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A Norma NBR 15.

575 e o conforto térmico em


edificações habitacionais

Professor Francisco Elihimas


CAU n° 24.285-3
Normativas de desempenho
Função
A ABNT NBR 15575:2013 Edificações habitacionais
-Desempenho, criada em 2008 e revisada em 2013
contempla o desempenho de edifícios residenciais
para novos projetos.
Estes parâmetros pré estabelecidos ou estimados
auxiliam o correto processo durante as etapas de
concepção e de construção, com um novo
delineamento no conceito das normas

Prescrição X desempenho

Processo X resultado

NBR 15.575 e o conforto térmico Arquiteto Francisco Elihimas set/2013


ABNT NBR 15575
Estrutura
6 cadernos, 312 páginas, remete a
aproximadamente outras 230 normas

Parte 1: Requisitos gerais


Parte 2:Requisitos para os sistemas estruturais
Parte 3:Requisitos para os sistemas de pisos
Parte 4:Requisitos para os sistemas de vedações
verticais internas e externas — SVVIE
Parte 5:Requisitos para os sistemas de coberturas
Parte 6: Requisitos para os sistemas
hidrossanitários

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ABNT NBR 15.575
Intuito
A norma demanda que a edificação contemple as
necessidades dos usuários da edificação através de
condições e procedimentos:

Item 4 da norma:
...,referência para o estabelecimento dos requisitos
e critérios:
Segurança (incêndio/estrutural/operacional/uso)
Habitabilidade(Conforto ambiental/acessibilidade,
Salubridade/estanqueidade/antropodinâmica)
Sustentabilidade(durabilidade/manutenibilidade/
impacto ambiental )

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ABNT NBR 15.575
Intuito
Determina requisitos de desempenho: mínimo (M),
intermediário (I) e superior (S),
Comprova o desempenho de cada elemento
utilizado.
Permite a rastreabilidade para todos os
componentes da construção.
Controla o processo de erguimento do edifício.
Estima durabilidade de cada parte (vida útil)
Numa eventual falha do sistema, causada por
vícios projetuais, construtivos ou de conservação,
permite indicar a origem, soluções e a competência
dos envolvidos.

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ABNT NBR 15.575
Agentes
Fornecedores: responsável pelo insumo,
caracteriza o desempenho, durabilidade, operação
adequação e manutenção.
Incorporador – Fomenta os projetistas com
estudos, caracteriza o perfil do empreendimento.
Construtor - manuais de uso, operação e
manutenção e indica garantias e a vida útil.
Projetista – estabelecem e indicam a vida útil de
cada sistema, especificando materiais, produtos e
processos que atendam ao desempenho esperado.
Usuário – Fazer uso correto da edificação,
seguindo os preceitos dos manuais, registrando
todas as manutenções preventivas

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ABNT NBR 15.575
Processo
Delimitando-se ao tema conforto térmico, os
trechos que delimitam o tema estão nos seguintes
Cadernos:
Parte 1. Requisitos gerais; Conceitos e
condicionantes
Parte 4. Requisitos para os sistemas de vedações;
relacionado aos critérios Transmitância e
Capacidade térmica das paredes externas
Parte 5. Requisitos para os sistemas de cobertura
(SC);

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ABNT NBR 15.575
Processo
Processo da NBR 15575 para desempenho térmico

1- método de prescrição (normativo):


atendimento aos requisitos e critérios, é
fundamentado na NBR 15.520 - Desempenho
térmico de edificações

2- Simulação (aferição)
simulação computacional ou prototipagem.
Parâmetros estabelecidos no anexo A

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ABNT NBR 15.575
Processo
A norma estabelece para o território Brasileiro 8
setores a qual denominam-se zonas bioclimáticas

Pernambuco

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ABNT NBR 15.575
Processo
1- Avaliar o Desempenho Térmico do fechamento:
U = Transmitância térmica = W/m².K
Capacidade de transmitir calor tabela 13 - parte 4
Transmitância térmica máxima para paredes externas
Zonas 1 e 2 Zonas 3 a 8
α ≤ 0,6 α > 0,6
U ≤ 2,5
U ≤ 3,7 U ≤ 2,5
α é absortância à radiação solar da superfície externa da parede.

CT = Capacidade térmica = J/m².K


Capacidade de armazenar calor
mínimos para a capacidade térmica (CT)
Zona 8 Demais zonas
Sem exigência ≥ 130

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ABNT NBR 15.575
Processo
Como resultado dos estudos, a temperatura
interna dos ambientes de permanência
prolongada, será sempre igual ou inferior a
temperatura externa.

