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Os benefícios do Método Pilates na lombalgia


Márcia Cristina Silva de Sousa 1
marciasousa.fisio@gmail.com
Flaviano Gonçalves Lopes de Souza2
Pós-Graduação em Fisioterapia em Traumato-Ortopedia com ênfase em terapia manual_ Faculdade de Faserra

Resumo
A pesquisa refere-se aos benefícios do método pilates na lombalgia. A ocorrência de dores na
coluna vertebral constitui-se num problema grave, pois atinge grande parte da população
mundial - 60 a 80% dos indivíduos têm ou terão dor na coluna vertebral. Dentre as diversas
síndromes dolorosas, destacam-se as algias vertebrais, que acometem milhões de indivíduos,
sendo um dos principais incômodos da população, com uma prevalência maior de
lombalgias, que são observadas em 70% dos brasileiros. O método Pilates vem sendo
utilizado no tratamento de patologias relacionadas à coluna vertebral, trazendo entre outros
benefícios a melhora das funções e da dor do paciente. Trata-se de uma revisão literária.
Foram incluídos estudos que demonstrassem os benefícios do Método Pilates na lombalgia
publicados entre 2007 a 2017 consultados no período de janeiro a março de 2017. Este
trabalho teve como objetivo abordar os benefícios do método Pilates na lombalgia. Como
benefícios temos: melhora a estabilidade da musculatura postural e a resistência do assoalho
pélvico; otimização da circulação, em especial a do abdômen, pois todos os movimentos são
iniciados a partir dos músculos abdominais; melhora do desempenho físico, saúde e bem
estar geral. Além disto, os movimentos calmos, controlados e fluidos dos exercícios
promovem relaxamento.

Palavras-chave: Dor. Exercícios. Fisioterapia.

1. Introdução
A ocorrência de dores na coluna vertebral constitui-se num problema grave, pois
atinge grande parte da população mundial - 60 a 80% dos indivíduos têm ou terão dor na
coluna vertebral e diversos estudos apontaram que em alguma fase da vida, 70 a 85 % de
todas as pessoas do mundo sofreram um episódio de dor lombar1.
Dentre as diversas síndromes dolorosas, destacam-se as algias vertebrais, que
acometem milhões de indivíduos, sendo um dos principais incômodos da população, com uma
prevalência maior de lombalgias, que são observadas em 70% dos brasileiros, as quais podem
estar relacionadas com a má postura ou com hérnias discais1.
A região lombar da coluna vertebral desempenha um papel fundamental na
acomodação de cargas decorrentes do peso corporal, da ação muscular e das forças aplicadas
externamente. Esta região deve realizar a função de ser forte e rígida, especialmente quando
sob carga, para manter as relações anatômicas intervertebrais e proteger os elementos
neurais2.

__________________________________________________________________________________________________________________________________
1
Pós graduanda em Fisioterapia em Traumato-Ortopedia com ênfase em terapia manual e graduado em
Fisioterapia.
2
Graduado em Fisioterapia e Pós Graduado em Cardiorrespiratória.
2

Segundo Almeida et al., (2008)2 em contraposição, ela deve ser flexível, para
permitir o movimento. A capacidade de envolver essas duas funções é adquirida através de
mecanismos que garantem a manutenção do alinhamento vertebral. Quando estes
mecanismos se encontram em desequilíbrio, é produzida a instabilidade lombar.
Lombalgia é usualmente definida como dor localizada abaixo da margem das últimas
costelas (margem costal) e acima das linhas glúteas inferiores com ou sem dor nos membros
inferiores [...]
[...] São locais para origem de lombalgia: disco intervertebral, articulação facetária,
articulação sacroilíaca, músculos, fáscias, ossos, nervos e meninges. São causas de
lombalgia: hérnia de disco, osteoartrose, síndrome miofascial, espondilolistese,
espondilite anquilosante, artrite reumatoide, fibrose, aracnoidite, tumor e infecção. O
número de doenças da coluna vertebral é muito amplo, porém o grupo principal de
afecções está relacionado a posturas e movimentos corporais inadequados e às
condições do trabalho capazes de produzir impacto à coluna3.

O método Pilates vem sendo utilizado no tratamento de patologias relacionadas à


coluna vertebral, trazendo entre outros benefícios a melhora das funções e da dor do paciente.
Por meio de exercícios é possível proporcionar aumento da força dos músculos
estabilizadores da coluna, melhora da flexibilidade da cadeia posterior e maior resistência
muscular do corpo como um todo. Estes são fatores importantes a serem recuperados em
pacientes com patologias na coluna4.
Diante desta premissa, esse estudo busca subsídios teóricos para nortear os processos
de intervenção fisioterapêutica com ênfase no Método Pilates, para que seja realizada de
forma segura e efetiva, evidenciando nesse contexto, os benefícios do Método Pilates na
lombalgia, haja vista que, é de grande interesse a busca da melhoria da qualidade de vida
desses pacientes.

