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o - - 1º - 21377 - 2º - 48761 3º - 38409 1.000.000,00MT 50.000,00MT
o - - 1º - 21377 - 2º - 48761 3º - 38409 1.000.000,00MT 50.000,00MT
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o

o - - 1º - 21377 - 2º - 48761 3º - 38409 1.000.000,00MT 50.000,00MT 25.000,00MT
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-

-

1º - 21377 - 2º - 48761 3º - 38409

1.000.000,00MT

50.000,00MT

25.000,00MT

 

 

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Savana 09-03-2018

2 Savana 09 -03-2018 m grupo de trabalhadores, que já ocupou importantes cargos na Electricidade de

m grupo de trabalhadores,

que já ocupou importantes

cargos na Electricidade de

Moçambique (EDM), acu-

sa o actual PCA, Mateus Magala,

de uma gestão pouco criteriosa.

No entanto, o CA da EDM refuta

as acusações e a rma tratar-se de

descontentes que se bene ciavam

sozinhos do corrompido sistema de procurement que estava instala- do na empresa.

Um dos pontos de fricção são os consultores contratados pelo PCA, alegadamente cinco ex-colegas do BAD (Banco Africano de Desen- volvimento) e todos residem nas Torres Rani, pagos pela tesouraria da empresa. Anteriormente, Maga- la causou furor entre a burocracia de Estado ao estabelecer concurso público para os cargos de adminis- tradores da empresa, situação não replicada para os consultores. Os contratados são Joseph Badaki, indicado para o cargo de assessor especial do PCA; Francis Masawi,

para o cargo de assessor especial para o administrador do pelouro das operações; David Wu, para assessor da administradora para o pelouro do pessoal e serviços corporativos; An- thony Odukomaiya, para o cargo de assessor especial do administrador para o pelouro das Finanças e Pedro

Mendes Simão, para assessor espe-

cial do Conselho de Administração

para as áreas de transformação e

energias renováveis.

Entendem as fontes que contacta-

ram o jornal que, tratando-se de po-

sições que precisam de técnicos al-

tamente qualificados, a EDM devia

ter promovido também um concurso

público internacional, visto que, por

essa via teria maior espaço para a

escolha de melhores dentro dos me-

maior espaço para a escolha de melhores dentro dos me- cidos (cerca de USD7000,00 mês). Para

cidos (cerca de USD7000,00 mês). Para além de salários, a EDM des- pende, mensalmente, 900 mil me- ticais (USD3000,00 por habitação) para o alojamento dos assessores.

Confrontada com esta questão, a di-

recção da empresa disse ao SAVA- NA que, no que concerne ao recru- tamento sem concurso público dos assessores do CA, os membros do CA da EDM são, à luz da Lei, in-

dicados pelo Governo, isto é, o PCA

é nomeado pelo Primeiro Ministro

e os Administradores pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia

com base em propostas do PCA. Os

últimos Administradores foram se-

leccionados através de um concurso o

público internacional em Julho de

de

2016. Este processo foi posterior-

erior-

mente extensivo aos Directores da

ores da

e-

sultores individuais trazem a expe-

riência e a competência necessárias e

mação

reduzem os custos de transformação

as e

necessários para a EDM e reduzem

eduzem eduzem e por em- e por em-
eduzem
eduzem
e por em-
e por em-

custos, caso a EDM optasse por em-

presas de consultoria.

Desde que tomou conta dos destinos a dos destinos a dos destinos da EDM, o
Desde que tomou conta dos destinos
a dos destinos
a dos destinos
da
EDM, o lema do actual Conselho
actual Conselho
actual Conselho
de
Administração
(CA) é transfor-
(CA) é transfor-
(CA) é transfor-
mar a empresa de modo a guiar-se
de modo a guiar-se
de modo a guiar-se
pelos princípios recomendáveis in-
os recomendáveis in-
os recomendáveis in-
ternacionalmente.
ente.

fala-se da introdução de

Para tal, fala-se da introdução de

de ética e conduta, reorgani-

códigos de ética e conduta, reorgani-

e selecção na base de concur-

zação e selecção na base de concur-

so administradores, directores gestores, reforma de procurement e Porém, as decisões do PCA têm sido
so
administradores, directores
gestores, reforma de
procurement e
Porém, as decisões do PCA têm sido
Porém, as decisões do PCA tê
Porém, as decisões do PCA tê
alvo escrutínio “ao mais alto
alvo escrutínio “ao mais alto
alvo escrutínio “ao mais alto
nível” de
poder e influência que têm os seus
poder e influência que tê
poder e influência que tê
detractores, sobretudo
detractores, sobretudo
detractores, sobretudo
ao nível po-
lítico.
lítico.

Quando surgiu a p

Quando surgiu a polémica dos sa-

EDM. É prerrogativa do PCA no- PCA no- PCA no- lários dos administradores, a EDM
EDM. É prerrogativa do
PCA no-
PCA no-
PCA no-
lários dos administradores, a EDM
lários dos admini
lários dos admini
mear assessores, figuras
que enten-
que enten-
que enten-
veio a público e
veio a público e
veio a público explicar que era “uma
der competentes numa determinada
a determinada
a determinada
tradição da casa” manter os salários
tradição da c
tradição da c
área de especialidade e, sobre tal, a
e e, sobre tal, a
e e, sobre tal, a
a antigos
a a
antigos
antigos administradores, mesmo
lei
não obriga à realização de con-
ealização de con-
ealização de con-
que estivessem na prateleira. Maga-
que estive
que estive
curso público.
la, la,
para
para tentar reverter esta situação,

conta contactou cada um dos administra-

dor dores “ociosos”, oferecendo-lhe tare-

fa fas técnicas dentro das competências

de

cada um.

Outra das alegações dos descon-

tentes é o facto de Magala aparen-

temente ter recusado ocupar a resi-

dência protocolar destinada ao PCA

da empresa, alegando que a casa não

lhe confere “dignidade”. A residên-

cia em alusão localiza-se na avenida

Kenneth Kaunda, no Sommerschild,

um dos bairros mais luxuosos da ca-

pital do país.

Assim, desde que tomou posse a 15

da ca- milhões de dó te te te lançamento lançamento lançamento posse a 15 posse
da ca-
milhões de dó
te te
te lançamento
lançamento
lançamento
posse a 15
posse a 15
para os distritos,
para os distrito
mo PCA da
mo PCA da
preços leonino
preços leonino
stabelecimen-
stabelecimen-
serviçosserviços dentdent
uxo pagos pela
uxo pagos pela
Em princí
Em princí
foi recrutado no
foi recrutado no
foi recrutado no
fontes, a
fontes, a
fontes, a
e era representante
e
era representante
concur
icano de Desenvolvi-
icano de Desenvolvi-
para
concur icano de Desenvolvi- icano de Desenvolvi- para milhões de dólares, milhões de dólares, nomeadamen- de

milhões de dólares,

milhões de dólares, nomeadamen-

de de linhas eléctricas

para os distritos, venda de energia a

preços leoninos e a terciarização de

serviços dentro da empresa.

Em princípio, segundo as nossas

EDM vai contratar sem

concurso público a Crown Agents

para disciplinar o processo de procu-

rem

rement dentro da empresa. A firma

britânica b Crown dirigiu, em 1996,

um processo de reforma das Al-

fândegas, que teve como objectivo

criar em Moçambique um serviço

alfandegário moderno e eficiente,

sobretudo na melhoria na colecta de receitas, numa altura em que o sec- tor das alfândegas estava no fundo

do poço, dominada pela corrupção e

altos níveis de contrabando.

A EDM argumenta que, com o pro-

cesso de transformação da empresa em curso, os parceiros internacionais

de cooperação tais como o Banco Mundial, Banco Europeu de Inves- timento, Banco Africano de Desen- volvimento, Agência de Cooperação do Governo do Japão ( JICA), o Reino da Noruega e da Suécia, IFC,

KFW, AFD, entre outras entidades internacionais de grande reputação, asseguraram o financiamento nos últimos três anos num montante global superior a 900 milhões de dólares. Os actuais investimentos permiti- ram a estabilização no fornecimento

de energia à zona centro estando em

curso projectos estruturantes como a

Central Térmica de Ressano Garcia,

a central a gás do Infulene e a cen- tral de painéis solares de Mocuba.

Está em discussão e em fase de pré- -financiamento a Central de Tema-

ne alimentada pelo gás extraído pela

Sasol. Com estes projectos, a EDM argumenta que poderá ter uma po- sição negocial “mais musculada” nos actuais fornecimentos de energia a

partir de Ressano Garcia e na reven- da de energia à zona Sul por parte

da

Na EDM, Mateus Magala foi in- cumbido pelo governo, a missão de assegurar o fornecimento de energia

eléctrica de qualidade, com seguran-

ça e fiabilidade, por forma a tornar a

EDM numa empresa de referência a nível nacional, regional e internacio-

nal, prosseguir com a electrifica- ção rural e urbana bem como a organização e gestão interna de

Eskom.

urbana bem como a organização e gestão interna de Eskom. de Agosto de 2015 como PCA

de Agosto de 2015 como PCA da

EDM, ele vive em estabelecimen-

tos hoteleiros de luxo pagos pela

empresa. Magala

Zimbabwe onde era representante

do Banco Africano de Desenvolvi-

mento (BAD).

os três anos, Magala viveu,

Nos últimos três anos, Magala viveu,

sucessivamente, no Hotel Polana, no

Hotel

um

amente, no Hotel Polana, no

Indy Village e, agora arrenda

apartamento nas Torres Ran

e faz parte do complexo hotele

que faz parte do complexo hoteleiro

Radisson Blu Hotel & Residen

Radisson Blu Hotel & Residence.

a

estadia de Mateus Magala naquele

Segundo

informação

receb

estadia de Mateus Magala

recebida,

complexo custa à EDM

complexo custa à EDM, mensal-

mente, cerca de 240

mil meticais

custa à EDM, mensal- mente, cerca de 240 mil meticais No exercício do EDM refere qu

No

exercício

do

EDM refere qu

a

EDM refere que quando o actual

contraditório,

necessitava j

PCA chegou,

a residência oficial

necessitava já de uma reabilitação

integral, fac

integral, face ao estado físico em que

se encont

se encontrava. Afirma que tal ainda

não aco

não aconteceu devido a questões re-

lacio

lacionadas com o sistema de procu-

rem

rement, que se encontra suspenso e

e em reformulação, só se permitindo

aquisições para material nevrálgico

para o negócio da empresa.

