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• FÍSICA 12º ANO

1- Dinâmica de uma partícula material em movimento num


plano:
1.1- Movimento Curvilíneo de uma partícula actuada por uma força constante:
r r r
i- Relacionar as grandezas r ; v ; e a entre si , utilizando o operador derivada:

A- Descrição do movimento de uma partícula material:


Esta poderá ser feita de duas formas, mas qualquer delas traduz-se por uma equação
-LEI DO MOVIMENTO- que é função do tempo:

A.1- Utilizando a coordenada de posição sobre a trajectória:



Neste caso a posição S , da partícula em qualquer instante, será definida pelo comprimento do arco OS ,
precedido do sinal (+) ou (-), conforme a partícula se encontre na parte positiva ou negativa da trajectória.

Então: ∩
S A > 0 → S A = OA

S B < 0 → S B = OB

S C < 0 → S C = OC

Síntese:
Se a trajectória da partícula é conhecida, a sua posição ,S, em qualquer instante, poderá ser definida por
uma coordenada S, e esta é função do tempo:

→ S= f(t) ; esta equação é a lei do movimento

A.2- Através do Vector Posição:


Neste caso, e é o que vamos adoptar, a posição da partícula pode ser definida, relativamente a um referen-
r
cial, através de um vector posição r , independentemente de se conhecer a trajectória ou não.
r r
Sendo r1 , o vector posição no instante t1 , e r2 o vector posição no
v v
instante t2 , podemos exprimir r1 e r2 através das suas coordenadas
no referencial escolhido: r r r r
r1 = r1, x . ux + r1, y . uy + r1, z . uz
r r r r
r2 = r2 , x . ux + r2 , y . uy + r2 , z . uz

Como a partícula está em movimento, as suas coordenadas x, y e z


variam no tempo:
x = f (t )
y = f (t )
z = f (t )
r r r r r r
então o vector r : r = rx . ux + ry . uy + rz . uz ; é uma função do tempo: r = f ( t ) →Lei do movimento

Nota:
→Para que a partícula esteja em movimento, basta que uma das coordenadas varie no tempo ( mantendo-se as
outras constantes a trajectória é rectilínea);

→ Se a trajectória se der num plano, só duas coordenadas são função do tempo ( trajectória curvilínea )

1
B- Equação da Trajectória:
Considere-se uma partícula com a seguinte lei do movimento:
r r r r
r = rx . ux + ry . uy + rz . u z
vimos que:
rx = f ( t ) 

ry = f ( t ) Estas equações que traduzem as coordenadas do movimento em função do tempo, denomi-
rz = f ( t )  nam-se por: Equações Paramétricas do Movimento
A Equação da Trajectória, obtém-se partindo das equações anteriores, por eliminação do factor tempo, t.

↓ Assim
r
Partindo da lei do movimento, r = f ( t ) , poderemos inferir as características da trajectória da partícula.

Exemplo:
r r r
Considera a seguinte equação do movimento: r = 4 t . ux + 2 t 2 . u y ; determina a equação da trajectória.

Resolução:  x
 t=  −
 x = 4t e lim inando t  4  Vemos que a equa-
paramétricas 
2     →  2 ⇔  x2
 y = 2t y = 2 ⋅
x
 y = ção da trajectória cor-
8 responde a uma pará-
 42 bola

C- Vector Deslocamento e deslocamento Escalar:


r r r
 r1 = r1. ux + r1. uy
r r r
r2 = r2 . ux + r2 . u y

C.1- Vector Deslocamento:


r r r
∆r = r2 − r1
 r r r
∆r = ( r2 − r1) ux − ( r2 − r1) u y

2
C.2- Deslocamento Escalar , ∆s:

∆s= s2 - s1

r
Na figura vemos que para o mesmo deslocamento ∆r a par-
tícula pode descrever várias trajectórias ( A e B) que correspon-
dem a deslocamentos escalares diferentes.

Nota:
→ ∆s só coincide com o espaço percorrido, pela partícula se não existirem inversões de sentido e a trajectória
for aberta.

→ Para calcular ∆s temos que conhecer a trajectória, pois a lei do movimento é S=f(t) ( ver A.1) e estamos a
utilizar uma coordenada de posição sobre a trajectória.

D → Vector Velocidade Média e Velocidade Escalar Média:


D.1 → Vector Velocidade Média:

r r
r ∆r r ∆r r
vm = → vm = ; é um vector que tem a direcção e o sentido de ∆r
∆t ∆t

D.2 → Velocidade Escalar Média:

∆s
vm = → É um escalar positivo ou negativo, consoante o deslocamento se processa no sentido positivo
∆t
ou negativo da trajectória.

Nota:
1→ Nesta definição temos que conhecer a trajectória, pois a posição da partícula é-nos dada por uma coorde-
nada de posição sobre a trajectória

r temos r
2→ Como ∆s ≥ ∆r  → v m ≥ v m

Será igual se a trajectória for rectilínea e não houver inversão no deslocamento no intervalo de tempo con-
siderado

r quando
3→ Convém recordar que ∆s → ∆r  → ∆t → 0
3
d
4→ A celeridade ou rapidez média: rm = ; com d=espaço percorrido
∆t
nem sempre coincide com o módulo da velocidade escalar média, pois basta haver uma inversão no senti-
do do deslocamento.

E- Velocidade Instantânea:
E.1→ Vector Velocidade Instantânea:

É um vector que nos indica a velocidade da partícula num determinado instante


r r
r ∆r r dr
v = lim ; isto é por definição: v=
∆t → 0 ∆t dt

r
Este vector é tangente à trajectória da partícula em qualquer instante, então se convencionarmos que ut é
um vector unitário, tangente à trajectória em qualquer posição temos:
r r
v = v ⋅ ut

é o escalar do vector velocidade.

E.2→ Velocidade Escalar Instantânea:

Por analogia, temos:


∆s ds
v = lim ⇔ v=
∆t → 0 ∆t dt
r r
Como quando ∆t→0 ∆s ≅ ∆r ⇒ v ≅ v

Síntese:
r
→Pode-se concluir que tanto a equação r = f ( t ) como, s = f ( t ) ,nos conduzem ao módulo da velocidade
escalar v.

F→Vector Aceleração Média e Vector Aceleração Instantânea:


F.1→ Vector Aceleração Média:

r
r ∆v
Sabemos que : am = , se fizermos tender o tempo para zero (∆t→0), obtemos o vector aceleração
∆t
em cada ponto da trajectória, i.é:

4
F.2→ Vector Aceleração Instantânea:
r r r
r ∆v ou seja r dv r d 2r
a = lim  → a = ou a= 2
∆t → 0 ∆t dt dt
r
este vector tem a mesma direcção e sentido que o vector ∆v , e regra geral, não é tangente à trajectória.

Nota:
r
d 2r r
→ 2
; indica-nos a segunda derivada do vector posição r em ordem ao tempo;
dt
r
→ Convém referir que, existe sempre uma aceleração, desde que varie o vector v , i.é, desde que o vector ve-
locidade varie em módulo ou em direcção-(1ª Lei de Newton ou lei da Inércia).

r
ii- Descrever o movimento de uma partícula com velocidade inicial v0 , actuada por uma força
r
constante de direcção diferente de v0 , como a composição de dois movimentos simultâneos e inde-
pendentes num plano.

A→ Movimento Curvilíneo de uma Partícula Actuada


por uma Força Constante:
A.1→ Segundo a 1ª lei de Newton ( Lei da Inércia), uma partícula livre mantém-se em repouso ou em movi-
mento rectilíneo e uniforme (MRU), se não for actuada por forças exteriores ao sistema, ou se for nula a resul-
tante das forças que nela actuam.

Uma partícula que se desloque com velocidade constante ( módulo e direcção) se for actuada por uma
força constante passa a ter uma trajectória curvilínea pois:

r r ∆m r
) segundo a 2ª lei de Newton F = m ⋅ a ( com = 0) , vemos que a resultante das forças F , tem a mes-
∆t
r
ma direcção e sentido que o vector aceleração, a ;
r
r ∆v r r
) por outro lado, sabemos que am = , então a tem a mesma direcção e sentido que ∆v , e consequen-
r ∆t
r
temente F tem a mesma direcção e sentido que ∆v ;
r r r r r r r r r
) mas, também sabemos que, ∆v = v − v0 ⇔ v = v + ∆v então vemos que ∆v ; v e v0 têm direcções diferen-
r r r
tes, logo concluímos que v tem uma direcção diferente de v0 e ∆v , este resultado indica-nos que a trajectória
é uma curva plana.

) podemos considerar este tipo de movimento curvilíneo como a sobreposição de dois movimentos simultâ-
neos e independentes num plano:

5
x

r r r r
→ Vemos que segundo a direcção dos xx, não actuam forças então FRX = 0 ⇒ ax = 0 → MRU
⇒ x = v0x . t ; com x0= 0 ( pois em intervalos de tempo iguais percorre espaços iguais.)


r Norentanrto, segundo
r o eixo dos yy temos: r
r
FR ≠ 0 ⇒ ay ≠ 0 → MRUA ; em que a tem a mesma direcção que FR
1 2
⇒ y = v0 y . t + at ; no caso apresentado v0 y = 0
2

iii- Analisar o movimento de um projéctil lançado obliquamente, considerando desprezáveis a resis-


r
tência do ar e a variação de g :
tempo de subida; altura máxima ; e alcance máximo.

r r r
v = vox + voy
 r
vox = v0 ⋅ cosθ
v = vr ⋅ senθ
 oy 0

→ A figura mostra-nosr que segundo o eixo dos xx não actuam forças exteriores e segundo o eixo dos yy só ac-
tua a força gravítica, Fg .

atendendo ao exposto anteriormente, podemos escrever as leis do movimento:

x = xo + vox . t
 1 2
 y = y0 + voy . t + at
r r 2
 a = g

A→ Equação da trajectória.

6
 x
 t=
x = x0 + vox t x = vox t
se x 0 = 0 e y 0 = 0  eliminando o tempo  vox
 y = y + v . t − 1 gt 2  →  y = v . t − 1 gt 2   →  2
 0 oy 2  oy 2  y = voy x − 1 g. x
 vox 2 vox 2

~ x x2 g. x 2
entao → y = v/ 0 senθ. − 21 g 2 ⇔ y = x . tg θ −
v/ 0 cos θ v0 .cos2 θ 2. v02 .cos2 θ

Como v0= cte; g = cte; e θ = cte→ temos uma equação do tipo y=ax2+bx+c; a≠0 , que é a equação de uma
parábola de eixo vertical e como a< 0 , a concavidade fica para cima.

B→ Obtenção do tempo de subida e da altura máxima atingida pelo corpo:

B.1) Tempo de subida:


Quando o corpo atinge a altura máxima → vy= 0
r
r dr r r r r
v= e r = vox . t . ux + ( voy . t − 21 gt 2 ). uy
dt
r
r dr
v=
dt
r r
(
⇔ v = vox . ux + voy − gt . uy
r
)
vx = vox se v y = 0 voy v ⋅ senθ
⇒   → 0 = voy − gt ⇔ t =  
~ → t subida = 0
v y = voy − gt g entao g

B.2) Altura Máxima:

voy
y = voy . t − 21 gt 2 com t =
g
temos 2 2
~ → y = v . voy − g/ . voy voy v 2 ⋅ sen 2θ
entao oy 2/
⇔ y= ⇔ y= 0
g g 2g 2g

C→ Alcance Máximo:

Como o tempo que a partícula permanece no ar é igual ao dobro do tempo que a partícula leva a atingir
a altura máxima, temos:
2 ⋅ voy
t=
g

então:
2 voy 2. vox . voy 2 v0 cos θ ⋅ v0senθα v 2 .2. senθ.cos θ
x = vox . t ⇔ xmax = vox ⋅ ⇔ xmax = ⇔ xmax = ⇔ xmax = 0
g g g g
v02 . sen 2θ
como sen 2θ = 2 senθ cos θ ⇒ xmax =
g

r
C.1→ Vejamos em que situações é que para a mesma velocidade inicial, v0 , se pode atingir o mesmo alcance.

7
Considere-se a seguinte figura:
Da trignometria sabemos que: senα=sen(180º-α)
peguemos agora na expressão que nos dá o alcance de um lançamento:
v 2 sen 2α
x= 0 ; então teremos o mesmo alcance para :
g
sen2α=sen(180º-2α) ⇔ sen2a = sen(2(90º 4 −4
12 a))
3
b

Da última equação vemos que obteremos o mesmo alcance para o ângulo α ou pra o ângulo comple-
mentar de α, i.é, (90º-α) a que poderemos denominar por β: β=90º-α ⇔ α+β=90º

ex: para um ângulo de 30º obtemos um determinado alcance. Indica qual o outro ângulo de lançamento
que permite obter o mesmo alcance.

R: Esse ângulo será o complementar de 30º, i.é: α+β=90º ⇔ 30º+β = 90º ⇔ β=90º-30º ⇔ β= 60º

iv- Exprimir a aceleração em termos das suas componentes tangencial e normal.

A→ Componentes Normal e Tangencial do vector aceleração:


Considere-se uma partícula a descrever a seguinte trajectória

r
ut → vector unitário tangente à trajectória;

r
un → vector unitário normal à trajectória;
r r r r
ut⊥ un ; ut = un = 1

r
θ→ ângulo entre ut e o eixo dos xx

dθ→ acréscimo infinitesimal do ângulo α;

ds→ acréscimo infinitesimal do deslocamento.

Demonstração*
Velocidade Escalar
r r
r r r dv r dv r dut
Sabemos que v = v. u t e a = então → a= ⋅ ut + v ⋅
dt dt dt
r
dut r
Neste caso o factor ≠ 0 , pois o vector unitário ut muda de direcção com o tempo. Para resol-
dt
r r r r
ver este problema temos que exprimir os vectores unitários ut e un em termos dos vectores ux e uy :

Da figura vemos que:


8
r r r r
un = − senθ. ux + cos θ. uy dut
r r r ; calculemos agora
ut = cos θ. ux + senθ. uy dt

r r r r r r
dut d (cos θ. ux + senθ. uy ) dut dθ r dux dθ r duy
= ⇔ = ⋅ ( − senθ) ⋅ ux + cos θ ⋅ + ⋅ cos θ ⋅ uy + senθ ⋅ ⇔
dt dt dt dt dt dt dt
r r
dut dθ r r dut dθ r 0
⇔ = ⋅ ( − senθ ⋅ ux + cos θ ⋅ uy ) ⇔ = ⋅ un 0
dt dt 1 444 4 2
r 4444 3 dt dt
un

dθ 1
Para ângulos medidos em radianos temos : s = θ.r então → ds = dθ. r ⇔ = ; então podemos escrever:
ds r
r r r
dut dθ r dut dθ ds r ~ dut 1 r
= ⋅ un ⇔ = ⋅ ⋅ un entao → = ⋅ v ⋅ un
dt dt dt ds dt dt r
r
r dv r dut r dv r vr
logo: a= ⋅ ut + v ⋅ ⇔a= ⋅ ut + v ⋅ un
dt dt dt r

r r v2 r v2
a= ⋅ ut
a{ + ⋅ un ; ac =
componente r
123 r
tangencial componente
normal ou centripeta

Nota:
r
) A componente tangencial da aceleração, é responsável pela variação do módulo de v ;

) A componente normal, cujo sentido aponta sempre para o centro da trajectória, é responsável pela mudan-
ça de direcção do vector velocidade.

r No caso geral do Movimento Curvilíneo Variado, r


r
a força F e a aceleração a , não têm a direcção normal ou tangente à trajectória. Então a força F , terá de ser
igual á soma de duas componentes:

) Uma normal à trajectória, que designamos por força centrípeta; e


) outra tangencial à trajectória.
r r r r r
F = Ft + Fc ; como F = m ⋅ a

temos
r r
Ft = m ⋅ at

r r r v2 r
Fc = m ⋅ ac ⇔ Fc = m ⋅ ⋅ un
r

Tipos de movimento:

9
r r r
 = 0⇒ a = 0 → MRU
= r r 
0 e at  r r r r = cte → MRUV
 ≠ 0⇒ a = at → se at 
r   ≠ cte → MRV
 r
an  r r
= 0⇒ a = an → MCU
 r r 
≠ 0 e at  r r r r r = cte → MCUV
 ≠ 0⇒ a = at + an → se at 
  ≠ cte → MCV

10
1.2→ Movimento Relativo

i- Descrever o movimento de uma partícula em relação a dois referenciais em movimento relativo de


translacção uniforme.
Transformação de Galileu

A→ Transformações de Galileu.

