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2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

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Como Funciona a Linguagem LADDER Como Funciona a Linguagem LADDER

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Neste  artigo  vou  explicar  como  funciona  a  linguagem


Ladder,  lhe  apresentando  um  exemplo  prático
primeiramente. Ao final, você vai entender através de um
exemplo  prático  como  funciona  a  linguagem  Ladder  e
como ela se adapta aos grandes fabricantes de CLPs. Então
vamos ao nosso primeiro exemplo:

Um  frigorífico  de  abate  de  aves  tinha  um  problema


intermitente  no  final  da  linha  de  embalagem.  As
embalagens  de  miúdos  (asa,  coxa,  pés)  passava  pelo
detector  de  metais  antes  de  serem  encaixotadas.  Caso  o
detector  verificasse  presença  de  algum  metal  na
embalagem,  ele  enviava  um  sinal  que    acionava  uma
solenóide que por sua vez ativava um pistão pneumático a
fim  de  expulsar  a  embalagem  da  linha  para  o  devido
tratamento. Veja este exemplo na figura abaixo:

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No  entanto,  ocorreu  um  problema  onde  mesmo  que


algumas  embalagens  acusassem  metal  ao  passar  pelo
detector,  elas  passavam  normalmente  pela  esteira  sem
haver  a  expulsão.  Após  algumas  investigações  foi
detectado  que  a  duração  do  pulso  que  detectava  o
metal  era  de  ¾  de  segundos.  O  CLP,  que  faz  o
reconhecimento  deste  sinal,  controla  várias  estações  e
possui um programa muito extenso e vasculhando o status
do CLP, foi possível identificar que o tempo de varredura
do CLP está ligeiramente inferior a 1 segundo. Então seria
muito  provável  que  o  pulso  enviado  pelo  detector  não
estava  sendo  detectado  pelo  CLP.  O  pulso  do
detector  poderia  ser  anulado  no  inicio  do  tempo  de
varredura  do  CLP,  fazendo  com  que  a  lógica  não
reconhecesse o mesmo e para ele tudo estava normal.

A  solução:  O  técnico  examinou  o  programa  em


linguagem  Ladder  e  verificou  que  a  entrada  onde
chegava  o  pulso  do  detector  era  atualizada  a  cada  1/2
segundo. Caso a entrada do detector estivesse atuada, uma
bobina interna ficava ligada por pelo menos 1,5 segundos.
O  programa  foi  então  revisado  de  forma  a  aumentar  o
tempo  de  pulso  do  detector  e  armazenar  o  sinal  na
memoria  de  forma  a  acionar  a  solenoide  e
consequentemente  acionar  o  cilindro  para  expulsar  a
embalagem com metal.

O  problema  relatado  acima  é  típico  de  um  técnico  que


trabalha  com  automação  industrial.  Para  que  você  seja
capaz  de  resolver  o  mesmo,  você  deverá  compreender  a
linguagem  Ladder,  que  é  a  linguagem  de  programação
mais  utilizada  nos  CLPs  de  mercado  e  que  se  baseia  em
diagramas  de  circuitos  eletromecânicos  combinados  em
um  esquema  de  comando.  Vou  explicar  para  você  como

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isso funciona com exemplos a seguir detalhando contatos,
bobinas e blocos lógicos.

A  linguagem  Ladder  foi  a  primeira  linguagem  de


programação desenvolvida para os CLPs e, como a criação
destes foi uma necessidade de substituição do controle de
sistemas  com  reles  lógicos,  nada  mais  natural  que  a
linguagem  Ladder  fosse  similar  aos  diagramas  utilizados
para  documentar  a  lógica  por  relês.  Utilizando  esta
abordagem,  os  engenheiros  e  técnicos  responsáveis  pela
programação  dos  CLPs  não  precisariam  de  treinamentos
extensos  para  entender  ou  desenvolver  um  programa.
Desta  forma,  a  linguagem  Ladder  se  baseia  em
interruptores  simples  que  se  conectam  em  linhas  com
bobinas  de  maneira  a  compor  circuitos  lógicos.  Assim,
cada  interruptor  (entrada)  recebe  uma  identificação  (tag)
assim  como  as  bobinas  (saídas).  Também  é  possível
utilizar  memórias  internas,  temporizadores,  comparadores
e blocos lógicos. Veremos todos estes elementos a seguir.

