Você está na página 1de 19

UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

PRODUÇÃO DE PRÉ-FABRICADOS DE CONCRETO

RAFAEL BRUNO DUARTE FREIRE


TURMA: 10/EC0230
RA: T280DA-0

BRASÍLIA

2015/2
RAFAEL BRUNO DUARTE FREIRE
TURMA: 10/EC0230
RA: T280DA-0

PRODUÇÃO DE PRÉ-FABRICADOS DE CONCRETO

Trabalho apresentado à disciplina


de Atividades Práticas
Supervisionadas como requisito a
nota do 6º semestre.

BRASÍLIA

2015/2
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 4
2. LAY – OUT GERAL (ARRANJO GERAL) DE INSTALAÇÕES DE UMA
FÁBRICA (MODELO) .................................................................................................. 5
3. TIPOS DE PRÉ-FÁBRICADOS ....................................................................... 5
4. ELEMENTOS PRÉ-FABRICADOS .................................................................. 6
5. PRODUÇÃO DE PRÉ-FÁBRICADOS DE CONCRETO .................................. 6
7.1 Etapas de produção ............................................................................... 6
7.2 Processo de fabricação ......................................................................... 7
7.3 Fôrmas ................................................................................................... 8
6. CUIDADOS NA PRODUÇÃO DE UMA FÁBRICA DE PRÉ-FABRICADOS .... 8
6.1 Fôrmas ................................................................................................... 9
6.2 Armaduras ............................................................................................. 9
6.3 Protensão ............................................................................................ 10
6.4 Concreto (Produção)............................................................................ 11
6.5 Concreto auto adensável ..................................................................... 11
6.6 Cura ..................................................................................................... 12
6.6.1 Tipos de cura .................................................................................. 12
6.7 Desforma ............................................................................................. 12
6.8 Desprotenção....................................................................................... 13
6.9 Acabamento ......................................................................................... 13
6.10 Qualidade (Cliente) .............................................................................. 13
6.11 Qualidade (Vida útil) ............................................................................ 14
7. DESCRIÇÃO DA SEQUÊNCIA DAS ETAPAS DE PRODUÇÃO DE UM
PILAR DE CONCRETO ARMADO ............................................................................ 14
7.1 Processo de produção de pilar ............................................................ 14
8. CONCLUSÕES ............................................................................................. 18
4

1. INTRODUÇÃO

O uso de concreto pré-moldado em edificações está amplamente


relacionado à uma forma de construir econômica, durável, estruturalmente
segura e com versatilidade arquitetônica. A indústria de pré-fabricados está
continuamente fazendo esforços para atender as demandas da sociedade, como
por exemplo: economia, eficiência, desempenho técnico, segurança, condições
favoráveis de trabalho e de sustentabilidade.
As estruturas pré-fabricadas bem como as pré-moldadas são ambas
produzidas da mesma maneira e fora da sua posição definitiva de utilização na
construção.
O elemento Pré-fabricado é um elemento pré-moldado produzido em
escala industrial, mesmo em instalações temporárias em canteiros de obra,
obedecendo a manuais e especificações técnicas, por pessoal treinado e
qualificado, sob condições rigorosas de controle de qualidade, inclusive em
laboratório, identificados individualmente ou por lote. Já o elemento Pré -moldado
é um elemento executado fora do local de utilização definitiva na estrutura,
produzido em condições menos rigorosas de controle de qualidade, mas sujeito
à inspeção do próprio construtor.
5

2. LAY – OUT GERAL (ARRANJO GERAL) DE INSTALAÇÕES DE UMA

FÁBRICA (MODELO)

Figura 1 – Instalações de uma fábrica de pré-fabricados

3. TIPOS DE PRÉ-FÁBRICADOS

As vantagens da construção utilizando concreto pré-fabricado em relações às


tradicionais são inúmeros, fator que faz desta aplicação tão difundida atualmente.
Uma das suas principais características está nos aspectos econômicos, devido à
considerável redução de custos que este sistema oferece. A facilidade de
construção torna todo o processo muito mais ágil, reduzindo os custos com mão-de-
obra, tanto pela facilidade de trabalho quanto pelo fato de despender menos tempo.
Outro ponto que gera economia é a redução de materiais desperdiçados, motivados
6

pelo perfeito encaixe das peças pré-fabricadas, reduzindo consideravelmente a


produção de resíduos nas obras.
As estruturas pré-fabricadas são constituídas por elementos que compõem
uma estrutura, tais como:
 Estrutura tipo Portal (Pórtico-Portal);
 Estrutura tipo Reticulada ou Esqueleto (Lajes, Pilares e Vigas);
 Estrutura tipo Painéis Portantes (Painel Portante);
 Obras de Infraestrutura:
 Passarelas, pontes e viadutos;
 Galerias, Túneis e Revestimentos;
 Barreiras sonoras;
 Dormentes, Infra Ferroviária.