Sublinham que o procurement cons-

titui um dos pilares da transforma-

ção da EDM, por isso é que está em

reforma. “A função de “procurement” da em- presa foi um dos factores que di- luíram o valor e a credibilidade da EDM perante os nossos parceiros internacionais de cooperação e os nossos clientes. Todo o processo de aquisição de bens e serviços está em reestruturação na EDM até à con-

clusão da reforma do procurement da EDM. Assim, a EDM sentiu-se na

contingência de ter de encontrar so- lução para albergar o seu PCA que passou por primeiro alojá-lo, tem-

porariamente, em estância hoteleira

e, mais tarde, arrendamento de uma residência, onde o custo é determi- nado pelo mercado e negociação”, frisou. Foi através da manipulação do pro- curement (processo de compras e adjudicação de concursos), que

elementos ligados à administração Guebuza e à nomenklatura da Fre- limo em geral se beneficiaram de contratos avaliados em centenas de

lhores. Algumas correntes entendem Sobre os salários dos assessores, a rios dos assessores, a rios
lhores. Algumas correntes entendem
Sobre os salários dos assessores, a
rios dos assessores, a
rios dos assessores, a
que o lançamento de concurso pú-
EDM refere que a empresa, no âm-
que a empresa, no âm-
que a empresa, no âm-
blico permitiria que moçambicanos
bito da sua transformação, elaborou
a transformação, elaborou
a transformação, elaborou
qualificados também concorressem a
e
aprovou através do CA uma políti-
u através do CA uma políti-
essas vagas.
ca
de contratação e remuneração de
contratação e remuneração de
contratação e remuneração de
“Entendemos nós que da mesma
consultores individuais, para normar
ultores individuais, para norma
ultores individuais, para norma
forma que o PCA, que é moçam-
estas questões de forma transparente
tas questões de forma transpare
tas questões de forma transpare
bicano, foi chamado para aquele
e
e
e dentro de práticas globais. “É
dentro de práticas globais. “É
dentro de práticas globais. “É neste
cargo por ser uma pessoa altamente
contexto que os consultores
contextocontexto queque osos consultoresconsultores
indivi-
qualificada, também existem outros
duais foram contratados e
duais foram contratados e
duais foram contratados e
os resul-
moçambicanos
com
altos
índices
es
tados alcançados com a participação
tados alcançados com a p
tados alcançados com a p
de conhecimentos e que podiam ser
ser
ser
directa dos consultores
directa dos consultores
directa dos consultores
em áreas crí-
elegíveis para aqueles cargos.
Com
Com
Com
ticas de transformação continuam a
ticas de transformaçã
ticas de transformaçã
essas pessoas, a EDM até podia
é podia
é podia
ser ser
ser determinantes p
determinantes p
determinantes para este processo
poupar custos de alojamento”, la-
ento”,ento”, la-la-
de
de de
transformação
transformaç
transformação
da EDM”.
mentaram.
A A
A
EDM tinha
EDM tinha
EDM tinha
solicitado a empresas
Magala escolheu os cinco assesso-
cincocinco assesso-assesso-
de
de consultori
de
consultori
consultoria de renome interna-
res a dedo e todos provêm do BAD
rovêm do BAD
rovêm do BAD
cional propostas de consultoria, mas
cional prop
cional prop
onde o PCA foi também colabora-
ambém colabora-
ambém colabora-
que em face dos custos envolvidos,
que em
que em
dor.
acima de três milhões de dólares, a
acima
acima
Sabe o SAVANA
NANA queque aa EDMEDM gasta,gasta,
que a EDM gasta,
EDM optou por contratar directa-
EDM
mensalmente, cerca de 4.5 milhões
erca de 4.5 milhões
erca de 4.5 milhões
me mente
consultores
individuais
de
de meticais no pagamento de salá-
mentomento dede salá-salá-
a alta competência para as necessida-
rios aos cinco consultores especiais,
es especiais,
es especiais,
des de transformação da EDM e a
o
equivalente a 900 mil meticais de
cais de
apenas uma fracção daquele valor.

salário mensal para cada um deles (USD15.000,00). O jornal ouviu

empresas da área a operar em Mo- çambique que consideram tratar-se

de um “salário normal” para um con- sultor internacional especializado.

O jornal sabe que, no concurso para

administradores, vários candidatos internacionais seleccionados recu- saram as posições por considerarem “muito baixos” os honorários ofere-

O CA da EDM disse ao jornal que

não vê nenhum problema “em to- mar este tipo de decisão de gestão que acresce valor substancialmente à

empresa no seu programa de trans- formação com vista a ter uma EDM

mais robusta e transparente, impri- mindo uma gestão rigorosa e credí-

vel e, acima de tudo, com resultados

palpáveis e concretos a nível técnico,

económico e financeiro”. Tais con-

vel e, acima de tudo, com resultados palpáveis e concretos a nível técnico, económico e financeiro”.

Savana 09-03-2018

3

Savana 09 -03-2018 3
Savana 09 -03-2018 3 modo a elevar a capacidade financei- ra para garantir novos investimentos com

modo a elevar a capacidade financei-

ra para garantir novos investimentos

com a participação de parceiros na- cionais e internacionais.

Apesar do impacto positivo que são

os enormes investimentos que têm

sido canalizados para a empresa, as

suas contas continuam no vermelho,

sendo um dos argumentos o baixo

tarifário imposto politicamente e as

enormes dívidas do sector público

para com a EDM.

Em Agosto de 2017, a KPMG di-

vulgou o relatório de contas da

empresa referente ao ano 2016 e

verificou que a EDM registou um

resultado líquido negativo na ordem

de 983 milhões de meticais.

Para além de prejuízos de cerca de

mil milhões de meticais, a EDM

continua híper endividada com seus

principais parceiros. Segundo o do-

cumento, a EDM fechou o ano de

2016 com uma dívida na ordem de

23.9 mil milhões de meticais.

São dívidas com a Central Térmica

de Ressano Garcia no valor de 4.1

biliões de meticais, a Gigawatt Mo-

çambique no valor de 2.7 biliões de

meticais, a HCB no valor de 5.6

biliões de meticais de dólares e a

Karpower Internacional no valor se

2.6 biliões de meticais entre outros

fornecedores de onde destacam Pe-

quenas e Médias Empresas (PMEs)

que prestam serviços a companhia.

A EDM argumenta que agora, “ao

menos o público toma conhecimen-

to anualmente das nossas contas, que

têm sido auditadas sem reservas.”

o actual PCA da EDM sabe quando é que será debatida e aprovada e depois
o actual PCA da EDM
sabe quando é que será debatida e
aprovada e depois entrar em vigor e,
informação”, desabafaram.
Até ao momento, a EDM recebeu
mas, que o actual PCA interrom-
peu”, notam.
, notam.
são mais que muitas. De
enquanto a lei não é aprovada, a ile-
cerca de 200 geradores e a qualidade
Mas para a direcçã
Mas para a direcção
da empresa,
acordo com as fontes do
galidade continua na empresa sob o
é questionável, na medida em que al-
“nos últimos três an
“nos últimos três anos, introduzi-
beneplácito do PCA.
guns começaram a verter óleo.
mos o Código de É
mos o Código de Ética na
EDM
SAVANA, na EDM há uma re-
A empresa usa o caso dos contadores
e
e estamos a pautar
estamos a pautar por uma ges-
gra que preconizava a avaliação
como exemplo: “os contadores eram
tão empresarial e de governação
tão empresarial e d
do desempenho de cada traba-
adquiridos a 120 dólares a unidade e
dentro das práticas internacionais
dentro das práticas i
lhador e, em caso de resultado
Fazem notar que no capítulo referen-
nós corrigimos isso, agora adquirimos
com vista a assegurar valor acres-
com vista a assegur
positivo, o colaborador progride
te ao procurement e concursos públi-
directamente no fabricante a 50 dóla-
a 50 dóla-
centado aos nossos clientes, os
centado aos no
na carreira.
cos que o actual PCA tanto apregoa,
res a unidade. Havia uma sobrefactu-
a sobrefactu-
financiadores
financiadores e o accionista Es-
Essa maratona era feita em cada
mais uma vez foi ignorado no proces-
tado”. Especificamente sobre as
tado”. Espec
três anos e servia como um instru-
so de aquisição de 500 geradores na
as empresas pro-
rescisões d
rescisões de contratos de forneci-
mento de estímulo para a classe
vizinha República do Zimbabwe.
gamento dos seus
mentos
mentos de serviços com as PME
trabalhadora. “Sucede que, desde
Em Dezembro do ano passado, sob
e a “solução dos con-
nacionais, a EDM refere que pro-
que o nosso PCA chegou, inter-
ordens do PCA, a EDM conver-
m esquema alternativo
curement da empresa estava a ser
rompeu essa prática até novas
teu a dívida da empresa produtora e
er a dívida.
bastante mal feito, com processos
ordens que até ao momento não
distribuidora da energia eléctrica do
chegam”, frisam.
omento”, como dissemos, “a
não transparentes e sem benéfi-
Zimbabwe (ZESA, no acrónimo em
Sublinham que em meados de
Agent está a ajudar-nos a tor-
cos para a EDM.
2016, como vem sendo hábito, os
inglês de Zimbabwe Electricity Su-
ais transparente o
procuremen
Neste jogo de acusação e contra-
trabalhadores da EDM tinham
pply Authority) no valor de 615 mi-
EDM – deve ser isto que não est
-acusação, o Conselho de Ad-
começado com o processo de elei-
lhões meticais para 500 geradores de
a a agradar àqueles que beneficia
ministração da EDM refere que
ção de administrador, represen-
segunda mão.
sozinhos do corrompido
a
empresa tem agora melhores
tante dos trabalhadores, visto que
“A regra vigente na empresa é de
procurement que estava insta
rácios de produtividade por tra-
o actual está fora do mandato há
que, sempre que a EDM tenciona
As nossas fontes olham p
balhador e dirigente, acrescen-
dois anos.
adquirir um equipamento para o
didas tomadas pelo CA
tando que em 2017, ligaram 147
Porém, no meio do processo, com
funcionamento, antes, uma equipa de
de asfixiar as Pequenas
mil novos clientes, contra os 100
os candidatos em plena campanha
técnicos da empresa visita o fornece-
presas (PME), que
mil estabelecidos pelo Governo, o
eleitoral, Mateus Magala mandou
dor, verifica o equipamento e avalia se
e avalia se
serviços à EDM.
que foi grande recorde.
interromper o processo, alegando
tem qualidade ou adequa-se à nossa
-se à nossa
“Durante, anos
Para o CA da EDM, em vez de
que se devia aguardar pela nova lei
realidade e depois fazem um relató-
m um relató-
crescimento d
se destacarem lacunas, todas es-
das empresas públicas, ora na As-
rio favorável ou desfavorável para a
avorável para a
de ser
feras deviam focalizar-se mais no
sembleia na República (AR).
direcção da empresa tomar decisão.
forneciam
desempenho da EDM nestes três
Para as mesmas fontes, o preocu-
No caso dos 500 geradores da ZESA
anos da nova administração e
pante é que a proposta da lei foi
ninguém foi consultado e os técnicos
nsultado e os técnicos
procurar ajudar a empresa a me-
depositada na AR, mas não se
da empresa foram surpreendidos com
ram surpreendidos com
lhorar o seu desempenho.

orém, as queixas contra

mas não se da empresa foram surpreendidos com ram surpreendidos com lhorar o seu desempenho. orém,

4

Savana 09-03-2018

4 Savana 09 -03-2018

D ebaixo de fogo cruzado, devido à negligência na gestão da lixeira de Hu- lene, que terminou em

tragédia, o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) e o Conselho Municipal de Maputo (CMM) es- tão a desencadear, desde semana passada, uma mega operação de demolição de residências circun- vizinhas do depósito a céu aberto situado a 7 km do centro da cidade capital, numa clara corrida contra o tempo. E como a pressa é inimi- ga da perfeição, populares relatam atropelos na actuação das autori- dades.

populares relatam atropelos na actuação das autori- dades. de anos prestes a serem arruinados num estalar

populares relatam atropelos na actuação das autori- dades. de anos prestes a serem arruinados num estalar

de anos prestes a serem arruinados

num estalar de dedos. E para conter

os ânimos dos residentes, uma força

conjunta, que compreende a Polí-

cia Municipal e de Protecção, está

posicionada no local, empunhando

armas de guerras.