Exemplo 1: Circuito OR (OU). Duas chaves identificadas
como  A  e  B  são  conectadas  em  paralelo  de  forma  a
controlar  uma  lâmpada  conforme  Figura  2.    Devemos
implementar  esta  função  em  linguagem  Ladder  no  CLP
onde as 2 chaves deverão ser entradas individuais.

Figura 2 – Circuito com chaveamento paralelo (a) e tabela
verdade (b)

Solução:  A  ação  do  circuito  proposto  pode  ser  descrita


como: “A lâmpada acende quando a chave A está acionada
(fechada) ou a chave B está acionada (fechada). Todas as
possíveis  combinações  das  duas  chaves  e  o  acionamento
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da lâmpada pode ser visualizado na tabela da Figura 2(b).
Abaixo  podemos  ver  como  seria  este  circuito  e  sua
representação lógica:

Figura  3  –  Representação  do  circuito  com  reles  (a),


diagrama  com  reles  em  logica  Ladder  (b)  e
linguagem Ladder implementada em CLP (c) para a lógica
OU

Na  Figura  3  (a),  você  pode  verificar  que  os  os  reles  AR,
BR  e  LR  possuem  contatos  normalmente  abertos.  As
chaves A e B são as entradas do circuito e quando A ou B
estão fechadas, a bobina do rele correspondente AR ou BR
é  energizada,  fechando  o  contato  e  fornecendo  energia
para  a  bobina  do  rele  LR  que  quando  energizado  fecha
contato fornecendo energia para a lâmpada. Veja que tanto
A  quanto  B,  quando  fechadas,  energizam  a  lâmpada

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mostrando de fato a lógica OU. A lâmpada por sua vez é
acionada pela bobina do rele LR dando a característica de
isolação  entre  as  saídas  e  entradas,  permitindo  assim  que
as  entradas  A  ou  B  possam  ser  utilizadas  várias  vezes  na
lógica.

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Um rele típico de controle industrial pode ter até 12 polos
ou conjunto de contatos por bobina. Por exemplo, se o rele
AR tiver 6 polos, no nosso exemplo, somente 1 está sendo
utilizado na lógica da Figura 3. Assim, os outros 5 podem
ser  usados  para  continuar  compondo  uma  lógica  maior.
Antes do desenvolvimento dos CLPs, era exatamente desta
maneira  que  era  composta  uma  lógica  nos  projetos
elétricos.  O  nome  dado  a  este  tipo  de  implementação  foi
diagrama com reles em lógica Ladder.

Já  a  linguagem  ladder  para  o  CLP,  Figura  3(c),  acabou


resumindo  bastante  a  representação  do  diagrama,  pois  a
lógica  implementada  no  CLP  assume  que  as  entradas
(chaves no nosso exemplo) estão conectadas por entradas
discretas  (equivalente  as  bobinas  dos  reles  AR  e  BR  na
Figura  3(b)).  A  saída  também  é  conectada  à  uma  saída
discreta  (equivalente  ao  contato  normalmente  aberto  de
LR na figura 3(a). O nome mostrado em cima do contato
não  é  o  nome  do  contato  e  sim  o  controle  para  a  bobina
que  aciona  o  contato.  A  saída  ou  bobina  é  representada

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pelo lado direito da linha devido ao fato de que a energia
circula  do  lado  esquerdo  para  o  direito.  Assim,  podemos
interpretar  da  seguinte  forma:  Quando  a  chave  A  é
acionada,  a  Lâmpada  L  acende  ou  quando  a  chave  B  é
ligada,  a  Lâmpada  L  também  acende,  exatamente  como
representado no circuito simplificado da Figura 2.