4. ELEMENTOS PRÉ-FABRICADOS

Com este sistema construtivo as construções são rápidas, limpas e seguras,


com preços extremamente competitivos e com uma garantia de execução em prazos
estabelecidos.
Os elementos constituintes são: vigas, terças, pilares, lajes e Fundações.

5. PRODUÇÃO DE PRÉ-FÁBRICADOS DE CONCRETO

5.1 Etapas de produção

A fabricação de peças pré-moldadas segue um esquema de produção que


pode ser de três tipos: em linha, em linhas paralelas e em estrela. A diferença está
somente na disposição das matérias primas e em como cada etapa do processo
está disposta ao longo do percurso de produção (TEIXEIRA, 1986):
 Fábrica em linha: o sistema de produção começa no local de armazenagem dos
agregados. A quantidade necessária de material é retirada e transportada até o
local onde o concreto é preparado. Ao longo do trajeto, o cimento armazenado em
um silo é dosado por meio de balança. Todos os insumos são transportados até o
misturador, normalmente em pequenos volumes, para a preparação do concreto,
sendo a água adicionada nesta etapa. O transporte do concreto é feito geralmente
7

com carrinhos de mão até o local de aplicação. Esse processo é utilizado em


empresas de pré-fabricados de pequeno a médio porte, nos quais, quase todos os
materiais são medidos em volume.
 Fábrica em linhas paralelas: apresenta uma única diferença em relação à fábrica
em linha, qual seja: a armazenagem dos materiais é feita próxima à usina e em
paralelo. Esse processo é o mais utilizado sendo utilizado em empresas de pré-
fabricados de médio porte, que são a maioria. O transporte dos materiais é feito
muitas vezes com pás mecânicas ou até mesmo em equipamentos que controlam
os volumes.
 Fábrica em estrela: existe uma central eletrônica dosadora para a preparação do
concreto e todo o estoque fica em torno da central. É utilizada em grandes
empresas de pré-fabricados e todo o material é medido em peso. Os materiais são
transportados por correias, caçambas mecanizadas ou elevadores de carga.
Produzido o concreto, o mesmo é transportado por gruas ou outros elementos
mecânicos, até as formas nas quais as peças serão moldadas.
Após um período entre 12 às 24 horas, a peça entra na etapa de cura do
concreto que pode ser natural (ao ar livre), por aspersão de água, em ambiente
úmido, com imersão das peças em água, em vapor, termoelétrica, entre outros. Após
a cura as peças vão para estoque ou até mesmo para a obra caso haja necessidade
de montagem imediata da estrutura.

5.2 Processo de fabricação

A finalidade de fábricas de peças pré-fabricadas é produzir elementos com


qualidade controlada, com intervalo de confiança pré-estabelecido, cumprindo com
as prescrições e normas existentes quando se tratar de peças em série, ou então,
segundo as especificações do cliente, quando se tratar de peças especiais
fabricadas sob encomenda (TEIXEIRA, 1986).
Já para EL DEBS (2000), pré-fabricado é aquele executado em instalações
permanentes distantes da obra. A capacidade de produção da fábrica e a
produtividade do processo, que dependem principalmente dos investimentos em
formas e equipamentos, podem ser pequenas ou grandes. Nesse caso, deve-se
considerar a questão do transporte da fábrica até a obra, tanto no que se refere ao
custo dessa atividade como no que diz respeito à obediência aos gabaritos de
transporte e as facilidades de transporte.
8

Ainda, para EL DEBS (2000), os custos totais de fabricação devem possibilitar


a concorrência dos elementos pré-fabricados no mercado. Em termos de
disposições gerais, uma fábrica de pré-moldados deve ter a seguinte divisão:

 armazéns para agregados.


 armazéns ou silos para os aglomerantes.
 centrais de concreto.
 área para moldagem do concreto.
 área de cura das peças produzidas.
 dependências auxiliares.
 oficinas.

5.3 Fôrmas

São peças de formatos variados, utilizadas para a moldagem da peça de


concreto desejada. Conforme a necessidade de produção de peças pré-fabricadas,
o melhor formato e material para as formas devem ser escolhidos de maneira a
garantir fácil manejo, e maior rendimento. São o formato e o tipo de material da
forma que influenciam na qualidade final da peça pré-fabricada, por isso é preciso
ficar atento a cada detalhe (EL DEBS, 2000).

