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INQUÉRITO TÉCNICO

Condições e requisitos para a elaboração de Inquéritos Técnicos:

1. Regumentado pela Nota de Instrução Logística, Patrimônio e Orçamento nº 014.2;


2. Visa estabelecer normas administrativas para apuração, responsabilização, defesa e
ressarcimento ao erário quando da ocorrência de dano, furto, roubo ou extravio de bens integrantes do
patrimônio da Brigada Militar, sejam permanentes, de motomecanização, de material bélico, de tecnologia
da informação e comunicação ou semoventes, bem como os locados ou sob a responsabilidade da Brigada
Militar;
3. Atenção: A partir de 1° de janeiro de 2015, as portarias de Inquéritos Técnicos
deverão ser requeridas diretamente ao DLP pelos contatos disponibilizados no final deste documento;
4. O Inquérito Técnico não exclui a apuração de responsabilidades através de
Sindicâncias Policiais Militares, Inquéritos Policiais Militares ou PADM, conforme legislações pertinentes
a cada caso, mas atua de forma concomitante e complementar;
5. Guiar todos os Processos dirigidos a este Departamento através do Sistema de
Protocolo Integrado (SPI), constando etiqueta na capa, o nº do processo nas páginas, sendo todas
devidamente numeradas e rubricadas, conforme estabelece o Dec 43.803, de 20 de maio 2005, Instrução
Normativa da CAGE nº 02 de 12 de Dezembro de 2007 – sendo vedada a tramitação de expedientes com
capas em folhas de oficio ou dilacerados e citando-os quando demandarem alguma solicitação;
6. Toda e qualquer consulta a Processos de Inquéritos Técnicos devem ser solicitados
através do número do Processo cadastrado pelo Sistema de Protocolo Integrado (SPI), uma vez que, em
muitos casos o bem passou por mais de um sinistro o que dificulta a busca;
7. Nos Inquéritos Técnicos que envolvam danos a viaturas deverá ser quantificado
monetariamente o valor venal do bem, anexando cópia da consulta a ser realizada através do Site da
Fundação Instituto de Pesquisa e Estatística (FIPE);
8. Observar a falta de numeração e rubrica nas folhas, duplicidade na numeração, falta
de despacho e ou assinatura da autoridade competente;
9. Sempre que forem utilizadas, na instrução do Inquérito Técnico, cópias dos termos
de declarações produzidos em IPMs, Sindicâncias ou outros procedimentos, mantendo atenção para
somente reproduzir cópias das partes indispensáveis a instrução do feito, deixando de anexar reprodução
estranha ao IT;
10. Portaria de nomeação do encarregado sendo presidido (elaborado) por oficial
subaltermo ou intermediário ou, em razão de fundada necessidade, por oficial superior;
11. Parte de comunicação do fato ou outro documento que o tenha motivado;

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12. Ficha de Acidente com Levantamento Topométrico do Local, onde o encarregado
deverá fazer constar todos os dados imprescindíveis à elucidação dos fatos, tais como: velocidades,
distâncias, obstáculos, posições finais, entre outros;
13. Levantamento fotográfico do local dos fatos, do acidente, sinistro, dos danos e outro
julgado oportuno;
14. Parecer Técnico, Auto de Avaliação do Bem ou Auto de Avaliação Indireta do Bem
quando necessário por órgão técnico competente ou devidamente habilitado e documentado;
15. Quando o Parecer Técnico não for realizado pelo Centro de Motomecanização da
Brigada Militar (CMM) deverá constar, obrigatoriamente, a comprovação da qualificação Técnica do perito
nomeado, acostando documentação;
16. Cópia do BI que autorizou o Servidor a conduzir VTR oficial;
17. 03 (três) orçamentos relativos às despesas de recuperação ou reposição de bem
patrimonial da Brigada Militar objeto de dano, furto roubo ou extravio, exceto se tratando de aeronaves,
onde deverão ser realizados os serviços em empresa devidamente homologado pela ANAC. Cuidado
especial deverá ser destinado às viaturas da Brigada Militar, bem como a todos os veículos eventualmente
envolvidos em acidentes (veículos não pertencentes à Brigada Militar), uma vez que os orçamentos
servirão de base para a indicação das despesas de recuperação e/ou Auto de Avaliação, bem como serão
indispensáveis para instruir a PGE em caso de ação contra o Estado;
18. Quando o conserto há bens pertencentes à Brigada Militar resultar em ônus para o
Estado deverá, obrigatoriamente, ser acostado ao feito notas de empenho/fiscais utilizadas no conserto;
19. Três orçamentos relativos às despesas de recuperação ou reposição dos danos em
veículos civis envolvidos em ocorrências de trânsitos com viaturas da BM ;
20. Definição obrigatória das causas dos danos (Técnicas, Pessoais ou Decorrentes de
Causas Fortuitas ou de Força Maior);
21. Atribuição e indicação de responsabilidade pelo dano, furto, roubo ou extravio;
22. Valor do menor orçamento dos prejuízos causados;
23. Imputação dos prejuízos;
24. Destino a ser dado ao bem (conserto ou descarga);
25. Informar se o bem patrimonial foi recuperado, as origens do recurso e se importou
em ônus para o Estado, bem como as condições do bem patrimonial após conserto (acostando notas de
empenho/fiscais);
26. Termo de Responsabilidade (termo de acordo extrajudicial);
27. Havendo a imputação de responsabilidade e aceitação por parte do responsável,
juntar cópia do Termo de Acordo Extrajudicial, bem como, dos comprovantes de depósitos na Conta FESP
BM Ag.BANRISUL n° 0051, CC n° 03058424-03;

