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Sedimentologia AMBIENTES DEPOSICIONAIS

• Parte da superfície terrestre com características


físicas, químicas e/ou biológicas distintas dos
terrenos adjacentes, que promovem a
deposição dos materiais sedimentares.
• Nos três parâmetros acima incluem-se:
• Geologia;
• Geomorfologia;
• Clima;
• Profundidade;
• Salinidade;
LEONARDO MORATO • Sistema de correntes;
ICADS/UFBA, gepaleo@yahoo.com.br • Fauna e flora;

Sistemas deposicionais
Controles dos processos deposicionais:
• conjunto tridimensional de fácies geneticamente
relacionadas por processos e ambientes deposicionais.
• Litologia da rocha fonte • Conceitos implicados:
• Composição do sedimento. • Fácies, sucessão de fácies, associação de fácies e
• Relevo, declividade, e clima da área-fonte modelo de fácies;
• Taxa de denudação e, conseqüentemente, taxa de • Transgressão x Regressão (regressão normal x
aporte. forçada);
• Taxa de subsidência e eustasia
• Outros (como agradação, progradação e
• Espaço para acumulação.
retrogradação).
• Tamanho e forma da bacia sedimentar

Sistemas deposicionais siliciclásticos


• Continentais
• Leque aluvial
• Fluvial
• Lacustre
• Eólico
• Parálicos (“transicionais”)
• Deltaico (dominado por rio, maré e ondas)
• Praia / ilha-barreira
• Planície de maré
• Estuário
• Marinho (mares epicontinentais e margem continental)
• Plataforma
• Talude
• Leque submarino

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Ambientes de Leques Aluviais
• Depósitos de geometria aproximada de um
segmento de cone, encontrados nos sopés de
regiões montanhosas, compostos por sedimentos
mal-selecionados (rudáceos são comuns).
• Alguns fatores determinantes:
• controle tectônico expressivo (geralmente
relacionados a um relevo pronunciado, com
abundante suprimento de sedimentos);
• influência da litologia da rocha matriz;
• modelados por fatores climáticos;
• vegetação esparsa ou ausente.

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Fácies sedimentares
comuns em leques
aluviais.

Processos deposicionais:
 Fluxos torrenciais confinados
 Fluxos torrenciais não
confinados
 Fluxos detríticos
 Peneiramento
 Fluxos perenes (clima
úmido)

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Condicionantes climáticos:

Árido Úmido
Centenas de km² - 2 a 8 Milhares de km² -
km centenas de km
Alto gradiente: dezenas
Baixo gradiente: m/km
de m/km
Raro paleosolo Paleosolo comum
Rios efêmeros Rios perenes

Fluxo gravitacional
Fluxo gravitacional raro
comum

Caliche comum Caliche raro

Mapa geológico
de fácies de
leque aluviais no
Chile. Exemplos de leques aluviais em estilos tectônicos diferentes.

Partes componentes de um leque:


 canal principal
 CGL = poucos canais
 leque mediano
 CGL+ARN = múltiplos canais
 leque distal
 não canalizados

Modelo de leque aluvial chegando em sistema fluvial no eixo da Bacia.

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Ambientes Fluviais
• Rios normalmente se referem a fluxos de água Erosão fluvial:
canalizados e confinados; - Incisão
Incis o
• Podem ser efêmeros ou perenes - Migração
Migra o lateral/avuls
avulsão

Classificação de barras:
- Barras em pontal (point
(point bar);
bar);
- Barra de meio de canal (middle
(middle bar ou braided bar);
bar);
- Barra lateral (side
(side bar).
bar).

• Padrões de canais fluviais:


• Retilíneos – rios com sinuosidade desprezível, raros
na natureza, comuns em áreas com grande controle
estrutural e canais distributários de deltas alongados; (RETILÍNEO)

• Meandrante – canal com grande sinuosidade e avulsão


de canais expressiva; alternância de areias e lamas,
(MEANDRANTE)
com acresção lateral marcante.
(ANASTOMOSADO)
• Anastomosado – alternância de areias e lamas, com
canais estáveis separados por ilhas vegetadas.
• Entrelaçado – vários canais menores e curvilíneos
dentro de uma calha maior no geral mais retilíneo;
apresenta mosaico de barras, com grande suprimento (ENTRELAÇADO)
de material grosso.
Meandrante e entrelaçado (braided) são comuns no registro geológico.