Como sabemos a descrição do movimento de um corpo, depende do referencial escolhido pelo observa-
dor e é por este motivo, que o movimento é um conceito relativo.
Vamos ver, então como se relacionam entre si, as posições, velocidades e acelerações, medidas por dois
observadores situados em referenciais diferentes que se movem um em relação ao outro com MRU.

y / / y'
r r z / / z'
v = v⋅ ux x / /x'
r →
 r = OA
r →
 r ' = O ' A

Suponhamos, dois referenciais ligados s dois observadores O e O’, que se movem com MRU, um em re-
r
lação ao outro com velocidade constante v e que observam o ponto A.
Consideremos ainda, que no início da contagem dos tempos, t=0, O coincide com O’, então no instante t
temos :
→ r
OO' = v ⋅ t
e da figura vemos que:
→ → → r → r r r r r r r
OA = OO'+ O' A ou r = OO'+ r ' ⇔ r = v . t + r ' ⇔ r '= r − v.t

Na realidade a última equação corresponde a 3 equações escalares. Admitindo que t=t’, i.é, admitindo
que a medida dos tempos não depende do movimento dos observadores temos:

x ' = x − vt ; y = y' ; z = z' ⊕ t = t'

Este conjunto de 4 equações é denominado por “Transformação de Galileu”, e serve para relacionar
as coordenadas de uma partícula em dois referenciais de inércia ( referencial onde se verifica a 1ª Lei de
Newton).

Das Equações anteriores podemos concluir que:

) Como t=t’; o tempo é absoluto, i.é, flui da mesma maneira nos dois referenciais, independentemente do mo-
vimento dos observadores.

) Vemos que o espaço é relativo; pois a distância percorrida pelo ponto A é diferente medida por O ou O’, es-
tas distâncias são x e x’ , respectivamente.

11
) Das equações anteriores, podemos demonstrar que a distância entre dois pontos é invariante, i.é, não depen-
de do referencial escolhido.


r r
r1 − r2
AB =  r r
r '1 − r '2

r r r r
r1 − r2 = r '1 − r '2 ⇔ l = l '

Vemos então, que tanto o observador O como o O’ medem o mesmo


comprimento AB , independentemente do referencial em que se encontrem.

Demonstração*

Consideremos as coordenadas dos pontos A e B nos dois referenciais:


yA = y' A  yB = y ' B x A ≠ x ' A
 e  e  e atendendo às transformações de Galileu temos:
 zA = z' A  zB = z 'B  xB ≠ x ' B

x ' A = x A − v. t e x ' B = xB − v . t
Se considerarmos o comprimento do objecto ( AB ) por l, vemos que para o referencial ligado ao obser-
vador O, l = xB − x A e para o referencial ligado ao observador O’ é , l ' = x 'B − x ' A , então:

l ' = x 'B − x ' A


= ( xB − v . t ) − ( x A − v . t )
= xB − v . t − x A + v . t
= xB − x A
=l
l ' = l , c.q.d.

B→ Velocidades e Acelerações relativas:

B.1→ Velocidades relativas.


r r
Anteriormente, vimos que: r ' = r − . t ; sendo
r r a velocidade de O’ em relação a O. Por outro lado,
temos que:
r dr
r r r
dr ' dr d ( . t )
rr r r
v= ⇒ = − ⇔ v'= v −
dt dt dt dt
r r
em que v ' e v , são as velocidades do ponto A, relativamente aos referenciais O’ e O, e
r a velocidade de
O’ em relação a O.

A última equação, corresponde a 3 equações escalares:

v ' x = vx − ; v ' y = vy ; v ' z = vz

Nota:
) As 3 equações anteriores indicam-nos que, nenhum corpo pode ter a mesma velocidade relativa a dois ob-
servadores em MRU relativo, e esta velocidade relativa depende da direcção do movimento do observador.
12
B.2→ Acelerações Relativas:
r
r dv
Como a aceleração é definida por: a= ; temos:
dt
r r
dv ' dv d
r r r r
= − ⇔ a'= a pois ; i.é, não varia no tempo.
dt dt dt

Esta relação é importante, pois indica-nos que a aceleração do ponto A é independente do referencial es-
colhido, i.é, a aceleração de um corpo é invariante.
Esta preposição indica-nos que a aceleração, a força e portanto as Leis da Mecânica, são invariantes para
observadores inerciais.
Ð

Isto constitui o “ Princípio da Relatividade de Galileu”:

“ A Leis da Mecânica, são invariantes para observadores inerciais “

Bases Matemáticas Úteis: Teorema de Carnot

13
1.3- Movimento de uma partícula material sujeita a forças de ligação

A- Forças de Ligação:
São forças que impedem o movimento livre dos corpos. As forças de ligação tomam valores sempre
dependentes das forças aplicadas, mas o contrário não se verifica.
Existem dois tipos de força de ligação consoante a situação em que os corpos se encontrem:

1- Corpos Assentes em Superfícies:


r
( )
Reacção Normal do plano → N , esta força é perpendicular (normal) à superfície em que o corpo se
encontra apoiado: r
r N
N

2- Corpos Suspensos por fios:


r
( )
Tensão do fio → T , esta força está aplicada no corpo e é exercida pelo fio que sustem o corpo sendo
paralela a este.

r
T′

r
T

B- Como iniciar o estudo do movimento de uma partícula


material sujeita a forças de ligação
Para estudar este tipo de movimentos convém decompor a força resultante em doisreixos ; um tangente à
r
trajectória e outro normal à trajectória, para podermos utilizar a segunda lei de Newton, FR = m ⋅ a , na forma:
Ft = m. at

Fc = m. ac

Para o efeito devemos :

1º- identificar a partícula em causa;

2º- aplicar na partícula um referencial com dois eixos: um tangente à trajectória e outro normal à trajectória;

3º- representar todas as forças aplicadas na partícula;

4º- projectar no referencial escolhido, todas as forças que não tenham as direcções desses eixos.

15
C ) Movimento Circular num plano horizontal:
Pêndulo Cónico:
O pêndulo cónico é constituído por um pequeno corpo de massa m ,
r
girando num círculo horizontal, com uma velocidade constante v , preso
à extremidade de um fio de comprimento l.( considera-se o fio
inextensível e de massa desprezável). Aquando do movimento do corpo o
fio descreve a superfície de um cone.

Vejamos de que factores depende a tensão do fio e qual será o tempo


necessário para que o corpo descreva uma volta completa.

R = l. senθ

r r r r
Como o corpo descreve uma trajectória circular com velocidade constante: FR ≠ 0 ⇒ FR = FC

1º - Factores de que depende a tensão do fio:


r r r
 FRy = T y + Fg ⇒ 0 = T y − Fg ⇔ T y = Fg (1)
r r
 FRx = Tx ⇒ FC = Tx (2)

Da expressão (1) temos:

m. g
T.cos θ =m.g ⇒ T = (3) ; com 0º ≤ θ p 90º ⇒ 1 ≤ cosθ p 0
cosθ

Da expressão (2) temos:


2
v
m = T . senθ ; com R = l.senθ e v = ω.R então: m. ω 2 . R = T . senθ ⇔
R
⇔ m. ω 2 . l. senθ = T . senθ ⇔
⇔ T = m . ω 2 . l (4)

Conclusões:

→ Da expressão (3) vemos que:

A tensão depende do ângulo θ e que é tanto maior quanto maior este for. Por outro lado vemos que θ,
mg mg
nunca poderá tomar o valor de 90º, pois neste caso: T = ⇔T= ⇔ T = ∞ , logo o fio
cos 90º 0
partiría-se antes de atingir este ângulo.

→ Da expressão (4) vemos que:

A tensão é tanto maior quanto maior for a velocidade angular ω; e para a mesma velocidade angular,
será tanto maior quanto maior for o comprimento do fio, l.

16
2º Velocidade angular: ω

mg
combinando as expressões (3) e (4) : T = e T = m. ω 2 . l temos:
cos θ
mg g g
= m. ω 2 . l ⇔ ω2 = ⇔ ω= (5)
cos θ l. cos θ l. cos θ

A expressão (5) indica-nos que:

a) Para um mesmo ângulo θ, a velocidade angular é tanto maior quanto menor for o comprimento
do fio;

b) Para o mesmo fio, a velocidade angular será tanto menor quanto maior for o ângulo θ.

3º Tempo necessário para que o corpo complete uma volta. (Período do


movimento)


Já sabemos que ω = ; igualando esta expressão à expressão (5) temos:
T
2π g l. cos θ
= ; então T = 2π (6)
T l . cos θ g

Esta expressão (6) indica-nos que:


a) O período do movimento não depende da massa do corpo;
b)O período depende directamente do comprimento do fio e inversamente do ângulo que este faz com
a vertical:

se θ = cte T ↑ se l ↑ e vice - versa


se l = cte T ↑ se θ ↓ ( pois cosθ ↑ ) e vice - versa.

Questão:

Deduz a expressão que te dá a aceleração centrípeta .

Resposta:

Ty = Fg T . cos θ = mg mg
 ⇔ ⇔ m. ac = . senθ ⇒ ac = g. tgθ (7)
m. ac = Tx m. ac = T . senθ cos θ

17
D- Movimento Circular num plano Vertical
D-1- Pêndulo Gravítico Simples:

P pêndulo gravítico simples é constituído por um pequeno corpo de massa m, suspenso por um fio
de comprimento l. O corpo ao ser abandonado de uma determinada altura descreve um movimento de
vaivém, sobre um arco de circunferência.

Da figura vemosr quer as únicas forças responsáveis pelo


movimento são : T e Fg

r
Por outro lado sabemos que Fg é uma força conservativa e que
r
T é perpendicular à trajectória em todos os pontos. Então
WTr = 0 .

Estas duas informações indicam-nos que, ∆Em = 002-11-2004, i.é, podemos utilizar a Lei da
Conservação da Energia Mecânica para estudar este movimento.

1º Factores de que depende a tensão do fio:

r r r  v2
FRN = T + FgN m. = T − Fg . cos θ
 R
r ⇔
r
F = F 
 RT gT m. at = Fg sen θ
 v2
 T = m. + m. g cos θ (1)
⇔ l

m
/ . at = m
/ . g . senθ ⇔ at = g . senθ (2)

→ Da expressão (1) , vemos que:

v2
› Na posição A, θ=0º ⇒cos θ =1 ⇒ T = m + Fg ; i.é, nesta
l
posição a tensão do fio é maior que o peso do corpo, devido ao
movimento deste, pois se o corpo estivesse parado (v =0 )⇒ T =Fg ,
então estas duas forças teriam intensidades iguais.

› Na posição extrema C, temos v = 0 ⇒ T = Fg. senθ ; nesta


posição a tensão exercida no corpo é menor que o seu peso e quanto
maior for o θ, menor será o seu valor.
No caso de θ= 90º ⇒ cosθ = 0 ⇒ T=0; i.é, quando o fio se encontra na horizontal a tensão é
nula, pois v = 0.

→ Da expressão (2) , vemos que:


18
› A componente tangencial do vector aceleração não é constante e que toma o seu valor máximo,
quando o corpo atinge a posição extrema C, sendo nula na posição de equilíbrio A.

2º Velocidade do corpo num ponto qualquer da trajectória.

Já vimos anteriormente que podíamos utilizar a L.C.E.M. , então:

1 2 1 vB2
EmC = EmB ⇔ mvc + m g hc = m vB2 + m g hB ⇔ g . hC = + g . hB
2 2 2

vB2
⇔ g( l − l cos θ max ) = + g ( l − l cos θ ) ⇔ vB2 = 2. g. l (cos θ − cos θ max ) (3)
2

A expressão (3) indica-nos que a velocidade do corpo:

› Não depende da sua massa.


› É tanto maior quanto maior for o comprimento do fio, para o mesmo θ;
› É tanto maior quanto menor for o θ, para o mesmo fio.
› No ponto A ⇒ θ = 0 ⇒ cos θ =1; então v 2A = 2. g . l ( 1 − cos θ max ) (4)

3º Tempo necessário para que se complete uma oscilação. ( Período do


movimento)

› Nota: Para ângulos pequenos podemos afirmar que : sen θ ≅ θ ; então a expressão (2)
transforma-se em:


at = g. senθ ≅ at = g . θ (5) ; por outro sabemos que ω =
T

Consideremos então a seguinte figura:


s = l. θ como senθ ≈ θ x
   → x = l . θ ⇔ θ = (6)
x = l . senθ l

vemos ainda que: x = l . senθ ( t ) ⇔ x = l . sen (θ 0 + ωt )

como
dx ~ como a = dv ⇔ a = − ω 2 l sen (θ + ωt ) ⇔ a = −ω 2 . x (7)
v= ⇔ v = ω . l . cos (θ 0 + ωt ) entao
dt dt 1442044 3
x
› Combinando as expressões (5),(6) e (7), temos:


x como ω= g 4π 2 l
g. = ω 2 . x  
T → = 2 ⇔ T = 2π (8)
l l T g

Esta expressão (8) indica-nos que o período do movimento é tanto maior quanto maior for o
comprimento do fio, aliás só depende do comprimento do fio e da aceleração da gravidade.

19
Movimento Circular num plano Vertical
D

C
Força Gravítica

Reacção Normal
B

r r r
› No ponto A temos: FR = Fg + RN ⇔ Fc = RN − m. g

r r r F = RN Fc = RN
› No ponto B, temos: FR = Fg + RN ⇔  Rn ⇔ 
F
 Rt = m. g FRt = m. g

r r r F = RN + Fgn Fc = RN + Fgn


› No ponto C, temos: FR = Fg + RN ⇔  Rn ⇔
FRt = Fgt FRt = Fgt

r r r v2
› No ponto D, temos: FR = Fg + RN ⇔ Fc = RN + m. g ⇔ m = m. g + RN
r 1

r r r F = RN − Fgn Fc = RN − Fgn


› No ponto E, temos: FR = Fg + RN ⇔  Rn ⇔
FRt = Fgt FRt = Fgt
r
Nota : Nas expressões anteriores Fgn, representa a componente normal de F g e Fgt, é a componente
r
tangencial de F g.

› Vejamos qual deverá ser a velocidade mínima que um corpo deverá ter na posição
mais alta da trajectória de modo a que consiga descrever uma trajectória circular
num plano vertical:

Da expressão (1):
Fc = m. g + RN ; Vemos que temos a força centrípeta mínima quando RN toma o valor zero (0),
pois m.g é constante e RN não pode tomar valores negativos. Então poderemos calcular qual deverá ser
a velocidade mínima para que o corpo descreva a trajectória circular:

se R N = 0 v2 2
Fc = m. g + RN  → m /. =m/ . g ⇔ v = r. g ⇔ v = r. g
r
› Esta última expressão indica-nos que se a velocidade do corpo, no ponto mais alto da trajectória,
for menor for menor que r . g ; a força gravítica é maior que a força centrípeta necessária para que o
corpo descreva a trajectória circular e aquele abandona a calha descrevendo uma parábola;

› Por outro lado se a velocidade for maior que r . g , aparece automaticamente a reacção normal do
plano, RN .

20
E- Força de Atrito:

› A força de atrito tem sentido sempre oposto ao movimento, podendo ser considerada uma força de
reacção tangencial.

Existem dois tipos de forças de atrito:

← Força de atrito estático:


Esta actua entre superfícies em repouso relativo, sendo o seu valor máximo igual ao valor mínimo
da força necessária para que se inicie o movimento.

↑ Força de atrito cinético:


Esta actua entre superfícies em repouso relativo. Este tipo de forças de atrito toma valores
inferiores à força de atrito estático, para amesmas superfícies em contacto.

⇓ Leis da Força de Atrito:

As duas leis que passo a enunciar são empíricas e foram propostas por Leonardo da Vinci
( 1452-1519), no entanto, a distinção entre atrito estático e atrito cinético foi proposta por Coulomb
( 1736- 1806):
r
← A força de atrito é directamente proporcional à reacção normal do plano, RN .
Fa ∝ RN

↑ A força de atrito não depende da área de contacto entre as superfícies.

⇓ A constante de proporcionalidade referida na 1ª lei é o coeficiente de atrito, e se existem dois


tipos de força de atrito, então deverão existir dois coeficientes de atrito, também.

› Então, temos:
Fa , est = µ e . RN e Fa , cin = mc . RN

Sendo: µe o coeficiente de atrito estático ; e µc o coeficiente de atrito cinético

Para as mesmas superfícies de contacto temos: µe > µc

→ Os valores de µe e µc dependem da natureza das superficies em contacto, podendo tomar


valores maiores que a unidade ( 1), no entanto, costumam tomar valores inferiores à unidade.

Questão: Como se poderá explicar, que o valor da força de atrito naõ depende da área de contacto ?
Resposta:

Na realidade, quando duas superfícies são postas em contacto, a área microscópica efectiva é
muito menor que a área macroscópica aparente de contacto.

