que a Câmara Municipal do Seixal tem que fazer, e há
trinta anos, em trinta anos já teve muito tempo para o resolver; bem e resolver de uma forma
diferente que não sejam aqueles protocolos vergonhosos, que foram vergonhosos, com a
Urbangol, com o Emídio Catum do BPN, com o Teodoro Gomes, abre falência e a insolvência em
Setúbal, ou com o próprio Carlos Camilo que também deixou a sua insolvência na nossa Arrentela
que bem a desfeia, ainda hoje em dia, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Antes de dar a palavra ao Sr. Presidente quero dar
a palavra ao Sr. Belchior.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Bom, eu esperava que esta matéria, aliás a ideia desta moção e
discussão deste tema gerasse o amplo consenso era aliás a minha convicção era que este tema,
este flagelo social que não afeta só Vale de Chícharos mas também Santa Marta, gerasse ou
pudesse gerar um amplo consenso em todas as forças partidárias de modo a podermos resolver
isto, porque de facto andámos aqui com este passa culpas que já tem trinta e tal anos, bom não
saímos daqui e portanto a nossa lógica e a ideia desta moção era gerar aqui um gatilho, digamos
assim, que pudesse conduzir a uma verdadeira solução do problema; para terminar, dizer de facto

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Ata n.º 7/2017
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que não consigo compreender, vou-me abster nesta moção do PS porque de facto não consigo
compreender como é que nas deliberações não há um único apontamento à responsabilidade do
Governo; quer dizer, é verdade que a Câmara tem as suas responsabilidades, elas são pedidas,
mas o PS, ou o Governo, tem naturalmente que também assumir a sua parte e a sua quota de
responsabilidade, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado. Sr. Presidente da Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu só gostaria de esclarecer que de facto não
comparecemos no convite que nos foi informado pela Assembleia da República numa comissão
devido à natureza pública da exposição a que seríamos sujeitos, porque na verdade estando o
Município do Seixal num processo judicial onde são pressionados mais de 13 milhões de euros ao
município e onde questões relacionadas com matérias recentes que foram agregadas ao processo
pela outra parte aquando de notícias que vieram a público, foi nossa estratégia não estarmos
presentes, mas estamos disponíveis para, por escrito, prestar todos os esclarecimentos; tal não foi
solicitado, lamentamos que assim seja; em 2.º lugar eu disse na reunião da Câmara Municipal
temos que falar menos e fazer mais; da nossa parte estamos disponíveis para falarmos e trabalhar
naquilo que for necessário com o Governo para que o problema se comece a resolver, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Samuel, então com certeza se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Do PSD e das demais bancadas naturalmente o consenso sobre esta
matéria é necessário é acrescentar um ponto quatro com a seguinte redação: «Que o Governo
encontre o necessário financiamento no quadro do Prohabita».”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pronto, portanto a proposta é acrescentar um
ponto quatro que foi colocado, «que o Governo encontre o necessário financiamento no quadro
do Pro habita». Portanto, sendo assim, vamos colocar à votação, primeiro o II.3 a moção «Pelo
realojamento dos moradores do Bairro de Vale de Chícharos» moção do PS.”
Votação do Ponto II.3.
Aprovada a Tomada de Posição n.º 3/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Dezoito (17) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Quinze (16) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Três (3) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do BE: 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Portanto a moção foi aprovada com 17 votos a
favor, 11 do PS, 4 do PSD, 1 do PAN e 1 do CDS, abstenção do BE e 16 votos contra, 15 da CDU e 1

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do Presidente da Junta de Fernão Ferro. Passamos para a votação da moção do PSD «Pela
resolução definitiva de Vale Chícharos» é do grupo municipal do PSD e apresentada por Rui
Belchior.”
Votação do Ponto II.14.
Aprovada a Tomada de Posição n.º 4/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto esta moção foi aprovada por
unanimidade; declarações de voto? Não há.”
II.4. O Grupo Municipal do PS apresentou a recomendação «Pela transmissão online, e
disponibilização após transmissão das reuniões da Assembleia Municipal do Seixal»,
subscrita por Luis Gonçalves.
(Documento anexo à Ata com o número 4)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Portanto passamos para a moção seguinte, é a
designação «Pela transmissão online, e disponibilização após transmissão das reuniões da
Assembleia Municipal do Seixal» é do grupo municipal do PS e é subscrita por Luís Pedro
Gonçalves; pergunto se quer apresentar; não, portanto passamos às intervenções; quem pretende
intervir sobre esta moção? Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Nós pensamos que esta questão deve ser tratada nas discussões sobre
o regimento e vermos e depois analisarmos devidamente este ponto, portanto pedimos, achamos
que o PS deveria agora retirar isso e ser depois discutido em termos do regimento e tomar-se
depois uma decisão sobre esta matéria; acho que não faz sentido estar agora já a avançar-se com
uma questão como esta que está aqui colocada nesta moção.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Apenas para dizer que aceitamos em parte a proposta da CDU e nessa
medida transformamos a moção em recomendação que fica uma recomendação para quem terá a
incumbência de fazer o regimento.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção? Vítor Cavalinhos, se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Sr. Presidente a recomendação é votada? É votada a
recomendação, então nós queremos dizer que acho que moção e recomendação é um truque
porque o resultado vai ser objetivamente o mesmo; e quero dizer que eu, como líder do BE na

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comissão de regimento, dispenso recomendações para o trabalho que eu tenho que lá fazer, como
o Samuel Cruz também dispensa e os líderes políticos que lá estão e os membros da comissão
dispensam que a gente apresente recomendações com o trabalho que lá temos que fazer; toda a
gente sabe o trabalho que lá temos que fazer, as propostas sobre esta matéria o Partido Socialista
fá-las-á e fá-las-á a onde quiser como está aqui a fazer; agora nós não seguimos este caminho;
portanto estamos a discutir e discutiremos lá e trazemos uma proposta do regimento aqui à
Assembleia Municipal e fazemos o debate lá; este ponto já foi colocado em anteriores mandatos,
temos que saber quanto às implicações, quanto é que custa; nós sempre fizemos e estamos de
acordo com isso, aliás no nosso programa eleitoral colocámos esta reivindicação ou esta ideia;
portanto, para nós não é uma novidade e o que achamos mesmo é que a comissão do regimento
tem todo um leque e a disponibilidade e tem a capacidade e a competência e o dever de, entre
outras matérias, analisar esta e fazer uma proposta concreta depois para ser votado em sede de
regimento e depois na Assembleia Municipal.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Bem, para dizer aqui o seguinte: em reunião de líderes já foi visto até
o timing sobre as questões do regimento cada partido vai poder fazer as suas propostas e não é
preciso estarmos aqui a fazer recomendações quando podemos estar a fazer as propostas; acho
que isto é desvirtuar completamente o debate e temos que ser sérios no debate; propostas para o
regimento cada força política vai apresentar, tem data para o fazer, vamos eleger depois
formalmente a comissão do regimento e o Partido Socialista vem agora aqui fazer já
recomendações; não são recomendações são propostas e depois irão ser debatidas no local
próprio, acho que isso é estarmos a desvirtuar o debate sobre o regimento, se cada força política
viesse aqui hoje com recomendações sobre aspetos que pretende pôr no regimento, era estarmos
aqui a desvirtuar completamente o debate.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Bom, este é um momento raro, mas de facto desta vez estou
completamente de acordo com o Paulo Silva; atendendo que está a ser discutido ou está
prometido discutir até dia 22, e depois haver uma reunião no dia 24, quer dizer não faz sentido a
não ser numa lógica, que não me levem a mal a provocação, do PS também depois vir dizer aí por
fora que a ideia foi deles, e eles é que tiveram esta ideia, e que a transmissão é graças ao PS, etc.
etc. só nessa lógica é que eu consigo entender este documento, de outra maneira não dá para
entender quando toda a gente sabe que a discussão irá ser feita posteriormente e, nessa medida,
também estamos de acordo; não podemos estar a favor; obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Bom, eu não vou entrar muito na questão formal porque me parece
que o que se está a fazer é desvirtuar um bocadinho o regimento; ou seja, o regimento regula a
forma de funcionamento desta Assembleia não regula essas questões porque em último grau até
podíamos aprovar que havia a transmissão e o Sr. Presidente da Câmara dizer não, não senhor,
não quero fazer; são coisas diferentes, mas o Partido Socialista quer que seja um mandato
fraterno que tudo corra bem e nessa medida retira a proposta.”
A moção foi retirada.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem, então retirada esta moção que estava
em recomendação, portanto passamos para a seguinte.”
II.5. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «Ecossistema Vivo de Tecnologias e
Cidadania para a Descarbonização da Baía do Seixal», subscrita por Nuno Graça.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “É uma saudação «Ecossistema Vivo de Tecnologias
e Cidadania para a Descarbonização da Baía do Seixal» é do grupo municipal da CDU, é subscrita
por Nuno Graça, que tem a palavra.”
Nuno Graça, da CDU, leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 5.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para apreciação desta saudação? Tem
a palavra o Sr. Jorge Freire, certo?”
Jorge Freire, do PS, disse: “Eu pedi a palavra depois de ter lido, aliás é a segunda vez que vejo esta
saudação, a primeira vez foi na reunião de Câmara anterior a esta Assembleia Municipal; portanto,
já é a segunda vez; também recordar ali ao eleito que de facto ele, na sua leitura, esqueceu-se do
ex-aequo com Almada; portanto, em primeiro lugar, em ex-aequo com Almada; não sei se é por
ser do PS agora Almada que se esqueceu; também tive oportunidade de ver ou pelo menos ver e
de analisar com algum detalhe os critérios observados nos relatórios na classificação de
candidatura e algo me chamou à atenção sobretudo no conjunto, algo que é dito, que é o
conjunto de vastas propostas nas várias áreas temáticas não constituíram um todo coerente e, de
facto, acho que o município precisa de uma visão clara que oriente as políticas e as decisões de
investimento e que inclua marcos e ações nacionais mais bem definidas para que a eficiência
energética alcance, nos termos dos vários tratados e das diretivas do parlamento e da Comissão
Europeia, os objetivos a curto, 2030, a médio, 2040 e a longo prazo 2050; também recordar a
comunicação 2016/075 da Comissão Europeia, e esta é puxando um bocado a brasa à minha
sardinha, na área do património cultural pensar de facto na investigação e nas soluções para o
desempenho energético dos edifícios em locais históricos; garantir ao mesmo tempo a proteção e
a conservação do património cultural, aliás conservação essa que o município ao longo destas
últimas décadas tem-se esquecido ou pelo menos não tem tido o cuidado assertivo de cuidar
património cultural do Concelho; tenho dito.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção, pergunto ao Nuno Graça se pretende intervir? Se faz favor.”
Nuno Graça, da CDU, disse: “Queria só referir, caso não tenha reparado, que omiti várias coisas;
no entanto o documento foi apresentado a tempo, tudo o que está lá constará portanto nos
registos; é curioso o que referiu da Câmara Municipal ter mudado, por acaso em todas as
comunicações oficiais refere-se que o Seixal ficou em primeiro lugar ex-aequo com Almada mas
nas publicações de Almada, apesar de estarem os dois em primeiro, nas publicações de Almada
trocaram apenas esses dois e falam Almada em primeiro lugar, portanto eu só omiti como omiti
várias coisas mas faz parte do documento e é obviamente um primeiro lugar ex-aequo é só isso.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Sr. Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu gostaria apenas de destacar de facto o município do
Seixal bem como outros municípios da esfera política do município do Seixal estão na vanguarda

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daquilo que são as smart cities e o que é esta nova abordagem tecnológica da área do ambiente
em Portugal; de facto esta conquista do município do Seixal, podemos dizer sem ajudas políticas
evidentes, traduziu-se neste primeiro lugar que foi inteiramente meritório e fruto de trabalho da
equipa de ambiente da Câmara Municipal do Seixal liderada pelo Sr. Vereador Joaquim Tavares; e
por isso as minhas primeiras palavras são de felicitações para esta equipa pela ousadia da
proposta, pela visão vanguardista que tem e, de certeza, através da sua concretização pelos
benefícios que iremos ter e iremos ser uma vez mais como somos referência para outros
municípios e como diz o nosso lema, siga o nosso Conselho, que estamos a fazer por isso com este
1.º Prémio que tivemos a nível Nacional para o laboratório vivo para a distinção da Baía do Seixal,
obrigado Sr. Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos colocar à votação esta saudação.”
Aprovada a Tomada de Posição n.º 5/XI/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a saudação foi aprovada por
unanimidade. Passamos para a seguinte, ou melhor vamos, agora sim, colocar-vos a prorrogação
da Assembleia; em termos regimentais estamos a utilizar o regimento do mandato anterior
enquanto não temos um novo e, portanto, a prorrogação por mais uma hora tem que ser
aprovada pela Assembleia Municipal; eu pergunto se há alguma oposição a esta prorrogação?
Portanto, não havendo, prorrogamos por mais uma hora o Período de Antes da Ordem do Dia, e
dizer-vos que os tempos das bancadas dos grupos municipais começam novamente a contar
naturalmente.”
II.6. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Solidariedade para com a Associação
Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal», subscrita por Paulo Silva.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O documento seguinte é a moção «Solidariedade
para com a Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal», é do grupo
municipal da CDU e subscrita por Paulo Silva que tem a palavra se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Antes de fazer a apresentação da moção só aqui assim uma alteração
para a Mesa assinalar, o ponto 3. Sai a palavra «incondicionalmente» e fica: «Apoiar os esforços da
Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal para homologação do seu
Plano de Recuperação»; sobre esta questão é do conhecimento público o grave problema que está
a atravessar a nossa Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, uma

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Associação que está a comemorar o seu 40.º Aniversário que saiu do pós 25 de Abril que muito
tem feito pelo Concelho do Seixal pela prestação do inestimável contributo na proteção de
pessoas e bens no socorro a feridos, no combate a incêndios, um trabalho que sai do nosso
Concelho por quanto os nossos bombeiros ainda no último verão ocorreram a todos os pontos do
País onde houve necessidade foram mais de 200 bombeiros que estiveram no combate às chamas
pelo País inteiro, é um corpo de bombeiros que serve a população deste Concelho que tem cerca
de 90 trabalhadores um dos mais ativos corpos de bombeiros do País e por isso merece o apoio de
todos neste combate difícil que atravessa, em face destes considerandos a Assembleia Municipal
do Seixal delibera: 1 – Enaltecer a ação da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do
Concelho do Seixal pelo seu papel inestimável no apoio às populações; 2 – Repudiar qualquer ação
e decisão que comprometa a capacidade operativa da Associação Humanitária dos Bombeiros
Mistos do Concelho do Seixal; 3 – Apoiar os esforços da Associação Humanitária dos Bombeiros
Mistos do Concelho do Seixal para homologação do seu plano de recuperação.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Inscrições? Vítor Cavalinhos, se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Sobre esta moção, foi retirado o incondicionalmente que é
sempre complicado dar esses apoios incondicionais, isso é mais ou menos cheques em branco e
nós não os devemos passar; mas essa situação já foi resolvida, nós dizemo-lo isto às vezes pode
ser pouco simpático se calhar não é politicamente correto, ou se calhar pode ser desagradável
porque perante a situação que nós vivemos todos e o papel que os Bombeiros tiveram, isso é
objetivo e é motivo de satisfação e motivo de regozijo, a atitude que tiveram os bombeiros de
uma forma geral, e portanto o BE também partilha desse sentimento; agora mesmo não sendo
muito simpático, mas o BE acha que é preciso apurar responsabilidades; a Associação Humanitária
dos Bombeiros é apoiada, e muito bem, pelo orçamento deste executivo e deste concelho e a
outra associação também; a situação chegou a um estado em que há responsabilidades, a
graduação dessas responsabilidades nós não a sabemos, mas lá que ela é preciso ser apurada é
preciso ser apurada, com toda a clareza e, como se costuma dizer, doa a quem doer; e portanto
esse problema, do nosso ponto de vista, é porque achamos que isso é preciso ser dito é o que eu
estou aqui a dizer e a situação que se vive é uma situação muito complicada, mas isso acho que
não nos deve, do nosso ponto de vista, isso não nos deve condicionar, a nós, de afirmarmos aquilo
que achamos que é linear na situação; porque isto não caiu do céu aos trambolhões, há
responsabilidades dos diversos atores, uns mais, outros menos, portanto isto tem que ser tudo
clarificado; já agora para que isto nunca mais se volte a repetir, se for possível; era só.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Começar por dizer que o Partido Socialista concorda com grande parte
desta moção em especial com o primeiro número de elaboração em que diz que se deve enaltecer
a ação da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal pelo seu papel
inestimável no apoio às populações; e portanto, se o Partido Comunista aceitar retirar os
considerandos E, F,G, e a deliberação ponto um e ponto dois, nós votaremos a favor e explicamos
o porquê; porque o ponto dois e o ponto três, no ponto dois de uma forma mais encapuzada, no
ponto três explicitamente, o que aqui se diz é que o tribunal não deve decidir livremente, o
tribunal deve ter em conta a pressão desta Assembleia, e o Partido Socialista, neste ou em
qualquer outro fórum, sobre esta matéria ou sobre qualquer outra, nunca abdica do princípio
básico do Estado de Direito que é o princípio da separação de poderes, à política o que é da
política, à justiça o que é da justiça; é só este princípio que é um princípio enformador do Estado

