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INTRODUÇÃO

Olá! Eu me chamo Ludwig Calixto e sou o responsável pelo


Clube do Home Studio.

Criei este eBook no intuito de ajudar as pessoas interessadas em


montar seu próprio estúdio de gravação.

Um dia também estive perdido, procurando orientação. Na época, a literatura em


português sobre o tema era bem escassa (na verdade, ainda é) e tive que aprender na
prática: “quebrando a cabeça” com pesquisas, experimentando, e pegando dicas com
amigos mais experientes.

Por conta disso, dei algumas “voltas” que poderiam ser evitadas, caso eu tivesse
uma boa orientação. Também muito dinheiro eu poderia ter economizado se soubesse
melhor o que deveria comprar.

Para isso surgiu o Clube do Home Studio. Um local onde as pessoas podem
encontrar conteúdo gratuito e de qualidade: como artigos, vídeos, testes, livros
recomendados, etc.

Também ofereço o Curso Online de Home Studio, onde o aluno vai encontrar
tudo o que precisa para montar seu próprio estúdio de gravação sem desperdiçar tempo e
dinheiro (clique aqui para saber mais).

Espero que goste deste eBook e que ele seja útil para seu aprendizado.

Boa leitura!

Ludwig Calixto

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PARTE I

1 – O COMPUTADOR PARA GRAVAÇÃO E PRODUÇÃO DE ÁUDIO

Para começar a gravar e produzir áudio é necessário possuir um computador apropriado


para tal atividade.

Um computador em perfeitas condições de funcionamento, normalmente possui os


seguintes componentes (hardwares):

• Placa-mãe (motherboard)
• Memória RAM
• Disco Rígido (Hard Disk - HD)
• Processador
• Placa de vídeo
• Placa de som (Interface de áudio)
• Fonte de alimentação

Todos esses componentes (hardwares) são importantes para o bom desempenho do


computador durante o processo de gravação e produção de áudio, ou seja, quanto melhor for o
seu computador, melhores serão as condições de trabalho.

Nada impede que você utilize para suas produções o mesmo computador que você utiliza
para outras atividades, tais como: navegar na internet, armazenamento de arquivos pessoais, jogos,
donwloads, etc. Porém se você pode “dar-se ao luxo” de ter um computador exclusivamente para
seu home studio, você evitará problemas de desempenho durante suas produções.

Como nosso foco é justamente o áudio, o componente que merece atenção especial é a
placa de som.

a) Placa de Som

Chamada atualmente de interface de áudio, a placa de som é um dos elementos mais


importantes para a gravação, interferindo diretamente na qualidade do áudio gravado. Sua função
é converter o áudio analógico em digital e vice-versa. Para isso, a interface utiliza os conversores
A/D e D/A (analógico/digital e digital/analógico). Quanto melhores forem os conversores de uma
placa/interface de áudio, melhor será a sua qualidade de gravação.

A maioria dos computadores já vem com uma placa de som embutida em sua placa-mãe,
é a chamada placa de som onboard. Só utilizaremos a placa de som onboard em dois casos: 1)
quando não temos outra placa de som; 2) quando ela já é suficiente para atender as nossas
necessidades de gravação.

A razão pela qual só utilizaremos a placa de som onboard em último caso é simples: ela foi
projetada para que o usuário doméstico realize as operações de áudio mais básicas no computador
(como ouvir mp3 e falar ao "messenger", "skype", etc), não para produção musical.

No sistema operacional Windows, quando optarmos em utilizar a placa de som onboard,

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deveremos fazer uso do driver Asio4all (link para download) para evitar problemas com latência
(atraso). A configuração do driver é feita através do programa (software) utilizado para gravação.

Atualmente temos várias opções de interfaces de áudio no mercado, cabendo ao aluno


pesquisar um modelo que se adeque as suas necessidades e/ou condições. Atualmente, algumas
boas opções iniciais para home studio são as Scarlett (Focusrite) e FastTrack (M-audio).

