Vigência e Revogação das Leis no Brasil
Vigência e Revogação das Leis no Brasil
VIGÊNCIA (VIGOR): ocorre a partido do momento que a lei passa ater força coercitiva.
Lembre-se que a lei pode existir, mas ainda não possuir força coercitiva (obrigatoriedade), é o
chamado vaccatio legis.
VACCATIO LEGIS: a regra geral é 45 dias. Trata-se do período entre a criação da lei e a
entrada em vigência.
VACCATIO LEGIS
CRIAÇÃO DA LEI VIGÊNCIA / VIGOR
PERÍODO DE 45 DIAS
(Sanção presidencial ou A lei ganha força
(REGRA)
promulgação do coercitiva
congresso) Ou PERÍDO QUE A LEI (obrigatóridade)
INDICAR
OBS: há uma corrente que indica que a lei que tem grande repercussão obrigatoriamente
tem que haver o período de vaccatio legis.
Alteração na lei antes de entra em Alteração na lei depois que ela já está
vigência (no período de vaccacio legis) em vigência
o prazo do vaccatio legis vai ser considera-se como uma nova lei.
reiniciado. então segue a regra normal do
vaccatio legis se houver
A lei não entra em vigor no Brasil e no estrangeiro ao mesmo tempo, no brasil será
em regra 45 dias no estrangeiro obrigatoriamente 90 dias (três meses). Isso cria a possibilidade
de um mesmo fato ser regulado por duas leis distintas, a saber a nova lei no brasil após os 45
dias, e a antiga lei no estrangeiro entre os 45º dias e 90º dia. 90º dia (três meses
após a publicação)
Momento em que a lei
Publicação da lei entra em vigência no
(promulgação/sanção) exterio
TIPOS DE REVOGAÇÃO:
LEI TEMPORÁRIA: é aquela que já nasce com um prazo para perder sua vigência, por
esse motivo não precisa de outra lei para revoga-la.
REPRISTINAÇÃO
Em regra, esse fenômeno não vai ocorrer no direito brasileiro, exceto nos casos em
que o legislador colocar na própria lei revogadora essa previsão.
A norma geral não revoga a especial, nem a norma especial revoga a geral elas
coexistem. No entanto a regra especial poderá revogar a geral em duas hipóteses:
a) Revogação explicita/expressa: a norma especial diz qual parte ou artigos da lei geral
está revogando, é retirado do ordenamento jurídico.
b) Revogação tácita: a norma especial regula a mesma matéria que a geral alterando o
seu conteúdo, ou seja, a norma geral continua no ordenamento jurídico só que sem
vigência.
Importante ressaltar que não vai haver revogação tácita na hipótese da lei especial
regular a mesma coisa que a lei geral sem alterar o seu sentido, as duas vão coexistir pois não
há divergências.
Buscar a solução em outra norma que é similar ao caso que não tem lei.
Analogia Legal: utilização de uma lei propriamente dita similar ao caso.
Analogia Analogia Jurídica: utilização de principios e conceitos consagrados pelas
doutrinas e jurisprudências. (semalhança com os princípios gerais do direito)
EQUIDADE
É o julgamento com senso de justiça, com bom senso. A equidade só será aplicada
quando a lei permitir o magistrado fazê-la. “Tratar os iguais de forma igual e os diferentes de
forma diferente a medida de sua desigualdade”
a) Interpretação autêntica: feita pelo próprio legislador através de outro ato normativo.
b) Interpretação doutrinária: feita pelos estudiosos do direito.
c) Interpretação jurisprudencial: feitas pelos tribunais.
Meios de interpretação:
IRRETROATIVIDADE DA LEI
Em regra, a lei não retroage. Nas exceções em que houver retroatividade deve ser
respeitado o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido.
