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Cuiando os sintomas

Tradução

conhecidos

da segunda como

edição Autismo

americana

Kerri Rivera bvb(

Curando

os sintomas conhecidos como

n a Kerri Rivera bvb( Curando os sintomas conhecidos como Keiri Rivera comKimberlyMcDaniel &Daniel Bender Jim

Keiri Rivera

comKimberlyMcDaniel &Daniel Bender

Jim Humble • Dr. Andreas Kalcker

ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo não deve ser en­

tendido como aconselhamento médico. Este livro destina-se apenas a fins informativos e educacionais. Por favor, consulte um médico quan­ do a necessidade de um for indicada. Por razões óbvias, a autora, os coautores, autores colaboradores, o editor e seus associados não assu­ mem a responsabilidade médica ou legal pelos conteúdos considerados como prescrição médica para/por quem quer que seja. Você é o único responsável pelo uso deste livro.

Todo o conteúdo, incluindo texto, gráficos, imagens e informações contidas neste livro ou em nosso site, é apenas para fins de informa­ ção geral. Nós não assumimos qualquer responsabilidade pela exatidão das informações aqui contidas, e essas informações estão sujeitas a al­ terações sem aviso prévio.

KerriRivera comKimberlyMcDaniel & Daniel Bender bvbooks

KerriRivera

comKimberlyMcDaniel & Daniel Bender bvbooks

bvbooks

BV Films Editora Eireli. Rua Visconde de Itaboraí, 311 Centro | Niterói | RJ | 24.030-090 (21) 2127-26001www.bvbooks.com.br

DIREÇÃO EXECUTIVA

Claudio Rodrigues

DIAGRAMAÇÃO

Equipe Promove

Mariana Haddad

ADAPTAÇÃO DA CAPA

Mariana Haddad

TRADUÇÃO

Roseli Lima Caio Amorim Vinícius Carvalho Paula Maricato Luis Felipe Carvalho Priscila Carreira

REVISÃO

Roseli Lima Caio Amorim Ana Júlia Ferro

FOTO DA CONTRA-CAPA PaulVan VleckPhotography.com

Edição publicada sob permissão contratual com os autores Kerri Rivera, Kimberly McDaniel e Daniel Bender. Copyright ©2014 por Kerri Rivera.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida sob qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópia, gravação ou por qualquer sistema de armazenamento e recuperação de informações sem autorização expressa do autor. A única exceção será para o crítico literário que deseja citar breves passagens em relação a um comentário com a finalidade de inclusão em uma revista,jornal, blog ou transmissão.

Traduzido do original "Healing the Symptoms Known as Autism Second Edition", by Kerri Rivera with Kimberly McDaniel & Daniel Bender. A I a edição em inglês foi lançada em maio de 2013, e a 2aedição foi lançada

em janeiro de 2014.

Endereço de correspondência com a autora:

Autism02 - Caixa postal 10334 - Chicago, IL 60611 E-mail: kim@cdautism.org Para mais informações acesse: www.cdautism.org e www.HealingTheSymptomsKnownAsAutism.com

O Protocolo Antiparasitário de Kalcker, integrado no Capítulo 8 desta

obra, apresenta partes do livro do Dr. Andreas Kalcker. Copyright ©2013 por Dr. Andreas L. Kalcker & M iriam Carrasco Maceda. Traduzido do original em inglês por Mercy Acevedo. Editado e revisado por Michael Harrah, Kimberly McDaniel & Daniel Bender.

Os conceitos concebidos nesta obra não, necessariamente, representam a

opinião da BV Books, selo editorial BV Films Editora Eireli. Todo o cuidado

e esmero foram empregados nesta obra; no entanto podem ocorrer

falhas por alterações de software e/ou por dados contidos no original.

Disponibilizamos nosso endereço eletrônico para mais informações e envio desugestões: faleconosco@bvbooks.com.br

RIVERA, Kerri; MCDANIEL, Kimberly e BENDER, Daniel.

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo. 2 aEdição -2016.

Rio de Janeiro: BV Books, 2016.

ISBN: 978-85-8158-105-7

Impressão e Acabamento: Promove Artes Gráficas. Categoria: Autismo, Saúde e Biomedicina.

Eu gostaria de dedicar este livro às famílias das crianças no espectro do autismo em todo o planeta.

Que todas as nossas crianças encontrem a cura de que precisam.

— Kerri

Este livro é dedicado ao meu Dominick. Eu te amo para sempre; obrigada por ser nosso anjo.

— Kim

Uma de nossas fãs, progredindo neste momento em sua recuperação, graças ao protocolo.

Uma de nossas fãs, progredindo neste momento em sua recuperação, graças ao protocolo.

SUMÁRIO

Prefácio por Lorna B. Ortiz, PhD

Prefácio por Kimberly M cD aniel

13

15

Terminologia e Unidades de Medida

Agradecimentos

Introdução: O Autismo é Evitável, Tratável e C urável

Capítulo 1: A História de K erri

23

39

30

20

Capítulo 2: Sim, Nós Podemos!!! (Testemunhos)

Capítulo 3: Passo 1 - D ieta

Capítulo 4: Uma Introdução ao Dióxido de C loro

Capítulo 5: Passo 2 - Dióxido de Cloro (C D )

Capítulo 6: CDS - Outra Maneira de administrar o Dióxido de Cloro 224

Capítulo 7: CDH - Indo Além do CD e do CDS

Capítulo 8: Passo 3 - Protocolo Antiparasitário K alcker

Capítulo 9: Passo 4 - Outros Suplementos

Capítulo 10: Passo 5 - Q uelação

Capítulo 11: Passo 6 - Terapia Hiperbárica

Capítulo 12: Passo 7 - GcMAF e A utism o

Capítulo 13: Além da Recuperação - O Plano de M anutenção

Capítulo 14: Diversos - Informações Úteis

Capítulo 15: Considerações F in ais

Capítulo 16: A Cura Além do Autismo

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488

Apêndice 2: Tratamento de Autismo via CD ao Redor do Mundo

Apêndice 3: Cura Acidental por O tim istas

Apêndice 4: Avaliação do Autismo - Questionário de Tratamento

662

(ATEC)

666

,66o

Apêndice 5: Mimetismo Molecular

Apêndice 6: Medindo a Concentração de Seu CD, CDS e CDH

Apêndice 7: Diluindo a Concentração de HC1 698

Apêndice 8: Outros Usos do Dióxido de Cloro

Apêndice 9: Formulário em branco do Protocolo Antiparasitário Kal-

cker

Apêndice 10: Calendário da Fase Lunar para o Protocolo Antiparasitá­ rio Kalcker.,706

Apêndice 11: Benefícios da Terra de Diatomáceas para a Saúde 714

Apêndice 12: Resumo dos Protocolos

Apêndice 13: Carga Corporal - Poluição em Recém-nascidos

Apêndice 14: Prevenindo o A utism o

Apêndice 15: Receitas - Cozinhando com A n a

Apêndice 16: Sites que Recomendamos

Apêndice 17: Ajuda Direta de Kerri R ivera

Referências Bibliográficas

Sobre a Autora

669

694

701

704

723

732

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PREFÁCIO 1

PREFÁCIO 1 utismo, não aquele descrito por Kanner em 1943, mas o que vemos hoje diagnosticado

utismo, não aquele descrito por Kanner em 1943, mas o que vemos hoje diagnosticado em 1 a cada 50 crianças é uma combinação de distúrbios imunológicos que devem ser tratados com recursos biomédi- cos. Há ainda muito para aprendermos sobre como e porque essas disfun­ ções imunológicas afetam 0 desenvolvimento de nossas crianças, compro­ metendo quase que completamente sua interação social e comunicação. Há uma estrada longa e difícil para percorrermos antes de compre­ endermos plenamente o sistema integrado que compreende o “autismo”, mas nossos filhos não podem esperar. É preciso mais do que apenas in­ teresses médicos, profissionais e científicos em um esforço árduo e cons­ tante para encontrar uma solução adequada e eficaz para nossos filhos. É preciso vontade, paixão e coragem para fazer a coisa certa; ouvir e ler as histórias devastadoras de pais de todo o mundo e não virar as costas, mas ajudar. É necessária uma vontade constante e extrema para ajudar, mesmo quando 0 seu próprio filho está no espectro do autismo. Os protocolos de Kerri têm sido indispensáveis para a recuperação plena de muitas das crianças em nossa Fundação Curando o Autismo (CEA). Esses protocolos representam uma solução disponível e eficaz para aliviar a maior parte das ações dos agentes patogênicos sobre o sistema imunológico. Daqui a alguns anos, quando os diagnósticos de “autismo” não existirem mais, quando estivermos totalmente informa­ dos sobre a misteriosa conexão cérebro-comportamento-imunidade, eu vou me lembrar de Kerri, não só como uma amiga, mas como uma das primeiras líderes corajosas que ousaram mudar o caminho de nos­ sos filhos doentes. Ela enfrenta todos os obstáculos, partilha conheci­ mentos e experiências, e simplesmente faz acontecer. — Lorna B. Ortiz, PhD.

" Com base em relatos dos pais, a prevalência de autismo diagnosticado em 2011-2012 foi estimada em 2,00% para crianças de 6-17. Esta prevalência estimada (1 em 50) é significativamente maior do que a estimativa (1,16%, ou 1 em 86) para crianças nessa faixa etária em 2007."

Departamento de Saúde e Serviços Hum anos dos Esta dos Unido s Rela tórios de Saúde e Esta tística s Nacionais Núm ero 65, Pág. 2 - 20 de março de 2013

PREFÁCIO 2

por Kimberly McDaniel

Escuridão não pode expulsar escuridão; apenas luz pode fazê-lo. Ódio não pode expulsar ódio; só o amor pode fazê-lo.

— Martin Luther King, Jr

B em-vindo à segunda edição de Curando os Sintomas Conhecidos

como Autismo! Estamos absolutamente entusiasmados em com­

partilhar com você as últimas atualizações do protocolo e tudo o que vem acontecendo desde maio de 2013.

Você pode estar pensando: Por que uma segunda edição tão cedo? Nossa primeira edição nos deu a estrutura para explicar o protocolo e uma base para construí-lo. Este livro já ajudou muitas famílias ao redor do mundo e, de fato, alguns pais leram e recuperaram seus filhos mes­ mo sem entrar em contato conosco posteriormente! Saiba que quando foi lançado em maio de 2013, o livro estava absolutamente atualizado, mas como mencionamos, este protocolo vai continuar a evoluir até que tenhamos algo que esteja constantemente recuperando pessoas de to­ das as idades no espectro do autismo. Desde janeiro de 2014, estamos compartilhando novamente as atualizações mais recentes, bem como muito mais informações que esperamos que sejam tão interessantes e benéficas para você como foram para nós.

Aqui estão alguns dos empolgantes novos acréscimos:

• Olive Kaiser do www.GlutenSyndrome.net escreveu uma se­ ção sobre glúten e seu papel no mimetismo molecular e au-

»-uidiiuu u í

a i r u o i T i d b

c o n n e c iu o s Lornu rturism o

toimunidade. Uma vez que muitos de vocês não são novos na comunidade do autismo, uma dieta sem glúten para os seus filhos não é nada novo. No entanto, você pode estar interes­ sado em descobrir como o glúten pode ser prejudicial para as pessoas que estão fora do espectro do autismo também.

Scott McRae contribuiu com um capítulo sobre o CDH (Di­ óxido de Cloro de retenção [solução]). Um novo método de preparação de dióxido de cloro que muitas famílias já es­ tão usando com sucesso. Isso nos dá uma variedade ainda maior de preparações disponíveis para acomodar as neces­ sidades de nossas famílias.

O capítulo Protocolo Antiparasitário Kalcker tem agora al­

gumas belas tabelas que marcam o momento de todos os com ponentes para os 18 dias por mês durante os quais uma criança estará fazendo uso do protocolo antiparasitário. Graças a Dan Bender, grande parte da confusão acerca de como fazer tudo isso se ajustar será esclarecida. Você tam ­ bém vai encontrar anos de calendários lunares para tornar mais fácil saber quando o protocolo está ativo. Você não terá que verificar o Google novamente para saber quando a

lua cheia ou nova está chegando.

A “Encantadora de vermes” Robin Goffe compartilha conosco

parte da sua jornada na cura de seu filho de 19 anos de ida­ de. Seu conselho é para os casos extremos — comportamentos autolesivos, agressão, violência, etc. Se você tem um filho mais velho no espectro do autismo, ou um filho que exibe esses com­ portamentos, ou se você conhece alguém que vive com uma criança assim, você tem que ler as sugestões da Robin. Seus conselhos são cheios de esperança e sabedoria.

O primeiro e único Marco Ruggiero, pesquisador líder sobre

GcMAF (Gc Fator de Ativação Macrófago - um suplemento do sistema imunológico), escreveu um capítulo inteiro sobre Gc­ MAF e suas aplicações para o autismo. Uma leitura obrigatória.

Prefácio 02

17

• Por último, mas não menos importante, toda üma nova safra de testemunhos que vão fazer você chorar. Se depois de ler este livro você ainda tiver dúvidas sobre dar a este protocolo uma chance, eu recomendo enfaticamente que você releia esses tes­ temunhos. Se eu tivesse que escolher a minha parte favorita do livro seria esta. Talvez seja porque eu coleciono uma gran­ de quantidade deles, e tenho que fazer contato com as famílias para obter permissão para a utilização, e verdadeiramente pos­ so sentir a emoção, o sentimento de realização quando veem o filho começando a curar-se, sem mencionar a gratidão infinita em poder curar os seus próprios filhos.

Eu oro para que todos esses testemunhos cheguem às pessoas que ne­ cessitam deles, e como resultado, crianças deixem de sofrer à medida que os pais enxerguem seus filhos refletidos nessas palavras e compreendam que, se outras crianças foram curadas, seus filhos também podem ser.

Para mim, não há nada mais real do que ouvir de alguém que tenha passado pela mesma situação. Não há nada mais inspirador do que ou­ vir alguém dizer: “Eu sei que é possível, porque eu fiz isso, eu vivi isso, e eu estou aqui para falar com você sobre isso.”

As famílias que corajosamente andaram por este caminho e usa­ ram seu tempo para compartilhar suas histórias são pioneiras e heroí­ nas para suas próprias famílias, para toda a nossa comunidade e além dela. Elas estão abrindo caminho para outros seguirem e inúmeras vi­

das se beneficiarão de sua diligência, coragem e dedicação. As histó­

de crianças e adultos

de todas as idades. Esperamos que você seja tocado assim como nós fomos. Somos eternamente gratos pelo serviço que estas famílias têm proporcionado para a humanidade e grato porque elas foram genero­ sas o suficiente para separarem um tempo de suas vidas para passar adiante e compartilhar.

O livro tem agora um índice extenso, tornando mais fácil o seu uso como referência.

rias de cura vêm de todas as partes do mundo

No momento da escrita deste livro, famílias estão curando os seus filhos autistas utilizando este protocolo em mais de 58 países! Nossos grupos no Facebook têm mais de 3.500 membros em muitos desses países. Oficialmente, não há fronteiras para o CD. Para nós é realmente emocionante ver que as pessoas estão se unindo com o objetivo comum de curar os seus próprios filhos e ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo! Nossos corações se enchem de alegria por fazermos parte dis­ to e por vermos e sentirmos o amor que é compartilhado a cada dia.

O desenvolvimento deste protocolo é o resultado de um esforço crescente, em nítido contraste com a medicina moderna. A razão para isso é clara: a medicina moderna não tem realmente ajudado a curar o autismo e pode muito bem ser uma das suas causas. Apesar de não termos estudos em dupla ocultação para nos basearmos, temos uma enorme quantidade de informações concretas, que pode não signifi­ car muito para os que fazem parte da medicina ou da ciência moder­ na, mas não torna o nosso estudo menos real. Muitas e muitas vezes os nossos resultados - crianças diminuindo sua pontuação na avalia­ ção ATEC - estão sendo duplicados por famílias em todo o mundo. Para uma família que usa este protocolo, não há absolutamente nada

mais real do que ver o seu filho se recuperar. Pergunte a qualquer pai

um estudo em dupla ocultação de

longo prazo publicado em um periódico científico

saudável. Eu apostaria no segundo.

de autista o que eles preferem ter

ou uma criança

Por mais emocionante que seja fazer parte disso, e por mais maravilhoso que seja ouvir sobre sucessos e ler testemunhos ins­ piradores, sabemos que ainda há famílias trabalhando para curar crianças que estão muito doentes, e os nossos grupos compartilham tanto os pontos altos como os pontos baixos. Kerri vai dizer a você que alguns meses são melhores que outros e os ganhos vêm e vão. Peço que leiam e releiam os testemunhos. Essas histórias são reais sobre curas reais, e se você já não o fez, eu convido você a acreditar que seu filho pode ser uma das histórias de sucesso nessas páginas de testemunhos.

KreTacio uz

lí#

Todas as nossas famílias estão provando o que muitos ouviram dizer que era impossível: crianças com sintomas do autismo podem ser cura­ das! Esse movimento por parte de pessoas não peritas está criando uma mudança de paradigma na forma como o mundo vê a cura do autismo. A segunda edição deste livro será traduzida para pelo menos 13 línguas, incluindo espanhol, português, francês, flamengo, alemão, tcheco, no­ rueguês, árabe, polonês, italiano, húngaro, búlgaro e sérvio. Isso é emo­ cionante. Isso é real. E este é um protocolo vivo. Cada família que o usa diariamente está ajudando a moldar o futuro e a curar as crianças que hoje são afetadas, e bem possivelmente evitar que outras crianças sejam afetadas no futuro. Por tudo isso, somos eternamente gratos.

Eis aqui para você e para a cura contínua da humanidade,

futuro. Por tudo isso, somos eternamente gratos. Eis aqui para você e para a cura contínua

Kim McDaniel

TERMINOLOGIA E UNIDADES DE MEDIDA

TERMINOLOGIA E UNIDADES DE MEDIDA o longo deste livro, falamos sobre o “CD” (do inglês, chlorine

o longo deste livro, falamos sobre o “CD” (do inglês, chlorine dioxidé), que é uma abreviatura para o dióxido de cloro, um oxi- dante bem-estabelecido. Referimo-nos também ao dióxido de clo­ ro muitas vezes como MMS, nome que lhe foi atribuído por Jim Humble, o homem que descobriu várias aplicações do dióxido de cloro. Há muitos livros, vídeos, blogs e artigos que usam o nome “MMS”, que é rode­ ado de muita controvérsia. Optamos por não entrar em debate sobre isso, uma vez que o nosso foco está em ajudar as nossas crianças a se recupera­ rem do autismo. Para nós, o que realmente importa é que (1) é seguro para os nossos filhos, e (2) funciona. Com base no uso extensivo do CD em mi­ lhares de crianças com autismo, podemos dizer com confiança que ambas as afirmações são verdadeiras. Se assim não fosse, este livro não existiria.

Unidades de medida

Neste livro vamos falar sobre vários componentes e recipientes para tratamentos que requerem medição, utilizando unidades de vo­ lume e peso. Uma vez que este livro é direcionado principalmente ao público norte-americano, às vezes usamos o sistema norte-americano de medidas em libras e onças; mas às vezes também usamos o interna­ cionalmente reconhecido sistema métrico, que é, falando francamen­

te

As abreviaturas comuns de medida que você verá ao longo deste livro incluem:

mais fácil de usar.

L

=

litro (volume)

mg

=

miligrama (peso)

ml

=

mililitro (volume)

Terminologia e Unidades de Medida

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lb

=

libra (peso)

lbs

=

libras (peso)

ppm

=

partes por milhão (concentração)

fl. oz.

=

Onças fluida (volume)

net. wt. oz.

=

Onça peso líquido (peso)

Para medir facilmente pequenas quantidades, seringas (sem agu­

lhas) são uma ótima ferramenta. Não se incomode em ir a uma rede de

eles não vão vendê-las para você sem receita médica. Em

vez disso, verifique a sua loja de suprimentos médico local, loja de ma­ teriais veterinários, farmácia privada ou protocolsupplies.com. Custo:

surpreendentemente barato. Um conjunto completo com cinco custa menos do que US$ 1,00 no México - mais barato do que a maioria das

barrinhas de doce - e não muito mais nos EUA. Nota: Algumas marcas de seringas trazem uma impressão de medidas que facilmente se apa­ gam, especialmente se suas mãos estiverem um pouco oleosas. Para evitar perder as marcas, cubra a escala com fita adesiva transparente ou esmalte de unha incolor.

farmácias

adesiva transparente ou esmalte de unha incolor. farmácias Quando se tratar de medir volumes maiores com

Quando se tratar de medir volumes maiores com precisão, você pode comprar um conjunto de cilindros graduados de polipropileno. Obviamente que isso não é uma exigência. Você pode usar utensílios comuns de cozinha para medir, mas estes que indicamos são mais

22

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

precisos e mais fáceis de ler. Se você decidir comprá-los, evite

aqueles cuja impressão facilm ente se apaga.

Os que trazem as m ar­

cas em alto relevo são melhores, embora às vezes sejam um pouco difícil de enxergar. O custo médio no Ebay ou Amazon® de um con­

junto é cerca de US$ 25,00. Os tam anhos variam de 10 ml a 1000

ml. Você também pode com prar cilindros individuais de tamanhos

variados em plástico ou vidro.

variam de 10 ml a 1000 ml. Você também pode com prar cilindros individuais de tamanhos

AGRADECIMENTOS

Gratidão traz sentido ao nosso passado, traz paz para o dia de hoje,e cria uma visão para o amanhã.

— Melody Beattie

Q uero expressar gratidão à minha Mãe, que me ensinou através do seu exemplo de vida o valor do voluntariado e da ajuda a outros

menos afortunados. Obrigada por sempre me dizer que eu sou a me­ lhor e que eu posso fazer qualquer coisa. Eu acreditei em você :) Obrigada a meu marido de um casamento de dezenove anos por me apoiar nesta jornada. Por mais desafiador que isso tudo seja, você sempre esteve ao meu lado. Você é o amor da minha vida, e pai dos meninos mais dóceis do planeta. Obrigada por me dar o vigor para ser forte o suficiente para fazer um trabalho gigantesco. Isso não seria pos­ sível sem um pilar com a sua magnitude.

Obrigada, Alex, o melhor irmão do mundo, que me apoia e aprecia o que fazemos em família, e que enxerga o plano maior. Eu não poderia estar mais orgulhosa de você! Eu sou tão grata que você me escolheu como Mãe, e você escolheu estar nesta jornada comigo, uma estrada menos percorrida. Eu amo você para sempre! Obrigada, Patrick, por trazer à nossa família um bem maior. Você é um anjo. Você traz luz a todos os que o conhecem e se encontram com você. Obrigada por me escolher para ser sua mãe. Você e seu irmão me ensinaram mais sobre mim mesma e sobre a vida do que eu jamais poderia ter sonhado. Sou grata a você e eu amo você mais do que as palavras podem dizer. Através de mim, você tem devolvido às pessoas as suas vidas. Você mudou para sempre a face do autismo.

24 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Obrigada, Linda, por me dar a minha irmã e uma das minhas maio­ res amigas.

Obrigada, Slimmie, por seu apoio, amor e dedicação; você é mi­ nha melhor amiga e nós falamos a mesma língua. Muito obrigada pelo apoio aos meus projetos e por sempre me ajudar a me preparar.

Lorna, obrigada por me apoiar, acreditar em mim, confiar em mim, sendo fiel ao seu coração e por ser uma das pessoas mais honestas que eu já conheci. Você é minha irmã de coração e eu a amo muito.

Susan Wiseman, obrigada por oferecer a sua conexão no dia em que eu mais precisei. Aquele ato de humildade mudou o futuro para sempre. Eu nunca vou me esquecer do que você fez por mim.

Norrah Whitney, obrigada por me indicar a direção da recuperação e me explicar o que eu precisava fazer. Você é sem dúvida o meu pri­ meiro anjo nesta jornada.

Ana Meckes, obrigada por ser outro anjo indispensável em minha vida e me ensinar a defender o meu filho. Eu continuo a fazê-lo desde então.

Anju, obrigada por ser minha amiga, por compartilhar comigo e por acreditar em mim. Você é um tesouro sem par.

Pina, obrigada por me ajudar e me apoiar, seremos amigas para sempre. Eu vou sempre me lembrar do que você fez por mim, pela clí­ nica e pelas crianças.

Kenny, obrigada por seus livros excelentes cheios de sábios conse­ lhos, e por descomplicar a biomedicina. Acima de tudo, obrigada por compartilhar a terapia da febre conosco.

