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Imunofármacos

Imunofármacos
DEFINIÇÃO
 Fármacos que interveem na resposta imune do
organismo.

 Imunossupressores;
• Enxerto
 Imunorreguladores;
• Regulção
 Imunomodularoes;
• Alteração/comportamento
Imunofármacos
Terapias e tratamentos
 Imunoterapia:

Tipo de tratamento biológico que que tem o


objetivo de potencializar, ativar ou suprimir o
sistema imunológico.
Imunofármacos
Terapias e tratamentos
 Imunoterapia:

• Ativação e supressão.
Imunofármacos
Terapias e tratamentos

 Tratamentos:

Os tratamentos agem de diferentes formas. Alguns


estimulam o sistema imunológico do corpo de uma
forma muito geral, enquanto outros ajudam o
sistema imunológico a atacar especificamente
certas células, como as cancerígenas, por exemplo.
Imunofármacos
Tipos de tratamento

 Anticorpos Monoclonais:

São versões artificiais das proteínas do sistema


imunológico. Os anticorpos são úteis no tratamento
do câncer porque podem ser projetados para atacar
uma parte muito específica de uma célula
cancerosa.
Imunofármacos
Tipos de tratamento

 Inibidores do controle imunológico:

Esses medicamentos basicamente eliminam os


freios do sistema imunológico, ajudando a
reconhecer e atacar as células cancerígenas. São os
imunoterápicos mais usados na atualidade, contra
diversos tipos de câncer.
Imunofármacos
Tipos de tratamento

 Vacinas:

São normalmente produzidas a partir das próprias


células tumorais do paciente ou de substâncias
coletadas a partir de células tumorais. As vacinas
utilizadas no tratamento do câncer são diferentes
daquelas usadas para a prevenção de doenças.
Imunofármacos
Tipos de tratamento

 Vacinas:

Preventivas: Alguns tipos de câncer são


causados por vírus.
• HPV (câncer do colo do útero, boca e etc.);
• Hepatite B (câncer de fígado).
Imunofármacos
Terapias
 Algumas das terapias adotadas são:

• Citocinas;
• Interleucinas;
• Interferon.
Imunofármacos
Terapias e tratamentos

 Dificuldades:

Algumas das terapias e tratamentos devem ser


usadas por toda a vida e suprimem de maneira
inespecífica todo o sistema imune expondo os
pacientes a riscos significativos.
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais

 Definição:

São anticorpos que são projetados em laboratório e


que têm como alvo específico um determinado
antígeno, como o encontrado nas células
cancerígenas, por exemplo.
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais

Desenvolvimento:

 Anticorpos Policlonais;

Hibridomas;

Anticorpos Monoclonais Murinos;

Anticorpos Monoclonais Humanizados.


Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais
 Técnica:
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais

Resposta HAMA (Human Anti-Mouse Antibody):

• Resposta imunológica à anticorpos monoclonais


de origem murina(camundongos).
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais

 Produzidos em grande escala;

 Usados para tratar várias doenças;

 Em grande desenvolvimento;
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais

Tipos de Anticorpos Monoclonais:

 Anticorpos Monoclonais Recombinantes;


 Anticorpos Monoclonais Conjugados;
– Anticorpos Monoclonais Radiomarcados;
– Anticorpos Monoclonais Quimiomarcados;
 Anticorpos Monoclonais Bispecificos.
Imunofármacos
Anticorpos Monoclonais
 Menos Efeitos Colaterais em relação a
quimioterápicos;
 Efeitos colaterais dependem do tipo de
substância;

• Febre. • Vômitos.
• Calafrios. • Diarreia.
• Fraqueza. • Diminuição da
• Dor de cabeça. pressão sanguínea.
• Náusea. • Erupções cutâneas.
Imunossupressores
Imunofármacos
Imunossupressores
• Utilizados na terapêutica de doenças autoimunes e em
doenças inflamatórias intestinais graves.
• Previnem e/ou tratam rejeição de transplantes .
• Geralmente são utilizados em combinação com
glicocorticoides e/ou fármacos citotóxicos .
Imunofármacos
Imunossupressores
• Aumentam risco de infecções.
• Podem facilitar o surgimento de linhagens de
células malignas.
Imunofármacos
Imunossupressores

