AVISO PRÉVIO Nas relações de emprego, quando uma das partes deseja rescindir, sem justa causa, o contrato

de trabalho por prazo indeterminado, deverá, antecipadamente, notificar à outra parte, através do aviso prévio. O aviso prévio tem por finalidade evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho, possibilitando ao empregador o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho. Com fundamento na legislação, doutrina e jurisprudência, elaboramos o presente estudo sobre o instituto do aviso prévio. Importante observar que as normas coletivas de trabalho podem estipular condições mais benéficas que as previstas na legislação vigente, inclusive no que concerne ao aviso prévio. Para baixar os modelos de aviso prévio acesse o tópico Modelos. DEFINIÇÃO Aviso prévio é a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes, empregador ou empregado, que decide extingui-lo, com a antecedência que estiver obrigada por força de lei. Pode-se conceituá-lo, também, como a denúncia do contrato de trabalho por prazo indeterminado, objetivando fixar o seu termo final. CONTAGEM DO PRAZO E FORMALIZAÇÃO Aviso Prévio Trabalhado Conforme dispõe o art. 18 da Instrução Normativa nº 3/2002, o prazo de 30 (trinta) dias correspondente ao aviso-prévio conta-se a partir do dia seguinte do recebimento da comunicação, que deverá ser formalizada por escrito. Assim, independentemente da hora da comunicação, ou seja, se no primeiro horário, durante ou no final da jornada de trabalho, deve-se considerar o início da contagem dos 30 (trinta) dias no dia seguinte, independentemente se for dado pelo empregador ou pelo empregado. O início da contagem do dia seguinte também independerá de ser ou não dia útil, ou seja, o início da contagem será sempre o dia seguinte, ainda que este seja domingo, feriado e etc. Embora pareça não ter nenhuma influência no aspecto geral, a contagem do início do aviso no dia seguinte ao da comunicação poderá ser determinante para assegurar ou não, o pagamento de 1 avo a mais de férias ou de 13º salário, como veremos no exemplo 2 abaixo. Exemplo 1 Empresa comunicou o desligamento do empregado (aviso prévio trabalhado) em 21.05.2008. O início da contagem dos 30 dias começa em 22.05.2008 com vencimento em 20.06.2008 (sexta-feira). Neste caso, o pagamento deverá ser realizado no dia 23.06.2008 (primeiro dia útil seguinte ao vencimento). Exemplo 2 Empregado admitido em 16.05.2006, comunicou o desligamento à empresa (aviso prévio trabalhado) em 15.09.2008. O início da contagem dos 30 dias começa em 16.09.2008 (dia seguinte ao da comunicação) com vencimento em 15.10.2008. Neste caso, o pagamento deverá ser realizado no dia 16.10.2008 (primeiro dia útil seguinte ao vencimento).

poderá ele optar pela concessão do aviso prévio trabalhado ou indenizado.2008. portanto.Observe que neste exemplo o início da contagem do aviso no dia seguinte foi determinante para o pagamento de 1/12 avos a mais de 13º salário e de férias. Esta comprovação se faz através de uma carta do novo empregador em papel timbrado. Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. há casos. com aviso prévio trabalhado. data esta que será considerada como último dia trabalhado. Assim. sendo que. em que os fiscais do Ministério do Trabalho acabam autuando as empresas pelo não pagamento do avo devido. sem qualquer repercussão perante ao sindicato representativo.2008 se for em cheque ou depósito em conta bancária. MODALIDADES Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho. da mesma forma. o mesmo cumprirá a jornada de trabalho integral durante todo o aviso prévio. não havendo. sem justa causa. continuará exercendo as suas atividades habituais. Embora observamos que na prática muitas empresas começam a contar o aviso a partir da data de comunicação. Sendo rescindido o contrato de trabalho por iniciativa do empregador. sem justa causa. como o 10º dia a partir do desligamento é em 31. por iniciativa do empregador. a necessidade de redução e nem a falta ao trabalho. Assim. A Súmula 276 do TST dispõe: . e sendo este um direito irrenunciável do empregado. o empregador poderá efetuar o pagamento até esta data se for em dinheiro ou até dia 30. como neste exem plo. o pedido de dispensa do cumprimento não exime o empregador de efetuar o pagamento do respectivo aviso prévio. DISPENSA DE CUMPRIMENTO DO AVISO PRÉVIO TRABALHADO Tendo o empregador rescindido o contrato de trabalho. ocorrerá a redução da jornada de trabalho do empregado ou a falta ao trabalho por 7 (sete) dias corridos.05. o desligamento ocorre a partir do recebimento da comunicação. salvo se o empregado comprovar que obteve novo emprego.2008 (sábado). Aviso Prévio Indenizado A legislação não se manifesta em relação ao aviso prévio imediato (indenizado).05. quando o empregado pede demissão. Neste caso. pois se presume que já tenha encontrado outro emprego.05. AVISO PRÉVIO TRABALHADO É aquele que uma das partes comunica à outra da sua decisão de rescindir o contrato de trabalho ao final de determinado período. entendemos que quando do aviso prévio indenizado. Para maiores detalhes acesse o tópico Pagamento de Verbas Rescisórias. o pagamento das verbas rescisórias deverá ser realizado até o 10º dia da data do desligamento. Exemplo Empresa comunicou o desligamento do empregado (aviso prévio indenizado) em 21. a qual também deverá ser formalizada por escrito. no transcurso do aviso prévio.