Carolina, Yamileth e o Chefe

obrigada por me apoiar, me defen­

der e acreditar em mim. Vocês são amigos em todos os sentidos da pa­

lavra. Eu estou orgulhosa de vocês, movendo montanhas com o amor

que só uma família pode ter por um filho um país. Eu amo vocês.

Bob Sands, obrigada por ter visto algo especial em mim, muito obrigada por me levar para conhecer Bernie Rimland e a Sra. Rimland.

e vocês têm feito isso por

Agradecimentos

25

Aquele dia mudou minha vida para sempre. Muito obrigada por nos dar a melhor câmara hiperbárica do mundo. Com essa câmara temos visto muitos milagres.

Jim, você trouxe luz a muitos e esperança a todos os que tiveram a sorte de conhecer o milagre que é o CD (Dióxido de Cloro). Sou grata a você todos os dias da minha vida. Eu testemunhei em primeira mão o milagre que é a recuperação do autismo. Obrigada por permanecer em um caminho que nunca foi fácil. Mas é, como você mesmo diz: “A coisa

certa a fazer

”,

eu amo você.

Andréas, meu querido amigo, obrigada pela sua dedicação, suas pesquisas e pela sua disposição em ajudar. Você é a ciência, a razão e a verdade é que o dióxido de cloro; a molécula que tem o poder de salvar a humanidade. Agradeço a você e a Miriam pelo apoio infalível ao longo dos anos. Suas contribuições para o mundo do autismo estão mudando a maneira como o mundo vê o autismo para sempre. E as vidas de tantas crianças estão agora sendo recuperadas, graças à sua contribuição ao Protocolo. Sem vocês dois, essas recuperações não se­ riam tão abundantes.

Dan Bender, obrigada por enxergar além e por dar-se a si mesmo tão generosamente para nos ajudar a ajudar as crianças com autismo. Seu altruísmo permitiu que este protocolo pudesse alcançar mais famí­ lias em todo o mundo. Obrigada por fazer a segunda edição deste livro uma realidade; nós nunca teríamos saído do lugar sem você.

Obrigada Michael Harrah por me apoiar e trabalhar incansavel­ mente para compartilhar as informações que têm produzido um efeito tão positivo em tantas famílias em todo o mundo. Sua sabedoria e co­ nhecimento foram de extrema importância para mim neste livro, no nosso site e fóruns. Você foi um amigo quando eu mais precisei de um. Eu sou grata por tê-lo em minha vida.

Dr. Bernard Rimland, mesmo que você tenha nos deixado tão cedo, você moveu montanhas enquanto esteve aqui. Obrigada por me permi­ tir treinar como uma médica, e por nos permitir traduzir o protocolo para o espanhol. Obrigada por nos dar o Infantile Autism (Autismo

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Infantil) em 1964, mudando para sempre o pensamento de que o autis­ mo era causado pela mãe geradora; e por colocar em ação intervenções biomédicas para a cura das nossas crianças. Eu gostaria que tivésse­ mos mais pessoas como você. Eu tento pensar “O que Bernie faria?”, e eu normalmente obtenho a resposta. Sempre ajudando e sempre dis­ ponível. Humildade. Você define o padrão para a palavra humanitário.

Obrigada a todas as famílias em nossos fóruns por abrirem um ca­ minho para outros seguirem e por lutar pela saúde de seus filhos todos os dias. Vocês são uma inspiração.

Para todos os moderadores; Ginette, Caryn, Joy, Alison, Heidi, Mi- chael, Pam, Katya, Carolina, Nilesh, Mirena, Robin, Debbie, Sue, Susan A., Brandi, Don, Clint, Maggie, Claire, Amber, Dawn, Naomi, Maryann, Susan R., Stacey, Jessi, Lina, Boris e Susanne, Olive, Dana e Pat, por serem os melhores moderadores do mundo. A ajuda de vocês tem mu­ dado vidas para melhor a cada dia. Isto é para vocês:

É do nosso interesse cuidar do próximo. O egocentrismo opõe-se à natureza humana básica. No nosso próprio in­ teresse, como seres humanos, precisamos prestar atenção aos nossos valores internos. Às vezes as pessoas pensam que a compaixão é apenas ajudar os outros, enquanto nós não recebemos nenhum benefício. Isto é um erro. Quando você se preocupa com os outros, você naturalmente desen­ volve um senso de autoconfiança. Para ajudar os outros é preciso coragem eforça interior.

— 0 Dalai Lama

Obrigada Joy por compartilhar com a Alison que você ouviu falar do CD para o autismo através do seminário que Jim participou na Re­ pública Dominicana. Esse gesto abriu as portas ao norte e de lá para todos os lugares. Você é uma “curadora” especial.

Teri e Ed Arranga, obrigada pela plataforma e por ajudar muitas famílias a encontrarem o que precisam para os seus filhos, incessante­ mente, mesmo quando o medo se torna assustador.

Agradecimentos

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Obrigada Doll, pela distração tão necessária, por tirar a minha mente do autismo quando eu mais precisava. Melhores amigas são óti­ mas nisso.

Obrigado aos Mansours, por acreditarem em meus projetos e em mim. Seu apoio contribuiu para que este livro e o nosso site fossem possíveis.

com esse processo

divertido, incluindo Michael Harrah, Pam Gotcher, Joy Whitcomb, Charlotte Lackney, Don Kalland, James Beyor, Cathy Fuss, Jeremy Home, Ph.D., Luane Beck, Candace, Andreas Schreiber, Olive Kaiser, Susan e Clint Melanchuk.

Obrigada aos vários revisores que ajudaram

Obrigada Mads, pela maravilha do seu site e pelo nosso lindo lo­ gotipo.

Obrigada Carolyn Unck por ajudar a deixar o livro em perfeitas condições, além de todo o seu apoio e aconselhamento.

Obrigada Marco e Stefania pela sua criatividade e por preservar a verdade, porque ela funciona.

Muito obrigada Pam Gotcher, por fazer de tudo todos os dias para garantir que os nossos leitores recebam seus livros!

Obrigada Scott McRae, Brenda McRae e Charlotte Lackney por contribuírem com o capítulo sobre o CDH. Este novo método de prepa­ ração já tem sido benéfico para muitas de nossas famílias, e é uma nova adição interessante a este livro.

O propósito da vida é contribuir, de alguma forma, para tornar as coisas melhores.

— Robert F. Kennedy

Alex Rivera, Kim McDaniel (irmã da Kerri), e Patrick Rivera

Alex Rivera, Kim McDaniel (irmã da Kerri), e Patrick Rivera

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O AUTISM O É

EVITÁVEL,

TRATÁVEL E CURÁVEL

A capacidade que o seu corpo tem de se curar é maior do que permitem que você acredite.

— Anônimo

P arabéns por encontrar este livro, e bem-vindo ao mundo da recupera­ ção do autismo. Este livro nasceu à medida que mais e mais crianças

com diagnóstico de autismo respondiam e se recuperavam em mais de 58 países ao redor do mundo. Este livro dá às famílias um guia do tipo “faça-você-mesmo” através do programa de recuperação para o Transtor­ no do Espectro do Autismo (ASD) com muitas respostas em um só lugar.

Em minha jornada pela recuperação do espectro autista do meu fi­ lho Patrick, tenho pessoalmente me frustrado com a falta de informação e respostas que levam à perda de tempo e dinheiro. Por exemplo, quando eu soube que Patrick não estava mais se desenvolvendo “normalmente” (em 2003), eu não consegui obter um diagnóstico. Sete anos, dezenas de intervenções e centenas de milhares de dólares depois eu ainda estava à procura das peças para resolver 0 enigma do autismo de Patrick.

Eu aprendi ao longo dos anos, através de muitas pessoas que recu­ peraram seus filhos usando vários protocolos e intervenções, e eu in­ vestiguei cada um dos métodos. Alguns nos trouxeram melhorias, mas não recuperação (mais especificamente para Patrick, a dieta ajudou). Alguns não resultaram em nada.

Meu objetivo com este livro é aliviar essa frustração, perda de tem­ po e dinheiro para outros pais.

O Autismo é Evitável, Tratável e Curável

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Interessei-me pelo dióxido de cloro (CD) em 2010, mas não conse­ gui encontrar qualquer informação na internet sobre como usá-lo com 0 autismo. Já que eu sabia que quase todas as crianças com autismo sofriam com agentes patogênicos semelhantes (vírus, bactérias, cândi­ da e parasitas), toxicidade de metais pesados, inflamação e alergias, eu pesquisei essas condições em combinação com dióxido de cloro - re­ movendo o “autismo” do meu vocabulário.

Eu percebi, depois de realizar mais pesquisas, que o CD seria ex­ celente para curar os sintomas conhecidos coletivamente como autis­ mo. Quando Patrick foi diagnosticado pela primeira vez em 2004, a sua pontuação no questionário de avaliação do tratamento do autis­ mo (ATEC) atingiu 147 e, depois de seis anos de tratamento biomédi- co, ele estava com 63. (As dietas fizeram a grande diferença naquela diminuição inicial da pontuação ATEC). Depois de dois anos e meio de tratamento com 0 CD, ele estava com 21 pontos. O dióxido de cloro fez toda a diferença na sua vida, na minha vida e em tantas vidas ao redor do mundo.

Eu trouxe o CD para a minha abordagem Derrote o Autismo Agora! na clínica localizada em Puerto Vallarta, em 2010. Hoje, mais de 115 crianças em todo o mundo não têm mais o diagnóstico de au­ tismo (o que significa uma pontuação ATEC abaixo de 10 pontos). Além disso, milhares de crianças ao redor do mundo diminuíram sua pontuação ATEC e estão próximas à recuperação. Vinte e sete crianças em menos de um ano só na Venezuela perderam o seu diagnóstico de autismo com uma combinação de dieta, CD e água do oceano, para a surpresa dos médicos que haviam diagnosticado essas crianças inicialmente. Muitos desses mesmos médicos estão agora usando o CD com outros pacientes.

É um sonho meu que cada família de uma criança portadora do autismo possa receber essa informação para que possa decidir por si mesma se quer experimentá-lo.

Este livro é um protocolo para todos nós. Para alguns de vocês, a recuperação do autismo pode ser algo completamente novo; alguns de

i/.

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

vocês podem ser veteranos como eu e/ou pais de crianças mais velhas

e adultos no espectro do autismo. Este protocolo funciona até mesmo

para os “clássicos” que não reagem a tratamentos e para aqueles que estão tão perto da recuperação, mas ainda assim não ultrapassaram essa porta. Este livro é para você. O CD ajuda o corpo a curar os sin­ tomas que chamamos de “autismo” em todas as faixas etárias - é uma oportunidade de cura para todos.

Eu sei, por experiência própria, que um diagnóstico de autismo é devastador em muitos níveis. A regressão inicial de um bebê neurotípico em desenvolvimento desvia o contato visual, a fala e a conexão emocio­ nal entre o pai, a mãe e o filho. Depois, quando novos comportamentos estranhos aparecem, tais como debater-se, gritar, sacudir-se, girar ou até mesmo comportamentos autolesivos, você sabe em seu mais profundo instinto maternal (ou paternal) que seu filho não nasceu assim. Parece demorar uma eternidade para se aceitar a verdade sobre o que aconteceu com o seu feliz e saudável bebê. E leva ainda mais tempo e é mais con­ fuso ainda quando você tenta descobrir como curar essa criança doente. Muitos profissionais de saúde que lidam com o autismo estão focados demais em ganhar dinheiro, por isso não podemos confiar cegamente em ninguém. Devemos fazer a nossa lição de casa. A jornada em si é de tentativa e erro, juntamente com informações distorcidas.

Muitos supostos “especialistas em autismo” não sabem muito so­

bre recuperação, ou a ordem eficaz de tratamentos, e acabam tomando

o tempo das nossas crianças e o dinheiro dos pais. Quanto menos tem­

po a criança passa com essa doença crônica, mais fácil e rápido será re-

cuperá-la. Sem contar que a criança gastará menos tempo de sua vida sofrendo os efeitos físicos, emocionais e mentais do autismo.

Eu acredito que todos os pais que começam a usar este protoco­ lo devem esperar uma recuperação completa do autismo porque este protocolo trata o que causa esse diagnóstico. Nossa pesquisa indica que todas as pessoas com diagnóstico de autismo regressivo têm vírus, bactérias, cândida, parasitas, metais pesados (biofilme), inflamação e alergias. Este protocolo lida com cada uma destas questões, e é por

O Autismo é Evitável, Tratável e Curável

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isso que tem sido tão bem-sucedido. Alguns recuperam-se mais rapi­ damente do que outros. Mas, a cada dia, estamos um passo mais perto do fim do autismo.

Como você sabe se o protocolo está funcionando e quanto tempo leva para ver os resultados?

O questionário para avaliação do tratamento do autismo

(ATEC) é a nossa medida. O ATEC é uma pesquisa online que avalia a gravidade de uma criança no espectro. Para mais informações, con­ sulte o Anexo 4, na página 666. Muitas famílias notam mudanças já no primeiro dia, enquanto outros levam mais tempo. Você vai obter resultados quando você aplicar corretamente as intervenções contidas neste livro, na ordem correta e sem pausas.

Que resultados você pode esperar através dos protocolos deste livro?

Eu adoraria dizer que todos aqueles que seguem o protocolo vão conseguir baixar para 10 ou menos no ATEC - o que chamamos de recuperação - e já temos 115 crianças com esse resultado. A maioria das pessoas com que eu mantenho contato relata melhorias substan­ cialmente significativas, mesmo que não tenham atingido a recupera­ ção. No caso do meu filho Patrick, sua pontuação com 147 em 2004 e baixou para 26. Meu otimismo cresce à medida que eu continuo a procurar novas respostas, e eu continuarei a compartilhar o que eu for descobrindo.

Se você não está alcançando resultados satisfatórios e leu este li­ vro, incluindo as Perguntas Frequentes (FAQs) e soluções de proble­ mas, entre em contato comigo através do fórum em

sempre ajustes que podemos fazer para seguir em direção à

recuperação.

Eu recomendo que você leia este livro inteiro e na ordem em que está escrito, uma vez que é a ordem em que deve ser aplicado. Pular as intervenções significa perda de tempo para o seu filho e desperdício de dinheiro para você. Fazer intervenções na ordem correta, quando o seu

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

filho está pronto para elas, é o melhor caminho para conseguir a recu­ peração. Diligência e perseverança sempre ganham a corrida.

Minha missão é compartilhar com

quem

estiver interessado as

bênçãos que tenho recebido. Se as informações apresentadas aqui pa­ recem boas e você se identifica com elas, então, por favor, experimen­ te-as. Poder ser exatamente o que o seu filho precisa.

Este livro em poucas palavras:

Se você quer uma melhor chance de recuperação, segue abaixo um visão geral de como fazê-lo:

1. Dieta: Eliminar glúten, leite, soja, açúcar e toxinas para impe­ dir inflamação e reduzir a carga tóxica total.

2. O Protocolo CD para matar agentes patogênicos juntamente com o uso de um multimineral como a água do oceano.

3. O Protocolo Antiparasitário Kalcker.

4. Explore e implemente outros suplementos potencialmente sinérgicos para auxiliar na fala, no comportamento neurotípico e/ou na redução de convulsões.

5. Use quelantes suaves.

6. Depois de três protocolos antiparasitários e a observação de todos os passos acima, encontre uma câmara hiperbárica

(1.75ATA).

7. Considere a adição de GcMAF.

É importante considerar todas as informações do Capítulo 14, Di­ versos - Informações Úteis (página 452) e aplicá-las desde o início, no momento apropriado para o seu filho. Você também pode achar o Re­ sumo de Protocolos no Apêndice 12 um bom recurso para quando você não tiver tempo para reler um capítulo a fim de encontrar algo específico.

À direita está o que chamamos de Escada para a Recuperação. Joy Whitcomb, uma de nossas surpreendentes mães, criou isso para que você possa ver como cada etapa se encaixa nas etapas anteriores, e sem

elas você não iria chegar ao degrau mais alto

a RECUPERAÇÃO!

O Autismo é Evitável, Tratável e Curável

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Nota do Autora:

Nunca foi minha intenção “mudar a personalidade de alguém” ou mudar seu caráter através da cura do autismo. Eu vejo de outra forma. Quando as crianças começam a se recuperar, sua personalidade come­ ça a brilhar. Os comportamentos que vimos antes (gritar, debater-se, gritar, espalhar fezes, autoagressão, colocar as coisas em linha, birra, etc.) não são traços de personalidade, mas sintomas de um corpo doen­ te. Estes sintomas começam a desaparecer depois que o corpo começa a se curar, e nossos filhos podem expressar quem eles realmente são através de sorrisos, contato com os olhos, palavras, gestos, etc. Eles podem nos mostrar o que eles precisam e querem, bem como desem­ penhar um papel ativo nas suas próprias vidas. É meu sonho que toda criança tenha a oportunidade de amadurecer e escolher a vida que quer para si, e assim ela será responsável pela tomada de suas próprias de­ cisões. Eu realmente acredito que isso é possível para todas as nossas crianças e adultos no espectro, e eu quero que as famílias tenham a oportunidade de oferecer a cura para seus filhos. Ao longo deste livro, utilizamos o pronome “ele” (ou seu filho) quando nos referimos, de forma generalizada, a “uma criança no espectro.” Não se trata de alienar famílias com meninas ou mulheres sobre o espectro. É simplesmente uma questão de fluidez. Usar ele/ela ou dele/dela cada vez que optamos por usar um pronome, pareceu contraproducente; portanto, estamos usando “ele” ou “seu” ao longo do livro. Escolhemos o “ele” em vez de “ela” porque o autismo é cinco vezes mais comum entre meninos do que entre as meninas. Em março de 2013, o CDC revelou os resultados de um novo estudo realizado durante 2011 e 2012, que entrevistou 95.000 famílias e estimou a prevalência de autismo em 1 em cada 50 crianças. A sigla DAN! (do inglês, Defecit Autism Nowl)já não é mais aplicá­

vel ao Derrote o Autismo Agora!, já que agora pertence a Divers Alert

NetWork. A sigla foi usada em vários lugares neste livro pois várias das histórias pessoais são de uma época em que a sua utilização ainda era apropriada. Hoje, um Médico “DAN!” pode ser definido como um profissional que recebeu treinamento através da rede anteriormente

conhecida como Defeat Autism Now!

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Escada para ;

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo Escada para ; Recuperação Passo 7: GcMAF Passo 6: HBOT

Recuperação

Passo 7: GcMAF

Passo 6: HBOT (1.75ATA)

Passo 5: Quelantes delicados, tais como BioChelate e argila bentônica.

Passo 4: Adicione possíveis suplementos para a fala, convulsões, etc.

Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker (12-18 meses)

Passo 2: Protocolo do Dióxido de Cloro (CD). Implementa­ do gradualmente até que a dose completa seja alcançada. Administrado por via oral, através de enemas e banhos.

Passo 1: A Dieta: GFCFSF+; retire determinadas frutas; avalie e remova certos suplementos, especialmente aqueles que interferem com o Dióxido de Cloro.

Conceito por Joy Whitcomb.

Tudo cede à diligência.

— Antífenes

INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Por favor, tenha em mente que os protocolos deste livro ainda estão evoluindo, e continuarão a ser melhorados à medida que novas des­ cobertas forem feitas. Vamos lançar novas edições para acrescentar essas novas descobertas. Os tópicos de CDS e CDH são particular­ mente novos, porém em rápida evolução. Este livro foi atualizado em janeiro de 2014. Por favor, não deixe de conferir o site do livro para correções importantes e informações atualizadas depois dessa e de edições posteriores:

Healing The Sym ptom s Known As Autism .com

_ C A P ÍJT U L_0

1

A HISTÓ RIA DE KERRI

"O impossível é declarado possível quando você concorda com isso. É apenas uma mudança de mente que faz isso realmente acontecer, nada mais.''

— Stuart Wilde

u ^ ''V q u e aconteceu, o que você fez com Patrick?” Essa foi a pri- meira coisa que meu marido me perguntou quando viu pela primeira vez o nosso filho, depois de voltar de uma viagem de uma se­ mana. Isso foi apenas cinco dias após o nosso filho mais novo, Patrick, receber sua última vacina - a DTP (proteção contra difteria, tétano e coqueluche) + Hepatite B + Influenza B, que é conhecida no México e no Brasil como a Pentavalente - no dia 13 de agosto de 2002 aos dois anos e um dia de idade.

Essa pergunta foi a primeira de muitas que nos colocaram no nos­ so caminho pavimentado com autismo. Eu disse a Memo (meu marido) que não devíamos nos preocupar. A enfermeira mencionou que pode­ riamos esperar uma febre, e que ele poderia ficar apático. Essas eram reações completamente normais. Ao contrário do que ela disse, o que observamos durante aqueles primeiros dias e semanas foi perda de con­ tato olho no olho, agitação, andar com o calcanhar levantado, barulho agudo como o feito pelos Noise Marines do jogo com uma salivação ex­ cessiva - que chegava a encharcar toda a parte da frente de sua roupa.

Patrick também tinha perdido toda a fala que ele tinha aprendido:

Mama, Pa, água, letras do alfabeto, números

ele queria fazer era assistir vídeos, enquanto corria para um lado e para o outro em seu quarto imitando o som de uma ambulância, agitando os

tudo. A única coisa que

A História de Kerri

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braços e batendo na barriga, e babando toda a roupa.

Não conhecendo bem a origem desses sintomas problemáticos na época, atribuímos aquele comportamento à terrível crise dos 2 anos. Mas essa crise levou Patrick a perder o sono, bem como o res­ to da família. Iniciamos o uso de antibióticos para tratar o nariz que escorria e o muco no olho. Ele tinha uma diarreia tão ácida que queimaria sua pele com o contato. Tivemos que lidar com isso du­ rante o resto do terceiro ano de sua vida.

A primeira de muitas pessoas que associaram o comportamento de Patrick ao autismo foi a minha tia-avó. Ela disse para mim que acredi­ tava que Patrick tinha autismo depois de observá-lo em uma reunião de família, em abril de 2003, enquanto visitávamos parentes em Chi­ cago. Foi a coisa mais ridícula que eu já tinha ouvido.

No entanto, ao chegar em casa naquela noite, imediatamente fui pesquisar os sintomas do autismo no Google. No site estavam descritos sintomas como revirar coisas, alinhar objetos, comportamento auto- lesivo, falta de socialização e vários outros fatores que eu não enxer­ gava de forma alguma no meu filho. Descartei 0 comentário da minha tia-avó e continuei a observar os comportamentos estranhos do meu filho, ainda sem entender o porquê.

Alguns meses depois, em julho, estava novamente em Chicago. Ao sair para uma corrida, vi uma amiga minha que tem um filho da mesma idade de Patrick. Paramos para conversar e ela me perguntou como ele estava. Eu disse: “bem ”. Ela me perguntou se ele já estava falando. Disse que ele tinha desenvolvido a fala, mas desde março ele tinha perdido todo o vocabulário que tinha adquirido anterior­ ”

mente. Minha amiga olhou para mim e disse: “Oh

com um olhar

de preocupação em seu rosto. Perguntei: “O que há de errado? O que isso significa?” E aí eu fiquei extremamente nervosa. “Bem”, disse ela

relutantemente, “perda de fala é um sinal de alerta para 0 autismo”. Lá estava aquela palavra novamente. Falei que já havíamos exami­ nado tudo, porque naquele momento eu já tinha levado Patrick a um neuropediatra em Guadalajara, a um psicólogo com uma enorme clí-

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

nica em Guadalajara e a um psicólogo local em Puerto Vallarta. Esses três especialistas tinham me garantido que ele estava bem; não viram qualquer problema com o desenvolvimento dele.

Comecei minha corrida e, na metade do caminho, tive a certeza de que Patrick tinha mesmo autismo; então corri para casa, sentei-me ao computador e acessei o site da Autism Society of America (Sociedade Americana de Autismo) e encontrei uma lista de 16 sintomas do autis­ mo. As orientações diziam que, se seu filho tivesse 12 ou mais daqueles sintomas, provavelmente ele tinha autismo. Patrick tinha exatamente 12. Olhando para trás, ele provavelmente tinha 14 ou mais, mas eu não estava pronta para aquilo ainda.

Naquele mesmo dia, liguei para sua pediatra de Puerto Vallarta

e lhe disse que eu imaginava que meu filho tinha autismo, e ela me

disse: “Não, eu nunca vi nada parecido com isso em seu filho, mas traga-o aqui e eu vou olhar ele novam ente”. Quando entramos lá, ela

o observou. Ela disse que ele não alinhava objetos, que não batia na

cabeça, que ainda vinha quando eu 0 chamava, e que estava ‘brin­ cando’ com alguns brinquedos na sala de espera, de modo que meu filho não tinha autismo.

