Você está na página 1de 777

Cuiando os sintomas conhecidos como Autismo

Curando
os sintomas conhecidos como
Tradução da segunda edição americana
Kerri Rivera bvb(

K eiri Rivera
com Kimberly McDaniel & Daniel Bender
Jim Humble • Dr. Andreas Kalcker
IS E N Ç Ã O DE
R ES P O N S A B ILID A D E

Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo não deve ser en­


tendido como aconselhamento médico. Este livro destina-se apenas a
fins informativos e educacionais. Por favor, consulte um médico quan­
do a necessidade de um for indicada. Por razões óbvias, a autora, os
coautores, autores colaboradores, o editor e seus associados não assu­
mem a responsabilidade médica ou legal pelos conteúdos considerados
como prescrição médica para/por quem quer que seja. Você é o único
responsável pelo uso deste livro.
Todo o conteúdo, incluindo texto, gráficos, imagens e informações
contidas neste livro ou em nosso site, é apenas para fins de informa­
ção geral. Nós não assumimos qualquer responsabilidade pela exatidão
das informações aqui contidas, e essas informações estão sujeitas a al­
terações sem aviso prévio.
Kerri Rivera
comKimberlyMcDaniel & Daniel Bender
bvbooks
bvbooks
BV Films Editora Eireli.
Rua Visconde de Itaboraí, 311
Centro | Niterói | RJ | 24.030-090
(21) 2127-26001www.bvbooks.com.br
Edição publicada sob permissão contratual com os autores Kerri
Rivera, Kimberly McDaniel e Daniel Bender.
Copyright ©2014 por Kerri Rivera.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser


reproduzida ou transmitida sob qualquer forma ou por qualquer meio,
eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópia, gravação ou por qualquer
sistema de armazenamento e recuperação de informações sem
autorização expressa do autor. A única exceção será para o crítico literário
DIREÇÃO EXECUTIVA que deseja citar breves passagens em relação a um comentário com a
Claudio Rodrigues finalidade de inclusão em uma revista, jornal, blog ou transmissão.
DIAGRAMAÇÃO
Equipe Promove Traduzido do original "Healing the Symptoms Known as Autism Second
Mariana Haddad Edition", by Kerri Rivera with Kimberly McDaniel & Daniel Bender. A I a
edição em inglês foi lançada em m aio de 2013, e a 2a edição foi lançada
ADAPTAÇÃO DA CAPA em janeiro de 2014.
Mariana Haddad
Endereço de correspondência com a autora:
Autism 02 - Caixa postal 10334 - Chicago, IL 60611
TRADUÇÃO E-mail: kim@cdautism.org
Roseli Lima Para mais informações acesse: www.cdautism.org e
Caio Amorim www.HealingTheSymptomsKnownAsAutism.com
Vinícius Carvalho
Paula Maricato O Protocolo Antiparasitário de Kalcker, integrado no Capítulo 8 desta
Luis Felipe Carvalho obra, apresenta partes do livro do Dr. Andreas Kalcker.
Priscila Carreira Copyright ©2013 por Dr. Andreas L. Kalcker & M iriam Carrasco Maceda.
Traduzido do original em inglês por Mercy Acevedo. Editado e revisado
REVISÃO por Michael Harrah, Kimberly McDaniel & Daniel Bender.
Roseli Lima
Caio Amorim
Ana Júlia Ferro
Os conceitos concebidos nesta obra não, necessariamente, representam a
FOTO DA CONTRA-CAPA opinião da BV Books, selo editorial BV Films Editora Eireli. Todo o cuidado
PaulVan VleckPhotography.com e esmero foram empregados nesta obra; no entanto podem ocorrer
falhas por alterações de software e/ou por dados contidos no original.
Disponibilizamos nosso endereço eletrônico para mais informações e
envio de sugestões: faleconosco@bvbooks.com.br

RIVERA, Kerri; MCDANIEL, Kimberly e BENDER, Daniel.


Curando os Sintom as Conhecidos como Autismo. 2 aEdição -2016.
Rio de Janeiro: BV Books, 2016.

ISBN: 978-85-8158-105-7

Impressão e Acabamento: Promove Artes Gráficas.


Categoria: Autismo, Saúde e Biomedicina.
Eu gostaria de dedicar este livro às famílias
das crianças no espectro do autismo em
todo o planeta.

Que todas as nossas crianças encontrem


a cura de que precisam.

— Kerri

Este livro é dedicado ao meu Dominick.


Eu te amo para sempre; obrigada
por ser nosso anjo.

— Kim
Uma de nossas fãs, progredindo neste momento em sua
recuperação, graças ao protocolo.
S U M Á R IO

Prefácio por Lorna B. Ortiz, PhD....13


Prefácio por Kimberly M cD an iel...................... 15
Terminologia e Unidades de Medida............................................................. 20
Agradecimentos...............23
Introdução: O Autismo é Evitável, Tratável e C u rá vel.......... 30
Capítulo 1: A História de K e rri................... 39
Capítulo 2: Sim, Nós Podemos!!! (Testem unhos).....63
Capítulo 3: Passo 1 - D ie ta .................... 84
Capítulo 4: Uma Introdução ao Dióxido de C lo ro ........ 134
Capítulo 5: Passo 2 - Dióxido de Cloro (C D )......... 139
Capítulo 6: CDS - Outra Maneira de administrar o Dióxido de Cloro...224
Capítulo 7: CDH - Indo Além do CD e do CDS........238
Capítulo 8: Passo 3 - Protocolo Antiparasitário K alcker......252
Capítulo 9: Passo 4 - Outros Suplementos.......348
Capítulo 10: Passo 5 - Q u elação................... 364
Capítulo 11: Passo 6 - Terapia H iperbárica.......... 374
Capítulo 12: Passo 7 - GcMAF e A u tism o .................415
Capítulo 13: Além da Recuperação - O Plano de M anutenção.....448
Capítulo 14: Diversos - Informações Úteis.........452
Capítulo 15: Considerações F in a is.......... 485
Capítulo 16: A Cura Além do Autism o.......... 488
Apêndice 1: Mais Milagres e T estem unhos............. 501
Apêndice 2: Tratamento de Autismo via CD ao Redor do Mundo ...,66o
Apêndice 3: Cura Acidental por O tim istas........................662
Apêndice 4: Avaliação do Autismo - Questionário de Tratamento
(ATEC) ...666
Apêndice 5: Mimetismo M olecular.................. 669
Apêndice 6: Medindo a Concentração de Seu CD, CDS e CDH.... 694
Apêndice 7: Diluindo a Concentração de HC 1..............698
Apêndice 8: Outros Usos do Dióxido de Cloro........701
Apêndice 9: Formulário em branco do Protocolo Antiparasitário Kal-
cker ....704
Apêndice 10: Calendário da Fase Lunar para o Protocolo Antiparasitá­
rio Kalcker.,706
Apêndice 11: Benefícios da Terra de Diatomáceas para a Saúde....714
Apêndice 12: Resumo dos Protocolos......... 723
Apêndice 13: Carga Corporal - Poluição em Recém -nascidos......732
Apêndice 14: Prevenindo o A u tism o .......... 740
Apêndice 15: Receitas - Cozinhando com A n a .....750
Apêndice 16: Sites que Recomendamos.......754
Apêndice 17: Ajuda Direta de Kerri R ive ra .......758
Referências Bibliográficas......760
Sobre a Autora.......... 770
PR EFÁ C IO 1

utismo, não aquele descrito por Kanner em 1943, mas o que vemos
hoje diagnosticado em 1 a cada 50 crianças é uma combinação de
distúrbios imunológicos que devem ser tratados com recursos biomédi-
cos. Há ainda muito para aprendermos sobre como e porque essas disfun­
ções imunológicas afetam 0 desenvolvimento de nossas crianças, compro­
metendo quase que completamente sua interação social e comunicação.
Há uma estrada longa e difícil para percorrermos antes de compre­
endermos plenamente o sistema integrado que compreende o “autismo”,
mas nossos filhos não podem esperar. É preciso mais do que apenas in­
teresses médicos, profissionais e científicos em um esforço árduo e cons­
tante para encontrar uma solução adequada e eficaz para nossos filhos.
É preciso vontade, paixão e coragem para fazer a coisa certa; ouvir e ler
as histórias devastadoras de pais de todo o mundo e não virar as costas,
mas ajudar. É necessária uma vontade constante e extrema para ajudar,
mesmo quando 0 seu próprio filho está no espectro do autismo.
Os protocolos de Kerri têm sido indispensáveis para a recuperação
plena de muitas das crianças em nossa Fundação Curando o Autismo
(CEA). Esses protocolos representam uma solução disponível e eficaz
para aliviar a maior parte das ações dos agentes patogênicos sobre o
sistema imunológico. Daqui a alguns anos, quando os diagnósticos de
“autismo” não existirem mais, quando estivermos totalmente informa­
dos sobre a misteriosa conexão cérebro-comportamento-imunidade,
eu vou me lembrar de Kerri, não só como uma amiga, mas como uma
das primeiras líderes corajosas que ousaram mudar o caminho de nos­
sos filhos doentes. Ela enfrenta todos os obstáculos, partilha conheci­
mentos e experiências, e simplesmente faz acontecer.
— Lorna B. Ortiz, PhD.
" Com base em relatos dos pais, a prevalência
de autismo diagnosticado em 2011-2012 foi
estimada em 2,00% para crianças
de 6-17. Esta prevalência estimada (1 em 50)
é significativamente maior do que a estimativa
(1,16%, ou 1 em 86) para crianças
nessa faixa etária em 2007."
D epartam ento de Saúde e Se rviç o s H um a nos
d o s E sta d o s U n id o s
R e la tó rio s de Saúde e E sta tístic a s Na cionais
N ú m e ro 65, Pág. 2 - 2 0 de março de 2013
w w w .cdc.g ov/nchs/da ta/nhsr/nhsr065.p df
PR EFÁ C IO 2
por Kimberly McDaniel

Escuridão não pode expulsar escuridão;


apenas luz pode fazê-lo. Ódio não pode expulsar
ódio; só o amor pode fazê-lo.
— Martin Luther King, Jr

em-vindo à segunda edição de Curando os Sintomas Conhecidos


B como Autismo! Estamos absolutamente entusiasmados em com­
partilhar com você as últimas atualizações do protocolo e tudo o que
vem acontecendo desde maio de 2013.
Você pode estar pensando: Por que uma segunda edição tão cedo?
Nossa primeira edição nos deu a estrutura para explicar o protocolo e
uma base para construí-lo. Este livro já ajudou muitas famílias ao redor
do mundo e, de fato, alguns pais leram e recuperaram seus filhos mes­
mo sem entrar em contato conosco posteriormente! Saiba que quando
foi lançado em maio de 2013, o livro estava absolutamente atualizado,
mas como mencionamos, este protocolo vai continuar a evoluir até que
tenhamos algo que esteja constantemente recuperando pessoas de to­
das as idades no espectro do autismo. Desde janeiro de 2014, estamos
compartilhando novamente as atualizações mais recentes, bem como
muito mais informações que esperamos que sejam tão interessantes e
benéficas para você como foram para nós.
Aqui estão alguns dos empolgantes novos acréscimos:

• Olive Kaiser do ww w.GlutenSyndrom e.net escreveu uma se­


ção sobre glúten e seu papel no m im etism o m olecular e au-
» -u id iiu u u í a iru o iT id b c o n n e c iu o s Lo rn u rturism o

toim unidade. Uma vez que m uitos de vocês não são novos na
com unidade do autism o, uma dieta sem glúten para os seus
filhos não é nada novo. No entanto, você pode estar interes­
sado em descobrir com o o glúten pode ser prejudicial para
as pessoas que estão fora do espectro do autismo também.
Scott M cRae contribuiu com um capítulo sobre o CDH (D i­
óxido de Cloro de retenção [solução]). Um novo m étodo de
preparação de dióxido de cloro que muitas fam ílias já es­
tão usando com sucesso. Isso nos dá uma variedade ainda
m aior de preparações disponíveis para acom odar as neces­
sidades de nossas fam ílias.
O capítulo Protocolo A ntiparasitário Kalcker tem agora al­
gum as belas tabelas que m arcam o m omento de todos os
com ponentes para os 18 dias por mês durante os quais uma
criança estará fazendo uso do protocolo antiparasitário.
Graças a Dan Bender, grande parte da confusão acerca de
com o fazer tudo isso se ajustar será esclarecida. Você tam ­
bém vai encontrar anos de calendários lunares para tornar
m ais fácil saber quando o protocolo está ativo. Você não
terá que verificar o Google novam ente para saber quando a
lua cheia ou nova está chegando.
A “Encantadora de verm es” Robin Goffe compartilha conosco
parte da sua jornada na cura de seu filho de 19 anos de ida­
de. Seu conselho é para os casos extremos — comportamentos
autolesivos, agressão, violência, etc. Se você tem um filho mais
velho no espectro do autismo, ou um filho que exibe esses com­
portamentos, ou se você conhece alguém que vive com uma
criança assim, você tem que ler as sugestões da Robin. Seus
conselhos são cheios de esperança e sabedoria.
O primeiro e único Marco Ruggiero, pesquisador líder sobre
GcMAF (Gc Fator de Ativação Macrófago - um suplemento do
sistema imunológico), escreveu um capítulo inteiro sobre Gc­
MAF e suas aplicações para o autismo. Uma leitura obrigatória.
Prefácio 02 17
• Por último, mas não menos importante, toda üma nova safra
de testemunhos que vão fazer você chorar. Se depois de ler este
livro você ainda tiver dúvidas sobre dar a este protocolo uma
chance, eu recomendo enfaticamente que você releia esses tes­
temunhos. Se eu tivesse que escolher a minha parte favorita
do livro seria esta. Talvez seja porque eu coleciono uma gran­
de quantidade deles, e tenho que fazer contato com as famílias
para obter permissão para a utilização, e verdadeiramente pos­
so sentir a emoção, o sentimento de realização quando veem o
filho começando a curar-se, sem mencionar a gratidão infinita
em poder curar os seus próprios filhos.

Eu oro para que todos esses testemunhos cheguem às pessoas que ne­
cessitam deles, e como resultado, crianças deixem de sofrer à medida que
os pais enxerguem seus filhos refletidos nessas palavras e compreendam
que, se outras crianças foram curadas, seus filhos também podem ser.
Para mim, não há nada mais real do que ouvir de alguém que tenha
passado pela mesma situação. Não há nada mais inspirador do que ou­
vir alguém dizer: “Eu sei que é possível, porque eu fiz isso, eu vivi isso,
e eu estou aqui para falar com você sobre isso.”
As famílias que corajosamente andaram por este caminho e usa­
ram seu tempo para compartilhar suas histórias são pioneiras e heroí­
nas para suas próprias famílias, para toda a nossa comunidade e além
dela. Elas estão abrindo caminho para outros seguirem e inúmeras vi­
das se beneficiarão de sua diligência, coragem e dedicação. As histó­
rias de cura vêm de todas as partes do mundo... de crianças e adultos
de todas as idades. Esperamos que você seja tocado assim como nós
fomos. Somos eternamente gratos pelo serviço que estas famílias têm
proporcionado para a humanidade e grato porque elas foram genero­
sas o suficiente para separarem um tempo de suas vidas para passar
adiante e compartilhar.
O livro tem agora um índice extenso, tornando mais fácil o seu uso
como referência.
No momento da escrita deste livro, famílias estão curando os seus
filhos autistas utilizando este protocolo em mais de 58 países! Nossos
grupos no Facebook têm mais de 3.500 membros em muitos desses
países. Oficialmente, não há fronteiras para o CD. Para nós é realmente
emocionante ver que as pessoas estão se unindo com o objetivo comum
de curar os seus próprios filhos e ajudar outras pessoas a fazerem o
mesmo! Nossos corações se enchem de alegria por fazermos parte dis­
to e por vermos e sentirmos o amor que é compartilhado a cada dia.
O desenvolvimento deste protocolo é o resultado de um esforço
crescente, em nítido contraste com a medicina moderna. A razão para
isso é clara: a medicina moderna não tem realmente ajudado a curar
o autismo e pode muito bem ser uma das suas causas. Apesar de não
term os estudos em dupla ocultação para nos basearmos, temos uma
enorme quantidade de informações concretas, que pode não signifi­
car muito para os que fazem parte da medicina ou da ciência m oder­
na, mas não torna o nosso estudo menos real. Muitas e muitas vezes
os nossos resultados - crianças dim inuindo sua pontuação na avalia­
ção ATEC - estão sendo duplicados por famílias em todo o mundo.
Para uma família que usa este protocolo, não há absolutamente nada
mais real do que ver o seu filho se recuperar. Pergunte a qualquer pai
de autista o que eles preferem ter... um estudo em dupla ocultação de
longo prazo publicado em um periódico científico... ou uma criança
saudável. Eu apostaria no segundo.
Por mais em ocionante que seja fazer parte disso, e por mais
m aravilhoso que seja ouvir sobre sucessos e ler testem unhos ins­
piradores, sabem os que ainda há fam ílias trabalhando para curar
crianças que estão muito doentes, e os nossos grupos com partilham
tanto os pontos altos como os pontos baixos. Kerri vai dizer a você
que alguns m eses são m elhores que outros e os ganhos vêm e vão.
Peço que leiam e releiam os testem unhos. Essas histórias são reais
sobre curas reais, e se você já não o fez, eu convido você a acreditar
que seu filho pode ser uma das histórias de sucesso nessas páginas
de testem unhos.
KreTacio uz lí#

Todas as nossas famílias estão provando o que muitos ouviram dizer


que era impossível: crianças com sintomas do autismo podem ser cura­
das! Esse movimento por parte de pessoas não peritas está criando uma
mudança de paradigma na forma como o mundo vê a cura do autismo.
A segunda edição deste livro será traduzida para pelo menos 13 línguas,
incluindo espanhol, português, francês, flamengo, alemão, tcheco, no­
rueguês, árabe, polonês, italiano, húngaro, búlgaro e sérvio. Isso é emo­
cionante. Isso é real. E este é um protocolo vivo. Cada família que o usa
diariamente está ajudando a moldar o futuro e a curar as crianças que
hoje são afetadas, e bem possivelmente evitar que outras crianças sejam
afetadas no futuro. Por tudo isso, somos eternamente gratos.
Eis aqui para você e para a cura contínua da humanidade,

Kim McDaniel
T E R M IN O L O G IA
E U N ID A D E S DE M ED ID A

o longo deste livro, falamos sobre o “CD” (do inglês, chlorine


dioxidé), que é uma abreviatura para o dióxido de cloro, um oxi-
dante bem-estabelecido. Referimo-nos também ao dióxido de clo­
ro muitas vezes como MMS, nome que lhe foi atribuído por Jim
Humble, o homem que descobriu várias aplicações do dióxido de cloro. Há
muitos livros, vídeos, blogs e artigos que usam o nome “MMS”, que é rode­
ado de muita controvérsia. Optamos por não entrar em debate sobre isso,
uma vez que o nosso foco está em ajudar as nossas crianças a se recupera­
rem do autismo. Para nós, o que realmente importa é que (1) é seguro para
os nossos filhos, e (2) funciona. Com base no uso extensivo do CD em mi­
lhares de crianças com autismo, podemos dizer com confiança que ambas
as afirmações são verdadeiras. Se assim não fosse, este livro não existiria.

Unidades de medida
Neste livro vamos falar sobre vários componentes e recipientes
para tratamentos que requerem medição, utilizando unidades de vo­
lume e peso. Uma vez que este livro é direcionado principalmente ao
público norte-americano, às vezes usamos o sistema norte-americano
de medidas em libras e onças; mas às vezes também usamos o interna­
cionalmente reconhecido sistema métrico, que é, falando francamen­
te... mais fácil de usar.

As abreviaturas comuns de medida que você verá ao longo deste


livro incluem:

L = litro (volume)
mg = miligrama (peso)

ml = mililitro (volume)
Term inologia e Unidades de Medida 21
lb = libra (peso)
lbs = libras (peso)
ppm = partes por milhão (concentração)
fl. oz. = Onças fluida (volume)
net. wt. oz. = Onça peso líquido (peso)

Para medir facilmente pequenas quantidades, seringas (sem agu­


lhas) são uma ótima ferramenta. Não se incomode em ir a uma rede de
farmácias... eles não vão vendê-las para você sem receita médica. Em
vez disso, verifique a sua loja de suprimentos médico local, loja de ma­
teriais veterinários, farmácia privada ou protocolsupplies.com. Custo:
surpreendentemente barato. Um conjunto completo com cinco custa
menos do que US$ 1,00 no México - mais barato do que a maioria das
barrinhas de doce - e não muito mais nos EUA. Nota: Algumas marcas
de seringas trazem uma impressão de medidas que facilmente se apa­
gam, especialmente se suas mãos estiverem um pouco oleosas. Para
evitar perder as marcas, cubra a escala com fita adesiva transparente
ou esmalte de unha incolor.

Quando se tratar de medir volum es maiores com precisão, você


pode comprar um conjunto de cilindros graduados de polipropileno.
Obviamente que isso não é uma exigência. Você pode usar utensílios
comuns de cozinha para medir, mas estes que indicamos são mais
22 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

precisos e mais fáceis de ler. Se você decidir com prá-los, evite


aqueles cuja im pressão facilm ente se apaga. Os que trazem as m ar­
cas em alto relevo são m elhores, em bora às vezes sejam um pouco
difícil de enxergar. O custo m édio no Ebay ou Amazon® de um con­
ju n to é cerca de US$ 25,00. Os tam anhos variam de 10 ml a 1000
ml. Você tam bém pode com prar cilindros individuais de tam anhos
variados em plástico ou vidro.
A G R A D E C IM E N TO S

Gratidão traz sentido ao nosso passado, traz paz para


o dia de hoje,e cria uma visão para o amanhã.
— Melody Beattie

uero expressar gratidão à minha Mãe, que me ensinou através do

Q seu exemplo de vida o valor do voluntariado e da ajuda a outros


menos afortunados. Obrigada por sempre me dizer que eu sou a me­
lhor e que eu posso fazer qualquer coisa. Eu acreditei em você :)
Obrigada a meu marido de um casamento de dezenove anos por
me apoiar nesta jornada. Por mais desafiador que isso tudo seja, você
sempre esteve ao meu lado. Você é o amor da minha vida, e pai dos
meninos mais dóceis do planeta. Obrigada por me dar o vigor para ser
forte o suficiente para fazer um trabalho gigantesco. Isso não seria pos­
sível sem um pilar com a sua magnitude.
Obrigada, Alex, o melhor irmão do mundo, que me apoia e aprecia
o que fazemos em família, e que enxerga o plano maior. Eu não poderia
estar mais orgulhosa de você! Eu sou tão grata que você me escolheu
como Mãe, e você escolheu estar nesta jornada comigo, uma estrada
menos percorrida. Eu amo você para sempre!
Obrigada, Patrick, por trazer à nossa família um bem maior. Você é
um anjo. Você traz luz a todos os que o conhecem e se encontram com
você. Obrigada por me escolher para ser sua mãe. Você e seu irmão
me ensinaram mais sobre mim mesma e sobre a vida do que eu jamais
poderia ter sonhado. Sou grata a você e eu amo você mais do que as
palavras podem dizer. Através de mim, você tem devolvido às pessoas
as suas vidas. Você mudou para sempre a face do autismo.
24 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Obrigada, Linda, por me dar a minha irmã e uma das minhas maio­
res amigas.
Obrigada, Slimmie, por seu apoio, amor e dedicação; você é mi­
nha melhor amiga e nós falamos a mesma língua. Muito obrigada pelo
apoio aos meus projetos e por sempre me ajudar a me preparar.
Lorna, obrigada por me apoiar, acreditar em mim, confiar em mim,
sendo fiel ao seu coração e por ser uma das pessoas mais honestas que
eu já conheci. Você é minha irmã de coração e eu a amo muito.
Susan Wiseman, obrigada por oferecer a sua conexão no dia em
que eu mais precisei. Aquele ato de humildade mudou o futuro para
sempre. Eu nunca vou me esquecer do que você fez por mim.
Norrah Whitney, obrigada por me indicar a direção da recuperação
e me explicar o que eu precisava fazer. Você é sem dúvida o meu pri­
meiro anjo nesta jornada.
Ana Meckes, obrigada por ser outro anjo indispensável em minha
vida e me ensinar a defender o meu filho. Eu continuo a fazê-lo desde
então.
Anju, obrigada por ser minha amiga, por compartilhar comigo e
por acreditar em mim. Você é um tesouro sem par.
Pina, obrigada por me ajudar e me apoiar, seremos amigas para
sempre. Eu vou sempre me lembrar do que você fez por mim, pela clí­
nica e pelas crianças.
Kenny, obrigada por seus livros excelentes cheios de sábios conse­
lhos, e por descomplicar a biomedicina. Acima de tudo, obrigada por
compartilhar a terapia da febre conosco.
Carolina, Yamileth e o Chefe... obrigada por me apoiar, me defen­
der e acreditar em mim. Vocês são amigos em todos os sentidos da pa­
lavra. Eu estou orgulhosa de vocês, movendo montanhas com o amor
que só uma família pode ter por um filho... e vocês têm feito isso por
um país. Eu amo vocês.
Bob Sands, obrigada por ter visto algo especial em mim, muito
obrigada por me levar para conhecer Bernie Rimland e a Sra. Rimland.
Agradecim entos 25
Aquele dia mudou minha vida para sempre. Muito obrigada por nos
dar a melhor câmara hiperbárica do mundo. Com essa câmara temos
visto muitos milagres.
Jim, você trouxe luz a muitos e esperança a todos os que tiveram a
sorte de conhecer o milagre que é o CD (Dióxido de Cloro). Sou grata a
você todos os dias da minha vida. Eu testemunhei em primeira mão o
milagre que é a recuperação do autismo. Obrigada por permanecer em
um caminho que nunca foi fácil. Mas é, como você mesmo diz: “A coisa
certa a fazer...”, eu amo você.
Andréas, meu querido amigo, obrigada pela sua dedicação, suas
pesquisas e pela sua disposição em ajudar. Você é a ciência, a razão
e a verdade é que o dióxido de cloro; a molécula que tem o poder de
salvar a humanidade. Agradeço a você e a Miriam pelo apoio infalível
ao longo dos anos. Suas contribuições para o mundo do autismo estão
mudando a maneira como o mundo vê o autismo para sempre. E as
vidas de tantas crianças estão agora sendo recuperadas, graças à sua
contribuição ao Protocolo. Sem vocês dois, essas recuperações não se­
riam tão abundantes.
Dan Bender, obrigada por enxergar além e por dar-se a si mesmo
tão generosamente para nos ajudar a ajudar as crianças com autismo.
Seu altruísmo permitiu que este protocolo pudesse alcançar mais famí­
lias em todo o mundo. Obrigada por fazer a segunda edição deste livro
uma realidade; nós nunca teríamos saído do lugar sem você.
Obrigada Michael Harrah por me apoiar e trabalhar incansavel­
mente para compartilhar as informações que têm produzido um efeito
tão positivo em tantas famílias em todo o mundo. Sua sabedoria e co­
nhecimento foram de extrema importância para mim neste livro, no
nosso site e fóruns. Você foi um amigo quando eu mais precisei de um.
Eu sou grata por tê-lo em minha vida.
Dr. Bernard Rimland, mesmo que você tenha nos deixado tão cedo,
você moveu montanhas enquanto esteve aqui. Obrigada por me perm i­
tir treinar como uma médica, e por nos permitir traduzir o protocolo
para o espanhol. Obrigada por nos dar o Infantile Autism (Autismo
26 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Infantil) em 1964, mudando para sempre o pensamento de que o autis­


mo era causado pela mãe geradora; e por colocar em ação intervenções
biomédicas para a cura das nossas crianças. Eu gostaria que tivésse­
mos mais pessoas como você. Eu tento pensar “O que Bernie faria?”, e
eu normalmente obtenho a resposta. Sempre ajudando e sempre dis­
ponível. Humildade. Você define o padrão para a palavra humanitário.
Obrigada a todas as famílias em nossos fóruns por abrirem um ca­
minho para outros seguirem e por lutar pela saúde de seus filhos todos
os dias. Vocês são uma inspiração.
Para todos os moderadores; Ginette, Caryn, Joy, Alison, Heidi, Mi-
chael, Pam, Katya, Carolina, Nilesh, Mirena, Robin, Debbie, Sue, Susan
A., Brandi, Don, Clint, Maggie, Claire, Amber, Dawn, Naomi, Maryann,
Susan R., Stacey, Jessi, Lina, Boris e Susanne, Olive, Dana e Pat, por
serem os melhores moderadores do mundo. A ajuda de vocês tem mu­
dado vidas para melhor a cada dia. Isto é para vocês:
É do nosso interesse cuidar do próximo. O egocentrismo
opõe-se à natureza humana básica. No nosso próprio in­
teresse, como seres humanos, precisamos prestar atenção
aos nossos valores internos. À s vezes as pessoas pensam
que a compaixão é apenas ajudar os outros, enquanto nós
não recebemos nenhum benefício. Isto é um erro. Quando
você se preocupa com os outros, você naturalmente desen­
volve um senso de autoconfiança. Para ajudar os outros é
preciso coragem e força interior.
— 0 Dalai Lama

Obrigada Joy por compartilhar com a Alison que você ouviu falar
do CD para o autismo através do seminário que Jim participou na Re­
pública Dominicana. Esse gesto abriu as portas ao norte e de lá para
todos os lugares. Você é uma “curadora” especial.
Teri e Ed Arranga, obrigada pela plataforma e por ajudar muitas
famílias a encontrarem o que precisam para os seus filhos, incessante­
mente, mesmo quando o medo se torna assustador.
Agradecim entos 27
Obrigada Doll, pela distração tão necessária, por tirar a minha
mente do autismo quando eu mais precisava. Melhores amigas são óti­
mas nisso.
Obrigado aos Mansours, por acreditarem em meus projetos e em
mim. Seu apoio contribuiu para que este livro e o nosso site fossem
possíveis.
Obrigada aos vários revisores que ajudaram com esse processo
divertido, incluindo Michael Harrah, Pam Gotcher, Joy Whitcomb,
Charlotte Lackney, Don Kalland, James Beyor, Cathy Fuss, Jeremy
Home, Ph.D., Luane Beck, Candace, Andreas Schreiber, Olive Kaiser,
Susan e Clint Melanchuk.
Obrigada Mads, pela maravilha do seu site e pelo nosso lindo lo­
gotipo.
Obrigada Carolyn Unck por ajudar a deixar o livro em perfeitas
condições, além de todo o seu apoio e aconselhamento.
Obrigada Marco e Stefania pela sua criatividade e por preservar a
verdade, porque ela funciona.
Muito obrigada Pam Gotcher, por fazer de tudo todos os dias para
garantir que os nossos leitores recebam seus livros!
Obrigada Scott McRae, Brenda McRae e Charlotte Lackney por
contribuírem com o capítulo sobre o CDH. Este novo método de prepa­
ração já tem sido benéfico para muitas de nossas famílias, e é uma nova
adição interessante a este livro.
O propósito da vida é contribuir, de alguma
forma, para tornar as coisas melhores.
— Robert F. Kennedy
Alex Rivera, Kim McDaniel (irmã da Kerri), e Patrick Rivera
I N T R 0 D U Ç Ã 0 ______
O A U T IS M O É E V IT Á V E L ,
TR A TÁ V E L E C U R Á VEL

A capacidade que o seu corpo tem de


se curar é m aior do que permitem
que você acredite.
— Anônimo

arabéns por encontrar este livro, e bem-vindo ao mundo da recupera­


P ção do autismo. Este livro nasceu à medida que mais e mais crianças
com diagnóstico de autismo respondiam e se recuperavam em mais de
58 países ao redor do mundo. Este livro dá às famílias um guia do tipo
“faça-você-mesmo” através do programa de recuperação para o Transtor­
no do Espectro do Autismo (ASD) com muitas respostas em um só lugar.
Em minha jornada pela recuperação do espectro autista do meu fi­
lho Patrick, tenho pessoalmente me frustrado com a falta de informação
e respostas que levam à perda de tempo e dinheiro. Por exemplo, quando
eu soube que Patrick não estava mais se desenvolvendo “normalmente”
(em 2003), eu não consegui obter um diagnóstico. Sete anos, dezenas de
intervenções e centenas de milhares de dólares depois eu ainda estava à
procura das peças para resolver 0 enigma do autismo de Patrick.
Eu aprendi ao longo dos anos, através de muitas pessoas que recu­
peraram seus filhos usando vários protocolos e intervenções, e eu in­
vestiguei cada um dos métodos. Alguns nos trouxeram melhorias, mas
não recuperação (mais especificamente para Patrick, a dieta ajudou).
Alguns não resultaram em nada.
Meu objetivo com este livro é aliviar essa frustração, perda de tem ­
po e dinheiro para outros pais.
O Autism o é Evitável, Tratável e Curável 31

Interessei-me pelo dióxido de cloro (CD) em 2010, mas não conse­


gui encontrar qualquer informação na internet sobre como usá-lo com
0 autismo. Já que eu sabia que quase todas as crianças com autismo
sofriam com agentes patogênicos semelhantes (vírus, bactérias, cândi­
da e parasitas), toxicidade de metais pesados, inflamação e alergias, eu
pesquisei essas condições em combinação com dióxido de cloro - re­
movendo o “autismo” do meu vocabulário.
Eu percebi, depois de realizar mais pesquisas, que o CD seria ex­
celente para curar os sintom as conhecidos coletivamente como autis­
mo. Quando Patrick foi diagnosticado pela primeira vez em 2004, a
sua pontuação no questionário de avaliação do tratam ento do autis­
mo (ATEC) atingiu 147 e, depois de seis anos de tratam ento biomédi-
co, ele estava com 63. (As dietas fizeram a grande diferença naquela
diminuição inicial da pontuação ATEC). Depois de dois anos e meio
de tratamento com 0 CD, ele estava com 21 pontos. O dióxido de cloro
fez toda a diferença na sua vida, na minha vida e em tantas vidas ao
redor do mundo.
Eu trouxe o CD para a minha abordagem Derrote o Autismo Agora!
na clínica localizada em Puerto Vallarta, em 2010. Hoje, m ais de
115 crianças em todo o m undo não têm mais o diagnóstico de au­
tismo (o que significa uma pontuação ATEC abaixo de 10 pontos).
Além disso, m ilhares de crianças ao redor do m undo dim inuíram
sua pontuação ATEC e estão próxim as à recuperação. Vinte e sete
crianças em m enos de um ano só na Venezuela perderam o seu
diagnóstico de autism o com uma com binação de dieta, CD e água
do oceano, para a surpresa dos m édicos que haviam diagnosticado
essas crianças inicialm ente. M uitos desses m esm os m édicos estão
agora usando o CD com outros pacientes.

É um sonho meu que cada família de uma criança portadora do


autismo possa receber essa informação para que possa decidir por si
mesma se quer experimentá-lo.
Este livro é um protocolo para todos nós. Para alguns de vocês, a
recuperação do autismo pode ser algo completamente novo; alguns de
i/. Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

vocês podem ser veteranos como eu e/ou pais de crianças mais velhas
e adultos no espectro do autismo. Este protocolo funciona até mesmo
para os “clássicos” que não reagem a tratamentos e para aqueles que
estão tão perto da recuperação, mas ainda assim não ultrapassaram
essa porta. Este livro é para você. O CD ajuda o corpo a curar os sin­
tomas que chamamos de “autismo” em todas as faixas etárias - é uma
oportunidade de cura para todos.
Eu sei, por experiência própria, que um diagnóstico de autismo é
devastador em muitos níveis. A regressão inicial de um bebê neurotípico
em desenvolvimento desvia o contato visual, a fala e a conexão emocio­
nal entre o pai, a mãe e o filho. Depois, quando novos comportamentos
estranhos aparecem, tais como debater-se, gritar, sacudir-se, girar ou até
mesmo comportamentos autolesivos, você sabe em seu mais profundo
instinto maternal (ou paternal) que seu filho não nasceu assim. Parece
demorar uma eternidade para se aceitar a verdade sobre o que aconteceu
com o seu feliz e saudável bebê. E leva ainda mais tempo e é mais con­
fuso ainda quando você tenta descobrir como curar essa criança doente.
Muitos profissionais de saúde que lidam com o autismo estão focados
demais em ganhar dinheiro, por isso não podemos confiar cegamente
em ninguém. Devemos fazer a nossa lição de casa. A jornada em si é de
tentativa e erro, juntamente com informações distorcidas.
Muitos supostos “especialistas em autismo” não sabem muito so­
bre recuperação, ou a ordem eficaz de tratamentos, e acabam tomando
o tempo das nossas crianças e o dinheiro dos pais. Quanto menos tem ­
po a criança passa com essa doença crônica, mais fácil e rápido será re-
cuperá-la. Sem contar que a criança gastará menos tempo de sua vida
sofrendo os efeitos físicos, emocionais e mentais do autismo.
Eu acredito que todos os pais que começam a usar este protoco­
lo devem esperar uma recuperação completa do autismo porque este
protocolo trata o que causa esse diagnóstico. Nossa pesquisa indica
que todas as pessoas com diagnóstico de autismo regressivo têm vírus,
bactérias, cândida, parasitas, metais pesados (biofilme), inflamação e
alergias. Este protocolo lida com cada uma destas questões, e é por
O Autism o é Evitável, Tratável e Curável 33
isso que tem sido tão bem-sucedido. Alguns recuperam-se mais rapi­
damente do que outros. Mas, a cada dia, estamos um passo mais perto
do fim do autismo.
Como você sabe se o protocolo está funcionando e quanto tempo leva
para ver os resultados?
O questionário para avaliação do tratamento do autismo
(ATEC) é a nossa medida. O ATEC é uma pesquisa online que avalia
a gravidade de uma criança no espectro. Para mais informações, con­
sulte o Anexo 4, na página 666. Muitas famílias notam mudanças já
no primeiro dia, enquanto outros levam mais tempo. Você vai obter
resultados quando você aplicar corretamente as intervenções contidas
neste livro, na ordem correta e sem pausas.
Que resultados você pode esperar através dos protocolos deste livro?
Eu adoraria dizer que todos aqueles que seguem o protocolo vão
conseguir baixar para 10 ou menos no ATEC - o que chamamos de
recuperação - e já temos 115 crianças com esse resultado. A maioria
das pessoas com que eu mantenho contato relata melhorias substan­
cialmente significativas, mesmo que não tenham atingido a recupera­
ção. No caso do meu filho Patrick, sua pontuação com 147 em 2004
e baixou para 26. Meu otimismo cresce à medida que eu continuo a
procurar novas respostas, e eu continuarei a compartilhar o que eu for
descobrindo.

Se você não está alcançando resultados satisfatórios e leu este li­


vro, incluindo as Perguntas Frequentes (FAQs) e soluções de proble­
mas, entre em contato comigo através do fórum em...
www.cdautism.org
...há sempre ajustes que podemos fazer para seguir em direção à
recuperação.

Eu recomendo que você leia este livro inteiro e na ordem em que


está escrito, uma vez que é a ordem em que deve ser aplicado. Pular as
intervenções significa perda de tempo para o seu filho e desperdício de
dinheiro para você. Fazer intervenções na ordem correta, quando o seu
34 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

filho está pronto para elas, é o melhor caminho para conseguir a recu­
peração. Diligência e perseverança sempre ganham a corrida.
Minha missão é compartilhar com quem estiver interessado as
bênçãos que tenho recebido. Se as informações apresentadas aqui pa­
recem boas e você se identifica com elas, então, por favor, experimen­
te-as. Poder ser exatamente o que o seu filho precisa.
Este livro em poucas palavras:
Se você quer uma melhor chance de recuperação, segue abaixo um
visão geral de como fazê-lo:
1. Dieta: Eliminar glúten, leite, soja, açúcar e toxinas para impe­
dir inflamação e reduzir a carga tóxica total.
2. O Protocolo CD para matar agentes patogênicos juntamente
com o uso de um multimineral como a água do oceano.

3. O Protocolo Antiparasitário Kalcker.

4. Explore e implemente outros suplementos potencialmente


sinérgicos para auxiliar na fala, no comportamento neurotípico
e/ou na redução de convulsões.

5. Use quelantes suaves.


6. Depois de três protocolos antiparasitários e a observação
de todos os passos acima, encontre uma câmara hiperbárica
(1.75ATA).
7. Considere a adição de GcMAF.
É importante considerar todas as informações do Capítulo 14, Di­
versos - Informações Úteis (página 452) e aplicá-las desde o início, no
momento apropriado para o seu filho. Você também pode achar o Re­
sumo de Protocolos no Apêndice 12 um bom recurso para quando você
não tiver tempo para reler um capítulo a fim de encontrar algo específico.
À direita está o que chamamos de Escada para a Recuperação. Joy
Whitcomb, uma de nossas surpreendentes mães, criou isso para que
você possa ver como cada etapa se encaixa nas etapas anteriores, e sem
elas você não iria chegar ao degrau mais alto... a RECUPERAÇÃO!
O Autism o é Evitável, Tratável e Curável 35
Nota do Autora:
Nunca foi minha intenção “mudar a personalidade de alguém” ou
mudar seu caráter através da cura do autismo. Eu vejo de outra forma.
Quando as crianças começam a se recuperar, sua personalidade come­
ça a brilhar. Os comportamentos que vimos antes (gritar, debater-se,
gritar, espalhar fezes, autoagressão, colocar as coisas em linha, birra,
etc.) não são traços de personalidade, mas sintomas de um corpo doen­
te. Estes sintomas começam a desaparecer depois que o corpo começa
a se curar, e nossos filhos podem expressar quem eles realmente são
através de sorrisos, contato com os olhos, palavras, gestos, etc. Eles
podem nos mostrar o que eles precisam e querem, bem como desem­
penhar um papel ativo nas suas próprias vidas. É meu sonho que toda
criança tenha a oportunidade de amadurecer e escolher a vida que quer
para si, e assim ela será responsável pela tomada de suas próprias de­
cisões. Eu realmente acredito que isso é possível para todas as nossas
crianças e adultos no espectro, e eu quero que as famílias tenham a
oportunidade de oferecer a cura para seus filhos.
Ao longo deste livro, utilizamos o pronome “ele” (ou seu filho) quando
nos referimos, de forma generalizada, a “uma criança no espectro.” Não
se trata de alienar famílias com meninas ou mulheres sobre o espectro. É
simplesmente uma questão de fluidez. Usar ele/ela ou dele/dela cada vez
que optamos por usar um pronome, pareceu contraproducente; portanto,
estamos usando “ele” ou “seu” ao longo do livro. Escolhemos o “ele” em
vez de “ela” porque o autismo é cinco vezes mais comum entre meninos
do que entre as meninas. Em março de 2013, o CDC revelou os resultados
de um novo estudo realizado durante 2011 e 2012, que entrevistou 95.000
famílias e estimou a prevalência de autismo em 1 em cada 50 crianças.
A sigla DAN! (do inglês, Defecit Autism Nowl)já não é mais aplicá­
vel ao Derrote o Autismo Agora!, já que agora pertence a Divers Alert
NetWork. A sigla foi usada em vários lugares neste livro pois várias
das histórias pessoais são de uma época em que a sua utilização ainda
era apropriada. Hoje, um Médico “DAN!” pode ser definido como um
profissional que recebeu treinamento através da rede anteriormente
conhecida como Defeat Autism Now!
36 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Escada para ; Recuperação


Passo 7: GcMAF

Passo 6: HBOT (1.75ATA)

Passo 5: Quelantes delicados, tais como


BioChelate e argila bentônica.

Passo 4: Adicione possíveis suplementos


para a fala, convulsões, etc.

Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker (12-18 meses)

Passo 2: Protocolo do Dióxido de Cloro (CD). Implementa­


do gradualmente até que a dose completa seja alcançada.
Administrado por via oral, através de enemas e banhos.

Passo 1: A Dieta: GFCFSF+; retire determinadas frutas; avalie


e remova certos suplementos, especialmente aqueles que
interferem com o Dióxido de Cloro.

C onceito por Joy W hitcomb.

Tudo cede à diligência.


— Antífenes
IN FO R M A Ç Ã O IM P O R T A N T E

Por favor, tenha em m ente que os protocolos deste livro ainda estão
evoluindo, e continuarão a ser melhorados à medida que novas des­
cobertas forem feitas. Vam os lançar novas edições para acrescentar
essas novas descobertas. Os tópicos de CDS e CDH são particular­
mente novos, porém em rápida evolução. Este livro foi atualizado
em janeiro de 2014. Por favor, não deixe de conferir o site do livro
para correções im portantes e inform ações atualizadas depois dessa
e de edições posteriores:

H ealing The Sym ptom s Known As Autism .com


_ C A P ÍJT U L_0 1
A H IS T Ó R IA DE KERRI

"O impossível é declarado possível quando você concorda


com isso. É apenas uma mudança de mente que faz isso
realmente acontecer, nada mais.''
— Stuart Wilde

u ^ ''V q u e aconteceu, o que você fez com Patrick?” Essa foi a pri-
meira coisa que meu marido me perguntou quando viu pela
primeira vez o nosso filho, depois de voltar de uma viagem de uma se­
mana. Isso foi apenas cinco dias após o nosso filho mais novo, Patrick,
receber sua última vacina - a DTP (proteção contra difteria, tétano e
coqueluche) + Hepatite B + Influenza B, que é conhecida no México e
no Brasil como a Pentavalente - no dia 13 de agosto de 2002 aos dois
anos e um dia de idade.
Essa pergunta foi a primeira de muitas que nos colocaram no nos­
so caminho pavimentado com autismo. Eu disse a Memo (meu marido)
que não devíamos nos preocupar. A enfermeira mencionou que pode­
riamos esperar uma febre, e que ele poderia ficar apático. Essas eram
reações completamente normais. Ao contrário do que ela disse, o que
observamos durante aqueles primeiros dias e semanas foi perda de con­
tato olho no olho, agitação, andar com o calcanhar levantado, barulho
agudo como o feito pelos Noise Marines do jogo com uma salivação ex­
cessiva - que chegava a encharcar toda a parte da frente de sua roupa.
Patrick também tinha perdido toda a fala que ele tinha aprendido:
Mama, Pa, água, letras do alfabeto, números... tudo. A única coisa que
ele queria fazer era assistir vídeos, enquanto corria para um lado e para
o outro em seu quarto imitando o som de uma ambulância, agitando os
A História de Kerri 39

braços e batendo na barriga, e babando toda a roupa.


Não conhecendo bem a origem desses sintom as problem áticos
na época, atribuím os aquele com portam ento à terrível crise dos 2
anos. Mas essa crise levou Patrick a perder o sono, bem com o o res­
to da família. Iniciam os o uso de antibióticos para tratar o nariz
que escorria e o muco no olho. Ele tinha uma diarreia tão ácida que
queimaria sua pele com o contato. Tivem os que lidar com isso du­
rante o resto do terceiro ano de sua vida.
A primeira de muitas pessoas que associaram o comportamento de
Patrick ao autismo foi a minha tia-avó. Ela disse para mim que acredi­
tava que Patrick tinha autismo depois de observá-lo em uma reunião
de família, em abril de 2003, enquanto visitávamos parentes em Chi­
cago. Foi a coisa mais ridícula que eu já tinha ouvido.
No entanto, ao chegar em casa naquela noite, imediatamente fui
pesquisar os sintomas do autismo no Google. No site estavam descritos
sintomas como revirar coisas, alinhar objetos, comportamento auto-
lesivo, falta de socialização e vários outros fatores que eu não enxer­
gava de forma alguma no meu filho. Descartei 0 comentário da minha
tia-avó e continuei a observar os comportamentos estranhos do meu
filho, ainda sem entender o porquê.
Alguns meses depois, em julho, estava novamente em Chicago.
Ao sair para uma corrida, vi uma amiga minha que tem um filho da
mesma idade de Patrick. Paramos para conversar e ela me perguntou
como ele estava. Eu disse: “bem ”. Ela me perguntou se ele já estava
falando. Disse que ele tinha desenvolvido a fala, mas desde março
ele tinha perdido todo o vocabulário que tinha adquirido anterior­
mente. Minha amiga olhou para mim e disse: “O h...” com um olhar
de preocupação em seu rosto. Perguntei: “O que há de errado? O que
isso significa?” E aí eu fiquei extremamente nervosa. “Bem ”, disse ela
relutantemente, “perda de fala é um sinal de alerta para 0 autism o”.
Lá estava aquela palavra novamente. Falei que já havíamos exam i­
nado tudo, porque naquele momento eu já tinha levado Patrick a um
neuropediatra em Guadalajara, a um psicólogo com uma enorme clí-
40 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

nica em Guadalajara e a um psicólogo local em Puerto Vallarta. Esses


três especialistas tinham me garantido que ele estava bem; não viram
qualquer problema com o desenvolvim ento dele.
Comecei minha corrida e, na metade do caminho, tive a certeza de
que Patrick tinha mesmo autismo; então corri para casa, sentei-me ao
computador e acessei o site da Autism Society o f America (Sociedade
Americana de Autismo) e encontrei uma lista de 16 sintomas do autis­
mo. As orientações diziam que, se seu filho tivesse 12 ou mais daqueles
sintomas, provavelmente ele tinha autismo. Patrick tinha exatamente
12. Olhando para trás, ele provavelmente tinha 14 ou mais, mas eu não
estava pronta para aquilo ainda.
Naquele mesmo dia, liguei para sua pediatra de Puerto Vallarta
e lhe disse que eu im aginava que meu filho tinha autismo, e ela me
disse: “Não, eu nunca vi nada parecido com isso em seu filho, mas
traga-o aqui e eu vou olhar ele novam ente”. Quando entram os lá, ela
o observou. Ela disse que ele não alinhava objetos, que não batia na
cabeça, que ainda vinha quando eu 0 chamava, e que estava ‘brin ­
cando’ com alguns brinquedos na sala de espera, de modo que meu
filho não tinha autismo.
A pediatra me disse para ir para casa naquele dia e esperar que
as coisas m elhorassem . Todos os especialistas me disseram que ele
agia daquela form a porque era uma criança de uma fam ília bilíngue,
o que tradicionalm ente - segundo eles - acarreta um atraso na fala
da criança; seus pais e irmão com eçaram a falar tarde. Foi muito
paparicado. Tinha uma babá. E, tam bém , porque era um m enino, e
m eninos norm alm ente dem oram mais para com eçar a falar e etc. A
pediatra conseguiu me convencer mais uma vez de que ele não tinha
o diagnóstico do autismo.
Como nada estava errado, no outono daquele ano colocamos Patrick
em um jardim de infância. Sua professora me dizia que ele não estava
fazendo algumas atividades, e eu respondia que tinha levado ele a al­
guns especialistas, que afirmaram que ele tinha apenas um atraso na
fala. Ela era muito delicada sobre esse assunto e, a cada mês, fazia al-
A História de Kerri 41
guns comentários sobre ele, porque ela o achava drasticamente dife­
rente de seus colegas.
Então, um dia, isso aconteceu. Recebi um telefonema da direto­
ra da escola dizendo que sua amiga, uma neuropsicóloga dos Estados
Unidos, estava na cidade e que gostaria que eu levasse meus filhos para
que ela os examinasse. No dia 12 de março de 2004, às 18 horas, eu
tinha um horário marcado com essa neuropsicóloga. Eu tinha imagina­
do que essa mulher queria ver o Alex, meu filho mais velho, porque ele
não estava indo bem na escola. Ele não conseguia dormir bem desde
que 0 Patrick passou a não dormir, o que o levou a ter um mau desem­
penho na escola. Eu já tinha recebido a notícia de que Patrick estava
bem, então quando ela começou a falar apenas sobre o Patrick e seus
comportamentos fiquei um pouco confusa. Nós nos sentamos na sala
de aula dele e ela começou a me perguntar se ele sempre... corria em
círculos, debatia-se, babava excessivamente, gritava como um golfinho
(atualmente, sempre brincávamos dizendo que ele devia ser filho de
um golfinho), etc. Depois disso, eu lhe disse que já tínhamos ido a to­
dos esses especialistas e eles disseram que ele estava bem.
Estava cansada de ficar correndo em círculos e ver todo mundo me
perguntando 0 que estava errado com meu filho, quando ele estava apenas
levando um tempo a mais para amadurecer. Foi quando ela me disse: “Eu
não posso acreditar que eles não lhe disseram que o seu filho tem autismo.”
Aquelas palavras mudaram a minha vida para sempre. É claro que
eu perguntei se ela não podería estar errada, e ela disse que existia essa
possibilidade, mas ela tinha feito sua pós-graduação na área de autis­
mo, tendo visto centenas de casos, e esse diagnóstico foi sua opinião
profissional. Isso abriu as comportas para um rio de lágrimas que con­
tinuou a correr durante anos.

Sendo uma pessoa positiva, perguntei-lhe o que eu deveria fazer.


Ela disse: “Eu gostaria de apresentá-la a um grupo de psicólogos que
estão na cidade”. No dia seguinte, fui com ela para um lugar sem espe­
rança, com pessoas sem esperança, e perguntei-lhe se aquilo era algo
que podería ser curado, ao que ela disse: “Não, pode-se fazer terapia
42 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

com esses psicólogos, e isso é tudo”. Crianças nascem com autismo e


morrem com ele, essa era a sensação básica. Eu sabia com certeza que
meu filho NÃO tinha nascido com autismo. Ele era o bebê de olhos
brilhantes mais inteligente que eu já tinha visto, e tínhamos as fotos
e os vídeos para provar isso. Ele não nasceu como esse fantasma de
criança que tínhamos agora. Sabia que iria continuar pesquisando até
encontrar algo a mais para o Patrick. Eu me tornei proativa e nunca
mais voltei àquele lugar.
No dia seguinte, encontrei outra amiga e ela mencionou que tinha
um livro sobre DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e autismo, en­
tão imediatamente peguei o livro, que falava apenas sobre dieta. Uma
dieta baseada em alimentos sem glúten e sem caseína, para ser espe­
cífica; e então decidi começar imediatamente essa dieta. Verdade seja
dita, a dieta de Patrick era horrível: ele estava limitado a laticínios e
carboidratos apenas. Pães e queijo eram seus alimentos básicos, mas a
boa notícia era que ele ainda comia batatas. Mesmo como uma novata
na área do autismo, sabia que não poderia levá-lo a uma lanchonete
d efa stfood, porque aquelas batatas fritas eram cobertas de glúten.
Começamos com batatas fritas caseiras com um pouco de sal marinho
somente, porque essa era a única coisa em sua dieta que ele ainda po­
dia comer. Depois de três dias na dieta, ele disse três palavras: as três
primeiras palavras que havia dito em cerca de um ano. Então, soube
que estávamos no caminho certo.
Na sem ana seguinte, eu trom bei com uma amiga do tênis a
quem eu realm ente não queria nem cum prim entar, pois estava
m uito deprim ida, mas ouvi uma voz que me dizia: “Não foque na
estrada, mas nas flores perfum adas ao longo do cam inho”. Então,
eu forcei um sorriso no meu rosto e fui lhe dizer “olá” em meio
àquela grande depressão. Bem, ela com eçou a se queixar da sua
sem ana, então escutei pacientem ente e, então, eu lhe disse sobre a
m inha sem ana: na quinta-feira m inha identidade foi usurpada na
internet, na sexta-feira meu filho foi diagnosticado com autism o e
no sábado o meu cão de 14 anos teve que ser sacrificado.
A História de Kerri 43

Quando ouviu tudo isso, ela desligou o carro e me disse o quanto


lamentava por aquilo tudo. Ela disse que iria me colocar em contato
com uma amiga que tinha aberto o Early Autism Center (Centro de
Autismo Precoce) em Toronto, no Canadá. Quando acordei, na manhã
seguinte, tinha recebido um longo e-mail de Norah Whitney. Ela viria
a ser o primeiro de muitos anjos do autismo em minha vida.
Eu recebi um monte de inform ações preciosas nesse e-m ail, mas
talvez o detalhe mais im portante para mim tenha sido que o que
tinha acontecido com o meu filho era um efeito de todas as vacinas
que ele tinha tomado; ele não tinha nascido com autism o, como eu
já sabia. Isso não tinha acontecido por culpa minha tam bém , e eu
precisava com eçar a deixar de me culpar. Norah tam bém me disse
que o autismo pode ser tratado, e que eu precisava entrar em con­
tato im ediatam ente com um médico do DAN! (do inglês Defeat A u ­
tism Now! - Derrote o Autism o Agora!) e com o Dr. Bobby Newman,
Analista de Com portam ento certificado pelo conselho e Psicólogo
licenciado. Norah disse que eles eram os m elhores, e que esse grupo
de médicos do DAN! estava curando o autismo.
Entrei em contato com todos esses médicos e, naquele mesmo
mês, começamos nosso próprio programa de ABA (do inglês Applied
Behavior Ajialysis - Análise de Comportamento Aplicado). Eu tam ­
bém levei o Patrick aos Estados Unidos para sua primeira consulta com
um médico do DAN!. Quando voltei para casa depois daquela viagem,
eu trazia comigo cerca de 5 mil dólares em suplementos e injetáveis.
Isso não significava que eu sabia como usá-los, e também não via meu
filho melhorar diante dos meus olhos. Isso foi em junho de 2004, e
passamos 0 resto daquele verão com alguns suplementos, outras inter­
venções biomédicas e 40 horas por semana da terapia ABA.
Naquele outono, alguns amigos comentaram comigo que o pai deles
estava recebendo quelação em San Diego, e eu tinha acabado de ouvir
alguém dizer que a quelação estava funcionando em crianças com autis­
mo, devido à grande intoxicação por metais apresentada por elas. Perto
do anoitecer, eu havia conseguido o número de telefone da clínica que
44 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

estava realizando o tratamento de quelação dele. Quando liguei para ob­


ter informações, disseram a mim que para todas as quelações infantis
eles indicavam o Dr. Woeller, em Temecula, Califórnia, então eu agendei
uma consulta para Patrick. Em março de 2005, eu levei toda a família
para Temecula para ver o Dr. Woeller, porque nada estava, de fato, me­
lhorando com os suplementos que eu vinha dando ao Patrick. Eu sabia
que precisava continuar buscando outros caminhos.
Depois de milhares de quilôm etros e muita birra, chegamos ao
consultório do Dr. W oeller. Disse à recepcionista que eu queria ver
o Dr. W oeller. Para minha decepção, ela disse: “Não, você tem um
horário marcado com algum outro médico, pois o Dr. W oeller nem
mesmo se encontra na cidade no m om ento”. Meu marido tinha cer­
teza de que eu tinha me enganado sobre os horários e ficou muito
chateado comigo. Enquanto isso, o Patrick estava gritando, chorando
e tirando sua roupa na sala de espera. Eles finalmente nos deixaram
entrar para falar com o outro médico e, depois de explicarmos sobre o
autismo do Patrick, dissemos que queríamos fazer a quelação. A essa
altura, nós já havíamos entendido que o autismo dele vinha do mer­
cúrio das vacinas que ele havia tomado. Ela nos disse, sem rodeios,
que não poderíamos fazer tudo de uma vez e, antes de fazer a quela­
ção, nós teríam os que lim par seu intestino. Quando voei para casa
com a minha família estava totalm ente sem esperanças. Começamos
a im possível tarefa de lim par o intestino.
Minha primeira conferência sobre autismo foi a AutismOne no fi­
nal de maio de 2005. Conheci uma senhora que era um anjo de resgate
da Generation Rescue, a quem disse que queria fazer a quelação no
meu filho com aquelas gotas de DMPS, que estavam na moda na época.
Ela me disse que, quando o assunto era a recuperação do meu filho,
eu não deveria aceitar um não como resposta. Eu tinha que defender o
meu filho e não me entregar. Com esse pensamento, liguei para o con­
sultório do Dr. Woeller novamente e falei que queria a minha consulta
com 0 próprio Dr. Woeller e não desistiria disso. A gerente me ouviu
e disse que iria me colocar em contato com ele. Depois de uma longa
conversa, o Dr. Woeller concordou em assumir 0 caso do Patrick e disse
A História de Kerri 45
que ele iria me ajudar a quelar meu filho. Ele concordou comigo que di­
ficilmente poderíamos ter o intestino dele completamente sob controle
antes de começar a quelação. Eu finalmente consegui as tão cobiçadas
gotas de DMPS, então senti que estávamos de volta ao caminho certo.
No entanto, após cerca de seis meses de uso das gotas, nós ainda não
víamos nenhuma mudança.
Lembro-me de um momento da conferência AutismOne no qual
eu tinha assistido a uma palestra sobre a Dieta de Carboidratos Espe­
cíficos e a remoção de todos os grãos da dieta - a dieta que ajudou o
Patrick a melhorar de forma lenta e gradual.
Em novembro de 2005, fiz uma consulta por telefone com 0 Dr.
Woeller e, desapontada com os resultados do DMPS, decidi pergun­
tar se havia alguma coisa nova no mundo do autismo. A resposta, que
acabaria mudando as nossas vidas, foi a HBOT (do inglês hyperbaric
oxygen therapy - oxigenoterapia hiperbárica).
Eu soube que havia um homem bondoso chamado Bob Sands em
San Diego que era dono de uma empresa que fabricava câmaras hiper-
báricas para hospitais. Liguei para 0 escritório de Bob porque Patrick
iria precisar de 40 sessões imediatamente, e eu fui checar os preços e
ver se havia um desconto para pacotes de sessões. A resposta foi sim,
de fato havia um desconto. Marquei a HBOT do Patrick e levei meus
dois filhos para San Diego, onde ficamos por 20 dias realmente longos
para que Patrick pudesse fazer suas primeiras 40 sessões na câmara
hiperbárica - duas por dia - todos os dias, de manhã e de noite.
Durante aquele tempo, meu marido e minha mãe constantem en­
te ligavam e perguntavam se o Patrick tinha melhorado, mas a ver­
dade é que ele ainda ficava nu na frente da TV, pulando para cima
e para baixo, debatendo-se e gritando. E, assim que voltam os para
casa, ele começou a pronunciar as primeiras sílabas das palavras de
todas as coisas que ele queria, como “m a” para maçã. Consideramos
a câmara hiperbárica um grande sucesso, mas, como eu disse, isso
só começou a fazer efeito algumas semanas depois de terminarmos
as 40 sessões. Foi aí que realmente começamos a ver mudanças no
46 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Patrick. Bob sempre diz que a HBOT é um presente que nos é dado
continuam ente; você consegue ver resultados em até uns dois meses
depois de term inar as sessões.
Enquanto isso, Bob e eu gostam os um do outro im ediatam en­
te. Na sua clínica havia uma atm osfera verdadeiram ente fam iliar
e jo vial. Eu lhe contei a m inha história e como eu queria ajudar as
pessoas a saberem que o autism o era evitável, tratável e curável.
Com partilhei com ele que não havia nenhum a inform ação, muito
m enos biom edicina ou tratam ento para a recuperação do autism o
no M éxico (e em grande parte da Am érica Latina). Eu queria ajudar
as pessoas e com partilhar com elas que podem os fazer m uito para
ajudar nossos filhos a se curarem .
No dia seguinte, ele entrou no escritório e mudou o curso da mi­
nha vida para sempre. Ele me disse que ele era amigo do Dr. Bernard
Rim land, o “Bernie”, o Grande Padrinho do tratamento biomédico para
o autismo, autor do livro Infantile Autism, Dislogic Syndrome (Autis­
mo Infantil, Síndrome Dislógica), e fundador da Autism Research In­
stitute (Instituto de Pesquisa do Autismo). Eu disse a Bob que conhe­
cer o Bernie hoje seria como conhecer o Mick Jagger quando eu tinha
15 anos. Ele então disse que iríamos almoçar com ninguém menos que
o próprio Bernie e a Sra. Rimland. Pela primeira vez na minha vida, eu
admiti para Bob, estava tão animada que não sabia o que dizer. Bob me
disse que, quando chegasse a minha vez de dizer algo, eu devia pergun­
tar ao Bernie: “O que posso fazer pelo DAN!?”
Meio confusa, corri para a M arshall’s, uma loja varejista de des­
contos; comprei um terninho novo, meias-calças e um par de sapatos
de salto alto. Na tarde seguinte, coloquei minhas ridículas roupas no­
vas, deixei meus filhos com a empregada doméstica do meu amigo e
entrei no Jaguar do Bob para irmos ao encontro de Bernie e Gloria
(Dr. e Sra. Rimland) - um verdadeiro sonho se tornando realidade.
Quando chegamos ao restaurante favorito deles, percebi que estava
muito arrumada para a reunião. Gloria pediu uma salada e os homens
pediram tilápia porque Bernie não gostava de legumes. A conversa
A História de Kerri 47
variou de emplastros de Kinotakara até a diferença entre câmaras hi-
perbáricas macias e câm aras hiperbáricas duras.
Esperei pelo momento certo na conversa e lhe perguntei o que eu
poderia fazer pelo DAN!, e ele disse que eu deveria traduzir o Protocolo
DAN! e levá-lo para toda a América Latina. Suas palavras me deixaram
totalmente sem reação. Será que eu ouvi direito? América Latina? Eu
estava pensando na minha cidade de Puerto Vallarta, talvez Jalisco (o
estado em que vivíamos) e talvez, em meus sonhos mais ousados, para
todo o México, mas isso era muito maior do que eu poderia imaginar.
Nesse momento, porém, não havia como extinguir o entusiasmo que
havia sido gerado. Dentro de meses traduzimos o protocolo para o es­
panhol e o doamos ao Autism Research Institute para ser divulgado em
toda a América Latina. Mais tarde, eu descobriría que uma das minhas
queridas amigas, Yeroline, curou o seu filho usando a tradução do Pro­
tocolo DAN!, assim como outras.
Naquela mesma viagem eu e meu marido conversamos com Bob
sobre a possibilidade de comprarmos uma de suas câmaras para a clí­
nica beneficente de autismo que estávamos planejando abrir em Puer­
to Vallarta. O plano era conduzir a clínica sem fins lucrativos, mas sus­
tentar a clínica cobrando pelas sessões de uso da câmara e permitindo
que todo o lucro fosse direcionado para crianças com autismo que pre­
cisassem usar a câmara de graça.
De qualquer forma, tivemos sinal verde para prosseguir. Deposita­
mos o dinheiro relativo à câmara em março de 2006, e ela chegou em
31 de outubro daquele mesmo ano. A Áutism02 - Hyperbaric Clinic
abriu oficialmente suas portas em 01 de dezembro de 2006. Demos
uma festa de inauguração para amigos, convidados, família e terapeu­
tas de Patrick, e 0 nosso líder religioso local veio abençoar o imóvel.
Nós todos usávamos branco e, em homenagem a Patrick, que foi a nos­
sa motivação para abrir a clínica, todos nós usávamos crachás com di­
zeres como Kerri - mãe do Patrick, Memo - pai do Patrick, etc. Foi uma
noite especial para todos nós, em especial para mim, pois solidificou o
que seria o caminho que eu ainda estaria percorrendo no momento em
que escrevo este livro sete anos mais tarde.
48 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

A clínica tinha uma Câmara Hiperbárica Sand, um médico alopata


com especialização em medicina hiperbárica, dois psicólogos, dois téc­
nicos hiperbaristas, e eu, que me encarregava da reunião inicial com os
pais. Sempre soubemos que a câmara ajudaria várias crianças com au­
tismo, porém acabou ajudando várias outras pessoas também. Graças
à câmara, Patrick pôde voltar a falar em 2006.
Mais tarde, naquele mesmo ano, enviamos 0 nosso médico alopata
com o nosso médico hippie naturopata para Ixtapa, no México, para
uma conferência hiperbárica, onde eles por acaso conheceram a Dra.
Giuseppina Feingold, a Dra. Jo, uma médica do DAN! que usa a tera­
pia hiperbárica para tratar crianças com autismo. Assim que voltaram
para Puerto Vallarta, eles insistiram que eu deveria entrar em conta­
to com ela, porque ela estava curando crianças com um protocolo que
incluía hiperbarismo. Sem perder tempo, mandei um e-mail para ela
imediatamente, mas, naquela época, eu não sabia que ela não era uma
pessoa de usar o e-mail e, por eu não ser uma pessoa que gosta de usar
telefones, nós nos desencontramos.
Avançando a história até janeiro de 2007, meu marido, Memo, esta­
va comprando um carro modelo Desoto ano 1951 no eBay. Tivemos que
pagar pelo Desoto com cheque, e por causa disso, Memo começou a con­
versar com Bryan, o vendedor do carro. Durante a conversa, meu marido
disse ao Bryan: “Se você não quiser vender por achar que ele vale mais
do que o preço que você pediu, eu vou entender”. Bryan já tinha decidido
vendê-lo, mas, ao mesmo tempo, ele estava interessado em saber para
onde o carro estava indo, o que o Memo fazia da vida, etc. Então, meu
marido contou para ele sobre a nossa vida em Puerto Vallarta, e sobre 0
negócio que possuímos, que é uma revista de classificados e anúncios.
Foi quando Bryan o interrompeu e disse: “Já ouvi falar dessa revista!”
Descobrimos, então, que o Bryan era um enfermeiro que traba­
lhava com um médico que usa terapia hiperbárica e cura crianças com
autismo. Isso despertou o interesse de Memo, que contou ao Bryan so­
bre o autismo de Patrick e, então, Bryan nos disse para entrarmos em
contato com a Dra. Jo, sim, a mesma Dra. Jo que 0 nosso clínico tinha
A História de Kerri 49
encontrado anteriormente na Conferência Hiperbárica em Ixtapa. En­
tão, eu liguei para ela imediatamente; quando ela atendeu, eu lhe disse
quem eu era e que Bryan havia me aconselhado a ligar para ela. Per­
guntei se ela acreditava em Deus e ela disse que sim. Comentei então
que, em setembro, ela havia se encontrado com o médico da minha
clínica e que eu havia enviado um e-mail para ela, mas nunca obtive
resposta. Na época, a Dra. Jo recebia tantos e-mails que às vezes ela
não conseguia responder a todos.
Finalmente nós havíamos conversado e imediatamente nos demos
muito bem. Logo lhe contei tudo sobre a clínica e Patrick, na esperança de
que ela pudesse vir a Vallarta. Ela me disse que antes eu deveria ir vê-la
em Nova Iorque, e poderíamos ver algum tipo de tratamento para Patrick.
Então viajamos para a congelada Nova Iorque em março de 2007.
Nós imediatamente começamos a tratar 0 Patrick com a quelação
IV. Na época, a principal teoria sobre o fator que causava o autismo
era que os metais pesados provenientes de vacinas danificavam as
vias de metilação. Durante minhas caminhadas diárias para o escritó­
rio da Dra. Jo, eu finalmente conheci Bryan, 0 proprietário do Desoto
que meu marido comprou no eBay. Começamos a falar sobre minha
clínica e o que poderíamos fazer de forma conjunta, se ele se mudasse
para lá. Bryan já trabalhava com enfermagem há quase 30 anos e era
um especialista em ozônio e outras terapias alternativas. Ele me disse
que estava pronto para algumas mudanças, e ficamos muito interes­
sados em ter alguém do calibre do Bryan e de personalidade descon­
traída junto de nós na clínica.
Uma semana depois de eu ter retornado a Puerto Vallarta, Bryan
veio para a sua primeira visita para ver se ele podería se acostumar a
viver em Vallarta. Dois meses depois, ele voltou com todo o seu equipa­
mento para montar seu consultório. Tudo se encaixava perfeitamente, e
a Dra. Jo visitava-nos de vez em quando para ajudar com os pacientes.
De 2007 a 2008, tratamos Patrick com quelação IV junto com o
uso regular da dieta GF/CF/SF (do inglês Gluten-Free/Casein-Free/
Soy-Free - sem glúten, caseína ou soja), suplementos e a terapia
50 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

hiperbárica. Em maio de 2008, conheci uma mãe que tinha recupera­


do seu filho do espectro do autismo com homeopatia. Trabalhei com
um homeopata de nível mundial de junho de 2008 a maio de 2009,
mas não vi nada que me convencesse de que a cura do autismo se­
ria por esse caminho. Naquele mesmo ano, eu conheci uma médica
que administrava o protocolo Yasko e, como ela teve algumas ideias,
passamos a usá-lo de agosto de 2009 até o final de maio de 2010. Na­
quele momento, honestamente, Patrick parecia pior do que antes de
começarmos a lhe dar 80 suplementos por dia.

Nesse momento, eu perdi a esperança nos protocolos baseados em


mega vitaminas da Defeat Autism Now!. Conseguimos ajudar apenas
algumas poucas famílias preciosas a recuperarem seus filhos com dieta,
suplementos, quelação e terapia hiperbárica. No entanto, a grande maio­
ria ainda tinha um diagnóstico de autismo depois de tão árduo trabalho
feito por seus pais e, geralmente, uma grande quantidade de dinheiro
gasto em suplementos e tratamentos. Comecei a me sentir uma fraude
ao dizer às pessoas para seguir um protocolo que eu sabia que não seria
suficiente para recuperar a maioria das crianças. Isso não significava que
não houvessem sido alcançados bons resultados, mas de todas as crian­
ças com as quais trabalhamos apenas duas se recuperaram.
Em julho de 2010, eu estava totalm ente desiludida e confusa, e
não queria continuar fazendo o que eu estava fazendo do jeito que eu
estava fazendo. Então, pedi ao Universo/Deus/Anjos - a quem esti­
vesse ouvindo - por ajuda. Se minha missão realmente era ajudar as
fam ílias a recuperar suas crianças do autismo, então eu precisaria de
uma nova ferram enta para trabalhar. Uma que estivesse disponível
em todos os continentes e que fosse acessível a todos, porque o que
tínham os não estava funcionando.
Nenhuma voz mágica foi ouvida, graças a Deus! Porque isso real­
mente teria me assustado. No entanto, eu comecei a lembrar dessas
pequenas garrafas coloridas de dióxido de cloro que eu nunca havia
utilizado. Decidi pesquisar a respeito da utilização delas no Google.
Lamentavelmente, não havia absolutamente nada na internet sobre 0
A História de Kerri 51
autismo e a MMS (do inglês Miracle Mineral Solution - Solução Mine­
ral de Milagre), também conhecida como CD (do inglês chlorine dio-
xide - dióxido de cloro). Então, comecei a pensar sobre o que causa o
autismo. Dessa forma, eu pesquisei na internet sobre dióxido de cloro
com vírus, bactérias, cândida, metais pesados, barreira hematoence-
fálica, alergias e inflamação. O resultado foi extremamente positivo, e
me mostrou que o CD poderia tratar todos os componentes do autismo.
Enchi-me de esperança mais uma vez.
Eu fiquei especialmente interessada porque, na clínica, nos espe­
cializamos em terapias oxidativas como, por exemplo, terapia hiperbá-
rica e ozônio. Como o dióxido de cloro é mais benigno do que o que já
estávamos usando, eu decidi investigar mais.
Ele não possui efeitos colaterais, exceto uma possível reação de
Herxheimer; esse não é um efeito colateral do próprio dióxido de cloro,
mas pode acontecer com qualquer protocolo de desintoxicação. Decidi,
então, falar com meu marido e com meu filho, Alex, que também esta­
vam animados. No dia seguinte, na clínica, o primo do melhor amigo do
meu marido e sua esposa estavam saindo da câmara. Eu lhe dei um “Oi!”
e ela imediatamente me disse que estava usando CD. Ela não disse “Olá!”
ou “Kerri!”, somente: “Eu estou usando o CD”. Esse foi o momento defi­
nitivo para mim - meu momento Aha!. Então, disse-lhe que estava pes­
quisando isso há algumas semanas, e estava extremamente interessada.
Ela estava obtendo grandes resultados, então meu marido disse que iria
experimentar primeiro. Se depois de três dias usando as gotas ele ainda
estivesse vivo, então nós começaríamos a usar com o Patrick.
Entrei em contato com Jim Humble, descobridor do CD. Esperava
que ele me ajudasse a entender melhor como dosar o CD para crian­
ças com autismo. Expliquei-lhe que não havia nada na Internet para
crianças. Ele me ajudou a resolver esse problema. Deu-me as seguintes
recomendações: uma gota oito vezes ao dia para crianças com menos
de 12 quilos, duas gotas oito vezes ao dia para crianças com menos de
23 quilos, e três gotas oito vezes ao dia para crianças com menos de 46
quilos. Disse-me que, quanto mais doses déssemos em um dia, melhor,
e que oito doses era o mínimo.
52 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nessa primeira semana, Patrick vomitou (reação de Herxheimer


normal) porque fui muito rápida com a dosagem. Na Internet, os úni­
cos protocolos que encontrei indicavam grandes doses algumas vezes
por dia e, como descobri naquela semana, doses menores e lentas du­
rante todo o dia seria a forma correta. No entanto, apesar da reação de
Herxheimer do Patrick (por eu não ter dado uma dosagem pequena
de forma lenta), ele estava visivelmente melhor. Sete dias mais tarde
meu filho tinha melhorado o contato visual e estava pedindo coisas que
nunca tinha pedido em sua vida. Às 2 ih o o ele me olhou diretamente
nos olhos e disse: “Eu quero cama”. Com meu queixo caído, sem acre­
ditar, eu o segui escada acima para o seu quarto. Quando chegamos lá,
ele se virou para mim, me olhou bem nos olhos de novo e disse: “Eu
quero tomar banho”. Sabia que não estava sonhando e que realmente
tinha acabado de ouvir isso. Após o seu banho, ele me olhou direta­
mente nos olhos e disse: “Eu quero escovar os dentes” e, durante todo o
tempo em que escovava os dentes, ele estava rindo. Ao perguntar o que
ele queria, ele me disse: “eu quero ‘cobeto’”, então eu disse: “cobertor”,
e ele repetiu: “cobertor, sim ” e correu para a cama, mergulhando nela
para apreciar o cobertor. Ele nunca tinha mergulhado na cama antes.
Esses foram os primeiros sete dias do CD. Eu fiquei encantada.
Em setembro de 2010, todas as pessoas que anteriormente só es­
tavam usando ervas ou medicamentos para combaterem os vírus, bac­
térias, cândida e outros patógenos começaram a ouvir sobre o CD. Foi
quando as coisas realmente começaram a acontecer.
Voltando a 2007, eu soube como a Dra. Anju Usman estava tendo
grande sucesso com seu protocolo de biofilme. Ela concluiu que vírus,
bactérias, cândida, parasitas e metais pesados estão todos unidos no
biofilme (veja mais sobre isso no Capítulo 5, a partir da página 139). E
quando vi que o CD matava patógenos, neutralizava os metais pesados
e tantas outras coisas que compõem o núcleo do autismo, eu sabia que
mataríamos diversos coelhos com uma cajadada só. Eu também espe­
rava descartar alguns elementos farmacêuticos do protocolo de biofil­
me, como antifúngicos, antibióticos e antivirais, e ser capaz de utilizar
algo que não tenha efeitos colaterais (reação de Herxheimer é diferente
de um efeito colaterall.
A História de Kerri 53
Eu estava a cam inho de descobrir como poderíamos usar esse ba­
ratíssimo oxidante que está disponível em todo o mundo para ajudar
o corpo a se curar do autismo. Outro ponto importante sobre o CD
é que você não precisa levar o seu filho para algum lugar para ser
tratado, como nos casos das terapias hiperbárica, por ozônio e por
quelação IV. Não necessita de médico, ou visitas a médicos em outros
países. É tão simples quanto tomar um suplemento e você altera a sua
própria dose dependendo do que sente e vê. Basicamente, qualquer
família com acesso à internet, dieta, CD e alguns suplem entos pode
curar seu filho do autismo.
Depois de ter sucesso parcial com meu filho por meio de diferentes
tipos de tratamentos biomédicos, mesmo com os melhores médicos do
mundo, era hora de mudar. Com o CD estamos atacando o biofilme
durante todo o dia, uma vez que o CD destrói as proteções de elétrons
das diferentes moléculas que compõem os agentes patogênicos, libe­
rando assim toxinas na corrente sanguínea. Essa liberação de toxinas
é a principal razão pela qual devemos ir devagar e administrar a dose
aos poucos, evitando uma reação de Herxheimer, pois muitas dessas
crianças têm uma grande carga tóxica. Se matarmos muitos patógenos
de uma só vez, muitas toxinas cairão na corrente sanguínea. O corpo
buscará eliminá-las imediatamente, principalmente através de diarreia
e vômitos. Isto é desagradável e totalmente evitável.
O CD é tão benigno que você pode usá-lo em sua pele, cabelo, ore­
lhas, olhos, pela via oral, retal ou vaginal, por inalação, etc. Nas doses
em que usamos o CD em soluções líquidas, as células saudáveis não
são prejudicadas. Ele ataca especificamente os patógenos, devido às
cargas negativas deles. Quando eu entendi o básico, e vi que Patrick es­
tava melhorando, comecei a compartilhar com outras pessoas para que
entendessem como usar o CD. Muito rapidamente, começamos a obter
os resultados que muitos médicos não estavam tendo. As crianças no
espectro do autismo estavam melhorando, algumas começaram a se
recuperar, e nós tivemos que parar para observar. Fiquei encantada
novamente.
54 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Em novembro, uma criança se recuperou e, então, em dezembro,


outra criança também se recuperou. Suas famílias os levaram para os
respectivos psiquiatras e médicos de cada uma para que os diagnósti­
cos fossem removidos. Aqueles foram os muito importantes primeiros
passos que me convenceram de que isso era algo que tínhamos de con­
tinuar fazendo. Começamos a espalhar a notícia de que esse tratamen­
to era barato e estava disponível em todos os continentes do mundo.
Com minha experiência em biomedicina, eu aprendi que você
presta atenção às reações enquanto aplica a dose. A regra é manter do­
ses pequenas e lentas. Nós chegamos à dosagem ideal de uma gota por
vez e, na medida em que as crianças iam se recuperando, os pais iam
compartilhando suas histórias com outros pais e mais e mais pessoas
começaram a usar. Foi um movimento que surgiu com os pais, com o
envolvimento de pessoas comuns.
Foi aí que se deu a explosão. Comecei a entender que essa era a
peça que estava faltando no quebra-cabeça e a que estávamos procu­
rando. Com toda seriedade, não existe uma cura única para crianças
com autismo, razão pela qual cada criança segue um protocolo diferen­
te para sua recuperação. Embora tenhamos testemunhado um grande
sucesso com o CD, hoje eu continuo trabalhando para descobrir no­
vas modalidades que possam ajudar essas crianças a serem curadas
da forma menos invasiva possível. Agora que tínhamos obtido sucesso
na América Latina, eu precisava compartilhar esses tratamentos com
famílias de crianças com autismo em todo o mundo.
Por volta dessa época algo muito interessante começou a acontecer
com os enemas, ou aplicações por via retal, de CD: parasitas; mais espe­
cificamente, lombrigas eram expelidas com os enemas de CD quando os
pais e seus filhos usavam o protocolo. Hoje, tenho centenas de fotos que
foram enviadas a mim por pais de todo o mundo (países de primeiro e de
terceiro mundo) que viram vermes expelidos pelas fezes.
No momento, testes de laboratório são totalmente inadequados,
mas um veterinário atento pode facilmente verificar a presença de
parasitas em uma amostra de fezes usando um microscópio de alta
A História de Kerri 55
potência. Os resultados dos exames das crianças que fizeram a ava­
liação das amostras de fezes por microscopia revelaram a presença
de vermes. Oxiúros, lombrigas, tênias e ancilóstomos são os mais
comumente encontrados. Análises de fezes feitas por laboratórios
normalmente não detectam parasitas, mesmo quando verm es clara­
mente podem ser vistos e fotografados com o uso do microscópio. Na
verdade, uma mãe que conheço enviou um verme vivo que seu filho
havia expelido para um laboratório. O resultado? Nenhum parasita
detectado! Nesse ponto, então, não se pode confiar em exames copro-
lógicos quando se procura por parasitas.
Dr. Andreas Kalcker e Miriam Carrasco foram de grande ajuda na
montagem desse quebra- cabeça, formulando um protocolo antiparasi-
tário espetacular que tem ajudado muitas crianças, incluindo o Patrick.
Em outubro de 2011, Andreas me deu o primeiro protocolo antiparasitá-
rio, e famílias na Espanha, México, Venezuela e outras em toda a América
Latina começaram a usá-lo. Abordaremos isso de forma mais profunda
no Capítulo 8, página 252, e como isso afetou a minha vida, bem como
a vida de tantas outras famílias com crianças no espectro do autismo.
Em janeiro de 2012, entrei em contato com Teri Arranga e eu fui
convidada para falar na conferência AutismOne em maio de 2012. Essa
seria a primeira vez que eu iria me apresentar em inglês na AutismOne
e também, obviamente, a primeira apresentação sobre 0 CD. Depois de
oito anos na biomedicina e seis anos ajudando famílias na América La­
tina, eu estaria me expondo à crítica, sabendo muito bem que haveria
um preço a pagar. Ao mesmo tempo em que estaria alcançando famí­
lias nos EUA pela primeira vez, eu acabaria sendo objeto de críticas na
blogosfera. Nós sobrevivemos!

