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DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

Solução de Controvérsias
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SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS

ASSEMBLEIA GERAL

Organização

• Primeiro comitê (desarmamento e segurança internacional).


• Segundo comitê (financeiro e econômico).
• Terceiro comitê (social, humanitário e cultural).
• Quarto comitê (político especial e de descolonização).
• Quinto comitê (administrativo e orçamental).
• Sexto comitê (comitê jurídico).

 Obs.: A Assembleia Geral é um órgão de caráter democrático que prima pela


igualdade dos seus membros (cada um tem direito a um voto); trabalha
com temas que são relevantes, e ainda tem a participação de membros
observadores, que não são só os Estados-membros.
Obs.: A Assembleia Geral se reúne em sessão ordinária e sessão extraordi-
nária. A extraordinária ocorre quando algo sério acontece, já a ordinária
ocorre todos os anos. A Assembleia Geral é discutida a partir do artigo 9º
da Carta, e lhe compete discutir quaisquer questões que estiverem dentro
das finalidades da presente Carta.
ANOTAÇÕES

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Artigo 9. 1. A Assembleia Geral será constituída por todos os Membros das Nações
Unidas.
2. Cada Membro não deverá ter mais de cinco representantes na Assembleia Geral.
Artigo 10. A Assembleia Geral poderá discutir quaisquer questões ou assuntos que
estiverem dentro das finalidades da presente Carta ou que se relacionarem com
as atribuições e funções de qualquer dos órgãos nela previstos e, com exceção do
estipulado no Artigo 12, poderá fazer recomendações aos Membros das Nações
Unidas ou ao Conselho de Segurança ou a este e àqueles, conjuntamente, com
referência a qualquer daquelas questões ou assuntos.

Procedimento de votação (artigo 18º)

• Paz/segurança/admissão/orçamento.
• Demais matérias.

Competências internas

• Receber relatórios.
• Aprovar orçamento.
• Delimitar a contribuição dos Estados.
• Revisão da Carta da ONU (artigos 108 e 109).

Competências internacionais

• Manutenção da paz.
• Conclamar o Conselho de Segurança.
• Ação coercitiva (res. Acheson).
• Desarmamento.
• Solução de controvérsias.
• Discutir questões da carta.
• Estudos e recomendações.

Artigo 10. A Assembleia Geral poderá discutir quaisquer questões ou assuntos que
estiverem dentro das finalidades da presente Carta ou que se relacionarem com
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as atribuições e funções de qualquer dos órgãos nela previstos e, com exceção do


estipulado no Artigo 12, poderá fazer recomendações aos Membros das Nações
Unidas ou ao Conselho de Segurança ou a este e àqueles, conjuntamente, com
referência a qualquer daquelas questões ou assuntos.
Artigo 11. 1. A Assembleia Geral poderá considerar os princípios gerais de coope-
ração na manutenção da paz e da segurança internacionais, inclusive os princípios
que disponham sobre o desarmamento e a regulamentação dos armamentos, e po-
derá fazer recomendações relativas a tais princípios aos Membros ou ao Conselho
de Segurança, ou a este e àqueles conjuntamente.
2. A Assembleia Geral poderá discutir quaisquer questões relativas à manutenção
da paz e da segurança internacionais, que a ela forem submetidas por qualquer
Membro das Nações Unidas, ou pelo Conselho de Segurança, ou por um Estado
que não seja Membro das Nações unidas, de acordo com o Artigo 35, parágrafo 2,
e, com exceção do que fica estipulado no Artigo 12, poderá fazer recomendações
relativas a quaisquer destas questões ao Estado ou Estados interessados, ou ao
Conselho de Segurança ou a ambos. Qualquer destas questões, para cuja solução
for necessária uma ação, será submetida ao Conselho de Segurança pela Assem-
bleia Geral, antes ou depois da discussão.
3. A Assembleia Geral poderá solicitar a atenção do Conselho de Segurança para
situações que possam constituir ameaça à paz e à segurança internacionais.
4. As atribuições da Assembleia Geral enumeradas neste Artigo não limitarão a
finalidade geral do Artigo 10.
Artigo 12. 1. Enquanto o Conselho de Segurança estiver exercendo, em relação a
qualquer controvérsia ou situação, as funções que lhe são atribuídas na presente
Carta, a Assembleia Geral não fará nenhuma recomendação a respeito dessa con-
trovérsia ou situação, a menos que o Conselho de Segurança a solicite.

SECRETARIADO - ORGANIZAÇÃO

Secretário-Geral

 Obs.: O Secretário-Geral tem funções diplomáticas e administrativas e repre-


sentação da ONU.

• 1946-1953: Trygve Lie (Noruega).


• 1953-1961: Dag Hammarksjöld (Suécia).
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• 1961/1962-1966/1967-1971: U Thant (Burma).


• 1972-1981: Kurt Waldheim (Áustria).
• 1982-1991: Javier Pérez de Cuéllar (Peru).
• 1992-1996: Boutros-Boutros Ghali (Egito).
• 1997-2001/2002-2006: Kofi Annan (Gana).
• 2007-2016: Ban Ki-Moon (Coreia do Sul).

FUNÇÕES DO SECRETÁRIO-GERAL

Administrativas

• Dirigir o serviço administrativo.


• Nomear pessoal.
• Exercer poder disciplinar.

Funções políticas

• Representativa.
• Diplomática.
• Operacional.