• Como funcionam?
• Boa parte desses fármacos atuam durante a fase
de indução da resposta imunológica, reduzindo a
proliferação de linfócitos .
Imunofármacos
Imunossupressores
• Existem 3 grupos principais dos imunossupressores:
• Inibidores da síntese de purinas ou pirimidinas (ex:
azatioprina, micofenolato de mofetila);
Imunofármacos
Imunossupressores
• Inibidores da produção ou da ação da IL-2 (ex:
ciclosporina, tacrolimo);
Imunofármacos
Imunossupressores
• Inibidores da expressão de genes de citocinas (ex:
corticosteroides).
Imunofármacos
Imunossupressores

Terapia com citocinas


Imunofármacos
Imunossupressores
O que são citocinas?

• Proteínas solúveis de
baixo peso molecular que
são secretadas por vários
tipos de células, mas
principalmente por
linfócitos TCD4+.
• Regulam muitos dos
eventos da resposta
imune.
Imunofármacos
Imunossupressores
• Podem agir de forma autônoma, modulando a atividade celular; ou de
forma parácrina, induzindo a produção de outras citocinas por outras
linhagens celulares.
• São secretadas em resposta a uma variedade de estímulos. Sendo
assim, estimulam a resposta do hospedeiro controlando o estresse e a
homeostase celular.
Imunofármacos
Imunossupressores
Citocinas como terapia gênica contra o câncer

• “Recentemente, as pesquisas sobre o tratamento de neoplasias estão focadas


principalmente em conhecer a origem do câncer, as alterações celulares
geradas durante a evolução do tumor e os mecanismos moleculares da evasão
da resposta imune. Este conhecimento em conjunto com a biomedicina tem
permitido o uso de novas drogas, proteínas ou o uso de DNA para controlar
e/ou corrigir defeitos celulares, bem como ativar a resposta imune para
eliminar a célula tumoral.”
Imunofármacos
Imunossupressores
• As citocinas são excelentes para
inibir o progresso do câncer
pois induzem a maturação,
ativação e migração de células
imunológicas efetoras para o
local do tumor.

• Em destaque neste tipo de


terapia, está o câncer do colo do
útero:

• Em vários modelos pré-clínicos


estão sendo utilizados o IFN-g,
IL-2, IL-12 e GM-CSF, que são
excelentes como ativadores de
respostas imunes antitumoral.
Imunofármacos
Imunossupressores
• Resultados: reduziu-se a massa
tumoral e o numero de metástases
experimentais, e em alguns casos,
eliminou-se todo o tumor,
comprovando a eficácia deste método.
• Também é possível combinar com
citocinas: as quimiocinas, terapia de
gênica, antígenos específicos de
tumor, com moléculas coadjuvantes e
a utilização de vários veículos como
veículos de genes terapêuticos
Imunofármacos
Imunossupressores