A pediatra me disse para ir para casa naquele dia e esperar que as coisas melhorassem. Todos os especialistas me disseram que ele agia daquela forma porque era uma criança de uma família bilíngue,

o que tradicionalm ente - segundo eles - acarreta um atraso na fala

da criança; seus pais e irmão começaram a falar tarde. Foi muito

paparicado. Tinha uma babá. E, também, porque era um menino, e meninos normalmente demoram mais para começar a falar e etc. A

pediatra conseguiu me convencer mais uma vez de que ele não tinha

o diagnóstico do autismo.

Como nada estava errado, no outono daquele ano colocamos Patrick em um jardim de infância. Sua professora me dizia que ele não estava fazendo algumas atividades, e eu respondia que tinha levado ele a al­ guns especialistas, que afirmaram que ele tinha apenas um atraso na fala. Ela era muito delicada sobre esse assunto e, a cada mês, fazia al-

A História de Kerri

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guns comentários sobre ele, porque ela o achava drasticamente dife­ rente de seus colegas.

Então, um dia, isso aconteceu. Recebi um telefonema da direto­ ra da escola dizendo que sua amiga, uma neuropsicóloga dos Estados Unidos, estava na cidade e que gostaria que eu levasse meus filhos para que ela os examinasse. No dia 12 de março de 2004, às 18 horas, eu tinha um horário marcado com essa neuropsicóloga. Eu tinha imagina­ do que essa mulher queria ver o Alex, meu filho mais velho, porque ele não estava indo bem na escola. Ele não conseguia dormir bem desde que 0 Patrick passou a não dormir, o que o levou a ter um mau desem­

penho na escola. Eu já tinha recebido a notícia de que Patrick estava bem, então quando ela começou a falar apenas sobre o Patrick e seus comportamentos fiquei um pouco confusa. Nós nos sentamos na sala

de aula dele e ela começou a me perguntar se ele sempre

círculos, debatia-se, babava excessivamente, gritava como um golfinho (atualmente, sempre brincávamos dizendo que ele devia ser filho de um golfinho), etc. Depois disso, eu lhe disse que já tínhamos ido a to­ dos esses especialistas e eles disseram que ele estava bem.

Estava cansada de ficar correndo em círculos e ver todo mundo me perguntando 0 que estava errado com meu filho, quando ele estava apenas levando um tempo a mais para amadurecer. Foi quando ela me disse: “Eu não posso acreditar que eles não lhe disseram que o seu filho tem autismo.”

Aquelas palavras mudaram a minha vida para sempre. É claro que eu perguntei se ela não podería estar errada, e ela disse que existia essa possibilidade, mas ela tinha feito sua pós-graduação na área de autis­ mo, tendo visto centenas de casos, e esse diagnóstico foi sua opinião profissional. Isso abriu as comportas para um rio de lágrimas que con­ tinuou a correr durante anos.

Sendo uma pessoa positiva, perguntei-lhe o que eu deveria fazer. Ela disse: “Eu gostaria de apresentá-la a um grupo de psicólogos que estão na cidade”. No dia seguinte, fui com ela para um lugar sem espe­ rança, com pessoas sem esperança, e perguntei-lhe se aquilo era algo que podería ser curado, ao que ela disse: “Não, pode-se fazer terapia

corria em

42

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

com esses psicólogos, e isso é tudo”. Crianças nascem com autismo e morrem com ele, essa era a sensação básica. Eu sabia com certeza que meu filho NÃO tinha nascido com autismo. Ele era o bebê de olhos brilhantes mais inteligente que eu já tinha visto, e tínhamos as fotos e os vídeos para provar isso. Ele não nasceu como esse fantasma de criança que tínhamos agora. Sabia que iria continuar pesquisando até encontrar algo a mais para o Patrick. Eu me tornei proativa e nunca mais voltei àquele lugar.

No dia seguinte, encontrei outra amiga e ela mencionou que tinha um livro sobre DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e autismo, en­ tão imediatamente peguei o livro, que falava apenas sobre dieta. Uma dieta baseada em alimentos sem glúten e sem caseína, para ser espe­ cífica; e então decidi começar imediatamente essa dieta. Verdade seja dita, a dieta de Patrick era horrível: ele estava limitado a laticínios e carboidratos apenas. Pães e queijo eram seus alimentos básicos, mas a boa notícia era que ele ainda comia batatas. Mesmo como uma novata na área do autismo, sabia que não poderia levá-lo a uma lanchonete defastfood, porque aquelas batatas fritas eram cobertas de glúten. Começamos com batatas fritas caseiras com um pouco de sal marinho somente, porque essa era a única coisa em sua dieta que ele ainda po­ dia comer. Depois de três dias na dieta, ele disse três palavras: as três primeiras palavras que havia dito em cerca de um ano. Então, soube que estávamos no caminho certo.

Na semana seguinte, eu trombei com uma amiga do tênis a quem eu realmente não queria nem cumprimentar, pois estava muito deprimida, mas ouvi uma voz que me dizia: “Não foque na estrada, mas nas flores perfumadas ao longo do caminho”. Então, eu forcei um sorriso no meu rosto e fui lhe dizer “olá” em meio àquela grande depressão. Bem, ela começou a se queixar da sua semana, então escutei pacientem ente e, então, eu lhe disse sobre a minha semana: na quinta-feira minha identidade foi usurpada na internet, na sexta-feira meu filho foi diagnosticado com autismo e no sábado o meu cão de 14 anos teve que ser sacrificado.

A História de Kerri

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Quando ouviu tudo isso, ela desligou o carro e me disse o quanto lamentava por aquilo tudo. Ela disse que iria me colocar em contato com uma amiga que tinha aberto o Early Autism Center (Centro de Autismo Precoce) em Toronto, no Canadá. Quando acordei, na manhã seguinte, tinha recebido um longo e-mail de Norah Whitney. Ela viria a ser o primeiro de muitos anjos do autismo em minha vida.

Eu recebi um monte de informações preciosas nesse e-mail, mas talvez o detalhe mais importante para mim tenha sido que o que tinha acontecido com o meu filho era um efeito de todas as vacinas que ele tinha tomado; ele não tinha nascido com autismo, como eu já sabia. Isso não tinha acontecido por culpa minha também, e eu precisava começar a deixar de me culpar. Norah também me disse que o autismo pode ser tratado, e que eu precisava entrar em con­ tato imediatamente com um médico do DAN! (do inglês Defeat Au­ tism Now! - Derrote o Autism o Agora!) e com o Dr. Bobby Newman, Analista de Comportamento certificado pelo conselho e Psicólogo licenciado. Norah disse que eles eram os melhores, e que esse grupo de médicos do DAN! estava curando o autismo.

Entrei em contato com todos esses médicos e, naquele mesmo mês, começamos nosso próprio programa de ABA (do inglês Applied Behavior Ajialysis - Análise de Comportamento Aplicado). Eu tam­ bém levei o Patrick aos Estados Unidos para sua primeira consulta com um médico do DAN!. Quando voltei para casa depois daquela viagem, eu trazia comigo cerca de 5 mil dólares em suplementos e injetáveis. Isso não significava que eu sabia como usá-los, e também não via meu filho melhorar diante dos meus olhos. Isso foi em junho de 2004, e passamos 0 resto daquele verão com alguns suplementos, outras inter­ venções biomédicas e 40 horas por semana da terapia ABA.

Naquele outono, alguns amigos comentaram comigo que o pai deles estava recebendo quelação em San Diego, e eu tinha acabado de ouvir alguém dizer que a quelação estava funcionando em crianças com autis­ mo, devido à grande intoxicação por metais apresentada por elas. Perto do anoitecer, eu havia conseguido o número de telefone da clínica que

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

estava realizando o tratamento de quelação dele. Quando liguei para ob­ ter informações, disseram a mim que para todas as quelações infantis eles indicavam o Dr. Woeller, em Temecula, Califórnia, então eu agendei uma consulta para Patrick. Em março de 2005, eu levei toda a família para Temecula para ver o Dr. Woeller, porque nada estava, de fato, me­ lhorando com os suplementos que eu vinha dando ao Patrick. Eu sabia que precisava continuar buscando outros caminhos.

Depois de milhares de quilômetros e muita birra, chegamos ao

consultório do Dr. Woeller. Disse à recepcionista que eu queria ver

o Dr. Woeller. Para minha decepção, ela disse: “Não, você tem um

horário marcado com algum outro médico, pois o Dr. Woeller nem mesmo se encontra na cidade no momento”. Meu marido tinha cer­ teza de que eu tinha me enganado sobre os horários e ficou muito chateado comigo. Enquanto isso, o Patrick estava gritando, chorando e tirando sua roupa na sala de espera. Eles finalmente nos deixaram entrar para falar com o outro médico e, depois de explicarmos sobre o autismo do Patrick, dissemos que queríamos fazer a quelação. A essa altura, nós já havíamos entendido que o autismo dele vinha do mer­ cúrio das vacinas que ele havia tomado. Ela nos disse, sem rodeios, que não poderíamos fazer tudo de uma vez e, antes de fazer a quela­ ção, nós teríamos que limpar seu intestino. Quando voei para casa com a minha família estava totalmente sem esperanças. Começamos a impossível tarefa de limpar o intestino.

Minha primeira conferência sobre autismo foi a AutismOne no fi­ nal de maio de 2005. Conheci uma senhora que era um anjo de resgate da Generation Rescue, a quem disse que queria fazer a quelação no meu filho com aquelas gotas de DMPS, que estavam na moda na época. Ela me disse que, quando o assunto era a recuperação do meu filho, eu não deveria aceitar um não como resposta. Eu tinha que defender o meu filho e não me entregar. Com esse pensamento, liguei para o con­ sultório do Dr. Woeller novamente e falei que queria a minha consulta com 0 próprio Dr. Woeller e não desistiria disso. A gerente me ouviu

e disse que iria me colocar em contato com ele. Depois de uma longa

conversa, o Dr. Woeller concordou em assumir 0 caso do Patrick e disse

A História de Kerri

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que ele iria me ajudar a quelar meu filho. Ele concordou comigo que di­ ficilmente poderíamos ter o intestino dele completamente sob controle antes de começar a quelação. Eu finalmente consegui as tão cobiçadas gotas de DMPS, então senti que estávamos de volta ao caminho certo. No entanto, após cerca de seis meses de uso das gotas, nós ainda não víamos nenhuma mudança.

Lembro-me de um momento da conferência AutismOne no qual eu tinha assistido a uma palestra sobre a Dieta de Carboidratos Espe­ cíficos e a remoção de todos os grãos da dieta - a dieta que ajudou o Patrick a melhorar de forma lenta e gradual.

Em novembro de 2005, fiz uma consulta por telefone com 0 Dr. Woeller e, desapontada com os resultados do DMPS, decidi pergun­ tar se havia alguma coisa nova no mundo do autismo. A resposta, que acabaria mudando as nossas vidas, foi a HBOT (do inglês hyperbaric oxygen therapy - oxigenoterapia hiperbárica).

Eu soube que havia um homem bondoso chamado Bob Sands em San Diego que era dono de uma empresa que fabricava câmaras hiper- báricas para hospitais. Liguei para 0 escritório de Bob porque Patrick iria precisar de 40 sessões imediatamente, e eu fui checar os preços e ver se havia um desconto para pacotes de sessões. A resposta foi sim, de fato havia um desconto. Marquei a HBOT do Patrick e levei meus dois filhos para San Diego, onde ficamos por 20 dias realmente longos para que Patrick pudesse fazer suas primeiras 40 sessões na câmara hiperbárica - duas por dia - todos os dias, de manhã e de noite.

Durante aquele tempo, meu marido e minha mãe constantemen­ te ligavam e perguntavam se o Patrick tinha melhorado, mas a ver­ dade é que ele ainda ficava nu na frente da TV, pulando para cima

e para baixo, debatendo-se e gritando. E, assim que voltamos para

casa, ele começou a pronunciar as primeiras sílabas das palavras de

todas as coisas que ele queria, como “ma” para maçã. Consideramos

a câmara hiperbárica um grande sucesso, mas, como eu disse, isso

só começou a fazer efeito algumas semanas depois de terminarmos as 40 sessões. Foi aí que realmente começamos a ver mudanças no

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Patrick. Bob sempre diz que a HBOT é um presente que nos é dado continuamente; você consegue ver resultados em até uns dois meses depois de terminar as sessões.

Enquanto isso, Bob e eu gostam os um do outro im ediatam en­ te. Na sua clínica havia uma atmosfera verdadeiramente familiar e jovial. Eu lhe contei a minha história e como eu queria ajudar as pessoas a saberem que o autismo era evitável, tratável e curável. Com partilhei com ele que não havia nenhuma informação, muito menos biomedicina ou tratamento para a recuperação do autismo no México (e em grande parte da Am érica Latina). Eu queria ajudar as pessoas e compartilhar com elas que podemos fazer muito para ajudar nossos filhos a se curarem.

No dia seguinte, ele entrou no escritório e mudou o curso da mi­ nha vida para sempre. Ele me disse que ele era amigo do Dr. Bernard Rim land, o “Bernie”, o Grande Padrinho do tratamento biomédico para

o autismo, autor do livro Infantile Autism, Dislogic Syndrome (Autis­

mo Infantil, Síndrome Dislógica), e fundador da Autism Research In­ stitute (Instituto de Pesquisa do Autismo). Eu disse a Bob que conhe­ cer o Bernie hoje seria como conhecer o Mick Jagger quando eu tinha 15 anos. Ele então disse que iríamos almoçar com ninguém menos que o próprio Bernie e a Sra. Rimland. Pela primeira vez na minha vida, eu admiti para Bob, estava tão animada que não sabia o que dizer. Bob me disse que, quando chegasse a minha vez de dizer algo, eu devia pergun­ tar ao Bernie: “O que posso fazer pelo DAN!?”

Meio confusa, corri para a M arshall’s, uma loja varejista de des­ contos; comprei um terninho novo, meias-calças e um par de sapatos de salto alto. Na tarde seguinte, coloquei minhas ridículas roupas no­ vas, deixei meus filhos com a empregada doméstica do meu amigo e entrei no Jaguar do Bob para irmos ao encontro de Bernie e Gloria (Dr. e Sra. Rimland) - um verdadeiro sonho se tornando realidade. Quando chegamos ao restaurante favorito deles, percebi que estava muito arrumada para a reunião. Gloria pediu uma salada e os homens pediram tilápia porque Bernie não gostava de legumes. A conversa

A História de Kerri

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variou de emplastros de Kinotakara até a diferença entre câmaras hi- perbáricas macias e câmaras hiperbáricas duras.

Esperei pelo momento certo na conversa e lhe perguntei o que eu poderia fazer pelo DAN!, e ele disse que eu deveria traduzir o Protocolo DAN! e levá-lo para toda a América Latina. Suas palavras me deixaram totalmente sem reação. Será que eu ouvi direito? América Latina? Eu estava pensando na minha cidade de Puerto Vallarta, talvez Jalisco (o estado em que vivíamos) e talvez, em meus sonhos mais ousados, para todo o México, mas isso era muito maior do que eu poderia imaginar. Nesse momento, porém, não havia como extinguir o entusiasmo que havia sido gerado. Dentro de meses traduzimos o protocolo para o es­ panhol e o doamos ao Autism Research Institute para ser divulgado em toda a América Latina. Mais tarde, eu descobriría que uma das minhas queridas amigas, Yeroline, curou o seu filho usando a tradução do Pro­ tocolo DAN!, assim como outras.

Naquela mesma viagem eu e meu marido conversamos com Bob sobre a possibilidade de comprarmos uma de suas câmaras para a clí­ nica beneficente de autismo que estávamos planejando abrir em Puer­ to Vallarta. O plano era conduzir a clínica sem fins lucrativos, mas sus­ tentar a clínica cobrando pelas sessões de uso da câmara e permitindo que todo o lucro fosse direcionado para crianças com autismo que pre­ cisassem usar a câmara de graça.

De qualquer forma, tivemos sinal verde para prosseguir. Deposita­ mos o dinheiro relativo à câmara em março de 2006, e ela chegou em 31 de outubro daquele mesmo ano. A Áutism02 - Hyperbaric Clinic abriu oficialmente suas portas em 01 de dezembro de 2006. Demos uma festa de inauguração para amigos, convidados, família e terapeu­ tas de Patrick, e 0 nosso líder religioso local veio abençoar o imóvel. Nós todos usávamos branco e, em homenagem a Patrick, que foi a nos­ sa motivação para abrir a clínica, todos nós usávamos crachás com di­

zeres como Kerri - mãe do Patrick, Memo - pai do Patrick, etc. Foi uma

noite especial para todos nós, em especial para mim, pois solidificou o que seria o caminho que eu ainda estaria percorrendo no momento em que escrevo este livro sete anos mais tarde.

48 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

A clínica tinha uma Câmara Hiperbárica Sand, um médico alopata com especialização em medicina hiperbárica, dois psicólogos, dois téc­ nicos hiperbaristas, e eu, que me encarregava da reunião inicial com os pais. Sempre soubemos que a câmara ajudaria várias crianças com au­ tismo, porém acabou ajudando várias outras pessoas também. Graças à câmara, Patrick pôde voltar a falar em 2006.

Mais tarde, naquele mesmo ano, enviamos 0 nosso médico alopata com o nosso médico hippie naturopata para Ixtapa, no México, para uma conferência hiperbárica, onde eles por acaso conheceram a Dra. Giuseppina Feingold, a Dra. Jo, uma médica do DAN! que usa a tera­ pia hiperbárica para tratar crianças com autismo. Assim que voltaram para Puerto Vallarta, eles insistiram que eu deveria entrar em conta­ to com ela, porque ela estava curando crianças com um protocolo que incluía hiperbarismo. Sem perder tempo, mandei um e-mail para ela imediatamente, mas, naquela época, eu não sabia que ela não era uma pessoa de usar o e-mail e, por eu não ser uma pessoa que gosta de usar telefones, nós nos desencontramos.

Avançando a história até janeiro de 2007, meu marido, Memo, esta­ va comprando um carro modelo Desoto ano 1951 no eBay. Tivemos que pagar pelo Desoto com cheque, e por causa disso, Memo começou a con­ versar com Bryan, o vendedor do carro. Durante a conversa, meu marido disse ao Bryan: “Se você não quiser vender por achar que ele vale mais do que o preço que você pediu, eu vou entender”. Bryan já tinha decidido vendê-lo, mas, ao mesmo tempo, ele estava interessado em saber para onde o carro estava indo, o que o Memo fazia da vida, etc. Então, meu marido contou para ele sobre a nossa vida em Puerto Vallarta, e sobre 0 negócio que possuímos, que é uma revista de classificados e anúncios. Foi quando Bryan o interrompeu e disse: “Já ouvi falar dessa revista!”

Descobrimos, então, que o Bryan era um enfermeiro que traba­ lhava com um médico que usa terapia hiperbárica e cura crianças com autismo. Isso despertou o interesse de Memo, que contou ao Bryan so­ bre o autismo de Patrick e, então, Bryan nos disse para entrarmos em contato com a Dra. Jo, sim, a mesma Dra. Jo que 0 nosso clínico tinha

A História de Kerri

49

encontrado anteriormente na Conferência Hiperbárica em Ixtapa. En­ tão, eu liguei para ela imediatamente; quando ela atendeu, eu lhe disse quem eu era e que Bryan havia me aconselhado a ligar para ela. Per­ guntei se ela acreditava em Deus e ela disse que sim. Comentei então que, em setembro, ela havia se encontrado com o médico da minha clínica e que eu havia enviado um e-mail para ela, mas nunca obtive resposta. Na época, a Dra. Jo recebia tantos e-mails que às vezes ela não conseguia responder a todos.

Finalmente nós havíamos conversado e imediatamente nos demos muito bem. Logo lhe contei tudo sobre a clínica e Patrick, na esperança de que ela pudesse vir a Vallarta. Ela me disse que antes eu deveria ir vê-la em Nova Iorque, e poderíamos ver algum tipo de tratamento para Patrick. Então viajamos para a congelada Nova Iorque em março de 2007.

Nós imediatamente começamos a tratar 0 Patrick com a quelação IV. Na época, a principal teoria sobre o fator que causava o autismo era que os metais pesados provenientes de vacinas danificavam as vias de metilação. Durante minhas caminhadas diárias para o escritó­ rio da Dra. Jo, eu finalmente conheci Bryan, 0 proprietário do Desoto que meu marido comprou no eBay. Começamos a falar sobre minha clínica e o que poderíamos fazer de forma conjunta, se ele se mudasse para lá. Bryan já trabalhava com enfermagem há quase 30 anos e era um especialista em ozônio e outras terapias alternativas. Ele me disse que estava pronto para algumas mudanças, e ficamos muito interes­ sados em ter alguém do calibre do Bryan e de personalidade descon­ traída junto de nós na clínica.

Uma semana depois de eu ter retornado a Puerto Vallarta, Bryan veio para a sua primeira visita para ver se ele podería se acostumar a viver em Vallarta. Dois meses depois, ele voltou com todo o seu equipa­ mento para montar seu consultório. Tudo se encaixava perfeitamente, e a Dra. Jo visitava-nos de vez em quando para ajudar com os pacientes.

De 2007 a 2008, tratamos Patrick com quelação IV junto com o uso regular da dieta GF/CF/SF (do inglês Gluten-Free/Casein-Free/ Soy-Free - sem glúten, caseína ou soja), suplementos e a terapia

50

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

hiperbárica. Em maio de 2008, conheci uma mãe que tinha recupera­ do seu filho do espectro do autismo com homeopatia. Trabalhei com um homeopata de nível mundial de junho de 2008 a maio de 2009, mas não vi nada que me convencesse de que a cura do autismo se­ ria por esse caminho. Naquele mesmo ano, eu conheci uma médica que administrava o protocolo Yasko e, como ela teve algumas ideias, passamos a usá-lo de agosto de 2009 até o final de maio de 2010. Na­ quele momento, honestamente, Patrick parecia pior do que antes de começarmos a lhe dar 80 suplementos por dia.

Nesse momento, eu perdi a esperança nos protocolos baseados em mega vitaminas da Defeat Autism Now!. Conseguimos ajudar apenas algumas poucas famílias preciosas a recuperarem seus filhos com dieta, suplementos, quelação e terapia hiperbárica. No entanto, a grande maio­ ria ainda tinha um diagnóstico de autismo depois de tão árduo trabalho feito por seus pais e, geralmente, uma grande quantidade de dinheiro gasto em suplementos e tratamentos. Comecei a me sentir uma fraude ao dizer às pessoas para seguir um protocolo que eu sabia que não seria suficiente para recuperar a maioria das crianças. Isso não significava que não houvessem sido alcançados bons resultados, mas de todas as crian­ ças com as quais trabalhamos apenas duas se recuperaram.

Em julho de 2010, eu estava totalmente desiludida e confusa, e não queria continuar fazendo o que eu estava fazendo do jeito que eu estava fazendo. Então, pedi ao Universo/Deus/Anjos - a quem esti­ vesse ouvindo - por ajuda. Se minha missão realmente era ajudar as famílias a recuperar suas crianças do autismo, então eu precisaria de uma nova ferramenta para trabalhar. Uma que estivesse disponível em todos os continentes e que fosse acessível a todos, porque o que tínhamos não estava funcionando.

Nenhuma voz mágica foi ouvida, graças a Deus! Porque isso real­ mente teria me assustado. No entanto, eu comecei a lembrar dessas pequenas garrafas coloridas de dióxido de cloro que eu nunca havia utilizado. Decidi pesquisar a respeito da utilização delas no Google. Lamentavelmente, não havia absolutamente nada na internet sobre 0

A História de Kerri

51

autismo e a MMS (do inglês Miracle Mineral Solution - Solução Mine­ ral de Milagre), também conhecida como CD (do inglês chlorine dio- xide - dióxido de cloro). Então, comecei a pensar sobre o que causa o autismo. Dessa forma, eu pesquisei na internet sobre dióxido de cloro com vírus, bactérias, cândida, metais pesados, barreira hematoence- fálica, alergias e inflamação. O resultado foi extremamente positivo, e me mostrou que o CD poderia tratar todos os componentes do autismo. Enchi-me de esperança mais uma vez.

Eu fiquei especialmente interessada porque, na clínica, nos espe­ cializamos em terapias oxidativas como, por exemplo, terapia hiperbá- rica e ozônio. Como o dióxido de cloro é mais benigno do que o que já estávamos usando, eu decidi investigar mais.