21
r Por outro lado, a área microscópica real de contacto, é proporcional à reacção normal do plano (
RN ), pois os pontos de contacto deformam-se. ( ver figura)

Exemplo :

Poucos pontos de contacto, mas com áreas Elevado nº de pontos de contacto, mas
relativamente grandes, pois a pressão com áreas relativamente pequenas, pois a
exercida neste menor número de pontos é pressão exercida neste maior nº de pontos é
maior. menor.

⇓ Então para o mesmo corpo, a área de contacto real é a mesma, qualquer que seja a posição do
corpo.

Conclusão:
r r
Area Microscopica de contacto ∝ R N e Fa ∝ Area de contacto
14444444444444444444244444444444444444443

r r r r
Fa ∝ RN ⇔ Fa = µ. RN
› Nota:
A razão pela qual µe>µc, é que quando duas superfícies estão em contacto uma com a outra e em
repouso relativo, formam-se pequenas soldas a frio, nos pontos de contacto. Para que essas duas
superfícies entrem em movimento de translação relativo, estas soldas têm que se quebrar. Este facto
implica num acréscimo de força para por os corpos em movimento, no início.

22
Movimento circular:
1º-Velocidade angular:
r
Da figura vemos que v e ′ ⊥ à trajectória e que:

OP = s ~
entao s = θ. R ; com θ expresso em radianos.

Derivando a expressão anterior em ordem ao tempo, temos:

ds dθ dθ
= R. ⇔ v = ω ⋅ R em que ω =
dt dt dt

é a velocidade angular da partícula, cuja unidade é ( rad/s ou s-1 )

v= ω.R ; na verdade ω é uma grandeza vectorial, cuja direcção é perpendicular ao plano do


movimento e o sentido é-nos dado pela regra do saca-rolhas:

Da figura vemos que : R=r.sen γ e quando γ=90º ⇒ R=r


r r r
então v=ω.r.sen γ ou v =ω×r

A última expressão indica-nos que o vector velocidade é


r r
perpendicular ao plano definido pelos vectores ω e v e
cujo sentido é-nos dado pela regra da mão direita, regra
do saca-rolhas ou regra do triedro directo.

Regra do triedro directo:

No caso particular do M.C.U. ⇒ ω= constante ⇒ então este tipo de movimento poder-se-á


considerar Periódico, logo poderemos definir:

→ Período (T): Tempo necessário para completar uma volta completa ( s );


→Frequência (f): É o número de voltas completas realizadas por unidade de tempo ( Hz; s-1 )

1 1
) Relação entre o Período e a frequência : T= ⇔ f =
f T
) Relação entre Período, frequência e velocidade angular:

ω = 2πf ω=
T

2º- Aceleração angular: ( α)


r
r dω r r
α= se α = c te (≠ 0) ⇒ M. C. U. V.
dt
A aceleração angular é uma grandeza vectorial, cuja direcção e sentido é igual ao do vector
velocidade angular. Esta grandeza exprime-se em ( rad/s2 ).

Neste ponto, depois de definirmos a velocidade angular e a aceleração angular, estamos em


condições de escrever as equações horárias relativas à velocidade angular e posição angular
relativas aos movimentos circular uniforme e circular uniformemente variado:

M.C.U.→ ω= cte ; θ = θ0 + ω.t

1
M.C.U.V. → ω = ω0 + α.t ; θ = θ0 + ω0.t + .α.t2
2

Vector Aceleração:

Vamos ver como se pode calcular a aceleração num movimento circular:

dv d (ω . R )
Já sabemos que: at = e v = ω. R ⇔ at = ⇔ a t = α. R
dt dt

v2 ω2R2
por outro lado temos que: a n = ⇔ an = ⇔ an = ω 2 . R
R R

No caso particular do M.C.U. temos:


r r
r dv r r r r r dr r r r
a= como v = ω × r ⇔ a = ω × ⇔ a = ω×v
dt dt

Nota: Na forma cartesiana temos:


r r r
r = R.cos θ( t ) . ux + R. senθ( t ) . uy como θ = θ 0 + ω. t temos:
r r r
r = R.cos(θ 0 + ω. t ). ux + R. sen(θ 0 + ω. t). uy (SI)
2 - Dinâmica de um Sistema de Partículas
2.1. Centro de massa de um sistema de partículas:

⇓ Podemos ter dois tipos de sistemas de partículas materiais:

← Corpos Rígidos: As partículas ocupam posições fixas umas em relação às outras.

↑ Sistemas Discretos de Partículas: As distâncias entre as partículas variam umas em relação


ás outras enquanto se processa o movimento.

⇓ Centro de massa ( c.m.)

Até agora temos tratado os objectos como se fossem partículas, i.é, temos tratado com
objectos que possuem massa mas não têm dimensões.
No movimento de translação de um corpo, um dos seus pontos, à medida que o tempo passa,
sofre o mesmo deslocamento que qualquer outro, de tal maneira que, o movimento de uma
partícula representa o movimento de todo o corpo.
Mas mesmo quando o corpo roda ou vibra , enquanto se desloca, há um ponto no corpo,
denominado por Centro de Massa, que se desloca da mesma maneira que se deslocaria uma
partícula sujeita ao mesmo sistema de forças. É por este motivo, que o movimento do centro de
massa de um corpo é denominado por movimento de translação do corpo.

Ainda que o sistema com que estamos trabalhando não seja um corpo rígido, pode ser
definido para ele um centro de massa, cujo movimento é também descrito de uma maneira
relativamente simples, mesmo que as partículas que constituem o sistema estejam trocando de
posições de uma maneira relativamente complicada, enquanto se processa o movimento.

2.1.1. Equação de definição do centro de massa de um sistema


de partículas:

Consideremos duas partículas de massa m1 e m2, distanciadas da origem x1 e x2,


respectivamente.

O centro de massa é definido por um ponto C à distância


Xcm , da origem, sendo esta distância dada por:

Figura A

m1. x1 + m2 . x2
X cm =
m1 + m2

Este ponto tem a seguinte propriedade:

O produto da sua distância à origem pela massa total do sistema M , ( M = m1 + m2 ), é igual à


soma dos produtos de cada uma das massas pela respectiva distância à origem , i.é:

23
X cm . M = m1. x1 + m2 . x2

Extrapolando, este resultado para n partículas distribuídas ao longo de uma linha recta temos:

m1. x1 + m2 . x2 +...+ mn . xn i =1

mi . xi n
X cm =
m1 + m2 +...+ mn
= n ; em que: M= ∑ mi

mi i =1

i =1

Podemos escrever a seguinte equação:


M . X cm = ∑ mi . xi
Mas se estivermos a trabalhar a três dimensões no espaço, temos:

1 1 1
X cm =
M

. mi . xi
1444444444444444
Ycm = . mi . yi Zcm =∑
M 424444444444444444
M
. mi . zi
3

r 1 r
rcm =
M
. ∑ mi . ri corpo rigido
 → rcm =
1

. r . dm
M

com: rcm = xcm . ux + ycm . uy + zcm . uz

› O centro de massa de massa de um sistema de partículas depende apenas das massas das
partículas e das suas posições umas em relação às outras.

› A equação anterior é válida para sistemas discretos de partículas, e não para corpos rígidos
pois nestes há uma distribuição continua de massa e teríamos de calcular o limite do somatório presente
nesta equação.

⇓ Para ultrapassar esta dificuldade, e como os objectos com que trabalhamos apresentam um
ponto, uma linha ou um plano de simetria, então o seu centro de massa cairá sobre esse elemento de
simetria.
Exemplos:
⇓ O centro de massa de uma esfera ( possui um ponto de simetria) ficará no seu centro pois, este é um ponto
de simetria.
⇓ O centro de massa de um cone ( que possui uma linha de simetria) situa-se sobre o eixo do cone.

24
2.1.2. Propriedades do centro de Massa:

› Movimento do centro de massa:

r 1 r
Da expressão: rcm = M . ∑ mi . ri ; temos que:

r
M . rcm = m1. r1 + m2 . r2 + .... + mn . rn ,

em que rcm é o vector posição do centro de massa. Derivando esta expressão em ordem ao tempo ,
temos:
dr dr dr dr ou r r r r
M . cm = m1. 1 + m2 . 2 + ... + mn . n → M . vcm = m1. v1 + m2 . v2 + ... + mn . vn
dt dt dt dt

Derivando a última expressão obtida, novamente em ordem ao tempo temos:


r r r r
dv dv dv dv
M . cm = m1. 1 + m2 . 2 + ... + mn . n
dt
14444444 dt 4244444444dt dt
3

r r r r
M . acm = m1. a1 + m2 . a2 + ... + mn . an
1444444 424444444 3

pela segunda Lei de Newton
r r r r
M . acm = F1 + F2 + ... + Fn

⇓ Esta expressão indica-nos que o produto da massa total do sistema de partículas pelo valor da
aceleração do centro de massa do sistema é igual a resultante das forças que actuam no grupo de
partículas considerado.

Entre todas estas forças estarão as forças internas que actuam entre as partículas. No entanto,
atendendo à terceira lei de Newton, estas forças internas ocorrerão aos pares, cada um deles
constituído por duas forças com a mesma intensidade e sentidos opostos, logo estas forças internas
não afectarão o valor da força resultante aplicada no sistema de partículas.
Então a soma do segundo membro da equação representa apenas as forças externas que
actuam em todas as partículas. Atendendo a este facto podemos escrever a equação anterior
simplesmente como:

r r
M . acm = Fext

Propriedade fundamental do Centro de Massa:

⇓ O centro de massa de um sistema de partículas desloca-se como se toda a massa do


sistema estivesse concentrada nele e como se todas as forças externas fossem aplicadas nele.

25
2.1.3. Momento Linear de um sistema de partículas em
função da velocidade do seu Centro de Massa:
r
› A⇓ Momento Linear de uma partícula ( p ):
r
O Momento linear de uma partícula isolada é produto da sua massa m pela sua velocidade v :
r r
p = m. v
Newton nos seus famosos Principia, expressou a sua 2ª lei do movimento em termos do
momento linear ( que ele denominou por “ quantidade de movimento” ).

A segunda lei de Newton pode ser expressa como:


A taxa de variação do momento linear de um corpo é proporcional à resultante das forças
que actuam no corpo e tem a direcção desta força.
r dpr
F=
dt

Se o sistema é constituído por uma única partícula de massa ( constante) m, esta formulação é
r r
equivalente à forma F = m. a , i.é:

r dpr r d r r r
dv r r
F= ⇔ F = ( m. v ) ⇔ F = m. ⇔ F = m. a
dt dt dt

›B⇓ Momento Linear de um sistema de partículas em função da velocidade do seu centro de massa:

Suponhamos que em vez de uma partícula única temos um sistema constituído por n
partículas e que cada partícula como possui massa e velocidade tem um determinado momento linear,
r r
i.é, a partícula 1 tem um momento p 1, a partícula 2 tem um momento p 2, etc.. Então o sistema de
r
partículas terá um momento P , definido como a soma vectorial dos momentos das partículas que
constituem o sistema, num determinado referencial.
r r r r r r r r
P = p1 + p2 + ... + pn ou P = m1. v1 + m2 . v2 + ... + mn . vn
14444444444442444444444444 3

r r
P = M . vcm
Esta equação indica-nos que:
⇓ O momento linear total de um sistema de partículas é igual ao produto da sua massa total
pela velocidade do seu centro de massa.

Se derivarmos a equação anterior em ordem ao tempo, temos:


r r r
dP dvcm dP r
= M. ⇔ = M . acm
1dt44444 dt 244444dt 3
r r
Como M .acm = Fext , temos :

r
r dP
Fext =
dt

26
⇓ A resultante das forças que actuam num sistema de partículas é proporcional à variação do
momento linear desse sistema de partículas.
2.1.4- Lei da Conservação do Momento Linear de um
Sistema de Partículas:

Suponhamos que a resultante das forças externas que actuam num sistema de partículas seja
nula, então a última equação transforma-se em:
r
dP r r
=0 ou P = cons tan te
dt
⇓ quando a resultante das forças externas que actuam num sistema de partículas é nula, o vector
momento angular desse sistema permanece constante.

A este resultado costuma-se designar por Lei da Conservação do Momento Linear.

› O momento linear de um sistema de partículas só pode ser modificado pela actuação de forças
externas, pois as forças internas sendo iguais e opostas, produzem modificações iguais e opostas, no
momento linear que se anulam mutuamente. Então para um sistema constituído por n partículas:
r r r r
p1 + p2 + ... + pn = P
Se o seu momento linear for constante temos:
r r r r r r r
p1 + p2 + ... + pn = cons tan te ⇒ p1 + p2 + ... + pn = P0

⇓ Os momentos das partículas individuais podem sofrer alterações , mas a sua soma permanece
constante, se não houver forças exteriores aplicadas ao sistema.

› Como o momento Linear é uma grandeza vectorial, a expressão anterior desdobra-se em três
equações escalares:
P0x = p1x + p2 x + ... + pnx ; P0 y = p1y + p2 y + ... + pny ; P0z = p1z + p2 z + ... + pnz

2.1.5. - Tipos de Colisões:

Podemos ter três tipos de colisões:

← Colisões elásticas: Neste tipo de colisões há conservação do momento linear e da Energia


Cinética.
r
P = cons tan te e Ec = cons tan te

↑ Colisões inelásticas: Neste tipo de colisões só há conservação do momento linear.


r
P = cons tan te

→ Colisões perfeitamente inelásticas: Neste tipo de colisões só há conservação do momento


linear, mas tem a particularidade de os corpos que chocam seguirem juntos após a colisão.
r
P = cons tan te

27
2.2. Momento Angular

Anexo: Bases Matemáticas: Produto externo ou vectorial:

r r r r
O produto externo ou vectorial entre dois vectores representa-se por: a × b ou a ∧ b
r r r
e é definido como sendo um vector c , perpendicular ao plano definido por a e b e cujo sentido é-nos dado pela regra da mão
direita.

r r
o módulo do produto externo é-nos dado por: a ∧ b = a. b. senθ
e o significado físico é a área do paralelogramo definido pelos dois vectores.

⇓ a expressão anterior indica-nos que se os dois vectores forem paralelos (θ = 0º ) o seu produto externo é nulo.

PROPRIEDADES DO PRODUTO EXTERNO:

r r r
r r ux uy uz r r r
⇓ a × b = ax ay az = ( ay . bz − az . by ). ux − ( ax . bz − az .bx ). uy + ( ax . by − ay . bx ). uz
bx by bz
r r r r r r r
⇓ a × (b + c ) = a × b + a × c
r r r r
⇓ s. a × b = a × s.b
r r r r r r
⇓ ( a × b ) ′ = a ′ × b + a × b ′ ( atenção que não se pode trocar a ordem dos factores)

Exemplo:
Calcula o produto externo dos seguintes vectores:
r r r r r r r r
u = 2. ux + 3. uy − uz; v = − ux + uy + 2. uz
Resposta:
r r r
ux uy uz
r r r r r r r r
u × v = 2 3 −1 = ( 3.2 + 1). ux − ( 2.2 − 1). uy + ( 2.1 + 31
. ). uz = 7. ux − 3. uy + 5. uz
−1 1 2

Calcula o ângulo formado entre os vectores:


r r r r r
u × v = u. v. senθ ⇔ u × v = 7 2 + 32 + 52 = 9 ,1; u= 2 2 + 32 + 12 = 3,7;
r
v = 12 + 12 + 2 2 = 2 ,5
9,1
entao: senθ = ⇒ θ = 80º
3,7x2,5

28
2.2.1- Momento de uma força ( 2ª lei de Newton do
movimento de rotação)
r r
No movimento de translacção associamos uma força F com a aceleração linear a .

No movimento de rotação que grandeza associaremos à aceleração angular α ?


r
r F2 r
Consideremos pois a seguinte figura: F3 F 1

Vemos da figura que uma força pode produzir vários r r r


efeitos sobre uma chave de para fusos, dependendo do F1 = F2 = F3
ponto de aplicação e da direcção da mesma , i.é, pode
produzir diferentes acelerações angulares.

Então definiremos uma nova grandeza física denominada por Momento de uma força
que traduz o “poder rotativo” dessa força.
r
› Consideremos inicialmente o momento de uma força F que actua numa partícula P, e
r
cuja posição em relação à origem é r :

r r0 r r
O Momento da força F em relação à origem é dado por : M F = r × F (N.m) ←
então:
r r
M F0 = r . F . senθ ↑ M
r r
θ→ é o menor ângulo formado entre os dois vectores r F
b
Atenção aos símbolos:

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› Da expressão ↑ vemos que:
r
←⇓ M = (r . senθ). F → sendo r.senθ=b ; o braço da força F .
r r
↑⇓ M = r .( F . senθ) →sendo F.senθ ; a componente da força F perpendicular a r

→⇓ só a componente perpendicular da força contribui para o Momento.