Exemplo 2: Circuito E (AND) – Duas chaves nomeadas A
e B são ligadas em série de forma a controlar uma lâmpada
conforme  mostrada  na  Figura  3.  Implementar  esta  função
em  programação  ladder  onde  as  2  chaves  são  entradas
individuais.

Figura 4 – Circuito com chaveamento paralelo (a) e tabela
verdade (b)

Solução: A ação no circuito é descrita como: “A lâmpada
está  ligada  quando  a  chave  A  está  fechada  (ligada)  e  a
chave  B  está  fechada  (ligada),  Todas  as  possíveis
combinações entre as chaves A e B podem ser visualizadas
na  tabela  verdade  da  Figura  4(b).  Para  implementar  esta
função utilizando reles, a única modificação se comparado
com  o  exemplo  1  é  que  aqui  os  contatos  normalmente
abertos dos controles dos reles AR e BR foram ligados em
série  com  o  controle  da  lâmpada  (Figura  5(a)).  A  ligação
das  chaves  A  e  B  e  a  ligação  da  lâmpada  não  muda.  O
diagrama  com  reles  em  lógica  ladder  mostrado  na  Figura
5(b) é diferente do da Figura 3(b) apenas na terceira linha
e  como  no  exemplo  anterior,  novamente  a  linguagem
ladder  do  CLP  é  resumida  em  uma  linha  apenas  com  a
seguinte  interpretação:  Quando  a  chave  A  está  ligada  e  a
chave B está ligada, a lâmpada deverá ser ligada.

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Figura  5  –  Representação  do  circuito  com  reles  (a),


diagrama  com  reles  em  logica  ladder  (b)  e
linguagem ladder implementada em CLP (c) para a lógica
E

Exemplo  3:  Neste  terceiro  exemplo,  considere    a


implementação  da  lógica  não  (NOT).  Suponha  que  a
lâmpada  precisa  ser  ligada  quando  a  chave  A  está  ligada
(fechada) e a chave B está desligada (aberta). Implementar
esta  função  em  linguagem  ladder  no  CLP  onde  as  duas
chaves são entradas individuais.

Solução: A Figura  6 mostra a tabela verdade, o diagrama
com reles e a logica ladder para o CLP neste exemplo. A
única  diferença  entre  a  implementação  em  rele  da  Figura
6(a) e a Figura 5(a) é a ligação dos contatos do rele BR. A
lógica  NOT  para  a  chave  B  é  conseguida  com  o  contato
normalmente  fechado  (NF)  do  rele  BR.  A
linguagem ladder no CLP da Figura 6(c) comparada à da
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Figura 5(c) se diferem apenas no segundo contato podendo
ser  interpretada  como:  “Quando  a  entrada  (chave)  A  está
ligada  (fechada)  e  a  entrada  (chave  B)  está  desligada
(aberta)  então  a  lâmpada  será  ligada.  Este  exemplo  em
particular  é  impossível  de  ser  implementado  sem  a
utilização  de  reles  e  com  a  combinação  de  apenas  duas
chaves normalmente abertas.

Figura 6 – Circuitos com a Lógica Não (NOT); (a) tabela
verdade; (b) circuito equivalente com reles; (c) linguagem
ladder no CLP.

Bom,  estamos  evoluindo  no  entendimento  melhor  da


lógica  de  programação  e  pelos  exemplos  que  vimos  até
agora temos os seguintes conceitos:

Lógica E ou AND – Conexão em série de contatos;
Lógica OU ou OR – Conexão em paralelo de
contatos;
NA ou NO – Contato Normalmente Aberto
(Normally Open). O contato fica aberto quando não
há energia no circuito e se fecha quando recebe
energia.

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NF ou NC – Contato normalmente fechado
(Normally Closed). O contato fica fechado quando
não há energia no circuito e se abre quando recebe
energia.