Em 2010, quando eu conheci o CD e comecei a observar o mila­


groso trabalho que ele realiza com o autismo, esperava que os pais,
médicos e profissionais que lidam com autismo fossem ficar animados.
Imaginei que eles fossem começar a pesquisar sobre como e por que
a molécula de dióxido de cloro estava curando o autismo. Mas, para o
meu desapontamento, as pessoas estavam desinteressadas. Algumas
56 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

inclusive diziam que o que eu tinha visto era impossível ou, ainda, que
o CD era tóxico. Bem, quanto a isso eu posso dizer que curar o autismo
com uma substância tóxica é impossível. Desde então, alguns dos me­
lhores médicos do mundo começaram a se interessar (e esse número
está crescendo) e alguns pais estão começando a perceber. Centenas
de pessoas assistiram à minha apresentação na AutismOne. Vários me
disseram depois que inclusive pensaram em não comparecer porque o
título da apresentação parecia bom demais para ser verdade: 40 Crian­
ças Recuperadas em 21 Meses.
As pessoas que com pareceram ficaram satisfeitas com as infor­
m ações e m uitas com eçaram a usar o protocolo. No entanto, o que
estava para acontecer nos dias e sem anas seguintes à m inha apre­
sentação me deixou perturbada e foi m uito além dos meus piores
pesadelos. Alguns pais me atacaram através de cartas e da inter­
net. Recebi am eaças e e-m ails acusatórios com discursos de ódio
e palavrões.
Na m aioria dos casos, esses e-m ails e blogs eram de pais que
eram contrários à biom edicina. Pessoas do meio da biom edicina
me disseram para não me preocupar, que essas pessoas sem pre fa­
ziam esse tipo de coisa com os outros. Eles se colocavam no ca­
m inho das novas e brilhantes intervenções m édicas a fim de ga­
nharem atenção. Eles desviam a atenção do tratam ento, alteram a
verdade e, em alguns casos, m entem para as pessoas sobre o que
está acontecendo apenas para colocar esses pais em pé de guerra.
Eu nunca poderia im aginar nada parecido com o que aconteceu. No
entanto, com o passar do tem po, pararam as am eaças, as postagens
negativas, etc.
Atualização em 2014
Uma das minhas citações favoritas afirma 0 seguinte:
"Toda verdade passa po r três estágios. Primeiro,
ela é ridicularizada. Em segundo lugar, sofre violenta oposição.
Em terceiro lugar, ela é aceita com o ó b via ."
A História de Kerri 57

Felizmente, a conferência AutismOne de 2013 foi uma experiên­


cia totalmente diferente - 0 que pode indicar que estamos entrando
nessa terceira fase. Em maio de 2013, alcançamos 93 recuperações e,
durante a minha apresentação na AutismOne, alguns pais corajosos
subiram ao palco comigo para compartilhar histórias de cura e recu­
peração de suas crianças. Não houve ataques. Durante o lançamento
da primeira edição deste livro na conferência, muitos dos nossos m a­
ravilhosos moderadores estavam prontos para responder às pergun­
tas e ajudar os pais interessados em começar o tratam ento. Eu tive
uma sessão de autógrafos com o prazer de me encontrar com muitos
pais que eu apenas conhecia através de e-mail ou Facebook. Em ja ­
neiro de 2014, a prim eira edição já havia vendido milhares de cópias.
Se você pesquisasse sobre “autism o” na categoria “livros” do site da
Amazon, você veria o livro em várias posições nas duas prim eiras pá­
ginas entre cerca de 10.000 ou mais resultados de busca, e a maioria
sendo comentários sendo de cinco estrelas. Se você alterasse a busca
para “Avaliação do Cliente Com um ”, o livro viria entre os 10 mais, por
vezes na posição n° 1.

Este sempre foi um movimento de base impulsionado pelos pais,


e hoje há ajuda on-line disponível em 7 idiomas para responder per­
guntas e oferecer apoio. Como com qualquer coisa, se você atrair aten­
ção suficiente, também vai atrair alguns “inimigos”; entretanto, o CD
já conquistou o seu lugar nas modalidades de tratamentos que estão
curando os sintomas conhecidos como autismo.

O CDS (do inglês, chlorine dioxide solution - solução de dióxido de


cloro) foi introduzida na primeira edição do livro, época em que ainda
estávamos esperando que fosse algo melhor do que já sabíamos que
era. Tratava-se de uma forma de CD de gosto mais tolerável ao paladar,
a qual continua sendo uma excelente escolha de preparação para aqueles
que são extremamente sensíveis e têm intolerância até mesmo a uma
única gota do CD clássico. No entanto, descobrimos ao longo dessa jo r­
nada que apenas uma criança até agora se recuperou tomando unica­
mente CDS - os outros 114 fizeram uso do CD clássico.
58 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nesta edição, estamos introduzindo o Preparado [Solução] de Dió­


xido de Cloro, CDH (do inglês Chlorine Dioxide Holding). Quando essa
técnica de preparação foi introduzida, ela foi apresentada como algo
semelhante ao CDS, mas com gosto mais suave, mais fácil de ser tole­
rada e com menos reações de Herxheimer. No entanto, há uma grande
diferença. O CDH ainda contém uma pequena quantidade da matérias-
-primas necessárias para a preparação do CD (clorito de sódio e ácido
cítrico/clorídrico), enquanto o CDS é somente gás de dióxido de cloro
dissolvido em água. Essa pequena quantidade de matérias-primas na
preparação do CDH pode ser o que faz a diferença. Após 90 dias de uso
do CDH com mais de 70 famílias, não houve falhas. Os ganhos não se
estabilizaram, e os pais parecem achar mais fácil aumentar a dose das
crianças sem que ocorram quaisquer reações de Herxheimer. Outra
coisa surpreendente sobre o CDH é que o adoçante natural Stevia pode
ser adicionado para melhorar o sabor sem ocasionar perda da potência
da dose. Isso pode representar uma mudança positiva para as crianças
que não suportam o sabor do CD clássico. Devemos atentar para o fato
de que nem todas as marcas de Stevia são iguais e pode haver algumas
que não possam ser usadas. Ainda estamos testando várias marcas.
O CDS e o CDH ganharam seu lugar entre os métodos de prepara­
ção do dióxido de cloro, permitindo assim que mais pessoas pudessem
se beneficiar das propriedades curativas do CD que, de outra forma,
não eram capazes de tolerar.
As pessoas estão sempre interessadas em saber como meu fi­
lho Patrick está, e fico muito feliz em compartilhar um pouco sobre 0
que vem acontecendo em sua vida ultimamente. Em agosto de 2013,
Patrick fez 13 anos. Eu esperava que ele já estivesse recuperado; no
entanto, ainda estamos trabalhando no sentido de uma recuperação
completa. Ele está melhor a cada mês e seu atual ATEC (do inglês Au-
tism Treatment Evaluation Checklist - Questionário de Avaliação do
Tratamento do Autismo) está em algum lugar entre 22 e 24. Patrick
é muito social e adora uma festa. Neste Halloween, minha irmã deu
uma festa e ele só quis ir para casa às 231130. Ele também adora passar
tempo com a sua família. Toda noite ele me diz: “Eu te amo mamãe, me
A História de Kerri 59
dê beijinhos”. Essa não é somente a sua maneira de me dizer que quer
um beijo, mas também de mostrar que quer eu fique um tempo com ele
antes de irmos dormir.
Ele prepara a sua própria comida na cozinha e, mesmo tendo sem­
pre gostado de ajudar a cortar os alimentos, ser capaz de colocar a sua
parte na torradeira e aquecê-la por conta própria é algo novo. Nós não
o ensinamos a fazer isso. Um dia ele decidiu por conta própria que iria
aquecer e servir o seu próprio jantar. Outro grande avanço é que ele
agora é capaz de se limpar depois de ir ao banheiro, que é algo em que
ele sempre pedia ajuda. Ele ainda coloca por si próprio seus fones de
ouvido para ouvir videos do YouTube ou assistir DVDs, caso alguém
tenha que fazer uma ligação telefônica.
Nós não temos quaisquer problemas de comportamento e, se nin­
guém lhe dissesse que eu tenho um filho com autismo e você nos visse
por aí, você nunca saberia. A apraxia continua sendo o maior fator de
atraso na recuperação do Patrick. Mesmo assim, Patrick se comunica
mais do que nunca, e tenta se comunicar como nunca antes.
Enxergando o trajeto futuro desse movimento tão longe quanto
consigo agora, acredito que se a verdade realmente passa pelas 3 fases,
então já entramos na terceira, em que ela é “autoevidente”. O protocolo
do CD já recuperou 115 crianças (desde de dezembro de 2013); é utili­
zado em 58 países; e já ajudou mais de 5.000 pessoas no espectro, com
mais e mais recuperações sendo acrescentadas a cada dia. O poder da
mídia social permite que os pais compartilhem com outros pais os seus
sucessos com o protocolo, trazendo assim uma coesão maior. Os pais
na comunidade do autismo confiam mais em outros pais do que nos
próprios médicos, e com toda a razão.

Até aqui nós já quebram os muitos estereótipos associados à


cura do autismo. Por exem plo, sabem os agora que, após os 9 anos
de idade, a recuperação ainda é possível (um homem de 31 anos está
se aproximando da recuperação enquanto escrevo estas palavras).
Você não precisa ser rico para recuperar seu filho do autism o. Você
não precisa saber inglês - existem grupos no Facebook em 7 línguas
60 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

diferentes e este livro vai ser traduzido para pelo menos 13 outros
idiom as. Sabemos agora que o autism o não é uma doença de or­
dem psicológica. É de ordem biom édica: vírus, bactérias, cândida,
parasitas e m etais pesados causam os com portam entos que levam
ao diagnóstico do autism o. Ao rem over o que causa os sintom as, 0
diagnóstico é rem ovido tam bém .
Eu testemunho diariamente o que não parecia ser possível: a cura
do autismo.
O futuro é brilhante, e cabe a nós compartilhá-lo!
No desejo de uma saúde melhor,

Kerri Rivera
Jim, Andréas e eu na Venezuela, onde duas das mais incríveis mulheres do mundo têm
uma fundação para ajudar a Venezuela a curar a epidemia de autismo. Sou muito grata a
Yamileth Paduani e a Carolina Moreno pela fundação e trabalho árduo delas. Vinte e oito
crianças foram recuperadas com este protocolo através da fundação em seu primeiro
ano de serviço. Obrigada, senhoras. Tenho muito orgulho de ser sua irmã de coração.
CAPITULO 2
S IM , NÓS PODEMOS!!!

Sem fé, nada é possível. Com fé, nada é impossível.


— Mary McLeod Bethune

ntes de embarcar na busca pela cura do autismo, ouvir as histórias


A daqueles que já passaram por isso pode trazer conforto para você.
Alguns pais de crianças que tiveram seus diagnósticos de autis­
mo anulados através deste protocolo foram generosos o suficiente
para com partilhar uma foto de seus filhos jun to com uma “nota de
agradecim ento”. Você verá que algum as das crianças mais velhas
escreveram suas próprias cartas e com partilharam seus sucessos
com o mundo.

1) Meu filho agora consegue jogar


na Liga Infantil! Graças a uma
pontuação ATEC de 4 .0 autismo é
tratável! OBRIGADA, KERRI!

2) Meu Deus! Eu ainda estou emocionada. Nathan acabou de brincar


direitinho com os carros! Ele os empurrou e disse:"vruum, vruum!"
64 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Até então só fazia caretas, girava ou batia nos brinquedos -


Semana 5 usando o MMS.

3) Hoje, na escola do meu filho houve um evento chamado "Eu


Posso Correr" para promoção da boa saúde e para arrecadar
alimentos para famílias em nossa comunidade. No ano passado
ele não conseguiu completar nem 1 quilômetro e meio — eles
correm ou caminham por uma trilha. Este ano, ele correu três
quilômetros. Como assim????? 7 meses de MMS e 6 meses com
tratamento antiparasitário.

5) Uau! Isso é algo para se agradecer! Estava na hora de fazer o


ATEC do meu filho após o MMS (7 meses fazendo desintoxicação
de parasitas) e sua pontuação foi um... toquem os tambores
por favor... 15! Leia direito, 15! Eu estou emocionada agora,
enquanto escrevo essa carta. Meu filho tem 14 anos e 4
meses de idade. Ele estava com a pontuação de 27 quando
começamos. Em seguida, subiu para 34 quando começamos o
tratamento de parasitas (seu comportamento piorou); e então
caiu para 21 três meses atrás, e agora 15! Muito obrigada, Kerri!
Sem você, só Deus sabe onde ele estaria.
6 ) Antes do MMS, fomos capazes baixar a pontuação ATEC dos
meus filhos para 24. Embora ele se comportasse de forma
Sim, Nós Podemos!!! 65

geral como uma criança "neurotípica", ainda assim, ele tinha


problemas comportamentais. Ele era agitado e lutava contra a
ansiedade e TOC. Ficávamos constantemente lutando contra
fungos, constipação, metais e viemos a descobrir mais tarde,
parasitas! Começamos o MMS bem devagar. Notamos que
seu estado de humor estava melhorando. Ele estava sorrindo
mais e, de uma forma geral, estava ficando mais agradável
permanecer ao seu lado. Decidimos ver sua pontuação
ATEC após apenas 1 mês. Isto foi chocante: 4!!! Ele caiu 20
pontos em 1 mês!!! Nós temos o nosso menino recuperado e
seremos gratos para sempre! Nós vamos começar o protocolo
antiparasitário este mês e esperamos descer para uma
pontuação ATEC de Oü!

7) Eu só queria compartilhar que hoje a minha filha disse uma


frase completa! Ela normalmente só faz uma frase com duas
palavras e muitas vezes gagueja e balbucia, com problemas
de articulação. Meu marido chegou em casa depois de uma
semana fora por causa do trabalho; ela foi até ele quando
ele se sentou em frente ao computador e disse: "Eu quero
me sentar... com o papai". E na banheira (Eu estou fazendo
o banho de vapor MMS porque os meus dois filhos estão
tossindo), ela olhou para seu irmão e disse: "Olha irmão,
copo." E ela segurou o copo de plástico na frente dele. Ela
nunca foi tão coordenada e "presente", e nem tão articulada
antes. Sou muito grata. Embora ainda tenhamos um longo
caminho a percorrer, sinto como se um enorme peso
tivesse sido tirado dos meus ombros. Obrigada por seu
trabalho árduo.
66 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

9) Meu filho está em um acampamento de três dias com 100 alunos


NT (neurotípicos) do 5o ano! Nós fornecemos toda a sua comida e
comparecemos para levar suplementos duas vezes por dia. Além
disso, ele está sozinho, dormindo com amigos pela primeira vez
em sua vida! Não tenho palavras além de agradecer ao Senhor
por me trazer Kerri Rivera e também por dar a mim e à minha
família forças para nunca desistirmos! Nosso pequeno pássaro
levantou voo, graças a Deus!

10) Obrigada Deus por sua


fidelidade. Obrigada minha
linda menina por me olhar
nos olhos e sorrir todos
os dias. Obrigada Kerri
McDaniel de Rivera, por
caminhar ao meu lado.
Sim, Nós Podemos!!! 67

11) Olá! Sou Silvia, mãe de Alejandro, e nós moramos na Espanha. Eu


vinha dando MMS ao meu filho por 10 meses sem notar qualquer
alteração. Kerri me disse que eu estava fazendo algo errado, e ela
estava certa. Sendo a guerreira que é, ela pediu que eu lhe dissesse
tudo o que eu estava dando ao Alejandro, e então ela achou onde
estava o erro; Alejandro bebia suco de abacaxi o dia inteiro, ele
tomava mais de um litro por dia, o que fez com que o MMS não
funcionasse. Então eu parei de lhe dar suco de abacaxi há dois
meses, e ele agora é uma nova criança... Ele presta atenção e sua
compreensão é de quase 100%. Posso dizer que o meu bebê não
falava antes, mas com essa mudança ele começou a dizer: "Vamos
mãe!", "Minha mamãe" tudo isso porque eu passei a dar o MMS da
forma correta. Devo aconselhar que não deem suco junto com MMS
pois anula o seu efeito. Eu agradeço a Deus por colocar a Kerri no meu
caminho. Meu filho melhora a cada dia, lentamente, mas é possível
ver que ele está dizendo adeus ao seu antigo mundo. Obrigada,
Kerri, por aparecer em nossas vidas e nos trazer uma luz. Agradeço
também a Jim Humble por trazer esperança às nossas vidas.

12) Agradeço a Deus por


colocar Kerri Rivera
em nosso caminho,
nos devolvendo nosso
príncipe totalmente
recuperado.

13) Meu filho fez 12 anos hoje - Uauü Esta é verdadeiramente a


primeira vez desde o seu primeiro aniversário que meu coração
não se quebra em pedacinhos por causa de mais um ano de
sofrimento e por estarmos longe da recuperação completa!! Ele
68 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

decidiu que ficaria em casa hoje para brincar com seus brinquedos
de aniversário; disse isso para a sua professora (várias vezes), e
quando ela perguntou se ela poderia tirar um dia de folga também,
ele disse: "não!!" Quando seu avô ligou da Holanda para lhe dar os
parabéns, ele sentou-se quieto e ouviu com um sorriso em seu rosto
- o normal seria "não cante". Além disso - lá vou eu contar vantagem
- a professora me disse que ela teve que separá-lo de seu melhor
amigo durante a aula, colocando-os longe um do outro, porque
eles estavam copiando o trabalho um do outro!!! Uau! - ficamos tão
animados - sim, eu sei, nós somos loucos, você pode pensar - mas
se crianças normalmente fazem isso, não me importa o que você
pense, eu vou celebrar!!! Se você acha que isso é estranho, você
deveria ter me visto quando ele mordeu uma criança aos 3 anos!!
Eu quero incentivar todos vocês hoje a reparar nas pequenas coisas,
a registrar todas as mudanças num diário, junto com as pessoas
que estão em contato com seus filhos. Você irá se surpreender com
o quanto nós deixamos passar, porque passamos cada momento
apenas vigiando-os! Eu me sinto tão abençoada!!

14) Querida Kerri, muito obrigada


sorriso de nosso filho de volta. A felicidade que
você pode ver nestes olhos vem de escutar os
seus conselhos e sobre o seu incrível protocolo.
Nós nos surpreendemos quando sua pontuação
ATEC caiu 18 pontos em três semanas, e chegou
agora na marca de um ponto, partindo do início que era de 36,
em menos de um ano. Agradeço a Deus todos os dias por ter ido
à palestra A utism O ne em 2012, onde você abriu meus olhos para
o que poderíamos fazer para ajudá-lo. Quero que todos os pais
saibam que este é um protocolo verdadeiro, com resultados reais.
Mais uma vez obrigada e que Deus abençoe tudo o que vocês têm
feito por nossas crianças. Você é demais! Com carinho, Maryann.
Sim, Nós Podemos!!! 69

15) Saudações de Monterrey. Para que você se lembre, nós fomos


visitar você em Puerto Vallarta em 21 de junho, e meu filho começou
o tratamento em julho com MMS. Atualmente o meu filho come
quase tudo por conta própria, e limpa a boca sempre que precisa.
De um mês para cá ele tem feito coisas engraçadas, como tentar
encobrir suas cartas quando jogamos; se ele me vê de cócoras no
chão ele corre e pula em cima de mim. Ele expressa a expectativa
em seu rosto quando sabe que eu vou lhe fazer cócegas. Ele se
esconde atrás da parede quando brinca de esconde-esconde. Nos
dois institutos onde ele frequenta, me disseram que ele agora é
capaz de prestar atenção por longos períodos de tempo, o seu
modo de ser mudou e eles também disseram que o seu contato
visual melhorou muito. De acordo com seu terapeuta, ele é agora
um candidato à fonoaudiologia porque agora consegue prestar
atenção. Para nós, Kerri, isso é um milagre se tornando realidade,
ver o nosso filho despertando pouco a pouco e vê-lo comer tudo
por conta própria. Obrigada por compartilhar tudo isso conosco.

16) Desde que começamos o tratamento com MMS a capacidade de


brincar da minha filha melhorou, e ela consegue olhar nos meus
olhos, o que significa muito para mim. Ela começou a responder
perguntas, envolver-se mais, e agora eu comecei a sentir que o fim
do túnel já não está tão distante. Eu sou tão grata a Kerri por me
mostrar uma maneira de recuperar o meu filho. DEUS ABENÇOE.

17) Olá Kerri, eu não acredito que se passaram cinco semanas desde
que nos falamos ao telefone. Meu filho fez 22 anos ontem. Ele
abriu cada cartão de aniversário e leu o que estava escrito. Nós
sempre soubemos que ele sabia ler, mas ele nunca demonstrou
interesse em abrir os cartões ou os presentes. Ele fez isso na noite
passada. Nos últimos cinco anos, ele apenas vestiu camisas cinzas
70 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

claras. Esta semana ele usou uma azul e uma camisa cinza escuro.
Ele também olhou diretamente para mim e pediu o que queria.
Ainda não houve nenhum efeito colateral. Estamos em 22 gotas
a partir de hoje. 2 enemas de 300ml por dia - 8 gotas - e água do
mar pela manhã. Eu anexei duas fotos que tirei esta semana. Acho
que são vermes. Posso esperar uma melhora? Depois de todos
os tratamentos pelos quais já passamos? Creio que sim. Eu fico
pensando: o que vou fazer com o meu tempo quando ele melhorar
(e estiver possivelmente recuperado)? Eu vou comemorar gritando
de cima do telhado e dedicar-me a ajudar outras famílias. É isso
que eu devo fazer? Seria esse o meu propósito? Eu adoraria!

118) Você é o anjo que Deus nos


enviou. O autismo é uma doença
— curável! Obrigado, madrinha Kerri!

19) Este é Benjamin. Ele tem 4 anos e 5 meses de idade, e uma pon­
tuação ATEC 4 que diminui a cada semana :). Quando foi diag­
nosticado, com 3 anos e 2 meses de idade, sua pontuação ATEC
era de 134. Quando iniciou o protocolo CD o ATEC estava com
18 pontos e permaneceu estagnado após toda uma intervenção
biomédica junto com dieta. Ele parou todos os suplementos, ex­
ceto melatonina, quando iniciou o protocolo e, obviamente, não
podia estar mais satisfeita com essa decisão. Obrigada, Kerri Ri-
vera, por me dar uma maneira de salvar o meu menino. Vamos
continuar com o protocolo até alcançar ATEC = 0 :)
Sim, Nós Podemos!!! 71

20) Obrigado por este olhar.


Partilho este olhar com
você, o mesmo olhar
que você devolveu à
minha mãe. Esta foto não
existiria, se não fosse por
você. Eu te amo muito.
Seu afilhado Gabriel.

21) Minha família e eu somos muito g


Kerri Rivera por disponibilizar o protocolo CD
para tratar o autismo, que me recuperou e fez
uma enorme diferença na vida de milhares de
crianças e famílias em todo o mundo. O CD
pode recuperar até mesmo um adolescente
como eu, de quem muitos desistem. De todas
as intervenções biomédicas, o CD é o menos
dispendioso e faz a maior diferença. M uito
obrigado p o r sa lvar m in h a vida Kerri.

22) Para a minha madrinha Kerri.


Por sua causa, meus olhos agora
enxergam a vida como ela deve
ser... CHEIA DE ESPERANÇA!
Com amor, Gannon.

23) Meus filhos começaram a usar o MMS exatamente há 2


meses e meio, e vimos melhoras quase que imediatamente;
a atenção dos meus gêmeos melhorou apenas alguns dias
72 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

depois que iniciamos o tratamento, e 10 dias após o início


meu filho Juan Pablo começou a me chamar "mãe!" Ele nunca
tinha feito isso antes. (Nenhum dos meus gêmeos falava, ou
seja, eles não eram capazes de falar uma única palavra). Poucos
dias depois, Jesus Alejandro disse: "Mãe, água", enquanto
apontava para a geladeira, e isso foi chocante para mim.

Meus dois filhos podem agora dizer quatro ou cinco palavras


e a comunicação deles melhorou muito, mesmo não estando
perfeita, eles melhoraram muito ao expressarem o que querem.
Já se pode observar melhora na compreensão, na obediência
às ordens e na realização de pequenas tarefas; eles reagem
quando você os chama pelo nome, estão controlando melhor
os seus movimentos intestinais e, em geral, toda a qualidade de
vida ficou muito melhor desde que começaram a usar o MMS.

Sei que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estamos


no caminho certo, e eu confio que, graças à ciência que descobriu
os grandes efeitos desta fórmula maravilhosa para os nossos filhos
autistas, nós vamos recuperá-los, pois o MMS realmente desintoxica!
In g. A rte b y s Cedeho
(Mãe de Jesus Alejandro e Juan Pablo)

24) Querida madrinha Kerri, como


podemos lhe agradecer por expulsar
o autismo da vida deTJ? Nós temos
agora um menino feliz, saudável e
inteligente que tem grande confiança
em si mesmo! Somos eternamente
gratos a você!!!
Sim, Nós Podemos!!! 73

25) Começamos a usar o MMS há um mês. Ainda não chegamos a usar


a dose completa, mas já temos visto alguns resultados incríveis.

Eu levei o meu filho ao sh o p p in g cerca de uma semana atrás,


porque é uma de suas atividades favoritas. Quando chegamos
em casa, ele fez algo que NUNCA havia feito. Ele veio até mim,
abraçou-me e disse: "Obrigado". Uau! Dois dias atrás, meu marido
teve que irá loja de materiais agrícolas porque uma coisa quebrou
lá no celeiro. Então perguntamos ao meu filho se ele gostaria de
ir, e ele literalmente pulou do sofá e animadamente veio conosco.
Enquanto ele estava lá, escolheu alguns livros que o interessaram
e alguns carrinhos de brinquedo. Quando chegamos em casa,
enquanto eu o ajudava com o seu casaco e botas, ele disse:
"você é uma grande mãe". Ele nunca havia se expressado tão
espontaneamente assim, e é tudo por causa do MMS, pois
paramos com todo o resto. Isso me dá inspiração para continuar
o protocolo e estou ansiosa para ver o que o futuro reserva para o
meu filho e nossa família. Obrigada Kerri!

26) Se não fosse por você, Kerri, minha mãe ainda


estaria preocupada sobre o meu futuro. Você é
o meu Anjo da Guarda!!! O autismo é curável!
Obrigado Kerri! Obrigado Kerri!

27) Seu fonoaudiólogo me disse hoje que suas frases estão muito
melhores, mais organizadas, e também a sua capacidade de
dialogar; disse também que a sua concentração melhorou!! Uau!
Antes de chegarmos ao consultório de seu fonoaudiólogo ele
74 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

disse: "Mamãe, minha fala está ficando muito melhor!" Sim, ele
disse isso! Ele sabe!

28) Eu não consigo acreditar! Eu acabei de realizar o ATEC da minha


filha, e em um mês caiu de 72 para 48 !!! Eu estou chocada! Issoé
um sonho? Revisei o teste com meu marido e, considerando que
algumas das nossas respostas poderiam ser apenas sentimentos
positivos, ainda assim a melhora é enorme!! Eu sou tão grata, Kerri
Rivera! Não tenho palavras!! Estou orando para que isso não seja
um sonho!! MUITO OBRIGADA!!! Eu acredito que tem mais pela
frente, mas no momento eu estou em estado de choque!

29) Eu tenho que postar o nosso ganho do domingo: minha filha é


e sempre foi ultrassensível, e aqueles que lidam com isso sabem
que escovar os dentes, pentear os cabelos e tomar banho podem
ser tarefas cruéis tanto para a criança quanto para os pais. Eu
literalmente tenho pavor de lavar os cabelos dela. Ela grita tão
alto que poderia quebrar os vidros da janela. Ela bate nas coxas
tão forte que ficam direto como hematomas. Hoje de manhã ela
entrou na banheira, sentou-se e ficou me olhando enquanto eu
arregaçava as mangas (que é geralmente o momento em que
ela fica nervosa, porque ela sabe que estou prestes a pegar o
chuveiro), ela se levantou, me olhou bem nos olhos, sorriu para
mim e disse: "chuveiro". Eu comecei a lavar o seu cabelo, ainda
certa de que a gritaria começaria a qualquer minuto. Comecei a
lavar e ela disse "Muito bom!" eu sorri e disse:"Muito bom mesmo
querida". Meu marido espiou para ver por que tudo estava tão
tranquilo e ela olhou para ele e disse: "chuveiro papai", sorrindo
de orelha a orelha como se quisesse dizer "eu estou tomando
banho, papai". Que ótima maneira de começar nosso domingo!
Uma maneira maravilhosa para ela e para nós. Eu sinto como se eu
Sim, Nós Podemos!!! 75

finalmente tivesse respirado hoje. MMS é tudo, e vocês também!!!


Um domingo muito feliz;-))))

30) Querida Kerri, MUITO obrigada


por nos ajudar com os complicados
problemas de saúde da nossa filha.
O protocolo de CD / PP permitiu
que a minha filha pudesse dormir
durante toda a noite pela primeira
vez em 7 anos! Um mês utilizando os
medicamentos antiparasitários, ela
dormiu e tem dormido perfeitamente
desde então! Somos eternamente
gratos! Além disso, quanto mais a
carga patogênica diminui com o
protocolo, mais ela come e aprecia
o que come! Minha filha come
até salada agora! E experimentará
qualquer comida que eu lhe oferecer.
Eu agradeço do fundo do meu
coração e serei eternamente grato!
Com amor, TODA a família Clark!

31) Eu fui curado. Sim, nós podemos.


Eu te amo muito, madrinha Kerri!
76 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

32) O meu filho teve uma grande semana - ontem fomos jogar
boliche em família. É difícil perceber ganhos nele às vezes porque
ele não tem uma pontuação muito alta — sua pontuação ATEC
estava em 7 na última vez que fiz o teste, e as mudanças nele
podem ser sutis e difíceis de se notar. Enquanto nós estávamos no
boliche ele estava calmo (apesar da música alta, luzes e agitação),
ele se sentou enquanto não chegava a sua vez para assistir
a todos, (e os vídeos de música passando), sabia quando era a
vez dele e aplaudiu na minha vez (eu estava ganhando do meu
marido naquela hora - haha). Ele carregou sua bola para pista e a
jogou com apenas um braço - Nossa!! Isso foi o mais normal que
já o vi fazer! Ele agora é faixa-marrom em Tae Kwon Do e esta foi
a primeira vez que ele conseguiu balançar a bola (eu costumava
ter de levar a bola para a rampa, ajudá-lo a segurar e contar até 3
com ele para empurrar a bola). Ele foi diagnosticado hipotônico
com três anos e meio de idade, e MMS e PP o ajudaram a ganhar
um pouco de força, energia e resistência. Eu aumentei o seu
MMS uma gota, cerca de 2 semanas atrás e também estamos
acelerando com a GcMaf.

33) Grande momento de superação hoje. O meu filho fez hoje


a primeira aula de sua vida: natação. Ele foi incrível!!! Seguiu
todas as instruções, esperou na fila, sorriu, falou e deixou que
os instrutores o ajudassem. Incrível, eu chorei quase todo o
tempo. Em um determinado momento ele sorriu, acenou e
disse: "oi mamãe!".

34) Meu filho continua melhorando sua caligrafia, e a sua irritação


desapareceu. Tínhamos uma consulta para alunos com necessi­
dades especiais hoje, mas perdemos duas horas e meia de con­
sulta porque ele tem respondido tão bem que não precisa mais
Sim, Nós Podemos!!! 77

de consulta. Eles estão surpresos com a sua resposta ao tratamen­


to. E ele ajudou o seu irmão mais novo a tomar sopa hoje à noite
no jantar.

35) Obrigado, Kerri! Porque


nós seguimos o protocolo
e tivemos grandes óbvios
resultados.
/» Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

37) Eu sou o número 102! Obrigado


por me dar uma chance de ter um
futuro, Kerri Rivera!

38) Em um determinado dia, eu provavelmente disse as palavras


"eu te amo"para os meus filhos pelo menos uma dúzia de vezes.
Meu menino neurotípico quase sempre responde de volta.
Meu menino com sintomas de autismo costuma dizer: "sim,
você ama", como resposta. E eu tenho completamente aceito
que essa é sua maneira de receber os meus "eu amo você".
Muito raramente ele diria"eu te amo"para mim. Bom, agora você
sabe onde eu quero chegar. Esta manhã eu estava passando por
ele e ele me disse "EU AMO VOCÊ!" Eu não tive certeza do que
ele disse porque ele falou bem baixo, então eu lhe perguntei:
"O que você disse?" E ele repetiu: "eu te amo". Eu disse "obrigado
filho, eu também te amo!!!" Mas espere... BAM bambam!!! Estou
comemorando cada pequeno gesto. Apreciando minhas três
palavras favoritas. Amando cada minuto de cada dia. E amando
aqueles lábios vermelhos carnudos nesta manhã, sabendo que
ele está desintoxicando.

39) Estávamos perdendo nosso filho rapidamente. Estávamos


perdidos. Este protocolo nos deu uma direção e nos trouxe o
nosso filho de volta. Ele olha para nós com sorriso nos olhos
e nos diz que nos ama. Ele tem uma infância plena agora.
Palavras nunca poderiam transmitir o tamanho da nossa
Sim, Nós Podemos!!! 79

gratidão pela Kerri e por todos os que a ajudam


a fazer um futuro para os nossos filhos. Veja o
testemunho completo de Gunnar na página
540.

41) Começamos o protocolo DAN quando a nossa filha de 10 anos de


idade tinha 18 meses, e ela permaneceu nele por nove anos. An­
tes de iniciar o CD, nossa filha parecia ser neurotípica, mas ela era
muito dependente de suplementos e o seu progresso estagnou
ou ^uranao os sintom as eonnecidos como Autismo

por alguns anos. Ela tinha barriga


distendida, crescimento deficiente,
grave constipação, ansiedade, um
pouco de TOC e problemas de foco/
concentração/visão embaçada. Seu
ATEC antes de iniciar o CD era 24.
Depois de apenas 26 dias, caiu para
7. Uma queda de 17 pontos em 26
dias! Nós nem tínhamos tido tempo
de iniciar um protocolo antipara-
sitário ou um fim de semana 72/2!
(uma dose a cada duas horas por 72
horas). Sua barriga está muito mais plana e sua ansiedade dimi­
nuiu, assim como oTOC e a questões de atenção que melhoraram
muito! Nós vamos mantê-la no CD e eu estou pensando em ini­
ciar o protocolo por mim mesma esta semana. Como um amigo
disse: "O DAN iniciou o trabalho e o CD a recuperou!"

42) Meu filho acabou de me ver lendo esta página e perguntou o


que era CD Autismo. Eu lhe disse que era o medicamento que
ele estava tomando. Ele disse:"Eu acho que meu autismo acabou.
Como você sabe que alguém ainda tem isso?" Em breve meu
amor, em breve!

43) Spiro e Peter (gêmeos de 9 anos)

Depois de muitos anos de intervenções em nossos filhos


gêmeos, e de obter sucesso moderado, na melhor das hipóteses,
nós ouvimos falar sobre o CD. Demorou cerca de um ano antes
de nos sentirmos confiantes o suficiente para experimentar. Eu
posso honestamente dizer que é a MELHOR intervenção que já
usamos. Nós começamos com o CDS em meados de julho de 2013.
Sim, |\Jôs Podemosü! »

Nos quatro curtos meses que estamos utilizando o CDS, e agora


o CD, tivemos mais ganhos em todas as áreas do que nos últimos
6 anos durante os quais experimentamos tantos tratamentos
diferentes. O que eu amo neste protocolo é a sua simplicidade,
menos é mais, e isso foi uma grande mudança de raciocínio para
mim. Só para se ter uma ideia de como os nossos meninos estão,
vejam suas pontuações ATEC até agora:

Spiro: Ele era o número 100 na ordem de recuperação no "Trem


de Cura"e a 1a criança a se recuperar usando CDS. ATEC antes de
começar o CDS: 22. ATEC um mês após o CDS: 16. ATEC dois meses
após o início do CDS: 9.

Ele mal falava antes do CDS e agora usa palavras simples


Peter:
e combinação de duas palavras para se comunicar. Ele está bem no
caminho da cura. ATEC antes de começar o CDS: 69. ATEC um mês
após o CDS: 55. ATEC dois meses após o CDS: 46.

Nós finalmente sabemos, no fundo de nossos corações, que os


nossos meninos estão no caminho da "verdadeira cura". Não temos
mais aquele estresse e ansiedade sobre o que o futuro nos reserva.
Finalmente sentimos que podemos respirar mais facilmente, e dia
após dia, os ganhos continuam chegando de forma consistente. Os
ganhos permanecem, e isso é o melhor de tudo.

Obrigada aos meus amigos do FB que me apresentaram o MMS


e a Kerri Rivera, por quem temos tanta admiração e respeito. Eu
agradeço a Deus todos os dias pela sorte que tivemos em encontrar
este tratamento. Nossos meninos estão se recuperando e as suas
belas personalidades estão surgindo. Vamos agora olhar para ofuturo
com essa ESPERANÇA. Kerri, nós sempre seremos gratos a você.

Beijos e abraços beijos e abraços beijos e abraços!


82 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Foto dos gêmeos


Spiro e Peter
Sim, Nós Podemos!!! 83

44) Uau... Meu filho com autismo severo entrou pela porta e
passou os braços em volta do meu pescoço e me deu um
abraço normal pela primeira vez em sua vida (6 anos e meio).
Hum... Que coisa louca. Ele limpou o bumbum pela primeira
vez na vida, não me chamou e nem me pediu ajuda. Eu
nem estava no banheiro com ele! Foi quando eu me animei
e perguntei: "Você se limpou???" Juro por Deus, eu ouvi ele
responder: "Sim, mãe!" Ele nunca havia dito uma palavra. Será
que eu estava sonhando? Mas, UAU!!! Que dia!!!

POR FAVOR, COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS!


Os testemunhos são uma das melhores maneiras de se compartilhar suas
experiências sobre este protocolo. Talvez você tenha ouvido sobre o proto­
colo através de um testemunho ou um vídeo. Se você não nos contar suas
experiências, não podemos compartilhá-las ou agir em questões que preci­
sam ser melhoradas ou corrigidas.

Envie seus testemunhos para o e-mail:


testimonials@cdautism.org
Além disso, informe-nos se podemos publicar o seu depoimento, com ou sem o
seu nome.

Mais milagres e testemunhos na página 501.


C A P Í T U L 0__3^
PASSO 1 - DIETA

"Deixe o alim ento ser seu remédio e


o remédio ser o seu alim ento."
— Hipócrates

e eu pudesse escolher uma parte do Protocolo como a peça mais


S importante do quebra-cabeça da recuperação, seria a Dieta. Por
Dieta me refiro ao plano dietético que eu recomendo a todas as famí­
lias que querem iniciar o Protocolo. É uma combinação da clássica dieta
sem nada de glúten, caseína ou soja, em conjunto com a eliminação do
açúcar, xarope de milho, corante, conservante e outros alimentos preju­
diciais. A Dieta é a base para o resto do Protocolo; algo similar a estabe­
lecer as fundações de uma casa para que o resto da estrutura fique firme.
Aderir à Dieta é fundamental para a eficiência do resto do Protocolo.
Quando uma família de uma criança com autismo me procura, a
primeira coisa que eles querem saber é:
— O que posso fazer para ajudar meu filho?
Eu sempre, sempre, com eço pela Dieta. Na verdade, eu os faço
ir em bora da prim eira reunião com a esperança de que eles serão
capazes de recuperar seu filho, mas som ente se eles se com prom ete­
rem io o % com a Dieta. Eu explico para as fam ílias que eles devem
pensar sobre os alim entos da mesma m aneira que seus bisavós pen­
savam. Nas gerações passadas, os alim entos vinham diretam ente da
terra, com pouco processam ento. Frutas, legum es, nozes e carnes
form avam a dieta básica de nossos avós e deve ser assim para os
nossos filhos tam bém . Tem os de pensar em alim entos integrais e
Passo 1 - Dieta 85
não em alim entos processados. Não faz sentido nenhum deixar as
porcarias e com eçar a com er porcarias sem glúten ou caseína.
Depois da minha primeira reunião com a família, eles saem com
a lista de alimentos permitidos e peço que eles me enviem um e-mail
quando conseguirem atingir uma semana inteira sem exceções ou “er­
ros” na dieta. É nesse momento que os pais que estão realmente bus­
cando a recuperação são separados daqueles que apenas estão interes­
sados em ter alguém que “conserte” seus filhos para eles.
Em geral, uma das duas coisas geralmente acontece durante essa
primeira semana. Em um primeiro cenário, eu recebo um e-mail de
uma mãe ou de um pai em êxtase dizendo: “Eu mal posso acreditar,
Johnny dormiu a noite inteira pela primeira vez em anos” ou “o intes­
tino do Johnny trabalhou normalmente”, ou ainda, “Johnny falou duas
novas palavras ontem !” Isso é o que eu espero.
O segundo cenário acontece quando nunca mais recebo notícias da
família novamente. Eles podem ter batido o pé ou tido um período de
adaptação à Dieta que provou ser muito pesado para eles, de modo que
decidiram seguir outro caminho. Isso não quer dizer que todos enxer­
gam o milagre ou que não existe um meio termo. Alguns resultados são
menos óbvios como, por exemplo, mais contato olho no olho ou menos
vermelhidão no rosto, mas, em geral, vemos mudanças positivas. Qual­
quer mudança é um bom sinal. A Dieta é apenas a primeira peça do
quebra-cabeça. Temos que continuar a partir dela, mergulhando nas
intervenções até chegarmos ao resultado final desejado.

Kerri... Deus te abençoe! Quando meu filho tinha 3 anos de idade, pres­
creveram para ele Ritalina', Risperdal* e Clonazepam*... você pode acre­
ditar nisso? É claro que eu nunca dei essas coisas para ele, pois me doía
ver meu filho "drogado". Dois dias após o início da dieta ele dormiu a
noite toda e o brilho dos seus olhos voltou. Eu mal posso esperar para
começar com o MMS, estou tão feliz!!!

Ao longo deste livro, os “milagres”, que são os e-mails e mensa­


gens postadas no fórum dos pais sobre as melhoras das suas crianças,
86 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

foram colocados em caixas de texto (como essa ao lado) e encaixados


no capítulo ao qual cada um diz respeito. Por favor, note que, como
muitos desses milagres foram selecionados há algum tempo atrás, os
contribuintes têm usado o termo MMS em vez de CD. Devido a limita­
ções de tempo, era impossível pedir permissão a todos eles para trocar
MMS por CD em seus depoimentos. MMS e CD são a mesma substân­
cia. Onde a sigla MMS for usada, saiba que o dióxido de cloro é a subs­
tância em questão e que ele é o responsável pela cura.
Nota da autora: Eu não sou contra todos os medicamentos pres­
critos, especialmente aqueles necessários para trazer cura. No entanto,
eu não tolero medicar uma criança com drogas, mascarando os sinto­
mas conhecidos como autismo. Então, quando vejo um e-mail como
o mostrado ao lado, sei que temos uma grande chance de curar essa
criança, porque temos uma mãe comprometida em curar seu filho e
que está animada para ver quais mudanças a próxima ferramenta trará.
O m édico do seu filho pode não ter ouvido falar da Dieta ou
pode estar mal inform ado sobre os seus benefícios. A seção de refe­
rências no fim do livro enum era diversos estudos e artigos que dis­
cutem os efeitos da intervenção dietética no tratam ento dos ASDs
(do inglês Autism Spectrum Disorder - Transtornos do Espectro
Autista). Você pode usá-los como ponto de partida para o seu pró­
prio estudo. Se você estiver se consultando com um m édico, é im­
portante escolher alguém que esteja fam iliarizado com o autism o e
sua recuperação.
Muitos médicos não têm tempo para estudar sobre o que há de
novo sobre recuperação do autismo e, se eles têm recuperação zero,
então devem revisar seus protocolos com extrema urgência. Outro
grande problema na principal corrente da comunidade médica são os
gigantescos egos. Se o que estamos fazendo não está funcionando para
recuperar os nossos filhos, então temos que olhar para o que estamos
fazendo e por que o estamos fazendo. Vamos analisar nossos egos, atu­
alizar nossos protocolos, e procurar o que tem dado certo para as famí­
lias que têm recuperado seus filhos.
Passo 1 - Dieta 87
Pesquisadores do Centro de Autismo da Escola de Medicina de
Nova Jersey descobriram que “crianças com autismo eram mais pro­
pensas a ter respostas imunes anormais ao leite, à soja e ao trigo do
que crianças com desenvolvimento comum”, o que foi publicado em
um capítulo de Cutting-Edge Therapiesfor Autism 2011-2012, por Siri
e Lyons^Além disso, tem crescido o interesse no estudo da conexão
entre 0 autismo e doenças gastrointestinais. Siri e Lyons se referem
também a um estudo realizado na Universidade da Califórnia pelo Da­
vis Health System, onde eles descobriram que as crianças com autismo
nascidas na década de 90 eram mais propensas a terem problemas gas­
trointestinais, inclusive constipação, diarreia e vômitos, do que crian­
ças com autismo nascidas no início dos anos 80.
Se 0 seu médico é desinformado, ou afirma que não há evidências
que provem que a Dieta vai ajudar seu filho, faça por si mesmo a pes­
quisa, uma vez que apenas você é responsável pela dieta do seu filho.
Afinal, por que não fazer a Dieta ? Não custa quase nada e ainda pode
ajudar na cura do seu filho. Não importa se ele come bolinhas de queijo
ou frutas e legumes: a responsabilidade sempre será sua. O dinheiro
é seu. A única maneira de saber com certeza se o seu filho será um
desses que irão se recuperar com a Dieta é tentar. O glúten pode levar
seis meses ou mais para ser removido das microvilosidades, o “carpete
felpudo”, do intestino delgado. Como mencionei antes, algumas crian­
ças têm algumas mudanças óbvias em dois ou três dias, mas mesmo
que a evolução do seu filho venha a demorar um pouco mais que a da
maioria, NÃO DESISTA! Até 0 momento da elaboração deste livro, eu
ajudei cerca de 5.000 ou mais famílias de crianças com autismo; todas
as crianças que tiveram 0 seu diagnóstico revertido, bem como aquelas
que estão bem próximas da recuperação, têm usado uma série de pro­
tocolos variados de acordo com seus sintomas. A única coisa que todas
- inequivocamente - têm em comum é: a D ieta !
Em minha opinião, faz pouca diferença realizar quaisquer outras
intervenções no seu filho se você não for capaz de gerenciar a Die­
ta 24/7/365. Terapia hiperbárica, quelação, ABA (do inglês, Aplied
Behavior Analysis - Análise de Com portam ento Aplicado - ACA),
88 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

sim plesm ente não terão os efeitos desejados se você ainda está ali­
mentando seu filho com “drogas” (comidas impróprias).
Por que eu escrevi drogas? Porque é isso que o glúten e a caseína se
transformam nos corpos de nossos filhos que estão no espectro; mais
especificamente, gluteomorfina (também chamada gliadorfina) e caso-
morfina, que são semelhantes à morfina. Gluteomorfina ecasomorfina
são produzidas no intestino devido à digestão inadequada de peptídeos
(como explicaremos em detalhes mais à frente). Em uma pessoa com a
“síndrome do intestino permeável” (permeabilidade intestinal aumen­
tada), elas são capazes de deixar o intestino e atravessar a barreira san­
gue-cérebro, onde elas agem exatamente como a morfina ou a heroína.
Você daria para seu filho de forma proposital essas drogas de rua? NÃO!
Uma vez que temos essa informação e compreendemos a gravida­
de da questão, temos a responsabilidade de fazer o melhor por nossos
filhos. Temos de retirar os alimentos que os têm feito adoecer. Convide 1
toda a sua família e todos da escola do seu filho para ajudá-lo a curar-
-se. Explique-lhes que não podem mais oferecer esses alimentos ao seu
filho e que, ao fazer isso, é como se estivessem lhe oferecendo uma dose
de morfina. Se isso soa drástico é porque realmente o é!
Pesquisadores descobriram uma quantidade anormal desses pep­
tídeos não digeridos (gluteomorfina e casomorfina) na urina de crian­
ças com autismo, revelando a presença deles no corpo. Entre outros, o
Dr. Knivsberg e seus colegas na Noruega descobriram que as amostras
de urina das pessoas com autismo, PDD (do inglês Pervasive Devel­
opmental Disorder - Transtorno Global do Desenvolvimento), doença
celíaca e esquizofrenia continham grandes quantidades do pepitídeo-
casomorfina.2 Da mesma forma, a gliadorfina (gluteomorfina) foi en­
contrada, através de técnicas de espectrometria de massa, em quanti­
dades pouco comuns em amostras de urina de crianças com autismo.3
Faça a D ie ta l
Ainda assim, existem diversas opções de alimentos que são permi­
tidos. Eu prometo - seu filho não vai morrer de fome! Nós incluímos
algumas receitas no Apêndice 15, página 750, para você começar. A
Passo 1 - Dieta 89

Dieta é, com certeza, a peça mais importante do quebra-cabeça. Se não


pudermos remover o que está diretamente ligado às inflamações no
cérebro e no intestino,bem como às reações imunoalérgicas a esses ali­
mentos ofensivos, é quase impossível curar uma criança no espectro.
Eu, pessoalmente, nunca vi uma família recuperar uma criança sem
intervenção dietética. Isso não quer dizer que não tenha acontecido,
mas eu nunca vi ou ouvi falar sobre isso.
Como disse antes, quando a começamos com meu filho Patrick,
ele só estava liberado para comer batatas fritas caseiras. Então, ele só
comia isso. Pouco a pouco ele começou a aceitar mais alimentos. Eu
garanto que o período de adaptação acaba e, aí eles passam a comer.
Pare o ciclo de inflamação e do vício. Só então o seu filho começará a
se curar e, uma vez que a criança começar a se sentir melhor, ela vai
aceitar mais alimentos.
No caso do meu próprio filho, sua diarreia ácida e suas noites sem
dormir pararam na semana que começamos a Dieta. A partir daquele
momento, eu fui fisgada não só pela Dieta, mas também pelos trata­
mentos biomédicos para curar o autismo. Nunca mais olhei para trás.
Encorajo-lhes fortemente a experimentarem a Dieta com seus filhos ou
mesmo como família. É uma coisa incrível.

Imagino que o que tenho a dizer pode encorajar alguns de vocês


que recentemente fizeram grandes mudanças na dieta dos seus
filhos e estão lutando com tudo o que isso envolve. Coloquei meu
filho em uma dieta GF/CF/SF... bem, basicamente, uma dieta livre
de TUDO quando ele tinha 11 meses de idade, após um desastre
induzido por vacina.
90 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Minha decisão de colocá-lo em uma dieta foi criticada por quase to­
dos na minha vida, começando pela pediatra dele, que me disse que
eu estava "apenas imaginando" que o quadro dele tinha regredido e
que ele "provavelmente não era alérgico"ao que eu tinha retirado; ela
me ligou uma semana mais tarde, com os resultados do teste dele,
um pedido de desculpas e uma longa lista de coisas as quais ele era
alérgico! Ele está agora com apenas um pouco mais de sete anos e
passando MUITO BEM.
Eu acabei de lhe dar um muffin GF/CF, ao que ele disse: "Você sobe o
que eu mais amo em você, mamãe? Eu a amo por você ser tão bondosa
conosco, e que você sempre faz questão de que comamos comida que
não nos faz mal". Assim, não se sinta mal por não dar ao seu filho um
sorvete quando o sorveteiro passar, ou por não encher a cesta de Pás­
coa deles de corantes neste fim de semana. Pode levar anos, mas eles
vão reconhecer que você os amava o suficiente para NÃO lhes dar
essas coisas.

Algumas outras dicas incluem o seguinte:


Revise a Lista de Suplementos do seu Filho
Seu filho está tomando mais de 30 suplementos diariamente? Va­
mos falar mais sobre isto ao longo do livro, mas este protocolo é ajus­
tado para eliminar excessos e não .
para preencher deficiências com
suplementos. É importante rever
cuidadosamente os suplementos 1A W ----- — -C
do seu filho. A fim de maximizar
os benefícios do protocolo, consi­ K
dere remover todos os antioxidan-
tes (eles matam o CD - mais sobre
isso no Capítulo 5, página 148), cálcio, magnésio (que alimenta o bio-
filme), bem como 0 ferro e a B12 (que são os alimentos favoritos dos
parasitas). Suplementos para melhorar a fala, reduzir as convulsões,
Passo 1 - Dieta 91

enzimas e probióticos têm seus lugares em protocolos individuais, ob­


viamente. A B12, além de ser conhecida por alimentar parasitas,tam ­
bém é conhecida por impulsionar a fala em algumas crianças. Se o seu
filho apresentou melhora na fala através da B12, pode ser que valha a
pena mantê-la. Como sempre, essas são decisões que cada família tem
que fazer para o seu filho de forma individual.
Se um determ inado suplem ento provou ser benéfico para o seu
filho, então não o rem ovafà exceção dos antioxidantes e outros su­
plementos acim a m encionados). O objetivo deste passo é rem over
os suplementos desnecessários, uma vez que é mais provável que
eles estejam alim entando os parasitas e criando “ruído em excesso”
no corpo. Qualquer coisa que não esteja servindo a um propósito
precisa ser elim inada.
Mantenha um Diário
Mantenha um registro dos alimentos que você removeu e daqueles que
você adicionou. Em seguida, tome nota das reações que você observar:
erupções cutâneas, mais ou menos hiperatividade, comportamento au-
toestimulatório mais ou menos
fraco, padrões de sono, frequên­
cia e consistência com que ele
defeca, birras, aceitação de no­
vos alimentos, contato visual,
linguagem,etc. Anote tudo para
que você possa acompanhar
quaisquer relações ou padrões
que lhe permitiram identificar
quando algo está funcionando
ou não. Guarde essas observa­
ções em um caderno, porque elas ajudam a nos guiar, especialmente
aqueles pais que estão estressados, exaustos, e dormindo muito mal.
Não se Preocupe com Alimentos Crus ou Refeições
Perfeitamente Equilibradas... Ainda!
Quando você estiver iniciando a transição, alimente seu filho com
92 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

qualquer tipo de alimento que ele/ela queira comer. Estamos dando


passos de bebês. Depois que seu filho estiver 100% na Dieta, você pode
começar a adicionar novos alimentos, pedaço por pedaço se necessário.

Faça o ATEC
Mantenha o controle do progresso como questionário ATEC (veja
a página 666), que pode ser encontrado em:

www.autism.com/index.php/ind_atec
Esta é uma excelente maneira de ver como você está indo. Toda
vez que começar uma nova intervenção, é uma boa ideia fazer o ATEC,
e depois repeti-lo a cada três meses, aproximadamente, para ver como
seu filho está evoluindo. Às vezes, nossos filhos estão se recuperando
diante dos nossos olhos e nem sequer reconhecemos. O ATEC pode
ser utilizado para medir os efeitos de todas as novas intervenções, não
apenas o da Dieta.

Usar o ATEC é uma ótima maneira de mensurar a melhoria. Mui­


tos de nós estamos cansados e esgotados, ou não temos uma boa me­
mória. Um questionário formal pode nos ajudara discernir quando
uma intervenção está funcionando ou não, e leva apenas cerca de sete
minutos para preencher. Veja no Apêndice 4, página 666, um exemplar
da pesquisa e mais informações sobre o ATEC.

Leia sempre os Rótulos


Leia o rótulo na parte de trás de todos os paco­
tes - não apenas a parte da frente que diz: “não con­
tém glúten”. Muitas vezes eles têm açúcar, fermento,
carrageninas ou outros itens que não são permitidos.
Temos que saber o que estamos colocando dentro
do corpo dos nossos filhos. Se você nem consegue pronunciar, não vai
querer colocá-lo em seu filho. Tenha cuidado com agressores escondi­
dos tais como malte, aromatizantes naturais,aromatizantes artificiais,
soro de leite, os números (vermelho 40,E-44i), etc.
Passo 1 - Dieta 93

Tenha um Sistema de Apoio


Não importa se é um amigo, membro da família, anjo de resgate
ou vizinho. Tenha um ombro no qual possa se apoiar. A recuperação
do autismo é uma maratona, não uma corrida de ío o m rasos, e nin­
guém deveria ter que percorrê-la sozinho. Há tantos pais maravilhosos
lá fora que andaram por esse caminho e estão dispostos a ajudar os
novatos! Assim como esse livro, temos vários fóruns públicos abertos,
como os seguintes:
www.cdautism.org
e
www.facebook.com/groups/AutismCD
Esse é um excelente recurso para encontrar as últimas infor­
mações, as mudanças de protocolo e compartilhar esperança e/ou
frustração com pais de todo o mundo que estão trilhando o mesmo
caminho. Não se esqueça de se inscrever para receber o nosso boletim
informativo, o que também pode ser feito ao visitar nossa página:
www.cdautism.org!
Um Dia de Cada Vez
Pensamentos de derrota só vão atrapalhar sua resolução em ajudar seu
filho. Eu não posso fazer isso para o resto da vida do Johnny!” ou “Como
vou passar por isso esse ano?” são pensamentos de derrota. Prossiga de
hora a hora ou minuto a minuto, e saiba que há vitórias diariamente no
mundo do autismo. Devemos tirar força dessas vitórias, mesmo quando
elas não sejam nossas. Tanto este livro quanto o meu site têm uma seção
de milagres e depoimentos (veja o Capítulo 2, página 63 e Apêndice 1,
página 501), que são mensagens verdadeiras que recebi de pais descre­
vendo os avanços que seus filhos obtiveram como resultado do Protoco­
lo. Recebemos esse tipo milagroso de e-mail e mensagem do fórum todos
os dias, mas tivemos que separar e escolher qual deles compartilharía­
mos no livro. Você também os verá espalhados em diversos momentos
ao longo dos capítulos deste livro. Tire algum tempo para lê-los, saiba
que crianças estão se recuperando todos os dias e acredite que seu filho
94 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

pode ser o próximo. Se algo não sair como o planejado, acorde no dia
seguinte e saiba que, ESTE É o primeiro dia da recuperação do autismo.
Por que meu Filho, que está no Espectro, precisa de
uma Dieta sem Glúten, Caseína ou Soja?
Como disse antes, nunca vi uma criança se recuperar sem a Dieta.
As informações a seguir vêm de iv iv w .g fcfd iet.co m e explicam por
que a Dieta é tão importante para as pessoas com autismo.
Estudos científicos têm mostrado a presença de níveis elevados de
peptídeos derivados da caseína e das proteínas do glúten.4-5 O processo
de digestão é considerado “normal”, em termos de digestão de prote­
ínas para a população como um todo, na medida em que eles produ­
zem partículas menores, chamadas peptídeos, que são subdivididas em
aminoácidos. No entanto, para pessoas diagnosticadas com autismo
é mais difícil digerir algumas dessas proteínas adequadamente, per­
mitindo que elas entrem diretamente no sangue como peptídeos. Isso
muitas vezes acontece devido a uma falta de enzimas que ajudam na
assimilação ótima de alimentos e pode ser um fator importante para
provocar a exagerada permeabilidade do intestino (síndrome do intes­
tino solto). Isso resulta em uma digestão pobre, o que facilita a entrada
dessas proteínas nocivas diretamente na corrente sanguínea, onde elas
podem atravessar a barreira hematoencefálica.
A síndrom e do intestino perm eável tem sido atribuída a vários
sintom as tais como vírus, cândida; glúten, que produz zonulin, uma
proteína que pensava-se ser a causadora do intestino solto; entre
outras coisas.6
Alimentos que contêm glúten podem destruir o sistema digestivo
se forem consumidos excessivamente ou se forem introduzidos muito
cedo na dieta de uma criança. O trigo é hibridizado através de pro­
cessamento artificial, resultando em grãos inadequadamente prepara­
dos. Alimentos que contêm caseína também podem destruir o sistema
digestivo porque são pasteurizados e/ou homogeneizados. Esses pro­
cessos podem resultar em danosas enzimas que quebram o glúten ou
a caseína, causando assim uma digestão incompleta dessas proteínas.
Passo 1 - Dieta 95
Recentemente, o Dr. Andreas Kalcker nos apresentou a teoria de
que a incapacidade de digerir corretamente essas proteínas pode de­
rivar diretamente dos parasitas notrato intestinal. Esses parasitas po­
dem contribuir para um intestino solto e, assim, desempenhar um pa­
pel no desenvolvimento de alergias ao glúten, caseína, soja, etc.
Glúten é encontrado primariamente no trigo, centeio, cevada,
aveia, espelta, malte, a maioria dos pães, bolos, muffins, cereais, torti-
lhas de farinha, pizzas, tortas, donuts, etc. Glúten também é encontra­
do em amidos, sêmola, cuscuz, malte, alguns vinagres, molho de soja,
molho teriyaki, aromatizantes, corantes artificiais e proteínas vegetais
hidrolisadas. A caseína está contida no leite de vacas, ovelhas, cabras e
qualquer um dos seus derivados, tais como o iogurte, a manteiga, o sor­
vete ou o queijo. Nenhuma forma de leite de vaca pode ser consumida,
uma vez que provoca inflamação e muco. Mesmo que o produto afirme
ser livre de lactose, creme, ou caseína - ele não é permitido.
Fragmentos de glúten e caseína digeridos de forma imprópria po­
dem entrar na corrente sanguínea e atravessar a barreira hematoence-
fálica. Devido às suas propriedades opioides, esses peptídeos podem
reagir com os receptores opiáceos no cérebro, causando efeitos seme­
lhantes aos de uma droga opiácea, tal como a heroína ou a morfina.7Es­
ses opiáceos são chamados gluteomorfina (ou gliadorfina) e casomorfi-
na, e podem reagir com algumas partes do cérebro como, por exemplo,
os lobos temporais, que estão ativamente envolvidos no processo de
integração da linguagem e audição. Curiosamente, essas são duas das
áreas mais afetadas pelo autismo.
Além dos seus efeitos sobre o cérebro, alimentos opióides podem
causar inflamação no intestino e no cérebro. Quando uma criança tem
uma alergia a um alimento - neste caso ao glúten, à caseína e/ou à
soja, etc. - uma vez que ele entra no corpo, o sistema imunológico o
enxerga como um invasor e reage para tentar proteger o corpo dessa
substância.
Na primeira vez que o corpo é exposto a um alérgeno alimentar, o
sistema imunológico cria anticorpos específicos de imunoglobulina E
96 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

(IgE) contra o alérgeno. Anticorpos IgE circulam no sangue e grudam


em células imunológicas chamadas mastócitos e basófilos. Os mastó-
eitos são encontrados em todos os tecidos do corpo, especialmente no
nariz, garganta, pulmões, pele e trato gastrointestinal (TG).Os basófi­
los são encontrados no sangue e em tecidos que tenham sido inchados
devido a uma reação alérgica.

Na vez seguinte em que o corpo é exposto aos mesmos alergêni-


cos alimentares, o alérgenose liga a anticorpos IgE, que se ligam aos
mastócitos e basófilos. Essas ligações entre os alérgenos e anticorpos
levam as células a liberar grandes quantidades de produtos químicos,
sendo um tipo deles as histaminas. Após a libertação da histamina por
um mastócito ativado, a permeabilidade dos vasos próximos ao local
aumenta. Assim, os fluidos do sangue (incluindo leucócitos, os quais
também estão envolvidos na resposta imune) entram na área, causan­
do inflamação. A liberação de histamina também provoca a liberação
de ocitocinas e mediadores da inflamação por leucócitos. Esses produ­
tos químicos, por sua vez, aumentam a resposta inflamatória.
Bem-Vindo à Dieta!
Agora que cobrimos a ciência por trás da Dieta, é hora de começar.
Primeiro, certifique-se de completar o ATEC e salvar os resultados para
que você tenha uma pontuação de base. Em seguida, prepare uma lista
de compras com base nos seguintes itens permitidos.

Nota da autora: produtos orgânicos são melhores, mas não é


obrigatório.

Lista de Alimentos Permitidos


Proteínas:
• Carne

• Frango

• Ovos
• Peixes (pequenos)

• Carne de porco
Passo 1 - Dieta 97
• Peru
• Nada de carnes processadas ou frios (salsicha, linguiça, etc.)
• Nenhum tipo de marisco (de preferência - cheio de toxinas)
Frutas:
• A maioria das frutas frescas é permitida (exceto frutas cítricas,
manga, abacaxi, kiwi Restrinja o consumo de frutas vermelhas)
• Frutas congeladas sem creme ou açúcar
• NADA de frutas em conserva (comida enlatada nunca)
• Tenha cuidado com frutas secas, pois podem conter açúcar
Notas da autora:
Suco não é permitido nesse protocolo, uma vez que já provou que
sempre anula o CD e custa às famílias tempo e dinheiro preciosos. A
quantidade de fruta necessária para fazer um copo de suco também
faz com que ele tenha uma quantidade de açúcares, embora natural,
de modo que ainda pode afetar o sistema imunológico. Crianças nesse
protocolo precisam beber água e, de um modo geral, a maioria daque­
les que antes tomava suco fez a transição de tomar bebidas com sa­
bor para apenas água sem muitos problemas. Se seu filho quiser tomar
uma bebida com sabor, seria aceitável para bater e coar ou espremer
uma maçã, por exemplo, adicionando um pouco de água e, se assim
quiser, adoçar com estévia (as marcas Sweet LeafRou KAL® são boas).
Frutas não devem ser consum idas após uma refeição como so­
bremesa devido à sua rápida digestão. Se forem ingeridas depois
de outros alim entos cuja digestão é mais lenta (com o carne, grãos,
etc.), elas podem ferm entar no estôm ago, causando inchaço, gases
ou desconforto. Fruta é m elhor quando com ida antes de uma refei­
ção ou separada de refeições.
Vegetais:
• Todos os vegetais!!!
• Inclusive batatas fritas, mas não batatas fritas congeladas ou
aquelas de cadeias de FastFood; estas muitas vezes são cober­
tas com farinha.
98 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Nota da autora: Não tolero o uso prolongado de batatas, porque


elas viram açúcar no corpo. No entanto, esse foi o único alimento “per-
mitido” que meu filho comia quando começamos a dieta CF/GF/SF,
Castanhas:
• Amêndoas Avelãs
• Cajus Nozes
• Cocos Nota: Todas fazem ótimos sucos leitosos!
Grãos:
• Amaranto Arroz
• Trigo Sarraceno Sorgo
• Milho Tapioca
• Painço Goma Xantana
• Quinoa

Nota da autora: Eu prefiro uma dieta livre de grãos para a recu­


peração do autismo, especialmente se o seu filho sofre de “grain brain”
(vício em grãos, comportamentos indesejáveis e/ou incapacidade de
concentração depois de comer grãos). Se o seu filho parece ser viciado
em carboidratos, isto é, em frutas e amidos, você pode considerar fazer
a dieta cetogênica ou a dieta de Rosedale.

Mesmo que esses grãos sejam permitidos, eles podem ser difíceis
de quebrar e podem facilmente fermentar no trato intestinal devido ao
crescimento excessivo da cândida, bactérias e parasitas.
Feijões:
• Todos - EXCETO soja • Feijão branco (fava)
• Grão-de-bico • Amendoim
• Lentilha
Passo 1 - Dieta 99

Adoçantes:
• Stevia (esse é o melhor de todos os adoçantes, mas certifique-se de que
ele não contém eritritol - um álcool de açúcar!)

. Xarope de agave

. Mel
. Xarope de ácer (natural/real - não o que é feito a partir de xarope de milho)

. Xilitol
• NADA de açúcar mascavo (não refinado)

• NADA de açúcar.

Nota da autora: Mel é permitido, no entanto, ele pode levar a


picos de insulina.
Lista de Alimentos Proibidos
Depois de trabalhar com milhares de famílias e conduzir uma pes­
quisa independente, minha opinião é que os produtos constantes na
lista a seguir devem ser evitados se a sua intenção é curar o autismo:
• Ácido acético (E260)
• Aromatizante artificial
• Adoçantes artificiais
• Cubos de caldo
• Pão
• Cacau
• Balas
• Cana de açúcar

• Carragena
• Molho de tomate

• Achocolatado
• Corantes

• Cereal matinal de milho


• Xarope de milho
100 Curando os Sintom as Conhecidos como Autismo

• Leite de vaca em qualquer forma (mesmo sem lactose)

• Tortilhas de farinha
• Gelatina

• Malte

• Margarina

• Maionese

• Pipoca de micro-ondas

• GMS (Glutamato Monossódico)


(GMS atende por muitos nomes - numerosos demais para mencion
aqui. Uma lista detalhada está disponível em www.truthinlabeling.orj
hiddensources.html)

• Aromatizante natural
• Sopa de macarrão

• Aveia (exceto a aveia sem glúten da Bob’s Red MUI)

• Massa

Shakes nutricionais para crianças

• Play-Doh™
(Contém glúten - a massa de modelar sem glúten está disponível em
www.discountschoolsupply.com)

• Conservantes

• Carnes processadas (cachorros-quentes, presunto, salsicha, frios)


• Refrigerantes

• Sucos de frutas com ou sem soja

• Leite de soja

• Molho de soja

• Bebidas esportivas
• Açúcar

• Fermento
Passo 1 - Dieta 101

NADA de Leite de Vaca:


• Nem sem caseína
• Nem sem lactose
• Nem orgânico
• Nem cru
• Nem evaporado
• Nada, Nada, Nada de leite de vaca!
• Desculpe, mas leite de cabra também não pode! Ele também tem ca­
seína.
• Todos os tipos de leite de vaca, independentemente do que é remo­
vido deles, fazem com que o corpo produza muco. Este, por sua vez,
fornece um ambiente ideal para patógenos.
Se você está pensando que, quando com eçar a dieta GF/CF/
SF, o seu filho vai m orrer de fome, confie em mim: eles não vão!
A lista de alim entos que podem ser consum idos pode ficar menor,
mas eles vão continuar com endo. Como m encionei anteriorm ente,
o meu filho Patrick com eu batatas fritas caseiras nas três prim eiras
semanas da Dieta, até que com eçasse a aceitar diferentes tipos de
frutas, castanhas e frango novam ente, mas nós fizem os isso: a tran ­
sição. O que tenho visto em meu próprio filho, e em outras crianças,
é que quando eles com eçam a ficar mais saudáveis nas sem anas e
meses após iniciarem a Dieta, eles se tornam mais abertos a aceitar
novos alim entos “perm itid os”.

Uau... surpreendente, Kerri...


Eu sempre acreditei que "você é o que come"e tenho sido muito
cuidadosa com o que dou aos meus filhos, por isso a dieta deles tem
sido bastante saudável, à exceção de um sorvete de vez em quando,
etc. Meu filho cospe balas quando alguém lhe oferece uma, porque
ele realmente não gosta de balas. Ele não é fã de doces, graças a
Deus. Devo dizer, porém, que essa dieta é tudo o que ele precisava!
102 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Existem algumas exceções para a lista anterior. Se você fizer o seu


próprio molho de tomate, maionese, etc. com os itens da lista de ali­
mentos permitidos, então seu filho poderá, obviamente, comer esses
alimentos. A lista se refere aos itens que vêm do mercado, que con­
têm açúcar branco, conservantes e outros ingredientes problemáticos,
Há muitos itens na lista de alimentos proibidos que não contêm
glúten, caseína ou soja. Aqui está a explicação por trás de algumas des­
sas proibições.
Açúcar branco refinado:
Descobriu-se que o açúcar refinado reduz o funcionamento do sis­
tema imunológico, bem como contribui diretamente para a obesidade
e a diabetes tipo II.
A lista a seguir foi extraída de “Suicide by sugar”.8
• O açúcar pode sufocar o sistema imunológico.

• O açúcar compromete as relações minerais no organismo.

• O açúcar pode causar delinquência juvenil em crianças.

• O açúcar ingerido durante a gravidez e a lactação pode influen­


ciar a produção da força muscular do filho, o que pode afetar a
capacidade de um indivíduo se exercitar.

• O açúcar pode provocar hiperatividade, ansiedade, incapacida­


de de concentração e irritabilidade em crianças.

MGS: Uma excitotoxina que pode literalmente “excitar neurônios


até a morte”. Precisamos de todos os nossos neurônios!

Fermento: Alimenta a cândida e outros fungos.


Carragenina: contribui para a inflamação no corpo e estudos a
têm ligado ao câncer do cólon (reto) em ratos.9

Adoçantes artificiais que contêm sucralose: Ao fazer a


sucralose, o cloro no adoçante se liga ao carbono, produzindo uma
substância química conhecida como clorocarboneto. “De acordo com
Passo 1 - Dieta 103

o médico e bioquím ico Dr. James Bowen, clorocarbonetos nunca são


nutricionalmente com patíveis com nossos processos metabólicose
são inteiramente incom patíveis com o funcionam ento normal do m e­
tabolismo hum ano.” 10

Carnes processadas (cachorros-quentes, presunto, frios


e salsichas): As gorduras encontradas nessas carnes podem conter
quantidades elevadas de toxinas, tais como metais pesados, pesticidas
e herbicidas. Além disso, carnes processadas contêm nitrito de sódio, o
que pode prejudicar o fígado e o pâncreas. Elas também podem conter
xarope de milho e aromatizante.

Aromatizantes naturais: A definição exata de aromatizantes


naturais e aromas estáno Título 21, Seção ío i, parte 22 do Código de
Regulamentação Federal reproduzido a seguir:
O termo aroma natural ou aromatizante natural significa que o
óleo essencial, oleorresina, essência ou extrato, hidrolisado de prote­
ínas, destilado ou qualquer produto de torrefação, aquecimento ou
enzimólise, que contém os constitinntes aromatizantes originários de
uma especiaria, fruta ou suco de Jimtas, vegetais ou suco vegetal, le­
vedura comestível, erva, casca, broto, raiz, folha ou material vegetal
semelhante, carne, frutos do mar, aves, ovos, produtos lácteos ou pro­
dutos da fermentação deles, cuja função significativa em alimentos é
aromatizante em vez de nutricional.11
Basicamente, se você começar com um ingrediente natural, você
pode processá-lo ou manipulá-lo da maneira que quiser. Não importa
quantos produtos químicos ou solventes sejam adicionados, ele será
rotulado como “aroma natural”.
Repare que eles podem ser feitos da carne, frutos do mar, laticí­
nios, trigo, etc. podendo também conter MGS.
Corante: Corantes alimentares têm sido associados a reações
alérgicas, hiperatividade em crianças e, até mesmo, câncer. O Verme­
lho No. 2, por exemplo, foi proibido em 1976, depois de suspeitar-se de
que era cancerígeno. O Vermelho No. 40, numa série de testes,foi pego
por causar danos no DNA em ratos.
Quando estamos lidando com crianças no espectro, os seus siste
mas imunológicos já estão comprometidos e suas vias de desintoxica­
ção podem ser bloqueadas ou obstruídas. A ideia é diminuir o fardo
com alimentos vivificantes e nutritivos, em vez de adicionar mais es­
tresse num corpo que já está no limite.

Xarope de Milho/Xarope de Milho Rico em Frutose: Só


porque o milho é um alimento permitido não quer dizer que o xaro­
pe de milho/HFCS (do inglês High Frutose Corn Syrup - Xarope de
Milho Rico em Frutose) também o seja. Ambos desligam o sistema
imunológico, como faz o açúcar refinado. Eles são quimicamente se­
melhantes em suas composições. Há muita controvérsia em torno do
uso de mercúrio no processo de refino e o quanto desse mercúrio resta
no produto final.12

Eu queria atualizá-la sobre tudo o que tem acontecido com a minha


filha. Tivemos um acidente 2 dias atrás. Um professor substituto deu
à minha filha uma barra de granola comum e uma bebida com sabor
contendo sucralose. Sabe de uma coisa, Kerri, quando ela chegou em
casa da escola naquele dia ela estava em seu próprio mundo e estava
me ignorando. Eu soube imediatamente que ela havia ingerido algo
que não deveria. Eu estava brava e triste com o que estava testemu­
nhando. Existe alguma coisa que possamos fazer quando ela toma
coisas que não deveria, ou apenas continuamos com o tratamento??
Depois de um tempo na dieta torna-se óbvio quando acontece alguma
infração, se você está presente quando isso acontece pode dar uma
enzima para ajudar a quebrar o alimento, senão, seguimos adiante e
aprendemos como impedir que isso aconteça novamente no futuro.