CONCESSÃO Sendo o aviso prévio trabalhado. nos contratos de trabalho por prazo determinado que contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada. equipara o aviso prévio cumprido em casa ou domiciliar ao aviso prévio indenizado. poderá solicitar ao empregador a dispensa do cumprimento do aviso prévio. caso o empregador dispense o empregado do cumprimento do aviso prévio trabalhado sem que este tenha obtido novo emprego.11. é exigido nas rescisões sem justa causa dos contratos de trabalho por prazo indeterminado ou pedidos de demissão. nas rescisões motivadas por falência. outra para o empregador e a terceira para o sindicato. Ainda. 121/2003. RENÚNCIA PELO EMPREGADO (mantida) . tendo o empregado rescindido o contrato de trabalho. Considera-se também aviso prévio indenizado quando o empregado se desliga de imediato.Res. ou seja. Esta modalidade não existe em virtude de falta de previsão legal e a Instrução Normativa 3/2002 do MTE. a comunicação deve ser concedida por escrito. Ao contrário. em 3 (três) vias. . 13º salário e etc. 477. inciso XXVI. gerando os mesmo efeitos do aviso prévio indenizado. 20 e 21. Exige-se também o aviso prévio. e o empregador efetua o desconto do valor respectivo. DJ 19. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado." Portanto. conforme artigo 7º. sendo autorizado ao empregado permanecer durante todo período em casa. caso uma das partes se recuse a dar ciência na via da outra."AVISO PRÉVIO. regra geral. APLICAÇÕES O aviso prévio. terá que indenizá-lo no valor respectivo. A Constituição Federal assegura o reconhecimento das convenções e dos acordos coletivos. salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. Por cautela.2003. terá que pagar a multa do art. AVISO PRÉVIO INDENIZADO Considera-se aviso prévio indenizado quando o empregador determina o desligamento imediato do empregado e efetua o pagamento da parcela relativa ao período de aviso. pedido de demissão. fica o empregador obrigado ao pagamento do aviso prévio. inclusive com os reflexos sobre férias. AVISO PRÉVIO DOMICILIAR O aviso prévio domiciliar seria a situação em que o empregador dispensaria o empregado de cumprilo trabalhando. Como o prazo para pagamento das verbas rescisórias no caso do aviso prévio indenizado é de 10 dias. O empregador somente estará isento desta multa se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho desta possibilidade. sendo uma para o empregado. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor. § 8º da CLT. deverá a comunicação ser realizada na presença de duas testemunhas e por elas assinada. concordata ou dissolução da empresa. já que estará quitando a rescisão somente no final dos 30 (trinta) dias. se o empregador determinar que o empregado cumpra o aviso prévio em casa. cuja concessão é uma faculdade do empregador.