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de Direito tal como o entendemos que está aqui em causa e, como disse, enaltecer o trabalho dos
bombeiros, dos nossos bombeiros, dos bombeiros da Amora e dos bombeiros do Seixal, sempre e
contam connosco; mas mais, é que no ponto E consideramos que nem sequer corresponde à
verdade o que aqui é dito, porque parecem querer fazerem-nos crer que o único problema dos
bombeiros do Seixal foi um processo de direito de trabalho que perderam; e ora isso não é
verdade porque não são os 260 mil euros que estão neste momento em causa, neste momento o
que estão em causa são cerca de quase 8 milhões de euros; portanto o problema dos bombeiros
do Seixal não são apenas ou não é apenas este processo e além desses que já são conhecidos
ainda temos a notícia de que já existem mais, e mais de elevado valor e, portanto, não nos
queremos imiscuir naquilo que é da justiça mas este é que é um facto; e mais, esta Câmara, os
bombeiros do Seixal são provavelmente os bombeiros mais ricos do País, num esforço meritório
da Câmara Municipal do Seixal que injeta elevadas verbas, muito elevadas verbas, e por isso não
se pode abstrair de tudo aquilo que é dito e digam por exemplo, e aqui estou a citar a sentença e
as palavras da Sra. Juíza que nos merecem credibilidade porque é uma Sra. Juíza, foi a devedora –
a devedora entenda-se a associação humanitária dos bombeiros – ao reconhecer os créditos a
todos os trabalhadores «apesar de aparentemente discordar dos mesmos» que incrementou de
forma avassaladora o seu passivo e se colocou voluntariamente na situação que determinou o
recurso ao presente processo PER; isto é grave, mas mais grave ainda é aquilo que num
comunicado a anterior mandatária dos bombeiros do Seixal, dos Bombeiros Mistos do Seixal,
Alzira Borges de Sousa nos vem dizer nomeadamente, entre outras coisas, que para começar
afirma taxativamente, não é verdade de todo agindo inocentes como os mesmos querem fazer
passar para a opinião pública e eu tenho o direito à defesa do meu bom nome, é o que nos diz a
advogada; mas diz mais, diz que era muito difícil defender este processo nomeadamente – e eu
não tenho a notícia do contraditório por parte dos bombeiros deste comunicado – que era difícil
defender o trabalhador, ou defender a Associação Humanitária contra os bombeiros porque ele
alegava que tinha verbas a receber e que a argumentação por parte dos bombeiros era, o
comandante, ou o presidente da direção na altura, o mesmo disse-me para contestar tudo, tudo
era mentira que ele já tinha contestado essas verbas; solicitei então que me fossem facultados os
comprovativos tendo o mesmo responsável dito que aquelas verbas eram pagas por fora, ou seja,
sem recibo; são acusações muito graves que importa esclarecer, Câmara Municipal e Assembleia
Municipal; portanto e para finalizar, o que o Partido Socialista tem para dizer é que se de facto
retirarmos estes considerandos e estes dois pontos por forma a obtermos a unanimidade entre
todos no mesmo esforço colaborativo que nós já aqui anteriormente demonstramos, estaremos
prontos a votar a favor; de outra forma, até todas estas questões, como muito bem disse o
Cavalinhos, estarem esclarecidas e todas as responsabilidades apuradas e fundamentalmente na
defesa desse pilar básico do estado de direito democrático que é o princípio de separação de
poderes, não resta outra alternativa ao Partido Socialista que não seja votar contra.”
Carlos Pereira, da CDU, integrou os trabalhos a partir deste momento, pelas 22.00h
O Presidente da Assembleia Municipal disse:“ Mais intervenções? Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Bom, de facto a associação e nos últimos tempos isto tem sido um
assunto bastante debatido e conturbado em que as pessoas ao fim e ao cabo não estão
esclarecidas; eu falo por mim que naturalmente sem ter acesso às fontes mais fidedignas é
complicado saber esta espécie de argumentário que se vai gerando por aí e nós temos alguma
dificuldade em compreender; a associação está de facto, isto é um dado inequívoco, em grandes

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dificuldades por um processo que pelos vistos já vem desde 2012, portanto ainda era o tribunal de
trabalho de Almada e agora já mudou para o Barreiro em 2013 portanto isto já é uma situação que
aliás, já foi aqui trazida à Assembleia Municipal, onde na altura nós dissemos exatamente isso, que
não poderíamos estar a avaliar ou a sindicar aquilo que eram as decisões judiciais porque isso não
nos compete a nós; bom, e porque claramente houve aqui uma incúria na defesa ou na resposta
que deveria ter sido dada na altura própria no âmbito do processo e não foi feito, de qualquer
modo dizer o seguinte: a contratação da advogada é ela própria um ato de gestão, parece-me,
inequívoco; de qualquer modo devo ser honesto intelectualmente e referir o seguinte: daquilo
que eu vi do comunicado online, a ter sido realmente feito pela colega, quer dizer eu também não
fiquei convencido com os argumentos que ali são apresentados pelo enquadramento, pela
explicação; há ali várias contradições que também não batem certo, porque um advogado, e aqui
estão alguns na sala, pode sempre contestar; quer dizer, independentemente de ter esta ou
aquela prova pode sempre contestar e, aliás, neste caso impunha-se que o tivesse feito porque se
não a consequência é a confissão integral dos factos, como sabem, e portanto este problema
surge daqui; mas enfim, atendendo à separação de poderes de facto terá que ser o tribunal a
decidir mas também não podemos levar a mal que a associação na situação em que se encontra,
atendendo ao património que tem, ao património quer imobiliário quer até do seu próprio parque
automóvel, com todas as suas viaturas etc. também tem que naturalmente tentar fazer alguma
coisa para solucionar o problema e isso é, evidentemente, legítimo; e também não nos cabe a nós
estar agora aqui a repisar o assunto que já está, que já é antigo, temos é que agora encontrar uma
solução que é isso que as pessoas também esperam de nós; é verdade, outra coisa, eu não tenho
memória, alguém que me possa contrariar, disto se ter verificado em nenhuma outra associação
do País; de facto, é verdade; portanto, atendendo que a autarquia concede contributos generosos
durante estas décadas todas a esta associação, é evidente que nós talvez daqui para a frente
tenhamos que ter outra forma de olhar para as coisas ter outro escrutínio e sindicar as coisas de
outra forma porque realmente isto não se admite, que a situação tenha chegado a este ponto;
agora para terminar dizer o seguinte: nós, Partido Social Democrata, evidentemente queremos
mais uma vez estar centrados naquela que é a solução, não vamos ser nós, enquanto autarcas do
concelho, a criar aqui obstáculos ou obstaculizar aquela que pode ser a solução e, portanto, nessa
medida, a associação naturalmente pegando em tudo aquilo que foi o seu comportamento
anterior na sua gestão, já está a pagar com a situação em que se encontra; nós, naturalmente,
concedemos o nosso apoio e estamos disponíveis para estudar em conjunto uma solução, com
certeza já está a ser posta em prática mas que tem que haver uma solução isto parece-me
evidente, porque a alternativa é ficarmos sem os bombeiros a funcionar da forma como hoje
funcionam e isso é completamente inaceitável e até inimaginável; muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Se for caso disso, André Nunes
se faz favor.”
André Nunes, do PAN, disse: “Peço desculpa por aquele equívoco de há pouco mas a razão pela
qual eu queria falar com o eleito Paulo Silva era justamente pelo ponto dois também nos merecer,
por tudo aquilo que já foi dito em relação ao princípio de separação de poderes também nos
merecer dúvidas e portanto nesse sentido se o mesmo não for retirado só para que conste o PAN
também votará contra.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções? Não há pedido de intervenções, o
proponente Paulo Silva se faz favor.”

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Paulo Silva, da CDU, disse: “A CDU não vai aceitar a sugestão do Partido Socialista para retirar
esses pontos; pensamos que é a verdade do que se passou, se não fosse aquele processo nada
disto teria acontecido; não tenho conhecimento de outras situações que estão fora do PER a
reclamar; francamente não tenho; que o PER é indispensável a sua aprovação para a manutenção
em funcionamento da associação humanitária dos bombeiros mistos é uma realidade, e que a
alternativa ao PER poderá ser a insolvência dos bombeiros, não estamos aqui assim a querer
influenciar nada estamos aqui a defender os nossos bombeiros e a sua capacidade operativa; por
último, quanto à questão da anterior mandatária, está a decorrer a ação de responsabilidade civil
em tribunal e não me vou aqui alongar mais sobre a mesma porquanto estou sujeito a sigilo
profissional, mas a tempo próprio haverá uma decisão quanto à questão da responsabilidade; só
dizer aqui uma questão, porque essa é do conhecimento público, é que quando soube que havia o
avanço da ação de responsabilidade civil e quando teve conhecimento da mesma, porque em
termos deontológicos eu estava obrigado a fazê-lo e fi-lo como faria com qualquer outro colega, a
resposta da nossa colega foi de imediato pedir a sua insolvência pessoal; se ela achasse que não
tinha culpas no cartório, não estou aqui assim a fazer nada porque é que ela foi pedir a sua
insolvência pessoal de imediato quando soube que se avançou com a ação de responsabilidade
civil? Se soubesse que tinha cumprido com tudo das suas obrigações profissionais certamente não
o teria feito. Só um último ponto também dizer que na ação de responsabilidade civil, isto importa
também as pessoas saberem, a Dr.ª Alzira arrolou uma única testemunha, e quem foi ela? O
Bombeiro a quem ela nunca tinha contestado a ação e que por isso ganhou a ação em tribunal,
também é outro facto que é sintomático da responsabilidade de cada um.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:“ Sr. Presidente da Câmara, se o entender, se faz
favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu penso que independentemente das questões de
forma que penso que nos deve unir é a solução para que a Associação Humanitária dos Bombeiros
Mistos do Concelho do Seixal com 40 anos a serviço imprescindível à nossa população consigam
ultrapassar estas dificuldades, penso que da parte dos órgãos políticos e das autarquias penso que
é essa a nossa missão, erros todos cometemos problemas todos temos, mas de facto devemo-nos
unir nas soluções para que consigamos ultrapassar esta situação e por isso me parece que de facto
devemos afastar as questões de forma apostar nas questões de conteúdo porque na verdade isso
é que importa, é que os bombeiros do Seixal continuem a prestar serviço aos 110 mil habitantes
que somos, que somos isto é na área de influência desta associação e de facto os bombeiros, os
cerca de 150 bombeiros possam continuar a prestar a sua missão de socorro com toda a
tranquilidade necessária para estarem preocupados sim a salvar vidas, a salvar bens do que outras
questões, podemos dizer assim, que não são de certa forma a sua preocupação imediata, e nessa
medida parece-me evidente que tudo deverá ser feito da parte da Câmara Municipal tudo está a
ser feito para que apoiemos essa associação nesta fase difícil a prestar o melhor serviço à
população, muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição n.º 6/XI/2017 por maioria e em minuta com:
• Vinte e cinco (25) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PSD: 4

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- Do grupo municipal do BE: 3


- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Doze (12) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PAN: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Foi aprovada com os votos a favor da CDU do PSD,
do BE do Sr. Presidente de Fernão Ferro e CDS e o voto contra do PAN e do PS. Se faz favor Rui
Belchior.”
Rui Belchior informou que fará chegar uma declaração de voto nos prazos regimentais.
(Documento anexo à Ata com o número 6-A)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:“ Obrigado, há… peço desculpa, Vitor Cavalinhos,”
Vítor Cavalinhos, informou que fará chegar uma declaração de voto nos prazos regimentais.
(Documento anexo à Ata com o número 6-B)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Sim, com certeza.”
André Nunes, informou que fará chegar uma declaração de voto nos prazos regimentais.
(Documento anexo à Ata com o número 6-C)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, informou que fará chegar uma declaração de voto nos prazos regimentais.
(Documento anexo à Ata com o número 6-D)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Há mais declarações de voto? Marlene Abrantes.”
Marlene Abrantes, informou que fará chegar uma declaração de voto nos prazos regimentais.
(Documento anexo à Ata com o número 6-E)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Bom, passamos agora para a moção seguinte:
«Reposição do Serviço Público da Transtejo no Concelho do Seixal» subscrita por Nuno Pombo da
CDU.”
II.7. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «Reposição do Serviço Público da
Transtejo no Concelho do Seixal» subscrita por Nuno Pombo.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Feitos os registos, Nuno Pombo se faz favor.”
Nuno Pombo, da CDU, disse: “Cabe-me a mim em nome da bancada da CDU apresentar,
descrever os principais conteúdos da moção titulada “Reposição do Serviço Público da Transtejo
no Concelho do Seixal”; esta questão já foi levantada pela comissão de utentes de saúde na vossa
presença; o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Seixal também já discutiu este problema que é
realmente um problema que afeta, que é um grande transtorno para a vida das pessoas que

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utilizam este serviço público de transporte e, portanto, há aqui um problema que tem que ser
resolvido certamente; a Câmara Municipal do Seixal apoia tudo o que seja necessário ser feito
para que este serviço público e as frotas as carreiras todo o serviço que a Transtejo, em termos de
serviço público é obrigada a responder portanto que esse serviço seja reposto e portanto
certamente que a Assembleia Municipal será também um aliado importante desta luta que temos
pela frente; é muito importante e saúdo mais uma vez o esforço da comissão em já ter tantas
assinaturas, o que significa que em breve esta discussão será feita na Assembleia da República e
portanto é uma causa justa mais que justa e só para situar alguns aspetos muito rapidamente há
aqui claramente um problema de subfinanciamento de falta de investimento público que tem que
ser colmatado e que tem uma importância; o Sr. Presidente da Câmara já o referiu é um serviço
fundamental, porque é um direito que as pessoas têm, mas também é fundamental para o
desenvolvimento do concelho e da região e este transporte fluvial no rio Tejo é, ocupa uma
grande centralidade na grande Área Metropolitana de Lisboa e inclusive no plano mundial; é
preciso ter noção que este sistema de transporte implica diariamente 74 236 passageiros é a 4.ª
cidade no mundo com maior fluxo de transporte fluvial marítimo notar que no Seixal os
passageiros diários são 5573 que em 2014 foram realizadas 1 143 265 viagens entre o Seixal e Cais
do Sodré, portanto é bem significativo da justiça desta causa, alguns aspetos já foram frisados pela
comissão, digamos que não haverá necessidade de os repetir, concluímos apenas com as
deliberações da nossa moção, e portanto as deliberações são as seguintes: 1. Apoiar todas as
iniciativas da CUTS e das populações, tendentes a melhorar o serviço público de transporte fluvial
da empresa pública Transtejo/Soflusa no Concelho do Seixal; 2. Exigir ao Governo a reposição do
número de carreiras fluviais semelhante ao que existia antes de 2011 e a criação de novas
carreiras que possam ligar os concelhos ribeirinhos do Seixal, Almada, Barreiro e Montijo,
nomeadamente a carreira Seixal/Parque das Nações; 3. A alocação urgente, pela tutela, dos meios
financeiros necessários à reposição do stock de peças e sobressalentes necessários às operações
de manutenção, de modo a evitar a imobilização dos navios por pequenas avarias; 4. Instar às
autoridades competentes o lançamento de um programa de admissão de pessoal e formação
profissional, que reponha o número de trabalhadores necessários à empresa e volte a permitir
responder às necessidades diárias de manutenção, evitando a imobilização das embarcações; 5.
Exigir à empresa Transtejo/Soflusa um plano urgente de manutenção dos navios, de renovação
dos certificados de navegabilidade, e das infraestruturas de atracagem, de forma a não colocar em
risco o serviço a prestar às populações e 6. Exigir um plano de renovação da frota com navios
adequados ao tráfego fluvial e ao fluxo de passageiros. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções, para apreciação? Samuel Cruz se faz
favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “ Bem, sobre essa matéria dizer que o Partido Socialista está solidário
com as preocupações tem no entanto aqui alguns reparos a fazer, mas um que é, estou
convencido que se trata de um lapso, e como se trata de um lapso tenho absoluta certeza que o
PCP o vai corrigir e portanto estaremos todos aptos a votar a favor; e portanto eu pedia atenção
para o início da segunda página e na frase em que diz: «Esta situação tem ganho maior expressão
com o desinvestimento que tem havido na manutenção e reforço da frota. É sabido que o atual
Ministro do Ambiente, em junho passado, publicitou um investimento de 10 milhões de euros
destinados ao plano de manutenção, mas até ao presente esse investimento não saiu do papel.»
Ora, eu tive o cuidado de imprimir aqui este papel porque é o referente à contratação pública
desde essa data efetuada pela empresa Transtejo/Soflusa e começando apenas no dia 21 de julho