São casas que foram nascendo ao

redor da lixeira sob olhar impávido

das autoridades, que hoje, debaixo

de críticas pela recente tragédia,

procuram correr contra o tempo, se

bem que era possível terem agido

cedo e ao menor preço, estacando

os assentamentos antes que atingis-

sem proporções maiores.

ingis-

ndo

do

condutas de água são rompidas, e o

precioso líquido, que escasseia no

da de Hulene. Por outro lado, um ene. Por outro lado, um ene. Por outro
da de Hulene. Por outro lado, um
ene. Por outro lado, um
ene. Por outro lado, um

apou à morte, graças ao

lado, um ene. Por outro lado, um apou à morte, graças ao ocutado por um cabo

ocutado por um cabo eléctrico

média tensão, derrubado durante

média tensão, derrubado dura

Para acomodar as famílias desaloja- Para acomodar as família Para acomodar as família das, foi
Para acomodar as famílias desaloja-
Para acomodar as família
Para acomodar as família
das, foi aberto o Centro de Trânsi-
das, foi aberto o Centr
das, foi aberto o Centr
to do Bairro de Albasine. Até esta
to do Bairro de Alb
to do Bairro de Alb
quarta-feira, quando o
quarta-feira, quan
SAVANA

estavam montadas

ão rompidas, e o ão rompidas, e o “Não sei p “Não sei p que
ão rompidas, e o
ão rompidas, e o
“Não sei p
“Não sei p
que escasseia no
que escasseia no
tenho r
tenho r
o, vai jorrando, sem
o, vai jorrando, sem
e e
até h

rcando a arreia húmi-

“Não sei para onde vou. Ainda não

tenho resposta. Ontem dormi fora

sua casa ser demolida.

grande Maputo, vai jorrando, sem

até hoje não sei onde dormir”, diz

parar, encharcando a arreia húmi-

e em Hulene, a escassos minutos de

jovem escapou à morte, graças ao

“Também gostaria de saber para

eletrocutado por um cabo eléctrico

de

da sujeira no Centro de Acolhi-de saber para eletrocutado por um cabo eléctrico de mento. Está a imaginar o que é

mento. Está a imaginar o que é uma

casa de banho para 20 pessoas”, de-

sabafa uma residente que nega se

identificar, muito menos se deixar

fotografar, ela que entende que o

primeiro passo teria sido a constru-

ção de casas para o reassentamento.

“O processo não está assim muito

claro. A única coisa que sabemos

é que vão nos dar casas em Mar-

racuene, mas eles não dizem em

quanto tempo irão dar as casas, não

temos essa informação. Assim es-

tou a tentar me alojar em casa de

familiares”, conta João Filipe.

“Já não tenho casa. Dizem que me

vão construir uma em Marracue-

ne. Tivemos de alugar carros para

transportar os nossos bens porque

os do Conselho Municipal che-

garam tarde. Dos 19 membros da

família, apenas duas pessoas é que

foram ao Centro e nós outros nos

apelaram a irmos viver com fami-

liares”, diz Lina Salvador. “Dizem que vamos a Marracuene, mas temos crianças que estudam

aqui na cidade e o preço de trans- porte subiu. No mínimo tinham

de dar condições para recomeçar a

vida. Estão a falar de dar uma casa

de tipo 3, mas minha casa é de tipo

4 com tudo lá dentro. Isso inquieta-

é para depois dizerem que

jovens são frustrados”, desabafa Fe-

lisberto Matias.

“Isto não é fácil para qualquer um.

É muito triste abandonar a casa,

mas não há como, temos de sair”, testemunha Cristalina Langa.

E no Centro de Trânsito de Alba-

sine, encontramos Catarina Tinga, uma mãe que cuida duma jovem paralítica que necessita de cuidados especiais.

-me (

continuavam a chegar, outras ten-

bocaria (referência à lixeira) do que

onde vamos. É preferível morrer de

pronto socorro, depois de ter sido

Joss Jossai Júnior, que encontramo-lo

Mas a dor dos afectados não é só a

não é só a não é só a escalou o local, escalou o local, escalou
não é só a
não é só a
escalou o local,
escalou o local,
escalou o local,
bém relacio-
bém relacio-
50 50
50
tendas, qu
tendas, qu
as que pairam
as que pairam
82
82 82
pessoas,
pessoas,
e até esta quarta-
e até esta quarta-
continuav
continuav
, por exemplo, até
por exemplo, até
das esta
das esta
ovas casas, projecta-
ovas casas, projecta-
a a
meta
istrito de Marracuene,
istrito de Marracuene,
Na

perca de casas, está também relacio-

tendas, que acolhiam perto de

nada com as incertezas que pairam

pessoas, mas como mais famílias

pela frente, eles que até esta quarta-

-feira não sabiam, por exemplo, até

das estavam ainda em montagem e

quando terão novas casas, projecta-

meta é de 150 tendas.

das para o distrito de Marracuene,

Na qualidade de hospedeiro, o Se-

)

Dez horas da manhã de terça-feira, 06, a bulldozer, que ronca sem parar, aos poucos se aproxima à casa no. 2, quarteirão 119. Ali, uma casa tipo três, mais uma, está prestes a ser reduzida a escombros. “Isto é uma vida inteira que está sendo des- truída. Não foi em 10 nem em 15 anos que fiz esta casa” reage, incon- formado, João Filipe, que é apenas um dos vários residentes que viram suas residências transformadas em ruínas.

É a nova etapa do “caso da lixeira de

Hulene”, que está a agitar os resi- dentes locais, forçados a abandonar suas casas para recomeçar a vida em meio a incertezas.

A primeira fase da operação abran-

geu as casas localizadas no extremo sul da lixeira, onde na madrugada de 19 de Fevereiro, um monte de lixo cedeu e ceifou a vida de 16 pes- soas. No local só ficaram destroços, que estão de entre uma vedação a arrame ali colocada para evitar o re- gresso das famílias. Esta semana, quando o SAVANA

voltou a escalar o terreno, as demo- lições decorriam na parte este, mas 30 km
voltou a escalar o terreno, as demo-
lições decorriam na parte este, mas
30 km da capital.
apital.
cr cretário do Bairro de Albasine, João
Queixam-se ainda de terem sido
-se ainda de terem sido
Magaia, precisou que as condições
a meta é abranger toda a cintura da
informados, tardiamente, sobre as
ados,ados, tardiamente,tardiamente, sobresobre asas
estavam, minimamente, criadas
lixeira, onde se estima que cerca de
350 casas sejam deitadas abaixo,
para deixar desabitada uma área de
cerca de 50 metros.
demolições, com alguns a jurarem
olições, com alguns a jurarem
para responder à demanda.
mesmo que foram apanhados
esmo que foram apanhados
esmo que foram apanhados
Entretanto, parte considerável dos
surpresa.
urpresa.urpresa.
desalojadas prefere se alojar em ca-
É
É uma mega operação que
É
uma mega operação que
uma mega operação que
tam- sas de familiares, justificando a op-
Cada vez que a bulldozer se movi-
menta em direcção a mais uma casa, a,
bém expõe a falta de coordenação
bém expõe a falta de coo
bém expõe a falta de coo
ção com a falta de segurança para os
institucional. À medida
institucional. À medida
institucional. À medida que as de-
seus pertences e as condições higié-
rostos murcham, por ver sacríficos
ficos
ficos
molições prosseguem, por exemplo,
molições prosseguem,
molições prosseguem,
nicas no Centro de Acolhimento.
molições prosseguem, nicas no Centro de Acolhimento. “É muito difícil sa “É muito difí “É muito

“É muito difícil sa “É muito difí “É muito difícil sair duma casa grande para
“É muito difícil sa
“É muito difí
“É muito difícil sair duma casa
grande para viver
grande para vi
grande para viver numa tendinha.
Estou a sofrer
Estou a sofrer
Estou a sofrer com esta criança.
Em
Em
Em casa eu tinha condições para
casa eu
casa eu
t
t
dar banho a
dar banho a
dar banho a ela, mas aqui não sei
como faze
como faze
como fazer. Hoje de manhã acordei
e chorei
e e
chorei
chorei
por não saber o que fazer.
Estam Estamos num sofrimento, está tudo

para parado”, relata Catarina.

“N “Ninguém estava em casa quando a

máquina chegou. Voltamos a correr

para tirar qualquer coisa às pressas

e eles já estavam prestes a demolir.

Aqui estamos estagnados e não sa-

bemos para onde vamos, o melhor

seria antes construir as novas casas”,

observa Pedro José, que encontra-

mo-lo enclausurado numa tenda

com a esposa, no mesmo Centro.

“Minha casa foi destruída. Mas só

nos avisaram um dia antes e até

hoje não sabemos para onde va-

mos”, corrobora José Bachir.

Confrontando com as queixas, o

Conselho Municipal de Mapu-

to (CMM) diz que, em processos

onde há muitas pessoas, sempre há

reclamações.

“Trabalho com muitas pessoas é

sempre assim, há desinformação e

há aqueles que querem fazer apro-

veitamento”, disse ao SAVANA o

director de Salubridade e Cemi-

térios da cidade de Maputo, João

Mucavele.

Para João Mucavele, as pessoas vi-

ram o que aconteceu na madrugada

de 19 de Fevereiro, por isso a des-

truição é irreversível para poupar

vidas humanas.

Garantiu, sem precisar datas, que

“em breve”, os atingidos irão rece-

ber casas em Marracuene, numa

zona de reassentamento identifica-

da para o efeito.

“O nosso lema é salvar vidas huma-

nas, com respeito. Este espaço será

vedado e a lixeira será encerrada

respeitando a ecologia”, anotou.

Por sua vez, a porta-voz do Conse-

lho de Ministros, confrontada pelo

nosso Jornal, esta terça-feira, à saí-

da da 7 a Sessão Ordinária do órgão,

disse que o plano de reassentamen-

to das vítimas da lixeira de Hulene

vai compreender três fases.

De acordo com Ana Comoana, a

primeira fase, que compreende o reassentamento de 400 famílias, está orçada em mais de USD 20 milhões e inclui a abertura de vias

de acesso, instalação de equipa-

mentos sociais, construção de casas

e promoção de projectos de renda.

Disse que, para a segunda fase, que deverá ser de médio prazo, que con- templa 500 famílias, o orçamento é

de USD 29 milhões, enquanto a terceira e última, que beneficiará cerca de 850 famílias, custará USD 49 milhões. Ana Comoana também não se re- feriu a datas sobre o processo de reassentamento.

“O Plano já está em execução. Agora, até que se atinja todos os objectivos previstos no Plano, na- turalmente, ainda vai levar algum tempo”, rematou.

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um negócio tipi cado

Pú-

a

Universidade Eduardo

Mondlane (UEM), a mais antiga

instituição de ensino superior no

país, deverá ceder dois hectares

de terra, no seu campus principal,

para edi cação de um empreen-

como

blico

uma

Parceria

Privado

(PPP),

dimento imobiliário, que deverá

compreender hotéis, escritórios e

casas para habitação. No entanto,

o negócio está a ser contestado na

Universidade pública.