Focusrite Scarlett M-Audio FastTrack

b) Desktop x Laptop

Hoje em dia é perfeitamente possível realizar gravações com um computador laptop. Isso
pode ser bem interessante se considerarmos o fato de que podemos carregar o computador em
uma pequena mochila, mas não tão interessante se levarmos em consideração a ausência de espaço
interno para colocação de placas e outros hardwares facilmente instaláveis em um modelo desktop.
Cabe a cada um escolher o modelo mais adequado às suas necessidades e pretensões.

PC desktop PC laptop

c) Programas (Softwares)

Para que possamos realizar as gravações e produções que pretendemos, além do


computador (fisicamente falando) precisamos de softwares, ou seja, programas que realizarão as
funções necessárias para a gravação, edição e processamento do áudio.

Os softwares de áudio se dividem basicamente em duas categorias: multipistas (também


chamados de DAW – Digital Audio Workstation) e editores de áudio.

Os programas multipistas (DAW) permitem trabalhar com vários tracks (pistas) onde
cada instrumento musical ocupa um track diferente, permitindo assim a realização de mixagens,
como veremos mais adiante. São exemplos: Reaper, Pro Tools, Nuendo, Sonar, Adobe Audition,
Cubase e Logic.
Já os editores de áudio trabalham com cada arquivo de áudio em separado, sendo ideal
para realizar alterações mais profundas no áudio gravado. São exemplos: Sound Forge e WaveLab.

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2 – OUTROS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA GRAVAÇÃO DE ÁUDIO

Além do computador com a configuração citada anteriormente, devemos fazer uso de


outros equipamentos e acessórios para bem realizar nossas gravações e produções, são eles,
basicamente:

• Cabos e conectores
• Microfone
• Fone de ouvido
• Monitores de áudio (caixas de som)
• Mesa de som (opcional)

a) Cabos e conectores

Os tipos de conectores mais comuns nos equipamentos de home studio são:

RCA: também muito utilizados em aparelhos de TV, este conector é


encontrado em algumas interfaces e alguns monitores de áudio mais baratos,
além de algumas entradas de mesas de som.

P10: este conector é utilizado na maioria dos instrumentos elétricos (guitarra,


baixo, teclado, violão, etc.) e em praticamente todos os equipamentos do
home studio. Possui versão mono e estéreo.

P2: é uma espécie de miniatura do conector P10. Não é comum nos


equipamentos de áudio, com exceção de alguns fones de ouvido. Na maioria
das vezes é necessário usar um adaptador para transformá-lo em P10. Também
possui versão mono e estéreo.

XLR: também conhecido como “cannon”, este conector é o mais seguro (e o


mais caro) deles. É encontrado em praticamente todos os microfones e mesas
de som.

Um cabo muito útil para quem usa placa de som onboard é o cabo em "Y", composto de
um conector P2 estéreo para 2 conectores P10 mono, onde um conector P10 mono fica com o
canal "L" (left) e o outro P10 fica com o canal "R" (right). Com ele podemos utilizar os dois
canais de entrada da placa de som onboard.

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b) Microfones

Sempre que quisermos captar o som de algum instrumento acústico (não elétrico) ou voz,
faremos isso com o uso de um microfone. Os tipos mais usados são: condensador e dinâmico.

Microfone a condensador Microfone dinâmico

c) Fones de ouvido

Para uma audição mais minuciosa e detalhada, utilizamos fones de ouvido. É importante
que sejam de boa qualidade para que eles não enganem nossos ouvidos, reproduzindo um som
que não corresponde a realidade do áudio gravado.
Os fones também são uma alternativa de relativo baixo custo para quem não possui bons
monitores de áudio.

Fone de ouvido (headphone)

d) Monitores de áudio

É de grande importância que tenhamos monitores de áudio fiéis, isto é, que reproduzam
com fidelidade o áudio gravado sem acrescentar ou subtrair nenhuma informação. Do contrário,
seremos iludidos por uma falsa ideia sonora e, consequentemente, tomaremos as decisões erradas
na hora de manipular e processar o áudio.