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até ao passado mês de outubro, e muito rapidamente para não vos maçar, o dia 21 de julho foi
adjudicado reparação e docagem do navio Castelo no valor de 260 mil euros, 24 de julho
reparação e docagem do navio Fernando Namora no valor de 170 mil euros, 18 de agosto revisão
da caixa redutora do navio Gil Eanes 75 mil euros, reparação e docagem do navio Seixalense no dia
28 de agosto no valor de 504. 500 euros, 1 de setembro modernização do sistema de vídeo
vigilância nas instalações do grupo 146 mil euros, reparação e docagem do navio Gil Vicente mais
uma vez 170 mil euros, revisão de velas e jatos de água no navio Castelo, enfim, poderemos por
aqui continuar até, a última foi no dia 19 de outubro, a última publicitada, que diz reparação e
docagem no pontão e cancelas no valor de 110 mil euros, ora nos últimos três meses consultando
apenas a contratação aquilo que se fará a contratação pública necessariamente poderá estar aqui
algo que não esteja veredito temos o investimento de 2 milhões e 276 mil euros por parte da
Transtejo e Soflusa portanto não nos sentimos, apesar da vontade, em votar a favor em alguma
coisa que não somos é mentirosos e portanto se temos aqui adjudicações no valor de 2 milhões e
276 mil euros não somos capazes de votar um documento onde se diz, apesar de ser publicitado,
um investimento de 10 mil euros destinados ao plano de manutenção mas até ao presente esse
investimento não saiu do papel, não é verdade, portanto pedimos esse esforço para que retirando
este parágrafo possamos todos votar a favor; e reparem que depois naquilo que não são
considerandos mas nos pontos das deliberações continua a haver uma certa e justa reivindicação
junto da tutela sobre esta matéria; agora queria também fazer aqui alguns pontos que é o próprio
em discussão no orçamento de Estado o Sr. Secretário de Estado no passado dia 8 na Assembleia
da República disse que espera ter durante o próximo mês o estudo de viabilidade e financeira para
a renovação da frota da Transtejo/Soflusa e mais, anunciou que no próximo ano está previsto um
investimento de 8 milhões de euros para reparação dos Catamarans, intervenções em terminais e
pontões; acho que falta aqui algo mas não será nesta altura para não prejudicar que tem a ver
com aquilo que se passa no sector, onde por muito boa vontade que se tenha nem todos os
problemas se resolvem atirando dinheiro para cima; e a verdade é que não há embarcações nem
novas nem usadas disponíveis no mercado para a aquisição imediata, por um lado, e por outro
lado, dado a cartelização existente e as atuais regras existentes no mercado, ou pelo menos na
contratação pública, a reparação torna-se muitas vezes muito não só dispendiosa como morosa;
por exemplo muitas vezes os catamarans têm que ir para serem reparados na Figueira da Foz, ora
a deslocação daqui para a Figueira da Foz o ir e o vir atrasa ainda mais tudo aquilo que tem que ser
feito, por exemplo no Concelho do Seixal temos dois estaleiros com capacidade para fazer este
tipo de reparações e um deles não pode porque infelizmente também tem uma situação difícil,
tem dividas à segurança social e não pode concorrer aos concursos públicos como todos nós
sabemos uma vez que não consegue as competentes certidões, portanto são contingências que a
bem dizer para todos estarmos cientes que há alguns problemas que infelizmente, e quem está à
frente da gestão da coisa pública sabe isso, não se resolve apenas mandando dinheiro para cima
do problema, infelizmente é mais complexo do que isso porque se não por vezes as coisas seriam
resolvidas de outra forma e pedimos para, ah… pedimos não! Uma coisa fundamental é que o
problema começa de facto neste caso, e eu não sou daqueles mais fundamentalistas em relação
ao Governo da troika, mas de facto começa com o anterior Governo e começa quando o anterior
Governo quando o presidente da administração das empresas Carris, Metro e Transtejo, tenho
aqui uma entrevista à RTP em que diz que todas as empresas vão ser privatizadas, mas que em
relação à Transtejo e outras transportadoras à qual preside explica que não entra num leque das
empresas que já estão prontas para a subconcessão porque é preciso primeiro equilibrar as suas
contas e para isso vão ser vendidos 8 barcos, e o problema começou aqui.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Só dar-vos uma indicação dos tempos aqui porque
o PS esgotou o tempo; já a mesa deu aqui uma toleranciazinha já jeitosa agora… o BE tem três
minutos e o PSD 2, a CDU tem 16 minutos e o PAN 4 minutos, o CDS não utilizou, diga, diga… com
certeza.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Sr. Presidente, eu vinha aqui fazer um ponto de ordem, ou um apelo
ao bom senso da mesa e também das outras bancadas aqui presentes porque como sabem não
houve ainda ocasião de rever o regimento e estes tempos com que estamos a funcionar não
resultam ou não demonstram a atual composição desta Assembleia, demonstram a anterior
composição que necessariamente o Partido Comunista está muito beneficiado em relação àquilo
que é a nossa atividade e o Partido Socialista está muito prejudicado e portanto nesse sentido, a
bem da democracia, é importante e não nos vamos apegar ao formalismo mas àquilo que é
material que nos dê algum desconto para que se promova acima de tudo a discussão e que resulte
nisso o interesse das populações.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Eu acho que às vezes andamos aí a brincar às reuniões de líderes é
porque as coisas são lá discutidas e depois chega-se aqui como se o que se passasse lá não valesse
de nada é que foi discutido foi decidido todos tivemos de acordo quanto a essa matéria e agora
vêm aqui assim…, Ó Samuel foi dito que os tempos iriam ser os mesmos e estamos aqui numa
situação, Sr. Líder da bancada do PS, em que não vai haver tempo para diversas bancadas
apresentarem as suas moções e andamos aqui assim, parece, a falar de questões laterais quando
mais grave é que vamos ter aqui situações em que há bancadas que só apresentaram uma moção
e não vão conseguir discutir porque o tempo das 2 horas se está quase a esgotar.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, nós não vamos continuar esta, até porque
não íamos adiantar aqui e de facto a Mesa gere com bom senso; portanto vamos dar aqui um
equilíbrio de maneira e no sentido que todas as bancadas até porque de fato é um conjunto de
moções é verdade não vai, nós temos nesta altura 20 minutos portanto não vai ser possível
apreciar todas as moções como é compreensível, nós vamos portanto na oitava e temos 16
estamos em metade, 16 com uma declaração política no meio, bom mas a mesa vai gerir com bom
senso portanto é claro que a distribuição de tempos vai ser diferente tem ajustamentos
necessários à composição da Assembleia e portanto vamos dar mais um bocadinho ao PS que
utilizará com a melhor parcimónia; ora portanto nesse sentido eu pergunto se há mais alguma
intervenção? Algum pedido de intervenção? Não, então tem a palavra o proponente se faz favor.”
Nuno Pombo, da CDU, disse: “Bom, eu agradeço as palavras do Sr. Samuel Cruz pelo
esclarecimento que aqui prestou; claramente que é um investimento aquém e insuficiente para
aquilo que as populações e utentes da Transtejo necessitam; 2 milhões é claramente insuficiente
portanto por uma questão de rigor podemos claramente substituir a expressão «não saiu do
papel» por «até ao presente a população não sentiu quaisquer melhorias». Portanto nesse sentido
na página dois logo no fim do 1.º parágrafo, portanto a comissão foi constituída à muito pouco
tempo claramente é um indicador da insatisfação do descontentamento e as quase 4 mil
assinaturas relativamente a este problema é bem exemplificativo da insuficiência dos 2 milhões de
euros e portanto provavelmente nem sequer os 10 milhões de euros serão necessários para voltar
a dar dignidade às pessoas e acho que é fundamental e cá estaremos para essa luta que na
Assembleia da República discutamos esta questão, obrigado.”

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Muito bem, está bem, sim senhor Samuel, estamos
aqui para construir, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “O Partido Socialista aceita a nova proposta de redação com a alteração
de uma única palavra que é em vez de ser, não sentiu «quaisquer» é não sentiu «ainda»; é
substituir «quaisquer» por «ainda».
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Muito bem, Sr. Presidente da Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “De facto apenas introduzir mais uma questão da
reflexão há pouco da minha intervenção inicial perante a comissão de utentes não o ter dito mas
agora perante a exposição e o debate que se seguiu parece-me evidente que de facto não
podemos admitir que esta situação volte a suceder; isto é, não é normal que para reabilitar uma
frota de navios seja necessário os 10 milhões de euros; portanto isso era insustentável a prazo e
há aqui de facto uma situação, podemos dizer assim, extraordinária relativamente à manutenção
de embarcações por isso o que se pede ao Governo e à empresa é que portanto não deixem a sua
frota portanto sem manutenção para que depois passados vários anos tenha que se investir nesta
dimensão e com todos os problemas que existem porque apesar daquilo que já foi exposto a
verdade é que essas ações de manutenção ainda nem sequer começaram ou, se começaram,
ainda não tiveram efeitos práticos, digamos assim, nas reposições das carreiras; por isso de facto o
que também exigimos é que esse investimento seja concretizado mas que seja também no tempo
devidamente calendarizado para que não volte a suceder, muito obrigado Sr. Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal, disse: “Vamos colocar à votação com esta alteração, 2.ª
página final do 2.º parágrafo e ficamos, até ao presente não sentiu melhorias, sendo assim vamos
à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição n.º 7/XI/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada por unanimidade.”
II.8. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «É urgente desbloquear o processo de
construção do Hospital no Concelho do Seixal» subscrita por Rui Algarvio.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte é uma
moção, «É urgente desbloquear o processo de construção do Hospital no Concelho do Seixal» é do
grupo municipal da CDU subscrita por Rui Algarvio que tem a palavra se faz favor.”

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Rui Algarvio, da CDU, leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 8.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ora então muito bem; Intervenções? Marlene
Abrantes se faz favor.”
Marlene Abrantes, do CDS-PP, disse: “Eu penso que esta moção tem aqui um lapso temporal
porque esqueceram-se de mencionar que foi assinado um acordo em 2009 ainda pelo Governo PS
na altura e a ministra era Ana Jorge, falta mencionar essa parte? E depois relativamente, eu penso
que a apresentação da moção não deveria ser leitura da moção, como aconteceu agora deveria
ser uma apresentação, se já foi enviado por e-mail.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? André Nunes se faz favor.”
André Nunes, do PAN, disse: “ O PAN tinha preparado para hoje uma recomendação sobre a
criação de um gabinete municipal de nutrição e a figura de nutricionista municipal, mas antevendo
que não vai ser possível votar essa recomendação hoje e uma vez que o assunto está relacionado
com a questão da saúde, nós gostaríamos de tentar saber, uma vez que haverá no POD um ponto,
a saber o ponto 15, que nos merece algumas reservas, mas gostaríamos de saber de que forma é
que num milhão e meio de euros poderá eventualmente haver parte dessa verba para esta
temática do gabinete municipal de nutrição e a figura de nutricionista municipal, isto não obstante
nós estarmos totalmente favoráveis a esta moção apresentada pela CDU.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções, se faz favor? Samuel Cruz.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Deixando os considerandos e referir-me apenas àquilo que é a
deliberação, dizer que não me parece que do ponto de vista político ou há desconhecimento ou
então existe alguma má-fé porque exigir a abertura imediata do concurso público para a definição
do projeto de arquitetura e especialidades técnicas do hospital do Seixal é desconhecer, e a
bancada do Partido Comunista Português não o pode desconhecer, porque tem entre os seus
elementos o membro da Assembleia Paula Santos que fez diretamente a questão ao Sr. Ministro e
em que o Sr. Ministro lhe disse que sobre esta matéria a matéria de investimento o Ministro frisou
que ainda esta semana será lançado o despacho de autorização para o concurso do hospital do
Seixal, Distrito de Setúbal, seguindo-se os de Sintra e Évora esta resposta foi dada em sede de
comissão a uma deputada da Assembleia da República que por sinal é membro da vossa bancada,
portanto o desconhecimento desta matéria não aproveita fazer este tipo de exigência só pode ser
por má-fé, 2.º ponto: dizer que reafirmar a necessidade do cumprimento do compromisso, os
compromissos derivam da nossa vontade e ninguém tem dúvidas que existe vontade política do
Partido Socialista de realizar o hospital no Concelho do Seixal, foi assim com Correia de Campos
com o estudo da ANTARES quando passou o hospital do Seixal à frente do hospital de Faro,
também desta vez o hospital do Algarve porque é importante para o País mas não é importe para
os cidadãos nacionais foi abandonado já por este Governo, foi assim com Ana Jorge quando se deu
num momento ainda à frente o estudo da 1.ª vez que comentou a necessidade do hospital do
Seixal e foi assim com Ana Jorge em 2009 quando veio assinar com o então Sr. Presidente de
Câmara essa necessidade e portanto a vontade política existe a vontade política está
documentada e durante 2018 certamente vamos ter o início ou pelo menos o lançamento do
concurso para a construção do hospital do Seixal, há… só dizer uma coisa que é uma sugestão
muito rápida ao Sr. Presidente da Câmara e mais à frente vamos discutir um supere avido porque
é uma receita não esperada de 10 milhões de euros, a Câmara de Sintra está aqui uma notícia que
diz assim: Câmara de Sintra admite financiar com 29,6 milhões de euros para um novo hospital de

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Ata n.º 7/2017
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proximidade em Sintra, a construção do hospital de proximidade em Sintra vai ser financiado na


totalidade pelo município, o Sr. Presidente do município prevê 29,6 milhões de euros na
concessão e construção do hospital de proximidade de Sintra porque a saúde financeira da
autarquia assim o permite, não estou a dizer para o Sr. Presidente pagar o hospital do Seixal mas
se o ajudar certamente que toda a população, como faz o autarca de Sintra, vai ter mais
rapidamente no Seixal e o que é mais importante é que a população tenha muito rapidamente o
seu hospital.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Pronto agora é que está esgotado; Samuel agora é
que esgotou; também estamos a acabar; ora muito bem, mais intervenções? Vítor Cavalinhos se
faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Eu nem sequer vou falar sobre a moção que o BE vai votar a favor
dela, vou só gastar o resto do tempo que o Bloco tem para dizer que isto há-de ser outra matéria
para a gente discutir no regimento, porque lá estamos nós, às 11 horas, não acabamos as moções
todas; por exemplo, o BE apresentou uma moção e ela nem sequer, e ainda por cima não tem a
ver com o limite temporal tem a ver com o 25 de novembro e com o aniversário e é uma
manifestação contra a violência doméstica; portanto essa moção não terá hipótese de ser aqui
discutida e bem como uma série de outras moções do PAN; portanto este problema nós em sede
de regimento teremos ocasião de propor coisas alterações a este modelo de funcionamento que
de facto fala-se, ainda na anterior Assembleia Municipal, bom senso e depois o bom senso os
partidos é evidente têm toda a liberdade de fazer isso, será que talvez o BE há-de, se calhar, se
isto continuar, alguma vez manda por e-mail algumas 30 ou 40 moções e que se lixe a taça; se
calhar teremos que fazer assim, há uma moção sobre tudo e mais alguma coisa faremos uma série
delas a partir do momento em que é convocada a Assembleia Municipal enviamos por e-mail e
depois isto não leva a lado nenhum; achamos nós que isto tem que ser mudado do nosso ponto de
vista e faremos as propostas nesse sentido, importante acho que objetivamente há aqui uma
limitação da democracia mas agente trataremos nesse sítio disso no sítio próprio e depois esse
debate tê-lo-emos aqui na Assembleia Municipal, acho que isto de facto revela este
funcionamento é de facto uma, é injusto e é injusto no caso concreto do BE, não é a primeira vez
que isso acontece mas isto ade ter um fim.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Paulo Silva, e depois Rui
Belchior.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Sobre esta questão eu acho que é uma das situações que temos que
ver no regimento, noutro dia no final da reunião de Líderes em conversa que tive com o Rui
Belchior Líder da bancada do PSD falei sobre isto, que era uma das situações que tínhamos que
rever numa troca de impressões que tivemos nalgumas questões sobre o regimento portanto ele é
testemunha que alertei para esta situação e que podia acontecer uma situação como esta, não me
lembro de nenhuma Assembleia em que ficasse tantas moções para discutir como vão ficar hoje
mas penso que é urgente se ver uma distribuição dos tempos por todas as bancadas relativamente
às moções para que todos tenham possibilidade de apresentar moções e não haver uma situação
em que uma bancada mande logo 10 moções e se esgote o tempo a discutir, não vou às 50 como o
Vítor Cavalinhos disse porque não é necessário, eu penso que bastam 10 moções nem tantas se
calhar 6 ou 7 e consegue-se monopolizar o tempo e isso é uma das questões que temos que se ver
no próximo regimento.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:“ Rui Belchior, Rui Mendes se faz favor.”

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Rui Mendes, do PSD, disse: “Bem, o PS mostrou aqui vontade de fazer o hospital, mostrou
vontade e disse que essa vontade já existe há vários anos; bem vontade é querer mas querer não
é poder e vamos aguardar; o PSD vai aguardar que durante este mandato efetivamente o hospital
vá para a frente e que efetivamente seja feito; não podem existir dúvidas como têm vindo a
aparecer às vezes, que o PSD é a favor da construção de um hospital no Seixal, é a favor da
construção de unidades hospitalares que sejam necessárias no nosso Concelho, face à conjuntura
política dos últimos anos considerávamos e consideramos que os centros de saúde de Amora e de
Corroios estavam mais urgentes e eram mais urgentes que a construção do hospital; os votos
contra do PSD nos últimos 4 anos face à questão do hospital do Seixal nada tem a ver com a nossa
vontade de que ele seja feito mas sim com a forma como as moções eram feitas e como e ao seu
conteúdo a forma desta moção e o conteúdo desta moção é aprovada pela bancada do PSD, muito
obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não, então tem a palavra o
proponente se entender; também não? Sr. Presidente da Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “De fato nesta matéria eu penso que também temos
que procurar dar os consensos necessários para de acordo com os nossos procedimentos políticos
podermos ter o hospital mais cedo, eu penso que o Partido Socialista, é a minha opinião, deve
tentar tudo fazer dentro da sua estrutura para que o Sr. Secretário de Estado do orçamento liberte
as verbas para podermos avançar com os projetos, já referiu que o Sr. Ministro iria desbloquear
esta semana, assim esperemos assim esperemos que aconteça, também já temos o Sr. Primeiro-
ministro a dizer que em junho iria anunciar o hospital, disse-me a mim disse perante a
comunicação social agora foi o Sr. Primeiro-ministro que disse a uma deputada, acreditamos no Sr.
Primeiro-ministro acreditamos no seu Secretário de Estado queremos acreditar, mas de fato neste
momento precisamos mais do que palavras precisamos de ações e nessa perspetival ficamos até
ao final da semana à espera uma vez mais para que de facto as palavras condigam com as ações, é
a nossa história, muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação esta moção, ”É urgente
desbloquear o processo de construção do Hospital no Concelho do Seixal”.
Aprovada a Tomada de Posição n.º 8/XI/2016 por maioria e em minuta com:
• Vinte e seis (26) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente de Junta de Fernão Ferro: 1
• Onze (11) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do PSD, do BE, do PAN, do CDS e do Presidente de Fernão Ferro, os votos contra do
PS, declaração de voto, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “O Partido Socialista é naturalmente a favor da construção do hospital
apenas vota contra a moção porque acha que a forma de luta do Partido Comunista nesta
Assembleia, e não só nesta Assembleia, até certo ponto pouco leal, e nessa medida não gera boas
vontades e isso não é positivo e não ajuda a que no Concelho do Seixal seja feito.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma declaração de voto? Não, não há mais
nenhuma declaração de voto, então está terminado, porque esgotou o tempo, as moções os
documentos seguintes não podem ser apresentados e portanto vamos fazer um intervalo de 10
minutos.”

