fabrica que vocês sempre passam por perto de lá; ali eu comecei a trabalhar para ajudar
meus pais e depois nossa família. Daqui da nossa casa eu ouvia o seu apito e me apressava
porque daqui a pouco era a vez do fial, hoje são só lembranças de uma fábrica que era a
vida deste bairro.
A minha mãe sempre repete a todos nós: ‘ lá eu conheci o pai de vocês, foi realmente
através desta fabrica, nós cruzamos os mesmos caminhos e fizemos a nossa família. ’
Assim também aconteceu com muitas pessoas”
CAMPANHA DE FIAÇÃO E TECIDOS RIO ANIL
Construída numa área de 10.000 m², teve sua pedra fundamental lançada em 1891 e teve
suas obras concluídas em 1893, situada no bairro do anil, teve o inglês Henry Arllie como um de
seus principais diretores, considerado subúrbio da cidade. Dispunha de 500 cavalos de força
que movimentavam 172 teares, 6 maquinas de fiação e 13 branqueamentos.
Começou a funcionar em 1893, produzia 1.100.000 morins e madapolões por ano sendo o
preço de venda de 10.000 $ a 12.000 $ por peça de 22 metros. O consumo de matéria era
100.000 quilos cujo preço oscilava entre 680 e 900 réis o quilo.
Nos seus serviços empregava 200 operários os quais por 10 horas de trabalho, ganhavam
de 500 a 4$000 réis; tinham 38 casas para os operários.
José Jorge foi o maior acionista da Companhia de Fiação e Tecidos do Rio Anil. Tinha dois
filhos, Zeca e Domingos Jorge que, após sua morte assumiram a direção da indústria.
Vindo da região do Vale do Itapecuru, o algodão chegava em fardos para ser
transformados em morins de excelente qualidade que era transportado para o sul do país e
para o exterior (Inglaterra, Itália, Portugal, França...)
O material chegava até a Vila do Anil através de alvarengas, que de acordo com as grandes
marés, atracavam no Porto do Anil. Ao descarregar todo o material que enfim eram postos
em grandes pranchas puxadas em empurradas em trilhos.
Para a construção do 1º porto, o comercio se uniu para que fosse instalado onde hoje é a
ponte da fábrica. Provavelmente me 1929 a 1930, resolveram construir um porto mais
seguro e me local onde suas aguas fossem mais profundas; o Porto ficava no final da rua 1º
de maio, onde hoje ainda se encontram restos dos guinchos e a pedra do porto.
As chamadas alvarengas, eram espécies de embarcações, com formato de um ferro de
engomar roupas, toda de ferro, transportavam até 180 toneladas. Neste Porto, os
transportes eram feitos através vagões puxados a burro que deslizava em trilhos, fazendo o
percurso pelas seguintes localidades (como se fosse hoje):
GUINCHO > RUA DO PORTO > EM FRENTE A CASA DO SENHOR WLAMIR DO ÁGUIA > EM
FRENTE A CASA DO EX-JOGADOR PELEZINHO > FUNDO DO COLEGIO SÁ VALLE > FABRICA.
que resultou na morte de alguns trabalhadores A fábrica Rio Anil bateu suas portas no dia 18 de fevereiro de 1961. as rodas eram de paus. Havia um carro de bois na ajuda desses serviços. Havia vários acidentes de trabalho na Fábrica Rio Anil e o maior foi um incêndio ocorrido em meados do século XX quando houve a explosão de caldeiras. muitos montes de lenhas prontos para virar brasa. A CHAMINÉ E AS CALDEIRAS Uma das maravilhas da fábrica e do bairro ainda continua de pé e bem forte.. tinham como mestre o Senhor Alexandre. Outra fonte de energia quem que havia na fábrica era tirada de uma máquina com pistões. As Caldeiras movimentavam todo o maquinário. afim de evitar as rachaduras e devido ao alto grau de caloria. revestidas com um arco de ferro. Eles realizavam serviços como: o aterro da ponte para a construção do 1º porto. Os operários das caldeiras eram quem carregavam em carrinhos de mão as lenhas necessárias para manter as chamas vivas e gerar mais calor. azeite de mamona e açúcar. . construída no início do século com tijolos de São Bento do luarejo. movida a gás e o material era o carvão de pedra. TURMA DE FORA Eram os operários da fábrica que realizavam serviços em suas imediações e. pinturas. suas paredes eram feitas de barro. era feita de barro (cal e azeite de mamona). tirar madeiras nas matas próximas. era como o coração da fábrica. Em frente..