Ao conceder o referido espaço, a

UEM passa a deter 5% de participa-

ção da estrutura societária da Som-

merschield Business Park (SBP), que

tem como parceiros a Lotus Imobi-

liária e Tora Holdings.

Matriculada na Conservatória do

Registo de Entidades Legais sob

NUEL 100466112, a SBP será res-

ponsável pela gestão do empreendi-

mento imobiliário a ser erguido no

Campus Universitário da UEM.

universitária, mas estranham agora

que esteja a entregar o espaço uni-

versitário a um projecto imobiliário

que nada tem a ver com o processo de

ensino e aprendizagem.

As faculdades na altura elencadas

para funcionarem no campus prin-

cipal são: A faculdade de Direito, de

Arquitectura e Planeamento Físico, a

Escola Superior de Ciências de Des-

porto, Departamento de Geologia da

faculdade de Ciências e, por fim, a

Escola de Comunicação e Artes que

neste momento é a única a funcio-

nar em instalações arrendadas o que

constitui um grande peso financeiro

a instituição.

parceria entre a UEM, a Lotus

Imobiliária e Tora Holdings data

2012, altura em que os privados apre-

A

sentaram um projecto de PPP para

implantação de um empreendimento

imobiliário.

O projecto, que teve um parecer fa-

vorável do Conselho de Directores da

Segundo um documento na posse

UEM, previa a construção do com-

do

SAVANA, trata-se de uma PPP

plexo II da UEM, melhoramento do

que tem como integrantes a UEM,

jardim botânico, reposicionamento

representada no acto do memorando

do

campo experimental da Faculda-

pelo seu antigo vice-reitor para Ad-

de

de Agronomia e Engenharia Flo-

ministração e Recursos Humanos,

restal e, por fim, a edificação de uma

Ângelo Macuácua; a Lotus Imobiliá-

infra-estrutura multiuso que inclui

ria, representada pelo seu PCA, Dá-

um Centro de Convenções, serviços,

rio Manuel Tomé e a Tora Holdings,

comércio e habitação.

que tem como PCA, Paulo Ratilal,

O

Centro de Convenções seria geri-

filho do antigo PCA do Moza Banco,

do

pela SBP, da qual a UEM seria de-

Prakash Ratilal.

tentora de 5% do volume do negócio

A SBP tem como objectivo a pro-

moção de investimentos imobiliá-

rios, compra, venda e arrendamentos

de imóveis, bem como o comércio a

grosso e retalho com importação e

exportação.

Com um capital social de 50 mil me-

ticais, o portfólio de negócios da SBP

conta ainda com a venda de ferra-

mentas, ferragens, material de cons-

trução, viaturas, maquinarias agríco-

las, aeronaves entre outros.

De acordo com o documento que

temos vindo a citar, para a materia-

gerado. Mas a condição para alocação

desta percentagem estava refém da

afectação de dois hectares de terra no

campus principal da universidade. e.

No entanto, a SBP diz que o acordo

previa como uma das contrapartidas partidas

acordo

no

a mobilização de financiamento (175 ento (175 ento (175 milhões de meticais) pela Lotus e
a
mobilização de financiamento (175
ento (175
ento (175
milhões de meticais) pela Lotus e
ela Lotus e
Lotus e
pela Tora para a construção do com-
ução do com-
ução do com-
plexo pedagógico II, composto por
, composto por
, composto por
18 salas e um anfiteatro e depois a
fiteatro e depois a
fiteatro e depois a
concessão do espaço.
aço.
O
memorando
de entendimento en-
de entendimento en-
de entendimento en-
tre
as partes
previa que após a exe-
previa que após a exe-
previa que após a exe-
cução de 80% das obras do complexo
0% das obrasobras dodo complexocomplexo

pedagógico II, a UEM deveria desa-

ico II, a UEM deveria desa-

lização do plano de negócios, que nexar e entregar à sociedade SBP a e entregar
lização do plano de negócios, que
nexar e entregar à sociedade SBP a
e entregar à sociedade SBP a
e entregar à sociedade SBP a
passa pela implantação do empreen-
parcela de dois hectares para implan-
elaela dede doisdois hectareshectares parapara implanimplan
dimento imobiliário, a UEM deverá
tação do empreendimento imobiliá-
ãoão dodo empreendimentoempreendimento imobilimobil
ceder dois hectares na parcela 140C1,
rio
io que constitui o principal neg
io que constitui o principal neg
que constitui o principal negócio
141CC, 141BB e 140 AL, talhão 1
entre a UEM, Lotus e Tora, mas nada
entre a UEM, Lotus e Tora, ma
entre a UEM, Lotus e Tora, ma
localizada no interior do seu campus
se
sese
verificou até ao momento.
verificouverificou atéaté aoao momento.momento.
Universitário, sita na Avenida Jullius s
Nyerere.
A
parcela de terra constitui o activo
activo
activo
O O
O
PCA da Tora Holding, Dário
PCA da Tora
PCA da Tora
H
H
fundiário com o qual a Universida-
ersida-
ersida-
Manuel Tomé, um
Manuel Tomé, um
Manuel Tomé, um dos parceiros da
de participa no negócio, o que lhe
que lhe
que lhe
sociedade, manifestou
sociedade, manife
sociedade, manife
preocupação
confere 5% das acções na estrutura
a estrutura
a estrutura
com o atraso na cedência do espaço
com o atraso na
com o atraso na
da
sociedade. A Lotus Imobiliária e
Imobiliária e
Imobiliária e
para se avançar com o projecto, pas-
para se
para se avança
Tora Holding deverão investir USD
o investir USD
o investir USD
sados quatro anos após a entrega das
sados quatro
sados quatro
35 milhões para construção do em-
nstrução do em-
nstrução do em-
obras do Complexo pedagógico.
obras do C
obras do C

preendimento.

No entanto, a concessão daquele es- oncessão daquele es- oncessão daquele es- paço para a
No entanto, a concessão daquele es-
oncessão daquele es-
oncessão daquele es-
paço para a implantação do projecto
plantação do projecto
plantação do projecto
não é bem visto dentro da instituição
entro da instituição
entro da instituição
por se considerar que
colidecolide comcom oo
colide com o
discurso do próprio reitor, Orlando
, Orlando
, Orlando
Quilambo. É que durante a reunião
eunião

com o parceiros que apoiam a UEM para o desenvolvimento institucional,

cujo enfoque eram as infra-estrutu-

ras, apresentou um ambicioso projec-

to de integração no campus principal

das faculdades que funcionam fora daquele espaço. Alegava que aque-

la seria uma forma de permitir uma

maior partilha de recursos acadé- micos e administrativos, bem como

na redução dos gastos com a gestão

Segundo

Segundo Tomé, trata-se de uma PPP

cujas contrapartidas estão claras, que

passavam pass pela mobilização de finan-

ciamento cia junto de credores e parcei-

ros para as obras do complexo II e um

anfiteatro. Em troca receberiam um

espaço através do qual a UEM passa

a ser parte da integrante da socieda-

de. “Esperamos que dentro em breve

a universidade resolva esta situação”,

frisou Tomé, filho de Manuel Tomé,

um antigo secretário-geral da Fre-

limo e agora membro da Comissão Política do partido governamental.

Segundo

cujas c

complexo foi inaugurado em 2015,

mas continua o braço de ferro entre

O

as partes para a entrega de dois hecta-

res para a implementação do projecto.

Em declarações ao SAVANA em

princípios de Fevereiro, o vice-reitor

para Administração e Recursos, Ar-

mindo Daniel Tiago, disse que o

assunto estava numa fase de “análise

profunda por ser muito sensível”.

Segundo Tiago, apesar da parceria

ca

estabelecida, a UEM está em busca

de aconselhamento sobre a matéria ria e e

seguir “os seus tr

seguir “os seus trâmites legais e admi-

seguir “os seus trâmit

nistrativos a outros ní

nistrativos a outros níveis”, pelo que

nistrativos a ou

apontava um prazo de duas semanas manas não se pode pronunciar de momento. não se
apontava um prazo de duas semanas
manas
não se pode pronunciar de momento.
não se pode pronunc
não se pode pro
para a emissão de um pronunciamen-
ciamen-
ciamen-
Assinada pelo director do Centro de
Assinada
Assinada pelo dire
to
definitivo sobre o assunto. Passado
o. Passado
o. Passado
Comunicação e
Comunicação e
Comunicação e
Marketing (CECO-
o
prazo estabelecido, o
SAVANA
SAVANASAVANA
MA), Manuel Mangue, refere a nota
MA), Manue
MA), Manue
voltou à carga, tendo a UEM através
a UEM através
a UEM através
de
uma nota datada de 1 de Março,
dede 11 dede Março,Março,
que a UEM dará uma resposta logo
que a UEM
que a UEM
apontado que o assunto continuava a
sunto continuava a
sunto continuava a
que tiver
que tiver
que tiver
terminado os seus trâmites.
continuava a sunto continuava a sunto continuava a que tiver que tiver que tiver terminado os

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Estão abertas as inscrições para o L’atelier 2018. Estão a Se tem entre 21 a
Estão abertas as inscrições para o L’atelier 2018.
Estão a
Se tem entre 21 a 35 anos de idade, inscreva-se e participe
Se tem en
de uma das maiores competições de arte de África.
Para mais informações, contacte a página do L’atelier
em lateliercompetition.com
Inscrições abertas até 27 de Abril de 2018.
Termos e condições aplicaveis.

