Resumo:
A previsão de insolvência é um fator relevante na disponibilização de crédito em uma
instituição financeira e em empresas de todos os seguimentos, por isso ela tem sido um assunto
frequentemente abordado. Com a finalidade de corroborar esse estudo, o presente trabalho
trouxe como objetivo indicar a situação de solvência da Cooperativa de Crédito Sicoob Norte do
Paraná nos anos 2014, 2015, 2016 e 2017; utilizando-se do método Kanitz para avaliação. O
termômetro de Kanitz é uma ferramenta auxiliadora para figurar com êxito a condição
financeira da instituição e possíveis tomada de decisão. Verificou-se a solvência da cooperativa
nos anos analisados, e considerou-se o método aplicado como fonte confiável e segura;
representante da realidade segundo demonstrações contábeis, e comparação aos índices de
Elizabetsky e Altman.
Abstract:
Key-words:
1. Introdução
O desenvolvimento das ciências contábeis sempre esteve envolvido com a evolução da
humanidade. E essa evolução tem mostrado a importância desta ciência, não apenas na
apuração dos tributos e demonstrações contábeis, mas também em auxiliar empresas a
manterem-se precisas no mundo dos negócios, afinal este é o interesse primordial das
empresas. Elas buscam habilmente saber onde estão e o necessário para chegar onde
desejam.
Frente a uma competitividade e o número cada vez maior de multinacionais, torna-se de
extrema importância entender que a contabilidade é fundamental para o crescimento e o
destaque em qualquer empreendimento (LIMA, 2001). Percebe-se então, o valor da
contabilidade em gerar informações para apresentação de tendências, que poderão
mostrar se a empresa encontra-se em solvência ou insolvência (KANITZ, 1978).
A insolvência é um mal em que certo momento algumas corporações experimentam,
devido não preparar-se com antecedência para os riscos futuros, e não zelarem por uma
saúde financeira de sua organização (KANITZ, 1978). Consequentemente, as
instituições que conseguem prever seu cenário financeiro de forma adequada, ganham
proveito para tomada de decisões e nos desafios econômicos.
Precisa-se ter o cuidado necessário em um negócio, pois as situações de insolvências
podem ser traumáticas, e difíceis de serem estabilizadas. Nesse contexto, o uso dos
modelos de previsão de insolvências foi desenvolvido com o propósito de verificar a
situação de solvência das empresas. Os modelos de previsão de insolvência não têm a
capacidade de afirmarem se a empresa vai falir ou se tornar inadimplente, mas servem
como indicativo do que poderá acontecer caso a empresa continue no mesmo rumo
(KANITZ, 1978).
Uma análise de qualidade trás direcionamentos a organização, e quanto mais
conhecimento a empresa puder obter do nível que se encontra a administração de seus
negócios, a probabilidade de chegar a seus objetivos e lucratividade também serão
maiores. Um dos modelos de previsão de insolvência foi o desenvolvido pelo professor
Sthepen Charles Kanitz, o qual foi utilizado neste trabalho, e que poderá servir de
direção para uma análise de aptidão para a empresa. A partir desse contexto, foi definida
a seguinte questão de pesquisa: Qual o índice de solvência da instituição Sicoob Norte
do Paraná nos anos de 2014, 2015, 2016 e 2017, segundo o método de Kanitz?
Para responder a essa questão o objetivo geral desta pesquisa será analisar a situação
econômico-financeira da cooperativa financeira Sicoob Norte do Paraná nos anos 2014,
2015, 2016 e 2017 por auxílio do modelo de Kanitz e comparar o resultado do método
utilizado, com a real situação da instituição, determinando o risco de insolvência da
organização nestes anos, através do Fator de Insolvência (FI), por intermédio de um
termômetro ao qual pode indicar três situações: solvência, penumbra ou insolvência
(KANITZ, 1978).
O presente estudo tem como justificativa o modelo de insolvência de Kanitz, sendo um
vantajoso instrumento para auxiliar os profissionais contábeis a ajudarem seus clientes a
visualizar melhor sua situação financeira e possível tomada de decisão de uma forma
prática (KANITZ, 1978). É uma ferramenta muito útil para os vindouros contadores que
servirá de contribuição para pesquisas de trabalho, estudos de caso, debates acadêmicos.
Pois ela não traz apenas o estado de solvência da empresa, mas também debates sobre
características que levam isso a acontecer.