{
↓⇓ para θ=0º ou θ=180º ⇒ bF = =0 0

⇒ M =0

Então quando a linha de acção da força passa pela origem o seu momento é nulo.

29
2.2.1- Momento Angular de uma partícula:
r
Verificamos que o momento linear, p , é útil no estudo do movimento de translacção.

No movimento de rotação qual será o seu análogo ?

›⇓ O seu nome será Momento angular e começamos por defini-lo para uma única partícula
r
de massa m e momento linear p , em relação a um ponto 0.
r
l0
r r r r
l0 = r × p ← ⇒ l0 = r . p. senθ ;↑ r r
r p
d
kg.m2/s

r r
A expressão ← pode tomar a seguinte forma atendendo a que: p =m. v :
r r r r
l0 = m. r × v ⇒ l0 = m. v. r. senθ

sendo:
r
⇓ r.senθ = d → distância da origem à linha de acção de p .
r r
⇓ p.senθ → componente de p perpendicular a r .

›⇓ Se uma partícula estiver animada de movimento circular uniforme temos:


r r r
l0 = r × p ⇔ l = r.p.senθ ( θ = 90º) ⇒ l = r. p ⇔ l = m.v.r ( fig.1)

lz = l. senβ
R = r . senβ

fig .1
› se a origem do referencial coincidir com o centro da trajectória temos: r = R (fig.2)

r r
então: l = m.v.R como v =ω.r ⇒ l = m.ω. R2 ⇒ l0 = m. R 2 .ω →

r r
⇓ esta expressão indica-nos que neste caso ω e l0 têm a mesma direcção e sentido.
r r
r r l ω
Caso contrário l0 e ω não têm a mesma 0 r
r
direcção, mas a componente de l0 segundo o p
r
eixo dos zz tem a mesma direcção de ω . R

( ver fig. 1 )

30
considerando a figura 1 temos:
r r r
l0 = r × p ⇒ l = r. p. sen 90º ⇒ l = m. v. r ; Por outro lado

r r
lz = l. senβ ⇒ lz = m. v. r. senβ ⇔ lz = m. v. R ⇒ lz = m. R 2 .ω ↓ ⇒ lz = m. R 2 .ω °
123
R
r r
A expressão ° indica-nos que lz tem a mesma direcção e sentido que ω .

› Momento de Inércia de uma partícula:

A quantidade m.R2 , presente na equação °, designa-se por momento de inércia da


partícula e traduz a resistência que a partícula oferece à variação da sua velocidade
angular:

I = m. R 2 ″ ( unidade: kg.m2)

O momento de inércia está para o movimento de rotação como a massa está para o
movimento de translacção.
r r
Então a equação ± transforma-se em : lz = I .ω ∩

translacção rotação
r r r r
p = m. v lz = I .ω

2.2.2- Relação entre o Momento angular de uma partícula e


o Momento da Força:
r dpr r r r
Atendendo à segunda lei de Newton: F= e M0 = r × F , temos:
dt
r r r dpr
r r r dp
r×F = r× ⇒ M=r× ; por outro lado sabemos que:
dt dt
r r r r r r r
r r r derivando temos dl d (r × p) dl dr r r dp dl r r r
l = r × p  → = ⇔ = × p+r × ⇔ = ×3p
v2 +M
dt dt dt dt dt dt 1 r r
0 ; porque v // p

r
dl r 2ª lei de Newton aplicada ao
então obtemos finalmente: = M ← movimento de rotação
dt

A taxa de variação no tempo do momento angular de uma partícula é igual ao momento das forças
que actuam nessa partícula.

31
Exercício:

Uma partícula de massa m, partindo do repouso, cai do ponto A, paralelamente ao eixo vertical 0y.
r r
a) Calcula o momento da força que actua na partícula, relativamente ao
M≡l
ponto 0, num instante qualquer. r
0 r x
θ b
b) Calcula o momento angular de m em relação à origem.

r θ
r dl y
c) demonstra que a expressão M = , conduz a um resultado correcto , r
dt Fg
quando aplicada a este problema.

Solução:

r r r
a) M 0 = r × Fg ⇔ M 0 = r. Fg . senθ ⇔ M 0 = mg . r. senθ ⇔ M 0 = mg .b = constante

r r r
b) l0 = r × p ⇔ l0 = m. v. r. senθ ⇔ l0 = m. v.b ; como v= g.t , temos l = mg .b. t

r
esta expressão indica-nos que l0 mantém a mesma direcção e sentido variando o seu módulo com o
tempo.

r
r dl0 d ( mg .b. t )
c) M 0 = ⇔ m. g .b = ⇔ mg .4=4
b2 mg .b
dt dt 14 43
~ a equaçao
e' uma identidade, entao ~ anterior
conduz-nos a um resultado e' correcto

d ( m. v.b ) dp dp
Mas também podemos obter: mg .b = ⇔ mg .b/ = b/ . ⇔ F=
dt dt 12
4 4 dt
3
2 ª lei de Newton

32
2.3.1- Momento Angular de um sistema de partículas:
Para calcular o momento angular de um sistema de partículas, devemos adicionar
vectorialmente os momentos angulares de cada partícula que constitui o sistema, em
relação ao mesmo ponto.

r n
r r
r r r r r r
L = l1 + l2 +...+ ln ⇔ L= ∑i ← ⇒
l L= ∑ ri × pi ↑
i =1

2.3.2- Corpo Rígido:


Consideremos um corpo rígido, girando em torno de um eixo Z, com velocidade angular
r r
constante ω . Cada uma das partículas descreve uma trajectória circular de raio Ri ; com
r r r r
uma velocidade vi = ω × ri ; em que ri é o vector posição referente à origem 0:

Da figura vemos que:

 liz = li .senβ
Ri = r . senβ
 i

r r r
li = ri × pi ⇔ li = ri . mi . v i . sen90º ⇔ li = ri . mi . v i ; então:

liz = li . senβ ⇔ liz = ri . mi . v i . senβ ⇔ liz = mi . vi . Ri

⇒ liz = mi . Ri.ω ←

›⇓ Então a componente do momento angular toa«tal do corpo em rotação ao longo do


eixo dos zz é:

Lz = l1z + l 2 z + ...+ l nz ⇔ Lz = ∑ liz ; então temos

Lz = ( m1 . R12 + m2 . R 22 + ...+ mn . Rn2 ). ω ⇒ Lz = (∑ mi . Ri2 ). ω ↑

A quantidade : I = ∑ mi . Ri2 →

é denominada por Momento de Inércia do corpo, relativamente ao eixo Z. Podemos


então escrever a equação ↑ como:

r r
Lz = I .ω ↓ ⇔ Lz = I .ω °

33
›⇓ O Momento Angular total do corpo é:

r r r r r
L = l1 + l 2 + ...+ l n = ∑ li ±

e em geral não é paralelo ao eixo de rotação do corpo, pois os momentos angulares


r
individuais, li , não são paralelos ao eixo.

Mas, para corpo existirá algum eixo em relação ao qual o momento angular total lhe seja
paralelo ?

Sim, pode-se provar que para qualquer corpo há sempre pelo menos três direcções
mutuamente perpendiculares para as quais o momento angular é paralelo ao eixo de
rotação. São os chamados Eixos Principais de Inércia, designados por Xo, Yo e Zo, estes
constituem um referencial ligado ao corpo.

Quando um corpo tem alguma espécie de simetria, os eixos principais de inércia,


coincidem com alguns eixos de simetria.

Exemplo: Numa esfera qualquer eixo que passe pelo centro é um eixo principal de
inércia.

›⇓ Quando um corpo gira em torno de um eixo principal de inércia, o momento angular


r r
L é paralelo ao vector velocidade angular ω , que é sempre dirigida ao longo do eixo de
rotação.

Então, e à semelhança da equação ↓ a equação ± transforma-se em:

r r
Lz = I .ω ″ com I= ∑ mi .ri2

Os valores de I encontram-se tabelados, pois ainda não possuímos neste momento os


conhecimentos matemáticos inerentes ao seu cálculo.

34
Momentos de inércia de corpos homogéneos de várias formas:

Calote cilíndrica Cilindro maciço Calote cilíndrica em relação a um


em relação ao eixo em relação ao diâmetro que passa pelo centro
eixo

Esferas em relação a um Paralelepípedo maciço, em relação a um


diâmetro eixo que passa pelo seu centro e é
perpendicular à face

Barra fina em relação a um eixo que


Barra fina em relação a um eixo passa por uma extremidade
que passa pelo seu centro

Cilindro oco em relação ao eixo Cilindro maciço em relação a um


diâmetro que passa pelo centro

35
›⇓ TEOREMA DE STEINER OU DOS EIXOS PARALELOS:

Este teorema é útil pois relaciona o momento de inércia ( ICM), em torno de um eixo que passa pelo
centro de massa de um sistema com o momento de inércia ( I ), do mesmo sistema, em relação a
um eixo paralelo ao primeiro e situado deste a uma distância d.

I = I CM + M . d 2

2.3.3- Energia Cinética de um sistema de partículas


animadas de movimento de rotação uniforme:

Ec = 12 . I .ω 2 ≥
Ec = ∑ 12 mi .vi2 ⇔ Ec = 12 ∑ mi . vi2 ⇔ Ec = 12 ∑ mi .ω 2 .ri2 ⇔ Ec = 12 ω ∑ mi .ri2 ⇒
Comparando a energia cinética de rotação com a energia cinética de translação de um
corpo, Ec = 1
2
m. v 2 , vê-se que a massa corresponde ao mo mento de inércia e que à
velocidade linear corresponde a velocidade angular.

Nota: Não podemos considerar o movimento de rotação de um corpo como se


tratasse de uma partícula material, pois partes diferentes do sólido têm
velocidades e acelerações diferentes.

2.3.3- 2ª lei de Newton do movimento de rotação aplicada


a um sistema de partículas.

r
Consideremos um sistema constituído por n partículas nas quais actuam as forças F 1;
r
r r dl r
F 2,...., F n. À semelhança da expressão dt = M , temos para um sistema de partículas:

36
r r r
r dL r d ( I .ω ) r dω M F ,extt = I .α ×
M= ⇔M= ⇔ M = I. ⇔
dt dt dt

›⇓ Lei da Conservação do Momento Angular:

r
r dL
Como: M F ,ext = verificamos que se o momento das forças exteriores aplicadas a um
dt
sistema de partículas for nulo, então o momento angular desse sistema permanece
constante:

r
r r dL r r
M F ,ext = 0 ⇒ =0 ⇒ L = Constante
dt

Vejamos em que condições é que o momento de uma força pode ser nulo:

r r r r
M = r×F ⇔ M = r . F . senθ

então
r r
r Fext = 0
dL r se 
=0 → r r
dt r / / F ( forç as centrais; por ex: Movimento da Terra em torno do Sol)

›⇓ Lei da conservação do momento Angular:

“O momento angular de um sistema isolado, ou de um sistema onde actuam apenas


forças centrais, mantém-se constante.”

Exemplo da conservação do momento angular:

1º⇓ Considere-se a seguinte figura, que representa um homem em pé sobre uma plataforma giratória,
segurando na mão, um disco com movimento de rotação em torno de um eixo. Se o homem estiver em
repouso, o momento angular resultante é igual ao momento angular do disco.

o eixo do disco fizer um determinado ângulo θ com o eixo Z, a


componente vertical do momento angular do disco diminui sendo
lz = l cosθ .

Como é nulo o momento das forças segundo o eixo Z, o momento


angular LZ , mantém-se constante e o homem e a plataforma
começam a rodar, compensando assim, a diminuição do momento
angular do disco.

2º⇓ Quando uma bailarina está a rodar e quer aumentar a velocidade


de rotação, fecha os braços. Quando quer diminuir a velocidade,
abre os braços. Como é nulo o momento das forças que actua sobre
a bailarina, o momento angular mantém-se constante.

37
2
Assim : l = m. r .ω ; se ω aumenta, r terá de diminuir , para que l
se mantenha constante.

›⇓ Semelhanças entre o movimento de rotação e o movimento de translacção.

~ ~
TRANSLACÇAO ROTAÇAO
r
r dr dθ
v= ω=
dtr dtr
r dv r dω
a= α=
dt dt
x = x0 + v0. t + 12 a. t 2 θ = θ0 + ω0. t + 12 α. t 2

v = v0 + a. t ω = ω0 + α. t

Ec = 12 mv2 Ec = 12 I .ω2
r r r r
p = m.v l = I .ω
r
r dpr r dL
F= M=
dt dt
r r r r
F = m. a M = I .α

38
2.3.3. Momento de um Binário:

› Um Binário é um sistema constituído por duas forças com a mesma intensidade,


linhas de acção paralelas e sentidos opostos.
Á distância que separa as duas linhas de acção das forças denomina-se por braço do
binário.
r
M bin = b × F ←
O momento de um binário é um vector livre, logo podemos calculá-lo em relação a
qualquer ponto que o seu resultado não se altera.

É esta última propriedade que passa-mos a demonstrar:

r r r r r
Da figura vemos que: M bin = r1 × F1 + r2 × F2 ⇒ Mbin = r1 × senθ1 × F1 + r2 × senθ 2 × F2
1424 3 14243
b1 b2
como se trata de um binário ⇒ F1 = F2 ⇒ Mbin = (b1 + b2 ) × F então obtemos ⇒
1424 3
b
r
M bin = b × F ←

2.3.4. Momento de uma força em relação a um eixo:


Consideremos a seguinte figura: r r
β é o ângulo entre M 0 e M z então podemos escrever que:
r r r
multiplicando por uz =1 r
M z = M 0 • cosβ  → M z = M 0 • uz • cos β

a última equação obtida é por definição o produto interno ou


r r r r
r M z = M 0 • uz ←
escalar dos vectores M 0 e uz ⇒

A expressão ← indica-nos que:


r r r
~
entao
←⇓ M 0 for ⊥ uz  → M z = 0
r
↑⇓A condição de cima só se verifica se F for paralela ao eixo de rotação.
r
→⇓ Por outro lado se a linha de acção de F passar pelo eixo de rotação M z também é nulo.
↓⇓ As condições ↑ e → indicam-nos que o momento de uma força em relação a um eixo de
rotação é nulo se a força for paralela ao eixo ou se for complanar com este.
r
°⇓ Apenas a componente de M 0 , segundo o eixo de rotação provocará essa rotação.

39
3- MECÂNICA DOS FLUÍDOS:

3.1. Lei fundamental da Hidrostática:

›⇓ Fluídos:
Os fluídos são substâncias que podem fluir, escoar-se, com maior ou menor facilidade -
ou porque as suas partículas não ocupam posições fixas, movendo-se em torno umas das
outras deslocando-se com pequeno atrito, como os líquidos; ou porque as suas partículas se
encontram muito afastadas umas das outras e se deslocam rápida e erraticamente em todo
o espaço do recipiente contentor colidindo umas com as outras, como os gases.
No entanto os líquidos são praticamente incompressíveis enquanto que os gases são
altamente compressíveis.

›⇓ Hidrostática:

Na hidrostática estuda-se os líquidos ideais em repouso e os gases sem estarem em


escoamento. Sendo este estudo feito, tendo em conta as leis de Newton e as grandezas
pressão e densidade.

→Líquidos ideais: São líquidos incompressíveis e sem viscosidade.

→ Os gases vão obedecer às mesmas leis básicas, no entanto os gases são mais
afectados quando se lhes varia a pressão e a temperatura.

Algumas revisões: Conceito de pressão e Forças de pressão:

F r
p=
S ← F ⇓força de pressão ; S ⇓ área da superfície em contacto com o fluído

p ⇓ pressão exercida pelo fluído.

r
F S

› Propriedades das forças de pressão:

← são perpendiculares às superfícies que contactam com o fluído; e

↑ Num corpo que se encontre no seio de um fluído estas actuam em todas as direcções.

A unidade SI de pressão é o Pascal: ( Pa)


F 1N
p= ⇔ 1 Pa =
S 1 m2

40
3.1.1. Densidade ( massa volúmica); densidade relativa.

›⇓ Densidade de uma substância ou massa volúmica ( ρ ):

m
ρ=
A densidade de uma substância é-nos dada pela seguinte expressão: V ↑

A unidade SI é o kg/m3, no entanto esta unidade não é muito prática e costuma-se


utilizar para os sólidos e líquidos o g/cm3 ; e para os gases o g/dm3.