Estes  conceitos  são  a  chave  para  que  você  comece  a


entender  e  implementar  as  lógicas  em  linguagem  ladder.
Para muitas pessoas, eles parecem simples, e para outras,
estranho  à  primeira  vista.  No  entanto,  eles  começarão  a
ficar  mais  natural  quando  você  trabalhar  com  as
implementações  nas  soluções.  Será  possível  observar  a
facilidade em lidar com esta abordagem devido ao fato de
que a linguagem ladder é uma linguagem gráfica e visual,
muito  diferente  das  linguagens  de  programação  C++,
Fortran,  Basic  e  Java.  Em  contrapartida  a  linguagem
ladder acaba por apresentar mais limitações se comparada
às linguagens citadas.

Símbolos Básicos da Linguagem Ladder

Agora  que  você  entendeu  os  exemplos  acima,  vamos


deixar  de  pensar  em  lógica  por  reles  e  partir  diretamente
para  a  lógica  em  linguagem  ladder.  Como  falamos
anteriormente,  os  símbolos  básicos  da  linguagem  ladder
são:

Simbolo Descrição

  ­Contato normalmente aberto (NA ou NO).
­Na linguagem ladder, este símbolo transfere
energia se a chave estiver ligada (fechada).

  ­Contato normalmente fechado (NF ou NC).
­Na linguagem ladder, este símbolo transfere
energia se a chave estiver desligada (aberta).

­Saída ou Bobina. Se qualquer contato
transferir energia da esquerda para a direita,
a saída é energizada (ligada).
­Caso não houver energia transferida da

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esquerda para a direita,
a saída fica desenergizada.

Os  símbolos  acima,  depois  de  implementados  na


linguagem ladder, são scaneados (lidos) e executados pelo
CLP, seguindo a ordem da esquerda para a direta. A Figura
7  é  um  exemplo  em  lógica  ladder  com  uma  instrução
básica:

Figura 7 – Diagrama básico da Linguagem Ladder

A  primeira  linha  (também  chamada  em  inglês  de  rung)


determina  o  acionamento  da  bobina  Out1  e  pode  ser
interpretada  da  seguinte  forma:  A  saída  1  fica  ligada
quando  a  entradas  A,  B  e  C  estão  todas  ligadas    ou  as
entradas A e C estão ligadas e a entrada D desligada. Veja
que  para  a  saída  Out1  estar  energizada,  deve  haver  um
caminho elétrico contínuo através dos contatos das chaves
de  entrada,  com  a  energia  fluindo  da  esquerda  para  a
direita.

A seguir, vou apresentar a linguagem ladder para os CLPs
mais  famosos  de  mercado.  O  Modicon  da  Schneider  será
apresentado primeiramente por ser mais próximo à norma
IEC  61131­3.  Depois  mostrarei  a  lógica  em  linguagem
Ladder para os CLPs Allen Bradley por serem largamente
utilizados  nas  indústrias  juntamente  com  o  Siemens.
Depois  de  apresentar  o  padrão  Siemens,  apresentarei  o
padrão da GE.

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3 – O Padrão Ladder IEC 61131-3

Abaixo, é possível visualizar uma tabela com os símbolos
utilizados na linguagem ladder padrão IEC 61131­3:

Simbolo Descrição

Contato normalmente aberto (NA ou NO). Transfere
energia se a chave estiver ligada (fechada).

Contato normalmente fechado (NF ou
NC). Transfere energia se a chave estiver desligada
(aberta).

Transição positiva. Se o estado do símbolo mudar
de desligado para ligado, este contato transfere
energia na linha até que haja um novo scan do
controlador.

Transição negativa. Se o estado do símbolo mudar
de ligado para desligado, este contato transfere
energia na linha até que haja um novo scan do
controlador.

Bobina ou Saída. Se todos os contatos na linha
transferirem energia, a bobina é energizada (ligada).
Caso contrário, ela permanece desligada.

Bobina ou Saída Negada. Se todos os contatos na
linha transferirem energia, a bobina é desenergizada
(desligada). Caso contrário, ela permanece ligada.