Ele não possui efeitos colaterais, exceto uma possível reação de Herxheimer; esse não é um efeito colateral do próprio dióxido de cloro, mas pode acontecer com qualquer protocolo de desintoxicação. Decidi, então, falar com meu marido e com meu filho, Alex, que também esta­ vam animados. No dia seguinte, na clínica, o primo do melhor amigo do meu marido e sua esposa estavam saindo da câmara. Eu lhe dei um “Oi!” e ela imediatamente me disse que estava usando CD. Ela não disse “Olá!” ou “Kerri!”, somente: “Eu estou usando o CD”. Esse foi o momento defi­ nitivo para mim - meu momento Aha!. Então, disse-lhe que estava pes­ quisando isso há algumas semanas, e estava extremamente interessada. Ela estava obtendo grandes resultados, então meu marido disse que iria experimentar primeiro. Se depois de três dias usando as gotas ele ainda estivesse vivo, então nós começaríamos a usar com o Patrick.

Entrei em contato com Jim Humble, descobridor do CD. Esperava que ele me ajudasse a entender melhor como dosar o CD para crian­ ças com autismo. Expliquei-lhe que não havia nada na Internet para crianças. Ele me ajudou a resolver esse problema. Deu-me as seguintes recomendações: uma gota oito vezes ao dia para crianças com menos de 12 quilos, duas gotas oito vezes ao dia para crianças com menos de 23 quilos, e três gotas oito vezes ao dia para crianças com menos de 46 quilos. Disse-me que, quanto mais doses déssemos em um dia, melhor, e que oito doses era o mínimo.

52

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nessa primeira semana, Patrick vomitou (reação de Herxheimer normal) porque fui muito rápida com a dosagem. Na Internet, os úni­ cos protocolos que encontrei indicavam grandes doses algumas vezes por dia e, como descobri naquela semana, doses menores e lentas du­ rante todo o dia seria a forma correta. No entanto, apesar da reação de Herxheimer do Patrick (por eu não ter dado uma dosagem pequena

de forma lenta), ele estava visivelmente melhor. Sete dias mais tarde meu filho tinha melhorado o contato visual e estava pedindo coisas que nunca tinha pedido em sua vida. Às 2ihoo ele me olhou diretamente nos olhos e disse: “Eu quero cama”. Com meu queixo caído, sem acre­ ditar, eu o segui escada acima para o seu quarto. Quando chegamos lá, ele se virou para mim, me olhou bem nos olhos de novo e disse: “Eu quero tomar banho”. Sabia que não estava sonhando e que realmente tinha acabado de ouvir isso. Após o seu banho, ele me olhou direta­ mente nos olhos e disse: “Eu quero escovar os dentes” e, durante todo o tempo em que escovava os dentes, ele estava rindo. Ao perguntar o que ele queria, ele me disse: “eu quero ‘cobeto’”, então eu disse: “cobertor”,

e ele repetiu: “cobertor, sim” e correu para a cama, mergulhando nela para apreciar o cobertor. Ele nunca tinha mergulhado na cama antes. Esses foram os primeiros sete dias do CD. Eu fiquei encantada.

Em setembro de 2010, todas as pessoas que anteriormente só es­ tavam usando ervas ou medicamentos para combaterem os vírus, bac­ térias, cândida e outros patógenos começaram a ouvir sobre o CD. Foi quando as coisas realmente começaram a acontecer.

Voltando a 2007, eu soube como a Dra. Anju Usman estava tendo grande sucesso com seu protocolo de biofilme. Ela concluiu que vírus, bactérias, cândida, parasitas e metais pesados estão todos unidos no biofilme (veja mais sobre isso no Capítulo 5, a partir da página 139). E quando vi que o CD matava patógenos, neutralizava os metais pesados

e tantas outras coisas que compõem o núcleo do autismo, eu sabia que

mataríamos diversos coelhos com uma cajadada só. Eu também espe­ rava descartar alguns elementos farmacêuticos do protocolo de biofil­ me, como antifúngicos, antibióticos e antivirais, e ser capaz de utilizar

algo que não tenha efeitos colaterais (reação de Herxheimer é diferente de um efeito colaterall.

A História de Kerri

53

Eu estava a caminho de descobrir como poderíamos usar esse ba­

ratíssimo oxidante que está disponível em todo o mundo para ajudar

o corpo a se curar do autismo. Outro ponto importante sobre o CD

é que você não precisa levar o seu filho para algum lugar para ser

tratado, como nos casos das terapias hiperbárica, por ozônio e por quelação IV. Não necessita de médico, ou visitas a médicos em outros

países. É tão simples quanto tomar um suplemento e você altera a sua própria dose dependendo do que sente e vê. Basicamente, qualquer família com acesso à internet, dieta, CD e alguns suplementos pode

curar seu filho do autismo.

Depois de ter sucesso parcial com meu filho por meio de diferentes tipos de tratamentos biomédicos, mesmo com os melhores médicos do

mundo, era hora de mudar. Com o CD estamos atacando o biofilme

durante todo o dia, uma vez que o CD destrói as proteções de elétrons

das diferentes moléculas que compõem os agentes patogênicos, libe­ rando assim toxinas na corrente sanguínea. Essa liberação de toxinas

é a principal razão pela qual devemos ir devagar e administrar a dose

aos poucos, evitando uma reação de Herxheimer, pois muitas dessas crianças têm uma grande carga tóxica. Se matarmos muitos patógenos de uma só vez, muitas toxinas cairão na corrente sanguínea. O corpo buscará eliminá-las imediatamente, principalmente através de diarreia

e vômitos. Isto é desagradável e totalmente evitável.

O CD é tão benigno que você pode usá-lo em sua pele, cabelo, ore­

lhas, olhos, pela via oral, retal ou vaginal, por inalação, etc. Nas doses

em que usamos o CD em soluções líquidas, as células saudáveis não são prejudicadas. Ele ataca especificamente os patógenos, devido às cargas negativas deles. Quando eu entendi o básico, e vi que Patrick es­ tava melhorando, comecei a compartilhar com outras pessoas para que entendessem como usar o CD. Muito rapidamente, começamos a obter os resultados que muitos médicos não estavam tendo. As crianças no espectro do autismo estavam melhorando, algumas começaram a se recuperar, e nós tivemos que parar para observar. Fiquei encantada novamente.

54

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Em novembro, uma criança se recuperou e, então, em dezembro, outra criança também se recuperou. Suas famílias os levaram para os respectivos psiquiatras e médicos de cada uma para que os diagnósti­ cos fossem removidos. Aqueles foram os muito importantes primeiros passos que me convenceram de que isso era algo que tínhamos de con­ tinuar fazendo. Começamos a espalhar a notícia de que esse tratamen­ to era barato e estava disponível em todos os continentes do mundo.

Com minha experiência em biomedicina, eu aprendi que você presta atenção às reações enquanto aplica a dose. A regra é manter do­ ses pequenas e lentas. Nós chegamos à dosagem ideal de uma gota por vez e, na medida em que as crianças iam se recuperando, os pais iam compartilhando suas histórias com outros pais e mais e mais pessoas começaram a usar. Foi um movimento que surgiu com os pais, com o envolvimento de pessoas comuns.

Foi aí que se deu a explosão. Comecei a entender que essa era a peça que estava faltando no quebra-cabeça e a que estávamos procu­ rando. Com toda seriedade, não existe uma cura única para crianças com autismo, razão pela qual cada criança segue um protocolo diferen­ te para sua recuperação. Embora tenhamos testemunhado um grande sucesso com o CD, hoje eu continuo trabalhando para descobrir no­ vas modalidades que possam ajudar essas crianças a serem curadas da forma menos invasiva possível. Agora que tínhamos obtido sucesso na América Latina, eu precisava compartilhar esses tratamentos com famílias de crianças com autismo em todo o mundo.

Por volta dessa época algo muito interessante começou a acontecer com os enemas, ou aplicações por via retal, de CD: parasitas; mais espe­ cificamente, lombrigas eram expelidas com os enemas de CD quando os pais e seus filhos usavam o protocolo. Hoje, tenho centenas de fotos que foram enviadas a mim por pais de todo o mundo (países de primeiro e de terceiro mundo) que viram vermes expelidos pelas fezes.

No momento, testes de laboratório são totalmente inadequados, mas um veterinário atento pode facilmente verificar a presença de parasitas em uma amostra de fezes usando um microscópio de alta

A História de Kerri

55

potência. Os resultados dos exames das crianças que fizeram a ava­ liação das amostras de fezes por microscopia revelaram a presença de vermes. Oxiúros, lombrigas, tênias e ancilóstomos são os mais comumente encontrados. Análises de fezes feitas por laboratórios normalmente não detectam parasitas, mesmo quando vermes clara­ mente podem ser vistos e fotografados com o uso do microscópio. Na verdade, uma mãe que conheço enviou um verme vivo que seu filho havia expelido para um laboratório. O resultado? Nenhum parasita detectado! Nesse ponto, então, não se pode confiar em exames copro- lógicos quando se procura por parasitas.

Dr. Andreas Kalcker e Miriam Carrasco foram de grande ajuda na montagem desse quebra- cabeça, formulando um protocolo antiparasi- tário espetacular que tem ajudado muitas crianças, incluindo o Patrick. Em outubro de 2011, Andreas me deu o primeiro protocolo antiparasitá-

rio, e famílias na Espanha, México, Venezuela e outras em toda a América Latina começaram a usá-lo. Abordaremos isso de forma mais profunda no Capítulo 8, página 252, e como isso afetou a minha vida, bem como

a vida de tantas outras famílias com crianças no espectro do autismo.

Em janeiro de 2012, entrei em contato com Teri Arranga e eu fui convidada para falar na conferência AutismOne em maio de 2012. Essa

seria a primeira vez que eu iria me apresentar em inglês na AutismOne

e também, obviamente, a primeira apresentação sobre 0 CD. Depois de

oito anos na biomedicina e seis anos ajudando famílias na América La­ tina, eu estaria me expondo à crítica, sabendo muito bem que haveria um preço a pagar. Ao mesmo tempo em que estaria alcançando famí­ lias nos EUA pela primeira vez, eu acabaria sendo objeto de críticas na blogosfera. Nós sobrevivemos!

Em 2010, quando eu conheci o CD e comecei a observar o mila­ groso trabalho que ele realiza com o autismo, esperava que os pais,

médicos e profissionais que lidam com autismo fossem ficar animados. Imaginei que eles fossem começar a pesquisar sobre como e por que

a molécula de dióxido de cloro estava curando o autismo. Mas, para o meu desapontamento, as pessoas estavam desinteressadas. Algumas

56

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

inclusive diziam que o que eu tinha visto era impossível ou, ainda, que

o CD era tóxico. Bem, quanto a isso eu posso dizer que curar o autismo

com uma substância tóxica é impossível. Desde então, alguns dos me­ lhores médicos do mundo começaram a se interessar (e esse número está crescendo) e alguns pais estão começando a perceber. Centenas de pessoas assistiram à minha apresentação na AutismOne. Vários me disseram depois que inclusive pensaram em não comparecer porque o título da apresentação parecia bom demais para ser verdade: 40 Crian­

ças Recuperadas em 21 Meses.

As pessoas que compareceram ficaram satisfeitas com as infor­ mações e muitas começaram a usar o protocolo. No entanto, o que estava para acontecer nos dias e semanas seguintes à minha apre­ sentação me deixou perturbada e foi muito além dos meus piores pesadelos. Alguns pais me atacaram através de cartas e da inter­ net. Recebi ameaças e e-m ails acusatórios com discursos de ódio

e palavrões.

Na maioria dos casos, esses e-m ails e blogs eram de pais que

Pessoas do meio da biomedicina

me disseram para não me preocupar, que essas pessoas sempre fa­ ziam esse tipo de coisa com os outros. Eles se colocavam no ca­ minho das novas e brilhantes intervenções médicas a fim de ga­ nharem atenção. Eles desviam a atenção do tratamento, alteram a verdade e, em alguns casos, mentem para as pessoas sobre o que está acontecendo apenas para colocar esses pais em pé de guerra. Eu nunca poderia imaginar nada parecido com o que aconteceu. No entanto, com o passar do tempo, pararam as ameaças, as postagens

negativas, etc.

Atualização em 2014

eram contrários à biom edicina.

Uma das minhas citações favoritas afirma 0 seguinte:

"Toda verdade passa por três estágios. Primeiro, ela é ridicularizada. Em segundo lugar, sofre violenta oposição. Em terceiro lugar, ela é aceita como óbvia."

A História de Kerri

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Felizmente, a conferência AutismOne de 2013 foi uma experiên­ cia totalmente diferente - 0 que pode indicar que estamos entrando nessa terceira fase. Em maio de 2013, alcançamos 93 recuperações e, durante a minha apresentação na AutismOne, alguns pais corajosos subiram ao palco comigo para compartilhar histórias de cura e recu­ peração de suas crianças. Não houve ataques. Durante o lançamento da primeira edição deste livro na conferência, muitos dos nossos ma­ ravilhosos moderadores estavam prontos para responder às pergun­ tas e ajudar os pais interessados em começar o tratamento. Eu tive uma sessão de autógrafos com o prazer de me encontrar com muitos pais que eu apenas conhecia através de e-mail ou Facebook. Em ja ­ neiro de 2014, a primeira edição já havia vendido milhares de cópias. Se você pesquisasse sobre “autismo” na categoria “livros” do site da Amazon, você veria o livro em várias posições nas duas primeiras pá­ ginas entre cerca de 10.000 ou mais resultados de busca, e a maioria sendo comentários sendo de cinco estrelas. Se você alterasse a busca para “Avaliação do Cliente Comum”, o livro viria entre os 10 mais, por vezes na posição n° 1.

Este sempre foi um movimento de base impulsionado pelos pais,

e hoje há ajuda on-line disponível em 7 idiomas para responder per­

guntas e oferecer apoio. Como com qualquer coisa, se você atrair aten­

ção suficiente, também vai atrair alguns “inimigos”; entretanto, o CD já conquistou o seu lugar nas modalidades de tratamentos que estão curando os sintomas conhecidos como autismo.

O CDS (do inglês, chlorine dioxide solution - solução de dióxido de

cloro) foi introduzida na primeira edição do livro, época em que ainda estávamos esperando que fosse algo melhor do que já sabíamos que era. Tratava-se de uma forma de CD de gosto mais tolerável ao paladar,

a qual continua sendo uma excelente escolha de preparação para aqueles

que são extremamente sensíveis e têm intolerância até mesmo a uma única gota do CD clássico. No entanto, descobrimos ao longo dessa jor­ nada que apenas uma criança até agora se recuperou tomando unica­ mente CDS - os outros 114 fizeram uso do CD clássico.

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nesta edição, estamos introduzindo o Preparado [Solução] de Dió­ xido de Cloro, CDH (do inglês Chlorine Dioxide Holding). Quando essa técnica de preparação foi introduzida, ela foi apresentada como algo semelhante ao CDS, mas com gosto mais suave, mais fácil de ser tole­ rada e com menos reações de Herxheimer. No entanto, há uma grande diferença. O CDH ainda contém uma pequena quantidade da matérias- -primas necessárias para a preparação do CD (clorito de sódio e ácido cítrico/clorídrico), enquanto o CDS é somente gás de dióxido de cloro dissolvido em água. Essa pequena quantidade de matérias-primas na preparação do CDH pode ser o que faz a diferença. Após 90 dias de uso do CDH com mais de 70 famílias, não houve falhas. Os ganhos não se estabilizaram, e os pais parecem achar mais fácil aumentar a dose das crianças sem que ocorram quaisquer reações de Herxheimer. Outra coisa surpreendente sobre o CDH é que o adoçante natural Stevia pode ser adicionado para melhorar o sabor sem ocasionar perda da potência da dose. Isso pode representar uma mudança positiva para as crianças que não suportam o sabor do CD clássico. Devemos atentar para o fato de que nem todas as marcas de Stevia são iguais e pode haver algumas que não possam ser usadas. Ainda estamos testando várias marcas.

O CDS e o CDH ganharam seu lugar entre os métodos de prepara­ ção do dióxido de cloro, permitindo assim que mais pessoas pudessem se beneficiar das propriedades curativas do CD que, de outra forma, não eram capazes de tolerar.

As

pessoas

estão

sempre

interessadas

em

saber como

meu fi­

lho Patrick está, e fico muito feliz em compartilhar um pouco sobre 0

que vem acontecendo em sua vida ultimamente. Em agosto de 2013, Patrick fez 13 anos. Eu esperava que ele já estivesse recuperado; no entanto, ainda estamos trabalhando no sentido de uma recuperação completa. Ele está melhor a cada mês e seu atual ATEC (do inglês Au-

tism Treatment Evaluation Checklist - Questionário de Avaliação do

Tratamento do Autismo) está em algum lugar entre 22 e 24. Patrick é muito social e adora uma festa. Neste Halloween, minha irmã deu uma festa e ele só quis ir para casa às 231130. Ele também adora passar tempo com a sua família. Toda noite ele me diz: “Eu te amo mamãe, me

A História de Kerri

59

dê beijinhos”. Essa não é somente a sua maneira de me dizer que quer um beijo, mas também de mostrar que quer eu fique um tempo com ele antes de irmos dormir.

Ele prepara a sua própria comida na cozinha e, mesmo tendo sem­ pre gostado de ajudar a cortar os alimentos, ser capaz de colocar a sua parte na torradeira e aquecê-la por conta própria é algo novo. Nós não o ensinamos a fazer isso. Um dia ele decidiu por conta própria que iria aquecer e servir o seu próprio jantar. Outro grande avanço é que ele agora é capaz de se limpar depois de ir ao banheiro, que é algo em que ele sempre pedia ajuda. Ele ainda coloca por si próprio seus fones de ouvido para ouvir videos do YouTube ou assistir DVDs, caso alguém tenha que fazer uma ligação telefônica.

Nós não temos quaisquer problemas de comportamento e, se nin­ guém lhe dissesse que eu tenho um filho com autismo e você nos visse por aí, você nunca saberia. A apraxia continua sendo o maior fator de atraso na recuperação do Patrick. Mesmo assim, Patrick se comunica mais do que nunca, e tenta se comunicar como nunca antes.

Enxergando o trajeto futuro desse movimento tão longe quanto consigo agora, acredito que se a verdade realmente passa pelas 3 fases, então já entramos na terceira, em que ela é “autoevidente”. O protocolo do CD já recuperou 115 crianças (desde de dezembro de 2013); é utili­ zado em 58 países; e já ajudou mais de 5.000 pessoas no espectro, com mais e mais recuperações sendo acrescentadas a cada dia. O poder da mídia social permite que os pais compartilhem com outros pais os seus sucessos com o protocolo, trazendo assim uma coesão maior. Os pais na comunidade do autismo confiam mais em outros pais do que nos próprios médicos, e com toda a razão.

à

Até

aqui nós já

quebramos

muitos

estereótipos

associados

cura do autismo. Por exemplo, sabemos agora que, após os 9 anos de idade, a recuperação ainda é possível (um homem de 31 anos está se aproximando da recuperação enquanto escrevo estas palavras). Você não precisa ser rico para recuperar seu filho do autismo. Você não precisa saber inglês - existem grupos no Facebook em 7 línguas

60

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

diferentes e este livro vai ser traduzido para pelo menos 13 outros idiomas. Sabemos agora que o autismo não é uma doença de or­ dem psicológica. É de ordem biomédica: vírus, bactérias, cândida, parasitas e metais pesados causam os comportamentos que levam ao diagnóstico do autismo. Ao remover o que causa os sintomas, 0 diagnóstico é removido também.

Eu testemunho diariamente o que não parecia ser possível: a cura

do autismo.

O futuro é brilhante, e cabe a nós compartilhá-lo!

No desejo de uma saúde melhor,

a cura do autismo. O futuro é brilhante, e cabe a nós compartilhá-lo! No desejo de

Kerri Rivera

Jim, Andréas e eu na Venezuela, onde duas das mais incríveis mulheres do mundo têm

Jim, Andréas e eu na Venezuela, onde duas das mais incríveis mulheres do mundo têm uma fundação para ajudar a Venezuela a curar a epidemia de autismo. Sou muito grata a Yamileth Paduani e a Carolina Moreno pela fundação e trabalho árduo delas. Vinte e oito crianças foram recuperadas com este protocolo através da fundação em seu primeiro ano de serviço. Obrigada, senhoras. Tenho muito orgulho de ser sua irmã de coração.

CAPITULO

2

SIM , NÓS PODEMOS!!!

Sem fé, nada é possível. Com fé, nada é impossível.

— Mary McLeod Bethune

A ntes de embarcar na busca pela cura do autismo, ouvir as histórias daqueles que já passaram por isso pode trazer conforto para você.

Alguns pais de crianças que tiveram seus diagnósticos de autis­ mo anulados através deste protocolo foram generosos o suficiente para compartilhar uma foto de seus filhos junto com uma “nota de agradecimento”. Você verá que algumas das crianças mais velhas escreveram suas próprias cartas e compartilharam seus sucessos com o mundo.

1)

Meu filho agora consegue jogar na Liga Infantil! Graças a uma pontuação ATEC de 4 .0 autismo é tratável! OBRIGADA, KERRI!

ATEC de 4 .0 autismo é tratável! OBRIGADA, KERRI! 2) Meu Deus! Eu ainda estou emocionada.

2) Meu Deus! Eu ainda estou emocionada. Nathan acabou de brincar direitinho com os carros! Ele os empurrou e disse:"vruum, vruum!"

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Até então só fazia caretas, girava ou batia nos brinquedos - Semana 5 usando o MMS.

3) Hoje, na escola do meu filho houve um evento chamado "Eu Posso Correr" para promoção da boa saúde e para arrecadar alimentos para famílias em nossa comunidade. No ano passado ele não conseguiu completar nem 1 quilômetro e meio — eles correm ou caminham por uma trilha. Este ano, ele correu três quilômetros. Como assim????? 7 meses de MMS e 6 meses com tratamento antiparasitário.

7 meses de MMS e 6 meses com tratamento antiparasitário. 5) Uau! Isso é algo para

5) Uau! Isso é algo para se agradecer! Estava na hora de fazer o ATEC do meu filho após o MMS (7 meses fazendo desintoxicação

toquem os tambores

de parasitas) e sua pontuação foi um

por favor

15! Leia direito, 15! Eu estou emocionada agora,

enquanto escrevo essa carta. Meu filho tem 14 anos e 4 meses de idade. Ele estava com a pontuação de 27 quando começamos. Em seguida, subiu para 34 quando começamos o tratamento de parasitas (seu comportamento piorou); e então caiu para 21 três meses atrás, e agora 15! Muito obrigada, Kerri! Sem você, só Deus sabe onde ele estaria.

Sim, Nós Podemos!!!

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geral como uma criança "neurotípica", ainda assim, ele tinha problemas comportamentais. Ele era agitado e lutava contra a ansiedade e TOC. Ficávamos constantemente lutando contra fungos, constipação, metais e viemos a descobrir mais tarde, parasitas! Começamos o MMS bem devagar. Notamos que seu estado de humor estava melhorando. Ele estava sorrindo mais e, de uma forma geral, estava ficando mais agradável permanecer ao seu lado. Decidimos ver sua pontuação ATEC após apenas 1 mês. Isto foi chocante: 4!!! Ele caiu 20 pontos em 1 mês!!! Nós temos o nosso menino recuperado e seremos gratos para sempre! Nós vamos começar o protocolo antiparasitário este mês e esperamos descer para uma pontuação ATEC de Oü!

7) Eu só queria compartilhar que hoje a minha filha disse uma frase completa! Ela normalmente só faz uma frase com duas palavras e muitas vezes gagueja e balbucia, com problemas de articulação. Meu marido chegou em casa depois de uma semana fora por causa do trabalho; ela foi até ele quando ele se sentou em frente ao computador e disse: "Eu quero

com o papai". E na banheira (Eu estou fazendo

o banho de vapor MMS porque os meus dois filhos estão tossindo), ela olhou para seu irmão e disse: "Olha irmão, copo." E ela segurou o copo de plástico na frente dele. Ela nunca foi tão coordenada e "presente", e nem tão articulada

antes. Sou muito grata. Embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer, sinto como se um enorme peso tivesse sido tirado dos meus ombros. Obrigada por seu trabalho árduo.

me sentar

66 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

6 6 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo 9) Meu filho está em um acampamento de

9)

Meu filho está em um acampamento de três dias com 100 alunos NT (neurotípicos) do 5oano! Nós fornecemos toda a sua comida e comparecemos para levar suplementos duas vezes por dia. Além disso, ele está sozinho, dormindo com amigos pela primeira vez em sua vida! Não tenho palavras além de agradecer ao Senhor por me trazer Kerri Rivera e também por dar a mim e à minha família forças para nunca desistirmos! Nosso pequeno pássaro levantou voo, graças a Deus!

