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Lista de exercícios

9º. ano

Preparação para a prova bimestral do 4º. bimestre

1) (UFRRJ) Na figura abaixo, F é uma fonte de luz extensa e A um anteparo opaco.

Pode-se afirmar que I, II e III são, respectivamente, regiões de:

a) sombra, sombra e penumbra.


b) sombra, sombra e sombra.
c) penumbra, sombra e penumbra.
d) sombra, penumbra e sombra.
e) penumbra, penumbra e sombra.

2) (UEM) A figura mostra uma lâmpada L a 12 cm de um espelho plano P. Determine a


distância, em centímetros, percorrida por um raio de luz emitido por L e que, após refletido pelo
espelho, atinge o ponto A.

3) (UFRJ) No mundo artístico, as antigas "câmaras escuras" voltaram à moda. Uma câmara
escura é uma caixa fechada de paredes opacas que possui um orifício em uma de suas faces.
Na face oposta à do orifício fica preso um filme fotográfico, onde se formam as imagens dos
objetos localizados no exterior da caixa, como mostra a figura. Suponha que um objeto de 3 m
de altura esteja a uma distância de 5 m do orifício, e que a distância entre as faces seja de 6
cm. Calcule a altura h da imagem.

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4) Uma placa na qual está escrita a letra P é iluminada e disposta em frente a uma câmara
escura de orifício. A parede onde se forma a imagem é de vidro fosco. Esquematize a imagem
que se forma nesta parede e que é vista pelo observador O.

5) A distância entre um ponto objeto P e o correspondente ponto imagem P’, fornecido por um
espelho plano é de 30 cm. Qual é a distância do ponto objeto P ao espelho?

6) Dois pontos A e B são colocados na frente de um espelho plano, conforme mostra a figura.

Determine:

a) a distância entre A e a imagem B’ do ponto B.


b) a distância entre B e a imagem A’ do ponto A.

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7) Maria posiciona-se num ponto A diante de um espelho plano. Por reflexão no espelho Maria
consegue ver a imagem de Pedrinho posicionado no ponto B?

8) (UNICAMP) A figura abaixo mostra um espelho retrovisor plano na lateral esquerda de um


carro. O espelho está disposto verticalmente e a altura do seu centro coincide com a altura dos
olhos do motorista. Os pontos da figura pertencem a um plano horizontal que passa pelo centro
do espelho. Nesse caso, os pontos que podem ser vistos pelo motorista são:

a) 1, 4, 5 e 9.
b) 4, 7, 8 e 9.
c) 1, 2, 5 e 9.
d) 2, 5, 6 e 9.

9) Uma barata se desloca numa reta diante de um espelho plano, conforme a figura. Qual é a
distância que a barata percorre dentro do campo visual do observador O? O lado de cada
quadradinho é igual a 2,0 cm.

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10) (UFRJ) Os quadrinhos a seguir mostram dois momentos distintos. No primeiro quadrinho,
Maria está na posição A e observa sua imagem fornecida pelo espelho plano E. Ela, então,
caminha para a posição B, na qual não consegue mais ver sua imagem; no entanto, Joãozinho,
posicionado em A, consegue ver a imagem de Maria na posição B, como ilustra o segundo
quadrinho.

Maria na posição A Maria na posição B e Joãozinho na posição A

Reproduza, em seu caderno de respostas, o esquema ilustrado abaixo e desenhe raios


luminosos apropriados que mostrem como Joãozinho consegue ver a imagem de Maria.

11) (UNITAU) Sendo a velocidade da luz na água 3/4 da velocidade da luz no vácuo, seu
índice de refração absoluto é:

a) 1,00. b) 1,50. c) 2,66. d) 1,33. e) 3,12.

12) (PUC-SP; adaptado) Considere as afirmações acerca da refração da luz:

I) Na refração somente ocorre o desvio dos raios luminosos.


II) O raio refratado se aproxima da normal no meio mais refringente.
III) A refração somente ocorre do meio menos refringente para o mais refringente.
IV) No meio mais refringente a velocidade da luz é menor.

São corretas somente:

a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) II e IV. e) III e IV.

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13) (UFRN) Ainda hoje, no Brasil, alguns índios pescam em rios de águas claras e cristalinas,
com lanças pontiagudas, feitas de madeira. Apesar de não saberem que o índice de refração
da água é igual a 1,33, eles conhecem, a partir da experiência do seu dia-a-dia, a lei da
refração (ou da sobrevivência da natureza) e, por isso, conseguem fazer a sua pesca.