Bobina Set. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica energizado, mesmo que a linha
deixe de estar energizada.

Bobina Reset. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica desenergizado e permanece
desenergizado mesmo que ocorra alteração de
energia na linha.

Bobina de Detecção Positiva. Se as condições antes
desta bobina mudar de desligado para ligado, esta
bobina é ligada para um scan do controlador.

Bobina de Detecção Negativa. Se as condições
antes desta bobina mudar de ligado para desligado,
esta bobina é ligada para um scan do controlador.

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Bobina de Memória Retentiva. É como a bobina
comum exceto pelo fato de que ela retem o seu
estado de ligada ou desligada mesmo que o CLP
pare ou se desnergize.

Bobina Set de Memória. Funciona como a bobina
set, porém ela retem o seu estado mesmo que o
controlador pare ou perca a energia, ficando
armazenado na memória.

Bobina Reset de Memória.  Funciona como a bobina
reset, porém ela retem o seu estado mesmo que o
controlador pare ou perca a energia, ficando
armazenado na memória.

Alguns Comentários Sobre as Instruções Básicas na


Linguagem Ladder:

Os contatos e bobinas sensíveis a transição positiva
ou negativa geralmente são utilizados para
inicialização e detecção de transições de entrada,
como por exemplo, o aperto de uma botoeira de
comando;
As bobinas de set e reset são utilizadas em conjunto.
Podemos visualizar um exemplo desta utilização na
Figura 8 onde A seta um alarme e B reseta o alarme
informando que o mesmo foi reconhecido.

Figura 8 – Exemplo em linguagem ladder de Set
e Reset

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As bobinas de memória retentiva são utilizadas em
situações onde o estado da saída deve ser
armazenado mesmo que o CLP sofra queda de
energia. Normalmente, as saídas do controlador
desligam quando o mesmo para ou perde a energia e
dependendo do sistema, é importante que o estado da
saída fique retido na memória para que o sistema
possa operar seguramente após situações de falha.
Alguns fabricantes de CLP fornecem esta função
como parte do módulo de saída discreta.
Apesar de termos o simbolo da bobina negada, não é
recomendado sua utilização, pois na maioria dos
sistemas a posição de segurança é quando as saídas
do CLP estão desligadas. Geralmente os contatos são
colocados em série com a bobina de saída, indicando
múltiplas condições que devem ser satisfeitas antes
que a saída seja energizada. Com a saída negada,
quando as condições são feitas, ela desliga e esta
regra acaba por ser o oposto do que se busca na
maioria dos conceitos de segurança.

4 – O Padrão Modicon

Os controladores da Schneider M340 e QuantumPLC são
programados  na  lógica  ladder  Modicon  que  descrevemos
anteriormente  é  compatível  com  a  IEC  61131­3.  A
linguagem ladder no padrão Modicon é a mesma descrita
da  IEC  61131­3,  exceto  que  o  Modicon  não  suporta  as
funções de bobina de memória retentiva, SET de memória
retentiva  e  RESET  de  memória  retentiva.  Em
contrapartida,  com  o  padrão  Modicon  temos  as  funções

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call  e  halt.  Veja  na  tabela  a  seguir  os  símbolos  utilizados


neste padrão:

Simbolo Descrição

Bobina ou Saída. Se todos os contatos na linha
transferirem energia, a bobina é energizada (ligada).
Caso contrário, ela permanece desligada.

Bobina ou Saída Negada. Se todos os contatos na
linha transferirem energia, a bobina é desenergizada
(desligada). Caso contrário, ela permanece ligada.

Bobina Set. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica energizado, mesmo que a linha
deixe de estar energizada.

Bobina Reset. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica desenergizado e permanece
desenergizado mesmo que ocorra alteração de
energia na linha.

Bobina de Detecção Positiva. Se as condições antes
desta bobina mudar de desligado para ligado, esta
bobina é ligada para um scan do controlador.

Bobina de Detecção Negativa. Se as condições
antes desta bobina mudar de ligado para desligado,
esta bobina é ligada para um scan do controlador.