Nosso pequeno pássaro levantou voo, graças a Deus! 10) Obrigada Deus por sua fidelidade. Obrigada minha

10)

Obrigada Deus por sua fidelidade. Obrigada minha linda menina por me olhar nos olhos e sorrir todos os dias. Obrigada Kerri McDaniel de Rivera, por caminhar ao meu lado.

Sim, Nós Podemos!!!

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11) Olá! Sou Silvia, mãe de Alejandro, e nós moramos na Espanha. Eu vinha dando MMS ao meu filho por 10 meses sem notar qualquer alteração. Kerri me disse que eu estava fazendo algo errado, e ela

estava certa. Sendo a guerreira que é, ela pediu que eu lhe dissesse tudo o que eu estava dando ao Alejandro, e então ela achou onde estava o erro; Alejandro bebia suco de abacaxi o dia inteiro, ele tomava mais de um litro por dia, o que fez com que o MMS não funcionasse. Então eu parei de lhe dar suco de abacaxi há dois

Ele presta atenção e sua

compreensão é de quase 100%. Posso dizer que o meu bebê não falava antes, mas com essa mudança ele começou a dizer: "Vamos mãe!", "Minha mamãe" tudo isso porque eu passei a dar o MMS da forma correta. Devo aconselhar que não deem suco junto com MMS pois anula o seu efeito. Eu agradeço a Deus por colocar a Kerri no meu caminho. Meu filho melhora a cada dia, lentamente, mas é possível

ver que ele está dizendo adeus ao seu antigo mundo. Obrigada, Kerri, por aparecer em nossas vidas e nos trazer uma luz. Agradeço também a Jim Humble por trazer esperança às nossas vidas.

meses, e ele agora é uma nova criança

13)

12) Agradeço a Deus por colocar Kerri Rivera em nosso caminho, nos devolvendo nosso príncipe totalmente recuperado.

nos devolvendo nosso príncipe totalmente recuperado. Meu filho fez 12 anos hoje - Uauü Esta é

Meu filho fez 12 anos hoje -

Uauü Esta é verdadeiramente a

primeira vez desde o seu primeiro aniversário que meu coração não se quebra em pedacinhos por causa de mais um ano de sofrimento e por estarmos longe da recuperação completa!! Ele

68

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

decidiu que ficaria em casa hoje para brincar com seus brinquedos de aniversário; disse isso para a sua professora (várias vezes), e quando ela perguntou se ela poderia tirar um dia de folga também, ele disse: "não!!" Quando seu avô ligou da Holanda para lhe dar os parabéns, ele sentou-se quieto e ouviu com um sorriso em seu rosto

- o normal seria "não cante". Além disso - lá vou eu contar vantagem

- a professora me disse que ela teve que separá-lo de seu melhor

amigo durante a aula, colocando-os longe um do outro, porque eles estavam copiando o trabalho um do outro!!! Uau! - ficamos tão animados - sim, eu sei, nós somos loucos, você pode pensar - mas se crianças normalmente fazem isso, não me importa o que você pense, eu vou celebrar!!! Se você acha que isso é estranho, você deveria ter me visto quando ele mordeu uma criança aos 3 anos!! Eu quero incentivar todos vocês hoje a reparar nas pequenas coisas,

a registrar todas as mudanças num diário, junto com as pessoas

que estão em contato com seus filhos. Você irá se surpreender com

o quanto nós deixamos passar, porque passamos cada momento

apenas vigiando-os! Eu me sinto tão abençoada!!

momento apenas vigiando-os! Eu me sinto tão abençoada!! 14) Querida Kerri, muito obrigada sorriso de nosso

14)

Querida

Kerri,

muito obrigada

sorriso de nosso filho de volta. A felicidade que você pode ver nestes olhos vem de escutar os seus conselhos e sobre o seu incrível protocolo. Nós nos surpreendemos quando sua pontuação

ATEC caiu 18 pontos em três semanas, e chegou agora na marca de um ponto, partindo do início que era de 36, em menos de um ano. Agradeço a Deus todos os dias por ter ido

à

palestra Autism O ne em 2012, onde você abriu meus olhos para

o

que poderíamos fazer para ajudá-lo. Quero que todos os pais

saibam que este é um protocolo verdadeiro, com resultados reais.

Mais uma vez obrigada e que Deus abençoe tudo o que vocês têm feito por nossas crianças. Você é demais! Com carinho, Maryann.

Sim, Nós Podemos!!!

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15) Saudações de Monterrey. Para que você se lembre, nós fomos visitar você em Puerto Vallarta em 21 de junho, e meu filho começou o tratamento em julho com MMS. Atualmente o meu filho come quase tudo por conta própria, e limpa a boca sempre que precisa. De um mês para cá ele tem feito coisas engraçadas, como tentar encobrir suas cartas quando jogamos; se ele me vê de cócoras no chão ele corre e pula em cima de mim. Ele expressa a expectativa em seu rosto quando sabe que eu vou lhe fazer cócegas. Ele se esconde atrás da parede quando brinca de esconde-esconde. Nos dois institutos onde ele frequenta, me disseram que ele agora é capaz de prestar atenção por longos períodos de tempo, o seu modo de ser mudou e eles também disseram que o seu contato visual melhorou muito. De acordo com seu terapeuta, ele é agora um candidato à fonoaudiologia porque agora consegue prestar atenção. Para nós, Kerri, isso é um milagre se tornando realidade, ver o nosso filho despertando pouco a pouco e vê-lo comer tudo por conta própria. Obrigada por compartilhar tudo isso conosco.

16) Desde que começamos o tratamento com MMS a capacidade de brincar da minha filha melhorou, e ela consegue olhar nos meus olhos, o que significa muito para mim. Ela começou a responder perguntas, envolver-se mais, e agora eu comecei a sentir que o fim do túnel já não está tão distante. Eu sou tão grata a Kerri por me mostrar uma maneira de recuperar o meu filho. DEUS ABENÇOE.

17) Olá Kerri, eu não acredito que se passaram cinco semanas desde que nos falamos ao telefone. Meu filho fez 22 anos ontem. Ele abriu cada cartão de aniversário e leu o que estava escrito. Nós sempre soubemos que ele sabia ler, mas ele nunca demonstrou interesse em abrir os cartões ou os presentes. Ele fez isso na noite passada. Nos últimos cinco anos, ele apenas vestiu camisas cinzas

70

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

claras. Esta semana ele usou uma azul e uma camisa cinza escuro. Ele também olhou diretamente para mim e pediu o que queria. Ainda não houve nenhum efeito colateral. Estamos em 22 gotas a partir de hoje. 2 enemas de 300ml por dia - 8 gotas - e água do mar pela manhã. Eu anexei duas fotos que tirei esta semana. Acho que são vermes. Posso esperar uma melhora? Depois de todos os tratamentos pelos quais já passamos? Creio que sim. Eu fico pensando: o que vou fazer com o meu tempo quando ele melhorar (e estiver possivelmente recuperado)? Eu vou comemorar gritando de cima do telhado e dedicar-me a ajudar outras famílias. É isso que eu devo fazer? Seria esse o meu propósito? Eu adoraria!

1 18) —
1
18)

Você é o anjo que Deus nos enviou. O autismo é uma doença curável! Obrigado, madrinha Kerri!

19) Este é Benjamin. Ele tem 4 anos e 5 meses de idade, e uma pon­ tuação ATEC 4 que diminui a cada semana :). Quando foi diag­ nosticado, com 3 anos e 2 meses de idade, sua pontuação ATEC era de 134. Quando iniciou o protocolo CD o ATEC estava com 18 pontos e permaneceu estagnado após toda uma intervenção biomédica junto com dieta. Ele parou todos os suplementos, ex­ ceto melatonina, quando iniciou o protocolo e, obviamente, não podia estar mais satisfeita com essa decisão. Obrigada, Kerri Ri- vera, por me dar uma maneira de salvar o meu menino. Vamos continuar com o protocolo até alcançar ATEC = 0 :)

20)

Sim, Nós Podemos!!!

71

Obrigado por este olhar. Partilho este olhar com você, o mesmo olhar que você devolveu à minha mãe. Esta foto não existiria, se não fosse por você. Eu te amo muito. Seu afilhado Gabriel.

não fosse por você. Eu te amo muito. Seu afilhado Gabriel. 21) Minha família e eu
não fosse por você. Eu te amo muito. Seu afilhado Gabriel. 21) Minha família e eu

21) Minha família e eu somos muito g Kerri Rivera por disponibilizar o protocolo CD para tratar o autismo, que me recuperou e fez uma enorme diferença na vida de milhares de crianças e famílias em todo o mundo. O CD pode recuperar até mesmo um adolescente como eu, de quem muitos desistem. De todas as intervenções biomédicas, o CD é o menos dispendioso e faz a maior diferença. M uito

obrigado p o r salvar m inha vida Kerri.

22)

Para a minha madrinha Kerri.

Por sua causa, meus olhos agora enxergam a vida como ela deve

23)

ser

Meus

CHEIA DE ESPERANÇA! Com amor, Gannon.

CHEIA DE ESPERANÇA! Com amor, Gannon.
CHEIA DE ESPERANÇA! Com amor, Gannon.

filhos

começaram

a

usar

Com amor, Gannon. filhos começaram a usar o MMS exatamente há 2 meses e meio, e

o

MMS

exatamente

2

meses e meio, e vimos melhoras quase que

imediatamente;

a atenção

dos

meus

gêmeos

melhorou

apenas

alguns

dias

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

depois que iniciamos o tratamento, e 10 dias após o início meu filho Juan Pablo começou a me chamar "mãe!" Ele nunca tinha feito isso antes. (Nenhum dos meus gêmeos falava, ou seja, eles não eram capazes de falar uma única palavra). Poucos dias depois, Jesus Alejandro disse: "Mãe, água", enquanto apontava para a geladeira, e isso foi chocante para mim.

Meus dois filhos podem agora dizer quatro ou cinco palavras e a comunicação deles melhorou muito, mesmo não estando perfeita, eles melhoraram muito ao expressarem o que querem. Já se pode observar melhora na compreensão, na obediência às ordens e na realização de pequenas tarefas; eles reagem quando você os chama pelo nome, estão controlando melhor os seus movimentos intestinais e, em geral, toda a qualidade de vida ficou muito melhor desde que começaram a usar o MMS.

Sei que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos no caminho certo, e eu confio que, graças à ciência que descobriu os grandes efeitos desta fórmula maravilhosa para os nossos filhos autistas, nós vamos recuperá-los, pois o MMS realmente desintoxica!

24)

Ing. Artebys Cedeho

(Mãe de Jesus Alejandro e Juan Pablo)

Querida madrinha Kerri, como podemos lhe agradecer por expulsar o autismo da vida deTJ? Nós temos agora um menino feliz, saudável e inteligente que tem grande confiança em si mesmo! Somos eternamente gratos a você!!!

agora um menino feliz, saudável e inteligente que tem grande confiança em si mesmo! Somos eternamente

Sim, Nós Podemos!!!

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25)

Começamos a usar o MMS há um mês. Ainda não chegamos a usar

a dose completa, mas já temos visto alguns resultados incríveis.

Eu levei o meu filho ao shopping cerca de uma semana atrás,

porque é uma de suas atividades favoritas. Quando chegamos em casa, ele fez algo que NUNCA havia feito. Ele veio até mim, abraçou-me e disse: "Obrigado". Uau! Dois dias atrás, meu marido teve que irá loja de materiais agrícolas porque uma coisa quebrou lá no celeiro. Então perguntamos ao meu filho se ele gostaria de

ir, e ele literalmente pulou do sofá e animadamente veio conosco.

Enquanto ele estava lá, escolheu alguns livros que o interessaram

e alguns carrinhos de brinquedo. Quando chegamos em casa,

enquanto eu o ajudava com o seu casaco e botas, ele disse:

"você é uma grande mãe". Ele nunca havia se expressado tão espontaneamente assim, e é tudo por causa do MMS, pois paramos com todo o resto. Isso me dá inspiração para continuar

o protocolo e estou ansiosa para ver o que o futuro reserva para o meu filho e nossa família. Obrigada Kerri!

26) Se não fosse por você, Kerri, minha mãe ainda estaria preocupada sobre o meu futuro.Você é o meu Anjo da Guarda!!! O autismo é curável! Obrigado Kerri! Obrigado Kerri!

O autismo é curável! Obrigado Kerri! Obrigado Kerri! 27) Seu fonoaudiólogo me disse hoje que suas

27) Seu fonoaudiólogo me disse hoje que suas frases estão muito melhores, mais organizadas, e também a sua capacidade de dialogar; disse também que a sua concentração melhorou!! Uau! Antes de chegarmos ao consultório de seu fonoaudiólogo ele

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

disse: "Mamãe, minha fala está ficando muito melhor!" Sim, ele disse isso! Ele sabe!

28) Eu não consigo acreditar! Eu acabei de realizar o ATEC da minha filha, e em um mês caiu de 72 para 48 !!! Eu estou chocada! Issoé um sonho? Revisei o teste com meu marido e, considerando que algumas das nossas respostas poderiam ser apenas sentimentos positivos, ainda assim a melhora é enorme!! Eu sou tão grata, Kerri Rivera! Não tenho palavras!! Estou orando para que isso não seja um sonho!! MUITO OBRIGADA!!! Eu acredito que tem mais pela frente, mas no momento eu estou em estado de choque!

29) Eu tenho que postar o nosso ganho do domingo: minha filha é e sempre foi ultrassensível, e aqueles que lidam com isso sabem que escovar os dentes, pentear os cabelos e tomar banho podem ser tarefas cruéis tanto para a criança quanto para os pais. Eu literalmente tenho pavor de lavar os cabelos dela. Ela grita tão alto que poderia quebrar os vidros da janela. Ela bate nas coxas tão forte que ficam direto como hematomas. Hoje de manhã ela entrou na banheira, sentou-se e ficou me olhando enquanto eu arregaçava as mangas (que é geralmente o momento em que ela fica nervosa, porque ela sabe que estou prestes a pegar o chuveiro), ela se levantou, me olhou bem nos olhos, sorriu para mim e disse: "chuveiro". Eu comecei a lavar o seu cabelo, ainda certa de que a gritaria começaria a qualquer minuto. Comecei a lavar e ela disse "Muito bom!" eu sorri e disse:"Muito bom mesmo querida". Meu marido espiou para ver por que tudo estava tão tranquilo e ela olhou para ele e disse: "chuveiro papai", sorrindo de orelha a orelha como se quisesse dizer "eu estou tomando banho, papai". Que ótima maneira de começar nosso domingo! Uma maneira maravilhosa para ela e para nós. Eu sinto como se eu

Sim, Nós Podemos!!!

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finalmente tivesse respirado hoje. MMS é tudo, e vocês também!!!

Um domingo muito feliz;-))))

Querida Kerri, MUITO obrigada

por nos ajudar com os complicados problemas de saúde da nossa filha. O protocolo de CD / PP permitiu que a minha filha pudesse dormir durante toda a noite pela primeira vez em 7 anos! Um mês utilizando os medicamentos antiparasitários, ela dormiu e tem dormido perfeitamente desde então! Somos eternamente gratos! Além disso, quanto mais a carga patogênica diminui com o protocolo, mais ela come e aprecia o que come! Minha filha come até salada agora! E experimentará qualquer comida que eu lhe oferecer. Eu agradeço do fundo do meu coração e serei eternamente grato! Com amor, TODA a família Clark!

30)

eternamente grato! Com amor, TODA a família Clark! 30) 31) Eu fui curado. Sim, nós podemos.
eternamente grato! Com amor, TODA a família Clark! 30) 31) Eu fui curado. Sim, nós podemos.

31)

Eu fui curado. Sim, nós podemos. Eu te amo muito, madrinha Kerri!

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

32) O meu filho teve uma grande semana - ontem fomos jogar boliche em família. É difícil perceber ganhos nele às vezes porque ele não tem uma pontuação muito alta — sua pontuação ATEC estava em 7 na última vez que fiz o teste, e as mudanças nele podem ser sutis e difíceis de se notar. Enquanto nós estávamos no

boliche ele estava calmo (apesar da música alta, luzes e agitação), ele se sentou enquanto não chegava a sua vez para assistir

a todos, (e os vídeos de música passando), sabia quando era a

vez dele e aplaudiu na minha vez (eu estava ganhando do meu marido naquela hora - haha). Ele carregou sua bola para pista e a jogou com apenas um braço - Nossa!! Isso foi o mais normal que já o vi fazer! Ele agora é faixa-marrom em Tae Kwon Do e esta foi

a primeira vez que ele conseguiu balançar a bola (eu costumava

ter de levar a bola para a rampa, ajudá-lo a segurar e contar até 3

com ele para empurrar a bola). Ele foi diagnosticado hipotônico com três anos e meio de idade, e MMS e PP o ajudaram a ganhar um pouco de força, energia e resistência. Eu aumentei o seu MMS uma gota, cerca de 2 semanas atrás e também estamos acelerando com a GcMaf.

33) Grande momento de superação hoje. O meu filho fez hoje

a primeira aula de sua vida: natação. Ele foi incrível!!! Seguiu

todas as instruções, esperou na fila, sorriu, falou e deixou que os instrutores o ajudassem. Incrível, eu chorei quase todo o

tempo. Em um determinado momento ele sorriu, acenou e disse: "oi mamãe!".

Sim, Nós Podemos!!!

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de consulta. Eles estão surpresos com a sua resposta ao tratamen­ to. E ele ajudou o seu irmão mais novo a tomar sopa hoje à noite no jantar.

o seu irmão mais novo a tomar sopa hoje à noite no jantar. 35) Obrigado, Kerri!

35)

Obrigado, Kerri! Porque nós seguimos o protocolo e tivemos grandes óbvios resultados.

sopa hoje à noite no jantar. 35) Obrigado, Kerri! Porque nós seguimos o protocolo e tivemos

/ »

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

/ » Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo 37) Eu sou o número 102! Obrigado por

37)

Eu sou o número 102! Obrigado por me dar uma chance de ter um futuro, Kerri Rivera!

38) Em um determinado dia, eu provavelmente disse as palavras "eu te amo"para os meus filhos pelo menos uma dúzia de vezes. Meu menino neurotípico quase sempre responde de volta. Meu menino com sintomas de autismo costuma dizer: "sim, você ama", como resposta. E eu tenho completamente aceito que essa é sua maneira de receber os meus "eu amo você". Muito raramente ele diria"eu te amo"para mim. Bom, agora você sabe onde eu quero chegar. Esta manhã eu estava passando por ele e ele me disse "EU AMO VOCÊ!" Eu não tive certeza do que ele disse porque ele falou bem baixo, então eu lhe perguntei:

"O que você disse?" E ele repetiu: "eu te amo". Eu disse "obrigado

filho, eu também te amo!!!" Mas espere

comemorando cada pequeno gesto. Apreciando minhas três palavras favoritas. Amando cada minuto de cada dia. E amando aqueles lábios vermelhos carnudos nesta manhã, sabendo que ele está desintoxicando.

BAM bambam!!! Estou

39) Estávamos perdendo nosso filho rapidamente. Estávamos perdidos. Este protocolo nos deu uma direção e nos trouxe o nosso filho de volta. Ele olha para nós com sorriso nos olhos e nos diz que nos ama. Ele tem uma infância plena agora. Palavras nunca poderiam transmitir o tamanho da nossa

Sim, Nós Podemos!!!

79

Sim, Nós Podemos!!! 79 gratidão pela Kerri e por todos os que a ajudam a fazer

gratidão pela Kerri e por todos os que a ajudam a fazer um futuro para os nossos filhos. Veja o testemunho completo de Gunnar na página

540.

filhos. Veja o testemunho completo de Gunnar na página 540. 41) Começamos o protocolo DAN quando

41) Começamos o protocolo DAN quando a nossa filha de 10 anos de idade tinha 18 meses, e ela permaneceu nele por nove anos. An­ tes de iniciar o CD, nossa filha parecia ser neurotípica, mas ela era muito dependente de suplementos e o seu progresso estagnou

o u

42)

^uranao os sintomas eonnecidos como Autismo

o u 42) ^uranao os sintomas eonnecidos como Autismo por alguns anos. Ela tinha barriga distendida,

por alguns anos. Ela tinha barriga distendida, crescimento deficiente, grave constipação, ansiedade, um pouco de TOC e problemas de foco/ concentração/visão embaçada. Seu ATEC antes de iniciar o CD era 24. Depois de apenas 26 dias, caiu para 7. Uma queda de 17 pontos em 26 dias! Nós nem tínhamos tido tempo de iniciar um protocolo antipara- sitário ou um fim de semana 72/2! (uma dose a cada duas horas por 72 horas). Sua barriga está muito mais plana e sua ansiedade dimi­ nuiu, assim como oTOC e a questões de atenção que melhoraram muito! Nós vamos mantê-la no CD e eu estou pensando em ini­ ciar o protocolo por mim mesma esta semana. Como um amigo disse: "O DAN iniciou o trabalho e o CD a recuperou!"

Meu filho acabou de me ver lendo esta página e perguntou o que era CD Autismo. Eu lhe disse que era o medicamento que ele estava tomando. Ele disse:"Eu acho que meu autismo acabou. Como você sabe que alguém ainda tem isso?" Em breve meu amor, em breve!

43) Spiro e Peter (gêmeos de 9 anos)

Depois de muitos anos de intervenções em nossos filhos gêmeos, e de obter sucesso moderado, na melhor das hipóteses, nós ouvimos falar sobre o CD. Demorou cerca de um ano antes de nos sentirmos confiantes o suficiente para experimentar. Eu posso honestamente dizer que é a MELHOR intervenção que já usamos. Nós começamos com o CDS em meados de julho de 2013.

Sim, |\Jôs Podemosü!

»

Nos quatro curtos meses que estamos utilizando o CDS, e agora

o CD, tivemos mais ganhos em todas as áreas do que nos últimos

6 anos durante os quais experimentamos tantos tratamentos diferentes. O que eu amo neste protocolo é a sua simplicidade, menos é mais, e isso foi uma grande mudança de raciocínio para mim. Só para se ter uma ideia de como os nossos meninos estão,

vejam suas pontuações ATEC até agora:

Spiro: Ele era o número 100 na ordem de recuperação no "Trem de Cura"e a 1a criança a se recuperar usando CDS. ATEC antes de começar o CDS: 22. ATEC um mês após o CDS: 16. ATEC dois meses após o início do CDS: 9.

Peter: Ele mal falava antes do CDS e agora usa palavras simples

e combinação de duas palavras para se comunicar. Ele está bem no caminho da cura. ATEC antes de começar o CDS: 69. ATEC um mês após o CDS: 55. ATEC dois meses após o CDS: 46.

Nós finalmente sabemos, no fundo de nossos corações, que os nossos meninos estão no caminho da "verdadeira cura". Não temos mais aquele estresse e ansiedade sobre o que o futuro nos reserva. Finalmente sentimos que podemos respirar mais facilmente, e dia após dia, os ganhos continuam chegando de forma consistente. Os ganhos permanecem, e isso é o melhor de tudo.

Obrigada aos meus amigos do FB que me apresentaram o MMS

e a Kerri Rivera, por quem temos tanta admiração e respeito. Eu

agradeço a Deus todos os dias pela sorte que tivemos em encontrar este tratamento. Nossos meninos estão se recuperando e as suas belas personalidades estão surgindo. Vamos agora olhar para ofuturo com essa ESPERANÇA. Kerri, nós sempre seremos gratos a você.

Beijos e abraços beijos e abraços beijos e abraços!

82

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Foto dos gêmeos Spiro e Peter

Sim, Nós Podemos!!!

83

44)

Uau

Meu filho com autismo severo entrou

pela

porta e

passou os braços em volta do meu pescoço e me deu um abraço normal pela primeira vez em sua vida (6 anos e meio).

Que coisa louca. Ele limpou o bumbum pela primeira

vez na vida, não me chamou e nem me pediu ajuda. Eu nem estava no banheiro com ele! Foi quando eu me animei e perguntei: "Você se limpou???" Juro por Deus, eu ouvi ele responder: "Sim, mãe!" Ele nunca havia dito uma palavra. Será que eu estava sonhando? Mas, UAU!!! Que dia!!!

Hum

POR FAVOR, COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS!

Os testemunhos são uma das melhores maneiras de se compartilhar suas experiências sobre este protocolo. Talvez você tenha ouvido sobre o proto­ colo através de um testemunho ou um vídeo. Se você não nos contar suas experiências, não podemos compartilhá-las ou agir em questões que preci­ sam ser melhoradas ou corrigidas.