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.


III.1. Eleição do 1º Secretário da Mesa da Assembleia Municipal.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O primeiro ponto da ordem do dia é a eleição do
1.º secretário da Mesa da Assembleia Municipal no quadro que também é do conhecimento de
todos na sessão de funcionamento foi apresentada a resignação do 1.º Secretário eleito Custódio
Carvalho, vamos proceder à eleição, a proposta é Américo Augusto de Oliveira da Costa. Vão ser
distribuídos os boletins de voto, agradecia que preenchessem. A metodologia, para ser mais
prático, eu iria chamar por bancadas, sem necessidade de chamar um a um.
(Realizou-se a votação e a contagem de votos)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Podemos anunciar a votação: 29 a favor, 1 contra e
7 brancos e, nesse sentido, agradecendo a disponibilidade do Custódio Carvalho, iremos fazer aqui
esta mudança de Mesa com a chamada do Américo Costa para a mesa, se faz favor”.
Deliberação nº 1/XII/2017: Por resignação ao cargo do 1º Secretário da Mesa da Assembleia, eleito
na 1ª reunião de funcionamento, foi eleito para o mesmo cargo, Américo Augusto de Oliveira da
Costa, em escrutínio secreto, com 29 votos a favor, 1 voto contra e 7 votos em branco.
III.2. Ata da 4ª Sessão Ordinária, de 18 de setembro de 2017 – Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 10).
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Há alguma questão a colocar? Não havendo, dar a
indicação, para procedermos à votação individual, das atas que em relação ao ponto III.2 não
podem votar por não terem estado presentes naquela reunião: da CDU, Ana Inácio, Maria João
Santos, Maria Júlia Freire, Nuno Pombo, Rui Algarvio e Rosária Antunes; do PS, Angelina Pereira,
Bruno Barata, Célia Cunha, Jorge Freire, Sara Lopes, Samuel Cruz, Sérgio Ramalhete e Tomás
Santos; do PSD, Duarte Correia e Rui Mendes; do Bloco de Esquerda, Sandra Sousa; do PAN, André
Nunes; do CDS/PP, Marlene Abrantes. Não estiveram porque não eram eleitos sequer. Em relação
à ata de 18 de setembro, não havendo nenhuma questão, nem oposição, consideramos esta ata
aprovada”.
Aprovada a Deliberação n.º 2/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Dezassete (17) votos a favor dos seguintes eleitos:

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- Do grupo municipal da CDU: 10


- Do grupo municipal do PS: 3
- Do grupo municipal do PSD: 2
- Do grupo municipal do BE: 2
Não votaram por não terem estado presentes na sessão a que a ata respeita os seguintes
elementos: da CDU, Ana Inácio, Maria João Santos, Maria Júlia Freire, Nuno Pombo, Rui Algarvio e
Rosária Antunes; do PS, Angelina Pereira, Bruno Barata, Célia Cunha, Jorge Freire, Sara Lopes,
Samuel Cruz, Sérgio Ramalhete e Tomás Santos; do PSD, Duarte Correia e Rui Mendes; do BE,
Sandra Sousa; do PAN, André Batista; do CDS-PP, Marlene Abrantes e o Presidente da Junta de
Freguesia de Fernão Ferro, Carlos Reis.
III.3. Ata da 1ª Reunião de Funcionamento, de 23 de outubro de 2017 - Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 11)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não podem votar a ata da 1.ª reunião de
funcionamento: da CDU, Américo Costa, Maria João Santos e Nuno Pombo. Do CDS/PP, Marlene
Abrantes. Não havendo nenhuma questão, nem votos contra ou abstenções, consideramos
também esta ata aprovada”.
Aprovada a Deliberação n.º 3/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e dois (32) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 9
- Do grupo municipal do PSD: 3
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
Não votaram por não terem estado presentes na reunião a que a ata respeita os seguintes
elementos: da CDU, Américo Costa, Maria João Santos e Nuno Pombo e do CDS-PP, Marlene
Abrantes.
III.4. Constituição de Grupo de Trabalho para apresentação de Proposta de Regimento da
Assembleia Municipal.
(Documento anexo à ata com o número 12)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A proposta que é colocada à vossa consideração foi
a proposta vinda da reunião de líderes, ou seja, da primeira reunião dos eleitos em representação
dos primeiros nomes de cada força política. A proposta é que o grupo de trabalho com um
calendário que tem a apresentação de propostas dos membros da Assembleia através dos grupos
políticos até ao dia 22, com reunião do grupo de trabalho a 24 e também este calendário é para
objectivo, naturalmente, vamos conseguir com certeza que a apreciação e aprovação do
Regimento tenha lugar em Assembleia Municipal a convocar para o dia 4 de dezembro. Portanto,
o calendário que temos, eu repito: 22/11 propostas, 24/11 reunião de líderes e 4 de dezembro
reunião da Assembleia Municipal que terá este ponto e outro ponto que é a estrutura e

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Ata n.º 7/2017
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constituição das comissões da Assembleia Municipal, comissões permanentes e comissões


específicas que se venham a constituir. Nesse sentido, e falta dizer o importante ou melhor o
conteúdo do grupo de trabalho, composição, a proposta que ele seja constituído pela Mesa da
Assembleia e pelos líderes dos grupos municipais. É um grupo de trabalho que tem o propósito
fundamental de ter um regimento, outra coisa não seria, digamos, o adequado ter um regimento
que se seja consensual, o nosso guião de trabalho, em termos funcionais da Assembleia Municipal
para o mandato. Repito proposta, mesa e os líderes dos grupos municipais que coloco à vossa
consideração. Não sei se querem alguma intervenção sobre esta matéria ou alguma consideração?
Não havendo coloco à votação”.
Aprovada a Deliberação n.º 4/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Esta proposta do grupo de trabalho foi aprovada
por unanimidade. Passamos então, para um conjunto de eleições que tem a ver com o quadro de
competências da Assembleia Municipal. A primeira no ponto III.5) que é a eleição de um delegado
e de um suplente, de entre os Presidentes das Juntas de Freguesia, para representação em
Congressos da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Há um Congresso já convocado
para 9 de dezembro. É o Congresso electivo que já tem programa, irá decorrer em Portimão e para
além de ser o Congresso o primeiro do mandato e portanto, a eleição dos órgãos sociais da
Associação Nacional de Municípios Portugueses: Conselho Directivo, Conselho Geral e Conselho
Fiscal. Tem também três temas em debate: descentralização, transferência de competências,
finanças locais e Quadro Comunitário de Apoio Portugal 2020. Este é um ponto, primeiro. Depois
temos o ponto III.6. que é a eleição de um membro de entre os Presidentes das Juntas de
Freguesia para o Conselho Municipal de Educação do Seixal, decorre do regulamento do Conselho
Municipal e saltando para o III.8. que tem a ver também com as Juntas de Freguesia que é a
designação no quadro legal de até 5 representantes das juntas de freguesia para a Comissão
Municipal de Defesa da Floresta e também o entendimento que tivemos na reunião de lideres é
de que estas propostas fossem apresentadas pelas juntas de freguesia e é neste quadro que eu
vos apresento as propostas que entraram na mesa. Eu sugeria que fizéssemos a apreciação em
conjunto destes três pontos, se não virem inconveniente. Nesse sentido, a proposta do ponto III.5
que é a eleição de um delegado e de um suplente, de entre os Presidentes das Juntas de
Freguesia, para representação em Congressos da Associação Nacional de Municípios Portugueses,
a proposta subscrita pelos quatro Presidentes de Junta, o efetivo é António Manuel Oliveira
Santos, suplente Eduardo Manuel Brito Rosa. Para o ponto III.6. eleição de representantes da
Assembleia Municipal no Conselho Municipal de Educação do Seixal: Manuel Ferreira Araújo.

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Proposta também subscrita pelos Presidentes de Junta. A outra que é o ponto III.8. eleição de
representantes das freguesias do concelho na Comissão Municipal de Defesa de Floresta os nomes
propostos é: Manuel Ferreira Araújo, Eduardo Manuel Brito Rosa, Carlos Manuel Silvestre dos
Reis, António Manuel Oliveira Santos e José Alberto Gonçalves de Almeida, é também subscrita
pelos quatro Presidentes de Junta. Nesse sentido, as propostas que eu apresentei já tinham sido
remetidas também aos grupos municipais. Coloco à vossa apreciação e também em termos de
método de votação com os boletins de voto que foram preenchidos. Se entenderem alguma
consideração naturalmente que isso está em aberto, com a distribuição de boletins de voto estão
a proceder à votação e faremos uma votação conjunta com a mesma metodologia por bancada.
Alguma consideração prévia que queiram colocar? Não! Portanto, podem proceder ao
preenchimento dos boletins de voto. Nós estamos a votar o ponto III.5, III.6, e III.8, sendo certo
que já têm o boletim de voto para o III.7. Se acham que temos condições, mas isso tem que haver
entendimento das bancadas, se temos condições para também proceder à votação ao
preenchimento do boletim do ponto III.7. que é a eleição para o Conselho Local de Ação Social do
Seixal que há duas listas, daí o boletim de voto ser lista a) e lista b). Havendo o entendimento de
que esta metodologia pode ser seguida, ou seja, as quatro votações, ponto III.5, III.6., III.7 e III.8
estando preenchidos os boletins estará nesta altura, excepto o meu. Vamos chamar por bancadas.
São quatro boletins de voto. Enquanto o núcleo de apoio faz a contagem, ainda vai demorar um
bocadinho, que nós prosseguíssemos e depois anunciamos. Nesse sentido, então passamos para o
ponto III.9”.
III.5. Eleição de um delegado e de um suplente, de entre os Presidentes das Juntas de Freguesia,
para representação em Congressos da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
(Documento anexo à ata com o número 13)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A proposta do ponto III.5 é
Deliberação nº 5/XII/2017: Eleitos, como delegado efetivo, António Manuel de Oliveira Santos e,
como suplente, Eduardo Manuel de Brito Rosa, com 28 votos a favor e 9 votos em branco.
III.6. Eleição de um membro de entre os Presidentes das Juntas de Freguesia para o Conselho
Municipal de Educação do Seixal.
(Documento anexo à ata com o número 14)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “
Deliberação nº 6/XII/2017: Eleito Manuel Ferreira Araújo, com vinte e oito votos a favor e 9 votos
em branco.
III.7. Eleição de um Membro da Assembleia Municipal do Seixal para o Conselho Local de Ação
Social do Seixal.
(Documentos anexos à ata com os números 15 e 16)
Deliberação nº 7/XII/2017: Foram apresentadas duas candidaturas identificadas com lista A e lista
B, tendo vencido a lista A, com 17 votos, contra 16 da lista B e 4 votos em branco. A lista A
correspondia à candidatura de Maria João Evaristo de Oliveira Santos.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “

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Ata n.º 7/2017
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III.8. Designação de até cinco (5) representantes das freguesias para a Comissão Municipal de
Defesa de Floresta.
(Documento anexo à ata com o número 17)
Deliberação nº 8/XII/2017: Foram eleitos Manuel Ferreira Araújo, Eduardo Manuel de Brito Rosa,
Carlos Manuel Silvestre dos Reis, António Manuel de Oliveira Santos e José Alberto Gonçalves de
Almeida, em escrutínio secreto, com 27 votos a favor, 1 voto contra e 9 votos em branco.
III.9. Designação de quinze (15) cidadãos de reconhecida idoneidade para o Conselho Municipal
de Segurança – Distribuição da representação. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 18)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O que nós vamos aqui hoje aprovar é a
representação que as forças políticas indicarão até 22/11, é também o calendário que acertámos e
a partir dai, a deliberação fica completa e as pessoas indicadas tomarão posse na Assembleia
Municipal de 4 de dezembro. Ora sendo assim, pergunto se há alguma consideração? Não
havendo vamos colocar á votação”.
Aprovada a Deliberação n.º 9/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
III.10.Designação de quatro (4) pessoas para a Comissão Alargada de Proteção de Crianças e
Jovens em perigo do Seixal – Distribuição da representação. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 19)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Porque é que no ponto III.9 são cidadãos de
reconhecida idoneidade? Isto é o que está na Lei! Claro que as pessoas que vão participar na
Comissão de Proteção de Crianças e Jovens serão, naturalmente, cidadãos e pessoas idóneas. O
que é que aqui também na reunião de líderes entendemos? Uma distribuição de um
representante, a pessoa a designar pela CDU, PS, PSD e Bloco de Esquerda. Aqui não era possível
alargar mais esta representação. A representação e distribuição é esta: uma pessoa a designar por
cada uma dessas forças políticas e vamos seguir também o mesmo calendário. Indicação até dia
22/11, aqui não é necessário tomada de posse. A Assembleia Municipal com a indicação que cada
força política irá remeter, fará depois chegar à Comissão de Protecção e a tomada de posse destes
membros que integrarão a Comissão Alargada, tomarão posse na Comissão Alargada. Neste
sentido, pergunto se há alguma consideração? Não havendo vamos colocar à votação”.
Aprovada a Deliberação n.º 10/XI/2016 por unanimidade e em minuta com:

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

• Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:


- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Está também aprovado por unanimidade”.
III.11.Grandes Opções do Plano e Orçamento 2017. 2ª revisão (alínea a) do n.º 1 do art. 25º do
Anexo à Lei nº 75/2013 de 12 de setembro, atualizado pela Lei n.º 42/2016 de 28 de
dezembro, que alterou a Lei n.º 169/99 de 18 de setembro). Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 20).
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o Sr. Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Trazemos a esta Assembleia Municipal a 2.ª revisão do
orçamento de 2017, trata-se em grande medida da inclusão da restante parte de saldo de gerência
que ainda não tinha sido utilizado no presente ano, para além de outras receitas que já tiveram
uma execução acima daquilo que era expetável no início de 2017. Com esta revisão orçamental
vamos poder antecipar principalmente pagamentos de dívidas que a Câmara Municipal tem, isto
é, quer relativamente à Simarsul, quer à ADSE, com esta revisão orçamental nós iremos pagar
cerca de 5 milhões e meio de verbas que estavam previstas serem pagas no próximo ano de 2018
e nessa perspectiva iremos antecipar esses pagamentos. A ADSE trata-se então de antecipar um
ano, relativamente ao plano que tinha sido acordado com a ADSE. Já sobre a Simarsul trata-se de
liquidar completamente todas as dívidas que temos a esta entidade, no final de 2017 se for essa a
decisão da Assembleia Municipal ficaremos no final de 2017 com todas as dívidas pagas à Simarsul
num plano que iniciou em 2012 com uma divida de cerca de 13 milhões de euros. Para além disso,
vamos também poder reforçar alguns aspetos relacionados com o funcionamento corrente dos
serviços, energia, serviços postais, mesmo a própria Amarsul e Simarsul, com alguns acertos
decorrentes do aumento, quer da deposição de resíduos, quer um aumento caudal tratado e ainda
conseguiremos investir também cerca de 1 milhão de euros, quer nos quarteis de bombeiros, no
caso em concreto alocando mais verbas para o Quartel de Fernão ferro e para o Quartel de
Amora, também obras do movimento associativo, o projecto «reabilite o seu prédio» e ainda uma
rubrica para podermos dar sequência ao esforço que vamos fazer, no sentido de dar apoio ao
modelo governamental de realojamento social. Sr. Presidente da Assembleia Municipal
basicamente esta é a justificação para esta segunda revisão orçamental, mas ela só é possível e eu
gostaria também de destacar isso face ao elevado cumprimento que estamos a desenvolver do
nosso orçamento do ponto de vista da receita e isso tem benefícios evidentes para podermos por
um lado reforçar o investimento, por outro conseguir antecipar o pagamento de divida do
município”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções? Bruno Barata, se faz favor”.