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Fluvial entrelaçado: Fluvial entrelaçado:
Caracterí
Características: Estruturas sedimentares:
 Rios de baixa sinuosidade  Estratificação plano-paralela
 constituem amplos sistemas de canais rasos e  Cruzada acanalada de grande porte
entrelaç
entrelaçados (ou interconectados), distribuí
distribuídos ao  Cruzada tabular de grande porte
longo de uma calha “única
“única””, separados por barras  Laminação cruzada de pequeno porte (rara)
arenosas ou cascalhosas
 Barras oblí
oblíquas ao canal
Fácies caracterizam:
 Alto suprimento sedimentar (carga de leito)
 Barras longitudinais e laterais
 Camadas planas raras
 Alta razão arenito/lamito  Fundo de canal
 Gradiente maior que rios meandrantes  Rara planí
planície de inundaç
inundação
 Variabilidade de descarga

Braided
(Pleistoceno
Canmore, Alberta):
Conglomerado
imbricado, escuro,
intercalado com
arenito
conglomerático
(claro). Lentes de
arenito
sem evidência de
ciclicidade.
3,5m de altura

Fluvial meandrante:
Caracterí
Características:
 Canais de alta sinuosidade em planí
planícies, baixo gradiente
 Carga mista
 Descarga regular
 Grande suprimento de sedimentos argilosos
 Margens relativamente está
estáveis com vegetaç
vegetação
 Erosão banco côncavo/migraç
côncavo/migração lateral
 Deposiç
Deposição banco convexo rio abaixo (predominam barras em pontal)
 Razão arenito/folhelho moderada a baixa
 Ox-
Ox-bow lake
Battery Point Fm. Quebec (Devoniano) estratificação,  Leque de arrombamento
sets 4cm, retas e tangenciais na base. Escala = 30cm
 Chute bar

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Partes de um sistema meandrante:
Fluvial meandrante:
Fácies caracterizam:
Depó
Depósitos de canal:
 Barras de pontais  Fundo de canal
 Fundo de canal  Barras em pontal
 Planí
Planície de inundaç
inundação bem representadas  Chute bars

 Outras partes externas ao canal


Areas externas aos canais:
 Diques marginais por acresç
acresção vertical (levee
(levee))
 Leques de arrombamento de diques (crevasse
(crevasse
splays)
splays)
 Planí
Planícies de inundaç
inundação

Meandro abandonado

FLUVIAL MEANDRANTE

Brazos River: linhas representam as cristas de acresção da barra em


pontal arenosa. Fluxo da direita para a esquerda

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Planície de inundação, com crevasse no topo, caliche, corte e
preenchimento na base. 6m de altura (Moenkopi Fm., Triássico, Arizona)

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Fluvial anastomosado:

Caracterí
Características
 Rede de canais interconectados separados
por amplas regiões de planí
planície de inundaç
inundação
(ilhas)
 Carga em suspensão
 Canais de baixa a moderada sinuosidade
(agradaç
agradação vertical > migraç
migração lateral)
 Planí
Planície de inundaç
inundação vegetadas e com
depó
depósitos finos coesos

Fluvial anastomosado:
Ambientes Lacustres
Fácies caracterizam:
 Fundo de canal • Corpos d’água relativamente tranquila,
geralmente doce, em contextos continentais.
 Planí
Planície de inundaç
inundação bem representadas

Sub-ambientes e depósitos associados:


 Leque aluvial
 Fluvial
 Eólico
 Delta
 Turbidítico
 Carbonático
 Evaporítico

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Tipos de lagos (quanto à origem): Tipos de lagos (quanto à qualidade da água):
• Lago cárstico, de dissolução ou afundamento • Lago acidotrófico
• Lago antrópico • Lago alcalitrófico
• Lago de barragem • Lagos eutróficos, distróficos e senis (ou de extinção)
• Lago de circo • Lagos oligotróficos
• Lago de cratera • Lago doce e lago salgado (limite: 500mg/l de sais)
• Lago em crescente (oxbow lake), fluvial ou de meandro
abandonado Tipos de lagos (quanto à regimes hidrológicos):
• Lago de deflação
• Lago efêmero, temporário ou tipo playa
• Lago deltaico
• Lago holomítico (monomítico, dimítico, polimítico, oligomítico)
• Lago estrutural ou tectônico
• Lago meromítico
• Lago periglacial ou proglacial
• Lago pluvial
• Lago residual ou reliquiar
Tipos de lagos (quanto ao clima):
• Lago suspenso • Lago polares, temperados, tropicais