2. Fundamentação teórica

2.1 Anatomia da coluna vertebral


Um ponto a ser levado em consideração, devido sua importância quanto ao
diagnostico e tratamento é o conhecimento preciso da anatomia da coluna vertebral e sua
função. A função primária da coluna vertebral é dotar o corpo de rigidez longitudinal,
permitindo movimento entre suas partes. Secundariamente, constitui uma base firme para
sustentação de estruturas anatômicas contíguas, como costelas e músculos abdominais,
permitindo a manutenção de cavidades corporais com forma e tamanho relativamente
constantes5.
3

A coluna vertebral é uma estrutura flexível composta por 33 vértebras, localizadas


em regiões distintas, a saber, região Cervical, Região Torácica ou Dorsal, Região Lombar e
Região Sacro e cóccix. Verificam-se as curvaturas que a coluna vertebral apresenta, quando
vista lateralmente: A Lordose Cervical, a Cifose Dorsal e a Lordose Lombar. - Cervical:
constitui o esqueleto axial do pescoço e suporte da cabeça. - Torácica: suporta a cavidade
torácica. - Lombar: suporta a cavidade abdominal e permite mobilidade entre a parte torácica
do tronco e a pelve. - Sacral: une a coluna vertebral à cintura pélvica. - Coccigea: é uma
estrutura rudimentar em humanos, mas possui função no suporte do assoalho pélvico5.

2.2 Coluna lombar


A coluna lombar é articulada por unidades hidráulicas superpostas interdependentes,
carregada excentricamente e capaz de suportar grandes pesos. Cada unidade funcional é
composta por dois segmentos: o anterior, que contém dois corpos vertebrais sobrepostos um
ao outro, separados por um "disco" e o segmento posterior, composto por duas articulações. O
segmento anterior é uma estrutura de sustentação, suporte de peso e amortecedora de choques,
enquanto o segmento posterior é apenas uma guia direcional que não suporta peso6.
A coluna tem a capacidade de realizar estes movimentos porque existem os
ligamentos e a estrutura muscular que a circundam. Os ligamentos são úteis para a função
de evitar a separação das vértebras, estabilizando a coluna e protegendo as estruturas
subjacentes. Estes podem ser uma fonte de dor local porque são altamente enervados. A
musculatura produz e controla os movimentos vertebrais7.

Fonte: http://www.auladeanatomia.com/sistemamuscular/dorso.htm
Figura 1: Coluna Lombar e Sacro
4

De acordo com Gouveia e Gouveia (2008)8, os músculos do tronco são divididos em


dois grupos: os músculos profundos, que são os oblíquos internos, o transverso abdominal e
os multífidos; e os músculos superficiais, que são os oblíquos externos, os eretores espinhais e
o reto abdominal. Todas essas musculaturas citadas acima, de uma forma geral, contribuem
para o suporte da coluna vertebral e da pelve. Porém, especificamente, os músculos
abdominais possuem um importante papel na estabilização da coluna lombar e da cintura
pélvica.
O músculo reto abdominal é o principal flexor do tronco; os músculos oblíquos
internos e externos, além de participarem da flexão, têm funções, de acordo com a orientação
de suas fibras, de rotação, inclinação lateral e estabilidade durante o exercício abdominal. O
músculo transverso do abdome é circunferencial, localizado profundamente e possui inserções
na fáscia tóraco-lombar, na bainha do reto do abdome, no diafragma, na crista ilíaca e nas seis
superfícies costais inferiores. Por conta das suas características anatômicas, como a
distribuição de seus tipos de fibras, sua relação com os sistemas fasciais, sua localização
profunda e sua possível atividade contra as forças gravitacionais durante a postura estática e a
marcha, possui uma pequena participação nos movimentos, sendo um músculo
preferencialmente estabilizador da coluna lombar8.
Os músculos pequenos e profundos, fixos aos elementos posteriores controlam os
movimentos entre os segmentos, fornecendo a estabilidade necessária para os músculos
maiores e superficiais que produzem os movimentos globais da coluna. Os extensores
do dorso estão situados mais ao menos longitudinalmente e em contração, eles exercem uma
força compressiva sobre os discos aumentando a pressão intradiscal em proporção com a
força de sua contração. Estes podem encurtar-se e contrairse em resposta a uma disfunção
vertebral que consequentemente inibe e enfraquece reciprocamente os abdominais. Os
músculos abdominais, localizados anterolateralmente possuem um papel indispensável na
mecânica vertebral7.