Antinomia: leis que aparentemente estão em conflito. (em tese o ordenamento é perfeito)
a) Conflito/antinomia real: duas leis são conflitantes entre si. Nesse caso o poder
judiciário deve resolver o conflito.
b) Conflito/antinomia aparente: é apenas ilusório. Devendo ser resolvido pelos seguintes
critérios:
1. Hierárquico: lei superior prevalece sobre a inferior. (pirâmide de Kelsen)
2. Especialidade: lei especial prevalece sobre lei geral.
3. Cronológico: quando for nomas de mesmo escalão, a norma mais nova prevalece
sobre a antiga. Ex.: conflito de norma especial.
Antinomia de primeiro grau ocorre quando for aplicado apenas um dos critérios.
Antinomia de segundo grau ocorre quando for aplicável mais de um critério, nesse
caso aplica a ordem apresentada acima.
A lei do país em que a pessoa está DOMICILIADA vai determinar o início e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
A capacidade para suceder dos herdeiros ou legatário será regulado pela lei do seu
domicilio.
a) SOCIALIDADE: código civil visa atingir o maior número de pessoas, deixando de ser
aplicado estritamente ao indivíduo, passando a respeitar os direitos sociais, exigindo
uma função social, como por exemplo a função social da propriedade, do contrato, da
posse e da empresa. A LINDB diz que na aplicação da lei o juiz vai atender aos fins
sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.
b) ETICIDADE: são preceitos éticos, probos, honestos trazidos pelo código civil. A
exemplo tem-se o princípio da boa-fé objetiva.
c) OPERABILIDADE: também chamado de concretude. Seria a facilitação da
interpretação da lei pelas pessoas comuns e não apenas aos aplicadores do direito. É
também aplicar as normas do código de forma simples e efetiva, visando a solução do
caso concreto. TEORIA DAS JANELAS ABERTAS – na atual codificação material é
possível observar um sistema aberto, ou seja, normas gerais e de conceitos
indeterminados, vagos ou abstratos, a serem interpretados de acordo com o
caso concreto e os conceitos sociais do momento. (Interpretação analógica) Ex.: o
termo “atividade de risco”, quem vai dizer se a atividade é de risco ou não é o
magistrado.
PESSOAS
É aquele titular de direitos. Pode ser pessoa natural, física ou então jurídica ou coletiva.
PERSONALIDADE JURÍDICA
NASCITURO
1. Teoria Natalista:
Antes do nascimento: tem apenas expectativa de direitos.
Depois do nascimento: personalidade jurídica.
2. Teoria da Personalidade Condicional: a aquisição da personalidade jurídica vai
depender de qual é o direito exercido.
Nascituro teria personalidade jurídica apenas para os direitos existenciais
(direito a vida).
Se fosse para o direito negocial ou econômico aí seria necessário o nascimento
com vida.
3. Teoria Concepcionista: o nascituro teria personalidade jurídica desde sua concepção.
Concepção: momento em que o óvulo da mulher é fertilizado pelo
espermatozoide do homem.
No Brasil há uma inclinação para teoria concepcionista uma vez que temos a lei dos
alimentos gravídicos, decisões sendo favoráveis ao dano moral ao nascituro ou pela morte do
nascituro. (há uma garantia de direitos desde a vida intrauterina)
NATIMORTO
Apesar de nascer morto ainda são garantidos alguns direitos da personalidade, por
exemplo: nome, imagem e sepultamento.
CONCEPTURO
É o ente que nem concebido foi. É a chamada prole eventual no direito sucessório.
Trata dos embriões humanos obtidos por fertilização in vitro para utilização de células
troncos para pesquisa e terapias, com o consentimento dos genitores.
Esses embriões não terão os direitos da personalidade, pois isso é garantido apenas aos
embriões gerados em via intrauterina.
