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Escola 2,3 Básica e Secundária Rodrigues de Freitas

Relatório

Movimento uniformemente retardado:


velocidade e deslocamento.

Autor: Catarina Magalhães, nº2, 11ºB

Realizado: de novembro de 2016

Entrega: 05 de fevereiro de 2016

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Índice

Objetivo .................................................................................................................................... 3

Introdução teórica .................................................................................................................... 4

Material / Equipamento ............................................................................................................ 6

Procedimento ........................................................................................................................... 6

Registo de observações ............................................................................................................. 7

Tratamento de dados ................................................................................................................ 8

Interpretação de dados / conclusão ........................................................................................ 12

Bibliografia ............................................................................................................................. 13

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Objetivo do trabalho

 Relacionar a velocidade e o deslocamento num movimento uniformemente retardado;

 Determinar a aceleração e a resultante das forças de atrito.

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Introdução teórica


De acordo com a segunda Lei de Newton (expressão 1) a resultante de forças ( FR ) que
 
atuam num corpo, a aceleração ( a ) e a velocidade ( v ) têm a mesma direção em cada
instante.
 
FR  m  a (1)
 
Num movimento retilíneo acelerado, a força resultante ( FR ) a aceleração ( a ) e a

velocidade, ( v ), têm a mesma direção e sentido do movimento (situação verificada na descida
do bloco entre o ponto A e B da atividade experimental).
Na figura estão representadas as forças que
atuam no corpo. Tendo em conta que não há
movimento na direção perpendicular ao plano, a

aceleração é nula ( a y = 0 m/s2) e a força resultante
na componente perpendicular ao movimento

também é nula ( FRy = 0 N). Assim, existirá
aceleração e força resultante positiva na direção do
movimento visto que o corpo inicia o seu

movimento com velocidade nula ( v A = 0 m/s).

Note-se que:
  
 FRx  Px  Fa  FRx  Px  Fa
h
 Px  P  sen e sen  , onde h  altura do bloco e x1  deslocamento de descida
x1
Como a variação da energia mecânica do corpo é igual ao trabalho da força de atrito

( WFa  E M ), podemos calcular a força de atrito ( Fa ) pelas expressões seguintes:

1
EM  EM B  EM A  EM  ECB  EPB  ( ECA  EPA )  EM  ECB  EPA  E M  mvB2  mghA
2

  WFa
WFa  Fa  x1  cos  Fa  , onde: cos  1
x1  cos


Saliente-se que a velocidade em B ( v B ), obtém-se a partir de uma célula fotoelétrica.
Uma célula fotoelétrica pode acionar o cronómetro digital quando o feixe de luz entre as suas
hastes é interrompido, parando-o quando o feixe é reposto. Se um corpo atravessar o feixe de
luz da célula, o cronómetro mede o intervalo de tempo que a espessura do corpo demora a
passar sobre esse feixe. Por isso, pode calcular-se a velocidade média do corpo pelo quociente
entre a espessura do corpo que atravessa o feixe e esse intervalo de tempo. Esta velocidade
média aproxima-se tanto mais da velocidade no instante em que o corpo passa pela posição B
(quanto menor for o intervalo de tempo que o corpo demora a atravessar o feixe de luz.

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 
Num movimento retilíneo retardado, a força resultante ( FR ) a aceleração ( a ), têm a

mesma direção e sentido do movimento mas a velocidade ( v ) tem sentido oposto. (situação
verificada no movimento horizontal do bloco entre o ponto B e C da atividade experimental).
As forças que atuam são a força gravítica, a reação normal e a força de atrito. A reação normal
e o peso são perpendiculares à superfície visto que esta é horizontal. Sendo o movimento
retilíneo, a resultante das forças têm direção do movimento, ou seja, horizontal. Assim, as
forças que atuam perpendicularmente ao movimento, a força normal e a força gravítica,
anulam-se. Portanto, a resultante das forças é a força de atrito existente no percurso de B a C.
A determinação da aceleração entre B e C, recorre-se às equações das posições e das
velocidades. Assim:

A distância de travagem ( x ) é diretamente proporcional ao quadrado do módulo da


velocidade em B ( v B2 = v 02 ). Assim, o gráfico é uma linha reta que passa na origem (função
linear).

O declive da reta, quociente entre as ordenadas e as abcissas, corresponde ao dobro do


módulo da aceleração. Portanto, o módulo da aceleração é metade do declive da reta.

A determinação da força de atrito, entre B e C, é calculada de acordo com a Segunda Lei de


Newton.

  
FR  Fa  m  a

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Material / Equipamento

- Balança analítica;
- Bloco de madeira;
- Plano inclinado e horizontal;
- Suporte universal;
- Célula fotoelétrica;
- Cronómetro digital;
- Régua ou fita métrica;
- Craveira.