para fins de tempo de serviço. no acréscimo das verbas rescisórias como férias indenizadas e 13º salário indenizado. tanto trabalhado quanto indenizado. Como podemos observar.11. uma vez que o empregado trabalha todo o período do aviso. atualmente a duração do aviso prévio é de no mínimo 30 (trinta) dias. Este entendimento está consubstanciado na Orientação Jurisprudencial 367 do TST. conseqüentemente. o seu período de duração integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço. 487 da CLT a falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso. até o dia 09. o aviso prévio deverá ser superior aos 30 dias previstos na Constituição Federal. aquele descontado pelo empregador dos haveres do empregado constantes do termo de rescisão.12.O aviso prévio não poderá coincidir simultaneamente com as férias. isto porque férias e aviso prévio são direitos distintos. ainda que indenizado. férias. INTEGRAÇÃO AO TEMPO DE SERVIÇO No aviso prévio dado pelo empregador. Em muitos casos a contagem do número mínimo de dias do aviso prévio previsto na convenção é feito de forma escalonada. independente do tempo de serviço do empregado na empresa e da forma de pagamento do salário. a qual transcrevemos na íntegra: . repercutindo. dependendo do tempo de trabalho do empregado na empresa. 13º salário e indenizações. O aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. PRAZO DE DURAÇÃO Com o advento da Constituição Federal. Conforme estabelece o § 1º do art. inclusive reajustes salariais. Considerando que a data-base da categoria profissional é dezembro/2008.2008. Exemplo Empregado foi demitido sem justa causa em 10. este empregado terá direito ao reajuste salarial convencional. Neste caso não há a projeção do aviso. havendo norma coletiva que estabeleça prazo de aviso maior que o previsto constitucionalmente. entendemos que este prazo deverá ser computado para fins de integração como tempo de serviço do empregado.INTEGRAÇÃO AO TEMPO DE SERVIÇO Há convenção coletiva de trabalho que prevê que em caso de demissão sem justa causa. ou seja.2008. O aviso prévio trabalhado dado pelo empregado também integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. O mesmo não ocorre com o aviso prévio indenizado pelo empregado. haja vista que o aviso prévio. Assim. depende de regulamentação através de lei. AVISO PRÉVIO DE MAIS DE 30 DIAS . a Constituição Federal não restringe o aumento do prazo do aviso prévio e o referido parágrafo da CLT garante que este prazo integra o tempo de serviço. criado pela Constituição Federal/88. será contado.

O prazo de aviso prévio de 60 dias. Se considerarmos ainda que a data-base da categoria profissional deste empregado seja no mês de abril/2009. Este empregado irá trabalhar."OJ 367. situação a qual garantiria ao empregado o direito a indenização adicional disposta no tópico abaixo. durante o curso do aviso prévio. este empregado terá direito a 60 (sessenta) dias de aviso prévio. repercutindo nas verbas rescisórias. período o qual deverá ser computado como tempo de serviço para todos os efeitos legais. como por exemplo.2009). diariamente.2009 + 60 dias = 05. y Acima de 20 anos de trabalho = 90 dias de aviso prévio. y De 10 a 15 anos de trabalho = 60 dias de aviso prévio. concedido por meio de norma coletiva que silencia sobre alcance de seus efeitos jurídicos. não fez distinção aos empregados com jornada reduzida. este empregado terá em rescisão o direito. durante o aviso prévio. AVISO PRÉVIO DE 60 DIAS. nos termos do § 1º do art. optou pela redução de 2 horas diárias durante o curso do aviso prévio." Exemplo Empregado que trabalha há 11 anos na empresa é demitido em 05. quando a rescisão tiver sido promovida pelo empregador.01. sem prejuízo do salário integral. Desta forma. 6 horas diárias. salvo se for a pedido expresso do empregado e ainda se tal procedimento resultar em benefício deste. ceder 4 (quatro) horas em um único dia para realização de entrevista de um novo emprego. PROJEÇÃO. Tal redução não poderá ser fracionada pelo empregador. faculta ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas da jornada diária. computa-se integralmente como tempo de serviço. a duração normal da jornada de trabalho do empregado.2009. JORNADA INFERIOR A 8 HORAS OU 7 HORAS E 20 MINUTOS O legislador. 487 da CLT. REDUÇÃO DE 7 DIAS O parágrafo único do artigo 488 da CLT.03. A categoria profissional estabelece em convenção que é garantido ao empregado o direito ao aviso prévio nas seguintes proporções: y Até 5 anos de trabalho = 30 dias de aviso prévio. a mais 2/12 avos de férias proporcionais e a mais 2/12 avos de 13º salário indenizado. substituindo-a pela falta ao serviço durante 7 (sete) dias corridos. .2 HORAS Conforme determina o artigo 488 da CLT. o termo final do aviso prévio será justamente no mês que antecede à data base da categoria (05. ao elencar esta redução na CLT. y De 5 a 10 anos de trabalho = 45 dias de aviso prévio. ELASTECIMENTO POR NORMA COLETIVA.01. REDUÇÃO DA JORNADA DIÁRIA . aplica-se a redução de 2 (duas) horas em qualquer hipótese. Considerando o tempo de trabalho na mesma empresa (10 anos). REFLEXOS NAS PARCELAS TRABALHISTAS. Exemplo Empregado com jornada normal diária de 8 horas. Ressalva-se que temos alguns doutrinadores e membros do Poder Judiciário que entendem que esta redução pode ser proporcional à jornada reduzida. Assim. além dos 60 dias de aviso. já que os 60 dias equivalem a 2 meses de trabalho. y De 15 a 20 anos de trabalho = 75 dias de aviso prévio. é reduzida em 2 (duas) horas.