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28. Se a autoridade competente verificar que o Parecer Técnico se posicionou pela perda
total do bem e sua conseqüente irrecuperabilidade e não tendo este sido elaborado em um dos Centros
Técnicos do DLP (CMM, CInt e CMB) ou DI, solicitará a um destes a elaboração de um novo Parecer
Técnico;
29. Deverá ser anexada ao processo cópia de guias de eventuais recolhimentos efetuados
ao erário, Conta Fesp;
30. Deverá constar o material necessário, item por item, contendo o nome correto,
quantidade, valor e o total para recuperação do bem;
31. Ficha de serviço de manutenções;
32. Cópia da CNH e RG dos condutores (civis e militares) envolvidos no acidente e
cópia do comprovante de residência do civil, sendo que se este for residente em outro Estado da Federação
e não possuir tal comprovante deverá formalizar declaração de residência;
33. Outros documentos considerados necessários para a elucidação, tais como
Documentos de Atendimento de Ocorrência (BA, BO-COP, BO-TC);
34. Ressalto que os modelos necessários para elaboração de Inquéritos Técnicos
encontram-se disponíveis nos anexos da Nota de Instrução 14.2/LPO/2012 e podem ser visualizados na
página de legislação da PM-3 (NI Temáticas – Logística, Patrimônio e Orçamento) (não confundir com
PAD).

PROCESSO ADMINISTRATIVO DE DEFESA EM INQUÉRITO TÉCNICO (PADIT).

1. Quando a responsabilização pelo dano, furto, roubo ou extravio de bens patrimoniais


da BM recair sobre Policiais Militares que não aceitem espontaneamente o acordo extrajudicial de
cobrança amigável solicito que V. Sª adote medidas administrativas, conforme disposto na NI LPO
014.2/2012, no sentido de oferecer ao Militar a possibilidade do exercício do contraditório e da ampla
defesa previstos no inciso LV, art 5º da Constituição Federal de 1988, no que se refere ao fato de ter sido
considerado culpado e responsável pelos danos em bens patrimoniais e negar-se a firmar acordo
extrajudicial de ressarcimento ao erário;
2. Este procedimento encontra-se regulado na NI LPO nº 014.2/LPO/212, através do
PADIT (Processo Administrativo de Defesa em Inquérito Técnico) isso constitui no instrumento obrigatório
para fins de análise em caso de eventual cobrança administrativa compulsória ou encaminhamento
Procuradoria Geral do Estado;
3. O Procedimento deverá ser instaurado com a nomeação de um Oficial encarregado, o
qual cientificará o acusado do fato mediante a apresentação de Portaria para defesa em Inquérito Técnico, a

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ser formulada com base na Decisão de Primeiro Grau Administrativo ou com base na Decisão de Segundo
Grau Administrativo, podendo ser disponibilizado o próprio Inquérito Técnico para fins de análise e defesa;
4. Deverá ser fixado prazo de cinco dias úteis para a defesa, findo o qual o encarregado
deverá encaminhar ao Comandante que Decidiu o IT, para que este avalie a defesa apresentada e emita a
sua decisão na solução do IT, para posterior remessa ao DLP, órgão de Segundo Grau de Decisão;
5. É imprescindível que o ME responsabilizado na Decisão do PADIT seja notificado
para que, querendo, possa apresentar Recurso ao Diretor do DLP;
6. Nas Portarias de PADIT onde o Diretor do DLP é a autoridade Processante, estes
serão instruídos e Decididos por esta autoridade, cabendo ao Comando da origem do dano, apenas designar
oficial encarregado para realizar as Diligencias complementares requeridas.