A figura acima é apenas esquemática. Ela representa a visão que o índio tem da posição em
que está o peixe. Isto é, ele enxerga o peixe como estando na profundidade III. As posições I,
II, III e IV correspondem a diferentes profundidades numa mesma vertical.

Considere que o peixe está praticamente parado nessa posição. Para acertá-lo, o índio deve
jogar sua lança em direção ao ponto:

a) I. b) II. c) III. d) IV.

14) (VUNESP) Um raio de luz monocromática incide sobre a superfície plana de um bloco de
vidro de tal modo que o raio refletido R forma um ângulo de 90° com o raio refratado r. O
ângulo entre o raio incidente I e a superfície de separação dos dois meios mede 32°, como
mostra a figura:

Os ângulos de incidência e de refração medem, respectivamente:

a) 62° e 38°. c) 90° e 38°. e) 58° e 45°.


b) 58° e 32°. d) 32° e 90°

15) (MACK) Um estudante de física observa um raio luminoso se propagando de um meio A


para um meio B, ambos homogêneos e transparentes como mostra a figura. A partir desse
fato, o estudante concluiu que:

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a) o valor do índice de refração do meio A é maior que o do meio B.
b) o valor do índice de refração do meio A é metade que o do meio B.
c) nos meios A e B, a velocidade de propagação da luz é a mesma.
d) a velocidade de propagação da luz no meio A é menor que no meio B.
e) a velocidade de propagação da luz no meio A é maior que no meio B.

16) (VUNESP) Um raio de luz passa do ar para a água após atingir a superfície da água com
um ângulo de incidência de 45°. Quando entra na água, quais das seguintes propriedades da
luz variam?

I) Comprimento de onda
II) Frequência
III) Velocidade de propagação
IV) Direção de propagação

a) I e II, somente.
b) II, III e IV, somente.
c) I, III e IV, somente.
d) III e IV, somente.
e) I, II, III e IV.

17) A figura representa a palavra ÓPTICA escrita sobre um espelho plano. Construa
graficamente a imagem dessa palavra através do espelho.

18) Sendo a velocidade da luz igual a 2,26 x 108 m/s na água e igual a 1,99 x 108 m/s no
benzeno, determine:

a) o índice de refração do benzeno;


b) o índice de refração da água.
(Dado: velocidade da luz no vácuo c = 3,00 x 108 m/s.)

19) Determine a velocidade da luz no diamante, sabendo que o índice de refração do mesmo
vale 2,42 e que a velocidade da luz no vácuo é de 3 x 108 m/s.

20) (UFAC) A velocidade de propagação da luz em um determinado líquido é de 80% daquela


verificada no vácuo. O índice de refração desse líquido é:

a) 1,50.
b) 1,25.
c) 1,00.
d) 0,80.
e) 0,20.

21) A figura abaixo representa um raio de luz monocromática passando do ar para um bloco de
vidro. O índice de refração do ar é nar = 1,00 e o índice de refração desse vidro é nv = 1,50.

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Determine:

a) o ângulo de refração no vidro quando o ângulo de incidência no ar for 30°;


b) o ângulo de incidência no ar quando o ângulo de refração no vidro for 60°.

22) Num recinto à prova de luz externa, iluminado por uma fonte luminosa vermelha, está um
indivíduo de visão normal. Sobre uma mesa estão dois discos de papel, sendo um branco e
outro azul (sob luz solar). Os discos têm a mesma dimensão e estão igualmente iluminados
pela fonte de luz vermelha. Em que cor(es) o indivíduo observará os discos?

23) Entre dois espelhos planos, que formam entre si um ângulo de 60º, é colocado um ponto
luminoso. Quantas imagens são formadas?

24) Um ponto-objeto P colocado entre dois espelhos planos tem 7 imagens. Qual é o ângulo α
entre os espelhos, sabido que (360º)/α é par?

25) Com três patinadores colocados entre dois espelhos planos fixos, um diretor de cinema
consegue uma cena onde são vistos, no máximo, 24 patinadores. Qual é o ângulo α entre os
espelhos, sabendo-se que (360º)/α é inteiro e par?

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Importante para a prova:

Eclipses do Sol

Considerando o Sol como fonte de luz e a Lua como corpo opaco, ocorre eclipse do Sol
quando a sombra e a penumbra da Lua interceptam a Terra (anteparo). O eclipse do Sol é total
para os habitantes da Terra que se encontram na sombra projetada (A) e parcial para aqueles
que se encontram na penumbra projetada (B).