1g 10-3 kg
3
= -6 3
⇔ 1 g / cm3 = 103 kg / m3
1 cm 10 m

⇓ A densidade varia com as condições físicas (temperatura e pressão). No entanto nos


líquidos e sólidos esta variação é quase imperceptível ( por serem incompressíveis);
enquanto que nos gases é bastante apreciável.

›⇓ Peso volúmico : (γ )
Associado à massa volúmica anda o peso volúmico sendo este definido como o peso de
uma determinada substância por unidade de volume:

⇒ γ=
P
⇔ γ =
m.g
⇒ γ = ρ. g →
V V
o peso volúmico será o produto da densidade da substância pela aceleração da
gravidade.
⇓ A unidade SI é o : N.m-3

⇓ para aplicar a expressão →, ρ tem que ter unidades SI.

› ⇓ Densidade Relativa : (d):


A densidade relativa de uma substância é o quociente entre a sua massa volúmica ( ρ ) e
ρ
d=
a massa volúmica da substância padrão ( ρ0 ). ρo ↓

› Para os líquidos e os sólidos : a substância padrão é a água

ρH 2 O = 1 kg / dm3 = 1 g / cm3 ; estes valores referem-se para a pressão de 1 atm e

temperatura de 4ºC. 1 atm = 105 Pa

3 -3 3
› Para os gases : a substância padrão é o ar seco: ρar = 1,29 kg / m = 1,29 × 10 g / cm

este valor refere-se a condições PTN: p=1 atm e T = 25ºC

41
› Propriedades:
⇓ A densidade relativa é uma grandeza adimensional.
⇓ Para os líquidos o valor numérico de d é igual a ρ, se esta vir expressa em kg/dm3 ou em
g/cm3.

3.1.2- Lei fundamental da Hidrostática :

∆V=S × ∆y ⇓ Unidade de volume do líquido

r
P ⇓ peso de uma unidade de volume do líquido

Se esta unidade de volume de estiver em equilíbrio estático


r r r r r
temos que: FR = 0 ⇒ FRx = 0 e FRy = 0 então segundo o eixo dos yy podemos
escrever a seguinte relação:
F
FRy =FA + P - FB ⇔ FB − FA = P e como p = temos que :
S
m
p B × S − p A × S = m.g ; por outro lado sabemos que : ρ = ⇔ m = ρ × V então:
V
pB × S/ − p A × S/ = ρ × S/ × ∆y × g ⇔ pB − p A = ρ × g × ∆y ⇔

∆p = ρ × g × ∆y ← ou ∆p = γ × ∆y ↑ Lei Fundamental Da Hidrostática

› Estas expressões indicam-nos que:


⇓ A diferença de pressão entre dois pontos no interior de um fluído depende do peso
volúmico do fluído (γ) e da diferença de nível desses dois pontos.
⇓ Como os líquidos podem ser considerados como incompressíveis ⇒ ρ=cte ; então
podemos afirmar com uma boa aproximação que:
“ As diferenças de pressão entre dois pontos de um líquido, são directamente proporcionais às
variações de profundidade.”

› Se considerarmos um ponto na superfície livre do líquido, este está apenas sujeito à


pressão atmosférica ( p0) então o ponto B estará a uma pressão (p) que nos é dada pela
seguinte expressão:
~
entao
∆p = ρ × g × ∆y ⇔ p − po = ρ × g × h  → p = po + ρ ⋅ g ⋅ h


p0 = 1 atm = 1× 10 5 Pa ( pressão atmosférica)
ρ ⇓ densidade do líquido
p ⇓ Pressão num ponto no interior do líquido
42
› A expressão → permite-nos afirmar que a pressão num ponto do interior de um líquido:
→ Aumenta com a profundidade;
→ É a mesma em todos os pontos que se encontrem à mesma profundidade; e
→ Aumenta com a densidade do líquido.

3.1.3. Aplicações da lei fundamental da Hidrostática:


∆p = ρ × g × ∆y

← Equilíbrio de um líquido num vaso:


⇓ como na superfície de um líquido em repouso, todos os
pontos estão sujeitos à pressão
atmosférica ( p0 ); resulta que:

∆p =0 ⇒ ∆y = 0 ⇒ A superfície livre de um fluído em


repouso deverá ser horizontal

↑ Equilíbrio de um líquido em vasos comunicantes: PARADOXO HIDROSTÁTICO

⇓ Da figura vemos que : pA = pB = pC

Como p = p0 + ρ. g.h ( com p0 = const. )


e se trata do mesmo líquido ⇒ ρ é igual em todos os pontos.

então : hA = hB = hC = h

› Ou seja, num sistema de vasos comunicantes com um líquido a altura deste é a


mesma, independentemente da sua forma.

→ Equilíbrio de vários líquidos imiscíveis num vaso.


⇓ Como todos os pontos da superfície do mercúrio estão sujeitos
à mesma pressão ( p0 + pH2O ) , temos:
∆p =0 ⇒ ∆y =0 ⇒ hA =hB

⇓ Logo a superfície de separação de dois líquidos imiscíveis


deverá ser horizontal.

43
↓ Equilíbrio de dois líquidos não miscíveis, em dois vasos comunicantes:
⇓ Da figura vemos que : pA = pB então

pA = p0 + ρ1.g.h1 e pB= p0 + ρ2.g.h2 ; logo

p0 + ρ1.g.h1 = p0 + ρ2.g.h2 ⇔ ρ1.g.h1 = ρ2.g.h2

ρ2 h1
=
então: ρ1 h 2 ↓
› A expressão ↓ indica-nos que:
As alturas dos líquidos medidas acima da superfície de separação são inversamente
proporcionais à densidade dos líquidos.
No exemplo dado temos: ρ2 > ρ1 ⇒ h2 < h1 ; ⇒ a água sobe mais que o mercúrio

3.2. Lei de Pascal:

› “ Qualquer variação de pressão, exercida sobre um fluído, transmite-se integralmente, a todos os


pontos do fluído e às paredes do recipiente que o contém. “
Demonstração:
pA =p0 + ρ.g.h se p0 aumentar para p0 + ∆p0
então também pA deverá de aumentar para p’A , pois ρ.g.h = const.
então:

p’A = p0 + ρ.g.h+ ∆p0 ⇔ p ' A = p0 + ρ. g. h + ∆p0 ⇔ p ' A = p A + ∆p0


14243
pA

› A lei de Pascal, aplica-se fundamentalmente em prensas, macacos, travões ou qualquer


outro dispositivo hidráulico.
Nestes dispositivos, produz-se uma força de grande intensidade, partindo de outra de
pequena intensidade.
› Princípio de Funcionamento:
F1 F2
⇓ pA =pB ; com p A = e pB = então:
S1 S2

F1 F2 F1 S1
=
=
S1 S2
⇔ F2 S2 °

› A expressão ° indica-nos que nestes dispositivos:


⇓ A força é directamente proporcional à área da superfície.

44
3.3. Lei de Arquimedes:

› Todo corpo mergulhado, total ou parcialmente, dentro de um fluído, sofre por parte
deste uma força vertical com o sentido de baixo para cima de intensidade igual ao peso
r
do volume do fluído deslocado. Esta força designa-se por IMPULSÃO. ( I )
Esta força é a força resultante das forças de pressão.
r
⇓ Obtenção da expressão que nos permite calcular a Impulsão: ( I )
Consideremos a seguinte figura:
r r r r r
FR = I ⇔ I = FB + FA ⇔ I = FB − FA
F
como : p= podemos escrever a expressão anterior
S
como:
I = pB × S − p A × S ⇔ I = ( pB − p A ) × S ⇔ I = ρ × g × h × S
como : V= h×S obtemos finalmente :

I = ρ. g. V ±

ρ ⇓ é a densidade do fluído ; V ⇓ é o volume de fluído deslocado pelo corpo.

⇓ A força de impulsão está aplicada no CM do volume de fluído deslocado. Este ponto pode ser
denominado por centro de impulsão ( CI ).

3.4. Equilíbrio De Corpos Flutuantes:

r r r
› A condição de equilíbrio de qualquer corpo flutuante é: P+I = 0 ″

3.4.1. Estabilidade do equilíbrio de corpos flutuantes:


› Na verdade existem dois tipos de estado de equilíbrio:
← Equilíbrio Estável; e
↑ Equilíbrio Instável.

45
› A estabilidade do equilíbrio de um corpo flutuante depende das posições relativas do
Centro de gravidade ( CG) e do centro de impulsão (CI )

← Se o CG está abaixo do CI:


⇓ Neste caso verifica-se que quando se inclina o corpo o
r r
binário formado por P e I fazem com que o corpo
retorne à posição inicial. Então estamos na presença de
um Equilíbrio Estável.

↑ Se o CG está acima do CI: O equilíbrio poderá ser estável ou não.

a)⇓ Se inclinarmos o corpo o seu CG permanece na mesma


posição mas o CI muda para a posição CI’, então o
r r
binário ( P ; I ) , faz o corpo tombar. Logo o
Equilíbrio é instável.
⇓ O ponto M, denomina-se por Metacentro

r r
b)⇓ Neste caso o binário ( P ; I ), faz com que o corpo
retorne à sua posição inicial. Logo o
Equilíbrio é Estável.

› Síntese:
dos casos anteriores verificamos que:
←⇓ Quando o metacentro ( M ) se situa abaixo do CG o equilíbrio é estável.
↑⇓ Quando o metacentro ( M ) se situa acima do CG, o equilíbrio é instável.

ALGUMAS APLICAÇÕES DO PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES:

← ⇓ Corpo em equilíbrio no interior de um fluído: r


r r r
I
~
P + I = 0 ⇒ P =I ⇔ ρc ..Vc . g = ρl .Vl . g com Vc = Vl entao ρc = ρ l

Para um corpo estar em equilíbrio no interior de um fluído a sua densidade r


P
tem que ser igual à do líquido.

46
↑ ⇓ Corpo em equilíbrio na superfície de um fluído:
r r r r
P + I = 0 ⇒ P =I ⇔ ρc ..Vc . g = ρl .Vi . g com Vi = volume imerso I
então neste caso teremos:

Vi < Vc ⇔ ρc < ρl ⇒ Um corpo só flutua se a sua densidade for r


P
menor que a do líquido.

r
→ ⇓ Corpo que desce no interior de um fluído: I
r r r
Neste caso teremos: P + I = FR ⇔ P - I = m. a ; a esta força r
resultante costuma-se designar por peso aparente do corpo e P
representa-se por ( Pa ), então:

Vc = Vi  → Pa = Vi . g.(ρc − ρl )
logo
Pa = P − I ⇔ Pa = ρ c .Vc . g − ρl .Vi . g com

r
↓ ⇓ Corpo que sobe no interior de um fluído: I
r r r
Neste caso teremos: P + I = FR ⇔ I - P = m. a ; e esta força resultante r
pode ser calculada do seguinte modo: P

Vc = Vi  → FR = Vi . g. (ρ l − ρ c )
logo
FR = I − P ⇔ FR = ρl .Vi . g - ρc .Vc . g com

° ⇓ Cálculo da fracção imersa de um corpo. r


r r I
Neste caso o corpo está em equilíbrio ⇒ F R = 0 então
r r r Vi ρc
Logo
P + I = FR ⇔ I = P ⇔ ρ l .Vi . g = ρc .Vc . g.  → = r
Vc ρl
P
Vi
Sendo a fracção imersa do corpo dada pelo seguinte quociente: V
c

3.5. Pressão atmosférica:

Experiência de Torricelli:
Um tubo de um metro é completamente cheio de mercúrio, seguidamente é invertido
numa tina também contendo mercúrio. Verifica-se então que o mercúrio contido no
tubo desce até uma altura de precisamente 76 cm, acima do nível do mercúrio contido
na tina.( considere-se a experiência realizada ao nível da água do mar e a uma
temperatura de 273 K (0ºC)).

47
Esta experiência é importante pois como se pode ver pela figura que se segue, a pressão
atmosférica é equilibrada pela pressão exercida pela coluna de mercúrio com 76 cm de
altura. No entanto devemos admitir que a pressão existente na parte superior do tubo é
nula pois o mercúrio é um líquido muito pouco volátil. 0

Da figura vemos: pA = pB ; pA = patm ; pB = p0 + ρHg ×g×h ; com p0 =0 h

então:

p atm = ρHg . g. h
A B
como ρHg = 13,6 kg.m-3 temos :
patm= 13,6 × 9,8 × 76 ×10-2 ⇔ patm = 1,013 × 105 Pa ⇔ 1atm= 1,013 × 105 Pa

APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA:


← ⇓ Bomba Aspirante:
O ar no interior do tubo é eliminado por acção da bomba, provocando assim,
uma diferença de pressão entre a superfície do líquido ( p0 ) e a parte superior
do tubo, que faz com que a água suba empurrada pelo ar ( pressão
atmosférica).
Neste caso até podemos calcular qual será a altura máxima até à qual a água
poderá subir, para isso basta saber que ρH2O = 1 × 103 kg.m-3:
p0 = ρ.g.h ⇔ h= p0 /(ρ.g) ⇔ h = 10,3 m ( com g= 9,8 m.s-2 )

⇓ Acontece a mesma situação quando tomamos refresco com uma palhinha, pois criamos
uma diminuição de pressão no interior da nossa boca e da palhinha enquanto que a pressão
exterior empurra o refresco pela palhinha acima.
↑ ⇓ Sifão:
eliminando o ar do tubo, e mantendo a extremidade C abaixo do nível do líquido contido no
recipiente, a pressão nesta extremidade será maior que a pressão atmosférica e o líquido
descerá:
A B
Da figura vemos que: pA = pB = patm ; pois encontram-se à
mesma altura, então pC estará sujeito a uma pressão de :
h
pC = pB +ρ.g.h ⇔ pC = patm + ρ.g.h ⇒ pC > patm
C

48
→ ⇓ Manómetros e Barómetros:
O manómetro de tubo aberto:
É o aparelho mais simples que mede a presão. Este é constítuido por um tubo em forma de U,
contendo um líquido. Uma das extremidades está a uma pressão p que queremos determinar e
a outra à pressão atmosférica p0 .
A diferença de pressão ( p-p0 ) é denominada por pressão manométrica e é directamente
proporcional, ao desnível h, do líquido. p0

p h
h1

h2

A B

Da figura vemos que : pA = pB com pA = p + ρ.g.h2 e pB = p0 + ρ.g.h1 então:


p + ρ.g.h2 = p0 + ρ.g.h1 ⇔ p - p0 = ρ . g . ( h1 - h2 ) ⇔ p - p0 = ρ . g . h

Outro tipo é o barómetro de mercúrio que já foi tratado aquando do estudo da experiência de
Torricelli.

É usual exprimir a pressão atmosférica em centímetros de mercúrio ou milímetros de mercúrio,


embora estas não sejam as unidades reais de pressão. Há uma unidade de pressão
denominada por torr, este facto deve-se a homenagear Torricelli e um torr é igual a 1 mm de
mercúrio: 1 torr = 1 mm. Hg

49
INTERACÇÕES E CAMPOS

1. Interacção Gravitacional:
1.1. Leis de Kepler:
Desde sempre que o Homem se interessou por contemplar os astros e tentou descrever
e, mesmo prever, as suas posições ao longo do ano.
Os povos da Babilónia e do Egipto, conseguiram estabelecer regras pelas quais podiam
prever as posições dos planetas, do Sol e das estrelas em geral. Por outro lado, os
gregos procuraram estabelecer teorias para explicar aqueles movimentos. Entre outras
encontra-se a teoria proposta por Ptolomeu ( séc.II d.C) em que adoptou a Terra para
centro do Universo em torno da qual tudo girava com um movimento circular
uniforme.
No entanto, encontravam-se no céu dois tipos de corpos que apresentavam um
comportamento estranho pois apareciam nas posições menos esperadas e por vezes
alguns até andavam no sentido retrógado, aos últimos designaram por planetas ( em
grego: vagabundo, errante) o outro tipo de corpos eram os cometas, estes apareciam
raríssimas vezes.

Modelo Geocêntrico de Ptolomeu:

Ptolomeu para fazer concordar, as previsões baseadas no seu modelo com as


observações dos planetas, relativamente à Terra desenvolveu a sua teoria dos Epiciclos, tal
como mostra a figura:

Epiciclóide

O planeta, descreve com movimento uniforme, uma circunferência - Epiciclo- cujo centro
se desloca ao longo da circunferência maior - deferente. O resultado é uma epiciclóide.

50
Este modelo foi aceite durante mais de 13 séculos até que apareceu Nicolau Copérnico
( 1473 - 1543) e propôs a seu modelo heliocêntrico em que o Sol se encontrava no Centro do
Universo e daqui resultaría que podería iluminar todos os planetas até então descobertos:
Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno.
Na perifería do universo encontrar-se-ía uma esfera imensa de estrelas fixas.