CONSELHO ECONÔMICO E SOCIAL


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• Composição: 54 membros (3 anos).


• Sessões anuais.
• Funções:
–– Foro de discussão de questões econômicas e sociais estudos/recomen-
dações.
–– Promover os direitos humanos.
–– Indicar conferências internacionais.
–– Preparar rascunhos de convenções.
–– Coordenar agências especializadas.
–– Consulta com organizações não governamentais.

 Obs.: A preocupação do Conselho Social surge principalmente de dentro de um


clamor dos países em desenvolvimento e daqueles que saíram do pro-
cesso de descolonização, de um direito ao desenvolvimento, de saírem
da situação em que se encontravam.

CONFLITOS INTERNACIONAIS

A noção de “controvérsia”

No caso Mavrommatis Palestine Concessions de 1924, e depois no caso


Lótus de 1927, a Corte Permanente de Justiça Internacional definiu controvérsia
internacional (dispute) como um desacordo sobre uma questão de direito ou de
fato, um conflito de interpretações legais ou de interesses entre dois sujeitos (tra-
dução do autor) (SHAW: 2003, p. 916).
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Conceito de H.G. Merrils:

Uma controvérsia internacional pode ser definida como um desacordo (disa-


greement) específico relacionado à questão de fato, de direito ou de política no
qual uma pretensão de uma parte encontra recusa, reconvenção (counter-claim)
ou negação da outra parte. (MERRILS, 1998, p. 1).

 Obs.: Dentro do direito processual, há o conceito de lide. A lide é a pretensão


que é resistida – uma parte deseja uma coisa e a outra parte resiste –,
e não se consegue chegar a um acordo. No plano interno, a justiça foi
evoluindo aos poucos, e ficou mais fácil fazer com que as partes se con-
formem às decisões. No plano internacional, a sociedade ainda está em
evolução. Portanto, da mesma forma que os tratados, as disputas inter-
nacionais dependerão da boa vontade e do acordo entre as partes envol-
vidas, e do interesse que elas tenham em ceder.

Conceito de Francisco Rezek

Chamaremos de conflito ou litígio internacional todo desacordo sobre certo


ponto de direito ou de fato, toda contradição ou oposição de teses jurídicas ou
interesses entre dois Estados (REZEK: 1998, p.337)

SOLUÇÃO PACÍFICA DE CONTROVÉRSIAS

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Princípios da ONU

Carta das Nações Unidas.

Art. 2º, § 3º Todos os membros deverão resolver suas controvérsias internacionais


por meios pacíficos, de modo que não sejam ameaçada a paz, a segurança e a
justiça internacionais.
§ 4º Todos os membros deverão evitar em suas relações internacionais a ameaça
ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de
qualquer Estado, ou qualquer outra ação incompatível com os Propósitos das Na-
ções Unidas.

Artigo 33 da Carta da ONU

As partes em uma controvérsia, que possa vir a constituir uma ameaça à paz e à
segurança internacionais, procurarão, antes de tudo, chegar a uma solução por
negociação, inquérito, mediação, conciliação, arbitragem, solução judicial,
recurso a entidades ou acordos regionais, ou a qualquer outro meio pacífico
à sua escolha.

Mas este consentimento pode ser atual ou anterior:

As partes num litígio podem perder sua liberdade de escolha, mas somente
na medida em que estão comprometidas antecipadamente, pela via conven-
cional, a submeter-se a um procedimento determinado de resolução (PELLET:
1992, p. 722)
Exemplo de compromisso feito antes da controvérsia: cláusula compro-
missória.

 Obs.: As partes são livres para escolher qualquer meio. Elas podem escolher
isso antes ou depois de a controvérsia estar instaurada.
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A lógica da classificação das modalidades de solução de controvérsia

• Negociação direta;
• Modos “diplomáticos”: bons ofícios, inquérito, mediação e conciliação;
• Modo “político”: negociação política conduzida no seio de uma organização
internacional com a participação propositiva de outros países;
• Modos jurisdicionais:
–– Resolução Arbitral (ad hoc, as partes definem os árbitros, as regras e
condições do procedimento);
-- Jurisdições permanentes (juízes e regras pré-estabelecidos);
-- Com competência universal (CIJ);
-- Com competência relativa (TJCE, TPR/MERCOSUL,CIDH, TDM).

 Obs.: A arbitragem no âmbito internacional tem a importância de ser a percurso-


ra da própria solução de controvérsias.

Classificação dos Modos Pacíficos de Solução de Controvérsias


Negociação Direta
Modos não jurisdicionais Modos Diplomáticos
Modo Político (Organização Internacional)

Jurisdição Arbitral
Modos Jurisdicionais

Jurisdição Permanente

Modos diplomáticos
Bons ofícios
Inquérito
Modos diplomáticos
Mediação
Conciliação

No gramado da Casa Branca, Yitzak Rabin e Yasser Arafat apertam as mãos,


rendendo-lhes a ambos o Prêmio Nobel da Paz pela assinatura dos Acordos de
Oslo em 1993:
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Modos Jurisdicionais
Arbitragem Direta Brasil Vs. Argentina
Jurisdição Arbitral
Arbitragem Institucional Tribunal arbitral ad hoc no Mercosul
CN/ONU*
Jurisdição institucional
SSC/OMC
Corte Internacional de
Jurisdição Permanente Competência Universal
Justiça
Jurisdição judicial
TJCE, TPR/Mercosul,
Competência relativa
CIDH, TDM

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pela professora Blenda.

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