Estratificação de águas em um lago tropical

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Colmatação de um lago em clima temperado

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Cristais de halita
(hoper)
substituídos por
calcita em
folhelho lacustre,
Mb. Iburá, bacia
de Sergipe

Ambientes Eólicos
Fauna/flora lacustre:
• Muitas vezes
 Palinomorfos associados a
 Algas e fitoplâncton ambientes desérticos,
 Dinoflagelados onde a falta de
 Ostracodes umidade irá propiciar
 Moluscos
transporte pelo
vento.
 Vertebrados (aquático e terrestre)
 Plantas

Partes dos sistemas eólicos:


Processos deposicionais em dunas:
 Duna – relevo alto, montes areia-vento, alto
ângulo  Fluxo de grãos (avalanche, frente da duna,
34°, deformação por escorregamento)
 Interduna – áreas planas entre dunas (vento e
água) < 10 graus
 Saltação (dorso da duna)
 Planície de Areia – depósitos eólicos em área
plana, baixo ângulo, 0 a 20 graus  Queda de grãos (desaceleração do vento na
frente da duna)
 Extraduna – depósitos não eólicos

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Modelo deposicional de duna eólica.
Queda de grãos (grain-fall)
Frente de duna (lee-side)
Nebrasca Sand Hills

Tipos de Dunas:

Número de faces de deslizamento

0 – lençol de areia, cordão de areia, domo


1 – barcana, barcanóide, transversal
1 ou mais – parabólica, blowout (vegetação)
2 – reserva (assimétrica) e linear ou seif (simétrica)
3 ou mais – estrela
a) podem ser compostas ou complexas
b) Identificação: plotagens de azimute e mergulho
Distribuição de ventos e formas de dunas.

Cruzadas acanaladas de médio a


grande porte - barcanas

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Dunas:

Estruturas:

 Tabular-planar;
 Tabular-tangencial;
 Estratificação côncava para cima exceto em
dunas dos tipos parabólica e blowout;
 Estruturas de escorregamento;

Os tipos de dunas são definidas com inúmeras medições de paleocorrentes nos foresets.

Observar a base tangencial dos arenitos eólicos.

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Planície Arenosa:
 Ripples granulosos horizontais (comp/h > 15)
 Camadas laminadas com mergulho suave de queda de grão
 Lâminas 1-4 m descontínuas areias grossas intercaladas c/ finas
 Superfície inclinada de erosão
 Corte e preenchimento de pequeno porte
 Abundantes traços fósseis (raízes e insetos)
 Destruição laminação por plantas (até 1m prof.)
 Laminação convexa para cima
 Gradação inverso-normal 1-4 mm (ripples de vento)
 Intercalação de fácies não-eólica
 Intercalações ocasionais de depósitos eólicos de ângulo alto

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Planície arenosa

Pavimento de deserto

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Estruturas Sedimentares em Interdunas:

 I. Seca – deflação, ripples granulosos, ripples de


adesão descontínuos e irregulares, bimodalidade
(are/grn), laminação plana descontínua, oxidação,
raízes calcificadas

 I. Molhada – corpo d’água, silte/argila, mat. vegetal


e animal, bioturbação, deformação/carga, estruturas
de dissipação

 I. Evaporítica – silte/argila, sais solúveis, sulfatos,


carbonatos, playa ou sabkha, brecha
dolomítica/calcária.

Gretas de ressecamento

Gipsita e anidrita (evaporação)

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I, interduna; AT, sopé de avalanche ou deposição de estrato inclinado de
frente de duna

A feição tabular das camadas é controlada pela erosão associada à


variação do lençol freático

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Loess:

Material fino em suspensão

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