2003 É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho. Assim. Embora o empregado possa optar por esta substituição. considerando todas as projeções previstas em lei do respectivo período. DJ 19. este é considerado nulo. isto porque. acesse o tópico Suspensão e Interrupção de Contrato de Trabalho.08. o empregado irá trabalhar as 8 (oito) horas diárias normalmente durante 23 dias e descansar os últimos 7 (sete) dias. para procurar outro emprego.Assim como na redução de 2 (duas) horas.2008 (dia seguinte ao da comunicação). Exemplo Empregado que recebeu a comunicação de desligamento em 01. estabilidade provisória.2008.Res.07. terá direito a 1 (um) dia por semana. os 7 (sete) dias não poderão ser fracionados. se for a pedido expresso pelo empregado e ainda se tal procedimento resultar em benefício deste. TRABALHADOR RURAL O trabalhador rural. para fins de baixa na CTPS. sem prejuízo do salário. AUSÊNCIA DA REDUÇÃO Não ocorrendo redução da jornada de trabalho durante o cumprimento do aviso prévio. 01. pelo pagamento das horas correspondentes. optou pela falta ao serviço durante os últimos 7 (sete) dias corridos. Neste caso. o empregador deverá conceder um novo aviso prévio ou indenizá-lo. AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO No caso de auxílio-doença em virtude de enfermidade.07. licença paternidade. a data de desligamento. PAGAMENTO DO PERÍODO DE REDUÇÃO É nulo também o aviso prévio quando o período de redução da jornada de trabalho é substituído pelo pagamento das duas horas extras correspondentes. o aviso prévio não poderá ser concedido. Se optar pela redução dos 7 (sete) dias corridos.07. o término do aviso e conseqüentemente a baixa na CTPS foi em 31. durante os 15 (quinze) primeiros dias de afastamento o período é considerado de .11. Para maiores detalhes.2008. INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO Durante o período em que o contrato de trabalho estiver suspenso.2008. somente a partir da concessão do benefício previdenciário é que se efetiva a suspensão do contrato de trabalho. 20 e 21.07. sem justa causa. durante o período de aviso prévio. a data de pagamento das verbas rescisórias será o dia seguinte ao término do aviso. caso a rescisão contratual tenha sido por iniciativa do empregador. salário maternidade ou em qualquer outra situação de interrupção ou suspensão. ou seja. Contudo. o empregado é considerado em licença não remunerada. é a do término dos 30 dias. considerando o início da contagem dos 30 dias em 02. SUBSTITUIÇÃO PELO PAGAMENTO DAS HORAS REDUZIDAS DA JORNADA DE TRABALHO (mantida) . no aviso prévio. conforme dispõe o enunciado 230 do TST: AVISO PRÉVIO.2008. Neste caso. 121/2003. assim como em caso de férias. salvo também. embora o mesmo só trabalhe até 24.