10

Savana 09-03-2018

10 Savana 09-03-2018

Conselho Executivo do por cento do PIB em 2016. Na sequência desse entendimen- ra BMI
Conselho Executivo do
por
cento do PIB em 2016.
Na
sequência desse entendimen-
ra
BMI Research considera que
ue
enquadramento
enquadramen
enquadramento
legal le
anti-cor-
Fundo Monetário In-
Esse incremento deveu-se prin-
cipalmente a pressões continua-
das sobre a despesa, incluindo
to,
receberam com agrado os
o
Banco de Moçambique pode
pode
rupção consistente, é importante
rupção consist
rupção consistente,
ternacional (FMI) con-
esforços do Banco Central para
“cortar agressivamente” a taxa de
axa de
axa de
fortalecer a sua implementação e
fortalecer a su
fortalecer a sua im
sidera que a economia
melhorar a sua capacidade de
juros de referência em mais 300
mais 300
mais 300
aplicação.
aplicação.aplicação.
de Moçambique enfrenta desa-
uma maior folha salarial e custos
supervisão, modernizar o enqua-
pontos-base na primeira metade
ira metade
ira metade
“Os directores receberam com
“Os directore
“Os director
os difíceis e os desequilíbrios
elevados do serviço da dívida.
dramento de resolução bancária
deste ano.
agrado a a
agrado a a
agrado a aprovação de um de-
macro-económicos continuam
O Conselho de Directores do
e rever a lei do banco central para
“A
inflação
em
Moçambique
Moçambique
Moçambique
creto que estabelece um enqua-
creto que
creto que
a
crescer, indica o relatório da
FMI enfatizou a necessidade de
alargamento da base tributária
que tenha um mandato claro e
deve atingir o ponto mais baixo
onto mais baixo
onto mais baixo
dramen
dramento para a contratação de
Consulta do Artigo IV, uma das
autonomia operacional.
neste primeiro semestre depois
oo semestresemestre depoisdepois
dívida pública e emissão de ga-
dívid
de ter caído abruptamente em
oo abruptamenteabruptamente emem
cláusulas do instrumento que
regula a cooperação entre a or-
ganização e o país.
através da eliminação de isen-
Face à redução da inflação e
2017 e vai
subir sustentadamen-
subir sustentadamen-
subir sustentadamen-
rantias”, frisam.
ran
ções do IVA e de outras isenções
fiscais.
Impõem-se igualmente o im-
das
taxas de juro reais elevadas,
te
durante a segunda metade do
te a segunda metade do
Destacaram ainda que o esclare-
os
directores do FMI aplau-
ano, num contexto de uma moe-
m contexto de uma moe-
cimento pleno do uso dos recur-
dem a decisão recente de redu-
da mais fraca e da diminuição
ais fraca e da diminuição
sos dos empréstimos não revela-
O
diagnóstico pouco animador
perativo da redução da despesa
zir
a taxa da política monetária
dos efeitos do abrandamento da
efeitos do abrandamento d
do
FMI contrasta com o tom
e
acreditam que a consolidação
subida dos preços alimentares”,
ubida dos preços alimentar
ubida dos preços alimentar
triunfalista do governador do
Banco de Moçambique, Rogério
Zandamela, que, na semana pas-
sada, afirmou em conferência de
corrente protegendo, ao mesmo
tempo, os recursos para projec-
dos contraídos por três empresas
fiscal pode abrir espaço para
públicas será essencial para resta-
escrevem os peritos desta unida-
escrevemescrevem osos peritosperitos destadesta uu
tos
de protecção social e infra-
um abrandamento cauteloso da
belecer a confiança e encorajar o
de
de
de
de análise da agência de nota-
de análise da agência d
de análise da agência d
-estrutura.
“Os directores receberam com
política monetária, reajustando o
ção financeira Fitch.
çãoção financeirafinanceira Fitch.Fitch.
investimento privado.
assim o leque de políticas. Sema-
a-
“Neste contexto, pensamos que
“Neste contexto, pen
“Neste contexto, pen
Por
outro lado, é fundamental
imprensa que o país saiu da cri-
agrado os planos anunciados pe-
na
passada, o Comité de Política
lítica
o
o
o
Banco de Moçambique vai re-
Banco de Moçam
Banco de Moçam
que
haja um esforço renovado
se, assinalando que chegou a ser
las autoridades para retomar as
Monetária (CPMO) do
Banco
Banco
Banco
duzir a taxa de juro directora de
duzir a taxa de ju
duzir a taxa de ju
para impulsionar o ambiente de
tido como “doido” por ter feito
discussões com credores priva-
de
Moçambique anunciou a re-
iou aa re-re-
forma bastante agressiva durante
forma bastante
forma bastante
negócios e a governação de for-
tal proclamação.
dos e enfatizaram que progressos
dução da taxa de juro
de Política
de Política
de Política
a
a
a
primeira metade do ano, para
primeira m
primeira m
ma a dinamizar o investimento
depois a manter”, acrescentam.
depois a ma
depois a ma
Notando que o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) di-
minuiu para 3,8% em 2017 face
a 6,6% em 2015, o Conselho de
Directores do FMI assinala que
nas discussões de reestrutura-
ção da dívida seriam um passo
importante para restabelecer a
sustentabilidade da dívida”, diz o
comunicado do FMI.
Monetária, taxa MIMO, em 150
MO, em 150
MO, em 150
privado e a criação de emprego,
O
O
O
FMI faz notar que a flexibili-
FMI fa
FMI fa
pontos bases para 18,0%. Baixou
18,0%. Baixou
18,0%. Baixou
dade da
dade
dade da
taxa de câmbio para aju-
visando um crescimento inclu-
igualmente as taxas de Facilidade
axas de Facilidade
axas de Facilidade
dar a mitigar os choques é igual-
dar a
dar a
sivo e a redução da pobreza e a
Permanente de Cedência (FCP)
de Cedência (FCP)
de Cedência (FCP)
mente men uma decisão no caminho
desigualdade.
e
da Facilidade Permanente de
dade Permanente de
certo. ce
“A reestruturação das empresas
as perspectivas continuam desa-
Depósito
públicas em dificuldades será
fiadoras e sem acções de políti-
tos
bases passando para 19,0% e
es passando para 19,0% e
fundamental para melhorar a
cas adicionais, o crescimento real
Para os responsáveis do FMI, é
fundamental implementar refor-
mas no sector financeiro e do re-
gime monetário para fortalecer a
resiliência e mitigar os riscos.
12,5%, respectivamente.
deverá decrescer ainda mais ao
longo do tempo, com a inflação a
manter-se nos níveis actuais.
“O défice fiscal expandiria, le-
Depois da redução de 150 pon-
Para os responsáveis do FMI,
eficiência e reduzir as perdas fi-
da taxa MIMO, a consulto-
apesar de Moçambique ter um
nanceiras”, lê-se no texto.
vando a uma acumulação adicio-
nal
de dívida pública e à exclusão
do
sector privado. A exposição
crescente dos bancos ao governo,
aliada a elevadas taxas de juro,
criam potenciais vulnerabilida-
ministro
moçambi- moçambi-
entendimentos sobre como sanar
entendimen
não interfiram nos negócios da
debatidos primeiro entre os
des macrofinanceiras”, lê-se no
cano
dos
dos
Negócios
Negócios
a
a dívida”,
dívida”, referiu Pacheco.
ExxonMobil com a Rosneft, em
membros do consórcio e deve
documento.
Estrageiros
ageiros
e
e
Coo-
Coo-
A
A quest
questão foi levantada por jor-
ser definida uma solução”,
Embora a inflação tenha dimi-
peração, José Pache-
ração, José Pache-
nalistas à saída da Presidência da
nuído rapidamente, o crescimen-
co,
garantiu,
ntiu,
nesta
nesta
quarta-
quarta-
República. Lavrov não se pro-
Moçambique.
“Em Moçambique e em toda a
parte do mundo, nós defende-
mos que interesses económicos
acrescentou.
“Vamos ver como os interes-
to do PIB real continua fraco e
-feira,
que o país chegou a
que o país chegou a
nunciou sobre o assunto.
ses
económicos das empre-
não devem ser definidos por as-
os desequilíbrios macroeconó-
um
entendimento
com
o
A resolução da dívida “é uma
sas
americanas vão ou não
micos estão a crescer, impondo-
ser
afetados pela posição do
banco VTB sobre como sa-
nco VTB sobre como sa-
questão técnica que está a ser
-se a necessidade de um reajus-
Estado americano”, rematou
nar a dívida que detém junt
trabalhada a nível dos pelouros
tamento do leque de políticas
Serguei Lavrov.
daquela instituição
responsáveis por seguir com este
para garantir uma estabilidade
O ministro dos Negócios Es-
ra russa, mas recusou-
ra russa, mas recusou-se em
processo”, rematou Pacheco.
suntos políticos e vamos pensar
que este princípio vai ser prio-
ridade aqui”, referiu o chefe da
diplomacia russa.
As petrolíferas ExxonMobil,
macroeconómica duradoura e a
trangeiros russo referiu que o
entrar em detalhes.
entrar em detalhes.
Andrey Kostin, presidente do
implementação de reformas es-
norte-americana, e a estatal rus-
sa Rosneft, são parceiras desde
país
“tem planos” para o sec-
VTB, tinha dito há um mês à
truturais para promover o cresci-
ci-
2015 na prospecção de petróleo
tor
da energia em Moçam-
agência de informação financeira
O
O VTB emprest
VTB emprestou 535 mi-
mento inclusivo.
bique, mas reservou-os para
Bloomberg que se queria reunir
lhões de dólares à Mozam-
lhões de dólare
a reunião da comissão mista
com o Presidente de Moçambi-
bique
bique
Asset
Asset
Management
ao largo da costa moçambica-
na, juntamente com a Empresa
Nacional de Hidrocarbonetos
que “para o convencer a negociar”
Nesse sentido, aquele
órgão de
órgão de
órgão de
(MAM),
(MAM), uma parte dos dois
(ENH).
o pagamento da dívida do país.
direcção do FMI destaca que é
estaca que é
estaca que é
mil milhões de dólares de dí-
mil milhõ
No entanto, a empresa dos EUA
O VTB emprestou a parcela
essencial um esforço de consoli-
çoço dede consoli-consoli-
vidas o
vidas ocultas do Estado con-
anunciou em Fevereiro aos in-
intergovernamental, que em
Abril se reunirá em Maputo
para reforçar a cooperação
bilateral.
das dívidas ocultas destinada à
dação fiscal firme com o objec-
e com o objec-
e com o objec-
traídas sem conhecimento do
O consórcio ExxonMobil,
MAM, enquanto o Credit Suisse
tivo de fechar
o défice primário
o o
défice primário
défice primário
Parlamento nem de parceiros
preparou os pacotes dos restan-
vestidores que se vai retirar de
projetos conjuntos com a Ros-
neft na sequência das sanções
para assegurar a sustentabilidade
r a sustentabilidade
r a sustentabilidade
de cooperação internacional.
Rosneft e ENH recebeu três
áreas de prospecção no quin-
tes 622 milhões de dólares para
dos Estados Unidos e da União
to e mais recente concurso de
fiscal.
José Pacheco falava aos jor-
a ProIndicus e 850 milhões de
pesquisa de hidrocarbonetos
“Uma política monetária aper-
etária aper-
etária aper-
nalistas ao lado de Serguei
Europeia contra a Rússia.
Questionado pelos jornalistas
dólares para a Ematum. O Mi-
em
Moçambique, realizado
tada, aliada a uma apreciação da
iaçãoiação dada
Lavrov, ministro dos Negó-
à saída de um encontro com o
nistério da Economia e Finanças
anunciou em Fevereiro que vai
reunir-se com os credores no dia
em
2015. Foram atribuídos
taxa de câmbio, conduziu a uma uma
queda acentuada da inflação para
6,3% em Janeiro de 2018, de um
pico de 26% em Novembro de
2016”, prossegue o texto.
Todavia, estima-se que o défice
fiscal de 2017, incluindo os atra-
sados externos e internos, tenha
aumentado para cerca de 8,2%
cios Estrangeiros russo, de-
pois de este ter sido recebido
em audiência pelo Presidente
“Em relação à dívida com o
VTB, esteve cá o director-
-geral do banco russo que
trabalhou com os sectores
pertinentes nesta área e há
20 de Março, em Londres, para
avançar nas discussões da restru-
turação da dívida.
Presidente, Filipe Nyusi, o go-
vernante russo disse ter conhe-
cimento de que o consórcio de
prospecção estaria “a fazer a re-
gularização jurídica do futuro
trabalho” em Moçambique.
“Se acontecerem alguns pro-
blemas com os nossos parceiros
ao
consórcio ExxonMobil
(60%) e Rosneft (20%) três
da República, Filipe Nyusi.
blocos, um na bacia de Ango-
che e os outros dois na bacia
do
Zambeze, na zona central
do
país.
Entretanto, Serguei Lavrov dis-
se esperar que assuntos políticos
da Exxon, acho que devem ser
(Redacção)
do PIB em comparação com 7,6

