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istema de classificacão

- '
o uso da terra.
do revestimento do solo
ara utilizacão com dados
'
e sensores remotos

Jomes R. Anderson
Ernesr E. Hordy
John T Rooch
Richord E. Wirmer

Tradução : Horold Srrong


IBGE
Presidente: lsaac Kerstenetzky
Diretor-Geral: Eurico de Andrade Neves Borba
Diretor Técnico: Amaro da Costa Monteiro

Superintendência de Recursos Naturais e Meio Ambiente - SUPREN


Superintendente: Speridião Faissol

Capa: Maria José Salles Monteiro


SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO USO DA TERRA E DO
REVESTIMENTO DO SOLO PARA UTILIZAÇÃO COM DADOS
DE SENSORES REMOTOS
Secretaria de Planejamento da Presidência da República
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Série Paulo de Assis Ribeiro, 9 Diretoria Técnica

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO . USO


DA TERRA E DO REVESTIMENTO DO
SOLO PARA UTILIZAÇÃO COM DADOS
DE SENSORES REMOTOS

JAMES· R. ANDERSON, ERNEST E. HARDY, JOHN T. ROACH


e RICHARD E. WITMER

Documento Técnico 964 do


GEOLOGICAL SURVEY

Uma revisão do sistema de classificação de


uso da terra, conforme apresentado
na U.S. Geological Survey Circular 6i.l

Tradução de Harold Strang

Superintendência de Recursos Naturais e Meio Ambiente - SUPREN


Rio de Janeiro, 1979
Sistema de classificação do uso da terra e do revestimento do solo
para utilização com dados de sensores remotos I James R.
Anderson ... [et at]; trad. [por] Harold Strang. - Rio de Janeiro:
IBGE, 1979.

80p.: mapas, tab .. - {Série Paulo de Assis Ribeiro; n. 9)

Tradução da revisão da U.S. Geo:ogical Survey Circular 671 publicada


no Documento Técnico 964 do Geological Survey.

Continua

Sistema de classificação do uso da terra .. . 1979.

Ficha 2

1. Terras - Classificação. 2. Terras - Utilização. 3. Sensoreamento


remoto. I. Anderson, James R. 11. Hardy, Ernest E. 111. Strang, Harold,
trad . IV. IBGE. V. Titulo.

IBGE. Biblioteca Central CDD 333.7.012


RJ-1 BGE/79-28 CDU 332.3.001.33:778.34
DEPARTAMENTO DO INTERIOR DOS ESTADOS UNIDOS
Thomas S. Kleppe, Secretário

LEVANTAMENTO GEOLóGICO
V. E. McKelvey, Diretor

Primeira edição 1976


Segunda edição 1976
(Serviço de Imprensa do Governo dos Estados Unidos, Washington)
Esta série

. .. recebe a denominação de Paulo de Assis Ribeiro como home·


nagem da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- IBGE a um dos mais preocupados estudiosos dos diferentes as-
pectos - investigação, ensino, metodologia, legislação, divulgação,
sistematização - inerentes aos recursos naturais e próprios do meio
ambiente. Engenheiro, economista, educador, planejador, consultor,
executor e diretor, Paulo de Assis Ribeiro foi o primeiro titular
da Superintendência de Recursos N aturais e Meio Ambiente
(SUPREN), Diretoria Técnica do IBGE, tendo tido pleno interesse
na organização de um sistema de levantamento de dados e elabo·
ração de informações quanto à ocorrência, distribuição e freqüên·
cia dos bens essenciais, reconhecidos como renováveis uns, esgotá·
veis outros, e auto-renováveis tantos mais;
. . . tem o objetivo de promover a difusão de conhecimentos sobre
recursos naturais e meio ambiente e, por conseqüência, abordar
problemas decorrentes do mau uso daqueles e da condição admi-
nistrativa destes;
. .. visa, ainda, oferecer contribuições que atendam à demandrt
de umà classe da sociedade situada nos limites de formação ·pré·
acadêmica, servindo contudo, e também, à faixa universitária;
. . . publicando estudos concisos e breves, claros e concretos,
pretende cobrir eventuais deficiências editoriais, oferecendo, assim,
trabalhos originais, reedições oportunas e traduções adequadas,
que concorram para a racionalização do pensamento e harmoni·
zação conceitual da conservação da natureza e de seus recursos; .
DEPARTAMENTO DO INTERIOR DOS ESTADOS UNIDOS
Thomas S. Kleppe, Secretário

LEVANTAMENTO GEOLóGICO
V. E. McKelvey, Diretor

Primeira edição 1976


Segunda edição 1976
(Serviço de Imprensa do Governo dos Estados Unidos, Washington)
Esta série

. .. recebe a denominação de Paulo de Assis Ribeiro como home·


nagem da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
- IBGE a um dos mais preocupados estudiosos dos diferentes as-
pectos - investigação, ensino, metodologia, legislação, divulgação,
sistematização - inerentes aos recursos naturais e próprios do meio
ambiente. Engenheiro, economista, educador, planejador, consultor,
executor e diretor, Paulo de Assis Ribeiro foi o primeiro titular
da Superintendência de Recursos N aturais e Meio Ambiente
(SUPREN), Diretoria Técnica do IBGE, tendo tido pleno interesse
na organização de um sistema de levantamento de dados e elabo·
ração de informações quanto à ocorrência, distribuição e freqüên·
cia dos bens essenciais, reconhecidos como renováveis uns, esgotá·
veis outros, e auto-renováveis tantos mais;
. . . tem o objetivo de promover a difusão de conhecimentos sobre
recursos naturais e meio ambiente e, por conseqüência, abordar
problemas decorrentes do mau uso daqueles e da condição admi-
nistrativa destes;
. .. visa, ainda, oferecer contribuições que atendam à demandrt
de umà classe da sociedade situada nos limites de formação ·pré·
acadêmica, servindo contudo, e também, à faixa universitária;
. . . publicando estudos concisos e breves, claros e concretos,
pretende cobrir eventuais deficiências editoriais, oferecendo, assim,
trabalhos originais, reedições oportunas e traduções adequadas,
que concorram para a racionalização do pensamento e harmoni·
zação conceitual da conservação da natureza e de seus recursos; .
. . . pretende preencher espaço específico na atividade cultural,
com publicações que obedeçam a um plano de produção de larga
abrangência, variando quanto ao conteúdo em cada edição, da mes-
ma forma que não obedecendo a rígido calendário;
.. . entretanto, não responde, em termos da filosofia da Instituição,
pelos conceitos, opiniões e conclusões expressadas por auto-
res, responsáveis exclusivos quanto ao texto, muito embora os
estudos editados integrem a linha de ação setorial a cargo da Supe-
rintendência de Recursos Naturais e Meio Ambiente da DT do
IBGE, da qual podem não representar, de forma rigorosa, seus pon·
tos de vista;
. . . constitui-se, afinal, em permanente mensagem refk!tiitndo a
imagem de uma política de correlação da função h.umana com os
bens da natureza e com os fatores conformantes dtJ ,...., ttnnlhiente.
SUMÁRIO

Págs.
Resumo ll
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Necessidade de padronização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Evolução histórica do sistema de classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Elaboração de um sistema de classificação , para ser usado com
técnicas de sensoreamento remoto .............. ·......... . 19
Critérios de classificação ..................................... . 23
Desenvolvimento do sistema de classificação ................... . 29
Utilização do sistema de classificação ......................... . 34
Definições .................................................. . 37
Terra urbana ou construída .............................. . 38
Terra agrícola ........................................... . 45
Pastagens .............................................. . 49
Terra florestal 51
Água 54
Terras úmidas 56
Terras áridas ............................. ............. . · 59
Tundra 62
Neve ou gelo perene 65
Apresentação do mapa . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Bibliografia selecionada ............................... ·. . . . . . . . 75
RESUMO

A estrutura de um sistema de classificação do uso da terra e do


revestimento do solo é apresentada para utilização com dados de
sensores remotos. O sistema de classificação foi desenvolvido de
forma a atender às exigências dos órgãos federais e estaduais, para
uma visão atualizada do uso da terra e do revestimento do solo
através do país, numa base que é uniforme quanto à categorização
nos primeiro e segundo níveis, mais gerais, e que seja recepth::.)
aos dados dos sensores remotos de satélites e aviões. O sistema
utiliza as características dos atuais sistemas de · classificação ampla-
mente usados, que são sensíveis aos dados oriundos das fontes de
sensoramento remoto. Ele é deixado propositadamente aberto, de
. tal forma que órgãos federais, regionais, estaduais e locais tenham
flexibilidade para o desenvolvimento de classificações mais deta-
lhadas de uso da terra, nos terceiro e quarto níveis, de forma a
alcançar suas necessidades particulares e ao mesmo tempo per-
manecerem compatíveis entre si e com o sistema nacional. A re-
visão do sistema de classificação de uso da terra, conforme apre-
sentada na Circular 671 do U.S. Geological Survey, foi feita de
modo a incorporar os resultados de extensiva verificação e revisão
da categorização e das definições.

11
INTRODUÇÃO

Uma nação moderna, da mesma forma que uma empresa moderna,


necessita dispor de informação adequada a respeito de muitos as-
pectos complexos inter-relacionados, de suas atividades, de forma
a poder tomar decisões. O uso da terra é apenas um desses aspectos,
mas o conhecimento, a respeito do uso da terra e do revestimento
do solo, torna-se cada vez mais importante, na medida em que a
Nação planeja superar os problemas do desenvolvimento ao acaso,
descontrolado, da deterioração da qualidade ambiental, da perda
das primitivas terras agrícolas, da destruição de importantes terras
úmidas, e da perda dos habitats dos peixes e da fauna silvestre.
Dados sobre o uso da terra são necessários na análise de pro-
cessos e problemas ambientais que precisam ser compreendidos, se
há que melhorar ou manter nos níveis atuais as condições e os
padrões de vida.
Um dos pré-requisitos básicos para um melhor uso da terra é a
informação sobre os modelos existentes de uso do solo e as mu-
danças no uso da terra havidas no decorrer do tempo. O Depar-
tamento de Agricultura dos E. U. A. ( 1972) informou que durante
a década dos anos 60, 296.000 hectares foram urbanizados anual-
mente, as terras relacionadas com transporte aumentaram de 53.000
hectares por ano e a átea recreacional cresceu de cerca de 409.000
hectares anuais. O conhecimento da atual distribuição e super-
fície dessas terras agrícolas, recreacionais e urbanas, bem como
informações sobre as proporções de suas mudanças, são necessá-

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rias aos legisladores, planejadores e funcionários dos governos esta-
duais e locais, para permitir uma melhor política de uso d.a terra,
para projetar as necessidades de transporte e serviços públicos,
para identificar pontos e áreas de pressão no futuro desenvolvi-
mento e para implementar planos efetivos de desenvolvimento re-
gional. Conforme Clawson e Stewart ( 1965) afirmaram:
"Nessa situação dinâmica, precisa, significativa, dados atuais sobre
uso da terra são essenciais. Desde que os órgãos públicos e as
organizações particulares devam saber o que está ocorrendo -
e devem preparar projetos sérios para sua própria ação futura -
então é básico dispor de uma informação confiável."
A variedade dos casos em que se necessitam dados sobre uso da
terra e revestimento do solo é extremamente ampla. Dados sobre
o uso corrente da terra e revestimento do solo são necessários à
equiparação da tributação em muitos estados. Dados sobre uso da
terra e revestimento vegetal são também necessários aos órgão:O
federais, estaduais e municipais, para inventário de recursos hí-
dricos, controle de inundações, planejamento do abastecimento
d'água, e tratamento de esgotos. Muitos órgãos federais necessitam
de inventários atualizados e detalhados das atividades existentes
em terras públicas, combinadas com os usos existentes e em evo-
lução, das terras particulares adjacentes, de forma a aperfeiçoar
a administração das terras públicas. Órgãos federais também neces-
sitam de dados sobre uso da terra, para avaliar o impacto ambiental
resultante do desenvolvimento de recursos energéticos, para ma-
nejar os recursos da vida silvestre e minimizar os conflitos no ecos-
sistema homem-vida silvestre, para fazer sumários nacionais dos
modelos de uso da terra e mudanças para a formulação política
nacional, e para preparar demonstrações sobre o impacto ambien-
tal e calcular futuros impactos sobre a qualidade do meio-ambiente.

NECESSIDADE DE PADRONIZAÇÃO

Por muitos anos, órgãos dos diferentes níveis governamentais vêm


coletando dados sobre o solo, mas geralmente de forma indepen-
dente e sem coordenação. Freqüentemente isso se traduziu em
duplicação de esforços, ou verificou-se que dados coletados para

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um fim específico apresentavam pouco ou nenhum valor para fina-
lidade semelhante, apenas decorrido pouco tempo.

Existem muitas e diferentes fontes de informação a respeito do uso


da terra e do revestimento do sólo, e das alterações que estão ocor-
rendo. Órgãos locais de planejamento utilizam informação deta-
lhada obtida durante levantamentos terrestres compreendendo re-
gistro e observação. A interpretação de fotografias aéreas de gran-
de escala tem sido, também, largamente utilizada ( Avery, 1968).
Em alguns casos, informações suplementares são deduzidas a partir
de cadeias de serviços de utilidade pública, licenças de construção,
e informações similares. Problemas sérios se apresentam na apli-
cação e interpretação dos dados disponíveis. Entre eles, incluem-se
mudanças nas definições de categorias e nos métodos de coleta
de dados pelos órgãos fontes, cobertura de dados incompleta, idade
variável dos dados, e emprego de sistema de classificação incom-
patíveis. Além do mais, é quase impossível reunir os dados dispo·
níveis, por causa dos diferentes sistemas de classificação utilizados.
A necessidade de dados padronizados sobre uso da terra e revesti-
mento do solo só pode aumentar, na medida em que procuramos
estimar e manejar áreas que constituem motivo de preocupação,
fundamentais para o controle ambiental, como planícies inundáveis
e terras úmidas, áreas de desenvolvimento e produção de recursos
energéticos, habitats de vida silvestre, terras de recreação, e cen-
tros residenciais importantes e de desenvolvimento industrial.
Como resultado de antiga preocupação sobre duplicação e co-
ordenação entre governos federal, estaduais e municipais, na
coleta e manipulação de variados tipos de dados, os Estados Unidos
já atingiram - , em alguns casos, uma padronização razoavel-
mente efetiva, embora não perf eita, como se verifica nos atuais
programas para levantamentos de solo, mapeamento topográ-
fico, coleta de informação meteorológica, e inventário de re-
cursos florestais. Aperfeiçoamentos recentes no processamen~o de
dados e na tecnologia de sensoreamento remoto tornam ainda
mais evidente e mais urgente a necessidade uma cooperação seme-
lhante nos inventários de uso da terra. O desenvolvimento e a acei-
tação de um sistema para classificar dados sobre uso da terra obti-
dos inicialm~nte através da utilização de técnicas de sensoreamento

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remoto, mas razoavelmente compatíveis com os sistemas de clas-
sificação existentes, constituem os primeiros e urgentemente neces-
sários passos a serem dados.
Esta não é a primeira vez em que o uso de sensores remotos
foi proposto para fornecer os dados básicos a partir dos quais os
tipos de uso da terra e de revestimento do solo e seus limites Eão
interpretados. Durante os últimos 40 anos diversos levantamentos,
estudos e outros projetos, têm demonstrado, com sucesso, que os
dados de sensores remotos são úteis para inventário e mapeamento
de uso da terra e revestimento do solo. Esses resultados têm for-
talecido a nossa convicção de que os levantamentos de uso da terra
e revestimento do solo de áreas maiores são possíveis, através do
uso de bases de sensores remotos.

Em meados da década de 40, Francis J. Marschner começou a


mapear as principais associações de uso da terra para toda a área
dos Estados Unidos, utilizando fotografias aéreas tiradas durante
o final dos anos 30 e início dos anos 40. Marschner produziu uma co-
leção de mapas de uso da terra dos Estados, na escala de 1 :1.000.000,
feitos de mosaicos das fotografias aéreas e, a partir daí, elaborou
um mapa dos principais usos da terra na escala 1:5.000.000 (Mars-
chner, 1950).