2. Referencial Teórico
Abordaremos para este referencial alguns contextos pertinentes para absorção mais
satisfatória do conteúdo trabalhado. As demonstrações contábeis, que são base deste
estudo e os métodos aplicados de Kanitz, Elizabetsky e Altman; que auxiliarão para a
realização do mesmo.
2.1. Demonstrações Contábeis
2.1.1. A Importância das Demonstrações Contábeis
A principal finalidade das demonstrações contábeis é mostrar a condição econômica,
financeira e patrimonial das empresas, permitindo uma visão habilidosa dos negócios
para seus administradores (SILVA, 2016). As demonstrações contábeis são fontes vitais
para tomada de decisão em um negócio, é também possível por meio dela estruturar os
orçamentos, monitorar os gastos, acompanhar o avanço patrimonial de uma empresa
(SILVA, 2016).
Iudícibus (2007) define o estudo das demonstrações contábeis como, a arte de saber
retirar relações úteis entre conjuntos de contas dos relatórios contábeis tradicionais e de
suas áreas, com intenção a fornecer a alta administração, informações preciosas à
tomada de decisão. Nota-se então que os fatos contábeis são materiais de informações
importantes, que permitem uma vantagem à empresa que se utiliza dessas
demonstrações (SILVA, 2016).
As demonstrações contábeis são meios de acesso importantíssimos para visualizar
dados úteis e de informações significativas, além da capacidade de identificar a situação
financeira de uma empresa (SILVA, 2005). Silva e Souza (2011), reconhecem as
demonstrações, inclusive como relatos contabilísticos e como geradores de informações
para análise, cabendo de base, inclusive para qualificar prováveis investimentos.
As demonstrações são aplicadas pela gestão da empresa para apresentar contas e levar
informações a respeito do enfoque econômico financeiro aos sócios, credores, e a outros
envolvidos. Elas exibem informações úteis que apontam suas operações ao longo de um
estabelecido período de tempo, e quando examinadas simplificam os itens fortes e
fracos extraídos da realização da atividade da empresa querem estas sendo operacional
ou não operacional (SILVA E SOUZA, 2011).
Do mesmo modo, as demonstrações têm como intuito propiciar conhecimento aos
utilizadores; ponderar a capacidade da empresa de gerar dinheiro e correspondente;
comunicar sobre o patrimônio financeiro controlado pela organização, estrutura
econômica, liquidez e insolvência (MARTINS, 2011).
2.1.2. Especificidades das Demonstrações Contábeis
De acordo com a Lei nº 6404/76, as Demonstrações Contábeis necessárias de
elaboração e publicação no final de cada exercício, pelas sociedades por ações, são
Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de
Lucros e Prejuízos Acumulados ou Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido,
Demonstração dos Fluxos de Caixa, Demonstração do Valor Adicionado e Notas
Explicativas; as quais serão abordadas a diante. Serão apresentadas apenas algumas
demonstrações, ou seja, há outras além dessas, porém veremos as que são mais notáveis
e de relevância no momento para um claro entendimento.
Balanço Patrimonial: Sérgio Iudícibus (2010), diz que o Balanço Patrimonial é uma das
demonstrações contábeis mais relevantes, por meio desta podemos identificar a
condição financeira e patrimonial de uma organização em certo momento, dentro de
algumas normas. Nessa demonstração estão visivelmente apresentados o Ativo, o
Passivo e o Patrimônio Líquido da instituição. Sabemos que, pela própria definição,
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma empresa. É por esse
motivo que o balanço costuma ser nominado de Balanço Patrimonial.
O Ativo entende, de maneira muito simplificada, os bens e os direitos expressos em
moedas, caixa, bancos, (são recursos financeiros disponibilizados de imediato),
veículos, imóveis, mercadorias, contas a receber de clientes; são bens e direitos que as
empresas costumam geralmente possuir. O Passivo entende, de forma básica as
obrigações que a entidade possui a pagar, isto quer dizer o que ela deve a terceiros,
como por exemplo: fornecedores, financiamentos, contas a pagar, impostos a pagar, e
assim por diante; são obrigações que geralmente as empresas costumam possuir
(IUDÍCIBUS, 2010).