Savana 09-03-2018

11

Savana 09-03-2018 11
Sede: Sede: Moçambique, Caixa Postal 263, Songo – Tete Telefone: +258 252 82221/4; Fax: +258
Sede:
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Moçambique, Caixa Postal 263, Songo – Tete
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E-mail: cas.sng@hcb.co.mz;
http://www.hcb.co.mz
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Escritório de Maputo:
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Av. 25 de Setembro, 420 – 6º Andar – Maputo
Telefone: +258 21 350 700
Fax: +258 21 314 147,
E-mail: hcbmpt@hcb.co.mz
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Serviços de Owner’s Engineer para reabilitação
dos Grupos Geradores
Solicitação de Manifestação de Interesse
Serviços de Owner’s Engineer para reabilitação dos Grupos Geradores Solicitação de Manifestação de Interesse

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12 Savana 09-03-2018

Savana 09-03-2018

12 Savana 09-03-2018
o último dia do seu 54º como o principal instrumento de como o principal i
o último dia do seu 54º
como o principal instrumento de
como o principal i
como o princi
congresso, em Dezem-
hipoteca.hipoteca.
hipoteca.
bro, o ANC aprovou uma
Se
Se
Se tomarmos e
tomarmos e
tomarmos em conta todos estes
resolução instando o go-
factores, chegaremos à conclusão
factores, cheg
factores, cheg
verno a iniciar um processo com
de
de que a m
de
que a m
que a maior parte da terra nas
vista a uma emenda constitucio-
mãos de privados na África do Sul
mãos de p
mãos de p
nal que permita a expropriação
está efectivamente hipotecada aos
está efe
da terra sem compensação.
bancos.
banco
Uma Um expropriação sem compensa-
Especi camente, o ANC manda-
ç ção signi ca que os proprietários
tou o seu governo a propor à As-
destas terras cam privados dos
sembleia Nacional alterações no
recursos necessários para liquidar
artigo 25, que faz parte do extenso
as suas dívidas junto da banca, para
quem o Estado também se deso-
capítulo dos direitos e garantias da
briga de pagar o que é devido.
constituição sul-africana.
A alternativa é o Estado tornar-se
No seu parágrafo número 1, este
herdeiro das dívidas aos bancos, o
dispositivo constitucional de-
que é pouco provável devido aos
termina que “Ninguém deve ser
limites de endividamento estabe-
privado da posse de propriedade,
lecidos por lei. Seria, na realidade,
excepto nos termos da lei”. Acres-
uma dívida insustentável, e o Esta-
centa, ainda, que “nenhuma lei
do nunca estaria em condições de
deve permitir a privação arbitrária
paradoxo de estar entre as econo-
dem ocorrer havendo
um acordo
um acordo
um acordo
indústria, par
indústria, para o sector mineiro e
indústria, par
a pagar.
de posse de propriedade”.
mias mais desenvolvidas do mun-
sobre o preço de aquisição entre o
uisição entre o
uisição entre o
ainda par
ainda para o turismo.
ainda para
As consequências não terminam
A constituição estipula duas con-
do, mas com a maioria do seu povo
governo e os proprietários visados.
rietáriosietários visados.visados.
Por isso
Por isso
Por isso tem uma estreita relação
por aqui. Todos os sectores aci-
dições em que a expropriação de
a viver na pior miséria.
A
aquisição de terras a preços
e terras
e terras
a preços
a preços
com o sector nanceiro. Qualquer
com o
com o
ma referidos recorrem também à
propriedade é permissível, no-
A constituição sul-africana prevê
comerciais
implica
mplica
a
um
um
um
enorme
enorme
enorme
inter
intervenção política mal desenha-
indústria seguradora para se pre-
meadamente (a) para ns públi-
também mecanismos de restitui-
esforço nanceiro, ao qual nem
anceiro,anceiro, aoao qualqual nemnem
da no processo de resolução da
da
caver de eventos não previstos.
cos ou no interesse público; e (b)
ção, através dos quais comunida-
sempre o governo é capaz de dar
governo é capaz de dar
governo é capaz de dar
questão da terra pode afectar ne-
Sem agricultura, desaparecem a
a obrigatoriedade de compensação
des que sejam capazes de identi-
resposta.
a.
gativamente o sistema nanceiro
indústria de agro-processamento,
num valor, período e forma de pa-
car terras que lhes tenham sido
Nunca foi questionada a necessi-
e,
por conseguinte, toda a econo-
e
os sectores retalhista, de seguros
gamento acordados entre as partes
forçosamente expropriadas podem
dade da resolução da questão da
de da resolução da questão
mia nacional, empurrando o país
e
nanceiro. Na verdade, desapa-
afectadas ou decidida ou aprovada
recorrer aos tribunais para as rea-
para níveis de pobreza ainda piores
terra na África do Sul num mo-
rece toda a economia moderna da
por um tribunal.
ver.
do que os que se pretende corrigir.
África do Sul como a conhece-
delodelo queque permitapermita umauma disdis
delo que permita uma distribui-
Oferece ainda detalhes sobre a
Com efeito, o parágrafo 7 do arti-
Uma abordagem objectiva deve
mos. É incalculável o número de
ção justa deste recurso p
ção justa deste recurso p
ção justa deste recurso por toda
abrangência do conceito de “in-
go
25 da constituição da África do o
reconhecer que os actuais proprie-
trabalhadores que passarão para o
a a
a população. Existe, no
população. Existe, no
população. Existe, no país, um
teresse público”, sublinhando que
desemprego.
Sul determina que qualquer pes-
pes-
tários não são os mesmos que há
consenso de que u
consenso de que u
consenso de que um futuro de
o mesmo “inclui o compromisso
Apesar de considerar a matéria
soa ou comunidade que tenha sido
a sido
três séculos recorreram à brutali-
desenvolvimento ec
desenvolvimento ec
desenvolvimento económico e so-
nacional para a reforma no siste-
alvo de expropriação tem direito à
direito à
direito à
dade e violência para se apropria-
de urgente, a resolução do ANC
cial sustentável d
cial sustentável d
cial sustentável deverá passar pela
ma de posse da terra, e a reformas
sobre a expropriação da terra em
restituição dessa mesma proprie-
a proprie-
a proprie-
rem do alheio. Se há herdeiros não
capacidade de
capacidade de
capacidade de
todos os cidadãos
que visem criar as condições para o
Dezembro não estabelece prazos
dade ou a uma compensação justa.
nsação justa.
nsação justa.
são directos, e devem ser uma mi-
terem acesso
terem acesso
terem acesso
à terra em condições
acesso equitativo a todos os recur-
para a conclusão do processo, su-
Estes direitos são
regulados por
regulados por
regulados por
noria insigni cante. A maior parte
de de
de equilíbr
equilíbr
equilíbrio e de justiça. O pro-
sos naturais”.
blinhando apenas que o mesmo
uma lei especí ca, implementada
, implementada
, implementada
dos actuais proprietários compra-
blema, p
blema, p
blema, porém, é como é que isso,
No contexto sul-africano, onde a
deve ser “sustentável”, e sem um
através da Comissão sobre a Res-
ssãossão sobresobre aa Res-Res-
ram as suas propriedades dentro
na na
verd
verdade, se pode pôr em prática.
colonização teve como caracte-
impacto negativo sobre a produ-
tituição dos Direitos de Posse de
Direitos de Posse de
Direitos de Posse de
do sistema de mercado aberto,
rística principal um movimento
A A
id
ideia da expropriação parece
ção agrícola, a segurança alimentar
Terra. A Comissão é apoiada por
omissão é apoiada por
omissão é apoiada por
ainda que antes de 1994 este fosse
generalizado de violência, subju-
ser ser
apelativa e lógica, se os argu-
e outros sectores da economia.
um tribunal especi camente esta-
nalnal especiespeci camentecamente esta-esta-
racialmente discriminatório.
gação, exclusão e expropriação de
mentos históricos tiverem de ser
O ANC está certamente ciente do
belecido para o efeito.
o para o efeito.
O sistema de mercado aberto sig-
terras aos nativos, a questão da ter-
tomados em conta. A questão, no
que não se deve fazer se pretender
Mas
este processo é longo, com-
este processo é longo, com-
este processo é longo, com-
ni ca que a terra é um bem econó-
ra
é bastante emotiva, e ocupa um
outro extremo, é como é que o país
que a África do Sul continue a ser
plexo e lento, com os resultados
xo e lento, com os resultado
xo e lento, com os resultado
mico comercializável e facilmente
lugar central em todo o processo
enfrenta as consequências econó-
uma economia robusta. Tem cons-
até aqui alcançados muito abaixo
té aqui alcançados muito ab
té aqui alcançados muito ab
convertível em liquidez. O que
de governação.
micas e sociais que desse processo
ciência do lugar que o país ocupa
do desejável. Um estudo re
do desejável. Um estudo re
do desejável. Um estudo recente
torna muito apetecível a sua apli-
Em 1911, a Lei das Minas e do
podem resultar.
no
contexto da economia mundial,
indicava que cerca de 50 p
indicava que cerca de 50 p
indicava que cerca de 50 por cento
cação como hipoteca. A hipoteca
Trabalho impedia os negros de
Uma das premissas para que o
e
das desastrosas consequências
da terra já adquirida pa
da da
terra já adquirida pa
terra já adquirida para ns de
tanto pode ser no momento da
trabalharem
quali cada
como
mão-de-obra
ra
processo tenha sucesso é que ele
que resultariam de decisões polí-
restituição ainda não
restituição ainda não
restituição ainda não
tinha sido
compra, em que se usa a própria
no
sector
industrial.
trial.
trial.
ticas apelativas para a opinião po-
seja abordado de uma forma que
transferida para os
transferida para os
transferida para os
seus bene -
propriedade como garantia, como
Em 1913, a Lei de Terra para os
ara os
ara os
pular, mas sem qualquer aplicação
permite que seja entendido por
ciários, e que vária
ciários, e que vária
ciários, e que várias reivindicações
também pode ser para a aquisição
Nativos proibia os negros de ad-
s de ad-
s de ad-
prática numa economia moderna.
todos como necessário para o de-
têm estado há m
têm estado
têm estado há mais de dez anos à
de outros bens ou aplicação em in-
quirir ou arrendar terras em zo-
asas emem zo-zo-
Por isso, o maior desa o será en-
senvolvimento colectivo e susten-
esperaespera dada imp
espera da implementação dos seus
vestimentos.
contrar o ponto de equilíbrio entre
nas
exclusivamente
reservadas
reservadas
reservadas
tável do país como um todo, e não
acordos de c
acordos de c
acordos de compensação. Uma das
Se olharmos para a agricultura,
uma resposta adequada à expecta-
aos brancos. Como consequência
consequência
consequência
uma espécie de vingança de uma
razões por
razões por
razões porque o processo tem sido
por exemplo, onde a terra entra
tiva nacional de corrigir distorções
disso, a maioria da população ne-
a população ne-
a população ne-
raça contra a outra. Só assim é que
lento
lento é
lento é
que a lei coloca a possibi-
como um dos principais factores
histórico-coloniais e, ao mesmo
gra só podia viver e trabalhar em
ver e trabalhar em
ver e trabalhar em
mesmo aqueles que se considerem
lidade
lidade dos pedidos de restituição
de produção, podemos imaginar
tempo, garantir que a economia
8 por cento do total do território
o total do território
o total do território
potencialmente prejudicados, irão
esta
estarem sujeitos à contestação ou
uma cadeia de valor em que está
sul-africana continue pujante e
nacional. Outras disposições legais
s disposições legais
s disposições legais
se aperceber dos benefícios a longo
re
recurso, o que resulta em que os
também envolvida a indústria de
vibrante, num contexto em que
discriminatórias foram aprovadas
am aprovadas
am aprovadas
prazo, que resultarão da sua con-
processos se arrastem por muito
processamento e o sector retalhis-
ela se torna ainda mais inclusiva,
para a exclusão da população mes-
ação mes-
ação mes-
tribuição para uma distribuição
tempo.
tiça no Cabo, e indiana no Natal.
atal.
É por isso que o governo intro-
mais justa e equilibrada da riqueza
nacional. Isso só será possível com
ta.
Nesta cadeia, o agricultor forne-
competitiva e sustentável.
Este é um processo em que a co-
duziu uma outra modalidade, que
consiste em ele próprio assumir a
responsabilidade de aquisição da
terra junto dos actuais proprietá-
rios e distribuí-la pela população
necessitada. Este sistema, conheci-
ce a sua produção à indústria de
uma liderança política esclarecida,
Com todo este historial, torna-
processamento e esta, por sua vez,
-se imperioso que o novo regime
democrático procure desenhar
e que pelos seus actos é capaz de
ganhar a con ança de todos.
políticas que visem a eliminação
das gritantes desigualdades sociais
é fornecedora do sector retalhista.
Numa economia capitalista, cada
um destes funciona com nan-
ciamento bancário para realizar as
munidade branca vai ter de ceder
parte dos seus exagerados privi-
légios e dar a sua colaboração, no
entendimento de que o seu pró-
prio futuro continuará comprome-
tido enquanto quiser permanecer
e económicas que são a principal
do pela designação Willing Buyer,
A
terra é o principal pilar da eco-
característica da África do Sul. De
facto, a África do Sul enfrenta o
Willing Seller, signi ca essencial-
nomia da África do Sul. Ela é
recurso para a agricultura, para a
a viver como uma pequena ilha de
prosperidade rodeada de um mar
mente que tais transacções só po-
suas actividades e responder às ne-
cessidades do seu fornecedor. Em
todo este processo, a terra entra
de pobreza extrema.