Mais recentemente, os Estados de Nova Y ork e Minnesota utiliza-


ram dados de sensores remotos para mapeamento de uso da terra,
em toda a área estadual. O Programa LUNR (Land Use and Na-
tural Resources) de Nova York (New York State Office of Plan-
ning Coordination, 1969) utiliza dados armazenados de compu-
tação de cerca de 50 categorias de informação de uso da terra,
obtidos de mapas desenhados compilados pela interpretação de fo-
tografias aéreas 1967-1970. Essa informação pode ser atualizada e
manipulada de forma a fornecer resumos numéricos e análises,
hem como mapas gerados por computadores (Hardy and Shelton,
1970). Fotografias aéreas tomadas nas primaveras de 1968 e 1969,
a uma altitude de cerca de 12.400 m, forneceram os dados reu-
nidos nas nove categorias do Mapa de Uso da Terra de Minnesota,
parte do Sistema de Informação de Manejo do Solo de Minnesota
(Orning and Maki, 1972). O mapa de Thrower (1970), do Su-
doeste dos Estados Unidos, representa o primeiro inventário de

16
uso da terra, de grande área, utilizando imagem de satélite. Ima-
gens de diversas missões, operadas ou não pelo homem, foram
utilizadas na composição do mapa geral de uso do solo publicado
na escala de l :1.000.000.
Técnicas de sensoreamento remoto, incluindo o uso de fotografia
aérea convencionai, p~dem ser usadas para complementar levanta-
mentos baseados em observações e registros feitos em tena, de tal
forma que agora existe o potencial de um inventário atual e acura-
do de uso corrente dos recursos da terra do País. Ao mesmo tempo,
técnicas de processamento de dados permitem a armazenagem de
grandes quantidades de dados detalhados, que podem ser organiza-
dos de variadas formas para atender a necessidades específicas.
Os modelos de usos e de demanda de recursos estão mudando
constantemente. Felizmente, está melhorando a capacidade de se
obter dados sobre uso da terra relacionados com o desenvolvimen-
to do recurso, graças a recentes aperfeiçoamentos tecnológicos
no equipamento de sensoreamento remoto, técnicas de interpreta-
ção e processamento de dados (National Academy of Sciences,
1970).

EVOLUÇÃO HISTóRICA DO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

As necessidades de órgãos federais, de uma visão de conjunto das


tendências e dos padrões de uso da terra e revestimento do solo,
hem como dos valores ambientais, levaram à formação de uma
Comissão Diretora Mista para Informação e Classificação do Uso
da Terra, no início de 1971. O trabalho da comissão, composta
de representantes do Geological Survey do Departamento do In-
terior dos E.U.A. - da Administração Nacional de Aeronáutica e
Espaço (NASA), do Serviço de Conservação do Solo do Depar-
tamento de Agricultura dos E.U.A., da Associação de Geógrafos
Americanos, e da União Geográfica Internacional, tem sido mantido
pela NASA e pelo Departamento do Interior e coordenado pelo
U. S. Geological Survey (USGS).

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O objetivo da com1ssao era desenvolver um sistema nacional de
classificação que fosse receptivo às ·entradas de dados, tanto das
fontes convencionais quanto de sensores remotos localizados em
aviões de grande altitude e em plataformas satélites, e que ao mes-
mo tempo constituísse a estrutura na qual as categorias de estudos
de uso da terra mais detalhados, feitos por órgãos regionais, esta-
duais e locais, pudessem ser ajustadas e agregadas, crescentemente,
do Nível IV para o Nível I, para uso em escala menor mais geral
e em nível nacional.
Diversos sistemas de classificação, projetados ou passíveis de serem
adaptados para uso com técnicas de sensores remotos, serviram de
base para as discussões em uma Conferência sobre Informação e
Classificação de Uso da Terra, em Washington, D.C., Junho 28-30,
1971. Esta conferência teve a participação de mais de 150 represen-
tantes de órgãos federais, estaduais e municipais, universidades,
institutos e empresas privadas. Com base nessas discussões, a Co-
missão Diretora Mista propôs desenvolver e testar um sis-
tema de classificação de uso da terra e revestimento do solo, que
pudesse ser utilizado com sensoreamento remoto e com um mínimo
de confiabilidade em informação suplementar nos primeiro e se-
gundo níveis mais gerais de categorização. A necessidade de com-
patibilidade com os níveis mais gerais de categorização de uso da
terra e revestimento do solo, nos sistemas de classificação, geral-
mente em uso, foi claramente reconhecida especialmente no caso
dos níveis do Manual de Codificação dos Padrões de Uso da Terra
publicado pelo U.S. Urban Renewal Administration e pelo Bureau
o f Public Roads ( 1965), do inventário de Principais Usos da Terra
feito a cada 5 anos pelo Economic Research Service do Departa-
mento de Agricultura dos E.U.A. (Frey, 1973), e pelo inventário
nacional das necessidades de conservação do solo e da água, inicia-
do em 1956 e realizado pela segunda vez em 1966 por diversos
órgãos do Departamento de Agricultura e Interior dos E.U.A. (U.S.
Department of Agriculture, 1971) .
Dois sistemas de classificação de uso da terra, inicialmente pro-
postos por J ames R. Anderson para uso experimental, foram pla-
nejados para colocar maior ênfase no sensoreamento remoto, em-
bora, para o mais elaborado dos dois, se previsse a disponibili-
dade de fontes suplementares de informação ( Anderson, 1971). O

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sistema de classificação para o Inventário de Uso da Terra e Re-
cursos Naturais do Estado de Nova Y ork, planejado principal-
mente no Centro para Estudos de Fotografias Aéreas da Universi-
dade de Cornell, havia sido projetado para ser usado com fotogra-
fias aéreas na escala de 1 :24.000 e. embora previsto especifica-
mente para o Estado de Nova Y ork, era adaptável para uso em
outras partes. A fim de tirar proveito da experiência de Nova Y ork,
Ernest E. Hardy e John T. Roach foram convidados para cola-
borar na preparação da estrutura definitiva da classificação pro-
posta. As definições de categorias de uso da terra utilizadas em
Nova Y ork foram cuidadosamente revistas e modificadas para tor-
ná-las aplicáveis ao país como um todo. A classificação resultante
foi apresentada na U.S. Geological Survey Circular 671. Tendo em
vista sua experiência de serviço com a Comissão de Aplicações
Geográficas de Sensoreamento Remoto, da Associação de Geógra-
fos Americanos, Richard E. Witmer foi convidado para participar,
com outros, nessa revisão.
Foi dispensada atenção principalmente aos primeiro e segundo ní-
veis de categorização, mais generalizados. As definições para cada
uma das categorias desses dois níveis foram submetidas a testes
seletivos e avaliação pelo USGS, utilizando-se informações obtidas,
principalmente, de vôos de grande altitude, como parte da pesquisa
em conexão com o Projeto USGS - Área de Teste Ecológico Re-
gional Centro Atlântico (CARETS) , (74.700 km 2 ) , com o Pro-
jeto Piloto Phoenix (81.500 km2 ), e com o mapeamento de uso
da terra para a Comissão Regional Ozarks ( 186.500 km2 ) .
O trabalho de Pettinger e Poulton (1970) permitiu uma percep-
ção valiosa do mosaico de uso da terra do sudoeste dos Estados
Unidos. Algumas das categorias sugeridas para terras áridas e pas-
tagens, por esses pesquisadores, foram adotadas no presente sistema
de classificação de uso da terra e revestimento do solo.

ELABORAÇÃO DE UM SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO PARA


SER USADO COM TÉCNICAS DE SENSOREAMENTO REMOTO

Não existe classificação de uso da terra e revestimento do solo


que seja única e ideal, e é pouco provável que uma possa vir a

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ser desenvolvida. Existem diferentes perspectivas no processo de
classificação, e o processo, mesmo, tende a ser subjetivo, mesmo
quando é utilizada uma abordagem numérica objetiva. Não existe,
de fato, uma razão lógica para se esperar que um inventário deta-
lhado deva servir por mais do que um curto período, uma vez
que os modelos de uso da terra e revestimento do solo se modifi-
cam, na medida da demanda, pelos recursos naturais. Cada elas·
sificação é feita de forma a atender às necessidades do usuário, e
poucos usuários se darão por satisfeitos com um inventário que
não atenda à maioria de suas necessidades. Ao desenvolver-se
um sistema de classificação para ser utilizado com técnicas de
sensoreamento remoto, que forneça uma estrutura capaz de satis-
fazer à maioria dos usuários, devem ser, prioritariamente, fixadas
certas linhas mestras de critério de avaliação.
Para começar, existe considerável diversidade de opm10es, quan-
to ao que vem a ser uso da terra, embora se afigure uma das
características amplamente reconhecida como significativa, para
fins de planejamento e administração. Um conceito que tem muito
mérito é o de que o uso da terra se refere à "atividade do homem
na terra, que se acha diretamente relacionada com a terra" ( Clawson
e Stewart, 1965). O revestimento do solo, por outro lado, descreve
'•a vegetação e construções artificiais, que recobrem a superfície da
terra" (Burley 1961).
Os tipos de categorização de uso da terra e revestimento do solo
desenvolvidos no sistema de classificação, apresentados no pre-
sente relatório, podem ser relacionados com sistemas para classi-
ficação de potencialidade do solo, vulnerabilidade a certas práticas
de manejo, e potencial para qualquer atividade em particular ou
valor da terra, tanto intrínseco quanto especulativo.
Os conceitos relacionados com revestimento do solo e atividade de
uso da terra estão intimamente ligados e, em muitos casos,
têm sido utilizados alternativamente. As finalidades para as quais
as terras estão sendo usadas, geralmente estão relacionadas com
tipos de revestimento, seja ela florestal, agrícola, residencial, ou
industrial. Os equipamentos de sensoreamento remoto para for·
mação de imagens não registram a atividade diretamente. O sensor
remoto obtém uma resposta baseada em muitas características da

20
superfície da terra, inclusive o revestimento natural ou o artificial.
O intérprete vale-se de modelos, tonalidades, texturas, formas, e
associações no terreno a fim de obter informações sobre atividades
de uso da terra, a partir de que, basicamente, constitui informa-
ção sobre o revestimneto do solo.

Algumas atividades humanas, no entanto, não podem ser direta-


mente relacionadas com · o tipo de revestimento do solo. Ati-
vidades recreativas extensas, cobrindo grandes áreas, não são par-
ticularmente acessíveis à interpretação com dados de sensoreamen-
to remoto. Por exemplo, a caça é uma utilização recreativa muito
comum e difundida, no entanto ela geralmente ocorre em terras que
seriam classificadas como algum tipo de floresta, campo, ou terra
agrícola, tanto no levantamento de campo como na interpretação
de imagens. Em conseqüência, é necessária informação suplementar
para identificar terras utilizadas para caça. Também são necessárias
informações suplementares, como sejam: mapas de propriedade das
terras, para determinar o seu uso, tais como, parques, refúgios de
caça, ou distritos de conservação de água as quais possam ter
usos coincidentes com limites administrativos, que não são usual-
mente discerníveis através de inventários, que se valem de dados de
sensores remotos. Por essas razões, tipos de uso da terra e revesti-
mento do solo, identificáveis à primeira vista a partir de dados do
sensoreamento remoto, são utilizados como base para organização
do presente sistema de classificação. Os órgãos que necessitarem de
informação mais detalhada sobre o uso da terra poderão recorrer à
utilização de dados suplementares.

Na maioria dos processos de classificação, dificilmente se encon-


tram claramente definidas as classes que se deseja. Na determinação
do revestimento do solo, pareceria simples desenhar uma linha
entre terra e água, enquanto se levar em conta aspectos tais como
áreas úmidas estacionais, áreas sujeitas a marés, ou brejos com
espécies variadas de cobertura vegetal. Às vezes é preciso tomar
decisões que podem parecer arbitrárias, mas se as descrições das
categorias forem completas, e explicadas as linhas de ação, o pro-
cesso de inventário pode ser repetido. O sistema de classificação
deve permitir a inclusão de todas as partes da área em estudo,

21
bem como fornecer uma unidade de referência para cada tipo de
uso da terra e revestimento do solo.
O problema de invttltariar e classificar usos múltiplos que oc~r­
rem em uma mesma área de terra, não será fácil de resolver. Usos
múltiplos podem ocorrer simultaneamente, como no caso de terra
agrícola ou terra florestal utilizadas para fins recreativos, 'tais
como caça ou camping. Diferentes usos poderão, também, ocorrer
alternativamente, como no caso de uma grande barragem servindo
ao controle de enchentes, durante a época das chuvas, e gerando
energia durante os períodos de demanda elevada. Essa mesma
barragem pode dispor de profundidade suficiente para ser na-
vegável por barcos comerciais durante todo o ano, e pode, ainda,
prover oportunidades de recreação durante o verão. Como é óbvio,
todas essas atividades não seriam detectáveis em uma única foto·
grafia aérea. No entanto, os intérpretes têm eventualmente corre-
lacionado atividades de controle de enchentes, com canais de des·
carga em torno das represas, detectados em imagens obtidas du-
rante os baixos níveis d'água da estação seca. Da mesma forma, a
presença de grandes comportas nas estruturas de controle d'água
indicam tráfego de barcaças e navios, enquanto jatos de descarga
significam geração de energia. Marinas, para barcos de recreio,
hem como as esteiras deixadas pelos próprios barcos, podem ser
detectadas em fotografias de grande altitude. Embora cada uma
dessas atividades possa ser detectável em alguma oportunidade por
sensoreamento remoto, muitas outras situações de uso múltiplo
não podem ser interpretadas com o mesmo grau de sucesso. O
exemplo da barragem permite, no entanto, penetrar em uma outra
faceta da solução do problema, e esta é a possibilidade e neces-
sidade de obter dados colaterais para auxiliar na compreensão de
uma situação de uso-múltiplo.
A disposição vertical de muitos usos, acima e abaixo da superfície
do solo, traz problemas adicionais para o intérprete de uso da
terra. Depósitos de carvão e outros minérios, debaixo de culturas
ou florestas, linhas elétricas de transmissão atravessando pastagens,
garagens subterrâneas ou nos terraços de edifícios e passagens
subterrâneas em áreas urbanas, todas exemplificam situações que
devem ser resolvidas pelos usuários individuais e compiladores de
dados de uso da terra.

22
O tamanho da área mimma, capaz de ser descrita como perten-
cendo a uma determinada categoria de uso da terra, depende da
escala e resolução dos dados originais do sensor remoto ou outra
fonte, a partir da qual o uso da terra é identificado e interpre-
tado. Ele, também, depende da escala da compilação dos dados,
bem como da escala final de apresentação da informação de uso da
terra. Em alguns casos, os usos da terra não podem ser identifi-
cados com um grau de detalhe que se aproxime da dimensão da
menor unidade mapeável, enquanto, em outros, podem apesar de
pequenos demais para serem mapeados. As fazendas, por exemplo,
não se distinguem de outros usos agrícolas da terra quando mapea-
dos nos níveis mais gerais da classificação. Por outro lado, poderão
ser perfeitamente interpretadas, embora muito pequenas para se-
rem representadas na escala da apresentação final. Situações análo-
gas podem surgir no uso de outras categorias.

Quando os mapas são planejados no formato para apresentação de


dados de uso da terra, torna-se difícil representar unidades de área
com menos de 2,54 mm de lado. Além do mais, áreas menores
trazem problemas de leitura para quem vai utilizar o mapa. Usuá-
rios de gráficos, gerados por computador, são igualmente constran-
gidos pelo tamanho reduzido da impressão.

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO

Um sistema de classificação de uso da terra e revestimento do solo,


que possa utilizar com eficiência dados de sensores remotos orbi-
tais e de grande altitude, deve atender aos seguintes critérios
(Anderson, 1971):

1. o nível mimmo de precisao para interpretar e identificar as


categorias de uso da terra e revestimento do solo, a partir de
dados de sensoreamento remoto deverá ser de, pelo menos, 85 por
cento;

2 . a precisao de interpretação para as diferentes categorias de-


verá ser aproximadamente a mesma;

23
3. resultados repetíveis ou repetitivos devem ser capazes de se
obter de um intérprete para outro e de um sensoreamento para
outro;
4. o sistema de classificação deve ser aplicável em áreas extensas;
5 . a categorização deve permitir que a vegetação e outros tipos
de revestimento do solo sejam utilizados como substitutos da ati-
vidade;
6. o sistema de classificação deve ser passível de utilização com
dados de sensoreamento remoto obtidos em diferentes épocas do
ano;
7 . deve ser possível o uso eficaz de subcategorias a serem obtidas
de levantamentos no campo ou a partir da utilização de maior
escala ou de dados ampliados de sensores remotos;
8. deve ser possível a agregação de categorias;
9. deve ser possível a comparação com dados de uso da terra a
serem obtidos posteriormente;
lO. os usos múltiplos da terra devem ser identificados, quando
possível.