Bobina de Chamada (Call). Se alguma linha
transferir energia para esta bobina, ela chama uma
subrotina (subprogama).

Bobina de Parada (Halt). Se alguma linha transferir
energia para esta bobina, ela para uma subrotina ou
subprogama.

5 – O Padrão Allen-Bradley ControlLogix, PLC-


5/SLC-500 e Micrologix

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Os contatos  básicos  no  padrão Allen Bradley  não  são  tão


numerosos  quanto  os  da  IEC  61131­3.  Em  contrapartida,
para  a  maioria  das  instruções,  simbolos  diferentes  são
utilizados,  embora  a  função  seja  a  mesma  em  uma
instrução  no  padrão  IEC  61131­3.  Os  simbolos  utilizados
na  linguagem  ladder  pela  Allen  Bradley  podem  ser
visualizados na tabela abaixo:

Simbolo Descrição

Contato normalmente aberto (NA ou NO). Transfere
energia se a chave estiver ligada (fechada). Também
é chamado de XIC (eXamine If Closed).

Contato normalmente fechado (NF ou
NC). Transfere energia se a chave estiver desligada
(aberta). Também é chamado de XIO (eXamine If
Open).

One­Shot Contact. Se o estado do símbolo mudar
de desligado para ligado, este contato transfere
energia na linha até que haja um novo scan do
controlador. 
É encontrado no ControlLogix, PLC­5 e alguns
Micrologix apenas).
É parecido com a detecção de transição positiva da
IEC exceto que este elemento segue o contato onde
a transição ocorre.
Ele armazena uma booleana que retem o estado
prévio do contato de entrada.

One­Shot Rising Contact. Se o estado do símbolo
mudar de desligado para ligado, este contato
transfere energia na linha até que haja um novo
scan do controlador. 
É encontrado no SLC­500 e alguns Micrologix). e
deve preceder imediatamente uma bobina de saída.
É parecido com a detecção de transição positiva da
IEC exceto que este elemento segue o contato onde
a transição ocorre.
Ele armazena uma booleana que retem o estado
prévio do contato de entrada.

Bobina ou Saída. Se todos os contatos na linha
transferirem energia, a bobina é energizada (ligada).
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2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

Caso contrário, ela permanece desligada.
Também chamada de OTE (OuTput Energize).

Bobina Latch. Se esta bobina é energizada, ela fica e
permanece energizada, mesmo que a linha em que
ela esteja seja desenergizada de forma análoga ao
SET do IEC.
Também chamada de OTL (OuTput Latch).

Bobina Unatch. Se esta bobina é energizada, ela fica
e permanece desenergizada, mesmo que a linha em
que ela esteja varie, de forma análoga ao RESET do
IEC.
Também chamada de OTU (OuTput Unlatch).

One­Shot Rising Output. Se o estado do símbolo
mudar de desligado para ligado, este contato
transfere energia na linha até que haja um novo
scan do controlador. 
É encontrado no PLC­5 ControlLogix.
Apesar de parecer um bloco de função, é parecido
com a detecção de transição positiva da IEC exceto
que este elemento segue o contato onde a transição
ocorre.
Ele armazena uma booleana que retem o estado
prévio do contato de entrada.

One­Shot Falling Output. Se o estado do símbolo
mudar de ligado para desligado, este contato
transfere energia na linha até que haja um novo
scan do controlador. 
É encontrado no PLC­5 ControlLogix.
Apesar de parecer um bloco de função, é parecido
com a detecção de transição negativa da IEC exceto
que este elemento segue o contato onde a transição
ocorre.
Ele armazena uma booleana que retem o estado
prévio do contato de entrada.

Veja que neste padrão, a linguagem ladder não apresenta a
bobina  com  memória  retentiva.  A  função  retentiva  é
tratava em módulos com saídas discretas.