Convém ressaltar que até o momento não há uma posição unânime da jurisprudência a respeito da estabilidade do acidentado. Exemplo Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.09.2008. com data de término no dia 30.213/91.09.09.09. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. se a estabilidade por acidente de trabalho não é devida no contrato de experiência ou determinado em função do conhecimento de seu término.O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. V . com data de término no dia 30. Em analogia. a qual foi introduzida através da Lei nº 8.Res. ocorrendo afastamento do empregado no curso do aviso prévio. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 34.2008 a 24. y Início do aviso prévio: 01.. considera-se todo o período de serviço efetivo. ainda que indenizado. continuando em pleno vigor em relação ao tempo de serviço.1994)" A incompatibilidade decorre do fato das partes terem ciência e previsibilidade quanto ao término do contrato. ocorre a interrupção do contrato de trabalho..2008 . já que as partes também têm ciência e previsibilidade do término do aviso. Acidentou-se no ambiente de trabalho em 07.2008. DJ 20. Adoeceu em 10.2008 (6 dias para completar o aviso) y Data da baixa na CTPS: 11. 86. suspendendo-se a contagem a partir do 16º dia de afastamento.2008 y Previsão de término do aviso prévio: 30. Exemplo 1 Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.10. ou será totalmente desconsiderada em virtude da concessão do respectivo aviso ter sido anteriormente ao ocorrido. não havendo suspensão da respectiva contagem.10.2005 .2008.04. temos. ou seja.2008. y Início do aviso prévio: 01. (ex-OJ nº 35 da SBDI-1 .09. AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO Durante o afastamento por acidente de trabalho. por motivo de auxílio-doença. somente a Justiça Trabalhista poderá dar uma solução definitiva.2008 a 05.09.2008 a 11.2008.09. uma vez que o contrato de trabalho não sofre solução de continuidade.09.09. 35. por exemplo. do TST: "Nº 369 DIRIGENTE SINDICAL. 22 e 25. transcorre normal a contagem do aviso prévio.10. 129/2005. da mesma forma não poderia haver no caso do aviso prévio.2008 y Primeiros 15 dias de afastamento pagos pela empresa: 10. cabendo à empresa a decisão em manter ou não o vínculo empregatício.2008.2008. lembrando que qualquer que seja a decisão tomada.09.03.2008 (total de 24 dias de aviso) y Auxílio-doença previdenciário: 25.09.09. visto que inaplicável a regra do § 3º do art.10. não lhe assegura a estabilidade. 145 e 266 da SBDI-1) .. ou seja.interrupção do contrato. sendo do empregador a responsabilidade pelo pagamento dos salários correspondentes. ficando afastado até o dia 19.2008.2008 y Previsão de término do aviso prévio: 30.2008 e obteve alta do auxílio-doença do INSS em 05. os 15 (quinze) primeiros dias são computados normalmente no prazo do aviso. Sendo assim. Desta forma. em dispor se realmente será considerada a estabilidade quando o empregado durante o prazo do aviso prévio entrar em auxílio -doença acidentário.09.inserida em 14. a Orientação Jurisprudencial 369 inciso V.2008 y Período para complementação do aviso prévio: 06.10.09.

poderá qualquer das partes rescindir imediatamente o contrato de trabalho.2009 (12 meses da data de retorno do afastamento) y Novo aviso prévio a partir da estabilidade: 28. reconsiderar o ato.2008. ou tácita. tendo a intenção de demitir o empregado. teríamos: y Período de estabilidade no emprego: 27.09. considerando para a data da baixa na CTPS. e. à outra é facultado ou não aceitar a reconsideração.09. Neste caso. uma vez que com o advento do art.2009 (segunda-feira) a 27. falta grave. fará jus a estabilidade de 12 meses após o respectivo retorno.09.2008 (total de 20 dias de aviso) y Auxílio-doença acidentário: 21.09.09.09. Sofreu acidente de trabalho em 06. FALTA GRAVE NO CURSO DO AVISO PRÉVIO Ocorrendo do empregador ou do empregado cometer.10. o empregador poderá cancelar o aviso prévio emitido antes do afastamento. Considerando que o empregador irá manter a estabilidade do empregado.2008 e obteve auxílio-doença acidentário do INSS até 26.09.2008 Neste caso. a controvérsia a respeito da estabilidade provisória. caso continue a prestação de serviço após expirado o prazo do aviso prévio. mantendo a relação de emprego até o término da estabilidade.09. a empresa deverá decidir em continuar ou não o processo rescisório com este empregado. y Início do aviso prévio: 01.2008.2008 a 26. 118 da Lei nº 8.2008 a 05. Neste caso. não entrando em auxílio-doença acidentário.2008 (10 dias para completar o aviso) y Data da baixa na CTPS: 05. se dará o término do aviso prévio no dia 30.10.09. não gerando. uma vez que o afastamento por acidente de trabalho se deu em período inferior a 15 dias.2008 y Previsão de término do aviso prévio: 30. durante o curso do aviso prévio. y y y Exemplo 2 Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01. quando o notificado aceita a reconsideração proposta.09. o empregador poderá manter o aviso prévio e encerrá-lo após o retorno do afastamento. os dias que faltam para completar o aviso.2008 (13 dias pagos pelo empregador) Retorno do afastamento: 20.09. teríamos: y Período para complementação do aviso prévio: 27.09.2008 a 20.Afastamento: 07. Pode a reconsideração ser expressa.09. antes do término.09.09. portanto.09. Considerando que o empregador irá continuar com o processo rescisório.2008. fazê-lo emitindo novo aviso prévio de trinta dias ou indenizado.2008 Data da baixa na CTPS: 30.09.09. .2008 a 19.09. fica ele obrigado ao pagamento da remuneração correspondente a todo o período de aviso prévio e as demais parcelas de direito. o empregado que gozar de auxílio-doença acidentário.2008.213/91. uma vez que não há uma posição unânime a respeito até o momento. No caso do empregador.2008 y Primeiros 15 dias de afastamento pagos pelo empresa: 06. Neste caso. com data de término no dia 30.2008 normalmente como previsto.2008 a 26.2009 (30 dias).10. RECONSIDERAÇÃO Se a parte que concedeu o aviso prévio desejar.2008. Para maiores detalhes acesse o tópico Estabilidade Provisória.