Erros Comuns:
“N ã o é g r a n d e c o is a q u e b r a r a d ie ta d e v e z e m q u a n d o

Não é verdade! Toda vez que você quebra a dieta, mais inflama­
ção é causada no cérebro e no intestino. Quando o glúten e as proteí­
Passo 1 - Dieta 105

nas da caseína não são adequadamente quebradas, os peptídeos resul­


tantes chegam ao cérebro como gluteomorfina e casomorfina. Demora
cerca de três dias para a caseína ser eliminada pelo organismo, porém
meses para o glúten ser eliminado.
“M e u f i l h o p o d e b e b e r leite, d e s d e q u e e le n ã o te n h a c a ­
seína. ”

Não é verdade! Se o leite é de vaca, o seu filho não pode beber.


Não importa como ele seja rotulado. Se vem de uma vaca está fora de
cogitação. O leite de vaca pode levar o organismo a produzir muco,
proporcionando assim um ambiente ideal para patógenos que podem
causar inflamação crônica.
“O teste d e a le r g ia d iz q u e m e u f i l h o n ã o é a lé r g ic o a o
glúten o u à c a s e ín a , p o r t a n t o e le p o d e c o m ê -lo s .”

Não é verdade! Se o seu filho tem autismo, ou está no espectro,


ele deve evitar glúten, caseína e soja. Você também deve observar o
seu filho com cuidado depois de acrescentar um novo alimento, ou um
alimento que ele não tenha comido há algum tempo. Em um caso parti­
cular, mesmo a criança tendo resultado negativo para alergia à laranja,
ela continuava a produzir sintomas de uma reação alérgica sempre que
comia uma. Devemos lembrar que o corpo está mudando constante­
mente e que qualquer teste só é bom por alguns meses, se muito.
Eu vi a mesma história se repetindo vez após vez com mangas,
laranjas, bananas, maçãs, milho, etc. Observar o comportamento do
seu filho depois de consumir um alimento do qual você suspeita que
ele possa ter alergia/intolerância é a melhor maneira de medir se o
alimento é aceitável ou não. Enquanto nossas crianças caminham em
direção à cura, alimentos que antes produziam sintomas de alergia po­
dem ser tolerados sem uma resposta do sistema imunológico.
“M e u m é d ic o d iz q u e o a u tis m o n ã o tem c u ra , e q u e a
dieta n ã o f u n c i o n a . ”

Não é verdade! Fuja de qualquer médico que diga que vai tomar
seu dinheiro mesmo acreditando que o autismo é incurável. A primeira
pergunta que você precisa fazer a um médico é:
106 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

“Quantas crianças você já recuperou do autismo?”


Se a resposta for zero, continue procurando!
A Dieta é grátis - ninguém ganha dinheiro se o seu filho estiver
fazendo a Dieta - então faça! Você não tem nada a perder, e tudo a
ganhar. No entanto, se você escolher não fazer, pode perder a saúde do
seu filho ou a vida dele. Comprometa-se 100% com 0 Protocolo e seu
filho pode ser uma das próximas histórias de recuperação.

Meu filho teve o que só pode ser descrito como uma reação milagro­
sa à dieta GF/CF/SF. Desde que começamos há 2 semanas, todas as
áreas vermelhas irregulares em seu rosto desapareceram, os ataques
de raiva diminuíram de 10 para 2, e a diarreia não existe mais.

“N ó s te n ta m o s a d ie ta , m a s J o h n n y n ã o m e lh o r o u n a d a .”

A D ie ta é apenas uma peça do quebra-cabeça. No entanto,


é a base de tudo o que vamos fazer. Sem manter a Dieta, é difícil saber
qual intervenção está realmente ajudando.
A cândida estará morrendo e a reação à dieta pode ser uma reação
de Herxheimer. Devemos ir além da dieta para curar o autismo, mas a
dieta é a primeira peça do processo de recuperação.
Quando recebo um e-mail reclamando que uma criança não está
melhorando eu peço uma lista detalhada do que a criança está comen­
do exatamente. Eu sempre encontro erros na aplicação da dieta GF/
CF/SF + pelos pais. O que normalmente descubro é que a Dieta não
falhou, mas que a sua aplicação foi falha.
“E u d e v e r ia r e m o v e r o g lú te n e a c a s e ín a d a d ie ta do
m eu filh o d e fo r m a g ra d u a l

Não é verdade!!! Rem ova-os da dieta im ediatam ente e veja


seu filho m elhorar diante dos seus olhos. Os alim entos que causam
Passo 1 - Dieta 107

reações alérgicas IgG ou IgE podem causar m uitos outros proble­


mas no corpo, inclusive inflam ação e com portam entos psicóticos
em resposta à gluteom orfina e à casom orfina. Quanto mais cedo
você puder rem over esses alim entos mais rápido o seu filho vai se
recuperar.

Assim que começamos a trabalhar com a dieta, meu filho recebeu


uma avaliação do desenvolvimento e, embora tivesse 20 meses de
idade, os resultados foram os de uma criança de 15 meses. Apenas 4
meses após a implementação da dieta, as mudanças foram drásticas.
Meu menino sorri novamente, fala à sua própria maneira, aponta,
tem contato visual, interage com os outros, está muito perto de ser
recuperado, embora ainda falte um pouco. De vez em quando ele
fica nervoso e, às vezes, distante, mas a coisa mais importante é que
o seu terapeuta reaplicou o teste de desenvolvimento e meu filho
está reagindo como uma criança de 24 meses (sua idade atual), até
mesmo superando isso em algumas áreas! E isso foi apenas com a
dieta, porque ele não tomou qualquer tipo de suplemento, apenas
um probiótico que foi ineficaz.

“Um a d ieta s e m g lú ten , ca seín a ou so ja é boa o su fic ie n te .”

N ão é! Como eu disse antes, sempre encontro erros quando um pai


percorre a dieta do seu filho passo a passo comigo. A lista na página 52 é
uma descrição detalhada do que as nossas crianças não devem comer em
qualquer circunstância. Muitos destes alimentos contêm neurotoxinas/ex-
citotoxinas. Esses alimentos podem afetar negativamente o desenvolvimen­
to e a maturação do tecido nervoso. Mantenha-os fora da dieta do seu filho.
Além da GF/CF/SF +
Às vezes, a Dieta do jeito detalhado anteriormente não é suficiente
e temos que ir além dela. Se o seu filho sofre de constipação, diarreia
ou convulsões, recomenda-se que num período de tempo seja feita a
SCD ™ (do inglês Specific Carbohydrate Diet™ - Dieta do Carboidrato
108 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Específico). Os textos a seguir foram retirados do site:


www.breakingtheviciouscycle.info por Elaine Gottschall. Uma lista
completa de referências está disponível também nesse site.
A Dieta de Carboidratos Específicos tem ajudado mi­
lhares de pessoas com vários tipos diferentes de doenças
do intestino e outras doenças a melhorar em muito sua
qualidade de vida. Em muitos casos, as pessoas se consi­
deram curadas. Ela é uma dieta voltada principalmente
para a doença de Crohn, colite ulcerosa, doença celíaca,
diverticulite,fibrose cística e diarreia crônica. No entanto,
é uma dieta muito saudável, equilibrada e segura que traz
benefícios à saúde de todos. Os alimentos que são permi­
tidos na Dieta de Carboidratos Específicos estão baseados
na estrutura química desses alimentos. Os carboidratos
são classificados pela sua estrutura molecular.
Os carboidratos permitidos são monossacarídeos e
têm uma única estrutura molecular simples que lhes per­
mite ser facilmente absorvidos pela parede do intestino.
Carboidratos complexos, que são os dissacarídeos (molé­
culas duplas) e os polissacarídeos (moléculas de cadeia),
não são permitidos. Os carboidratos complexos, que não
são facilmente digeridos, alimentam as bactérias nocivas
no nosso intestino, levando-as a crescer, produzir subs­
tâncias nocivas e inflamar a parede do intestino como re­
sultado. A dieta age matando essas bactérias de fom e e
restaurando o equilíbrio das bactérias no nosso intestino.
Autismo e Problemas Gastrointestinais
A alteração na permeabilidade intestinal fo i encon­
trada em 43% dos pacientes autistas, mas não fo i encon­
trada em nenhum dos que estavam no grupo de controle
(Universidade de Harvard). Permeabilidade intestinal,
comumente chamada de “intestino permeável”, significa
que há espaços maiores do que os normais presentes entre
Passo 1 - Dieta 109

as células da parede do intestino. Quando esses grandes


espaços existem no intestino delgado, eles permitem que
os alimentos não digeridos e outras toxinas consigam en­
trar na corrente sanguínea. Quando os alimentos entram
no corpo sem serem completamente quebrados, o sistema
imunológico prepara um contra-ataque contra o “estran­
geiro”, resultando em alergias e sensibilidades alimen­
tares. O lançamento de anticorpos desencadeia reações
inflamatórias quando os alimentos são consumidos nova­
mente. A inflamação crônica reduz os níveis de IgA. Os ní­
veis normais de IgA são necessários para proteger o trato
intestinal de bactérias da classe clostridia e das leveduras.
A queda dos níveis de IgA permite uma pi'oliferação de
micróbios no trato intestinal ainda maior. Deficiências de
vitaminas e minerais também são encontradas devido ao
problema do intestino permeável.
Em um trato iritestinal saudável, o intestino delgado
e o estômago não são habitados por bactérias. Quando o
equilíbrio da flora no cólon é perdido, os micróbios podem
migrar para dentro do intestino delgado e do estômago,
dificultando a digestão. Os micróbios competem por nu­
trientes e seus resíduos invadem o trato intestinal. Uma
das toxinas produzidas por leveduras é, na verdade, uma
enzima que permite que a levedura perfure a parede in­
testinal. A levedura também produz outras toxinas, tais
como ácidos orgânicos, que também podein danificar a
parede intestinal.
O crescimento bacteriano no intestino delgado destrói
as enzimas nas superfícies das células do intestino, o que
impede a digestão e a absorção de carboidratos.
A última etapa da digestão dos carboidratos aconte­
ce nas minúsculas projeções chamadas microvilosidades.
Carboidratos complexos que têm sido quebrados pelas
110 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

enzimas embutidas nas microvilosidades podem ser ab­


sorvidos adequadamente e entrar na corrente sanguínea.
Quando, porém, as microvilosidades estão danificadas, a
última etapa da digestão não acontece. Nesse ponto, ape­
nas os monossacáridos podem ser absorvidos devido à
sua estrutura de molécula simples.
No intestino delgado, o corpo deve absorver os nu­
trientes necessários a partir do que se come. No entanto,
no caso de má absorção, o carboidrato não digerido dei­
xado no intestino delgado fa z com que o corpo aspire água
para o trato intestinal. Isso empurra os carboidratos não
digeridos para o cólon, onde os micróbios podem se deli­
ciar com ele. Assim, permite-se uma proliferação de mi­
cróbios indesejados ainda maior e um contínuo aumento
dos problemas de má absorção.
Baixa atividade das enzimas responsáveis por dige­
rir carboidratos no intestino fo i encontrada em 43% dos
pacientes com autismo. (Horvath) Estudos recentes apon­
tam que a frequente má absorção de carboidratos man­
tém o sistema digestivo constantemente enfraquecido, le­
vando a doenças sistêmicas. As suspeitas de má absorção
de carboidratos devem ser tratadas para impedir ainda
mais danos ao sistema digestivo do corpo. (GSDL)
A maioria dos micróbios intestinais requer carboidra­
tos para obter energia. A Specific Carbohydrate Diet™
(Dieta do Carboidrato Específico) (SCD™) limita a dispo­
nibilidade de carboidratos. Ao privar esses micróbios de
sua fonte de alimento, eles gradualmente diminuem em
número. Ao passo que o número de micróbios diminui,
acontece o mesmo com os resíduos tóxicos que eles criam.
A SCD ™ destina-se a parar o vicioso ciclo de má ab­
sorção e crescimento de micróbios, removendo a fonte de
energia dos micróbios. A SCD™permite a ingestão de mo-
Passo 1 - Dieta 111

nossacarídeos simples, que não necessitam ser quebrados


para serem absorvidos.
Seguindo a SCD™, a má absorção é substituída pela
absorção adequada. A inflamação é diminuída e o siste­
ma imunológico pode voltar ao normal. Uma vez que o
sistema imunológico retorna a níveis adequados, ele pode
começar a manter os micróbios intestinais no equilíbrio
adequado.
A SCD ™ permite carboidratos simples, mas proíbe
os carboidratos complexos. A dieta é iniciada por meio de
uma dieta introdutória, que consiste em uma seleção limi­
tada de alimentos. Após a dieta introdutória, a próxima
fase da dieta libera muitos mais alimentos, mas requer
que todas as fn ita s e vegetais sejam descascados, sem
sementes e cozidos, a fim de torná-los mais facilmente
digeríveis. Frutas cruas, legumes, castanhas e sementes
são adicionadas à dieta mais tarde. Para acompanhar
adequadamente esta dieta, é imprescindível ler “Breaking
the Vicious Cycle” (Quebrando o Ciclo Vicioso) por Elai­
ne Gottschall. O livro detalha a progressão dos alimentos
permitidos, bem como traz muitas receitas deliciosas. '3-'4
Salicilatos / Fenóis
0 fenol é uma substância química que é naturalmente encontrada
em muitos dos alimentos que comemos, tais como frutas e legumes,
castanhas, e em bioflavonóides e carotenóides (caroteno, licopeno,
xantofilas e zeaxantina), etc. Os fenóis podem ser encontrados em cre­
me dental, tintura de cabelo, desinfetantes, etc. Muitos alimentos têm
fenóis, e eles são impossíveis de serem evitados completamente. Os sa­
licilatos são um subgrupo dos fenóis relacionados à aspirina. Existem
vários tipos de salicilatos, que as plantas produzem como um pesticida
natural para se protegerem de insetos, fungos e bactérias nocivas. Ali­
mentos ricos em salicilatos naturais são: tomates, maçãs, amendoins,
laranjas, cacau (chocolate), uvas vermelhas, café, todas as frutas ver­
melhas e pimentas, nara citar alguns.
112 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Você também pode considerar fazer uma dieta de baixo salici-


lato e/ou fenol, uma vez que muitas crianças no espectro podem ter
problemas com esses itens. O trecho a seguir foi pesquisado no site
www.scdlifestyle.com:

Dr. Feingold éprovavelmente o indivíduo mais conhe­


cido por estudar este produto químico, pois desenvolveu o
que hoje é conhecida como a Dieta Feingold. Começou na
década de 1960, como um pediatra e alergista que estuda­
va as reações negativas das crianças à aspirina. Através
de seu trabalho, ele descobriu que muitos outros produtos
químicos dietéticos estavam causando reações físicas, e
até mesmo comportamentais, em seus pacientes. Ele de­
senvolveu a Dieta Feingold para eliminar todos os aditi­
vos alimentares, corantes e salicilatos.
Por que as Pessoas Reagem a Eles?
Em um organismo normal, que tem os níveis corretos
de sulfatos e de enzimas do fígado, fenóis e salicilatos são
facilmente metabolizados. O corpo utiliza o que precisa dos
produtos químicos e adequadamente descarta o resto atra­
vés dos intestinos. Naqueles cujos níveis não são normais,
ou no caso da “síndrome do intestirio permeável”, a intole­
rância a essa família química pode ocorrer rapidamente.
Muitas pessoas com problemas de intestino, tais como
o crescimento excessivo de leveduras/bactérias ou doen­
ças digestivas, podem desenvolver intolerância ao salici-
lato como resultado da síndrome do “intestino permeá­
vel”. Intestino permeável é um resultado de vários proble­
mas digestivos e ocorre quando o intestino delgado está
muito danificado para adequadamente filtrar o tamanho
e o tipo de partículas de alimentos ou produtos quími­
cos que entram na corrente sanguínea. [Para saber mais
sobre a síndrome do intestino permeável acesse http://
Passo 1 - Dieta 113

scdlifestyle.com /2010/03/the-scd-diet-and-leaky-gut
-syndrome]. Quando estas partículas impróprias são au­
torizadas a entrar repetidamente na corrente sanguínea, o
corpo tenta se livrar deles acionando uma resposta do siste­
ma imunológico. Pelos fenóis/salicilatos serem tão comuns
na maioria dos alimentos, uma pessoa com um intestino
permeável tem níveis muito mais elevados do que o normal
desses produtos químicos no sangue e pode rapidamen­
te desenvolver intolerância a essas partículas específicas.
Por que Fenóis afetam as Crianças no Espectro do Autismo
mais do que outros?
Uma pesquisa feita pelo Dr. Rosemary Waring na
Universidade de Birmingham descobriu que as crianças
no espectro do autismo têm baixos níveis da enzima PST
(do inglêsphenol-sulfotransferase-P-fenol-sulfur-transfe-
rase. É a enzima que decompõe o fenol e a famílias das
aminas) e do substrato que usa: sulfatos. Sulfatos são ins­
trumentos fundamentais que o corpo utiliza no processo
de desintoxicação e quebra dos fenóis tais como os salici-
latos. Sem níveis normais de sulfatos no corpo, a enzima
sulfur-transferase não pode fazer a tarefa que fo i criada
para fazer: metabolizar salicilatos. Portanto, há dois pro­
blemas com a deficiência de PST: níveis de sulfato baixos
e níveis de enzimas baixos. A deficiência de PST por si só
pode causar problemas em crianças (lembre-se: fenóis
são normais), mas se fo r multiplicada em qualquer dano
intestinal que resulte em intestino permeável, então os
dois juntos podem fazer o corpo de seu filho ficar fa cil­
mente sobrecarregado. O resultado final é uma intolerân­
cia ao salicilato e as reações físicas e comportamentais
subsequentes que vêm com ela.
Reações causadas por Fenóis
Salicilatos estimulam o sistema nervoso central em in­
divíduos que reagem a eles. Isso muitas vezes pode trazer
consigo uma alta carga emocional seguida de uma mui­
to, muito baixa. Outras reações à família do fenol podem
ocorrer em qualquer momento depois do consumo até 48
horas após a substância química ser ingerida, dependen­
do da resposta imune. As reações físicas podem incluir:
círculos pretos abaixo dos olhos, face/orelhas vermelhas,
diarreia, dor de cabeça, dificuldade em adormecer à noi­
te, sonambulismo e, em alguns casos, muito cansaço e le­
targia. Os sintomas comportamentais de uma reação po­
dem ser: hiperatividade, agressividade, bater a cabeça ou
outro tipo de autoagressividade, e até mesmo uma risada
fora de hora. Hiperatividade é uma reação mais comum
em crianças, enquanto os adultos geralmente têm sinto­
mas semelhantes à fadiga crônica.15
Para obter informações adicionais sobre a síndrome do intestino
permeável você pode pesquisar Dr. Peter Osborne no site:
www.glutenfreesociety.org
Se o seu filho sofre de comportamentos autolevisos, restrinja esses
alimentos que possuem níveis de médio a alto em fenóis:

• Amêndoas • Frutas coloridas • Abacaxis


• Maçãs • Tâmaras • Pimenta Chili em pó
• Abacates • Alimentos coloridos • Carnes processadas
• Bananas •M el • Uvas passas
• Cacau • Mangas • Morangos
• Melões • Menta • Tangerinas
• Cerejas • Laranjas • Tomates
• Vinagre de cidra • Orégano • Óleo de coco
• Amendoins
Para mais informações sobre isso, você pode visitar:
www.scdlifestyle.com
e
www.feingold.org

a a a

Ela é vidrada em livros e tem uma impressionante coleção que


inclui seus clássicos favoritos como o B row n Bear, L la m a Lla m a
Red Pajam a, B a rn y a rd B a n te r e G o o d n ig h t M oo n . Ultimamente,
porém, ela tem sido atraída pela nova leitura favorita de sua
Mamãe. Talvez ela esteja esperando que, algum dia, sua história
de recuperação também seja contada.
Síndrome do Glúten
Para muitos pais de crianças no espectro, ter seus filhos na Dieta
é algo que passa a ser normal. No entanto, à medida que mais e mais
pessoas estão usando o protocolo deste livro para curar a sua própria
116 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

saúde alimentar, decidimos incluir a seção a seguir sobre como o glú­


ten pode afetar negativamente muitos mais do que apenas a comunida­
de do autismo. Você terá uma visão muito interessante sobre a forma
como o sistema imunológico funciona e por que muitos doentes não
compreendem a síndrome do glúten. Obrigada, Olive, por contribuir
para a nossa compreensão do assunto.
Mimetismo molecular
O que é e como se relaciona com a Síndrome do glúten
pela Sra. Olive Kaiser
Quem sou eu?
Sou uma dona de casa, casada e mãe, abençoada com um marido
maravilhoso e sete filhos fantásticos. Em 2003, depois de décadas de
pesquisa, aprendemos sobre reatividade do glúten através do treina­
mento da escola de enfermagem da nossa filha e, finalmente, confir­
mamos que somos uma família com a síndrome do glúten. Nossa filha
e meu marido tinham os sintomas mais evidentes, mas todos nós tive­
mos sintomas e anticorpos. Além disso, o nosso filho mais velho reagiu
à vacina tríplice virai e, provavelmente, a outras vacinas também, o que
fez com que acrescentasse a dose de ASD (do inglês, Autism Spectrum
Disorders - Transtornos do Espectro do Autismo)/DDA (Distúrbio
de Déficit de Atenção) à mistura, e ele desenvolveu diabetes tipo 1 aos
19 anos. Dois outros filhos tiveram várias gradações de DDA / TDAH
(Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Minhas próprias
vacinas tomadas na época escolar na década de 1950 podem ter leva­
do a crises repetidas de infecções na garganta até que eu reagi a uma
injeção de antibióticos com cerca de 10 anos de idade. Eu desenvolvi
PANDAS (do inglês, Pediatric Autoimmune Neuropsychiatric Disor­
ders Associated with Streptococcal Infections - Distúrbios Autoimu-
nes Neuropsiquiátricos Associados às Infecções por Streptococcus) a
partir dessa reação. Uma luta! Décadas mais tarde essa doença respon­
deu um pouco à mudança de dieta e agora ao CD/protocolo parasita.
Dou graças a Deus por Sua orientação ao longo do caminho.
Passo 1 - Dieta 117

Como cheguei a esta comunidade e a este projeto de saúde?


Fizemos exames para a síndrome do glúten (nós a chamávamos
de doença celíaca na época) usando testes padrão recomendados por
especialistas em doença celíaca e obtivemos resultados confusos. En­
tão, a nossa filha teve uma experiência perturbadora com um desafio
de glúten que não correspondia com o histórico da doença celíaca que
havíamos aprendido. Aprofundei-me na literatura médica e procurei
ajuda por meio de diversos contatos na comunidade da síndrome do
glúten. Nesse processo desesperado de descoberta e oração, eu achei
médicos e pesquisadores que não estavam restritos apenas à caixa da
“doença celíaca por vilosidades danificadas”. Eles foram capazes de ex­
plicar por que recebemos, mesmo passando por incidentes obviamente
induzidos pelo glúten,resultados negativos para a doença celíaca em
nossos exames de sangue e na biópsia das vilosidades. Esses testes nos
levaram a mudar nosso caminho significativamente e, para avisar a to­
dos sobre as discrepâncias nas quais estávamos tropeçando no proces­
so de diagnóstico, finalmente criei o site:

www.TheGlutenSyndrome.net
... para advertir sobre as discrepâncias que encontrávamos no processo de diagnóstico.

O Que É Mimetismo Molecular?


Mimetismo m olecular é uma reconhecida teoria m édica que ex­
plica muito bem porque reações ao glúten podem , potencialm en­
te, inflamar e danificar tantas partes diferentes do corpo, levando
a muitos sintom as diferentes em diferentes pessoas. Isso também
esclarece por que os anticorpos anti glúten podem reagir de form a
cruzada a alim entos e infecções, e por que é preciso apenas uma p e­
quena exposição para dispará-los.
Quando entendemos o mimetismo molecular estamos mais bem
preparados para lidar com as situações sociais tentadoras. A síndrome
do glúten tem suas próprias regras que NÃO fazem sentido, a menos
que este conceito seja compreendido.
0 conteúdo a seguir é uma breve introdução ao Apêndice 5, página
118 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

669, que entra em mais detalhes, apresentando as referências específi.


cas sobre as seguintes questões:
1. Como a reação síndrome de glúten pode prejudicar
nossos corpos?
Mimetismo molecular. A estrutura molecular do glúten se asseme­
lha à estrutura molecular de muitos tecidos do nosso corpo. Quando 0
sistema imunológico ataca o glúten, isso também pode levar a um ata­
que aos tecidos do corpo que “se parecem” com o glúten. Mesmo que
você não leia as outras respostas detalhadas, aprenda os detalhes sobre
esta questão na página 669.
2. O glúten sempre danifica as vilosidades do intestino
delgado, como a história da doença celíaca ensina? Míuitos
outros tecidos, tais como tireoide, pâncreas, fígado, juntas,
cérebro, nervos, coração, osso, paredes dos vasos sanguíne­
os, etc. podem ser afetados por este distúrbio. Será que todos
os outros danos surgem apenas da má absorção de nutrien­
tes pelas vilosidades do intestino lesionado?
Não. De acordo com pesquisas publicadas, muitos pesquisadores
e médicos acreditam que as vilosidades nem sempre estão danificadas
por uma reação autoimune ao glúten. Onde não há nenhum dano cau­
sado às vilosidades, o prejuízo a outros órgãos NÃO PODE ser devido
a deficiências nutricionais causadas pelas vilosidades danificadas. 0
mimetismo molecular fornece um mecanismo para danos autoimunes
causados pelo glúten em muitos outros tecidos e órgãos quando as vi­
losidades estão boas. Outros tecidos/órgãos, incluindo as vilosidades,
podem ser diretamente danificados por mimetismo molecular.
O Dr. Vojdani, no resumo feito em seu editorial The Immunolo­
gy o f Gluten Sensitivity Beyond the Intestinal Tract (A Imunologia da
Sensibilidade ao Glúten Além do Trato Intestinal), defende que as vi­
losidades nem sempre estão danificadas. Citando esse resumo: “Foram
acumuladas evidências na literatura demonstrando que a sensibilidade
ao glúten, ou doença celíaca, pode existir mesmo na ausência de en-
teropatia [danos aos intestinos/vilosidades], mas pode afetar muitos
outros órgãos”.
Passo 1 - Dieta 119

3. Eu não tenho danos nas vilosidades e meus testes tTG/


gliadina deram negativos, mas eu me sinto muito melhor
sem glúten. Por quê?
Os testes provavelmente resultaram em falsos negativos. Isso é
muito comum. Durante a digestão do glúten, ele se quebra em mais
pedaços do que temos testes desenvolvidos para conferir, e o sistema
imunológico faz um anticorpo separado para cada pedaço. Testes pa­
drão só verificam de 2 a 3 anticorpos. Você pode fazer outros testes
(CyrexLabs testa 28 anticorpos). Suas vilosidades podem estar boas,
mas você pode estar ferido em algum outro lugar - por exemplo: tireoi­
de, nervos, coração, etc.
4. Por que muitos pacientes com síndrome do glú­
ten não reagem apenas ao trigo, cevada e centeio, mas
também a outros alimentos, em especial aveia, leite, mi­
lho, soja, ovos, levedura, café, sésamo, arroz, chocolate
e outros?
Esses alimentos “se parecem ” o suficiente com o glúten estrutu­
ralmente para que o sistem a im unológico possa confundi-los com
glúten. Essa situação tam bém pode fazer com que seus anticorpos
anti glúten aumentem após ser iniciada uma dieta sem glúten. O
sistema imune pode interpretar erroneam ente outros alim entos,
tais como leveduras, milho, leite e outros como glúten porque se
assemelham m olecularm ente ao glúten.
5. A dieta não parece excessivamente rigorosa? Por que é
preciso tão pouco glúten para iniciar uma reação?
Nossas perspectivas são distorcidas. Aceitam os que quantida­
des minúsculas de veneno injetadas por uma picada de abelha, ou
uma pequena exposição a am endoim em indivíduos alérgicos, pos­
sam desencadear reações alérgicas que causam perigo de morte.
Muitos medicamentos estão contidos em pílulas m uito PEQ U E­
NAS, mas têm efeitos poderosos em nossos organism os. Reações
imunológicas ao glúten tam bém são sensíveis assim . “M igalhas
fazem diferença.”
120 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

6. Por que muitas pessoas reagem ao glúten, conforme


comprovado por testes de anticorpos, mas elas têm pouco ou
nenhum sintoma alarmante por um longo tempo e, então,
elas são afligidas por algo sério, geralmente autoimune?
O glúten é famoso por ferir lentamente os nervos por mimetismo
molecular e, em muitos casos, os nervos são silenciados por essa lesão.
O paciente não percebe que há um problema até que o tecido ou órgão
que esses nervos suprem começa a falhar.
7. Por que tantos de nós reagimos ao glúten hoje quan­
do há séculos a maioria das pessoas parecia estar bem com
trigo, cevada, centeio e aveia? Afinal de contas, o trigo e a
cevada são mencionados de forma positiva na Bíblia e outros
documentos históricos.
O glúten de hoje foi muito alterado por radiação nuclear e mutação
química nos últimos 60 anos*. Além disso, nossos corpos intoxicados
e malnutridos não têm mais as capacidades digestivas ideais para que­
brá-lo. Fracas, intoxicadas e permeáveis barreiras/membranas do cor­
po, particularmente o intestino permeável, prepararam o cenário para
que 0 glúten induza o mimetismo molecular.
*Nina Federoff, Mendel in the Kitchen
8. Por que especialistas e pesquisadores insistem que a
dieta sem glúten deve ser para a vida toda? Não podemos
curar esse problema e voltar às nossas amadas rosquinhas
de trigo, c r o is s a n ts e b r o w n ie s ?
Nossos cientistas ainda insistem que a dieta sem glúten é um com­
promisso rigoroso para toda a vida. Eu concordo. Para mim, não vale a
pena brincar com 0 trigo de hoje. Existe algo de estranho e imprevisível
a cerca dele. As células B de memória no sistema imunológico nunca se
esquecem da “aparência” do inimigo, e basta uma nova exposição a ele
para que ativem os anticorpos.
9. Povos tradicionais encharcavam e/ou germinavam
seus grãos de trigo e depois os transformavam em massa le­
vedada. Será que esse processo altera o glúten o suficiente
Passo 1 - Dieta 121

para que pacientes com síndrome do glúten consumam de


forma segura esse pão, em particular se for usado trigo-ver­
melho ou e in k o m ?
Não. Esses processos e grãos de trigo antigos fazem o pão mais di­
gerível, mas não o torna livre de glúten, de modo que ainda é inseguro.
10. Devo substituir todos os alimentos sem glúten que eu ro­
tineiramente como pelos equivalentes substitutos sem glúten?
Não, não rotineiramente. A comunidade sem glúten descobriu que,
em geral, eles ainda são alimentos caros processados com alto grau de
carboidratos (ou seja, porcarias ou junkfood).

11. Quais são os efeitos colaterais da remoção do glúten?


Ocasionalmente, o glúten se rompe no intestino em “pedaços” es­
pecíficos que se assemelham a drogas opiáceas. Quando uma pessoa
adere à dieta sem glúten, ela pode experimentar sintomas de abstinên­
cia temporários, porém desagradáveis, durante alguns dias enquanto
esses pedaços desaparecem da corrente sanguínea.
12. Quais são os riscos dos desafios formais de glúten?
Muitos pacientes evitam esses desafios. Ocasionalmente, um pa­
ciente tenta a dieta sem glúten durante um longo período de tempo,
e depois o paciente ou o médico decide fazer testes para confirmar a
reatividade ao glúten. O conselho padrão para reiniciar a produção de
anticorpos é consumir produtos com glúten quatro vezes ao dia duran­
te 4 a 6 semanas e, depois, executar o teste de sangue padrão seguido
por uma biópsia das vilosidades se o exame de sangue der positivo. Isso
é chamado desafio do glúten e tem gerado algumas reações dramatica­
mente infelizes, algumas delas neurológicas/psicológicas.
Por favor, consulte o Apêndice 5 (página 669) e acesse o site
www.GlutenSyndrom e.net para mais inform ações e referências.
Quando entendemos 0 m im etism o m olecular, nossa com preensão
da síndrome do glúten m elhora. Ele explica por que as dietas sem
glúten e outros mais são ferram entas im portantes para reduzir a
inflamação e prom over a cura. Conform e o tem po passa, as dietas
122 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

sem glúten têm sido mais fáceis de serem gerenciadas em público,


os exam es m elhoram e a consciência social cresce. O Movimento
Just Eat Real Food e outros divulgam m aravilhosas receitas sau­
dáveis sem glúten que evitam alim entos processados e incorporam
gorduras saudáveis e alim entos de alta densidade de nutrientes,
Essa é uma era feliz e encorajadora na medida em que observamos
nossos filhos sendo curados e adultos encontrando uma melhor es­
tabilidade no meio de uma crise de saúde. Bom apetite!!!
o □ o
A D ie t a - Perguntas Frequentes
As Perguntas Frequentes abaixo foram reproduzidas com a per­
missão do site gfcfdiet.com:
Pequenas mudanças foram feitas para ajuste à form atação des­
te livro; no entanto, o conteúdo perm anece inalterado. Por favor,
acesse o site gfcfdiet.com para uma lista com pleta das referências
contidas no texto a seguir.
1. Minha médica nunca ouviu falar de nada disso e é
tremamente cética. Estou envergonhado de dizer a ela que
eu estou considerando essa abordagem. O que você acha?
Ceticism o é uma boa coisa para um médico ou cientista. En­
tretanto, uma vez que há evidências prelim inares que apoiem esta
intervenção segura e não invasiva, cabe a você educá-la, declarar
suas vontades e pedir-lhe apoio. Para um m édico, é m elhor esperar
até que todos os dados sejam publicados em periódicos consagra­
dos antes de defender um tratam ento. Para um pai, no entanto, é
razoável querer ajudar sua criança sem esperar que saiam todos
os resultados dos estudos “duplo-cego com placebos”. Como essa
abordagem não inclui nenhum tipo incom um de suplem ento, me­
dicam ento invasivo ou tratam ento caro, seu pediatra deve se tornar
um apoiador dele. Explique que você gostaria de tentar isso por
algum as sem anas, e concorde que você terá objetivo ao anotar o
progresso do seu filho enquanto ele estiver fazendo a dieta.
Passo 1 - Dieta 123

Se sentir que precisa embasar legalmente o seu caso com do­


cumentação científica e médica que esteja atualmente disponível,
por favor consulte os links médicos em www.gfcfdiet.com ou em
www.autismndi.com.
2. O que é Casomorfina?
Casomorfina é um peptídeo derivado da caseína, uma proteína do
leite. A caseína é uma das principais proteínas do leite de todos os ma­
míferos, inclusive vacas, cabras e seres humanos. Quando a caseína é
digerida corretamente, ela é decomposta em grandes peptídeos como a
casomorfina, que deve então ser subdividida em aminoácidos menores.
No entanto, o Dr. Reichelt na Noruega, o Dr. Cade na Universida­
de da Flórida, e outros descobriram que as amostras de urina de pes­
soas com autismo, PDD, doença celíaca e esquizofrenia continham
grandes quantidades do peptídeo casomorfina.4 Na sua forma de pep­
tídeo, a caseína tem propriedades opiáceas sem elhantes às da morfi­
na, podendo se conectar aos mesmos receptores opiáceos no cérebro.
Os pesquisadores descobriram que esses peptídeos também podem
estar presentes em taxas maiores em outras desordens tais como fa­
diga crônica, fibromialgia e depressão com base em relatórios anedó­
ticos de diminuição dos sintomas após a exclusão de trigo e laticínios.
3. O que é Gliadorfina?
Gliadorfina (também chamada alfa-gliadina ou gluteomorfina) é
uma substância que se assemelha à morfina. Normalmente, ela é um
subproduto de curta duração oriundo da digestão de moléculas de glú­
ten (encontradas no trigo, cevada, centeio, aveia e vários outros grãos).
A gliadorfina é muito semelhante à casomorfina. Verificou-se por meio
de técnicas de espectrometria de massa que a gliadorfina está presen­
te em quantidades incomuns em amostras de urina de crianças com
autismo, e muitos acreditam que ela desempenhe um papel central no
sistema de causas e efeitos que levam ao desenvolvimento do autismo.
As razões mais prováveis para a presença dessas moléculas são os
seguintes:
124 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Um ou mais erros no processo de decomposição (digestão) cau­


sados por deficiência de enzimas; e/ou
• Permeabilidade anormal da parede do intestino (que permiti­
ria que essas moléculas relativamente grandes pudessem en­
trar na corrente sanguínea a partir do intestino, em quantida­
des anormais).
4. Estou confuso sobre o tema alergia versus intolerân
cia. Entendo que nossas crianças podem ser sensíveis a
milho, soja e outros alimentos, bem como a glúten e case­
ína. Isso significa que elas podem começar a transformar
esses alimentos em compostos semelhantes à morfina
também? Se fosse esse o caso, será que elas apareceriam
como tendo alergia em um teste RAST (do inglês R a d io -a l-
l e r g o s o r b e n t T e s t - teste radio-alergo-absorvente)? Ou
nossos filhos foram sempre alérgicos a esses alimentos
(uma alergia normal que pode provocar mudanças com-
portamentais neles) e nós apenas não sabíamos porque 0
glúten e caseína estavam escondendo a alergia?
Para um médico ou alergista tradicional, “alergia” é um termo usa­
do para descrever uma reação da parte IgE do sistema imunológico que
resulta em urticária, inchaço ou problemas respiratórios. No entanto,
as palavras “alergia” e “intolerância” são muitas vezes utilizadas para
descrever qualquer reação inadequada a alimentos ou substâncias que
normalmente deveriam ser inofensivos ao organismo.
Há pelo menos três maneiras diferentes pelas quais uma criança
com autismo poderá ter um problema com alimentos que contêm glú­
ten ou caseína, e é importante compreender a distinção:
1. Uma ALERGIA IgE comumente resulta em problemas de pele,
urticária, inchaço, problemas respiratórios, etc. Isto pode ser
verificado utilizando um teste cutâneo ou exame de sangue.
2. Uma intolerância (geralmente mediada pela parte IgG ou IgA do
sistema imunológico, ou por uma insuficiência enzimática tal como
Passo 1 - Dieta 125

a intolerância à lactose) tem sintomas mais variados ou vagos,


como desconforto, problemas de estômago, problemas de sono,
dores nas juntas, infecções de ouvido, ou hiperatividade e proble­
mas de comportamento. A sensibilidade a estas substâncias pode
ser testada com o teste de sangue ELISA (do inglês enzyme-linked
immunosorbent assay - ensaios imunoenzimáticos).
3. O problema de peptídeos na urina é causado pela incapacidade
do corpo em quebrar corretamente certas proteínas. Foi desen­
volvida a hipótese de que certos peptídeos, conhecidos a partir
de proteínas do leite e do trigo, são ligados aos locais recepto­
res opiáceos do cérebro, interrompendo o funcionamento do
cérebro e do sistema nervoso. O exame de urina para isso ainda
é experimental, e muitos pais acreditam que a melhor maneira
de descobrir se isso é o que está causando o autismo de uma
criança é um período de avaliação rigorosa na dieta GF/CF.
Na dieta GF/CF, glúten e caseína são evitados porque são forte­
mente suspeitos de terem um efeito farmacológico direto. Quando es­
sas proteínas são apenas parcialmente divididas, alguns dos fragmen­
tos resultantes podem ser muito semelhantes à morfina, agindo mais
ou menos da mesma maneira. (Esse tipo de reação pode coexistir ju n ­
tamente com um tipo clássico de alergia para os mesmos alimentos.)
Pesquisas recentes indicam que a proteína de milho e de soja po­
dem também conter algumas sequências moleculares que podem, se o
paciente tiver uma deficiência de enzima, ser divididas em algo próxi­
mo a peptídeos opioides. Mesmo na proteína do espinafre foi descober­
to que há um pouco de atividade opioide.
Os produtos feitos a partir de soja ou do milho também costumam
conter produtos finais metabólicos produzidos por organismos mi­
croscópicos como bactérias, bolores ou outros fungos. Alguns deles são
suspeitos de serem prejudiciais para um pequeno número de pessoas
que são geneticamente predispostas ao autismo. O tamanho do perigo
dependerá das condições particulares e da qualidade do milho ou soja
utilizados no processo de produção. Óleo de soja (lecitina) pode ser
126 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

pior do que a maioria dos outros produtos de soja, já que esse produto
tem aparência e gosto bom, mesmo quando feito a partir de matéria-
-prima bolorenta, porque é normalmente feito a partir da “classe infe­
rior” da colheita.
Algumas pessoas também acham que um dos pigmentos naturais
do milho (a luteína) pode causar problemas por razões que não são
devidamente compreendidas (veja: “Dieta de Sara”). Isso deve ser con­
siderado apenas como altamente especulativo.
5. Eu não acho que o meu filho tenha alergias, ou que as
alergias possam causar autismo. Por que eu deveria tentar
remover alimentos de sua dieta?
Embora pais tenham relatado uma ligação entre autismo e dieta
por décadas, agora há um crescente grupo de pesquisa que prova que
certos alimentos parecem estar afetando 0 cérebro em desenvolvimen­
to de algumas crianças e causando comportamentos autistas. Isso não
é por causa de alergias, mas porque muitas dessas crianças são incapa­
zes de adequadamente quebrar certas proteínas.
6. Leite e trigo são os dois únicos alimentos que meu fi­
lho vai comer. Sua dieta é completamente composta de lei­
te, queijo, cereais, massas e pão. Se eu retirar todos, tenho
medo de que ele morra de fome.
Pode haver uma boa razão pela qual 0 seu filho se “autolimite” a
esses alimentos. Os opiáceos, assim como o ópio, são altamente vician-
tes. Se essa explicação sobre “excesso de opiáceos” aplica-se a seu filho,
então ele é realmente viciado àqueles alimentos que contêm as prote­
ínas ofensivas. Embora pareça que o seu filho vai morrer de fome se
você retirar esses alimentos, muitos pais relatam que, depois de uma
reação inicial pela “retirada”, seus filhos tornam-se muito mais dispos­
tos a comer outros alimentos. Depois de algumas semanas, a maioria
das crianças surpreende seus pais ampliando ainda mais as suas dietas.
7. O leite não é necessário para a saúde das crianças?
Os americanos foram criados acreditando que isso é verdade, em
grande parte devido aos esforços da Associação Americana de Laticínios,
Passo 1 - Dieta 127

e muitos pais parecem acreditar que é seu dever alimentar seus filhos
com tanto leite quanto possível. No entanto, muitas crianças perfeita­
mente saudáveis estão muito bem sem ele. As crianças precisam de cál­
cio, não de leite. O leite de vaca tem sido chamado de “o nutriente mais
superestimado do mundo” que “serve exclusivamente para os bezerros”.
Há, ainda, evidências de que o hormônio da vaca presente em produtos
lácteos na verdade bloqueia a absorção de cálcio em humanos.
Seja cuidadoso. Remover os laticínios significa todo o leite, manteiga,
queijo, cream cheese, creme de leite, etc. Isso também inclui ingredientes
como “caseína” e “soro de leite”, ou mesmo palavras que contenham a pala­
vra “caseína”. Leia os rótulos - itens como pão e atum frequentemente con­
têm derivados do leite. Mesmo o queijo de soja geralmente contém caseinato.
Para obter mais informações sobre uma vida livre de produtos lác­
teos, há um livro muito bom intitulado Raising Your Child Without
Milk, por Jane Zukin. Outro ótimo livro é Don’t Drink Your Milk, por
Frank Oski (o responsável pela pediatria da Johns Hopkins e autor de
Essential Pediatrics). Esse livro cita os resultados de vários estudos
que concluem que o leite é um alimento impróprio para crianças hu­
manas. Encontra-se disponível por US$ 4,95 na Park City Press, PO
Box 25, Glenwood Landing, NY 11547, ISBN # 0671228048.
8. Como faço para saber a que alimentos ele é alérgico?
Tente uma dieta de eliminação de alergia. Por exemplo, m ante­
nha os alérgenos comuns fora da dieta dele por alguns dias e depois
os reintroduza um por um. Se você ver sintomas, físicos ou compor-
tamentais, tente novamente em alguns dias. Sendo sistemático você
vai ter mais certeza sobre quais alimentos estão causando problemas
e se prevenir contra eles corretamente. Dois excelentes recursos, pro­
vavelmente disponíveis em sua biblioteca, são os livros Is This Your
Child (Esse é seu filho?), de Doris Rapp, e Solving the Puzzle o f Your
Hard to Raise Child (Resolvendo o quebra-cabeça de um filho difícil
de criar), de William Crook.
9. Os ovos não são produtos lácteos?
Muitos anos atrás, a maioria de nós foi ensinada que os ovos e lati­
cínios eram parte da mesma seção da pirâmide alimentar denominada
128 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

“produtos lácteos”. No entanto, eles não são. Os ovos não têm qualquer
substância laticínia. Laticínios vêm das vacas, ovelhas ou cabras. Os
ovos que comemos são normalmente de galinhas. Aconteceu de laticí­
nios e ovos caírem lado-a-lado na seção de refrigerados do supermer­
cado, o que pode aumentar a confusão.

10. O que eu faço quando vamos para uma festa ou para a


casa de outra pessoa e estou tentando manter meu filho em
uma dieta GF/CF? Às vezes parece impossível a nós impedi-
-lo de comer alguma coisa que ele não deveria.
É uma boa ideia trazer consigo algumas das guloseimas GF/CF fa­
voritas dele. Mantenha-as escondidas até aquele momento de “com­
petição”. Mostre o mimo surpresa ao seu filho antes de ele comer uma
das comidas carregadas de glúten e/ou caseína. Traga mais de uma
guloseima por segurança. Além disso, existem dois pequenos panfle­
tos, que são ótimos para entregar para nossos amigos e membros da
família, que dão uma explicação simples sobre as necessidades dieté­
ticas especiais do seu filho. São os seguintes: Alternative Treatments
fo r Children Within the Autistic Spectrum: Effective, natural Solutions
fo r learning disorders, attention déficits, and autistic behaviors (Tra­
tamentos Alternativos para Crianças no Espectro do Autismo: Solu­
ções Eficazes e Naturais para os Distúrbios de Aprendizado, Déficit de
Atenção e Comportamentos Autistas), de Deborah Golden Alecson, e
Leaky Gut Syndrome: What to do about a health threat that can cause
arthritis, allergies, and a host ofother illnesses, (Síndrome da Perme­
abilidade Intestinal: O que fazer sobre uma ameaça que pode causar
artrite, alergias e uma série de outras doenças) de Elizabeth Lipski,
PhD, nutricionista clínica certificada. Os livros custam US$ 3,95 cadae
podem ser encontrados em lojas de alimentos saudáveis.
11. Precisamos nos preocupar com a possibilidade de lo­
ções, xampus e pastas de dente que contêm glúten serem ab­
sorvidos através da pele?
Adesivos de nicotina, adesivos de controle de natalidade e outras
Passo 1 - Dieta 129

aplicações transdérmicas de medicamentos são a prova de que a pele


absorve muitas coisas (e as repassam para a corrente sanguínea). No
entanto, as moléculas de glúten são muito grandes para passar através
da pele, de acordo com John Zone, médico (um dermatologista citado
na edição da Primavera de 2003 na revista Living Without).
Na maioria das vezes o problema ocorre ao se colocar a mão na
boca (ou seja, tocar a massa de modelar e, em seguida, tocar 0 rosto
de alguém), 0 que é um bom motivo para evitar dar às nossas crianças
muito acesso a qualquer coisa que possa ser uma ameaça. Se a escola
do seu filho tem uma mesa sensorial, você pode pedir para que seja
utilizado nela arroz ou feijão seco, em vez de macarrão ou grãos de glú­
ten. Da mesma forma, sugerimos que você se prontifique a ser o “pai
Play-Doh™” e supra a sala de aula com uma versão segura, de forma
que você não tenha com o que se preocupar.
Não estamos muito preocupados com o xampu, a menos que você
tenha uma criança que seja inclinada a tentar bebê-lo. O creme dental,
porém, é um assunto completamente diferente, uma vez que pode ser
ingerido ao invés de cuspido.
12. Já estou preocupado com a nutrição do meu filho, e
suas “alergias” estão me fazendo reduzir ainda mais suas es­
colhas. Se suco de maçã e bananas são as únicas frutas que ele
vai aceitar, e está reagindo a elas, como é que vai sobreviver?
Fruta contém água, açúcar, fibras e vitaminas. Se ele não vai comer
outras frutas, então ele precisa obter essas coisas de outras fontes.
13. Estou querendo saber se mais alguém está tendo proble­
mas com a escola e a manutenção da dieta. Eu enviei uma nota,
dizendo: “Por favor, não deem ao meu filho laticínios, trigo,
milho ou soja”. Hoje eu fui lá e eles estavam lhe dando pipoca!
0 meu filho não come NADA que não seja enviado de casa. Ele tem
quase dez anos agora, e essa política tem sido boa porque sucumbir à
tentação do lado de fora de casa simplesmente nunca foi uma opção.
Não acho que ele iria pensar em aceitar comida de qualquer pessoa
sem a nossa permissão.
130 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Sempre nos certificamos de que ele esteja levando lanches e gu-


loseimas de festas de aniversário reservadas para a escola em caso de
emergências. Eu acho que a escola leva a alimentação dele a sério por­
que eles percebem o quão sérios somos sobre isso.
Certa vez, recebi um bilhete de uma mãe que disse que seu filho
vinha fazendo a dieta GF/CF rigorosamente por meses sem nenhuma
melhora. Eu perguntei o que ele estava comendo, e ela me deu uma
longa lista que incluía caros produtos GF pré-embalados. Em seguida,
ela terminou a carta dizendo: “Claro, isso é apenas o que ele come em
casa. Eu não tenho ideia do que ele come na sua merenda escolar, ou o
que eles estão usando como reforços alimentares no seu programa ACA
(Análise de Comportamento Aplicado).”
Definitivamente tente isto - você verá uma grande diferença.
14. Qual a percentagem de crianças que responderão à
tervenção dietética?
Os doutores do DAN! (do inglês Defeat Autism Now! - Derrote
0 Autismo Agora!) têm tentado ser conservadores com relação a isso,
dizendo que pelo menos um terço das crianças e, em seguida, depois
de verem mais pacientes, eles falaram em dois terços. Agora que eles
têm visto centenas ou milhares de pacientes, a maioria nos diz que eles
acreditam que quase todas as crianças com sintomas do espectro do
autismo irão se beneficiar dessa dieta. Muitos vão precisar de mais mo­
dificações (ou seja, remoção de grãos ou açúcar) antes que os benefí­
cios completos sejam alcançados.
No entanto, a idade desempenha um papel importante a respeito
do quão rapidamente os resultados serão vistos. Podemos, provavel­
mente, dizer que a resposta será dramática em mais do que dois terços
das crianças com menos de três anos, e talvez mais sutil, mas ainda re­
levante, em pelo menos dois terços das crianças mais velhas. Achamos
que essas sejam probabilidades muito boas.3
Perguntas Frequentes adicionais:
Kerri, ontem o terapeuta estava brincando com
Play-Doh™ com a minha filha. Ela não conseguiu resistir e
Passo 1 - Dieta 131
comeu. Tentamos de tudo para fazê-la colocar para fora,
mas não tivemos sucesso. No final, tivemos de impedi-la de
brincar com a massa. As pessoas dizem que isso é devido a
uma deficiência de zinco. Você sabe se isso é verdade? Será
que dar zinco para ela vai impedi-la de ter vontade de comer
Play-Doh™? Se sim, que quantidade devo dar?
Ela não está com endo Play-D oh™ por causa de um a deficiência
de zinco. Play-Doh™ contém trigo. Ela está viciada em glúteo m or­
fina, um subproduto do glúten que ela come, que está contido no
Play-Doh™. Então, ela quebrou a dieta. Ela não pode tocar nem
comer Play-Doh™.
O que exatamente é a Cândida?
Cândida albicans é um fungo oportunista (ou forma de levedura)
que é a causa de muitos sintomas indesejáveis, que variam de fadiga e
ganho de peso a dor nas articulações e gases.

A levedura cândida é uma parte da flora intestinal, um grupo de


microrganismos que vive na boca e no intestino. Quando a população
da cândida começa a sair do controle ela enfraquece a parede intesti­
nal, penetrando na corrente sanguínea e lançando seus subprodutos
tóxicos em todo o corpo.
O que provoca o crescimento excessivo da cândida?
A cândida é um patógeno oportunista que pode rapidamente assu­
mir o controle quando uma pessoa está usando antibióticos. Antibió­
ticos destroem a flora intestinal benéfica, mas têm pouco efeito sobre
a cândida, dando a esta levedura normalmente inofensiva a chance de
assumir o domínio do ambiente intestinal muito rapidamente.
Bebês nascidos via cesárea, ou de mães que foram tratadas com an­
tibióticos intravenosos durante o parto, são especialmente vulneráveis
à devastação do crescimento da cândida. Isso é porque eles não estão
expostos a um equilíbrio saudável da flora intestinal no caminho atra­
vés do canal de parto no momento do nascimento.
Dissacarídeos, ou açúcares duplos, estão presentes em muitos car-
132 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

boidratos, inclusive todos os grãos - não apenas aqueles que contêm glú.
ten. Um intestino inflamado e desequilibrado com cândida em excesso
é incapaz de digerir moléculas duplas de açúcar completamente, porque
a falta da benéfica flora intestinal compromete a função dos enterócitos.
De acordo com Dra. Natasha Campbell-McBride, médica, autora
do livro Gut and Psychology Syndrome e uma das principais cientistas
na linha de frente da pesquisa sobre a restauração do intestino hoje,
enterócitos são as células que residem nas vilosidades da parede intes­
tinal e que produzem a enzima dissacaridase, que quebra a molécula
de dissacarídeo em moléculas de monossacarídeos facilmente absor­
víveis. Quando os enterócitos não são nutridos e fortalecidos corre­
tamente por uma adequada flora benéfica, eles ficam fracos, doentes
e podem até se tornar cancerosos. Enfraquecidos, os enterócitos não
podem executar suas funções de digestão e absorção de alimentos de
forma correta.16' 17
A importância crucial dos enterócitos para a saúde não pode ser
exagerada! Enterócitos fracos e doentes também têm dificuldade em
digerir moléculas de amido, que são moléculas muito grandes que são
formadas por centenas de monossacarídeos conectados em fios ra­
mificados. As pessoas com uma fraca digestão devido ao crescimento
excessivo da cândida e aos enterócitos desajustados têm uma terrível
experiência ao digerir essas moléculas complexas, deixando grandes
partes dessas moléculas não digeridas - os alimentos perfeitos para
as leveduras patogênicas, bactérias e fungos como a Cândida prospe­
rarem. Até mesmo o amido que consegue ser digerido resulta em mo­
léculas de maltose, que é - você acertou - um dissacarídeo! A maltose
também é má digerida devido à falta da enzima dissacaridase e se torna
um alimento adicional para a cândida.
Estamos há poucos dias na dieta. Alguém pode comen­
tar sobre o que envia para a creche como lanche para seus
filhos? Em nossa creche não entra castanhas também. Sabe­
mos o que fazer no almoço, mas não o que devemos mandar
para os lanches. Os p r e t z e ls sem glúten, etc. que estávamos
mandando, ele não poder mais levar agora por causa da leve­
dura e da soja.
Passo 1 - Dieta 133
Aqui vai algumas sugestões: ovos bem cozidos, vegetais crus corta­
dos e frutas, pipoca estourada no ar quente, maçãs, bananas, frutas se­
cas (sem adição de açúcar). Além disso, você pode participar do grupo
CD/CDSMOMS WHA T IS M YK ID EA TING TODAY (Mães CD/CDS o
que meu filho está comendo hoje) no Facebook. Você pode encontrar
mais ideias Já.
•n(

_______C A P í T U L 0__ 4 ____


U M A IN TR O D U Ç Ã O
AO D IÓ X ID O DE CLORO
por Jim Humble

"A c o n d e n a ç ã o se m in v e s tig a ç ã o é o a u g e da ig n o râ n c ia "


— Albert Einstein

Jim H um ble, o h om em p o r trás do dióxido de


cloro para fins de cura, foi bastante gentil ao
escrever a seguinte introdução à nossa seção
sobre o C D ...

F
altam-me palavras para dizer o quanto estou feliz por Kerri ter
desenvolvido protocolos utilizando o dióxido de cloro como in­
grediente principal para restaurar a saúde e a normalidade a muitas
crianças com sintomas de autismo. A cura resultante é uma das maiores
histórias do último século. A capacidade de Kerri em olhar para algo
novo e avaliar o valor de um item novo sem ser totalmente afetada pelos
ditames da ciência médica atualmente estabelecida é algo muito raro.
Kerri decidiu fazer alguma coisa, pois a medicina moderna ainda tem
de produzir uma solução mundialmente disponível a um preço razoável
Passo 1 - Dieta 135
para o autismo, e que proporcione bons resultados. A ciência médica diz
que o autismo é incurável, que milhões de crianças têm de sofrer e viver
sem alcançar seu potencial. Nesse momento, 115 crianças se recupera­
ram, centenas de outras estão próximas da recuperação e milhares de
outras tiveram melhoras documentadas como resultado do tratamento
com 0 protocolo de Kerri.
Aqui estão alguns pontos básicos:
O Dióxido de Cloro (a molécula) foi descoberto em 1814, com vá­
rias pessoas dando crédito a Sir Humphrey Davy por sua criação e atu­
almente existem várias patentes para curar várias doenças com o auxí­
lio dessa substância (ver a lista na página 144).
MMS - Master Mineral Supplement (Suplemento Mineral Princi­
pal) - Eu redescobri o dióxido de cloro em 1996 e, desde então, mais de
1.020 pessoas viajaram de mais de 95 países para a República Domini­
cana, México e outros países, a fim de serem treinadas no seu uso. De
acordo com nossa estimativa, mais de 10 milhões de pessoas em todo 0
mundo utilizam o dióxido de cloro.
O maior preço pago por um conjunto de frascos de clorito de sódio
+ ativador é menos de $25 por 4 onças (452 gramas) de cada um. Isso
significa que em quase todos os lugares do mundo a dose média do di­
óxido de cloro custa menos de 4 centavos ou menos de $.40 por dia ou
$25 por 2 meses. Na maior parte dos lugares custa até menos do que
isso. Até aqui, não há ninguém no mundo que não tenha condições de
pagar esse preço ou que não conseguiria obter essa substância simples­
mente pedindo, caso não possa pagar.
A molécula de dióxido de cloro é a mais fraca dentre todos os oxi-
dantes utilizados no corpo humano e, assim, tem muito pouco efeito
sobre as células humanas. Essa molécula tem a capacidade única de re­
conhecer e oxidar (matar) as bactérias nocivas. Hans Christian Gram,
cientista no século XIX, descobriu que a maior parte das bactérias no­
civas possui uma carga negativa. Ele conseguiu tingir as bactérias po­
sitivas e negativas com duas cores diferentes. Suas técnicas ainda são
usadas em laboratórios e universidades. Todos os oxidantes, incluindo
136
dióxido de cloro, possuem carga positiva que irá atrair e matar as bac­
térias de carga negativa ao mesmo tempo em que repelem as bactérias
de carga positiva. Portanto, o dióxido de cloro é capaz de matar as bac­
térias ruins sem destruir as bactérias boas. Essa é uma ciência simples
aprendida no Ensino Médio. As cargas semelhantes se repelem e as
cargas diferentes se atraem .1
Os produtos químicos e vários alimentos em nossa sociedade, em
sua maior parte, são testados para determinar seu índice de toxicida­
de, que é especificado quando recebem um número de toxicidade co­
nhecido como LDso (Lethal Dose = dose letal). O açúcar, sal de mesa,
manteiga, arsênico, cianeto, vinagre, vinho, Clorox, limpador de ja­
nelas e vários outros produtos químicos domésticos e industriais são
classificados quanto a sua toxicidade ao se alimentar forçadamente 10
ratos com o alimento ou produto químico em questão até que V2 deles
morra. A quantidade de produto químico ou alimento necessária para
matar 5 de 10 ratos determina o número LDso. Todo produto químico
tem uma classificação tóxica e é indicado como número LD„o. Todos os
produtos químicos são tóxicos em grandes quantidades e vários ratos
têm um triste fim em nossa sociedade.
Nunca existiu uma morte registrada causada por ingestão de dióxi­
do de cloro ou clorito de sódio entre seres humanos. No caso do dióxido
de cloro, seria necessário 1000 vezes mais dióxido de cloro que o utiliza­
do na dose diária de tratamento para alcançar a dose tóxica para um ser
humano. As informações abaixo foram extraídas do Toxicological Pro-
filefor Chlorine Dioxide and Chlorite (Perfil Toxicológico do Dióxido de
Cloro e Clorito) - publicado pelo Departamento Americano de Serviços
Humanos & de Saúde - que contém os números tóxicos LDropara o dió­
xido de cloro, juntamente com a documentação de que nenhuma morte
foi causada pelo dióxido de cloro (a ênfase em itálico é do próprio autor):

Não fo i localizada nenhuma informação referente a mor­


tes em humanos após a exposição oral ao dióxido de cloro
ou clorito. S h ieX ie (1999) indicaram que um valor agudo
de LDso oral (a dose esperada para causar a morte de 50%
Passo 1 - Dieta 137

dos animais testados) para dióxido de cloro estável fo i >


10,000 mg/kg em ratos.2
Devo dizer algo sobre água sanitária, pois vários críticos insistem
que MMS (dióxido de cloro) é água sanitária e, portanto, veneno. O
dióxido de cloro, o produto químico que é MMS, nunca foi utilizado
no âmbito doméstico como alvejante para limpar banheiros. É um al­
vejante industrial quando utilizado 4000 vezes mais concentrado que
0 MMS. O MMS nunca foi utilizado para fins alvejantes em âmbito do­
méstico em nenhum lugar do mundo.
Em termos legais, éticos, morais e lógicos, se algum item não pos­
sui as características de determinado item, ele não pode ser conside­
rado como aquele tipo de item. Isso significa que o produto químico
que não possui as características de alvejante não pode ser chamado de
alvejante. Então, a solução de dióxido de cloro, sendo 4000 vezes mais
fraca que a de alvejante, não pode ser chamada de alvejante. Esse é um
fato reconhecido pelos tribunais do mundo inteiro.
Espero sinceram ente que consiga entender os conceitos bási­
cos do dióxido de cloro, conform e explicados aqui. Toda vez que
alguém ajudou uma pessoa a superar os sintom as de autism o aju-
dou-se a salvar um a vida, pois as pessoas que sofrem dos sintom as
de autismo regressivo não estão vivendo suas vidas de form a p le­
na. O resultado final do aprendizado desses dados é que em algum
momento você pode precisar do dióxido de cloro para salvar a sua
própria vida ou a de um ente querido.

Arcebispo Jim Humble


U M A M EN SA G EM DE
K ER RI PARA J IM H U M B LE

“Com todo meu amor, respeito e gratidão. Você está nadando con­
tra a corrente há muito tempo e tive muita sorte por você ter es­
perado por mim. Eu continuarei a recuperar essas gerações de
crianças que são vítimas de uma epidemia sem sentido. Farei da
mesma form a que você fez. Não podemos mudar o passado, maso
futuro é nosso. Você trouxe a luz para onde ela não existia”.
CAPÍTULO 5
PASSO 2 - D IÓ X ID O DE CLORO (CD)

"Toda a verdade passa por três etapas. No começo


ela é ridicularizada. Logo depois, ela é violentamente
combatida. Por fim, é aceita como evidente".
— Arthur Schopenhauer

C D (dióxido de cloro) é a intervenção mais incrível que já

O experimentei com meu filho. Sem dúvida, foi o que im ple­


mentou a maior mudança no menor período de tem po — vim os os
efeitos positivos em uma semana, sem efeitos colaterais. (A reação
de Herxheimer não é efeito colateral). Após usar o CD por sete dias,
meu filho me olhou nos olhos e pediu para realizar atividades que
antes não fazia, e utilizou frases de quatro palavras. Nunca tinha
visto, com nenhuma outra intervenção, m udanças tão rápidas no
meu filho, principalmente porque o Patrick era tipicam ente não res-
ponsivo antes do CD.

A molécula do dióxido
de cloro (CD).

Por que utilizar o CD em pacientes com autismo?


Sabemos que os sintomas conhecidos como autismo são causados por:
• Vírus Metais Pesados
140 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Bactérias • Inflamação
• Cândida (levedura) • Alergias Alimentares
• Parasitas
O CD acelera a recuperação das crianças porque mata exatamente
esses agentes. No momento em que essa obra é escrita, ao longo de três
anos desde que começamos a utilizar o CD em nosso protocolo para
curar o autismo, 115 crianças deixaram de ter o diagnóstico de autismo.
Milhares de crianças em todo o mundo estão se curando, e isso signi­
fica que suas famílias também estão se curando, e eu sou eternamente
grata por isso.
O CD confirmou a minha confiança e me mostrou várias vezes que
o autismo é curável. Minha vida mudou desde o dia em que meu filho
conseguiu me olhar nos olhos, sorrir e pedir coisas. Eu não poderia
guardar segredo sobre algo dessa magnitude. Eu simplesmente tinha
de compartilhar isso com todas as pessoas que quisessem me ouvir.
O CD é bastante econômico, pois você pode comprar um estoque
para dois a três meses de vários fornecedores em todo mundo via in­
ternet por cerca de 25 dólares americanos. A diferença de custo entre
0 Protocolo CD para o autismo e o protocolo biomédico baseado em
megavitaminas/suplementos para uma família sem um seguro de saú­
de (em um país de terceiro mundo) poderia ser a diferença entre recu­
perar a criança ou não. Os resultados também são bastante diferentes.
Pode-se considerar 0 CD como um atalho para a recuperação por­
que ele mata todos os elementos patogênicos com um só tiro. Teorica­
mente, você poderia utilizar antibióticos, antifúngicos e antivirais para
obter os mesmos resultados. Entretanto, danos também poderiam ser
causados devido aos efeitos colaterais desses produtos (sobrecarga do
fígado, rins, etc.) Além disso, os antibióticos, antifúngicos e antivirais
só podem atingir determinadas bactérias, vírus e fungos. Já o CD atin­
ge todos os tipos de elementos patogênicos com base em sua carga elé­
trica e pH. E não se pode dizer que tem efeito colateral.
O CD não causa efeitos colaterais, não deixa resíduos tóxicos e não
causa danos ao fígado. Não causa nenhum desgaste a corpos já desgas-
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 141

tados. Todas as outras substâncias usadas para matar elementos pato­


gênicos causam algum tipo de problema. Por exemplo, os antibióticos
também matam nossas bactérias benéficas, e o uso de antivirais possui
contra indicações e efeitos colaterais. O CD é eliminado do corpo uma
hora após sua última dosagem, sem deixar traços. A dose é de hora em
hora ao longo do dia porque o CD só fica ativo no corpo por até uma
hora. Devemos manter a dose se queremos interromper a proliferação
de elementos patogênicos e eliminá-los do corpo.
Algumas crianças com autismo na Venezuela se recuperaram usan­
do apenas o CD, a Dieta e um probiótico. Isso não ocorre sempre, mas
é possível.
Falsas Informações e Medo que Criam
O motivo mais comum do medo de experim entar o CD, confor­
me relatado pelas fam ílias, é a falsa propaganda. O FDA (agência
americana de controle de alim entos e m edicam entos), os pais con­
trários à biomedicina e outros que afirm am que o MMS (termo de
Jim Humbles para a fraca concentração de dióxido de cloro em solu­
ção aquosa) é “veneno”, com parando-o ao cloro ou à água sanitária,
o que não é o caso.
Caso esteja interessado em mergulhar fundo na ciência por trás da
terapia com o dióxido de cloro (também conhecido como MMS), por
favor, leia os sites do Dr. Andreas Kalcker:
w w w .m edicasalud.com
...que está em espanhol, apesar de ter alguns documentos relevan­
tes em inglês, e...
w w w .andreaskalcker.com

Também verifique o site de Jim Humble:


w w w .jim hum ble.org
Lá você também vai encontrar um fórum (G2Cf0rum.0rg) para a
discussão do uso do CD (MMS) para a cura de várias doenças.
Em resumo, 0 cloro (Cl) e o hipoclorito de sódio (NaOCl, tam ­
bém conhecido como água sanitária) são tão diferentes do dióxido
142 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

de cloro (C 1 0 2) quanto o oxigênio (O2) “exigido para a vid a ” e 0


ozônio (0 3) “que danifica os pulm ões” são diferentes um do ou
tro. O cloro (Cl) e o hipoclorito de sódio (NaOCl) destroem elemen­
tos patogênicos através de “cloroform ização”, enquanto o dióxido
de cloro (C 1 0 2) destrói elem entos patogênicos por “oxidação”. Os
subprodutos da cloroform ização podem se unir a outras moléculas
e form ar trialom etanos potencialm ente carcinogênicos. Os únicos
subprodutos da oxidação pelo dióxido de cloro são dois átom os de
oxigênio neutros e um íon de clorito, que pode ser unido ao sódio
no corpo para form ar o sal de cozinha (NaCl).

Laundry Bleach
OR
IS NOT
Chlorine Dioxide

É bem provável que seu médico não seja químico e pode ou não
ser fluente na língua dos oxidantes. Caso esteja trabalhando com mé­
dicos, explique o que você sabe sobre o dióxido de cloro ao falar-lhe
sobre acrescentar 0 CD ao protocolo de seu filho. A melhor coisa que
podemos fazer por nossas crianças doentes é tomar decisões infor­
madas. Entender a diferença entre o cloro e o dióxido de cloro ou
água sanitária e dióxido de cloro pode significar a diferença entre seu
filho alcançar ou não a recuperação.
Compartilhei isso com milhares de famílias em todo o mundo
cujas crianças utilizaram dióxido de cloro em soluções aquosas muito
diluídas, e NENHUMA delas teve lesões com o CD. Claro que tivemos
desconforto na forma da reação de Herxheimer. Isso é algo que apren­
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 143

demos a minimizar e isso muitas vezes pode ser evitado ao ir de forma


lenta e partindo de doses baixas. Aprendi que o que pode parecer ne­
gativo no princípio é, muitas vezes, o que chamamos de “crise de cura”,
que acarreta benefícios inacreditáveis a longo prazo.
Muitas crianças do primeiro mundo que fizeram uso do protocolo
CD utilizaram-no em combinação com outros protocolos de autismo.
Elas fizeram regularmente exames de sangue, urina, fezes e, de forma
geral, apresentaram resultados mais saudáveis com a utilização do CD
do que antes de começarem a usá-lo. O CD fortifica os sistemas imuno-
lógicos, melhora a função do fígado, reduz as cargas virais e bacteria-
nas, cândida e inflamações.

Acabei de fazer uma rodada de exames de sangue no meu filho;


o Exame da Função Hepática foi o melhor após 7 meses de MMS.

Os críticos também frequentemente mencionam o fato de que o clo-


rito de sódio e o dióxido de cloro podem ser usados para processos de
clareamento industrial, como uma forma de assustar os pais para que
não utilizem essa substância. O fato de uma substância ter o poder de
remover cores ou descolorir coisas não a torna um “alvejante”. Limão,
luz solar, peróxido de hidrogênio e pasta de dente também removem co­
res de tecidos. Nunca chamaríamos a pasta de dentes de alvejante, ape­
sar de ela ser capaz de remover cores. Nós também não chamaríamos a
luz solar de alvejante, apesar de ser isso o que o sol faz com suas roupas
quando você as deixa secar ao sol por um tempo longo. A partir daqui
podemos estabelecer uma analogia muito semelhante à utilização do
dióxido de cloro para fins de saúde. As diluições que estamos utilizando
para consumo interno em solução aquosa (água) são muito fracas. O
primeiro dia começa com apenas uma gota em 240 ml de água.
O estudo de 1984, Avaliações Clínicas Controladas do Dióxido
de Cloro, Clorito e Clorato no Homem não encontrou nenhum efeito
prejudicial no consumo de uma concentração de até soppm (partes por
milhão) ao longo de algumas horas por dia durante três semanas.1 Con­
144 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

forme Jim Humble mencionou (veja página 79), as concentrações uti­


lizadas para fins industriais são milhares de vezes mais concentradas
que aquelas administradas pelas famílias aos seus filhos no espectro.
Qualquer substância pode tornar-se tóxica se ingerida em altas
concentrações - até mesmo água,2-3 e o dióxido de cloro não é exce­
ção. Sempre aumentamos as doses de CD aos poucos e lentamente,
e respeitamos o poder que 0 dióxido de cloro tem sobre os elementos
patogênicos, sempre resistindo ao impulso de aumentar a nossa dose
de forma rápida demais.

Iniciamos o MMS há 68 dias e o ATEC do meu filho diminuiu de 50


para 23. Isso é um MILAGRE!!! Ele está tão mais "presente" e vejo me­
lhoras diárias. É tão mais divertido ficar com ele agora © Ele teve
uma estagnação, mas agora avançou. Nós fizemos apenas 4 enemas
até agora, mas eles fizeram uma grande diferença. Os banhos tam­
bém. Mal posso esperar para ver como ele vai estar em seu 4oaniver­
sário (daqui a 39 dias).

O Dióxido de Cloro fo i descoberto em 1814 por Sir Humphrey


Davy como um desinfetante eficaz. Desde então, várias companhias
patentearam seu uso para inúmeras aplicações, incluindo alimenta­
ção e saúde.
Segue abaixo um trecho do periódico de Jim Humble, de 21 de no­
vembro de 2012:

O Dr. Andreas Kalcker falou sobre as patentes obtidas por diferentes


companhias farmacêuticas multinacionais para lucrar com este produto
ou impedir que ele fosse comercializado.

Algumas dessas patentes incluem:

• Antisséptico Não Tóxico (Pat.4035483/1977)

• Para o combate de amebas em seres humanos


Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 145
(Pat.4296102/1981)

• Contra a demência causada pela AIDS (Pat.5877222/1999)

• Para curar todos os tipos de doenças de pele


(Pat.4737307/1988)

• Para desinfetar sangue vivo (Pat.5019402/1991)

• Para curar lesões mais rapidamente (Pat.5855922/1999)

• Para todos os tipos de higiene oral (Procter & Gamble)


(Pat.ó25i372Bi/200i)

• Contra infecções causadas por bactérias (Pat.5252343/1993)

• Para tratamento de queimaduras sérias (Pat.4317814/1982)

• Para a regeneração da medula óssea (Pat.4851222/1989)

• Tratamento do mal de Alzheimer, demência, etc.


(Pat.8o29826B2/20ii)

• Para estimular o sistema imunológico em animais


(Pat.6099855/2000)

• Para estimular o sistema imunológico (Bioxy. Inc.)


(Pat.5830511/1998)

O perigo que pode ocorrer é se alguém usar por engano uma forma alta­
mente concentrada. As formas altamente concentradas de praticamente to­
das as substâncias podem causar morte. Em sua conferência, 0 Dr. Andreas
Kalcker enfatiza que 70g até de sal de cozinha puro pode causar a morte.
Existem milhares de relatórios em todo mundo de doses excessivas
de MMS sendo ingeridas. Entretanto, mesmo com centenas de milhões
de toneladas dessa substância sendo utilizadas todos os anos em todo o
mundo para purificação de água, preservação de vegetais, esterilização
de carne abatida e centenas de outros usos, nunca existiu um relato de
morte causada por ingestão de dióxido de cloro. Isso prova que, dos pro­
dutos conhecidos, o dióxido de cloro é um dos produtos mais seguros.
Há muitos produtos que contêm dióxido de cloro (C 1 0 2) que são
atualmente aprovados pela FDA dos Estados Unidos. Eles são fabrica-
146 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

dos pela Frontier Farmaceutical, Alcide, Bioxy, e outros para cuidados


orais e da pele. Vários nomes desses produtos são listados abaixo:4
• DioxiRinse™, líquido antisséptico bucal

• DioxiBrite™, pasta de dente


• DioxiWhite™, branqueador bucal

• WhiteLasting™, gel de manutenção


• BioClenz™, limpador dental

• Penetrator™, gel periodontal

• Simply Clear™, tratamento de acne


• DioxiWhite™, branqueador bucal

• Cankers Away™, cura de aftas


• DX7™, gel protetor da pele

• Tratamento da periodontite
• DioxiSmooth™, Exfoliante facial

• Desinfecção de superfície no tratamento da gengivite

• Fire Fighter™, alívio da dor da queimadura

• DioxiGuard™, spray desinfetante


• Nail-It™, protetor de unhas

O Dióxido de Cloro é Oxidante...


Mas não são os ANTIoxidantes que são bons para nós?
Em 1954, Denham Harman publicou um artigo intitulado “Free
Radical Theory o f Aging” (A Teoria do Envelhecimento dos Radicais
Livres)5alegando que os antioxidantes retardavam o processo de en­
velhecimento. Entretanto, mais tarde ele descobriu que era a mitocôn-
dria que determinava a expectativa de vida, e que os antioxidantes não
entram nas mitocôndrias; então, posteriormente, ele publicou o “Mito­
chondrial Theory o f Aging” (Teoria do Envelhecimento Mitocondrialf
em 1972. O “Free Radical Theory o f Aging” ainda é responsável por
bilhões de dólares em venda de suplementos antioxidantes por ano.
Enquanto eu escrevia este livro, um artigo fascinante foi publicado no
periódico Open Biology (Biologia Aberta) do Dr. James Watson (de
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 147

Watson e Crick) intitulado “Oxidants, antioxidants and the current in-


curability o f metastatic cancers” (Oxidantes, antioxidantes e a atual
incurabilidade de cânceres metatásticos).7
Watson estabelece uma hipótese que liga a presença de antioxidan­
tes no corpo com câncer em estágio avançado (metastático). Ele enfatiza
que alguns procedimentos bem-sucedidos contra o câncer utilizam mo­
léculas de “radicais livres” no tratamento - as mesmas moléculas que os
antioxidantes atacam e matam. Watson estimula seus leitores do novo
periódico a levar em consideração o seguinte: “A não ser que consigamos
achar formas de reduzir os níveis de antioxidantes, o câncer em estágio
avançado em to anos será tão incurável quanto o é hoje em dia”.8
O trecho abaixo foi retirado do mesmo artigo em Open Biology.8
Por favor, leia o documento original para encontrar as referências in­
cluídas no texto.
Os suplementos nutricionais antioxidantes que destroem os radi­
cais livres podem ter causado mais cânceres do que evitado.

Pelo tempo que tenho me concentrado em entender e curar o cân­


cer (eu dei um curso sobre câncer em Harvard no outono de 1959), in­
divíduos bem-intencionados têm consumido suplementos nutricionais
antioxidantes como prevenção do câncer ou até nas próprias terapias.
No passado, o pesquisador químico da Caltech (Instituto de Tecnolo­
gia da Califórnia), Linus Pauling, foi o maior defensor da utilização dos
antioxidantes, e perto do fim de sua carreira ilustre, escreveu um livro,
juntamente com Ewan Cameron em 1979, com o título C â n c e r a n d V i-
ta m in C (Câncer e Vitamina C), sobre 0 grande potencial da vitamina
C como um agente de combate ao câncer [52]. Na época de sua morte,
com câncer de próstata, em 1994 e aos 93 anos, Linus estava tomando
I2g de vitamina C todos os dias. À luz dos dados recentes, que sugerem
fortemente que a maior parte da dificuldade de tratamento do câncer
em fase final pode vir da presença forte de antioxidantes, chegou o mo­
mento de questionar seriamente se o uso de antioxidantes tem maior
probabilidade de causar do que impedir o câncer.

Em suma, o vasto número de experimentos de intervenção nutri­


148 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

cional utilizando os antioxidantes beta caroteno, vitamina A, vitaniina


C, vitamina E e selênio não demonstraram eficácia óbvia em impedir o
câncer gastrointestinal ou em retardar a mortalidade [53]. De fato, eles
parecem encurtar levemente as vidas das pessoas que os utilizam. Da-
dos futuros poderão, na realidade, mostrar que o uso de antioxidante
particularmente o de vitamina E, pode levar a um pequeno número de
cânceres que não existiriam se não fosse pela suplementação com an­
tioxidante. Berries podem ser consumidas porque têm gosto bom, e não
porque vão levar à diminuição do câncer.

Mas os Oxidantes não Causam Estresse Oxidativo?