Terapia com anticitocinas


 Representam um avanço extremamente importante no tratamento de
inflamações crônicas;
 São biofármacos;
 Também previnem a rejeição de transplantes;
 Boa parte neutraliza citocinas solúveis;
 Sua produção é cara e difícil;
Imunofármacos
Imunossupressores
Programa nacional de
imunização
Imunofármacos
programa de imunização
• O êxito das Campanhas de Vacinação contra a varíola
na década dos anos sessenta mostrou que a vacinação
em massa tinha o poder de erradicar a doença. O
último caso de varíola notificado no Brasil foi em 1971
e, no mundo, em 1977 na Somália.
• Em 1973 foi formulado o Programa Nacional de
Imunizações (PNI), por determinação do Ministério
da Saúde.
• A legislação específica sobre imunizações e vigilância
epidemiológica (Lei 6.259 de 30-10-1975 e Decreto
78.231 de 30-12-76) deu ênfase às atividades
permanentes de vacinação e contribuiu para
fortalecer institucionalmente o Programa.
Imunofármacos
programa de imunização
• O objetivo principal do Programa é de oferecer todas
as vacinas com qualidade a todas as crianças que
nascem anualmente em nosso país, tentando alcançar
coberturas vacinais de 100% de forma homogênea em
todos os municípios e em todos os bairros.
• O PNI é, hoje, parte integrante do Programa da
Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico,
operacional e financeiro da UNICEF e contribuições
do Rotary Internacional e do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
• O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é um
dos maiores do mundo, ofertando 45 diferentes
imunobiológicos para toda a população.
Imunofármacos
programa de imunização
Calendário nacional de imunização para crianças
Imunofármacos
programa de imunização
Calendário nacional de imunização para
Adolescentes
Imunofármacos
programa de imunização
Calendário nacional de imunização para adultos

Calendário nacional de imunização para Idosos


Sorologia e
reação ao soro
Imunofármacos
sorologia
• No final do século XIX, a descoberta dos agentes
causadores de doenças infecciosas representou um passo
fundamental no avanço da medicina experimental, através
do desenvolvimento de métodos de diagnóstico e
tratamento de doenças como a difteria, tétano e cólera.
• Um dos principais aspectos desse avanço foi o
desenvolvimento da soroterapia, que consiste na aplicação
no paciente de um soro contendo um concentrado de
anticorpos.
• A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença
específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente
tóxico específico (venenos ou toxinas).
Imunofármacos
sorologia
Principal diferença entre Vacinas e Soros:

• A diferença entre esses dois produtos está no fato dos


soros já conterem os anticorpos necessários para combater
uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as
vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar
a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema
imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a
contração da doença;
• Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é,
essencialmente, preventiva;
Imunofármacos
sorologia
A produção de Soros:
• Os soros são utilizados para tratar intoxicações provocadas pelo
veneno de animais peçonhentos ou por toxinas de agentes infecciosos,
como os causadores da difteria, botulismo e tétano. A primeira etapa
da produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno –
também chamado peçonha – de animais como serpentes, escorpiões,
aranhas e taturanas. Após a extração, a peçonha é submetida a um
processo chamado liofilizacão, que desidrata e cristaliza o veneno.
Imunofármacos
sorologia
A produção do soro obedece às seguintes etapas:

1. O veneno liofilizado (antígeno) é diluído e injetado no


cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e é
chamado hiperimunizacão.

2. Após a hiperimunizacão, é realizada uma sangria


exploratória, retirando uma amostra de sangue para medir o
teor de anticorpos produzidos em resposta às injecões do
antígeno.

3. Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é


realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de
sangue de um cavalo de 500 Kg em três etapas, com um
intervalo de 48 horas.
Imunofármacos
sorologia
A produção do soro obedece às seguintes etapas:

4. No plasma (parte líquida do sangue) são encontrados os anticorpos. O


soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma.

5. As hemácias (que formam a parte vermelha do sangue) são devolvidas


ao animal, através de uma técnica desenvolvida no Instituto Butantan,
chamada plasmaferese. Essa técnica de reposição reduz os efeitos
colaterais provocados pela sangria do animal.

6. No final do processo, o soro obtido é submetido a testes de controle de


qualidade.
6.1. atividade biológica
6.2. esterilidade
6.3. inocuidade
6.4. pirogênio
6.5. testes físico-químicos.
Imunofármacos
sorologia
• A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em cavalos
desde o começo do século porque são animais de grande porte. Assim,
produzem uma volumosa quantidade de plasma com anticorpos para
o processamento industrial de soro para atender à demanda nacional,
sem que os animais sejam prejudicados no processo.
• O Instituto Butantan produz dois tipos desse soro: o de origem eqüina e o
monoclonal. O primeiro tipo é obtido através da hiperimunizacão de cavalos
com células obtidas do timo humano (glândula localizada no pescoço) e, em
seguida, são purificados. O segundo tipo é produzido a partir de células
obtidas em equipamentos especiais chamados biorreatores.
Imunofármacos
sorologia
Os Soros produzidos pelo Instituto Butantan são:

• Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu,


caiçaca, cotiara.
• Anticrotálico: para acidentes com cascavel.
• Antilaquético: para acidentes com surucucu.
• Antielapídico: para acidentes com coral.
• Antibotrópico-laquético: para acidentes com jararaca, jararacuçu,
urutu, caiçaca, cotiara ou surucucu.
• Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do género Phoneutria
(armadeira), Loxosceles (aranha marrom)
• Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do
géneroTityus.
Imunofármacos
sorologia
Os Soros produzidos pelo Instituto Butantan
são:

• Antilonomia: para acidentes com taturanas do género


Lonomia.
• Anti-tetânico: para o tratamento do tétano.
• Anti-rábico: para o tratamento da raiva.
• Antidiftérico: para tratamento da difteria.
• Anti-botulínico – “A”: para tratamento do botulismo do tipo A.
• Anti-botulínico – “B”: para tratamento do botulismo do tipo B.
• Anti-botulínico – “ABE”: para tratamento de botulismo dos tipos
A, B e E.
• Anti-timocitário: o soro antitimocitário é usado para reduzir as
possibilidades de rejeição de certos órgãos transplantados.
Imunofármacos
reação ao soro
Reações:

• A maioria durante a infusão e nas duas horas subsequente.


• Manifestações: Reação Pirogênica (arrepios de frio e
posteriormente calafrios, culminando com a febre);
urticária, tremores, tosse, náuseas, dor abdominal, purido
e rubor facial ( incidência variável de 4,6 a 87,2%).
Raramente são observadas RP graves, semelhantes à
reação anafilática ou anafilactóide;

• Fisiopatologia;
• Reação Pirogênica: interação do soro com os macrófagos
do doente, que acabarão por liberar interleucina-1 (IL-1)
que atuará sobre o hipotálamo anterior produzido febre;
Imunofármacos
reação ao soro
• Reação anafilática: mediada pela IgE e ocorre em
indivíduos previamente sensibilizamos aos produtos
derivados do cavalo, entre eles a carne, o pêlo e os
próprios soros heterólogos;

• Reação anafilactóide: não implica em sensibilização


anterior. Mecanismo relacionado com a ativação do
sistema complemento pela via alternada, sem a presença
de anticorpos. Há liberação de C3a e C5a (anafilatoxinas),
que degranulam mastócitos e basófilos. A consequência é a
liberação dos mesmos mediadores farmacológicos,
responsáveis pela instalação de um quadro clínico
semelhante ao da reação anafilática. A reação anafilactóide
não é detectado pela prova intradérmica;
Aspectos clínicos,
Farmacológicos e
mecanismos imunológicos
Imunofármacos

Rituximabe
• É um anticorpo monoclonal quimérico composto por uma
fração constante (Fc), de origem humana, e uma fração
variável (Fab), formada por cadeias pesada e leve de
origem murina. A porção Fab se liga com alta afinidade ao
antígeno CD20 na superfície dos linfócitos B (neoplásicos
e nativos) e a porção Fc estabelece ligações com receptores
Fc-gama nas próprias células tumorais e nas células
efetoras do sistema imunológico.
Imunofármacos

• OBTIDOS PELA TECNOLOGIA DO DNA


RECOMBINANTE

• FORMADOS POR UMA PORÇÃO PROVENIENTE DE


HUMANOS E OUTRA DE RATINHOS
Imunofármacos
Terapia alvo do Rituximabe

• ANTÍGENO CD 20:

 Encontrado nos linfócitos B;

• linfócitos B:

 Uma das céluls efetoras da


Imunidade adaptativa;
 Produtora de anticorpos.
Imunofármacos
Imunofármacos
Terapia alvo do Rituximabe
Imunofármacos
Imunofármacos
Imunofármacos
Imunofármacos