13Savana

09-03-2018

13Savana 09-03-2018
13Savana 09-03-2018
13Savana 09-03-2018
13Savana 09-03-2018

14

Savana 09-03-2018

Savana 09-03-2018

15

14 Savana 09-03-2018 Savana 09-03-2018 15 m grupo de indivíduos que se cataloga de nativos está

m grupo de indivíduos que

se cataloga de nativos está a

invadir propriedades alheias,

para depois vender aos peda-

ços, no distrito de Marracuene, pro-

víncia de Maputo.

Uma extensa área cujo título do Di-

reito de Uso e Aproveitamento de

Terra (DUAT) pertence à Sunset

Land - agropecuária está a ser inva- dida, parcelada e vendida para a cons- trução de habitações por singulares que se intitulam de nativos da zona.

engenharia usada pelos assaltantes

é a mesma que culminou com a inva- são, expropriação e venda de terras da empresa Milhulamete, também no dis- trito de Marracuene. A Milhulamete desenvolve um projecto de plantio de eucaliptos. O “assalto” à propriedade da Milhulamete desaguou na expulsão de

Judite Simão, juíza do Tribunal Judicial

Distrito de Marracuene, da ma-

gistratura judicial por prática de actos contrários à lei. Desta vez, a zona que foi assaltada é uma área de 90 hectares, de um total de 115 concessionados à Sunset Land, há mais de 50 anos, que está a ser tomada

assalto por supostos nativos e que,

segundo eles, a invasão resulta do facto

fazenda ter sido abandonada, crian-

sérios constrangimentos de segu-

rança às comunidades circunvizinhas. Contudo, Milton Torre de Vale, pro- prietário da área invadida, desmente a

versão dos “assaltantes” e diz que a pro- priedade era devidamente explorada e

acordo com os termos da lei de Ter-

ras. Na realidade, a rma, os invasores

são

Torre de Vale contou-nos que o “assal-

e fraccionamento da sua proprieda-

de é do conhecimento das autoridades

administrativas do distrito de Mar- racuene, mormente: o administrador distrital, os Serviços Distritais de Pla- neamento e Infra-estruturas (SDPI), a polícia, líderes comunitários e o Minis- tério Público (MP). Porém, nenhuma delas reagiu e o crime continua com os autores impunes, não obstante serem conhecidos. Recordar que o artigo 109 da Consti- tuição da República conjugado com o

to”

de

do

da

de

do

A

oportunistas e criminosos.

os proprietários.

artigo 3 da Lei número 19/97 de 01 de Outubro (lei de Terras) referem que a terra é propriedade do Estado e não

pode ser vendida ou, por qualquer for-

alienada, hipotecada ou penhorada. Esta segunda-feira, o SAVANA esca-

lou a propriedade invadida, a mesma localiza-se ao longo da estrada circular,

bairro Zintava, entrada da vila sede

distrito de Marracuene e constatou

que enquanto, por um lado, decorre o parcelamento, por outro, casas estão a

ser construídas com material conven-

cional ou local. Nalguns terrenos se

podem ver montões de areia, pedra e blocos, o que prenuncia arranque das obras.

local é caracterizado por um movi-

mento invulgar de homens e mulheres

todas as idades, aparentemente à

procura de informações adicionais para a obtenção de espaço quer para a cons-

trução de casas quer para a implanta-

ção de estabelecimentos comerciais.

longo da estrada circular e no inte-

rior da propriedade são visíveis viatu-

de luxo, parte delas com tracção às

quatro rodas. Soubemos que parte das viaturas per- tencem aos supostos compradores de

terrenos e outras aos invasores. O preço

terreno varia de 80 a 200 mil meti-

cais, dependendo das dimenções.

Também é possível visualizar as má- quinas usadas para os arruamentos, mas ninguém sabe explicar como é que

este equipamento foi parar ali e quem

são

Diz-se que uma das máquinas envolvi-

das na desmatação e arruamentos per- tence à empresa Caminhos de Ferro de

Moçambique (CFM). A máquina foi encontrada na área invadida.

Ao SAVANA, Adélio Dias, director

de Comunicação e Imagem dos CFM

reconheceu que a máquina da empresa esteve na área invadida, mas em ne- nhum momento foi utilizada para es- quemas criminais. Adélio Dias explicou que a direcção dos CFM foi informada pelo proprie- tário da fazenda que uma máquina da empresa estava naquele local a abrir ruas. De imediato foi deslocada uma equi-

pa para averiguar a situação e, no ter-

do

ras

Ao

de

O

no

do

ma

averiguar a situação e, no ter- do ras Ao de O no do ma reno, constatou-se

reno, constatou-se que a viatura que belecem a ponte com as autoridades No entanto, dias
reno, constatou-se que a viatura que
belecem a ponte com as autoridades
No
entanto, dias depois, os assaltantes
ntanto, dias depois, os assaltantes
ntanto, dias depois, os assaltantes
transportava a escavadora avariou. A
locais para a emissão de declarações.
regressaram ao local e continuaram
egressaram ao local e continuaram
egressaram ao local e continuaram
máquina vinha de Lionde, distrito de
Milton Torre de Vale contou ao
SA- com as suas “incursões criminosas”.
comcom asas suassuas “incursões“incursões criminosas”.criminosas”.
Chókwè, província de Gaza, onde esta-
VANA que a sua propriedade está de-
de- de-
O OO
assalto foi comunicado ao gover-
assaltoassalto foifoi comunicadocomunicado aoao govergover
va a auxiliar no melhoramento da linha
vidamente registada e cumpre
todas as
todas as
todas as
no no
no do distrito e a polícia local.
do distrito e a polícia local.
do distrito e a polícia local.
Quer
férrea.
obrigações legais.
o o
o administrador do distrito,
administrador do distrito, Juvêncio
administrador do distrito,
Adélio Dias conta que, uma vez que a
Vale disse que esta é
a a
a segunda inva-
segunda inva-
segunda inva-
Mutacate, bem como o comandante
Mutacate, bem como o
Mutacate, bem como o
viatura carregadora avariou, houve ne-
são
à sua propriedade. A primeira ve-
dade. A primeira ve-
dade. A primeira ve-
distrital da Polícia
distrital da Polícia
distrital
da República de
cessidade de se descarregar a máquina
ri cou-se em nais de 2016 e os mal-
naisnais dede 20162016 ee osos mal-mal-
Moçambique (PRM) do distrito de
Moçambique
Moçambique (P
e, para não perigar o trânsito, foi afasta-
feitores apoderaram-se de cerca de 10
poderaram-se de cerca de 10
poderaram-se de cerca de 10
Marracuene, Júlio Vasco, zeram-se ao
Marracuene,
Marracuene
da para o interior da propriedade, mas
hectares da sua fazenda.
eses dada suasua fazenda.fazenda.
local e encontraram os invasores numa
local e e
como a mesma estava sob invasão, as
Referiu que, na altura, as autoridades
eferiu que, na altura, as autoridades
eferiu que, na altura, as autoridades
situação situa de agrante delito.
pessoas confundiram.
administrativas mostraram-se incapa-
administrativasadministrativas mostraram-semostraram-se incapa-incapa-
Perante o cenário, Júlio Vasco ordenou
“O nosso azar foi da viatura ter ava-
va-va-
zes zeszes
de dirimir o con ito e a saída en-
dede dirimirdirimir oo concon itoito ee aa saídasaída enen
a retirada dos invasores e apreensão dos
riado naquele local e no momento em
ento em
ento em
contrada foi a apresentação de queixa-
contradacontrada foifoi aa apresentaçãoapresentação dede ququ
seus materiais. Na ocasião, o coman-
que a propriedade está a ser invadida”,
er invadida”,
er invadida”,
-crime no Tribunal que, como medida
-crime no Tribunal que, com
-crime no Tribunal que, com
dante distrital proibiu qualquer acção
disse.
provisória, ordenou
provisória, ordenou
provisória, ordenou
o
o
o
embargo
das
de populares contra invasores, sob risco
Sublinhou que no terreno encontraram
terreno encontraram
terreno encontraram
obras e a paralisação de todas as activi-
obras e a paralisação
obras e a paralisação
de praticar justiça pelas próprias mãos.
marcas de passagem de máquinas pe-
sagem de máquinas pe-
sagem de máquinas pe-
dades que decorriam naquela área.
dades que decorri
dades que decorri
Um dia depois da visita, a 11 de Janei-
sadas, mas ninguém conseguiu provar
ninguém conseguiu provar
ninguém conseguiu provar
Todavia, segundo a vítima, mesmo com
Todavia, segu
Todavia, segu
ro de 2018, Juvêncio Mutacate emitiu
que era da
sua empresa.
sua empresa.
sua empresa.
as as
ordens do Tribunal as obras conti-
orden
um despacho de embargo de todas as
Ademais, sublinha, a viatura que trans-
blinha, a viatura que trans-
blinha, a viatura que trans-
nuam e nenhuma autoridade consegue
nuam
actividades que decorriam de forma ilí-
portava a escavadora era escoltada por
vadora era escoltada por
vadora era escoltada por
fazer valer a lei.
cita na propriedade da empresa Sunset
agentes da polícia que também con r-
a que também con r-
a que também con r-
A
segunda invasão iniciou em nais
Land.
maram que a máquina não chegou a
uina não cheg
uina não cheg
de
Dezembro de 2017, mas fracassou
No supracitado despacho, o adminis-

sair da berma da estrada.