2.2.1 Estabilidade da coluna lombar


Segundo França, Clarete e Marques (2008)9, a estabilidade da coluna decorre da
interação de três sistemas: passivo, ativo e neural. O sistema passivo compõe-se das vértebras,
discos intervertebrais, articulações e ligamentos, que fornecem a maior parte da estabilidade
pela limitação passiva no final do movimento. O segundo, ativo, constitui-se dos músculos e
tendões, que fornecem suporte e rigidez no nível intervertebral, para sustentar forças
5

exercidas no dia-a-dia. Em situações normais, apenas uma pequena quantidade de co-ativação


muscular, cerca de 10% da contração máxima, é necessária para a estabilidade.
Em um segmento lesado pela frouxidão ligamentar ou pela lesão discal, um pouco
mais de co-ativação pode ser necessária. O último sistema, o neural, é composto pelos
sistemas nervosos central e periférico, que coordenam a atividade muscular em resposta a
forças esperadas ou não, fornecendo assim estabilidade dinâmica. Esse sistema deve ativar os
músculos corretos no tempo certo, para proteger a coluna de lesões e permitir o movimento9.
A estabilidade da cintura pélvica e da coluna lombar tem grande importância no
equilíbrio do corpo como um todo. A pelve é o berço do centro de gravidade corporal e todo o
peso dos membros superiores, tronco e cabeça é transmitido para os segmentos inferiores por
meio desta região. E junto a ela a coluna lombar que é a principal região do corpo responsável
pela sustentação das cargas ascendentes. Sendo assim, podemos pensar que a sobrecargas
impostas nesta região, propicia micro lesões e até mesmo desgaste articular10.

2.3 Lombalgia
A dor segundo a IASP (Associação Internacional de Estudo da Dor) em geral se traduz
por uma “experiência sensorial e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão
real ou potencial dos tecidos, ou descrita em tais termos”. Geralmente, é responsável por parte
significativa da demanda aos serviços de saúde e constitui-se em fenômeno multidimensional,
que envolve processos psicossociais, comportamentais e fisiopatológicos. As dores lombares,
em especial, atingem níveis epidêmicos na população mundial11.
Estimativas mostram que cerca de 70 a 85% de toda a população mundial irá sentir dor
lombar em alguma época de sua vida. Quando essas dores têm duração superior a seis meses,
caracterizam-se como dor crônica, determinando elevados custos ao sistema de saúde e
afetando vários segmentos sociais e econômicos. Diversos fatores têm sido associados à
presença de dor lombar crônica, como a idade, sexo, tabagismo, alcoolismo, peso corporal,
classe social, nível de escolaridade, prática de atividade física e atividades laborais11.
Citam-se como causas processos degenerativos, inflamatórios e alterações congênitas
e mecânico-posturais. Estas últimas são responsáveis por grande parte das dores. Nelas ocorre
um desequilíbrio entre a carga funcional (esforço requerido para atividades do trabalho e da
vida diária) e a capacidade funcional, que é o potencial para a execução9.
Existem várias causas de lombalgia, dentre as quais podemos citar12:
6

 A dor lombar crônica de causa vascular é infrequente e normalmente é relacionada


com aneurismas aortoilíacos, sendo a isquemia da musculatura paravertebral sua mais
provável causa.
 No grupo das artrites degenerativas, que causam dor lombar, incluem-se a osteoartrose
clássica que ocorre nas facetas articulares e a hiperostose esquelética idiopática difusa
(doença de Forestier). Em ambas o processo degenerativo articular está presente,
cursam com rigidez matinal moderada e respondem bem ao uso de anti-inflamatórios
não esteroidais (AINH).
 No grupo dos reumatismos de partes moles, encontramos a fibromialgia e a síndrome
dolorosa miofascial. A fibromialgia é mais comum em mulheres, após os trinta anos
de idade; caracteriza-se por dores difusas pelo corpo, em pontos específicos. Quase
sempre vem acompanhada da síndrome da fadiga crônica, de depressão e distúrbios do
sono.
 Várias são as doenças ginecológicas que podem cursar com lombalgia e/ ou ciatalgia.
Os tumores pélvicos primários e as metástases podem dar dor por invasão óssea.