6 – O Padrão Siemens

https://www.citisystems.com.br/linguagem­ladder/ 16/25
2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

Os  três  tipos  de  processados  (S7­200,  S7­300/400  e  S7­


1200)  possuem  as  mesmas  instruções  básicas.  A  única
exceção  é  a  bobina  de  centro  de  linha  que  não  é  válida
para  os  controladores  S7­200  e  S7­1200  e  as  bobinas
negada  e  de  transição  que  são  válidas  apenas  para  o
modelo  S7­1200.  O  diagrama  básico  aplicado  na
linguagem  ladder  para  a  família  Siemens  pode  ser
visualizado na tabela abaixo:

Simbolo Descrição

Contato normalmente aberto (NA ou NO). Transfere
energia se a chave estiver ligada (fechada).

Contato normalmente fechado (NF ou
NC). Transfere energia se a chave estiver desligada
(aberta).

Transição positiva. Se o estado do símbolo mudar
de desligado para ligado, este contato transfere
energia na linha até que haja um novo scan do
controlador. 
Para o S7­300/400 é um elemento que armazena
um booleano e retem o estado anterior. 
Para o S7­200/1200 este contato é representado por
barras verticais ao invés de parênteses.
Para o S7­1200 quando ocorre a transição, este
contato transfere energia para apenas um Scan do
processador.

Transição negativa. Se o estado do símbolo mudar
de ligado para desligado, este contato transfere
energia na linha até que haja um novo scan do
controlador. 
Para o S7­300/400 é um elemento que armazena
um booleano e retem o estado anterior. 
Para o S7­200/1200 este contato é representado por
barras verticais ao invés de parênteses.
Para o S7­1200 quando ocorre a transição, este

https://www.citisystems.com.br/linguagem­ladder/ 17/25
2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

contato transfere energia para apenas um Scan do
processador.

Inverte o Fluxo de Energia. Se chegar energia neste
contato, ela é automaticamente interromPIDa
(desligada). Por outro lado, caso não chegar energia
neste contato, ele liga.
Esta função não se aplica ao S7­200.

Bobina ou Saída. Se todos os contatos na linha
transferirem energia, a bobina é energizada (ligada).
Caso contrário, ela permanece desligada.

Bobina ou Saída Negada. Se todos os contatos na
linha transferirem energia, a bobina é desenergizada
(desligada). Caso contrário, ela permanece ligada.

 Bobina de Linha (Midline Output Coil). Pode ser
colocada no centro da linha possibilitando que outra
lógica possa ser implementada no lado direito da
bobina.

Bobina Set. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica energizado, mesmo que a linha
deixe de estar energizada.

Bobina Reset. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica desenergizado e permanece
desenergizado mesmo que ocorra alteração de
energia na linha.

Bobina de Detecção Positiva. Se as condições antes
desta bobina mudar de desligado para ligado, esta
bobina é ligada para um scan do controlador.

Bobina de Detecção Negativa. Se as condições
antes desta bobina mudar de ligado para desligado,
esta bobina é ligada para um scan do controlador.

7 – O Padrão GE (General Electric)

https://www.citisystems.com.br/linguagem­ladder/ 18/25
2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

Finalmente,  vamos  visualizar  os  simbolos  da  linguagem


ladder para os CLPs da GE, temos o seguinte padrão:

Simbolo Descrição

Contato normalmente aberto (NA ou NO). Transfere
energia se a chave estiver ligada (fechada).

Contato normalmente fechado (NF ou
NC). Transfere energia se a chave estiver desligada
(aberta).

Transição positiva (POSCON). Se o estado do
símbolo mudar de desligado para ligado, este
contato transfere energia na linha até o novo scan
do controlador. 
Válido para os processadores PACSystems e 90­70.

Transição positiva (PTCON). Se o estado do símbolo
mudar de desligado para ligado, este contato
transfere energia na linha até o novo scan do
controlador. 
Válido para apenas para os processadores
PACSystems.

Transição negativa (NEGCON). Se o estado do
símbolo mudar de ligado para desligado, este
contato transfere energia na linha até o novo scan
do controlador. 
Válido para os processadores PACSystems e 90­70.