Indicações Clínicas

• Leucemia linfocítica crônica;


• Artrite reumatoide;
• Linfoma não hodgkin;
• Granulomatose com poliangiite;
• Lúpus eritematoso sistêmico;
Imunofármacos
• ADMINISTRAÇÃO/POSSOLOGIA
 Medicação intravenosa
 Esquema preparada pelo médico conforme
enfermidade
 Cálculos conforme superfície corpórea para os
seguintes casos:
• Linfoma, leucemia linfóide crônica,
granulotomatose
 Duas doses fixas de 1.000 mg cada com intervalo
de 14 dias:
• Artrite Reumatóide
Imunofármacos

Interferon 2 Alfa Humano Recombinante

• Classe das Citocinas


• Interferons são proteínas naturais modificadoras
de resposta imunobiológica
 Antiviral;
Antiproliferativo;
Imunomodulador.
Imunofármacos
 Antiviral
Inibi a replicação do DNA e RNA

 Antiproliferativo
Age na ação reguladora negativa sobre células
em crescimento. Efeito citostático e reversível
Imunofármacos
 Imunomodulador
 Estimulação das atividades líticas das células
natural killer, linfócitos T citotóxicos e
macrófagos sobre as células tumorais infectadas
Modificação da produção de anticorpos pelas
células B
 Regulação da expressão de antígenos MHC na
membrana celular
Estimulação de produção de interferon alfa
Imunofármacos
Produção não natural
 Constituída por 165 aminoácidos;
 Tecnologia do DNA recombinante .
Escherichia coli
Imunofármacos

Indicações Clínicas

• Leucemia de células pilosas;


• Mieloma múltiplo;
• Linfoma não-Hodgkin;
• Leucemia mielóide crônica;
• Hepatite B crônica;
• Hepatite C aguda e crônica;
• Condiloma acuminado.
Imunofármacos

Betametasona

• É um fármaco corticoide sistêmico utilizado pela


medicina como antiinflamatório,
imunossupressor e antialérgico;
• Elevada atividade glicocorticoide;
Imunofármacos

Betametasona

• Nome Comercial: Betnovate, Benevat,


Betametagen, Betsona.
• Apresentação: Creme e pomada 0,05% e 0,1%;
loção 0,1%; loção capilar 0,05% e 0,1% ;
• Via de administração: Oral e Parenteral;
• Ação longa;
Imunofármacos

Farmacodinâmica:

• Entra na célula e forma complexos com receptores


citoplasmáticos específicos;
• Une-se ao DNA
• Estimula a transcrição de mRNA;
• Altera a síntese proteínas específicas;
Imunofármacos
Efeito dos glicocorticoides;

• Nas células inflamatórias:


• Interagem com outro receptor que expressa
citocinas pró-inflamatórias: NF-kB, promovendo
a perda de função.
Imunofármacos
Efeito dos glicocorticoides;

• DIMINUIÇÃO do número de linfócitos B e T,


monócitos e eosinófilos;
• INDUÇÃO da apoptose de células linfoides;
• DIMINUIÇÃO da liberação de histamina;
• INIBIÇÃO a ação da APC;
• Causando uma imunossupressão.
Imunofármacos
Ripamicina:

• Derivado de Streptomyces hygroscopicus;


• Antibiótico com ação imunossupressor no
tratamento de aloenxertos renais;
Imunofármacos

Ripamicina:

• Nome comercial: Rapamune;


• Apresentação: Drágeas de 1mg e 2mg;
• Via de administração: Oral;
Imunofármacos

Ripamicina:

• Inibe a ativação e proliferação de linfócitos;

• Inibe a produção de anticorpos;


Imunofármacos

Ripamicina:
Mecanismo de ação:
• Nas células, a ripamicina liga-se à imunofilina,
Proteína de Ligação FK 12 (FKBP-12), para formar
um complexo imunossupressor;
• O complexo ripamicina/FKBP-12 não apresenta
efeito sobre a atividade da calcineurina.
Imunofármacos