Não necessariamente. O Dr. Andreas Kalcker nos apresentou ou­
tra teoria, explicando porque o estresse oxidativo é causado por ele­
mentos patogênicos e parasitas, ao invés de oxidantes. Caso você tome
um oxidante como o CD, é provável que os parasitas que vivem no trato
gastrointestinal fiquem perturbados e defequem. Os resíduos dos ver­
mes podem conter muitas substâncias tóxicas, incluindo MDA (ma-
londialdeído), formaldeído e amónia. Sabemos que essas toxinas cau­
sam estresse oxidativo.91011,12 Quando os parasitas estão presentes no
corpo, eles estão liberando essas toxinas, mesmo se não os matamos.
A presença de parasitas no corpo é responsável por vários dos sinto­
mas conhecidos como autismo.
Os oxidantes em si não são diretamente responsáveis pelo estresse
oxidativo no corpo. Entretanto, eles podem exacerbar o estresse oxida­
tivo, 0 que pode fazer com que os parasitas no corpo liberem toxinas. A
solução é livrar-se dos parasitas. Por favor, verifique 0 Capítulo 8 para
informar-se sobre um Protocolo antiparasitário eficaz.
Dióxido de Cloro e Antioxidantes
Apesar de os antioxidantes terem seu lugar na saúde pessoal e se­
rem comuns em vários alimentos e suplementos, eles não podem ser
tomados ao mesmo tempo que 0 dióxido de cloro pois eles se anulam.
É por isso que a vitamina C, sucos e outros alimentos contendo antio­
xidante são proibidos na Dieta.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 149

Apenas um testemunho sobre o MMS: Para aquelas pessoas novas


no grupo e ainda inseguras quanto ao protocolo MMS, eu gostaria
de falar sobre nós. No começo eu tive medo, mas nós decidimos ex­
perimentar o MMS. Em 3 semanas meu filho passou de uma pontua­
ção ATEC de 36 para 18! Isso foi impressionante. Depois ficamos com
medo dos enemas. Falamos que de forma alguma tentaríamos; ape­
nas faríamos o MMS via oral. Claro que após ver o progresso de outras
pessoas aqui, decidimos fazê-los. Então, durante meses nós agoniza­
mos com relação ao PP. Tínhamos medo dele. Estávamos assustados
com os medicamentos, e tudo mais. Finalmente decidimos experi­
mentá-lo também. Estamos no meio de nosso primeiro PP e o nosso
filho, que costumava bater, chutar, morder e gritar comigo por causa
das menores coisas o tempo todo, agora está se comportando mui­
to bem. Quando ele fica bravo, agora acalma-se rapidamente e não
transforma tudo numa terceira guerra mundial. Além disso, os caroços
que ele tinha no rosto melhoraram, juntamente com sua atitude. Caso
esteja inseguro quanto ao MMS, assim como eu estive, este é mais um
testemunho sobre a eficácia do protocolo. Obrigada Kerri, e a todas as
outras mães que vieram antes de mim!

Reação de Herxheimer (Reação de desaparecimento gradual)

Há muitas histórias na Internet sobre os “efeitos colaterais” do CD.


A definição de efeito colateral é:

Os e f e it o s s e c u n d á r i o s n ã o in t e n c i o n a is d e u m a s u b s t â n c i a

Quando as pessoas descrevem o que elas consideram efeitos cola­


terais do CD, elas na verdade estão falando da reação de H erxheim er.
Os protocolos originais de dióxido de cloro (M M S) de Jim H um ble re­
queriam doses m aiores por hora que aum entavam m uito m ais rápido
do que fazemos para o tratam ento do autism o. Em alguns casos, isso
acarretou náuseas, vôm itos e/ou diarreia. Os críticos do CD afirm am
que a reação de H erxheim er, que é o resultado do aum ento da dose
de forma m uito rápida, é a reação do corpo ao ser “enven en ado” pelo
dióxido de cloro.
150 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Este não é o caso, absolutam ente, pois o estudo supracitado


de Judith R. Lubbers e seus colegas descobriu que quando aspes-
soas saudáveis receberam doses m ínim as de dióxido de cloro eij
concentrações progressivam ente m aiores, nenhum efeito nocivo
foi observado.2

A reação de Herxheim er indica que o paciente está sofrendo


uma sobrecarga de elem entos patogênicos/toxinas. Se a pessoa que
tom a o CD tem uma quantidade considerável de elementos patogê­
nicos, o exterm ínio rápido desses invasores produz toxinas em ex­
cesso na corrente sanguínea. É dessas substâncias que o corpo quer
se livrar rapidam ente. As pessoas com autismo frequentemente pos­
suem ciclos de m etilação enfraquecidos, o que reduz sua capacidade
de elim inar toxinas, fazendo com que seja ainda mais difícil lidai
com o influxo de toxinas. Então, deve-se proceder de forma LENTA
E GRADUAL.

As crianças com autism o costum am não dizer (ou não con­


seguem dizer) que estão com náuseas. Entretanto, o desconforto
pode ser visível quando elas estão com endo menos, seus hábitos
alim entares m udaram ou estão mais apáticas que de costume. Isso
geralm ente é um sinal de desintoxicação e, nesse caso, não ofere­
cem os mais o CD à criança naquele dia. A desintoxicação é ótima
e é isso que querem os, mas sem pressionar o corpo ainda mais.
Apenas precisam os ter cuidado para ficarm os abaixo do nível da
reação de H erxheim er. Essa reação pode se apresentar de muitas
form as, incluindo:

• Bolhas • Fadiga • Soluços

• Inchaço • Flatulência • Náuseas

• Arrotos • Rubores • Nariz escorrendo

• Resfriados • Dor de cabeça • Vômitos


Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 151

• Mudanças nos hábitos de sono

• Diarreia • Azia

Se quaisquer desses sintomas aparecerem, suspenda as doses res­


tantes de CD pelo resto do dia. No dia seguinte, retorne ao número de
doses dado quando a criança estava estável, que costuma ser a dose que
foi dada no dia anterior à reação de Herxheimer.

Para mitigar a reação de Herxheimer ao dióxido de cloro, dê vitami­


na C ou suco de laranja, pois qualquer um deles irá cortar os efeitos do
CD imediatamente. Para ajudar a restringir o excesso de toxinas, pode-
-se tentar carvão ativado, argila de bentonita (saiba que ambos podem
causar prisão de ventre) ou burbur (extrato líquido de desintoxicação).

Uso de Dióxido de Cloro no Autismo

Enquanto eu desenvolvia este protocolo, ficou claro para mim que


precisávamos nos concentrar nos excessos que causam os sintomas do
autismo, em vez de focalizarmos as deficiências causadas por eles. No
mundo biomédico do autismo, estamos acostumados a suplementar as
deficiências (ferro baixo, Bio baixa, cálcio baixo, etc.), sem questionar,
em primeiro lugar, porque a deficiência existe (isto é, a presença de
elementos patogênicos/parasitas).

Assim que a família conclui uma semana na Dieta, vamos direto para
o CD. Todos começam com o método “mamadeira”, uma gota de CD em
240 ml de água, o que torna a dose do primeiro dia em 1/8 de gota por
vez. Minimizamos bastante as reações de Herxheimer ao utilizar este
método, mas continua sendo muito importante monitorar 0 seu filho en­
quanto ele utiliza 0 dióxido de cloro. É muito importante a abordagem
lenta e gradual. Cada gota que damos está ajudando a curar nossos filhos.

0 que é Dióxido de Cloro (CD)?

Consulte 0 diagrama a seguir para uma visão geral. Não se pode de


fato comprar 0 CD. É necessário fazê-lo. Felizmente, isso não é difícil.
Se você consegue fazer café, então consegue fazer o CD, que significa
rlinYirln Hp rlrtrn
152 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O dióxido de cloro (C 1 0 2) é um gás produzido através de reação


química quando dois líquidos, clorito de sódio (NaC 1 0 2) e um ácido
(como o ácido hidroclórico (HC 1) ou ácido cítrico (C6Hg0 7), são mis­
turados. O ácido traz o nível de pH combinado para abaixo de cinco,
fazendo com que o clorito de sódio se torne instável e libere o dióxido
de cloro (C1 0 2).

Se isso parece complexo, pode ter certeza que não é. Verifique o


diagrama com a explicação na página seguinte e não se atole nos sím­
bolos químicos.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 153

Visão Geral Conceituai do Dióxido de Cloro (CD)

Clorito de Sódio (NaCI02)


Este é o primeiro produto químico que se deve
ter para fazer o CD. Você pode obtê-lo de uma ou
duas formas:
Clorito de sódio líquido na água:
• Caso esteja começando, compre um kit para iniciantes.
154 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Espere pagar cerca de 20-30 dólares por um conjunto de fras­


cos de i20m l (geralmente inclui ativador ácido).
• 22.4% de solução de clorito de sódio (a partir de 28% de sais de
clorito de sódio de grau técnico).
• Recomendado: Comprar quantidades de um litro ou um quarto
de litro de líquido assim que compreender os princípios.

Pó ou flocos de clorito de sódio:


• SOMENTE PARA USUÁRIOS AVANÇADOS!
• Mais barato a longo prazo.
• Recomendado comprar 2 quilos e 200 gramas de flocos ou pó
por um custo de cerca de 100-200 dólares.
• Consulte on Une ou verifique junto ao seu fornecedor as instru­
ções de mistura.
• Evite comprar flocos de clorito de sódio a 90%. Adquira os de
80%. A maioria dos fornecedores que vende na forma líquida
também vende em flocos.
• NUNCA misture qualquer ácido diretamente com o pó/flocos!
O que é 28%? 22.4%?
Isso não é algo fundamental para se preocupar, a não ser que esteja
fazendo a mistura sozinho. Mas aqui está 0 raciocínio: clorito de sódio em
pó não é 100% clorito de sódio. É geralmente composto por 80% de clorito
de sódio e 20% de sal e outros ingredientes inertes. Quando diluído em
água, termina-se com 28% de solução de pó, mas apenas 22.4% é clori­
to de sódio. Os rótulos geralmente mostram um ou ambos os números.
Pó versus Flocos de Clorito de Sódio
Flocos de clorito de sódio e pó de clorito de sódio são a mesma
coisa. A consistência física resultante pode variar quando tratar-
se de diferentes fabricantes. Nós até vimos barras de pó. Continua
sendo o mesmo produto químico. A parte importante é que seja grau
técnico e 80% do pó/flocos devem ser clorito de sódio (NaCl0 2).
As informações sobre a mistura estão em: www.youtube.com/
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 155
watch?v=t OC8XVm9QV E
Ácido - o ativador
Para produzir o CD, deve-se acrescentar o segundo produto quí­
mico, que é ácido alimentar, ao clorito de sódio liquefeito (22.4% de
solução na água). O gás de dióxido de cloro é produzido quando o pH
do clorito de sódio cai abaixo de cinco. Nós chamamos 0 ácido utilizado
para baixar 0 pH do clorito de sódio “ativador” porque ele ativa 0 clori­
to de sódio para produzir 0 dióxido de cloro.
Existem alguns ativadores para se escolher. Eles são ácidos ali­
mentares comumente achados em preparados alimentares, ou são os
próprios alimentos:
Ácido Hidroclórico (HCI)
• O mesmo ácido achado em seu estômago e, por isso, a opção
mais biocompatível.
• A concentração de trabalho é entre 4% e 10%.
• Disponível no mercado em concentrações líquidas de 4%, 5%,
10%, 32%, 35% e 37%.
• Qualquer concentração acima de 10% deve ser reduzida a uma con­
centração de trabalho entre 4% e 10%. Veja Anexo 7, página 471.
(Observação: Utilizamos 4% para CD e CDH; e 10% para CDS.)
• Apenas disponível na forma líquida.
Ácido Cítrico
• Comumente disponível em todo mundo.
• Frequentemente utilizado em refrigerantes para lhes conferir
um sabor forte.
• Algumas pessoas têm problemas de tolerância a este ácido.
• Geralmente utilizado na concentração 50/50 por peso mistu­
rado na água.
• Disponível na forma líquida e em pó.
• Barato; pode ser comprado online.
Suco de Limão
• Considere esta uma alternativa de emergência para ser utili-
156 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

zada se as primeiras duas escolhas não estiverem disponíveis.


• Pode ser achado na maioria dos supermercados.
• Deve ser extraído de limões puros, orgânicos e recém-espremidos.
• Acidez relativamente fraca requer cinco gotas de suco de limão
para cada gota de solução de clorito de sódio.
• Tempo de ativação substancialmente maior.
• Produção mais baixa de C 1 0 2.
A quantidade de ácido usada e o período de tempo de espera para
a diluição da mistura dependerão do ativador do ácido e sua força. 0
quadro a seguir lhe dará uma ideia.
Ativador Força Razão Tempo
Á cido hidroclórico 10% 1:1 40 segundos
Á cido hidroclórico 4% 1:1 60 segundos
Á cido cítrico 50% 1:1 60 segundos
Á cido cítrico 33% ou 35% 1:1 60 segundos
Suco de limão Puro 1:5 120 + segundos
É improvável que você precise usar suco de limão, mas o incluímos
aqui para fins de completude. As famílias devem utilizar o ativador que
esteja disponível, dependendo de onde moram e a que têm acesso. To­
das as crianças são diferentes; então, se a sua não responder bem a 4%
HC 1, sem dúvida, tente 0 ácido cítrico ou vice versa.
Se 0 HC 1 adquirido for diferente de 4% ou 5%, verifique 0 Anexo 7
para instruções sobre como reduzir a concentração.
Caso utilize um dos dois ativadores mais comumente disponíveis,
então é provável que utilize uma razão de mistura 1:1 (1 gota de clorito
de sódio + 1 gota de ativador).
No caso do ácido cítrico a 10% ou suco de limão puro, usam-se cin­
co gotas de ativador para uma gota de clorito de sódio e a espera é três
vezes maior em relação ao tempo que seria esperado caso utilizasse um
dos ativadores mais novos, mais concentrados.
Compra do Produto
No início, deve-se comprar 0 kit para iniciantes e familiarizar-se
com a química. O kit de iniciante geralmente vem em duas garrafas de
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 157
quatro onças (118 ml) cada.
1. Clorito de sódio (4 onças - n8m l)
2. Ativador (ácido hidroclórico ou ácido cítrico), (4 onças - ii8m l)
Os frascos parecem com aqueles mostrados no diagrama da página
153. É um tanto preferível comprar 0 ativador ácido hidroclórico. Tam­
bém será necessária uma mamadeira de 240 ml. Essa é uma ferramenta
útil para armazenar a quantidade diária de doses de CD, com o benefício
extra de ter as marcas impressas que mostram a quantidade. As mama­
deiras de vidro são bem melhores que qualquer tipo de mamadeira plás­
tica. Lifefactory.com produz uma mamadeira que gostamos de usar. Ela
é feita em vidro coberto com silicone e tem a parte superior segura. Essa
garrafa em particular mostra a capacidade de 266 ml, mas a utilizamos
apenas até 240. O plástico só deve ser utilizado para tampas. Evite ma­
madeiras com partes superiores em metal. Ao longo do tempo, o CD irá
oxidar os metais, e elas não mais poderão ser usadas.
Outro item que a maioria das pessoas tem em casa é um copo de do­
sagem ou copo de vinho que se afunila no meio, em forma de “U”. Ele será
usado para misturar os produtos químicos e a forma afunilada garante que
todas as gotas se encontrarão. Uma taça com fundo plano também pode
ser usada, mas deve-se incliná-la para que ambas as soluções se misturem.

O copo de dosagem padrão com a parte inferior


em forma de "U" é o recipiente de mistura
ideal para 0 CD e ativador. Uma mamadeira de
vidro, tal como a fabricada por Lifefactory ® , é
a mamadeira de dosagem ideal.
Terminologia de Produtos Disponíveis
Pode existir um pouco de confusão para algumas pessoas sobre 0
que procurar e comprar. O gráfico abaixo mostra o produto químico
real e alguns dos nomes comuns achados no rótulo. Existem muitos
outros nomes que não conhecemos. Na maior parte dos casos, o produ­
to químico e a sua potência são identificados nas garrafas.
158 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Ativadores Comuns e Seus Diferentes Nomes no Mercado

Produto Químico Nomes Comuns

D ióxido de cloro - Parte 1 (Purificador)


Solução Mineral Master
Solução Mineral M ilagre
Suplem ento Mineral Milagre
MMS
Gotas MMS
Solução MMS
C lorito de sódio Gotas de Purificação de Água MMS
MMS1
N aC I02
N atrium chlorit (Alemão)
Biocida de Elementos Patogênicos
C lorito de Sódio 28%
Gotas de Purificação de Água
Purificador de Água

Ativador
Á cido hidroclórico D ióxido de cloro - Parte 2 (Ativador)
A tivador MMS

A tivador
Ácido cítrico - 20%
Á cido cítrico Á cido cítrico - 50%
A tivador MMS

Lista de verificação para preparar uma dose de CD


Supondo que você tenha recebido o kit de iniciante, está na hora de
preparar a sua primeira dose. Esta é a lista de verificação do que você
precisa ter à mão antes de começar:

□ Frasco de solução de clorito de sódio (28% de sais de clorito de


sódio/ 22.4% de clorito de sódio)

□ Frasco de ativador acídico (ácido hidroclórico ou ácido cítrico)


Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 159

□ Um copo de dosagem seco e limpo com a parte inferior em for­


ma de “U”.
□ Mamadeira de vidro de 24oml.
□ Água de osmose destilada ou reversa (pode ser usada água fil­
trada, mas não água alcalina).
Alguns Pontos devem ser Observados
Ao observar a pequena lista de verificação acima, você pode per­
ceber que não é uma ciência complexa. Contudo, alguns pontos devem
ser ressaltados:
• Antigamente, as pessoas que utilizavam o CD para coisas dife­
rentes preparavam uma porção nova toda vez que tomavam o
CD. Isso envolvia muito trabalho extra que poderia ser evitado
ao produzir uma quantidade suficiente para durar o dia todo.
Para esse exercício, estamos supondo que você está começando
e irá proceder de forma lenta e gradual. Iremos produzir 240
ml de solução aquosa contendo uma gota de CD, com a inten­
ção de que seu filho consuma 30ml de água (contendo 1/8 de
gota de CD) oito vezes durante o dia.

• Ao misturar a solução de clorito de sódio e 0 ativador ácido,


você está misturando gotas iguais de cada substância (a menos
que você esteja usando um dos ativadores menos concentrados
mencionados anteriormente).

• As doses de CD são medidas em gotas de clorito de sódio. En­


tão, uma gota de clorito de sódio + uma gota de ativador =
uma gota de CD.

• No seu primeiro dia, comece com uma gota de clorito de sódio e


uma gota de ativador (em outras palavras - UMA gota de CD).

• Caso coloque gotas demais de uma solução ou outra, comece de


novo com um copo de dosagem seco e limpo.

• Uma porção de CD é 0 bastante para 24 horas; entretanto, de­


ve-se manter a tampa firmemente fechada.
160 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Mantenha a mamadeira com a porção diária de CD fora do al­


cance da luz solar direta. Uma exposição rápida não irá des­
truí-lo, mas o tornará mais fraco. Por quê? O gás de dióxido de
cloro sairá da água e poderá formar uma nuvem no espaço de
ar da mamadeira. Não precisa se preocupar caso veja a nuvem.
Está é uma ocorrência comum.

Vincent tomando sua dose de cada hora

Preparando a sua primeira porção de CD de uma gota para o dia

k
1.
Comece colocando na mamadeira 240ml de
água (destilada ou de osmose reversa). NÃO
USE água alcalina.

L
Z. Coloque uma gota de solução de clorito de sódio
em um copo de dosagem LIMPO e SECO.
V
k_
Acrescente uma gota de ativador acídico (ácido
hidroclórico ou ácido cítrico) ao copo de dosagem
3. contendo a gota de clorito de sódio. 0 número de
gotas pode ser maior caso esteja utilizando um ati- L
vador mais fraco. Consulte o quadro da página 94.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 161

Agora espere 0 tempo adequado para a mistura re­


agir (Consulte 0 quadro da página 94). Você deverá
observar a mudança de uma cor inicialmente clara
para uma cor levemente amarelada. Se houvesse
4. mais gotas no copo de dosagem, a mudança de cor
seria mais visível. Também é possível perceber 0 x
cheiro semelhante ao do cloro vindo do copo de
dosagem. Lembre-se, isto NÃO é cloro, mas sim
dióxido de cloro.

Após 0 tempo de ativação, coloque um pouco de

v ^ÍTM
água da mamadeira no copo de dosagem e deixe
5. que misture. Isso geralmente encerra a reação quí­

r—ilfff
3 j
mica e garante que se obtenha a maior parte da
mistura na próxima fase.

Finalmente, coloque toda a mistura diluída no E & .


copo de dosagem de volta na mamadeira e feche-a
firmemente com a tampa. Não a deixe aberta por
6. nenhum período de tempo. Imagine que seja uma
bebida gasosa parcialmente usada e 0 quanto é im­
portante mantê-la fechada.

Pronto! Você acabou de produzir sua primeira porção de CD.


Esta agora é a porção de UMA gota, que produz OITO doses para
cada hora - cada uma delas tem 1/8 de gota em força. Se sua porção
for maior, sua dose horária é mais forte:

Porção de 2 gotas = 8 doses por hora de 1/4 de gota


Porção de 4 gotas = 8 doses por hora de 1/2 de gota
Porção de 8 gotas = 8 doses por hora de 1 gota
162 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Esta garrafa possui um


pouco de espaço extra.
No rótulo ela possui uma
capacidade de 270 ml.

270 ml
1/8 de gota
de CD

240 ml
1/8 de gota
de CD

210 ml
1/8 de gota
de CD

180 ml
1/8 de gota
de CD
150 ml
1/8 de gota
de CD
120 ml
1/8 de gota
de CD
90 ml
1/8 de gota
de CD
60 ml
1/8 de gota
30 ml de CD

0 ml 1/8 de gota
de CD

Protocolo Oral para o CD nos Distúrbios do Espectro Autista (ASDs)


No exercício anterior, você aprendeu a preparar a dose para o Pri­
meiro Dia. Todas as crianças e adultos começam ao tomar a primeira
gota de CD dividida em oito doses horárias. No Segundo Dia, deve-se
fazer uma porção de duas gotas de clorito de sódio mais duas gotas do
ativador e misturar em 240 ml água. Aumente esta dosagem em uma
gota por dia, a menos que ocorra a reação de Herxheimer (consulte a
página 89 para mais informações).
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 163

0 gráfico à direita permite que se determine a dose de CD oral com­


pleta estimada com base no peso da pessoa. Isso dá uma ideia do número
máximo de gotas por dia para o seu filho. Assim que a criança estiver con­
sumindo a dose sugerida completa por alguns meses, será necessário au­
mentar de novo, acrescentando algumas gotas, para evitar a estagnação.
Observação Importante: Algumas crianças não podem aumen­
tar uma gota por dia e precisam ir mais devagar. A criança pode ter
uma carga tóxica relativamente maior ou pode ser extremamente sen­
sível. Independente do caso, resista ao impulso de tentar dar a dose
oral completa o mais rápido possível. Isso não é uma corrida! Algumas
crianças precisam passar alguns dias extras com a mesma dose para
evitar a reação de Herxheimer. Mesmo que se precise permanecer em
um nível por alguns dias a mais, isso não significa que não está existin­
do progresso. Independentemente do nível de dosagem, a desintoxica­
ção do corpo está sendo feita.
Quando você chegar à dose de duas a três gotas da dose máxima do
seu filho por peso, siga em frente e passe três dias com cada dose, en­
quanto cuidadosamente observa o seu filho, e só aumente a dose quan­
do ele estiver estável. Por exemplo, se a dose completa for 16 gotas em
mamadeira de 240 ml, mantenha-se em 14 gotas por alguns dias para
ver como esse nível de dose é tolerado. Em seguida, aumente a cada
terceiro dia até alcançar a dose completa. Se a pessoa estiver melhor
com uma gota ou duas abaixo da dose completa calculada, volte àquela
dose mais baixa que foi melhor tolerada.
164 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Acabei de fazer uma consulta fascinante com o neurologista fun­


cional do meu filho. Meu filho teve seu terceiro exame hoje, o que
mostrou claramente que as partes não estimuladas de seu cérebro
estão "acordando". Eu contei ao nosso médico sobre o CD desde o
início e ele acredita que é ISSO que está exercendo um impacto tão
grande sobre o cérebro dele. O médico ficou muito emocionado e
disse: "toda vez que você mata um verme, você está salvando seu
filho. Continue fazendo isso, porque ele nitidamente não é autista.
Ele estava envenenado". Estou arrepiada!

Doses Orais Completas de CD Estimadas por Peso


Utilize esses números apenas como guia. Pode ser necessário au­
mentar em até 50% ou mais as gotas indicadas. Leia o gráfico como:
LIBRAS/ QUILOGRAMAS GOTAS DE CD (Por 240 ml de água)

25/11 — 8 6 2 /2 8 — 17 9 9 /4 5 — 24 1 3 6 /6 2 — 29 1 7 3 /7 8 — 33 2 1 0 /9 5 - 3 7

2 6 /1 2 — 8 6 3 /2 9 — 17 1 0 0 /4 5 — 24 1 3 7 /6 2 — 29 1 7 4 /7 9 — 33 2 1 1 /9 6 — 37

2 7 /1 2 — 9 6 4 /2 9 — 17 1 0 1 /4 6 — 24 1 3 8 /6 3 — 29 1 7 5 /7 9 — 34 2 1 2 /9 6 - 3 7

2 8 /1 3 — 9 6 5 /2 9 — 18 1 0 2 /4 6 — 2 4 1 3 9 /6 3 — 30 1 7 6 /8 0 — 34 2 1 3 /9 7 — 37

2 9 /1 3 — 9 6 6 /3 0 — 18 1 0 3 /4 7 — 24 1 4 0 /6 4 — 30 1 7 7 /8 0 — 34 2 1 4 /9 7 - 3 7

3 0 /1 4 — 9 6 7 /3 0 — 18 1 0 4 /4 7 — 25 1 4 1 /6 4 — 30 178/81 — 34 2 1 5 /9 8 — 37

3 1 /1 4 — 10 68/31 — 18 1 0 5 /4 8 — 25 1 4 2 /6 4 — 30 179/81 — 34 2 1 6 /9 8 — 37

3 2 /1 5 — 10 6 9 /3 1 — 18 1 0 6 /4 8 — 25 1 4 3 /6 5 — 30 180/82 — 34 2 1 7 /9 8 — 37

3 3 /1 5 — 10 7 0 /3 2 — 19 1 0 7 /4 9 — 25 1 4 4 /6 5 — 30 1 8 1 /8 2 — 34 2 1 8 /9 9 — 38

3 4 /1 5 — 10 7 1 /3 2 — 19 10 8 /4 9 — 25 1 4 5 /6 6 — 30 182/83 — 34 2 1 9 /9 9 — 38

3 5 /1 6 — 11 7 2 /3 3 — 19 1 0 9 /4 9 — 25 1 4 6 /6 6 — 30 183/83 — 34 2 2 0 /1 0 0 — 38

3 6 /1 6 — 11 7 3 /3 3 — 19 1 1 0 /5 0 — 26 1 4 7 /6 7 — 31 18 4 /8 3 — 35 2 2 1 /1 0 0 — 38

3 7 /1 7 — 11 7 4 /3 4 — 19 1 1 1 /5 0 — 26 1 4 8 /6 7 — 31 1 8 5 /8 4 — 35 2 2 2 /1 0 1 — 38^

3 8 /1 7 — 11 7 5 /3 4 — 20 112/51 — 26 14 9 /6 8 — 31 18 6 /8 4 — 35 2 2 3 /1 0 1 — 38

3 9 /1 8 — 12 7 6 /3 4 — 20 113/51 — 26 1 5 0 /6 8 — 31 187/85 — 35 2 2 4 /1 0 2 — _38_

4 0 /1 8 — 12 7 7 /3 5 — 20 1 1 4 /5 2 — 26 1 5 1 /6 8 — 31 188/85 — 35 2 2 5 /1 0 2 — 38

4 1 /1 9 — 12 7 8 /3 5 — 20 1 1 5 /5 2 — 26 1 5 2 /6 9 — 31 1 8 9 /8 6 — 35 2 2 6 /1 0 3 — 38_
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 165

4 2 /1 9 -> 1 2 7 9 /3 6 -> 20 1 1 6 /5 3 - * 26 1 5 3 /6 9 -3 1 1 9 0 /8 6 — 35 2 2 7 /1 0 3 — 38

43 / 2 0 - * 13 8 0 /3 6 — 21 1 1 7 /5 3 - * 27 1 5 4 /7 0 — 31 1 9 1 /8 7 — 35 2 2 8 /1 0 3 — 38

44/20 —* 13 8 1 /3 7 —> 21 1 1 8 /5 4 - * 2 7 1 5 5 /7 0 — 31 1 9 2 /8 7 — 35 2 2 9 /1 0 4 — 38

8 2 /3 7 -» 2 1 1 1 9 /5 4 - * 27 156/71 — 32 1 9 3 /8 8 — 35 2 3 0 /1 0 4 — 39
4 5 /2 0 -* 13
8 3 /3 8 -> 2 1 1 2 0 /5 4 - * 2 7 157/71 — 32 1 9 4 /8 8 — 35 2 3 1 /1 0 5 — 39
46/21 - * 1 3
47/21 - 1 4 8 4 /3 8 - * 21 1 2 1 /5 5 - * 2 7 1 5 8 /7 2 — 32 1 9 5 /8 8 — 36 2 3 2 /1 0 5 — 39

4 8 /2 2 -* 14 8 5 /3 9 -> 2 1 1 2 2 /5 5 - * 27 1 5 9 /7 2 — 32 1 9 6 /8 9 — 36 2 3 3 /1 0 6 — 39

4 9 /2 2 -* 14 8 6 /3 9 - * 22 1 2 3 /5 6 - * 27 160/73 — 32 1 9 7 /8 9 — 36 2 3 4 /1 0 6 — 39

5 0 /2 3 -* 14 8 7 /3 9 - * 22 1 2 4 /5 6 - * 28 161/73 — 32 1 9 8 /9 0 — 36 2 3 5 /1 0 7 — 39

51/23 -> 1 5 8 8 /4 0 -> 22 125/57 —* 28 16 2 /7 3 — 32 1 9 9 /9 0 — 36 2 3 6 /1 0 7 — 39

5 2 /2 4 -* 1 5 8 9 /4 0 -> 22 1 2 6 /5 7 - * 28 16 3 /7 4 — 32 200/91 — 36 2 3 7 /1 0 8 — 39

5 3 /2 4 -* 15 90/41 -> 22 1 2 7 /5 8 - * 28 16 4 /7 4 — 32 201/91 — 36 2 3 8 /1 0 8 — 39

5 4 /2 4 -> 1 5 91/41 —* 23 1 2 8 /5 8 - * 2 8 165/75 — 33 2 0 2 /9 2 — 36 2 3 9 /1 0 8 — 39

55/25 -> 1 6 9 2 /4 2 -> 23 1 2 9 /5 9 - * 28 166/75 — 33 2 0 3 /9 2 — 36 2 4 0 /1 0 9 — 39

5 6 /2 5 -* 16 9 3 /4 2 - * 23 1 3 0 /5 9 - * 28 1 6 7 /7 6 -3 3 2 0 4 /9 3 — 36 2 4 1 /1 0 9 — 39

5 7 /2 6 -* 16 9 4 /4 3 -> 23 1 3 1 /5 9 — 28 1 6 8 /7 6 — 33 2 0 5 /9 3 — 36 2 4 2 /1 1 0 — 39

5 8 /2 6 -* 16 9 5 /4 3 — 23 1 3 2 /6 0 — 29 169/77 — 33 2 0 6 /9 3 — 37 2 4 3 /1 1 0 — 39

5 9 /2 7 -* 1 6 9 6 /4 4 — 23 1 3 3 /6 0 — 29 170/77 — 33 2 0 7 /9 4 — 37 244/111 — 40

60/27 —* 17 9 7 /4 4 -> 24 1 3 4 /6 1 — 29 171/78 — 33 2 0 8 /9 4 — 37 245/111 — 40

61/28 - * 1 7 9 8 /4 4 - * 24 135/61 — 29 1 7 2 /7 8 — 33 2 0 9 /9 5 — 37 2 4 6 /1 1 2 — 40

Copo para Dose Diluída


Seu filho não deve beber diretamente da mamadeira. Coloque a
dose de cada hora em um copo separado e acrescente água se neces­
sário. Certifique-se de acrescentar água a cada dose para garantir que
exista no mínimo 24oml de água por gota ativada de CD. Entretanto,
não há quantidade máxima de água para diluição. Para isso ficar abso­
lutamente claro, verifique o quadro abaixo que sugere porções diárias
de 240 ml, contendo oito doses horárias.
166 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Gotas de CD na Quantidade Mínima de água


Dose Horária
Porção Lote para a Diluição

1 1 /8 g o ta 30m l

2 2 /8 g o ta 30m l

3 3 /8 g o ta 30m l

4 4 /8 g o ta 30m l

5 5 /8 g o ta 30m l

6 6 /8 g o ta 30m l

7 7 /8 g o ta 30m !

8 1 g o ta 30m l

9 1 1 /8 g o ta 60m l

10 1 2 /8 g o ta 60m l

11 1 3 /8 g o ta 60m l

12 1 4 /8 g o ta 60m l

13 1 5 /8 g o ta 60m l

14 1 6 /8 g o ta 60m l

15 1 7 /8 g o ta 60m l

16 2 g o ta s 60m l

17 2 1 /8 g o ta s 90m l

18 2 2 /8 g o ta s 90m l

19 2 3 /8 g o ta s 90m l

20 2 4 /8 g o ta s 90m l

21 2 5 /8 g o ta s 90m l

22 2 6 /8 g o ta s 90m l

23 2 7 /8 g o ta s 90m l

24 3 g o ta s 90m l

25 3 1 /8 g o ta s 120m l

26 3 2 /8 g o ta s 120m l

27 3 3 /8 g o ta s 120m l
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 167

Gotas de CD na Quantidade Mínima de água


Dose Horária
Porção Lote para a Diluição

28 3 4 /8 g o ta s 120m l

29 3 5 /8 g o ta s 120m l

30 3 6 /8 g o ta s 12 0 m l

31 3 7 /8 g o ta s 120m l

32 4 g o ta s 120m l

0 CD fica ativo no corpo por cerca de uma hora e, como resultado,


as doses horárias proporcionam o melhor progresso. Isso é difícil nos
dias de aula, mas recomendamos que faça a dosagem entre duas e três
vezes antes da escola e o resto após, a fim de distribuir o agente anti-
patogênico de forma mais uniforme. Oito doses por dia é a exigência
mínima, mas quanto mais se administrar, melhor. Tente dosar a cada
hora o máximo possível.
Casos Especiais: "A Dose Dupla"
Conforme a criança passa pelo processo de desintoxicação, ela pode
ter um comportamento que inclua hiperatividade, ansiedade, TOC, agres­
sividade e sonambulismo. Nesses casos, a dose dupla é 6oml da mama­
deira administrados de uma vez. Por exemplo, se seu filho toma uma gota
por 30ml pelo método da mamadeira, ele então tomará duas gotas. Vamos
dizer, por exemplo, que seu filho acorde à oih o o da manhã; dê a ele uma
dose dupla. Se seu filho ainda estiver acordado às 02I100 da manhã, dê-
-lhe outra dose. A situação mais comum é que após i ou 2 doses duplas a
criança volta a dormir. Isso ajuda a oxidar as toxinas que vão sendo libe­
radas. Durante o dia, se seu filho tiver um ataque de raiva ou outros pro­
blemas de comportamento, pode-se dobrar a dose a cada hora também.
0 CD possui duas funções com os elementos patogênicos. A pri­
meira é oxidar o elemento patogênico em si, e a segunda é oxidar as to­
xinas liberadas pelos elementos patogênicos enquanto eles estão vivos,
mortos ou morrendo.
168 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Protocolo Avançado - O Enema!


No começo de 2011, acrescentamos enemas ao protocolo para exter­
minar os elementos patogênicos que causavam a disbiose no intestino
grosso (ainda não sabíamos sobre os parasitas). Queríamos introduzir 0
dióxido de cloro na corrente sanguínea para que pudesse matar o biofil-
me que existe no sangue. Desta forma, 0 sangue pode carregar o CD pela
barreira hematoencefálica para matar elementos patogênicos no cérebro.
Quando estamos desintoxicando, é absolutamente decisivo man­
ter 0 cólon em movimento e evitar a reabsorção de toxinas através das
paredes intestinais. Os enemas nos permitem fazer exatamente isso.
Algumas toxinas podem deixar o intestino através da parede intestinal
(ainda mais se a síndrome da permeabilidade intestinal estiver presen­
te) e atravessar a barreira hematoencefálica, afetando assim a cognição
e o comportamento. Ao limparmos o cólon, nós os retiramos antes que
eles consigam atravessar para o cérebro, e assim desintoxicamos 0 sis­
tema linfático, fígado e vesícula biliar.
Quando menciono a palavra enema para uma família nova no
protocolo, muitas vezes ouço coisas como “eu nunca conseguiria fazer
isso” ou “meu filho nunca me deixaria fazer um enema”. Garanto que
não é tão traumático quanto se diz que é. A sociedade moderna se afas­
tou disso mas, por milênios, a limpeza do cólon foi considerada parte
da higiene diária. Os enemas foram mencionados nos Vedas, na Bíblia
e pelos Maias. O motivo para fazer os enemas de CD NÃO é aliviar a
prisão de ventre. Claro que quando há prisão de ventre, os enemas de
CD podem aliviar a sua causa.

Boa Notícia! Primeiro enema hoje!


Meu filho ficou tão feliz quando fizemos isso que a primeira coisa que
ele disse ao sentar no vaso foi:"Mamãe! FUNCIONOU!!! Ele estava tão
acostumado a sentar no banheiro e ter essa dificuldade. Coitadinho,
ele ficou tão feliz quando FUNCIONOU!
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 169

Ele até disse que queria fazer de novo amanhã. Ele se sentiu muito me­
lhor e comeu muito mais no jantar com o estômago vazio. Acho que
ele se livrou de coisas que estavam ali há muito tempo. Seu estômago
agora está flexível, e não rígido como de costume. O impressionante foi
que não o incomodou.
Hoje o seu molar não o importunou, então é um dia perfeito para come­
çar os enemas. Seu apetite aumentou bastante. Ele raramente pedia
comida antes e agora ele pede algumas vezes por dia algo para comer.
Essa dieta está funcionando maravilhosamente e ele agora está acostu­
mado à mudança de comidas. Ele pede queijo e leite, mas tento conver­
sar sobre outras coisas para distraí-lo, para que em algum momento ele
pare de pedir. Hahaha! Ele não ficou chateado por eu não lhe dar a co­
mida que ele queria, (e que ele não pode comer), nem sequer uma vez!

Eu gostaria de esclarecer uma coisa aqui antes de entrarmos nos


procedimentos dos enemas. Mais de uma pessoa perguntou na blo-
gosfera: “Se Kerri Rivera gosta tanto dos enemas, por que ela não os
faz em si mesma?” Na verdade, eu faço. Eu tenho feito meus próprios
enemas por anos, da mesma forma que meu marido, minha irmã e vá­
rios pais que utilizam este protocolo com seus filhos. Compreendemos
os benefícios de um cólon saudável e não temos problemas em aplicar
nossos próprios enemas ou fazer a limpeza do cólon ocasionalmente.
Na verdade, eu aconselho enfaticamente que você torne isso uma
prática e faça em si mesmo. Dessa forma você saberá com base em ex­
periência, em primeira mão, que isso na verdade não é nada difícil.
Você também vai descobrir que se sentirá muito melhor após limpar
o seu cólon, e entenderá a melhora que o seu filho vai experimentar.
Quando Começar a Aplicar Enemas
Os enemas devem ser iniciados quando a criança alcançar a dose
oral plena. Entretanto, se seu filho sofre de prisão de ventre, você pode
acrescentar enemas e banhos já no primeiro dia (veja página 181) antes
de obter a dose oral completa. Contudo, alterne-os em dias opostos ou
finais opostos do dia.
170 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo
1

Frequência dos Enemas


Eu recomendo os enemas no mínimo uma vez, dia sim dia não
Pode ser necessário fazê-los com mais frequência, particularmente
se você vir parasitas aparecerem. Fazer quatro por dia não é inconve­
niente se cada um deles resultar em eliminação de parasitas. Algumas
crianças mais velhas parecem expelir muitos parasitas em um dia, tipi-
camente na lua cheia, ou em torno da lua cheia ou nova.

Distribuição dos Enemas


Se seu filho estiver indo à escola, evite realizar um enema de ma­
nhã, pois ele pode precisar ir ao banheiro algumas vezes depois do pro­
cedimento. Se a criança é educada em casa, ou ainda não está na idade
escolar, ou está muito doente para ir à escola, o momento é com você.
Em condições ideais, faça o enema após a criança ter defecado.

Enemas - O Que é Necessário


A primeira coisa necessária é algum tipo de reci­
piente plástico e grande de medição de líquido. Não se
recomenda um recipiente de vidro pois há o risco de
derrubá-lo e quebrá-lo dentro do banheiro.

Também serão necessárias todas as mesmas coisas usadas para fa­


zer as porções de CD:
• Água: Utilize osmose reversa, filtrada ou destilada. NÃO USE
água da torneira ou água alcalina!
• Solução de clorito de sódio;
• Ativador acídico;
• Copo de dosagem;
• Lubrificante natural (óleo de coco ou qualquer outro óleo ali­
mentar simples). NENHUM óleo de bebê perfumado ou loções
químicas, como Geleia de Petróleo ou geleia K-Y®;
• Kit de enema (veja suas opções na tabela a seguir).
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 171

Opções de Enema (do mais para o menos solicitado)

Bolsa de Gravidade ou Balde com Mangueira

Prós:
• Segura bastante líquido
• Pode-se encher novamente sem interromper o uso
• Fluxo fácil de controlar
• Pode ser pendurado na porta
• Pode ser usado para o enema e banho genital
• PIC Indolor: Dobra para transporte fácil
• PIC Indolor: Possui válvula
• PIC Indolor: Dois tamanhos de cateteres

Contras:
• O balde não dobra para transporte fácil
172 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Enema / Banho genital / Garrafa de Água Quente

Prós:
• Segura bastante líquido
• O fluxo é fácil de controlar
• Pode ser pendurado na porta
• Pode ser usado para o enema e banho genital
• Fácil transporte
• Dois tamanhos de cateteres
Contras:
• Não pode ser enchido sem interromper o uso
• Geralmente feito de borracha, o que tende a secar
rapidamente, especialmente por causa do CD.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 173

Seringa e Cateter

Prós:
• O fluxo é fácil de controlar
• Pode ser usado para o enema e banho
genital
• Bom para crianças pequenas
Contras:
• Capacidades de apenas 6oml-140ml.
• Precisa-se de mais de uma.
• Precisa trocá-la para ir além da capa­
cidade de uma seringa.
• As marcações que indicam quantida­
de se apagam facilmente (sugere-se
colocar fita adesiva transparente so­
bre as marcações, caso elas sejam im­
portantes para você).

Bulbo para Enema

Prós:
• Portátil
• Pode ser usado para o enema e banho genital
• Bom para “implantes’ de mebendazol

Contras:
• 0 volume pequeno demais para tratamento eficaz.
• Difícil de limpar por dentro
• Não dá para saber se está sujo por dentro.
• Cabe somente cerca de 200ml.
< lU U J I lIU

Fleet Enema (Último recurso)

Prós:
1 1 P ® |P® • Barato

m 1W Enema • Pode ser achado na maior parte das


mmmsm farmácias
Tw in Pack
LAXATIVE
ready to-use
• Portátil
Soft
FleiiM« • Pode ser usado para o enema e ba-

-j nho genital
Contras:
• 0 volume pequeno demais para tra-
tamento eficaz.

Kits de Enema
Conforme mostrado nas duas páginas anteriores, aqui estão suas
opções de kit de enema disponíveis nos Estados Unidos listados a par­
tir do melhor para o menos eficiente. Os preços são estimados em dóla­
res americanos e podem ser mais altos fora dos Estados Unidos:
★ ★ ★ ★ ★ PIC Indolor Gravity Bag ($15-$30)
★ ★ ★ ★ ☆ Enema Bucket ($5-$10)
★ ★ ★ •& ☆ Multipurpose Enema/Douche Bag/Hot Water Bottle ($15-$30)
★ ★ ★ ☆ ☆ 100ml+ Syringes plus Catheter ($5-$10)
★ Enema Bulb ($5-$15)
★ Fleet Enema (emptied out) ($5-$15)
Deve-se ter um kit de enema separado para cada pessoa que realiza
os enemas. Isso garante que a contaminação de uma pessoa não passe
para outra.
Na minha própria casa, recentemente começamos a usar o enema
PIC Indolor enema/douche bag (bolsa para enema e banho genital
indolor da marca PIC). Isso acelerou o processo, e conseguimos tole­
rar mais água antes de nos sentirmos cheios e desejarmos eliminar o
enema. Este é provavelm ente o kit mais prático, principalmente por
causa da válvula embutida e fechada. O balde de enema é quase tão
eficiente quanto, mas o fecho deslizante que vem com ele não dura
muito tempo e quebra-se facilmente. Pode-se apenas torcer a m an­
gueira e controlar o fluxo dessa forma.
A bolsa de água quente multipropósito para enema/banho genital
é uma boa opção, mas geralmente é feita de borracha. Esse material
frequentemente se deteriora ao longo do tempo e o CD acelera esse
processo. Lave-a várias vezes antes e após o uso para garantir que não
haja nenhum rompimento ou resíduo de CD. Não use se verificar que a
borracha está ficando quebradiça.
Até crianças de dois anos ainda usam cerca de 400-500ml de enema.
0 intestino é longo. Os pais de crianças pequenas às vezes preferem o
método de seringa/cateter de íoom l. O bulbo para enema ou enema fleet
não são realmente práticos para nossas finalidades devido aos pequenos
volumes que eles suportam. Entretanto, caso queira começar imediata­
mente, encontram-se disponíveis nas grandes farmácias.
Seringas, cateteres, bolsas de gravidade, bolsas para enemas e ba­
nhos genitais podem ser encontrados em vários sites on-line, farmá­
cias e lojas de suprimentos médicos em todo mundo.
Preparação e Administração do Enema
Deixe todos os suprimentos facilmente acessíveis no local antes de
levar seu filho ao banheiro. Se esta for sua primeira vez e ainda estiver
aprendendo o processo, peça ajuda ao seu companheiro/companheira
ou a outra pessoa. É uma boa ideia fazer um ensaio sem a criança, para
garantir que dê tudo certo quando a criança estiver presente. Assim
que você e seu filho estiverem preparados, será mais fácil. A prepara­
ção é a chave para o sucesso.
Atenção: A mamadeira de 240ml NÃO faz parte do processo de
enema.
1. De preferência, agende o enema para após a defecação.
2. Comece lavando suas mãos para garantir que não esteja intro­
duzindo bactérias novas no cólon. Todos os objetos usados de­
vem estar limpos. O uso de luvas e máscara facial/cirúrgica é
ALTAMENTE recomendado.
176 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

3. Supondo que você esteja usando uma das bolsas de gravidade


sugeridas, descubra um local bom e estável para pendurá-la. 0
melhor local realmente depende do seu tipo de banheiro e onde
irá colocar a criança durante o procedimento. Eu penduro a mi­
nha em um gancho para toalhas no banheiro ou pode-se usar 0
suporte da cortina do box. A ideia é manter a bolsa/balde cerca de
um metro acima de onde o enema será administrado. A maioria
dos pais coloca uma toalha no chão do banheiro e deita a criança
sobre a toalha (as crianças menores podem deitar no seu colo).
4. Consulte 0 gráfico quadro abaixo e meça a quantidade de água
apropriada para a pessoa que recebe o enema. A proporção é
duas gotas de CD para cada íoo m l de água morna filtrada.

Idade/Tamanho Volume de Água Gotas de CD


Criança 1/2 Litro (500ml) 10
Adolescente 1 Litro (1000ml) 20
Adolescente / Adulto até 2 Litros (2000ml) 40
5. Não acrescente nenhuma gota de CD ainda. O próximo passoé
aquecer a água na temperatura do corpo (98°F / 37°C). A água
deve estar morna ao toque - NUNCA quente! Semelhante à
temperatura do leite na mamadeira para um bebê... teste-a so­
bre a sua pele. Caso esteja preocupada em obter a temperatura
certa, utilize um termômetro de qualidade. Cuidado! Muitos
termômetros baratos costumam ser imprecisos!
6. Após a fase de aquecimento, coloque a água de volta no copo
grande de medição.
7. Consulte de novo o quadro na página anterior; prepare a mistura
de CD em um copo de dosagem seco e limpo que seja adequado
ao volume de água necessário. Por exemplo, caso seja para um
adolescente e esteja preparando a quantidade de um litro, então
será necessário misturar 20 gotas de clorito de sódio e 20 gotas
de ativador acídico para ter 20 gotas de CD. OBSERVAÇÃO: A
parte mais importante do enema é a água. Resista ao impulso de
acrescentar mais de duas gotas por íoom l de água.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 177
8. Após o tempo de ativação apropriado, coloque o CD concentrado
de seu copo de dosagem no copo grande de medição. Pode-se que­
rer lavar o copo de dosagem com um pouco de água do copo grande
de mistura para obter toda a solução de CD concentrada na água.
9. A bolsa/balde deve agora estar em seu local de trabalho com a
mangueira firmemente presa. Coloque a extremidade da man­
gueira sobre a parte superior da bolsa/balde. Um pregador
pode ser útil para segurá-la sobre a bolsa/balde. Agora, encha
a bolsa/balde até aproximadamente a quantidade de % com a
mistura de água com CD que você acabou de preparar.
10. Certifique-se de que a mangueira esteja cheia de água. Você
pode deixar um pouco escorrer para a pia ou algum outro reci­
piente, e depois prenda-a. O balde típico para enema tem um
fecho plástico para este fim. A bolsa típica tem válvula onde o
cateter é preso. Você deve estar atenta para que 0 ar armazena­
do na mangueira seja transferido para 0 cólon.
11. Se todos os itens acima estiverem prontos, está na hora de le­
var seu filho para o banheiro.
12. Explique ao seu filho o que será feito. Alguns pais dizem que
vão inserir um cateter que tem uma “água especial” que irá aju­
dá-lo a se sentir melhor. Um garotinho apelidou 0 processo de
“remédio de bumbum”, e um outro definiu-o como “lavagem
de bumbum”. Recomendamos que diga que você é a única pes­
soa que tem a permissão de fazer isso com ele. Apenas diga o
que for necessário dizer para explicar o que está acontecendo.
13. Se a criança estiver no chão (sobre um tapete ou toalha), ela
deve deitar de bruços. Se a criança for pequena, então deitá-la
sobre 0 seu colo é a melhor opção. Você também pode colocá-la
de quatro no chão.
14. Coloque uma ou duas gotas de óleo de coco (ou semelhante) no
ânus da criança para que a área fique bem lubrificada.
1 5 - Agora pegue a mangueira e gentilmente insira a ponta (sendo
suficiente inserir apenas de três a cinco centímetros - não é
176 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

3. Supondo que você esteja usando uma das bolsas de gravidade


sugeridas, descubra um local bom e estável para pendurá-la. 0
melhor local realmente depende do seu tipo de banheiro e onde
irá colocar a criança durante 0 procedimento. Eu penduro a mi­
nha em um gancho para toalhas no banheiro ou pode-se usar 0
suporte da cortina do box. A ideia é manter a bolsa/balde cerca de
um metro acima de onde 0 enema será administrado. A maioria
dos pais coloca uma toalha no chão do banheiro e deita a criança
sobre a toalha (as crianças menores podem deitar no seu colo).
4. Consulte o gráfico quadro abaixo e meça a quantidade de água
apropriada para a pessoa que recebe o enema. A proporção é
duas gotas de CD para cada íoo m l de água morna filtrada.

Idade/Tamanho Volume de Água Gotas de CD


Criança 1/2 Litro (500ml) 10
Adolescente 1 Litro (1OOOml) 20
Adolescente / Adulto até 2 Litros (2000ml) 40
5. Não acrescente nenhuma gota de CD ainda. O próximo passoé
aquecer a água na temperatura do corpo (98°F / 37°C). A água
deve estar morna ao toque - NUNCA quente! Semelhante à
temperatura do leite na mamadeira para um bebê... teste-a so­
bre a sua pele. Caso esteja preocupada em obter a temperatura
certa, utilize um termômetro de qualidade. Cuidado! Muitos
termômetros baratos costumam ser imprecisos!
6. Após a fase de aquecimento, coloque a água de volta no copo
grande de medição.
7. Consulte de novo 0 quadro na página anterior; prepare a mistura
de CD em um copo de dosagem seco e limpo que seja adequado
ao volume de água necessário. Por exemplo, caso seja para um
adolescente e esteja preparando a quantidade de um litro, então
será necessário misturar 20 gotas de clorito de sódio e 20 gotas
de ativador acídico para ter 20 gotas de CD. OBSERVAÇÃO: A
parte mais importante do enema é a água. Resista ao impulso de
acrescentar mais de duas gotas por íoom l de água.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 177
8. Após o tempo de ativação apropriado, coloque o CD concentrado
de seu copo de dosagem no copo grande de medição. Pode-se que­
rer lavar o copo de dosagem com um pouco de água do copo grande
de mistura para obter toda a solução de CD concentrada na água.
9. A bolsa/balde deve agora estar em seu local de trabalho com a
mangueira firmemente presa. Coloque a extremidade da man­
gueira sobre a parte superior da bolsa/balde. Um pregador
pode ser útil para segurá-la sobre a bolsa/balde. Agora, encha
a bolsa/balde até aproximadamente a quantidade de 3A com a
mistura de água com CD que você acabou de preparar.
10. Certifique-se de que a mangueira esteja cheia de água. Você
pode deixar um pouco escorrer para a pia ou algum outro reci­
piente, e depois prenda-a. O balde típico para enema tem um
fecho plástico para este fim. A bolsa típica tem válvula onde o
cateter é preso. Você deve estar atenta para que o ar armazena­
do na mangueira seja transferido para 0 cólon.
11. Se todos os itens acima estiverem prontos, está na hora de le­
var seu filho para o banheiro.
12. Explique ao seu filho o que será feito. Alguns pais dizem que
vão inserir um cateter que tem uma “água especial” que irá aju-
dá-lo a se sentir melhor. Um garotinho apelidou 0 processo de
“remédio de bumbum”, e um outro definiu-o como “lavagem
de bumbum”. Recomendamos que diga que você é a única pes­
soa que tem a permissão de fazer isso com ele. Apenas diga o
que for necessário dizer para explicar o que está acontecendo.
13. Se a criança estiver no chão (sobre um tapete ou toalha), ela
deve deitar de bruços. Se a criança for pequena, então deitá-la
sobre 0 seu colo é a melhor opção. Você também pode colocá-la
de quatro no chão.
14. Coloque uma ou duas gotas de óleo de coco (ou semelhante) no
ânus da criança para que a área fique bem lubrificada.
15. Agora pegue a mangueira e gentilmente insira a ponta (sendo
suficiente inserir apenas de três a cinco centímetros - não é
i /o Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

necessário mais do que isso), e o músculo esfíncter irá manter


a ponta do cateter no lugar. Caso tenha problemas com a in­
serção do cateter, então pode ser necessário colocar um pouco
mais de óleo e/ou ajustar o ângulo.

16. Libere o fecho ou abra a válvula para permitir que o líquido


flua. O objetivo é encher e liberar - NÃO encher e segurar. Es­
tamos imitando o processo do cólon que é composto de uma
quantidade de água no ambiente interno.
17. É bem provável que seu filho segure o conteúdo por si mesmo.
Ele prenderá com força para não “deixar sair”. Isso acontece
naturalmente.
Fazemos 0 método de encher e liberar. A primeira parte do enema
é geralmente fezes.
Depois disso, geralmente vemos parasitas e/ou biofilme.
É uma experiência de aprendizado, e conforme o tempo for pas­
sando, você vai pegando o jeito.

Citação de um adolescente que utiliza o Protocolo:"Eu gosto dos ene­


mas. Antes de fazê-los eu fico furioso. Mas depois de fazer um, me
sinto melhor. Minha fúria sai com as minhas fezes".

Método da Seringa/Cateter
Antes de começar a usar a bolsa de gravidade, o método da se-
ringa/cateter era o meu favorito. Temos um vídeo em nosso canal no
YouTube que mostra como encher as seringas e trocá-las enquanto se
utiliza 0 cateter. Caso não tenha acesso a esse vídeo, aqui está uma ex­
plicação sobre como fazer isso:
1. Encha uma tigela com água filtrada em temperatura ambiente
e encha suas seringas. Caso seu filho utilize 50oml para um
enema, encha todas as cinco seringas e jogue fora a quantidade
de água que ainda sobrou na tigela.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 179

2. Esguiche toda a água das seringas de volta na tigela. Agora há


exatamente so o m l de água purificada.
3. Ative suas gotas de CD em um copo de dosagem seco e limpo.
Caso utilize dez gotas, ative-as e então utilize a água de sua ti­
gela para cessar o processo de ativação.
4. Coloque o conteúdo do copo de dosagem de volta na tigela.

5. Encha novamente suas seringas com a solução ativada de CD.


6. Lubrifique a ponta de seu cateter com óleo de coco e prenda a
primeira seringa.
OBSERVAÇÃO: Caso queira preservar as marcas de graduação nas
seringas, cubra-as com fita adesiva plástica clara. As marcas impressas
são muitas vezes facilmente apagadas, e a fita impedirá que isso aconteça.
Método Fleet de Enema
A terceira opção de enemas é usar um enema Fleet, que pode ser
comprado em qualquer farmácia. Este método é aceitável, caso não te­
nha acesso a outros itens, mas queira começar imediatamente, pois, de
forma geral, é fácil de se achar. Um bulbo de enema é um enema rápido
e sem 0 abastecimento prévio com solução salina. Pule o passo 1 se for
este 0 que estiver usando:

1. Retire 0 conteúdo do enema (basicamente água salina). Já que


0 Enema Fleet contém apenas i37ml, duas gotas de CD são 0
número máximo que se pode acrescentar. Para utilizar mais
água, esvazie os enemas Fleet extras.
2. Ative suas duas gotas de CD e dilua-as com água filtrada (não
água da torneira).

3. Canalize a solução de CD ativada de volta para o frasco Fleet.


Insira o aplicador e esprema o frasco até que todo ou a maior
parte do conteúdo se esvazie.
Comentários e Sugestões dos Pais
A maioria das pessoas fica surpresa em saber o quanto isso fun­
ciona. Alguns pais perguntam se eles podem fazer o Protocolo sem os
180 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

enemas; então eu digo que sim, mas por quê? Os resultados são sim­
plesmente muito melhores com eles. De fato, os enemas vêm sendo
usados há milhares de anos e a hidroterapia do cólon está se tornando
uma tendência na recuperação do autismo.

No início, eu realmente me sentia intimidada pelos enemas. Entre­


tanto, o sistema de seringa/cateter é brilhante. Eu lubrifico a ex­
tremidade com óleo de coco, anexo a seringa e peço ao meu filho
para que coloque. Ele tem 7 anos e fala muito pouco. Ele começou
a inserir a ponta sozinho, talvez no nosso 3o ou 4o enema nesse
sistema, e eu coloquei a seringa. Alguns meses depois de enemas
em dias alternados, ele já está fazendo a parte de colocar a seringa
por conta própria. Eu só encho e troco as seringas. Estamos agora
com 11 seringas de 100m, com 3-5 liberações por enema (4 meses
com enemas). Ele pede os enemas frequentemente em dias que
não planejo dar-lhe nenhum. Ele pega a caixa com materiais e a
entrega na minha mão.

Aqui estão as diretrizes de enema de uma mãe:


Seja comedido a respeito disso, pois a sua atitude é que dita
o ritmo. Deixe todos os instrumentos do enema prontos no ba­
nheiro para o momento em que fo r feito. Coloque um cobertor
suave, felpudo e lavável no chão. Traga um iPad, iPhone, qual­
quer coisa que ocupe seu filho por alguns minutos. Eu faço os
enemas do meu filho após a sua defecação da tarde, caso aconte­
ça, porque acho que fica mais fácil porque ele já está no banhei­
ro. O intestino já está mais vazio, deixando mais espaço para o
CD. Além disso, quando fiz o enema perto da hora de dormir, ele
ficou acordado por mais uma hora. Erdretanto, outra criança
pode ter uma reação oposta. Eu me abaixo no chão, coloco uma
toalha de praia no meu colo, coloco meu filho sobre mim mas de
modo que ele tenha acesso ao seu Ipad; levanto seus joelhos um
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 181
pouco e aí começo. Pode-se colocar óleo de coco no ânus ou na
ponta do enema. Eu peço ao meu filho para contar para tentar
segurar o líquido lá dentro (No 4" enema, só conseguimos segu­
rar por 40 segundos). Depois vai-se tudo vaso sanitário abaixo,
e assim que acontece.
Se possível, inicie 0 enema com o seu filho deitado sobre o
lado esquerdo, então faça-o rolar para o lado direito. Desta fo r ­
ma, épossível que mais água alcance o cólon (Entretanto, talvez
isso não seja possível para todas as crianças).
Banhos de CD
Tomar banho com CD é outra boa forma de desintoxicar seu filho.
0 CD entra pelos poros e ajuda a lidar com as erupções cutâneas, co­
muns na desintoxicação do autismo. Este processo pode ser acrescen­
tado ao iniciar os enemas, após alcançar a dose oral plena, mas evite
dar a criança o banho de CD logo após um enema.
Os banhos de CD são feitos nos dias em que não se aplica o enema,
exceto se forem feitos enemas diários. Neste caso, deverão ser feitos em
horários opostos do dia.

ENEMAS EM DIAS ALTERNADOS

D o m in g o Segunda T erça Q u a r ta Q u in ta S e x ta Sábado

Enema Banho Enema Banho Enema Banho Enema

ENEMAS TODOS OS DIAS


(Os enemas também podem ser feitos de manhã e os banhos à noite).
Domingo Segunda T erça Q u a rta Q u in ta S e x ta Sáhado

M anhã M an h ã M anhã M an h ã M an h ã M anhã M anhã


Banho Banho Banho Banho Banho Banho Banho
Noite N o ite N oite N o ite N o ite N o ite N o ite
Enema Enema Enema Enema Enema Enema Enema

Os banhos de CD podem variar entre 10 gotas até 80 a 100 go­


tas. Tudo depende da pessoa e tamanho da sua banheira. Com crianças
182 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

mais jovens/menores podemos começar com dez gotas. Já que esta­


mos fazendo os banhos a cada dois dias, comece com dez gotas na se-
gunda-feira, 11 gotas na quarta-feira e 12 gotas na sexta-feira. Continue
aumentando até chegar a 20 gotas. Quanto maior e mais velha a pessoa
for, mais gotas consegue tolerar.
Encha a banheira até o nível que maximize o contato com a pele.
Se a criança começar a ter náuseas ou ficar apática ou com fezes
soltas, recue e descubra qual é a sua dose ideal nos banhos. Algumas
pessoas que sofriam de pressão de ventre crônica fizeram banhos de
CD com até 100 gotas e evacuaram durante o banho ou imediatamente
após, sem o uso de drogas, laxantes ou supositórios.
Banho de Vapor com CD
A inalação de CD para crianças costum a ser im possível, porque
não se pode dizer a uma criança, principalm ente uma criança com
autism o, para “apenas inalar um pouco”. Isso não vai funcionar. En­
tão, faça 0 seguinte:
Em uma banheira, com as portas do banheiro e janelas fecha­
das, coloque a tam pa de vedação da banheira, pingue 20 gotas ati­
vadas no chão da banheira e ligue a água quente (tem peratura tole­
rável). O vapor irá trazer 0 CD para o ar, deixando o banheiro cheio
de um vapor agradável.
Quando a banheira estiver cheia, desligue-a e deixe a criança
na água por 20 m inutos. Desta form a, a criança está absorvendo
o CD pela pele, assim com o inalando-o através do ar. Esta técnica
cria uma dose de concentração baixa, muito dispersa. Já vi mui­
tas crianças que viviam indo para o hospital, tom ando injeções
de esteroides e m uitos antibióticos por conta de bronquite, tosse,
asma, etc., e isso acontecia várias vezes. Dessa form a, esse deter­
m inado método de banhos de vapor tornou-se uma form a muito
suave de inalar o CD. Esse m étodo funciona maravilhosamente.
Se a criança estiver m uito resfriada e congestionada, faça admi­
nistrações orais, enem as e banhos de vapor. Os banhos de vapor
são fantásticos para a asma, resfriados, prim eiros sinais de gripe,
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 183
nariz escorrendo, tosse, etc. Ponha um fim nas idas a farm ácias
e hospitais.
Banhos de CD Para os Pés
Às vezes é im possível dar um banho de CD e apenas algum as
casas possuem banheiras. Para resolver isso, pode-se utilizar o ba­
nho de CD para os pés. Encha um recipiente plástico pequeno com
água quente (tem peratura tolerável) e acrescente as gotas ativadas
de CD.
Caso seu filho seja pequeno, comece com dez gotas ativadas e au­
mente a partir daí. Caso tenha um filho maior ou adulto, comece com
20 gotas e vá aumentando. Deixe os pés de molho por 20 minutos a
cada 2 dias, alternando com enemas em horários opostos do dia, caso
utilize enemas diários.
Protocolo 72/2 (Protocolo de Final de Semana)
Quando adm inistram os oito doses orais de CD a uma criança
ao longo do dia, estam os m atando mais e mais elem entos patogê­
nicos. Mas à noite, quando dorm im os, os elem entos patogênicos
não dormem. Então, a fim de correrm os à frente deles, podem os
administrar doses ao longo da noite. Im agine o progresso que
podemos conseguir se não lhes derm os a chance de ganhar força
durante a noite!

Por isso temos o protocolo 72/2, que consiste em administrar uma


dose de CD a cada duas horas por 72 horas direto — incluindo o meio
da noite. Aqui estão algumas dicas e diretrizes adicionais:
• Inicie o protocolo ao buscar seu filho na escola na sexta-feira.
• Dê-lhe a última dose 72/2 ao levá-los à escola na segunda-feira.
• Evite dar enemas de CD ou banhos de CD durante este proto­
colo, EXCETO se seu filho estiver despejando parasitas. Neste
caso, você pode precisar reduzir a quantidade de CD tanto na
dose de enema quanto na dose oral para garantir que a criança
não tenha uma reação de Herxheimer.
184 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Por que não administrar doses horárias durante o dia na dose


usual? É simplesmente excessivo caso você esteja fazendo isso
à noite toda também.
• Tente observar melhoras na terça-feira ou quarta-feira de cada
semana.
• De preferência, peça a seu/sua esposo/a ou pessoa da família
lhe ajude com as doses noturnas.
O segredo é observar seu filho e suas reações aos vários trata­
m entos enquanto m antém a pressão sobre a elim inação dos ele­
m entos patogênicos. Isso pode ser feito todo final de semana ou
nunca. Algum as fam ílias ficam tão felizes com os resultados que
adm inistram as doses durante a noite durante meses.
Água do Oceano

Este protocolo se concentra nos excessos, não nas deficiên­


cias. Enquanto estam os utilizando o CD para reduzir as popula­
ções de elem entos patogênicos e toxicidade de metais pesados no
corpo, precisam os rem ineralizar o corpo. A rem ineralização é ex­
trem am ente im portante pois os nutrientes vitais podem ser per­
didos jun to com as toxinas durante a desintoxicação. As crianças
com autism o m uitas vezes possuem deficiência de m inerais devi­
do a esses mesmos elem entos patogênicos e parasitas, assim como
disbiose do intestino, que pode im pedir a adequada absorção de
nutrientes. Precisam os fortificar nossas células e tecidos de forma
que possam superar as deficiências, e por fim retornar a um estado
de vitalidade.

A água do oceano ajuda a obter m ineralização e leva a um aumen­


to da conectividade cerebral, sem falar que os parasitas a odeiam.
A im portância da água do oceano para este protocolo não pode ser
m inim izada. Na página 501 do apêndice Testemunhos, você verá os
testes laboratoriais antes e depois, m ostrando que este protocolo,
quando utilizado corretam ente, pode corrigir desequilíbrios. Mais
de uma fam ília relatou unhas, cabelo e pele mais saudáveis, assim
como crescim ento apropriado e aumento de peso.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 185

Todos nós fom os ensinados que beber a água salgada do oceano


é perigoso. Deixe-m e esclarecer: não estam os incentivando ninguém
a beber copos cheios de água do oceano diretam ente, nem água m is­
turada com sal de cozinha. Isso provavelm ente deixaria qualquer
pessoa doente, já que seria sal demais para o corpo. Ao invés dis­
so, estamos falando da água do oceano diluída. A lém disso, não há
comparação entre a água do oceano verdadeira e apenas tom ar o sal
puro e misturá-lo em um copo d’água.

0 oceano é uma fonte com pleta de m inerais biodisponíveis para


o corpo humano. Prefiro a água do oceano a quaisquer m inerais sin­
téticos, pois o corpo a reconhece e a assim ila facilm ente.
A água do oceano contém traços de mais de 74 elementos biodis-
poníveis, incluindo:
• Sódio • Flúor • Iodo
• Ferro • Potássio • Magnésio
• Selênio • Cromo • Manganês
• Enxofre • Zinco • Cobre
• Cálcio • Silicone • Fósforo
• Molibdênio • Cloro • Bromo
• Cobalto • Vanádio • Ouro
• Boro • Níquel • etc.
• Prata • Lítio

Podemos utilizar a água diretam ente do oceano (diluída a 25%)


e bebê-la para nos rem ineralizarm os. Entretanto, a água deve vir de
locais limpos onde cardum es de pequenos peixes nadem e/ou perto
de vórtices de oceanos. Esses locais fornecem água lim pa e segura
que podemos utilizar. A m aior parte das pessoas não tem acesso
aos oceanos. Felizm ente, água lim pa do oceano está disponível co­
mercialmente através de vários sites na internet. Para mais infor­
mações sobre com o e porque a água do oceano é particularm ente
benéfica para todos nós, procure o trabalho de Rene Q uinton sobre
como ele curou doentes utilizando a água do oceano.
186 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Utilizando a Água do Oceano com o CD


Pode-se acrescentar a água do oceano antes de iniciar o CD ou
após alcançar a dose CD plena. Pode-se usar uma parte de água do
oceano + três partes de água potável m isturadas (1:3). Em caso de
ingestão excessiva de água do oceano, pode-se ter diarreia. Comece
com pouca, 5ml de água do oceano m isturada com ism l de água po­
tável, e vá aum entando conform e a tolerância.
Use o gráfico a seguir como guia:

Dosagem de Água do Oceano


Á G U A DO
ÁGUA VOLUME
TAM ANH O QUANDO OCEANO
P U R IF IC A D A TOTAL
PU RA

Começar com 5ml 15ml 20ml


C R IA N Ç A
Ir até 30 ml 90ml 120ml

Começar com 10 ml 30ml 40ml


A D O L E SC E N T E
Ir até 50 ml 200ml 250ml

Começar com 15 ml 45ml 60ml


AD O LESCEN TE
/A D U LT O
Ir até 75 ml 225ml 300ml

A água do oceano deve ser administrada três vezes ao dia, com a


primeira dose sendo dada de manhã, após a primeira dose de CD. Você
deve separar a dose de água do oceano das doses de CD por no míni­
mo cinco minutos. As crianças maiores podem tomar qualquer dose
entre 70 e i2om l, dependendo da criança. Alguns adultos tomam até
um copo (além da água de diluição) por dia. É importante ficar atento
a fezes soltas/diarreia ao aumentar a dose de água do oceano, pois isso
será um indicador de que a pessoa está em seu limite. A proporção de
água do oceano para água potável é 1:3 (uma parte de água do oceano
para três partes de água potável). É importante parar antes de ter diar­
reia. Então, precisamos acrescentar lentamente e conforme a tolerân­
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 187

cia. Se alguém sofre de prisão de vente, com a quantidade certa de água


do oceano isso irá mudar rapidamente. Então, aumente a quantidade
de água do oceano lenta e gradualmente.
Alguns pais relataram que seus filhos não bebem a água do oceano,
mesmo quando diluída, devido ao gosto salino. Pode-se tentar acres­
centar um pouco de SweetLeaf® Stevia ou, se necessário, acrescente a
água do oceano a uma bebida ou sopa. Conforme alguns puristas dos
benefícios da água do oceano afirmam, esquentá-la pode matar algu­
mas qualidades da água. Entretanto, seu filho ainda estará ingerindo
todos os minerais.
Biofilme
Um dos pioneiros na recuperação do autismo, o Dr. Anju Usman,
deu a comunidade do autismo uma das peças fundamentais do quebra
cabeça - o biofilme. As informações abaixo são usadas com a permis­
são da sua apresentação, Gut Biology and Treatment (Biologia do in­
testino e tratamento).
0 que é Biofilme?
Biofilme é uma coleção de comunidades microbianas incluídas em
uma matriz de substância polimérica extracelular (EPS) e separada por
uma rede de canais abertos de água. Essa arquitetura é um ambiente bas­
tante propícios para interações célula-célula, incluindo a troca intercelular
de material genético, sinais de comunicação e metabólitos, o que possibi­
lita a difusão dos nutrientes necessários para a comunidade do biofilme.
A matriz é composta de substância polissacarídea com carga nega­
tiva, unida por íons metálicos com carga positiva (cálcio, magnésio e
ferro). A matriz, na qual os micróbios em um biofilme estão embutidos,
os protege da exposição ao UV, toxicidade metálica, exposição a ácidos,
desidratação, salinidade, fagocitose, antibióticos, agentes antimicro-
bianos e sistema imunológico.
Ok, então, em termos leigos, essas são comunidades microbianas
(bactérias, cândida, vírus, etc.) que possuem uma camada protetora
em torno delas, o que as torna entre to o e to o o x mais difíceis de matar
do que aquelas que não vivem nessas comunidades protegidas.13
188 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Por que é tão difícil livrar-se delas?


• Os micróbios transmitem material genético de um para o outro
para manter a resistência.

• As colônias se comunicam mutuamente através do uso de mo­


léculas de quorum sensing.

• As colônias falham em expressar OMP (proteínas da membra­


na externa).14

Essas colônias são bastante impressionantes em seu desenvolvi­


mento. Elas se comunicam uma com a outra, compartilham material
genético para prolongar sua própria sobrevivência e não expressam
proteções da membrana externa. Esta última informação é muito im­
portante. Este é o principal motivo pelo qual o sistema imunológico
não ataca essas colônias. Elas não se expressam como uma ameaça e,
por isso, o sistema imunológico, que em muitas crianças com autismo
já está comprometido, não consegue detectá-las ou eliminá-las.
Além disso, devemos ter cuidado com os suplementos que escolhe­
mos dar às nossas crianças. Alguns suplementos e nutrientes podem
acidentalmente alimentar o biofilme. “Ao tentar matar os parasitas,
se você tomar cálcio, você não vai fazer progresso”, afirmou Usman.
“Cálcio, ferro e magnésio bloqueiam nossos esforços de desmantelar o
biofilme”.
Por que o CD Atua Sobre o Biofilme?
As comunidades de microorganismos se prendem às superfícies
(em muitos casos o intestino), e são unidas pelos polissacarídeos (açú-
cares/carboidratos) e pelo ferro, cálcio e magnésio. EDTA é um que-
lante conhecido e, pode romper os vínculos (ferro, cálcio e magnésio)
que mantêm a matriz junta. Nem um antibiótico sozinho e nem o que-
lante sozinho é eficaz contra o biofilme (bacteriano) estafilococo. En­
tretanto, quando combinados, o EDTA rompe os vínculos, expondo as
bactérias ao agente antibacteriano, possibilitando que o corpo expulse
a biomassa.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 189

0 dióxido de cloro oxida os compostos inorgânicos ao remover


suas cargas de forma eficaz. É assim que funciona: Fe2+, Ca2+, e Mg2+
são íons de carga positiva que mantêm a matriz de carga negativa jun-
ta Quando essas substâncias são oxidadas pelo CD, as bactérias ficam
então expostas ao CD, o qual pode oxidar (matar) as bactérias, permi­
tindo que o corpo finalmente expulse a massa de biofilme.
Muitos pais que utilizam o dióxido de cloro oralmente, e com ene­
mas, encontraram biofilmes nas fezes dos seus filhos. O biofilme pode
ter uma aparência espessa, mucosa, turva, esbranquiçada, acinzentada
e às vezes tem a aparência de uma meia-calça, etc.
Existem mais informações interessantes disponíveis no AutismPe-
dia sobre o trabalho do Dr. Usman com biofilme.14

Tivemos nossa consulta e, para nossa surpresa, quando ele a exa­


minou para saber se ela tinha a doença de Lyme, deu negativo.
Apenas 3 meses antes, e antes de iniciar o MMS, ela foi examinada
e tinha dado muito positivo. Ele ficou feliz com o resultado. Obri­
gada pela orientação e por me ajudar com minhas questões. Eu
realmente agradeço a sua ajuda em nos fazer dar um passo mais
próximo da cura.