Monitores de áudio

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e) Mesa de som

A mesa de som é muito útil para fazer a “ponte” entre os instrumentos/microfones e a


interface de áudio.
A ligação pode ser feita da seguinte forma: conectamos primeiramente os microfones e
instrumentos nas entradas da mesa de som e em seguida conectamos as saídas da mesa de som na
entrada (in) da interface de áudio.
Dentre as vantagens do uso da mesa de som estão: o controle de volume de entrada, o
casamento de impedâncias, o phantom power (para alimentar microfones a condensador), os pré-
amplificadores (gain/trim), o recurso de pan (L/R).
O uso da mesa de som torna-se desnecessário quando a interface de áudio utilizada
apresenta maiores recursos de ajuste, sendo, neste caso, um item opcional.

Mesa de som

3 – INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DOS SOFTWARES E DRIVERS

Para que tudo funcione perfeitamente, é necessário que, após a instalação dos softwares e
drivers, sejam feitas algumas configurações nos programas que iremos utilizar e, se necessário, no
sistema operacional (Windows).
Para essa etapa, recomendo àqueles que encontrarem maiores dificuldades, que procurem
auxílio de um técnico de informática ou de um amigo mais experiente, até que vocês mesmos
dominem o processo de configuração.

Software multipista REAPER

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PARTE II

1 – FUNDAMENTOS DO ÁUDIO

Chama-se áudio o conjunto dos fenômenos perceptíveis ao ouvido humano, ou seja,


aqueles que ocorrem entre 20 e 20 mil ciclos por segundo (Hertz).

Alguns conceitos são de extrema importância para aqueles que desejam trabalhar com
áudio em seu computador, são eles: frequência e amplitude.

a) Frequência

Frequência é o número de ciclos que ocorrem por segundo em uma determinada onda
sonora. É medida em Hertz (Hz), onde 1 Hz corresponde a 1 ciclo por segundo. A frequência está
diretamente relacionada a altura tonal do som, ou seja, quanto maior a frequência, mais agudo é
o som.

b) Amplitude

Amplitude é o tamanho da variação entre o ponto mais alto e o mais baixo de uma onda
sonora. É medida em decibeis (dB) e está diretamente relacionada ao volume/intensidade do
som, ou seja, quanto maior a amplitude, maior é o volume/intensidade do som.

Baixa Amplitude Alta amplitude

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2 – SÉRIE HARMÔNICA

Todos os sons (exceto alguns sons gerados por meio de sintetizador) são formados por
uma frequência fundamental, mais baixa, e outras frequências mais agudas: os harmônicos. A
frequência fundamental é quem define a afinação do som, enquanto os harmônicos são
responsáveis por caracterizar o seu timbre. Em suma: cada som é formado por uma superposição
de frequências diferentes, onde a frequência mais grave é a sua fundamental e as demais
frequências são os seus harmônicos.

Podemos visualizar as frequências que compõem um determinado som utilizando um


analisador de espectro (spectrum analyzer), encontrado na maioria dos softwares de áudio.

Analisador de espectro

3 – ÁUDIO ANALÓGICO x ÁUDIO DIGITAL

a) Áudio analógico

Entende-se por áudio analógico a representação do som como um sinal elétrico, de


forma que as oscilações deste sinal sejam analogamente correspondentes as oscilações do som
propagado no ar. O áudio analógico é transmitido através de cabos de áudio, que nada mais são
que fios condutores de eletricidade.

b) Áudio digital

Áudio digital é a maneira de se representar o som através de numeração binária, de


forma que cada ponto da onda sonora seja codificado por um número. Essa numeração é a
linguagem utilizada pelos computadores.

Dois parâmetros do áudio digital são essenciais: o sample rate e o bit depth.

• Sample rate (taxa de amostragem): é a quantidade de amostras por segundo de uma onda
sonora quando representada digitalmente. É medida em Hertz (Hz). Para o som de CD
temos o padrão de 44.100Hz de sample rate.

• Bit depth (profundidade em bits ou resolução): é a quantidade de dígitos usados para


codificar uma onda sonora digital. Quanto maior a resolução (bit depth), maior é a

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capacidade de representar níveis diferentes de sinal. Para o som de CD temos o padrão de
16 bits.