2.4 Tratamento Fisioterapêutico


Para a maioria dos problemas que acometem a coluna lombar é importante que se
consiga uma história clínica completa e que seja estabelecido um diagnóstico fidedigno. Por
essa razão é que se toma essencial a capacidade do fisioterapeuta em realizar uma avaliação
completa não somente da área dolorosa, como também e, principalmente, dos sintomas
relatados pelo paciente e fazer a diferenciação da origem de várias patologias. O tratamento
conservador como a fisioterapia, tratamento medicamentoso e outras atividades que agem
sobre a causa da dor devem ser oferecidos antes que seja considerada qualquer outra
intervenção, respeitando a gravidade da lesão13.
A eletroterapia, termoterapiae fototerapiasão utilizadas a fim de reduzir as algias
através da aceleração da cicatrização, melhora de oxigenação, diminuição de espasmo
muscular, modulação da dor, diminuição do processo inflamatório entre outros efeitos. Em
relação à utilização do ultra-som sobre o acoplamento escolhido e a aferição Atingira devido a
um decréscimo de energia emitida. O TENS (Transcutaneous Eletrical Nerve Stimulation) é o
principal recurso fisioterapêutico usado para provocaranalgesia, em particular na lombalgia
por hérnia de disco, já que envolve a medula espinhal diretamente, onde pêlos nervos
periféricos a estimulação por eletrodos ocorre14.
7

Os exercícios (cinesioterapia) como parte do aquecimento, alongamento e


fortalecimento muscular estimulam a produção de hormônios adrenocorticotrópico (ACTH),
tiroxina, betaendorfina e esteróides que ajudam no controle e melhora da dor. Além disso,
condiciona o corpo a uma melhor postura, estabilizando a coluna e proporcionando equilíbrio,
sem forçar suas estruturas15.
A hidroterapia proporciona vários benefícios a pacientes que apresentam lombalgia,
pois além das propriedades físicas da água contribuir com a aplicação terapêutica, o mais
importante é ser possível a intervenção precoce, já que na fase aguda da patologia os
exercícios em terra não são toleráveis por aumentar as cargas compressivas na coluna. Na
água essas forças são reduzidas; há diminuição do espasmo muscular e da dor devido ao calor
da água, aumentando o aporte sanguíneo e oxigênio para os tecidos lesados; facilita a
movimentação do tronco e membros, além de ser prazeroso16.

3. Metodologia
Trata-se de uma revisão literária de bibliografias publicadas nas bases de dados
Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde (Lilacs). Foram utilizados os descritores: Dor. Exercícios. Fisioterapia.
Foram incluídos estudos que demonstrassem os benefícios do Método Pilates na
lombalgia, no idioma português ou que contribuíssem para o objetivo do presente estudo,
publicados entre 2007 a 2017 consultados no período de janeiro a março de 2017. Foram
excluídos os estudos que não atendiam ao período do estudo e publicações que não tratavam
de pesquisa científica. Não foram restringidos tipos de estudos, se observacional ou
experimental.
E para atender aos objetivos da pesquisa, foram selecionados 40 artigos para compor o
trabalho, sendo que 20 foram incluídos por cumprirem as exigências dos fatores de inclusão,
sendo avaliados ainda quanto à qualidade metodológica e científica. A análise iniciou pela
leitura de todos os títulos e resumos dos artigos para excluir aqueles que não tratavam do tema
em questão e após esta etapa foram obtidos os artigos para a leitura completa para a análise
dos principais resultados encontrados e conclusões dos autores.

4. Resultados e Discussão
Pode-se observar de acordo com os autores que a incapacidade de estabilização da
coluna vertebral causada pelo desequilíbrio entre a função dos músculos extensores e flexores
do tronco é um importante fator para o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar,
8