Procedimento
1. Medir a massa do bloco e a espessura do bloco.
2. Largar o bloco de uma posição A da rampa.
3. Registar o tempo de passagem do bloco pela célula, marcado no cronómetro.
4. Medir a distância no plano horizontal desde a posição da célula até à posição
em que o bloco para, ou seja, a distância de travagem ( x ).
5. Repetir o procedimento mais duas vezes.
6. Elaborar uma tabela para registar os dados.
7. Repetir o procedimento a partir do ponto 2 mais 4 vezes, abandonando o bloco
de pontos diferentes da rampa (B, C, D e E) afastados entre si cerca de 5 cm.

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Registo de Observações:

Distância plano inclinado Tempo passagem bloco Distância plano horizontal


Altura (hA) (cm)
(cm) (ponto B) (ms) (cm)
17,164 39,50
42,50 90,00 15,256 41,00
17,342 41,90
20,227 30,20
39,50 85,00 18,992 37,10
18,553 37,00
17,716 35,00
36,50 80,00 19,661 35,40
18,711 34,40
19,584 27,60
33,50 75,00 18,554 33,60
19,142 23,10
22,902 23,60
30,50 70,00 23,759 24,20
18,890 23,60

Observações:
incertezaabsoluta (fita)  0,05cm incertezaabsoluta (cronómetro)   0,001ms

incertezaabsoluta (balança)   0,01g massa (bloco)  (60,23 0,01)g

incertezaabsoluta (craveira)  0,001cm espessura (bloco)  (2,000 0,001)cm

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Tratamento de dados
Parte 0 – Determinação de grandezas físicas: tempo mais provável de passagem no ponto B e respetiva velocidade e o seu quadrado,
distância mais provável de travagem.

Tempo de passagem Dist. mais Velocidade ao


Distância plano Tempo mais Distância de Velocidade (ponto B)
Altura (hA) (cm) do bloco (ponto B) provável de quadrado (ponto B)
inclinado (cm) provável (s) travagem (cm) (m/s)
(ms) travagem (m) (m/s)2

17,164 39,50
42,50 90,00 15,256 0,016587 (A) 41,00 0,4080 (B) 1,206 (C) 1,454 (D)
17,342 41,90
20,227 30,20
39,50 85,00 18,992 0,019257 37,10 0,3477 1,039 1,079
18,553 37,00
17,716 35,00
36,50 80,00 19,661 0,018696 35,40 0,3493 1,070 1,144
18,711 34,40
19,584 27,60
33,50 75,00 18,554 0,019093 33,60 0,2810 1,048 1,098
19,142 23,10
22,902 23,60
30,50 70,00 23,759 0,021850 24,20 0,2380 0,9153 0,8378
18,890 23,60
Espessura do bloco = 2 cm = 0,02 m
Observação: Em seguida, apresentam-se os cálculos dos valores (A), (B), (C) e (D). Para os restantes valores das respetivas grandezas físicas
determinou-se de forma análoga com recurso do software Excel os quais foram exportados para esta tabela.

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(A) Determinação de tempo mais provável de passagem do bloco ( t ).

Tempo de passagem
Tempo de passagem do
do bloco (ponto B) Tempo de passagem do bloco mais provável (s)
bloco (ponto B) (s)
(ms)

17,164 17,164/1000 = 0,017164 0,017164 0,015256 0,017342


t  0,016587
15,256 15,256/1000 = 0,015256 3
17,342 17,342/1000 = 0,017342 (A)

(B) Determinação de distância mais provável de travagem do bloco ( x ).

Distância de travagem Distância de travagem


Distância de travagem mais provável (m)
(cm) (m)

39,50 39,50/100 = 0,3950


0,3950  0,4100  0,4190
41,00 41,00/100 = 0,4100 x   0,4080 (B)
3
41,90 41,90/100 = 0,4190

(C) Determinação da velocidade do bloco no ponto B ( v B ).

Tempo de passagem do
Espessura do bloco (m) Velocidade do bloco (ponto B) (m/s)
bloco mais provável (s)

 0,0200
0,0200 0,016587 vB   1,206 (C)
0,016587

(D) Determinação do quadrado da velocidade do bloco no ponto B.

v B2  1,2062  1,454 m/s (D)

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Parte I – Determinação da força de atrito mais provável na descida do bloco (plano


inclinado).