4 – CONVERSORES ANALÓGICO/DIGITAL E DIGITAL/ANALÓGICO

A interface de áudio é a responsável por realizar as conversões de áudio digital para áudio
analógico e vice-versa.

Quando ligamos na entrada da interface um cabo de áudio vindo da mesa de som ou


vindo diretamente de um instrumento elétrico (ou microfone), a interface se encarrega de
transformar esse áudio analógico em áudio digital. Essa conversão é necessária porque o
computador não reconhece o áudio analógico, apenas o digital.

O processo inverso ocorre quando ligamos as saídas da interface de áudio nos monitores
de áudio (ou fones de ouvido). Neste caso, a interface converte o áudio digital, armazenado no
computador, em áudio analógico para que o áudio possa ser reproduzido pelos monitores ou
fones. Essa conversão faz-se necessária porque os monitores de áudio (ou fones de ouvido) não
reconhecem áudio digital.

5 – SISTEMA MONO x ESTÉREO

Podemos definir estes dois sistemas da seguinte maneira:

• Mono (monaural): é o nome dado ao sistema de reprodução sonora que utiliza apenas
um canal de áudio. Ex.: rádio AM.

• Estéreo (estereofônico): é o termo utilizado para denominar o sistema de reprodução


sonora onde são utilizados dois canais de áudio independentes (duas vias). Cada canal é
posicionado em um lado do ouvinte: direito (right - R) e esquerdo (left - L), dando-lhe a
sensação de posicionamento espacial do som. Ex.: rádio FM, áudio de CD.

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PARTE III

1 – MICROFONES

Todo microfone é uma espécie de conversor, ou seja, ele converte o som propagado no ar
em sinal elétrico, isto é, em áudio analógico.
No caso do home studio, basicamente dois tipos de microfones são utilizados: o
microfone dinâmico e o microfone a condensador.

a) Microfone dinâmico

É o tipo mais comum, muito usado em shows e eventos. Suas principais características
são: baixa sensibilidade aos sons (capta apenas sons com volume considerável) e alta diretividade
sonora (capta apenas sons que incidem em sua cápsula de forma frontal). Esta última
característica pode variar conforme o modelo de microfone utilizado (unidirecional ou
omnidirecional)
Este microfone é geralmente usado quando precisa-se gravar instrumentos de volume
razoável em ambientes ruidosos. Outra vantagem é que ele não precisa de alimentação (phantom
power).

Microfone dinâmico

b) Microfone a condensador

Um tipo mais incomum de se encontrar nos palcos, porém bastante usado em estúdios de
pequeno a grande porte. Sua característica principal é a alta sensibilidade aos sons (capta até os
sons mais suaves), já em relação à sua diretividade, existem grandes variações entre os diferentes
modelos, podendo ser unidirecionais (cardioides) ou omnidirecionais, basicamente.

Este microfone geralmente é utilizado para gravar instrumentos de pequeno volume ou


de sonoridade rica e suave, necessitando de ambiente muito silencioso para evitar vazamentos
indesejáveis. Os microfones a condensador necessitam de alimentação (phantom power),
geralmente fornecida pela própria mesa de som ou interface de áudio.

Microfone a condensador

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2 – MESA DE SOM

Os principais parâmetros de regulagem em uma mesa de som são:

• Volume: geralmente localizado na parte mais inferior da mesa, é ajustado por meio de
potenciômetros deslizantes (alguns modelos têm potenciômetro giratório) os chamados
faders.

• Gain/trim: localizado geralmente logo abaixo das entradas de cada canal, este comando
realiza o controle de ganho, ou seja, amplifica o sinal de entrada para que o mesmo ganhe
maior volume.

• Pan: permite deslocar a imagem estéreo mais para a esquerda (L), mais para a direita (R)
ou deixá-la no centro.

• EQ (Low, Mid, Hi): equalizadores. No caso de um home studio, não aconselho alterar
esse parâmetro, então, deixaremos sempre na posição flat (posição de meio-dia, centro).
Exceto se o usuário se sentir seguro para gravar o áudio já equalizado, tendo a consciência
de que é impossível desfazer esta operação caso mude de ideia.