CAPACIDADE
A pessoa plenamente capaz é aquela que está apta para o exercício dos atos da
vida civil sem estar assistido ou representado.
a) Capacidade de direito: ou de gozo, toda pessoa tem, um bebê que acabou de nascer
ou um jovem maior de 18 anos. É adquirida com o nascimento.
b) Capacidade de fato: é a aptidão para pratica dos atos da vida civil. (o absolutamente
incapaz não tem capacidade de fato, tem apenas capacidade de direito).
INCAPACIDADE
- Índio não inserido na sociedade caso pratique algum ato, este ato será nulo.
MAIORIDADE CIVIL
Inicia as 00:00h do primeiro dia seguinte àquele em que a pessoa completou seu
18º aniversário. A partir desse momento a pessoa é plenamente capaz para os atos da vida
civil.
Se a pessoa quiser antecipar os efeitos da maioridade, isso pode ser feito através da
emancipação.
EMANCIPAÇÃO
É a antecipação dos efeitos da maioridade civil. Pode ser voluntária, legal ou judicial.
Embora esteja emancipado, podendo comprar um carro, este não pode dirigir. O código
de trânsito diz que para dirigir você tem que ser penalmente imputável, e isso só ocorre quando
completa 18 anos. (maioridade civil x maioridade penal)
a) Emancipação voluntária:
Concedida pelos pais, realizada diretamente no cartório mediante escritura
pública. Prescinde de homologação judicial (prescinde = não precisa).
Sé houver divergência entre os pais sobre a emancipação o juiz decidirá.
Quando emancipado, os pais respondem SOLIDARIAMENTE pelos ilícitos praticados
pelo filho.
b) Emancipação judicial:
Só acontece em uma hipótese, quando o menor estiver sob a guarda de tutor.
O tutor não pode emancipar voluntariamente no cartório. Então é preciso ingressar
ação no judiciário para a emancipação ser concedida. Serão ouvidos o tutor e o MP.
c) Emancipação legal:
Ocorre nas hipóteses trazidas pelo código civil:
Casamento;
Exercício de emprego público efetivo;
Colação de grau em curso de ensino superior;
Por ser titular de estabelecimento civil ou comercial;
Relação de emprego, desde que o menor tenha economia própria.
A economia própria é conceito aberto que será decidido conforme o caso, é a
aplicação efetiva da teoria das janelas abertas.
d) Revogação da emancipação:
Na emancipação voluntária por ser um negócio jurídico, poderá ser anulada quando
comprovados vícios do negócio jurídico como coação, erro, dolo, simulação, fraude
contra credores.
A emancipação também pode ser revogada quando comprovado que os responsáveis
legais o emanciparam apenas para se livrar dos deveres de auxiliar o assistido.
COMORIÊNCIA
Dois ou mais indivíduos morrem na mesma ocasião sem ser possível precisar quem
morreu primeiro, serão presumidos que morrem ao mesmo tempo (simultaneamente).
O termo ocasião se refere a tempo, então, pessoa que morreram em locais diferentes
também podem ser comorientes se não for possível precisar a ordem de morte.
DIREITOS DA PERSONALIDADE
Tem por objeto os atributos físicos, psíquicos, e morais da pessoa, mas não apenas
individualmente, mas também socialmente. São direitos inatos, ou seja, que nascem com o ser
humano que não podem ser renunciados ou dispensados, são indisponíveis.
O código civil não exauriu todos s direitos da personalidade, a exemplo tem o direito
autoral que não se encontra no código civil.
OBS.: Para pessoas não identificadas, não será permitida a doação de órgãos.
Em casos graves onde o paciente não consegue expressar sua vontade o médico tem
o dever de realizar o procedimento cirúrgico para tentar salvar a vida do paciente.
Nos casos das testemunhas de Jeová, eles não aceitam transfusão de sangue. Se
uma testemunha de jeová CHEGA AO HOSPITAL INCONSCIENTE precisando de
transfusão de sangue o médico vai realizar pois está em exercício regular de um
direito.
4. NOME
São elementos do nome:
Prenome: é o primeiro nome, pode ser simples ou composto.