Envie seus testemunhos para o e-mail:

Além disso, informe-nos se podemos publicar o seu depoimento, com ou sem o seu nome.

Mais milagres e testemunhos na página 501.

C A P Í T U L

0

3^

PASSO 1 - DIETA

"Deixe o alimento ser seu remédio e o remédio ser o seu alim ento."

— Hipócrates

S e eu pudesse escolher uma parte do Protocolo como a peça mais importante do quebra-cabeça da recuperação, seria a Dieta. Por

Dieta me refiro ao plano dietético que eu recomendo a todas as famí­ lias que querem iniciar o Protocolo. É uma combinação da clássica dieta sem nada de glúten, caseína ou soja, em conjunto com a eliminação do açúcar, xarope de milho, corante, conservante e outros alimentos preju­ diciais. A Dieta é a base para o resto do Protocolo; algo similar a estabe­ lecer as fundações de uma casa para que o resto da estrutura fique firme. Aderir à Dieta é fundamental para a eficiência do resto do Protocolo.

Quando uma família de uma criança com autismo me procura, a primeira coisa que eles querem saber é:

O que posso fazer para ajudar meufilho?

Eu sempre, sempre, começo pela Dieta. Na verdade, eu os faço ir embora da primeira reunião com a esperança de que eles serão capazes de recuperar seu filho, mas somente se eles se compromete­ rem ioo % com a Dieta. Eu explico para as famílias que eles devem pensar sobre os alimentos da mesma maneira que seus bisavós pen­ savam. Nas gerações passadas, os alimentos vinham diretamente da terra, com pouco processamento. Frutas, legumes, nozes e carnes formavam a dieta básica de nossos avós e deve ser assim para os nossos filhos também. Temos de pensar em alimentos integrais e

Passo 1 - Dieta

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não em alimentos processados. Não faz sentido nenhum deixar as porcarias e começar a comer porcarias sem glúten ou caseína.

Depois da minha primeira reunião com a família, eles saem com a lista de alimentos permitidos e peço que eles me enviem um e-mail quando conseguirem atingir uma semana inteira sem exceções ou “er­ ros” na dieta. É nesse momento que os pais que estão realmente bus­ cando a recuperação são separados daqueles que apenas estão interes­ sados em ter alguém que “conserte” seus filhos para eles.

Em geral, uma das duas coisas geralmente acontece durante essa primeira semana. Em um primeiro cenário, eu recebo um e-mail de uma mãe ou de um pai em êxtase dizendo: “Eu mal posso acreditar, Johnny dormiu a noite inteira pela primeira vez em anos” ou “o intes­ tino do Johnny trabalhou normalmente”, ou ainda, “Johnny falou duas novas palavras ontem!” Isso é o que eu espero.

O segundo cenário acontece quando nunca mais recebo notícias da família novamente. Eles podem ter batido o pé ou tido um período de adaptação à Dieta que provou ser muito pesado para eles, de modo que decidiram seguir outro caminho. Isso não quer dizer que todos enxer­ gam o milagre ou que não existe um meio termo. Alguns resultados são menos óbvios como, por exemplo, mais contato olho no olho ou menos vermelhidão no rosto, mas, em geral, vemos mudanças positivas. Qual­ quer mudança é um bom sinal. A Dieta é apenas a primeira peça do quebra-cabeça. Temos que continuar a partir dela, mergulhando nas intervenções até chegarmos ao resultado final desejado.

Kerri

Deus te abençoe! Quando meu filho tinha 3 anos de idade, pres­

creveram para ele Ritalina', Risperdal* e Clonazepam*

ditar nisso? É claro que eu nunca dei essas coisas para ele, pois me doía ver meu filho "drogado". Dois dias após o início da dieta ele dormiu a noite toda e o brilho dos seus olhos voltou. Eu mal posso esperar para começar com o MMS, estou tão feliz!!!

você pode acre­

Ao longo deste livro, os “milagres”, que são os e-mails e mensa­ gens postadas no fórum dos pais sobre as melhoras das suas crianças,

86

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

foram colocados em caixas de texto (como essa ao lado) e encaixados no capítulo ao qual cada um diz respeito. Por favor, note que, como muitos desses milagres foram selecionados há algum tempo atrás, os contribuintes têm usado o termo MMS em vez de CD. Devido a limita­ ções de tempo, era impossível pedir permissão a todos eles para trocar MMS por CD em seus depoimentos. MMS e CD são a mesma substân­ cia. Onde a sigla MMS for usada, saiba que o dióxido de cloro é a subs­ tância em questão e que ele é o responsável pela cura.

Nota da autora: Eu não sou contra todos os medicamentos pres­ critos, especialmente aqueles necessários para trazer cura. No entanto, eu não tolero medicar uma criança com drogas, mascarando os sinto­ mas conhecidos como autismo. Então, quando vejo um e-mail como o mostrado ao lado, sei que temos uma grande chance de curar essa criança, porque temos uma mãe comprometida em curar seu filho e que está animada para ver quais mudanças a próxima ferramenta trará.

O médico do seu filho pode não ter ouvido falar da Dieta ou pode estar mal informado sobre os seus benefícios. A seção de refe­ rências no fim do livro enumera diversos estudos e artigos que dis­ cutem os efeitos da intervenção dietética no tratamento dos ASDs (do inglês Autism Spectrum Disorder - Transtornos do Espectro Autista). Você pode usá-los como ponto de partida para o seu pró­ prio estudo. Se você estiver se consultando com um médico, é im­ portante escolher alguém que esteja familiarizado com o autismo e sua recuperação.

Muitos médicos não têm tempo para estudar sobre o que há de novo sobre recuperação do autismo e, se eles têm recuperação zero, então devem revisar seus protocolos com extrema urgência. Outro grande problema na principal corrente da comunidade médica são os gigantescos egos. Se o que estamos fazendo não está funcionando para recuperar os nossos filhos, então temos que olhar para o que estamos fazendo e por que o estamos fazendo. Vamos analisar nossos egos, atu­ alizar nossos protocolos, e procurar o que tem dado certo para as famí­ lias que têm recuperado seus filhos.

Passo 1 - Dieta

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Pesquisadores do Centro de Autismo da Escola de Medicina de Nova Jersey descobriram que “crianças com autismo eram mais pro­ pensas a ter respostas imunes anormais ao leite, à soja e ao trigo do que crianças com desenvolvimento comum”, o que foi publicado em

um capítulo de Cutting-Edge Therapiesfor Autism 2011-2012, por Siri

e Lyons^Além disso, tem crescido o interesse no estudo da conexão entre 0 autismo e doenças gastrointestinais. Siri e Lyons se referem também a um estudo realizado na Universidade da Califórnia pelo Da­ vis Health System, onde eles descobriram que as crianças com autismo nascidas na década de 90 eram mais propensas a terem problemas gas­ trointestinais, inclusive constipação, diarreia e vômitos, do que crian­ ças com autismo nascidas no início dos anos 80.

Se 0 seu médico é desinformado, ou afirma que não há evidências que provem que a Dieta vai ajudar seu filho, faça por si mesmo a pes­ quisa, uma vez que apenas você é responsável pela dieta do seu filho. Afinal, por que não fazer a Dieta? Não custa quase nada e ainda pode ajudar na cura do seu filho. Não importa se ele come bolinhas de queijo ou frutas e legumes: a responsabilidade sempre será sua. O dinheiro é seu. A única maneira de saber com certeza se o seu filho será um desses que irão se recuperar com a Dieta é tentar. O glúten pode levar seis meses ou mais para ser removido das microvilosidades, o “carpete felpudo”, do intestino delgado. Como mencionei antes, algumas crian­ ças têm algumas mudanças óbvias em dois ou três dias, mas mesmo que a evolução do seu filho venha a demorar um pouco mais que a da maioria, NÃO DESISTA! Até 0 momento da elaboração deste livro, eu ajudei cerca de 5.000 ou mais famílias de crianças com autismo; todas as crianças que tiveram 0 seu diagnóstico revertido, bem como aquelas que estão bem próximas da recuperação, têm usado uma série de pro­ tocolos variados de acordo com seus sintomas. A única coisa que todas - inequivocamente - têm em comum é: a D ieta!

Em minha opinião, faz pouca diferença realizar quaisquer outras intervenções no seu filho se você não for capaz de gerenciar a Die­ ta 24/7/365. Terapia hiperbárica, quelação, ABA (do inglês, Aplied Behavior Analysis - Análise de Comportamento Aplicado - ACA),

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

simplesmente não terão os efeitos desejados se você ainda está ali­ mentando seu filho com “drogas” (comidas impróprias).

Por que eu escrevi drogas? Porque é isso que o glúten e a caseína se transformam nos corpos de nossos filhos que estão no espectro; mais especificamente, gluteomorfina (também chamada gliadorfina) e caso- morfina, que são semelhantes à morfina. Gluteomorfina ecasomorfina são produzidas no intestino devido à digestão inadequada de peptídeos (como explicaremos em detalhes mais à frente). Em uma pessoa com a “síndrome do intestino permeável” (permeabilidade intestinal aumen­ tada), elas são capazes de deixar o intestino e atravessar a barreira san­ gue-cérebro, onde elas agem exatamente como a morfina ou a heroína. Você daria para seu filho de forma proposital essas drogas de rua? NÃO!

Uma vez que temos essa informação e compreendemos a gravida­ de da questão, temos a responsabilidade de fazer o melhor por nossos filhos. Temos de retirar os alimentos que os têm feito adoecer. Convide 1 toda a sua família e todos da escola do seu filho para ajudá-lo a curar- -se. Explique-lhes que não podem mais oferecer esses alimentos ao seu filho e que, ao fazer isso, é como se estivessem lhe oferecendo uma dose de morfina. Se isso soa drástico é porque realmente o é!

Pesquisadores descobriram uma quantidade anormal desses pep­ tídeos não digeridos (gluteomorfina e casomorfina) na urina de crian­ ças com autismo, revelando a presença deles no corpo. Entre outros, o Dr. Knivsberg e seus colegas na Noruega descobriram que as amostras de urina das pessoas com autismo, PDD (do inglês Pervasive Devel­ opmental Disorder - Transtorno Global do Desenvolvimento), doença celíaca e esquizofrenia continham grandes quantidades do pepitídeo- casomorfina.2 Da mesma forma, a gliadorfina (gluteomorfina) foi en­ contrada, através de técnicas de espectrometria de massa, em quanti­ dades pouco comuns em amostras de urina de crianças com autismo.3

Faça a D ie ta l

Ainda assim, existem diversas opções de alimentos que são permi­ tidos. Eu prometo - seu filho não vai morrer de fome! Nós incluímos algumas receitas no Apêndice 15, página 750, para você começar. A

Passo 1 - Dieta

89

Dieta é, com certeza, a peça mais importante do quebra-cabeça. Se não pudermos remover o que está diretamente ligado às inflamações no cérebro e no intestino,bem como às reações imunoalérgicas a esses ali­ mentos ofensivos, é quase impossível curar uma criança no espectro. Eu, pessoalmente, nunca vi uma família recuperar uma criança sem intervenção dietética. Isso não quer dizer que não tenha acontecido, mas eu nunca vi ou ouvi falar sobre isso.

Como disse antes, quando a começamos com meu filho Patrick, ele só estava liberado para comer batatas fritas caseiras. Então, ele só comia isso. Pouco a pouco ele começou a aceitar mais alimentos. Eu garanto que o período de adaptação acaba e, aí eles passam a comer. Pare o ciclo de inflamação e do vício. Só então o seu filho começará a se curar e, uma vez que a criança começar a se sentir melhor, ela vai aceitar mais alimentos.

No caso do meu próprio filho, sua diarreia ácida e suas noites sem dormir pararam na semana que começamos a Dieta. A partir daquele momento, eu fui fisgada não só pela Dieta, mas também pelos trata­ mentos biomédicos para curar o autismo. Nunca mais olhei para trás. Encorajo-lhes fortemente a experimentarem a Dieta com seus filhos ou mesmo como família. É uma coisa incrível.

Imagino que o que tenho a dizer pode encorajar alguns de vocês que recentemente fizeram grandes mudanças na dieta dos seus

filhos e estão lutando com tudo o que isso envolve. Coloquei meu

bem, basicamente, uma dieta livre

de TUDO quando ele tinha 11 meses de idade, após um desastre induzido por vacina.

filho em uma dieta GF/CF/SF

90

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Minha decisão de colocá-lo em uma dieta foi criticada por quase to­ dos na minha vida, começando pela pediatra dele, que me disse que eu estava "apenas imaginando" que o quadro dele tinha regredido e que ele "provavelmente não era alérgico"ao que eu tinha retirado; ela me ligou uma semana mais tarde, com os resultados do teste dele, um pedido de desculpas e uma longa lista de coisas as quais ele era alérgico! Ele está agora com apenas um pouco mais de sete anos e passando MUITO BEM.

Eu acabei de lhe dar um muffin GF/CF, ao que ele disse: "Você sobe o

que eu mais amo em você, mamãe? Eu a amo por você ser tão bondosa conosco, e que você sempre faz questão de que comamos comida que

não nos faz mal". Assim, não se sinta mal por não dar ao seu filho um sorvete quando o sorveteiro passar, ou por não encher a cesta de Pás­ coa deles de corantes neste fim de semana. Pode levar anos, mas eles vão reconhecer que você os amava o suficiente para NÃO lhes dar essas coisas.

Algumas outras dicas incluem o seguinte:

Revise a Lista de Suplementos do seu Filho

Seu filho está tomando mais de 30 suplementos diariamente? Va­ mos falar mais sobre isto ao longo do livro, mas este protocolo é ajus­ tado para eliminar excessos e não . para preencher deficiências com suplementos. É importante rever

cuidadosamente os suplementos do seu filho. A fim de maximizar os benefícios do protocolo, consi­

dere remover todos os antioxidan- tes (eles matam o CD - mais sobre isso no Capítulo 5, página 148), cálcio, magnésio (que alimenta o bio- filme), bem como 0 ferro e a B12 (que são os alimentos favoritos dos parasitas). Suplementos para melhorar a fala, reduzir as convulsões,

1A W

- ---- —

K

-C

Passo 1 - Dieta

91

enzimas e probióticos têm seus lugares em protocolos individuais, ob­

viamente. A B12, além de ser conhecida por alimentar parasitas,tam­ bém é conhecida por impulsionar a fala em algumas crianças. Se o seu

filho apresentou melhora na fala através da B12, pode ser que valha a

pena mantê-la. Como sempre, essas são decisões que cada família tem

que fazer para o seu filho de forma individual.

Se um determinado suplemento provou ser benéfico para o seu

filho, então não o rem ovafà exceção dos antioxidantes e outros su­

plementos acima mencionados). O objetivo deste passo é remover os suplementos desnecessários, uma vez que é mais provável que

eles estejam alimentando os parasitas e criando “ruído em excesso”

no corpo. Qualquer coisa que não esteja servindo a um propósito precisa ser eliminada.

Mantenha um Diário

Mantenha um registro dos alimentos que você removeu e daqueles que

você adicionou. Em seguida, tome nota das reações que você observar:

erupções cutâneas, mais ou menos hiperatividade, comportamento au-

cutâneas, mais ou menos hiperatividade, comportamento au- toestimulatório mais ou menos fraco, padrões de sono,

toestimulatório mais ou menos

fraco, padrões de sono, frequên­

cia e consistência com que ele

defeca, birras, aceitação de no­

vos alimentos, contato visual,

linguagem,etc. Anote tudo para

que você possa acompanhar

quaisquer relações ou padrões que lhe permitiram identificar

quando algo está funcionando

ou não. Guarde essas observa­ ções em um caderno, porque elas ajudam a nos guiar, especialmente

aqueles pais que estão estressados, exaustos, e dormindo muito mal.

Não se Preocupe com Alimentos Crus ou Refeições

Perfeitamente Equilibradas

Ainda!

Quando você estiver iniciando a transição, alimente seu filho com

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

qualquer tipo de alimento que ele/ela queira comer. Estamos dando passos de bebês. Depois que seu filho estiver 100% na Dieta, você pode começar a adicionar novos alimentos, pedaço por pedaço se necessário.

Faça o ATEC

Mantenha o controle do progresso como questionário ATEC (veja

a página 666), que pode ser encontrado em:

Esta é uma excelente maneira de ver como você está indo. Toda vez que começar uma nova intervenção, é uma boa ideia fazer o ATEC,

e depois repeti-lo a cada três meses, aproximadamente, para ver como

seu filho está evoluindo. Às vezes, nossos filhos estão se recuperando diante dos nossos olhos e nem sequer reconhecemos. O ATEC pode ser utilizado para medir os efeitos de todas as novas intervenções, não apenas o da Dieta.

Usar o ATEC é uma ótima maneira de mensurar a melhoria. Mui­ tos de nós estamos cansados e esgotados, ou não temos uma boa me­ mória. Um questionário formal pode nos ajudara discernir quando uma intervenção está funcionando ou não, e leva apenas cerca de sete minutos para preencher. Veja no Apêndice 4, página 666, um exemplar da pesquisa e mais informações sobre o ATEC.

Leia sempre os Rótulos

Leia o rótulo na parte de trás de todos os paco­ tes - não apenas a parte da frente que diz: “não con­ tém glúten”. Muitas vezes eles têm açúcar, fermento, carrageninas ou outros itens que não são permitidos. Temos que saber o que estamos colocando dentro do corpo dos nossos filhos. Se você nem consegue pronunciar, não vai querer colocá-lo em seu filho. Tenha cuidado com agressores escondi­ dos tais como malte, aromatizantes naturais,aromatizantes artificiais, soro de leite, os números (vermelho 40,E-44i), etc.

tais como malte, aromatizantes naturais,aromatizantes artificiais, soro de leite, os números (vermelho 40,E-44i), etc.

Passo 1 - Dieta

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Tenha um Sistema de Apoio

Não importa se é um amigo, membro da família, anjo de resgate ou vizinho. Tenha um ombro no qual possa se apoiar. A recuperação do autismo é uma maratona, não uma corrida de íoom rasos, e nin­ guém deveria ter que percorrê-la sozinho. Há tantos pais maravilhosos lá fora que andaram por esse caminho e estão dispostos a ajudar os novatos! Assim como esse livro, temos vários fóruns públicos abertos, como os seguintes:

e

Esse é um excelente recurso para encontrar as últimas infor­ mações, as mudanças de protocolo e compartilhar esperança e/ou frustração com pais de todo o mundo que estão trilhando o mesmo caminho. Não se esqueça de se inscrever para receber o nosso boletim informativo, o que também pode ser feito ao visitar nossa página:

Um Dia de Cada Vez

Pensamentos de derrota só vão atrapalhar sua resolução em ajudar seu filho. Eu não posso fazer isso para o resto da vida do Johnny!” ou “Como vou passar por isso esse ano?” são pensamentos de derrota. Prossiga de hora a hora ou minuto a minuto, e saiba que há vitórias diariamente no mundo do autismo. Devemos tirar força dessas vitórias, mesmo quando elas não sejam nossas. Tanto este livro quanto o meu site têm uma seção de milagres e depoimentos (veja o Capítulo 2, página 63 e Apêndice 1, página 501), que são mensagens verdadeiras que recebi de pais descre­ vendo os avanços que seus filhos obtiveram como resultado do Protoco­ lo. Recebemos esse tipo milagroso de e-mail e mensagem do fórum todos os dias, mas tivemos que separar e escolher qual deles compartilharía­ mos no livro. Você também os verá espalhados em diversos momentos ao longo dos capítulos deste livro. Tire algum tempo para lê-los, saiba que crianças estão se recuperando todos os dias e acredite que seu filho

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

pode ser o próximo. Se algo não sair como o planejado, acorde no dia seguinte e saiba que, ESTE É o primeiro dia da recuperação do autismo.

Por que meu Filho, que está no Espectro, precisa de uma Dieta sem Glúten, Caseína ou Soja?

Como disse antes, nunca vi uma criança se recuperar sem a Dieta. As informações a seguir vêm de ivivw .gfcfdiet.com e explicam por que a Dieta é tão importante para as pessoas com autismo.

Estudos científicos têm mostrado a presença de níveis elevados de peptídeos derivados da caseína e das proteínas do glúten.4-5O processo de digestão é considerado “normal”, em termos de digestão de prote­ ínas para a população como um todo, na medida em que eles produ­ zem partículas menores, chamadas peptídeos, que são subdivididas em aminoácidos. No entanto, para pessoas diagnosticadas com autismo é mais difícil digerir algumas dessas proteínas adequadamente, per­ mitindo que elas entrem diretamente no sangue como peptídeos. Isso muitas vezes acontece devido a uma falta de enzimas que ajudam na assimilação ótima de alimentos e pode ser um fator importante para provocar a exagerada permeabilidade do intestino (síndrome do intes­ tino solto). Isso resulta em uma digestão pobre, o que facilita a entrada dessas proteínas nocivas diretamente na corrente sanguínea, onde elas podem atravessar a barreira hematoencefálica.

A síndrome do intestino permeável tem sido atribuída a vários sintomas tais como vírus, cândida; glúten, que produz zonulin, uma proteína que pensava-se ser a causadora do intestino solto; entre outras coisas.6

Alimentos que contêm glúten podem destruir o sistema digestivo se forem consumidos excessivamente ou se forem introduzidos muito cedo na dieta de uma criança. O trigo é hibridizado através de pro­ cessamento artificial, resultando em grãos inadequadamente prepara­ dos. Alimentos que contêm caseína também podem destruir o sistema digestivo porque são pasteurizados e/ou homogeneizados. Esses pro­ cessos podem resultar em danosas enzimas que quebram o glúten ou a caseína, causando assim uma digestão incompleta dessas proteínas.

Passo 1 - Dieta

95

Recentemente, o Dr. Andreas Kalcker nos apresentou a teoria de que a incapacidade de digerir corretamente essas proteínas pode de­ rivar diretamente dos parasitas notrato intestinal. Esses parasitas po­ dem contribuir para um intestino solto e, assim, desempenhar um pa­ pel no desenvolvimento de alergias ao glúten, caseína, soja, etc.

Glúten é encontrado primariamente no trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, malte, a maioria dos pães, bolos, muffins, cereais, torti- lhas de farinha, pizzas, tortas, donuts, etc. Glúten também é encontra­ do em amidos, sêmola, cuscuz, malte, alguns vinagres, molho de soja, molho teriyaki, aromatizantes, corantes artificiais e proteínas vegetais hidrolisadas. A caseína está contida no leite de vacas, ovelhas, cabras e qualquer um dos seus derivados, tais como o iogurte, a manteiga, o sor­ vete ou o queijo. Nenhuma forma de leite de vaca pode ser consumida, uma vez que provoca inflamação e muco. Mesmo que o produto afirme ser livre de lactose, creme, ou caseína - ele não é permitido.

Fragmentos de glúten e caseína digeridos de forma imprópria po­ dem entrar na corrente sanguínea e atravessar a barreira hematoence- fálica. Devido às suas propriedades opioides, esses peptídeos podem reagir com os receptores opiáceos no cérebro, causando efeitos seme­ lhantes aos de uma droga opiácea, tal como a heroína ou a morfina.7Es­ ses opiáceos são chamados gluteomorfina (ou gliadorfina) e casomorfi- na, e podem reagir com algumas partes do cérebro como, por exemplo, os lobos temporais, que estão ativamente envolvidos no processo de integração da linguagem e audição. Curiosamente, essas são duas das áreas mais afetadas pelo autismo.

Além dos seus efeitos sobre o cérebro, alimentos opióides podem causar inflamação no intestino e no cérebro. Quando uma criança tem uma alergia a um alimento - neste caso ao glúten, à caseína e/ou à soja, etc. - uma vez que ele entra no corpo, o sistema imunológico o enxerga como um invasor e reage para tentar proteger o corpo dessa substância.

Na primeira vez que o corpo é exposto a um alérgeno alimentar, o sistema imunológico cria anticorpos específicos de imunoglobulina E

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

(IgE) contra o alérgeno. Anticorpos IgE circulam no sangue e grudam em células imunológicas chamadas mastócitos e basófilos. Os mastó- eitos são encontrados em todos os tecidos do corpo, especialmente no nariz, garganta, pulmões, pele e trato gastrointestinal (TG).Os basófi­ los são encontrados no sangue e em tecidos que tenham sido inchados devido a uma reação alérgica.

Na vez seguinte em que o corpo é exposto aos mesmos alergêni- cos alimentares, o alérgenose liga a anticorpos IgE, que se ligam aos mastócitos e basófilos. Essas ligações entre os alérgenos e anticorpos levam as células a liberar grandes quantidades de produtos químicos, sendo um tipo deles as histaminas. Após a libertação da histamina por um mastócito ativado, a permeabilidade dos vasos próximos ao local aumenta. Assim, os fluidos do sangue (incluindo leucócitos, os quais também estão envolvidos na resposta imune) entram na área, causan­ do inflamação. A liberação de histamina também provoca a liberação de ocitocinas e mediadores da inflamação por leucócitos. Esses produ­ tos químicos, por sua vez, aumentam a resposta inflamatória.