Para TEIXEIRA (1986) as formas devem cumprir as seguintes especificações:


 Permitir precisão de formas e dimensões, para que a peça tenha uma dimensão
média uniforme com o menor desvio padrão possível.
 Facilidade de preparo e facilidade de montagem de moldes por partes: deve ser
uma forma fácil de montar para receber o concreto e ao mesmo tempo possua
facilidade de desmontagem para a remoção do concreto. Esse fator é importante,
pois pode comprometer a qualidade da peça de concreto.
 Resistência mecânica para suportar o peso do concreto bem como a pressão extra
das etapas de vibração.
 Não reagir e absorver em grandes quantidades as películas desmoldantes e que
também não reagir com os compostos do concreto no estado fresco.
 Oferecer vedação, pois as formas necessariamente devem ser impermeáveis e
possuir o mínimo de juntas possíveis para que se tornem estanqueis.

6. CUIDADOS NA PRODUÇÃO DE UMA FÁBRICA DE PRÉ-FABRICADOS


9

6.1 Fôrmas

Características fundamentais visando assegurar aspectos dimensionais e


visuais (acabamentos das peças). Inspecionar nesta etapa de produção é
fundamental.

• Planicidade;

• Estanqueidade;

• Oxidação;

• Desalinhamento;

• Travamento;

• Inspeção Fôrmas.

Fôrmas de madeira ou aço

6.2 Armaduras
10

Central de armação

6.3 Protensão

Colocação dos cabos nas pistas


11

6.4 Concreto (Produção)

Na produção do concreto, alguns cuidados devem ser tomados para se obter


boa qualidade nas estruturas, nas seguintes etapas:

 Estocagem de agregados;
 Baias separadas;
 Sistema de drenagem (evitar empoçamento e contaminação dos agregados);
 Preferencialmente cobertos (quanto menos oscilar umidade melhor para o
concreto);
 Evitar descarregar diretamente no local da utilização (baia de descanso);
 Planejamento (volume, tipo, intervalo de tempo);
 Layout da fábrica (distâncias de transporte);
 Aceitação do concreto;
 Altura de lançamento;
 Adensamento adequado;
 Materiais componentes do concreto (qualificação, análise de recebimento,
armazenamento);
 Tabela de traços (dosagens experimentais);
 Aditivos/adições;
 Fator A/C;
 Correção de umidade;
 Resistência e durabilidade;
 Tempo de mistura;
 Misturadores (limpeza das hastes/facas).

6.5 Concreto auto adensável

Vantagens do concreto auto adensável:

 Excelente acabamento;
 Bombeamento a grandes distancias com maior velocidade;
 < Quantidade de MDO;
 < Quantidade de ruído;
 > Produtividade;
12

 > Segurança;
 > Adaptação para peças densamente armadas;
 > Adaptação a peças de geometria mais elaborada;
 > Durabilidade pela eliminação de falhas de concretagem.

6.6 Cura

A cura é o conjunto de procedimentos que visam impedir que as peças sofram


tensões durante o período em que ainda não atingiram resistência suficiente para
receber qualquer esforço, seja por movimentação, carga de qualquer espécie, perda
de água por evaporação ou mudanças de temperatura. Normal ou acelerada.

6.6.1 Tipos de cura

Cura acelerada: método onde o ambiente de cura é aquecido pela presença


de vapor, sendo este o processo mais adequado.
Neste processo, o ganho de resistência após o processo de cura é rápido e
elevado, o que permite a movimentação e transporte dos elementos pré-moldados
em tempo sensivelmente menor. Proporciona assim uma maior rotatividade no
estoque gerando ganhos de produtividade e espaço.
Cura natural: as peças são mantidas em local protegidas do sol e da
evaporação excessiva com temperaturas na ordem de 23°C e umidade relativa
acima de 90%. Em algumas situações as peças podem ser cobertas para acelerar o
processo.

6.7 Desforma

 Avaliação da resistência definida em projeto ou procedimento interno da


empresa aprovado pelo calculista;
 Desforma precoce gera deformações não previstas, mesmo no longo prazo;
fissuras e consequente perda de resistência e quebras;
13

 Eficiência do desmoldantes (aderência gera efeitos não desejáveis a estrutura


e estéticos);
 Dispositivos de içamento;

6.8 Desprotenção

 Resistência do concreto superior a 21 MPa;


 Transferência da carga do cabo a peça;
 Aguardar período de resfriamento quando utilizado cura à vapor;
 Corte dos cabos;
 Contra flechas.