• Master (L/R): localizado geralmente na lateral superior direta da mesa, este comando
realiza o ajuste de volume das saídas principais (master out).

Mesa de som

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PARTE IV

1 – MIDI

Chama-se MIDI (Musical Instrument Digital Interface) o sistema que possibilita a troca de
informações digitais entre instrumentos e aparelhos eletrônicos com finalidades musicais.

Para que possamos realizar gravações e programações MIDI, devemos fazer uso de alguns
acessórios e equipamentos:

a) Interface MIDI/USB

Este dispositivo tem a função de interligar um controlador (instrumento MIDI) em um


computador. Para que isso seja possível, o computador em questão deve possuir ao menos uma
entrada USB.

Interface MIDI/USB

b) Controladores MIDI

Também conhecidos como instrumentos MIDI, os controladores são instrumentos


musicais com saída/entrada MIDI. Os mais comuns são o teclado MIDI, a guitarra MIDI, a
bateria MIDI e o sax MIDI, sendo o teclado o controlador mais usado.

Teclado controlador MIDI

c) Instrumentos Virtuais (VSTi)

É importante que o instrumento virtual não seja confundido o instrumento MIDI


(controlador), pois são coisas totalmente diferentes. Enquanto um serve para a execução do
músico, o outro serve para reproduzir a informação MIDI registrada. Outra diferença é que o
instrumento MIDI (controlador) é um equipamento real, que existe na realidade e pode ser,
inclusive, tocado, enquanto o instrumento virtual só existe na tela do computador, na forma de
plug-in, embora o som produzido por ele seja real e audível.

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PARTE V

1 – ACÚSTICA

Acústica é o ramo da física que estuda o comportamento das ondas sonoras em um


ambiente.
É muito importante que busquemos conhecer bem este tema, pois a maneira como o
som se propaga no nosso home studio afeta diretamente a qualidade da gravação e da
monitoração auditiva (exceto quando estamos usando instrumentos elétricos na gravação, ou
fones de ouvido na monitoração).

No tratamento acústico de ambientes, existem duas partes bem distintas: o isolamento


acústico e o condicionamento acústico.

a) Isolamento acústico

É a forma de impedir a passagem do som de fora para dentro e do som de dentro para
fora em uma sala. Esse efeito é conseguido utilizando materiais isolantes (acusticamente falando)
nas paredes e portas da sala.
Quanto mais duro e denso é o material, mais isolante ele é. Exemplo: pedra, concreto,
vidro, chumbo, etc.

Materiais como “isopor” e “caixa de ovo” não são isolantes acústicos, apesar de serem alvo
de crendice popular. Esses materiais são muito leves para garantir qualquer isolamento de som.
Também é importante dizer que nem todo material que tem boa isolação térmica,
apresenta boa isolação acústica e vice-versa, como é o caso do “isopor”.

b) Condicionamento acústico

Trata-se da forma de obter uma sonoridade agradável dentro de um determinado


ambiente. Para esse fim, utiliza-se materiais absorvedores e difusores, basicamente.
O material mais usado para construção de absorvedores é a lã de vidro, mas qualquer
material macio e esponjoso pode apresentar essa propriedade. Exemplo: tecido, espuma, tapete e
carpete.

Para a construção de difusores, normalmente são utilizados materiais mais rígidos e de


superfície lisa, com formas concebidas para provocar uma boa dispersão do som pela sala.
Exemplo: madeira, fibra de vidro, plástico e pedra.