Este modelo já permitía explicar, entre outras coisas a sucessão dos dias e das noites
como sendo o resultado da rotação da Terra.
A maior importância deste modelo , relaciona-se com factos históricos e filosóficos pois a
Terra abandonava a sua posição fixa e passou a mover-se com qualquer outro planeta

Leis de Kepler:
Baseando-se na hipótese de Copérnico e aproveitando as informações recolhidas por
Tycho Brahe durante 20 anos de observações, Kepler propôs 3 leis empíricas, para
descrever o movimento planetário.
As leis referidas anteriormente denominam-se por leis de Kepler do sistema solar.

c Lei das órbitas:


Todos os planetas descrevem órbitas elípticas, com o sol num dos focos ( 1609)

d lei das Áreas:


O vector posição que une um planeta ao Sol “ varre” áreas iguais em intervalos de tempos
iguais. (1609)

51
e Lei dos Períodos: (1618)
O quadrado do período do movimento do planeta em torno do Sol é proporcional ao cubo do

semi-eixo maior da elipse.: T2 ∝ a 3

e - excentricidade da elipse
c
e= c- distância do centro da elipse a um dos
a focos.
a - semi-eixo maior da elipse.

Numa circunferência temos e = 0 , pois


c=0, porque os focos situam-se no centro.

F1 A + PF1 F A + PF1
Da figura vemos que : F1 A + PF1 = 2. a ⇔ a = em que 1 é o raio médio
2 2
da órbita do planeta então poderemos escrever a lei dos períodos como:

T 2 ∝ r 3 ; em que r é o raio médio da órbita do planeta.

então esta lei indica-nos que quanto mais longe do Sol se situar o planeta maior será o seu
período de rotação em torno do mesmo- período orbital.

As leis de Kepler, constituem uma boa descrição do movimento dos planetas, mas não o
explicam.

Analisemos então, qual o tipo de força que o Sol exerce sobre os planetas, de modo a que estes se
movam de acordo com as leis de Kepler.

1.2. Lei da Atracção Universal:

Em 1665 apareceu Newton (1643- 1727), que numa tentativa de compreender o


movimento dos planetas, começou por analisar o movimento da Lua e concluiu que a
força responsável pela queda dos corpos para a Terra tem a mesma natureza que a
força exercida na Lua pela Terra. Foi então que propôs a sua conhecida Lei da Atracção
Universal:
r m ×m
Fg = G. 1 2 2
d

“ Dois corpos de massa m1 e m2 atraem-se mutuamente com forças simétricas, com a mesma linha de
acção e cujas intensidades são directamente proporcionais às massas dos corpos e inversamente
proporcionais ao quadrado da distância entre os respectivos centros de massa.”

⇓ G é a constante de gravitação universal, cujo valor só depende das unidades utilizadas para
a exprimir, o seu valor no SI é : G=6,67×10-11 N.m2.kg-2

52
A expressão anterior indica-nos que:
⇓ As forças gravíticas têm intensidades que dependem directamente da massa dos corpos que
interactuam.
⇓ Aquelas forças são inversamente proporcionais ao quadrado da distância que separa o centro
dos corpos.
⇓ Como esta lei é uma Lei Universal, pode ser aplicada a quaisquer dois corpos do Universo.

Vejamos como Newton estabeleceu a Lei da Atracção Universal:

c Descoberta de que a força exercida entre os planetas varia na


razão inversa do quadrado da distância.

⇓ Inicialmente Newton supôs que as óbitas dos planetas eram circulares, mas posteriormente
provou que se as considerasse elípticas obtinha os mesmos resultados.

Consider-se um planeta ,P- descrevendo uma órbita circular em torno do Sol - S.

então a sua aceleração será: a c =


v2
r
com v =
2π. r
T {
T → Periodo orbital
r → raio da o ′rbita
4π. r 2/ 4π . r
logo⇓ a c = ⇔ a c = 2 ; mas atendendo à 3ª lei de Kepler :
r/ T
2
T
T 2 ∝ r 3 ⇔ 3 = K ; em que K é uma constante que só depende do Sol, poderemos escrever:
r
4π. r/ 4π 1 1 4π
a= ⇔ a = × ⇔ a = K s × com K s = ; em que Ks é uma constante
K . r 3/ K r2
{ r2 K
Ks
que só depende do astro director. Por outro lado, e atendendo à 2º lei do movimento de Newton a
equação que nos dá a força exercida sobre um planeta pelo Sol, poderá ser escrita como:

r m m → massa do planeta
c em que r → dis ta$ n cia entre o Sol e o planeta
r F = Ks ×
F = m. a ⇔
r2 

∏ Esta expressão indica-nos que: “ A força exercida pelo Sol sobre qualquer planeta ...

c⇓ ... é directamente proporcional à massa do planeta.”

d⇓ ... é inversamente proporcioanl ao quadrado da distância que separa o Sol do planeta.”

e⇓ ... depende da constante Ks, que só diz respeito ao astro director ou central, que neste caso é o Sol.

Mas terá esta força um carácter universal?

d Síntese Newtoneana:
Para testar a sua hipótese, começou por provar que a força da gravidade terrestre que atrai uma
simples maçã, se estende até à Lua e é a responsável pelo seu movimento em torno da Terra.

Dados necessários para comprovar a sua hipótese:

g = 9,8 m/s2 ; rL = 60 × rT ⇔ rL = 60 × 6,37×106 m ; TL = 27,3 dias ⇒ TL = 2,36 × 106 s

53
hipótese:
Sendo a força de gravitação com que a Terra atrai um corpo terrestre da mesma natureza
daquela que atrai a Lua e que o sol atrai os planetas, então estas forças deverão obedecer à lei do
m
inverso do quadrado das distâncias : F = K × em que K só depende do astro director.
r2
então para a maçã teríamos:
m F 1 ~ da maça
a m → aceleraçao ~ (g)
F = KT × ⇒ a= ⇒ am = KT × 2 r → raio da Terra ; então
r2 m rT T
K T = g × rT2

e para a Lua:
m F 1
F = KT × 2
⇒ a= ⇒ a L = K T × 2 ; na qual substituindo o valor de KT , obtemos:
r m rL
rT2 1 9,8
aL = g × ⇔ a L = 9,8 × ⇔ aL = ⇔ a = 2,72 × 10 −3 m / s 2
rL2 60 2 3600 1L444 424444 3
valor previsto

Comprovemos então o valor obtido anteriormente:

2
 2π  4π 2
2
a L = ω . rL ⇔ a L =   × rL ⇔ a L = × 3,822 × 108 ⇔ a L = 2,71 × 10−3 m / s2
( ) 1444 424444 3
2
 TL  2,36 × 106 Valor calculado

Atendendo à concordância destes valores, este facto levou-o a concluir que as forças gravíticas
são da mesma natureza, obedecendo à lei do inverso do quadrado da distância.

Este foi um passo de gigante, pois com esta síntese acabou com a distinção entre
movimentos terrestres e movimentos celestes !!!

e Formulação da Lei da Atracção Universal.

Como vimos , Newton provou que as forças gravíticas obedecem à lei inverso - quadrática :
m
Fg = K × K∏ constante que depende do astro que atrai o corpo de massa m.
d2

Considerando esta preposição e a sua Lei da acção - reacção ( 3ª Lei de Newton), Newton
formulou a Lei da Atracção Universal:

considere-se dois corpos de massa m1 e m2 , que se atraem mutuamente, separados por


distância d.

F1,2 = F2 ,1 → ( 3ª lei de Newton)

r r
› F 1,2 ∏ força exercida em 1 por 2 ; › F 2,1 ∏ Força exercida em 2 por 1

54
então:
m1 m2
F1,2 = K2 × K2 depende do corpo 2 e F2 ,1 = K1 × K1 depende do corpo 1
r2 r2

como F1,2 = F2,1 = Fg podemos escrever a seguinte relação:

m1 m2 K2 K1
K2 × 2
= K1 × 2
=G ⇒ K 2 × m 1 = K1 × m 2 = G ⇔ = = G ⇒ K2 = G × m2
r/ r/ m2 m1

logo podemos escrever:

m1 m1 ⋅ m2
Fg = K2 × ⇔ Fg = G ×
r2
Lei da Atracção Universal
r2

f Constante de gravitação Universal:


⇓ Obtenção do valor de G: ( determinado por cálculo)

Dados: rT = 6,37 ×106 m ; densidade relativa (Terra) = 5,52

1- Começa-se por calcular o Volume da Terra:


4
V = π. r 3 ⇔ V = 1,083 × 10 21 m3
3

2- Calcula-se a massa da Terra:


mT = ρ × V ⇔ mT = 5,98 × 10 24 kg

3- Então basta comparar as duas fórmulas que podemos utilizar para calcular o peso de um corpo

mT ⋅ m
Fg = m × g e Fg = G × então:
rT2

mT . m
/ g . rT2 9 ,8 × (6,37 × 10 6 ) 2
/ . g = G.
m ⇔G= ⇔G= ⇔ G = 6,65 × 10 −11 N . m2 . kg −2
rTt2 mT 5,98 × 10 24

Este valor é muito próximo do valor actualmente aceite : G = 6,67×10-11 N.m2/kg2

No entanto o valor de G só foi obtido experimentalmente por Henry Cavendish (1731 - 1797)
quase 50 anos após a morte de Newton, utilizando para o facto uma balança de torsão.

O valor obtido por este físico inglês estava afectado de um erro inferior a 0,15% do valor aceite
actualmente.

55
1.3. A Lei da Gravitação Universal e as leis de Kepler:

Newton, deduziu as leis de Kepler por processos de análise matemática por si descobertos:

1ª Lei de Kepler:

Newton demonstrou que um planeta sujeito à força de gravitação dirigida para um ponto fixo
do espaço, onde se situa o Sol, descreve uma elipse em que o Sol se situa num dos focos.
r
( Esta demonstração é feita utilizando coordenadas polares ( r ; θ ) por isso sai fora do
programa do 12º ano.) r
r ∏ distância do planeta ao Sol
r
θ ∏ ângulo formado entre o vector posição r e uma
direcção fixa

2ª Lei de Kepler:

Demonstrou ainda, que o vector posição varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais:
r r
⇓ Como F g é uma força central o seu momento em relação ao Sol é nulo ⇒ Ls = cte então:
r r r r r r r
ls = r × m. v ⇒ r × v = c ; c → e' um vector constante c

r
Da figura vemos que para um deslocamento elementar d r , do planeta a área varrida pelo
1 r r
vector posição é: dA = 2
⋅ r × dr d
Por outro lado:
r
r dr r r r r dA 1 r r
v= ⇒ dr = v . dt então a expressão d :⇒ dA = 21 ⋅ r × v . dt ⇔ = ⋅ r ×v
dt dt 2
dA
mas atendendo à expressão c verificamos que : ⇒ = constante e
dt
⇓ A expressão e indica-nos:
∏ que o vector posição de um planeta varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais.

dA
∏ à grandeza , denomina-se por velocidade areolar de um planeta, e mede a taxa de
dt
r
variação no tempo da área varrida pelo vector posição r .

3ª Lei de Kepler:

Se considerarmos o caso da órbita do planeta ser circular com o Sol no centro podemos
escrever:

v2 m .m m 2 πr 4 π 2 .r 2 m T2
m = G. s 2 ⇒ v 2 = G. s
como
 → v =
temos
 → = G. s ⇒ =k
r r r T T2 r r3
56
2. Interacção Electrostática

2.1. Lei de Coulomb:

57
INTERACÇÃO GRAVITACIONAL INTERACÇÃO ELECTROSTÁTICA
Leis de Kepler : › A carga eléctrica encontra-se quantizada, sendo a carga
c Lei das Órbitas: Os planetas movem-se em órbitas eléctrica de qualquer corpo múltipla de um nº que é a
elípticas, situando-se o Sol num dos focos. carga de um protão. Este nº representa-se por: e
d Lei das Áreas : O vector posição de um planeta varre q=n×e
áreas iguais em intervalos de tempo iguais. › A unidade SI de carga eléctrica é o coulomb : C
e Lei dos Períodos : O quadrado do período de um planeta › cargas do mesmo sinal atraem-se e de sinal diferente
é directamente proporcional ao cubo da distância média atraem-se ( existem cargas positivas e negativas !!!! )
ao Sol ( semi-eixo maior da elipse)
T2 α r 3 Lei de Coulomb:
A intensidade da força electrostática exercida entre duas
Lei da Atracção Universal de Newton: cargas q1 e q2 que se encontram a uma distancia r uma
da outra é directamente proporcional ao produto das
A força gravitacional exercida entre dois corpos de duas cargas q1 e q2 , e inversamente proporcional ao
massas m1 e m2 , distanciados por um distância d é quadrado da distância que as separa. Estas duas forças
directamente proporcional à massa desses corpos e de interacção têm a mesma intensidade, a mesma
inversamente proporcional ao quadrado da distância direcção e sentidos opostos.
que os separa. Estas duas forças de interacção têm a q .q
mesma intensidade, a mesma direcção e sentidos Fe = K × 1 2 2
opostos. r
m .m K∏ é a constante de coulomb e que no vazio tem o valor de
Fg = G × 1 2 2 : K= 9×109 N.m2/C2
d
1
G=6,67×10-11 N.m2/kg2 (constante de gravitação Universal) ∏ esta constante pode ser calculada como: K =
4π .ε
Princípio da sobreposição: ε ∏ É a permitividade do meio. esta constante traduz a
quando uma partícula está sujeita a várias forças interferência do meio nas interacções electrostáticas.
gravitacionais, exercidas por outras partículas, a força › No ar a permitividade pode-se considerar igual à
resultante a que fica sujeita é igual à soma vectorial de permitividade do vazio ( ε0 ).
todas as forças nela aplicadas. › A permitividade relativa de um meio em relação ao
ε
CAMPO GRAVÍTICO OU GRAVITACIONAL: vazio é dada por : ε r =
ε0
O campo gravítico provocado por um corpo de massa CAMPO ELECTROSTÁTICO:
M, é caracterizado pelo vector campo gravítico, que se o campo electrostático produzido por uma carga Q,
define com sendo a força gravítica exercida sobre uma sobre uma carga de prova q, é definido como a força
partícula de massa m, por unidade de massa: electrostática por unidade de carga q.
r r
r r r Fe r Q r
Fg M r E= ⇔ E = K 2 . ur
G = ⇔ G = -G 2 ⋅ ur q
m r r
∏ As unidades do campo gravítico são: N/kg › unidades SI: V/m ou N/C
r › Se Q<0 ⇒ o campo é centrípeto
› O campo gravítico G é sempre centrípeto.
› Se Q>0 ⇒ o campo é centrifugo
› O campo gravítico pode ser representado através de
› O campo electrostático pode ser representado por linhas
linhas de campo ( ou linhas de força), sendo estas
de campo tangentes em cada ponto ao vector campo
tangentes ao vector campo gravítico em todos os pontos
electrostático, tendo o mesmo sentido que este.
e com o sentido deste.

Campo Gravítico uniforme: Campo Electrostático Uniforme:


No campo gravítico uniforme o vector campo gravítico Este é criado por duas placas paralelas com cargas de
r r sinais opostos e com o mesmo módulo, neste o vector
é constante ( G = k ) e as linhas de campo são paralelas r r
e equidistantes. campo eléctrico é constante ( E = k ) e as linhas de
› O campo Gravítico é um campo conservativo logo: campo são paralelas e equidistantes.
› O campo electrostático é conservativo , logo:
WFg = −∆Ep
r
r = −∆Ep Q. q
WFe com Ep = K ×
M .m r
› Energia potencial gravítica: Ep = − G ×
r › Potencial Eléctrico: É uma grandeza escalar que
› Potencial Gravítico: É uma grandeza escalar que caracteriza o campo eléctrico em cada ponto.
caracteriza o campo gravítico em cada ponto: Ep Q
V = ⇔ V = K× unidade: volt ∏ V
Ep M q r
V = ⇔ V = −G × unidade: J/kg
m r
SUPERFÍCIES EQUIPOTENCIAIS: › FORÇA MAGNÉTICA ( lei de Laplace):
› As superfícies equipotenciais ,são constituídas por A força magnética que actua numa carga q que
pontos com o mesmo potencial gravítico ou eléctrico. atravessa um campo magnético B com uma velocidade
v, é-nos dada pela lei de Laplace, que é um produto
externo.
r r r
Fm = q. v × B
Fm = q. v. B. senθ

› Esta força é perpendicular ao plano definido pelos
r r
vectores v e B , e o sentido é-nos dado pela regra da
mão direita.