Eclipses da Lua

Considerando o Sol como fonte de luz e a Terra como corpo opaco, ocorre eclipse total da Lua
quando ela inteira está imersa na sombra da Terra. O eclipse é parcial quando parte da Lua
está imersa na sombra da Terra.

Estudo das cores feito em sala

(*) Provocação: Ao olharmos uma folha de papel Chamex iluminada pelo Sol, a percebemos
como branca. Podemos dizer que tal folha sempre parecerá branca, pois ela é branca? Não...

Da mesma forma, acreditamos que uma maçã madura sempre parecerá vermelha [salvo uma
maçã verde, naturalmente verde (?)], pois a maçã é vermelha. É comum pensar-se que a cor
das coisas depende exclusivamente delas mesmas; que trata-se de uma característica
imutável do corpo observado. Não... Vamos explicar.

O que acontecerá quando iluminarmos aquela mesma folha de papel Chamex com luz azul ou
amarela? Ora, se tal folha é branca, ela deveria sempre parecer branca, não é mesmo? Você a
viu branca? Quando a iluminamos com luz azul, a viu azul; já quando a iluminamos com luz
amarela, a viu amarela. Por que isso acontece? Não se trata, pois, de algo óbvio, uma vez que
sucitou dúvida em sua cabeça!

Uma folha de papel não tem luz própria, ou seja, não emite luz. Assim, só a vemos porque ela
reflete a luz do ambiente (e absorve, obviamente). O mesmo vale para a maçã.

Se a folha for iluminada por luz azul, refletirá o azul. O mesmo ocorrerá se a iluminarmos com
luz vermelha, amarela ou de qualquer outra cor. E a maçã? Será sempre vermelha? Pegue
tudo aquilo que foi dito até agora, pense um pouco e tente responder essa última pergunta.

A maçã não emite luz. A vemos, pois a mesma é capaz de refletir, com certa particularidade,
luz. Sendo essa luz dita “solar”, portanto, branca, a maçã mostrar-se-á vermelha; e isso, uma
vez que reflete a luz vermelha. Você deve estar se perguntando: Se a luz solar não é vermelha,
como a maçã está refletindo vermelho?

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Acontece que a luz do Sol, também chamada de luz branca, é composta por todas as cores
(monocromáticas), do vermelho ao violeta (basicamente: o vermelho, alaranjado, amarelo,
verde, azul, anil - ou índigo - e violeta). Quando combinadas, tais cores resultam naquilo que
chamamos de branco. Isso também acontece quando misturamos as luzes de cores vermelha,
verde e azul (sistema RGB). Essas três cores (cor-luz) são denominadas primárias.

Retomando o caso da maçã... Quando exposta à luz do Sol, a maçã parece vermelha, pois sua
casca absorve uma grande quantidade das outras cores e reflete muito a cor vermelha.

Uma folha de alface, por exemplo, no entanto, reflete mais a cor verde do que as demais cores.
Como a folha de alface parecerá se a iluminarmos com luz azul? Dissemos que a alface parece
verde na luz do Sol, pois reflete a cor verde - que compõe, por sua vez, a luz branca
(policromática). Se a mesma folha de alface for iluminada por luz azul, essa será absorvida e,
por só ser capaz de refletir a cor verde (grosso modo), tal folha parecerá escura, como se fosse
preta.

O mesmo aconteceria se iluminássemos a maçã com luz amarela, por exemplo.

(*) Conclusão - mais filosófica - interessante: Uma maçã madura não é vermelha, ela está
vermelha, pois a sensação que temos da cor depende da luz que ilumina a maçã. Nossas
sensações de cores de sólidos e líquidos envolvem processos de absorção e reemissão de
radiação eletromagnética.

(*) Outra visão igualmente interessante: Podemos ainda pensar de outra maneira... Uma maçã
madura tem cor-pigmento vermelha, algo que se relaciona com a frequência natural de
oscilação de seus elétrons componentes (e que pode ser percebido quando por sobre a
mesma incide luz branca).

Em sólidos, pode-se pensar, inicialmente, num processo de absorção e reflexão da luz


incidente. Um corpo pode parecer vermelho porque absorve muito mais radiação nas
frequências das demais cores, refletindo, predominantemente, na faixa do vermelho.