Na propriedade da empresa Sunset -

Land há sinais bem claros de que mais um bairro clandestino e desordenado está prestes a nascer perante um olhar cúmplice das autoridades locais. No terreno foi possível veri car que os invasores são altamente organizados e poderosos. À luz de dia, conseguem movimentar

máquinas pesadas para arruamentos, destacam topógrafos para medições e elaboração de mapas topográ cas, há equipas responsáveis pela desmatação, delimitação e colocação de marcos e angariadores de clientes. As parcelas são enumeradas e dividi- das em células e quarteirões. Também possuem o sector administrativo que responde pela recepção de valores pro- venientes da venda de terrenos e esta-

da.

porque as comunidades escorraçaram

invasores e o equipamento usado na invasão foi destruído.

os

trador dizia que no uso das competên-

que lhe são conferidas pelo núme-

1 do artigo 49 do Decreto número

ro

cias

pelo núme- 1 do artigo 49 do Decreto número ro cias 02/2004, de 31 de Março,

02/2004, de 31 de Março, ordenava

o embargo das obras de desmatação,

abertura de ruas e parcelamento em curso ou qualquer outra intervenção na

parcela concessionada ao senhor Mil- ton Torre de Vale, localizada no bairro

de Zintava na localidade sede, distrito

de Marracuene.

No seu despacho, Juvêncio Mutacate advertia que o incumprimento ordem

sujeitaria aos visados penalizações pre-

vistas na lei.

No entanto, mesmo com as ordens das

ns das

o abando-

autoridades, os invasores não abando-

naram a parcela e o governo nada fez

verno nada fez

para obrigar o cumprimento a lei.

Preocupados

actividades dos agressores, as comuni-

rimento a lei.

om

a

progressão

das

dos agressores, as comuni-

e Fafetine e Inguelane (zonas

dades de Fafetine e Inguelane (zonas

que

cundam a fazenda) juntamente

turais de MarracueneMarracuene (ANAMAR)(ANAMAR) e

turais de Marracuene Marracuene (ANAMAR) (ANAMAR) e cuene (AGEM) zeram uma exposi- ção ao administrador

cuene (AGEM) zeram uma exposi-

ção ao administrador distrital com o

ção ao administrador distrit

conhecimento do governador provin-

conhecimento

cial, Comandante-geral, Procuradoria

cial, Comandante-ge

Geral da República e outras entidades

Geral da Repúbl

públicas, mas até hoje tudo se resume

públicas, mas

no no

Torre Torre de Vale diz que ultimamente é

proibido pelos invasores de entrar na

sua própria propriedade e os trabalha-

dores são proibidos de fazer de pasta-

gem de gado.

Sublinhou que, certa vez, a população

apreendeu uma máquina escavadora

dentro da propriedade e comunicou a

polícia, mas esta recusou deslocar-se ao

local alegando falta de meios.

Perante a situação, a máquina foi mo-

vimentada pelos populares até ao Co-

mando Distrital, contudo, a polícia

libertou a escavadora minutos depois.

O SAVANA sabe que a invasão da

propriedade custou posto de Júlio Vas-

co. O comandante distrital foi exonera-

do pelo Comandante-geral da Polícia

a pedido da população por causa do

comportamentos pouco simpáticos.

silêncio.

silênc

Vale disse que de ofendido virou ar-

guido, porque um grupo de invasores

apresentou queixa-crime no Tribunal

distrital acusando-o de vandalizar seus

bens.

Torre de Vale foi noti cado, via tele-

fone, por um o cial de diligências do Tribunal Judicial do distrito de Marra- cuene, no dia 16 de Fevereiro de 2008, sexta-feira, para na segunda-feira, 19,

se apresentar naquele local.

A queixa-crime foi apresentada por

Júlio Chivambo, Carlos Soto e Laura

Mucumbene. Todos fazem parte do grupo de invasores da sua propriedade. António Boane, residente da comu- nidade de Fafetine, viu o seu direito

à liberdade limitado por sete dias, sob acusação de vandalização de bens dos

invasores. Contou ao SAVANA que, na tarde do dia 17 de Janeiro de 2018, dois agentes

PRM foram à sua casa, mas estava

da

ausente.

dois agentes PRM foram à sua casa, mas estava da ausente. Recebeu Recebeu a informação da

dois agentes PRM foram à sua casa, mas estava da ausente. Recebeu Recebeu a informação da

Recebeu

Recebeu a informação da “visita das

autoridades” da lha e antes de re-

gressar à sua residência optou por se

deslocar ao Comando distrital para se

inteirar das razões da sua procura.

No Comando foi recebido com ordem

de prisão. Disse que não viu nenhum

documento e tudo foi tratado oralmen-

te.

Horas depois da detenção, foi encami-

nhado para as celas da cadeia distrital

onde passou a noite.

No dia seguinte foi apresentado ao

procurador distrital e a juíza da instru-

ção que legalizou a prisão e ordenou a

transferência para o Estabelecimento

Penitenciário da província de Maputo,

ex-cadeia central.

Sublinhou que foi ouvido quatro dias

depois de prisão e a juíza determinou

autori

r

o o pagamento de 150 m o pagamento de 150 m pagamento de 150 mil
o
o pagamento de 150 m
o
pagamento de 150 m
pagamento de 150 mil meticais para
responder as acusações
responder as acusações
responder as acusações
e em liberdade.
António Boane disse que foi solto uma
António Boane disse q
António Boane disse que fo
semana depois, sem pagar a caução,
semana depois, sem
semana depois, sem pagar
sem conhecer o número do processo,
sem conhecer o número
sem conhecer o núme
sem ver o mandado de busca e sem
semsem verver oo mandadomandado
conhecer os reais motivos que culmi-
conhecer os reais
conhecer os reais
naram coma sua detenção.
naram coma
naram coma
Samora Matavel é um dos “invasores”

que aceitou falar ao SAVANA e nega que o seu grupo tenha se apropriado da propriedade alheia. Sublinhou que, a pedido das comu- nidades nativas e circunvizinhas, um grupo de jovens, também nativos, criou uma comissão, reconhecida pela população local, e decidiu desbravar

uma mata e distribuir por pessoas com problemas de espaço para erguer habi- tações. Os terrenos têm dimensões de

20/40 metros. Negou que os terrenos estejam à venda

as máquinas usadas nos arruamentos

e

foram cedidas por particulares a troca

de

Estevão Chivindze é outro suposto in-

vasor que falou ao SAVANA e contou

que entraram na propriedade porque era um espaço baldio que criava pro- blemas de segurança aos residentes

locais. Referiu que, para tal, a comunidade in- dicou uma comissão composta por cin- co pessoas. Ao grupo foi incumbido a missão de coordenador o parcelamento

e

terrenos.

dividir pelos necessitados.

Gabriel Manhiça, presidente da As-

sociação de Amigos e Naturais de Marracuene (ANAMAR), falou ao SAVANA e contou que a propriedade ora usurpada sempre foi aproveitada através da actividade agro-pecuária e

que, nos últimos tempos, dados indica- vam que até era pequena para albergar

e alimentar a quantidade de gado que o seu proprietário tinha.

Sublinha que a ANAMAR estranha o silêncio do governo de Marracuene, da polícia e de outras autoridades perante uma situação de agrante delito. “Desde Dezembro que os criminosos estão no terreno a praticar crimes. O governo do distrito tem conhecimento,

polícia assim como a justiça também

a

sabem disso. Conhecem as pessoas mas

nada fazem. Isto mostra que o nos- so poder público está corrompido. Os nossos governantes são empregados de

criminosos, o que é muito mau para o

Estado”, lamentou.

Manhiça diz que é um facto irrefutável

que a terra é propriedade de Estado e este pode requisita-la sempre que for de interesse público. Porém, essa re- quisição não é feita de forma déspota porque o titular do DUAT também tem direitos. Quando é assim, o Estado negocia com

titular do DUAT, preserva seus direi-

o

tos e ca com a terra. “Como ANAMAR achamos que se o Estado entendesse que com o desen-

volvimento urbano, aquela zona já não

se adequa para agropecuária, mas para outro tipo de investimentos, podia ne- gociar com o titular do DUAT e iden- ti car outro lugar para este continuar com a sua actividade, visto que tem o gado bovino que precisa de pasto, tem culturas para além e trabalhadores que dependem dele para sobrevivência”, advertiu acrescentando que “agindo

dessa forma, o Estado recupera a sua

terra sem lesar o cidadão e no m todos ganham”. Para Manhiça, o que aconteceu no ter- reno da Sunset Land – agropecuária é reprovável. Lamenta o facto de pessoas que de- viam servir o público como Estado, mancomunarem-se com criminosos e

prejudicar cidadãos. “Isto é crime orga-

nizado. A nossa administração pública está infestada por criminosos. Isto deve acabar”, desabafou.

infestada por criminosos. Isto deve acabar”, desabafou. governo do distrito de soas envolvidas no parcelamento,

infestada por criminosos. Isto deve acabar”, desabafou. governo do distrito de soas envolvidas no parcelamento,

infestada por criminosos. Isto deve acabar”, desabafou. governo do distrito de soas envolvidas no parcelamento,

governo do distrito de soas envolvidas no parcelamento, Marracuene diz que tendo as aconselhado a
governo do distrito de
soas envolvidas no parcelamento,
Marracuene diz que
tendo as aconselhado a abando-
está a par da situação e
as coisas estão sob con-
trolo. Juvêncio Mutacate disse
que as pessoas envolvidas nestas
incursões estão a ser advertidas
sobre as ilegalidades que estão
praticar e foram aconselhadas a
abandonarem o espaço porque o
mesmo foi concessionado à Sun-
set Land.
Mutacate explicou ao SAVANA
que, quando recebeu a informa-
ção sobre a invasão de terras,
deslocou-se, pessoalmente, ao
local para conversar com as pes-
narem a zona.
“Também apelamos aos possíveis
compradores para evitar entrar
em ilegalidades porque, em Mo-
çambique, a terra não se vende,
é propriedade de Estado e este
apenas concede o DUAT para
exploração”, disse.
Para Juvêncio Mutacate, é incon-
cebível que os cidadãos tomem
espaços alheios e a administração
do distrito está a desenvolver ac-
ções que vão dar m ao fenómeno
de con itos de terra envolvendo
supostos nativos e empresários
com grandes porções de terra.
Noutra vertente, Mutacate recor-
dou que a localização da fazenda
de Sunset Land já não se adequa
ao objecto actual que é de agro-
pecuária e a zona será requali -
cada para outro tipo de investi-
mentos.
Sublinhou que percebe o deses-
pero do proprietário da fazenda
porque o seu espaço foi invadido,
mas o Estado também tem seus
mecanismos de intervenção, pelo
que, tudo está sob controlo.
seu espaço foi invadido, mas o Estado também tem seus mecanismos de intervenção, pelo que, tudo

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