Estabelecer a correta orientação de fachadas e


janelas visando evitar-se a alta insolação em
horários críticos

Estabelece 5 Renovação/hora para ventilação ou


sistema de sombreamento externo capaz de
reduzir em 50% radiação solar direta e 1 Ren/h.

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ABNT NBR 15.575
Processo
As aberturas para ventilação serão dispostas
nas fachadas em dimensões livres e compatíveis
aos ambientes de longa permanência como salas,
cozinhas e dormitórios.

Áreas mínimas das aberturas de janelas


Aberturas para Ventilação (A)
Nível de
Zonas 1 a 7 Zona 8
desempenho
Aberturas médias aberturas grandes
A ≥ 12 % da área de piso na Reg.
A ≥ 7% da área Norte
mínimo de piso A ≥ 8 % da área de piso nas Reg.
NE e SE

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ABNT NBR 15.575
Processo
Para a avaliação das aberturas para ventilação
durante o processo de desenvolvimento do projeto
arquitetônico teremos a seguinte relação:

A = 100 . ( Aa ) (%)
Ap
Aa é a área real de ventilação do ambiente, sendo
descontadas as áreas de perfis, vidros e de qualquer outro
obstáculo; nesta área não são computadas as áreas de portas
internas. No caso de cômodos dotados de portas-balcão ou
semelhantes, na fachada da edificação, toda a área aberta
resultante do deslocamento da folha móvel da porta é
computada.
Ap é a área de piso do ambiente.

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ABNT NBR 15.575
Cobertas
A coberta é o trecho mais exposto do edifício as
ações dos raios solares e será responsável por
contribuição maior em relação a todas as cargas
térmicas incidentes no edf.
Para avaliação do sistema de cobertura (SC)
observar-se-á a transmitância térmica e
absortância à radiação solar
Transmitância térmica (U)
W/m²K
Zonas 1 e 2 Zonas 3 a 6 Zonas 7 e 8
α ≤ 0,6 α > 0,6 α ≤ 0,4 α > 0,4
U ≤ 2,30
U ≤ 2,3 U ≤ 1,5 U ≤ 2,3 FV U ≤ 1,5 FV
α é absorbância à radiação solar da superfície externa da cobertura.
O fator de ventilação (FV) é estabelecido na ABNT NBR 15220-2.

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ABNT NBR 15.575
Conclusão
Sob o aspecto do conforto térmico o processo de
planejamento e execução do edifício demandará as
seguintes situações:

Aprofundamento nos estudos sobre o material


construtivo local e seu real desempenho.
Critérios de implantação do edifício no lote visando
permitir as várias técnicas de ventilação.
Escolha dos acabamentos (cor e matéria).
Retorno de conceitos (Armando de Holanda).

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Bibliografia:
ABNT NBR 9688, Isolantes térmicos de lã cerâmica – Mantas
ABNT NBR 9909, Isolantes térmicos de lã cerâmica – Painéis
ABNT NBR 10404, Isolantes térmicos de lã cerâmica – Flocos
ABNT NBR 10412, Isolantes térmicos de lã de vidro – Feltros de lamelas
ABNT NBR 10844, Instalações prediais de águas pluviais
ABNT NBR 11358, Painéis termoisolantes à base de lã de vidro
ABNT NBR 11360, Isolantes térmicos de lã de vidro – Flocos
ABNT NBR 11361, Mantas termoisolantes à base de lã de vidro
ABNT NBR 11362, Feltros termoisolantes à base de lã de vidro
ABNT NBR 11364, Painéis termoisolantes à base de lã de rocha
ABNT NBR 11626, Isolantes térmicos de lã de rocha – Flocos
ABNT NBR 11722, Feltros termoisolantes à base de lã de rocha
ABNT NBR 11752, Materiais celulares de poliestireno para isolamento térmico na construção civil e
refrigeração industrial
ABNT NBR 15220-1, Desempenho térmico de edificações – Parte 1: Definições, símbolos e unidades
ABNT NBR 15220-2, Desempenho térmico de edificações – Parte 2: Métodos de cálculo da
transmitância térmica, da capacidade térmica, do atraso térmico e do fator de calor solar de
elementos e componentes de edificações
ABNT NBR 15220-3, Desempenho térmico de edificações – Parte 3: Zoneamento bioclimático
brasileiro e diretrizes onstrutivas para habitações unifamiliares de interesse social
ABNT NBR 15220-5, Desempenho térmico de edificações – Parte 5: Medição da resistência térmica e
da condutividade térmica pelo método fluximétrico
ASTM C 1371-04, Standard test method for determination of emittance of materials near room
temperature using portable emissometers

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