Bem-Vindo à Dieta!

Agora que cobrimos a ciência por trás da Dieta, é hora de começar. Primeiro, certifique-se de completar o ATEC e salvar os resultados para que você tenha uma pontuação de base. Em seguida, prepare uma lista de compras com base nos seguintes itens permitidos.

Nota da autora: produtos orgânicos são melhores, mas não é obrigatório.

Lista de Alimentos Permitidos Proteínas:

• Carne

• Frango

• Ovos

• Peixes (pequenos)

• Carne de porco

Passo 1 - Dieta

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• Peru

• Nada de carnes processadas ou frios (salsicha, linguiça, etc.)

• Nenhum tipo de marisco (de preferência - cheio de toxinas)

Frutas:

• A maioria das frutas frescas é permitida (exceto frutas cítricas, manga, abacaxi, kiwi Restrinja o consumo de frutas vermelhas)

• Frutas congeladas sem creme ou açúcar

• NADA de frutas em conserva (comida enlatada nunca)

• Tenha cuidado com frutas secas, pois podem conter açúcar

Notas da autora:

Suco não é permitido nesse protocolo, uma vez que já provou que sempre anula o CD e custa às famílias tempo e dinheiro preciosos. A quantidade de fruta necessária para fazer um copo de suco também faz com que ele tenha uma quantidade de açúcares, embora natural, de modo que ainda pode afetar o sistema imunológico. Crianças nesse protocolo precisam beber água e, de um modo geral, a maioria daque­ les que antes tomava suco fez a transição de tomar bebidas com sa­ bor para apenas água sem muitos problemas. Se seu filho quiser tomar uma bebida com sabor, seria aceitável para bater e coar ou espremer uma maçã, por exemplo, adicionando um pouco de água e, se assim quiser, adoçar com estévia (as marcas Sweet LeafRou KAL® são boas).

Frutas não devem ser consumidas após uma refeição como so­ bremesa devido à sua rápida digestão. Se forem ingeridas depois de outros alimentos cuja digestão é mais lenta (como carne, grãos, etc.), elas podem ferm entar no estômago, causando inchaço, gases ou desconforto. Fruta é melhor quando comida antes de uma refei­ ção ou separada de refeições.

Vegetais:

• Todos os vegetais!!!

• Inclusive batatas fritas, mas não batatas fritas congeladas ou aquelas de cadeias de FastFood; estas muitas vezes são cober­ tas com farinha.

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Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nota da autora: Não tolero o uso prolongado de batatas, porque elas viram açúcar no corpo. No entanto, esse foi o único alimento “per- mitido” que meu filho comia quando começamos a dieta CF/GF/SF,

Castanhas:

• Amêndoas

Avelãs

• Cajus

Nozes

• Cocos

Nota: Todas fazem ótimos sucos leitosos!

Grãos:

• Amaranto

Arroz

• Trigo Sarraceno

Sorgo

• Milho

Tapioca

• Painço

Goma Xantana

• Quinoa

Nota da autora: Eu prefiro uma dieta livre de grãos para a recu­ peração do autismo, especialmente se o seu filho sofre de “grain brain” (vício em grãos, comportamentos indesejáveis e/ou incapacidade de concentração depois de comer grãos). Se o seu filho parece ser viciado em carboidratos, isto é, em frutas e amidos, você pode considerar fazer a dieta cetogênica ou a dieta de Rosedale.

Mesmo que esses grãos sejam permitidos, eles podem ser difíceis de quebrar e podem facilmente fermentar no trato intestinal devido ao crescimento excessivo da cândida, bactérias e parasitas.

Feijões:

• Todos - EXCETO soja

• Grão-de-bico

• Lentilha

• Feijão branco (fava)

• Amendoim

Adoçantes:

Passo 1 - Dieta

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• Stevia (esse é o melhor de todos os adoçantes, mas certifique-se de que ele não contém eritritol - um álcool de açúcar!)

.

Xarope de agave

.

Mel

.

Xarope de ácer (natural/real -

não o que é feito a partir de xarope de milho)

.

Xilitol

• NADA de açúcar mascavo (não refinado)

• NADA de açúcar.

Nota da autora: Mel é permitido, no entanto, ele pode levar a picos de insulina.

Lista de Alimentos Proibidos

Depois de trabalhar com milhares de famílias e conduzir uma pes­ quisa independente, minha opinião é que os produtos constantes na lista a seguir devem ser evitados se a sua intenção é curar o autismo:

• Ácido acético (E260)

• Aromatizante artificial

• Adoçantes artificiais

• Cubos de caldo

• Pão

• Cacau

• Balas

• Cana de açúcar

• Carragena

• Molho de tomate

• Achocolatado

• Corantes

• Cereal matinal de milho

• Xarope de milho

100

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Leite de vaca em qualquer forma (mesmo sem lactose)

• Tortilhas de farinha

• Gelatina

• Malte

• Margarina

• Maionese

• Pipoca de micro-ondas

• GMS (Glutamato Monossódico)

(GMS

atende

por

muitos

nomes

-

numerosos

demais

para

mencion

aqui.

Uma

lista

detalhada

está

disponível

hiddensources.html)

• Aromatizante natural

• Sopa de macarrão

• Aveia (exceto a aveia sem glúten da Bob’s Red MUI)

• Massa Shakes nutricionais para crianças

• Play-Doh™

(Contém glúten - a massa de modelar sem glúten está disponível em www.discountschoolsupply.com)

• Conservantes

• Carnes processadas (cachorros-quentes, presunto, salsicha, frios)

• Refrigerantes

• Sucos de frutas com ou sem soja

• Leite de soja

• Molho de soja

• Bebidas esportivas

• Açúcar

• Fermento

Passo 1 - Dieta

101

NADA de Leite de Vaca:

• Nem sem caseína

• Nem sem lactose

• Nem orgânico

• Nem cru

• Nem evaporado

• Nada, Nada, Nada de leite de vaca!

• Desculpe, mas leite de cabra também não pode! Ele também tem ca­ seína.

• Todos os tipos de leite de vaca, independentemente do que é remo­

vido deles, fazem com que o corpo produza muco. Este, por sua vez,

fornece um ambiente ideal para patógenos.

Se você está pensando que, quando começar a dieta GF/CF/

SF, o seu filho vai morrer de fome, confie em mim: eles não vão!

A lista de alimentos que podem ser consumidos pode ficar menor,

mas eles vão continuar comendo. Como mencionei anteriorm ente,

o meu filho Patrick comeu batatas fritas caseiras nas três prim eiras

semanas da Dieta, até que começasse a aceitar diferentes tipos de frutas, castanhas e frango novamente, mas nós fizem os isso: a tran­

sição. O que tenho visto em meu próprio filho, e em outras crianças,

é que quando eles começam a ficar mais saudáveis nas semanas e

meses após iniciarem a Dieta, eles se tornam mais abertos a aceitar

novos alimentos “perm itidos”.

Uau

surpreendente, Kerri

Eu sempre acreditei que "você é o que come"e tenho sido muito cuidadosa com o que dou aos meus filhos, por isso a dieta deles tem sido bastante saudável, à exceção de um sorvete de vez em quando, etc. Meu filho cospe balas quando alguém lhe oferece uma, porque ele realmente não gosta de balas. Ele não é fã de doces, graças a Deus. Devo dizer, porém, que essa dieta é tudo o que ele precisava!

102 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Existem algumas exceções para a lista anterior. Se você fizer o seu próprio molho de tomate, maionese, etc. com os itens da lista de ali­ mentos permitidos, então seu filho poderá, obviamente, comer esses alimentos. A lista se refere aos itens que vêm do mercado, que con­ têm açúcar branco, conservantes e outros ingredientes problemáticos,

Há muitos itens na lista de alimentos proibidos que não contêm glúten, caseína ou soja. Aqui está a explicação por trás de algumas des­ sas proibições.

Açúcar branco refinado:

Descobriu-se que o açúcar refinado reduz o funcionamento do sis­ tema imunológico, bem como contribui diretamente para a obesidade e a diabetes tipo II.

A lista a seguir foi extraída de “Suicide by sugar”.8

• O açúcar pode sufocar o sistema imunológico.

• O açúcar compromete as relações minerais no organismo.

• O açúcar pode causar delinquência juvenil em crianças.

• O açúcar ingerido durante a gravidez e a lactação pode influen­ ciar a produção da força muscular do filho, o que pode afetar a capacidade de um indivíduo se exercitar.

• O açúcar pode provocar hiperatividade, ansiedade, incapacida­ de de concentração e irritabilidade em crianças.

MGS: Uma excitotoxina que pode literalmente “excitar neurônios até a morte”. Precisamos de todos os nossos neurônios!

Fermento: Alimenta a cândida e outros fungos.

Carragenina: contribui para a inflamação no corpo e estudos a têm ligado ao câncer do cólon (reto) em ratos.9

Adoçantes artificiais que contêm sucralose: Ao fazer a

sucralose, o cloro no adoçante se liga ao carbono, produzindo uma substância química conhecida como clorocarboneto. “De acordo com

Passo 1 - Dieta

103

o médico e bioquímico Dr. James Bowen, clorocarbonetos nunca são nutricionalmente compatíveis com nossos processos metabólicose são inteiramente incompatíveis com o funcionamento normal do me­ tabolismo hum ano.”10

Carnes processadas (cachorros-quentes, presunto, frios

e salsichas): As gorduras encontradas nessas carnes podem conter quantidades elevadas de toxinas, tais como metais pesados, pesticidas e herbicidas. Além disso, carnes processadas contêm nitrito de sódio, o que pode prejudicar o fígado e o pâncreas. Elas também podem conter xarope de milho e aromatizante.

Aromatizantes naturais: A definição exata de aromatizantes naturais e aromas estáno Título 21, Seção ío i, parte 22 do Código de Regulamentação Federal reproduzido a seguir:

O termo aroma natural ou aromatizante natural significa que o óleo essencial, oleorresina, essência ou extrato, hidrolisado de prote­ ínas, destilado ou qualquer produto de torrefação, aquecimento ou enzimólise, que contém os constitinntes aromatizantes originários de uma especiaria, fruta ou suco de Jimtas, vegetais ou suco vegetal, le­ vedura comestível, erva, casca, broto, raiz, folha ou material vegetal semelhante, carne,frutos do mar, aves, ovos, produtos lácteos ou pro­ dutos da fermentação deles, cuja função significativa em alimentos é aromatizante em vez de nutricional.11

Basicamente, se você começar com um ingrediente natural, você pode processá-lo ou manipulá-lo da maneira que quiser. Não importa quantos produtos químicos ou solventes sejam adicionados, ele será rotulado como “aroma natural”.

Repare que eles podem ser feitos da carne, frutos do mar, laticí­ nios, trigo, etc. podendo também conter MGS.

Corante: Corantes alimentares têm sido associados a reações alérgicas, hiperatividade em crianças e, até mesmo, câncer. O Verme­ lho No. 2, por exemplo, foi proibido em 1976, depois de suspeitar-se de que era cancerígeno. O Vermelho No. 40, numa série de testes,foi pego por causar danos no DNA em ratos.

Quando estamos lidando com crianças no espectro, os seus siste mas imunológicos já estão comprometidos e suas vias de desintoxica­ ção podem ser bloqueadas ou obstruídas. A ideia é diminuir o fardo com alimentos vivificantes e nutritivos, em vez de adicionar mais es­ tresse num corpo que já está no limite.

Xarope de Milho/Xarope de Milho Rico em Frutose:

porque o milho é um alimento permitido não quer dizer que o xaro­ pe de milho/HFCS (do inglês High Frutose Corn Syrup - Xarope de Milho Rico em Frutose) também o seja. Ambos desligam o sistema imunológico, como faz o açúcar refinado. Eles são quimicamente se­ melhantes em suas composições. Há muita controvérsia em torno do uso de mercúrio no processo de refino e o quanto desse mercúrio resta no produto final.12

Eu queria atualizá-la sobre tudo o que tem acontecido com a minha filha. Tivemos um acidente 2 dias atrás. Um professor substituto deu à minha filha uma barra de granola comum e uma bebida com sabor contendo sucralose. Sabe de uma coisa, Kerri, quando ela chegou em casa da escola naquele dia ela estava em seu próprio mundo e estava me ignorando. Eu soube imediatamente que ela havia ingerido algo que não deveria. Eu estava brava e triste com o que estava testemu­ nhando. Existe alguma coisa que possamos fazer quando ela toma coisas que não deveria, ou apenas continuamos com o tratamento?? Depois de um tempo na dieta torna-se óbvio quando acontece alguma infração, se você está presente quando isso acontece pode dar uma enzima para ajudar a quebrar o alimento, senão, seguimos adiante e aprendemos como impedir que isso aconteça novamente no futuro.

Erros Comuns:

“N ã o

é g ra n d e

co isa

q u eb ra r

a

d ieta

de vez em

qu a n d o

Não é verdade! Toda vez que você quebra a dieta, mais inflama­ ção é causada no cérebro e no intestino. Quando o glúten e as proteí­

Passo 1 - Dieta

105

nas da caseína não são adequadamente quebradas, os peptídeos resul­ tantes chegam ao cérebro como gluteomorfina e casomorfina. Demora cerca de três dias para a caseína ser eliminada pelo organismo, porém meses para o glúten ser eliminado.

“M eu filh o seína. ”

Não é verdade! Se o leite é de vaca, o seu filho não pode beber. Não importa como ele seja rotulado. Se vem de uma vaca está fora de cogitação. O leite de vaca pode levar o organismo a produzir muco, proporcionando assim um ambiente ideal para patógenos que podem causar inflamação crônica.

p o d e

b eb er leite,

d esd e

q u e

ele

n ã o

ten h a

ca ­

d iz

glúten ou à caseína, p o rta n to ele p o d e co m ê-lo s.”

“O teste de a lerg ia

qu e

m eu filh o

não

é a lérg ico

ao

Não é verdade! Se o seu filho tem autismo, ou está no espectro, ele deve evitar glúten, caseína e soja. Você também deve observar o seu filho com cuidado depois de acrescentar um novo alimento, ou um alimento que ele não tenha comido há algum tempo. Em um caso parti­ cular, mesmo a criança tendo resultado negativo para alergia à laranja, ela continuava a produzir sintomas de uma reação alérgica sempre que comia uma. Devemos lembrar que o corpo está mudando constante­ mente e que qualquer teste só é bom por alguns meses, se muito.

Eu vi a mesma história se repetindo vez após vez com mangas, laranjas, bananas, maçãs, milho, etc. Observar o comportamento do seu filho depois de consumir um alimento do qual você suspeita que ele possa ter alergia/intolerância é a melhor maneira de medir se o alimento é aceitável ou não. Enquanto nossas crianças caminham em direção à cura, alimentos que antes produziam sintomas de alergia po­ dem ser tolerados sem uma resposta do sistema imunológico.

“M eu

m éd ico

d iz

q u e

o

a u tism o

n ã o

tem

cura,

e

q u e

a

dieta não fu n cio n a . ”

Não é verdade! Fuja de qualquer médico que diga que vai tomar seu dinheiro mesmo acreditando que o autismo é incurável. A primeira pergunta que você precisa fazer a um médico é:

106

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

“Quantas crianças vocêjá recuperou do autismo?”

Se a resposta for zero, continue procurando!

A Dieta é grátis - ninguém ganha dinheiro se o seu filho estiver fazendo a Dieta - então faça! Você não tem nada a perder, e tudo a ganhar. No entanto, se você escolher não fazer, pode perder a saúde do seu filho ou a vida dele. Comprometa-se 100% com 0 Protocolo e seu filho pode ser uma das próximas histórias de recuperação.

Meu filho teve o que só pode ser descrito como uma reação milagro­ sa à dieta GF/CF/SF. Desde que começamos há 2 semanas, todas as áreas vermelhas irregulares em seu rosto desapareceram, os ataques de raiva diminuíram de 10 para 2, e a diarreia não existe mais.

“N ó s ten ta m os a d ieta , m

a sJ o h n n y

não m elh o ro u n a d a .”

A D ieta é apenas uma peça do quebra-cabeça. No entanto,

é a base de tudo o que vamos fazer. Sem manter a Dieta, é difícil saber qual intervenção está realmente ajudando.

A cândida estará morrendo e a reação à dieta pode ser uma reação de Herxheimer. Devemos ir além da dieta para curar o autismo, mas a dieta é a primeira peça do processo de recuperação.

Quando recebo um e-mail reclamando que uma criança não está melhorando eu peço uma lista detalhada do que a criança está comen­ do exatamente. Eu sempre encontro erros na aplicação da dieta GF/ CF/SF + pelos pais. O que normalmente descubro é que a Dieta não falhou, mas que a sua aplicação foi falha.

“Eu

deveria

rem over

o glú ten

e

a

caseín a

m eu filh o d e fo rm a gradu al

da

dieta

do

é verdade!!! Remova-os da dieta imediatam ente e veja

seu filho melhorar diante dos seus olhos. Os alimentos que causam

Não

Passo 1 - Dieta

107

reações alérgicas IgG ou IgE podem causar muitos outros proble­

corpo, inclusive inflamação e com portam entos psicóticos

em resposta à gluteom orfina e à casomorfina. Quanto mais cedo você puder rem over esses alimentos mais rápido o seu filho vai se recuperar.

mas no

Assim que começamos a trabalhar com a dieta, meu filho recebeu uma avaliação do desenvolvimento e, embora tivesse 20 meses de idade, os resultados foram os de uma criança de 15 meses. Apenas 4 meses após a implementação da dieta, as mudanças foram drásticas. Meu menino sorri novamente, fala à sua própria maneira, aponta, tem contato visual, interage com os outros, está muito perto de ser recuperado, embora ainda falte um pouco. De vez em quando ele fica nervoso e, às vezes, distante, mas a coisa mais importante é que o seu terapeuta reaplicou o teste de desenvolvimento e meu filho está reagindo como uma criança de 24 meses (sua idade atual), até mesmo superando isso em algumas áreas! E isso foi apenas com a dieta, porque ele não tomou qualquer tipo de suplemento, apenas um probiótico que foi ineficaz.

“Uma dieta sem glúten, caseína ou soja é boa o suficiente.”

N ão é! Como eu disse antes, sempre encontro erros quando um pai percorre a dieta do seu filho passo a passo comigo. A lista na página 52 é uma descrição detalhada do que as nossas crianças não devem comer em qualquer circunstância. Muitos destes alimentos contêm neurotoxinas/ex- citotoxinas. Esses alimentos podem afetar negativamente o desenvolvimen­ to e a maturação do tecido nervoso. Mantenha-os fora da dieta do seu filho.

Além da GF/CF/SF +

Às vezes, a Dieta do jeito detalhado anteriormente não é suficiente e temos que ir além dela. Se o seu filho sofre de constipação, diarreia ou convulsões, recomenda-se que num período de tempo seja feita a SCD ™ (do inglês Specific Carbohydrate Diet™ - Dieta do Carboidrato

108

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Específico). Os textos a seguir foram retirados do site:

www.breakingtheviciouscycle.info por Elaine Gottschall. Uma lista completa de referências está disponível também nesse site.

A Dieta de Carboidratos Específicos tem ajudado mi­

lhares de pessoas com vários tipos diferentes de doenças do intestino e outras doenças a melhorar em muito sua qualidade de vida. Em muitos casos, as pessoas se consi­ deram curadas. Ela é uma dieta voltada principalmente para a doença de Crohn, colite ulcerosa, doença celíaca, diverticulite,fibrose cística e diarreia crônica. No entanto,

é uma dieta muito saudável, equilibrada e segura que traz benefícios à saúde de todos. Os alimentos que são permi­ tidos na Dieta de Carboidratos Específicos estão baseados na estrutura química desses alimentos. Os carboidratos são classificados pela sua estrutura molecular.

Os carboidratos permitidos são monossacarídeos e têm uma única estrutura molecular simples que lhes per­ mite ser facilmente absorvidos pela parede do intestino. Carboidratos complexos, que são os dissacarídeos (molé­ culas duplas) e os polissacarídeos (moléculas de cadeia), não são permitidos. Os carboidratos complexos, que não são facilmente digeridos, alimentam as bactérias nocivas no nosso intestino, levando-as a crescer, produzir subs­ tâncias nocivas e inflamar a parede do intestino como re­ sultado. A dieta age matando essas bactérias de fome e restaurando o equilíbrio das bactérias no nosso intestino.

Autismo e Problemas Gastrointestinais

A

alteração na permeabilidade intestinal fo i

encon­

trada

em

43% dos pacientes autistas, mas não foi

encon­

trada em nenhum dos que estavam no grupo de controle (Universidade de Harvard). Permeabilidade intestinal, comumente chamada de “intestino permeável”, significa que há espaços maiores do que os normais presentes entre

Passo 1 -

Dieta

109

as células da parede do intestino. Quando esses grandes espaços existem no intestino delgado, eles permitem que os alimentos não digeridos e outras toxinas consigam en­ trar na corrente sanguínea. Quando os alimentos entram no corpo sem serem completamente quebrados, o sistema imunológico prepara um contra-ataque contra o “estran­ geiro”, resultando em alergias e sensibilidades alimen­ tares. O lançamento de anticorpos desencadeia reações inflamatórias quando os alimentos são consumidos nova­ mente. A inflamação crônica reduz os níveis de IgA. Os ní­

veis normais de IgA são necessários para proteger o trato intestinal de bactérias da classe clostridia e das leveduras.

A queda dos níveis de IgA permite uma pi'oliferação de

micróbios no trato intestinal ainda maior. Deficiências de

vitaminas e minerais também são encontradas devido ao problema do intestino permeável.

Em um trato iritestinal saudável, o intestino delgado e o estômago não são habitados por bactérias. Quando o equilíbrio daflora no cólon é perdido, os micróbios podem migrar para dentro do intestino delgado e do estômago, dificultando a digestão. Os micróbios competem por nu­ trientes e seus resíduos invadem o trato intestinal. Uma das toxinas produzidas por leveduras é, na verdade, uma enzima que permite que a levedura perfure a parede in­ testinal. A levedura também produz outras toxinas, tais como ácidos orgânicos, que também podein danificar a parede intestinal.

O crescimento bacteriano no intestino delgado destrói

as enzimas nas superfícies das células do intestino, o que

impede a digestão e a absorção de carboidratos.

A última etapa da digestão dos carboidratos aconte­

ce nas minúsculas projeções chamadas microvilosidades.

Carboidratos complexos que têm sido quebrados pelas

110

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

enzimas embutidas nas microvilosidades podem ser ab­ sorvidos adequadamente e entrar na corrente sanguínea. Quando, porém, as microvilosidades estão danificadas, a última etapa da digestão não acontece. Nesse ponto, ape­ nas os monossacáridos podem ser absorvidos devido à sua estrutura de molécula simples.

No intestino delgado, o corpo deve absorver os nu­ trientes necessários a partir do que se come. No entanto, no caso de má absorção, o carboidrato não digerido dei­ xado no intestino delgadofaz com que o corpo aspire água para o trato intestinal. Isso empurra os carboidratos não digeridos para o cólon, onde os micróbios podem se deli­ ciar com ele. Assim, permite-se uma proliferação de mi­ cróbios indesejados ainda maior e um contínuo aumento dos problemas de má absorção.

Baixa atividade das enzimas responsáveis por dige­ rir carboidratos no intestino foi encontrada em 43% dos pacientes com autismo. (Horvath) Estudos recentes apon­ tam que a frequente má absorção de carboidratos man­ tém o sistema digestivo constantemente enfraquecido, le­ vando a doenças sistêmicas. As suspeitas de má absorção de carboidratos devem ser tratadas para impedir ainda mais danos ao sistema digestivo do corpo. (GSDL)

A maioria dos micróbios intestinais requer carboidra­

tos para obter energia. A Specific Carbohydrate Diet™ (Dieta do Carboidrato Específico) (SCD™) limita a dispo­ nibilidade de carboidratos. Ao privar esses micróbios de sua fonte de alimento, eles gradualmente diminuem em número. Ao passo que o número de micróbios diminui, acontece o mesmo com os resíduos tóxicos que eles criam.

A SCD destina-se a parar o vicioso ciclo de má ab­

sorção e crescimento de micróbios, removendo afonte de

energia dos micróbios. A SCD™permite a ingestão de mo-

Passo 1 - Dieta

111

nossacarídeos simples, que não necessitam ser quebrados para serem absorvidos.