Alguns desses critérios relativos à classificação de uso da terra e


revestimento do solo devem ser aplicados de um modo geral, mas
alguns deles se aplicam, antes de tudo, aos dados obtidos através
de sensoreamento remoto.
Espera-se que nos níveis primeiro e segundo, mais gerais, pos-
sa ser obtido um detalhe de interpretação que torne os dados
sobre uso da terra e revestimento do solo comparáveis, em quali-
dade, àqueles obtidos por outros meios. Para dados sobre uso da
terra e revestimento do solo necessários para fins de planejamento
e administração, a precisão de interpretação, nos primeiro e segun-
do níveis mais gerais, é satisfatória quando o intérprete consegue
a interpretação correta 85 a 90 por cento das vezes. Para regula-
mentação das atividades de uso da terra ou para fins de avaliação
de impostos, por exemplo, geralmente será necessária uma precisão
muito maior. A maior precisão, geral, só será obtida a um custo
muito maior. A precisão de dados sobre uso da terra, obtida de

24
fontes de sensoreamento remoto, é comparável àquela conseguida
pela utilização de técnicas de listagem. Por exemplo, levantamentos
pós-listagem feitos pelo U.S. Bureau of the Census revelaram que
14 por cento de todas as fazendas (mas não necesariamente 14 por
cento da terra agrícola) não foram relacionadas durante o Recen-
seamento Agrícola de 1969 ( lngram e Prochaska, 1972).
Além de aperfeiçoar novas técnicas de interpretação e procedimen·
tos para análise, tais como vários tipos de destaque de imagens e
identificação de sinais, podemos admitir que a capacidade de reso-
lução dos diferentes sistemas de sensoreamento remoto, também,
será melhorada.
Resolução, ou poder de resolução, de um sistema de imagem,
significa a capacidade do mesmo de individualizar dois objetos
separados por uma determinada distância. Na maior parte das apli-
cações de uso da terra, temos o maior interesse no menor tamanho
de uma área que possa ser identificada como tendo um certo tipo
interpretável de uso da terra ou revestimento do solo. Obviamente,
tal área mínima depende não apenas do tipo e das características
do sistema de captação, mas pragmaticamente, também, da ordem
de "geração" das imagens, ou seja, quão distante a imagem no
laboratório se encontra em número de estágios de reprodução, da
imagem inicialmente registrada. O usuário deve utilizar-se da in-
formação mais recente disponível ao determinar os parâq~etros de
resolução do sistema.

O tipo e a quantidade de informação sobre uso da terra e reves-


timento do solo, que podem ser obtidos de diferentes sensores,
depende da altitude e da resolução de cada sensor. Há pouca
probabilidade de que um único sensor ou sistema venha a produzir
bons dados em todas as altitudes. Seria desejável que se avaliasse
cada fonte de dados de sensoreamento remoto e a sua aplicação
unicamente na base das qualidades e características da fonte. No
entanto, é uma prática comum transferir os dados para um mapa·
base e, não importa qual sejam as linhas mestras, dificilmente se
usa um mapa-base sem dele extrair alguns dados adicionais. Mapas
topográficos, mapas de estradas, e mapas urbanos detalhados, ge-
ralmente contribuirão com detalhes além das possibilidades dos
dados de sensoreamento remoto.

25
O sistema multinível de classificação de uso da terra e cobertura
do solo, descrito neste relatório, foi desenvolvido; diferentes sen·
sores forneceram dados numa gama de resoluções dependente da
altitude e da escala. Em geral, ocorrem as seguintes relações, con·
siderando-se que seja utilizada uma máquina fotográfica com 6
polegadas de distância focal, para obter imagens de avião:

Nível de
Classificação Características típicas dos dados
I....... Tipo de dados LANDSAT (anteriormente ERTS)
11. . . . . . . Dados de grande altitude, a 12.400 m ou mais ( es·
cala menor que 1 :80.000)
III. . . . . . . Dados de altitude média tomados entre 3.100 e
12.400 m (escala 1 :20.000 a 1 :80.000)
IV....... Dados de baixa altitude tomados a menos de 3.100
m (escala mais que 1 :20.000)

Embora os dados de uso da terra obtidos em qualquer dos níveis


de categorização não devam certamente ser restritos a nenhum nível
particular de grupos de usuários, a nenhuma escala particular de
apresentação, as informações nos Níveis I e 11 serão, geralmente,
de interesse para usuários que desejam dados em uma base na·
cional, interestadual ou de âmbito estadual. Dados mais detalha·
dos sobre uso da terra e revestimento do solo, quais sejam aqueles
categorizados nos Níveis UI e IV, em geral, serão utilizados
com mais freqüência por aqueles que necessitam e produzem in·
formação em nivel intra-estadual regional, municipal ou distri-
tal. Pretende-se que estes últimos níveis de categorização sejam de·
senvolvidos pelos próprios grupos usuários, de tal forma que suas
necessidades específicas possam ser satisfeitas pelas categorias por
eles mesmos introduzidas na estrutura. Se o sistema de classifica·
ção deve vir a ser realmente útil, é de se desejar que categorias
mais detalhadas possam ser agregadas às categorias do Nível 11,
que está sendo adotado pelo USGS. Em geral, os dados de uso da
terra e revestimento do solo, do Nível 11, encaixam-se bastante
hem, como os dados de pontos e linhas disponíveis nos mapas topo·
gráficos padronizados do USGS.

26
Esse relacionamento geral, entre o nível de categorização e a fonte
de dados, não visa a restringir os usuários a determinadas escalas,
seja na fonte original de dados, a partir da qual a informação
de uso da terra é compilada, seja no resultado final do mapa ou
de outro recurso gráfico. A informação no Nível I, por exem-
plo, embora recolhida com eficiência e economia sobre gran-
des áreas por um satélite do tipo LANDSAT ou por imagens
de grande altitude, poderia ser interpretada a partir de imagens
convencionais de avião, em grande escala, ou compiladas por le-
vantamento em terra. Essa mesma informação pode ser apresentada
em uma ampla variedade de escalas, desde a de um mapa
topográfico padrão, como a de I :24.000 ou mesmo maior, até a
escala muito menor das imagens orbitais, como a de 1:1.000.000.
Da mesma forma, diversas categorias do Nível 11 (e, em alguns
casos, categorias do Nível 111) têm sido interpretadas a partir de
dados do LANDSAT. Atualmente, no entanto, as categorias do Ní-
vel 11 são obtidas, com mais precisão, a partir de foto grafias de
grande altitude. Uma grande parte dos dados sobre uso da terra
e cobertura do solo, nos níveis 111 e IV, podem, também, ser con-
seguidos com imagens de grande altitude. Esse nível de categori-
zação também pode ser apresentado em uma ampla gama de esca-
las. No entanto, na medida em que se utilizam níveis de catego-
rização mais detalhados, uma maior dependência deve ser deposi-
tada nos dados de sensoreamento remoto de maior resolução, e
nos levantamentos suplementares feitos em terra.
A principal fonte de sensoreamento remoto para dados do Nível
11, atualmente, é a fotografia de grande altitude, em infraverme-
lho. As escalas menores que l :80.000 são características de foto-
grafias de grande altitude, porém escalas variando de l :24.000 a
1 :250.000 geralmente têm sido utilizadas para os mapas acabados.
A mesma fotografia que neste momento é utilizada para desenhar
ou atualizar mapas topográficos em escala 1 :24.000 ou para or-
thophotoquads (quadrículas ortofoto) em escalas similares, é uma
fonte potencial de dados para o inventário de uso d a terra e reves-
timento do solo. A base ortofoto, em particular, fr eqüentemente
permite uma rápida interpretação das informações dos Níveis I e
11, a um preço relativamente baixo. O custo de aquisição de níveis
mais detalhados de dados de uso da terra e revestimento do solo

27
pode tornar proibitiva a inclusão de tais dados em mapas de
grande escala, de áreas extensas.
Experimentos recentes ( Stevens e outros, 1974) com dados de
uso da terra nos Níveis I e 11, em mapas topográficos de 1 :24.000,
foram realizados por pesquisadores do Maps and Surveys Branch
da Tennessee Valley Authority, em conjunto com o Marshall Space
Flight Center e o Oak Ridge National Laboratories. Foram obtidos
resultados bastante satisfatórios ao interpretar o uso da terra com
fotografias de grande altitude. Em áreas de terreno com relevo,
muito acentuado, foi utilizado um stereoplotter ( plotador este-
reoscópico), a fim de evitar problemas de escala.
As categorias propostas para o Nível 11 não podem ser todas in-
terpretadas com igual confiabilidade. Em certas partes dos Esta-
dos Unidos, algumas categorias podem se tornar extremamente difí-
ceis de serem interpretadas unicamente a partir de imagens de
grande altitude tomadas de avião. A interpretação de áreas extre-
mamente complexas pode tornar necessárias outras fontes de in-
formação como a fotografia aérea convencional, além dos dados do
sensoreamento remoto. Com bases nas pesquisas e testes realizados
no Projeto USGS, Geography Program's Central Atlantic Regional
Ecological Test Site ( CARETS), no Projeto-piloto Phoenix, e no
mapeamento de uso da terra feito para o Ozarks Regional Com-
mission (U.S. Geological Survey, 1973), foi apurado que o custo
de utilização de tal informação adicional pode ser mantido em
níveis razoáveis.
No Nível 111, que se encontra fora do âmbito da presente
discussão, pode-se prever uma utilização de quantidades apreciá-
veis de informação suplementar, em adição a uma parte de infor-
mação obtida de sensores remotos, nas escalas de 1:15.000 a
1 :40.000. Inventários, surpreendentemente detalhados, podem ser
conseguidos e, pela utilização conjunta de informação de sensores
remotos e suplementar, podem ser adequadamente localizadas, me-
didas e codificadas a maioria dos tipos de uso da terra e revesti-
mento do solo, exceto aqueles de áreas urbanas muito complexas
ou de misturas extremamente heterogêneas.
O Nível IV exigiria muito mais informação suplementar e dados
de sensoreamento remoto em uma quantidade muito maior.

28
DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

Ao se desenvolver o sistema de classificação, fez-se o maior esforço


para conseguir o máximo de compatibilidade com outros sistemas
em uso corrente pelos diferentes órgãos federais relacionados
com inventário de uso da terra e seu mapeamento. Foi
dada uma atenção especial às definições das categorias de uso
da terra utilizadas pelos demais órgãos, tanto quanto elas possam
ser úteis na categorização dos dados obtidos das fontes de senso-
reamento remoto.
A definição de Terra Urbana ou Construída, por exemplo, com·
preende aqueles usos assim classificados (Wooten e Anderson,
1.957) pelo U.S. Department of Agriculture, mais as partes cons-
truídas das principais áreas de recreação, instalações públicas, e
outras comodidades semelhantes. A terra agrícola foi definida de
modo a incluir, como principais componentes, Terra de Cultura e
Pastagens, Pomares, Bosques, Vinhedos, Viveiros, e Áreas de Hor-
ticultura Ornamental e Atividades de Criação Confinada. Certos
usos da terra como pastagem, no entanto, não podem ser separa-
dos com clareza e precisão, através da utilização dos dados de
fontes de sensoreamento remoto apropriadas para os níveis mais
gerais de classificação. Essa categoria, no seu todo, muito se asse-
melha à definição de terra agrícola dada pelo U.S. Department
of Agriculture.
Basicamente a definição de Terra Florestal, utilizada com dados
obtidos de sensores remotos aproxima-se daquela usada pelo U. S.
Forest Service {manual não editado), com exceção dos tipos de
carrasco e macega, espinheta, como o chaparral e a mesquite,
classificadas como terra florestal pelo Serviço Florestal, por causa
de sua importância no controle de bacias hidrográficas. Dada sua
amplitude de ocorrência, elas são geralmente reunidas com os tipos
de Pastagens, nas classificações de vegetação interpretáveis a par-
.tir de imagens de sensoreamento.
O principal conceito pelo qual certos tipos de revestimento são ·in-
cluídos na categoria de Pastagem, e que separa pastagem de terra
de pastoreio é que a pastagem representa uma cobertura de vege·
tação clímax composta de gramíneas, ervas pastáveis e arbustos,
potencialmente útil como recurso para pastoreio ou forragem

29
(U.S. Congress, 1936; U.S. Department of Agriculture, 1962, 1971).
Embora essas pastagens não sejam usualmente semeadas, aduba-
das, irrigadas, ou cultivadas, se a cobertura forrageira for melho-
rada elas serão manejadas, basicamente, como vegetação nativa,
e o recurso forrageiro regulado pela variação da intensidade e pe-
ríodos de pastoreio ( Stoddard and Smith, 1955). Uma vez que as
práticàs agrícolas típicas, acima mencionadas, são próprias de al-
gumas terras de pastagem, estas terras de pastoreio são semelhantes
aos tipos de terras agrícolas nas imagens registradas.
A definição de Terra Úmida inclui os principais elementos da defi-
nição original do U.S. Department of the Interior (Shaw e Fre-
dine, 196), hem como a definição resultante dos esforços combi-
nados do grupo de trabalho do USGS.

A Tabela I mostra um sumário geral de uso da terra compilado


a cada 5 anos pelo Serviço de Pesquisa Econômica do U.S. Depart-
ment of Agriculture, suplementado por outras fontes. Essas esta-
tísticas, disponíveis apenas para ·os Estados, são fornecidas pelos
diferentes órgãos do governo que compilam informações sobre al-
gumas categorias de uso da terra, muitas das quais paralelas ao
sistema de classificação de uso da terra do USGS.

O sistema de classificação de uso da terra e revestimento do solo,


apresentado neste relatório (tabela 2), inclui, apenas, os níveis
primeiro e segundo, mais generalizados. O sistema atende aos três
principais atributos do processo de classificação proposto por Grigg
( 1965) ; ( 1) identifica as categorias simplesmente utilizando a
terminologia já aceita; ( 2) permite que a informação seja trans-
mitida; e ( 3) permite que se façam generalizações indutivas.
O sistema de classificação é passível de um maior refinamento na
base de uma utilização mais ampla e variada. Nos níveis mais
generalizados ele atende ao objetivo principal de fornecer um sis-
tema de classificação de uso da terra e revestimento do solo, para
ser usado em atividades de planejamento e administração de uso da
terra. A realização do objetivo fundamental e de longo alcan-
ce, de prover um sistema padronizado de classificação de uso da
terra e revestimento do solo, para estudos nacionais e regionais,
dependerá do aperfeiçoamento que irá resultar da utilização ampla
do sistema.

30
TABELA 1 - Principais usos da terra, Estados Unidos, 1969 *
HECTARES PORCEN-
UTILIZAÇÃO DA TERRA
(milhões) TAGEM

Terra Agrícola ................................ . 191 20.9


Terra usada para culturas ................... . 135
Terra com colhEitas ....................... . 116
Culturas fracassadas ...... ........ . ........ . 2
Cultivos de verão . ........................ . 17
Culturas para melhoramento do solo e terras sem
cultura ................................... . 21
Terras usadas apenas para pastoreio . . . ....... . 35
Campos de gramíneas e pastagens( 1) .. ..... ..... . 245 26 .7
Terras florestais .......... : ...... .. ..... . ..... . . 293 31.9
Com pastoreio ............. . ..... . .......... . 80
Sem pastoreio .............................. . 213
Usos especiais(2) ............... . .............. . 72 7 .9
Áreas urbanas .. ............................. . 14
Áreas viárias . . ... . ......................... . 11
Parques rurais . . . ....... .. .................. . 19
Refúgios de vida silvestre. ... . .......... . .... . 13
Áreas de segurança nacional, controle de enchen-
tes e industriais ...... .. ................... . 11
Próprios estaduais e outros de usos diversos . .. . 1
Fazenda, estradas rurais e caminhos .. ........ . 3
Terras diversas(3) .. . ........... . .............. . 116 12.6

•Frey, H . T ., 1!173. Nilo inclui árl'a coberta por cursoe d'água com ruais de l t R de milhn ele largura t'la-
gOR, reeervat6ri09 e outros, com mais de 16 hectares.
(1) Inclui pasto• a eerem ineeridos eon.o terra agrícola no •i•tema c!~ ela85ifieaçfto elo USGS.
(2) Exceto para áreas urbanas e eonstmidM, e para fin• de traMportc, eotes usos espeeiaie serllo ciM-
•ifieados conforme o revestimento dominante, de acordo eom o oistcma de c188llilieaç~o do USGS.
(3) Tundra, gP.Ieiras c campos dt' gelo, brejos, p~tanos. !irens rO<'hosas, deoertoo, praias e outras tt'rrao
dh·ersaP..

Na medida em que são feitos novos progressos na tecnologia, po-


derá se tornar necessário modificar o sistema de classificação, para
utilização com análise de dados automáticos. As missões LANDSAT
e Skylab, e o programa de aviões de grande altitude, da adminis-
tração de Aeronáutica e Espaço, têm oferecido oportunidades para
um teste de âmbito nacional, da possibilidade do uso desse sistema
de classificação, para obter informação em base uniforme.
A abordagem da classificação de uso da terra e revestimento do
solo, no sistema aqui descrito, é "orientada com base na fonte",
ao contrário, por exemplo, da "orientação segundo pessoas", do
"Manual Padronizado de Codificação de Uso da Terra", desenvol-
vido pelo U.S. Urban Renewal Administration e pelo Bureau of

31
TABELA 2 - Sistema de uso da terra e revestimento do solo para
utilização com dados de sensoreamento remoto

_ ______N_l_v_E_L_I_ __ _ _ _L_I _ ______ Nlv_E_L_I_I_ _ _ __

Terra Urbana ou Construída 11 Residencial.