diante disto Rossi (2011)17, descreve que o método Pilates tem sua importância no tratamento
das lombalgias pelo fortalecimento do músculo transverso do abdominal (foco de atuação do
Método), que tem a função de estabilização da coluna vertebral, tendo em vista que os
quadros de lombalgia podem ter relação com fraqueza abdominal, comprometendo a
funcionalidade e a qualidade de vida do indivíduo, podendo contribuir para a diminuição da
dor.
Com o aumento da flexibilidade muscular, os exercícios podem ser executados com
maior amplitude de movimento, com maior facilidade, fluidez e eficácia, sendo que a falta de
flexibilidade também causa dores, desconfortos e limitações articulares, logo se acredita que o
método contribui muito para o alívio da dor lombar, pois a melhora da flexibilidade é um dos
seus benefícios17.
Conceição e Mergener (2012)18 corroboram com o estudo acima ao relatar que dentre
as formas de treinamento contra resistência, o método Pilates surge como forma de
condicionamento físico para proporcionar bem estar ao indivíduo, proporcionando força,
flexibilidade, boa postura, controle, consciência e percepção do movimento. Os exercícios do
método Pilates são, na sua maioria, executados na posição deitada, com diminuição do
impacto nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e, principalmente, na
coluna vertebral.
Há controvérsias quanto ao tempo necessário de prática do método Pilates para
promover relação equilibrada dos agonistas e antagonistas da coluna lombar. Alguns estudos
sugerem que são necessários pelo menos seis meses de tratamento para alívio da dor lombar,
porém outro estudo demonstrou que o Pilates é efetivo no tratamento de indivíduos com dor
lombar crônica, sendo necessários apenas quatro semanas para redução da intensidade da dor.
Os autores concluíram em seu estudo que foram necessários três meses para proporcionar
bom controle da lombalgia com 7 pacientes do sexo feminino, com idade entre 18 e 50 anos,
com diagnóstico clínico de lombalgia crônica18.
Segundo Vieira e Fleck (2013)19 muitas das causas da lombalgia ainda são
desconhecidas, os indivíduos com dor crônica procuram alternativas para alívio da dor. O
Pilates é um método procurado e indicado, pois traz benefícios como o condicionamento
físico que fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a
mobilidade das articulações. Os movimentos são realizados utilizando seus princípios, que
são: concentração, centralização, fluidez, respiração, precisão, controle, consciência corporal
e relaxamento, buscando desenvolver o equilíbrio musculoesquelético, a respiração
apropriada e o alinhamento postural.
9

Os movimentos são realizados sem pressa e com muito controle para evitar estresse,
pode ser trabalhado em aparelhos ou no solo (o chamado MatPilates). O Método Pilates surge
como uma forma de manter o corpo ativo, realizando uma atividade física regular,
proporcionando bem-estar geral ao indivíduo, melhorando a força, a flexibilidade, a postura, o
controle motor, bem como a consciência e a percepção corporal19.
De acordo com Scipiao e Silva (2014)20, pode-se perceber que as dores nas costas
representam, portanto, queixa relevante, quanto pela intensidade da dor e desconforto
provocado, além de influenciar de modo negativo a qualidade do sono, disposição física,
desempenho no trabalho, vida social, atividades domésticas e lazer. Esta realidade coloca a
necessidade de tratamentos adequados para a dor lombar. Assim, as medidas de alívio viáveis
nesse período requerem primeiramente a valorização de ações como a aquisição de novos
hábitos posturais, a adequação dos ambientes de trabalho, e o uso de exercícios terapêuticos
específicos.
Partindo desse pressuposto, a relevância do método Pilates, que desponta como um
programa de exercícios extremamente seguro e eficaz que pode ser utilizado. Como
benefícios temos: melhora a estabilidade da musculatura postural e a resistência do assoalho
pélvico; otimização da circulação, em especial a do abdômen, pois todos os movimentos são
iniciados a partir dos músculos abdominais; melhora do desempenho físico, saúde e bem estar
geral. Além disto, os movimentos calmos, controlados e fluidos dos exercícios promovem
relaxamento20.

5. Conclusão
A partir das informações citadas acima, o método Pilates tem sua importância no
tratamento das lombalgias pelo fortalecimento dos músculos abdominais e aumento da
flexibilidade muscular, logo se acredita que o método contribui muito para o alívio da dor
lombar, pois a melhora da flexibilidade é um dos seus benefícios. Os movimentos são
realizados utilizando seus princípios, que são: concentração, centralização, fluidez, respiração,
precisão, controle, consciência corporal e relaxamento, buscando desenvolver o equilíbrio
musculoesquelético, a respiração apropriada e o alinhamento postural.
Os atores citados acima relatam ainda que os movimentos são realizados sem pressa e
com muito controle para evitar estresse, pode ser trabalhado em aparelhos ou no solo (o
chamado MatPilates). O Método Pilates surge como uma forma de manter o corpo ativo,
realizando uma atividade física regular, proporcionando bem-estar geral ao indivíduo,
10

melhorando a força, a flexibilidade, a postura, o controle motor, bem como a consciência e a


percepção corporal.
Este trabalho teve como objetivo abordar os benefícios do método Pilates na
lombalgia. Como benefícios temos: melhora a estabilidade da musculatura postural e a
resistência do assoalho pélvico; otimização da circulação, em especial a do abdômen, pois
todos os movimentos são iniciados a partir dos músculos abdominais; melhora do
desempenho físico, saúde e bem estar geral. Além disto, os movimentos calmos, controlados e
fluidos dos exercícios promovem relaxamento.

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