6.9 Acabamento

Acabamento da peça

6.10 Qualidade (Cliente)

 Resistência estrutural adequada;


14

 Vida útil elevada;


 Ser funcional;
 Baixo custo de operação e manutenção.

6.11 Qualidade (Vida útil)

 Cobrimento;
 Consumo mínimo de concreto;
 Máximo fator A/C;
 Cura;
 Limitação de fissuras;
 Tipo de cimento.

7. DESCRIÇÃO DA SEQUÊNCIA DAS ETAPAS DE PRODUÇÃO DE UM

PILAR DE CONCRETO ARMADO

7.1 Processo de produção de pilar

 Corte e dobra

Corte e dobra dos Estribos


Corte do ferro para alça
Dobra do ferro para alça
Corte dos ferros da estrutura da peça
Dobra dos ferros da estrutura da peça
Corte e dobra dos estribos da cabeça
Corte dos ferros da cabeça
Dobra dos ferros da cabeça
Corte e dobra da armadura do consolo
 Armação

Medir o corpo da armadura


15

Marcar o corpo da armadura


Armar o corpo da armadura
Translado da armadura
 Concretagem

Abrir a fôrma
Limpeza grossa da fôrma
Limpeza média da fôrma
Limpeza básica da fôrma
Limpeza fina da fôrma
Limpeza fina da fôrma
Limpeza básica da fôrma
Medir a fôrma
Marcar a fôrma
Fixar partes da fôrma
Fechar a fôrma
Lubrificar a fôrma
Tirar o excesso de óleo da fôrma
Montagem da fôrma
Medir a madeira para forma de consolo
Marcar a madeira para forma de consolo
Corte da madeira para forma de consolo
Montagem da fôrma do consolo
Translado da armadura
Montagem do Tubo de AP
Cortar do Tubo de AP
Introdução do Tudo de AP na Armadura
Ajustagem da armadura na fôrma
Ajustagem da armadura na fôrma
Medição da armadura na fôrma
Medição da armadura na fôrma
Fixação de insertos
Fixação de calha ralf
Fixação do SPDA
16

Fixação dos pinos


Fixação da fôrma do consolo
Conferência
Conferência
Concretagem
Vibrar o concreto
Limpeza média da fôrma
Alisamento da peça
Alisamento da peça
Cura da peça
Retirar a fôrma do consolo
Abrir a fôrma
Translado da peça
 Consolo

Translado da peça
Medir a peça
Medir a peça
Marcar a peça
Quebrar a peça
Limpar o local
Levantar os ferros
Limpar o local
Fixar a armadura do consolo
Fixação da fôrma do consolo
Concretagem
Vibrar o concreto
Limpeza média da fôrma
Alisamento da peça
Alisamento da peça
Cura da peça
Retirar a fôrma do consolo
Girar a face da peça
Medir a peça
17

Medir a peça
Marcar a peça
Quebrar a peça
Limpar o local
Levantar os ferros
Limpar o local
Fixar a armadura do consolo
Fixação da fôrma do consolo
Concretagem
Tirar o ar do concreto
Limpeza média da fôrma
Alisamento da peça
Alisamento da peça
Cura da peça
Retirar a fôrma do consolo
 Acabamento

Translado da peça
Lixar a peça
Alisamento da peça
18

8. CONCLUSÕES

Podemos observar neste trabalho, que as estruturas pré-fabricadas são


produzidas com bastante controle tecnológico diferentemente das estruturas pré-
moldadas. Diante desse processo de produção, as estruturas conseguem atingir os
valores característicos calculados pelos projetistas.
Para a produção dos elementos estruturais como os pilares citados neste
trabalho, o processo é detalhado em etapas divididas de atividades.
Para a obtenção dos resultados esperados, após o controle dos materiais
constituintes para a produção, é preciso obter suas respectivas dosagens
especificadas em projeto.
19

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9062/2006: Projeto e


execução de concreto pré-moldado. Rio de Janeiro, 2006.

Manual de dosagem e controle de concreto – Paulo Helene / Paulo Terzian

Revista Ibracon. Pré-fabricados de concreto: Rapidez, economia e sustentabilidade


na construção. Ed. 43 jun. jul. e Agosto de 2006.

Site ABCIC: www.abcic.org.br

Site ABCP: www.abcp.org.br