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Bruno Barata, do PS, disse: “O Partido Socialista regista e saúda com muito apreço que a
recuperação económica no país tenha permitido este efeito de contágio muito positivo nas
receitas do município que permite antecipar os pagamentos da divida, prática aliás do Governo
Socialista que tem feito com a divida publica portuguesa para diminuir os encargos com os juros
da divida. No que respeita concretamente esta revisão do orçamento, esta alteração orçamental
proposta, o Grupo Municipal do Partido Socialista gostaria de obter alguns esclarecimentos com
maior detalhe do que aqueles que o Sr. Presidente informou. Antes disso, queria também dar nota
que estas alterações orçamentais para terem uma visão integrada e completa deveriam
apresentar um quadro síntese, para não obrigar a uma leitura exaustiva de departamento a
departamento, mas um quadro síntese que tivesse as rubricas todas que permitisse aos deputados
municipais fazer uma leitura de conjunto, tanto do lado da receita, como do lado da despesa.
Portanto, apelamos a essa maior transparência para a leitura da informação. Sobre as questões,
em concreto, no departamento do desenvolvimento social e desporto verifica-se um reforço de
580 mil euros que corresponde a 41% da dotação atual referente a estas transferências para
instituições sem fins lucrativos que é assim que se chama a rubrica, importa esclarecer que
instituições serão contempladas com este reforço de 580 mil euros. No departamento de obras e
equipamentos e espaço público verifica-se um reforço de 633 mil 839 euros, um acréscimo de 32%
face à dotação atual na rubrica de outros serviços. Como se trata de uma rubrica residual,
gostaríamos que o Sr. Presidente concretizasse que serviços serão pagos, contratados com este
reforço pouco mais de um mês e meio de encerrar o ano económico. No departamento de
ambiente e serviços urbanos, verifica-se também um reforço de 600 mil euros, ou seja, 31% face à
dotação actual e também no departamento de ambiente e serviços urbanos verifica-se 400 mil
euros nos outros serviços e portanto, a rubrica outros serviços feitas as contas totaliza
praticamente 1 milhão e 400 mil euros e não está especificado, isto é a soma dos vários
departamentos e gostaríamos de ter mais detalhe sobre esta alteração orçamental”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Vitor Cavalinhos, se faz favor”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “O Bloco de Esquerda votou no executivo municipal a favor desta
revisão orçamental e fará o mesmo aqui hoje. De qualquer modo, queríamos colocar aqui algumas
questões e esclarecimentos que do nosso ponto de vista deviam ser aqui prestados. Em Abril esta
Assembleia Municipal aprovou a 1.ª revisão orçamental no valor de 10 milhões de euros, cerca
disso, e a razão de ser dessa revisão orçamental é contemplar um número elevado de
investimentos e o que nós queríamos aqui saber e questionar o Sr. Presidente, queríamos saber o
grau de cumprimento dos objetivos da 1.ª revisão orçamental de abril, o que é que foi feito? Como
é o andamento e como é que está o que foi feito, objectivo por objectivo dessa revisão orçamental
de abril, era uma questão que queríamos colocar ao Sr. Presidente que informasse esta
Assembleia Municipal como é que essas verbas que foram divididas de acordo com os
investimentos que também aqui foram aprovados, como é que as coisas estão a correr? O Bloco
de Esquerda não é contra o pagamento antecipado de divida, ainda por cima se permitir poupar
juros, mas segundo o que nos é dado a perceber esse caso só se aplica à Simarsul porque no resto
de toda esta revisão orçamental os pagamentos antecipados não pressupõem uma antecipação e
uma poupança de juros e portanto, a questão que nos apetece aqui colocar é qual é a pressa? Esta
questão tem que originar uma resposta. Nós pensamos que a opção pela antecipação do
pagamento de dívida reduz as verbas sem investimento e o Bloco de Esquerda defende que se
devia privilegiar o investimento e pagar as dívidas nos prazos estipulados e precisávamos de ter o
balanço destas duas realidades e informações e um esclarecimento rigoroso sobre isso. Achamos

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

que não havendo a necessidade de poupar nos juros esta verba que ao fim ao cabo, estes 10
milhões da 2.ª revisão orçamental são fundamentalmente para pagar dívidas e achamos que uma
parte substancial desta devia-se ter como objectivo o investimento em obras sociais, em obras
que melhorassem a qualidade de vida dos cidadãos, era isto que queríamos dizer”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Paulo Silva, se faz favor”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “A CDU regista com muito agrado a melhoria da situação financeira da
Câmara, fruto da gestão de excelência que está a ser efetuada que se repercute nesta revisão
orçamental, pela qual se antecipe a divida e com isso se poupa dinheiro em juros, dinheiro que
depois pode ser aplicado em investimento. Portanto, é agora aqui uma questão de poupança,
possivelmente e quem conhece até esta realidade não daria agora para se estar a avançar com
investimentos e por isso a antecipação da divida relativamente à divida do próprio ano libertando-
se já o orçamento de 2018, do peso desta divida que é paga em 2017, portanto vai ser verba que
depois seria para a divida em 2018 e que aí assim, poderá ser certamente para investimento.
Também a questão do apoio ao movimento associativo que tem sido uma realidade ao longo do
último mandato e que vai continuar nesta, também o apoio aos quarteis dos bombeiros de Fernão
Ferro e de Amora e esta verba pode fazer o realojamento social e pegue nas palavras que o Sr.
Presidente teve no Período Antes da Ordem do Dia na discussão de uma moção, temos que fazer
mais e falar menos e o Sr. Presidente deu o exemplo quanto a este aumento desta verba para o
realojamento social”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Belchior, se faz favor”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “Saudamos a recuperação económica e financeira do município,
saudamos igualmente o pagamento antecipado da dívida aos credores e nós vamos ter uma
posição de abstenção porque as opções que o município vai tomar ao nível da aplicação do
dinheiro é sempre uma opção política e nós nessa medida entendemos que a abstenção será o
voto mais adequado. Todo modo e sem prejuízo de sair aqui um bocadinho fora da normalidade
do ponto, eu espero que esta contenção financeira, ou esta recuperação, também não seja à custa
ou em prejuízo no desleixo e para utilizar agora um termo que está muito em voga de cativações
como faz o Estado, como faz o Governo, porque e se me permitir eu ia ler-lhe uma observação que
me fizeram chegar de um munícipe que diz o seguinte: a saga dos pavilhões municipais continua,
depois da interdição do pavilhão da escola Reis Silveira o ano passado e a aguardar ainda
resolução da interdição do pavilhão da escola Manuel Cargaleiro já este ano, da não aprovação do
pavilhão de Pinhal de Frades onde o árbitro da Associação de Futebol de Setúbal não deu um jogo
por terminado por deficientes condições do piso do pavilhão do Alto do Moinho e diz depois
assim, está num português um bocadinho complicado: é que é complicado jogar futsal quando o
piso tem um buraco onde cabe um pé, ou seja, com este vamos em quatro pavilhões onde não se
pode jogar futsal no nosso concelho, sobra neste momento a Escola Pedro Eanes Lobato e do
Torrense, será que esta é boa gestão municipal? O investimento no desporto que este executivo
tanto apregoa? Para treinar, os clubes do concelho já têm que sair do mesmo para o fazer, pois
não há espaços que cheguem no Seixal. Qualquer dia os clubes do Seixal passam a jogar todos em
Almada; uma coisa tenho a certeza, no mundo do futsal o Seixal já é chacota nacional e com isto
termino, naturalmente que alguns destes pavilhões serão competência do Poder Central, mas
aguardava também os seus esclarecimentos a este propósito”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz se faz favor”.

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Samuel Cruz, do PS, disse: “Esta questão o euro, a dívida, a banca, é preciso romper com os
constrangimentos e desenvolver o concelho, isto é um título de um livro das edições «avante»,
onde diz concelho, deve-se entender país mas de facto, é um problema a divida que não permite
desenvolver um concelho e portanto, eu acho que talvez a criação de uma comissão eventual no
seio da Assembleia Municipal para avaliação e acompanhamento do endividamento pudesse
resolver o problema mas sem pressas, isto não é preciso pressas e acho até que devia incluir
professores universitários, professores com experiência profissional, académica ou científica,
entidades externas e nomeadamente até estrangeiras. Também não sou eu que disse isso, parece
uma coisa um bocado rebuscada, devem estar a achar que este tipo está maluco, mas é o João
Oliveira o líder parlamentar do PCP que proferiu estas palavras. Aliás, até acrescentou que a dívida
é insustentável deve ser renegociada nos prazos, nos juros e montantes como o PCP vem
propondo desde abril de 2011. Aliás, esta questão da renegociação da divida, ou seja o não
pagamento que é isso que se quer dizer porque a negociação é um projecto que já foi apresentado
por oito vezes pelo PCP na Assembleia da República. Eu acho que estas propostas e devo dizer que
até tenho uma preferida é que eu acho que a dívida devia ser paga em escudos. A ideia não é
original quem diz que a dívida devia ser paga em escudos é o Carlos Carvalhas. Isto para dizer o
quê? Eu gostava que o Sr. Presidente da Câmara fosse coerente e que seguisse as propostas do
seu partido, pagarem em escudos, criar comissões eventuais com entidades estrangeiras e etc. e
que tivesse essa coragem de romper com os constrangimentos da divida, de afrontar a banca, de
não pagar, eu gostava porque era coerente mas devo-lhe dizer que gosto ainda muito mais que o
Sr. Presidente da Câmara adopte as politicas do PS porquê são essas que nós achamos que são
corretas e que merecem a nossa confiança e por isso vamos votar a favor”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu, sem intervir, 10 segundos, há aqui uma grande
diferença é que a dívida portuguesa e eu não estou a dizer que é deste Governo, é de 130% e o
endividamento do Seixal que está consolidado, como sabemos, é 70%, quase metade da dívida; é
daquelas contas, a gente pode fazer muitas, mas esta faz-se facilmente entre a sustentabilidade
do país e do Seixal, eu creio que não há diferença nenhuma. Há uma grande diferença! É o Paulo
Silva que vai intervir não é? Faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Dizer ao PS que aqui no Seixal afrontámos os motivos constituídos e
afrontámos quando não aceitámos a proposta que nos quiseram impor de um célebre PAEL e o
Partido Socialista era um dos que queria impor que nos aderíssemos ao PAEL e várias vezes falou
nisso, teria sido desastroso para os munícipes porque teríamos que aumentar a contribuição do
IMI para a taxa máxima, o aumento brutal da água e dos custos associados, não! Nós trilhámos o
nosso próprio destino através do PCO e hoje vocês estão aqui a reconhecer que estavam errados e
que nós tínhamos a razão do nosso lado e que a realidade demonstra como certos estávamos
quando recusámos a vossa ideia do PAEL para irmos para o PCO, mas também afrontámos quando
depois de termos outorgado com os bancos o PCO, avançámos para renegociações da taxa de
dívida e para condições mais vantajosas para os empréstimos. Sr. eleito Samuel Cruz, nós aqui
sabemos o que fazer e como gerir este concelho, com as melhores políticas e gostamos muito de
ver que o Partido Socialista vai vendo as políticas que se fazem no Seixal e vai copiando as mesmas
no Governo”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções para ver se fechamos. Samuel
Cruz, se faz favor”.

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

Samuel Cruz, do PS, disse: “Sr. Membro da Assembleia Municipal Paulo Silva a sua intervenção
enformou de duas faltas de correspondência com a realidade. Nunca o Partido Socialista no Seixal
defendeu o PAEL, outros fizeram-no que não o Partido Socialista, essa é a primeira diferença. Até é
fácil perceber porque é que nunca se defendeu isso e porquê que a Câmara também nunca
poderia recorrer ao PAEL é que não chegava, o nível de endividamento era tão grande que o
recurso ao PAEL não chegava e portanto, não atire areia para os olhos porque não vale a pena e
também sobre essa matéria, não atiro areia para os olhos das pessoas acerca de qual seria o custo
da água. O que as regras do PAEL diziam é que o custo da água deveria refletir o seu custo de
exploração, não era que tinham que aumentar indefinidamente e não queira comparar o custo da
água em Lisboa que é transportada água de má qualidade captada em Castelo de Bode, na
margem norte no geral é transportada até Lisboa com custos naturalmente elevadíssimos com a
água que é consumida no concelho do Seixal, captada no seu subsolo com elevada qualidade
porque isso é tentar enganar os mais incautos, mas nós somos preparados e connosco não passa”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O Sr. Presidente vai esclarecer mas já agora uma
nota até porque acompanhei isto na Associação Nacional de Municípios; o quadro do PAEL era
apenas para pagamento de dívida a fornecedores e não consolidação de financiamentos
bancários, daí a limitação do PAEL, não era o problema de não chegar ao montante mas é no
quadro do PAEL. Aliás, isto na altura foi muito discutido como sabem pelos municípios para além
do modelo tinha esta profunda limitação de não permitir a consolidação orçamental. Mais
intervenções? Creio que não há, então tem a palavra o Sr. Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Sobre as questões iniciais sobre as rubricas, eu penso
que apanhei de certa forma os três grupos que o Sr. eleito do PS aqui colocou. Em primeiro lugar,
dizer que, relativamente ao reforço do movimento associativo, tratam-se de 280 mil euros para
apoiar obras e intervenções de várias coletividades e 300 mil euros para o tal apoio municipal ao
programa governamental de realojamento social. Portanto, essa rubrica comporta os tais 580 mil
euros. Sobre os 633 mil euros, são uma verba de reforço de iluminação pública e sobre os
restantes tem a ver com a necessidade que temos na área do ambiente e salubridade de fazer face
ao período próximo de natal e ano novo, de reforço das equipas operacionais de higiene urbana.
Portanto, será necessário reforçarmos e nesse sentido, essas são as rubricas que estão previstas
para a divisão de ambiente e salubridade. Sobre as questões que o Bloco de Esquerda aqui
colocou, dizer que do ponto de vista daquilo que é o nível de cumprimento da primeira revisão
orçamental de junho, claramente dizer que os processos avançaram e eu expliquei isso na Câmara
Municipal é que sem a dotação, por exemplo para uma obra como a Piscina Municipal de Paio
Pires por exemplo, sem essa dotação nós nunca poderíamos ter lançado o concurso. Portanto,
precisamos de dotar essa rubrica com verbas, elas não vão ser utilizadas, mas no entanto a rubrica
tem que estar lá, essa rubrica tem que ter provisão, tem que ter verba suficiente para poder ser
lançado o concurso e daí nós termos reforçado um conjunto vasto de projectos e iniciativas em
junho na ordem dos 10 milhões de euros, exactamente para lançar os concursos e se reparar
junho foi há cerca de 4 meses atrás. Portanto, muitos concursos ainda não estão adjudicados, nem
sequer estão consignados e por isso não há execução financeira destas intervenções; mas no
entanto, nós não os poderíamos lançar se não estivessem dotadas. Eu penso que está esclarecida
a questão relativamente ao nível de cumprimento da 1.ª revisão orçamental. Depois sobre a
questão dos juros, de facto sobre a Simarsul há uma poupança de juros na ordem dos 3%; isto é,
se não antecipássemos o pagamento desta dívida teríamos que pagá-la para o ano com mais 3%.
Ora bem, isso e com as disponibilidades do município parece-nos evidente que será um bom

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

negócio, vamos chamar assim, ao Seixal do ponto de vista financeiro possamos antecipar esses
pagamentos; para além de em nossa opinião, sendo a Simarsul uma entidade pública constituída
pelo Estado e por oito municípios, também pensamos que para o Seixal sair do rol de devedores
será também um sinal positivo, visto que somos o maior accionista de municípios. Não nos
confortava o facto, de termos a maior dívida, fizemos um grande esforço para a conseguir debelar
e havendo oportunidade e sendo útil do ponto de vista financeiro parece-nos evidente que
devemos paga-la o mais rapidamente possível. A questão relacionada com a ADSE e antecipação
do pagamento porquê? É mesmo para aquilo que o Sr. eleito do Bloco de Esquerda nos dizia
relativamente ao investimento, é que nós antecipando este ano o pagamento da verba para o
próximo ano na ordem de 1 milhão de euros e na certeza, porém de que o orçamento que
estamos a preparar para o próximo ano será exactamente colado com a realidade da média da
receita nos últimos 24 meses, significa que nós pagando este ano à ADSE não precisamos de incluir
no próximo ano e isso temos mais 1 milhão de euros para investimento no próximo ano, no
próximo orçamento. Portanto, essa é a razão, não é do ponto de vista dos juros, mas é do ponto
de vista digamos assim, de uma melhor utilização orçamental do nosso orçamento 2018. É uma
medida cautelar na perspetiva de ganharmos folga para encaixar 1 milhão de euros de
investimento porque ao fim ao cabo é isso que todos ambicionamos. A pressa tem a ver com a
estratégia de remodelação orçamental que estamos a preparar. Não estamos a correr atrás de
ninguém, nem a fugir de ninguém, estamos conscientes do nosso caminho e a fazer este caminho
perfeitamente coordenado e pensado. Gostava também de responder à questão dos pavilhões
desportivos, eu penso que é reconhecido que o município investiu nos últimos dois anos,
praticamente 1,4 milhões de euros na recuperação e não só e na beneficiação e na construção de
novos equipamentos desportivos das coletividades e também temo-lo feito nos nossos
equipamentos desportivos. A verdade é que ainda não conseguimos concluir todas as
intervenções em todos os pavilhões, em todas as piscinas, em todos os espaços, sendo que alguns
dos mesmos carecem de substituições de pisos e estamos a falar em concreto dos pavilhões que
são propriedade do Ministério da Educação. Nós temos um protocolo de exploração e
manutenção, mas uma coisa é manter, outra coisa é substituir um piso que já ultrapassou a vida
útil e como devem compreender nós não estamos disponíveis para sem um protocolo, sem um
acordo podermos avançar para essa substituição até porque nos parece evidente que essa é uma
responsabilidade primeira do Ministério da Educação. Tivemos já um caso, do pavilhão da escola
António Augusto Louro fizemos isso, havia o acordo na altura, verbal do Sr. Director da DGESTE,
infelizmente já não está entre nós, mas a verdade é que até hoje o Ministério da Educação não
pagou a componente que lhe competia desse piso e já não estamos a falar do pavilhão da escola
Pedro Eanes Lobato onde nos devem 330 mil euros e pusemos em Tribunal e ganhamos, não
estamos a falar desse, estamos a falar da António Augusto Louro, colocámos um outro piso e o
Ministério da Educação na altura disse através do delegado regional que comparticipava essa
intervenção, ainda não o fez. Portanto, agora temos Manuel Cargaleiro e temos Alfredo das Reis
Silveira. Claro, que o Sr. Vereador do Desporto tem estado em contacto com o Ministério da
Educação, com a Direcção Regional para tentarmos ver se conseguimos avançar também nesta
matéria, mas dizer que ainda não conseguimos intervencionar todos os pavilhões, todos os
equipamentos desportivos da Câmara Municipal conforme queríamos e sobre estes o Ministério
da Educação, temos esta questão para dirimir. Eu fico satisfeito com a posição do eleito Samuel
Cruz, líder do Partido Socialista aqui na Assembleia Municipal porque finalmente reconheceu a
estratégia vencedora da CDU para a área financeira e não só, mas é bom que no final do dia
reconheça esse nosso mérito tentando perfilhar esta nossa estratégia e actuação. É um bom sinal