12 Comercial e Serviços.
13 Industrial.
14 Transportes, Comunicações e Utilidades.
15 Complexos Industriais e Comerciais.
16 Terra Urbana ou Construída Mista.
17 Terra Urbana Diversas ou Construída.

2 Terra Agrícola 21 Terra de Cultura e Pastagem


22 Pomares, Bosques, Vinhedos, Viveiros
e Áreas de Horticultura Ornamental.
23 Atividades de Criação Confinada.
24 Outros tipos de Terra Agrícola.

3 Pastagem 31 Pastagem Herbácea.


32 Pastagem com Arbusto e Carrasco.
33 Pastagem Mista.

4 Terra Florestal 41 Terra de Floresta Decídua.


42 Terra. de Floresta Sempre verde.
43 Terra. de Floresta Mista.

5 Água. 51 Cursos d'água. e Canais.


52 Lagos.
53 Reservatórios.
54 Baías e Estuários.

6 Terra. Omida 61 Terra. Omida. Florestada.


62 Terra Omida Não Florestada.

7 Terra. Árida 71 Planícies Salgadas Secas.


72 Praias.
73 Outras Áreas de Areia. que não Praias.
74 Rocha. Nua. Exposta.
75 Minas a. céu-aberto, Pedreiras, e Minas
de Cascalho.
76 Áreas de transição.
77 Terra Árida. Mista.

8 Tundra. 81 Tundra de Arbustos e Macega.


82 Tundra Herbácea.
83 Tundra de Solo Nu.
84 Tundra Omida.
85 Tundra Mista.

9 Neve ou Gelo Perene 91 Campos de Neve Perene.


92 Geleiras.

32
Puhlic Roads (1965). Em sua maior parte o Manual baseia-se no
''Código de Classificação Industrial Padrão" estabelecido e pu·
blicado pelo antigo Bureau of the Buddget (U.S. Executive Office
of the President, 1957).
O sistema orientado, segundo pessoas, do "Manual Padronizado
de Codificação de Uso da Terra" atribui sete das nove categorias
generalizadas do primeiro nível, a usos da terra urbana, de trans-
porte, de recreação, e outros relacionados, os quais concorrem com
menos de 5 por cento da área total dos Estados Unidos (tabelas 1
e 3). Embora exista necessidade óbvia de um sistema de classifi.
cação de uso da terra orientado no sentido urbano, existe, também,
necessidade de um outro, orientado no sentido dos recursos, cuja
ênfase ·primeira sejam os remanescentes 95 por cento da área
terrestre dos Estados Unidos. O sistema de classificação do
USGS., descrito neste relatório, visa essa necessidade, com oito
das nove categorias do Nível I considerando áreas de terras dos
Estados Unidos não incluídas como urbanas ou construídas. Seis
das categorias do primeiro nível, no código padrão de uso da terra,
são colocadas sob o título Urbana ou Construída do Nível 111,
no sistema do USGS . Embora o código padrão de uso da terra

TABELA 3 - Código padrão de uso da terra - categorias do


1
primeiro nível

1. Residencial.
2. Industrial (incluídas 9 categorias do segundo nível).
3. Industrial (inrluída.s 6 categorias do segundo nível).
4. Transportes, comunicações, e utilidades.
5. Comércio.
6. Serviços.
7. Cultural, diversões e recreação.
8. Produção e extração de recursos.
9. Áreas não desenvolvidas de terra e águ!l.

1 Manool Padronirado d• Codi}i~o d• ll•o da Ttrro, 1965, p. 29.

33
e a classificação do USGS difiram, consideravelmente, nos seus
enfoques principais, existe um grau sensível de compatibilidade
entre esses dois sistemas nos níveis mais generalizados e mesmo
nos níveis de maior detalhe.

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

A utilização de uma terminologia idêntica ou similar não garante,


automaticamente, que os dados sobre uso da terra, coligados e co-
dificados de acordo com dois sistemas, venham a ser inteiramente
compatíveis. Os principais pontos de divergência entre outras elas·
sificações e o sistema do USGS têm sua origem na ênfase colo-
cada no sensoreamento remoto como fonte primeira de dados uti-
lizada no sistema de classificação do USGS. Por causa dessa ên-
fase, a atividade deve ser interpretada usando-se o revestimento
do solo como o principal indicador, em adição às habituais refe-
rências do intérprete ao padrão, localização geográfica e outras ca-
racterísticas da imagem. Esse processo exclui, necessariamente, 11
possibilidade da informação gerada que identifique o manejo e a
propriedade de unidades, tais como fazendas, fazendas de criação,
ou usos semelhantes individualizados, incluídos em um complexo
privado específico, distinguindo-as da atividade básica. Por exem·
plo, armazéns não podem ser relacionados com vendas a varejo,
quando as duas ocorrências encontram-se separadas no espaço. O
próprio revestimento e os usos relacionados com o mesmo são ma-
peados em cada caso, em lugar de se introduzirem deduções no
processo de inventário.
Deduções utilizadas para prognóstico poderiam trazer problemas
para o intérprete nos casos em que o uso da terra se en-
contra claramente em transição, quando nem o primeiro uso
nem o uso futuro ocorrem no momento. Na maioria desses casos,
é tentador especular sobre o uso futuro, mas tudo quanto se pode
mesmo determinar, em tal variedade de situações, é que está ocor-
rendo uma mudança. Grandes áreas derrubadas em florestas do
sudeste, por exemplo, nem sempre voltam a ser florestas e podem
se tornar numa variedade de usos futuros, tais como loteamento re·

34
sidencial, local para indústria, área de culturas, ou uma mina de
fosf~tos. A "subdivisão macega" espinhenta do Sudoeste pode apre-
sentar todas as indicações potenciais de futuro povoamento, tais
como ruas cuidadosamente locadas, e, no entanto, nunca vir a
receber nenhuma construção. Tais áreas abertas, livres, devem ser
identificadas como "Áreas de Transição."
Uma vez que o Nível li será~ provavelmente, mais adequado par:t
compilação e mapeamento de uso da terra e revestimento do solo,
a nível estadual e regional interestadual, e desde que as categorias
do Nível 11 podem ser criadas, agregando-se categorias similares
do Nível 111, a categorização do Nível 11 pode ser considerada o
fulcro do sistema de classificação. O sistema de classificação pode
ser utilizado em um nível determinado, apropriado ao usuário, e a
informação gerada pode ser reunida com dados gerados por outros,
para formar uma categoria agregada, no próximo nível mais ele·
vado. Por exemplo, se um grupo de planejamento local projetou
uma classificação de Nível 111 de um certo grupo de usos da
terra e incluiu informações de definições suficientes de suas ca-
tegorias de uso da terra, seus dados poderão ser compilados em
um inventário mais amplo por um grupo de planejamento estadual
ou regional, utilizando categorias do Nível 11. Tais dados, em
contrapartida, poderão servir como parte da base de dados para
um inventário nacional.
Poucas vezes é necessário inventariar usos da terra nos níveis mais
detalhados, mesmo para planejamento local. Dispor de maiores
detalhes, porém, dá flexibilidade na manipulação dos dados, quan-
do se trata de atender muitas finalidades diferentes. O custo de
interpretar, codificar e registrar dados sobre uso da terra, em
níveis mais detalhados, é necessariamente maior do que se os dados
fossem manipulados dos níveis mais generalizados. Esse custo extra
reflete o aumento de custo dos dados de sensoreamento remoto e
outros colaterais obtidos em escalas maiores, hem como o aumento
nos custos de interpretação.
O sistema de classificação do USGS permite flexibilidade no de-
senvolvimento da categorização nos níveis de maior detalhe. Por
conseguinte, é conveniente ilustrar as propriedades aditivas do
sistema e fornecer exemplos para os usuários desejosos de desen-

35
volver uma categorização mais detalhada. Os diferentes exemplos.
a seguir, representam possíveis categorizações. Os usuários não
se devem considerar limitados a essas categorias, mas desenvolver
categorias de maior utilidade para suas necessidades particulares.
Deve ser enfatizado que, quaisquer que sejam as categorias usadas
nos vários níveis de classificação, deve ser dispensada uma atenção
especial no sentido de prover os usuários em potencial, dos dados.
com suficiente informação, de tal forma que eles ou compilem os
dados em níveis mais generalizados ou agreguem dados mais deta-
lhados às classes já existentes.

Um exemplo de subcategorização de Terra Residencial, conforme


estabelecido pelo código padrão de uso da terra, seria:

Nível I Nível 11 Nível 111

1. Urbana ou 11. Residencial lll. Unidades unifamiliares


Construída ll2. Unidades multifamiliares
ll3. Quarteirões em grupo
ll4. Hotéis residenciais
·us. Parques para casas
móveis
ll6. Alojamentos transitórios
ll7. Outras.

Esta subdivisão particular de "residencial" utiliza critérios de ca-


pacidade, tipo, e permanência de residência como fatores de dis-
criminação entre as classes. Em outras situações, os critérios
aplicados poderiam possivelmente incluir densidade de moradias~
inquilinato, idade da construção, e assim por diante. Obviamente,.
uma tal categorização de Nível 111 iria requerer o uso de infor-
mação suplementar. Os usuários desejosos de informação ao Nível
IV poderiam empregar uma variedade de critérios. adicionais para
discriminar os usos da terra, porém pode-se verificar que o ele-
mento que permite agregação, e transferência entre categorias é a
descrição adequada do que se acha incluído em cada categoria
individual, em qualquer que seja o nível no qual os dados estão
sendo classificados.

36
A categoria de Nível 11, Terra de Cul~ura e Pastagem, pode ser
simplesmente subdividida no Nível 111.

Nível 11 Nível 111


21. Terra de Cultura e Pastagem. 211. Terra de Cultura
212. Pastagem.

Alguns usuários podem desejar critérios adicionais tais como os


utilizados no nível 111, como graus de atividade ou inatividade,
ou grau de melhoramento, enquanto outros podem colocar tais
itens nos Níveis IV ou V. O que pode constituir uma primeira
categoria para um grupo usuário, pode ser de importância secun-
dária para outro. Conforme Clawson e Stewart ( 1965) afirmam.
"O que constitui miscelânea para um, é da maior importância para
outro." Ninguém imaginaria publicar um mapa de uso corrente
da terra de qualquer parte do oeste dos Estados Unidos, sem levar
em conta a terra irrigada como uma primeira categoria. Com a
flexibilidade inerente a este sistema de classificação, pode ser facil-
mente conseguida uma acomodação a esse tipo de necessidade,
desde que a terra irrigada seja mapeada ou tabulada como uma
unidade discreta capaz de ser agregada nas categorias mais gerais,
incluídas na estrutura da classificação. Uma reestruturação pos-
sível que a acomodaria ao desejo de apresentar a terra irrigada
como uma categoria importante, seria:

Terra agrícola irrigada Terra agrícola não irrigada


Terra de cultura Terra de cultura
Pastagem Pastagem
Pomares, Bosques, etc. Pomares, Bosques, etc.

DEFINIÇÕES

Procurou-se acrescentar detalhes suficientes nas definições aqui


apresentadas, para dar uma compreensão geral do que se acha in-
cluído em cada categoria dos Níveis I e 11. Muitos dos usos des-
critos, em detalhe, não serão perceptíveis em fotografias aéreas d~
pequena escala. No entanto, o detalhe será útil no processo de

37
interpretação, e a informação adicional será útil para aqueles que
possuem fotografias aéreas de grande escala e outras informações
suplementares disponíveis.

1. TERRA URBANA OU CONSTRUíDA

Terra Urbana ou Construída compreende áreas de uso inten-


sivo, com grande parte da terra coberta por estruturas. Incluem·
se nesta categoria as metrópoles, cidades, vilas, áreas de rodovias,
serviços de transporte, energia e comunicações, e outras áreas como
as ocupadas por fábricas, shopping centers, complexos industriais
e comerciais, e instituições que podem, em alguns casos, encon-
trar-se isoladas das áreas urbanas.

Na medida em que o desenvolvimento progride, terras SUJei·


tas a usos menos intensivos, ou pouco comuns, podem vir a se
situar no meio de áreas Urbanas ou Construídas e serão, geral-
mente, incluídas nessa categoria. Terra agrícola, floresta, terra úmi·
da, ou coleções d'água na borda de áreas Urbanas ou ConstruÍ·
das não serão incluídas, a não ser quando cercadas ou dominadas
pelo desenvolvimento urbano. A categoria Urbana ou Construída
tem precedência sobre outras quando ocorrer o critério para mais
de uma categoria. Por exemplo, áreas residenciais que apresentam
suficiente cobertura arbórea para atingir o critério de Terra Flo-
restal, serão incluídas na categoria Residencial.

1.1 - Residencial
O uso Residencial da terra varia de alta densidade, representada
pelas estruturas de uso múltiplo dos núcleos urbanos, até baixa
densidade, onde as casas se encontram em lotes de mais de um
acre, na periferia da expansão urbana. Projetos urbanos residen·
ciais lineares ao longo de auto-estradas que irradiam de áreas ur-
banas, devem ser incluídas como apêndices residenciais dos centros
urbanos, tendo-se o cuidado de distingui-los das faixas comerciais
na mesma localidade. As faixas residenciais, geralmente, possuem
um tamanho e espaçamento uniformes das estruturas, vias lineares,
e áreas gramadas; as faixas comerciais têm maior probabilidade

38
de apresentar construções com tamanho e espaçamento diferentes,
vias amplas, e áreas de estacionamento. Áreas de urbanização resi-
denciais ao longo das praias são, também, lineares e algumas vezes
possuem a profundidade de, apenas, uma quadra da linha da
praia até a primeira rua.
Áreas de uso residencial esparso, tais como fazendas, serão in-
cluídas nas categorias com as quais se relaciona, a não ser que
esteja sendo utilizada uma escala de compilação adequada para
indicar tais usos separadamente. Subdivisões residenciais rurais e
de recreação, no entanto, são incluídas nesta categoria, uma vez
que a terra é quase totalmente destinada a uso residencial, muito
embora possa apresentar revestimento dos tipos florestal ou de pas-
tagem. Em alguns lugares, a separação será nítida quando novos
projetos de loteamento e construção confinam com áreas agrícolas
de uso intensivo, porém a divisa poderá ser vaga e difícil de dis-
cernir quando os projetos residenciais ocorrem em pequenas uni-
dades isoladas, no meio de uma área de usos mistos ou intensivos.
Deve ser feita uma avaliação cuidadosa da densidade e da relação
global da área com o complexo urbano total.
Setores residenciais, que são parte integral de outros usos, podem
se tornar difíceis de identificar. Vilas residenciais como as existen-
tes em bases militares, colégios e universidades, grupos residenciais
para trabalhadores próximos ao local de trabalho, ou alojamento8
para empregados em trabalhos agrícolas de campo ou de locais de
veraneio, seriam assim incluídos nas categorias Industrial, Agrí-
cola, ou Comercial e Serviços.