Sobrenome: identificador familiar.
Agnome: elemento que identifica, dentro de uma mesma família, pessoas com o
mesmo prenome e sobrenome. Ex.: Filho, Sobrinho, Neto. (João Silva Neto)
Por exemplo, no caso de adoção é permitido a inclusão dos nomes dos adotantes ao
nome do adotado.
Exposição ao ridículo;
Erro de grafia crasso;
Adequação de sexo (transgenitalização); (meio administrativo)
Introdução de alcunha (apelido ou cognome);
Introdução do nome do cônjuge ou convivente;
No caso de adoção para colocar nome dos pais;
Tradução de nome estrangeiro;
Proteção de testemunhas.
A enteada ou enteado pode incluir nome do padrasto ou madrasta, desde que haja
motivo ponderável e que tenha consentimento expresso destes, sem prejuízo dos
seus apelidos familiares naturais.
STJ: nos casos de abandono afetivo e econômico por parte do genitor (a), o
filho pode requerer a retirada do nome de identificação familiar.
O pseudônimo quando utilizado para fins lícitos goza da mesma proteção dada ao
nome civil.
O nome da pessoa não pode ser empregado por outras pessoas em situações que a
exponham ao desprezo público, inda que não haja intenção difamatória.
5. DIREITO DE IMAGEM
Direito inato. É a forma como a pessoa fisicamente se apresenta (imagem retrato),
bem como o modo que a sociedade a enxerga (imagem atributo).
A imagem da pessoa poderá ser utilizada nos casos de interesse da ordem pública e
de interesse da administração da justiça sem necessidade de autorização.
Fora desses casos a autorização do titular é imprescindível. Caso contrário ele terá
direito de pedir a cessação da utilização da sua imagem pelo simples motivo de não
querer que seja utilizada.
Além disso pode nascer o dever de indenizar, nos casos que a imagem for utilizada
para:
Atingir a honra, boa fama ou a respeitabilidade; (ônus da prova é do detentor do
direito de imagem)
Se destinar a fins comerciais. (dano é presumido)
Sum. 403, STJ: “Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não
autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais.”
A pessoa biografada não tem que autorizar para que sua vida possa ser contada. As
pessoas coadjuvantes na biografia também não precisam autorizar, bem como quem
já morreu.
STJ: a pessoa jurídica de DIREITO PÚBLICO não tem direito a indenização por
danos morais relacionados à violação da honra ou imagem. Na violação do nome
pode haver indenização.
PESSOAS JURÍDICAS
Teoria da realidade técnica: Uma vez personificada pelo direito, a pessoa jurídica passa
a ter a atuação social na condição de sujeito de direito. – “começa a existência legal das
pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro,
precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se
no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.”
IMPORTANTE: o direito de anular o ato constitutivo decai em 3 anos, por defeito do ato,
começando do prazo da publicação da inscrição no registro.
c) Quanto a natureza:
Direito público:
- Interno: quando visar atender interesse público intrínseco. (União,
autarquias, estados etc.)
- Externo: representa o país perante os países estrangeiros.
Direito privado: instituída pela vontade dos particulares.
- Associações: conjunto de pessoas sem fim lucrativo.
- Sociedade: conjunto de pessoas com fim lucrativo.
- Fundações: conjunto de bens.
- Organizações religiosas
(rol exemplificativo, art. 44, CC)
2. ASSOCIAÇÕES
União de pessoas que se constituem para fins não econômicos. (ausência de
finalidade lucrativa). – Podem angariar fundos, dinheiro, mas não podem distribuir
dividendos.
Não há entre os associados direitos e obrigações recíprocos, pois não há intuito de
lucro.
Pode haver categorias diferentes de sócios com vantagens, mas não pode haver
diferenciação de sócios da mesma categoria.
A qualidade de associado é intransmissível, salvo se o estatuto dispuser em
contrário.