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ficamos satisfeitos com essa sua tentativa, mas no entanto eu gostaria de dizer que o Plano de
Consolidação Orçamental foi uma iniciativa da CDU, na altura do executivo maioritário da CDU na
Câmara Municipal do Seixal, não foi partilhado por todas as forças politicas, recordemos que todos
votaram contra espeto a CDU, contra o PCO e que da sua aplicação hoje e já iremos discutir o IMI
mas em vez da taxa 0425 temos a capacidade para a reduzir de forma significativa e essa é uma
vitória, eu diria da democracia e das populações”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pergunto quem vota a favor.”
Aprovada a Deliberação n.º 11/XII/2017 por maioria e em minuta com:
Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD:
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
Seis (6) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
O PAN entregou uma declaração de voto, no prazo regimental.
(Documento anexo à ata com o número 20-A)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Esta proposta foi aprovada com os votos a favor da
CDU, do PS, do Bloco de Esquerda e a abstenção do PSD, do PAN e do CDS e também o voto a
favor do Presidente da Junta de Fernão Ferro”. Temos aqui as votações e os resultados são estes:
No ponto III.5. - 28 votos a favor e 9 brancos. No ponto III.6. - 28 a favor e 9 brancos. No ponto III.8
- 27 a favor, 1 contra e 9 brancos. No ponto III.7 com duas listas, lista a) 17 votos a favor, lista b) 16
votos e 4 brancos. Foi eleita a Maria João Santos que passará a ser a representante da Assembleia
Municipal no Conselho Local de Acção Social do Seixal. Passamos para os pontos seguintes porque
também foi entendimento de que a apreciação dos seguintes 12, 13, 14 e 15 seja feita em
conjunto e depois votados individualmente como não pode deixar de ser. Nesse sentido, dou a
palavra ao Sr. Presidente da Câmara para também uma apresentação conjunta ”.
III.12.Fixação do valor da taxa do imposto municipal sobre imóveis (IMI), nos termos da alínea d)
do n.º 1 do art. 25º do Anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro e alínea a) do art. 14º
da Lei n.º 73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro.
Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 21).
III.13.Lançamento de derrama, nos termos da alínea d) do n.º 1 do art. 25º do Anexo à Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro e alínea b) do art. 14º e 18º da Lei n.º 73/2013 de 3 de
setembro, alterada pela Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro. Aprovação.

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

(Documento anexo à ata com o número 22)


III.14.Definição da participação percentual no IRS, nos termos do art. 26º da Lei n.º 73/2013 de 3
de setembro, alterada pela Lei n.º 42/2016 de 28 de dezembro. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 23)
III.15.Taxa municipal pelos direitos de passagem. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 24)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sr. Presidente da Câmara para também uma
apreciação conjunta”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Este conjunto de decisões é estratégico para o próximo
acto que iremos tomar que será a discussão e aprovação, esperemos do Plano e Orçamento para
2018, isto é, sem este conjunto de receitas ficará prejudicada essa decisão porque afinal de contas
daquilo que se vá orçamentar em termos de receita e depois despesa dependerá da decisão que
hoje aqui a Assembleia Municipal irá tomar. Ainda a questão do Imposto Municipal sobre Imóveis
eu já há pouco fiz referência, eu penso que esta descida de cinco pontos percentuais de 0,4 para
0,395 é uma descida que pudemos admitir como adequada face à estratégia de recuperação do
município que ainda está e é preciso não esquecer, está com um plano de saneamento financeiro
que designámos de Plano de Consolidação Orçamental que está eficaz desde março de 2014 a
março de 2026. É preciso não esquecer que ainda faltam muitos anos até conseguirmos debelar,
ultrapassar este plano de saneamento financeiro e por isso, existindo condições parece-nos
evidente que teremos que avançar no desagravamento da carga fiscal sobre as populações, sendo
que o município tem aqui uma componente não é determinante, mas é a maior, mas tem algum
significado. Nesse sentido, parece-nos evidente que esta descida corresponda aquilo que é a nossa
posição política de desagravamento nos 4 anos e que tem a cautela suficiente para que o
município consiga ir acomodando a sua estrutura de receita e despesa àquilo que é esta nova
realidade de descida do IMI que é a maior receita do município vista de forma isolada. Também é
preciso dize-lo que nós não temos o entendimento que o IMI deverá ser a maior receita dos
municípios. Aliás, o IMI devia ser uma pequena receita dos municípios. O que devia ser a maior
receita dos municípios devia provir do Orçamento de Estado. Aliás, como ouvi o Sr. Presidente da
Junta de Freguesia de Corroios agora na sua intervenção no aniversário do concelho, dizendo que
a receita das juntas de freguesia não devia vir da Câmara, devia vir exactamente do Orçamento de
Estado. Também aqui e relativamente ao IMI a nossa estrutura de receita não deveria ser
influenciada de forma, eu diria, quase decisiva por este imposto mas no entanto, é positivo o
quadro de entendimento que chegámos na Câmara Municipal para a descida desta taxa. Sobre a
derrama também aqui podemos dizer que avançamos mais um pouco com a isenção das empresas
com um volume de negócios inferior a 150 mil euros. Portanto, há aqui de certa forma também
um alargamento deste desagravamento, também há a parte empresarial e de empresas e isso é
positivo. Sobre a questão do IRS aqui, naturalmente, que existem algumas posições diversas mas
no entanto, temos que reconhecer que a devolução de 1% de IRS à população, talvez pudesse
significar para os contribuintes cerca de 20 ou 40 euros anuais mas para o município significaria
perder 1 milhão e meio de euros e a questão que colocamos é: se é justo que os que mais
recebem e logo mais pagam IRS possam receber esses 20 ou 40 euros ou se o município na posse
desse dinheiro nesse 1 milhão e meio de euros que é o somatório de todos esses 20 ou 40 euros
com a intervenção que fará com essas verbas poderá dar melhor uso para todos aqueles que não

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têm condições de também pagar o tal IRS. Esta é que é a questão política de fundo e parece-nos
evidente que quem tem uma perspectiva progressista da sociedade compreenderá que o bem
comum torna-se superior à divisão parcelar por quem mais tem e por quem mais pode. Quem tem
uma visão liberal da sociedade, com certeza que tenderá uma visão oposta mas isso faz parte da
democracia, estamos perante uma decisão que tem os seus fundamentos e os seus princípios em
termos de natureza programática e de valores. Sobre a taxa municipal de direitos de passagem,
aqui será o segundo ano que vamos aplica-la face também à evolução da própria legislação que
atendeu às nossas posições, no sentido de não penalizar os consumidores é que dantes essa taxa
municipal de direitos de passagem era diretamente refletida na fatura do consumidor e desde há 2
anos ela é assumida pela empresa que presta esse serviço e nessa perspetiva parece-nos evidente
que será de avançar, sendo que a Câmara Municipal do Seixal desde há muitos anos que nunca
aplicou essa taxa face a essa consignação ao próprio consumidor. Sr. Presidente, estamos
disponíveis para ulteriores esclarecimentos se for necessário”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para este conjunto de propostas? Faz
favor”.
Sérgio Ramalhete, do PS, disse: “A minha questão vai relativamente à definição da participação
percentual do IRS e solicitava que o Sr. Presidente da Câmara me esclarecesse os seguintes
pontos: parafraseando a proposta de deliberação em causa, ou seja, eventuais benefícios
limitados e pouco expressivos apenas serão sentidos pelos contribuintes cuja liquidação do IRS
implicasse o pagamento. Nesse sentido, não consigo perceber e gostaria que me explicasse apenas
os contribuintes que após as deduções tivessem que pagar IRS é que teriam benefícios, ou seja,
pagariam menos e relativamente aos contribuintes que após as deduções tivessem direito a
reembolso de IRS não teriam eles um aumento nesse reembolso? Como disse e muito bem a
redução desta taxa de 5 para 4% implicaria a devolução à população de um milhão e meio de
euros, ou seja, neste caso seria devolvido de forma responsável pela população para poder utilizar
naquilo que bem entendesse independentemente de serem 15/20 ou 40 é direito da pessoa e
acho que aí a Câmara tem um passo a dar importante em fazer a respetiva redução. Gostaria de
qual a razão para não redução do valor do IRS para a taxa respetiva neste caso de 5 para 4,
quando a Câmara discutir a 2.ª revisão orçamental onde se verifica que a Câmara tem mais de 10
milhões de receitas do que tinha orçamentado inicialmente, parece-me aqui um pouco incoerente
manter o valor de 5%, sabendo que o valor da redução de 1% se encontraria no valor desta receita
adicional. Atualmente, estamos a falar de 113 municípios, dos 308 existentes, que irão proceder à
devolução de IRS, estamos a falar de cerca de 60 milhões de euros que são devidos à população,
não podemos concordar com a taxa de 5% não só porque existem todas as condições para a
respetiva redução, assim como estariam a ser devolvidos às famílias. Exemplo disso, são as
medidas concretizadas pelo Governo que permitiram não só o aumento do rendimento disponível
das famílias e que demonstraram que existe um caminho diferente, alternativo, austeridade é o
que devia a Câmara Municipal do Seixal seguir o respectivo exemplo”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui, se faz favor”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “Sr. Presidente, mais uma vez, a conversa da austeridade é eterna há-
de ser até às calendas estamos convencidos. Começamos já aqui pelo lançamento da derrama que
consideramos evidentemente a proposta positiva e quem propõe tem sempre maior facilidade
porque em bom rigor podemos dizer tudo mas achamos que podia ser uma medida mais
ambiciosa, ou seja, nós consideramos que nesta fase era essencial que o município do Seixal

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tivesse uma verdadeira política de atracão de investimento. Bom! É um beneficio sem duvida, é
um ato de boa vontade sem duvida, mas que estamos em querer que era possível ainda ir mais
longe, designadamente se calhar alargando a isenção também na alínea b) a todas as empresas
durante um determinado período mas enfim, com certeza que nós durante o mandato
apresentaremos propostas alternativas que é isso que também se espera dos autarcas.
Relativamente à questão do IRS, neste aspeto e mais uma vez hoje estamos de acordo
relativamente a esta questão da devolução, ou seja, que a sua devolução não será significativa na
mesma proporção que 1 milhão e meio para o município será sempre concerteza, terá sempre um
impacto muito superior aos 10 ou 12 euros que dariam para um almoço pouco mais para duas
pessoas e nessa medida percebemos a ideia do PS mas no nosso entendimento é mais uma
medida populista e demagógica e não estamos de acordo. O que nós consideramos sim até
porque nesta fase atendendo ainda à situação em que o município se encontra ainda com uma
divida bastante elevada, embora em recuperação, é preciso ter alguma cautela da forma como
empreendemos determinados caminhos. Contudo, neste aspeto estamos em absoluto acordo com
o que defende o Vitor Cavalinhos fê-lo na comissão e aliás, hoje já tive oportunidade de
conferenciar com ele sobre esta matéria e estamos absolutamente de acordo que esta verba seja
canalizada e não disseminada, canalizada para fins concretos e digo o seguinte: canalizada para
fins sociais, para a construção de escolas, para a construção de um centro de saúde à semelhança
do que já fizeram outros municípios e eu aqui queria-lhe lançar este desafio, outros municípios já
o fizeram nós sabermos que isto é uma obrigação do Poder Central mas no outro dia fazendo uma
determinada contabilidade chegava á seguinte conclusão, com estes 1 milhão e meio que se apura
da não devolução do IRS com mais verba que tem sido gasta, é uma opção politica que têm
seguido com a qual eu não posso concordar, com mais as verbas que têm sido gastas em toda essa
campanha reivindicativa alguma em tempo de eleições conseguiu já com os resultados que
sabemos consideradas proibidas mas os tais 400 e tal mil euros da rubrica da publicidade e
gráficas e etc. Com mais toda essa campanha reivindicativa, legitima é certo que tem sido feita a
propósito do hospital do Seixal, a campanha com o Natal do Hospital do Seixal, eu pergunto já não
teríamos com essas verbas todas feito um centro de saúde? Eu, sinceramente, lanço-lhe este
desafio Sr. Presidente, faça primeiro e reclame e reivindique depois porque isso dar-lhe-ia outra
autoridade moral, dar-lhe-ia outra confiança aos munícipes, as pessoas querem é as infra-
estruturas, sabe-se agora que o centro de saúde, segundo o estudo eram fundamental para
decidir muitos dos problemas de saúde no concelho, 1 milhão e meio? É disto que estamos a falar
e relembro, com certeza o Sr. Presidente já sabe disto que eu agora lhe vou dizer mas relembro
que a Rosinha do Centro de Saúde de Amora, segundo informações que eu tenho, o proprietário
estará num processo de insolvência e corre o risco de perder aquele edifício e portanto, mais um
dano infligido neste processo. É preciso acautelar isto e é preciso mudar o paradigma porque está
demonstrado que esta linha de vitimização reivindicativa, isto já não dá nada, vamos fazer as
coisas e terá com certeza o apoio de todas as forças se adotar este caminho e sobre o IRS tenho
dito. Para concluir, o IMI. Entendemos que também, no que diz respeito ao IMI também aqui mais
uma vez, saudamos a medida, o esforço, a proposta no sentido de reduzir a taxa de IMI embora
ela volte aos mesmos valores se calhar de há 8 ou 9 anos atrás mas saudamos o esforço até
porque estes 5 pontos percentuais eram exatamente a descida que o PSD defendia no seu
programa eleitoral, nas últimas eleições e enaltecemos a medida. Depois, sabemos agora na
reunião de Câmara que a proposta adotada em consenso com todos os partidos porque todos os
partidos tinham propostas foi e o Sr. Presidente já me confirmou exactamente isto, foi a proposta
apresentada ou sugerida pelo nosso vereador professor Manuel Pires 5 pontos percentuais e isto

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pese embora o que o PS Seixal tem andado através dos comunicados, dos vídeos, das redes sociais
a difundir e nada me move contra o PS Seixal, agora o que eu não posso tolerar é a manipulação, a
demagogia e sobretudo o enganar as pessoas, deliberadamente enganar as pessoas e o PS diz
coisas como estas o PS levou a alterar a proposta inicial do executivo que a CDU defendia um valor
mais alto. O PS levou a alterar, fruto do trabalho do PS. Bom! Eu recordava ao PS e não é só nesta
matéria do IMI, já foi quanto às competências do Sr. Presidente do plafond que tem para gastar e
que deixa de ter, o PS nos últimos tempos tem sido responsável por todas as alterações que têm
sido feitas. Eu relembrava ao PS, relembrava aos Srs. vereadores que vocês só são 4 vereadores e
4 vereadores não resolvem coisa nenhuma, sem estarem os outros vereadores de acordo com as
propostas, os Srs. quanto muito sugerem propostas e dizer isto da forma como é dito nas redes
sociais induz – propositadamente, não tenho dúvidas – as pessoas a um erro; foram os Srs. do PS
que foram responsáveis pela descida do IMI, isto não é tolerável desculpem lá dizer-vos isto com
esta frontalidade, mas acho que é aqui o local próprio para o fazer e perante isto, tenho dito”.
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o Sr. deputado Vitor Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “O Bloco de Esquerda pensa que devemos discutir a questão fiscal
e as taxas de uma forma integrada, começamos por contestar neste momento a demagogia de
algumas forças políticas que defendem a baixa de impostos e taxas, mas ao mesmo tempo querem
que se construa obras e equipamentos, querem o sol na eira e água no nabal. É evidente que é
com impostos que nós pagamos e que se financia o estado social e isto é uma evidência. O Bloco
de Esquerda defende a estabilidade das receitas fiscais como sempre tem feito ao longo dos anos
e defendemos a ideia da subsidiariedade que quem tem maiores rendimentos, deve ser solidário,
os mais pobres. Defendemos que se devem baixar mais acentuadamente as taxas que têm
impacto no maior número de pessoas que atingem transversalmente toda a sociedade, por
exemplo o IMI. Se há um aumento substancial do IMT é possível sustentar uma redução do IMI
sem desequilibrar a receita. Ao longo dos anos a receita de IMI tem crescido continuadamente de
acordo com as provisões do Bloco que tinha e tem razão. O Bloco apresentou no executivo uma
proposta para baixar o IMI para 0,393 e consideramos que era a proposta mais justa. Do debate
havido entre as diversas forças políticas chegou-se ao consenso de baixar a taxa para 0395. O
Bloco valoriza o contributo de todas as forças políticas para o resultado a que se chegou, sem
excluir nenhuma porque isto afinal é a democracia e é isso que todos procuramos defender de
acordo com os nossos méritos ou falta deles. Sobre a derrama ao longo dos anos o Bloco de
Esquerda tem votado contra a proposta de derrama, já agora também porque o executivo nunca
aceitou desagregá-la, a proposta contem dois itens, o Bloco sempre esteve de acordo com a taxa
de 1,5% a volumes de negócios superiores a 150 mil euros e sempre esteve de acordo que as
empresas micro, e as pequenas empresas com volume de negócios inferiores a 150 mil euros,
deviam ficar isentas. A maioria aceitou a nossa proposta e nós vamos votar a favor desta vez da
derrama nas duas vertentes. Ainda sobre isto o Bloco continua a defender independentemente da
Lei não obrigar, mas o Bloco continua a defender que a derrama devia ser associada à construção
do equipamento ou de uma obra concreta, já foi no passado assim e o Bloco acha que devia
continuar a ser assim, independentemente de não haver uma imposição legal para que assim seja.
Sobre o IRS o Bloco defende a manutenção de 5% de IRS para o orçamento municipal, opomo-nos
como sempre nos opusemos à devolução de 1% porque só iria beneficiar quem mais ganha os
mais pobres que não pagam IRS, não obteriam qualquer vantagem. Recordo que o rendimento per
capita no Seixal é de 91,73 euros. No distrito só a Moita fica atrás com 83.18, Almada tem 69.73 e
Lisboa 214,54 de rendimento per capita. Objectivamente os rendimentos no concelho do Seixal