Transição negativa (NTCON). Se o estado do
símbolo mudar de ligado para desligado, este
contato transfere energia na linha até o novo scan
do controlador. 
Válido para apenas para os processadores
PACSystems.

Bobina ou Saída. Se todos os contatos na linha
transferirem energia, a bobina é energizada (ligada).
Caso contrário, ela permanece desligada.

Bobina ou Saída Negada. Se todos os contatos na
linha transferirem energia, a bobina é desenergizada
(desligada). Caso contrário, ela permanece ligada.

Bobina Set. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica energizado, mesmo que a linha
https://www.citisystems.com.br/linguagem­ladder/ 19/25
2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

deixe de estar energizada.

Bobina Reset. Se a linha transferir energia para este
elemento, ele fica desenergizado e permanece
desenergizado mesmo que ocorra alteração de
energia na linha.

Bobina de Detecção Positiva (POSCOIL). Se as
condições antes desta bobina mudar de desligado
para ligado, esta bobina é ligada para um scan do
controlador.

Bobina de Detecção Positiva (PTCOIL). Se as
condições antes desta bobina mudar de desligado
para ligado em um scan. Utilizada nos
processadores PACSystems.

Bobina de Detecção Negativa (NEGCOIL). Se as
condições antes desta bobina mudar de ligado para
desligado em um scan. Utilizada nos processadores
PACSystems.

Bobina de Detecção Negativa (NTCOIL). Se as
condições antes desta bobina mudar de ligado para
desligado, esta bobina é ligada para um scan do
controlador.

Continuação de Contato. Transfere energia se a
bobina precedente na linha estiver ligada.

Continuação de Contato. Transfere energia para a
bobina subsequente na linha.

Bom, até aqui o intuito era apresentar os símbolos básicos
e  como  eles  podem  ser  diferentes,  dependendo  de  cada
fabricante.  Nos  artigos  seguintes,  vou  falar  sobre  outras
instruções  importantes  para  os  CLPs:  os  contadores  e  os
temporizadores. Veja abaixo:

A Função dos Contadores na Lógica LADDER
Os Temporizadores e a Lógica LADDER

Referências:

https://www.citisystems.com.br/linguagem­ladder/ 20/25
2017­8­31 Como Funciona a Linguagem LADDER

Basic Ladder Logic Programming de Javier Ruiz
Thorrens;
Website http://www.allaboutcircuits.com/;
Website http://www.personal.kent.edu/;

Texto revisado em: 17/novembro/2016  

By Cristiano Bertulucci Silveira | Categories: Automação Industrial, Programação em
Automação | 2 Comments

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Sobre o Autor: Cristiano Bertulucci Silveira

Formado em Engenharia Elétrica pela UNESP
(Universidade Estadual Paulista) com Pós Graduação
MBA em Gestão de Projetos pela FVG (Fundação Getúlio
Vargas) e certificação internacional em Gestão de Projetos
pelo PMI (Project Management Institute). Também possui certificação
Green Belt em Lean Six Sigma. Atuou na implantação dos pilares de
Engenharia de Confiabilidade Operacional e Gestão de Ativos Industriais
em grandes empresas como Votorantim Metais (CBA) e Votorantim
Cimentos. Como Gerente de Projetos pela Siemens e Citisystems,
coordenou vários projetos de automação e redução de custos em empresas
como Usiminas, JBS Friboi, Metso, Taesa, Cemig, Aisin, Johnson
Controls, Tecsis, Parmalat, entre outras. Possui experiência na
implementação de ferramentas Lean Manufacturing em empresas como:
Faurecia, ASBG, Aisin Automotive, Honda, Unicharm e Flextronics.
Atualmente é Diretor de Projetos na empresa Citisystems e membro do
Conselho de Administração da Inova, organização gestora do Parque
Tecnológico de Sorocaba.

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• há um ano
Obrigado Joaquim. Estou sempre à disposição.
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