O artigo “Lyme-Induced Autism Conference Focuses on Biofilm


and Toxicity”(Conferência sobre o autismo induzido pela doença de
Lyme enfoca biofilme e toxidade),15 por M ary Budinger, também dis­
cute os efeitos dos elementos patogênicos presentes no biofilme sobre
a doença de Lyme e o autismo. Segue abaixo uma citação notável do
artigo mencionado acima, de autoria do Dr. Stephen Fry da Fry Labs,
que explora as possíveis causas patogênicas de doenças crônicas.
Eu posso estar errado, mas quem sabe eu posso estar cer­
to. Lembre-se de que costumava-se pensar que as úlceras es­
tomacais eram causadas por produção excessiva de ácido. En­
tão, Barry Marshall e o Dr. Robin Warren viraram o dogma
190 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

médico de cabeça para baixo ao provar que uma bactéria era


a causa. Ambos identificaram a bactéria H. pylori e provaram
como ela causa inflamação, e também as úlceras. Talvez emio
anos sejamos inteligentes o bastante para saber que o “auto”em
“autoimune” na verdade significa elemento patogênico e todo
o conceito de autoimunidade irá mudar. A inflamação crônica
é infecção crônica. Na doença autoimune, o meu modelo é que
existe uma infecção crônica que não consegue ser eliminada.
Assim, o sistema imunológico está sempre ligado. Os autoanti-
corpos são devidos a apoptose e morte das células hospedeiras
com a resposta imune hospedeira.
Concordo plenamente e sou muito grata por termos o CD para
combater os elementos patogênicos e restaurar o corpo a um estado
de saúde.
Disfunção Mitocondrial
As crianças no espectro também têm maior probabilidade de ter
disfunção mitocondrial que as crianças neurotípicas da mesma faixa
etária. Segue abaixo um trecho de Science Daily.16
As crianças com autism o têm probabilidade muito maior
de ter déficit em sua capacidade de produzir energia celular do
que as crianças em desenvolvim ento típico, afirm a um novo
estudo dos pesquisadores da UC Davis. O estudo, publicado
no Journal o f the American Medicai Association (JAMA),
descobriu que o dano cum ulativo e stress oxidativo na mito-
côndria, o produtor de energia da célula, poderia influenciar o
com eço e a gravidade do autism o, sugerindo uma forte ligação
entre autism o e defeitos m itocondriais.
“As crianças com doenças mitocondriais podem apresentar
intolerância ao exercício, convulsões e declínio cognitivo, den­
tre outros distúrbios. Algumas manifestarão sintomas da doen­
ça e outras aparecerão como casos esporádicos”, afirmou Cecilia
Giulivi, a autora líder do estudo e professora no Departamento
de Biociências Moleculares na Escola de Medicina Veterinária
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 191

da UC Davis. “Muitas dessas características estão presentes nas


crianças com autismo”.
A disfunção na mitocôndria já é associada a uma série de ou­
tros distúrbios neurológicos, incluindo doença de Parkinson, mal
de Alzheimer, esquizofrenia e transtorno bipolar. A mitocôndria
frequentemente responde ao stress oxidativo fazendo cópias ex­
tras do seu próprio DNA. A estratégia ajuda a garantir que alguns
gens normais estejam presentes mesmo se outros forem danifica­
dos pela oxidação. Os pesquisadores descobriram números mais
altos de cópia de mtDNA nos linfócitos de metade das crianças
com autismo. Essas crianças possuíam números igualmente altos
de conjuntos de mtDNA em seus granulócitos, outro tipo de célula
imune, demonstrando que esses efeitos não eram limitados a de­
terminado tipo de célula. Duas de cinco crianças também tinham
supressões em seus gens de mtDNA, enquanto que nenhuma das
crianças do grupo de controle demonstrou supressões.10
Em nosso webinar MMSAutism, o Dr. Andreas Kalcker menciona
que 0 CD muda o potencial elétrico da membrana mitocondrial.17 Isso
leva a uma energia maior em cada célula do corpo, incluindo as células
do sistema imunológico. A mitocôndria é 0 gerador elétrico ou “usina
de força” de cada célula. Ao desligarmos este gerador elétrico, o câncer
pode se desenvolver. Se a célula não conseguir produzir energia elétri­
ca através da oxidação, ela irá utilizar fermentação.
Na prática, o que tenho visto é que as crianças que sofriam de falta
de energia, apatia e outros sintomas que podem estar relacionados à
disfunção mitocondrial recuperaram a energia com o uso de CD. Elas
são capazes de se exercitar de novo, andar sem serem carregadas e po­
dem cognitivamente se envolver em atividades sem se cansarem. Você
verá alguns testemunhos mencionando “assuntos mito” no final do li­
vro. É maravilhoso ver que esta é outra forma pela qual o CD pode
ajudar as pessoas do espectro a se curarem.
192 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Estatísticas ATEC
Através de alguns dos nossos grupos no Facebook, estamos cole-
tando dados ATEC do último ano. Apenas para lhe dar uma ideia do
que outras pessoas estão experimentando em termos de resultados de
exames, seguem algumas estatísticas:
• 246 pais nos deram 2 pontuações ATEC. Dentre elas, a queda mé­
dia entre ATECi e ATEC2 é 15 pontos. Coletamos os dados ATEC
trimestralmente; então, em geral, essa queda se dá em três meses
ou menos. Quanto mais afetada a criança, maior é sua queda ini­
cial. As crianças que começaram com ATEC acima de 100 tive­
ram em média uma queda de 26 pontos entre ATECi e ATEC2.
• Desses 246 relatórios ATEC, 32 crianças (13%) ganharam pon­
tos no primeiro trimestre. O ganho médio entre esses 32 foi 7
pontos. Todas as 32 reportaram pontuações ATEC três meses
depois e 29 delas tiveram queda de pontos entre suas pontua­
ções ATEC2 e ATEC3. Além disso, 13 entre as 29 que tiveram
queda de pontos o suficiente para colocá-las na mesma pontu­
ação ou abaixo da pontuação inicial do ATECi. O que significa
na marca de 6 meses, que apenas 19 das 246 (ou 7%) ganharam
pontos. 93% das crianças que fazem este protocolo melhora­
ram sua pontuação ATEC na marca de seis meses.
• Até agora 163 pais nos forneceram quatro pontuações ATEC con­
secutivas (abrangendo um ano no protocolo). Dentre esses 163, a
queda média no ATEC entre o ATECi e 0 ATEC4 foi de 24 pontos.
• Desses 163, um total de 9 ou 6% relatou um aumento na pon­
tuação ATEC entre ATE Ci e ATEC4. O aumento médio foi de 6
pontos. 94% das crianças que fizeram este protocolo melhora­
ram sua pontuação ATEC na marca de um ano.
• No grupo do Facebook que coleta os dados ATEC, tivemos 25
recuperações, conforme definidas pela ATEC, caindo até 10
ou menos em um ano. Então, temos uma taxa de 15% de re­
cuperação, conforme definido pela queda da pontuação ATEC
abaixo de 10, de acordo com os pais que fizeram este protoco­
lo ao longo de um ano.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 193

Assim, isso mostra que quanto mais tempo passam no protocolo,


mais pontos perdem.
Embora o que mais queremos seja uma pesquisa estatística de
“alto nível”, sem dúvida, este foi um grande passo na direção certa e
demonstra que o protocolo realmente funciona. Mas é necessário di­
nheiro para pesquisar.
0 QUE FAZER E O QUE NÃO FAZER com o CD na Recuperação
do Autismo
FAÇA Analise toda a suplementação atual que seu filho está to­
mando e retire todos os suplementos que contenham quaisquer antio-
xidantes, incluindo vitamina C, vitamina E, vitamina A, vitamina K,
ALA, Coenzima Q e prata coloidal, pois esses elementos neutralizam
o CD, tornando-o ineficaz.
FAÇA Considere retirar os suplementos que incluem ferro e vi­
tamina Bi2. Esses são os alimentos principais de parasitas, o que expli­
ca porque muitas crianças têm deficiência deles. Caso tenha deficiência
crônica de ferro ou vitamina B12, releia o capítulo sobre parasitas. Es­
ses níveis devem normalizar quando os parasitas não estiverem mais
consumindo nutrientes.

FAÇA Utilize o Método da Mamadeira de vidro de 240ml com


uma tampa que possibilite uma vedação completa, e comece com uma
gota, independentemente do peso da criança. Aumente a dose em uma
gota por dia, até alcançar a dosagem ideal.
FAÇA Administre as doses com frequência ao longo do dia.
Quanto menos tempo os elementos patogênicos tiverem para se pro­
liferar, melhor. Administre no mínimo oito doses por dia, mas tente
dar mais doses, se possível. Aumente até 16 doses em casos de PANS/
PANDAS e situações agudas, como resfriados e gripe.
FAÇA Ative o CD pelo tempo adequado de acordo com o ácido
que irá utilizar. HCI e ácido cítrico ativam o clorito de sódio em 6o
segundos.
194 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

FAÇA Suplemente os minerais utilizando água do oceano.


FAÇA Evite completamente o seguinte: frutas cítricas, xarope de
milho, sucos de frutas, chá verde, abacaxi, vitaminas C, E, A e K. Ape­
nas dê leite de coco e água de coco no mínimo uma hora após a última
dose de CD à noite, para que não tenham chance de afetar o CD. O leite
de coco e a água de coco são muito alcalinos.
NÃO dê suco de frutas de forma alguma - nem fresco, nem orgâ­
nico, nem feito em casa ou comprado.
NÃO dê comidas altamente antioxidantes, incluindo chocolate
(cacau), café, chá verde, kombucha, frutas cítricas, abacaxi, manga ou
kiwi. Berries (caso seja inevitável) só podem ser dadas à noite, uma
hora após a última dose de CD.
NÃO misture nada além de água com suas gotas de CD.
NÃO dê CD com comida.
NÃO use filtro de água no banho que libera vitamina C. Sim, isso
existe para neutralizar o cloro na água da torneira. Infelizmente tam­
bém neutraliza o dióxido de cloro.
Lista de Soluções de Problemas com o CD
Antes de concluir que o CD não está funcionando para seu filho,
Por favor verifique a lista abaixo de erros comuns. Se parecer que você
está fazendo tudo certo, mas você não está colhendo os benefícios, por
favor, antes de desistir, utilize uma das opções de suporte mostradas
no Apêndice 17, na página 521. Você NÃO está só! Nós temos uma rede
de pais que está pronta e disposta a lhe ajudar.
□ Você está preparando o seu CD em um copo de dosagem seco,
limpo ou outro tipo de recipiente de vidro que garanta que am­
bos os produtos químicos estejam se misturando?
□ A mistura CD está ficando marrom amarelada? Deve existir um
cheiro semelhante ao cloro. Se não existir, algo está errado.
Talvez você a sua química esteja ruim ou incorreta. Talvez 0
fornecedor tenha feito algo errado no preparo das soluções.
□ Você está usando a proporção correta de clorito de sódio para
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 195

as gotas do ativador acídico? Veja o quadro na página 94 para


a proporção correta da mistura, dependendo do tipo e concen­
tração que esteja usando.
□ Você está permitindo o tempo de ativação correto antes da di­
luição com água após misturar o clorito de sódio e o ativador
acídico? Veja o quadro na página 94 para o tempo de ativação
mínimo que se deve esperar para que a reação química ocorra.
□ Caso questione a potência do seu CD, então você talvez queira tes-
tá-la. Veja o Apêndice 6, página 694 para informações sobre teste.
□ O seu CD ou ativador está turvo ou não mudando a cor após se­
rem misturados? Se for o caso, algo está errado com um ou am­
bos os produtos químicos. Verifique junto ao seu fornecedor.
□ Você deixou sua solução na mamadeira sob a luz solar direta?
Uma breve exposição à luz não traz problemas, mas se for dei­
xada no carro quente por uma hora, pode perder a potência.
□ Você está mantendo a mesma solução na mamadeira por muitas
horas? Ela deve ser usada no mesmo dia em que for preparada.
□ Você está dando suplementos antioxidantes ou multivitaminas
contendo oxidantes? Vitamina C, vitamina E, etc., não deve. Óleo
de fígado de bacalhau e suplementos de óleo de peixe em geral
possuem muitos antioxidantes para impedir que estraguem.
Certifique-se de não dar esses também. Misturar quaisquer des­
ses elementos irá cancelar o efeito do CD — e a vitamina. Você
PODE administrá-los com o intervalo de algumas horas.
□ Você verificou todos os seus rótulos de suplementos e alimen­
tos para certificar-se de que eles não contêm antioxidantes?
□ Você retirou todos os sucos e todas as frutas cítricas da dieta
(incluindo laranjas, abacaxi, manga, kiwi)? Mirtilos, frambo­
esas e outras do tipo, (caso não possa evitá-las) só podem ser
dadas à noite, no mínimo uma hora após a última dose de CD.
□ Você está dosando o CD 30 minutos depois da comida, no m í­
nimo (uma hora é o ideal, mas nem sempre possível)? Lanches
196 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

levam 15 minutos e dosamos o CD 16 vezes por dia.


□ Você está misturando coisas com seu CD, como bicarbonato <Je
sódio, suco, etc? A única coisa que se pode acrescentar em sua
dose de CD é mais água!
□ Você está usando água alcalina para preparar o seu CD? A água
alcalina mata o CD. Alguns sistemas caros de filtragem de água
são projetados para produzir água alcalina, o que devemos evi-
tar totalmente.
□ Você está quebrando a Dieta ? Será que existem infrações ali­
mentares na escola ou com os parentes enquanto você não está
por perto?
□ Você está administrando uma dose tão alta a ponto de de­
sintoxicar seu filho rápido demais e levá-lo a uma reação de
Herxheimer? Algumas pessoas precisam aumentar a cada três
dias — e NÃO todo dia.
□ Suas doses são baixas demais para se conseguir algum resultado?
□ Você está dando muito poucas doses de CD? Precisamos de no
mínimo oito doses por dia ou mais.
a Você começou o Protocolo antiparasitário Kalcker? Caso tenha
feito três Protocolos Parasitas (PP), está na hora de começara
procurar suplementos, quelação, HBOT, GcMAF, etc.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Posso usar menos de 3oml de água para administrar uma
dose de CD? 3om l de água ou mais é o ideal. Pode-se sempre acres­
centar mais água, mas a quantidade de 30ml é o mínimo por gota.
Estamos usando o Protocolo e estamos em cinco gotas ati­
vadas de CD na mamadeira. Os sintomas autistas “comuns”
do meu filho se exacerbaram ao máximo. Ele tem uma pri­
são de ventre horrível, movimentos repetitivos, escrita con­
fusa e ele parece estar em péssima forma. Nossa dose-alvoé
15 gotas. O que eu devo fazer?
O protocolo geral é esperar com enemas CD e banhos de CD até
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 197

que um deles esteja em sua dose alvo completa. Seus sintomas nega­
tivos provavelmente se dão pela reabsorção de toxinas de suas fezes
retidas. É necessário resolver essa prisão de ventre para impedir esse
círculo vicioso. Administre enemas de CD ou banhos de CD em dias
consecutivos. Isso deve ajudar com a prisão de ventre e remover as
toxinas de seu sistema. Então, assim que ele estiver estável, continue
lentamente aumentando até a dose plena.
O que devo fazer se meu filho consegue tolerar “doses du­
plas” (6oml na mamadeira) o dia todo sem a reação Herxing?
Se seu filho está tomando “doses duplas” o dia todo, então, esta
NÃO é uma dose dupla, mas sim sua dose real. Dependendo dos seus
benefícios e do que mais estiver colocando em seu protocolo, você pode
considerar aumentar a dosagem a partir daí.
O 72/2 só é válido se você tiver feito o protocolo parasita?
Nós estamos em dose oral plena, mas não faremos o PP até a
próxima lua cheia.
Você pode fazer 0 protocolo 72/2 antes do Protocolo Parasita, mas
deve-se ter alcançado a dose plena de CD.
Estamos realmente lutando para conseguir administrar
doses suficientes de CD durante o período da escola. Esta­
mos conseguindo oito, mas realmente precisamos de mais
(muito mais). A dosagem noturna não é uma opção (ele não
vai voltar a dormir; nossas manhãs começam muito cedo) e
nem ir para a escola durante o dia para lhe administrarmos
as doses (nós dois trabalhamos). Algum conselho?
Alguns pais estão administrando as doses a cada 45 minutos para
acertar as doses no tempo em que estão com seus filhos. Entretanto,
precisamos matar os elementos patogênicos o dia todo. Não é possível
matar os elementos patogênicos com eficácia quando eles passam 16
horas sem uma dose de CD. É necessário administrar de 1 a 2 doses an­
tes de a escola começar. Então, dê as outras 6 (idealmente mais) após
a saída da escola e à noite.
198 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Meu filho odeia o sabor do CD. Posso dar Stevia com Cj)
para melhorar o gosto?

Recentemente descobrimos que algu­


mas marcas de Stevia são compatíveis com
CD, CDS e CDH (as marca SweetLeaf® e
KAL1'); elas não reduzem a potência. Entre­
tanto, os testes anteriores não foram tão po­ > Sw .7tí«i[ g
- Sweet £
Drêps *
sitivos. Alguns aditivos podem ser o motivo
’- M ar- \
pelo qual isso aconteceu em nossos testes
iniciais. Tente usar apenas Stevia puro ou
verifique nos grupos do Facebook o que ou­
tras pessoas estão usando com sucesso.

Os testes preliminares mostram que algumas marcas de


Stevia podem ser usadas com o CD para melhorar o gosto
sem perder a potência. As duas marcas que testamos inter­
namente são SweetLeaf“ e KAL®. Algumas de nossas mães
reportaram ter usado de forma bem sucedida as versões de
SweetLeaf1' com sabor.

Quando você diz fazer duas mamadeiras de 11 gotas uma


após a outra, você quer dizer um total de 22 gotas em 16 ho­
ras? Correto? Vou acrescentar lentamente o CD na adminis­
tração oral devido aos comportamentos. Se eu aumentar de
11 para 22 gotas em um dia, ele não terá uma desintoxicação
forte e comportamentos extremos?

As doses têm que ser distribuídas ao longo de 16 horas ou mais,


de forma que a cada 60 m inutos seja ingerida a mesma quantidade.
É diferente de colocar 22 gotas em 240 ml de água. Os comporta­
mentos associados a bactérias (PANDAS/PANS) são frequentemen­
te reduzidos com a adm inistração da dose tolerada distribuída em
períodos de tempo m aiores. Lem bre-se de que o CD só fica ativo no
corpo por cerca de uma hora.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 199

Meu filho parece muito desconfortável. O que eu devo fa­


zer? Caso ocorra uma desintoxicação deste tipo, suspenda a dosagem
por um dia. No dia seguinte, retome a última dose quando a criança es­
tava estável. Os elementos patogênicos estão morrendo e as toxinas es­
tão sendo liberadas na corrente sanguínea para saírem do corpo. Isso
causa desconforto em algumas pessoas.

Como saber se devo ir além da dose oral completa de CD?


A reação de Herxheimer será o seu maior indicador, caso tenha ido
longe demais. Caso tenha alcançado a dose oral plena e ainda assim
parecer que seu filho estagnou, marque uma consulta com Kerri para
discutir suas opções.

OBSERVAÇÃO: O quadro da dose oral plena (página 164) é apenas


um guia geral e não algo que se aplique a todas as pessoas.
Uma hora é tempo suficiente para separar os neutraliza-
dores do CD da dose de CD?
0 CD só fica ativo no corpo por cerca de uma hora. Entretanto, su­
plementos como vitaminas A, C, E, K e ALA, C0Q10 e GSH (glutationa)
precisam ser evitadas. Além disso, suco de laranja, suco de abacaxi e
outras frutas altamente antioxidantes são um problema, mesmo depois
de uma hora. Então, a melhor coisa a fazer é eliminar tudo que mata
0 CD. Caso contrário, é quase como se não se estivesse usando o CD.
Eu já vi isso acontecer várias vezes e não vale a pena. Os antioxidantes
destroem o CD. Não há período de tempo que seja seguro para usar os
antioxidantes com CD.
Eu sei que tenho que iniciar o protocolo parasitas em um
determinado dia do mês, mas e quanto à primeira dose de CD?
Pode-se começar a dar o CD em qualquer dia do mês. Entretanto,
pode ser mais fácil começar em um final de semana ou em um dia em
que você possa estar com o seu filho o dia inteiro para se certificar de
que todas as doses serão administradas, e para ficar de olho nele para
ter certeza de que não vai sofrer a reação de Herxheimer.
200 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O que é 72/2?
72/2 é quando se dá a dose a cada duas horas o dia todo por 72 ho,
ras. Utilizamos uma mamadeira e meia para passar as horas noturnas
Isso pode ser acrescentado assim que estiver confortável com sua dose
oral plena e tiver acrescentado os enemas e banhos. Veja página ug
para mais informações.
Você recomenda o 72/2 para todas as pessoas?
Assim que a criança tiver em 100% de seu CD oral, enema e banho
então elas podem ter um fim de semana 72/2. Isso é exaustivo para os
pais, mas algumas crianças se dão muitíssimo bem. Muitas famílias
conseguem um progresso ótimo. Mas, caso você faça por alguns finais
de semana e não veja nenhum progresso posterior, então pode esque­
cer. Os benefícios costumam ser vistos entre dois e três dias após 0
final do 72/2.

Meu filho sofre de prisão de ventre. Eu posso começar


com os enemas antes de chegar à dose oral plena?
Qualquer pessoa que sofra de prisão de ventre precisa dos enemas
imediatamente. Eles podem ser combinados com doses orais. Ainda
assim, comece lentamente, mas é importante estimular a defecação
com qualquer protocolo de desintoxicação. Quando há prisão de ven­
tre, não esperamos para iniciar os enemas.

Qual a quantidade máxima de água para usar com os ene­


mas? Quantas vezes deve-se segurar e liberar?
Em primeiro lugar, não encoraje a segurar. Ao invés disso, encha e
libere, que é parecido com uma limpeza de cólon feita em casa. Se seu fi­
lho conseguir segurar por alguns segundos sem estardalhaço, então está
ótimo. O número de ciclos depende dos resultados de cada um. Se tudo
o que você conseguir obter for água, você pode terminar, a menos que a
pessoa esteja seriamente constipada. A quantidade de água realmente
depende do tamanho da pessoa e número de ciclos administrados. Mi­
nha filosofia básica é: qualquer enema é bom. Então, mesmo se não sair
muito, ainda assim estão sendo introduzidos um pouco de água e CD.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 201

É possível que meu filho esteja expelindo muco após seus


CIiCinas CD? O que acontece com o muco? Por que ele existe?
£ a saída de muco é algo bom ou ruim?
O muco é sempre sinal de inflamação e pode conter elementos pa­
togênicos e parasitas. O muco abriga os elementos patogênicos. A in­
flamação e o muco podem ser causados por alergias e elementos pato­
gênicos. É comum ver o muco sair no começo dos enemas, pois nossas
crianças possuem muita disbiose intestinal.
Qual seria um bom método de enema para um garoto
de 17 anos? Tenho dificuldade em entender a parte do livro
referente aos enemas. O vídeo realmente ajuda, mas estou
tendo problemas ao me imaginar fazendo isso no meu filho.
Como outras pessoas com filhos mais velhos fazem isso? Ele
pode ser feito pela própria pessoa em algum momento? Ker-
ri mencionou a bolsa de gravidade, para que não se tenha
que ficar mudando as seringas. Alguém já tentou isso? Onde
se consegue a bolsa?
Segue aqui o conselho que uma mãe deu a outra em um de nossos
encontros:
Meu filho tem 14 anos de idade e tende a ter prisão de ventre.
Tentei supositórios no passado para ajudá-lo a defecar. Então,
eu lhe disse que o enema era um “remédio para as nádegas”
para ajudá-lo a ter os movimentos intestinais e se sentir melhor.
Eu comecei apenas mostrando a ele depois de uma defecação
após limpá-lo. Então, eu simplesmente coloquei-o próximo ao
seu ânus no dia seguinte. Então, mais próximo a cada dia. Ele
ainda estava com prisão de ventre, então apenas inserir a pon­
ta 0 ajudaria a evacuar e posteriormente eu consegui empur­
rar o líquido com ele de pé próximo a pia e tudo escorreu por
suas pernas. Após algumas semanas desse processo, era uma
lua cheia e ele não conseguia evacuar de jeito nenhum e estava
deitado na cama com dor. Eu disse que iríamos tentar ali mes­
mo porque realmente iria ajudá-lo. Peguei centenas de toalhas
202 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

e fiz bem ali e ele evacuou. Foi um processo lento, de mais


dois meses, mas agora fazemos de manhã e de noite, logo ap^
o banho. Eu contei mais de 6 metros (de parasitas) que saíram
com seu último PP. E isso fo i apenas o que consegui ver. Eu não
fico procurando, apenas puxo para fora os que estão ali e são
maiores. O meu conselho é manter-se calma, com voz suave, ter
muita paciência e continuar falando ao seu filho o quanto você
agradece pela paciência dele também. Eu também lhe digo que
isso eliminará o seu autismo. Ele não fala, mas disse através de
gestos que tem raiva de ter autismo. Para concluir, a extremi­
dade macia é importante. E eu uso seringas porque elas pene­
tram mais rapidamente.
Meu filho não está defecando diariamente. O que eu devo
fazer? Faça os enemas de CD todos os dias até as fezes se normaliza­
rem diariamente. Caso você definitivamente não possa fazer os enemas,
utilize banhos de CD em doses altas (50 gotas ou mais, dependendo do
tamanho da banheira). A água do oceano em altas doses irá funcionar
também. Óleo de rícino também ajuda.
Tenho medo dos enemas de CD. O CD pode danificar a
mucosa intestinal?
O CD fica ativo apenas por cerca de uma hora e consegue gentil­
mente, porém com eficácia, retirar o biofilme e matar os elementos pa­
togênicos no intestino. Nossa sociedade tem evitado este método de
cura nas últimas décadas. Entretanto, os enemas de CD já demons­
traram muitas vezes que podem trazer reviravoltas positivas no trata­
mento. Muitas crianças até pedem para fazer os enemas, pois eles lhes
proporcionam alívio e conforto. Caso esteja nervosa, aplique o enema
em si mesma primeiro. Você verá que não é nada demais e se senti­
rá mais calma para aplicar no seu filho. Alguns pais mostraram aos
seus filhos mais proativos como aplicar seus próprios enemas, assim
ninguém mais precisa estar ali, o que faz com que eles se sintam mais
confortáveis.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 203

Q ual a d ife re n ç a e n tre lim p e z a de c ó lo n e en e m as?


A limpeza de cólon limpa todo o comprimento do cólon, enquanto
enemas limpam a parte mais baixa do cólon. A limpeza de cólon en­
volve múltiplas infusões de água no cólon, enquanto os enemas envol-
uma única infusão de água no cólon (que pode ser repetida). Com
a limpeza de cólon, o material fecal deixa o corpo via tubo. A limpeza de
cólon normalmente envolve ir a um consultório e receber o auxílio de
um hidroterapeuta de cólon treinado, enquanto os enemas são grátis e
feitos na privacidade de sua própria casa.
Eu nunca fiz um enema antes. Como ele deve ser admi­
nistrado?
Existem várias posições que funcionam bem, mas existirá uma que
funcionará melhor para cada pessoa. As instruções para o enema estão
na página 109. Alguns exemplos são ficar de quatro ou deitado sobre
0 lado esquerdo em uma toalha ou, se for uma criança pequena, pode
deitá-la sobre o seu colo.
P e rg u n ta so b re a lim p e z a do en e m a: O que e sta m o s fe r ­
vendo? O que e sta m o s p u lv e riz a n d o co m E v e rc le a r? O que
estam os jo g a n d o fo ra ?
Após terminar de procurar os vermes, pode-se jogar fora quaisquer
pratos/garfos plásticos que possam ter sido usados. Coloque a água
fervendo no coletor de amostra, no bocal de enema e no cateter. Então,
pulveirize com álcool Everclear. Caso esteja utilizando seringas, pode-
-se jogar água fervendo sobre elas também.
Até onde eu preciso inserir o cateter para um enema?
Não muito profundamente. De três a cinco centímetros já é sufi­
ciente. O esfíncter anal fica uns três centímetros depois do ânus. Assim
que 0 cateter passa por esse músculo, ele fica firme e não há necessida­
de de ir além.

Qual deve ser a aparência do biofilme intestinal?


0 biofilme é macio, turvo e mucoso na aparência. Não há regras
204 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

quanto à cor. Pode parecer-se com uma meia-calça. Mas costuma ser
mucoso e com cor esbranquiçada/acizentada turva.
Até que horas devemos fazer o enema depois das refei­
ções? Se deixarmos de fazer o enema matinal, podemos fazê-
-lo logo após o almoço?
Eles podem acontecer um após ou antes do outro. Não há neces­
sidade de separar os enemas da alimentação. Qualquer enema é bom.
Estou tendo problemas com minhas seringas (para os
enemas). Uma entra de forma bem suave, mas as outras duas
são quase impossíveis de movimentar. Será que eu preciso
lubrificá-las de alguma forma antes de cada uso? Como pos­
so limpá-las?
Eu uso o álcool de grão Everclear para limpá-las. Mas saiba que
as partes emborrachadas vão ficar ressecadas. Pode-se usar o óleo de
coco para lubrificar a vedação do êmbolo.
É normal observar manchas pretas saindo após o uso dos
enemas? Nós também vimos manchas brancas por alguns
dias.
As manchas pretas podem ser metais pesados. Sabe-se que os oxa-
latos se unem aos metais e são eliminados com os metais. Os pontos
brancos costumam ser ovos de parasitas.
A água do oceano precisa ser mantida na geladeira após
abrir?
Não precisa. A água do oceano conserva bem na temperatura am­
biente.
Se eu coletar minha própria água do oceano, preciso es­
terilizá-la?
Não. A esterilização não é necessária ou desejável em nossa expe­
riência, pois não queremos que ela perca suas propriedades naturais.
Coar a água com um filtro de café para remover quaisquer possíveis
partículas é suficiente. NÃO utilize filtros de carvão (tais como filtro de
água Brita®) porque eles irão alterar as características da natural água
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 205

do oceano. Apenas certifique-se de coletar a água longe de quaisquer


portos ou desaguadouros de grandes rios.
Eu comprei água do oceano pura na Austrália. Parece ser
uma ótima bebida mineral. A água seria benéfica para matar
os parasitas ou apenas para fazer bem ao corpo?
Na verdade, ela faz as duas coisas.
Como posso evitar alimentar os elementos patogênicos?
0 CD mata os elementos patogênicos. Eu uso o CD para
livrar o corpo dos elementos patogênicos, e não para tentar não
alimentá-los.
É possível usar CD, CDS ou CDH durante a gestação? Em
caso afirmativo, que quantidade pode ser usada?
CD/CDS/CDH N Ã O são aconselháveis durante a gestação ou
amamentação.

Posso acrescentar CD ao leite materno na mamadeira


para ajudar o bebê a desintoxicar?
O CD deve ser dado em água. Misturar leite materno e CD irá redu­
zir ou cancelar a potência do CD.
Quantas gotas devem ser colocadas em um banho de CD?
Isso depende do peso da criança (20-100 gotas). Se for pequena,
pode-se começar com 10 ou 15 gotas ativadas e aumentar ao longo das
semanas seguintes. O tamanho da sua banheira também é importante.
Quanto maior a banheira, mais CD será necessário. Consulte a página
181 para mais informações.

Ouvi dizer que algumas pessoas misturam o CD direta­


mente em cápsulas e as engolem. Podemos utilizar isso com
nossos filhos?
NÃO! Não é uma boa ideia. Como muitas crianças com autismo
não conseguem falar, elas não vão conseguir dizer quando a cápsula
ficar presa na garganta. O CD precisa ser diluído em água antes de ser
tomado, conforme as instruções desse capítulo.
206 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Posso usar água morna ao invés de água fria para arma-


zenar CD? Por quanto tempo ele permanecerá potente mis-
turado na mamadeira?
O CD é um gás dissolvido em água, e por isso tem de ser preservado
em recipiente fechado. Caso contrário, perderá sua potência, da mes­
ma forma como o refrigerante perde o gás quando a tampa da garrafa
não está bem fechada. Quanto mais frio melhor, porque o CD irá per­
der o gás mais rápido em temperaturas mais altas. Caso tenha dúvidas
quanto à potência do CD, obtenha as tiras de teste Lamotte CIO2 para
se certificar. Veja o Anexo 6, página 694 para mais informações.

Água purificada, destilada e filtrada são a mesma coisa?


São diferentes. Entretanto, podemos usar água purificada, destilada ou
filtrada. Mas a água alcalina nunca deve ser usada.

A mistura de CD com água ativada deve ser armazena­


da em garrafa de vidro ou pode-se usar uma garrafa plástica
sem bisfenol A com tampa hermeticamente fechada?
Eu prefiro vidro a qualquer plástico. Ao longo do tempo, 0 dióxido
de cloro pode degradar o plástico, e isso significa que você ou seu filho
estará consumindo isso. Sim, a garrafa precisa permanecer fechada. 0

plástico é aceitável apenas para as tampas. As tampas de metal nunca


devem ser usadas porque elas enferrujam rapidamente, mesmo se co­
bertas com revestimento plástico.
Existe algum problema em transferir 3oml de CD para
uma garrafa de aço rapidamente antes de bebê-lo?
Colocar rapidamente não tem problema, mas eu não armazenaria
CD em uma garrafa de aço.
A dieta “limpa” GF/CF/SF (sem glúten, sem caseína, sem
soja) é essencial para o protocolo CD? Meu filho não tem re­
ações ruins e eu simplesmente não vejo como eu poderia im­
plementar isso.
Uma dieta saudável e limpa é muito importante para o processo
de cura. Infelizmente, nossa “dieta padrão” é cheia de conservantes,
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 207

colorantes e outros produtos químicos potencialmente prejudiciais.


Quando o objetivo é curar, a dieta é necessária. Os derivados do leite,
em particular, podem causar inflamação e produção de muco. O muco
oferece proteção aos parasitas.
Q u al o m u ltiv ita m ín ic o b o m p a ra se u s a r ju n to co m o CD?
Todos os m ultivitam ínicos possuem oxidantes. O que precisa­
mos suplem entar durante a desintoxicação são os m inerais. A água
do oceano tem 90 m inerais biodisponíveis e é o que eu prefiro para
este protocolo.
E x iste m o u tra s fru ta s , v e g e ta is ou a lim e n to s e sp e c ífic o s
que p re cisa m s e r e v ita d o s a lé m d o s su co s?
Quando se segue o Protocolo CD, todos os antioxidantes preci­
sam ser evitados. Chocolate é um forte antioxidante. No que se re­
fere às vitaminas, A, E, K e ALA (Ácido Alfa-lipóico) são proibidas.
Suplementos com alto teor de antioxidantes tais como a curcumina
também têm sido um problema para muitas pessoas. No caso da vi­
tamina D, ela não é antioxidante, mas já causou agressão em crian­
ças anteriormente calmas. Por isso, como suplemento, deve ser usada
com cuidado, caso não possa ser evitada.
Vegetais e legumes que tenham alto teor de antioxidantes não de­
monstraram ser muito prejudiciais aos efeitos do CD. Entretanto, fru­
tas cítricas, abacaxi e manga devem ser evitados. Frutas do tipo berries
são menos prejudiciais se consumidas à noite, uma hora após a últi­
ma dose de CD, caso precise comê-las. Sucos, qualquer tipo de suco de
fruta, são terminantemente proibidos. Não somente os antioxidantes
envolvidos podem matar o CD como também o alto conteúdo de açú­
car (apesar de natural) pode desligar o sistema imunológico, que já é
enfraquecido nas crianças com autismo.
Nossas crianças podem beber alguma outra coisa além de
água durante o protocolo CD ou devem apenas se abster de
sucos de frutas com o CD?
Algumas pessoas não estão acostumadas a beber água, e por isso
acham difícil. Algumas pessoas bebem leite de amêndoas ou leite de
208 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

arroz. Uma vez ou outra, algumas pessoas colocam um pedaço de fruta


no liquidificador junto com uma maçã e batem, filtram e bebem. Para
fazer suco são necessárias 5 maças para render um copo, e isso é muito
açúcar (ainda que natural), além de conter muitos oxidantes. Os antio-
xidantes matam 0 CD e o açúcar desacelera o sistema imunológico. E
também é necessário evitar a água alcalina totalmente.
Posso utilizar o leite de arroz para dar o CD ao invés de água?
Água é 0 que precisamos usar para consumir o CD. Se você estiver
dando 0 CD misturado com outra bebida, você está reduzindo 0 seu
potencial. Ao combinar CD com líquidos diferentes da água, não ob­
teremos os resultados desejados. O leite de arroz pode ser bom, mas
seria necessário testar como esse suco pode afetar a potência do CD.
Pode-se obter as Tiras de Teste de Dióxido de Cloro da marca LaMotte
(#3002) em www.amazon.com. Desta forma, você mesma pode veri­
ficar se a mistura do CD com qualquer bebida afeta o seu potencial.
Entretanto, não recomendo colocar 0 CD em nada além de água desti-
lada/purificada.
Posso dar ao meu filho sucos verdes recém-feitos (aipo,
couve, pepino, maçã)?
Qualquer coisa muito nutritiva para o corpo humano também é
nutritiva para os elementos patogênicos/parasitas. Então, um suco
verde saudável é muito saudável para os elementos patogênicos tam­
bém. Se você estiver dando sucos “verdes”, certifique-se de que eles
não estejam carregados com açúcar de maçãs, cenouras, etc. Na minha
opinião, é preferível evitá-lo durante os primeiros meses do Protocolo
Parasita (PP), pelo menos.
Posso usar leite de coco e leite de amêndoas com o CD?
Pode-se beber leite de coco e leite de amêndoas 60 minutos após
sua última dose de CD, mas eu não combinaria nenhuma outra coisa
além de água purificada com a dose de CD.
Meu filho pode beber água de coco se ele estiver tomando
o CD? Se quiser dar água de coco ao seu filho, faça isso uma hora após
a última dose de CD, à noite, antes de dormir.
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 209
O limão interfere no CD, mesmo depois de cozido?
Em alguns casos, sim. A família de uma criança que sofria de com­
portamentos autolesivos (CALs) observou uma correlação direta entre
ouso do limão em suas refeições e o retorno de seus CALs. Eu o evitaria
a todo custo.
Meu filho não bebe nada, muito menos tudo de uma vez.
Épor isso que os programas de desintoxicação não têm dado
certo. O CD é diferente?
Você deve se certificar de que seu filho esteja bem hidratado, mas
quanto ao CD, 3oml de água é quantidade suficiente. Acho mais fácil
beber o CD gelado do que em temperatura ambiente. Além disso, se o
cheiro for um problema, coloque a dose em uma seringa plástica e esgui­
che diretamente na boca do seu filho. Isso impede que ele sinta o cheiro
antes de engoli-lo. Enemas são uma ótima ferramenta para hidratação.
O apetite do meu filho mudou desde que começamos o CD.
Isso é normal? Sim. Em média, as crianças mais gordas tendem a ema­
grecer, enquanto as crianças mais magras tendem a engordar um pouco.
Pode-se dar chá verde ou kombucha enquanto se faz uso
do CD?
Isso está fora de questão, na minha humilde opinião. Chá verde
tem grande quantidade de antioxidantes e cafeína. O kombucha é pa­
recido. Não sei exatamente quanto tempo os antioxidantes de cada um
ficam ativos no corpo. Então, no caso do autismo, se estamos tentando
curá-lo, evite ambos.
Posso usar o Nutriiveda™ original com CD?
Nutriiveda™ é derivado do soro do leite, que é um laticínio. Em seres
humanos, todos os laticínios causam inflamação e muco, o que fornece
um refúgio protetor para os elementos patogênicos. Isso torna este pro­
duto contraindicado para este protocolo, além de conter antioxidantes.
Posso utilizar sementes de chia com o CD?
Sim. Mas não misture as sementes de chia diretamente no CD.
210 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Como organizo a dosagem do meu filho enquanto ele/ela


está na escola entre 08I130 e 15I100? Eu trabalho o dia todo,
então ir à escola para administrar as doses não é possível.
Dê uma dose ao acordar, uma na porta da escola às o8h30 e a ter­
ceira dose do dia às 15I100 na porta da escola. A última dose do dia é
na hora de dormir. Devem passar, no mínimo, quatro horas entre a
saída da escola e a hora de dormir para se administrar as outras quatro
doses. Assim que pegar o jeito, não fica tão difícil. Só é necessário um
tempo para se acostumar e um pouco de planejamento antecipado.
O que devo fazer se meu filho viajar 5 dias com a escola?
Você acha que é possível preparar uma garrafa de CD paras
dias para que ele tome apenas uma porção toda noite?
Não é o ideal, mas é melhor do que nada.
Meu filho está se recusando a tomar o CD. O que devo fa­
zer? Você já tentou acrescentar mais água à dose, utilizar água gelada,
seringa ou canudo? Segue aqui o conselho de uma mãe cuja filha recu­
sava-se a tomar 0 CD oral:
Passamos por uma situação REALMENTE difícil com minha fi­
lha quando ela se recusou totalmente a tomar o CD oral, e eu
sei que é muito estressante para os pais e para o filho quando
precisamos forçá-los. Eu tive de respeitá-la, pois ela claramen­
te estava me contando à sua maneira: “Mãe, isso não está me
fazendo hem”, por algum motivo, e após talvez uma semana
voltamos a tentar. Durante esse período, eu consegui lhe dar al­
gumas doses (desci de 14 gotas de CD para 5) de vez em quando,
durante os seus melhores momentos, por exemplo, no banho ou
balanço que ela adora, e eu acho que isso a ajudou a associar 0
CD a sentir-se melhor de novo. Você VAI conseguir recomeçar
logo! Boa sorte! Fique calma e administre as doses!
Estou dando 30 gotas ativadas por dia ao meu filho ado­
lescente. O gosto é simplesmente horrível. Ele se recusa a be­
ber suas doses. O que eu devo fazer?
Você pode diluir a sua mamadeira em até um litro, se necessário.
Isso não irá afetar a sua eficácia. É óbvio que uma dose será dada em uma
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 211

quantidade de meio copo ou de um copo inteiro, neste caso. Entretanto,


tenha cuidado com a sua taxa de conversão para que obtenha a dosagem
correta. A água gelada ajuda com o gosto. Pode-se acrescentar as marcas
de Stevia aprovadas para encobrir o gosto do CD. Consulte a página 198.
Se o país onde eu vivo não possui mamadeiras de vidro,
posso utilizar a mamadeira de plástico?
Não. Não utilize plástico para armazenar CD. Se a tampa for de
plástico, você pode manter. Em quase todos os países é possível achar
uma garrafa de água de vidro (com tampa de plástico). Pode-se usar
um copo de dosagem para medir 240ml e marcar a altura dessa me­
dida na garrafa com marcador permanente. Muitos pais na Venezuela
fazem isso, já que nem as mamadeiras de vidro ou as mamadeiras da
LifeFactory* estão disponíveis em seu país. NUNCA utilize garrafa ou
recipiente de aço inoxidável (ou de qualquer outro metal).
Você acha que este Protocolo poderia funcionar com uma
criança que já tem uma pontuação ATEC baixa (18)?
Sim. Comecei com uma criança de 12 anos, que em fevereiro de
2012 tinha um ATEC de 18. Ela não saiu desse nível após três anos de
intervenções biomédicas. Ela não se curava dos medos, fobias, ansie­
dade (todos de natureza parasitária) e começamos a lhe administrar
0 CD em fevereiro de 2012, e o Protocolo antiparasitário em junho de
2012. Seu ATEC agora é um!
O ATEC do meu filho não está diminuindo da forma que
eu esperava que iria. Ele tem ficado em cerca de 65 nos últi­
mos ATECs. Creio que isso provavelmente se deve ao fato de
que quando não estou em casa, meu marido muitas vezes se
esquece de lhe dar suas doses ou seus medicamentos de con­
trole de parasitas. Alguém tem alguma sugestão sobre como
enfatizar a importância deste protocolo para ele? As respostas
a seguir são de mães em nosso grupo público no Facebook:
Você nunca saberá o que seguir o protocolo pode fazer pelo
seu filho até seguir o protocolo. Quando eu comecei com o proto­
colo há pouco mais de um ano, lembro que eu estava usando um
212 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

suco especial que muitas pessoas estavam elogiando e estava


pagando $140 por mês por aquele suco milagroso, e eu queria
muito mantê-lo no protocolo do meu filho. Eu pedi ao meu ma­
rido para dar o suco ao meu filho às oqhoo da manhã quando
ele acordasse e isso era 4 horas antes de ele tomar suas doses
de CD. Como isso poderia afetar nossos resultados? O suco era
dado 4 horas antes de começar o CD do dia. Estávamos seguin­
do o protocolo normalmente e até fazendo os enemas. Bem,
absolutamente nada aconteceu até cerca de 3 semanas depois
quando eu disse para pararmos com 0 suco para ver 0 que
acontecia. BAM! Os resultados ATEC do meu filho diminuíram
imediatamente e ele melhorou. Digo, não somente sua agitação
constante parou, mas também seus olhos se acenderam. Ele não
somente começou a falar cada vez mais, mas também sua risa­
da se transformou em uma típica risada de adolescente. Foi ina­
creditável. Seu ATEC caiu instantaneamente e continuou a cair:
68, 25,13, 7, 5 e 3. Está em 6 hoje em dia, mas essa lua nova é
muito ruim para ele. Você nunca saberá o que pode acontecer
até seguir o protocolo.
Nós também vimos nosso filho parar de se agitar, parar
de sofrer a cada minuto. No começo, tivemos nossos erros, es­
quecíamos de uma dose, não fazíam os isso ou aquilo. Agora
conseguimos seguir a rotina. O efeito cumulativo de manter 0
protocolo fa z a diferença entre cair, fica r estagnado ou subir
nas pontuações ATEC, conforme aconteceu conosco. Eu podia
sentir quando falhávam os, ainda estamos tentando entender
isso melhor, é um protocolo em desenvolvimento que exige a
mobilização de toda a fam ília. Eu mantive meu filh o em casa
sem ir à escola para ter certeza de que ele tomaria as doses
corretamente, mas essa fo i a solução que nós arranjamos.
Em novembro ele deve começar a ficar na escola em tempo
integral. Caso eles não administrem as doses dele correta­
mente, irei contratar um professor particular para dar aulas
em casa. É essa a importância que o tratamento tem para
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 213

nós. Você não fará o seu filho melhorar se não fizer correto;
Kerri nos disse para dar 16 doses por dia, e ele melhorou, ela
nos disse para começar logo com os enemas, e isso fe z uma
grande diferença. Começamos o nosso primeiro PP antes de
ele alcançar a dose plena. Tudo isso fe z uma grande diferen­
ça. Mande e-mails para ela, observe o seu filh o para ver o
que está funcionando. Esse protocolo funciona; talvez tome
muito tempo, mas qual a alternativa???
Meu marido também não é bom de dar remédios. Quando
estou longe de casa, minhas filhas mais velhas fazem isso. Eu
passo mensagens de textos para elas como lembrete. À s vezes
usar um cronômetro ajuda. Eu também separo todos os medi­
camentos que são tomados de manhã e à noite em caixas sepa­
radas. Muitas vezes quando organizo tudo para elas, fica bem
mais fácil para os medicamentos serem tomados adequada­
mente e na hora certa.
Meu filho tem uma congestão nasal terrível. O CD pode
ajudar?
Sim, o CD pode ser administrado em gotas no nariz, olhos e ou­
vido. Coloque uma gota de CD ativado em 3om l de água. Utilize uma
gota da mistura no nariz (olhos ou ouvidos) a cada 15 minutos até os
sintomas desaparecerem. OBSERVAÇÃO: NÃO UTILIZE CD ATIVA­
DO PURO SEM DILUÍ-LO.
Você também pode fazer um banho de vapor, que é feito fechando
0 banheiro (tranque as janelas e porta) e colocando 20 gotas ativadas
no chão da banheira. Abra a água quente sobre as gotas até encher a
banheira. O ar ficará cheio do cheiro do CD. Agora, desligue 0 chuveiro,
coloque a criança na água por 20 minutos, onde ela irá respirar 0 ar
leve com o CD.
Existe um protocolo de uso do CD para alergia sazonal? Eu
sofro de extrema coceira nos olhos, vermelhidão, inchaço, es­
pirros, congestão de sinusite, etc. O CD proporcionará alívio rá­
pido ou precisa ser usado durante um longo período de tempo?
214 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Utilizando o CD, água do oceano e o protocolo de controle de para­


sitas de forma plena, as alergias devem começar a sumir.
Posso tentar o protocolo auricular do CD se meu filho
ainda não começou a tomar as doses orais?
Sim! Por favor, comece com as gotas nos ouvidos, se houver infec­
ção, a cada hora até os sintomas desaparecerem. Caso pegue uma in­
fecção, no começo de seus sintomas, dê uma gota da mistura a cada 15
minutos. Temos visto dores de ouvido pararem em algumas horas. De
qualquer forma, planeje tomar a dose oral completa. Ao menos uma gota
oito vezes ao dia para combater a infecção em todas as frentes. Os pro­
tocolos para os olhos, ouvidos e nariz são os mesmos: Uma gota ativada
de CD em 30ml de água em um vidro fechado com conta-gotas. Aplique
uma gota desta mistura a cada hora até os sintomas diminuírem.
O CD ajuda a melhorar a artrite? Com certeza! O CD é ótimo
para a artrite. Inclua os banhos de CD em sua rotina. Utilize 0 CD junto
com o DMSO.

Nosso filho frequentemente fica com o nariz escorrendo


e espirra muito, mas não tem febre. Ele não tem estado do­
ente há mais de um ano. Eu me pergunto se é porque ele está
se tratando com o CD.
Isso parece ser uma reação de desaparecimento bem típica. Moni­
tore 0 seu progresso para ter certeza de que ele está hidratado e conti­
nue com o Protocolo. Se suas reações continuarem controláveis, não é
necessário recuar ou mudar muita coisa. Isso pode ser devido a parasi­
tas, caso os sintomas sejam crônicos, etc.
Alguém já viu crianças que nunca tiveram doenças come­
çarem a ficar doentes conforme se curam?
Sim, seu sistema imunológico está acordando e lutando contra a
doença que elas têm tido há muito tempo. Isso se chama crise de cura,
e não é raro; na verdade, é uma coisa boa.
O CD, CDS ou CDH funcionam em caso de HIV? Além dis­
so, existem contra indicações de uso do CD junto com drogas
contra o HIV?
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 215
Nós não nos concentramos no HIV ou em seu tratamento e, por isso,
não podemos fornecer uma resposta definitiva. Com base em relatos, sa­
bemos que há muitos testemunhos que indicam que o CD tem um impacto
positivo sobre a doença. Além disso, falamos com médicos de várias partes
do mundo que utilizam o CD para tratar de pacientes com HIV/AIDS, e
eles têm obtido resultados positivos, até onde nós sabemos.
Posso utilizar o CD em um N e t t i p o t ao fazer a lavagem
auricular, ocular ou nasal?
Não. Não utilize o Netti pot com o CD. Ao invés disso, utilize o mé­
todo do banho de vapor. Consulte a página 182 para mais informações.
Eu me pergunto se o CD pode ser usado em um nebuliza-
dor? Com os problemas crônicos com micobactéria de nos­
sa filha, nunca conseguimos nos livrar da tosse. Pensei que
talvez fosse útil administrar a dose em seus pulmões ou isso
não é seguro?
Tente 0 banho de vapor. Inalar o CD diretamente tem de ser feito
de forma muito delicada. É por isso que o banho de vapor é recomen­
dado, pois as partículas têm tempo de se dispersar em uma área mui­
to grande, ao invés de serem diretamente inaladas. Algumas pessoas
estão usando umidificadores com 35 gotas de CD por galão (4 litros).
Consulte a página 182 para mais informações.
Quais suplementos preciso evitar enquanto uso o CD?
Antioxidantes (vitaminas C, E, A, K, ALA e C0Q10) precisam ser
evitadas porque elas matam o CD. Nós evitamos o ferro e vitamina B12
porque os parasitas se alimentam deles. Então, caso não tenha algo em
uso para matar elementos patogênicos/parasitas, como CD, a maior
parte da sua suplementação vai para o fortalecimento dos parasitas, ao
invés de ir para o seu filho.
Eu realmente não compreendo algo básico. Vitamina C
na comida. Eu sei que não é para dar alimentos cítricos ou
mangas. Além disso, kiwis também têm muita vitamina C. Se
meu filho comer kiwi ou outro alimento contendo grandes
doses de vitamina C, por quanto tempo isso vai afetar o CD?
216 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Quando perderá o efeito?


Kiwis e outros frutas ricas em vitam ina C são com plicadas. Faze­
mos o máximo para evitar os alim entos mais problem áticos. Infeliz-
mente, vi fam ílias perdendo m eses porque continuaram a dar suco
de frutas ou suplem entos com grande quantidade de antioxidantes
Assim que foram retirados, as crianças com eçaram a melhorar. Al­
guns anos atrás, um ôm ega conhecido rico em antioxidantes se tor­
nou popular no meio da com unidade do autismo. As fam ílias que
eu tratei em todo o mundo observaram a regressão de seus filhos
Assim que entendem os qual era o problem a comum, e o suplemento
foi retirado, as m elhoras com eçaram de novo, mas foi um pesadelo.
Para responder à segunda parte da sua pergunta, não sei exatamen­
te quanto tempo a vitam ina C da fruta natural dura no corpo. Alguns
sites estim am que dure até 24 horas.

Temos usado glutationa todos os dias e pectina cítrica


modificada como aglutinante. Elas são compatíveis com 0
CD? A glutationa é um antioxidante muito forte e não pode ser usa­
da como suplem ento com o CD. A pectina cítrica modificada não
tem problema.
Ouvi falar que o CD ajuda com os problemas de oxalato.
Isso é verdade?
Quebrapedra (QP) é muito eficaz contra a formação de cristais de
oxalato. Existem ligações entre os parasitas e problemas de oxalato que
o protocolo parece ajudar. Tirar os parasitas do corpo ajuda a lidar com
altos níveis de oxalatos.
Eu sei que o CD neutraliza os metais pesados. O que isso
significa na verdade? Qual a diferença entre quelante e neu-
tralizante?
Não se sabe (ou se entende) claram ente como o CD neutraliza
e rem ove os m etais pesados, como 0 m ercúrio. Entretanto, várias
crianças recuperadas fizeram testes de carga de m etais pesados an­
tes e após 0 uso do CD, e sua carga de m etais pesados diminuiu.
Tam bém conhecem os um adulto em nossos círculos que estava
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 217

extremamente int oxicado com m ercúrio e foi capaz de norm alizar


geus níveis com o CD após todas as outras intervenções m édicas
terem falhado.
E n tão o CD é s u fic ie n te e n ã o p re c isa m o s do q u e la n te ?
Para muitas pessoas, não é necessário quelar enquanto usa o
CD Existem algum as crianças, no entanto, que fazem a quelação
intravenosa e CD ao mesmo tempo. Esse método parece ter bons
resultados. Há grande queda de metal quando se adm inistra o teste
de quelação. Conform e o tem po passa, acrescentam os intervenções
até conseguir a recuperação.
To d o s os q u e la n te s são co m p a tív e is co m o CD?
Em muitos casos, não há necessidade de fazer ambos. Para respon­
der sua pergunta, o EDTA também é tão bom quanto o DMSA e DMPS
com o CD. Recomendamos o Bio-Chelat™, argila de bentonita ou argi­
la de zeólita. Esses são grandes quelantes leves.
Nós tentamos todas as opções biomédicas disponíveis,
mas nada ajudou. O que torna o CD diferente?
Os tratamentos médicos em geral fornecem grandes quantidades
de antioxidantes. O CD é um oxidante e mata todos os elementos pa­
togênicos no corpo. A premissa é que, uma vez que seu corpo não tem
que alimentar e abrigar os elementos patogênicos, ele funcionará de
forma muito melhor e se curará. Este protocolo se concentra nos exces­
sos e não nas deficiências, o que por sua vez o torna diferente de muitas
outras intervenções biomédicas. Com o CD e Controle de Parasitas, es­
tamos eliminando os elementos patogênicos e parasitas que causam os
sintomas conhecidos como autismo.
A maior parte das intervenções biomédicas parece ape­
nas aplicáveis a crianças pequenas. O CD funciona em crian­
ças “mais velhas”, adolescentes ou adultos jovens?
Claro que sim! Famílias com adolescentes mais velhos e adultos
vem alcançando resultados positivos. O corpo quer se curar em qual­
quer idade, quer com 7 ou 70 anos. Esse ano, dois jovens de 17 anos
218 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

perderam seus diagnósticos através do uso de CD como parte dos seus


protocolos biomédicos. Um homem de 32 anos também está tendo um
resultado excelente com 0 Protocolo. O tempo dirá, e a dedicação dos
pais/cuidadores é a chave para o sucesso.
Por quanto tempo devo fazer o protocolo para saber se
está funcionando para nós? Em 30 dias você saberá. Caso faça
100% do Protocolo, e na ordem colocada aqui, você verá bons resulta­
dos. Algumas pessoas veem bons resultados já na primeira dose.
Alguém teve um aumento no PANDAS/PANS enquanto
usava o CD? Nosso ATEC não se moveu até o momento e isso
se deve principalmente ao TOC e outros fatores como PANDAS
que aumentaram. Eu tomo 16 doses nos finais de semana, mas
não durante a semana. Talvez eu tome 12 em um dia bom du­
rante a semana na escola. Alguém fez alguma coisa para tratar
esse problema do PANDAS?
Os parasitas costum am coexistir com as bactérias, então é mui­
to im portante tratar das bactérias e parasitas ao mesmo tempo. É
extrem am ente im portante tom ar as 16 doses por dia, independente­
mente de se tom ar as doses de manhã cedo ou enviar as doses para
a escola. Além disso, m uitas crianças com PANDAS/PANS precisam
ser tratadas por um mês inteiro por causa dos parasitas. Caso esteja
dando um probiótico, pode-se tentar passar um período sem ele e
ver se o seu filho melhora. Devem os ter em mente que se você está
vendo parasitas saindo com os enemas, pode ser que não vejamos
os benefícios até a elim inação de uma boa quantidade de parasitas
que habitam o corpo. As toxinas que eles excretam - estando vivos
e m ortos - tam bém podem causar alguns com portam entos que re­
lacionam os às doenças de PANDAS/PANS.
Alguém já viu enzimas do fígado elevadas enquanto toma
o CD? As enzimas do fígado não ficarão altas por causa do CD. Eu
vi pessoas fazerem os testes de enzima do fígado por dois anos e os
resultados estavam na faixa normal. Entretanto, quando as pessoas es­
tão colocando vermes ou tomando medicamentos contra parasitas é
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 219

quando podemos ver os níveis de enzima subirem. Entretanto, dentro


de algumas semanas voltaram ao normal, nas poucas vezes que as vi
subir. Mebendazole e Combantrin® são não sistêmicos, e por isso não
são absorvidos. Eles basicamente viajam pelo sistema intestinal e são
eliminados nas fezes e urina.
Meu filho ainda tem muito mercúrio (provocação DMSA).
É possível que o nível possa cair com o uso deste protocolo?
Quanto tempo devo esperar antes de testá-lo de novo?
É muito comum a carga de metal pesado diminuir. Caso queira
fazer testes laboratoriais, aguarde de três a quatro meses para fazê-los.
Qual é a idade mínima para começar o CD?
Não há uma idade jovem demais para o CD. Se um bebê estiver
mostrando sinais de gripe, resfriado, etc., você pode dar início ao mé­
todo mamadeira, uma gota em 3om l de água para que eles tenham 1/8
de 1 gota por dose. Os protocolos são baseados no peso.
Ok, meu filho está neste protocolo há li meses. Começa­
mos com um ATEC de 82 e tivemos uma diminuição dramá­
tica imediatamente. Nossa segunda pontuação foi 26. Ago­
ra tivemos 3 ATECs consecutivos de 33, a maior parte dos
pontos sendo na categoria da fala. O que devo fazer a partir
desse ponto? Mais mudanças na dieta e/ou suplementos? Te­
mos feito GFCFSF (dieta sem glúten, sem caseína, sem soja)
por anos, e já estamos considerando retirar os grãos como
próximo passo. Nós já utilizamos ômegas e água do oceano e
fizemos nove protocolos antiparasitários.
Pode ser o momento de começar a terapia hiperbárica ou GcMAF,
pois já está fazendo a Dieta, 0 CD e 0 controle de parasitas. Se essas
2 opções não forem financeiramente possíveis, é necessário verificar
a lista de suplementos para a fala. Comece pela ordem e veja se o seu
filho obtém benefícios de alguns deles. Os quelantes também devem
ser verificados. Por favor, verifique também se o seu ômega não tem
oxidantes, o que pode matar o seu CD.
220 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

É normal a ocorrência de diarreia no começo do protoco­


lo CD?
Eu considero que existem dois tipos de diarreia. Uma que é aquo­
sa, que é o que queremos evitar. Caso veja diarreia aquosa, interrompa
por um dia e dê uma dose mais baixa de CD no dia seguinte ao começar
de novo. O outro tipo de diarreia é de fezes soltas, não formadas, que é
normal durante a desintoxicação. Como o corpo está tentando eliminar
o excesso de toxinas rapidamente, o processo digestivo irá acelerar e
nem todo o excesso de água terá a chance de ser absorvido através do
trato intestinal, causando fezes soltas.
Como se transporta o CD durante as inspeções no aero­
porto?
Não leve clorito de sódio concentrado e garrafas de ativador para
a cabine. Eles devem ser colocadas em sua bagagem verificada. Certi­
fique-se de que cada garrafa esteja hermeticamente fechada. Coloque
cada garrafa em bolsa reforçada SEPARADAMENTE e coloque em ex­
tremidades opostas de sua bagagem, mas não diretamente contra os
lados. Talvez seja útil colocar cada garrafa em um par de meias como
proteção extra. Deixe cada garrafa envolta com várias roupas para ga­
rantir que elas sejam protegidas caso a bolsa não seja manuseada com
cuidado. De acordo com os regulamentos TSA, pode-se trazer abordo
ío o m l de líquido em sua bagagem de mão, que pode acomodar 3 doses
de sua porção de CD.
Posso usar o CD como pasta de dente? Posso usar junto
com a pasta de dente comum?
Eu primeiro uso o spray CD (dez gotas de CD ativado por 30ml) na
pasta de dente. Então, escove os dentes e continue com pasta de dente
sem flúor. O CD é ótimo para a saúde dos dentes, língua e gengiva.
Pode-se nadar enquanto se toma o CD? Eu me preocupo
com o cloro.
Eles realmente têm uma molécula em comum. Entretanto, um não
tem nada a ver com o outro. Alguns médicos não permitem que crian­
ças autistas nadem em piscinas com cloro. Mas, no que se refere a to­
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 221

mar o CD, o cloro na piscina não irá desativar o CD em seu corpo ou


reagir com ele. Uma criança que toma CD pode nadar em piscina com
cloro da mesma forma que a criança que não toma CD.
Posso dar prata coloidal com CD?
Não. A prata coloidal fica ativa por até 24 horas no corpo e irá bai­
xar a potência do CD. Portanto, não são compatíveis.
Onde fica a clínica de autismo na Venezuela?
Puerto Ordaz, Fundación Venciendo el Autismo. Carolina M o­
reno é a presidente e uma de minhas melhores amigas. Seu e-mail é
venciendoelautismo@hotmail.com. Temos mais de 36 crianças recu­
peradas ali. É maravilhoso!
Meu filho tem estado doente e está com muita diarreia.
Podemos parar com os enemas por alguns dias ou ainda as­
sim devemos fazê-los?
Não utilizamos os enemas apenas para prisão de ventre, mas para
irrigação e saúde geral do cólon. O CD mata os elementos patogênicos
do cólon, e por isso, ajuda a curar 0 autismo. Como a doença que cau­
sa a diarreia é provavelmente induzida por elementos patogênicos, os
enemas de CD continuarão a matar esses elementos patogênicos e a
ajudar seu filho a superar essa situação aguda mais rápido.
Minha filha acabou de beber CDS não diluído. O que devo
fazer?
Primeiramente, faça com que ela beba água pura imediatamente.
Em seguida, dê suco de laranja ou vitamina C para neutralizar o CDS.
Dê burbur ou carvão ativado para eliminar as toxinas que foram libe­
radas. Considerando o gosto forte, é improvável que ela tenha ingerido
uma grande quantidade.
O CD pode ser prejudicial?
Nos últimos 3 anos em que as famílias vêm usando 0 CD para tratar
0 autismo, não temos visto quaisquer crianças ou adultos prejudicados
pelo uso deste protocolo da forma correta. Testes de enzimas do fígado,
testes nutricionais, testes de porfirinas metálicas etc., vêm mostrando
222 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

melhoras consistentes na saúde das crianças. Desde que Jim Humble


começou a utilizar o dióxido de cloro para fins de saúde, ninguém mor­
reu devido à ingestão de CD (ou MMS). A história que é frequentemente
compartilhada na internet de Vanatu, referente a uma mulher que in­
felizmente faleceu, não foi atribuída pelo legista ao resultado de in­
gestão de dióxido de cloro. Houve um outro caso de um homem de 25
anos que tentou suicídio com io g (aproximadamente 0 conteúdo de
uma garrafa de I20ml de clorito de sódio em solução de 22,4%) de clo-
rito de sódio (CD inativa do). Ele adquiriu metahemoglobinemia, que
foi tratada e sobreviveu à tentativa de suicídio. Isto posto, conforme
mencionamos antes, qualquer coisa utilizada de forma incorreta ou
irresponsável pode ser prejudicial. Água, sal de cozinha, etc. O motivo
pelo qual explicamos o protocolo com tantos detalhes é evitar erros
e ajudar as famílias a utilizá-lo de forma responsável para recuperar
seus filhos portadores de autismo.
A argila ou argila de bentonita interfere com o CD? Quanto
tempo após o CD deve ser tomada? Uma hora após o CD é suficien­
te. Eu utilizo terra diatomácea cerca de dez minutos após a dose de CD.
O Ibuprofeno pode ser tomado enquanto é feito o proto­
colo CD? Nunca vimos uma droga que seja contraindicada com 0 CD.
Sempre consulte seu médico para saber quais são as contraindicações.
Podemos acrescentar sais Epsom ao banho de CD?
Não utilizamos sais de Epsom neste protocolo. Utilizamos banhos
de CD. Consulte a página 181.
Pode-se utilizar o SAMe (S-adenosilmetionina) com 0
CD? Eu retirei todos os antioxidantes, mas não tenho certeza
quanto ao SAMe.
Não, pois contém magnésio e vitamina C. Como suplemento mine­
ral, utilizamos a Água do Oceano. A vitamina C mata 0 CD. O magnésio
alimenta o biofilme e, por isso, é contra produtivo para os nossos obje­
tivos de cura.
Posso utilizar o DMSO em um enema de CD para ajudar 0
CD a atuar sobre os parasitas?
Passo 2 - Dióxido de Cloro (CD) 223

Advertência: Nunca utilize o DMSO em um enema! Nunca


introduza-o no corpo através do reto. Se for aplicado por via retal, ele
irá carregar matéria fecal tóxica para a corrente sanguínea através da
parede intestinal.

Como eu utilizo o DMSO?


Sempre que tiver uma chance, aplique o DMSO no corpo limpo por
20 a 25 minutos e espere. Primeiro, aplique-o nas partes afetadas. Em
seguida, retire os anéis/joias para que cubra todas as partes das mãos.
Permite que seque enquanto aplica em outra área do corpo (isto é, bra­
ço direito, braço esquerdo, perna direita, perna esquerda). Aplique-o
na pele limpa com as mãos limpas. Utilize roupas de fibras naturais
caso entre em contato com 0 DMSO, pois ele pode dissolver as fibras
sintéticas. O Doutor Stanley Jacob provou que o DMSO cura a artrite
reumatoide e é ótimo para dores de cabeça do tipo enxaqueca, etc. Seu
trabalho pode ser pesquisado em

www.dmso.org
...ou você pode achar um revendedor DMSO em:

www.protocolsuppliers.com
A substância 99% pura é a melhor, mas nunca use essa potência
diretamente sobre a pele. Ela deve ser diluída a 70% ou menos para
uso tópico.

O DMSO neutraliza o CD?


Não. Entretanto, o DMSO não se mostrou como uma ferramenta
para a recuperação do autismo. No geral, utilize-o para comportamen­
tos autolesivos (CALs). O “S” em DMSO (Dimetilsulfóxido) é “sulf”,
que significa enxofre. Muitas crianças com autismo têm espiroqueta
(dentre outros elementos patogênicos), que se alimentam de enxofre.
Testemunhamos muitos contratempos ao acrescentar 0 DMSO. Ele é
utilizado com base na análise de cada caso particular.
CAPITULO 6
CDS:
U M A O U T R A M A N E IR A DE
A D M IN IS T R A R O D IÓ X ID O
DE CLORO

H á m a is d e u m a m a n e ir a d e s e e s f o l a r u m g a t o .
— Seba Smith

m outubro de 2011, eu recebi um e-mail de Jim Humble. Depois


E de uma visita ao Dr. Andreas Kalcker, ele tinha novas e excelentes
informações sobre a cura do autismo. Jim queria que eu fosse vê-lo na
República Dominicana mais uma vez naquele ano para que pudesse
compartilhar essa nova informação.
A grande novidade girava em torno da criação do CDS (do inglês,
Chlorine Dioxide Solution - Solução de Dióxido de Cloro) - um novo
método de produção e utilização do dióxido de cloro; bem diferente do
processo de mistura do CD (do inglês, Chlorine Dioxide - Dióxido de
Cloro) que estávamos usando (conforme descrito no Capítulo 5). Jim
estava animado a respeito de todas as grandes coisas que Andreas es­
tava desenvolvendo.
Andreas foi procurado por um criador de gado que estava frus­
trado com os problemas de saúde dos bezerros recém-nascidos que
ele estava recebendo. Esses bezerros estavam sofrendo de infecções,
diarreia, problemas de ouvido, cistos, coccidiose, síndrome respira­
tória bovina, etc. Sua conta anual na farmácia veterinária estava em
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 225

torno de 28.000 euros, sem incluir o custo dos alimentos dos ani­
mais. O fazendeiro tinha ouvido falar sobre as maravilhas que o MMS
(do inglês, Mineral Miracle Solution - Solução M ineral de Milagre)
estava fazendo nos seres humanos e pensou se isso poderia ajudar
seus animais também.
Andreas pensou: “Claro! Por que não?” No entanto, ele rapi­
damente aprendeu que o gado era m uito diferente dos seres hu­
manos no que diz respeito ao seu sistem a digestivo. O gado digere
através da ferm entação, que é atrapalhada pelo CD. Dessa forma,
ele tinha que encontrar uma m aneira de contornar o sistem a diges­
tivo do gado e ir diretam ente para a corrente sanguínea do anim al.
Essa ideia, porém , tinha outro grande problem a. O pH do CD con­
vencional era m uito ácido e, portanto, não com patível com o fluxo
de sangue dos bezerros. Injetar CD, m esm o que diluído, causaria
grande dor e poderia resultar em danos às veias. Tinha que haver
outra maneira!
Depois de muito pensar e pesquisar, Andreas surgiu com um pro­
cesso de destilação para extrair dióxido de cloro - o ingrediente chave
- da mistura de CD, de modo que ela não mais conteria nada de clorito
de sódio ou ativador ácido. Ele chamou o líquido resultante de Solução
de Dióxido de Cloro (CDS). Nota: O CDS pode ainda conter traços de
clorito de sódio e de qualquer ativador ácido utilizado para produzi-lo,
mas geralmente não o suficiente para ser um problema.
Essa nova solução CDS foi injetada em 800 cabeças do rebanho,
obtendo-se muitos resultados positivos. A saúde dos animais melhorou
e a alta despesa do veterinário despencou como uma pedra.
Com relação a um caso, o fazendeiro chamou Andreas por causa de
uma vaca particularmente doente. Ele aconselhou que fosse dada certa
dose, mas, aparentemente, o fazendeiro não entendeu as instruções e
deu à vaca 10 vezes a quantidade recomendada. O resultado? A vaca
ficou um pouco como que “drogada”, com as orelhas e o rabo em pé
mas, logo em seguida,voltou a ficar saudável, sem apresentar qualquer
efeito colateral da overdose acidental.
226 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Quanto aos seres humanos, o CDS também resolve o problema que


algumas pessoas têm de sensibilidade ao ácido cítrico, bem como ao
gosto do CD. Por não conter os produtos químicos originais (clorito
de sódio/ácido cítrico ou clorídrico), o CDS faz uma grande diferença
para alguns. Outra vantagem apresentada pelo CDS foi uma redução
drástica nas reações de Herxheimer.
Depois de um longo fim de semana na República Dominicana, fomos
para casa com novas informações para empregar no tratamento do Patrick.
Comecei trocando as gotas de CD por mililitros de CDS. Inicialmen­
te, não percebi qualquer melhora ou regressão, mas notei que o Patrick
estava acordando mais cedo e tendo um sono mais leve. Após tentar por
cerca de 30 dias esse novo milagre, comecei a pensar que: “Em time que
está ganhando não se mexe”. Então, voltamos para o CD original, que
havia nos trazido recuperação e melhora. Patrick voltou a dormir mui­
to bem e eu nunca mais olhei para trás. Eu era uma usuária invetera­
da do CD e o CDS, para mim, não tinha quaisquer vantagens óbvias.
Um pouco mais de um ano depois, Jim estava em nossa casa e,
em 26 de dezembro de 2012, sua nova assistente chegou do Oriente
Médio para ajudá-lo. Ela poderia ser chamada de “garota propaganda
do CDS”. Nós discordamos sobre esse assunto imediatamente. Ela, po­
rém, foi muito insistente. Perguntou-me por que não gostava do CDS e
eu lhe contei. Então, ela me disse que eu estava usando o CDS “deses-
tabilizado” e agora eles o “estabilizaram”.
Quando o CDS está “estabilizado” (com uma quantidade de clorito
de sódio adicionado de volta ao líquido do CDS), isso lhe dá um impul­
so extra, de tal modo que, quando a molécula de dióxido de cloro oxida
um patógeno, há clorito de sódio disponível para reagir como ácido que
é criado pela morte do patógeno. O resultado é uma maior quantidade
de dióxido de cloro liberada no local.
Decidi tentar o CDS estabilizado com o Patrick. Chegamos à dose
final com base na tolerância dele. Seu sono estava sendo perfeito. Ele
dormia como qualquer pré-adolescente deveria - como uma rocha.
Além disso, ele tinha uma grande energia durante todo o dia. Posso
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 227

dizer que não houve nenhuma diferença notável ao longo dos quatro
meses em que ele estava tomando o CDS, quando comparado com os
dias em que ele tomava o CD. No entanto, ele ficou um pouco “mais
leve”, como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo. Parecia
que alguma coisa, que antes o deixava desconfortável, agora não o in­
comodava mais. Pouco a pouco, algumas poucas famílias migraram
para o CDS para ver se os seus filhos se sairiam melhor, pior, ou tão
bem quanto se saíram com o CD.
Depois de alguns meses de teste com cerca de 20 famílias, eu acho
que é seguro dizer que o CDS conquistou 0 seu lugar entre os diferentes
métodos de administração do dióxido de cloro. Nós ainda temos o CD
original, feito com ácido cítrico ou HC1. Agora temos o CDS e o CDH
(Capítulo 7). Hoje, não usamos mais o CDS estabilizado, porquanto senti
que 0 CDS é apenas para indivíduos hipersensíveis e para ser usado so­
mente até que eles possam migrar para o CD ou o CDH. Seja qual for a
fórmula que escolhermos, ele vai ajudar a curar o corpo dos patógenos
indesejáveis, bem como ajudar o corpo a lidar com os parasitas e os me­
tais pesados. Cada pessoa é diferente e cabe a nós, como pais, observar
e decidir qual é o melhor método de administração do dióxido de cloro.
De nenhuma maneira incentivamos você a mudar para o CDS se o
que você está fazendo como CD está funcionando. Para algumas pes­
soas pode ser melhor, mas, até agora, somente uma recuperação veio a
partir do CDS - todas as outras vieram do CD. Algumas crianças podem
tentar 0 CDS e virem a perceber que o CD ainda é melhor para elas.
Quando Usar o CDS
O CDS deve ser usado quando alguém não consegue passar da dose
de 1 gota de CD diluída em 240ml de água ao longo do dia sem experi­
mentar uma reação de Herxheimer. Assim, é possível vencer a barreira
que passou a travar o prosseguimento do tratamento e desintoxicar o
corpo. No fim das contas, queremos voltar para o protocolo CD pa­
drão,0 qual acredito que seja muito mais eficaz. Essa não é uma situa­
ção comum, mas acontece.
228 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Fazer versus comprar o CDS


A m aioria das pessoas fica um pouco preocupada sobre como
fazer o CDS, uma vez que isso envolve um processo de destilação,
no qual se produz gás dióxido de cloro e, em seguida, a dissolução
desse gás em água. Quando o Andreas surgiu com o processo de
fazer o CDS, isso envolvia usar dois recipientes, uma mangueira,
calor e m uita ventilação. Ainda existem m uitos vídeos no YouTube
explicando o processo original. No entanto, existe agora uma ma­
neira m uito m elhor, mais fácil e mais segura de se produzir o CDS
em casa. Então, se você assistir a algum vídeo com instruções de
produção do CDS ou ler instruções que falem sobre o uso de uma
m angueira - esqueça isso! O novo processo é muito mais fácil e
mais seguro e não envolve nenhum calor nem m angueiras.
Há alguns vendedores on-line de CDS, mas o preço é alto e fazer
o seu próprio é simples. Só exige um pouco de esforço para aprender
o processo e arranjar o equipamento certo. Além disso, ao fazê-lo por
conta própria, você terá uma melhor compreensão do comportamento
do dióxido de cloro.
Alguns Pontos Importantes sobre o CDS
Quando se trata de CDS, tudo é mensurado a partir da concentra­
ção de dióxido de cloro na água, medida em partes por milhão - cuja
abreviação é ppm.
Comprando ou fazendo por conta própria, o objetivo é chegar a
uma garrafa de CDS que tem uma concentração de 3.oooppm . Ideal­
mente, essa garrafa deve ser de vidro e mantida na geladeira. Nunca
use essa solução concentrada diretamente. Ela deve ser diluída.
Quando dizemos, por exemplo, use íom l de CDS, queremos dizer:
misture íom l de CDS a 3.oooppm com qualquer que seja a quantidade
de água indicada, e use essa mistura diluída para o fim indicado.
Certifique-se de ler e compreender o Apêndice 6, na página 694,
que explica mais sobre concentração e medição ppm.
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 229

Existem vários nomes atribuídos a este novo, melhor e mais sim­


ples método dese fazer o CDS, tais como:
• O Método do Copinho Tequilero
• O Método Pernoite
• O Novo Método
Há algumas dem onstrações no YouTube m ostrando esse novo
método com anotações cujos links circulam em vários fóruns. Esses
métodos usam uma excessiva variedade de diferentes recipientes
com diferentes form as e tam anhos. As ferram entas específicas u ti­
lizadas para produzir o CDS podem ter um im pacto significativo na
concentração resultante.
Deve-se tam bém notar que a concentração é reduzida todas as
vezes que você abre a garrafa de CDS, uma vez que o gás dióxido de
cloro escapa do líquido para o am biente. Quando você abre o reci­
piente, uma parte do gás dióxido de cloro escapa. Assim , a força da
solução numa garrafa antes cheia de CDS, mas agora pela metade,
pode ser substancialm ente m enor do que aquela que ela possuía
quando você com eçou. Esse é um conceito análogo ao que ocorre
numa garrafa de refrigerante, que perde seu gás se o conteúdo não
for tomado rapidam ente.

Para reduzir consideravelm ente a evaporação do gás dióxido de


cloro, a garrafa de CDS deve ser arm azenada na geladeira, na qual é
estabilizada e reduzida a quantidade de gás CD que escapa da solu­
ção CDS. Mas, não im porta qual seja a tem peratura, algum a porção
do gás sempre vai escapar e reduzir a concentração cada vez que a
garrafa for aberta. Uma garrafa de gargalo estreito ajuda a m anter a
força do CDS por períodos mais longos.
É melhor armazenar a fonte concentrada de CDS em garrafas me­
nores, de 300ml, do que mantê-la em um frasco maior de um litro.
Dessa forma, você usa o que está em uma garrafa mais rapidamente e
com menos perda de concentração. Uma boa garrafa de armazenamen­
to é mostrada e descrita na página 244.
Z3U Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O Novo Método de Preparação de COS - O Conceito Básico


Primeiro, vamos falar sobre os princípios básicos do processo de
preparação do CDS, e em seguida,vamos abordar os detalhes.

Começamos com dois recipientes (ambos preferencialmente feitos


de vidro). Um recipiente é maior e deve ter uma tampa que possa ser
fechada hermeticamente. O outro é um recipiente menor SEM tampa.
O tamanho relativo de cada recipiente deve ser de tal forma que o reci­
piente menor se encaixe confortavelmente dentro do recipiente maior,
sem impedir de qualquer forma que a tampa do maior seja fechada
corretamente. Consulte a página 232 para ver um exemplo de kit de
vidro bem-feito, que é distribuído pelo wps4sale.c0m.

O recipiente grande é, então, parcialmente preenchido com água


filtrada/destilada. O nível de água deve ser suficientemente baixo, de
modo a não transbordar para o recipiente menor se ele for colocado no
interior desse maior já parcialmente preenchido. As fotos na página
232 mostram o conceito das duas garrafas.

Agora que você tem uma ideia básica, vamos fazer um pouco de
CDS...
Usando o O v e r n ig h t C D S G e n e r a t in g K it (kit gerador de CDS para 0 mé­
todo pernoite)
Nas seguintes instruções presum e-se que você tenha 0 Over­
night CDS Generating Kit (1000ml) de vidro do wps4sale.c0m
(como m ostrado na página 232). Você, é claro, não tem obrigação
de ter esse kit. No entanto, com base em nossa própria experiência
de pesquisa por um kit de boa qualidade, esse tem as características
fundam entais:

• Feito de vidro
• O vidro menor se encaixa dentro do recipiente maior; e é
possível colocar ío o o m l de água dentro do recipiente gran­
de sem que haja transbordamento para o recipiente menor
quando ele é colocado no interior do maior.
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 231

• A tampa se encaixa perfeitamente e não permite que o gás


escape durante o tempo da reação química.

• A tampa é de plástico - NUNCA USE TAMPAS DE


METAL!

Nota: Existem kits de plástico para o CDS que funcionam . Pode


acontecer de você encontrar apenas uma com binação de recipientes
feitos de plástico, mas não encontrar uma que seja de vidro. Na ver­
dade, eu fiz um vídeo para o YouT ube onde m ostro com o fazer CDS
usando um recipiente de plástico. Basta entender que o dióxido de
cloro irá deteriorar o recipiente de plástico com o tem po, por isso
deve ser evitado. M esm o que você tenha que usar uma garrafa de
plástico para fazer CDS, arm azene o produto final em vidro. Q uan­
to menos tempo o CDS perm anecer em plásticos m elhor! Quanto às
tampas, não tem os escolha. Só use tam pas de plástico. Tam pas de
metal vão oxidar MUITO rapidam ente! M esm o as tam pas de metal
com revestimento de plástico se deterioram .

Passos para preparar o CDS:


1. Comece despejando um litro de água destilada, ou água de
osmose reversa, no recipiente grande de vidro. A água deve
estar com temperatura em torno da ambiente.

2. Coloque o copo de sobremesa vazio no interior do recipien­


te grande, assegurando-se de que a água não tenha respin­
gado para dentro do copo.

3 - Meça 75 ml de solução de clorito de sódio (22,4% de NaClO.,


em água), e a despeje no copo de sobremesa, tomando
cuidado para não derramar nada do clorito de sódio na
água em torno do copo.

4 - Meça 75 ml de HC 1 a 10%, ou de solução de ácido cítrico a


50%, e o despeje no copo de sobremesa.
232 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

0 wps4sale.com vende esses O verniaht C D S Generatina Kit, que produzem 1 litro


de CD S a 3.000 ppm a partir de 75ml de clorito de sódio mais 75 ml de ativador. A
única parte não feita de vidro é a tampa de plástico. O copo de sobremesa tem o
tam anho certo para caber dentro do frasco de vidro maior, com espaço de sobra
suficiente para 1 litro de água que não vai transbordar no copo de sobremesa.