Seguindo a SCD™, a má absorção é substituída pela absorção adequada. A inflamação é diminuída e o siste­ ma imunológico pode voltar ao normal. Uma vez que o sistema imunológico retorna a níveis adequados, ele pode começar a manter os micróbios intestinais no equilíbrio adequado.

A SCDpermite carboidratos simples, mas proíbe os carboidratos complexos. A dieta é iniciada por meio de uma dieta introdutória, que consiste em uma seleção limi­ tada de alimentos. Após a dieta introdutória, a próxima fase da dieta libera muitos mais alimentos, mas requer que todas as fnitas e vegetais sejam descascados, sem sementes e cozidos, a fim de torná-los mais facilmente digeríveis. Frutas cruas, legumes, castanhas e sementes são adicionadas à dieta mais tarde. Para acompanhar adequadamente esta dieta, é imprescindível ler “Breaking the Vicious Cycle” (Quebrando o Ciclo Vicioso) por Elai­ ne Gottschall. O livro detalha a progressão dos alimentos permitidos, bem como traz muitas receitas deliciosas. '3-'4

Salicilatos / Fenóis

0 fenol é uma substância química que é naturalmente encontrada em muitos dos alimentos que comemos, tais como frutas e legumes, castanhas, e em bioflavonóides e carotenóides (caroteno, licopeno, xantofilas e zeaxantina), etc. Os fenóis podem ser encontrados em cre­ me dental, tintura de cabelo, desinfetantes, etc. Muitos alimentos têm fenóis, e eles são impossíveis de serem evitados completamente. Os sa­ licilatos são um subgrupo dos fenóis relacionados à aspirina. Existem vários tipos de salicilatos, que as plantas produzem como um pesticida natural para se protegerem de insetos, fungos e bactérias nocivas. Ali­ mentos ricos em salicilatos naturais são: tomates, maçãs, amendoins, laranjas, cacau (chocolate), uvas vermelhas, café, todas as frutas ver­ melhas e pimentas, nara citar alguns.

112

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Você também pode considerar fazer uma dieta de baixo salici- lato e/ou fenol, uma vez que muitas crianças no espectro podem ter problemas com esses itens. O trecho a seguir foi pesquisado no site

Dr. Feingold éprovavelmente o indivíduo mais conhe­ cido por estudar este produto químico, pois desenvolveu o que hoje é conhecida como a Dieta Feingold. Começou na década de 1960, como um pediatra e alergista que estuda­ va as reações negativas das crianças à aspirina. Através de seu trabalho, ele descobriu que muitos outros produtos químicos dietéticos estavam causando reações físicas, e até mesmo comportamentais, em seus pacientes. Ele de­ senvolveu a Dieta Feingold para eliminar todos os aditi­ vos alimentares, corantes e salicilatos.

Por que as Pessoas Reagem a Eles?

Em um organismo normal, que tem os níveis corretos de sulfatos e de enzimas do fígado, fenóis e salicilatos são facilmente metabolizados. O corpo utiliza o que precisa dos produtos químicos e adequadamente descarta o resto atra­ vés dos intestinos. Naqueles cujos níveis não são normais, ou no caso da “síndrome do intestirio permeável”, a intole­ rância a essa família química pode ocorrer rapidamente.

Muitas pessoas com problemas de intestino, tais como o crescimento excessivo de leveduras/bactérias ou doen­ ças digestivas, podem desenvolver intolerância ao salici- lato como resultado da síndrome do “intestino permeá­ vel”. Intestino permeável é um resultado de vários proble­ mas digestivos e ocorre quando o intestino delgado está muito danificado para adequadamentefiltrar o tamanho e o tipo de partículas de alimentos ou produtos quími­ cos que entram na corrente sanguínea. [Para saber mais sobre a síndrome do intestino permeável acesse http://

Passo 1 - Dieta

113

scdlifestyle.com/2010/03/the-scd-diet-and-leaky-gut

-syndrome]. Quando estas partículas impróprias são au­ torizadas a entrar repetidamente na corrente sanguínea, o corpo tenta se livrar deles acionando uma resposta do siste­ ma imunológico. Pelos fenóis/salicilatos serem tão comuns na maioria dos alimentos, uma pessoa com um intestino permeável tem níveis muito mais elevados do que o normal desses produtos químicos no sangue e pode rapidamen­ te desenvolver intolerância a essas partículas específicas.

P o r que Fenóis afetam as Crianças no Espectro do Autismo mais do que outros?

Waring na

Universidade de Birmingham descobriu que as crianças no espectro do autismo têm baixos níveis da enzima PST (do inglêsphenol-sulfotransferase-P-fenol-sulfur-transfe- rase. É a enzima que decompõe o fenol e a famílias das aminas) e do substrato que usa: sulfatos. Sulfatos são ins­ trumentos fundamentais que o corpo utiliza no processo de desintoxicação e quebra dos fenóis tais como os salici- latos. Sem níveis normais de sulfatos no corpo, a enzima sulfur-transferase não pode fazer a tarefa que foi criada parafazer: metabolizar salicilatos. Portanto, há dois pro­ blemas com a deficiência de PST: níveis de sulfato baixos e níveis de enzimas baixos. A deficiência de PST por si só pode causar problemas em crianças (lembre-se: fenóis são normais), mas se for multiplicada em qualquer dano intestinal que resulte em intestino permeável, então os dois juntos podem fazer o corpo de seu filho ficar facil­ mente sobrecarregado. O resultadofinal é uma intolerân­ cia ao salicilato e as reações físicas e comportamentais subsequentes que vêm com ela.

Uma pesquisa feita pelo Dr. Rosemary

Reações causadas por Fenóis

Salicilatos estimulam o sistema nervoso central em in­ divíduos que reagem a eles. Isso muitas vezes pode trazer consigo uma alta carga emocional seguida de uma mui­ to, muito baixa. Outras reações àfamília do fenol podem ocorrer em qualquer momento depois do consumo até 48 horas após a substância química ser ingerida, dependen­ do da resposta imune. As reações físicas podem incluir:

círculos pretos abaixo dos olhos, face/orelhas vermelhas, diarreia, dor de cabeça, dificuldade em adormecer à noi­ te, sonambulismo e, em alguns casos, muito cansaço e le­ targia. Os sintomas comportamentais de uma reação po­ dem ser: hiperatividade, agressividade, bater a cabeça ou outro tipo de autoagressividade, e até mesmo uma risada fora de hora. Hiperatividade é uma reação mais comum em crianças, enquanto os adultos geralmente têm sinto­ mas semelhantes àfadiga crônica.15

Para obter informações adicionais sobre a síndrome do intestino permeável você pode pesquisar Dr. Peter Osborne no site:

Se o seu filho sofre de comportamentos autolevisos, restrinja esses alimentos que possuem níveis de médio a alto em fenóis:

• Abacates

• Vinagre de cidra

• Amendoins

Amêndoas

Maçãs

Bananas

Cacau

Melões

Cerejas

• Frutas coloridas

• Alimentos coloridos

•M el

Tâmaras

Mangas

Menta

Laranjas

Orégano

• Pimenta Chili em pó

• Carnes processadas

• Óleo de coco

Abacaxis

Uvas passas

Morangos

Tangerinas

Tomates

Para mais informações sobre isso, você pode visitar:

e

a

a

a

pode visitar: www.scdlifestyle.com e www.feingold.org a a a Ela é vidrada em livros e tem uma

Ela é vidrada em livros e tem uma impressionante coleção que

inclui seus clássicos favoritos como o Brow n Bear, Lla m a Lla m a

Red Pajam a,

B a rn ya rd

B a n ter

e

G o o d n ig h t M oon.

Ultimamente,

porém, ela tem sido atraída pela nova leitura favorita de sua Mamãe. Talvez ela esteja esperando que, algum dia, sua história de recuperação também seja contada.

Síndrome do Glúten

Para muitos pais de crianças no espectro, ter seus filhos na Dieta é algo que passa a ser normal. No entanto, à medida que mais e mais pessoas estão usando o protocolo deste livro para curar a sua própria

116

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

saúde alimentar, decidimos incluir a seção a seguir sobre como o glú­ ten pode afetar negativamente muitos mais do que apenas a comunida­ de do autismo. Você terá uma visão muito interessante sobre a forma como o sistema imunológico funciona e por que muitos doentes não compreendem a síndrome do glúten. Obrigada, Olive, por contribuir para a nossa compreensão do assunto.

Mimetismo molecular

O que é e como se relaciona com a Síndrome do glúten

pela Sra. Olive Kaiser

Quem sou eu?

Sou uma dona de casa, casada e mãe, abençoada com um marido maravilhoso e sete filhos fantásticos. Em 2003, depois de décadas de pesquisa, aprendemos sobre reatividade do glúten através do treina­ mento da escola de enfermagem da nossa filha e, finalmente, confir­ mamos que somos uma família com a síndrome do glúten. Nossa filha

e meu marido tinham os sintomas mais evidentes, mas todos nós tive­

mos sintomas e anticorpos. Além disso, o nosso filho mais velho reagiu

à vacina tríplice virai e, provavelmente, a outras vacinas também, o que

fez com que acrescentasse a dose de ASD (do inglês, Autism Spectrum Disorders - Transtornos do Espectro do Autismo)/DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) à mistura, e ele desenvolveu diabetes tipo 1 aos 19 anos. Dois outros filhos tiveram várias gradações de DDA / TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Minhas próprias vacinas tomadas na época escolar na década de 1950 podem ter leva­ do a crises repetidas de infecções na garganta até que eu reagi a uma injeção de antibióticos com cerca de 10 anos de idade. Eu desenvolvi

PANDAS (do inglês, Pediatric Autoimmune Neuropsychiatric Disor­ ders Associated with Streptococcal Infections - Distúrbios Autoimu-

nes Neuropsiquiátricos Associados às Infecções por Streptococcus) a partir dessa reação. Uma luta! Décadas mais tarde essa doença respon­ deu um pouco à mudança de dieta e agora ao CD/protocolo parasita. Dou graças a Deus por Sua orientação ao longo do caminho.

Passo 1 - Dieta

117

Como cheguei a esta comunidade e a este projeto de saúde?

Fizemos exames para a síndrome do glúten (nós a chamávamos de doença celíaca na época) usando testes padrão recomendados por especialistas em doença celíaca e obtivemos resultados confusos. En­ tão, a nossa filha teve uma experiência perturbadora com um desafio de glúten que não correspondia com o histórico da doença celíaca que havíamos aprendido. Aprofundei-me na literatura médica e procurei ajuda por meio de diversos contatos na comunidade da síndrome do glúten. Nesse processo desesperado de descoberta e oração, eu achei médicos e pesquisadores que não estavam restritos apenas à caixa da “doença celíaca por vilosidades danificadas”. Eles foram capazes de ex­ plicar por que recebemos, mesmo passando por incidentes obviamente induzidos pelo glúten,resultados negativos para a doença celíaca em nossos exames de sangue e na biópsia das vilosidades. Esses testes nos levaram a mudar nosso caminho significativamente e, para avisar a to­ dos sobre as discrepâncias nas quais estávamos tropeçando no proces­ so de diagnóstico, finalmente criei o site:

para advertir sobre as discrepâncias que encontrávamos no processo de diagnóstico.

O Que É Mimetismo Molecular?

Mimetismo molecular é uma reconhecida teoria médica que ex­ plica muito bem porque reações ao glúten podem, potencialm en­ te, inflamar e danificar tantas partes diferentes do corpo, levando a muitos sintomas diferentes em diferentes pessoas. Isso também esclarece por que os anticorpos anti glúten podem reagir de forma cruzada a alimentos e infecções, e por que é preciso apenas uma pe­ quena exposição para dispará-los.

Quando entendemos o mimetismo molecular estamos mais bem preparados para lidar com as situações sociais tentadoras. A síndrome do glúten tem suas próprias regras que NÃO fazem sentido, a menos que este conceito seja compreendido.

0 conteúdo a seguir é uma breve introdução ao Apêndice 5, página

118

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

669, que entra em mais detalhes, apresentando as referências específi. cas sobre as seguintes questões:

1. Como a reação síndrome de glúten pode prejudicar nossos corpos?

Mimetismo molecular. A estrutura molecular do glúten se asseme­ lha à estrutura molecular de muitos tecidos do nosso corpo. Quando 0 sistema imunológico ataca o glúten, isso também pode levar a um ata­ que aos tecidos do corpo que “se parecem” com o glúten. Mesmo que você não leia as outras respostas detalhadas, aprenda os detalhes sobre esta questão na página 669.

2. O glúten sempre danifica as vilosidades do intestino

delgado, como a história da doença celíaca ensina? Míuitos outros tecidos, tais como tireoide, pâncreas, fígado, juntas, cérebro, nervos, coração, osso, paredes dos vasos sanguíne­ os, etc. podem ser afetados por este distúrbio. Será que todos os outros danos surgem apenas da má absorção de nutrien­

tes pelas vilosidades do intestino lesionado?

Não. De acordo com pesquisas publicadas, muitos pesquisadores e médicos acreditam que as vilosidades nem sempre estão danificadas por uma reação autoimune ao glúten. Onde não há nenhum dano cau­ sado às vilosidades, o prejuízo a outros órgãos NÃO PODE ser devido a deficiências nutricionais causadas pelas vilosidades danificadas. 0 mimetismo molecular fornece um mecanismo para danos autoimunes causados pelo glúten em muitos outros tecidos e órgãos quando as vi­ losidades estão boas. Outros tecidos/órgãos,incluindo as vilosidades, podem ser diretamente danificados por mimetismo molecular.

O Dr. Vojdani, no resumo feito em seu editorial The Immunolo­

gy o f Gluten Sensitivity Beyond the Intestinal Tract (A Imunologia da

Sensibilidade ao Glúten Além do Trato Intestinal), defende que as vi­ losidades nem sempre estão danificadas. Citando esse resumo: “Foram acumuladas evidências na literatura demonstrando que a sensibilidade ao glúten, ou doença celíaca, pode existir mesmo na ausência de en- teropatia [danos aos intestinos/vilosidades], mas pode afetar muitos outros órgãos”.

Passo 1 - Dieta

119

3. Eu não tenho danos nas vilosidades e meus testes tTG/ gliadina deram negativos, mas eu me sinto muito melhor sem glúten. Por quê?

Os testes provavelmente resultaram em falsos negativos. Isso é muito comum. Durante a digestão do glúten, ele se quebra em mais pedaços do que temos testes desenvolvidos para conferir, e o sistema imunológico faz um anticorpo separado para cada pedaço. Testes pa­ drão só verificam de 2 a 3 anticorpos. Você pode fazer outros testes (CyrexLabs testa 28 anticorpos). Suas vilosidades podem estar boas, mas você pode estar ferido em algum outro lugar - por exemplo: tireoi­ de, nervos, coração, etc.

4. Por que muitos pacientes com síndrome do glú­ ten não reagem apenas ao trigo, cevada e centeio, mas também a outros alimentos, em especial aveia, leite, mi­ lho, soja, ovos, levedura, café, sésamo, arroz, chocolate e outros?

Esses alimentos “se parecem ” o suficiente com o glúten estrutu­ ralmente para que o sistema imunológico possa confundi-los com glúten. Essa situação também pode fazer com que seus anticorpos anti glúten aumentem após ser iniciada uma dieta sem glúten. O sistema imune pode interpretar erroneamente outros alimentos, tais como leveduras, milho, leite e outros como glúten porque se assemelham molecularmente ao glúten.

5. A dieta não parece excessivamente rigorosa? Por que é preciso tão pouco glúten para iniciar uma reação?

Nossas perspectivas são distorcidas. Aceitam os que quantida­ des minúsculas de veneno injetadas por uma picada de abelha, ou uma pequena exposição a amendoim em indivíduos alérgicos, pos­ sam desencadear reações alérgicas que causam perigo de morte. Muitos medicamentos estão contidos em pílulas muito PEQUE­ NAS, mas têm efeitos poderosos em nossos organismos. Reações imunológicas ao glúten também são sensíveis assim. “Migalhas fazem diferença.”

120

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

6. Por que muitas pessoas reagem ao glúten, conforme

comprovado por testes de anticorpos, mas elas têm pouco ou

nenhum sintoma alarmante por um longo tempo e, então, elas são afligidas por algo sério, geralmente autoimune?

O glúten é famoso por ferir lentamente os nervos por mimetismo

molecular e, em muitos casos, os nervos são silenciados por essa lesão.

O paciente não percebe que há um problema até que o tecido ou órgão que esses nervos suprem começa a falhar.

7. Por que tantos de nós reagimos ao glúten hoje quan­

do há séculos a maioria das pessoas parecia estar bem com trigo, cevada, centeio e aveia? Afinal de contas, o trigo e a

cevada são mencionados de forma positiva na Bíblia e outros documentos históricos.

O glúten de hoje foi muito alterado por radiação nuclear e mutação

química nos últimos 60 anos*. Além disso, nossos corpos intoxicados e malnutridos não têm mais as capacidades digestivas ideais para que­

brá-lo. Fracas, intoxicadas e permeáveis barreiras/membranas do cor­ po, particularmente o intestino permeável, prepararam o cenário para que 0 glúten induza o mimetismo molecular.

*Nina Federoff, Mendel in the Kitchen

8. Por que especialistas e pesquisadores insistem que a

dieta sem glúten deve ser para a vida toda? Não podemos curar esse problema e voltar às nossas amadas rosquinhas

de trigo, cro issa n ts e b ro w n ies ?

Nossos cientistas ainda insistem que a dieta sem glúten é um com­ promisso rigoroso para toda a vida. Eu concordo. Para mim, não vale a pena brincar com 0 trigo de hoje. Existe algo de estranho e imprevisível a cerca dele. As células B de memória no sistema imunológico nunca se esquecem da “aparência” do inimigo, e basta uma nova exposição a ele para que ativem os anticorpos.

9. Povos tradicionais encharcavam e/ou germinavam

seus grãos de trigo e depois os transformavam em massa le­ vedada. Será que esse processo altera o glúten o suficiente

Passo 1 - Dieta

121

para que pacientes com síndrome do glúten consumam de forma segura esse pão, em particular se for usado trigo-ver­ melho ou e in k o m ?

Não. Esses processos e grãos de trigo antigos fazem o pão mais di­ gerível, mas não o torna livre de glúten, de modo que ainda é inseguro.

10. Devo substituir todos os alimentos sem glúten que eu ro­ tineiramente como pelos equivalentes substitutos sem glúten?

Não, não rotineiramente. A comunidade sem glúten descobriu que, em geral, eles ainda são alimentos caros processados com alto grau de carboidratos (ou seja, porcarias ou junkfood).

11. Quais são os efeitos colaterais da remoção do glúten?

Ocasionalmente, o glúten se rompe no intestino em “pedaços” es­ pecíficos que se assemelham a drogas opiáceas. Quando uma pessoa adere à dieta sem glúten, ela pode experimentar sintomas de abstinên­ cia temporários, porém desagradáveis, durante alguns dias enquanto esses pedaços desaparecem da corrente sanguínea.

12. Quais são os riscos dos desafios formais de glúten?

Muitos pacientes evitam esses desafios. Ocasionalmente, um pa­

ciente tenta a dieta sem glúten durante um longo período de tempo,

e depois o paciente ou o médico decide fazer testes para confirmar a

reatividade ao glúten. O conselho padrão para reiniciar a produção de anticorpos é consumir produtos com glúten quatro vezes ao dia duran­ te 4 a 6 semanas e, depois, executar o teste de sangue padrão seguido

por uma biópsia das vilosidades se o exame de sangue der positivo. Isso

é chamado desafio do glúten e tem gerado algumas reações dramatica­ mente infelizes, algumas delas neurológicas/psicológicas.

Por favor, consulte o Apêndice 5 (página 669) e acesse o site www.GlutenSyndrome.net para mais informações e referências. Quando entendemos 0 mimetismo molecular, nossa compreensão da síndrome do glúten melhora. Ele explica por que as dietas sem glúten e outros mais são ferram entas im portantes para reduzir a inflamação e promover a cura. Conforme o tempo passa, as dietas

122 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

sem glúten têm sido mais fáceis de serem gerenciadas em público, os exames melhoram e a consciência social cresce. O Movimento Just Eat Real Food e outros divulgam maravilhosas receitas sau­ dáveis sem glúten que evitam alim entos processados e incorporam gorduras saudáveis e alim entos de alta densidade de nutrientes, Essa é uma era feliz e encorajadora na medida em que observamos nossos filhos sendo curados e adultos encontrando uma melhor es­ tabilidade no meio de uma crise de saúde. Bom apetite!!!

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A D ie ta - Perguntas Frequentes

As Perguntas Frequentes abaixo foram reproduzidas com a per­ missão do site gfcfdiet.com:

Pequenas mudanças foram feitas para ajuste à formatação des­ te livro; no entanto, o conteúdo permanece inalterado. Por favor, acesse o site gfcfdiet.com para uma lista completa das referências contidas no texto a seguir.

1. Minha médica nunca ouviu falar de nada disso e é

­

tremamente cética. Estou envergonhado de dizer a ela que

eu estou considerando essa abordagem. O que você acha?

Ceticismo é uma boa coisa para um médico ou cientista. En­ tretanto, uma vez que há evidências prelim inares que apoiem esta intervenção segura e não invasiva, cabe a você educá-la, declarar suas vontades e pedir-lhe apoio. Para um médico, é melhor esperar até que todos os dados sejam publicados em periódicos consagra­ dos antes de defender um tratam ento. Para um pai, no entanto, é razoável querer ajudar sua criança sem esperar que saiam todos os resultados dos estudos “duplo-cego com placebos”. Como essa abordagem não inclui nenhum tipo incomum de suplemento, me­ dicamento invasivo ou tratam ento caro, seu pediatra deve se tornar um apoiador dele. Explique que você gostaria de tentar isso por algumas semanas, e concorde que você terá objetivo ao anotar o progresso do seu filho enquanto ele estiver fazendo a dieta.

Passo 1 - Dieta

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Se sentir que precisa

embasar legalmente

o seu

caso

com

do­

cumentação científica e médica que esteja atualmente disponível, por favor consulte os links médicos em www.gfcfdiet.com ou em

2. O que é Casomorfina?

Casomorfina é um peptídeo derivado da caseína, uma proteína do leite. A caseína é uma das principais proteínas do leite de todos os ma­ míferos, inclusive vacas, cabras e seres humanos. Quando a caseína é digerida corretamente, ela é decomposta em grandes peptídeos como a casomorfina, que deve então ser subdividida em aminoácidos menores.

No entanto, o Dr. Reichelt na Noruega, o Dr. Cade na Universida­ de da Flórida, e outros descobriram que as amostras de urina de pes­ soas com autismo, PDD, doença celíaca e esquizofrenia continham grandes quantidades do peptídeo casomorfina.4Na sua forma de pep­ tídeo, a caseína tem propriedades opiáceas semelhantes às da morfi­

na, podendo se conectar aos mesmos receptores opiáceos no cérebro. Os pesquisadores descobriram que esses peptídeos também podem estar presentes em taxas maiores em outras desordens tais como fa­ diga crônica, fibromialgia e depressão com base em relatórios anedó­

ticos de diminuição dos sintomas após a exclusão de trigo e laticínios.

3. O que é Gliadorfina?

Gliadorfina (também chamada alfa-gliadina ou gluteomorfina) é uma substância que se assemelha à morfina. Normalmente, ela é um subproduto de curta duração oriundo da digestão de moléculas de glú­ ten (encontradas no trigo, cevada, centeio, aveia e vários outros grãos). A gliadorfina é muito semelhante à casomorfina. Verificou-se por meio de técnicas de espectrometria de massa que a gliadorfina está presen­ te em quantidades incomuns em amostras de urina de crianças com autismo, e muitos acreditam que ela desempenhe um papel central no sistema de causas e efeitos que levam ao desenvolvimento do autismo.

As razões mais prováveis para a presença dessas moléculas são os seguintes:

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• Um ou mais erros no processo de decomposição (digestão) cau­ sados por deficiência de enzimas; e/ou

• Permeabilidade anormal da parede do intestino (que permiti­ ria que essas moléculas relativamente grandes pudessem en­ trar na corrente sanguínea a partir do intestino, em quantida­ des anormais).

4. Estou confuso sobre o tema alergia versus intolerân­

cia. Entendo que nossas crianças podem ser sensíveis a milho, soja e outros alimentos, bem como a glúten e case­ ína. Isso significa que elas podem começar a transformar esses alimentos em compostos semelhantes à morfina também? Se fosse esse o caso, será que elas apareceriam como tendo alergia em um teste RAST (do inglês