FICHA RESUMO DE INQUÉRITO TÉCNICO

Comando:
OPM:
SPI e n° Fls
Encarregado:
Parecer Técnico/Auto de avaliação direto/indireto:

Das causas que originaram os danos ao patrimônio da Brigada Militar (Posicionamento obrigatório do
encarregado do IT e na Decisão de 1°: causa técnica, causa pessoal inerente, causa pessoal
responsabilizável ou causa fortuita/força maior)

TÉCNICAS - Inerentes a defeitos do material, alheias à responsabilidade do operador ou do pessoal


encarregado pela manutenção, tais como:
(1) Defeitos de fabricação de peças, conjuntos ou órgãos, desde que não tenham sido constatados
anteriormente;
(2) Defeitos de natureza imprevisível ou inevitável em peças, conjuntos ou órgãos;
(3) Ruptura, quebra, afrouxamento ou perda de qualquer peça, quando imprevisível.

(B)PESSOAIS:
(1) INERENTES À PROFISSÃO:
(a) Danos resultantes de fatos ocorridos na manutenção da ordem pública ou calamidade pública,
decorrentes de circunstâncias alheias à vontade do policial militar ou por autoria indeterminada de

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terceiros, desde que obedecidas as normas legais, os procedimentos técnicos estabelecidos pela Instituição
e eventuais ordens internas em vigor;
(b) Dano, roubo ou furto de bem, dentro do aquartelamento, sem autoria determinada ou em circunstâncias
em que não seja possível a cobrança, desde que, comprovadamente isente de responsabilidade o detentor da
carga ou quem tinha o dever de zelar por sua guarda;
(c) Circunstâncias de extrema complexidade, inesperado, em que o operador ou responsável não tenha
contribuído para a ocorrência do dano ao patrimônio da Brigada Militar com dolo ou culpa e para as quais
não se poderia exigir conduta diversa de sua parte.

(2)RESPONSABILIZÁVEIS: Em decorrência da responsabilidade do(s) operador(es), do(s)


responsável(is) pela manutenção, do comandante, chefe ou diretor, de suas assessorias, de comandantes
imediatos ou do encarregado da sua guarda, bem como de terceiros, nas seguintes circunstâncias:
(a) Dolo ou culpa (imperícia, imprudência ou negligência);
(b) Deficiência de manutenção de qualquer escalão (por falta de suprimento, de planejamento ou de ação de
comando);
(c) Utilização de qualquer material que apresente defeito proibitivo, tecnicamente;
(d) Infringência aos procedimentos técnicos e às normas legais em vigor;
(e) Falta de habilitação específica para sua operação;
(f) Responsabilidade de terceiros no dano com autoria determinada;
(g) Falta de cuidado na guarda, controle ou conferência periódica do material;
(h) Deixar de adotar medidas preventivas necessárias ao perfeito funcionamento e uso dos bens;
(i) Dano, furto, roubo ou extravio de bens patrimoniais, decorrentes da ação de terceiros não identificados,
mesmo que o Militar Estadual não tenha contribuído com ação ou omissão, mas tinha o dever de zelar pela
sua guarda.

(C) DECORRENTES DE CAUSAS FORTUITAS OU DE FORÇA MAIOR: Decorrentes de causas


previsíveis ou imprevisíveis, ambas de caráter irresistível quando incluírem situações tais como:
(a) Incêndio, desmoronamento, inundação, submersão, tormenta, terremoto e sinistros terrestres, aéreos,
fluviais e marítimos, e outros eventos da natureza semelhantes;
(b) Estragos produzidos por animais daninhos;
(c) Epidemias e moléstias contagiosas

RESPONSABILIZADO:
Se Militar: Providências: acordo ou PADIT
Se Civil: Providências: Acordo e recolher comprovantes de depósitos.
Apontar Valor do dano em R$

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Informar se houve Conserto: sim/não
Informar se houve ônus ao erário: sim (acostar notas fiscais/empenho).

Para maiores informações, referente à confecção do ITPM, pode ser efetuado contato
com a Divisão de Inquérito Técnico (DLP-DIT), através dos telefones:
(51) 3288 3160;
(51) 32883161;
Ou através do email: dlp-dit@BM.rs.gov.br

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