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): A Demonstração de Resultado serve
de mediação na apuração do Lucro ou Prejuízo do período, sua elaboração é feita
simultaneamente com o Balanço Patrimonial. Com essas duas demonstrações, é
possível fazer análises, conclusões, verificar variações, com práticas adequadas de
Análise e Interpretação de Balanços fornecidos pela Contabilidade. Nessa demonstração
também é possível visualizar detalhadamente contas de Despesa, Receita e o Lucro ou
Prejuízo Líquido (IUDÍCIBUS, 2010).
O lucro apurado por intermédio dessa demonstração pode ser tido razoavelmente como
preciso, pois a empresa apenas pode ter certeza realmente do seu lucro após desfeito de
todos seus bens, desapropriado dos seus ativos, e efetuado o pagamento de todas suas
obrigações. Em geral as empresas vivem por um tempo indeterminado, por isso não é
possível prever seu lucro exato, e devido à necessidade de verificar suas operações
consecutivamente, a Demonstração de Resultado do Exercício deve ser levada em
consideração e elaborada periodicamente (IUDÍCIBUS, 2010).
Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados (DPLA): Apresenta-nos essa
Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados às distribuições de lucros aos sócios,
saldos ainda não registrados, as retenções de lucros, os ajustes de exercícios anteriores,
a qual é de grande relevância aos interessados na empresa (IUDÍCIBUS, 2010). De
acordo com a legislação do Imposto de Renda Art. 274 do RIR/99, são obrigatórias à
apresentação da DPLA as sociedades limitadas e outros tipos de entidades.
Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido (DMPL): A apresentação da
Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido é facultativa, e quando realizada
desobriga a apresentação da Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados. É
obrigatória para as companhias abertas, instituições financeiras, seguradoras e algumas
outras empresas. A Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido pretende informar
basicamente as movimentações realizadas nas contas participantes do Patrimônio
Líquido, com suporte do saldo inicial do exercício anterior até o saldo final do exercício
atual, abrangendo as contas do Patrimônio Líquido, por exemplo, Capital Social,
Reservas de Lucro, Reservas de Avaliação, Reservas de Capital, Ações em Tesouraria,
por isso ela é considerada mais importante que a demonstração anterior, pois a DMPL
envolve além das contas do Lucro e Prejuízos Acumulados (IUDÍCIBUS, 2010).
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC): Não é obrigatória para sociedades anônimas
com patrimônio líquido inferior a dois milhões de reais. A demonstração do resultado
permite uma visão esplêndida do desenvolvimento da empresa, porém, devido ao
regime de competência, não propicia as movimentações do caixa no período, pois os
resultados são operados em períodos bem menores, e em cada desses períodos existe
uma diferença entre o resultado e o fluxo de caixa (IUDÍCIBUS, 2010).
Além de que, há movimentações no caixa notáveis, que não correspondem a receitas e
despesas, como pagamento de dívidas, investimentos em outras instituições,
distribuição de sócios, venda de ativos usados, entre outros. Em vista disso, a
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) costuma ser apresentada por três grandes
subdivisões, o fluxo de caixa das atividades operacionais, o fluxo de caixa das
atividades de investimentos, e o fluxo de caixa das atividades de financiamento
(IUDÍCIBUS, 2010).
Demonstração do Valor Adicionado (DVA): A Demonstração do Valor Adicionado
representa um dos elementos componentes do Balanço Social e tem por finalidade
evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição com os acionistas, governo,
funcionários, remuneração do capital de terceiros, durante determinado período. A
Demonstração do Valor Adicionado obrigatoriamente é apresentada pelas sociedades
anônimas de capital aberto, sendo facultada sua elaboração e apresentação para as
demais entidades (SILVA, 2013).
Conforme a Lei nº 6404/76 as Notas Explicativas são demonstrações complementadas a
outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis fundamentais para esclarecimento
da condição patrimonial e dos resultados do exercício. Poderão estar relacionadas a
qualquer outra das Demonstrações Financeiras, como a Demonstração de Lucros e
Prejuízos Acumulados, ou Fluxo de Caixa.
Fonte: Kanitz
Para Poueri (2012) esse instrumento é útil na decisão de crédito, não simplesmente
como indicador de solvência das organizações, como relata KANITZ (1978). Em casos
em que os meios para créditos estão mais exíguos, auxiliaria na decisão a quem
conceder recursos. Escolher-se-ia por empresas com menor risco, ou seja, com maior
zona de solvência. Segundo Kanitz (1978), também é possível incluir mais índices na
composição do Fator de Insolvência, assim como variáveis diferenciadas dos índices.