1.2 - Comercial e serviços


Áreas comerciais são aquelas usadas predominantemente para a
venda de produtos e serviços. Elas freqüentemente confinam com
usos residenciais, agrícolas, ou outros, o que ajuda a defini-las.
Os componentes da categoria Comercial e Serviços são distritos
de negócio dos centros urbanos; shopping centers, geralmente em
áreas suburbanas e periféricas; faixas de desenvolvimento comer-
cial ao longo das principais rodovias e vias de ace~so às cidades;
depósitos de sucata; estâncias; e assim por diante. As constru-

39
ções principais, estruturas secundárias, e áreas de suporte ao uso
básico, são todas incluídas - escritórios, armazéns, estradas, gal-
pões, estacionamentos, áreas paisagísticas, e áreas de depósito de
refugos.
Areas comerciais podem incluir alguns usos não comerciais, peque-
nos demais para serem individualizados. Distritos centrais de ne-
gócios comumente incluem algumas instituições como igrejas e esco-
las, e as faixas de desenvolvimento comercial podem compreender
algumas unidades residenciais. Quando esses usos não comerciais
excedem de um terço. o total da área comercial deve-se usar a
categoria Urbana Mista ou Construída. Não existe categoria sepa-
rada para usos t·ecreativos da terra do Nível li, uma vez que a
maior parte da atividade r~ereativa se superpõe com vários outros
usos da terra. As áreas selecionadas são predominantemente orien-
tadas para a recreação, e algumas das ocorrências, mais caracterís-
ticas, como cinemas drive-in, podem ser identificadas nas imagens
de sensoreamento remoto. A maior parte da atividade recreativa,
no entanto, será identificada necessariamente através do uso de in-
formação suplementar. As facilidades recreativas, que formam
parte integral de uma instituição, devem ser incluídas nessa cate-
goria. Em geral há uma diferença principal visível na forma das
facilidades de estacionamento, arranjos para o fluxo de tráfego
e a composição geral de construções e facilidades. As seções inten-
sivamente desenvolvidas das áreas de recreação serão incluídas na
categoria Comercial e Serviços, mas grandes partes dos campos de
golfe, áreas para equitação, áreas para esqui, e outras, serão in-
cluídas na categoria Urbana Diversos ou Construída.
Usos institucionais da terra - como são as instalações educacio-
nais, religiosas, de saúde, correcionais, e militares - são, também,
componentes desta categoria. Todas as construções, ·terrenos, áreas
de estacionamento, que compõem a instalação, são incluídas na uni-
dade institucional, mas as áreas não especificamente relacionadas
com a finalidade da instituição devem ser localizadas na categoria
apropriada. Usos auxiliares da terra, particularmente residencial,
comercial e serviços, e outros usos da terra de apoio, em uma base
militar, serão incluídos nesta categoria, porém áreas agrícolas --
não especificamente associadas com instituições correcionais, edu-

40
cacionais, ou religiosas - são colocadas na categoria agrícola apro.
priada. Pequenas unidades institucionais como, por exemplo, mui-
tas igrejas e algumas escolas secundárias e elementares, serjo
mapeadas, apenas, as escalas maiores e geralmente incluídas em
outra categoria, como a Residencial. ·

1.3 - Industrial
As áreas industriais compreendem uma ampla variedade de usos
da terra, desde indústrias leves até usinas de indústria pesada. A
identificação de indústrias leves ~ aquelas que se dedicam ao
projeto, montagem, acabamento, processamento, e embalagem de
produto!' - pode, com freqüência, basear-se no tipo da construção,
estacionamento e procedimentos de embarque. As áreas de indús-
trias leves podem, embora não necessariamente, encontrar-se em
contato com áreas urbanas; muitas se encontram agora ao lado de
aeroportos ou mesmo no campo. As indústrias pesadas utilizam
materiais como minério de ferro, madeira ou carvão. Nelas se
incluem usinas de aço, fábricas de polpa e serrarias, usinas gera·
doras de energia elétrica, refinarias de petróleo e áreas de tanques
de depósito, fábricas de produtos químicos, e olarias. As áreas de
depósitos de matérias primas e as de refugos são, geralmente,
visíveis, juntamente com os serviços de transporte próprios para
a manipulação de materiais pesados.

As estruturas de superfície relacionadas com as operações de mi·


neração incluem-se nesta categoria. As estruturas e equipamentos
de superfície podem variar, desde pequenos dispositivos para carga
e caminhões até extensas áreas com estradas de acesso, instalações
para processamento, estoques, galpões de armazenagem, e nume-
rosos veículos. As sombras de material e os montes de escória,
geralmente encontram-se a pequena distância de transporte por
caminhão das principais áreas de mineração e podem servir como
chave para a localização de operações subterrâneas de mineração.
Uma identificação regular de todas essas atividades extrativas tor-
na-se extremamente difícil, a partir apenas de dados de sensores
remotos. Áreas de futuras reservas são incluídas na categoria de
uso atual apropriada, como seja Terra Agrícola ou Terra Florestal,
independentemente do uso futuro previsto.

41
1.4 - Transporte, comunicações e utilidades

Os usos da terra incluídos na categoria Transportes, Comunicações,


e Utilidades ocorrem, numa certa proporção, em todas as demais
categorias Urbana ou Construída, e podem mesmo ser encontrados
em muitas outras categorias. A não ser que possam ser mapeados
separadamente, seja qual for a escala que estiver sendo utilizada,
são, geralmente, considerados como parte integral do uso da terra
na qual ocorram. Por esse motivo, qualquer resumo estatístico de
área de usos da terra nesta categoria, tipicamente representa, ape·
nas, um conjunto parcial de dados. Sumários estatísticos de áreas
de tais usos da terra, reunidos dos Níveis 111 e IV, no entanto,
incluíram estimativas de área mais precisas.

As principais vias e áreas de transporte influenciam muito outros


usos da terra, e os limites de muitos usos da terra são por elas
delineados. Os tipos e as dimensões das facilidades de transporte,
em uma certa localidade, determinam o grau de acesso e influen-
ciam o uso atual e potencial da área.

As rodovias e ferrovias se caracterizam por áreas de atividade


relacionadas em esquemas lineares. As rodovias incluem direitos de
passagem, áreas usadas para intercâmbios, e facilidades de serviço
e terminais. Instalações de estrada de ferro incluem estações, áreas
de estacionamento, oficinas, pátios de reparos e de manobras, e
áreas relacionadas, hem como conexões de linhas férreas e desvios
de dimensão suficiente para serem delineadas na escala mapeada.

Aeroportos, portos marítimos, e os portos nos lagos são áreas iso-


ladas de intensa utilização, geralmente sem conexões intervenien·
tes hem definidas, embora alguns portos sejam ligados por canais.
Instalações de aeroportos incluem as pistas, as áreas de manobra,
terminais, construções de serviço, auxílios à navegação, pátios de
estacionamento, e uma zona de proteção intermediária limitada. As
instalações dos terminais geralmente incluem as funções associadas
de frete e armazenagem. Os pequenos aeroportos, (exceto aqueles
em terra agrícola em rotação), heliportos, e terra associada com

42
bases de hidroaviões, podem ser identificados, caso a escala do
mapeamento o permita. Áreas portuárias incluem docas, estaleiros.
docas-secas, comportas, e estruturas de controle de canais.
Áreas de comunicações e serviços, como as relacionadas com o
processamento, tratamento e transporte de água, gás, óleo e ele-
tricidade e áreas utilizadas para comunicações aéreas, são, também.
incluídas nesta categoria. Estações de bombeamento, subestações
elétricas, e áreas utilizadas para antenas de rádio, radar, ou tele-
visão, constituem os principais tipos. Também são incluídas na
categoria mais ampla, com a qual se acham associadas, pequenas
instalações ou aquelas associadas com um uso industrial ou co-
mercial da terra. Instalações de transporte a longa distância de gás,
óleo, eletricidade, telefone, água ou outras, raramente constituem
o uso predominante das terras com as quais se acham associadas.

1.5 - Complexos industriais e comerciais

A categoria de complexos industriais e comerciais inclui aqueles


usos industriais e comerciais da terra que, tipicamente, ocorrem
juntos ou em proximidade funcional íntima. Tais áreas são geral-
mente descritas sob a denominação de "Parque Industrial", mas
desde que funções tais como armazenagem, vendas por atacado e,
ocasionalmente, a varejo, podem existir nas mesmas estruturas
ou em sua proximidade, foi adotado esse título de categoria mais
inclusivo.
Complexos Industriais e Comerciais apresentam um tipo definido
de imagem por sensoreamento remoto, que permite sua separação
de outros usos Urbano ou Construído da terra. Dado o seu desen-
volvimento internacional como unidades discretas de uso da terra.
eles podem se aproximar de uma grande variedade de outros tipos
de uso, desde Terra Residencial até Terra Agrícola ou Terra Flo-
restal. Se as funções distintas incluídas na categoria forem identi-
ficadas nos Níveis 111 ou IV, usando-se dados suplementares ou
levantamento no campo, o pesquisador de uso da terra tem o di-
reito de agregar essas funções nas categorias adequadas no Nível
11 Urbana ou Construída, ou manter a unidade com um Complexo
Industrial e Comercial.

43
1.6 - Terra urbana, mista ou construída

A categoria Urbana Mista ou Construída é utilizada para uma


mistura de usos do Nível 11 Urbano ou Construído, quando os
usos individuais não podem ser separados na escala mapeada.
Quando em uma certa área ocorre mais de um terço de intermis-
tura de um ou mais usos, ela é classificada como Terra Urbana
Mista Construída. Quando o uso ou usos intermisturados da terra
totalizam menos de um terço da área específica, aplica-se a cate-
goria apropriada ao uso dominante.

Tipicamente, esta categoria inclui empreendimentos ao longo de


vias de transporte e nas metrópoles, cidades e áreas construídas,
onde usos diferentes da terra não podem ser mapeados individual-
mente. Podem ser incluídos usos Residencial, Comercial, Industrial
e ocasionalmente outros. Uma mistura de usos industriais e co-
merciais em Complexos Industriais e Comerciais, conforme definido
na categoria 1.5, não se incluem nesta categoria. Fazendas mistu-
radas com habitações em faixas ou núcleos serão incluídas na
terra construída, porém outros usos agrícolas da terra devem ser
excluídos.

1.7 - Terra urbana, diversos ou construída

Terra Urbana Diversos ou Construída consiste, tipicamente, de usos


como golfe, pistas de corrida, zoológicos, parques urbanos, cemi-
térios, aterros de lixo, estruturas de abastecimento d'água e verte-
douros, e as partes relacionadas de tais usos como campos de golfe,
áreas para esqui e terra não aproveitada dentro do contexto ur-
bano. Uma terra não construída pode estar sujeita a uso muito
intensivo, porém um uso que não requeira estruturas, como play-
grounds urbanos, jardins botânicos, ou arboretos, o uso de expres-
sões como "terra improdutiva", "terra livre", ou "terra descober-
ta" devem ser evitadas ao se categorizar terras não trabalhadas na
região urbana, quando se utilizam dados de sensoreamento re-
moto, uma vez que a informação disponível, para o intérprete,
geralmente não é suficiente para um tal refinamento na catego-
rização .

. 44
2. TERRA AGRíCOLA

De uma maneira ampla, a Terra Agrícola pode ser definida como


terra utilizada, basicamente, para produção de alimentos e fibras.
Nas imagens de grande altitude, as principais indicações de ativi-
dade agrícola são os desenhos geométricos característicos dos cam-
pos e estradas na paisagem e as trilhas feitas pelo gado ou pelo
equipamento mecanizado. No entanto, pastagens e outras terras,
onde tais equipamentos são utilizados com pouca freqüência, po-
dem não apresentar formas tão definidas como outras áreas. Esses
desenhos geométricos próprios são, também, característicos de Ter-
ras Urbanas ou Construídas devido ao desenho das ruas e ao
loteamento em quadras. A distinção entre Terras Agrícolas e as
Urbanas ou Construídas, geralmente, é possível na base de indi-
cadores da atividade urbana e da concentração associada de popu·
lação. Na Terra Agrícola o número de complexos construídos é
menor e a densidade da rede de estradas e rodovias é muito menor
do que na Terra Urbana ou Construída. Alguns usos urbanos da
terra, tais como parques e grandes cemitérios, no entanto, podem
ser confundidos com Terra Agrícola, especialmente quando eles
ocorrem na periferia das áreas urbanas.
O contato da Terra Agrícola com outras categorias de uso da terra
pode, algumas vezes, ser uma zona de transição na qual há uma
intermistura de usos da terra dos primeiro e segundo níveis de
categorização. Onde as atividades agrícolas são limitadas pela umi-
dade, a divisa exata talvez seja, também, difícil de localizar, e a
Terra Agrícola pode gradualmente se mudar em Terra Úmida.
Quando a produção agrícola não é prejudicada pelas condições de
umidade, as terras de plantio devem ser incluídas na categoria
Agrícola. Esta última condição, também, inclui aq~eles casos nos
quais a produção das safras agrícolas depende das condições de
umidade, como a inundação dos campos de arroz ou o desenvol-
vimento dos brejos onde se cultivam amoras silvestres. Quando as
terras produzem bens, em função de sua condição silvestre, como
arroz silvestre, tabua ou certos produtos florestais, geralmente as-
sociados com o solo úmido, elas devem ser incluídas, no entanto,
na categoria de Terra Úmida e, da mesma forma, quando terras
úmidas são drenadas para fins agrícolas, elas devem ser incluídas

45
na categoria de Terra Agrícola. Quando esses trabalhos de drena-
gem caem em desuso ou a vegetação hidrófila é restabelecida, a
terra reverte para a categoria de Terra Úmida.
As categorias do Nível li da Terra Agrícola são: Terra de Cultura
e Pastagem, Pomares, Bosques, Vinhedos, Viveiros e Áreas de Hor-
ticultura Ornamental, Atividades de Criação Confinada e Outros
Tipos de Terra Agrícola.

2.1 - Terra de cultivo e pastagem

Os diferentes componentes de Terra de Cultivo e Pastagem, agora


usados para estatística agrícola incluem : terra de cultura colhida,
incluindo fruteiras arbustivas, terra de cultura estival e terra de
cultivo improdutiva, terras onde houve fracasso na cultura, terra
de cultura de gramíneas e leguminosas para melhoramento do solo.
terra de cultivo utilizada para pastagem em rotação com culturas
e pastagem em terra usada mais ou menos permanentemente para
esse fim. Geralmente não é possível, a partir somente das imagens,
fazer a distinção entre Terra de Cultivo e Pastagem, com um alto
grau de precisão e uniformidade, ficando, apenas, uma distinção
entre os vários componentes de Terra de Cultivo (Hardy, Belcher,
e Phillips, 1971). Ainda mais, alguns dos componentes relacio-
nados mostram a condição da terra no fim da estação de cultivo
e não se aplicam exatamente às imagens tomadas em outras épocas
do ano. No entanto, eles servirão como um guia para identificação
de Terra de Cultivo e Pastagem. A formação de carrasca! nos esta-
dos do leste, tipicamente usada em certa proporção para o pasto-
reio do gado, é incluída na categoria Pastagem de Arbustos e Car-
rasco, uma vez que a atividade de pastoreio não é habitual dis-
cernível nas imagens de sensoreamento remoto, próprias dos
Níveis I e 11. É possível que essa atividade possa ser distinguida
em imagens de baixa altitude. Tais atividades de pastoreio geral-
mente ocorrem em terras onde já cessou a produção agrícola ou o
pastoreio intensivo, por qualquer de uma série de razões e que
se transformou em uma macega. Tais macegas são com freqüência
utilizadas para o pastoreio, de uma certa forma análogo ao uso
extensivo das pastagens no Oeste.

46
Certos fatores variam através dos Estados Unidos, e, também, essa
variabilidade precisa ser identificada; o tamanho do campo de-
pende da topografia, solos, tamanho das fazendas, tipos de cul-
turas e pastagens, investimento de capital, disponibilidade de mão-
de-obra, e outras condições. A terra irrigada nos estados do oeste
é facilmente reconhecível pelo contraste com a Terra de Pastagem,
mas nos estados do leste, a irrigação através da utilização de asper-
sores elevados geralmente não pode ser identificada nas imagens,
a não ser quando se formam desenhos circulares característicos.
Drenagem ou controle d'água em terras de cultivo ou pastoreio
podem, também, criar desenhos identificáveis que podem auxiliar
na identificação do uso da terra. Em áreas de culturas de rápido
crescimento, um campo pode aparentar um estado de uso não
agrícola, a não ser que a natureza temporária da inatividade seja
reconhecida.

2.2 -Pomares, bosques, vinhedos, viveiros e áreas de horticultura


ornamental

Os pomares, bosques, e vinhedos produzem as diferentes colheitas


de frutas e nozes. As áreas de viveiros e hortícolas, que incluem
áreas de floricultura e de sementes e grama, e algumas estufas,
são usadas de forma permanente para esses fins. Os viveiros de
árvores, que produzem mudas para reflorestamento, são também
incluídos aqui. Muitas dessas áreas podem ser incluídas em outra
categoria, geralmente Terra de Cultivo e Pastagem, quando a iden-
tificação é feita através da utilização, apenas, de imagens de pe-
quena escala. A identificação pode ser auxiliada por meio do re-
conhecimento da combinação de propriedades de solo, topografia,
e fatores climatológicos locais necessários para essas operações: co-
leções d'água, próximas, que moderam os efeitos das flutuações de
temperatura de curta duração, escolha do sítio em função da dre-
nagem do ar nas encostas e solos profundos bem drenados em en-
costas moderadas permitindo o uso de maquinaria. Pequenos po-
mares isolados, como são os de fruteiras em uma fazenda unifa-
miliar, geralmente não são reconhecíveis nas imagens de grande
altitude e, por essa razão, não são incluídos.

47
2.3 - Atividades de criação confinada
As atividades de criação confinada são grandes negócios de produ-
ção especializada de animais, geralmente lotes para engorda de
gado de corte, atividades leiteiras com alimentação confinada e
grandes fazendas avícolas mas, também, incluem lotes para en-
gorda de porcos. Essas atividades compreendem grandes popula-
ções animais restritas a pequenas áreas. O resultado é uma con·
centração de material de refugo que se transforma num problema
ambiental. Os problemas do destino a ser dado a esse material
justificam uma categoria separada para essas áreas relativamente pe·
quenas. As atividades de Criação Confinada apresentam uma apa-
rência construída, composta principalmente de construções, muitas
cercas, caminhos de acesso, e áreas para lançamento de refugos.
Algumas se localizam próximo a uma área urbana, para usufruir de
facilidades de transporte e proximidade das fábricas de processa-
mento.