Ripamicina:
Mecanismo de ação:
• Esse complexo liga-se à mTOR, inibindo sua
atividade.
• Essa inibição suprime a proliferação de células T ;
• Inibindo a progressão da fase G1 para a fase S do
ciclo celular.
Imunofármacos

fim
Imunofármacos
Perguntas
1. Os Imunofármacos são usados apenas para tratar
neoplasias, não tendo nenhuma utilidade contra outros tipos
de doenças.
• (F) Os Imunofármacos são usados com o intuito de
fortalecer e melhorar o sistema imunológico como um todo.
2. Os anticorpos monoclonais são produzidos em laboratório
de forma a lidar com alvos específicos.
• (V)
3. Os anticorpos monoclonais não apresentam efeitos
colaterais como os fármacos quimioterápicos.
• (F) Possuem, também, efeitos colaterais, porém tendem a
apresentar menos efeitos colaterais graves.
Imunofármacos
Perguntas
4. Imunofármacos são utilizados para auxiliar o sistema
imune a regular o organismo em pós-transplantes de órgãos e
enxertos de pele.
• (V)
5. Os anticorpos monoclonais nunca precisaram ser
melhorados, sendo os mesmos desde o seu desenvolvimento.
• (F) Devido ao uso por um longo tempo o organismo humano
começou a reagir aos primeiros tipos de anticorpos
monoclonais, e graças a isso e a evolução da tecnologia hoje
temos os anticorpos monoclonais humanizados.
Imunofármacos
Perguntas
6. Os fármacos imunossupressores são utilizados no
tratamento de doenças respiratórias e psíquicas.
• (F) NÃo há utilidade desse tipo de medicamento em doenças
respiratórias ou psíquicas.
7. As citocinas secretam hormônios que levam a produção de
neurotransmissores coadjuvantes de adrenalina ou de gaba.
• (F) Falso, as citocinas podem agir de forma autônoma,
modulando a atividade celular; ou de forma parácrina,
induzindo a produção de outras citocinas por outras
linhagens celulares.
8. As citocinas estimulam a resposta do hospedeiro, ajudando
a promover a homeostase celular.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
9. As anticitocinas geralmente são anticorpos monoclonais e
em sua maioria humanizados.
• (V)
10. Vacinas Atenuadas são compostas de microorganismos
vivos que devem ser capazes de multiplicarem-se no
organismo hospedeiro para que possa ocorrer a estimulação
de uma resposta imune.
• (V)
11. Vacinas Inativadas são compostas de microoganismos que
ainda possuem capacidade de multiplicação, a resposta imune
à vacina inativada é rica em imunidade celular.
• (F)
12. Exemplos de vacinas vivas atenuadas: Sarampo, caxumba,
rubéola, varicela.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
13. Exemplos de vacinas inativadas: Hepatite A, hepatite B,
raiva, febre amarela e cólera.
• (F)
14. A vacinação é um dos métodos mais importantes para
pravenção de doenças infecciosas. Pode-se afirmar que através
da vacinação, doenças como Poliomielite, Tétano e Sarampo
não são contraídas pelos seres humanos?
• (V)
15. O Programa Nacional de Imunização foi criado em 1973
com o objetivo de controlar as doenças imunopreveniveis,
como a vacina pneumocócica 10(conjugada), que protege
contra pneumonias, otites e meningites?
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
16. Segundo orientações da OMS(Organização Mundial de
Saúde), a idade mínima para a primeira dose da vacina contra
a gripe H1N1 é de 06 meses?
• (V)
17. De acordo com o calendário nacioal de vacinação, a
primeira dose da vacina meningocócica C conjugada deve ser
administrada na criança aos 03 meses de vida?
• (V)
18. O Ministério da Saúde indica dose única de febre amarela
para áreas com recomendação de vacinação em todo país. A
população alvo são crianças de 09 meses de idade até idosos
com 59 anos de idade?
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
19. Sobre a vacina Tetraviral, é correto afirmar que ela protege
contra Sarampo, Caxumba, Coqueluche e Tetano?
• (F) Protege contra Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela
(catapora).
20. Com a introdução da vacina contra o HPV no calendário
básico de vacinação do Programa Nacional de Imunização, a
meta do Ministério da Saúde é de vacinar, na primeira fase da
campanha, no ano de 2014, meninas na faixa etária de 09 a 11
anos.
• (F) Entre 11 e 13 anos.
21. A vacina Tríplice Viral(SCR) é recomendada para crianças e
adolescentes com menos de 12 de acordo com o Programa
Nacional de Imunização, com o esquema de duas doses com
intervalo de 60 dias.
• (F) A dose é única.
Imunofármacos
Perguntas
22. As vacinas SCR, Rotavírus, Hepatite B, Poliomielite e
Tetravalente são vacinas aplicadas de acordo com o calendário
vacinal no segundo mês de vida.
• (F) SCR é aplica no no 12º mês de vida.
23. A vacina Rotavírus Humano consiste na aplicação de 1
dose.
• (F) São duas doses, 1ª aos dois meses e a 2ª no quarto mês
de vida.
24. o Butantan produz diversos tipos de soros contra toxinas
de animais peçonhentos e microrganismos.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
25. A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença
específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente
tóxico específico (venenos ou toxinas).
• (V)
26. Soros e vacinas não possuem diferenças.
• (F) A diferença é que o soro é curativo, enquanto a vacina é,
essencialmente, preventiva.
27. A produção do soro obedece à várias etapas, dividas em 6
partes.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
28. A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em
cavalos desde o começo do século porque são animais de
grande porte. Porém esse processo é extremamente prejudicial
à saúde desses animais.
• (F) Não há nenhum dano aos animais utilizados nesse
processo, que inclusive tem um acompanhamento
veterinário e alimentação rica.
29. Os critérios e procedimentos desenvolvidos para a
produção de soro pelo Instituto Butantan atende às exigências
de controle de qualidade e biossegurança da Organização
Nacional de Saúde.
• (F) atende às exigências de controle de qualidade e
biossegurança da Organização Mundial de Saúde(OMS).
Imunofármacos
Perguntas
30. O acumulo de linfocitos B é benéfico a saúde.
• (F) O acumulo gera doenças autoimune
31. Os imunossupressores reduzem a resposta imunológica.
• (V)
32. O antígeno CD 20 não é expresso em nossas células
• (F) Está presente nas células B
33. O rituximabe é um antibiótico de ultima geração.
• (F). Ele é um imunofármaco
34. O interferon gama aumenta a atividade microbicida.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
35. O interferon faz parte das classe das citocinas proteícas.
• (V)
36. O interferon aumenta o potencial lítico das células B.
• (F) Ele aumenta o potencial lítico das células NK
37. Os glicocorticoides na sua ação como imunossuprsor
acabam diminuindo o influxo e a atividade dos leucócitos, a
atividade das células mononucleares, a proliferação de vasos, a
fibrose, o número de células B e T nos linfonodos e as células T
secretoras de citocinas.
• (V)
Imunofármacos
Perguntas
38. O grande poder anti-inflamatório e imunossupressor dos
glicocorticoides acontece pela estabilização da membrana dos
lisossomos e inibição da formação de fibroblasto, que são
responsáveis pela reações inflamatórias.
• (F) Inibem a formação de cininas.
39. (F) Os glicocorticoides atuam na inibição das COXs,
fazendo com que os genes de transcrição destas enzimas sejam
expressos, suprimindo assim a produção de prostaglandinas, e
isso acontece através de ligações intracelulares.
• (F) Os genes não são expressos, suprimindo a produção
de prostanglandinas.
40. O uso dos glicocorticoides gera efeitos adversos à saúde,
como a hiperglicemia induzida pelo aumento da
gliconeogênese, fazendo com que o paciente desenvolva
diabetes .
• (V)
Imunofármacos
Bibliografia
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