Poueri (2012), indica que o Fator de Insolvência trouxe benefícios aos bancos que o
validaram. Kanitz (1978), também relata em um de seus trabalhos que o número de
pedidos de empréstimos negados caiu de 25% para 2%, porque o Fato de Insolvência
permitiu um grau de segurança maior na concessão de crédito; e em comparação as
empresas que faliam depois da aceitação do crédito modificaram-se de 1% para 0,04%.
Mais a frente em um de seus livros Professor Kanitz (1978), mostra e aborda os temas
da pesquisa; que se tornaram as suposições que seriam, ou não confirmado pela sua
pesquisa, dos quais alguns trataremos aqui. É possível prognosticar a falência de um
negócio? Quais são os melhores indicadores de prognóstico? Referindo-se a primeira
questão deve ser sim segundo Kanitz (1978), senão estaria colocando à prova a
realização de análises de balanços. A adversidade é que nem sempre os balanços são
precisos, colocando em incerteza e receio os analistas de crédito.
Devido a essa “falha” no prognóstico da situação financeira Kanitz (1978), exibe quatro
disformidades: 1) o crédito é atribuído devido às garantias concedidas e não pela
condição de pagamento de empresa. 2) isso acaba favorecendo as multinacionais e
grandes empresas, por terem essas possibilidade maiores de ofertarem garantias e avais.
3) a inabilidade de verificar a dificuldade financeira de um cliente, acarreta com que o
sistema financeiro não apresente suporte necessário a essas empresas. 4) A carência de
se dar bens pessoais e patrimônios de diretores como garantia, atinge o preceito da
responsabilidade limitada.
Quanto aos melhores indicadores Kanitz (1978) destaca o uso de todos os índices que
encontrou e obteve na literatura propícia ao tema. O desfecho que chegou é a de ser
capaz, com a aplicação de alguns desses índices, atingir um “índice de risco de crédito”.
Os balanços das empresas brasileiras são confiáveis? Principalmente das empresas
prestes a falir? Kanitz (1978) apresentou-se de frente com quatro críticas expostas de
especialistas: 1) as demonstrações de pequenas e médias empresas são inadequadamente
preparadas; 2) a não existência do conhecimento referente aos princípios contábeis e
chegada de distorções, pela adesão da legislação fiscal, para efeitos de apuração
principalmente do lucro líquido e das demonstrações contábeis; 3) a adulteração de
documentos, de modo deliberado e premeditado por meio da administração,
especialmente nas demonstrações de empresas iminentes a falirem. 4) “Adornamento”
dos balanços, com a intenção de melhorar os índices que serão objeto de estudos.
Inclusive diante dessas fortes críticas, Kanitz (1978) testou as demonstrações das
empresas, especificamente como foram constituídas, buscando comprovar que não
existia efeito sobre a capacidade de previsão. Desse modo, Kanitz (1978) findou em sua
pesquisa que as demonstrações sendo fidedignas ou não, a capacidade de previsão se
estabelece existente através do emprego do conceito de colocação referente aos índices,
que será tratada.
Outra questão a ser levantada por Kanitz (1978) é se o posicionamento da empresa é um
indicador significativo de insolvência. O autor defende que a posição da empresa com
relação a outras empresas é mais importante do que os índices em si. Kanitz (1978),
afirma que mesmo que a empresa tenha suas demonstrações adulteradas, sua colocação
não é modificada em relação à outra empresa. Esse conteúdo gerou desenvolvimento
dos índices, porque além de avaliar cada um deles, avaliou-se também sua alternância
de um período a outro, já que essa é uma medida de colocação relativa.
3. Metodologia
A abordagem da pesquisa objetivou analisar as evidências de solvência através do
comportamento dos índices econômico-financeiros do Sicoob Norte do Paraná. Para
isso, foram coletadas informações contidas nas demonstrações encerradas em 31 de
dezembro do ano 2014, 2015, 2016 e 2017.
Quanto à caracterização da pesquisa, ela pode ser definida como descritiva. De acordo
com Silva & Menezes (2000), “a pesquisa descritiva visa descrever as características de
determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”.
Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação
sistemática. Segundo Vergara (2000), a pesquisa descritiva exibe as propriedades de
determinada população ou fenômeno, compõe correlações entre variáveis e define sua
natureza. A pesquisa descritiva não se limita a explicar fenômenos que descreve, no
entanto serve de base para explicá-lo.
A pesquisa será realizada de forma quantitativa, onde os resultados do estudo podem ser
quantificados a partir de números, estatísticas, recorrendo-se a linguagem matemática
para descrever as causas de um problema. A pesquisa quantitativa se centraliza na
objetividade. Conforme Gil (2008, p. 17), “este método se fundamenta na aplicação da
teoria estatística da probabilidade e constitui importante auxílio para a investigação em
ciências sociais”.
Por intermédio do índice de solvência de Kanitz (1978), Altman e Elizabetsky;
utilizando-se de coleta de dados secundários, através de análise das demonstrações
contábeis da instituição Sicoob Norte do Paraná dos anos 2014, 2015, 2016 e 2017, será
identificado o índice de solvência, penumbra ou insolvência da empresa objeto deste
estudo.
4. Análise dos Resultados
Termômetro
10
8 8.61
7.6
6 6.57
5.26
4 Termômetro
2
0
2014 2015 2016 2017
5 Elizabetsky
4 y = 0.01x + 2.14 Linear (Kanitz)
3 R² = 0.0847
Linear (Altman)
2 Linear (Elizabetsky)
y = 0.057x + 0.445
1
R² = 0.4554
0
0 1 2 3 4 5
5. Conclusão
Tal como o objetivo geral deste trabalho foi analisar a situação econômico-financeira da
empresa Sicoob Norte do Paraná nos anos de 2014, 2015, 2016 e 2017 por meio do
Termômetro de Kanitz; após diagnósticos realizados evidencia-se a solvência da
própria, e a autenticidade do método aplicado como recurso relevante para esse fim. Do
mesmo modo, obtivemos como base para comprovação da eficiência do método Kanitz
a aplicação dos índices de insolvência de Elizabesky e Altman para revalidação dos
resultados obtidos.
Nos índices de Elizabetsky e Altman pudemos verificar a solvência da cooperativa,
porém de uma forma linear, não demonstrando as reais alterações que houve durante os
anos. Podemos perceber que esses métodos abordados são eficazes, mas no contexto de
demonstrar se a empresa é solvente ou insolvente; não representando a evolução ou
decrescente da condição que ela se encontra, o que não é significativo para tomada de
decisão.
A realidade é que as empresas querem saber onde/como estão suas necessidades e
oportunidades, onde/como se encontram perante a sociedade, se estão no caminho certo,
e o mais importante como lucrar. O método de Kanitz vem em auxílio a essa grande
demanda que busca o aprofundamento em conhecimento e entendimento de
determinada instituição; e que a partir disso possa conseguir obter um planejamento
estratégico para alcance de seu sucesso.
O estudo foi valoroso, em razão de que a empresa objeto deste estudo, não apenas foi
intitulada em estado de solvência, penumbra ou insolvência, mas conjuntamente, e quiçá
os mais significativos foram às questões que levaram a tal determinação. Além disso,
identifica-se que o método de Kanitz já auxiliou em muitas tomadas de decisão, e ainda
hoje continua desde grande a pequenos portes de empresas.
A limitação encontrada foi não ter obtido antes desse estudo nenhum contato direto no
âmbito de demonstrações contábeis com uma instituição financeira. Alguns conceitos e
nomenclaturas são diferentes das empresas de comércio ou indústria, como por
exemplo, tratando-se de uma cooperativa a Demonstração de Resultado do Exercício é
“substituída” pela Demonstração de Sobras e Perdas.
Diante dos diagnósticos surge uma curiosa possibilidade de pesquisa, na qual consisti
em aplicar o método de Kanitz nas empresas onde houve a concessão de crédito por
parte do Sicoob Norte do Paraná no ano de 2015. Foi o ano em que a cooperativa
realizou mais empréstimos, e nos anos posteriores ocorreram quedas do índice. Percebe-
se uma insegurança na concessão desses recursos em algumas empresas, seria
interessante descobrir quais são essas empresas que propiciaram a inadimplência e quais
os erros cometidos ou os riscos que a instituição corria, o qual talvez não
foram“sondados” com a devida cautela. Fica inclusive o interesse em conhecer quais os
critérios utilizados pela cooperativa para concessão de créditos.
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