› Diferença de Potencial: › Força Magnética que actua num fio condutor:


A diferença de potencial eléctrico ou gravítico entre dois Considere-se um fio condutor de comprimento l,
pontos é igual ao trabalho realizado pela força eléctrica percorrido por uma intensidade de corrente I, num
ou gravítica para transportar uma carga ou massa de r
campo magnético e uniforme B . A força magnética a
prova de um ponto para o outro.
que fica sujeito é-nos dada pela seguinte expressão:
WA→ B WA→ B r r r r
VA − VB = ou VA − VB = Fm = I . ∆l
{ ×B ⇒ Fm = I . ∆l. B. senθ
q m
elemento de corrente
WA→ B = − ∆Ep ⇔ WA→ B = −[ Ep B − Ep A ] r
› ∆l ∏ indica-nos o sentido da corrente.
M. m  M . m r
⇔ WA→ B = Ep A − Ep B ⇔ WA→ B = − G − − G  › θ ∏ ângulo formado entre o fio e B .
rA rB 
1424 3 1424 3
mV. A mV. B ⇓ se uma partícula de carga q penetrar num campo
WA→ B r
= V A − VB magnético uniforme com uma velocidade inicial v,
m r
perpendicular a B , esta ficará animada de um
movimento circular uniforme:
CAMPO MAGNÉTICO:

Os campos magnéticos são regiões do espaço onde se


manifestam propriedades magnéticas , que podem
resultar do movimento de cargas eléctricas.

› Tal como o campo eléctrico e o campo gravítico, o


campo magnético é caracterizado em cada ponto do › Lei de Lorentz: Para forças electro- magnéticas.
r Se uma carga eléctrica estiver simultaneamente sujeita a
espaço por um vector campo magnético ( B ), A unidade
SI do campo magnético é o Tesla ( T ). um campo eléctrico e a um campo magnético, a
› Estes campos também podem ser representados por resultante das forças que sobre ela actuam é igual á
linhas de campo que são tangentes ao vector campo soma vectorial da força eléctrica e da força magnética. A
magnético em cada ponto do espaço. esta força resultante designa-se por força
› por convenção as linhas de campo “saem” pelo pólo electro- magnética.
r r r r r r r
Norte (N) e “entram” pelo pólo Sul (S).
(
FR = Fe + Fm ⇔ FR = q. E + v × B )
› Lei de Biot e Savart: Caso específico do campo
magnético criado por um condutor longo e filiforme,
num ponto situado a uma distância r, do mesmo.
µ 0. I
B= com µo ∏ permeabilidade do vazio
2 π. r
› µ0 = 4π ×10-7 H/m ( H ∏ henry)
*(20(75,$$1$/Ë7,&$3/$1$

y 5HFWDV

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E (TXDomR5HGX]LGD 5HFWDVQmRYHUWLFDLV  \ P[EP€ GHFOLYH

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FICHA DE TRABALHO SOBRE LANÇAMENTOS

FICHA DE TRABALHO Nº3 ESC. SEC. VRSA 12ºANO – FÍSICA

1• Considera um projéctil lançado obliquam ente em que o ponto de lançam ento e ponto em que
atinge o solo se entram ao m esm o nível,tal com o m ostra a figura.
( D espreza a resistência do ar!)
r
y vo

voy
hmax
0 θ vox x

1.1. Escreve as expressões que te perm item calcular as com ponentes do vector velocidade inicial
segundo os eixos do xx e dos yy ( vox e voy ,respectivam ente).

1.2. Estabelece a expressão que te perm ite calcular o tem po (tsub) que o projéctil levou a atingir
a altura m áxim a (h m ax).

1.3. Estabelece a expressão que te perm ite calcular o tem po que o projéctil leva a atingir o solo.
(tem po de voo ,tar ou tvoo )

1.4. Estabelece a expressão que te perm ite calcular a altura m áxim a atingida pelo projéctil
(h m ax).

1.5. Estabelece a expressão que te perm ite calcular o alcance do projéctil (X m ax).

1.6. V erifica para que ângulo de lançam ento é que se obtém o alcance m áxim o para o m esm o
valor de velocidade inicial.

1.7. V erifica se para o m esm o valor de velocidade inicial se pode atingir o m esm o alcance para
ângulos de lançam ento diferentes.

1.8. Estabelece a expressão que te perm ite calcular a altura m áxim a partindo da lei da
conservação da energia m ecânica.

2• dem onstra que a trajectória de um projéctil lançado obliquam ente com inclinação θ e
velocidade vo ,é um a parábola.

3• U m projéctil é lançado,para cim a,com um a velocidade inicial cujo valor é de 100 m /s,do
topo de um edifício de 50 m de altura ( g= 10 m /s2).D esprezando a resistência do ar,
calcula:

3.1. o tem po que leva a atingir a altura m áxim a.


3.2. o valor da altura m áxim a atingida,m edida desde o solo.
3.3. o tem po decorrido desde que foi lançado até atingir o solo.
3.4. o valor da velocidade do projéctil ao atingir o solo.
3.5. a velocidade do projéctil ao atingir o solo.

4• U m a arm a dispara um projéctil com um a velocidade de 100 m /s e cuja direcção faz um


ângulo de 30º com o solo (g= 10 m /s2).D esprezando a resistência do ar,calcula:

4.1. a velocidade do projéctil 10 s após o disparo.


4.2. a posição do projéctil 5 s após o disparo.
4.3. o alcance do projéctil.
4.4. o valor da altura m áxim a atingida pelo projéctil.
( considera que o ponto de lançam ento se encontra ao m esm o nível que o ponto de im pacto!)

Página 1 de 2
FICHA DE TRABALHO SOBRE LANÇAMENTOS

5• U m avião desloca-se com um a trajectória rectilínea e horizontal a 2000 m do solo com um a


velocidade constante de valor 300 m /s.
Quando o avião passa na vertical da boca de um a peça de artilharia,esta dispara um
projéctil com um a velocidade v0 que faz um ângulo de 60º com a horizontal.O projéctil
atinge o avião.

r
vo

0 60º

5.1. calcula o valor da velocidade de lançam ento do projéctil.


5.2. calcula o m enor intervalo de tem po que o projéctil leva a atingir o avião.

6• U m atirador dispara um a seta na horizontal,a um alvo contido num plano vertical .N o


instante em que dispara o alvo cai.

V erifica se a seta atinge o alvo.

7• U m bola foi lançada com um a velocidade de 10 m /s com um a inclinação de 60º com a


horizontal.Quando foi lançada encontrava-se a 1,0 m do solo.

7.1. Calcula a que distância do ponto de lançam ento ficará de novo a 1,0 m do solo.
7.2. calcula o seu alcance.
7.3. Calcula a altura m áxim a atingida pela bola.
7.5. Calcula a velocidade com que atinge o solo.

8• Calcula a velocidade m ínim a com que o carro deverá passar pelo ponto A para não cair na
lagoa.Considera g= 10/s2.
A 16 m
8m

θ= 37º B

9• U m corpo é abandonado,sem velocidade inicial,no ponto


A de um plano A B.O corpo atinge o solo no ponto D . A 1,8 m
Calcula desprezando a resistência do ar e o atrito no
30º B
plano:
8,0 m
9.1. o valor da distância CD .
9.2. a velocidade com que o corpo atinge o solo.
D
9.3. o valor da velocidade com que atinge o solo. C
10• Será possível que,no m ovim ento de um projéctil lançado horizontalm ente,o vector
velocidade e o vector aceleração tenham a m esm a direcção? Justifica a resposta.

11• D em onstra que para um tiro de canhão é possível : atingir o m esm o ponto do terreno com
ângulos de tiro de 60º e 30º,sendo a altura m áxim a atingida no prim eiro caso três vezes
m aior que no segundo.

O professor:
José Carlota
Outubro de 2001

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FICHA DE TRABALHO SOBRE MOVIMENTO RELATIVO

FICHA DE TRABALHO Nº4 ESC. SEC. VRSA 12ºANO – FÍSICA

1• U m barco a m otor desenvolve um a velocidade de 20 km /h em relação à corrente .A


velocidade da corrente do rio em relação à Terra é 4,0 km /h.Quanto tem po levará o barco a
subir 4,0 km pelo rio acim a e voltar ao ponto de partida?

2• O João dá um a passada de 1,0 m em cada segundo,debaixo de chuva


que cai verticalm ente a 4,0 m .s-1 .Com o é que o João deverá inclinar o
guarda – chuva ?

3• Para determ inar a velocidade da chuva em relação à Terra,um a


estudante faz as seguintes observações:
- entra num autocarro e verifica que a sua velocidade é de 54 km /h;

- ainda em m ovim ento rectilíneo,m ede o ângulo,com a vertical,


dos traços da chuva na janela lateral (40º);

- sai do autocarro e vê que a chuva cai verticalm ente.

Exponha os cálculos que a estudante teve que fazer para conseguir o


objectivo.

4• O piloto de um avião deseja alcançar um ponto situado a 200 km a Este da posição em que
se encontra.O vento sopra de N oroeste a 30 km /h.
Calcula o m ódulo e a direcção da velocidade que deverá ter,em relação ao vento,se o seu
horário lhe exige a chegada ao destino em 40 m inutos.

5• U m pedaço de m adeira,descendo ao sabor as corrente ,dem ora 150 s a percorrer o espaço


com preendido entre duas árvores situadas na m argem .U m hom em a nadar contra a
acorrente dem ora 255 s a fazer o m esm o percurso,paralelam ente às m argens.
Que tem po levaria o hom em a percorrer o m esm o espaço,se nadasse num sítio onde não há
corrente,por exem plo num a piscina,desenvolvendo o m esm o esforço.
r r
6• U m com boio desloca-se com um a velocidade v = 30 e x (m .s-1),num referencial ligado a
um a árvore.Faz-se deslizar no piso de um vagão desse com boio um caixote.D eterm ina a
velocidade deste em relação a um observador situado junto da árvore ,se o caixote tiver um a
velocidade de 15 m .s-1:
6.1. no sentido do m ovim ento do com boio.
6.2. no sentido oposto ao do m ovim ento do com boio.
6.3. perpendicularm ente à direcção do m ovim ento do com boio.

7• D ois corpos A e B têm num determ inado instante velocidades iguais a :


r r r r r r
v A = 5.e x -2,e y (m .s-1) e v B = -3 .e x - 8.e y (m .s-1) ,respectivam ente.
A tendendo a que as velocidades foram m edidas e relação ao solo,determ ina:
7.1. a velocidade de A em relação a B,e o seu m ódulo.
7.2. a velocidade de B em relação a A e o seu m ódulo.

8• O tecto de um elevador encontra-se a 2,4 m do seu solo.Sabendo que no


instante em que o elevador com eça a subir com um a aceleração de 2,2
m .s-2 se desprende um parafuso do tecto do elevador.Calcula quanto
tem po é que este leva a atingir o solo do elevador.
2,4 m

O professor:
José Carlota
Outubro de 2001

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Movimento Circular no plano Horizontal – Pêndulo Cónico e Relevés

Ficha de Trabalho nº5 Física 12ºAno


Pêndulo cónico – É um sistema constituído por uma partícula material de massa m, suspensa por um
fio inextensível de massa desprezável e de comprimento l, que descreve uma
trajectória circular num plano horizontal, com velocidade de valor constante.

1• A figura do lado esquematiza um pêndulo cónico.


Atendendo aos dados da figura e à definição de
pêndulo cónico estabelece as expressões que te
permitem calcular num instante qualquer, t:
θ
l
1.1. A resultante das forças que actuam na partícula.

1.2. A tensão do fio em função de :


(a) m, g e θ
(b) m, v e l R
(c) m, ω e l
1.3. O período do movimento.
1.4. Tira algumas conclusões das expressões estabelecidas anteriormente, e eventualmente de outras
que tenhas estabelecido para chegares às pretendidas.

2• Um corpo de massa 2,0 kg está ligado a um fio de massa desprezável e inextensível, de


comprimento 50 cm e descreve uma trajectória circular no plano horizontal, cujo raio é de
25 cm, com velocidade de valor constante.
Calcula:
2.1. o valor da tensão do fio.
2.2. o valor da velocidade da partícula.
2.3. a energia cinética da partícula.
2.4. o período do movimento.

3• Um corpo de massa 2,0 kg, encontra-se sobre uma superfície cónica


que gira em torno do eixo EE’, ligado por um fio inextensível e de E
massa desprezável, cujo comprimento é de 3,0 m. A tensão do fio é de
18 N.
Calcula o valor :
3.1. da reacção da superfície sobre o corpo; 30º
3.2. da velocidade linear do corpo.
3.3. da velocidade angular que deve ser comunicada ao cone de modo a
que a reacção normal do plano se nula.

E'

4• U m automóvel descreve uma curva de raio R e inclinação θ, com


movimento circular e uniforme.
Desprezando as forças de atrito, mostra que o valor máximo da
velocidade pode ter é dado pela seguinte expressão: v = Rg.tgθ
θ
Movimento Circular no plano Horizontal – Pêndulo Cónico e Relevés
5• A figura que se segue representa um dos divertimentos pressentes na feira popular. Um motor
faz rodar o sistema constituído por dois carros, com velocidade angular ω, num plano horizontal.
Cada carro tem massa m.
θ θ
5.1. Determina a relação existente entre m, ω,θ e l. l
5.2. Que acontece ao valor do ângulo θ, quando a velocidade
angular ω, aumenta. Justifica.
5.3. Se um dos carros tiver vazio e o outro transportar uma pessoa,
o ângulo que cada um deles forma com a vertical será maior,
menor ou igual? Justifica.
5.4. Se os carros forem presos com cordas de tamanho diferentes,
qual deles formará com a vertical um ângulo menor?
Justifica.

6• Uma bola coma a massa de 1,0 kg, é atada a uma haste vertical rigida,
por meio de duas cordas de massa desprezável, cada uma com o l
comprimento de 1,0 m. As cordas estão presas à haste em dois pontos
que distam 1,0 m um do outro. O sistema gira em torno da haste com as
duas cordas esticadas, e a tensão na corda superior é de 25 N.
l
6.1. Representa num esquema as forças que actuam na bola.
6.2. Calcula a tensão na corda inferior.
6.3. Calcula o valor da força resultante que actua na bola no instante
representado na figura.
6.4. Calcula o valor da velocidade da bola.