ao valor correspondente ao período do aviso prévio. de agosto de 2007." Como o abandono do emprego só se caracteriza pela falta injustificada ao trabalho por mais de 30 (trinta) dias. DJ 19.2003 A ocorrência de justa causa. o empregado dispensado dentro do período de 30 (trinta) dias que antecede a sua data-base.EMENTA: RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO " HOMOLOGAÇÃO. também. considerada a data em que terminaria o aviso. o empregado fará jus. correta a multa aplicada. podemos concluir que: Condição Se o aviso prévio trabalhado ou Indenizado for emitido 2 (dois) meses antes da data-base com sua projeção de término no mês que antecede a data-base: Se o aviso prévio trabalhado ou Indenizado for emitido no mês que antecede a data-base com sua projeção de término exatamente no mês da data-base: JURISPRUDÊNCIA ACÓRDÃO . acesse o tópico Despedida Indireta. 20 e 21. havendo prova nos autos de que ele não compareceu. no caso de aviso prévio indenizado. injustificadamente. salvo a de abandono de emprego. quando feita com a assistência do sindicato da categoria ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. o tempo de aviso será contado para fins da indenização adicional. INDENIZAÇÃO ADICIONAL Nos termos da legislação vigente. tem direito a uma indenização equivalente a um salário mensal. com base no art. Processo 00566-2007-039-03-00-9 RO. as faltas sejam de 5. e mais. mas mediante cheque que só veio a ser compensado após expirado esse prazo legal. EMENTA: AFASTAMENTO POR ACIDENTE DO TRABALHO NO CURSO DO AVISO PRÉVIO. integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. 10 ou 20 dias. da CLT. parágrafo 8º. Juiz Relator Emerson José Alves Lage. ou seja. Em caso de ocorrência de acidente de trabalho ou doença profissional.Res. no ato da quitação das verbas rescisórias. 1º. exceto a de abandono de emprego. tendo havido afastamento por mais de quinze dias e concessão de auxílio-doença-acidentário pela Direito É devido a Indenização Não é devido a Indenização . ao Sindicato da Categoria na data aprazada para homologação desse acerto. RESCISÃO INDIRETA Ocorrendo a rescisão indireta do contrato de trabalho. Por conseguinte. trabalhado ou indenizado.. o pagamento das parcelas rescisórias deve ser efetuado até o décimo dia. 121/2003. retira do empregado qualquer direito às verbas rescisórias de natureza indenizatória. conforme dispõe o enunciado 73 do TST: "DESPEDIDA. ocorridas no decurso do aviso prévio. retira do empregado qualquer direito às verbas rescisórias de natureza indenizatória. só sendo válida a quitação em relação aos empregados com um ano ou mais de tempo de serviço. O aviso prévio. Mesmo efetuando o empregador depósito na conta de seu ex-empregado dentro do prazo legal. Para maiores detalhes. caso houvesse cumprimento. no decurso do prazo do aviso prévio dado pelo empregador. Assim. serão insuficientes para a caracterização do abandono. 477. sendo. em face de falta grave cometida pelo empregador. Dispensada a autora da prestação de serviços no período do aviso prévio. além de poderem ser descontadas pelo empregador no vencimento do aviso. a rescisão por justa causa. ESTABILIDADE PROVISÓRIA.11.Sendo a falta grave cometida pelo empregado. Belo Horizonte. contado da data da notificação da demissão. JUSTA CAUSA (nova redação) . ainda.