5. IMEDIATAMENTE feche a tampa do recipiente grande,


tendo cuidado para não sacudi-lo, o que poderia levar a so­
lução de CD a se misturar com a água que está em volta.
Certifique-se de que a tampa está bem apertada, de modo a
não ter qualquer vazamento. Se você sentir cheiro de dióxi­
do de cloro (além do pouco que escapa enquanto você está
fechando a tampa), então algo está errado com a tampa e/
ou com o recipiente.
6. Se você fez tudo corretamente, deve ver a solução de CD
adquirir uma coloração âmbar-escuro/marrom dentro de
cerca de um minuto e notar que a água começa a adqui­
rir uma leve coloração amarela alguns minutos mais tarde.
Também é normal ver bolhas se formando no copo de so­
bremesa. É normal que a pressão se altere durante a reação
química. Descobrimos que o ácido cítrico produz um vácuo
e o HC 1 pode primeiramente produzir uma pressão e, em
seguida, um vácuo.
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 233

7. Cubra o kit com uma toalha para reduzir sua exposição à


luz. Ele não precisa estar em um local escuro, mas, defini­
tivamente, não deve ser exposto à luz solar direta. Sinta-se
à vontade para verificá-lo de vez em quando e ver como as
cores mudam. Obviamente, deve-se manter esse kit fora do
alcance de crianças ou qualquer coisa que possa perturbá-
-lo. Eu mantenho 0 meu durante a noite num armário com
uma toalha em volta dele.
8. Quando a cor da taça de sobremesa for igual à da água à sua
volta, a reação química está completa. Não há mal nenhum
em esperar um pouco mais - nada mais vai acontecer. Isso
geralmente leva de 12 a 24 horas, dependendo da tempera­
tura ambiente e da força do ácido utilizado.

Após 0 clorito de sódio e o ativador se misturarem, a cor vai rapidam ente ficar
âmbar-escuro, quase preta (esquerda). D epois de cerca de 12 horas, a cor da so ­
lução na taça de sobrem esa, e aquela da água em volta dela, deve ser a mesma
(direita), o que indica que a reação quím ica está com pleta e o CD S está pronto
para ser colocado em um recipiente de arm azenam ento.

9. Tenha à mão suas garrafas de vidro para armazenamento lim­


pas e prontas para receber a solução CDS.
10. Antes de abrir o kit, certifique-se de que sua área de trabalho
esteja bem ventilada. Os próximos passos devem ser feitos do
234 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

lado de fora da casa ou com a porta e/ou janela abertas nas pro­
ximidades. Manter um ventilador, no modo fraco, soprando
qualquer gás que escapar para longe de você é uma boa ideia.
11. Lentamente, abra o recipiente com cuidado para não o empur­
rar, o que poderia misturar a solução de CD com o CDS fresco.
Se os produtos químicos se misturarem,você terá que começar
tudo de novo, por isso tome cuidado! Provavelmente, você vai
sentir o cheiro do gás dióxido de cloro que estava armazenado
no recipiente, quando o abrir pela primeira vez. Isso é normal,
daí a necessidade de uma boa ventilação.
12. Remova lentamente a taça de sobremesa, tomando cuidado
para não derramar o seu conteúdo no CDS. Imediatamente, jo­
gue o conteúdo na privada e enxágue esse copo.
13. Agora, despeje o CDS nas garrafas de armazenamento, mas fi­
que ciente de que uma quantidade do gás dióxido de cloro vai
sair da água para o ambiente em que você está.
14. Feche bem as garrafas de armazenamento e coloque-as na ge­
ladeira.
Nota: O HC 1 a 10% é o ativador recomendado para fazer 0 CDS.
Entretanto, você também pode usar o HC 1 a 4%, mas o tempo de reação
vai ser aumentado. Pode levar um dia inteiro antes que a cor da solução
do CD e a da água fiquem idênticas.
Dosando o CDS
Como mencionado anteriormente, o CDS é particularmente indi­
cado para pessoas sensíveis, além do comum, que não conseguem tole­
rar nem mesmo baixas doses de CD.

Com ece com uma m am adeira cheia de 240 ml de água, e adi­


cione nela lm l de CDS. Isso proporcionará oito doses de 1/8 ml. Se
tudo correr bem no prim eiro dia, aum ente para 2ml no segundo
dia. Aum ente um m ililitro a cada dia. Aum ente a quantidade base­
ando-se na tolerância. Se a pessoa está tendo problem a com certo
nível de CDS, então dim inua até onde a pessoa estava bem anterior-
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 235

mente e m antenha essa dose por alguns dias antes de aum entá-la
novamente.

A tolerância é a chave aqui. Uma vez que já não possa aumentar o


nível, você atingiu a dose oral completa de CDS da pessoa.

Voltando lentamente ao CD

Depois de ter chegado à dose oral completa, na qual eles ficam es­
táveis e não é possível ir além, é hora de inserir novamente o CD.

O objetivo do uso do CDS não é substituir o CD, mas sim fazer uma
desintoxicação fundamental para que se possa voltar a usar o CD e che­
gar à sua dose oral total.

Isso é conseguido tirando um mililitro de CDS e substituindo-o por


uma gota de CD. Por exemplo, se o indivíduo pode tolerar 20 milili­
tros de CDS, então uma transição ideal seria conforme representado
no gráfico da página 236.

É claro que esse gráfico representa um cenário im provável,


onde tudo se passa exatam ente como desejado. No entanto, ele de­
monstra 0 que estam os tentando fazer - trocar 0 CDS pelo CD e
continuar aum entando a dose de CD como descrito no Capítulo 5
(página 139).

Para realizar esse processo de form a eficaz é necessária a ob­


servação cuidadosa do seu filho, decidindo a respeito de quan­
do você pode dar um passo além; quando deve parar; e quando
retroceder.
236 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Transição hipotética do CDS para o CD

Dia da CDS em CD em
Transição mililitros gotas Comentários

1 20 0 Ú lt im o d ia c o m C D S a p e n ã T ~ "

2 19 1 C o m e ç o d a t r a n s iç ã o "

3 18 2

4 17 3

5 16 4

6 15 5

7 -1 4 - - 6

8 13 7

9 12 8

10 11 9

11 10 10
T r a n s iç ã o e m a n d a m e n t o
12 9 11

13 8 12

14 7 13

15 6 14

16 5 15

17 4 16

18 3 17

19 2 18

20 1 19

21 0 20 T r a n s iç ã o c o m p le t a

22 0 21

23 0 22
C D a u m e n t a a c a d a d ia
24 0 23

25 0 24
CDS: Uma Outra Maneira de Administrar o Dióxido de Cloro 237

Enemas de COS
Enemas de CDS podem ser úteis para indivíduos sensíveis na
fase de entrada no protocolo. Siga as m esm as instruções de enem as
do capítulo 5, página 103, tendo em mente que ím l de CDS tem uma
força relativa equivalente a 60% de uma gota de CD, aproxim ada­
mente. Com isso em m ente, você pode trabalhar com até 40m l de
CDS por litro de água de enema.
CAP T UL0 7
CDH - IN D O ALÉM
DO CD E DO CDS

"O d e s e n v o l v i m e n t o p r o g r e s s i v o d o h o m e m
é e s s e n c ia lm e n t e d e p e n d e n t e d a in v e n ç ã o . É o p r o d u t o
m a is i m p o r t a n t e d e s e u c é r e b r o c r i a t i v o " .

— Nikola Tesla

ste protocolo está em constante desenvolvim ento, e até que


E cada pessoa com autism o se recupere, continuarem os a bus­
car recursos para acrescentar ou regular o protocolo a fim de al­
cançarm os esse objetivo. Alguns m eses antes do lançam ento des­
ta segunda edição, eu conheci um novo método de preparação
do CD, que é um preparado de Dióxido de Cloro (solução), ou
sim plesm ente CDH.

O CDH pode quase ser descrito como um híbrido entre o CD clás­


sico e o CDS. Enquanto que o CDS não tem sobra de matéria no pro­
duto final, porém apenas gás de dióxido de cloro dissolvido em água,
o CDH contém um pouco de matéria prima (semelhante ao CD clássi­
co) junto com o dióxido de cloro no produto final. Este novo processo
permite que o clorito de sódio reaja com o ácido por um período de
tempo significativamente maior, com isso reduzindo a maior parte
da quantidade restante do clorito de sódio e ativador não ativados.
Algumas pessoas não conseguem tolerar o ácido cítrico, então o CDH
é geralmente feito com 4% de HC 1. Os relatórios iniciais indicam que
o CDH é melhor tolerado que o CD.
CDH - Indo Além do CD e do CDS 239

Outro benefício interessante do CDH é que parece misturar-se bem


adoçante natural permitido stevia (marca SweetLeaf®) sem reduzir
a potência do CDH. Isso pode ajudar as crianças que têm aversão ao
gosto do CD. Muitas famílias também relataram que conseguiam au­
mentar a dose de seus filhos sem produzir uma reação de Herxheimer,
em contraste com o CD clássico. As crianças mais velhas e seriamente
afetadas também se beneficiaram com o preparo de CDH. Para mais
informações, leia a página 221.
Atualmente, este novo m étodo esta sendo usado por um grupo
de famílias relativam ente pequeno (cerca de 70 em novem bro de
2013)- A m aioria delas relata que 0 CDH continua a produzir re­
sultados para seus filhos no espectro, e eles estão vendo resultados
ainda melhores que antes.
Assim como deve ser com qualquer coisa nova, é im portante
testar com grupos de diferentes fam ílias durante um período de
tempo longo o suficiente para nos certificarm os de que os ganhos
são garantidos. Então, pedim os que, por favor, tenha em m ente que
oCDH é literalm ente a vanguarda absoluta deste protocolo. Apesar
de estarmos anim ados em com partilhar uma nova opção, a decisão
de utilizar 0 CDH deve ser tom ada com cuidado. Caso esteja indo
bem com 0 CD clássico, talvez nunca seja necessário utilizar o CDH.
Pense no velho ditado: “Não se mexe em tim e que está ganhando”.
Das 115 crianças que tiveram seus diagnósticos de autism o cance­
lados, 114 fizeram 0 CD e apenas 1 o CDS. Até agora, o com o CDH
(4 meses em uso em pessoas no espectro). Espero que este número
mude em breve, pois estam os vendo boas possibilidades no CDH. O
tempo dirá. Fique ligado.

Scott McRae, sua esposa Brenda e Charlotte Lackney foram os


pioneiros no desenvolvim ento do método CDH. A próxim a seção
foi escrita por Scott, onde ele explica como o CDH se desenvol­
veu, juntamente com instruções detalhadas sobre com o prepará-lo
e usá-lo.

o □ □
240 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

inha esposa Brenda e eu ouvimos falar do CD pela primeira


M vez no começo de 2009, através de Bhante Vimalaramsi, um
monge budista nascido nos Estados Unidos. Hoje em dia ele é um
amigo próximo nosso e, enquanto escrevo isso, estou em um retiro de
meditação que se baseia nos ensinamentos experienciais e compre­
ensivos de Buda.
Após receber o nosso primeiro kit de garrafas CD comprado na
Internet, começamos tentando obter as 15 gotas do CD ativado com
suco de limão por 3 minutos, duas vezes ao dia, que era o protocolo
na época. Apesar de termos nos esforçarmos muito, não conseguía­
mos passar de 6 gotas antes de vom itar e ter diarreia, e isso fez com
que inicialmente parássemos de tom ar o CD. Em seguida, após nos
mudarmos para Jakarta, Indonésia (a cidade natal de Brenda), ficava
doente todo mês, o que acreditava ser porque eu estava em uma parte
nova do mundo e em uma região tropical (eu sou de San Diego, Ca­
lifórnia), usava transporte público duas vezes ao dia e dava aulas em
uma escola com mais de 300 alunos. Após um ano e meio de doen­
ças constantes, lem brei-m e de nossos frascos de CD, que felizmente
trouxem os conosco dos EUA, e eu iniciei o Protocolo 1000. Naquela
época, o Protocolo 1000 foi desenvolvido para ser o que é agora - 3
gotas de CD (ativado por 20 segundos com 50% de ácido cítrico) por
hora, 8 vezes ao dia, e então, eu decidi fazer a limpeza de 3 semanas.
Ao fazer a lim peza, tive uma grande melhora na minha saúde. Não
somente imediatam ente deixei de ficar doente como também senti
que meu nível de energia havia aumentado em cerca de 25%. Claro
que fiquei animado com esses grandes resultados, assim como a mi­
nha mulher, porque ela tinha começado a tomar o CD de novo tam­
bém. Entretanto, embora nossos resultados tenham sido fantásticos e
nossa experiência muito melhor que antes com o antigo protocolo de
“tentar tom ar 15 gotas duas vezes ao dia”, ainda estávamos tendo um
pouco de náuseas e indisposições com diarreia quando tomávamos 0
CD. Isso acontecia especialm ente nos momentos em que sentíamos
os sintomas de gripe ou resfriado e tentávamos tom ar mais que as
doses de 3 gotas para nos recuperarmos. Ainda assim, os resultados
CDH - Indo Além do CD e do CDS 241
que estávamos tendo com o CD no Protocolo 1000 eram mais im ­
portantes do que as náuseas e diarreia que tínhamos, e continuamos
utilizando-o quando sentíamos que alguma doença se aproximava.

Scott e Brenda McRae de Jakarta, Indonésia

Após tomar o CD por um ano dessa forma, o CDS chegou ao mun­


do do CD. Como sou uma pessoa que gosta de experimentar coisas no­
vas, resolvi tentar. Após procurar tubos plásticos em toda a Jakarta por
alguns dias e finalmente achar, eu fiz a nossa primeira porção de CDS.
Nós dois experimentamos o CDS por cerca de seis meses, mas achamos
que era menos eficiente que o CD, então suspendemos o CDS e volta­
mos para o CD e o Protocolo 1000.
Entretanto, gostamos muito de duas coisas a respeito do CDS: (1)
NUNCA nos causava náuseas ou diarreia e (2) Era muito fácil de usar,
pois era pré-fabricado (sem mistura de produtos químicos antes de
cada uso). O principal para mim era não ter mais nenhuma náusea,
porque eu realmente não gostava de me sentir doente. Então eu come­
cei a pensar sobre 0 CDS e minha experiência em fazê-lo, e cheguei à
conclusão de que, possivelmente, 0 motivo pelo qual o CDS não dava
242 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

náuseas era porque não existia nenhum clorito de sódio não ativado na
solução - era apenas dióxido de cloro dissolvido em água. Eu me lem­
brei que quando fiz o CDS por conta própria, mesmo após o processo
de ativação estar em curso por uma hora em condição aquecida, se eu
movimentasse ou agitasse o recipiente, ainda mais C 1 0 2 sairia. Então
isso me fez pensar... Se a reação química entre o clorito de sódio e a so­
lução de ácido cítrico a 50% utilizada para fazer o CDS ainda era capaz
de produzir mais dióxido de cloro após uma hora em condição aqueci­
da, então certamente as 24 gotas que eu estava utilizando para fazer 0
meu frasco com as doses diárias de CD não estavam sendo plenamente
ativadas após somente 20 segundos.

Assim eu decidi aum entar o tem po de ativação e experimen­


tei em mim mesmo prim eiro e, em seguida, na minha esposa (viu
como eu sou legal?). Nós dois descobrim os que não havia mais 0
problem a das náuseas, m esm o ao tom ar mais gotas por hora do que
tom ávam os antes.

Já que eu estava experimentando, decidi verificar se eu poderia fa­


zer quantidades maiores de CD concentrado de uma vez só, por ques­
tão de conveniência. Eu misturei quantidades iguais de clorito de só­
dio e ácido cítrico a 50% em um frasco, deixei ativar por cerca de um
minuto e, em seguida, acrescentei uma quantidade específica de água
quente para depois estimular 0 processo de ativação. Finalmente, eu
obtive um total de 140 ml desta solução de CD concentrada. Posterior­
mente, eu descobri que a água quente não era necessária e que a água
em temperatura ambiente funcionava até mais porque menos gás C10 2
ficava perdido no processo.
A química final era, de fato, muito forte e ainda assim não causou
náuseas, então eu me senti na obrigação de postar minha descoberta
no Fórum Gênesis II. Eu chamei de 7 Day Fridge MMS (CD) porque
ele fornecia um estoque de 7 dias do Protocolo 1000. Os ingredientes
fizeram chegar a quantidade de I40ml, de forma que 20ml eram 1/7
do total ou a quantidade de um dia de CD “pré-ativado” semelhante ao
Protocolo 1000. Isso fez com que a ingestão diária de CD se tornasse
CDH - Indo Além do CD e do CDS 243
bem fácil. Simplesmente coloque 2oml da nova solução concentrada
em uma garrafa de dosagem de água e, em seguida, coloque 1/8 da gar­
rafa a cada hora em um pouco de água em um copo e beba.
0 método 7 Day Fridge MMS (CD) funcionou m uito bem para
minha esposa e para mim. O utras pessoas no Fórum tam bém ex­
perimentaram e gostaram . Além disso, eu o ofereci a algum as
pessoas na escola onde eu trabalhava para tratar suas gripes (ge­
ralmente durante a noite) assim como outras doenças dentro de
um tempo curto.
Cerca de 18 meses depois, Charlotte, minha amiga do Fórum, co­
meçou a testar o processo 7 Day Fridge MMS (CD) para determinar o
conteúdo real de C 1 0 2 utilizando seu Fotômetro de Dióxido de Cloro
Sensafe™. Ao longo de alguns meses, trabalhamos juntos para refinar
o método 7 Day Fridge. O resultado de todos os nossos testes e refina­
mentos é esse novo e excitante produto CDH.

A fórmula final para produzir CDH utilizando o Método de 1 Gar­


rafa é o seguinte:
22 partes de água 91,6%
1 parte de clorito de sódio 4 ,2 %
l parte de HC 1 Í4 %) ou Ácido Cítrico (^ % ) 4 .2 %
Solução Total ioo%
Acredito que esta nova forma de fazer o CD irá trazer grandes be-
neficios para a humanidade porque ele irá permitir que as pessoas gra­
dualmente dobrem ou até tripliquem a quantidade de CD com pouco
ou nenhum enjoo de estômago. Ao aumentar suas doses para níveis
maiores, as pessoas conseguirão superar as doenças tratáveis com CD
mais rapidamente que antes.

Como com qualquer tecnologia nova, mais mudanças e desenvol­


vimentos podem ser esperados. Por exemplo, agora sabemos que o
CDH tem gosto muito melhor se ativado com ácido hidroclórico, ao
invés de ácido cítrico.
•m
244 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Produção de CDH Utilizando o Método Uma Garrafa


Fazer o CDH é realmente muito simples. Pode-se utilizar qualquer
tamanho de garrafa e produzir a quantidade que quiser, desde que se­
jam seguidas as instruções básicas e as proporções sejam mantidas.
Entretanto, antes de passar para quantidades diferentes, recomen­
da-se seguir essas instruções de forma exata para garantir que você
aprenda o processo corretamente.
Observe os seguintes equivalentes de volume:
Equivalentes aproximados da Onça Fluida Americana (fl. oz.)
30ml = 1 fl. oz. EUA (2 colheres de sopa)
66oml = 22 fl. oz. EUA
-.»ov
720ml = 24 fl. oz. EUA
750ml = 25 fl. oz. EUA
Equipamentos Necessários
• Uma garrafa de vidro de 750ml (25 fl. oz. EUA) com tampa
hermética. NÃO use tampa de metal (mesmo se estiver forrada
com plástico). As melhores tampas são plásticas ou até mesmo
de rolha sintética em boas condições. Uma garrafa de vinho
de 750ml comum é a ideal para isso, pois pode-se obter gar­
rafas coloridas para reduzir a possível exposição aos raios UV
(quanto mais escura, melhor). Mas a garrafa colorida não é ab­
solutamente necessária; utilizar uma garrafa transparente vai,
na verdade, permitir que se veja a reação química conforme 0
líquido passe da cor transparente para amarela.
• Três garrafas de 24oml (8 fl. oz. EUA), de pre­
ferência feitas de vidro colorido para proteger o
CDH da luz UV (quanto mais escura, melhor),
mas as garrafas coloridas não são absolutamente
necessárias. Você também pode utilizar garrafas
menores, caso queira - elas são usadas somente
para dividir os 720ml resultantes de CDH em gar­
rafas menores para ajudar a reter a concentração
CDH - Indo Além do CD e do CDS 245
de C1 0 2durante os momentos em que se abre e fecha as garrafas
durante as dosagens. A Schweppes™ vende um engradado com
6 garrafas de ginger ale (cerveja de gengibre), água gaseifica­
da e água tônica em garrafas de vidro de 10 fl. oz. com tampas
plásticas que são excelentes para este fim e comportam 30oml
com facilidade. Apenas a ginger ale vem numa garrafa colorida
(verde). As outras são transparentes.

• Um copo de medição ou cilindro graduado para medir o líqui­


do de forma precisa, sejam em mililitros ou onças fluidas.

Ingredientes Necessários

Os ingredientes devem estar em temperatura ambiente - não gela­


dos. Se o CD e/ou ativador acabou de sair da geladeira, aqueça a água
para equilibrar a temperatura, ou deixe os ingredientes chegarem à
temperatura ambiente antes de usá-los.

• 66oml de água destilada ou purificada a cerca de 70°-90°F


(21°-32°C).

• 3oml de clorito de sódio (22,4% de solução) próxima a tempe­


ratura ambiente ou levemente acima.

• 3oml de ácido hidroclórico (HC1) a 4% ou Ácido Cítrico a 35%


(C6H80 7) próximos à temperatura ambiente ou levemente acima.

Observação: as quantidades indicadas acima resultam em 720ml,


enquanto a garrafa de vinho facilmente tem espaço para um adicional
de 30ml ou mais. Consulte 0 quadro a seguir caso queira produzir uma
quantidade diferente.
ATabela de Formulação do CDH e Diferentes Concentrações Ácidas
E se você tiver Ácido Hidroclórico a 10% ou Ácido Cítrico a 50%
(muito comum)? Ou se quiser utilizar um tamanho de garrafa diferen­
te? Isso não é problema. Esses ácidos ainda podem ser usados. Entre­
tanto, a fórmula muda de forma correspondente.
A tabela abaixo é uma grande ferram enta para determ inar a
fórmula para um determ inado tam anho de garrafa. Para utilizar
246 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

a tabela, com ece circulando o tam anho da garrafa que você deseja
utilizar na coluna mais à esquerda. Em seguida, observe o ácido que
tem e sua concentração no rótulo. Com bine isso com uma das qua­
tro opções da parte de cima. Abaixo da com binação de ácido/con-
centração podem ser vistos 3 núm eros de form ulação para água,
clorito de sódio (rotulado “SC ”), e qualquer que seja o ácido que
esteja usando. Apenas desça para as 3 colunas apropriadas para a
linha que indica o tam anho da garrafa e você terá os números que
precisa. Substitua esses núm eros nas seguintes instruções de pre­
paro se a sua situação assim o exigir.
Tabela de Formulação CDH
(Aplica-se APENAS ao Método Uma Garrafa de Preparo de CDH!)
S C = Clorito de Sódio / H C I= Á cid o Hidroclórico / A C = Á cid o Cítrico

G a rra fa d e Á c i d o H id r o c l ó r ic o 4 % Á c i d o H i d r o c l ó r ic o 1 0 % Á c i d o C ít r ic o 3 5 % Á c i d o C ít r ic o 50%

água Á gua Á gua Á gua


Á gua
(m l) S C (m l) H C I (m l) S C (m l) H C I (m l) S C (m l) C A (m l) S C (ml) C A (ml)
(m l) (m l) (m l) (m l)

10 9 .2 0 .4 0 .4 9 .4 0 .4 0 .2 9 .2 0 .4 0 .4 9 .3 0 .4 0.3

20 1 8 .3 0 .8 0 .8 1 8 .8 0 .8 0 .3 1 8 .3 0 .8 0 .8 1 8 .6 0 .8 0.6

1 .3 1 .3 2 8 .3 1 .3 0 .5 2 7 .5 1 .3 1 .3 2 7 .9 1.3 0 .9
30 2 7 .5

40 3 6 .7 1.7 1 .7 3 7 .7 1 .7 0 .7 3 6 .7 1.7 1.7 3 7 .2 1.7 1.2

4 5 .8 2.1 2.1 4 7 .1 2.1 0 .8 4 5 .8 2.1 2.1 4 6 .5 2.1 1.5


50

2 .5 5 6 .5 2 .5 1 .0 5 5 .0 2 .5 2 .5 5 5 .8 2 .5 1.7
60 5 5 .0 2 .5

2 .9 6 5 .9 2 .9 1 .2 6 4 .2 2 .9 2 .9 6 5 .0 2 .9 2 .0
70 6 4 .2 2 .9

3 .3 7 5 .3 3 .3 1 .3 7 3 .3 3 .3 3 .3 7 4 .3 3.3 2.3
80 7 3 .3 3 .3

1 .5 8 2 .5 3 .8 3 .8 8 3 .6 3 .8 2 .6
90 8 2 .5 3 .8 3 .8 8 4 .8 3 .8

9 2 .9 4 .2 2.9
100 9 1 .7 4 .2 4 .2 9 4 .2 4 .2 1.7 9 1 .7 4 .2 4 .2

6 .3 4 .4
150 1 3 7 .5 6 .3 6 .3 1 4 1 .3 6 .3 2 .5 1 3 7 .5 6 .3 6 .3 1 3 9 .4

8 .3 5 .8
200 1 8 3 .3 8 .3 8 .3 1 8 8 .3 8 .3 3 .3 1 8 3 .3 8 .3 8 .3 1 8 5 .a

1 0 .4 7.3
250 2 2 9 .2 1 0 .4 1 0 .4 2 3 5 .4 1 0 .4 4 .2 2 2 9 .2 1 0 .4 1 0 .4 2 3 2 .3

12.5 8 .7
300 2 7 5 .0 1 2 .5 1 2 .5 2 8 2 .5 1 2 .5 5 .0 2 7 5 .0 1 2 .5 1 2 .5 2 7 8 .8

1 4 .6 10.2_
350 3 2 0 .8 1 4 .6 1 4 .6 3 2 9 .6 1 4 .6 5 .8 3 2 0 .8 1 4 .6 1 4 .6 3 2 5 .2

16.7 11.7
400 3 6 6 .7 1 6 .7 1 6 .7 3 7 6 .7 1 6 .7 6 .7 3 6 6 .7 1 6 .7 1 6 .7 3 7 1 .7

18 .8 13.1
450 4 1 2 .5 1 8 .8 1 8 .8 4 2 3 .8 1 8 .8 7 .5 4 1 2 .5 1 8 .8 1 8 .8 4 1 8 .1
14.6
2 0 .8 2 0 .8 4 7 0 .8 2 0 .8 8 .3 4 5 8 .3 2 0 .8 2 0 .8 4 6 4 .6 2 0 .8
500 4 5 8 .3
16.0
2 2 .9 2 2 .9 5 1 7 .9 2 2 .9 9 .2 5 0 4 .2 2 2 .9 2 2 .9 5 1 1 .0 2 2 .9
550 5 0 4 .2

2 5 .0 17.5
600 5 5 0 .0 2 5 .0 2 5 .0 5 6 5 .0 2 5 .0 1 0 .0 5 5 0 .0 2 5 .0 2 5 .0 5 5 7 .5
19.0
650 5 9 5 .8 2 7 .1 2 7 .1 6 1 2 .1 2 7 .1 1 0 .8 5 9 5 .8 2 7 .1 2 7 .1 6 0 4 .0 27.1

20.4
2 9 .2 2 9 .2 6 5 9 .2 2 9 .2 1 1 .7 6 4 1 .7 2 9 .2 2 9 .2 6 5 0 .4 2 9 .2
700 6 4 1 .7
CDH - Indo Além do CD e do CDS 247

G arrafa de Á c id o H id r o c l ó r ic o 4 % Á c i d o H id r o c l ó r ic o 1 0 % Á c id o C ít r ic o 3 5 % Á c id o C ít r ic o 5 0 %
á gu a
Á gua Água Água Água
(ml) S C (m l) H C I (m l) S C (m l) H C I (m l) S C (m l) C A (m l) S C (m l) C A (m l)
(m l) (m l) (m l) (m l)

720 6 6 0 .0 3 0 .0 3 0 .0 6 7 8 .0 3 0 .0 12.0 6 6 0 .0 3 0 .0 3 0 .0 6 6 9 .0 3 0 .0 21.0


750 6 8 7 .5 3 1 .3 3 1 .3 7 0 6 .3 3 1 .3 1 2 .5 6 8 7 .5 3 1 .3 3 1 .3 6 9 6 .9 3 1 .3 2 1 .9

800 7 3 3 .3 3 3 .3 3 3 .3 7 5 3 .3 3 3 .3 1 3 .3 7 3 3 .3 3 3 .3 3 3 .3 7 4 3 .3 3 3 .3 2 3 .3

850 7 7 9 .2 3 5 .4 3 5 .4 8 0 0 .4 3 5 .4 1 4 .2 7 7 9 .2 3 5 .4 3 5 .4 7 8 9 .8 3 5 .4 2 4 .8

900 8 2 5 .0 3 7 .5 3 7 .5 8 4 7 .5 3 7 .5 1 5 .0 8 2 5 .0 3 7 .5 3 7 .5 8 3 6 .3 3 7 .5 2 6 .2

950 8 7 0 .8 3 9 .6 3 9 .6 8 9 4 .6 3 9 .6 1 5 .8 8 7 0 .8 3 9 .6 3 9 .6 8 8 2 .7 3 9 .6 2 7 .7

1000 9 1 6 .7 4 1 .7 4 1 .7 9 4 1 .7 4 1 .7 1 6 .7 9 1 6 .7 4 1 .7 4 1 .7 9 2 9 .2 4 1 .7 2 9 .2

Instruções de Preparo
Siga os passos para misturar os ingredientes nessa ordem (supon­
do que esteja usando uma garrafa de vidro de 750ml):
1. Coloque 66oml de água purificada em uma garrafa de vidro de
750ml.
2. Acrescente 30ml de clorito de sódio à garrafa de vidro de 750ml.
3. Acrescente 30ml de HC 1 a 4% ou 3om l de 35% de ácido cítrico
à garrafa de vidro de 75oml.
4. Imediatamente, coloque a tampa ou rolha na garrafa para que
fique firmemente fechada, de forma que nenhum gás C 1 0 2
consiga escapar e agite bastante para m isturar bem os ingre­
dientes ( e mais algumas vezes mais tarde, se possível).
5. Armazene a garrafa em um local escuro com temperatura de
70°F a 90°F (2i°C a 32°C) por 12 a 24 horas ou mais (24 horas
ou mais, caso esteja em ambiente frio - abaixo de 70°F (2i°C)).
6. Após 0 tempo de armazenamento terminar, coloque a garra­
fa de CDH na geladeira (não no congelador) e deixe resfriar
por minimamente 3 horas antes de abri-la pela primeira vez.
A temperatura da solução deve ser, no máximo 5i°F (10.5o C).
Observação: Caso esteja utilizando uma garrafa significativa­
mente menor, o tempo de resfriamento pode ser reduzido por­
que o volume menor de solução irá resfriar mais rápido.
7- Finalmente, coloque 0 CDH da garrafa de 750ml nas garrafas
menores, tampe firmemente e mantenha refrigerado até estar
248 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

pronto para o uso. A garrafa menor é mais fácil de dosar e ela


também ajuda a reduzir o número de vezes em que o gás esca­
pa, reduzindo a potência da solução.
Uso do CDH
Agora o CDH está pronto para o uso. Cada mililitro de solução CDH
contém uma gota pré-ativada de CD. Pode ser usado para QUALQUER
COISA para qual o CD é usado; vírus, bactérias, leveduras, parasitas,
metais pesados, banhos de banheira, cuidado com gengivas e dentes,
pele, infecções, etc.
Quando usado oralmente, cada íml de CDH deve ser acrescentado
a, no mínimo, 30ml de água. Pode-se acrescentar até mais água, caso
observe uma leve irritação na garganta como resultado de doses maio­
res. Caso o gosto seja um problema, um pouco de stevia para adoçá-lo
e suavizá-lo pode ser acrescentado a cada dose. Algumas mães estão
acrescentando o adoçante Stevia Natural SweetLeaf® às suas garrafas
diárias e não relatam qualquer impacto negativo sobre o nível de ppm.
Apesar de o CDH ser forte, m ostrou-se mais gentil com pessoas
que têm problem as com náuseas ao utilizar CD tradicional. Deve-se
com eçar na dosagem que se estava utilizando anteriorm ente com o
CD e passar para a dose de m ililitros equivalentes de CDH e ir au­
m entando gradualm ente, de acordo com a tolerância. Geralmente,
as pessoas conseguem tom ar entre 2 a 3 vezes mais do CDH do que
do CD tradicional, sem passar por náuseas.
A garrafa de CDH deve ser mantida refrigerada e apenas retirada
da geladeira para se retirar as doses. Já que 720ml é uma quantidade
bastante grande que pode demorar dias para ser consumida, é uma boa
ideia pegar os 720ml e dividi-los em até 3 garrafas menores de 240ml
(72oml X 3 = 240ml) para que não se perca muito do C1 0 otoda vez que
se abrir a garrafa. Ao fazer isso, será conservada a maior parte possível
do C 1 0 2. Também é mais fácil extrair doses de uma garrafa menor uti­
lizando seringa ou pipeta.
Além disso, m antenha a garrafa de CDH fora da luz solar direta
ou indireta para im pedir a perda de C 1 0 2. Caso faça uma garrafa de
CDH - Indo Além do CD e do CDS 249

dosagem para o d ia , é m elhor m antê-la fria, mas isso


não é absolutam ente necessário.

Uma pequena observação sobre o gosto: a maior


parte das pessoas que reclam am do gosto ruim do
CD, CDS ou CDH (que não tem qualquer gosto em
doses baixas) estão, na verdade, reagindo ao chei­
ro do C1 0 2, o que pode levar ao desenvolvim ento de
uma aversão a longo prazo de quaisquer soluções
de tratamento. Portanto, caso consiga m inim izar a
flutuação de gás em torno do nariz, será mais fácil
beber a dose de CD, CDS ou CDH. Para evitar isso,
Charlotte sugeriu evitar o uso de copo ou garrafa de boca larga. Ao
invés disso, utilize um copo ou uma garrafa de abertura pequena, tal
como uma garrafa de água comum (de preferência feita de vidro).
Claro que se o cheiro não é um problem a para você, esta não é uma
questão problem ática, mas ao menos você já conhece esse truque
caso isso algum dia isso venha a ser um problem a.

Bem, é isso que você precisa saber para começar com essa grande
forma nova de fazer e usar o CD. Que essa nova formulação de CD traga
para você e sua família muita saúde e felicidade.

— Scott McRae
Jakarta, Indonésia
Novembro de 2013

a a a

Agradecemos a Scott, Brenda e Charlotte a sua contribuição com


a variedade de formas de se produzir e usar o dióxido de cloro. Certifi­
que-se de verificar os grupos e fóruns do Facebook quanto aos últimos
desenvolvimentos do CDH.

Alguns de vocês podem ser sentir sobrecarregados com tantas


informações que acabaram de ler. Então, deixe-m e escrever um m é­
todo de parágrafo único, extrem am ente fácil, de se fazer o CDH:
250 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Eu pego uma garrafa de Lifefactory™ de óoom l, coloco em 550ml de


água, acrescento 25ml de clorito de sódio; seguido por 25ml de HC1
a 4% (ou ácido cítrico a 50%). Deixo-a por 12 horas em um armário.
Depois disso, coloco na geladeira por 2 horas ou mais. Pronto! :)
Curando e Derrotando o Autismo
CAPÍTULO 8
PASSO 3: PROTOCOLO
A N T IP A R A S IT Á R IO KALCKER

T o d o s o s n o s s o s p a i s t iv e r a m o t r a t a m e n t o a n t ip a r a s it á r io
c o m o p a r t e d e s u a p r á t ic a c u lt u r a l. N ó s n o s a f a s t a m o s d is s o
p o r q u e c o n f i a m o s n a p r á t ic a m o d e r n a . F a r í a m o s m u it o b e m em
r e a p r e n d e r o s p r o c e d i m e n t o s d o s n o s s o s a n c e s t r a is n e s s a área,
a fim d e n o s m a n t e r m o s s e m p r e r e la t iv a m e n t e s a u d á v e is .
— Chief Two Trees

palavra parasita vem do grego, e significa “aquele que come da


A mesa de outra pessoa”. Para os gregos antigos, parasitas eram
aqueles que sentavam à mesa de outras pessoas e pagavam por sua
refeição com bajulação.
Conforme mencionei anteriormente no livro, algo muito interes­
sante começou a acontecer com os enemas de CD. O que tínhamos
anteriormente pensado ser muco ou biofilme saindo com os enemas,
em muitos casos eram vermes (helmintos) (também conhecidos como
parasitas) - em alguns poucos casos eles ainda estavam vivos e se agi­
tando no vaso sanitário! Acreditávamos que os mais comuns eram
Ascaris lumbricoid.es (nemátodos). Entretanto, o que agora estamos
vendo cada vez mais frequentemente parece ser parasitas em forma de
corda, uma possível nova espécie de helminto descoberta pelos pesqui­
sadores Dr. Gubarev, Dr. Alex Volinsky e seus colegas (apresentado em
14/01/ 2013). O teste de DNA é a única forma de dizer de forma definitiva,
mas ao preço de 25.000 dólares americanos por análise, com no mínimo
100 casos, é um custo bastante alto para o momento.1
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 253
Além do Ascaris e parasitas em forma de corda, os pais também ob­
servaram tênias, lombrigas, cestodas e fasciolas, dentre outros. Esta é uma
parte extremamente importante do quebra-cabeças para muitas de nos­
sas crianças. Fomos levados a acreditar que nos países de primeiro mun­
do os parasitas não são um problema. Este, com certeza, não é o caso.

Um parasita bem lavado. Pode-se quase sentir a textura.

Andreas Kalcker, Coautor do


Protocolo Antiparasitário Kalcker

Eu tive a honra de o Dr. Andreas Kalcker e Miriam Carrasco Mace-


da compartilharem comigo um capítulo de seu futuro livro Parasites:
254 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

The Silent Enemy (Parasitas: O Inimigo Silencioso). Andreas explica


a importância do contínuo extermínio dos vermes e compartilha co­
nosco um protocolo que ajudou muitas crianças e adultos a ficarem
saudáveis, e para algumas crianças no espectro, esse protocolo veio a
ser a peça que faltava para a sua recuperação. A versão incluída aqui
foi preparada especificamente para crianças e adultos com autismo. 0
protocolo original pode ser encontrado em:

www.andreaskalcker.com/index.php/en/health/parasite
Quase nada foi modificado, mas é importante observar que o Pro­
tocolo de Parasitas aqui apresentado comprovadamente ajudou muitas
de nossas crianças no espectro, incluindo muitas crianças recuperadas.
Obrigada Andreas e Miriam por suas contribuições valiosas nes­
te movimento, por generosamente compartilharem suas descobertas e
por estarem sempre dispostos a ajudar.
COMO DETECTAR E TRATAR DE UMA INFECÇÃO PARASITÁRIA
As infecções parasitárias são mais comuns do que muitas pessoas
imaginam e podem ou não acarretar sérios problemas de saúde. Pode­
mos estar infectados por tipos múltiplos de parasitas, que variam em
tamanho e local onde se alojam, por fora ou por dentro do corpo.
Os parasitas podem ser classificados como microparasitas, como
por exemplo a malária, que apenas são visíveis sob o microscópio ou
grandes macroparasitas, tais como os vermes intestinais redondos ou
achatados (nemátodos, cestodas, etc.). Esses podem ser vistos a olho
nu e podem tornar-se muito grandes. Os parasitas internos são acha­
dos não apenas no intestino, como geralmente se pensa, mas em qual­
quer lugar do corpo, incluindo pulmão, fígado, músculos, estômago,
vesícula biliar, cérebro, sangue, pele, articulações e até nos olhos.

Na história recente, os grandes m ovim entos migratórios da


população hum ana via transporte rápido e relações comerciais
frequentes encurtaram as distâncias que anteriorm ente separa­
vam as pessoas e as doenças. Doenças anteriorm ente circunscri­
tas em uma localidade tornaram -se enferm idades universais. Os
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 255

parasitas anteriorm ente confinados em áreas geográficas muito


específicas agora aparecem em outros locais, bem longe de suas
terras de origem . Infelizm ente, as condições típicas das cam adas
socioeconômicas m ais baixas (sob as quais grande parte da popu­
lação global vive) tendem a favorecer a transm issão de doenças
e parasitas.

Uma grande porcentagem da população m undial sofre com in­


fecções por parasitas; a OMS (O rganização M undial de Saúde) es­
tima que infecções parasitárias são responsáveis por 15 m ilhões de
mortes de crianças todos os anos. Além do grande custo represen­
tado pelas m ortes, infecções crônicas e persistentes aum entaram
pois os parasitas desenvolveram m últiplos m ecanism os de evasão
e resistência à im unidade específica. Isso perm ite que eles contor­
nem e cancelem a resposta im une do hospedeiro.

A infecção parasitária persistente em hospedeiros hum a­


nos leva a reações im unes crônicas, o que pode acarretar danos
aos tecidos e alteração da regulação im unológica. N oventa por
cento da população m undial estão infectados com um ou mais
parasitas e cerca de cinco tipos diferentes podem coexistir no
mesmo hospedeiro.

Essa situação se torna perigosa quando o equilíbrio interno do


hospedeiro é deficiente, então o número de parasitas aum enta as­
sustadoramente e o hospedeiro começa a m ostrar sinais de doenças
sérias que podem até levar à morte. Entretanto, em alguns casos,
as infecções parasitárias não resultam em doença. De fato, vários
hospedeiros m ostraram -se saudáveis.
256 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Uma observação mais próxima do parasita. É possível observar os


intestinos do parasita.Também conhecido com helminto.

O mesmo parasita (da foto anterior) sob um ângulo diferente.


Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 257
Levando em consideração que a maior parte das pessoas não
está nem ciente de suas infecções, os parasitas se tornaram assas­
sinos silenciosos, ceifando vidas de m uitas vítim as inocentes que
vivem suas vidas sem se darem conta do perigo. Alguns m édicos na
Europa Ocidental e nos EUA parecem relutantes até em considerar
que podemos estar infectados.

Levando em conta o aumento recente das viagens, imigração e


transações comerciais em todos os continentes, não é difícil ver como o
problema se ampliou para um nível alarmante. Os parasitas, especial­
mente as versões “toxificadas”, podem muito bem estar causando mui­
tas doenças raras que agora se tornam mais prevalentes, assim como
outros problemas recentemente identificados ou crescentes, tais como
fadiga crônica, fibromialgia e artrite.

As verminoses mais comuns (infestação com ou sem sintomatolo­


gia óbvia da doença causada por vermes parasitários) são intestinais.
As pessoas que os têm não somente sofrem com uma grande perda
de nutrientes (absorvidos pelos parasitas), mas também com perfura­
ções feitas pelos vermes no trato digestivo, que inclusive podem abrir
a porta para várias infecções e possíveis deficiências autoimunes. As
infecções intestinais por vermes são muito comuns e podem afetar a
todos, não somente as pessoas com hábitos de higiene insuficientes.
Os helmintos (vermes) são transmitidos pela ingestão de ovos ou lar­
vas de parasitas que, em seguida, ficam incubados no trato intestinal.
Uma infecção ou reinfecção parasitária pode ser adquirida através
de uma ou mais das seguintes formas:

► Contato mais ou menos direto com pessoa a infectada (fecal ou


sexual).

► Autoinfecção, por exemplo, através do contato ânus-mão-boca.


Ao coçar a área anal, os ovos podem ficar alojados sob as unhas.
► Transmissão congênita (da mãe para o feto).
► Objetos geralmente contaminados.

► Solo contaminado por excrementos humanos ou animais.


ZbS Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

► Consumo de carne contaminada crua ou mal cozida.


► Consumo de peixe cru.

Em alguns países, o peixe cru faz parte de pratos tradicionais. Po­


demos evitar o consumo de larvas ou vermes ao congelar a carne ou
peixe por, no mínimo, doze horas, dependendo da temperatura.

Uma foto perfeita de um parasita morto; acredita-se que seja o Ascaris


lumbricoides, ou possivelmente um verme em forma de corda no
estágio "alga".

Uma boa ideia do tamanho que alguns helmintos podem alcançar.


Quanto mais vermes as pessoas eliminam, mas saudáveis ficam e
a melhora vem cada vez mais rapidamente. Essa criança eliminou
muitos parasitas no começo. Então, após alguns meses, parou de
eliminá-los e agora tem uma pontuação ATEC de 5. Isso significa que
ela não tem mais o diagnóstico de autismo.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 259

Este é um parasita que mede 80 centímetros.

Outro parasita longo, bem lavado para a coleção. A estrada rumo à


recuperação é pavimentada com muitos parasitas mortos. Adiós Autismo...

Esse é um parasita de 80
centímetros que um menino
eliminou. Ele teve um ótimo
dia após expelir isso.
Esses são parasitas em forma de corda, conforme
confirmado pelo Dr. Alex Volinsky.

Verme de 60 cm de comprimento (1o de outubro/2013) de uma crian­


ça; usando CD há 6 meses; 2 gotas a cada 1-2 horas; sem protocolo
antiparasitário; 1 colher de sopa de DE; 2-3 ampolas de Quinton.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 261

Esse verme de 85 centímetros (também conhecido como "Chester")


foi descoberto por uma mulher que utilizava o protocolo em si mesma.

A bolha observada nesta foto nos leva a acreditar que este é um ver­
me em forma de corda em estágio avançado.
262 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Após eliminar este parasita,


a criança teve um dia
excelente na escola.
É maravilhoso se sentir
bem e saudável.

A FDA recomenda congelar e armazenar [peixes] a -4°F (-20°C)


ou abaixo disso por sete dias (tempo total); ou congelar a -3i°F (-35°C)
ou abaixo até ficar sólido, e armazenar a -3i°F (-35°C) ou abaixo por 15
horas; ou congelar a -3i°F (-35°C) ou abaixo até ficar sólido, e arma­
zenar a -4°F (*20°C) ou abaixo por 24 horas para matar os parasitas.
O Código Alimentar da FDA recomenda essas condições de congela­
mento aos varejistas que fornecem peixes que são consumidos crus.
Observação: essas condições podem não ser adequadas para congelar
os peixes particularmente grandes (por exemplo: com mais de 15 cen­
tímetros de espessura).2

► Ingestão de água contaminada.

► Consumo de vegetais e frutas contaminados. Muitas vezes co­


memos vegetais e frutas mal lavados (infestados de parasitas).
Existe uma ideia equivocada de que os legumes de fazendas or­
gânicas não têm quaisquer problemas, pesticidas ou produtos
químicos. O perigo é que os ovos ou larvas dos vermes alcan­
çam o solo da fazenda através de dejetos dos animais, formas
decompostas de compostos naturais e esterco (fertilizante)
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 263
utilizados no campo. Existem ovos, como os da Ascaris lum-
bricoides, que conseguem sobreviver no solo sob temperaturas
extremas por cinco anos. É muito importante fazer uma lim­
peza cuidadosa de frutas e legumes e nunca comer nada cru e
diretamente do solo, por mais saudável que possa parecer.
► Animais infestados por parasitas. As infecções parasitárias são
muito fáceis de se disseminar através do contato com animais.
Os veterinários não hesitam em insistir na vermifugação tri­
mestral de nossos animais, mas existem providências que de­
vemos tomar por conta própria para evitar a contaminação.

Os parasitas existem em todas as formas e tamanhos. Claro que eles


também podem ser eliminados em pedaços.

Sugestão: vermifugue o seu animal de estimação a cada três meses


por toda a vida, conforme instrução de seu veterinário. Durante o pri­
meiro mês, isso deve ser feito toda semana. Impeça os animais de co­
merem vísceras cruas. Se os animais comem carne crua ou ossos crus,
a melhor opção é congelar a comida com antecedência por, no mínimo,
264 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

12 horas (veja citação anterior). Se o tratamento de vermifugação esti­


ver funcionando, o animal irá expelir os vermes nas fezes ou vomitar,
e os parasitas expelidos deverão ser queimados ou enterrados durante
um período de oito dias de tratamento.
Evite ser lambido na boca por animais, pois eles estão em contato
direto com fezes, solo e seu próprio ânus. Ao acariciar um animal, lave
as mãos com água e sabão antes de comer ou manusear comida, pois os
ovos dos parasitas permanecem no pelo do animal.
► Não ande descalço ou com sapatos abertos no solo ou areia.
► Evite Equoterapia (andar a cavalo)

Sintomas de Infecções Parasitárias


Os d iferen tes tip o s de verm es e resíd u os tó xico s produzidos
p o r p a ra sita s em nosso corpo podem cau sar os seg u in tes proble­
m as com uns:

Os parasitas vêm em todos os


tamanhos. Alguns são bem
longos. Eles foram lavados
com água quente para as
fotos. Desta forma, podemos
observá-los melhor.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 265
Problemas de Sangue e Doenças Parasitárias no Sangue
Os parasitas absorvem nutrientes essenciais do corpo, tais como
ferro, vitamina Bi2 e açúcares, o que pode acarretar determinados pro­
blemas no sangue. Além disso, sabe-se que algumas doenças são cau­
sadas por parasitas sanguíneos:
Problemas de sangue:
• Anemia
• Tontura
• Hipoglicemia
• Fraqueza
Doenças parasitárias sanguíneas:
• Doença do Sono (tripanossomíase africana)
• Babesiose
• Doença de Chagas
• Malária
Fadiga:
O resíduo tóxico produzido pelos próprios parasitas (incluindo
amónia e substâncias psicoativas) pode desgastar os órgãos de desin­
toxicação e causar distúrbios do sistema nervoso central, tais como:
• Síndrome da fadiga crônica (CFS)
• Frio nas extremidades
• Tontura
• Fraqueza extrema
• Frio interno
• Letargia
• Baixa energia
• Sonambulismo
• Sono inquieto
266 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Sintomas Gastrointestinais
• Dor ou sensibilidade abdominal

• Sangue nas fezes

• Queimação no estômago

• Prisão de ventre crônica

• Diarreia crônica ou diarreia causada pela má absorção dos ali­


mentos

• Colite

• Cólicas

• Desejos por comidas gordurosas e açucaradas, muito carboi­


drato e pão, frutas, suco de frutas, álcool ou vinagre

• Problemas digestivos

• Barriga inchada

• Comer mais que o normal, mas continuar sentindo fome

• Movimentos intestinais excessivos

• Febre

• Vômitos e náuseas frequentes

• Gases e inchaço (observados após refeição)

• Hemorroidas

• Síndrome do intestino irritado (SII)

• Irritação intestinal

• Obstrução intestinal

• Permeabilidade intestinal

• Síndrome da má absorção

• Muco nas fezes

• Pancreatite

• Eliminação de verme nas fezes


Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 267

Problemas de crescimento, peso e apetite


Os parasitas costum am viver sem ser detectados pelo hospe­
deiro. Eles roubam do corpo grande parte dos nutrientes essenciais
da comida consum ida. M uitas pessoas obesas, que estão infectadas
com parasitas, têm fom e por falta de nutrientes essenciais, o que
faz com que com am em excesso devido à sua infecção parasitária.
Além disso, dependendo do tipo de infestação, m uitas pessoas são
mal nutridas e não conseguem ganhar peso. Segue abaixo uma lista
dos possíveis sintom as:
Em crianças:
• Crescimento deficiente

• Desenvolvimento físico e intelectual deficiente em relação à


sua idade biológica.
Em crianças e adultos:
• Arrotos crônicos

• Desejo de comer produtos à base de farinha; biscoitos, bolos,


massas, etc.
• Fome após uma refeição

• Incapacidade de ganhar ou perder peso


• Obesidade de longo prazo
• Perda de apetite

• Obsessão e/ou compulsão por comer doces ou comidas muito


específicas (trigo, açúcar, laticínios)
• Apetite voraz

• Fome incontrolável - comer mais que de costume


• Ganho de peso (especificam ente em torno do período
da lua cheia)

• Perda de peso
Problemas de Temperamento e Ansiedade
As toxinas liberadas por parasitas podem irritar o sistema nervoso
268 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

central. A ansiedade e nervosismo muitas vezes são causados por pa­


rasitas que migram por todo o corpo. Alguns problemas causados são:
• Raiva e irritabilidade
• Ansiedade
• Pensamento confuso (falta de clareza)
• Depressão
• Desorientação
• Esquecimento
• Falta de coordenação
• Mudanças de temperamento
• Nervosismo
• Obsessão
• Inquietação
• Reflexos lentos
Dores nos Músculos e Juntas
Os parasitas podem percorrer praticamente qualquer parte do cor­
po. Quando migram para as articulações e músculos, os elementos pa­
togênicos podem causar cistos e inflamação. Essa situação pode muitas
vezes ser confundida com artrite e/ou dor muscular.
As toxinas dos parasitas também podem se acumular nas articula­
ções e tecido muscular, causando:
• Dores no peito
• Fibromialgia
• Dores nas articulações
• Cãibras musculares
• Espasmos musculares
• Dormência nas mãos ou pés
• Dores nas costas, coxas ou ombros
• Dor no umbigo
• Taquicardia
• Síndrome das pernas inquietas
• Convulsões
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 269
Parasitas em Crianças (incluindo crianças com autismo)
Os parasitas podem ser encontrados no corpo em estágios assinto-
máticos ou sintomáticos. Os primeiros são geralmente encontrados em
adultos. Os estágios sintomáticos ocorrem geralmente nas crianças,
em quem muitas vezes podemos observar o seguinte:
• Anorexia
• Ansiedade
• Bruxismo (ranger dos dentes)
• Cólicas
• Diarreias alternadas com períodos de prisão de ventre
• Tremor excessivo
• Retardo no crescimento
• Dores de cabeça
• Incapacidade de ganhar peso
• Comichão/Queimação/ Fisgadas no ânus
• Coceira nasal e/ou urticária anal (Reação alérgica na pele/
erupção cutânea)
• Nervosismo e irritabilidade
• Fisgada no nariz
• TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)
• Raiva
• Comportamento de mexer/espalhar fezes
• Risos ou choro sem explicação
• Estímulos verbais
• Perda de peso
Cestodas, e alguns outros parasitas, têm afinidade por B]2 e ferro.
Por isso, os resultados de exames laboratoriais que mostram defici­
ências em B^ e/ou ferro podem ser indicadores de infecções parasi­
tárias.3-4 Devido ao seu tamanho, os cestodas consomem quantidades
enormes de comida, que obtêm ao utilizar a comida que a criança inge­
re. Isso pode afetar o desenvolvimento normal da criança.
270 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O tratamento é simples, mas exige que a cabeça do cestoda seja re­


tirada, caso contrário, continuará a crescer. O tratamento do cestoda é
separado deste protocolo e geralmente exige niclosamida. Entretanto
a única forma de se certificar de que a cabeça foi removida é identifi­
cando a cabeça nas fezes.
Doenças Respiratórias
A passagem de larvas pelo sistema respiratório ou invasão larval
nos pulmões pode causar sintomas, como:
• Bronquite aguda
• Asma
• Sonolência
• Dispneia (falta de ar; má respiração)
• Tosse crônica/irritante

• Pneumonia
• Falta de ar ou falência respiratória
Distúrbios Sexuais e Reprodutivos
A disfunção imune como resultado da infecção parasitária pode
levar a:
• Cândida -infecções por levedura
• Cistos e fibroides
• Disfunção erétil
• Retenção de líquidos
• Impotência masculina
• Problemas menstruais
• Tensão pré-menstrual

• Problemas na próstata
• Infecções do trato urinário
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 271
problemas de Pele e Alergias
Os parasitas externos (piolhos, percevejos, sarnas, etc.) que pene­
tram na pele podem causar com ichão, verm elhidão e/ou erupções cutâ­
neas, etc. Entretanto, os parasitas internos podem ser responsáveis por
problemas de pele tam bém . Os parasitas criam resíduos m etabólicos
tóxicos e, porque a pele é um órgão grande, o corpo tenta elim iná-los
através dela, ocasionando m uitos problem as de pele.

Alguns sintom as podem incluir:

. Alergias (a alim entos, poeira, fungos, etc.)

. Coceira anal

. Cabelos quebradiços

. Sensação de algo rastejando sob a pele

. Dermatite

. Cabelos secos

• Pele seca

• Eczema

• Erupções

• Perda de cabelo

• Coceira no nariz

• Coceira na pele
• Icterícia
• Psoríase
• Úlceras na pele

• Feridas
• Inchaço

• Urticária (Reações alérgica na pele/erupção cutânea)


Distúrbios do Sono
O corpo reage aos parasitas durante os períodos de descanso por­
que é à noite que os parasitas ficam mais ativos. Acordar durante a noi-
272 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

te é comum, principalmente entre 02h:oo e 03h:oo da manhã, quando


o fígado tenta eliminar do corpo as toxinas produzidas pelos parasitas
Isso, por sua vez, pode produzir:
• Insônia
• Ranger dos dentes
• Incontinência noturna
• Babar enquanto dorme

• Perturbações do sono - acordar várias vezes durante a noite


• Sono inquieto

Outros Problemas Associados aos Parasitas


• Mau hálito
• Visão turva
• Odor corporal
• Problemas de hálito
• Infecções crônicas: virais ou bacterianas
• Problemas circulatórios, dormência nas extremidades, dificul­
dade de movimentos
• Tosse ou tossir sangue
• Dificuldade de engolir
• Salivação em excesso
• Febre
• Acúmulo ou retenção de líquido durante o período da lua cheia.
• Baixa resposta imunológica
• Peritonite

• Sensação de corpo estranho ou desconforto na garganta


• Olhos inchados
• Ganho de peso durante a lua cheia.
Exame de Sangue
Os indicadores abaixo podem estar presentes quando a pessoa está
sofrendo de infecção parasitária ou alergias resultantes da infecção:
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 273
. Anemia/ ferro baixo
. Imunoglobulina elevada (IgE)

. Eosinófilo elevado (o eosinófilo é uma célula especializada


do sistema imunológico, mais especificamente, é uma glóbu­
lo branco pró-inflamatório. De acordo com o Registro para
Transtornos Gastrointestinais Eosinófilicos (REGID), suas
funções conhecidas incluem movimento para áreas inflama­
das, retenção de substâncias, extermínio de células, atividade
antiparasitária e bactericida, participação em reações alérgicas
e modulação de respostas inflamatórias.
. Alto nível de amónia
. Alto nível de oxalatos
. Baixo nível de vitamina Bi2
Providências no Ambiente Doméstico para Impedir a Reinfecção
É importante tratar todas as pessoas e animais que vivem no
mesmo ambiente para impedir uma pessoa de infectar as outras. A
reinfecção ocorre pelas roupas íntimas, roupas de cama, toalhas e
itens domésticos, tais como brinquedos das crianças ou animais que
estão em contato com os ovos. É importante lavar todas as roupas que
tenham contato com áreas íntimas do corpo em uma tem peratura não
abaixo de 6o°C (i40°F).

Todas as roupas de cama e roupas íntim as devem ser lavadas


diariamente (ou com a m áxim a frequência possível) enquanto se
faz a terapia antiparasitária. As pessoas afetadas não devem com ­
partilhar seus trajes de banho com outros m em bros da fam ília e
devem usar toalha separada para sua área anal. É m elhor dorm ir
utilizando roupas íntim as e calças para evitar a coceira involun­
tária durante a noite. Isso irá evitar a infecção através do conta­
to ânus-m ão-boca devido à coceira na região anal; os ovos po­
dem se alojar sob as unhas. M antenha anim ais de estim ação lon­
ge do local de descanso de seus donos, tais como cam as, sofás,
cobertas e alm ofadas.
274 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Lave com cuidado frutas e vegetais em água e deixe-os de mo­


lho em solução de CD ou CDS por alguns minutos. Limpe a pia com
álcool, pois os ovos de m uitos parasitas são im unes ao pH de produ­
tos de lim peza normais, tais como sabão ou alvejante. É importante
esclarecer que os parasitas não deixam nenhum tipo de imunidade
para o hospedeiro. Por isso, uma vez curada, a pessoa que sofreu
do problem a pode vir a tê-lo de novo. O único método garantido
de matar os ovos do Ascaris lum bricoides é em água acim a de 6o°C
(i40°F ) com álcool granulado a 96% (Everclear ).

Ciclos Evolucionários dos Parasitas Intestinais


Apesar de existirem muitos outros, aqui está uma descrição dos
três tipos mais comuns de parasitas intestinais que podem ser encon­
trados nos países desenvolvidos:

A s c a r is L u m b r ic o id e s (Nematódeo)
O Ascaris se reproduz rapidamente, pois uma única fêmea pode
colocar até 200.000 ovos por dia. Este parasita é muito comum, prin­
cipalmente em condições úmidas e quando as medidas de higiene são
inadequadas. O Ascaris pode afetar toda a população, mas afeta basica­
mente as crianças, descontrolando seriamente o seu desenvolvimento
e crescimento. É tão infeccioso que a OMS estima que existem cerca
de 700.000.000 de pessoas infectadas em todo mundo, dentre essas,
cerca de 60.000 casos acabam em morte todos os anos, principalmente
em morte de crianças.5
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 275

hnp /Mww dfKS cdc gov/dpcíx

Os ovos dos parasitas alcançam o duodeno através da boca do


hospedeiro. Os sucos gástricos livram os ovos de suas cascas e libe­
ram as larvas. Essas larvas, que são altamente móveis, penetram na
mucosa do duodeno e migram para o fígado. A partir do fígado, elas
continuam sua migração rumo ao coração, alcançando os pulmões
através da circulação pulm onar e finalmente ficam presas nos vasos
capilares pulmonares. Aqui, as larvas rompem as finas paredes dos
capilares e penetram nos alvéolos, bronquíolos e brônquios, e nesse
ponto elas são capazes de subir através da faringe. Assim que os ovos
passam pela epiglote (veja quadro acima), as larvas são engolidas, de
forma que voltam para o duodeno, onde concluem seu processo de
maturação. Esse processo leva aproxim adamente dois ou três meses
para ser concluído. Portanto, calculamos que para estarmos com ple­
tamente limpos de parasitas, o tratamento inicial deve ser feito por,
no mínimo, um período de 12 a 18 meses, possivelm ente mais. Daí em
276 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

diante, pode ser necessário apenas seguir a eliminação rotineira de


parasitas, entre duas e quatro vezes por ano.

Tenha em mente que os ovos são expelidos pelas fezes (humanas


ou animais) no ambiente, onde esses ovos podem sobreviver até em
condições adversas, favorecendo a persistência do parasita. Eles são
resistentes a baixas temperaturas, dessecação, ácidos fortes, sabões
cloro, formaldeído (pH entre 2 e 11.5) e podem viver em solos culti­
vados por cinco anos ou mais, criando uma “estufa de parasitas” qUe
os torna praticamente indestrutíveis. Assim que secam, eles são trans­
portados pelo ar, voam em correntes de ar, como a poeira que pode ser
inalada e/ou engolida. Já recuperamos ovos de parasitas na mucosa
nasal, notas de dinheiro, terra de adubo, poeira e partículas transpor­
tadas pelo ar para dentro de casa, etc.
T a e n ia S a g in a ta e T a e n ia S o liu m (Tênias)
As tênias alcançam os humanos quando os humanos comem os
seus ovos, pelo consumo do tecido de gado ou porcos infectados. Nos
animais infectados, as larvas entram no tecido muscular. Se 0 animal
infectado for consumido, o desenvolvimento pode continuar no sistema
digestivo humano. Os seres humanos são hospedeiros da T saginata
(tênia da carne bovina ) e T solium (tênia da carne de porco). A tênia
é considerada solitária porque geralmente no máximo quatro espécies
são achadas em um único hospedeiro individual. O perigo deste pa­
rasita é que as larvas podem migrar para o cérebro ou outros órgãos
vitais (cisticercose). As tênias podem ser detectadas na identificação
dos segmentos nas fezes do hospedeiro que os vermes descartam con­
forme crescem. Entretanto, as tênias podem passar despercebidas
por muitos anos, vivendo de forma assintomática em seu hospedeiro.
De acordo com a classificação, elas podem variar de tamanho,
entre 2 e 12 m etros de com prim ento. Elas consistem em uma cabe­
ça cham ada de escólex, que se prende ao intestino através de ven­
tosas, e um corpo que consiste em unidades repetitivas chamadas
de proglotes. Uma única tênia pode crescer entre 1.000 e 2.000
proglotes, dependendo do tipo. Uma tênia produz cerca de 720.000
ovos por dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 277

Lombrigas (E n t e r o b iu s V e r m ic u la r is )
Os seres hum anos são considerados o único hospedeiro do que
costuma ser cham ado de lom brigas (Enterobius vermicularis ).
Este tipo de verm e é o mais com um na fam ília porque se propaga
facilmente. É com um as crianças se reinfectarem nas escolas, atra-
vés do contato com outras pessoas ou pelo contato ânus-m ão-boca.
lombrigas têm form a alongada, são esbranquiçadas e têm ta­
manho de cerca de ícm . Elas habitam o intestino grosso dos seres
humanos. As lom brigas fêm eas põem ovos em torno do ânus. Uma
vez depositados, os ovos são infecciosos por um período de até 20
dias. Uma vez no intestino, dem oram entre cinco e oito sem anas
para se desenvolverem em verm es adultos.
O sintoma mais importante é a coceira intensa que ocorre na área
anal, principalmente à noite. Nas mulheres, a inflamação na área da
vulva é bastante comum.
A infecção por lom briga é, de form a geral, não m uito séria.
Diferentemente de outros parasitas, elas só infectam seres hum a­
nos. A transm issão de pessoa para pessoa acontece ao m anusear
roupas, lençóis, toalhas e superfícies am bientais (como cortinas,
tapetes) contam inados com ovos de lom brigas, que são tão leves
que podem ser transportados pelo ar. Um pequeno núm ero de
ovos pode ser integrado nas partículas do ar que, quando inalado,
segue 0 mesmo processo de desenvolvim ento dos ovos ingeridos.
Os enemas são extrem am ente úteis para retirar estes parasitas do
intestino grosso.
0 método de Graham é um método de detecção simples. Logo após
acordar e antes de evacuar, pressione um pedaço de fita contra as do­
bras do ânus. A fita irá pegar o restante dos ovos e/ou parasitas que
estejam localizados ali. A olho nu podem ser vistos pequenos vermes,
que possuem no máximo uma polegada de comprimento, mas com o
microscópio, muitos ovos transparentes de fêmeas e até de outras es­
pécies podem ser vistos.
278 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

A Importância do Extermínio Permanente de Vermes


Assim que com eçam os o processo de exterm ínio de vermes,
devem os reconhecer que tem os de m anter este hábito de limpeza
pelo resto de nossas vidas para usufruir de boa saúde. As pessoas
que têm anim ais norm alm ente seguem as recom endações de seus
veterinários e exterm inam os verm es de seus anim ais domésticos
a cada três meses. É interessante perguntar porque os médicos de
fam ília não dão esse m esm o conselho para os seres hum anos. Tal­
vez alguns m édicos ignorem essa inform ação ou sim plesm ente não
considerem im portante elim inar esses verm es, que são tão prejudi­
ciais para os anim ais quanto para as pessoas.

É verdade que m uitos parasitas não são endêm icos ou comuns


fora de determ inados clim as, mas a m igração hum ana e o marke­
ting global de produtos alim entares facilitaram a dissem inação de
m uitos parasitas silenciosam ente. É im portante entenderm os o ci­
clo de vida de cada parasita, do nascim ento à morte, incluindo os
estágios de reprodução e morte. Essa inform ação é crucial para a
elim inação com pleta do parasita. Por exem plo, no caso dos parasi­
tas intestinais tratados aqui com este protocolo, alguns conseguem
viver no hospedeiro por até dez anos, como no caso da Tênia soli­
tária, enquanto outros conseguem perm anecer no hospedeiro por
uma vida inteira, se reproduzindo várias vezes, conform e o caso das
lom brigas ou o fam oso Ascaris.

Protocolo Antiparasitário Kalcker e Tempo do Ciclo Lunar


Na civilização m oderna em que vivem os, perdem os contato
com grande parte da sabedoria do passado. Uma das coisas que es­
quecem os é com o o ciclo natural da lua influencia várias rotinas da
natureza. Isso é particularm ente verdade em relação ao comporta­
m ento dos parasitas. Sabe-se que eles sincronizam seu ciclo de vida
com o do ciclo lunar. Seu filho pode dem onstrar comportamentos
extrem os em determ inados dias do ciclo lunar, principalm ente na
lua cheia, e às vezes até na lua nova.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 279
Por isso, para maximizar a eficácia, este Protocolo Antiparasitário é
especificamente sincronizado com o ciclo lunar. O Apêndice 10, na pági­
na 706, fornece uma referência fácil para que você procure os dias certos
de fazer 0 Protocolo Antiparasitário, que é administrado ao longo de 19
dias - numerado de o a 18 - em cada mês; começando três dias após a lua
cheia e continuando durante a lua minguante. Este período do ciclo lunar
é muito eficaz para eliminar os vermes porque muitos nemátodos (ver­
mes parasitários) voltam ao intestino para se reproduzirem nessa época.
Período do Tratamento
Este protocolo é não um tratam ento de uma única vez. Deve-se
planejar aplicá-lo por um período mínimo de 12 a 18 m eses para
garantir que os ciclos de vida de vários parasitas foram encerrados,
evocê deve continuar além de 12 meses caso seu filho continue ex­
pelindo parasitas.
Aumento do CD
Este protocolo se baseia no que já foi aprendido utilizando o CD.
Durante 0 tratamento, é absolutamente necessário continuar a dosa­
gem de CD, banhos de CD e enemas de CD.
Tênias
Este protocolo é especificamente projetado para exterminar os
grandes parasitas intestinais, especialmente os nemátodos redondos,
como 0 Ascaris. É eficaz para muitos nemátodos, mas pode não ser
eficaz contra tênias. Em caso de infestação por tênias, o tratamento
recomendado é Niclosamida, a medicação mais indicada devido à sua
baixa toxicidade.
Componentes do Protocolo Antiparasitário Kalcker
Este protocolo utiliza um pouco do que você já aprendeu e já de­
veria estar fazendo, juntam ente com um conjunto de ingredientes que
precisará ter em mãos antes de começar (mostrado em negrito abaixo).
Aqui está uma visão geral dos itens que serão necessários se ter em
mãos. Os itens são descritos em detalhes nas páginas a seguir:
280 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Hora da refeição (1, 2, 3)

. CD / CDS (4-19)
• Banhos de CD (20)
• Enemas de CD (21, 22)
• Água do Oceano (23, 24, 25) (veja página 184)
• Terra de diatomáceas (26, 27)
• Extrato L e p id iu m L a tifo liu m (quebra-pedras) (28, 29)
• Pyrantel Pamoate (Combantrin®) (30, 31)
• Mebendazol (32-36)
• Óleo de Mamona (37)
• Neem (39, 40)
• Probiótico (geralmente THERALAC®) (41)
Verifique o site abaixo quanto às últimas informações sobre onde
achar esses produtos:

www.ProtocolSuppliers.com
Você pode ter observado um ou mais números em parêntesis após
cada item como o “(40)” para o probiótico. O momento de administrar
é explicado detalhadamente nas tabelas que começam na página 292.
Esses números combinam com aqueles achados nas tabelas diárias que
contêm exemplos para facilitar o entendimento dos procedimentos e as
observações relacionadas em cada tabela. Eles não têm nada a ver com
a quantidade/dosagem de qualquer substância. O uso desses núme­
ros nos permite comentar sobre itens específicos e quando e onde eles
entram em jogo, conforme mostrado nas tabelas de amostras diárias.
Agora explicaremos com detalhes cada um dos itens e discutire­
mos 0 que se precisa saber sobre eles e como adquiri-los (incluindo os
números associados a eles nas tabelas).
Refeições (1,2, 3)
O bviam ente, as refeições fazem parte da rotina de todas as
pessoas. A finalidade em m encioná-las aqui é que a maioria das
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 281

providências abaixo estão relacionadas ao horário das refeições.


Algumas providências ou ingredientes são tom ados antes do café,
outros durante ou após.
Em nossas tabelas de exemplo, fazemos algumas deduções que in­
cluem:
• Café da manhã (1) às 7h30
• Almoço (2) ao meio-dia
• Jantar (3) às i7h o o

CD, CDS ouCDH (4-19)


Conforme demonstrado no Capítulo 5, você continua a dosar 0 CD
(ou CDS/CDH) conforme antes, ou seja, durante o Protocolo Antipa­
rasitário. Nada muda nesse quesito; o Protocolo Antiparasitário conti­
nua, além desses passos que estão sendo implementados.
As tabelas de amostra partem do princípio que seu filho frequen­
ta uma escola, então talvez você não consiga administrar doses de CD
durante 0 horário da escola (7-12), exceto se 0 seu filho tiver aulas em
casa. Neste caso, você deve administrar doses de CD a cada hora, mes­
mo que 0 total ultrapasse uma quantidade de 8 por dia.

Banhos de CD (Opcionais) (20)


Nossas tabelas de amostra partem do princípio que o banho de CD
é administrado logo antes da hora de dormir. Consulte a página 181
para mais informações sobre os banhos de CD.
Enemas CD (21,22)
O ideal é dar ao seu filho 0 enema de CD de m anhã (21) e outro
à noite (22). Entretanto, se seu filho está indo à escola, 0 enema
matinal (21) pode não ser uma boa ideia devido à possibilidade de
“acidentes”. Portanto, considere 0 enem a m atinal opcional, mas o
enema noturno deve ser feito. Veja 0 Anexo 6, página 694 para mais
informações.
282 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Água do Oceano (23,24,25)


Os minerais suplementares da água do oceano são importantes
para dar suporte ao corpo ao longo do processo de desintoxicação.
Consulte a página 183 para mais informações sobre a água do oceano.
Dosagem:
(23) A dose de água do oceano deve ser administrada ao acordar,
porém cinco minutos antes da dosagem de CD.
(24) Uma dose de água do oceano imediatamente após a escola (ou
na hora do almoço, se estiver em casa).

(25) Uma dose de água do oceano 15 m inutos antes ou após 0


jantar.

Terra de Diatomáceas (DE) - Grau Alimentício (26, 27)


As diatomáceas são plantas unicelulares que existem aos trilhões
em nossos oceanos há mais de 300 milhões de anos. Elas são envol­
vidas por uma célula feita de sílica. Quando as diatomáceas morrem,
esse revestimento microscópico se deposita no fundo dos oceanos. Ao
longo do tempo, eles se empilham em bancos, formando depósitos com
o tamanho de milhares de metros. Com a recuada dos oceanos, esses
depósitos foram descobertos. Através da com pressão e, finalmen­
te, da fossilização, esses depósitos de sílica deram origem a pedras
calcárias cham adas terra de diatom áceas.
A terra de diatomáceas é um composto atóxico que contém vários
minerais tais como 0 manganês, magnésio, ferro, titânio, silicatos de
cálcio e outros. Adequadamente aterrados, os esqueletos de diatomá­
ceas microscópicas se tornam agulhas de sílica afiadas, nocivas aos pa­
rasitas, fungos, leveduras, vermes e amebas. Entretanto, essas agulhas
são inofensivas aos seres humanos e outros animais de sangue quente.
Apesar de ser seguro consumir terra de diatomáceas de forma contí­
nua, o melhor método (assim como deve ser com qualquer outra coi­
sa) é permitir períodos de descanso. Durante 0 tratamento de 18 dias,
tome duas colheres de chá (sml) por dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 283
Dosagem: De Vi a 1
colher de chá duas vezes
por dia para crianças pe­
quenas; 1 colher de chá três
vezes ao dia para adultos e
crianças maiores. Misture
com um pouco de água e
beba. Dê nos dias i a 18. A
terra de diatomáceas mis-
tura-se bem com a água
mas nunca se dissolve. Agite a terra de diatomáceas com água vigoro­
samente e beba imediatamente antes que a DE se assente no fundo. A l­
gumas pessoas colocam colheres de sopa muito cheias de DE na água,
mas quantidades maiores não são necessárias. NÃO tome sem água!
Observação: em casos raros, a terra de diatom áceas pode cau­
sar prisão de ventre, o que geralm ente é controlado ao se reduzir as
dosagens para 1/2, 1/4 ou até 1/8 da colher de chá. Caso isso não
resolva 0 problem a, retire a DE do protocolo e continue com todas
as outras instruções.
Fonte e Custo: busque on line “Grau Alimentício da Terra de
Diatomáceas”. Compre ao menos 1/2 quilo e o custo deve ficar em tor­
no de U$20. Pensando bem, compre um saco com 2,5 quilos que é mais
vantajoso. A terra de diatomáceas não estraga e nem sai da validade,
mas deve ser mantida em recipiente seco. Observação: a terra de dia­
tomáceas muitas vezes é usada como elemento atóxico nos sistemas de
filtragem de piscina. NÃO se deve usar este tipo de terra de diatomáce­
as, pois passou por processamento. Apenas utilize Terra de Diatomá­
ceas de “Grau Alim entício”.
284 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Extrato de L e p id iu m L a tifo liu m (Rompepiedras ou Lepidium) ou

O Lepidium Latifolium (Rompepiedras) e o Chanca Piedra (Que­


bra Pedra) quebram as substâncias sólidas no corpo. São utilizados
nesse protocolo por dois os motivos: são substâncias que quebram o
revestimento externo protetor dos parasitas e aniquilam os oxalatos,
que muitos dos nossos filhos têm em abundância, porque os oxalatos
são produzidos pelos parasitas.
O bservação i: São cham ados de “RP” em nossos fóruns de dis­
cussão.
Observação 2: Caso tenha problemas em achar esse determinado
ingrediente, não deixe sua ausência impedi-lo de iniciar 0 protocolo
com todos os outros ingredientes.
Dosagem: 15 gotas para uma criança de 45 quilos, misturadas
com a terra de diatom áceas/água. Utilize sete gotas para crianças
m enores.
Fonte e Custo: pode-se escolher entre dois extratos de erva;
Extrato de Lepidium Latifolium (Rompepiedras ou Pepperwort) e
Chanca Piedra (Quebra-Pedra). Uma fonte nos Estados Unidos é
www.m ightyguts.com , que vende um frasco conta-gotas de 50ml de
Lepidium por cerca de 30 dólares. O principal fabricante na Europa é
Soria Natural, da Espanha, que rotula seu produto como Rompepie­
dras, mas eles também têm um produto com rótulo em inglês, cha­
mado Pepperwort. Ambos mostram o Lepidium Latifolium na caixa.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 285 1
Pamoato de Pirantel (30,31)
(Trilombrin/Combantrin®)
Pamoato de pirantel é um antelmíntico de espectro amplo, que
funciona causando um bloqueio neuromuscular que produz paralisia
convulsiva no parasita e sua posterior expulsão por ação peristáltica
intestinal, sem excitação dos parasitas ou incentivo à sua migração. O
pamoato de pirantel atua por um tempo curto e tende a ser eliminado
completamente do corpo nas fezes e urina entre três e quatro dias. O
pamoato de pirantel é mal absorvido pelo trato gastrointestinal e, apro­
ximadamente 6 % a 8 % total são encontrados na urina, com o restante
nas fezes. A dose recomendada é uma dose diária de io mg por quilo.
O pamoato de pirantel é incom patível com o uso de piperazina
porque as duas substâncias se neutralizam . Assim , o pam oato de
pirantel não deve ser com binado com sem entes de abóbora, que
contêm piperazina, ou com drogas antiparasitárias que contenham
piperazina em sua form ulação.
Dosagem: o pamoato de pirantel é dado apenas duas vezes du­
rante um ciclo do protocolo antiparasitário. Uma vez durante o café da
manhã no primeiro dia (30) e, mais uma vez, durante o café da manhã
no quinto dia (31). A dose se baseia no peso e é calculada ao multiplicar
0 peso de seu filho em quilogramas X íom g de pamoato de pirantel.
Para facilitar, consulte o quadro abaixo:

Pamoato de pirantel (30,31) (Trilombrin/Combantrin®)


Dosagem por Peso
Libras Quilogramas Dose em mg.
20 9 91
40 18 181
60 27 272
80 36 363
__ 100 45 454
___ 120 54 544
286 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

140 64 635
160 73 726
180 82 816
200 91 907
220 100 998
240 109 1089

O pamoato de pirantel (frequentemente chamado de Comban-


trin®) está disponível em três versões:
• Líquido: onde cada mililitro contém determinado número de
miligramas. Por exemplo, uma formulação disponível contém
I44mg/ml. Então, uma criança de 45 quilos tomaria 3ml.
• Comprimidos: cada um geralmente contém 250mg.
• Cápsulas: cada uma geralmente contém 250mg.
Será necessário ler 0 rótulo ou o determinado produto que você
adquirir e determinar a quantidade para o seu uso.
Fonte: Combantrin® está disponível através de prescrição médica
nos EUA. Na maior parte dos outros países, 0 Combantrin® pode ser
adquirido sem receita.
A fonte mais indicada de pamoato de pirantel é farmácia de ma­
nipulação, de forma a evitar os corantes e aromatizantes. Caso não
consiga achá-lo sem corantes e aromatizantes, então eu pessoalmente
utilizaria 0 Mebendazol por todos os 18 dias, ao invés de correr 0 risco
de dar ao seu filho um ingrediente que possa causar regressão.
Observação 1: algumas marcas de Combantrin® incluem mebenda­
zol. Deve-se usar o Combantrin® puro!
Observação: 2 As sementes de abóbora não devem ser consumidas
com pamoato de pirantel porque elas neutralizam seus efeitos.
Mebendazol (VermoxVLomper’) (32-36)
O Mebendazol é uma droga usada para tratar as doenças causadas
por helmintos (parasitas do trato gastrointestinal). Esta droga impede
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 287

que o parasita use glicose, o que ocasiona uma diminuição de energia


e, como resultado, a morte do parasita.
0 M ebendazol é uma droga não sistêm ica, o que significa que
é apenas absorvida de form a lim itada no trato gastroin testin al
(aproximadamente 5 a 10%). Entretanto, se for consum ida com
comidas gordurosas, então ocorre mais absorção.