Distância Velocidade ao Variação da Módulo da Módulo da


Trabalho
Altura (hA) plano quadrado Energia Força de Força de
da Força de
(m) inclinado (ponto B) Mecânica atrito atrito mais
Atrito (J)
(m) (m/s)2 (J) (N) provável (N)

42,50/100= 90,00/100=
1,454 -0,2071 (E) -0,2071 (F) 0,2301 (G)
=0,4250 =0,9000

39,50/100= 85,00/100=
1,079 -2,007 -2,007 2,361
=0,3950 =0,8500

36,50/100= 80,00/100=
1,144 -1,810 -1,810 2,263 2,258 (H)
=0,3650 =0,8000

33,50/100= 75,00/100=
1,098 -1,647 -1,647 2,196
=0,3350 =0,7500

30,50/100= 70,00/100=
0,8378 -1,548 -1,548 2,211
=0,3050 =0,7000

Massa do bloco 60,23 g =


0,06023 kg
Observação: Em seguida, apresentam-se os cálculos dos valores (E), (F), (G) e (H). Para
os restantes valores das respetivas grandezas físicas determinou-se de forma análoga
com recurso do software Excel os quais foram exportados para esta tabela.

(E) Determinação da variação da Energia Mecânica ( E M ).

mvB2  mghA  E M   0,06023 1,454  0,06023 9,8  0,4250 


1 1
E M 
2 2

E M  0,04379 0.2509  E M  0,2071J (E)



Nota: O valor de aceleração gravítica ( g ) utilizado foi de 9,8m/s2.

(F) Determinação do Trabalho da Força de Atrito ( W Fa )

Sabendo que: E M  WFa  WFa  0,2071J (F)



(G) Determinação da Força de Atrito ( Fa )

 WFa   0,2071 
Fa   Fa   Fa  0,2301 Fa  0,2301N (G)
x1  cos 0,9000  1

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(H) Determinação da Força de Atrito mais provável ( Fa )

2,361 2,263  2,196  2,211 9,031


Fa   Fa   Fa  2,258 N (H)
4 4

Observação:

O valor da força de atrito ( Fa  0,2301N) foi desprezado visto que este é muito
discrepante relativamente aos valores dos outros ensaios.

Parte II – Determinação da força de atrito do bloco no plano horizontal.


1. Cálculo do módulo da aceleração durante o movimento do bloco (plano
horizontal):

Sabendo que: v B2  2a  x , em que x corresponde à distância de travagem mais


provável. Usou-se os valores da tabela seguinte, realizou-se a representação gráfica e
respetiva regressão linear de forma a obter a expressão da função linear
( declive  2a ). Posteriormente, calculou-se o módulo da aceleração.

Dist. de Velocidade ao
travagem quadrado do
mais provável bloco (ponto B)
(m) (m/s)2

0,4080 1,454

0,3477 1,079

0,3493 1,144

0,2810 1,097

0,2380 0,8378

3,4417
declive  2a  2a  3,4417  a   a  1,721m/s2
2

2. Cálculo da resultante das forças de atrito durante o movimento do bloco (plano


horizontal):
    
FR  Fa  m  a  Fa  0,6023 1,721 Fa  1,037 N

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Interpretação de dados e conclusão

Pode-se concluir que, de um modo geral, consegue-se responder às metas propostas


para a atividade. Os resultados obtidos aproximam-se das previsões teóricas. Com efeito, o
traçado da reta da regressão linear, com um coeficiente de correlação ao quadrado de 0,809,
permite verificar que o quadrado do valor da velocidade inicial é diretamente proporcional à
distância percorrida pelo corpo até parar sobre o plano horizontal.

Nesta atividade, as possíveis causas de erro poderão estar associadas:

 À largada do bloco não ter sempre as mesmas condições: usar sempre a


mesma orientação do bloco, largar o referido sempre da mesma posição inicial
no plano inclinado (para cada um dos ensaios), não exercer pressão no bloco
contra o plano inclinado (aumenta o atrito e pode influenciar os resultados) e
assegurar que o carrinho foi sempre largado com velocidade inicial nula;

 Ao bloco não ser homogéneo o que poderá facilitar a sua rotação durante o
seu movimento. O movimento deverá ser retilíneo;

 À determinação do tempo de passagem na célula fotoelétrica. Um


posicionamento mais ou menos perpendicular da célula faz com que se meçam
tempos de passagem nem sempre correspondentes à espessura do bloco;

 À determinação da posição da célula fotoelétrica em relação à régua acoplada


ao plano horizontal.

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Bibliografia
 http://www.triplex.com.pt/sala-de-estudo/exercicios/a11%C2%BAano-fisica/al-1-3-
movimento-uniformemente-retardado-velocidade-e-deslocamento2/

 http://www.triplex.com.pt/sala-de-estudo/exercicios/a11%C2%BAano-fisica/al-1-3-
movimento-uniformemente-retardado-velocidade-e-deslocamento/

 Manual adotado e caderno de apontamentos da disciplina.

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