A exclusão do associado é admissível havendo justa causa, reconhecida em
procedimento que assegure o direito de defesa e recurso, nos termos do estatuto.
(eficácia horizontal dos direitos fundamentais)
Quem não aderiu a associação de moradores não está obrigado ao pagamento de
taxas de manutenção.
Dissolução da associação:
Quando da dissolução, o patrimônio líquido remanescente será destinado a entidades
sem fins econômicos que constarem no estatuto. – Quando omisso, os associados
irão deliberar a esse respeito.
O remanescente poderá ser destina à instituição municipal, estadual ou federal, de fins
idênticos ou semelhantes. – Se não existir essa entidade o patrimônio será devolvido a
fazenda do Estado, Municio, DF ou União.
O associado pode recuperar a cota investida na associação. É ressarcimento e não
obtenção de lucro.
3. FUNDAÇÕES
Conjunto de bens, arrecadados e personificados para uma determinada
finalidade. – Normalmente é um patrimônio destacado que será personificado.
São criadas por ESCRITURA PÚBLICA ou por TESTAMENTO.
Para ser criada pressupõe:
a) Afetação de bens livres
b) Especificação da sua finalidade
c) Previsão de como será administrada
d) Elaboração de um estatuto.
Tem hipótese em que o próprio MP vai elaborar o estatuto da fundação. Isso acontece
quando o estatuto não é elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou nos casos
em que não há prazo, será de 180 dias.
Quando o MP elabora o estatuto quem aprova é o juiz.
Extinção:
DOMICÍLIO
Local onde a pessoa pode ser sujeito de direitos (cobrar) ou deveres (ser cobrada)
na ordem privada.
Domicilio é o local, área da sua residência. O código civil aceita a pluralidade de
domicilio.
1. CLASSIFICAÇÃO DO DOMICÍLIO
a) VOLUNTÁRIO: (convencional) – Decorre da escolha da pessoa, autonomia
privada.
b) LEGAL OU NECESSÁRIO: (fixado pela lei)
Domicilio do Incapaz: é o mesmo do seu representante ou assistente.
Domicilio do Servidor Público: lugar onde exerce permanentemente suas
funções. (admite a pluralidade)
Domicilio do militar: local onde servir. – Se for marinha ou aeronáutica é a
sede do comando a qual estar imediatamente subordinado.
Domicilio do marítimo: lugar onde o navio estiver matriculado.
Domicilio do preso: local onde cumpre a sentença. E o preso preventivo?
Não cabe essa hipótese para ele porque ele não está cumprindo pena.
c) CONTRATUAL: Aquele que consta em Contrato Escrito escolhendo o domicilio
para cumprir uma obrigação. – Não confundir com foro de eleição que é usado
para aspectos processuais escolhendo onde a ação será processada.
d) APARENTE: (pessoas que não tem domicilio) será o local onde forem encontradas.
BENS
COISAS: (gênero) – Tudo aquilo que não é humano.
BENS: (espécie) – Coisas materiais ou imateriais que têm valor econômico e/ou jurídico.
1. CLASSIFICAÇÃO DE BENS
a) BENS CONSIDERADOS EM SI MESMO
Considera-se o bem individualmente, sem necessidade de outro bem atrelado
a ele.
BENS IMÓVEIS: o solo e tudo que incorporar a ele natural ou
artificialmente.
- Por natureza: tudo que incorpora ao solo naturalmente. Ex.: árvore que
não foi plantada pelo homem.
- Por acessão física: o homem incorpora ao solo de forma permanente. Ex.:
edificações, plantações. OBS.: Não perde a característica de bem imóvel as
edificações que separadas do solo matem sua unidade para serem
colocadas em outro lugar. Bem como os materiais provisoriamente
separados de prédios para depois colocar de volta.
- Por acessão física intelectual: substituído pelas pertenças.
- Por disposição legal: a lei diz que são bens imóveis. Ex.: direito à
sucessão aberta; direitos reais sobre imóveis; hipoteca e penhor agrícola.