Excluem-se os currais de embarque e outras instalações temporárias


de manejo. Certas ocorrências, como fazendas de criação de cavalos
de raça, geralmente não apresentam densidade de população animal
que justifique sua colocação nesta categoria.

2.4 - Outros tipos de terra agrícola

Outros usos da terra, tipicamente associados com as três pdmeiras


categorias de Terra Agrícola, constituem os principais componen-
tes da categoria Outros Tipos de Terra Agrícola. Eles incluem fa.
zendas, áreas de confinamento para gado, como: currais, instala-
ções para criação e treinamento em fazendas de cavalos, caminhos
e ~stradas rurais, valas e canais, laguinhos nas fazendas, e usos se-
melhantes. Essas ocorrências são, em geral, muito pequenas em área
e com freqüência não-interpretáveis quando do uso de dados de
grande altitude. Mesmo quando elas são, interpretáveis, a partir
desses dados, pode não ser viável mapeá-las nas escalas menores de
apresentação, o que geralmente resulta em sua inclusão nas áreas ,
adjacentes de uso agrícola. Esta categoria deve, também, ser uti-
lizada para a agregação de dados de uso da terra obtidos em níveis
mais detalhados de classificação.

48
:-l. PASTAGEM

Historicamente a pastagem tem sido definida como terra na qual


a vegetação natural potencial é predominante de gramíneas, plantas
graminóidt>s, outra!' ervas, pastagens ou arbustos e nas quais o
pastoreio natural tt>vt> uma influência importante no seu estágio
de pré-civilização. As técnicas de manejo que associam solo, água,
e recursos de vegetação forrageira são mais apropriadas para o
manejo de pastagem do que as práticas geralmente utilizadas no
manejo 'dos pastos. Algumas pastagens foram ou podem vir a ser
semeadas a fim de se introduzirem espécies de plantas domésticas.
A maioria das pastagens, nos Estados Unidos, encontram-se na Re-
gião Oeste, a área situada a oeste de uma linha irregular norte-sul,
que se desenvolve através dos Dakotas, Nebraska, Kansas, Okla-
homa, e Texas. Encontram-se pastagens, também, em certos lugares
historicamente não incluídos na Região Oeste, como os Flint Hills,
os Estados do Sudeste, e o Alaska. A conotação histórica de pas-
tagem, nesta classificação, é ampliada de forma a incluir áreas que
nos Estados do Leste são comumente denominadas de carrascal.
As categorias do Nível de Pastagem são: Pastagem Herbácea, Pas-
tagem de Arbustos e Carrasco, e Pastagem Mista.

3.1 - Pastagem herbácea (Campo limpo)

A categoria de Pastagem Herbácea compreende terras dominadas


por gramíneas de ocorrência natural e outras ervas pastáveis, hem
como áreas de pastagem que foram modificadas pela introdução
de gramíneas e outras ervas pastáveis como principal revestimento,
quando a terra é manejada para fins de pastagem e não manejada
utilizando-se práticas típicas de terras de pastoreio. Elas incluem
as regiões de gramíneas altas (pradaria verdadeira), capim baixo,
capim de tufos ou capim palouse e capim do deserto. Essas regiões
de gramíneas representam, respectivamente, uma seqüência de
quantidade decrescente da quantidade de umidade disponível. A
maior parte da região de capim alto já foi arada para agricul·
tura e o remanescente da pastagem de capim alto encontra-se agora
em North Dakota, Nebraska, sul de Kansas e Oklahoma, e na Pla-
nície Costeira do Texas. A pastagem de capim baixo ocorre numa

49
faixa com cerca de 500 km de largura a partir do Texas Pan-
handle em direção norte até os Dakotas, onde ela se alarga e
cobre a metade oeste dos Dakotas, os três-quartos do leste de
montana e o terço leste de Wyoming. O capim de tufos e o capim
do deserto encontram-se, em muitas localizações, apresentando s~­
tuações de transição para os arbustos do deserto. As Pastagens apre-
sentam, como ocorrências típicas, espécies como os diferentes blue·
stems ( Andropogon), capins-grama ( Bouteloua), capins-trigo
( Agropyron), capins-agulha ( Stipa) e fescues (Festura).

Esta categoria também inclui as áreas de prados de palmeto do


centro-sul da Flórida, que consistem principalmente de povoamen-
tos densos de capins de meia altura e altos, como o capim-aranw
(A ris tida stricta) e palmetos-serra ( Seronoa ripens), entremeados,
ocasionalmente, com palmeiras ( Sabal palmetto) e arbustos ( Shel-
ford, 1963). Essas áreas de prados de palmeto, agora pastagem me-
lhorada, não seriam incluídas nesta categoria, como também não o
seriam as variedades herbáceas de vegetação de tundra.

3.2 Pastagem de arbustos e carrasco (Campo sujo)

As ocorrências típicas de arbustos são encontradas nas reg10es


áridas e semi-áridas, caracterizadas por tipos vegetativos com caules
lenhosos, como a grande artemisia ( Artemisia tridentata), a esca-
ma-de-peixe ( Atriplex confertifolia), o pau-de-graxa ( Sarcobatus
vermiculatus), ou o arbusto-creosoto ( Larrea divaricata), bem
como pelas suculentas xerófitas típicas do deserto, tais como as vá-
rias espécies de Cactus (Kuchler, 1964). Quando as terras baixas
c várzeas úmidas se caracterizam por povoamentos densos de espé-
cies típicas de terras úmidas, tais como a mesquite ( Prosopis),
elas são consideradas como Terras Úmidas. Onde ocorrem solos
altamente alcalinos, podem surgir halófitas tais como o arbusto-
salino (A triplex). O tipo, densidade e associação dessas várias espé-
cies são indicadores úteis das condições hidrológicas e pedológicas
do meio. Ainda nessa categoria inclui-se o chaparral, uma mistura
densa de arbustos esclerófilos latifoliados sempre-verdes, e as ocor-
rências do mogno montano ( Cercocarpus ledifolius) e dos carva-
lhos arbustivos ( Quercus).

50
As carrascais da Região Leste são, tipicamente, áreas anteriormente
cultivadas ou de pastagens (abertas na floresta original) que agora
se transformaram em capoeira, em transiÇão para a floresta, de tal
forma que não são possíveis de identificar como terra agrícola
ou pastagem, a partir das imagens do sensoreamento remoto. Mui-
tas dessas capoeiras são pastadas pelo gado de forma extensiva e
provêm habitat para fauna silvestre. Essas áreas geralmente per-
manecem como parte da empresa agrícola, embora sem serem uti-
lizadas nos níveis originais de intensidade. As áreas de capoeira
do leste não têm sido tradicionalmente incluídas no conceito de
pastagem, dado o seu caráter florestal anterior à derrubada para
agricultura ou pastagem, e geralmente têm sido estatisticamente
reunidas como campos pastáveis. Uma vez que, atualmente, são
utilizadas principalmente como terras de pastoreio extensivo, elas
são aqui incluídas como parte da categoria Pastagem. Uma vez que
a vegetação florestal tenha se desenvolvido, suficientemente, elas
poderão ser classificadas como Florestas de um dos tipos: Decíduas,
Sempre-verdes ou Mistas. As ocorrências de arbustos e de macega
que formam parte da Tundra, não são incluídas sob a denominação
de Pastagem.

3.3 - Pastagem mista


Quando ocorre mais de um terço de intermistura, em uma deter-
minada área, de espécies herbáceas ou macega, e de capoeira pas-
tável, ela é classificada como Pastagem Mista. Onde o uso, ou
usos mistos da terra é menor que um terço de determinada área,
aplica-se a categoria de Pastagem adequada ao tipo dominante. Mis-
turas de plantas herbáceas ou arbustivas da tundra não são con-
sideradas como Pastagem.

4. TERRA FLORESTAL

As Terras Florestais apresentam uma densidade de copas, por área,


(porcentagem de cobertura das copas) de 10 por cento ou mais,
possuem árvores produtoras de madeira ou outros produtos flo-
restais, e exercem influência no clima e no regime hídrico. A Terra
Florestal geralmente pode ser identificada, com certa facilidade,

51
em imagens de grande altitude, embora o limite entre ela e outras
categorias de terras possa ser difícil de se delinear com precisão.
Áreas das quais as árvores foram removidas até menos de 10 por
cento da cobertura de copas, mas que foram utilizadas para outros
fins, são também incluídas. Por exemplo., terras nas quais se faz a
rotação por ciclos de corte-raso e plantios maciços, integram a Terra
Florestal. Naquelas áreas onde as árvores atingem a idade de corte,
o que, para polpa, no Sudeste dos Estados Unidos pode ocorrer em
20 ou 30 anos, haverá . grandes extensões com pouco ou nenhum
crescimento florestal. O quadro pode, às vezes, ser identificado
pela presença de operações de corte, no meio de uma grande ex-
tensão de floresta. A não ser que haja evidência de outro uso, tais
áreas, com pequena ou nenhum crescimento florestal, devem ser
incluídas na categoria de Terra Florestal. Áreas florestais que são
pastadas, extensivamente, como nos Estados do Sudeste, serão in-
cluídas nesta categoria uma vez que a cobertura dominante é flo-
resta e as atividades dominantes são relacionadas com a floresta.
Tais atividades podem formar a base para a categorização dos Níveis
111 ou IV. Terras que preenchem os requisitos de Terra Florestal
e, também, de uma categoria Urbana ou Construída, devem ser
colocadas nesta última categoria. As únicas exceções, ao se clas-
sificar Terra Florestal, são aquelas áreas que de outra forma pode-
riam ser classificadas como Terras Úmidas, a não ser pela cober-
tura florestal. Uma vez que a condição de umidade é de grande
interesse para os administradores de terras e grupos de planeja-
mento, e é tão importante como uma alternativa e um controle
ambiental, tais terras são classificadas como Terra Úmida Florestal.
Conceitos auxiliares, relacionados com Terra Florestal, tais como
reserva de vida silvestre, conservação hídrica ou classificação de
propriedade, não são detectáveis através do uso de sensores re-
motos. Tais conceitos podem ser utilizados para se criarem cate-
gorias nos níveis de maior detalhe, quando se dispõe de informa-
ção suplementar.
No Nível 11, a Terra Florestal é dividida em três categorias: Decí-
dua, Sempre-verde e Mista. Para distinguir, com precisão, essas três
categorias, geralmente, será necessário dispor-se de dados subse-
qüentes ou, ao menos, dados obtidos durante o período quando
as árvores decíduas se encontram desfolhadas.

52
4.1 - Floresta decídua

A categoria de Floresta Decídna inclui todas as áreas flor estais


apresen tando uma preclominância de á rvores que perdem suas fo.
lha s ao fina] da es tação livre el e geacla , ou no início de uma esta-
ção seca. Em gr and e parte dos Estados Uniclos se incluem
as latifoliacla!' como o carvalho (Quercus) , o bordo (Acer), ou a
nogueira-americana ( Carya) e as madeiras moles, tais como o álamo
( Populus tremuloides) ( Shelford, 1963). As latifoliadas tropicais
se incluem na categoria de Flores ta Sempre-verde. Os tipos de flo-
restas decíduas características de Terra Úmida, tais como tupelo
(Nyssa) ou o choupo ou o choupo-do-canadá (Populus deltoides),
não são, também, incluídos nesta categoria.

4.2 - Floresta sempre-verde

A Terra de Floresta Sempre-verde inclui todas as áreas f)orestaia


nas quais predominam as árvores que permanecem verdes durante
o ano todo. Nesta categoria se incluem tanto coníferas como latifo-
lia<las sempre-verdes. Na maioria das áreas, predominam as coní-
feras sempre-verdes, porém algumas florestas do Hawai consti-
tuem exceções notáveis. As coníferas sempre-verdes são geral-
mente referidas ou classificadas como madeiras-moles. Elas com-
preendem espécies do leste, tais como loongleaf pine ( Pinus pa-
lustris) , slash pine (Pinus ellioti), shortleaf pine (Pinus echi-
nata), loblolly pine ( Pinus taeda), e outros pinheiros amarelos
do sul, vários spruces ( Picea) e o abeto-de-bálsamo (A bies bal-
samea), pinheiro-branco ( Pinus strobus), pinheiro-vermelho ( Pi-
nus resinosa), e jack-pine (pinus banksiana), o hemlock
( Tsuga canadensis) e espécies do oeste como o Fouglasfir ( Pseu-
dotsuga menziesii), sequóia ( Sequoia sempervirens), pinheiro-pon-
<lerosa ( Pin us monticola), Sitka spruce ( Picea sitchensis), En-
gelmann spruce (Picea engelmanni), westem redcedar (Thuja
plicata) e westem hemlock (Tsuga heterophylla) (Shelford,
1963). As espécies sempre-verdes, comumente associadas com Ter·
r a Úmida, como é o caso do tamarack ( Larix laricina) ou do
black spruce ( Picea maria11a), não se incluem nesta categoria
(Kuchler, 1964).

53
4.3 - Floresta. mista

A Terra de Floresta Mista inclui todas as áreas florestais onde ocor-


rem tanto árvores sempre-verdes como decíduas, sem que nenhuma
predomine. Quando mais de um terço de mistura de sempre-verdes
e decíduas ocorre em determinada área, ela é classificada como
Floresta Mista. Quando o uso misto da terra, ou usos, totaliza me-
nos de um terço da área em questão, aplica-se a categoria própria
do tipo dominante de Terra Florestal, seja Decídua ou Sempre-
verde.

5. ÁGUA

O delineamento das áreas d'água depende da escala de apresen-


tação dos dados e da escala e características de resolução dos dados
de saneamento remoto utilizados para interpretação do uso da
terra e revestimento do solo (água, conforme definido pelo Bureau
of the Census, inclui todas as áreas compreendidas na massa ter-
ritorial dos Estados Unidos, que se encontram, permanentemente,
cobertas com água, desde que, se lineares, tenham, pelo menos, 200
m de largura e se formando uma superfície, cubram ao menos 16
hectares). Para muitos fins, as agências necessitam informações
sobre o tamanho e o número dos corpos d'água menores que os mí-
nimos estabelecidos pelo Bureau of the Census. Estes dados podem
freqüentemente ser obtidos a partir de dados de pequena escala
de sensores remotos, com considerável precisão.

5.1 - Cursos d'água e canais

A categoria de Cursos d'água e Canais inclui rios, riachos, canais


e outros corpos d'água lineares. Quando o curso d'água é interrom-
pido por uma estrutura de controle, a área represada será colocada
na categoria de Reservatórios.

O limite entre cursos e outros corpos d'água é a linha reta através


da boca do curso até uma milha náutica ( 1,85 km) rio-acima. Além
desse limite, a classificação do corpo d'água passa para a categoria
ap~ropriada, sejam Lagos, Reservatórios, ou Baías e Estuários. Estas
últimas categorias são utilizadas apenas se o corpo d'água for

54
considerado como "água interior" e dessa forma incluída na área
dos Estados Unidos. Nenhuma categoria é aplicada a águas clas-
sificadas como "outra que não água interior" ou a águas marí-
timas fora da costa, além do estuário dos rios ( U. S. Bureau o f
the Census, 1970).

5.2 -Lagos
Os lagos são corpos d'água naturalmente fechados e não em mo-
vimento, incluindo lagos naturais regulados, porém excluindo re-
servatórios. Ilhas muito pequenas para serem delineadas devem
ser incluídas na área d'água. O delineamento de um lago deve ser
baseado na área do espelho d'água, na ocasião em que foi obtido
o dado do sensor remoto.

5.3 - Reservatórios
Reservatórios são represamentos artificiais d'água utilizada para
irrigação, controle de enchentes, fornecimentos municipais d'água,
geração de energia hidrelétrica, etc. As represas, diques, outras
estruturas de controle d'água, ou a própria escavação geralmente
aparecerão de forma a auxiliar na identificação, embora as próprias
estruturas de controle d'água e vertedouros sejam incluídos na ca-
tegoria Urbana Diversos ou Construída.
Na maioria dos casos, os reservatórios servem para fins múltiplos
e podem compreender todas as funções da terra anteriormente
.mencionadas. Em certos casos, como o do Rio Tennessee, toda a
extensão do curso principal acha-se represada. Num tal caso, o
curso existe como uma série de represas em escada, com fun .
ções de uso aquático, controle de enchentes, recreação e geração de
energia mas, ainda assim, é considerado como um reservatório, uma
vez que as funções adicionais são o resultado do represamento.