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são muito baixos, pela tal devolução não abrangeria uma parte muito relevante senão a maioria
da população do concelho. Nós defendemos, além do mais que 1% do IRS que corresponde a 1
milhão e meio de euros, defendemos que esse valor deve ser utilizado para construir um
equipamento social, uma escola ou um centro de saúde. Lembramos aqui que a Câmara Municipal
de Palmela construi um centro de saúde no Pinhal Novo que custou 1 milhão e 600 mil euros. Tal
equipamento seja este ou outro qualquer a ser construído e achamos que deve ser, beneficiará
todas as pessoas, independentemente do seu nível de rendimento. No decorrer e no âmbito da
discussão das GOP e do Orçamento apresentaremos propostas concretas para a aplicação deste
valor não devolvido aos munícipes”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Paulo Silva e depois a seguir
Marlene Abrantes”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “A melhoria das condições financeiras da Câmara fruto do bom
trabalho que está a ser desenvolvido está a ter reflexos positivos para os nossos munícipes e que
se vê pelo elevado investimento e agora com estas propostas por uma descida de impostos a
pagar pelos municípios. Descida essa que começa no IMI, descer para 0,395 numa proposta que
foi conjunta pelo que eu sei, resultou de uma discussão e de um consenso de todas as forças
políticas pelo que entendemos ser de uma grande desonestidade intelectual alguém vir pôr-se em
bicos de pés a dizer que é o único responsável e que foi por acção deles que baixou aquilo que foi
conseguido por um amplo consenso e acho que é esse amplo consenso que devemos de divulgar
porque demostra que estamos todos empenhados em desenvolver o nosso trabalho com
honestidade e é isso que devemos fazer porque somos eleitos pela população e para a servir, mas
essa melhoria das condições financeiras da Câmara Municipal do Seixal também tem reflexo na
isenção de derrama para os pequenos negócios e que era um objetivo que tínhamos há muito
tempo e que com a melhoria destas condições financeiras se conseguiu por em prática. Quanto
aos direitos de passagem é uma taxa que a partir do momento e isto convém ser realçado que ela
começou a ser paga pelos operadores, foi introduzida no concelho quando ela era paga pelos
clientes nunca foi introduzida no concelho do Seixal e isto tem que se realçar porque às vezes há
memória curta quanto a esta situação e demostra que sempre houve da parte do poder político da
força maioritária neste concelho uma grande preocupação com os seus munícipes. Quanto ao IRS
defendemos como a proposta que vem do executivo de manutenção dos 5% de não haver
qualquer devolução à população e defendemos isto porque esta devolução de 1% como alguns
aqui estavam a dizer isto aqui assim é cego porque quem paga 20 mil euros de IRS iria beneficiar
200 euros. Quem paga 1000 euros beneficiava 10 euros. É um valor que não é proporcional, ou
seja, quem mais tem ficaria beneficiado com esta redução. O que nós defendemos sim e estamos
disponíveis para isso é no Orçamento de Estado haver uma redução de IRS para as famílias com
menos rendimentos e temos trabalhado para isso a nível da Assembleia da República. Portanto,
penso que os outros municípios é que têm que seguir o nosso exemplo, as outras forças políticas
de ir e onde consegue haver uma proporcionalidade e uma redução de impostos para as famílias
com menores rendimentos e isto será na Assembleia da República estarmos lá para isso, onde isso
não é possível estarmos a cobrar a taxa que os municípios têm direito e assim, beneficiarmos
todos em vez de se estar a beneficiar só alguns como parece ser a pretensão de algumas forças
políticas”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Marlene Abrantes se faz favor”.

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Marlene Abrantes, do CDS-PP, disse: “Nós registamos com agrado a descida da taxa de IMI, no
entanto continuamos a debatermos pelo IMI familiar e neste caso, vamos votar contra. Sobre a
derrama, nós defendemos a taxa máxima de 1.2 para as empresas com um volume de negócios
superior a 150 mil euros e também vamos votar contra. Relativamente ao IRS, nós defendemos a
devolução numa percentagem de IRS como acontece nas câmaras presididas pelo CDS; a título de
exemplo, Ponte de Lima e Santana devolvem 5% mas também podia referir Albergaria-a-Velha,
Vale de Cambra e Velas; e quando dizem que os ricos no Seixal é que vão beneficiar, digam quem
são eles e onde estão e se não acham justo que a classe média receba, já que se farta de pagar
impostos”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “André Nunes”.
André Nunes, do PAN, disse: “Em relação à taxa de direitos de passagem, à derrama e ao IMI
abster-nos-emos, nada temos a dizer em concreto; o mesmo não se passa com a definição da
participação percentual no IRS. Não basta vir aqui dizer, no nosso entender, que a verba vai ser
retida para posteriormente ser melhor retribuída. Eu há pouco fiz-lhe uma questão sobre de que
forma este montante de 1 milhão e meio poderia eventualmente parte dele ser canalizado para a
questão do gabinete municipal de nutrição e para a criação da figura do nutricionista municipal e
gostaria que me respondesse se há ou não há disponibilidade para canalizar parte dessa verba
para o gabinete municipal de nutrição? Eu percebo – e nós em sede de campanha eleitoral
tivemos oportunidade de falar sobre isso – eu percebo que seja muito tentador vir falar de saúde
e colocar logo na equação o hospital; é perfeitamente compreensível do ponto de vista político
que se fale no hospital, as pessoas sentem-se tendencialmente muito confortáveis com o facto de
haver uma infra-estrutura perto para eventualmente acorrer a uma qualquer necessidade, mas eu
tive, por ocasião desta recomendação que gostaria hoje de ter apresentado e que não foi possível
apresentar, tive o cuidado de ir ver números da saúde dos portugueses, saúde essa que tem tido a
ver cada vez mais, desde o 25 de abril, com infraestruturas de saúde. Portanto, doenças
cardiovasculares matam 35 mil pessoas por ano. Em cada 100 mil habitantes, 250 casos de cancro,
em 2015 a diabetes mata 12 pessoas por dia, mais de metade da população portuguesa é obesa
ou está em risco de o ser. Portugal é um dos países europeus com maior incidência de obesidade
infantil ao mesmo tempo em 2 décadas entre 1990 e 2016, os encargos do SNS com
medicamentos passaram 305 milhões de euros para quase 2 mil milhões de euros. No mesmo
período em receitas médicas prescritas por médicos do Serviço Nacional de Saúde passaram de 28
mil para uns impressionantes 78 mil, as despesas de saúde por habitante passaram de um valor de
1045 euros em 2000 para 1600 euros em 2016. Eu percebo que seja muito tentador falar em
saúde e falar em hospitais, por exemplo eu tive oportunidade de estar ali sentado e ver o
adiantado da hora justifica muitas vezes que nós tenhamos que recorrer onde está o alimento
próximo, aquela máquina por exemplo, eu suponho o que é que lá está! Fruta nem uma, mas vi
chocolate, pão, só de relance o que pude ver. O PAN não aceitará ser uma causa menor nesta
Assembleia e independentemente das medidas que o PAN defende de serem ou não merecedoras
de aceitação das pessoas, o PAN não vai deixar de em consciência de falar delas, a questão do
gabinete de nutrição é verdadeiramente essencial as pessoas alimentam-se mal, nem estou a
defender uma dieta vegetariana, as pessoas alimenta-se mal, não sabem o que comem, não
sabem ler rótulos, é preocupante e eu acho que o Seixal tem uma oportunidade de ouro para dar
canalizar e para dar o exemplo a nível nacional e canalizar parte dessa verba para a questão da
saúde deste ponto de vista da prevenção. Se o Sr. Presidente tiver a amabilidade de me responder
desta feita eu por certo, terei também a amabilidade de votar favorável a esse ponto”.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz”.


Samuel Cruz, do PS, disse: “Um breve introito ocupar lateral que é o seguinte há cerca da forma
como cada um de nós comunica e há cerca daquilo que foi aprovado, isto é fruto do trabalho de
todos que foi aquilo que foi escrito, o que o Partido Socialista escreveu foi fruto do trabalho do PS
e é verdade que foi fruto do trabalho do PS, da CDU, do Bloco, de todos com uma influência
decisiva de todos porque todos votaram a favor. Portanto, á cerca disso acho que não há
problema nenhum. Aliás, nem levariam a bem que nos órgãos de comunicação do Partido
Socialista nós disséssemos a posição dos outros porque isso cabe aos outros difundi-la. Coisa
diferente de todos, especialmente no Boletim Municipal que é pago com o dinheiro de todos! O
Partido Socialista leva a mal? Cada um dos partidos nos seus meios divulgue as suas posições e
vamos ter certamente durante este mandato oportunidade de o discutir e leva a mal é com o
dinheiro que é de todos, se valorize apenas aquilo que é opinião de alguns, isso é que não é
correto, nem é nada democrático mas enfim! As coisas têm estado a correr bem e é nisso que me
vou centrar e diga-se que o PS com estas conjugações de esforços, com os entendimentos, sente-
se confortável e também não temos qualquer tipo de problema em reconhece-lo. Quanto a estas
matérias dizer o seguinte, em relação à derrama diga-se por exemplo esta questão da isenção é
uma questão que o Partido Socialista e eu próprio na Câmara vínhamos a defender para aí há 8
anos e ficamos muito contentes que ao fim de 8 anos a CDU que é quem ajuda mais, os outros
partidos também mas alguns até já comungavam desta opinião também, ao fim de 8 anos
reconheça que a posição do Partido Socialista era correcto a isenção até aos 150 mil euros é uma
boa medida porque o volume de negócios deste valor, não estamos a falar de uma empresa,
estamos a falar de um auto emprego, independentemente da forma jurídica que possa reter o
volume de negócios em cerca de 10 mil euros mensais, não é propriamente a empresa é alguém
que tem um café e que vive dali ou uma pequena loja é autoemprego e não faz sentido estarmos a
taxar como sendo de lucro aquilo que é apenas o rendimento do trabalho de uma pessoa, essa
sempre foi a nossa posição, ficamos contentes que o Partido Comunista tenha acompanhado. Em
relação ao IRS o Partido Socialista defende que a Câmara abique aqui de 20% daquilo que é a sua
parte, que é apenas 1 ponto percentual e temos créditos para isso, os dois únicos municípios que
o Partido Socialista administrava no distrito de Setúbal que é o Montijo tem de facto uma descida
de 1%, aplica a taxa de 4% e em Sines dá uma descida de 0,25%. Portanto, o Partido Socialista não
faz como o Frei Tomás; de facto cumprimos e fazemos e isto é a prova que é possível fazer,
continuar a ter um bom trabalho, ambas as maiorias absolutas que o Partido Socialista conseguiu,
em Sines e no Montijo, veem que a população está satisfeita, e devolvemos alguma parte do seu
rendimento. A questão fundamental aqui é ideológica e o Partido Socialista entende que deve ser
tratado de forma diferente aquilo que é diferente, ou seja, havendo uma redução de 1% quem
pagou mais vai receber mais, quem pagou menos vai receber menos, é normal. A verdadeira
justiça não é tratar tudo por igual mesmo aquilo que é diferente. A verdadeira justiça não é tratar
tudo por igual mesmo aquilo que é diferente, a verdadeira justiça é tratar de forma diferente
aquilo que é diferente. Bem, sabemos que isso é uma diferença ideológica entre nós, o Partido
Comunista acha que deve ser tudo tratado da mesma forma. Só tem um problema é que essa
forma de pensar, essa ideologia, pelo menos das vezes que foi experimentado apenas gerou
pobreza, nunca gerou riqueza; eu refiro-me a valores tangíveis e económicos, mas a economia, os
números aquilo que é tangível não existe, é uma utopia e portanto, esta é uma diferença
ideológica e que nós defendemos. E diga-se que por exemplo, esta descida equivalia a 1 milhão e
meio de euros. Um milhão e meio de euros era acomodado apenas por duas rubricas do

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

orçamento suplementar que aqui nós arrecadámos mais do que estávamos à espera 1 milhão de
euros em IMT e mais 800 mil euros em derrama do que aquilo que estávamos à espera e que
inscrevemos na revisão do orçamento, aquilo que recebemos a mais dava perfeitamente para
acomodar esta redução ou e aquilo que é fundamental o IMI. O IMI o Partido Socialista defendeu a
taxa de 0,390 uma descida de 10 pontos e diga-se até em coerência porque 10 pontos foi o que o
IMI desceu no último ano. Bem sei que era ano eleitoral mas o executivo não se deve pautar por
eleitoralismos, deve fazer aquilo que é possível em prol da população e portanto, foi nestes
termos que o Partido Socialista pediu, apenas, o mesmo que a CDU fez o ano passado, porque
habitualmente até o PCP tem alguma superioridade moral pelo menos, nós fazemos aquilo que os
outros fazem, nós não somos assim, se descessem igual é que acumulavam também isso e isso
corresponderia apenas a menos 700 mil euros. 700 mil euros e apenas para falar em impostos
sobre o património era totalmente acomodado pelo acréscimo de receitas em termos de IMT que
já existiu e que vai existir no futuro certamente, porque não vai arrefecer o mercado imobiliário
nos próximos tempos, ou seja, aquilo que a Câmara vai ganhar mais em termos de IMT permitiria
baixar 10 pontos percentuais e ainda assim, ter um saldo positivo sobre esta matéria. Terminando
o PC acompanha em termos de Câmara a proposta do PS nos últimos anos ficamos felizes e
votamos a favor. Pensamos que podiam ir mais longe em termos de IRS, infelizmente por motivos
ideológicos não são capazes de acompanhar essa proposta que sem sombra de dúvidas era a favor
da população porque há uma coisa que as pessoas sabem é que muito ou pouco era dinheiro que
lhes entrava nos bolsos e vou-lhe dizer Sr. Presidente é porque os mais ricos iam receber mais,
mas os mais pobres provavelmente o pouco que iam receber que a Câmara lhe devolvia e fazer
muita mais diferença do que aquele que ia fazer aos mais ricos e essa é que é a diferença e é este
tipo de medidas que o PS aplicou no pais e que nos permite neste momento estar a crescer e a
Câmara, também por essa razão, tinha obrigação de acompanhar para ajudar ao esforço de todos
no crescimento do pais”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vitor Cavalinhos se faz favor”.
Vitor Cavalinhos, do BE, disse: “De facto esta Assembleia Municipal tem que ter sempre um Filipe
Nunes. O Filipe Nunes não está cá, ele não levará a mal que eu esteja a invocar o nome dele em
vão. Ah! Claro! Estás a ver uma pessoa bem vestida porque é que precisa da devolução do IRS?
Não precisas disso para nada! É evidente que se 1 milhão e meio de euros, com ele se construiu
um equipamento social, essa realidade beneficia até mais aquela pessoa que podia ir ter 10 euros
de devolução de IRS, será verdade ou mentira? Nós temos outra posição e bater-nos-emos por ela.
O Partido Socialista é o pai e a mãe da democracia tem essa pretensão. Portanto, desse ponto de
vista aceitamos mas achamos que é incoerente para não lhe chamar outro nome que o Partido
Socialista sonegue informação às pessoas; e o que está aqui, a informação que o Partido Socialista,
a forma como comunica os seus méritos numa determinada medida, aliás com alguns tiques de
maioria absoluta que ainda não tem e espero que nunca venha a ter, diga-se de passagem, porque
somos contra as maiorias absolutas todas que fique claro. Portanto, sobre esse ponto de vista o
Partido Socialista informa, dizendo: bom o Boletim Municipal é de todos, porque é do nosso
dinheiro e dá a informação toda, no facebook pago eu e eu dou a informação que eu quero e viva
a democracia. Por esse critério os donos da comunicação social terão o mesmo direito de dar as
notícias que bem entendem e terão o direito de sonegar informação como bem entendem já
agora, como também habitualmente fazem e não há problema nenhum; mas a liberdade de