ainda mais quando. como se depreende da parte final da Súmula 378 do TST. a redução da jornada de trabalho em 2 horas ou a ausência de labor por 7 dias consecutiv o que os. pelo que deve ser tido como nulo novo aviso prévio passado na constância do prazo do primeiro. ACÓRDÃO . 27 de junho de 2007. Assim. Relator João Bosco Pinto Lara. Aliás. tais efeitos ficam obstados diante da estabilidade que a lei garante ao empregado. quais sejam. Em razão do trauma físico e psíquico do sinistro.RETIFICAÇÃO DA CTPS DATA DA EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO AVISO PRÉVIO INDENIZADO Conforme a jurisprudência desta Corte. merece reforma o acórdão regional. Decisão N° 030199/2005. Processo 00739-2005-004-03-00-3 RO.0. devendo o autor ser reintegrado em suas funções. quando já manifestada a intenção da dispensa do obreiro. porém incumbia à Ré a comprovação acerca do preenchimento dos requisitos previstos no art. como se vê da segunda parte da Súmula 371 do TST. após a cessação do auxílio doença-acidentário" (Sebastião Geraldo de Oliveira).213/91 assegura estabilidade provisória ao acidentado. a dispensa após afastamento inferior a quinze dias caracteriza-se como obstativa ao direito à estabilidade. Relator EDUARDO BENEDITO DE OLIVEIRA ZANELLA. ACIDENTE DE TRABALHO. 488 do Estatuto Consolidado. por oportuno. que reproduziu a OJ 135. Ministra Relatora MARIA CRISTINA IRIGOYEN PEDUZZI. com fulcro no artigo 9ª da CLT. mesmo que a ocorrência se verifique no curso do aviso prévio. que a Recorrida sequer colacionou os controles de freqüência referentes ao último mês laborado. uma vez que a finalidade do instituto não foi atingida.AVISO PRÉVIO. ou seja. que a indenização correspondente a essa estabilidade pode se mostrar devida até mesmo após a rescisão contratual. CARACTERIZAÇÃO. DISPENSA OBSTATIVA DE DIREITOS.925/2003-078-0200.Processo RO . Relator Alice Monteiro de Barros. ainda que indenizado. Com efeito. Brasília. no curso do aviso prévio indenizado. É que "a atividade econômica do empregador gera o risco do acidente do trabalho e a responsabilidade objetiva na indenização do acidentado. consubstanciada na Orientação Jurisnº 82 da SBDI-1.EMENTA: DUPLICIDADE DE AVISO PRÉVIO " INVALIDADE DO SEGUNDO DOCUMENTO " Dado o aviso prévio ao empregado o ato só se invalida com concordância expressa das partes. Belo Horizonte. com o afastamento de suas funções por período superior a quinze dias.213/91. Belo Horizonte. a data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio. na hipótese de a doença profissional vir a ser constatada após a extinção do pacto laboral.INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. 118 da Lei 8. ocasionada pela sua situação de fragilidade. Tendo o autor sofrido acidente de trabalho durante a relação empregatícia. ESTABILIDADE PROVISÓRIA DO ACIDENTADO. também. ACÓRDÃO . ACÓRDÃO . E em se tratando de benefício decorrente de acidente de trabalho. Diante dessas realidades. Acrescento. Relator Danilo Siqueira de Castro Faria. . não ocorreu. PROC. não há razão jurídica para a aplicação dessa estabilidade (Inteligência do Precedente 41 da SDI/TST). o empregado adquire direito à estabilidade prevista no art. o que corrobora a tese da Reclamante. a superveniência da doença faz com que os efeitos da dispensa só se concretizem depois de expirado o benefício previdenciário. ACIDENTE NO CURSO DO AVISO PRÉVIO. Sendo o aviso prévio concedido na forma indenizada. EMENTA. sem a contraprestação de trabalho. trabalhado ou indenizado. PROCESSO TRT/15ª REGIÃO Nº 00510-2004-004-15-00-2. Nº TST-RR-1. o Recorrente recebeu corretamente o aviso prévio trabalhado. 13 de dezembro de 2005. Considera-se inexistente o aviso prévio sem a redução da jornada preconizada no artigo 488 da CLT. Juíza Relatora MARIA CECÍLIA FERNANDES ALVARES LEITE. Processo 01114-2006-006-03-00-2 RO. para que seja retificada a CTPS do Reclamante. ACÓRDÃO .RECURSO DE REVISTA . prevenindo-o contra eventual discriminação quando do seu retorno de auxílio-doença acidentário. a norma legal garantiu a manutenção do contrato de trabalho do acidentado por doze meses. O artigo 118 da Lei 8. 30 de julho de 2007. Belo Horizonte. Portanto. Vejase. PROCESSO Nº: 00302-2005-04215-00-0. 10 de abril de 2001. o autor permanecer em tratamento médico.2385/01. Decisão N° 014344/2006. nula a dispensa ocorrida. Ocorrendo o acidente de trabalho no curso do aviso prévio.Previdência Social. REDUÇÃO DA JORNADA. o empregado demanda algum tempo para recuperar a normalidade e o seu nível histórico de produtividade.