As cores e o olho

A luz refletida por certo objeto atinge nossa retina, uma “tela” sobre a qual formar-se-á a
imagem do objeto em questão. Tal imagem é decodificada por nosso sistema nervoso. A retina
é composta por fibras e células nervosas interligadas, além de dois tipos especiais de células,
ambas sensíveis à luz: os chamados “cones” (≈ 7 milhões por olho) e “bastonetes” (≈ 125
milhões de bastonetes) - nomes relacionados com a forma que apresentam. Os cones e
bastonetes são células fotossensíveis, responsáveis pela conversão da luz em impulsos
elétricos; impulsos que são transmitidos ao cérebro através do nervo óptico.

A percepção das cores pelo olho humano relaciona-se com a absorção da luz pelos cones.
Acredita-se que a capacidade de discriminação de cores pelo olho esteja associada a três
elementos fotossensíveis contidos nos cones, sendo cada um deles sensível a uma
determinada cor primária (frequência): Azul, verde e vermelho (visão tricrômica). A percepção
das outras cores pode ser explicada pela estimulação simultânea e em graus distintos de tais
elementos fotossensíveis.

Para guardar

(*) A luz visível que chega à retina estimula os cones e os bastonetes a gerarem impulsos
elétricos. Os cones funcionam bem na claridade, sendo responsáveis pelos detalhes e cores
dos objetos observados; os bastonetes, por sua vez, responsabilizam-se por nossa visão
quando o ambiente à nossa volta encontrar-se mal iluminado (percepção dos tons de cinza);
nos permitem “ver” à noite, ou seja, podemos perceber silhuetas com algum grau de precisão,
sem, no entanto, notarmos os detalhes.

(*) Podemos dizer que “cor” é uma percepção (sensação) visual provocada pela ação de um
feixe de fótons (componentes da luz visível) sobre células especializadas da retina; células

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capazes de transformar a luz recebida pelos olhos em impulsos nervosos. Tais impulsos são
enviados, através dos chamados nervos ópticos, ao cérebro. Esse, por sua vez, os interpreta e
registra como sensações visuais.

(*) A cor de um objeto é determinada pela frequência da onda que ele reflete. Da mesma
forma, um objeto terá determinada cor (dar-nos-á determinada sensação de cor) se não
absorver luz (energia luminosa), ou seja, radiação ou onda eletromagnética de frequência
correspondente a tal cor. Por exemplo: A folha de uma árvore é percebida como verde porque,
iluminada pela luz branca, praticamente não absorve luz (radiação ou onda eletromagnética) de
frequência correspondente ao verde; e isso implica na reflexão da onda de frequência com a
qual se relaciona a cor verde.

(*) A cor de um objeto opaco depende, portanto, das cores-luz que ele é capaz de absorver e
daquelas que ele refletirá. Se um objeto reflete mais a cor azul (luz/radiação eletromagnética
de frequência correspondente ao amarelo) e absorve bem as demais, ele será percebido como
azul! Logo, a cor de um objeto depende, também, da luz que o ilumina!

(*) Embora a luz branca seja constituída por sete cores (vermelha, alaranjada, amarela, verde,
azul, anil e violeta) - ideia corroborada pelo fenômeno denominado dispersão da luz branca
(um prisma desvia cada cor componente da luz branca em um ângulo diferente) -, não se faz
necessário combinar todas essas cores para se obter novamente luz branca; basta que
misturemos as chamadas cores (luz, não pigmento) primárias [vermelho, verde e azul (RGB)] -
nas proporções corretas, claro - para que obtenhamos tal efeito. Variações nas proporções de
luz vermelha, verde e azul, cores às quais nossos três tipos de cones são sensíveis, acarretam
a produção de qualquer cor do espectro” visível.

(*) Um objeto preto absorve quase toda a luz (grosso modo, para fins didáticos, toda ela) que
incide sobre ele; assim, não reflete luz alguma! Daí a sensação de cor preta (ausência de luz
refletida).

(*) Da mistura de duas ou mais cores-luz primárias (radiações eletromagnéticas), resulta uma
nova radiação, de cor-luz diferente das que lhe deram origem. A esse processo denominamos
síntese aditiva, pois a radiação obtida resulta da soma das radiações originais, ou seja, que
deram origem àquela. Se forem somadas duas das cores referidas, obter-se-á uma dita cor-luz
secundária: Ciano, magenta ou amarelo.

(*) O sistema RGB é conhecido como “sistema cor-luz” ou “sistema aditivo”.

(*) Para cor-luz:

Vermelho (R) + verde (G) = Amarelo


Vermelho (R) + azul (B) = Magenta
Verde (G) + azul (B) = Ciano
Vermelho (R) + verde (G) + azul (B) = Branco

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