Aproximadamente 2% do Mebendazol administrado é excretado


na urina, enquanto o restante é excretado nas fezes. A dose adequada
de Mebendazol pode ser diferente para cada paciente, pois depende
do tipo de parasita que causa a infecção.6A dose mais frequentemente
recomendada é toom g para crianças, 200mg para adultos, duas vezes
ao dia por sete dos primeiros nove dias do Protocolo.
Os efeitos colaterais do M ebendazol costum am ser raros devido
a sua má absorção. Entretanto, ele pode causar náuseas, vôm itos,
dores abdom inais e diarreia. Geralm ente esses efeitos são, de fato,
resultado da liberação de toxinas devido à m orte do próprio para­
sita. As drogas antiparasitárias podem ser adm inistradas de form a
muito eficaz ao serem diluídas em água, colocadas em um pequeno
bulbo de enema e adm inistradas analm ente. Essa form a bem re­
comendada no caso de oxiuríase (lom brigas). Leia mais sobre este
“método de im plante” na página 316.
Dosagem:
Observação: os pesos indicados devem apenas ser considerados
um guia aproximado.

• Crianças pequenas Í20-40 libras - Q-18 quilosf: Dias 2, 3, 4,


6, 7, 8 e 9 - Tome 25mg de mebendazol com café da manhã e
jantar e NÃO faça a dosagem de ataque no Dia 9.
• Crianças (41-70 libras - 10-21 quilos): Dias 2, 3, 4, 6, 7, e 8 -
50mg com café da manhã e jantar. No Dia 9 elas podem tomar
50mg, 50mg e 25mg.

• Adolescentes (71-100 libras - 32-45 quilos ): Dias 2, 3, 4, 6, 7, e


8 - toom g durante o café da manhã e toom g durante o jantar.
2 88 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 9 é o “Dia da Dose de ataque de Mebendazol”, quando se


administra UMA dose de 200mg durante o café da manhã; UMA
dose de 200mg no almoço e uma dose final de toom g no jantar.
• Adolescentes e Adultos f i o i libras - 46 quilos em diantel: Dias
2, 3, 4, 6, 7, e 8 - 200mg durante o café da manhã e 200mg
durante o jantar. Dia 9 é 0 “Dia da Dose de ataque de Mebenda­
zol”, quando se administra UMA dose de soom g durante 0 café
da manhã e nenhuma dose no almoço ou jantar pelo restante
do ciclo em vigência.
Fonte: O Mebendazol está disponível através de prescrição médi­
ca nos EUA e sem prescrição em outros países.
Observação 1: algumas marcas combinam Mebendazol com Com-
bantrin®. Use o Mebendazol puro.
Observação 2: O Mebendazol é normalmente vendido em forma de
comprimidos, mas também está disponível em líquido. NÃO compre a
forma líquida -u se sempre os comprimidos. Eu já vi reações horríveis
a esses veículos “enertes” usados nos produtos líquidos.
Óleo de Mamona (37)

O óleo de mamona é extraído da semente da planta chamada


Ricinus communis. Suas sementes contêm entre 50-80% de óleo, que tem
um alto conteúdo de ácido ricinoleico, que possui excelentes propriedades
laxantes e purgativas. Assim que os tratamentos antiparasitários começa­
rem, uma paralisia convulsiva pode ocorrer em alguns parasitas e muitos
juntos podem formar um “nó” de vermes que podem causar obstrução
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 2 89

intestinal. É importante ajudar seu corpo a purgá-los utilizando óleo de


mamona. O óleo de mamona deve ser tomado de manhã, duas horas após
o café da manhã e outras medicações. Caso seu filho frequente a escola,
ele deve tomá-lo assim que chegar à porta da escola. A dose típica para a
criança é de V2 de colher de sopa até 1 colher de sopa ou conforme a to­
lerância. A dosagem adulta é de 15 a 30ml (duas colheres de sopa), duas
horas após o café da manhã e outras medicações. Caso tenha qualquer
problema intestinal, os purgantes minerais, tais como os sais Epsom ou
purgantes vegetais, como folhas de sene podem ser usados.
O óleo de mamona também está disponível em cápsulas gelatino­
sas para as pessoas que não toleram o gosto.
Dosagem: A quantidade para administrar varia e realmente de­
pende da tolerância da pessoa. Pode-se começar com V2 colher de chá
para crianças menores e até duas colheres de sopa para crianças mais
velhas e adultos. Apenas experimentando você conseguirá determinar
a quantidade correta, caso o óleo de mamona cause diarreia.
Fonte e Custo: Pronta disponibilidade na forma líquida na maior
parte das farmácias, na seção de laxativos. Geralmente em torno de
U$lo por V2 litro. Também disponível pela internet.
Neem (Azadirachta indica), Cápsulas ou Chá (38,39)

A planta Neem é uma grande herança natural da hum anida­


de. As referências nas escrituras sânscritas e práticas da m edicina
290 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

ayurvédica fazem referência ao seu uso desde a antiguidade na me­


dicina hindu. Até hoje em dia, os hindus que vivem em áreas rurais
cham am a planta neem de “farm ácia da vila ”, por sua capacidade
de aliviar m uitas doenças e atualm ente tem o apoio de autoridades
na índ ia para o seu uso em extratos m edicinais. A Neem é uma das
plantas de purificação e desintoxicação de m aior potencial. Ela vem
sendo usada para com bater todas as form as de parasitas corporais,
tanto externos quanto internos. Para preparar a Neem, ferva qua­
tro folhas (norm alm ente o conteúdo de um envelope) em um litro
de água por cinco m inutos. Beba o chá durante o todo o dia ao lon­
go do curso de cada protocolo antiparasitário.

Dosagem: A Neem é dada em cada protocolo antiparasitário do


dia 10 ao dia 18.

Pode-se escolher entre cápsulas e chá. Prefiro cápsulas ao chá


porque o gosto é forte e desagradável, então algum as crianças irão
resistir ao chá.

Cápsulas (supondo que sejam de 475mg cada): um adulto toma


seis por dia - duas cápsulas três vezes nos horários das refeições.

Siga as instruções no frasco. Dê uma dose inteira para adolescentes


e adultos com 45 quilos ou mais. Para crianças pequenas administre
uma quantidade de V4 a V2.

Caso utilize cápsulas, dê uma dose durante o café da manhã e uma


dose no jantar.

Chá: dê quatro doses ao longo do dia. Prepare 0 chá com as folhas,


um saquinho de chá em um litro de água (acrescente stevia, se necessá­
rio, para encobrir parte do gosto amargo). Um saquinho de chá geral­
mente contém aproximadamente quatro folhas. Caso use folhas soltas,
faça um litro de chá com quatro folhas de Neem. Se utilizar folhas tritu­
radas, então utilize aproximadamente uma colher de chá cheia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 291

Dosagem de Chá de neem

Quantidade Diária Total


Peso da Pessoa
(para separar em 4 doses)
9 -15 kg 100 ml
16-22 kg 200 ml
23-30 kg 300 ml
31-38 kg 400 ml
39-49 kg 500 ml
50 para cima 600 ml
Fonte e Custo: As cápsulas de Neem custam cerca de U$8 por
uma caixa de 100 cápsulas de 475ing. Procure em sua loja local de
alimentos naturais. Uma marca popular nos EUA é N atures Way®. A
BioPure™ vende um produto chamado Neem Synergy que contém al­
gumas ervas extras que não modificam a Neem.
0 chá de Neem pode ser adquirido em saquinhos ou folhas secas.
THERALAC" (Probiótico) (40)
THERALAC® é um probiótico que deve
ser dado durante o protocolo antiparasitário
para ajudar a restabelecer a flora intestinal.
Idealmente, deve ser alternado a cada mês
com THERALAC“1' TruFlora®.
O motivo principal para se recom endar THERALAC®, em vez
de outros probióticos, é explicado no parágrafo a seguir, retirado
do próprio site do produto:

Os probióticos THERALAC® sobrevivem ao trânsito na acidez


hostil do estômago e chegam vivos ao trato intestinal. A tecno­
logia do THERA LA C A Cl D PROOF™ utiliza o alginato de sódio
de algas em umaformulação única que garante a sobrevivência
no pH i.6 por go minutos, as condições ácidas estomacais mais
sérias que normalmente têm. Outros probióticos que afirmam
292 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

ter resistência ácida são testados em um pH 2.5 - 3.0, ou >10 ve­


zes menos ácido que o pH 1.6, não é um teste justo. A tecnologia
THERALACsACID PROOF™ é protegida pelas Patentes Ameri­
canas 7,122,370 e 7,229,818. Esta tecnologia vai além de apenas
resistir ao ácido do estômago e mantém as células probióticas
juntas em gel-alginato viscoso, que se movem em grupo, não
como células individuais separadas, como outros probióticos,
porém no fundo do trato intestinal, enquanto mantém os ingre­
dientes da formula principal, LactoStim® e Alginato de Sódio
em grande proximidade.

Dosagem: Deve-se adm inistrar uma cápsula de THERALAC®


toda noite na hora de dorm ir, independentem ente da idade/peso.
Este probiótico tam bém é dado fora dos 19 dias do Protocolo Anti-
parasitário.

O THERALAC® pode ser dado ao mesmo tempo que 0 CD, se seu


filho engolir as cápsulas. Entretanto, caso esteja usando 0 THERA­
LAC® em pó, espere ao menos de cinco a dez minutos após a última
dose de CD da noite. Consulte o site do produto para mais informações
sobre a forma em pó.
Exceção especial: algum as pessoas não toleram probióticos.
Neste caso, não tem os escolha a não ser excluí-los. Em alguns casos,
chucrute e vegetais ferm entados podem ajudar a cultivar as bacté­
rias benéficas.

Fonte e Custo: a Amazon vende “THERALAC® 30 caps by Mas-


ter Supplements Inc.” por U$37-
I
I
Calendário Diário do Protocolo Antiparasitário de Amostra
Para lhe ajudar a entender o Protocolo A ntiparasitário e como
ele m uda de um dia para o outro, preparam os um conjunto tabelas
diárias m ostrando como todas as peças se encaixam . Para prepa­
rar estas tabelas, form am os os seguintes horários, apenas para fins
de exem plo:
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 293

• A hora que seu filho acorda é entre oóhoo e íoh o o.

• O café da manhã é às 07I130.

• As aulas de seu filho começam às oghoo.

• A escola libera cerca de 14I130.

• O jantar é servido às 17I100.

Conforme m encionado antes, cada dose ou atividade é rotulada


com um número único. Esses núm eros se relacionam às notas abai­
xo de cada tabela e com binam com as notas descritivas m aiores nas
páginas anteriores.

Caso queira, copie/am plie a tabela em branco do Apêndice 9


(página 704) e organize seu horário com base nessas tabelas dadas
como exemplos.

Consulte o calendário lunar (Apêndice 10, página 706) para sa­


ber os dias exatos em que o protocolo que deve ser seguido, assim
como para ter uma ideia dos com portam entos dos parasitas nas
luas cheia e nova.
294 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Após quatro anos de biomedicina e sem maiores benefícios,


decidimos experimentar o protocolo CD. Começamos em abril
e atualmente estamos em nosso segundo protocolo antipara-
sitário. Inicialmente, ficamos muito apreensivos com a parte
do enema, mas nos demos conta de que se ficássemos apre­
ensivos, nossa filha de 7 anos também ficaria.
Contamos a ela que o que estávamos para fazer iria ajudá-la a se
sentir melhor e demos a ela o iPad e seu novo brinquedo favorito
antes do procedimento, e ela jogava. No final ela disse: "não mais
dor no meu estômago". Todos nós choramos. Para resumir uma
aventura de três meses, o pessoal da escola não entendeu como
sua fala fragmentada passou de 2-3 palavras para frases longas
e bem formadas. Sua linguagem expressiva e receptiva melho­
raram. Sua velocidade de processamento auditivo quadruplicou.
A parte mais incrível foi o desenvolvimento de suas habilidades
sociais. Ou o fato de que ela passou a se interessar em participar
das atividades em grupo. Em termos sociais, ela não existia, mas
agora está em um nível normal de uma criança de quatro anos de
idade. Acabamos de passar uma semana com a família e ela esta­
va dizendo oi e participando de atividades sem precisar de estí­
mulos. Agora ela tem um milhão de perguntas, quer saber quan­
do e para onde estamos indo e a sequência de acontecimento das
coisas. Tudo isso vindo de uma menina que nunca fez qualquer
pergunta antes do tratamento. PARE de pensar em tentar, apenas
faça isso. Pela primeira vez em sete anos, eu posso ouvir os sinos
da liberdade tocando!!! Obrigada, Kerri Rivera!
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 295

pia 0 (3 dias antes da Lua Cheia)

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enema de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

ó le o de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

( R o m p e p ie d r a s / R P )
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
600 4 21 23

7-00 5
7:30 1
ft-00 6
R-30
900 7
?:30
10:00 8
10:30
11:00 9
11:30
13:00 2
13:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
30:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 0 - Observações:
1 ,2 ,3 Café da manhã, almoço e jantar.
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos
4 -1 9
30 a 60 minutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 -25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
40 Probiótico no final do dia.
296 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 1 (2 dias antes da Lua Cheia)

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enema de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6 :0 0 4 21 23
___ _______
7:00 5
__ Zi2Q__ 1 ,26 _____ 2 S_____ 30
8:00 6 •_i£•«
___ _______ •
9:00 7
9:80
10:00 8
___ 10:30
11:00 9
11:30
12:00 2
12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24 37
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 1 - O b s e rv a ç õ e s:

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
4 - 19
minutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 - 25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
2 6 -2 9 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
30 Dose de Combantrin com café da manhã
* 37 Ó leo de mamona 1 h após 0 café da manhã ou imediatam ente após voltar da escola.
40 Probiótico no final do dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 297

pia 2 (1 dia antes da Lua Cheia)

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enema de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
’ 6'00 4 21 23
ím
7Q0 5
7-30 . 1 26 _____ 2 8 _____ 32
fl-00 6
R:30
«no 7
9 30
10:00 8
10:30 .
1100 9
11:30
17:00 2
12:30
_ _ L i 0L 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 _ 27 29 33
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 2 - O b s e r v a ç õ e s :

1 .2 ,3 Café da manhã, almoço e jantar


4 -1 9
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
minutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
2 1 ,2 2 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23-25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
2 6 -29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
3 2 ,3 3
Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
40 Probiótico no final do dia
298 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 3 (Lua Cheia)

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas
Hora da Refeição

Óleo de mamona
Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6:00 4 21 23
___ 6:30 ---- ~~~
7:00 5
___ 7:30 1 32

c\CO
_2 ó
800 6
___ 8:30 • - —
9:00 7
___ 9:30 ~~
10:00 8
10:30
11:00 9
11:30
12:00 2
___ 12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24 37
1 5 ;3 Q
16:00 14
___ 16:30
17:00 3 27 29 33
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 _ á 0_
Dia 3 - O b se rv a çõ e s:

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar


4 - 19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obriqatório).
23 - 25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
32, 33
Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
* 37 Ó leo de mamona 1 h após o café da manhã ou imediatam ente após voltar da escola.
40 Probiótico no final do dia
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 299

pia 4

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enema de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepíedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
A 00 4 21 23

~ 7-no 5
26 32

CO
i _
ROO 6
Í3 0
9-no 7
9:30
moo 8
10:30 _
11:00 9
11:30 _
13-00 2
19-30
13-00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 33
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 4 - O b s e r v a ç õ e s :

1 .2,3 Café da manhã, almoço e jantar


4 -19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21 ,2 2 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23-25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
26-29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
32, 33 Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
40 Probiótico no final do dia
3 00 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 5

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas
Hora da Refeição

Ó leo de mamona
Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6:00 4 21 23
___ éú2Q____
7:00 5
___ 7:30 1 .2,6 31

cs
CO
8:00 6
___ 0 2 ___ •
9:00 7
___ 0 2 ___
10:00 8
10-30 ■
11:00 9
11:30
17:00 2
___ 12:30
13:00 11
___ 13:30
14:00 12
14:30
1 S:00 13 24 37
___ 15:30
16:00 14
___ 16:30
17:00 3 27 29
___ 17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30
D ia 5 - O b serv açõ e s:

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, ao menos 30 a 60
4 - 19
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 -2 5 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
31 Dose de Com bantrin com café da manhã (SEM Mebendazol hoje!)
* 37 Ó leo de mamona 1 h após o café da manhã ou im ediatam ente após voltar da escola.
40 Probiótico no final do dia
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 301

pia 6

x x o
E
o
o
a
u
To>
O ■p
Q_
I
Q
U
\
(S) "O
-o
a a o O
u u u JD

6:00 4 21 23 —
----
5
_ f il x ---- 1 26 28 3?
6
a in
q no 7 ______
y in
1000 8
P °
__JX'00 9
11vV)
1?-00 2
19-^n
1300 11
13-30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 33
17:30
18:00 16 22
1fl:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40

Dia 6- Observações:
1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar
4-19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, ao menos 30 a 60
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21,22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23-25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
26-29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
32,33
Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
40 Probiótico no final do dia
302 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 7

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6:0 0 4 21 23
___ LM ___
7:00 5
__ LM __ i 26 _____ 22 _____ 32
___ 2 ^ 2 ___ • — -
9:00 7
9:30
10:00 8
10:30
11:00 9
___ 11:30
12:00 2
12:30 ~
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24 37
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 33
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 _J£L

Dia 7 - O b se rv a çõ e s:

1, 2 , 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, ao menos 30 a 60
4 - 19
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 - 25 03 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
32, 33
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
* 37 ó le o de mamona 1 h após o café da manhã ou im ediatam ente após voltar da escola.
40 Probiótico no final do dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 303

Dia 8

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
^ JrO Ç L_ 4 21 23
fr™ 5
7;?° i 26 _____ 28___ _82_
p-no A
" “íio .
9-no 7
9 30
moo 8
10:30
11-00 9
11:30
1700 2
17:30
11
13:30
14:00 17
14:30
1S:00 13 74
15:30
16:00 14
16:30 .
17:00 3 27 29 33
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40

Dia 8 - O b s e r v a ç õ e s :

1 ,2 ,3 Café da manhã, almoço e jantar


4-19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, ao menos 30 a 60
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21,22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 -25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 -29 Terra Diatomácea e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
32, 33
Dose para Criança Pequena: 100mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
Dose para Adolescentes/Adultos: 200mg de Mebendazol com café da manhã e jantar.
_ i° Probiótico no final do dia
3 04 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 9 (Dia de Ataque do Mebendazol)

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas
Hora da Refeição

Ó leo de mamona
Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
N eem
H o rá rio
6:00 4 21 23
___ & 2 Q___
7:00 5
___ L 2 Ü ___ ,.,i .. 26 28___
8:00 6
___ ã J Q ___ •
9:00 7
___ 2 ^ 2 ___
10:00 8
1Q;3Q
11:00 9
11:30
17:00 2 --------
__ 12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
__ 14:30 35
15:00 13 24 37
__ 15:30
16:00 14
__ 16:30
17:00 3 27 29 36
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
70:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 _ á (L
Dia 9 - O bservações:
1 .2 .3 Café da manhã, almoço e iantar
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60 minutos
4 -1 9
distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obriaatório).
23 - 25 3 doses de áqua do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 - 29

34
Dia de Ataque - D o s e p / c r ia n ç a p e q u e n a 1 :2 0 0 m g d e M e b e n d a z o l c a fé d a m a n h ã . d
D o s e p / A d o le s c e n t e s / A d u lt o s : 5 0 0 m g d e M e b e n d a z o l c / c a f é d a m a n h ã A PEN A S!
. I « D o se 2: 2 0 0 m q d e M eb en d a zo l d a lm o ç o (o u lo q o a p ó s a e s c o la )
35 Dia d e A ta q u e - Dose p / A d o le s c e n t e / A d u lt o : N / A
, . D o s e 3: 1 0 0 m g d e M e b e n d a z o l d a ja n ta ,
36 uia de Ataque - n n « . p / ArlnlocronW AHnllo.!- N / A —
* 37
40 Probiótico no final do dia
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 305

Dia 1 °

X X
o Q
o U

I
O
O
■—
m
O o O
u u O
O

6:00__ 4 21 23
6 S0 -
5

C!VO>
7-30 _ 1_ 26
6
— — 7
930
moo 8
10:30 _
1100 9
11:30
17-00 2
17:30
13:00 11
13:30 .
um 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40

Dia 10 - O b s e r v a ç õ e s :

1 ,2 ,3 Café da manhã, almoço e jantar


4-19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, ao menos 30 a 60
minutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21 ,2 2 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 -25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 -29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 39 Comece a dosar as Cápsulas de Neem com o café da manhã e jantar. Caso use chá,
4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
306 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 11

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas
Hora da Refeição

Óleo de mamona
Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6:00 4 21 23
___ ________
7:00 5
___ L2Q .___ 1 26 _____ 28
8:00 6
Oro
co

9:00 7
___ 2 ^ 2 ___
10:00 8
10:30 ~■
11:00 9
11 30
12:00 2
___ 12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 _áü_

D i a 11 - O b s e r v a ç õ e s :

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30
4 -1 9
a 60 minutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 - 25 3 doses de água do oceano no m ínim o 5 m inutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 39 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia
Passo 3: Protocolo A ntiparasitário Kalcker 307
3 08 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 13

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

(Rompepiedras/RP)
Água do oceano
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Eo
H o rá rio o
Z
6:00 4 21 23
6:30
7:00 5
___ L2Q ____ 1 _ 2ó _ | _ 22 _

CCNO
8:00 6
8:30
9:00 7
___ 2 ^ 2 ___
10:00 8
10:30 '
11:00 9
11:30 ~~
12:00 2
12l3P—
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30
D i a 13 - O b s e r v a ç õ e s :

1, 2 , 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30
4 -1 9
a 60 m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 - 25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 39 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 309

D ia 14

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

ó le o de mamona
Hora da Refeição

(Rompepiedras/RP)
Água do oceano
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
6 -no 4 21 23
Z^n .
___ 5
7-30 1 26 78 _2 2 _
A
R-30
" Q-00 7
"T io
10:00 8
10:30
11-00 9
11-30 .
1?:00 2
17:30 _
13-00 11
13:30
14:00 12
14:30
13-00 13 24
13:30
1A:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
70:00 18
20:30
21:00 19 20
.. 2 1 .3 Q 40
Dia 14 - O b s e r v a ç õ e s :

1 ,2 ,3 Café da manhã, almoço e jantar


4-19
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30
a 60 m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23-25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
2 6 -29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 3 9 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
310 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 15

'-------------------------------------------------------
Pamoato de pirantel (Combantrin)
Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas
Hora da Refeição

Ó leo de mamona
Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
Neem
H o rá rio
6:00 4 21 23
6:30____
7:00 5
7:30 1 26 _____ 22 _____
8:00 6
8:30___ •
9:00 7
9-30
10:00 8
10:30
11:00 9
11:30
17:00 2
12:30
13:00 11
13:30
14:00 17
14:30
15:00 13 24 37
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
70:30
21:00 19 20
21:30 40
D i a 15 - O b s e r v a ç õ e s :

1, 2 , 3 Café da manhã, almoço e jantar


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30
4 - 19
a 60 m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 - 25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 minutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
* 37 Ó leo de mamona 1 h após o café da manhã ou im ediatam ente após voltar da escola.
38, 39 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 311

pia 16

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

(Rompepiedras/RP)
Água do oceano
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
| Neem
Horário
6:00 4 21 23
6^0
7-00 5
■ j 1 26 28 _ 22 _
fi :00 6
fi:30
900 7
9:30
10:00 8
10:30
11:00 9
11:30
1700 2
12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 2.5
19:30
70:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 16 - O b s e r v a ç õ e s :

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar


4 -1 9
No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30
a 60 m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 -25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
2 6 -29 Terra Diatomácea e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 3 9 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
312 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dia 17

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

Ó leo de mamona
Hora da Refeição

Água do oceano

(Rompepiedras/RP)
CD/CDS/CDH

Mebendazol

P ro b ió tic o
j Neem
H o rá rio

I
6:00 4 21 23
6:30
7:00 5
7:30 _ 1 26 _____ 2 2 ._____ _22_
8:00 6
8:30
9:00 7
9:30
10:00 8
10:30
11:00 9
11:30
12:00 2
12:30
13:00 11
13:30
14:00 12
14:30
15:00 13 24
15:30
16:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30 .
21:00 19 20
21:30 40 .
Dia 17 - O b s e r v a ç õ e s:

1, 2, 3 Café da manhã, almoço e jantar.


No mínimo 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
4 -1 9
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21, 22 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
2 3 - 25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
26 - 29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
38, 39 Cápsulas de Neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 313

pia 18

Pamoato de pirantel (Combantrin)


Extrato de Lepidium Latifolium
CD/CDS/Enem a de CDH
CD/CDS/Banho de CDH

Terra de diatomáceas

ó le o de mamona
Hora da Refeição

(Rompepiedras/RP)
Água do oceano
CD/CDS/CDH

Mebendazol

Probiótico
Neem
Horário
T-00 4 21 23

700 5
V íõ _ 1 ,_ 26 28_____
" fi-00 6
R-30 •
9-nn 7
9vjn
1(1:00 8
10:30
11:00 9
11:30
12:00 _ 2

13:00 11
13:30 _
14:00 12
14:30
15:00 13 24 37
15:30
15:00 14
16:30
17:00 3 27 29 39
17:30
18:00 16 22
18:30
19:00 17 25
19:30
20:00 18
20:30
21:00 19 20
21:30 40
Dia 18 ( Ú l t i m o D i a ! ) - O b s e r v a ç õ e s :

1 ,2 , 3 Café da manhã, almoço e jantar


4 -1 9
No m ínim o 8 doses de CD ao longo do dia, de preferência mais, pelo menos 30 a 60
m inutos distantes da comida.
20 Banho de CD no final do dia.
21 ,2 2 Enema de manhã (opcional) e de noite (obrigatório).
23 -25 3 doses de água do oceano no mínimo 5 m inutos distantes do CD.
26 -29 Terra de Diatomáceas e Lepidium Latifolium com café da manhã e jantar.
*37 Ó leo de mamona 1 h após o café da manhã ou im ediatam ente após voltar da escola.
38, 39 Cápsulas de neem c/ café da manhã e jantar. Caso use chá, 4 doses ao longo do dia.
40 Probiótico no final do dia.
3 14 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Dias Sem o Controle de Parasitas


Do dia “19” ao próximo “Dia o ” são os “Dias de Folga” quando se
pode interromper os medicamentos e ervas contra os parasitas. Aquj
está um quadro simples, mostrando 0 que continuar a fazer e 0 qUe
oarar durante este tempo de intervalo:
Continuar com estes: Parar com estes:
Dosagem de CD/CDS/CDH Terra de diatomáceas
Banhos de CD/CDS/CDH Lepidium Latifolium
Enemas de CD/CDS/CDH Pamoato de Pirandel (Combantrin®)
Água do Oceano Mebendazol
Probiótico Neem
Óleo de Mamona
Claro que isso representa um caso hipotético e sua situação pode
exigir que sejam utilizados outros medicamentos ou suplementos.
Detecção de Parasitas nas Fezes
É necessário detectar os parasitas observando as fezes com cuida­
do. Para este fim, usamos uma pequena bacia de plástico, um bastão ou
garfo de plástico para o exame.
Nota do Autor: uma das mães, que faz parte de nosso fórum,
criou algumas diretrizes para processas as fezes de seu filho para iden­
tificar parasitas. Ela chama isso de “Tudo que Você Sempre Quis Saber
Sobre Verificar Fezes”. Aqui estão suas sugestões:
Suprimentos:
• luvas de borracha
• pratos de papel
• garfos de plástico (bastões de plástico, palitinhos de comida
oriental ou coçador de costas feito de plástico)
• uma caneta
• uma moeda
• um coleta de amostra
Eu gosto de usar um coletor de amostras que se coloca sob 0 assen­
to do vaso sanitário e coleta as fezes, antes que se depositem no fundo
do vaso (disponível em Amazon.com).
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 315

A Coleta:
Quando seu filho defecar, as fezes ficarão no coletor de am os­
tras. Após lim par e cuidar do meu filho, eu retiro o coletor do vaso e
coloco a am ostra em um prato de papel com o garfo plástico. Tento
localizar qualquer coisa interessante e, sem seguida, transferir essa
parte para um prato lim po, utilizando meu garfo de plástico. Eu
descarto o restante da am ostra no banheiro, dou descarga e coloco
o prato de papel sujo no lixo do banheiro. (Agora usam os na lixeira
do banheiro sacos de lixo de cozinha e eu os troco após cada um
desses procedim entos). No prato lim po onde coloco o verm e sus­
peito, acrescento um pouco de água e o sacudo para lavar o verm e.
Então eu transfiro o verm e para um terceiro prato plástico lim po
para ver tudo melhor. No prato lim po com o verm e suspeito, escre­
vo a data e as iniciais da pessoa que expeliu o verm e. Caso precise
de ajuda a identificar o verm e, coloque um centavo perto do ver­
me (para contextualizar o tam anho), tire uma foto e mande a im a­
gem para kerri@ cdautism .org (Kerri coleciona as fotos para fins de
documentação, então, envie essas fotos de verm es). Depois jogue
o verme no vaso e dê descarga; coloque todos os pratos de papel,
luvas e garfo no lixo e leve-o para fora. Agora, você pode tentar
descobrir o que o seu filho estava aprontando enquanto você estava
ocupada com tudo isso.
3 16 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Limpeza:
Utilize água QUENTE (6o°C/i40°F), e esterilize com álcool a 96%
granulado (180) (Everclear ).
Microscópio
É muito útil ter um m icroscópio para diagnóstico porque nos
possibilita ver os pequenos parasitas que aparecem no sangue, as­
sim como os ovos ou larvas nas fezes. Dessa form a, tem os mais
condições de determ inar se o núm ero de parasitas está diminuindo.
Um m icroscópio sim ples, que custa em média U $ io o , é adequado
para este tipo de identificação. O método mais fácil de determinar
o que você pode encontrar é com parar sua am ostra com imagens
obtidas no Google. Assim , pode-se am pliar as im agens, ver vá­
rias am ostras de ângulos diferentes e ter m uito mais variedade de
am ostras do que se estivesse com parando uma am ostra com ima­
gens encontradas em livros.

Bulbo de enemas (também conhecido como "Implante")


Para prevenir a coceira anal provocada por lombrigas, acordar du­
rante a noite, etc. pode-se usar o bulbo de enema ou um pequeno ca-
teter/seringa com diluição de 50mg de mebendazol em 10 a ism l de
água para crianças pequenas ou íoo m g de mebendazol em 15 a 2oml
de água para crianças maiores/adolescentes/adultos. A melhor forma
de fazer isso é introduzir a medicação junto com a água no reto imedia­
tamente antes de dormir e manter por toda a noite. Caso esteja usando
o “implante”, o enema matinal é obrigatório.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 317

Então, demos TOOmg de Mebendazol com 20 ml de água. Ele não ex­


peliu, e nós administramos quase na hora de dormir. No dia seguinte,
vários vermes foram expelidos. Melhor ainda, ele começou a cantar -
3 músicas diferentes nos últimos 2 dias e começou a contar nos seus
dedos com muita desenvoltura. A professora auxiliar disse que ele
estava excelente hoje - sem problemas de comportamento, muito
concentrado, e mostrou uma melhor articulação e interação social.

A Encantadora de Vermes
As palavras de sabedoria a seguir são de uma mãe que adquiriu o
apelido de Encantadora de Vermes (apesar de sua capacidade de des­
truir parasitas, na verdade, torná-la mais como uma Ninja contra os
Vermes). Sua dedicação e diligência não apenas fizeram a diferença na
vida de seu filho, mas de inúmeras outras crianças, que são o que ela
chama de “casos extremos”. A informação apresentada aqui pode ser
a diferença entre uma criança mais velha/agressiva que vive com a fa­
mília ou que vai para uma instituição ser cuidada, pois sua família não
tem mais como cuidar dela. Obrigado Robin, por ser pioneira nisso e
não desistir. Obrigada por ter a coragem, conhecimento e generosidade
de compartilhar o que aprendeu com aqueles que mais precisam.
3 18 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Casos Extremos, por Robin Goffe


Esta seção é para crianças mais velhas que podem ser violentas,
autolesivas, fisicamente agressivas, de alto risco ou podem estar con­
finadas em uma cama.
Algum as fam ílias têm filhos que são mais velhos quando iniciam
o tratam ento. Meu filho tinha 18 anos. Nos chamamos de grupo da
“últim a chance”. Dizemos isso porque nossos filhos viveram a vida
toda infestados, sem que soubéssemos. Nossos filhos viviam como
crianças felizes, que tinham dificuldades de aprendizado que eram
relativam ente fáceis de contornar: talvez um pouco irritantes com
sua rotina de diálogos de filmes ou apego aos filmes da Disney, ma­
pas ou fatos pouco conhecidos. Eles não tinham amigos na maior
parte do tempo, mas eram muito fáceis de lidar. Entretanto, durante
a adolescência, as coisas mudaram. Nós acabamos atribuindo aquele
isolam ento recém -descoberto ao fato de eles não terem amigos. Eles
não se encaixavam socialm ente. Nós não fazíam os ideia de que ha­
via algo a mais ali. Os horm ônios da adolescência começaram uma
luta árdua contra os parasitas que viviam dentro deles, e uma guerra
logo eclodiu. O estado mental dos meus filhos dim inuiu considera­
velm ente. O que enfrentam os foi crianças crescidas e fortes, mental­
mente doentes, violentas e autodestrutivas. Algum as vezes ficavam
tão doentes que tinham que ficar na cama.
Este grupo da “últim a chance” é uma oportunidade de expe­
rim entar MAIS UM A CO ISA antes de colocar seus filhos em uma
instituição, interná-las - para sua própria segurança e segurança
de suas fam ílias.
Esses fatos que vou com partilhar com vocês são únicos em
relação ao tratam ento padrão esboçado neste livro. É um trata­
m ento mais agressivo, pois é necessário. Quando nossos filhos es­
tão tão infestados, chega a ser chocante dizer o que achamos. Há
m uito o que fazer, mas há um m étodo. Isso dem anda tempo e dá
m uito trabalho.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 319

A família Goffe
Mas vou explicar aqui o que fizemos para tornar nosso filho, que
antes era um rapaz agressivo e autolesivo, uma pessoa que recuperou a
paciência, linguagem, entendimento e raciocínio; mas, melhor de tudo,
a oportunidade de permanecer em nosso lar. Com tratamento contí­
nuo, ele tem esperança de um futuro, talvez um emprego e, quem sabe,
até formar sua própria família.
0 começo do tratamento para uma criança mais velha, principal­
mente uma criança agressiva, autolesiva e violenta inicia-se de forma
lenta e gradual.
Dia um = uma gota.
Eu mantive um registro muito detalhado desse processo e vou con­
tar o que fizemos. Eu vou dizer o que funcionou para nós e o que não
funcionou. Eu também direi o que compartilhei com outras pessoas
e que também funcionou para elas. Eu não sou médica. Eu não sou
especialista em química. Eu sou uma mãe apaixonada pelo meu filho
e o seu conforto era a minha maior preocupação. Meu único objetivo
era livrá-lo dos parasitas. Eu não fazia ideia de que o que aprendi ao
investigar suas fezes por g meses iria acabar me dando o apelido de
320 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

“Encantadora de Verm es”. Apesar de parasitas intestinais existirem há


mais tempo do que os seres humanos e serem inteligentes o bastante
para viver dentro de uma pessoa por toda sua vida, eles podem passar
completamente despercebidos. Eu estava pronta para começar uma
guerra contra eles. No início do nono mês de tratamento, eu estimei
ter encontrado aproximadamente 16 kg de parasitas sólidos. Difícil de
acreditar? Eu fotografei 80% deles. Nos últimos dois meses em um re­
cipiente, os parasitas compõem um total de 3 kg e um comprimento
61 metros se combinados, no momento da publicação deste livro. Não
existe curso no mundo que consiga ensinar o que aprendi no meu ba­
nheiro dia após dia, usando luvas de látex e máscara hospitalar. Havia
um ventilador sobre mim para eu conseguir lidar com o cheiro forte e
na terceira semana minha ânsia de vômito estava sob controle.
Exam inei os parasitas, os pedaços. Como m orreram ? O que
meu filho estava sentindo naquele m om ento? Ele estava agitado?
Transpirando? Sacudindo as pernas por causa da dor infligida pe­
los parasitas que se m oviam torturando-o por dentro? Eu precisa­
va elim inar esses verm es, sem perm itir que eles causassem dor ao
meu filho enquanto fossem exterm inados. Eu não fazia ideia dos
m onstros que tive que enfrentar.
Em março de 2013, começamos a dar ao nosso filho uma gota de
dióxido de cloro. Uma das coisas mais temidas que os pais de crianças
com tamanho de adultos enfrentam é 0 terrível enema. Essa prática
não é simplesmente algo com que a maioria de nós está acostumada a
fazer como um procedimento de cuidado. Ainda assim, meu marido e
eu sabíamos que isso era algo que fazia sentido. Há toxinas dentro des­
sas crianças. Elas devem ser eliminadas. A forma de fazer isso é pelo
intestino. Então, no primeiro dia e primeira gota, nós também expli­
camos para nosso filho com severos sintomas de autismo que iríamos
ajudar sua barriga a melhorar. Naquele momento, nosso filho estava
com uma regressão tão séria que a melhor forma de defini-lo era como
um não-humano. Ele não falava mais, era incapaz de reagir quando 0
chamávamos, parou de responder ao ouvir o seu nome e não conse­
guia mais conter a saliva dentro da boca. Ele estava sempre com saliva
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 321

escorrendo da boca. Ele comia como um animal, nos encarando. Ele


era frequentemente violento, pulava nos carros e amassava-os, chutava
cercas e destruía propriedades.
Era nessa criança que começaríamos a administrar os enemas. Se
nós conseguimos fazer isso, qualquer um consegue.
No prim eiro dia dem os uma gota; duas gotas no segundo dia,
três gotas no terceiro dia, e daí por diante. Ele ficava nervoso e
cansado. Nós fom os cam inhar, como sem pre, para acalm ar a sua
agressão, mas no sétim o dia seu nariz com eçou a escorrer e ele fi­
cou muito cansado. Ficam os felizes pois sabíam os que esse era um
sinal de que o sistem a im unológico estava entrando em ação. Ele
dormiu por cerca de 15 horas, e nós o acordávam os e lhe dávam os
a dose a cada hora, e na m anhã seguinte havia cerca de 25 objetos
brancos, peludos, finos em suas fezes. Sabíam os que eram verm es
e que tínham os conseguido a nossa resposta. Após três sem anas
começamos a ver parasitas de 4-6 polegadas de todas as form as e
tamanhos, ainda assim , o seu com portam ento agressivo continua­
va. Foi quando eu soube que 0 que estávam os presenciando era um
caso de POWS (do Inglês, Pissed o ff worm syndrome - síndrom e
do verme irritado). Nesse m om ento, estávam os adm inistrando 13
gotas e, enquanto estávam os m atando os parasitas m enores, está­
vamos apenas irritando os m aiores. Os parasitas não gostam que
seu ambiente seja perturbado, e consequentem ente eles causam
sofrimento ao hospedeiro. Os parasitas excretam am ónia (possivel­
mente levando à hiperam onem ia e tam bém a ataques epiléticos),
morfina, e uma substância sem elhante à m etanfetam ina. Conform e
essas toxinas entram no corpo, elas tam bém podem causar agres­
são e raiva. Tivem os m uitos objetos quebrados durante esses ata­
ques de raiva. Então param os de dar valor a objetos m ateriais.
Foi nesse momento que me contaram sobre a dosagem dupla. En­
tão, apesar de nosso filho estar tomando o equivalente a duas gotas
por hora, se víamos mais agressão, TOC ou comportamento autolesivo,
dávamos a ele quatro (consulte a página 167 para a explicação sobre a
322 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

dosagem dupla). Se ele não se acalmasse, nós lhe dávamos outra dose
de quatro gotas. Esse era o ataque perfeito contra os parasitas. Pouco
tempo depois, a agressão acalmava. Seu rosto vermelho e olhos esbu­
galhados diminuíam e vencíamos mais um obstáculo.
Usamos o método de dosagem dupla dezenas de vezes ao longo dos
meses seguintes, e isso ajudou tremendamente a diminuir a agressão
provocada pelos parasitas.
Na terceira semana de tratamento, estávamos preocupados com
o horário durante a noite em que o nosso filho não tomaria as doses.
Pelos seis meses seguintes, nossa família elaborou um horário de do­
sagem, com doses extras à meia noite, duas da manhã, quatro da ma­
nhã e retomando as doses horárias entre 6 e 22 horas. Esse horário foi
compartilhado não somente pelo meu marido e por mim, mas também
pelos irmãos do nosso filho, que também colocavam despertadores e se
revezavam, enquanto todos nós abríamos mão de parte de nosso sono.
No segundo mês descobrimos que o comportamento do nosso fi­
lho não apenas mudou durante a lua cheia, mas também durante a lua
nova. O protocolo padrão utiliza mebendazol durante o período da lua
cheia. Entretanto, com crianças mais velhas e agressivas temos tido
melhores resultados quando incluímos o mebendazol ao longo do ciclo
da lua nova também. Esses cursos curtos de mebendazol apresentam
infestações menores, de 5-6 dias cada, ao longo das luas nova e cheia,
começando quatro dias antes de cada uma. Nós também consideramos
necessário começar no início da fase da lua com as crianças mais novas,
já que a infestação era maior e o movimento de parasitas ocorria antes,
causando os comportamentos mais cedo.
Quanto às crianças agressivas, todos os pais devem se lembrar de
que o comportamento está relacionado aos parasitas. Durante 0 trata­
mento, serão vistos vários comportamentos causados por parasitas, os
quais estão tentando controlar 0 seu ambiente, ou seja, o hospedeiro.
Descobrimos que aumentar a frequência da dose suprime a violência
e a agressão. Talvez seja difícil confiar em seu filho quando tomado
pela fúria. Nós nos sentimos enganados e magoados. Essas também
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 323

eram frequentemente as nossas emoções. Isso passa. Levou cerca de


4-5 meses para os ataques de raiva passarem. Eles aconteciam em to­
dos os lugares, e até mesmo no banheiro, enquanto tentávamos expelir
os parasitas. Tenha um plano em mãos. Música deu muito certo conos­
co. Assim como livros de leitura. Ache algo para distraí-lo, e sempre
fale com um tom suave, reconfortante. Muitas vezes dizíamos ao nosso
filho 0 quanto o amávamos e massageávamos sua cabeça e costas. Es­
ses comportamentos desagradáveis podem ser evitados pelo uso de um
novo método de preparar o CD, chamado CDH (consulte 0 Capítulo 7,
página 238 para mais informações sobre 0 CDH).

CDH: Este novo método de preparo foi realmente muito importan­


te para as crianças mais velhas que precisavam tomar mais gotas. Com a
quantidade de 20 gotas, o volume de CD regular se tornou desagradável,
dando náuseas em algumas crianças. Meu filho foi uma delas. Com o pre­
paro de CDH, eu realmente acredito que as crianças mais velhas e difí­
ceis terão mais sucesso ao tomar as quantidades apropriadas necessárias
para começar a expelir os parasitas maiores. É minha crença pessoal que a
quantidade necessária para muitas crianças mais velhas, sem convulsões
porém agressivas, violentas, autolesivas seja cerca de 75-ioom l de CDH
todos os dias. Essa quantidade pode ter relação com a energia necessária
para as mitocôndrias nos glóbulos brancos do sangue terem o poder de
não apenas matar os parasitas, mas também de destruir as bactérias. O
trabalho tem duas partes e deve ser feito rapidamente pois, assim que os
parasitas morrem, as bactérias os devoram. Eu digo isso porque eu vejo
a condição dos parasitas todos os dias. Eu descobri que posso matar os
parasitas sem lhes dar tempo para criar defesa, então eles não têm tempo
de causar as reações de Herxheimer. As bactérias também vem à tona e
devem ser enfrentadas. Quantidades mais altas de CDH matam ambos,
sem maiores preocupações ou sofrimento da parte da criança.

Stevia: Descobri que, ao acrescentar o adoçante stevia ao CDH, o


processo pode ser mais agradável, sem afetar as propriedades ou eficá­
cia da dose, conforme provado pelas tiras de teste Lamotte C 1 0 2 (con­
sulte a página 694 para informações sobre o uso das tiras de teste).
3 24 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Umidificador: Nos primeiros meses, o nível de infestação é tão


alto que as doses noturnas podem ter que ser sacrificadas a fim de co­
meçar a decompor a força dos parasitas. Não se trata de achá-los nas
fezes todos os dias, mas de enfraquecê-los de forma lenta e consisten­
te. A irritação agressiva e constante do CDH irá matar os parasitas,
impedindo que ganhem terreno. Existe um outro tipo de tratamento
noturno, que é o umidificador. Preenchemos um umidificador de ar
frio que retém um galão de água e colocamos 35 gotas de CD ativado
(NÃO O CDH) e deixamos em funcionamento a noite toda próximo a
cabeça de nosso filho. Esse também foi um método que usamos para
maior eliminação de parasitas.
Temperos e Ervas: Precisamos trabalhar urgentemente e de for­
ma constante com nossos filhos mais velhos para eliminar de seus corpos
os parasitas e elementos patogênicos. Descobrimos que para as crianças
que conseguem engolir pílulas facilmente, encher cápsulas de gel vazias
com ervas e temperos recomendados neste capítulo na seção Outras
Plantas Medicinais (página 331) pode ser útil. Conseguimos resultados
excelentes ao encher as cápsulas de gel com a variedade mencionada ali:
noz negra, gengibre, arruda, absinto e milefólio e dar entre duas e qua­
tro delas com cada refeição como um banquete tóxico para os parasitas.
Não limite sua seleção a esses mencionados aqui. Use todos. Não há uma
plano ou um padrão para o tratamento. Utilize qualquer combinação.
Limpeza de cólon: As limpezas de cólon têm sido uma adição
importante à cura e limpeza de parasitas em nossas crianças mais ve­
lhas. Começamos alguns meses após nosso filho ter se acostumado com
os enemas de rotina. Esse procedimento traz um resultado maravilho­
so, e temos tentado fazê-lo ao menos uma vez por semana. Estamos
usando o CDH e aumentando para 50-ioom l com muito sucesso.
Limitando Comportamentos Indesejáveis
Probióticos: Caso esteja utilizando probióticos e seu filho fique
agressivo ou se torne agressivo após reiniciar os probióticos, tente retirá-
-los como primeira medida. Pode haver uma alta taxa de infestação e o sis­
tema da criança pode não distinguir entre boas bactérias e bactérias ruins.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 325

Enemas: Os enemas de CD devem começar no primeiro dia de


tratamento da criança agressiva/mais velha. Já que elas têm uma taxa
de infestação tão alta, é necessário limpar os elementos patogênicos
em um ciclo contínuo desde o começo. Siga as instruções para os ene­
mas que começam na página 168.
Terra de Diatomáceas (DE): Em algumas crianças a terra de
diatomáceas pode fragmentar os parasitas maiores até a morte, fazen­
do com que lancem toxinas extras no corpo da criança, causando os
sintomas de herxheimer. Parar de usar a DE por alguns meses pode
ajudar a acalmar a agonia e proporcionar uma eliminação mais limpa.
Banhos de Sal: Há momentos em que o corpo não consegue
eliminar as toxinas de forma suficientemente rápida. Tenha cuida­
do ao eliminar rápido demais (dosagem sem enemas, ou com pouco
enemas). Caso tenha feito enemas e a pessoa ainda se sinta agoniada,
pode-se comprar um saco de 18 kg de sal de piscina puro, tire 4 kg e
coloque em um banho quente. Deixe o sal dissolver e deixe a criança
de molho por uma hora. Se a criança transpirar durante o banho, este
é um bom sinal, pois isso demonstra que as toxinas estão sendo eli­
minadas. Não utilize sais Epsom pois contêm magnésio. O magnésio
alimenta os parasitas e o biofilme. O sal de piscina puro é barato e
ajuda a eliminar toxinas.
Chá de dente de leão: Essa também é uma excelente fonte de
desintoxicação. Houve momentos em que nosso filho tomava banho
de sal todos os dias e bebia chá de dente de leão para expelir as toxinas
acumuladas. Este chá pronto é produzido por Traditional Medicinais®
(traditionalmedicinals.com).

Dicas quanto ao que esperar durante a eliminação de parasitas


Os parasitas intestinais estão na terra há mais tempo que os seres
humanos. O objetivo deles é achar um hospedeiro e continuar a criar
vida. Eles têm a vantagem de ter como lar 0 corpo do seu filho. Eu
aprendi muita coisa enquanto travava guerra contra eles. Eles têm um
plano, e você também deve ter um.
326 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Situações com as quais nos deparamos


Desintoxicação da urina: Quando você mata os parasitas, eles
são alertados de que sua vida está ameaçada. Consequentemente, eles
atacam o hospedeiro para demonstrar sua insatisfação. Uma das coisas
que os parasitas fazem é eliminar toxinas, incluindo uma substância
semelhante à morfina, que fazem com que seu filho não sinta que pre­
cisa urinar ou que esteja urinando. Naturalmente, isso pode levar a aci­
dentes. Isso não é culpa da criança, mas apenas uma parte do processo
de eliminação do parasita. Uma das coisas mais difíceis que fizemos
foi botar fraldas em nosso filho de 18 anos. Foi muito triste, porque
parecia que estávamos regredindo, ao invés de estarmos progredindo
Entretanto, isso foi apenas temporário, e pelo bem de sua própria dig­
nidade. Principalmente se eles frequentam a escola, talvez usar fral­
das por algum tempo seja a solução. Nosso filho as usou por alguns
momentos durante cerca de dois meses. Isso não dura para sempre.
Desintoxicação durante o sono: Conforme a quantidade de go­
tas aumenta, o CD ajuda o sistema imunológico a eliminar os parasitas.
Será necessário muita energia para fazer isso. Lembre-se de que o seu
filho é o hospedeiro, e que há uma guerra acontecendo. Às vezes, o seu
filho pode ficar cansado por dias. Nosso filho dormiu por aproximada­
mente o verão inteiro no começo de seu tratamento. Dê o descanso que
eles buscam. Atualmente nosso filho precisa de doses maiores de CD nos
finais de semana, e ele fica muito cansado, e então dorme também. Na
segunda-feira de manhã, geralmente conseguimos fazê-lo expelir um
grande verme em forma de corda após nossos esforços. A desintoxicação
durante o sono é excelente porque você pode usar o tempo em que o
seu filho está dormindo para cumprir sua lista de afazeres domésticos.
Comportamentos / TOC / Tiques: Algumas pessoas ficam
alarmadas porque seus filhos começam a ter comportamentos que
não tinham antes dos tratamentos, ou sentem que os comportamentos
pioraram. Os parasitas têm um plano: eles querem ficar vivos e pro­
criar. Eles querem que seus ovos voltem para o hospedeiro para repe­
tir o ciclo. Então vocês poderão observar comportamentos como o de
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 327

brincar com as fezes, tocar no ânus e depois na boca, tentar colocar os


dedos em sua boca ou de outra pessoa. As unhas podem ser roídas e
uspidas. Todos esses comportamentos são controlados por parasitas,
pescobrimos que eliminar os parasitas ajuda a minimizar estes com­
portamentos, que desaparecerão com o tempo. Também pode haver
uma deficiência de minerais relacionada. Descobrimos que dar água
do oceano em quantidade SUFICIENTE pode ajudar a diminuir esses
comportamentos. Nosso filho de 19 anos toma mais de 20oml de água
do oceano misturada com 40001! de água de nascente todos os dias.
POWS (Síndrome do Verme Irritado): Os POWS se apresen­
tam quando você está administrando as doses e 0 seu filho fica chora­
mingando, andando para lá e para cá, e/ou fica infeliz. Pode ser que
você esteja realmente apenas irritando, porém não matando os vermes.
Sempre verifique com a Kerri as suas preocupações. Mas, muitas vezes,
a resposta é aumentar a quantidade de gotas, não diminuí-la. Você pre­
cisa matá-los, e não irritá-los, ou eles vão atacar de volta.
Zona de Eliminação: Este período de tempo pode levar de cinco
a sete dias antes da lua cheia. Após a infestação ser reduzida, após seis
meses ou mais de tratamento, você poderá começar a ver indícios de lu­
cidez em seu filho. Esse é um bom momento para uma avaliação ATEC.
Comer grandes quantidades: Muito frequentemente as crianças
chegam a um ponto em que se dão conta de que estão famintas. Os para­
sitas estão absorvendo a maior parte de seus nutrientes, causando as de­
ficiências mentais. Elas podem até estar comendo sem parar o dia todo. É
difícil equilibrar 0 tempo e a eficácia do CD se a criança come o dia todo.
Permitir que a criança coma grandes quantidades de comida enquanto faz a
dosagem com CD ainda irá matar os parasitas, mas os níveis de CD podem
não ser altos 0 bastante para evitar uma reação de Herxheimer. Embora os
parasitas possam estar sendo mortos, o nível de CD pode não ser alto 0 su­
ficiente para também matar as bactérias que comem o parasita morto. Uma
solução que descobrimos foi dar ao nosso filho caldo caseiro de ossos com
água do oceano várias vezes ao dia. Isso irá ajudar a substituir a falta de nu­
trientes enquanto se trabalha para reduzir a alimentação em excesso o bas­
tante para continuar com o CD sem o risco de uma reação de Herxheimer.
3 28 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Perda de peso: nosso filho perdeu 23 kg durante os primeiros


sete meses de tratamento. Ele estava com bastante sobrepeso com
i,7ócm de altura e 91 kg. A perda de peso trouxe preocupação para as
pessoas que não o viam há muito tempo. Durante este tempo, creio
que tókg foram de parasitas sólidos. O estômago e rosto dele estavam
muito inchados. Nossos filhos são cheios de parasitas e elementos pa­
togênicos (isto é, leveduras, bactérias, etc.) e todas essas coisas podem
fazer com que eles ganhem peso ou fiquem inchados. Nosso filho agora
está com 0 peso normal para sua altura e com o estômago reto.
Terrores noturnos: Durante a noite, o seu filho pode ter proble­
mas para ficar calmo ou pode acordar gritando por você no meio da noite
Ele pode até ficar sonâmbulo, e possivelmente sair pela porta em estado
sonambúlico. Vimos esses comportamentos há anos atrás, pois nosso fi­
lho estava indo para um nível de infestação maior. Agora que estamos
na fase final da cura, muitos comportamentos retornam, como uma es­
pécie de reversão. Os comportamentos prejudiciais que ocorrem são, às
vezes, repetidos de forma positiva na escada da recuperação. Sentimos
que nosso filho estava experimentando ansiedade e 0 reconhecimento de
que estava recuperando o controle total de novo. Essa nova independên­
cia adquirida pode ser assustadora. Em um certo momento, nosso filho
entrou em uma fase de desintoxicação pela urina (veja acima). Ele não
tinha vontade de urinar ou não sabia que estava urinando, então teve de
usar fraldas geriátricas. Conforme 0 nível de infestação de nosso filho
diminuiu, os comportamentos normais, como acordar de noite e sentir
vontade de urinar, retornaram. Então, quando ele se levantava para ir ao
banheiro, ele repentinamente parava e talvez se sentisse perdido e com
medo de continuar essa tarefa sozinho. Ele gritava ou andava pela casa
aos prantos. Apesar de o sonambulismo ser algo perturbador, descobri­
mos que era uma experiência necessária para trazer nosso filho para a
realidade. A fim de lhe dar conforto, continuamos usando à noite 0 umi-
dificador com CD, assim como as gotas de CD para as orelhas e nariz.
Frequentemente o banho de CD antes de dormir também o acalmava.
Cegueira emocional: Como as toxinas que os parasitas excretam
são substâncias que têm os efeitos da morfina, amónia e histamina, essas
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 329

toxinas causam confusão emocional em seu filho. O seu filho pode ficar
confuso com sua risada, sorriso e demonstração de afeto. Sua aproxima-
çgo positiva e carinhosa pode ser considerada ameaçadora ou desafiado-
«o nara ele. (3 seu sorriso pode causar raiva. Quaisquer palavras que você
fale não importa o quão reconfortantes, podem causar um conflito. Isso
é difícil tanto para os pais quanto para a criança, pois a criança pode se
sentir ameaçada ou talvez ridicularizada pelos pais, enquanto os pais se
sentem rejeitados, a despeito de sua demonstração de afeto. Frequente­
mente os comportamentos da criança passam pela perda da realidade e
presença. Isso tudo está relacionado ao aumento tóxico e a defesa dos
parasitas, que trabalham para permanecer no hospedeiro. Eles mostram
o seu desprazer com o desconforto que lhes damos em nossas tentativas
de eliminá-los. Muitas vezes, durante esses episódios, descobrimos que
é melhor evitar falar ou manter contato visual, mas, ao invés disso, ofe­
recer doses duplas, conforme sugerido por Kerri, e manter um ambiente
calmo. Descobrimos que esses níveis tóxicos podem ser diminuídos atra­
vés de banhos de sal e chá de dente de leão.
Apesar dos com portam entos que podem ser causados pelo pro­
tocolo antiparasitário, os resultados são ótim os. Em nossa fam ília,
finalmente trouxem os o nosso filho de volta. Eu recom endaria m an­
ter o tratamento. Conform e sabem os, esses tipos de infestações de
parasitas em uma criança com a im unidade com prom etida não se
curam sozinhos. As crianças não “se livram ” dos verm es. De fato, os
vermes continuarão a crescer dentro delas. Os seguintes parasitas
foram expelidos pelo meu filho mais velho, quando eu realizei m o­
dificações agressivas próprias para crianças mais velhas. Quando
removemos esses parasitas, vim os as prim eiras etapas da recupe­
ração. Os recipientes a seguir representam 3 quilos de verm es em
menos de dois meses.
Desejando a recuperação,
Robin
330 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

3 quilos dos 16 quilos (total) de parasitas extraídos em 9 meses (49


metros no total acima)

Verme com um metro de comprimento


Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 331

Outras Plantas Medicinais


Nota do Autora: As seguintes informações são extremamen­
te importantes para sua saúde e bem-estar contínuos. Entretanto, foi
provado que essas plantas e alimentos, POR SI SÓ, NÃO curam o au­
tismo. Ao invés disso, siga o protocolo de extermínio de vermes de 18
dias apresentado no começo da página 187. Esse tratamento de 12-18
meses provou que essa é uma parte importante dos protocolos que le­
vam à recuperação de muitas crianças. Com isso em mente, alguns pais
de crianças mais velhas e crianças agressivas /autolesivas começaram
a implementar algumas das plantas e alimentos enumerados abaixo,
além do protocolo de 18 dias já mencionado. Em vários casos, esses
acréscimos levaram seus filhos a mais benefícios através de uma maior
eliminação de parasitas.
Várias outras plantas também são eficazes na eliminação de ver­
mes. Se após três meses de tratamento o problema persistir, podemos
mudar 0 tipo de planta ou repetir qualquer planta que foi eficaz nos
meses anteriores. Nós podemos usá-las em combinações, misturar al­
gumas plantas de uma vez ou tomá-las individualmente. As formula­
ções de plantas que devem ser consideradas são extratos alcoólicos, em
óleo ou infusão e incluem as seguintes plantas:
• Cravo da índia (Syzygium aromaticum )
• Arruda (Ruta graveolens)

• Dente de leão ( Taraxacum officinale)


• Genciana amarela (Gentiana lutea)
• Menta (Mentha sativa)
• Artemísia (Artemísia vulgaris)
• Romã (Púnica granatwn L.)
• Abrótano (Artemísia abrotanum )
• Artemísia (Artemísia annuá)
• Açoro (Acorus calamus)

• Catinga-de-mulata ( Tanacetum vulgare)


332 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

• Nogueira negra (Juglans )


• Dictamnus (Dictamnus albus)
• Aquileia (Achillea millefolium )

Comida e Dieta Preventivas


Existem grupos de alimentos que devem ser evitados, caso tenha in­
fecção parasitária. Por exemplo, derivados do leite em geral, açúcares
refinados (sacarose, frutose, xarope de milho), farinha (principalmente
refinada) e com idas extrem am ente doces em geral. Os alimentos e
plantas listados abaixo prom ovem um bom balanço interno do cor­
po e, por conseguinte, tornam -se nossos aliados. Uma boa produção
de ácido estom acal, um nível norm al de bactérias saudáveis e uma
produção de bile adequada tornam im possível a sobrevivência de
parasitas por muito tempo. Os verm es precisam de um ambiente
ácido que venha da quebra de açúcares e putrefação a partir da in­
gestão de alim entos não saudáveis ou processados. É muito impor­
tante comer vegetais crus e sucos de frutas, pois nos fornecem enzi­
mas e outros elem entos necessários para nossa proteção.

Chucrute/sauerkraut (repolho fermentado em sal).


Muitas pessoas possuem níveis baixos de ácido estomacal, que é
a causa de muitos problemas intestinais porque o corpo se torna in­
capaz de se defender dos intrusos. O suco de sauerkraut ou repolho/
sauerkraut é um dos estimulantes mais poderosos para seu corpo pro­
duzir o ácido estomacal. O uso de alimentos fermentados não pasteu­
rizados (água de kefir, molho de soja, pasta de soja fermentada, etc.)é
altamente recomendado por seu estímulo de flora bacteriana benéfica
que é responsável por gerar o controle sobre os parasitas. Tome algu­
mas colheres cheias de suco de repolho antes das refeições ou, melhor
ainda, suco de sauerkraut, pois isso ajudará a melhorar a sua digestão.
Nota do Autora: eu não recomendo soja, de forma alguma, para
ninsuém com no espectro do autismo.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 333

Alho
O alho, comido regularmente, torna o estômago e intestino um
ambiente letal para os parasitas, oferecendo proteção constante. O
alho é um ótimo remédio caseiro para eliminar os parasitas intestinais
de forma natural. Ele foi usado por muitas culturas diferentes como a
chinesa, grega, romana, indiana e babilónica.
0 alho ainda é usado hoje em dia pelos praticantes da medicina mo­
derna. É usado fresco e na forma de óleo. O tratamento mais simples é
comer três dentes de alho todas as manhãs ou tomar uma colher de chá
de óleo de alho. Como alternativa, misture o alho triturado em um pouco
de água fria e beba a mistura imediatamente. Outra receita é cortar e tri­
turar quatro dentes de alho, colocá-los no leite e deixar a mistura assen­
tar durante a noite. Tome o líquido enquanto em jejum no dia seguinte.
Semente de abóbora

As sementes de abóbora contêm uma substância chamada pipera-


zina. Ela atua paralisando os parasitas, o que permite que eles sejam
removidos com facilidade.
Podemos achar a piperazina comercialmente em formulações de
farmácia de manipulação ou naturalmente, conforme dito, nas semen­
tes de abóbora. Este método tradicional de eliminação de vermes vem
sendo usado em todo o mundo desde tempos imemoriais. Existem al­
gumas fórmulas tradicionais eficazes. Descrevemos uma delas abaixo:
Utilize um copo de sementes de abóbora sem casca e amassadas
(cerca de 8o sementes). Misture-as com água de coco e duas colheres de
sopa de mel. Tome a mistura com mais de três horas de estômago vazio.
Não se alimente durante este período de três horas. No final dessas três
horas, tome o óleo de mamona para eliminar os parasitas rapidamente.
Mamão e Sementes de Mamão
Apapaína é uma enzima digestiva existente no mamão que é capaz
de decompor a camada externa de parasitas adultos. O suco leitoso do
mamão não maduro é um agente poderoso para destruir nemátodos. A
dose para adultos é uma colher de sopa de suco de mamão verde fresco.
3 34 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

uma quantidade igual de mel e três ou quatro colheres de sopa de água


quente. Duas horas depois, administre uma dose de óleo de mamona
misturado com leite morno. Esse tratamento deve ser repetido por dois
dias, se necessário. Para crianças entre sete e dez anos de idade, me­
tade dessa dose deve ser administrada. Para crianças abaixo dos três
anos, uma colher de chá (5ml) da mistura é suficiente.
As sementes de mamão também são úteis para este fim, pois elas
são ricas em papaína e caricina. Para cada colher de sopa de sementes
trituradas e frescas, acrescente uma quantidade igual de mel. Tome a
dose de uma colher de chá (sml) diariamente de manhã ou à noite com
o estômago vazio por dez dias, descanse cinco dias e repita o ciclo três
vezes. Recomendamos o uso de purgante.
Gengibre
O gengibre não somente ajuda a combater parasitas intestinais,
mas também reduz as náuseas e podem ajudar a acalmar os nervos.
Por centenas de anos, o gengibre fresco mostrou-se altamente bem-su­
cedido na destruição dos vermes intestinais. A forma mais comum de
consumir gengibre é cru ou por infusão. O extrato de gengibre também
pode ser usado para regar vários alimentos.
Própolis
Própolis é uma substância semelhante à resina acumulada por abe­
lhas a partir da casca e brotos de folhas de árvores para ajudar a desinfetar,
construir e manter suas colmeias. A própolis é usado pelos seres humanos
há pelo menos 3.000 anos. Seu uso se deu entre os egípcios e romanos e
continua sendo usada atualmente. Devemos aos gregos 0 nome pro, que
significa “antes” e polis, que significa “cidade”. Isso se traduz como “defe­
sas para a cidade” ou “defensor da cidade”. Graças à ação antibiótica da
própolis, que protege contra a atividade dos vírus e bactérias, a colmeia é
um dos locais mais estéreis conhecidos na natureza.
Muitos estudos científicos mostraram a atividade antiparasitária
da própolis. Por isso, ela é recomendada para o tratamento de: Giárdia,
amebas e nemátodos e também para infecções intestinais causadas por
bactérias granpositivas.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 335

Tome própolis, diluída em água ou suco de frutas para o tratamen­


to antiparasitário por sete dias, com o estômago vazio. Utilize a própo­
lis padronizada a 30%, seja na forma de tintura ou cápsulas de própo­
lis. Tome três gotas por quilo de peso ou três cápsulas meia hora antes
de cada refeição. Um ciclo de tratamento de sete dias deve incluir sete
dias de uso, seguido por sete dias sem uso. Repita de três a cinco vezes,
para garantir a eliminação completa de parasitas ou bactérias. A repe­
tição do tratamento é essencial para interromper os ciclos reprodutivos
bacterianos. Ao repetir o tratamento ao menos três vezes, a eliminação
eficaz dos parasitas é garantida. Os benefícios da própolis é que não
tem efeitos colaterais, é bem tolerada e altamente eficaz.
Casca de Romã
A casca de rom ã contém um alcaloide conhecido como punici-
na, que é altam ente tóxica para m inhocas. É usado por decocção
da casca da raiz, caule ou fruta. A casca da raiz é preferível por­
que contém uma quantidade m aior de alcaloide do que a casca do
tronco. Esse alcaloide tam bém é altam ente tóxico para as tênias. A
decocção fria da casca da raiz, de preferência fresca, deve ser dada
em doses de ço m l a i8 o m l, três vezes ao dia (para adultos), com
intervalos de uma hora entre as doses. Deve-se tom ar um purgante
após a última dose. Para as crianças, a dose adequada é de 20ml a
6oml. Uma decocção é preferencialm ente usada para elim inar soli­
tárias (tênia, Taenia Solium ).
Cenouras
A cenoura é um outro rem édio caseiro eficaz para elim inar os
parasitas intestinais nas crianças. Os constituintes quím icos das
cenouras atacam as pragas, im pedindo seu desenvolvim ento. Um
dos tratamentos naturais mais eficientes para crianças é tom ar um
copo pequeno de cenouras raladas todos os dias até o problem a
ser eliminado.
Condimentos
As plantas de condimentos também são armas poderosas para uso
em nossa culinária diária. Desde os tempos antigos, a humanidade tem
330 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

usado essas plantas para controlar doenças parasitárias. Os itens abai­


xo são mais interessantes devido aos seus efeitos:
• Pimenta Caiena
• Canela
• Cravos da índia
• Páprica
• Pimenta
• Estragão
• Tomilho
• Cúrcuma

Obrigada Andreas e Miriam por compartilhar o que eu sei que será


muito esclarecedor, não somente para as famílias de crianças com autis­
mo, mas para as pessoas de todo mundo que sofrem dos sintomas mis­
teriosos relacionados às infecções parasitárias. Gostaria de compartilhar
um fato interessante sobre infecções parasitárias antes de passarmos para
Perguntas Frequentes sobre parasitas e o protocolo antiparasitário.
“Temos um grande problema com parasitas bem aqui nos EUA.
Só que não está sendo combatido.”5 - Doutor Peter Wina, Chefe de
Pato-Biologia no Instituto de Pesquisa Walter Reed Arm y em 1991. (0

problema existia em 1991, e com os parasitas modernos da globaliza­


ção sendo mais prevalentes do que nunca, eles continuam não sendo
combatidos.
Perguntas Frequentes Sobre Parasitas
Eu mostrei ao meu médico de família as fotos dos vermes
que encontramos. Ele acha que não são parasitas, apenas
muco. Como posso ter certeza?
Pode ser difícil identificar os parasitas e a m aior parte dos clíni­
cos gerais não é treinada para isso. Alguns pais têm sucesso com 0
veterinário local, que analisa as am ostras em seu consultório. Como
um teste rápido, pode-se jo gar água fervendo sobre a amostra. Se
dissolver, provavelm ente é biofilm e ou muco. Se resistir à lavagem,
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 337

provavelmente é parasita. Infelizm ente, sabe-se que a m aior parte


dos exames de fezes resulta em falsos negativos. Se for jogada água
quente nos parasitas, eles não dissolvem . O muco dissolve em qual­
quer água— seja ela quente ou fria.
O Controle Antiparasitário Kalcker pode ser feito duran­
te a gravidez?
Não. Não faça nenhum tipo de desintoxicação ou protocolo an­
tiparasitário enquanto estiver grávida ou am am entando. Qualquer
desintoxicação irá liberar toxinas na corrente sanguínea que pode­
riam impactar negativam ente o feto em desenvolvim ento ou o bebê
em fase de am am entação. Caso planeje engravidar, seria aconselhá­
vel fazer qualquer desintoxicação ou procedim ento de elim inação
de vermes antes da gestação.

Quando é apropriado interromper o controle antiparasi­


tário? Em outras palavras, toda criança neste protocolo pre­
cisa do CD e de outras partes do Protocolo Antiparasitário ou
existem algumas que só precisam do CD? Essa á uma questão
fundamental, já que esses protocolos estão juntos e nem toda
criança pode necessitar de ambos. Fizemos o Protocolo Anti­
parasitário e nunca expeli parasitas, então não tenho certeza
quanto ao meu filho.
Geralmente o Protocolo Antiparasitário é repetido por 12-18
meses, às vezes até menos do que isso. O mais im portante é se cer­
tificar de que não há ovos fertilizados que possam ser chocados pos­
teriormente. Como é m uito difícil saber se existem ovos restantes,
é importante concluir o tratam ento de 12-18 meses. O Protocolo
Antiparasitário é um protocolo com pleto e baseado em m uita pes­
quisa para assegurar os melhores resultados. O Protocolo A ntipa­
rasitário, juntam ente com o CD, tem se m ostrado um dos m étodos
mais eficazes para curar o autismo regressivo. Os parasitas são cí­
clicos e precisam ser tratados como tais. Você deve continuar com o
protocolo antiparasitário até mais nenhum parasita ser visto - seja
no comportamento ou, de fato, nas fezes.
338 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O que é o processo de toxificação de vermes no cérebro?


Ascaris lum bricoides (nem átodo), por exem plo, produz no
m ínim o cinco to xin as diferentes: M alond iald eíd o, am ónia, his-
tam ina, form ald eíd o e m orfina. O m alond ialdeíd o é responsável
pelo d esgaste oxidativo e é m u tagên ico .7A am ónia, que pode levar
à h iperam onem ia, pode ser responsável por convulsões, tremo­
res, m ovim entos repetid os para frente e para trás, má coordena­
ção, retardo do crescim ento, agressão, letargia e outros sintomas.
A com paração entre a h iperam onem ia e os sintom as conhecidos
com o autism o regressivo revela sem elhanças impressionantes.
A lgu n s estudos de lab o ratório m ostraram que o form aldeído afe­
ta os sistem as lin fático e h em atopoiético. A m orfina inibe as rea­
ções n ervosas e desacelera o peristaltism o in testinal. Ela também
im pede que o sistem a im unológico localize os parasitas e haja
para com batê-los. Por esse m otivo, m uitas vezes não se consegue
id en tificar os p arasitas. A pen as lo calizam o s os parasitas quanto
a infecção é aguda, não crônica. Isso se deve ao fato de as reações
IgE ou IgM serem alterad as pela m orfina. A histam ina pode levar
à inflam ação crônica no corpo.
Como família, esperamos fazer o CD e protocolos anti-
parasitários por algum tempo. Como saberemos quando pa­
rar? Devemos esperar por alguns meses até que nos certifi­
quemos de que não temos mais nenhum sintoma?
Fazemos o protocolo até a plena recuperação ser alcançada.
Estamos fazendo a dose oral plena de CD e o Controle
de Parasitas. Estamos vendo algumas mudanças incríveis,
mas não vemos os vermes. Estamos fazendo alguma coisa
errada?
O CD afeta os parasitas de diferentes tam anhos. Pode-se estar
elim inando os parasitas que não seriam detectáveis a olho nu ou os
nem átodos que são m uito pequenos e, por isso, difíceis de detectar
nas fezes.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 339

Por que meu filho tem tanta deficiência de vitaminas?


Em geral, a m aior parte das crianças com autism o tem d e fi­
ciência de vitam in as. Em prim eiro lugar, m uitos elem en tos p a to ­
gênicos se alim en tam de vitam in as que são do hospedeiro, e os
helmintos particu larm en te adoram B i2 e ferro. Já que m uitos de
nós, principalm ente aqueles que vivem em clim as frios, não to ­
mam sol o suficien te, som os d eficien tes em vitam in a D. O cálcio
é usado pelo corpo com o antagon ista para a in flam ação ácida.
Toda a acidez no corpo é com pensada pelo cálcio e, por isso, é g e ­
ralmente baixo nas crian ças do espectro. À m edida que as nossas
crianças vão se curando, essas d eficiên cias vão desaparecen d o e
ahomeostase retorna.

Eu acabei de dar mebendazol ao invés de pirantel esta


manhã. O que eu devo fazer?
Não se preocupe. Amanhã é um novo dia e você pode começar de
novo. Dê o mebendazol com a dose marcada para amanhã.

Não são alguns dos parasitas bons para nós e ajudam a


nossa imunidade e a cura do intestino?
Parasita é definido como um ser vivo dependente do hospedeiro
para sobrevivência, em detrimento do hospedeiro.
Para aqueles de vocês que continuam com o protocolo an­
tiparasitário na lua nova, quantos dias vocês o fazem? Agora
já se passaram 3 dias da lua nova.
Algumas pessoas tratam por um mês. O protocolo Kalcker em
si dura 18 dias. Cada fam ília tem de achar um protocolo ao qual se
ajuste. Algumas pessoas utilizam 0 m ebendazol 3 dias antes da lua
nova, no próprio dia e três dias após. Outras fam ílias utilizam rem é­
dios herbais nos dias de descanso. Caso se consulte com um profis­
sional de saúde, essa seria uma pergunta a ser feita. Cada criança é
única e tem necessidades diferentes no que se refere ao tratam ento
de parasitas.
3 40 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Porque os vermes vivos não são digeridos? Venenos?


Os helmintos vivos são protegidos por um muco glucosoide com
íons positivamente carregados que os torna resistentes ao ácido esto­
macal ou fluidos digestivos. Quando eles morrem, o muco se separa
do helminto, deixando-os abertos às enzimas digestivas. Muitas vezes
vemos o muco, assim como os helmintos, semidigeridos, nas fezes de
pessoas que utilizam o protocolo.
Todo mundo na família precisa fazer o protocolo an-
tiparasitário ao mesmo tempo? Com ou sem CD, enemas,
terra de diatomáceas, Rompepiedras/quebra pedras e
óleo de mamona? Minha filha (neurotípica) irá tomar as
drogas antiparasitárias, mebendazol e pamoato de pi-
rantel, mas não esses outros ingredientes do protocolo
antiparasitário.
Toda sua família precisa fazer o protocolo ao mesmo tempo, ou
corre-se o risco de reinfecção. Os membros neurotípicos da família de­
vem fazer o máximo do protocolo possível. Se alguém apenas irá tomar
os medicamentos, então, tudo bem. Entretanto, sinto que quanto mais
for feito, melhor.
Preciso separar a planta neem do CD?
Sim, eu dou a neem com comida, e a separo do CD por pelo menos
uma hora.
Se eu não vejo quaisquer vermes, isso significa que meu
filho não tem parasitas?
Só porque você não vê os parasitas, não necessariamente significa
que não haja nenhum. Por exemplo, Toxocara canis ou Toxocara cati,
que são muito comuns em nossos animais domésticos (e podem in­
fectar seres humanos como Toxocariasis), não são expelidos no bolo
fecal. Algumas famílias que fazem o protocolo não veem os vermes até
o sétimo mês.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 341

Em que medida o resto de nós precisa fazer o protocolo


CD? É a mesma medida que usamos para nossos filhos ASD?
E, é necessário fazer todo o Protocolo Antiparasitário ao lon­
go de todos os 12 meses? Existe algum atalho para pessoas
mais saudáveis?
Todos os membros da família, incluindo os animais, precisam es­
tar sob tratamento antiparasitário por um ano e, posteriormente, rea­
lizar uma manutenção vitalícia. Conforme mencionado antes, com os
membros neurotípicos da família, se faz o melhor que se pode, mas as
medicações antiparasitárias são cruciais para impedir a reinfecção.
A terra de diatomáceas é agregadora e, por isso, deve ser
dada distante dos alimentos, medicação e suplementos?
Não. Não é agregadora. Pode ser dada com ou sem comida e não
afeta a medicação ou suplementos.

Você tem que fazer o Protocolo para sempre mesmo que


esteja totalmente curado ou existe um plano de manutenção?
Quando a criança chega até onde se deseja, pode-se começar a tirar
algumas coisas. Então, aplicamos a dosagem de manutenção de CD;
uma dose às segundas-feiras e uma outra às quintas-feiras. Fazemos
0 Protocolo Antiparasitário por uma semana a cada três meses, pois
vivemos em um mundo de parasitas. É um bom remédio preventivo
para todas as pessoas. Á água do oceano também é boa para todos nós.
Consulte o Capítulo 13 (página 319) para ler o plano de manutenção
completo.
O CD mata os parasitas?
Sim. O CD mata amebas, Giardia lamblia, e outros parasitas me­
nores. O CD não mata os macroparasitas maiores devido à sua resis­
tência maior ao desgaste oxidativo.
Quando se pode iniciar o protocolo antiparasitário antes
de alcançar a dose total de CD?
A cura do autismo é uma maratona, não uma corrida de curta
duração. A questão é curar com a menor quantidade de agravo pos­
342 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

sível. Por isso, deve-se estar com a dose plena de CD antes de come
çar a acrescentar os enemas e banhos. Caso esteja vendo reações de
Herxheimer, então não comece ainda. Mas é claro que as pessoas de
vem julgar a situação e tomar suas próprias decisões.