5.4 - Baías e estuários


Baías e estuários são penetrações uu braços do mar que se esten-
dem terra a dentro. Eles são incluídos neste sistema apenas quando
considerados como água interior e, portanto, se acham dentro da
área total dos Estados Unidos. As águas de baías e estuários clas-
sificadas como "outras águas não interiores" não são incluídas no

55
cômputo da área total dos Estados Unidos. Essas "outras áreas de
águas não interiores" são adjacentes a alguns estados e caem sob
sua jurisdição. Elas ocorrem em corpos d'água primários, como
águas costeiras do Oceano Atlântico, estreito de Long Island, golfo
do México, águas costeiras do Oceano Pacífico, estreito de Puget,
estreitos da Geórgia e J uan de Fuca, golfo do Alaska, mar de
Bering, águas costeiras do Oceano Ártico, e os grandes Lagos (U.S.
Bureau of the Census, 1970}. Apenas as baías e estuários, classi-
ficados como água interior, são incluídos nesta categoria. Nenhuma
categoria se aplica às águas exteriores além dos limites das baías
e estuários:

6. TERRAS úMIDAS

Terras úmidas são aquelas áreas onde o lençol d'água se encontra


na superfície ou está próximo, ou acima da superfície da terra du-
rante uma boa parte da maioria dos anos. O regime hídrico é tal
que geralmente se estabelece uma vegetação aquática ou hidro-
fítica, embora os planos aluvial e de marés possam se apresentar
sem vegetação. As terras úmidas, com freqüência, encontram-se
associadas com as depressões topográficas, mesmo nas regiões mon-
tanhosas. Os exemplos de terras úmidas compreendem brejos, lo-
daçais e pântanos, situados nas margens rasas de baías, lagos, la-
goas, cursos d'água e represamentos feitos pelo h01nem, como os
reservatórios. Elas incluem campinas úmidas ou charcos em vales
de altas montanhas, e bacias estacionalmente úmidas ou alagadas,
as depressões inundadas dos desertos, ou os panelões sem água su-
perficial vertente. Áreas d'águas rasas, onde a vegetação aquática
é submersa, são classificadas como água livre e não são incluídas
na categoria de Terra Úmida.
Extensas partes das várzeas inundáveis de alguns rios, qualifi-
cam-se como Terras Úmidas, assim como áreas regularmente inun-
dadas por irrigação. Estas não incluem terras agrícolas onde a umi-
dade sazonal ou inundação de curta duração podem fornecer uma
importante parcela da umidade anual total do solo, necessária à
produção agrícola. Áreas, nas quais a umidade do solo ou a inun-
dação é tão curta que não se desenvolve uma vegetação típica de
terras molhadas, pertencem a outras categorias.

56
Áreas úmidas cultivadas, como sejam os campos, inundados rela-
cionados com o cultivo do arroz e os brejos onde se plantam amoras
ácidas ( cranberry), são classificadas como Terra Agrícola. Terras
Úmidas não cultivadas, das quais se colhem arroz silvestre, tabua
ou produtos florestais e assim por diante, ou terras úmidas pas-
tadas pelo gado, são mantidas na categoria de Terra Úmida.
Os dados de sensoreamento remoto constituem a fonte primeira da
informação sobre uso da terra e cobertura vegetal, par!l os níveis
mais elevados deste sistema de classificação. Os tipos de vegetação
e água superficial ou umidade do solo, interpretados a partir desses
dados, fornecem os meios mais adequados para identificar as terras
úmidas e seus limites. Visto que a vegetação responde a mudanças
nas condições de umidade, os dados de sensoreamento remoto,
obtidos durante um certo período de tempo, permitirão a detecta-
ção de flutuações nas condições das terras úmidas. Levantamentos
de campo dos tipos de solos, ou a duração da inundação, poderão
fornecer informações suplementares a serem utilizadas nos níveis
de classificação de maior detalhe.
As áreas de terras úmidas drenadas para qualquer finalidade per-
tencem a categorias de outros usos da terra e cobertura do solo,
tais como Terra Agrícola, Pastagem, Terra Florestal, ou Terra Ur-
bana ou Construída. Quando a drenagem é descontinuada e tal uso
deixa de existir, a classificação pode reverter para Terra Úmida.
Dois limites distintos são importantes com respeito à discrimina·
ção de terra úmida: o limite superior, acima do qual pnticamente
qualquer categoria de uso da terra e revestimento do solo pode
existir e o limite entre a terra úmida e a água livre, além do qual
a categoria própria de Água deve ser utilizada.
As categorias do Nível 11 de Terra Úmida são: Terra Ümida Fio-
restada e Terra Úmida Não-Florestada.

6.1 - Terra úmida florestada

Terras Úmidas Florestadas são terras úmidas dominadas por vege-


tação florestal. Terra Úmida Florestal inclue latifoliadas de bai-
xadas inundadas estacionalmente, pântanos com manguesal, pânta-

57
nos arbustivos, e pântanos com vegetação lenhosa, inclusive aquela
em redor dos brejos. Uma vez que as Terras Úmidas Florestadas
podem ser identificadas e mapeadas, através de uso de imagens
sazonais (inverno/verão) e porque o delineamento das Terras
Úmidas Florestadas é necessário a várias atividades de Planejamen·
to ambiental, elas são separadas de outras categorias de Terra Flo-
restal.
Seguem-se exemplos de vegetação típica encontrada em Terra Úmi-
da Florestada. Os pântanos florestados e as planícies inundadas do
sul contêm, em primeiro lugar, o cipreste (Taxodium), tupelo
( Nyssa), carvalho ( Quercus), e bordo-vermelho ( Acerrubrum).
Os manguesais (Avicennia e Rhizophora) dominam em certas áreas
de Terras Úmidas Florestadas. As planícies inundadas do Centro <'
Norte são dominadas pelos choupos-do-canadá (Populus), freixo
( Frazinus), amieiro (A lnus), e salgueiro ( Salix) . As planícies
inundadas do sudoeste podem ser dominadas pela mesquite
( Prosopis), saltcedar ( Tamarix), seepwillow ( Baccaris), e
arrowweed ( Plucchea). Os brejos do nordeste, tipicamente cono-
têm lariço ( Larix), abeto-negro ( Picea mariana) e urzes das char-
necas ( Ericaceae). A vegetação arbustiva dos pântanos inclui
amieiro ( Alnus), salgueiro ( Salix) e arbusto-botão ( Cephalanthus
occidentalis) .

6.2 - Terra úmida não-florestada


As Terras Úmidas Não-Florestadas são dominadas por vegetação
herbácea de solos úmidos ou são desprovidas de vegetação. Essas
terras úmidas incluem pântanos sujeitos ou não às marés, de água-
doce, ou salobra e salgados, além de extensões não navegáveis e~
também, várzeas d'água-doce, campinas úmidas e brejos.

Seguem-se exemplos de ve8etação associada com a Terra Úmida


Não-Florestada. Plantas emergentes de folhas estreitas, tais como,
capim-barbante ( Spartina) e o junco (Juncus) são dominantes
nos pântamos costeiros salgados. Tanto as emergentes de folhas
estreitas, como a tábua (Typha), caniço (Scirpus), ciperáceas
( Carex), capim-navalha ( Cladium) e outros capins (por exemplo
Panicum e Zizaniopsis miliacea), como as latifoliadas emergentes

58
como as ninfeáceas (Nuphar, Nymphea), agupé (Pontederia), arão-
flecha (Peltandra), sagitária (Sagittaria), aguapé ou jacinto d'água
( Eichohrnia crassipes) e erva-de-jacaré ( Alternanthera philoxerci-
des), são típicas de locais de água salobra a doce. Musgos (Sphag-
num) e ciperáceas ( Carex) crescem nos campos úmidos e nos
brejos.

7. TERRAS ÁRIDAS

Terra árida é terra com capacidade limitada para manter a vida


e na qual menos de um terço da área apresenta vegetação ou outra
cobertura. Em geral, é uma área de solo raso, areia ou pedras. A
vegetação, quando presente, é mais rala e de pequeno porte do
que aquela da categoria de Pastagem de Arbustos e Carrasco. Con-
dições pouco usuais, tais como uma forte chuva, ocasionalmente dão
como resultado o crescimento de uma cobertura vegetal mais luxu-
riante e de vida efêmera. As terras, molhadas áridas, sem vegetação,
são incluídas na categoria de Terra Úmida Não-Florestada.

A terra pode aparentar aridez em conseqüência da atividade hu-


mana. Quando parecer razoável, a partir dos dados obtidos, que a
terra retornará a sua utilização inicial, ela não será incluída na
categoria de Árida, porém classificada com base em sua localiza-
ção e situação. Por exemplo, terra agrícola poderá estar tempo·
rariamente sem cobertura vegetal, devido a práticas relacionadas
com o tempo de colheita ou preparo do solo. Da mesma forma,
terra industrial poderá apresentar montes de lixo e entulho e áreas
florestais manejadas, intensivamente, podem apresentar setores
completamente limpos.
Quando o uso anterior nem o futuro podem ser discernidos e u
área encontra-se, obviamente, em fase de transição de uso da terra,
ela é considerada como Terra Árida, de forma a evitar erros de
interpretação.
As categorias de Terra Árida no Nível 11 são: Planícies Salgadas
Secas, Praias, outras Áreas de Areia que não Praias; Rocha Nua
Exposta ; Minas a Céu Aberto; Pedreiras, e Minas de Cascalho;
Áreas de Transição ; e Terra Árida Mista.

59
7.1 - Planícies salgadas secas

As planícies salgadas secas ocorrem nos fundos planos de bacias


de desertos interiores, que não se qualificam como Terra Úmida
e são incluídas nesta categoria. Nas fotografias aéreas as Planície;;
Salgadas Secas tendem a aparecer brancas ou com tonalidades cla-
ras, devido à alta concentração de sais na superfície, uma vez qut•
a água evaporou-se, dando como resultado um albedo maior que
o das ocorrências adjacentes do deserto.

7.2 - Praias

Praias são o acúmulo inclinado e liso de areia e cascalho, ao longo


da linha do litoral. A superfície é estável, na parte interior, porém
a parte próxima à água acha-se sujeita à erosão pelo vento e pela
água, e à deposição em áreas protegidas.

7.3 - Outras áreas de areia que não praias

Outras áreas de Areia, que não Praias, são compostas, em primeiro


lugar, por dunas - acumulações de areia transportada pelo vento.
Os acúmulos de areia são mais freqüentemente encontrados em
desertos, embora também ocorram nas planícies costeiras, vár·
zeas inundáveis de rios e deltas, e em ambientes periglaciais. Quan-
do tais acumulações são encontradas em áreas de tundra, elas não
se incluem aqui, mas na categoria de Terra de Tundra Nua.

7.4 - Rocha nua exposta

A categoria de Rocha Nua Exposta inclui áreas de leito rochoso


exposto, pavimento desértico, escarpas, taludes encostas, material
vulcânico, glaciares rochosos e outros acúmulos de rochas, sem
cobertura vegetal, com exceção daquelas exposições rochosas que
ocorrem nas regiões de tundra.

7.5 - Minas a céu aberto, pedreiras e minas de cascalho

Tais atividades extrativas de mineração, que apresentam expressão


significante na superfície, são incluídas nesta categoria. A cober-

60

tura vegetal e o material de recobrimento são removidos a fim de


expor os depósitos de carvão, minério de ferro, calcário, e cobre.
A mineração de pedra para construção, e decoração e a extração de
depósitos de areia e cascalho, também, resultam em grandes mi-
nas a céu aberto. A atividade comum de mineração não é sempre
distinguível, e minas a céu aberto inativas, abandonadas, e ativas,
pedreiras, minas de perfuração e 'lninerações de cascalho se in-
cluem nesta categoria até que se estabeleça outra cobertura ou uti-
lização, após o que a terra seria classificada de acordo com o uso
ou cobertura resultante. Minas abandonadas ou pedreiras, que
foram inundadas, são, no entanto, colocacadas na devida categoria
Água.
7.6 - Áreas de transição

A categoria de Áreas de Transição destina-se àquelas áreas que se


encontram em transição de uma atividade de uso da terra para
outra. Elas se caracterizam pela falta de qualquer informação de
sensoreamento remoto que torne possível ao intérprete predi-
zer, com segurança, o uso futuro ou discernir o uso passa-
do. Tudo o que pode ser realmente determinado, em tais si-
tuações, é que uma transição se acha em processo, devendo-se evitar
deduções sobre o uso passado ou futuro. Essa fase de transição
ocorre, por exemplo, quando terras florestais são cortadas para
agricultura, terras úmidas drenadas para desenvolvimento ou quan-
do qualquer tipo de uso da terra cessa na medida em que áreas
se tornam temporariamente nuas enquanto se planeja construções
para usos futuros como residenciais, shopping centers, sítios in-
dustriais, ou loteamentos suburbanos ou rurais para residências. A
terra que se encontra em alteração pelo aterro, como acontece em
entulhos de refugos ou aterros sanitários, também é fator indica-
tivo dessa fase de transição.

7. 7 - Terra árida mista

A categoria de Terra Árida Mista é utilizada quando ocorre uma


mistura de aspectos de Terra Árida, e o uso dominante da terra
ocupa menos de dois-terços da área. Tal situação surge, por exem-
plo, em uma r egião desértica onde combinações de planícies salga-

61
das, áreas de areia, rocha nua, mineração superficial, e atividades
de transição possam ocorrer em íntima proximidade e numa área
de extensão pequena demais para cada uma, de forma a permitir
seu mapeamento em escala. Nos lugares onde ocorre mistura de
dois ou mais usos em uma determinada área, ela é classificada
como Terra Árida Mista. Onde o uso ou usos mistos totalizam
menos de um-terço da área em causa, aplica-se a categoria apro-
priada ao tipo dominante de Terra Árida.

8. TUNDRA

Tundra é o termo aplicado às regiões desprovidas de árvores, além


do limite da floresta boreal e acima do limite altitudinal das árvo-
res nas cadeias de altas mont·anhas. Nos Estados Unidos, a tundra
ocorre antes de tudo no Alaska, em diversas áreas altas das cadeias
de montanhas do oeste, em pequenas localizações isoladas nas
montanhas mais elevadas da Nova Inglaterra e norte do Estado
de New York. A linha florestal, que separa a floresta da tundra
nas regiões alpinas, corresponde a uma região ártica de transição,
na qual as árvores cada vez mais se restringem aos sítios favoráveis.
A cobertura vegetal da tundra é baixa, enfezada, e com freqüên-
cia forma um tapete contínuo. Estas características das plantas são
em grande parte o resultado da adaptação ao ambiente físico -
um dos mais extremos na Terra, onde as temperaturas médias po-
dem situar-se acima do ponto de congelação durante apenas 1 ou
2 meses, durante o ano, onde podem ocorrer fortes ventos que pro-
vocam a desidratação, onde grande variação na energia solar rece-
bida pode existir, e onde o permafrost (estado do congelamento
permanente) se encontra praticamente por toda parte abaixo da
cobertura vegetal.
O número de espécies na flora da tundra é relativamente pequeno,
comparado com o das floras típicas de média e baixa latitudes, e
esse número de espécies decresce na medida em que o meio am-
biente se torna cada vez mais rigoroso com as mudanças de lati-
tude e de altitude. A vegetação da tundra consiste principalmente

62
de gramíneas, ciperáceas, pequenas hervas floríferas, arbustos bai-
xos, liquens, e musgos. A cobertura vegetal é mais luxuriante pró-
ximo à floresta boreal, apresentando geralmente a superfície do
solo completamente ocupada. Na medida em que a cobertura ve-
getal se torna mais rala, os arbustos se tornam menos numerosos
e aparecem mais áreas desnudas. A diversidade de espécie é me-
nor, próximo aos limites das áreas de gelo e neve permanentes,
onde apenas manchas isoladas de vegetação ocorrem na superfície
nua do solo.
A vegetação da tundra é intimamente ·associada com outros fatores
ambientais. Alterações pequenas, provocadas pelo homem, hem
como mudanças microamhientais, em pequenas distâncias, podem
produzir resultados significantes. Alterações mínimas na umidade
disponível ou na proteção contra o vento, por exemplo, podem re·
sultar em associações vegetais diferentes. De igual modo, a ativi-
dade humana na tundra pode engendrar novos esquemas de dre·
nagem com as conseqüentes mudanças na comunidade vegetal ou
características da erosão ( Price, 1972).
As fronteiras entre Tundra, Neve ou Gelos Perenes e Água são
mais facilmente determinadas através de imagens obtidas no fim
do verão. O limite entre Terr,a Florestal e Tundra, no Ártico,
tende a variar sobre uma vasta área e a se caracterizar seja por
incursões da floresta, onde ocorrem melhores condições do meio,
como ao longo das várzeas inundáveis ou ao longo dos vales dos
rios, ou por crescente rigor nas condições ambientais, como nos
secos planaltos expostos. Essa fronteira Terra Florestal-Tundra é
muito mais fácil de delinear nas áreas alpinas. O encontro Terra
Árida-Tundra ocorre onde um ou mais dos parâmetros ambientais
necessários ao desenvolvimento da vegetação é deficiente, e será.
também, melhor determinado com imagens tomadas no fim do
verão.
Utilizando os resultados de várias pesquisas, são as seguintes as ca-
tegorias do Nível 11 de Tundra, baseadas principalmente no que
é interpretável a partir do que aparece nas imagens de sensores
remotos: Tundra de Arbustos e Ma cega, Tundra Herbácea, Tundra
de Solo Nu, Tundra Úmida, e Tundra Mista.