048/99. 477. Aduz a reclamada que o aviso prévio cumprido em casa está previsto em norma coletiva e seu pagamento ocorreu no prazo estipulado no art. Campo Grande. alínea ³b´ e Orientação Jurisprudencial nº 14 da SDI-1 do Col. o empregado teria o mesmo tempo livre. mormente porque o Decreto n. § 6º. Provimento negado. pois reconhece sua validade por estar contido em instrumento coletivo e lhe imprime efeitos diversos daqueles pretendidos pelas partes. Processo 02188-2006-145-03-00-7 RO. busca recompensar o professor pela dispensa em período em que é sabidamente difícil encontrar uma nova colocação no mercado de trabalho e. pois lhe permite mais tempo livre para procurar outro emprego. considerando o disposto na convenção coletiva. 477 da CLT. 10 de julho de 2007. em seu artigo art. Decisão N° 008901/2007.EMENTA: PROFESSOR . ACÓRDÃO .AVISO PRÉVIO CUMPRIDO EM CASA. Assim. consoante dispõe a letra a do § 6º do dispositivo supra. 22 de março de 2006. outro. ACÓRDÃO . PROCESSO TRT-15ª REGIÃO Nº 01385-2005-016-15-00-9. parágrafo 9º. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT. XXVI). 1716/2005-004-24-00-1-RO. a condenação no pagamento de ambos não representa deferimento de uma mesma parcela em duplicidade. Desse modo. Número do processo: 00324-2004-302-04-00-5 (RO). PROC. 3. tendo em vista que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu no dia do término do contrato. 477 da CLT. Porto Alegre. de tais incidências ao estabelecer que a mesma não constitui salário-de-contribuição. Belo Horizonte. inciso V. interpretar esse dispositivo como dispensa do aviso prévio é o mesmo que tirar-lhe a eficácia.AVISO PRÉVIO PARA CUMPRIMENTO EM CASA ± NATUREZA INDENIZATÓRIA. poderia iniciar de imediato nova prestação de serviços para outro empregador e receberia as verbas rescisórias no prazo máximo de 10 dias a contar da comunicação da dispensa. Os dois institutos " indenização p resilição ela contratual no curso do ano letivo e aviso prévio " têm fatos geradores distintos bem como visam a reparar prejuízos distintos " um. TST). se o aviso prévio fosse declaradamente indenizado. Juiz Relator MANUEL SOARES FERREIRA CARRADITA. Por isso. N. 09 de julho de 2007. 7º. não cabe argumentar que o aviso prévio cumprido no domicílio é mais favorável ao obreiro. que visa ao ressarcimento pela ruptura abrupta do contrato de trabalho indeterminado. PREVISÃO CONVENCIONAL. Relator Maurício José Godinho Delgado.RUPTURA CONTRATUAL NO CURSO DO ANO LETIVO " INDENIZAÇÃO " AVISO PRÉVIO . expressamente exclui a parcela. Por fim. 214. O aviso prévio cumprido em casa é um artifício utilizado pelo empregador para tentar prolongar o prazo de pagamento das verbas rescisórias. alínea "f". art. A Constituição Federal assegura o reconhecimento das convenções e dos acordos coletivos (art. Na verdade. Relator ANDRÉ LUÍS MORAES DE OLIVEIRA. ACÓRDÃO . equivale ao aviso prévio indenizado. não sendo devida a multa ora aplicada.1. no caso. NÃO DEVIDO.não há falar em contribuição previdenciária sobre o mesmo. devendo as verbas rescisórias ser pagas até o 10º dia a contar da notificação da demissão (CLT. a convenção aplicável ao reclamante na cláusula 36 permite que o empregado cumpra o aviso prévio em casa. Assim. Juiza Relatora: JANE ALICE DE AZEVEDO MACHADO.Não se há falar em existência de bis in idem em face de determinação judicial de pagamento conjunto de aviso prévio e de indenização prevista em norma coletiva para os professores no caso de dispensa no curso do ano letivo. . dou provimento ao recurso para extirpar da condenação a multa prevista no art. e.

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