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informação e o direito à informação acho que devia ser um valor sagrado e protegido por aquelas
pessoas que se advogam em pais da democracia”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nuno Pombo”.
Nuno Pombo, da CDU, disse: “Eu vou saltar as questões técnicas e centrar-me mais na perspectiva
política da discussão à volta dos impostos; realmente é lamentável que estejamos a discutir
décimas; é notória a necessidade que o Poder Local Democrático tem destas duas fontes de
receita, do IMI e do IRS; e há aqui toda uma arquitetura legislativa que foi criada que, no fundo,
existe para dividir para reinar. Como dizia o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Seixal as
receitas da Câmara Municipal do Seixal e doutra câmara qualquer não devem estar baseadas
nestas dois tipos de impostos e portanto, andamos a discutir décimas e andamos a discutir de
modo populista que estamos a devolver algo, quando está aqui claramente uma insuficiência do
ponto de vista da distribuição que o Orçamento de Estado deve produzir, e a mim choca-me que
uma Câmara tenha 80 milhões de euros, quando há empresas, multinacionais, etc. que têm
orçamentos de mil milhões e de biliões e nós estamos aqui a discutir décimas quando a questão
de fundo da distribuição da riqueza essa é que nos deve pôr a refletir e não estarmos a atacarmo-
nos mutuamente relativamente a dois impostos que infelizmente são essenciais, atualmente, para
a arquitetura legislativa que hoje existe relativamente às fontes de financiamento do Poder Local
Democrático. Portanto, eu apelava se os Srs. estiverem interessados a consultarem a política fiscal
que o PCP propõe para o país e que possamos refletir sobre a capacidade que podíamos ter em
aumentar a receita do Estado e depois ser vertida para as câmaras nas transações financeiras, na
taxação das grandes fortunas, na evasão fiscal, nos benefícios fiscais porque se tivéssemos um
outro tipo de sistema fiscal, a Câmara Municipal não estaria dependente destes dois tipos de
impostos e teria certamente uma receita geral muito superior. Eu acho que temos que pensar que
para além daquilo que está hoje aos nossos olhos, temos que pensar para além disso e os desafios
que são colocados ao Poder Local Democrático não ficam circunscritos a décimas, não ficam
circunscritos a esta dependência que infelizmente o Poder Local Democrático e as câmaras têm
em relação a estes dois impostos”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos só confirmar os pedidos de intervenção.
Portanto, o Rui Algarvio, Paulo Silva mais algum para fecharmos? Samuel Cruz e fechamos é isso?
Não há mais pedidos de inscrição? Então vá, Rui Algarvio e faz favor”.
Rui Algarvio, da CDU, disse: “Venho só dar um pequeno apontamento em relação à intervenção
do deputado do PAN acerca da criação do gabinete de nutricionista municipal. Nós efetivamente
consideramos que são justos os pressupostos que estavam na moção porque realmente a
alteração dos hábitos alimentares deve constituir uma prioridade sem duvida nenhuma. Do ponto
de vista da definição das políticas de saúde que visem a promoção da saúde e a prevenção da
doença faz todo o sentido. Agora, aquilo que nós também entendemos é que o nível de actuação,
ou seja, o local privilegiado da ação destes profissionais deve ser junto dos outros profissionais de
saúde, ou seja, integrados quer nos cuidados hospitalares, quer nos cuidados de saúde primários
no Serviço Nacional de Saúde, ou seja, com especial enfoque, nomeadamente na comunidade, nos
centros de saúde, nas unidades de saúde familiares integradas em diferentes agrupamentos de
centros de saúde, é lá que devem estar juntamente com os médicos de medicina geral e familiar,
com os enfermeiros com demais profissionais de saúde porque o nutricionista deve trabalhar em
rede numa perspectiva multidisciplinar junto do médico de família e do utente, junto daqueles
profissionais que conhecem a realidade daquele utente, que conhecem as patologias daquele

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utente, que conhecem o meio bio-psico-cultural que aquele doente está envolvido; só assim é
possível nós conseguirmos estabelecer um plano credível de cuidados e um plano alimentar
dirigido aquele doente inserido naquele seu meio. O trabalho de um nutricionista obviamente
também deve ser dirigido nas escolas, juntamente com as unidades de cuidados continuados na
comunidade, integrando entre outros projetos aquele que já existe o projeto da saúde escolar que
tanta falta faz ser desenvolvidas nas nossas escolas no sentido da implementação de hábitos de
vida saudáveis, Não será seguramente através da criação do gabinete do nutricionista municipal e
da criação desta figura do nutricionista municipal que será possível esta abordagem global
completa organizada e sistemática tal como ela é feita devidamente nas estruturas do Serviço
Nacional de Saúde. Aquilo que nos deve preocupar é a grave carência destes profissionais em
termos do Serviço Nacional de Saúde. Aquilo que nos deve preocupar é que no
ACES/Almada/Seixal existem 3 nutricionistas. No nosso concelho existe um nutricionista para 170
mil pessoas, é isso que nos deve preocupar e o que nós devemos lutar é pelo reforço destes
profissionais onde eles devem estar que é no Serviço Nacional de Saúde”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “Sobre a questão do IRS, 1% do IRS dá 1,5 milhões pelo que foi aqui
dito, o município fica com 5% do IRS pago pelos munícipes, fica com 7,5 milhões mas há 95% que
representam 142,5 milhões de euros e que ninguém fala onde eles são investidos porque aqui no
concelho não são. Onde é que vem o investimento porque fala-se no centro de saúde o que é que
diz o Partido Socialista? A Câmara devia construir! Fala-se numa escola, a Câmara devia de fazer!
Então e onde ficam estes 142,5 milhões que vão para o Poder Central, que retorno é que isso tem
aqui para o município? Para os seixalenses? Isto é que devia de ser uma questão que devíamos de
pensar todos e de estarmos todos juntos a exigir que estes 142,5 milhões só de IRS tenham algum
retorno aqui para o Concelho do Seixal e devíamos estar todos juntos a exigir a construção dos
pavilhões escolares, a construção do hospital, a construção de infraestruturas que são da
responsabilidade do Poder Central e que a realidade demonstra que os munícipes do Seixal pagam
ao Poder Central para que ele faça esses investimentos aqui no concelho, mas que investimentos é
que o Poder Central tem feito no concelho nos últimos anos? Nenhuns! Não vejo ninguém da
oposição a falar nisso, a oposição PS, PSD e isso devíamos todos refletir quanto a essa situação. Sr.
eleito Samuel Cruz é um profundo erro quando afirma que para o PCP tudo deve ser tratado de
igual, não! Para nós quem mais tem, mais deve pagar! Quem menos tem menos deve pagar e isto
é a maneira como nós estamos na política e por isso, não tratamos tudo por igual. Tudo por igual
estão vocês a tratar ao querem a devolução cega de 1% do IRS em que vão dar mais dinheiro a
quem mais tem e menos dinheiro a quem menos tem e não havendo esta devolução não temos
dúvidas que todos vão tirar os mesmos benefícios porque isso vai ser mais 1,5 milhão de euros
para investimento municipal que todos vão beneficiar principalmente aqueles que menos têm”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz se faz favor”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu nunca pensei ter que explicar isto nesta Assembleia, mas o Governo
paga aos médicos, aos centros de saúde, aos enfermeiros, aos auxiliares, paga aos professores nas
escolas, conserva as estradas, faz obras. Olhe, por exemplo, conserva através do Orçamento de
Estado os barcos também já aqui vimos adjudicações, é uma grande obra, infraestrutura aqui no
concelho nos últimos anos, por exemplo o ramal ferroviário. Há um conjunto de coisas que pode
não parecer mas é o Estado que paga. Os polícias são pagos pelo Estado, sabia? Os tribunais,
também, é uma coisa que tem que sair desses 142 milhões, francamente eu nunca pensei. Ah! é as

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custas dos tribunais que pagam o ordenado dos juízes? Absolutamente! É integralmente pago, eu
sei que somos os dois advogados mas tu tens que fazer as contas um bocadinho melhor porque de
facto, andas um bocadinho distraído. Há de facto, um conjunto de serviços que é o Estado Central
que assegura e que naturalmente exigem um grande esforço financeiro. No último ano, quantos
milhões foram gastos no projeto do Hospital do Seixal? Por exemplo. Para terminar, e apenas isto,
há, de facto, investimentos relevantes feitos pelo Governo Central em todo o território nacional;
por maioria de razão também no concelho do Seixal, equipamentos sociais, a segurança social, se
as associações de reformados funcionam é porque a segurança social, durante um ano, mete
milhões de euros lá”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Fernando Sousa.”
Fernando Sousa, da CDU, disse “Era só para esclarecer o Sr. eleito Samuel de que as associações
de reformados funcionam porque a Câmara Municipal do Seixal as construiu, ou seja o Poder Local
Democrático é que construiu todos os edifícios onde funcionam as associações de reformados e já
agora dizer-lhe que aquilo que chega às associações de reformados é porque o Governo não quer
fazer aquilo que é o trabalho que está na Constituição e são as associações de reformados que
andando a pedir junto das instituições, nomeadamente a Câmara Municipal do Seixal, das juntas
de freguesia que prestam diariamente este serviço à população idosa do nosso concelho.
Portanto, não é a Segurança Social que faz com que as associações funcionem porque se
tivéssemos a trabalhar com o dinheiro da segurança social pode ter a certeza que as associações
não estavam a viver. Portanto, é melhor que se informe porque o seu discurso já é conhecido, não
vale a pena estarmos a ligar a situações de pessoas que não sabem o que é que estão a dizer”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Está encerrado com esta ultima intervenção do
Fernando Sousa e dou a palavra ao Sr. Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Vamos estar com certeza brevemente a discutir o
orçamento da Câmara Municipal, eu fiz já um convite a todos os vereadores que têm esse pelouro,
também aos partidos que não tendo pelouro ao abrigo do estatuto da oposição também já
enderecei um ofício a convidar para uma reunião para discutirmos o orçamento mas até lá
teremos no meio o Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses e será
interessante analisar aquilo que vai ser discutido todas as conclusões do congresso da Associação
Nacional de Municípios Portugueses na componente que se refere às questões de financiamento
das autarquias locais e aí temos lá todos os partidos, temos o PSD, o PS, a CDU, o BE, o CDS etc. e
será interessante verificar qual é a analise da Associação Nacional de Municípios Portugueses na
maioria dos municípios portugueses relativamente às questões e às matérias, nomeadamente as
que foram aqui versadas, nomeadamente se calhar o IRS será interessante conhecermos com
profundidade essas posições, mas sobre as questões em concreto aqui esclarecer que não é
verdade que o IMI continua a crescer. Analisando o relatório e contas de 2016, comparando com
2015, verifica-se redução de meio ponto de 0415 que significa uma redução de 150 mil euros.
Portanto, não é verdade que o IMI continua a crescer e aliás, já este ano com a redução de 2016
para 2017 de um ponto, ou seja de 041 para 0404 o IMI continua a descer disso dei nota já numa
reunião de Câmara Municipal apesar de este ano ter havido no 1.º semestre um superavit de
receita de dívidas de anos anteriores que entraram e que não tinham entrado em 2016, mas já há
uma redução efectiva desse valor. Portanto, não é verdade que o Bloco de Esquerda dizia, que os
números atestam exactamente o contrário. Esclarecer também esta questão dos 500 mil euros da
campanha. Não é verdade que a Câmara Municipal tenha gasto 500 mil euros em cartazes, cada

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cartaz custa 500 euros. A Câmara não instalou 1000 cartazes no concelho. Portanto, é falso dizer
isso e continuar-se a reafirmar essa mentira. Gostava que pudéssemos ultrapassar essas questões
com a verdade dos factos e a realidade dos números porque só isso ajuda-nos a esclarecer não só
a nós mas também às populações. Sobre a questão dos equipamentos e essa é a questão
determinante relativamente ao IRS e já agora sobre a derrama que equipamentos vamos
construir? Bom! Eu diria que temos a oportunidade de discutir estas matérias no quadro da
discussão do orçamento de 2018 porque na verdade estamos a prepara-lo e vamos propor um
conjunto de equipamentos de toda a índole: índole social; índole educativa, de acessibilidades, de
mobilidade, de ambiente, de um novo canil municipal etc., temos um conjunto de investimentos e
intervenções que estamos a preparar no novo orçamento de 2018, claro é plurianual é 18, é 19,
há-de ser 20 nalguns investimentos não se conseguem realizar num ano. São matérias
importantíssimas e que da sua execução veremos que o concelho vai crescer e vai avançar e esta é
uma questão importante para nós, é que com o orçamento da Câmara Municipal e das juntas de
freguesia, nós sabemos que o nosso município avança; com o Orçamento do Estado temos dúvidas
porque na verdade temos visto muito pouco em termos de investimento e precisamos de ver
mais. Já agora só uma pequena nota sobre a questão da nutrição, eu penso que o Sr. eleito não
conhecerá o trabalho da Câmara Municipal do Seixal desenvolve nesta matéria já há muitas
décadas. Aliás, desde 1991 a Câmara Municipal do Seixal desenvolve os princípios da Organização
Mundial de Saúde no nosso concelho através dos projectos: Seixal Saudável que são os fundadores
de municípios saudáveis desde 1997. Estamos a comemorar o 20.º aniversário da Rede Portuguesa
de Municípios Saudáveis mas o conjunto de projectos na área da nutrição, principalmente as
crianças que são conhecidos. Ainda agora terminámos a semana da sopa. Temos um projecto,
«Transforma o teu lanche», para que as crianças não levem doces para o lanche mas levem fruta,
principalmente. Temos um conjunto de projectos diversificado e nesse sentido, apesar disso e
apesar de termos um gabinete específico para com 5 técnicos superiores desta área para trabalhar
estes projectos de facto, o Sr. eleito da CDU tem razão quando diz que é no Serviço Nacional de
Saúde, é no médico. O meu médico de família perguntou-me e viu o IMC e disse tem que fazer
uma dietazinha e eu precisava de uma ajuda mas aonde é que está o nutricionista? É aí! No
médico de família que manda fazer as análises que dá as recomendações e que faz aquela conta
do peso sobre a altura ao quadrado para determinarmos o índice de massa muscular e a seguir eu
precisava de um plano para poder de certa forma reduzir o meu IMC mas não existe, só existe o
nutricionista para todo o concelho do Seixal, portanto eu tinha que estar á espera muitos anos e
se calhar não conseguia lá chegar para dizer que a Câmara Municipal do Seixal é um dos
elementos fundamentais de apoio à população mas não é o único, nem é às vezes o mais
determinante e por isso, nas nossas propostas devemos bem orienta-las de acordo com aquilo que
será a maximização dos recursos em prol da população. Para concluir apenas para dizer que na
verdade com este conjunto de receitas conseguiremos construir uma proposta das GOP para 2018
que terão um carácter de transformação de melhoria e de qualificação do nosso concelho do
Seixal”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação”.
Votação do ponto III.12
Aprovada a Deliberação n.º 12/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16

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- Do grupo municipal do PS: 11


- Do grupo municipal do PSD:
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Um (1) voto contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
Votação do ponto III.13
Aprovada a Deliberação n.º 13/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Trinta e cinco (35) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS:11
- Do grupo municipal do PSD:4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Um (1) voto contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Uma (1) abstenção dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PAN: 1
Votação do ponto III.14
Aprovada a Deliberação n.º 14/XII/2017 por maioria e em minuta com:
• Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Treze (13) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Quatro (4) abstenções dos seguintes eleitos:

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3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

- Do grupo municipal do PSD: 4


O PAN entregou uma declaração de voto no prazo regimental.
(Documento anexo à ata com o número 23-A)
Votação do ponto III.15
• Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
• Um (1) voto contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Declaração de voto”.
Samuel Cruz, do PS, disse “Podia ter utilizado a figura da defesa da honra mas não faz sentido,
valorizo aqui o forte investimento do Governo no apoio às IPSS do concelho porque não gosto de
ser acusado de que não sei aquilo que digo. É uma declaração de voto acerca de IRS e para aquilo
que o dinheiro é canalizado e queria dizer apenas que a Segurança Social dá por mês às IPSS do
concelho 788 mil euros 967,7 cêntimos e por ano corresponde a 9 milhões 6447 mil 604 euros,
sendo que a ARIFA são 70 mil 175 por mês 842 mil 103 euros por ano”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Todos estávamos tentados, eu próprio, a dar um
enquadramento a isso mas ficamos por aqui. É que estamos a falar do que o Estado não faz.
Terminámos a nossa sessão com uma declaração de voto.
Nelson Patriarca, do PS, disse: “Sr. Presidente, eu gostava apenas, nós não tivemos oportunidade
de discutir e votar uma série de coisas; há, no entanto, aqui um dos documentos que eu penso
que era justo não haver uma votação mas para ficar um registo porque faleceu uma pessoa que
era importante para o desporto no concelho e eu gostaria que essa nota ficasse registada porque
mais tarde seria impossível fazê-lo; é uma pessoa que lidou com camadas jovens, com seniores e
acho que deveria ficar em ata, se me permitir, que mesmo não sendo votado, a Assembleia
Municipal, creio que por unanimidade, aprova um voto de pesar ao Francisco Troncão”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu não percebi logo o sentido porque isso poderia
ter sido dito na altura, se tivesse sido dito na altura estava registado. Nós registamos em ata e
aprovaremos o voto de pesar na próxima sessão da Assembleia, fá-lo-emos, fica registado em ata.
Agradeço a forma como colocou a questão”.
III.16. Minuta da Ata.

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Ata n.º 7/2017
3.ª Sessão Extraordinária – 14 de novembro de 2017

O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A ata em minuta, considero-a aprovada, não


havendo nenhuma questão em relação a isso. Está terminada a nossa sessão da assembleia
municipal, boa noite a todos”.
Aprovada a Deliberação n.º 16/XII/2017 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e cinco (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da Junta de Fernão Ferro: 1
Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executivo municipal e dos membros deste Órgão.
A sessão terminou cerca da 1.40 horas do dia 15 de novembro.
Nos termos do art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei n.º 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetivo processo.
Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
Aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.º 92.º da Lei n.º 169/99, de 18 de
setembro, com a redação atualizada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações
introduzidas pela Lei n.º 67/2007, de 31 de dezembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício:
O Presidente da Assembleia Municipal:

O Primeiro Secretário:

A Segunda Secretária:

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