BENS MOVEIS: suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção sem
alteração de sua substância ou destinação econômica.
- Por natureza: podem ser transportados sem danos, por força própria
(semoventes) ou por força alheia.
- Por determinação legal: a lei define. Ex.: energia elétrica.
- Por antecipação: era um bem imóvel, mas foram mobilizados por
atividade humana. Ex.: a colheita de uma plantação.
OBS: Navios e aeronaves são bens moveis.
BENS IFUNGIVEIS: Não podem ser substituídos por outros da mesma
espécie, qualidade ou quantidade. Ex.: quando pintado por van googh.
BEM FUNGIVEL: pode ser substituído por outro da mesma espécie,
qualidade ou quantidade.
BEM CONSUMIVEL: bens móveis cujo uso importa em destruição
imediata da própria substância. Os destinados a alienação também são
bens consumíveis.
BENS DIVISIVEIS: podem ser fracionados sem alterar a sua substância,
diminuição considerável do seu valor, ou prejuízo do uso a que se
destina. – O código civil não se importa com a divisão da coisa, mas sim a
perda da propriedade, como por exemplo, um diamante é considerado
indivisível pois se for dividido perde o valor no aspecto econômico. – A lei ou
vontade das partes também pode autorizar que bens divisíveis por natureza
seja tratado com indivisível.
BENS SINGULARES: embora reunidos se consideram por si
independentes dos demais. Ex.: Um livro, um boi, uma ovelha.
BENS UNIVERSAIS: se encontram agregados a um todo constituído por
várias coisas singulares. Ex.: rebanho, frota de automóveis, massa falida,
herança.
2. BENS PÚBLICOS
Pertencem a pessoas jurídicas de direito público interno.
a) BENS DE USO GERAL: (de uso comum do povo) – São aqueles necessários ao
uso geral do povo, sem necessidade de permissão especial. Ex.: praças e
ruas, ainda que cobre pedágio.
b) BENS DE USO ESPECIAL: são bens ou terrenos utilizados pelo próprio
estado para execução de um serviço público. Há uma destinação do bem
(afetação). Ex.: repartições públicas, carro da polícia.
c) BENS DOMINICAIS: é o patrimônio disponível da pessoa jurídica de direito
público (alienáveis). São bens que não tem uma destinação especifica
(desafetados).
3. BEM DE FAMÍLIA
É o imóvel utilizado como residência da entidade familiar.
a) BEM DE FAMÍLIA VOLUNTÁRIO (VONTADE DA PESSOA QUE INSTITUI)
A instituição se dá por escritura pública ou testamento. O bem de família
convencional ou voluntário não revoga o bem de família legal podendo os dois
coexistirem.
São inalienáveis, impenhoráveis e isentos de execução por dividas anteriores
a sua instituição.
b) BEM DE FAMÍLIA INVOLUNTÁRIO (A LEI DIZ QUE É BEM DE FAMÍLIA)
Imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e
não responde por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal,
previdenciária ou de outra natureza, contraídas pelos cônjuges ou pelos pais
ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses
previstas em lei.
A vaga de garagem também tem a proteção de bem de família desde que não
tenha matricula própria.
Súm. 449 STJ: “A vaga de garagem que possui matricula própria no registro de
imóveis não constitui bem de família para efeitos de penhora.”
Súm. 486 STJ: “É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja
locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a
subsistência ou a moradia da família”.
Súm. 549 STJ: “É válida a penhora de bem de família pertencente a FIADOR DE
CONTRATO DE LOCAÇÃO”. – Em caso de LOCAÇÃO COMERCIAL o bem de
família do fiador não pode ser penhorado.
Ainda, os bens pertencentes a pessoa jurídica que serve de residência para o seu
sócio não pode ser penhorada por ser considerada bem de família.
FATOS JURÍDICOS
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