Em que parte do intestino os helmintos vivem? Os ene-


mas de CD (300 ml) os alcançam?
Isso depende do tipo de helmintos. Há mais de 300 helmintos dife­
rentes, então eles podem estar em vários locais diferentes. Entretanto
a maior parte vive no intestino delgado. Alguns colocam ovos no reto
O tamanho da pessoa irá ditar que altura o enema irá alcançar.
Deve-se dizer aos seus filhos que eles têm vermes? De­
ve-se mostrar a eles? Eles ficam assustados? Meu filho se
interessa muito sobre tudo e faz 4.000 perguntas em um
dia. O que eu digo a ele?
Como lidar com essa situação é algo único e específico de cada fa­
mília. Não existe certo e errado aqui. Seguem abaixo algumas suges­
tões que recebemos de famílias que fazem o protocolo:
Não. Meu marido estava me contando uma história de
quando ele era criança sobre outra criança com quem os ou­
tros implicavam o tempo todo por ele ter vermes. Ele ainda
lembra disso. Então, não vou contar para os meusfilhos.
Meus filhos (idades 10 e 7 anos) sabem sobre os ver­
mes porque nós conversamos sobre sua doença de Lyme
e outros sintomas por um longo tempo. Acho que isso os
ajuda a entender por que eles ficam de mal humor ou do­
entes e porque os enemas ajudam. Mas acho que cada
criança é diferente. O risco é que as crianças talvez con­
tem isso para os amigos. Eu digo a elas que isso é uma
informação particular e que muita gente tem vermes, mas
algumas pessoas têm mais e ficam doentes por causa de­
les. E eu lhes contei até que a maior parte dos médicos não
sabe disso, mas aos poucos as pessoas estão aprendendo e
se defendendo mais conti'a isso e tendo uma alimentação
F
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 343

melhor, etc. Meus meninos gostam de ver os grandes e re­


gistrar os recordes. Eles gostam de mostrar os recordes
ao irmão. Acho que isso é coisa de meninos.
Eu tenho um filho de 10 anos e digo a ele que nós temos
parasitas. Eu não mostrei nada a ele. Eu peço que saia do
banheiro quando eu começo a investigar suas fezes.
Meu filho defecou e expeliu MUITOS vermes, lombrigas
e me refiro a centenas. Esse é apenas nosso segundo dia com
CD (1/2 Sota em 3 ° ml)> então ficou um pouco assustado.
Mais alguém começou dessa forma? Como aconteceu desse
momento em diante?
Eu vi isso várias vezes. Eu fico MUITO animada com isso. Todo
mundo tem autismo de forma um pouco diferente. Mas, se localizamos
os vermes cedo, em muitos casos, a recuperação começa cedo também.
Talvez esse seja o caso do seu filho.
Eu entendo que até alimentos orgânicos precisam ser la­
vados adequadamente. Qual a melhor forma de lavar minhas
frutas e legumes?
Os ovos de Ascaris são resistentes a UV e conseguem resistir a um
pH entre 2 e 11.5. Os ovos são mortos ao serem aquecidos até aproxi­
madamente 6o°C (i40°F). Borrife suas frutas e legumes com spray de
CD. 10 gotas por 30ml de água. Não precisa enxaguar.
Alguém observa um grande ímpeto de crescimento após
iniciar o protocolo antiparasitário?
Muitos pais relataram que seus filhos retomam o crescimento, as­
sim como 0 ganho de peso. Nenhuma surpresa real, levando em conta
que estamos recuperando 0 que os parasitas tiraram deles.
É necessário tratar de nossos animais domésticos se eles
estiverem tomando medicação para verme do coração?
Sim, a medicação para verme no coração não trata dos parasitas intes­
tinais, que podem infectar nossos filhos e a nós mesmos. Precisamos eli­
minar os parasitas de nossos animais domésticos, assim como os nossos.
3 44 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Colocamos “cáscara sagrada” no lugar do óleo de mamo­


na porque para meu filho e para mim é difícil tomar o óleo.
Posso fazer isso?
Cáscara sagrada não é a mesma coisa que óleo de mamona e não
faz parte do nosso protocolo. Uma solução alternativa é óleo de mamo­
na líquido ou comprar óleo de mamona em cápsulas gelatinosas. Serão
necessários muitos, mas isso realmente resolve o problema do gosto.
Meu filho está com muito Trichinella spiralis, que é um
nemátodo de carne vermelha ou de porco mal cozida. É raro
nos EUA, então, estou me perguntando como meu filho pe­
gou isso. Alguma ideia? Não damos carne mal cozida para as
crianças aqui e não comemos carne de porco.
Nesse m om ento não vem os uma relação entre Trichinella spi­
ralis e autism o. Pode ser uma infecção m ultiparasitária ou um diag­
nóstico errado. Além do protocolo padrão, seu filho pode precisar
de mais algum a coisa. Eu procuraria um m édico para a dosagem
apropriada e apenas se seu filho tiver um diagnóstico definitivo de
Trichinella spiralis.
Como sabemos se há parasitas no cérebro e o que pode­
mos fazer a respeito?
Os parasitas no cérebro são muito raros. (De acordo com o CDC,
a cisticercose é uma infecção parasitária do tecido, causada pelos
cistos larvais de tênia da carne de porco. Esses cistos larvais infec­
tam o cérebro, m úsculos ou outros tecidos e são uma grande causa
de convulsões na m aior parte dos países em desenvolvim ento. Uma
pessoa adquire a cisticercose ao ingerir ovos excretados por uma
pessoa que tenha tênia in te s tin a l.)6 As larvas podem ser vistas em
um exam e específico. M uitas pessoas supõem que o problem a que
causa transtornos com portam entais ou m entais deve estar locali­
zado no cérebro. Entretanto, o problem a provavelm ente existe em
outro lugar. Se o sangue contém toxinas, isso irá afetar o cérebro.
Por exem plo, se ingerir álcool dem ais, seu cérebro, sistem a nervo­
so, etc., será afetado, mas o problem a não é no cérebro em si. Nós
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 345

podemos pensar da m esm a form a sobre os parasitas. Os produtos


químicos que eles produzem terão efeitos no cérebro. Entretanto,
raramente os parasitas serão localizados ali.
Os parasitas causam autismo? Se esse é o caso, por que
não é toda criança com parasitas que tem autismo?
0 autismo regressivo vem sendo chamado de vacinose parasitá­
ria pelo Doutor Andreas Kalcker. Essa é uma reação cruzada entre a
criança com parasitas que recebe determinadas vacinas. É necessário
pesquisar mais um pouco para se ter uma resposta definitiva.
Por que os testes de laboratório normais não acham os
parasitas?
De forma geral, os testes laboratoriais precisam achar criaturas
ou ovos vivos. Os ovos só estão presentes em determinados dias do
mês, e mesmo nesses dias eles não estarão necessariamente presentes
em determinada amostra de fezes. Os vermes vivos são extremamente
raros nas fezes porque eles costumam ser eliminados apenas quando
morrem. Eles dificilmente são excretados nas fezes. Além disso, se eles
morrerem internamente, eles podem ser digeridos, no todo ou em par­
te, dentro de nossos corpos antes de serem expelidos.

Alguns laboratórios são melhores do que outros? Vale a


pena levar uma amostra de fezes ao veterinário mesmo que
eles enviem para outro lugar ou apenas se eles analisam as
fezes sob o microscópio?
Não descobrim os um laboratório que ache os parasitas de for­
ma consistente. M etam etrix™ identificou parasitas, mas em nossa
experiência e na experiência de fam ílias que eu ajudei, não d esco­
brimos um laboratório que fosse consistente. Só vale a pena levar
a amostra ao veterinário se ele fizer a identificação de parasitas via
microscópio.
Combantrin® está disponível em forma de comprimidos e
líquida. Qual forma é a melhor?
Eu detesto o líquido e nunca uso. Ele pode ter corantes e sabores
346 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

acrescentados. Caso não consiga achá-lo sem aditivos, eu usaria ape­


nas o mebendazol, ao invés de usar pirantel com aditivos.
Por que não há drogas sistêmicas no protocolo?
Elas não são necessárias nesse Protocolo. O tratamento dos parasi­
tas sem drogas sistêmicas é muito mais seguro e fácil para o corpo. Os
tratamentos sugeridos utilizando mebendazol e pamoato de pirantel
quase não são absorvidos pelo corpo, o que significa que não acrescen­
tamos mais toxinas a um corpo já sobrecarregado.
Quando é que uma criança precisa de drogas sistêmicas?
Essas drogas só são necessárias apenas para determinados
parasitas, como cisticercose, que é causada por tênias, ancilósto-
mo, Trichinella spiralis (do porco), ou outros helm intos difíceis de
m atar. Esses parasitas podem ser identificados por exame de san­
gue. O m édico pode prescrever rem édios sistêm icos, dependendo
da situação.
Devo começar na lua nova, se o comportamento do meu
filho declinar?
O Protocolo Antiparasitário Kalcker completo de 18 dias sempre
começa antes da lua cheia. Entretanto, alguns pais descobriram que,
tratando os parasitas por 3 dias durante a lua nova, eles estão aptos a
passar pela luva nova, assim como pela lua cheia, com pouquíssimos
problemas, ou nenhum.
Existe alguma época no calendário lunar quando é nor­
mal não existir vermes nas fezes? (Nós não encontramos ne­
nhum durante a lua nova).
Mais pesquisas são necessárias para que isso seja definitivamente
determinado.
Passo 3: Protocolo Antiparasitário Kalcker 347

Hero Guy dando uma olhadinha no Protocolo.


CAPITULO 9
PASSO 4 -
O U TR O S S U P LE M E N TO S

"Um dos primeiros deveres do médico


é orientar as massas a não tomarem rem édio."
— William Osler

naioria das famílias que seguiram o presente Protocolo e recupe-


aram suas crianças utilizou uma combinação destes suplementos
adicionais juntam ente com o CD. Cada combinação de suplemento é
completamente única, dependendo dos sintomas da criança, e como
a criança reage a cada intervenção. E se após a dieta, o Protocolo CD
completo e três Protocolos Antiparasitários Kalcker ainda estivermos
lidando com um diagnóstico de autismo, as famílias deverão começar
a adicionar os suplementos em seguida. Esta seção é sobre “negócios
inacabados”. Eu gosto de fazer três protocolos antiparasitários Kalcker
antes de adicionar suplementos porque os parasitas adoram suple­
mentos, especialmente a vitamina Bi2 e ferro.
Eu sinto que, quando suplementamos as deficiências em crianças
com infecções parasitárias subjacentes,essa prática pode resultar em
parasitas resistentes. Nós não estamos tornando a criança mais sau­
dável; nós estamos tornando os parasitas mais saudáveis e fortes. Se
uma suplementação significante faz pouco ou nada para alterar os va­
lores de laboratório em exames de sangue, urina e fezes, então é justo
dizer que temos uma falha em nossa abordagem. Os elementos pato­
gênicos e parasitas podem causar deficiências de vitaminas/minerais.
Se os destruímos, em vez de alimentá-los com a suplementação adicio­
nal, estaremos nos concentrando na causa principal dos sintomas que
Passo 4 - Outros Suplem entos 349

chamamos de autismo.
Quando voltei da nossa primeira visita médica do Defeat Autism
Now! (Derrote o Autismo Agora!), eu tinha milhares de dólares em su­
plementos que não sabia como usar. Continuamos indo a diferentes
médicos na esperança de encontrar o que tinha a resposta. Em certo
ponto, Patrick estava usando um protocolo prescrito e supervisiona­
do por um médico o qual determinava o uso de mais de 70 diferentes
suplementos por dia. Ele parecia pior durante todo o período de nove
meses durante 0 qual seguimos esse protocolo. Em retrospectiva, todos
aqueles anos de suplementação tornaram mais difícil a eliminação dos
patógenos de Patrick. É por isso que este protocolo está focado nos
excessos em vez de nas deficiências das crianças com um diagnóstico
de autismo. Se ao eliminar os excessos de vírus, bactérias, cândidas,
parasitas e metais pesados podemos ver uma redução nos sintomas co­
nhecidos como autismo, então, por fim conseguiremos alcançar a cura
completa.

Normalmente, quando novas famílias me procuram, elas me en­


viam uma lista de todos os suplementos que a criança está tomando.
Eu frequentemente vejo listas de mais de 30 suplementos que correm
0 risco de serem combinados de maneiras que podem acabar anulan­
do os seus efeitos. Por exemplo, os probióticos são dados pela manhã
com 0 café da manhã, ou GABA com alimentação. Ambos estão incor­
retos; probióticos são administrados sozinhos à noite, antes de dormir,
e GABA é sempre tomado sem alimentação. Se houver uma razão legí­
tima para um determinado suplemento, então deverá ser administra­
do da forma correta, ou será apenas excesso no corpo e mais estresse
sobre os órgãos de desintoxicação.

A seguinte lista de suplementos pode ser considerado após A Die­


ta, Água do mar, CD e três meses do Protocolo de Antiparasitário Kal-
cker (exceto probióticos e enzimas que podem começar no primeiro
dia). Este capítulo é para ser utilizado como ponto de partida para a
sua própria investigação sobre estes suplementos. Esta lista contém
referências e os sites utilizados nesta pesquisa com informações mais
pertinentes sobre os produtos.
3 50 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Probióticos
A grande maioria das famílias que recuperaram seus filhos com
o presente Protocolo usou o probiótico da marca THERALAC®. É um
probiótico, mais um probiótico em uma cápsula que pode resistir ao
ácido estomacal, o que o permite passar para o intestino delgado, onde
as bactérias benéficas são necessárias. O THERALAC® contém três lac­
tobacilos e duas cepas de bifidobactérias.
O parágrafo a seguir foi ligeiramente modificado a partir do site
www.theralac.com. onde você pode encontrar mais informações. P0r
favor, visite o site para obter detalhes sobre as referências contidas nos
textos.' Os dois parágrafos seguintes foram tirados de fontes diferen­
tes e ajudam a explicar os benefícios do THERALAC®, especificamente
para crianças no espectro.
Os probióticos são definidos como: “m icrorganism os vivos que,
quando adm inistrados em quantidades adequadas, conferem um
benefício à saúde do hospedeiro” (O rganização M undial da Saú­
de 2001). De acordo com a Associação Internacional de Probióti­
cos (AIP), os benefícios dos probióticos podem incluir redução da
diarreia causada por antibióticos e rotavírus, alívio de sintomas de
intolerância à lactose, alívio de sintom as de alim entos e alergias
de pele em crianças, redução de infecções recorrentes em ouvido e
bexiga, e outras indicações positivas.
Como o TH ERALAC pode beneficiar meu sistema imunológico?
Cinco cadeias probióticas de THERALAC® trabalham em unísso­
no para apoiar 0 sistema imune das mucosas na superfície intestinal;
sinais de ativação são então enviados para 0 sistema imune sistêmico
do organismo. Este é um processos suave e controlado pois as cepas de
THERALAC® são benéficas. Essencialmente, 0 sistema imunológico é
colocado em estado de alerta para que fique pronto para agir rapida­
mente se houver uma manifestação de microorganismos patogênicos.2
Muitas crianças com autismo têm problemas digestivos crônicos.
De fato, sintomas gastrointestinais em crianças autistas frequentemen­
te aparecem pela primeira vez em conjunto com as alterações iniciais
Passo 4 - Outros Suplem entos 351

jflocionais e comportamentais durante o aparecimento do autismo,


levando os pesquisadores a suspeitarem de uma conexão entre o cére-
bro e o instestino.3
Normalmente, as proteínas são digeridas por enzimas em fases;
rimeiro a peptídeos; em seguida, para componentes de aminoácidos
menores, que são absorvidos nos capilares sanguíneos na mucosa in­
testinal. Os peptídeos maiores são geralmente incapazes de atravessar
a barreira da membrana mucosa; quando conseguem, no entanto, po­
dem atuar como opióides que afetam neurotransmissores no cérebro,
causando comportamentos ou atividades anormais. Esses peptídeos
incompletamente digeridos - conhecidos como exorfinas casomorfi-
na e gluteomorfinas geralmente vêm de proteínas do leite, tais como
a caseína, ou a partir do trigo (glúten), e são estruturalmente seme­
lhantes à morfina. A formação de peptídeos em excesso no intestino
está possivelmente associada a atividade de enzima de baixa qualida­
de, ou de fornecimento insuficiente de enzimas necessário à “quebra”
molecular destes peptídeos. Então, se nós repararmos o desequilíbrio
de organismos bacterianos benéficos no intestino e o revestimento do
intestino, enquanto os agentes patogênicos causadores da desbiose são
eliminados, teremos a oportunidade de curar crianças com autismo. Os
probióticos podem ser utilizados para melhorar a qualidade da mucosa
intestinal.2
Além de auxiliar na reparação do revestimento do intestino e me­
lhorar a digestão, há também evidências de que probióticos podem aju­
dar com a desintoxicação de metais pesados, como o mercúrio tóxico.
O parágrafo a seguir foi retirado da apresentação “Biologia intesti­
nal e tratamento”, pelo Dr. Anju Usman:

A literatura emergente está mostrando o efeito benéfico dos


probióticos orais sobre os sintomas de humor e ansiedade. Em
um estudo duplo-cego, controlado por placebo em grupo ran-
domizado paralelo, o uso diário de probióticos reduziu o stress
psicológico5. Alguns estudos demonstraram o efeito ansiolítico
do uso de probióticos em pacientes com condições críticas.6 Dr.
352 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Vincent Young, da Universidade de Michigan (2009): “o ecos­


sistema intestinal precisa ser preservado; a mudança do ecossis­
tema através de estresses, tais como antibióticos, pode modifi­
car irreversivelmente o ecossistema, com efeitos deletérios”. Dr.
Young estudou os efeitos dos antibióticos sobre os micróbios em
nosso intestino. Ele descobriu que os ratos quando estão sob a
administração de antibióticos particularmente fortes dizimam
completamente toda a sua flora intestinal normal. Ainda mais
impressionante, espécies de clostridium e de fungos são então
capazes de crescer sem as bactérias para impedi-los.
Não há dúvida em minha mente de que os probióticos aju­
daram a colocar o intestino do meu filho em ordem novamente,
ajudaram a melhorar a minha própria saúde e a de milhares de
famílias de crianças no espectro. Os probióticos devem ser admi­
nistrados sem alimentação, exatamente antes de dormir. Desta
forma, eles têm toda a noite para proliferarem no intestino del­
gado, onde são necessários.
Nota especial para aqueles com PANDAS/PANS (Distúrbios
Autoimunes Neuropsiquiátricos Associados às infecções por Strepto-
coccus/Síndrome Neuropsiquiátrica Pediátrica Aguda): Recebemos
relatórios de acordo com os quais alguns portadores de PANDAS/
PANS e/ou crianças mais velhas estavam ficando violentas e tendo
mais comportamentos autolesivos enquanto tomavam probióticos. Es­
teja atento e preste atenção em qualquer mudança de comportamento
quando os probióticos forem acrescentados. Além disso, sabemos que
podemos precisar removê-los por determinado período de tempo!
Ácidos graxos Ômega-3 e Ômega-6
Os ácidos graxos Ômega-3 e Ômega-6 são ácidos graxos poliinsatu-
rados e são considerados essenciais. Os ácidos graxos essenciais devem
ser consumidos, pois seu corpo não pode produzi-los. Eles são impor­
tantes para o desenvolvimento do cérebro, funcionamento correto do
sistema imunológico, do sistema cardiovascular e para o metabolismo
normal. Os ácidos graxos Ômega-3 e Ômega-6 são comumente encon­
Passo 4 - Outros Suplem entos 353

trados na água do mar e óleos vegetais. Embora uma dieta saudável


muitas vezes forneça suprimentos adequados de ambos, a suplementa-
ção às vezes é necessária.
Os ácidos graxos Ômega-3 também ajudam a regular os níveis de
energia, assim como normalizam os níveis de açúcar no sangue. Eles
ajudam a melhorar a concentração e a disposição mental. O uso de su­
plementos de ácidos graxos Ômega-3 ajuda a lidar com a ansiedade,
problemas de humor e depressão. Eles são particularmente significati­
vos no tratamento do autismo. O corpo todo se beneficia da ingestão de
ácidos graxos Ômega-3; do desenvolvimento físico ao relaxamento, da
ansiedade ao nervosismo até o desenvolvimento das células cerebrais;
todos estes aspectos podem auxiliar no tratamento do autismo6. Os áci­
dos graxos Ômega-6 promovem o funcionamento saudável do cérebro
e ajudam com a pele e o crescimento do cabelo, o desenvolvimento dos
ossos e 0 metabolismo. Um equilíbrio saudável de ácidos graxos Ôme­
ga-3 e Ômega-6 promove a saúde do coração e minimiza a inflamação.
0 Ômega-6 também pode ser utilizado no tratamento de alergias, ecze­
ma, osteoporose e tensão pré-menstrual7.
Ao contrário dos ácidos graxos Ômega-3, o consumo excessivo de
ácidos graxos Ômega-6 pode ter efeitos negativos. Por conseguinte, 0
seu consumo deve ser monitorado. Ácidos graxos Ômega-6 em grandes
quantidades podem promover a inflamação no corpo que pode levar a
surtos de eczema, acne e a dores associadas à artrite. Recomenda-se
manter a proporção de 4: 1 de ácidos graxos Ômega-6 para Ômega-3.
Algumas pesquisas têm sido realizadas e sugerem melhorias na
saúde geral, cognição, padrões de sono, interações sociais e contato
visual quando as crianças no espectro estão sob a administração de
suplementos de ácidos graxos essenciais (AGE).8Além disso, outro es­
tudo mostrou os efeitos positivos dos AGE sobre a dispraxia (distúrbio
motor frequentemente associado a desafios cognitivos, comportamen-
tais e sociais). Os participantes mostraram melhora na leitura, escrita
e comportamento durante os períodos de tratamento9.
Eu, pessoalmente, descobri que gosto muito de ômegas da marca
3 54 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Suplementos YES™. O Dr. Brian Peskin postou alguns vídeos muito


informativos no YouTube que discutem os méritos de fontes veganas
de ômega em comparação ao ômega de origem animal. Veja por você
mesmo. Meu próprio filho e muitas outras crianças acostumaram-se a
tomar uma colher de sopa duas vezes por dia.
L-carnitina
A L-carnitina é um aminoácido essencial que promove níveis neu-
rais saudáveis de acetilcolina, um neurotransmissor importante que
ajuda a memória e a adequada função cerebral. Pesquisas sugerem
que deficiência em L-carnitina pode significar uma série de condições,
incluindo ME/CFS (síndrome de fadiga crônica), diabetes, mal de Al-
zheimer, demência e autismo.
A L-carnitina é composta por dois aminoácidos essenciais: me-
tionina e lisina. É produzida no fígado e nos rins e está presente na
maioria das células do corpo. É necessária para o bom metabolismo da
gordura e ajuda com a concentração mental e a produção de energia.
A L-carnitina transporta os ácidos graxos de cadeia longa através da
membrana mitocondrial para que eles possam ser metabolizados para
produzir energia.
Um ensaio clínico para estudo do uso da L-carnitina como possí­
vel terapia para o autismo demonstrou que as crianças que tomam a
L-carnitina tiveram melhoras em sua capacidade de se relacionar com
as pessoas, no uso do corpo, na adaptação à mudança, na reação ao que
escutam, na comunicação verbal, na sociabilidade, na consciência cog-
nitiva/sensorial e no comportamento fisico/saudável. Alguns artigos
podem ser úteis para melhor compreensão da importância deste ami­
noácido. Confira um artigo de Henke Schultz, “L-carnitine helps kids
with autism, study finds” (L-carnitina ajuda crianças com autismo, de
acordo com estudo), e outro por Emily Singer, “Defects in carnitine
metabolism may underlie autism” (Defeitos no metabolismo de carni-
tina pode ser a base do autismo).
A dose média para a L-carnitina é algo entre de 250-looom g por
dia com alimentação, dependendo do peso e reações.
Passo 4 - Outros Suplem entos 355

gaba

0 GABA (ácido gam a-am inobutírico) é um am inoácido e neu-


rotransmissor (um tipo de produto quím ico responsável pelo tran s­
porte de inform ações a partir de uma célula para outra.) É pro­
duzido naturalm ente pelo corpo, mas tam bém está am plam ente
disponível em form a de suplem ento. Os fabricantes alegam que os
suplementos de GABA podem ajudar a aum entar os níveis de GABA
do cérebro e, por sua vez, tratar ansiedade, stress, depressão e pro­
blemas de sono.
0 sistema GABA atua como uma espécie de filtro de informa­
ções para impedir que os nervos sejam excessivamente estimulados.
Suspeita-se de que este processo de filtragem seja comprometido em
muitas crianças autistas. O comprometimento do sistema GABA pode
sobrecarregar o cérebro com informações sensoriais, levando a mui­
tos dos traços de comportamento associados com o autismo. Também
acredita-se que o GABA desempenha um papel fundamental no desen­
volvimento inicial do cérebro.10
0 Gaba também está envolvido com a produção de endorfinas no
cérebro, o que nos mantém felizes e otimistas; o GABA pode reduzir
o estresse, aliviar a ansiedade e aumentar a capacidade de manter-se
alerta. O GABA pode ser útil para o comportamento, linguagem e pos­
sivelmente até na contenção de convulsões.
0 GABA é usado para o controle da atividade convulsiva e age
sobre os mesmos receptores que a droga Keppra®. O GABA também
é útil para a fala, ajuda a facilitar a linguagem em crianças não-ver­
bais e melhora a linguagem em crianças que estão começando a falar.
Se você estiver administrando GABA ao seu filho, o máximo é de
5.000 mg por dia, dividido em duas doses, uma de manhã e uma à noite,
sempre com estômago vazio. À noite, GABA pode ser dado 15 minutos
após a última dose de dióxido de cloro, com 0 seu probiótico. Eu come­
ço com 250 mg duas vezes por dia, uma de manhã e uma à noite. Então
eu passo a usar a dose diariamente ou a cada dois dias, se tudo estiver
bem. Se você observar sonolência ou irritabilidade, diminua a dosagem.
■330 ^uranao os sintom as Conhecidos como Autismo

5-HTP (5-hidroxitriptofano)
5-HTP, também conhecido como oxitriptano, é um aminoácido
que ocorre naturalmente. Trata-se de um precursor químico para os
neurotransmissores, serotonina e melatonina a partir de triptofano. 0
5-HTP funciona no cérebro e sistema nervoso central pelo aumento da
produção de serotonina. A serotonina pode afetar sono, apetite, tempe­
ratura, comportamento sexual e sensação de dor.
De Saving Eli: One Family’s Struggle (A luta de umafamilia) -
site de produtos de pesquisa em vitaminas:
Embora não se entenda claramente a razão, pesquisadores sabem
que os caminhos da serotonina no organismo são prejudicados
no autismo, contribuindo para distúrbios do sono e do humor.
O triptofano demonstrou ser útil, mas está proibido pela FDA
desde 1989. Observamos que o 5-HTP ajudou imensamente a
acalmar as birras e a aumentar a comunicação com nosso filho."

A 5-HTP é utilizada entre 50 mg e 200 mg, dividida em duas doses, de


manhã e à noite, administradas junto com alimentação. Eu já observei 0
efeito positivo sobre a atenção, foco, sono e ansiedade de crianças autistas.
L-teanina
L-teanina ou gama-glutamilethilamida ou 5-N-etil-glutamina é
um aminoácido comumente encontrado no chá. A teanina é capaz de
atravessar a barreira sangue-cérebro e está relacionada aos efeitos po­
sitivos sobre o humor, estresse e cognição.
O texto abaixo foi extraído do site da L-teanina12.
Muitas pessoas passam por estresse diariamente e estão
procurando formas naturais e seguras de lidar com isso. Por
milhares de anos tem sido sugerido que beber chá verde faz
com que fiquemos relaxados. Recentemente, este efeito de re­
laxamento foi comprovado e funciona por causa de um ami­
noácido chamado L-teanina, que é encontrado no chá. Uma
pesquisa clínica mostra que a ingestão de até 200 mg de L-te-
anina promove a criação de um neurotransmissor “anties-
Passo 4 - Outros Suplem entos 3 57

tresse” muito importante no cérebro chamado GABA ou ácido


gama-aminobutírico. Isto resulta em um estado mental rela­
xado, claro e alerta.

Quando usado em quantidades corretas de forma suplemen­


tar, a L-teanina poderá:

• Reduzir o estresse

• Reduzir tensão nervosa ocasional simples

• Promover o relaxamento sem causar sonolência

• Promover a clareza mental e o foco

• Promover o bom humor

• Promover a capacidade de ficar alerta

• Promover a aprendizagem e a memória

• Ajudar a prevenir tremores causados por cafeína

Eu descobri que quando podemos reduzir estes sintomas em


indivíduos com autismo, podemos obter uma melhora na fala,
na aprendizagem, no foco, na concentração e na atenção. A L-te­
anina é administrada com GABA ao acordar, e também pode ser
administrada ao deitar, se necessário, sempre sem alimentação.
Você pode utilizar até 200 ou 250 mg / dia.

Pycnogenol®
0 Pycnogenol® é um extrato de casca de pinheiro francês marítimo
que age como uma potente mistura de antioxidantes e funciona como
um anti-inflamatório natural, estimula a geração de colágeno e ácido
hialurônico e ajuda na dilatação natural dos vasos sanguíneos, auxi­
liando na produção de óxido nítrico.13
O Pycnogenol® não é um suplem ento que eu uso m uitas vezes
porque é um antioxidante e não pode ser com binado com dióxido
de cloro. No entanto, em algum as pessoas, revelou-se necessário
e útil para a fala e redução de convulsões. Deve ser adm inistrado
com alim entação pela m anhã num a dose entre 25 e 400 m g/dia,
dependendo da necessidade. Pycnogenol® pode não ser adequado
para crianças sensíveis aos fenóis.
358 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

L-carnosina
A L-carnosina é um dipeptídeo dos am inoácidos beta-alaninae
histidina. Encontra-se em alta concentração em tecidos musculares
e cerebrais.
Acredita-se que a L-carnosina estimula as áreas frontais do cé­
rebro, resultando em melhores níveis globais de funcionamento. A
cada dia mais pesquisas mostram que os lobos frontais e temporais
do cérebro controlam a emoção, atividade epiléptica e cognitiva, a lin­
guagem expressiva e o pensamento abstrato. Estudos têm mostrado
que a Carnosina melhora a linguagem, a socialização e o nível geral de
desempenho de indivíduos no espectro do autismo. Estudos também
demonstram que possui propriedades anticonvulsivas, sem os efeitos
colaterais das medicações contra convulsões.
Pesquisas indicam que a L-carnosina evita a formação da placa
amilóide beta, que é encontrada não só em doenças neurológicas como
Alzheimer, Parkinson e autismo, mas também nos olhos em doenças
degenerativas do olho e no pâncreas de diabéticos. Trata-se de um neu-
roprotetor, tendo um estudo provado que o seu uso reduziu a gravida­
de de dano em pacientes com acidente vascular cerebral.14
Chez e colaboradores descobriram que, após oito semanas de
L-carnosina, crianças tiveram melhoras estatisticamente significativas
na Escala Gilliam de Autismo (GARS). Eles relacionaram isto à capaci­
dade provável de a L-carnosina melhorar a função neurológica, talvez,
no córtex15 temporal ou região entorrinal. Esta melhora na função neu­
rológica levou muitas pessoas com quem trabalhei à fala.
Também já vi a L-carnosina ajudar a reduzir convulsões em algu­
mas crianças e aumentar a capacidade de linguagem em outras. É ad­
ministrada duas vezes por dia no café da manhã e no jantar a uma dose
de 200 a 400 mg, 2 vezes por dia. Caso haja hiperatividade, 0 suple­
mento deve ser removido.
Taurina
A taurina é um aminoácido, uma substância química que é uma
parte necessária para a formação das proteínas. A taurina é encontrada
Passo 4 - Outros Suplem entos 359

em grandes quantidades no cérebro, retina, coração e plaquetas. Pode


ser consumida através da ingestão de carne e peixe.
Autismo e Baixa quantidade de Taurina
“Você está perigosamente deficiente em Taurina”16 explora possí­
veis problemas associados à deficiência de taurina. Entre os problemas
observados no artigo está a relação entre autismo e níveis baixos de
taurina. No artigo, o médico Leonard Smith escreve sobre os benefícios
da taurina, alguns dos quais podem ser de interesse das pessoas que
lidam com distúrbios do autismo:
• Ajuda funções do cérebro e sistema nervoso
• Ajuda a eliminar toxinas

• Ajuda na estabilização do cérebro (pode ser eficaz no tratamen­


to de perturbações convulsivas)
A Taurina, como todos os aminoácidos, deve ser dada sem alimen­
tação. A dose máxima é entre 500 e 1.500 mg.
Dimetilglicina (DMG)
DMG, ou dimetilglicina, é um aminoácido que pode ser encontrado
em muitos alimentos comuns, como carnes (especialmente o fígado),
vários grãos e feijão. Tem sido classificado como um tipo de aminoáci­
do que está intimamente ligado à vitamina B.
Também há descobertas interessantes sobre o uso do suplemento
DMG para crianças com autismo. Devido ao fato de muitas crianças
autistas serem incapazes de tolerar contato visual, e algumas terem
problemas para formar frases completas, estudos investigaram se um
aumento no consumo de DMG poderia ajudar a aliviar muitos destes
problemas. Na verdade, o estudo descobriu que quando as crianças
com autismo estavam sob administração de suplemento DMG, elas fi­
caram menos frustradas e mostraram um aumento marcante na fala
e em suas habilidades cognitivas. Atualmente estes estudos ainda são
incipientes; portanto, outros estudos são necessários para determinar
quais efeitos a suplementação com DMG pode exercer sobre crianças
com autismo a longo prazo.
360 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Os parágrafos seguintes foram extraídos do Defeat Autism Now!,s


(Derrotando o Autismo Agora!)
Dimetilglicina (DMG) para o autismo
Por mais de 20 anos o ARI (Autism Research Institute - Ins­
tituto de Pesquisa do Autismo) recebe notícias sobre pais que têm
experimentado a DMG em seus filhos autistas. Em muitos casos,
notavelmente bons resultados foram observados, especialmente na
qualidade da fala. Em alguns casos, convulsões resistentes aos medi­
camentos foram estabilizadas pela DMG. (Veja artigo publicado no
New England Journal o f Medicine, 10-21-82, páginas 1081-1082).
Há uma extensa literatura envolvendo as pesquisas sobre os be­
nefícios de segurança e saúde por parte da utilização da DMG.
Muitos estudos têm demonstrado que a DMG aumenta a eficá­
cia do sistema imunológico, melhora o desempenho físico e atléti­
co dos seres humanos e de outros animais (cavalos de corrida, por
exemplo) e tem, sobretudo, uma grande variedade de efeitos benéfi­
cos. O uso é muito seguro. Eu nunca vi evidência de quaisquer efei­
tos tóxicos ou efeitos adversos significativos.
Muitos pais têm relatado que, dentro de poucos dias após ini­
ciar a suplementação com DMG, o comportamento da criança me­
lhorou visivelmente, um melhor contato visual foi feito, aumento na
tolerância à frustração, melhora na fala, um maior interesse e maior
habilidade em falar também foram observados.
A dose total de DMG é de 900 mg por dia, tomada sem alimentação
ao acordar. Entretanto, é melhor começar com uma dose mais baixa e
trabalhar lentamente até 900 mg por uma semana ou mais. Caso seja
observado um aumento da hiperatividade (que é raro), reduza a dose.
Se nenhuma melhora for observada durante de um mês, sugiro trocar
por trimetilglicina (TMG).

TMG -Trimetilglicina (betaína anidro)


A TMG (betaína anidro) é uma substância química que ocorre na­
turalmente no corpo e também pode ser encontrada em alimentos tais
Passo 4 - Outros Suplem entos 361

como beterraba, espinafre, cereais, frutos e vinho.


Como funciona?
Uma form a de betaína cham ada betaína anidro ajuda no m eta­
bolismo da hom ocisteína, um produto quím ico envolvido na função
normal de diversas partes do corpo, incluindo o sangue, os ossos,
os olhos, o coração, os nervos e o cérebro. A betaína anidro evita
o acúmulo de hom ocisteína, observado em pessoas que têm pro­
blemas com o m etabolism o desde que nasceram .19 Segue abaixo
uma publicação da Fundação Canadense de Autism o.20 Por favor,
visite o site...
www.autism.org
...para referências completas incluídas no texto.
Os benefícios de tomar DMG ou TMG compreendem desde mu­
danças de comportamento, redução das convulsões e redução dos com­
portamentos obsessivo-compulsivos até a melhora da fala. A DMG e
TMG têm sido relatadas por milhares de famílias devido ao grande be­
nefício que trazem para muitos indivíduos com autismo.
Pesquisas em seres humanos e animais de laboratório mostraram que
a DMG e TMG aumentam a eficácia do sistema imunológico. Algumas
crianças e adultos com autismo têm convulsões, e foram publicados relatos
de diminuição na atividade convulsiva como resultado da DMG. Um es­
tudo duplo-cego controlado por placebo pelos Doutores Shin-Siung Jung,
Bemard Rimland e Stephen M. Edelson, envolvendo 84 participantes, do­
cumentou uma diminuição significativa nos problemas comportamentais.
Deve destacado o fato de que algumas crianças toleram DMG, mas
não TMG. A TMG é dada ao acordar sem alimentação, em uma dose de
500mg. Se DMG não proporcionar melhoras na fala, então podemos
mudar para TMG.
PERGUNTAS FREQUENTES
Há momentos em que eu observo alimento não digerido
nas fezes do meu filho, o que me deixa particularmente pre­
ocupada. Ele nunca se queixa de dores no estômago. Mas eu
362 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

vejo alguns alimentos às vezes, especialmente caju. Devo me


preocupar com alguma enzima? Ou é melhor sem nenhuma.
Se precisar, de qual fabricante?
Eu amo enzimas. Kirkman tem uma com Isogest®, 851/180 é 0 nú­
mero, e é em amplo espectro. Além disso, Biofilme Defense® é ótimo
para dissolver o biofilme. Alguns pais (online) têm utilizado Ness® en­
zimas para alívio gástrico - fórmula #601 - com muito sucesso.

Como devo administrar THERALAC®?


O melhor momento para administrar probióticos é na hora de dormir.
O THERALAC® infantil é uma fórmula granular que pode ser polvilhada
no iogurte ou misturada suavemente e ainda obter os mesmos benefícios!
Então, como se administra? Recomendamos que seja dada um 1/4 de co­
lher de chá rasa, adicionando-a ao iogurte, creme de maçã ou alimentos
com uma consistência semelhante, e deixe descansar por um minuto. Isto
serve para manter os grânulos 0 mais próximo possível, permitindo que a
matriz de gel à prova de ácido se forme em torno do produto. Visite 0 site
THERALAC® para mais informações:
www.theralac.com/childrens-theralac.aspx
Passo 4 - Outros Suplem entos 363

Visão geral sobre a Dosagem dos Suplementos:

Estômago vazio (EV) ou


Supleoiento Dose Hora do Dia
com alimentação (CA)

Probióticos 1 cap Antes de dorm ir EV


ômega-3 / 1 colher Com qualquer
de sopa refeição 1-3x ao dia CA
Omega-6

250-1000 mg/dia Com qualquer


L-Carnitina refeição 1-3x ao dia CA

Até 2,500 mg Ao acordar e na


GABA 2x ao dia hora de dorm ir EV

5-HTP 50-200 mg Manhã e Noite CA


Até 200-250 mg Manhãs ou
L-teanina por dia manhãs e noites EV

25-40 mg/dia
Pycnogenol conferir necessidade Manhã CA

200-400 mg
L-carnosina 2x ao dia Manhã e Noite CA

Taurina 500-1500 mg/dia Manhã, meio-dia EV


e à noite

DMG 900 mg/dia Manhã EV

TMG 500 mg/dia Manhã EV

Enzimas 1 cap. às refeições Manhã, meio-dia


e à noite CA
CAPÍTULO 10
PASSO 5 - QUELAÇÃO

E
ntão, vamos dizer que já estamos bem adiantados no tratamen­
to: dieta completa, CD, protocolo antiparasitário de Kalcker e já
acrescentamos todos os suplementos de que a criança precisa; no e
tanto, e ela continua com autismo. A recuperação não é uma realida­
de... ainda! Neste ponto, é hora de considerarmos a quelação.
Por que usar a quelação para o autismo?
A quelação tornou-se muito popular no mundo do autismo cer­
ca de uma década atrás, quando as coisas estavam “pegando fogo” em
torno da conexão autismo/timerosal. Hoje, muitos de nossos filhos
ainda possuem toxicidade proveniente de metais. Os desafios de metal
(exames que mostram metais na urina) em qualquer uma das milhares
de crianças cujas famílias eu ajudei, mostram a mesma coisa - níveis
extremamente altos de mercúrio, chumbo, alumínio, bem como, por
vezes, estanho, cádmio e outros metais.

Estes metais pesados podem vir de diversas fontes, tais como:


• Q ueim a de carvão em usinas. De acordo com a EPA (Agên­
cia de Proteção Am biental), as usinas de energia que utili­
zam carvão nos Estados Unidos lançam cerca de 48 tonela­
das de m ercúrio ao ar a cada ano, sendo que mais da metade
desse m ercúrio cai nas proxim idades, em um raio de 8 km
da própria usina. Quando atinge a água, os microrganismos
o consom em e o convertem em uma substância chamada
metil m ercúrio.

• Água potável
• Nosso suprimento alimentar
Passo 5 - Quelação 365

. U tensílios de cozinha

. Desodorantes

. Produtos de beleza

. Am álgam as dentárias

. Vacinas, etc.

Sabemos que os m etais pesados acum ulam -se em diferentes


partes do corpo, incluindo órgãos, ossos, articulações e cérebro,
etc. A toxicidade do metal pode provocar inflam ação, m atar neurô­
nios, provocar m udanças com portam entais, afetar a tireoide e ou­
tras glândulas m estras, dim inuir a contagem de células T e causar
uma infinidade de outros sintom as. Além disso, uma nova pesquisa
mostra que o flúor na água potável faz com que o alum ínio que
ingerimos seja mais biodisponível. Com o foi relatado na revista
Brain Research (pesquisa do cérebro), a com binação de alum ínio e
fluoreto causa as m esm as alterações patológicas no tecido cerebral
encontradas em pacientes com A lzh eim er1.
Muitas crianças com autismo também são prejudicadas nos seus ciclos
de metilação. O resultado desta deficiência é uma incapacidade do corpo
de livrar-se do excesso de metais, prolongando assim a doença crônica.
0 que exatamente significa metilação?
Reações de metilação são as que envolvem a transferência de um
grupo metila de um composto para o outro. Ciclo de metilação é o
nome dado ao caminho bioquímico que contribui para uma variedade
de funções corporais essenciais, incluindo:
• Desintoxicação
• Função imune
• Manutenção do DNA
• Produção de energia
• Equilíbrio do humor
• Controle da inflamação
366 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Deficiências ou mutações no ciclo de metilação podem levar a pro­


blemas como:
• Sintomas do autismo
• Doença de Alzheimer
• Diabetes

• Alergias e Asma
Uma sobrecarga de toxinas (incluindo metais pesados) pode con­
tribuir para o comprometimento do ciclo de metilação, e se o ciclo de
metilação for deficiente, o corpo é incapaz de desintoxicar da forma
correta, criando dessa forma um círculo vicioso.
Precisamos ajudar os corpos de nossos filhos a se livrarem de seu
excesso de metais como parte do processo de cura. O Dr. Usman nos
mostrou que os metais pesados estão presentes no biofilme, e o Dr.
Klinghardt mostrou que a remoção do mercúrio pode estar diretamen­
te relacionada a uma redução nas infecções crônicas.2

Vamos expulsar esses metais!


O que exatamente é a quelação?
A quelação é um processo utilizado para expulsar os metais pe­
sados encontrados no corpo. Trata-se de um processo químico em
que uma substância (quelante) é usada para ligar moléculas, tais
como m etais ou m inerais, e segurá-las de modo que elas possam ser
rem ovidas do corpo.
Alguns dos quelantes m ais com uns usados no m undo do autis­
mo são:
EDTA (Ácido Etilenodiamino Tetra-Acético)
Este é um am inoácido que atrai chumbo, outros metais pesados
e alguns m inerais da corrente sanguínea e expele estes elementos
tóxicos na urina. O EDTA age rem ovendo o excesso de chumbo no
corpo, mas não é específico para o m ercúrio ou m etil mercúrio como
são o DM SA ou o DMPS. Pode ser tom ado por via oral, supositório
retal ou intravenosa.
Passo 5 - Quelação 367

DMSA (Ácido Dimercaptossuccínico)


Este é um remédio aprovado pela FDA, que pode ser usado em
crianças quando há suspeitas de toxicidade do chumbo; no entanto,
também pode ser eficaz na remoção de outros metais pesados, in­
cluindo mercúrio e arsênico. Pode ser tomado por via oral, transdér-
mica ou por supositório.
DMPS (Ácido Oimercapto Propanil-1 Sulfônico)
O DMPS é usado para remover o mercúrio do corpo. Ele pode ser
administrado por via intravenosa, intramuscular, subcutânea, trans-
dérmica ou supositórios.

Patrick teve prescrições de todos estes em diferentes momentos


de sua vida, e eu não posso dizer que vi resultados milagrosos duran­
te o tempo em que eu os usei. Entretanto, algumas famílias têm visto
resultados, e isso é algo que você deve conversar a respeito com o seu
médico. Depois de anos de utilização de agentes quelantes, e vendo ou­
tras famílias usando, eu optei por uma abordagem suave. Eu gosto de
usar dois produtos: banhos de argila bentonítica e Bio-Chelat™. Estes
produtos são suficientemente fortes para ajudar o corpo a se livrar de
metais pesados, mas não sobrecarregam o fígado e não provocam sin­
tomas de desintoxicação indesejáveis.
Sabendo-se agora que há metais no biofilme, deve-se focar não
apenas nos metais ou metais pesados, mas em todos os agentes pato­
gênicos no biofilme.

Banhos de Argila Bentonítica


Argila bentonítica é uma argila sedimentar composta de cinza vul­
cânica envelhecida. Bentonitas são mais amplamente conhecidas como
argilas utilizadas para desintoxicação, limpeza e extração de impure­
zas. São utilizadas em muitos produtos diários como a pasta de dentes,
antiácidos e cosméticos.
Os povos indígenas têm utilizado a argila bentonítica há séculos;
o Dr. Weston A. Price em seu livro “Nutrição e Degeneração Física”3,
afirmou que, quando estudou as dietas de tribos nativas, ele examinou
368 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

as suas bolsas. Entre as tribos examinadas no alto dos Andes, na África


Central e os aborígines da Austrália, o Dr. Price informou que algumas
bolsas continham bolas de argila de cinza vulcânica, e uma pequena
quantidade era dissolvida em água.
A bentonita é conhecida como “argila inchada.” Quando a argila
bentonítica absorve água e incha, ela estica como uma esponja. As to­
xinas são puxadas para dentro destes espaços através de uma atração e
ligação elétricas. Na verdade, de acordo com o Canadian Journal of Mi­
crobiology (Revista Canadense de Microbiologia), a argila bentonítica
pode absorver os virus patogênicos, bem como herbicidas e pesticidas.5
Um dos meus produtos favoritos é o Even Better Now® disponível em:
www.evenbetternow.com
“Aargila EBN® Cleansing é 100% de argilabentonítica de sódio
puro, que tem maior capacidade de troca catiônica (CTC de 98-107
m eq/ioog) do que qualquer argila de banho disponível no mer­
cado que nós testamos. Esta argila tem uma alta pureza bentoní­
tica de sódio, extraída de forma seletiva, e consiste de partículas
micronizadas que compõem um pó muito leve. A argila EBN® é
100% pura, hipoalergênica e isenta de vírus, bactérias, leveduras
e mofo, e tem uma alta capacidade de troca catiônica”.
Existem outras argilas de qualidade no mercado, mas a EBN® testa
cada lote para garantir que não há metais pesados. Não! Eu não recebo
ganho financeiro dessa empresa.
Bio-Chelat™
Outro produto que eu gosto para uma quelação suave (sutil e lenta)
é o Bio-Chelat™. Este é um produto alemão que contém uma quanti­
dade mínima de EDTA ,e é aprovado pela FDA como uma substância
alimentar. De acordo com um ensaio clínico realizado na Alemanha:

O valor terapêutico do Bio-Chelat ™, no contexto de outros


agentes quelantes que se encontram atualmente no mercado, é
descrito a seguir: agentes quelantes funcionam relativamente rá­
pido, mas também são muito fortes com uma lavagem relativa-
Passo 5 - Quelação 369

mente elevada de elementos importantes e um grau elevado de


efeitos colaterais específicos. O Bio-Chelat™ funciona de forma
muito mais suave do que a maioria dos quelantes mais comuns.
Embora durante o tratamento uma diminuição significativa
do metal pesado de carga iônica no corpo tenha sido observada,
isso é feito sem perturbar muito as relações entre os elementos
minerais. A redução do zinco deve ser olhada com cautela e pode
ser facilmente corrigida durante o tratamento.5
Eu vi mudanças muito positivas em muitas das crianças que acres­
centaram nos banhos de argila o bentonite, Bio-Chelat™, ou ambos.
Tal como acontece com qualquer outra intervenção, adicione-os sepa­
radamente, observando atentamente o seu filho. Mantenha um regis­
tro de quaisquer mudanças, progresso ou reações que você observar.
Mesmo que você não note nada imediatamente, eu continuaria a usar
os produtos por no mínimo três meses. Novamente, uma vez que eles
trabalham de forma SUTIL e LENTA, as mudanças podem não ser evi­
dentes no início, mas isso não significa que eles não estão ajudando a
curar o corpo do seu filho.
Eu uso os banhos de CD a cada dois dias e, em seguida, duas vezes
por semana eu faço banhos de argila bentonítica. Eu não faço o banho
de CD e o banho de argila bentonítica no mesmo dia. Eu os intercalo
entre o início e o fim do dia nos fins de semana.
Três dias ou mais depois, adicionamos o Bio-Chelat ™. Mais uma
vez, siga as instruções da embalagem, e você deve sempre começar
devagar e ir aumentando aos poucos. Como o Bio-Chelat ™ não al­
tera o CD, as gotas podem ser adicionadas em uma dose única de
CD. Além disso, já que as gotas não têm sabor, pode-se adicioná-las à
água ou a qualquer outra bebida que a criança consome normalmente
ao longo do dia.
Erros comuns na quelação:
Análise de urina não provocada (incontestada):
Muitas famílias fazem análise de urina para ver se há metais pe­
sados presentes. Se você não fizer uma quelação (oral ou intravenosa),
370 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

você não conseguirá enxergar que tipos de metais estão realmente pre­
sentes no corpo da criança. Simplesmente porque os metais não apa­
recem na urina, não significa que eles não estejam presentes nos ossos,
no trato intestinal, no cérebro, órgãos, etc. Se nós não fizermos qual­
quer tipo de provocação na urina, o resultado será um falso negativo,
levando a família a acreditar que seu filho não apresenta toxicidade de
metal quando, na verdade, apresenta. Banhos de argila bentonítica e
Bio-Chelat™ são suaves o bastante para não causarem nenhum dano à
criança (que apresenta toxicidade do metal ou não), mas podem ajudar
muito a reduzir a carga de metais pesados, bem como outras toxinas
presentes no corpo.
Curando o intestino antes de começar a quelação:
Um médico me disse uma vez que teríamos que curar o intestino
antes de podermos iniciar o processo de quelação. No entanto, em re­
lação às crianças que eu vi se recuperarem, provavelmente até o último
mês antes da recuperação, os seus intestinos ainda não estavam em
perfeitas condições. Por exemplo, uma das meninas que se recupera­
ram continuava a sofrer de constipação 30 dias antes de ter 0 diagnós­
tico de autismo cancelado. Entretanto, nesse período, algo começou a
acontecer e o seu intestino se normalizou, e em 30 dias ela não tinha
mais o diagnóstico de autismo.
Basicamente estamos curando o intestino quando estamos fazendo
uso de quelantes, assim como também estamos curando todo 0 resto.
Tudo isso é parte de um mesmo quebra-cabeça. Eu nunca colocaria
a quelação antes dos protocolos de CD ou do protocolo antiparasitá-
rio. No entanto, faz parte de nossa caminhada encarar o fato de que a
criança pode não estar recuperada depois dessas outras abordagens.
Em algum momento depois que tivermos introduzido o CD, a água do
oceano, o protocolo antiparasitário e alguns suplementos, poderemos
adicionar os quelantes. Não é dessa forma:”Oh, vamos falar sobre isso
daqui alguns anos.” Nós queremos que as nossas crianças se recupe­
rem em menos tempo. É como uma maratona: mantemos o ritmo,
nunca perdemos a cabeça ou avançamos o ritmo.
Passo 5 - Quelação 371

Não fazer a quelação durante constipação:


Se a criança sofre de prisão de ventre, é realmente importante fazer
com que o seu intestino funcione quando estamos usando quelantes.
Existem algumas boas opções para nós nesse sentido. Eu descobri que
a opção mais eficaz é o uso de enemas de CD. Se seu filho não está ten­
do um funcionamento diário do intestino, eu lhe aplicaria um enema
uma vez por dia. Se você realmente não pode fazer enemas, coloque a
criança em um banho de CD. Estamos descobrindo que 50 a 100 gotas
em uma banheira têm permitido que as crianças, que anteriormente
tinham constipação, tenham movimentos intestinais regulares.
Existem algumas crianças/adultos que fazem o protocolo que se
recusam a fazer enemas, ou seus pais jam ais fariam. Seja qual for a sua
situação, temos que fazer esses intestinos voltarem a funcionar. Neste
caso, colocamos de 50 a 100 gotas na água do banho junto com a sua
dose máxima oral diária. O resultado é que o intestino dessas crianças
volta a funcionar regularmente. Essa é uma maneira de não interrom­
permos 0 tratamento e continuarmos com a quelação. É muito impor­
tante ter uma defecação diária com qualquer tipo de quelação, caso
contrário as toxinas são simplesmente reabsorvidas através da parede
intestinal, sejam elas metais pesados ou outros patógenos.
A quelação intravenosa não é o único meio para curar o
autismo:
Eu acho que em algum momento entre 2006-2008, estávamos
todos muito focados na questão dos metais pesados como causa do
autismo porque havia mercúrio/timerosal nas vacinas. Nós tínhamos
que tirar 0 mercúrio de dentro de nossas crianças. Bem, parte do pro­
blema é que elas não estavam se desintoxicando. Como mencionado
antes, ciclos de metilação são deficientes em crianças no espectro. Eu
conheci uma jovem cujos pais eram ambos médicos alopatas e eles re­
almente acreditavam, assim como nós, que os metais pesados eram o
problema do autismo. Se conseguíssemos eliminar os metais pesados,
curaríamos o autismo. Os pais fizeram 122 quelações intravenosas e
seus filhos nunca melhoram. Neste momento, eu perdi o contato com
372 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

eles, mas estas são coisas que temos de aprender ao longo do caminho,
Agora eu sei que NÃO é apenas a quelação, e porque os metais NÃO
são a única peça importante. Todas as peças desempenham um papel
e provavelmente interagem entre si, causando o autismo em nossos
filhos. Há uma relação simbiótica entre os vírus, bactérias, parasitas e
cândidas que existem no biofilme. Já que que o CD quebra o biofilmee
mata os agentes patogênicos que vivem nele, bem como neutraliza os
metais pesados, passa a ser uma ferramenta muito poderosa para nós.
Fazendo um exame de sangue para identificar metais pe­
sados:
De um modo geral, após três dias com metais pesados entrando na
corrente sanguínea, o corpo irá depositar os metais pesados nos teci­
dos, órgãos, e por fim, nos ossos. Por esta razão, um exame de sangue
não é o melhor lugar para procurar os metais pesados em crianças com
autismo. A não ser que a criança tenha sido muito recentemente ex­
posta a metais pesados, não conseguiríamos ver os níveis elevados de
metais pesados através de uma análise sanguínea.
Os artigos no fim deste livro (apêndices 13 e 14) irão esclarecer melhor
porque a quelação pode ser tão importante para os nossos filhos no espectro.
Luca
CAPITULO 11
PASSO 6 -
T E R A P IA H IP E R B Á R IC A
por Bob Sands (Introdução pela Dra. Beatrice Golomb)

"Com o o oxigênio é para os pulm ões, assim


é a esperança para o sentido da vida."

— E m il Brunner

ivemos sorte o suficiente por ter o incrível Bob Sands como oau-
tor deste capítulo sobre terapia hiperbárica, explicando sua im­
portância na cicatrização das ASD (do inglês A u t is m S p e c tr u m Disor-

d ers - Doenças do Espectro do Autismo).

Nota: Ao longo desta seção do livro, o autor, Robert Lyne-Sands,


usa os nomes verdadeiros das pessoas com quem ele entrou emconta­
to. Em alguns casos, com a permissão delas, em outros, não. A precisão
das citações, as opiniões expressas neste capítulo, e os nomes usados
são de exclusiva responsabilidade de Robert Lyne-Sands. Foi tomado
um grande cuidado para se permanecer dentro dos limites da integri­
dade e prática jornalística atual.

Robert Lyne-Sands escreveu o livro O X Y G E N : T h e f i r s t medicine,

V o lu m e i C Â N C E R (OXIGÊNIO: O primeiro medicamento, Volumei


CÂNCER).
Passo 6 - Terapia Hiperbárica 375

Robert Lyne-Sands, autor da seção Terapia Hiperbárica do livro, com


uma de suas jovens pacientes, preparando-se para uma sessão.
3 76 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Robert Sands é um dos cinco fabricantes licenciados de m áquinas de


HBOT (do inglês, Hyperbaric O xygen Therapy - oxigenoterapia hiper-
bárica) nos EUA, com vasta experiência em clínicas de tratamento hi-
perbárico, cuja experiência será de excepcional ajuda para este projeto.
Ele projetou e fabricou m áquinas de HBOT para os EUA, Austrália, Grã-
-Bretanha, Tailândia, e muitos outros países, seja para uso naval/militar,
uso em m ergulho civil ou uso médico. Ele tem o entendim ento teórico
da terapia HBOT, que deriva do seu envolvim ento íntimo no processo
de concepção e fabricação dessas máquinas. Tem também uma experi­
ência resultante da adm inistração de um conjunto de centros de HBOT,
tendo supervisionando pessoalm ente mais de 20.000 horas de sessões
de oxigenoterapia hiperbárica durante 35 anos.
— Dra. Beatrice Golomb
Médica, PhD e Professora de Medicina - UCSD/2011

Beatrice Alexandra Golomb, médica, PhD (Pesquisadora Principal) é sin­


gularmente qualificada para liderar este estudo. Ela tem experiência em
GWI (do inglês Gulf War Illness - Doença da Guerra do Golfo), incluindo a
autoria de quatro relatórios da RAND (Research and Developm ent - orga­
nização sem fins lucrativos que desenvolve pesquisas para apoiar o setor
público) relacionados com o GWI29-31 e trabalhos da literatura científica.
Ela é membro, desde a sua criação, do Departm ent o f Veterans Affairs Re­
search Advisory Committee on Gulf War Veterans' Illnesses, e trabalhou
com o Diretora Científica desse comitê. Com o uma especialista em medi­
cina interna licenciada, ela é uma médica de cuidados primários para um
grupo de cerca de 280 veteranos, inclusive GWV (do inglês Gulf War Veter­
ans - Veteranos da Guerra do Golfo), no VA San Diego Healthcare Center.

Recentemente, procurei a resposta para algo que estava me con­


fundindo. Meu amigo, o Dr. Bernard Gunter, é um psicólogo respeita­
do e reconhecido que está na casa dos oitenta anos e, se alguém sabena
a resposta, esse alguém seria Bernard.
Passo 6 - Terapia Hiperbárica 377

«Será que Deus, o Grande Espírito no Céu, o Universo ou qualquer


divindade invisível que você cultue lhe dá liberdade para escolhas pes­
soais ou é tudo predestinado?”
Os olhos de Bernard brilharam. Ele nunca tinha pressa para res­
ponder uma pergunta. Na minha mente, o Dr. Bernard Gunter é uma
espécie de versão americana do Dalai Lama.
Ele pensou por um momento, escolhendo suas palavras com cui­
dado, e, em seguida, respondeu: “Engraçado você perguntar isso — há
alguns dias atrás eu estava conversando com Eckhart Tolle e lhe fiz a
mesma pergunta. Tolle respondeu: ‘Deus permite que você pense que
tem livre arbítrio e livre escolha - e, de um modo geral, você tem. No
entanto, o mapa para você está estabelecido de antemão’.”
Bem como eu suspeitava.
Pr. Bernard Rimland, Kerri Rivera, e a mão de Deus.
Em 20 de janeiro de 2006, uma mulher alta e deslumbrante entrou
na minha clínica em San Diego; seu nome era Kerri Rivera. Ela tinha
trazido seu pequeno filho de cinco anos e meio, Patrick, em uma lon­
ga jornada partindo do México para fazer oxigenoterapia hiperbárica.
Aquele pequeno rapaz era absolutamente lindo, mas tinha um olhar
vago e não fez nenhum contato visual com qualquer adulto, raramente
0 fazia até mesmo com a sua mãe. Diariamente, Patrick passava um
tempo na câmara.
Kerri me explicou que o Patrick teve um desenvolvimento normal
durante os dois primeiros anos de sua vida quase que completos. En­
tão, cumprindo as regras de vacinação, Patrick recebeu as vacinas DTP
[difteria, tétano e coqueluche), HepB (hepatite B), e Influenza B (pen-
tavalente) no mesmo dia. Patrick entrou em um estado de zumbi com­
pleto após as injeções. Quando a Kerri chegou a San Diego, ela já tinha
feito sua lição de casa. Pôs a culpa nas vacinas e já tinha assumido para
si a tarefa de curar seu filho.

Depois de sua própria experiência com 0 autismo, Kerri queria


ajudar as pessoas, e ela já estava fazendo o protocolo DAN! (do inglês
378 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

DefeatAutism Now! - Derrote o Autismo Agora!) etc., assim conto o


Dr. Rimland tem feito tanto pelas crianças e ela tinha muito respeito e
admiração por ele e pelo seu trabalho.
Um dia, cheguei à clínica e lhe disse: “Vamos almoçar com o Bernie
amanhã. Arrume uma babá”. Na hora, totalmente surpreendida, ela
disse: “Ai meu Deus, sim, mas eu não tenho nada para vestir!”

“Confie em mim, o que você está vestindo serve perfeitamente”


Maravilhada, Kerri correu para comprar algumas roupas finas — ela é
no fim das contas, uma mulher nascida em Chicago. No dia seguinte
estávamos sentados com Bernie e sua esposa Gloria em um pequeno e
exótico restaurante, o Green Tomato. Se o leitor quiser visualizar esse
dia, vá ao computador e procure por Bernie na Wikipédia, lá você verá
Kerri em seu terno preto de negócios (http://en.wikipedia.org/wiki/
Bernard_Rimland).
Durante o almoço, Bernie e Kerri tiveram uma conexão imediata.
Nenhum de nós na mesa sabia que Bernie estava sofrendo de câncer
e que tinha menos de um ano de vida. Dirigindo pela curta distância
de volta para a minha clínica, comentei com Kerri que eu suspeitava
que ela estava prestes a se tornar uma cientista, e não mais apenas
uma esposa troféu. “Tenha cuidado”, eu lhe avisei: “o manto de Bernie
Rimland vai pesar sobre os seus ombros”.
Kerri virou o rosto para mim e disse: “Eu vou carregar esse manto
de bom grado e com honra”.
Depois de alguns dias, Bernie me disse que achava que a Kerri tinha
o necessário para carregar a tocha adiante e ajudar as famílias a cura­
rem suas crianças com autismo. Eu me encontrei com Bernie muitas
vezes nos nove meses seguintes. Ele vinha à clínica para tratamentos
hiperbáricos regulares, pois isso aliviava a sua dor oriunda do câncer.
Pouco antes de sua morte, ele me disse: “Não vou morrer antes de ter
encontrado a causa do autismo e o derrotar”. No entanto, ele morreu
em 21 de novembro de 2006, com 78 anos de idade.
Enquanto eu me dirigia ao túmulo do Bernie, imaginei que mui­
tas, muitas pessoas estariam acompanhando o funeral também, com
Passo 6 - Terapia Hiperbárica 379

algumas centenas de pessoas, ou mesmo milhares, se amontoando no


cem itérí°> em algo parecido com o que foi o funeral de Giuseppe Ver-
di em 1901, onde 200.000 pessoas se reuniram. No seu túmulo, os
milhares de enlutados espontaneamente vieram a cantar o Coro dos
Escravos Hebreus da sua Opera Nabucco.
Fiquei chocado ao chegar lá. Provavelmente, algo em torno de trin­
ta cuidadores de crianças com autismo choravam no enterro junto com
Gloria e os três filhos de Bernie. ONDE ESTAVAM TODAS AS PESSO-
ASj AS MÃES E PAIS, OS PESQUISADORES E CIENTISTAS? Perguntei
a mim mesmo. Foi o meu primeiro funeral judaico, e eu acho que o som
da pá cheia de terra que eu joguei em seu caixão simples me fez olhar
para 0 céu e perguntar: “Deus, onde está você agora?”.
Dirigi para casa, com a vista embaçada pelas lágrimas e com gran­
de infelicidade no meu coração, parando apenas para comprar duas
garrafas de vinho fino para brindar ao Bernie. Eu sabia que uma gar­
rafa não seria o suficiente. Chegando em casa, encontrei a taça de cris­
tal que minha mãe tinha deixado para mim, enchi-a e coloquei para
tocar a música Morningside, de Neil Diamond, uma vez atrás da outra
e, cada vez que ela tocava novamente, tomava mais uma taça, e a levan­
tava bem alto em homenagem ao Bernie:

M o rn in g s id e
O ve lh o h o m e m m o rre u
E n in g u é m c h o ro u
E le s s im p le s m e n te se afastaram

E q u a n d o e le m o rre u
E le d e ix o u um a m esa feita d e p r e g o s e o rg u lh o
E, co m as m ãos,
E le e s c u lp iu e sta s p a la vra s p o r d e n tro
‘Para os m e u s filh o s '

Lu z da m anhã
B rilh a n te m anhã
P a sse i a n o ite
C o m s o n h o s q u e lhe fariam c h o ra r
H o ra d o a m a n h e ce r
380 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

L a v e to d a a tris te z a
D e s s e s o lh o s m e u s
P o is r e c o r d o as p a la v r a s g ra v a d a s p o r um v e lh o h o m e m
'P a ra o s meus f ilh o s '

E as p e r n a s fo ra m m o ld a d a s c o m as m ã o s
E a p a r te s u p e r io r fe ita d e m a d e ira d e c a rv a lh o
E o s filh o s
Q u e s e n ta v a m e m to r n o d e s t a g r a n d e m e sa
T o c a v a m -n a c o m su a s risa d a s
A h , e is s o era b o m
M o r n in g s id e
U m v e lh o h o m e m m o rre u
E n in g u é m c h o ro u
E le c e r t a m e n t e m o rre u s o z in h o
E a v e r d a d e é triste
P o is n e m um a c ria n ç a iria r e iv in d ic a r o p r e s e n t e q u e e le tinha
A s p a la v ra s q u e e le e s c u lp iu t o rn a ra m -s e s e u e p it á fio
'P a ra o s m e u s f ilh o s '

Na verdade, enquanto estou sentado aqui escrevendo isso fico pon­


do para tocar a melodia do Diamond e ouvindo suas palavras, que fa­
zem o meu coração inchar e meus olhos se encherem de lágrimas.
Na manhã seguinte após o funeral de Bernie, de ressaca e miserá­
vel, eu pensava: será que meu querido amigo Bernie morreu achando
que havia falhado? Duvido disso agora, porque ele passou seu manto
para que fosse continuada a busca pela cura sem medo, sem a necessi­
dade de elogios e recompensas, e fez isso com integridade. Eu não sa­
bia, mas antes de seu falecimento, Bernie e Kerri estavam em contato.
Ele tinha dado a ela permissão para traduzir o seu Protocolo Defeat
Autism Now! para o espanhol, a outra língua de Kerri, bem como lhe
havia atribuído outras tarefas.
Relembrando, agora vejo a mão de Deus em ação — e tudo come­
çou naquela tarde no Green Tomato. Por isso a minha pergunta ao meu
amigo sobre livre arbítrio versus predestinação justo no início de mi­
nhas anotações nesta seção.
Passo 6 - Terapia Hiperbárica 381

Sobrecarga do cérebro e dedos congelados


Na época, quando Kerri me pediu para escrever esta seção do seu
livro sobre oxigenoterapia hiperbárica e tratamento de criança com ne-
ceSsidades especiais, minha mente ficou sobrecarregada. Por quê? Ker­
ri foi (na minha opinião e na opinião de muitas outras pessoas) a mais
eficiente e eficaz cientista na área da saúde, com uma alta taxa de nor­
malização dessas crianças com necessidades especiais (autismo, etc.).
Com seu próprio centro de oxigênio hiperbárico com qualidade hospi­
talar, Kerri tinha o conhecimento, em primeira mão, de que para nor­
malizar uma pessoa tão afligida seria necessário muito mais do que
algumas sessões em uma câmara de oxigênio ou alguma solução rápida
e simples de uma indústria farmacêutica.
Meu cérebro apitou como um trem expresso correndo através de um
túnel. Pensei nas dezenas de crianças que a oxigenoterapia hiperbárica tem
ajudado nos meus diferentes centros. Algumas dessas crianças estavam tão
gravemente feridas que repetidamente socavam suas próprias cabeças, ou
mordiam seus próprios pulsos. Estou lembrando do Marco enquanto es­
crevo isso. Dez anos mais tarde, ele ainda se bate. Num caso claro de dano
irreparável por uso de timerosal na vacinação; normal até os três anos, seus
pais ganharam um processo multimilionário contra a empresa farmacêuti­
ca Big PHARMA. Têm ocorrido alguns progressos ao longo dos anos, mas
sempre será necessária muita atenção em cima dele.
Lembro-me de outro pequeno rapaz: um menino bonito e de sor­
riso articulado de aproximadamente 12 anos de idade chamado Chase.
Após conhecer ele e seus pais, você nunca imaginaria que ele tinha
autismo ou TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperativi-
dade). Chase era um “corredor”. Quando o seu tratamento na câmara
acabava, ele rapidamente desaparecia pelas portas da clínica. Eventu­
almente, Chase era trazido de volta para baixo por uma das enfermei­
ras do andar de cima. “Chase” (perseguir, em inglês) por nome e per­
seguido por natureza.

Após uma dessas sessões na câmara, ele saiu em disparada e entrou


no banheiro da clínica. Eu estava sentado junto aos controles quando ele
382 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

voltou. Chase subiu se apoiando no meu joelho e disse: “Eu te amo, Bob”
e passou as mãos no meu rosto. Pelo terrível cheiro que senti, percebi
no mesmo instante o que estava no meu rosto e nos meus lábios. Chase
usou as mãos em vez de papel higiênico, e não usou a pia ao sair.
“Oh, meu Deus”, disse sua mãe, horrorizada: “Ele pegou você. Eu
sinto muitíssimo. É uma de suas piadas favoritas”.
Eu disse: “Não se preocupe. Eu já comi e provei isso de várias for­
mas durante a maior parte da minha vida.” Assim, sempre que ouço
alguém dizer: “Sands não é médico, então ele ‘não sabe diferenciar
m***a de Shinola’”, eu me lembro do Chase.
Trazer crianças à normalidade é muito gratificante, mas você
tem que se arriscar a ser lambuzado de m***a.
Meus dedos não estavam prontos para o teclado enquanto eu ten­
tava percorrer dezenas de experiências com essas crianças, minhas
próprias experiências pessoais e, finalmente, adicionar informações de
especialistas na área de anomalias pediátricas (Muitos desses especia­
listas se tornaram amigos íntimos e pessoais com o passar dos anos).
Para qualquer pai ou cuidador que queira investigar todas as opi­
niões e conclusões dos assim chamados especialistas, essa é uma via­
gem desconcertante através de um monte de contraditórios e egoístas
palpites educados, e erradas suposições. Para chegar a algo com o que
o leitor venha a se identificar e acreditar, eu tenho que fazer o cami­
nho de volta. Depois de 70 anos de vida neste planeta, cheguei a certas
conclusões sobre 0 tratamento de crianças que me permitem escrever
esta seção. Veja bem, eu não tenho uma mente fechada, e estou aberto
a mudar meus pensamentos e conclusões à medida que a ciência for se
aprimorando no tratamento de crianças com autismo.
Pequeno Patrick Rivera, Pequeno Bobby Sands. Algo em comum?
Aqui vai algo que duvido que meus filhos adultos sequer conheçam.
Em 1947, a poliomielite estava arrasando toda a Austrália. Eu tinha sete
anos de idade e estava com dor de garganta e febre. Meu pai, um homem
rico, chamou o melhor médico dentre os melhores para me atender -
sim, os médicos atendiam em casa naquele tempo. Consigo até lembrar-
Passo 6 - Terapia Hiperbárica 383

_ do nome do médico: Dr. Bradfield. Seu pai foi o engenheiro que


-fll^ u '

projetou a ponte do porto de Sydney. Meu pai, com todo o seu dinheiro,
tinha muita influência naqueles dias e conseguiria obter quase tudo que
quisesse. Bradfield veio e me examinou brevemente; depois de finalizar,
e]e ainda tinha outras consultas domiciliares naquela noite.
Bradfield disse à minha mãe e ao meu pai que ele não achava que eu
tinha poliomielite, mas, talvez, difteria, e que eu deveria passar um tem ­
po em isolamento no hospital Botany Bay, para observação de pacientes
suspeitos de terem contraído doenças infecciosas, “por precaução”. Na
manhã seguinte, uma ambulância veio e, apesar do meu medo, súplica,
angústia e lágrimas, eles me levaram. A viagem de três horas tornou-se
uma jornada de seis. A ambulância quebrou do lado de fora do aeropor­
to de Sydney. Lembro-me de olhar para fora da janela coberta de gotas
de chuva e ver a aeronave claramente visível por cima da cerca. Nós nos
sentamos ao lado da estrada por quase duas horas antes da ambulância
reserva vir me levar, e minha jornada continuou até um enorme com­
plexo colonial, construído por condenados e erguido sobre uma relva
verde e ondulada que estava voltada para o Pacífico. O complexo era co­
nhecido como Coast Infectious Disease Hospital (Hospital de Doenças
Infecciosas da Costa), que mais tarde tornou-se o Prince Henry Hospi­
tal (Hospital Príncipe Henry). Eu estava apavorado e agarrei meu urso
de pelúcia, Threadbare, sob os cobertores. Threadbare tornou-se meu
único amigo nos próximos quatro meses, e a visão dos aviões sobre a
cerca tornaram-se uma memória duradoura da viagem.
Meus pais já estavam lá e, obviamente, tinham preenchido toda a
papelada. Eu nunca cheguei a dizer adeus a eles, uma vez que era um
hospital de doenças infecciosas. No momento em que eles passaram
por uma grande janela basculante, eles pararam momentaneamente e
mamãe acenou pela janela. Eu os vi, talvez, por três vezes nos próximos
quatro meses, quando as enfermeiras viravam minha cama na direção
da janela que dava para o corredor. Eles tocavam no vidro e sorriam
para mim, mas, por conta de meu pai ficar rapidamente entediado, de­
pois de cinco minutos eles acenavam e iam embora por mais algumas
semanas. Era uma viagem longa de volta.
3 84 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

Na noite da minha chegada, uma equipe de médicos e enfermeiros


chegou e me virou de lado. Seringas cheias jaziam em uma bandeja;
naquele tempo elas eram de vidro com pequenos buracos para o pole­
gar e demais dedos, cada agulha era reutilizada e, supostamente, afiada
antes da próxima utilização. Isso significa que as agulhas eram grossas
e longas. Uma a uma, essas agulhas foram inseridas no lado esquerdo
da parte superior da minha coxa. A dor era agonizante e tenho certeza
que eu gritei, e gritei. Lembro-me de ter pelo menos três enfermeiras
me segurando. Aos sete anos, eu era apenas um menininho. Havia pelo
menos 20 dessas grandes seringas. Ao verificar os livros de história,
acredito que elas continham principalmente drogas de penicilina e sul-
fa. Devo acrescentar, ainda, que o Dr. Bradfield já sabia que eu era al­
tamente alérgico a sulfa e assim permaneci durante toda a minha vida.
Na manhã seguinte, quando acordei, descobri que estava paralisa­
do dos pés até bem abaixo dos meus braços. Threadbare foi meu único
amigo nos quatro meses seguintes. Esses dias foram saindo da minha
memória em conjunto. Uma coisa da qual eu me lembro bem é que
costumava a fazer xixi na cama deliberadamente. Fazia isso apenas
quando uma adorável enfermeira ruiva com sardas ao longo do nariz
estava de plantão. Essa enfermeira era amável e gentil, provavelmente
na casa dos vinte anos. Depois de ter trocado os lençóis, ela acariciava
meu rosto, me dizia que tudo ia ficar bem e que eu não precisava me
preocupar por ter molhado a cama. As outras enfermeiras mais velhas
repreendiam qualquer um dos outros pacientes pediátricos se tivessem
um acidente. Algum tempo depois, minha gentil enfermeira me disse
que eu não tinha necessidade de molhar a cama para chamar sua aten­
ção. Então, eu parei de fazer isso e ainda ganhei um carinho dela. Tal
exibição de carinho e afeto por parte de meus pais foi algo desconheci­
do para mim quando voltei para casa.
Depois dessa estadia no hospital, eu nunca mais fui 0 mesmo. Sei
que foi muito discutido entre os membros da minha família que eu de­
veria ser colocado em algum tipo de instituição, porque o meu com­
portamento era “contrário e teimoso”. Ou ficava falando sem parar,
tentando fazer com que a minha família me amasse, ou ficava distante
Passo 6 -Terapia Hiperbárica 385

e, como tal, era tido como “não cooperativo”. Logo depois, fui colocado
em um internato no estilo Hogwarts (escola de bruxos da série de fil­
mes Harry Potter).
Poderia essa experiência da infância ter me moldado ao que sou
hoje, sempre sozinho, mas raramente solitário? Conforme os anos pas­
savam, para minha surpresa (e eu acho que para a surpresa de todos)
os conselheiros da escola descobriram que eu tinha um QI de gênio.
Entre os 1.200 meninos, eu estava em segundo lugar.

Depois de dezessete anos tratando as assim chamadas crianças


com necessidades especiais, eu ainda tento encontrar uma que não seja
muito inteligente em alguma área.
Consegui ficar mal falado por todos os contatos no internato,
tendo sido jogado para fora de cada clube social especial em New-
ington. Na tarde de sábado, depois dos esportes obrigatórios, tais
como Cricket ou Rugby, os outros internos faziam as atividades que
quisessem, como bilhar, fotografia ou jardinagem (esses eram clubes
em que você deveria se subm eter a uma seleção para fazer parte). No
entanto, eu tinha sido expulso de cada um deles, então vagava sozi­
nho nos sábados à tarde até, finalmente, conseguir abrir sem chave 0
cadeado de uma gaiola do tamanho de uma sala cheia de aves caca-
tua-de-crista-amarela e outros papagaios australianos. Eu me senta­
va sozinho com eles e era ridicularizado pelos meninos do clube de
jardinagem que ficavam plantando e capinando. Após algumas sem a­
nas, essas aves alegremente subiam em cima de mim, aproveitando
minha companhia. As aves me amavam, mas os meninos e os profes­
sores não. Para mim, aquilo era uma via de mão dupla. Anim ais eram
melhores amigos do que as pessoas. Depois de um tempo, alguns dos
outros meninos vieram e me imploraram para me acompanhar na ida
à gaiola para poderem ter o mesmo privilégio.

Não fique com uma impressão errada do meu amado colégio New-
ington, em Sydney, Austrália; até hoje eu sonho com o santuário da­
quele lugar. Era muito melhor do que o que eu tinha com a minha fa­
mília na volta para casa.
386 Curando os Sintomas Conhecidos como Autismo

O que é realmente curioso é que minha mente tinha apagado o tem­


po que eu tinha ficado no hospital, ou havia escondido em alguma caixa
preta no meu cérebro onde