Difusor Acústico Painéis de absorção

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PARTE VI

1 – ETAPAS DA PRODUÇÃO MUSICAL

Eu, Ludwig Calixto, particularmente divido o processo de produção musical em 7 etapas:


pré-produção (ou planejamento), arranjo, execução instrumental, gravação, edição, mixagem e
masterização.

a) Pré-produção ou planejamento

Nesta primeira etapa é estabelecida a direção que o trabalho deve tomar para que o
resultado final atenda as nossas expectativas em termos de produção musical.
No processo de pré-produção são definidos diversos temas, como: estilo, gênero musical,
público-alvo, repertório, objetivo do trabalho (profissional? realização pessoal?), etc.
Também ajuda muito termos gravações de artistas ou bandas que sirvam de exemplo de
onde queremos chegar, musicalmente falando.

b) Arranjo

Terminada toda a pré-produção, é hora de fazer o arranjo das canções. O arranjador (seja
quem for, individual ou coletivo), com base nos pontos estabelecidos na etapa anterior, deve
buscar a melhor maneira de realçar e dar maior expressividade à composição por meio do arranjo
musical.
Nesta etapa são definidas questões como: harmonia, forma, instrumentação, dinâmica,
textura, etc.

c) Execução instrumental

Estando as composições devidamente arranjadas, precisamos de músicos que executem


aquilo que foi escrito pelo arranjador. Vale lembrar que nenhuma correção posterior substitui uma
boa performance ao instrumento.

d) Gravação

Simultaneamente ao processo de execução instrumental/vocal precisamos, obviamente,


gravar o que está sendo tocado pelos músicos (ou por nós mesmos). Nesta etapa devemos colocar
em prática tudo o que vimos anteriormente sobre gravação de áudio ou MIDI.

e) Edição

Ao término da etapa de gravação, devemos editar todo o áudio (ou MIDI) gravado. Na
edição é que fazemos todos os retoques e ajustes necessários, isto é: corrigir imperfeições, fazer
emendas, retirar eventuais ruídos, compensar diferenças de andamento, etc.

f) Mixagem

Com o áudio totalmente editado, chega a hora da mixagem. Esta etapa é onde aplicamos
efeitos em cada instrumento separadamente a fim de melhorar o resultado sonoro. Efeitos como:

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equalizadores, compressores e reverbs (simuladores de ambiência) são quase sempre bem-vindos
nesta etapa. Durante a mixagem também são definidos os volumes de cada instrumento musical
ou voz.

g) Masterização

Após a mixagem, teremos o som de todos os instrumentos e vozes reunidos em um único


arquivo de áudio, sendo impossível separá-los novamente. Dessa forma, para que o trabalho ganhe
mais unidade e coerência, é necessário masterizar, isto é: processar o áudio mixado a fim de que
todas as faixas do disco tenham equilíbrio umas em relação às outras.
Para resolver problemas de diferença de sonoridade entre as diferentes faixas de um
mesmo CD, devemos utilizar (quando oportuno) um equalizador. Já para dar mais volume as
faixas usa-se o maximizer.
Também é importante fazer a “limpeza” da faixa, retirando os silêncios desnecessários no
início e no final da música.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estando com as faixas já masterizadas, resta então decidir qual será o meio de veiculação
das músicas. Pode ser através de um suporte físico: CD, SMD, pendrive, vinil; ou virtual:
iTunes, YouTube e outros sites da internet; ou até mesmo em ambos. Cabe a cada um escolher o
modo mais conveniente, de acordo com suas pretensões e necessidades.

E assim vamos terminado o nosso eBook. Espero que você tenha gostado e que ele tenha
sido útil para seu aprendizado.

Como você pode perceber, alguns assuntos estão bem resumidos. Optei por esse
caminho, pois o aprendizado da produção musical se dá muito na prática e seria de pouco
resultado ficar teorizando demais sobre essas coisas.

Gostaria de agradecer pela leitura do meu material e também te convidar para conhecer
o curso on-line de home studio que estou oferecendo (clique aqui para saber mais).

Fique à vontade para entrar em contato comigo e mandar suas principais dúvidas e
sugestões sobre este tema. Basta enviar um e-mail para ludwigcalixto@gmail.com que eu
responderei sempre que possível, seja diretamente ou através de artigos gratuitos. Usarei essas
informações para aprimorar continuamente o conteúdo do site e do curso online, procurando
sempre oferecer um material focado nas principais dúvidas dos meus leitores.

Um grande abraço e muito obrigado!

Ludwig Calixto

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