7• A figura representa um corpo de massa m que se encontra sobre o tampo de uma mesa, preso por
um fio de comprimento l. Na outra extremidade do fio está suspenso outro corpo de massa M,
que se mantém em repouso enquanto o corpo de massa m gira com velocidade angular ω, sobe o
tampo da mesa.
Desprezando o atrito; m l
7.1. determina o valor da velocidade angular ω;
7.2. se reduzirmos para ¼ o conmprimento do fio, qual passará a
ser a velocidade angular do corpo de massa m? M

8• Um tubo perfeitamente liso,com 20 cm de comprimento, está articulado num eixo vertical de


rotação com o qual faz um ângulo de 30º. No interior do tubo existe uma
pequena esfera.
(Considera que o ângulo se mantém constante e que g=9,8 m.s-2)

Calcula:
8.1. o maior valor de velocidade angular ω, com que o tubo pode girar , 30º
mantendo a esfera em equilíbrio no seu interior.
8.2. o valor da força centripeta que actua sobre a esfera, sabendo que esta tem
a massa de 100 g.
RESOLUÇÃO DA FICHA DE TRABALHO Nº2 – E.S.V.R.S.A. – FÍSICA 12º ANO

 x = 2t 2 + 4

1 .1 .  t3 ( SI )
 2 − t

r r r r r
1 .2 . Cálculos auxiliares : ro = 4 .e x + 2 .e z (m ); r2 = 12 .ex + 8 .e y (m )
r r r r r r r r r r
∆ r = r2 − r1 ⇔ ∆ r = (12 − 4 ).e x + (8 − 0 ).e y + (0 − 2 ).e z ⇔ ∆ r = 8 .e x + 8 .e y − 2 .e z (m )
r r r r
r ∆r r 8 .e x + 8 .e y − 2 .e z (m ) r r r r
1 .3 . vm = ⇔ vm = ⇔ v m = 4 .e x + 4 .e y − 1 .e z (m / s )
∆t (2 − 0 )s
r
1 .4 . d = r2 ⇔ d = 12 2 + 8 2 ⇔ d = 14 , 4 m
r
r dr r r r r
1 .5 . v = ⇔ v = 4 t .e x + 3 t 2 .e y − 1 .e z (SI )
dt
r
r dv r r r
1 .6 . a = ⇔ a = 4 .e x + 6 t .e y (SI )
dt
r r r r r r r r r r r r
1 .7 . Cálculos auxiliares : v 2 = 8 .e x + 12 .e y − 1 .e z (m / s ); v 0 = − 1 .e z (m / s ) ; /// ∆ v = v 2 − v 0 ⇔ ∆ v = 8 .e x + 12 .e y ( m / s )
r r r
∆v 8 .e x + 12 .e y
⇔ a m = 4 .e x + 6 .e y (m / s 2 )
r r r r r
am = ⇔ am =
∆t (2 − 0)
a 4 = 4 .e x + 24 .e y (m / s 2 )
r r r r r r
1 .8 . v 4 = 16 .e x + 48 .e y (m / s ) ;
1 .9 . v4 = 16 2 + 48 2 ⇔ v 4 = 50 , 6 m / s ; a 4 = 4 2 + 24 2 ⇔ a 4 = 24 , 3 m / s 2
v = 8 .e x + 12 .e y − 1 .e z (m / s ) ; a = 4 .e x + 12 .e y (m / s 2 )
r r r r r r r
1 . 10 . cálculos auxiliares : Para t = 2s ⇒
a = 4 + 12 ⇔ a = 12 , 65 m / s 2 ; v =
2 2
8 2 + 12 2 + 1 2 ⇔ v = 14 , 46 m / s
r r r r
a • v = (8 × 4 ) + (12 × 12 ) + 0 ⇔ a • v = 176
r r
r r  a•v   176 
cálculo do ângulo : a • v = a .v . cos θ ⇔ θ = arc cos   ⇔ θ = arc cos   ⇔ θ = 15 ,8 º
 a ⋅v   12 , 65 × 14 , 46 
2 .1 .
r
( r
) r
r = t 2 + 2 . e x + (4 − t ). e y (SI )
x = t2 + 2  x = (4 − y )2 + 2 ⇔
2 .2 .   eliminando
  o tempo
 → 
y = 4 − t  t = 4 − y r
∆r
x = y 2 − 8 y + 18 ( SI ) (Equação de uma parábola)

r r
r dr r r r r dv r r
2.4. v = ⇔ v = 2t.e x − 1.e y (SI ) ; 2.5. a = ⇔ a = 2.e x (m / s 2 )
dt dt
r r r
 v = 8 .e x − 1 .e y  v = 8 , 06 m / s
2.8. para t = 4s : r r ⇒ 
 a = 2 . e x a = 2 m / s
2

r r
por outro lado : a • v = 8 × 2 = 16 então :
r r  16 
a • v = a . v . cos θ ⇔ θ = arc cos   ⇔ θ = 7º
 2 × 8 , 06 
x = t 2 t = x
3.1.  eliminando
o tempo 
→ ⇒
 y = (t + 2)
2
y = x + 4 x + 4
4 x = y−x−4 ⇔ 4 x ( ) 2
= ( y − x − 4) ⇔ 16.x = ( y − x − 4)(. y − x − 4) ⇔
2

16.x = y 2 − y.x − 4 y − x. y + x 2 + 4 x − 4 y + 4 x + 16 ⇔16.x = y 2 + x 2 + 8x − 8 y − 2 xy + 16


⇔ y 2 + x 2 − 8x − 8 y − 2 xy + 16 = 0 equação da trajectória
r r 2 r
3.2. r = t 2 .e x + (t + 2) .e y (SI ) ;
r
r dr r r r r r r
v= ⇔ v = 2t.e x + (2t + 4).e y (SI ) para
 → v = 2.e x + 6.e y (m / s )
t = 1s

dt
r
r dv
a=
dt
r r r
( )
⇔ a = 2.e x + 2.e y m / s 2 para
t= 1s r r r
→ a = 2.e x + 2.e y m / s 2 ( )
3.3. cálculosauxiliares: v = 4t 2 + (2t + 4) ⇔ v = 8t 2 + 16t + 16 (SI )
2

 dv 8t + 8 t= 1s 16 
 at = dt ⇔ at = para
 → at =
40
⇔ at = 2,53 m / s 2 
 8 t 2
+ 16 t + 16 
 a = a 2 − a 2 ⇔ a = 2,832 − 2,532 ⇔ a = 1,27 m / s 2 
 n t n n 
r r r r r r
( )
então : a = at .e t + an .e n ⇔ a = 2,53.e t + 1,27.e n m / s 2
Resolução da Ficha de trabalho nº1 – 12º ano de escolaridade
ESCOLA SECU N D ÁR IA D E V ILA R EA L D E SA N TO A N TÓ N IO – SETEM BR O D E 2001
1• D ER IV A D A S
dx dx t 2 + 10t dx
=0 13 = = − 24t sen (3t2)
dt (5 + t )2
1 25
dt dt
dx dx 4t 3 − 5 dx
2 =1 14 = 26 = 2 cos t – 2 sen t
dt dt 4t 2 dt
dx dx 1 dx 2
= −1 = =
dt cos 2 (2t )
3 15 27
dt dt 2 t
dx dx 1 dx t +1 1
4 = 2.t 16 = 28 = .
dt dt 2t dt 2t (t + 1) 2
r
dx dx 3 dr r r
5 = 5.t4 17 = 29 = 2 ex + 4 ey
dt dt 2 3t + 1 dt
dx 3t r
dx = dr r r
6 =2 18 30 = 2t.e x −10t.e y
dt dt 3t 2 + 2 dt
r
dx dx dr r r
7 = 4t 19 = 81t2+ 114t+ 36 31 = cos t.e x −sen t.e y
dt dt dt
r
dx dx dp r r
8 = 16t3 20 = cos t 32 = 2.e x + 4t3.e y
dt dt dt
r
dx dx dl r r
9 = − 6t2 21 = 2 cos t 33 = -2t.e x -5.e y
dt dt dt
r
dx dx dy
10 = 24t3+ 8t7 22 = 24t cos(3t2) 34 = 4 −2t.cos t2−sen t
dt dt dt
r
dx dx dy
11 = 4t2−4t+ 4 23 = − sen t 35 =0
dt dt dt
r
dx dx dy
12 = 1/2 24 = −2 sen t 36 = − 4 sen(8t)
dt dt dt

2• Expressões cartesianas dos seguintes vectores tendo em conta os ângulos fornecidos e que as
norm as de todos os vectores tom a o valor 10.
y y r
r
r F r r r
A A = 5. e x + 8,7. e y
45º D
37º r r r
60º
B = 8,7. e x + 5. e y
x O
x O
x r r r
O
y C = − 8,7. e x − 5. e y
r r r
z D = 7,1. e x − 7,1. e y
O
x r x
30º r
E r 37º r r
r 60º G E = − 8,7. e y − 5. e z
B r r r
y y F = 6. e x + 8. e y
y O O r r r
y
r
G = − 8. e x − 8. e y
y r r
O
r H H = 10. e x
x
30º L r r
C
r
I = − 10. e y
r O
x r r
r J = − 10. e x
J I r r
L = 10. e y
3• OPER A Ç Õ ES COM V ECTOR ES

r r r
1 7.e x + 7.e y + 3.e z 3 22 5 8 7 36 9 27
r r r
2 −2.e x − 2.e y + 3.e z 4 22 6 16 8 19 10 10

r r r r r
4• calcula a norm a dos vectores a, b , c , d e e .
r
a = 4,69
r
b = 6,40
r
c = 3,61
r
d = 8,06
r
e = 6,40

5• Calcula o ângulo form ado entre os seguintes vectores:

1 42,9º 3 69,7º 5 45,7º 7 12,4º 9 54,4º

2 100,2º 4 56,6º 6 58,4º 8 64,4º 10 40,0º

Professor:
José Carlota
FICHA DE TRABALHO Nº2 ESC. SEC. VRSA 12ºANO – FÍSICA

1• U m a partícula m ove-se de acordo com a seguinte lei do m ovim ento:


r r r r
r = (2t2+ 4) e x + t3 e y + (2−t) e z (SI)
1.1. E screve as equações param étricas para este m ovim ento.
1.2. Calcula o deslocam ento da partícula entre os instantes 0 s e 2 s.
1.3. Calcula a velocidade m édia da partícula entre os instantes referidos na alínea
anterior.
1.4. Calcula a que distância se encontra a partícula da origem no instante t= 2 s.
1.5. E screve a lei das velocidades para este m ovim ento.
1.6. E screve a lei das acelerações para este m ovim ento.
1.7. Calcula a aceleração m édia da partícula entre os instantes 0 s e 2 s.
1.8. Indica a velocidade e a aceleração da partícula no instante t= 4 s.
1.9. Indica o valor da velocidade e o valor da aceleração da partícula nesse instante.
1.10. Calcula o ângulo form ado entre a velocidade e a aceleração no instante t= 2 s.

2• U m a partícula m ove-se de acordo com as seguintes equações param étricas:


x = t2 + 2
 ( SI )
y = 4 − t
2.1. E screve a lei deste m ovim ento ( vector posição).
2.2. E screve a E quação da trajectória desta partícula.
2.3. Que tipo de trajectória descreve a partícula?
2.4. Calcula a velocidade da partícula para um instante genérico t.
2.5. Calcula a aceleração da partícula para um instante genérico t.
2.6. Traça o gráfico x= f(t) entre os instantes 0 s e 10 s. (utiliza papel m ilim étrico ! )
2.7. N o gráfico anterior representa:
a) o vector posição nos instantes t= 2 s e t= 4 s.
b) O vector deslocam ento entre os instantes t= 2 s e t= 4 s.
c) O vector velocidade no instante t= 4s.
d) O vector aceleração no instante t= 4s.
2.8. Calcula o ângulo form ado entre a aceleração e a velocidade no instante t= 4 s.

3• U m a partícula m aterial apresenta as seguintes equações param étricas do


m ovim ento:
x = t2
 ( SI )
 y = (t + 2)
2

3.1. E stabelece a equação da trajectória.


3.2. D eterm ina para t= 1s a velocidade e a aceleração da partícula.
3.3. E screve a equação cartesiana do vector aceleração em term os das suas
com ponentes norm al e tangencial no instante t= 1s.
3.4. E sboça o gráfico y= f(x), para os prim eiros 20 s de m ovim ento.

Prof.
José Carlota
2001/2002
Ficha de trabalho nº1 – 12º ano de escolaridade - FÍSICA
ESCOLA SECU N D ÁR IA D E V ILA R EA L D E SA N TO A N TÓ N IO – SETEM BR O D E 2001
1• D ER IV A D A S
Calcula as derivadas das seguintes funções em ordem ao tem po:

t2
1 x= 24 13 x= 25 x= 4.cos(3t2)
5+t
2t 3 + 5
2 x= 2+ t 14 x = 26 x= 2.sen t + 2.cos t
4t
sen(2t )
3 x= 5- t 15 x= t 27 x =
cos(2t )
2t
4 x= t2 16 x = 2t 28 x=
t +1
r r r
5 x= t5 17 x = 3t + 1 29 r = 2t.e x + 4t.e y

r r r
6 x= 2.t 18 x = 3t 2 + 2 30 r = t2.e x -(5t2+ 1) e y

r r r
x = 3t 2 + (2 + 3t ) + 5
3
7 x= 2.t2 19 31 r = sen t e x + cos t e y

r r r
8 x= 4.t4 20 x= sen t 32 p = (2t+ 1) e x + t4 e y

r r r
9 x= 5-2.t3 21 x= 2.sen t 33 l = (4-t2) e x + (2-5t) e z

10 x= (3+ t4)2 22 x= 4.sen(3t2) 34y= 4t-sen t2 + cos t

11 x = 43 t 3 + 4t − 2t 2 23 x= cos t 35 y= sen 2 (t2)

2t + 5
12 x= 24 x= 2.cos t 36 y= cos2 (4t)
4

2• Escreve as expressões cartesianas dos seguintes vectores tendo em conta os ângulos


fornecidos e que as norm as de todos os vectores tom a o valor 10.
y r y r
A r F
45º D
37º
60º
x x x
O O O
y
z
O
x r x
30º
E r 37º
r 60º G
B
y y
y O O
y
y r
O
r H
30º x
r L
C
x
r O
r
J I
3• OPER A Ç Õ ES COM V ECTOR ES
r r r
a = 3 .ex + 2 .e y + 3 .e z
 br r
= 4 .e x + 5 .e y
 r r r
Considera os seguintes vectores:  c = 2 .e x − 3 .e z
 dr r
= 8 .e x
r
− ey
r r r
 e = 5 .e x + 4 .e y
Calcula:
r r r r r r r r r r
1 a+b 3 a •b 5 b •c 7 d •e 9 b•d
r r r r r r r r r r r
2 a − e 4 a • d 6 c • d 8 a • (b + c ) 10 c • e

r r r r r
4• calcula a norm a dos vectores a, b , c , d e e .

5• Calcula o ângulo form ado entre os seguintes vectores:

r r r r r r r r r r
1 a e b 3 b ec 5 d ee 7 e e b 9 a e d
r r r r r r r r r r
2 a e c 4 c e d 6 b e d 8 c e e 10 a e e

6• Escreve neste espaço todas as expressões e fórm ulas que utilizaste nesta ficha de trabalho.

Professor:
José Carlota
y $0(','$&202(6&5(9(521Ò0(5248($75$'8="

y 0(','$6',5(&7$6
&DGDDSDUHOKRGHPHGLGDSRVVXLDVXDSUySULDSUHFLVmR VHQVLELOLGDGH ([LVWHPUHOyJLRVTXHQmRSRVVXHPSRQWHLURVGH
VHJXQGRVRXWURVSHUPLWHPID]HUOHLWXUDVGHVHJXQGRVHIDEULFDPVHFURQyPHWURVHOHFWUyQLFRVTXHSHUPLWHPGLVWLQJXLUWHPSRV
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y 2WHPSRPpGLRTXHRVQDGDGRUHVOHYDUDPDSHUFRUUHUDSLVFLQDIRLGHV

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Conceito de derivada:
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Y  [ I W Ÿ Y I c W [c
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\ HX o \c HX Xc
\ X o \ c Xc
\ X Y o \c X Y OQ X x Y c  YX Y   X c
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\ X  Y o \ c Xc  Y c Xc
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Y Y \ FRV X o \ c  X c VHQ X
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X X
\ X o \ c NX N Xc
N

Xc
\ N
X o \c
N X
N N 
 "    3

& & & &


Produto Interno ou escalar de dois vectores:
X x Y X  Y FRV T T pRPHQRUkQJXOR IRUPDGRHQWUHRVGRLVYHFWRUHV
&
X RSURGXWRLQWHUQRGHYHFWRUHVpXP
T HVFDODU
&
Y
& &
XxY X[ Y[  X\ Y\  X] Y] 

& &
 4XDQGR R SURGXWR LQWHUQR GH GRLV YHFWRUHV p LJXDO D ]HUR H VH RV YHFWRUHV X H Y QmR IRUHP YHFWRUHV QXORV HVWH
& &
UHVXOWDGRLQGLFDQRVTXHHVVHVGRLVYHFWRUHVVmRSHUSHQGLFXODUHVSRLVT žŸ FRVT   X A Y

& & & &


Produto Externo ou Vectorial de dois vectores:
Xu Y X  Y VHQ T
RSURGXWRH[WHUQRGHGRLVYHFWRUHVpXPYHFWRU
RVHQWLGRpQRVGDGRSHODUHJUDGDPmRGLUHLWD
DGLUHFomRpVHPSUHSHUSHQGLFXODUDRSODQRGHILQLGR SHORVGRLVYHFWRUHV
& & & &
RSURGXWRH[WHUQRQmRJR]DGDSURSULHGDGHFRPXWDWLYDLp X u Y  Y u X

& & &


X[ X\ X]
& &
Ÿ DuE D[ D\ D] D \E]  D]E\ X&[  D[E]  D]E[ X&\  D[E\  D \E[ X&]
E[ E\ E]

4XDQGRRSURGXWRH[WHUQRGHGRLVYHFWRUHVRULJLQDXPYHFWRUQXORHVWHUHVXOWDGRLQGLFDQRVTXHHVVHVGRLVYHFWRUHV
WrPGLUHFo}HVSDUDOHODVSRLVVH
& &
VHQT ŸT žRXž D  E

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& & & &
X[  X\  X] 7VmRYHFWRUHVXQLWiULRVVHQGRXPYHFWRU Y UHSUHVHQWDGRJHQpULFDPHQWHSRU
] &
& & & & Y
Y Y X[  Y X\  Y X]
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X]
&RPSRQHQWHV GR YHFWRU &
& X\
Y VHJXQGR RV HL[RV [ \ H ]
UHVSHFWLYDPHQWH & \
X[

&
Y Y [  Y \  Y ] [ &
Ÿ norma do vector Y.