63
8.1 - Tundra de arbustos e macega
A categorização de Tundra de Arbustos e Macega é composta pelos
vários arbustos leuhosos e tufos de macega encontrados no meio
ambiente da tundra. Eles ocorrem em tufa sempre-verdes, ou decí-
duos, em cobertura de densa a rala, em que dominam diferentes
bétulas ( Betula), amieiros ( Alnus), ou salgueiros ( Salix), bem
como muitas espécies de plantas que produzem bagas. Os tufos de
arbustos sempre-verdes se caracterizam por espécies dominantes
como Empetrum e vários membros das famílias das urzes, tais como
Cassiope, V accinium, e Ledum ( Viereck e Little, 1972).

8.2 - Tundra herbácea

A Tundra Herbácea é composta por varias ciperáceas, gramíneas,


ervas pastáveis, liquens, e musgos, todos desprovidos de caules
lenhosos. Uma grande variedade dessas espécies herbáceas pode ser
encontrada em íntima proximidade na tundra. Os lugares com su·
ficiente umidade geralmente são cobertos por um espesso tapete
de musgos, juntamente com ciperáceas como os Carex e Eriopho-
rum (capim-algodão) em soqueiras praticamente contínuas e uni·
formes, bem como outras formas herbáceas, tais como espécies de
bluegrass ( Poa), botão-de-outro ( Ranunculus), e líquens como
Cladonia e Cetraria. Os sítios mais secos ou expostos geralmente
tendem no sentido de um tapete esparso musgo-líquem

8.3 - Tundra de solo nu

A categoria de Tundra de Solo Nu destina-se àquelas ocorrências


de tundra que vegetam em menos de um-terço da área. Ela geral-
mente consiste de sítios visualmente dominados por áreas extensas
de rocha nua exposta, areia, ou cascalho intercalado com plantas
baixas herbáceas ou arbustivas. Esse tipo de tundra é indicativo
da tensão ambiental mais rigorosa e geralmente ocorre em direção
ao pólo das áreas que apresentam as formas herbáceas e arbusti-
vas mais luxuriantes, e nas cadeias de altas montanhas. As dife-
rentes espécies de Dryas, como as white mountain-avens, são do-
minantes nas regiões árticas, bem como sandoworts (Minuaria)

64
e mountainheaths ( Phyllodoce). A Tundra de Solo Nu, geralmente,
funde-se com uma ou mais das categorias de Terra Árida em seus
limites sujeitos a cODdições mais rigorosas.

8.4 - Tundra úmida


A Tundra Úmida é geralmente encontrada em áreas, que apresen·
tam pouco relevo topográfico. Água parada encontra-se quase sem-
pre presente durante os meses em que as médias de temperatura
ficam acima do ponto de congelamento. Numerosos lagos rasos são,
também, comuns (Joint Federal-State Land Use Planning Commis-
sion for Alaska, 1972). O permafrost encontra-se, em geral, pró-
ximo à superfície e vários aspectos das características do solo po-
dem ser evidentes. As ciperáceas ( Carex), como o capim-algodão,
são caracteristicamente dominantes, e umas poucas plantas arbus-
tivas podem ocorrer em sítios mais secos adjacentes. São também
comuns plantas aquáticas enraizadas. A Tundra é melhor delimi-
tada em imagens obtidas no fim do verão.

8.5 - Tundra mista


A categoria de Tundra Mista é aplicada a uma mistura das ocor-
rências de Tundra no Nível 11, onde qualquer tipo, em particular,
ocupe menos de dois terços da área da unidade de mapeamento.
Onde em uma d~terminada área ocorre mais de um terço de inter-
mistura de um ou vários usos, ela é classificada como Tundra Mis-
ta. Onde as categorias intermisturadas de revestimento do solo to-
talizam menos de um terço da área específica, aplica-se a categoria
adequada ao tipo dominante de Tundra.

9. NEVE OU GELO PERENE

Certas terras apresentam uma cobertura perene de neve ou de gelo,


devido a uma combinação de fatores ambientais que permitem a
essas ocorrências de subsistir ao degelo do verão. Nessas condições,
elas persistem como ocorrências relativamente permanentes na pai-
sagem e podem ser usadas como alternativas do meio-ambiente.
Nessas áreas o acúmulo de neve, de neve granulada, compactada

65
ou de gelo excede a ablação, que é a perda combinada de neve ou
de massa de ge)o por evaporação e runolf, conseqüente do der-
retimento. Geralmente, as terras adjacentes serão classificadas
como Água, Terra Úmida, Terra Árida ou Tundra, com seus limi-
tes habituais, sendo mais prontamente distinguíveis em imagens
tomadas no fim do verão.
A terminologia e nomenclatura de qualquer subdivisão de áreas de
Neve ou Gelo Perene são sempre sujeitas a consideráveis discus-
sões, mas uma subdivisão do Nível 11, em categorias de Campos
de Neve Perenes e Geleiras, parece adequada para utilização com
dados de sensoreamento remoto. Uma tal subdivisão se baseia na
forma da superfície e na presença ou ausência de características
indicadas do curso Glacial. Em adição, essas formas e aspectos do
curso podem ser relacionadas com o estágio de desenvolvimento e
com certos processos periglaciais ou glaciais.

9.1 - Campos de neve perenes


Campos de Neve Perenes são acúmulos de neve e neve granulada
compactada que não se derreteram completamente nos verões an·
teriores. Os campos de neve podem ser bastante extensos e, assim,
representar um clima regional, ou podem ser bastante isolados e
localizados, quando, então, são conhecidos por denominações di-
versas, tais como bancos de neve.
A linha de neve regional é controlada pelas condições do clima
geral e se aproxima muito da isoterma regional de 0°C para a
temperatura média do mês mais quente de verão. O emprego do
termo "linha" é, de certa forma, enganador; a "linha de neve"
representa uma divisa irregular de transição, a qual é determi·
nada, em cada ponto, pela combinação da queda de neve e da abla-
ção, variáveis que podem mudar muito entre locais próximos, da-
das as variações na topografia local e orientação das vertentes.
Pequenos campos de neve isolados, que ocorrem em localizações
protegidas, podem evoluir para circos incipientes ou nevados, os
quais se tornam gradualmente côncavos, devido às condições anuais
de congelamento e descongelamento, ativadas pelo movimento des-
cendente de material rochoso. Eles são circulares a semicirculares

66
e freqüentemente formam hordas de material de detritos, denomi-
nadas trincheiras em prótalos, em suas encostas marginais. Con-
forme Flint (1957) observou, "Tais circos, naturalmente, por si só
não são indicativos de glaciação, eles mostram apenas um clima
de geada".
Os campos de neve normalmente podem ser distinguidos da cate-
goria das Geleiras, que se segue, por suas características de relativa
falta de curso.

9.2 - Geleiras

O gelo glacial se ongma da compactação da neve em grânulos e,


finalmente, em gelo, sob o peso de diversas acumulações anuais
sucessivas. A água derretida e recongelada, geralmente contribui
para aumentar a densidade da massa de gelo glacial. Atingidas, su-
ficiente: espessura, peso e massa, começa o curso, e todas as ge-
leiras apresentam evidência de movimento atual ou passado, sob a
forma de morenas, fendas e, assim, por diante.
Onde a linha da neve de áreas adjacentes livres de gelo se estende,
através da geleira; é conhecida como o limite nevado, que repre-
senta a linha de separação entre as duas principais zonas da ge·
leira, a zona de acumulação e a zona de ablação. Enquanto que
as geleiras são geralmente fáceis de reconhecer, certos limites gla-
ciais podem estar sujeitos a má interpretação, mesmo pelo intér-
prete experimentado. As características do curso, do limite nevado
geleira acima, tipicamente são ocultadas por neve fresca, forçando
o intérprete da imagem a depender de informação secundária, tal
como forma do vale ou procurar um sensor mais discriminador.
De igual modo, material de morenas pode cobrir o término (ou
boca) da geleira por causa da ablação, tornando a determinação
do limite muito difícil nessa área. Este último problema é ocasio-
nalmente complicado pela presença de considerável vegetação en-
raizada na manta isolada da morena de ablação.

Uma subdivisão posterior de ocorrências glaciares, principalmente


com base na forma e posição topográfica, incluiria: pequenas ge-
leiras erráticas (às vezes denominadas geleiras do tipo-ural ou em

67
~------------------------ - - -- -- - -

circo) ; geleiras de vales (também denominadas geleiras de mon-


tanhas ou alpinas) ; geleiras de pé-de-serra; e capas de gelo (ou
camadas de gelo).
Outras ocorrências, como as "geleiras rochosas", apresentam, de
certa forma, o aspecto de verdadeiras geleiras. Uma vez que elas
são compostas, basicamente de material rochoso fragmentado, jun-
tamente com gelo intersticial, elas são classificadas como Rocha
Nua Exposta.

APRESENTAÇÃO DO MAPA

As figuras de 1 a 4 apresentam mapas típicos que foram produ-


zidos, utilizando-se o sistema do U.S. Geological Survey, para uso
da terra e revestimento do solo. Os mapas de uso da terra e reves-
timento do solo foram executados através das técnicas convencio-
nais de interpretação e são exemplos típicos de mapas produzidos
a partir de fotografias coloridas-infravermelho de grande altitude.
A fim de dar uma abordagem sistemática e uniforme à apresenta-
ção da informação sobre uso da terra e revestimento do solo, em
formato de mapa, é utilizado um esquema de código de cores (ta-
bela 4). Nesse esquema, os usos da terra em Nível I são codificados
a cores, usando-se uma versão modificada do esquema de cores do
Levantamento Mundial de Uso da Terra (lnternatio(lal Geogra-
phical Union, 1952). Os usos da terra, ao Nível 11, po~em ser re-
presentados utilizando-se o número de dois dígitos adequado à
categoria de uso da terra como, por exemplo, "21 ", que significa-
ria Terra Agrícola e Pastagem. A utilização de algum tipo de sis-
tema outro, que não uma subseqüente estratificação por cores, é
necessário ao Nível 11, uma vez que se tornaria uma dificuldade
muito grande selecionar 37 cores diferentes que fossem distin-
guíveis no tamanho da menor unidade de mapeamento. Um sistema
numérico, com o número de dígitos igualando o nível de catego-
rização, forma um sistema de classificação flexível que permite
prosseguir para os Níveis IH e IV ou além. E mais, conservando-se
um código distinto de cores para cada categoria de uso da terra e
revestimento do solo ao Nível I, permite-se uma integração visual
rápida das áreas caracterizadas por tal uso ou tipo de revesti-
mento.

68
TABELA 4 - USGS- Código de Cores de Uso da Terra ao Nível I

1. Terra Urbana ou Construída . .. .. ... Vermelho (Munsell 5R 6/12).


2. Terra Agrícola. . .. . . . . ........ . . ... Castanho claro (Munsell 5YR 7/4).
3. Pastagem .. ...... . .... . ... .. ... . ... Laranja claro (Munsell lOYR 9/4).
4. Terra Florest.al. . . ................ . . Verde (Munsel\ lOGY 8/5).
5. Água .. . . .. . . .. . . .... .. ... ...... . .. Awl e3curo (Munsell 10B 7/7).
6. Terra Úmida. .. . . .. .. ....... . . .. .. Azul claro (Munsell 7 . 5B 8 .513).
7. Terra Árida. .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cinza. (Munsell N 8/0\
8. Tundra........ . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . Cinza-esverdeado (MunselllOG 8.5/1.5).
9. Neve ou Gelo Perene. .. . .. . . ... . . . . Branco (Munsell N 10/0).

Embora um sistema numérico tenha sido ilustrado para os usos da


terra ao Nível 11, tal sistema não é o único método de se apresentar
informação sobre uso da terra ao Nível 11. O que se propõe é o
uso do código de cores modificado da International Geographical
Union, ao Nível I. Alternativas para um código numérico ao Nível
11 podem tomar a forma de símbolos gráficos, tais como pontos,
pontilhados, linhas cruzadas, símbolos de pântanos ou brejos ou
qualquer um da grande variedade desses itens disponíveis para o
cartógrafo. Tal método, juntamente com o código de cores do Nível
I permitirá ao leitor uma rápida orientação visual para cada ca-
tegoria distinta de uso ao Nível 11, mas impediria um inventário
estatístico da área incluída em cada uso da terra e seria difícii
subdividir, depois, nas categorias do Nível Ill.
Outra alternativ& para simbolismo do uso da terra ao Nível 11 é
o uso de um código alfabético para cada categoria, como "Ur",
significando (Urbana ou Construída) Terra Residencial, ou "Ac",
para (Agrícola) Agrícola e Pastagem. Tal sistema tem o mérito
de sugerir o nome lógico de cada categoria, mas também impede a
interpretação e enumeração nos níveis mais detalhados, dada a
crescente complexidade do código alfabético. Além do mais, o
aumento de tamanho do código alfabético, utilizado para os níveis
de maior detalhe, criará problemas de espaço na medida em que
se chega ao tamanho mínimo de uma unidade de mapeamento.

69
LEGENDA

I. Tíma urbana ou construída


2. Terra agrícola
4. Terra florestal
5. Agua
7. Terra árida

O 2 milhas
I I
O 2 quilômetros

Figura 1 - Uso da terra e revestimento do solo ao Nfvel I em uma parte ampliada


do quarto nordeste da quadrfcula em 1:250.000 lndianópolis, lndiana-lllinois. A
área demarcada no centro do mapa corresponde à área de Maywood, apresentada
nas figuras 3 e 4.

70
LEGENDA

11 Residencial
12 Comercial e serviços
13 Industrial
14 Transportes, comunicações e uti-
lidades
15 Complexos industriais e comerciais
16 Terra urbana mista ou construída
17 Terra urbana diversos ou consirui-
da
21 Terra de cultivo o pastagem
22 Pomares, bosques, vinhedos, vivei-
ros, e área~ de horticultura orna-
mental
23 Atividades de criação confinada
41 Floresta decidua
51 Cursos d'água e canais
53 Reservatórios
75 Minas a céu aberto, pedreiras, e
minas de cascalho
76 Areas de transição

01-l--r--'-T""""--'~ milhas
O ~ quilômetros

Figura 2 - Uso da terra e revestimento do solo ao Nlvel 11, em uma parte ampliada
do quarto nordeste da quadrlcula em 1:250.000 de lndianápolis, lndiana-lllinois. A
área demarcada no centro do mapa corresponde à área de Maywood apresentada
nas figuras 3 e 4.

71
lEGENDA

11 Residencial
12 Comercial e Serviços
13 Industrial
14 Transportes, comunicações e uti-
lidades
17 Terra urbana diversos ou cons-
truída
21 Terra de cultivo e pastagem
22 Pomares, bosques, vinhedos, vivei-
ros, e ãreas de horticultura orna-
mental
24 Outros tipos de terra agrícola
41 Floresta decidua
42 Floresta sempre-verde
43 Floresta mista
51 Cursos d'água e canais
52 Lagos
53 Reservatórios
62 Terra úmida não florestada
75 Minas a céu aberto, pedreiras, e
minas de cascalho

01---- - - - r - -;.,Yz milhas


o 5 quilômetros

Figura 3 - Uso da terra e revestimento do solo, ao Nlvel 11, em parte da quadrícula


em 1:24.000 de Maywood, Indiana. As interpretações da mesma área, ao Nível 111
são apresentadas na figura 4.

72
LEGENDA

111 Unifamiliar
122 Comércio varejista
131 Industrialização primária
132 Fabricação
134 Instalações extrativas
141 Auto-estradas
144 Aeroporto
145 Comunicações
147 Utilidades
173 Despejos e refugos
174 Urbana não construída
211 Terra de plantio
212 Pastagem
224 Viveiros e floricultura
242 Fazendas
412 Decidua com 10-30% de cober·
tura
413 Decidua com 30-70% de cober-
tura
414 Decidua com mais de 70% de co-
bertura
424 Sempre-verde com mais de 70%
de cobert ura
432 Mista com 10-30% de cobertura
511 Riachos
521 Lagos
532 . Minas inundadas
622 Lamaçais
753 Minas de areia e seixos (ativas)

O ~milhas
!-------,------'
O 5 quilômetros

Figura 4- Uso da terra e revestimento do solo, ao Nível 111, em parte da quadrícula


em 1:24.000 de Maywood, Indiana. As interpretações ao Nível 11 para a mesma
área, estão apresentadas na figura 3.

73
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Rio de Janeiro - RJ