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2
Sumário

Objetivo ..............................................................................................................................7
Perfil do Técnico ..................................................................................................................7
Principais qualidades que o técnico deve ter: .......................................................................7
Apresentação das ferramentas mais usadas na assistência....................................................8
 ESTAÇÃO DE RETRABALHO/AR QUENTE YAXUN 850+ ................................................8
 ULTRASSOM .............................................................................................................9
 TERMÔMETRO DIGITAL COM MIRA A LASER..............................................................9
 MULTITESTE ........................................................................................................... 10
 KIT DE FERRAMENTAS YAXUN 6028B....................................................................... 10
 ÁLCOOL ISOPROPILICO............................................................................................ 12
 WD-40.................................................................................................................... 12
 COLA DE CONTATO B7000 ....................................................................................... 13
 FITA DUPLA FACE 3M .............................................................................................. 13
 FITA ALUMíNIO....................................................................................................... 14
 FITA KAPTON .......................................................................................................... 14
 FLUXO DE SOLDA EM GEL ........................................................................................ 15
 FLUXO DE SOLDA LÍQUIDO ...................................................................................... 16
MONTAGEM E DESMONTAGEM DE APARELHOS ................................................................. 18
SEQUÊNCIA DE DESMONTAGEM:.................................................................................... 18
 PARA APARELHOS QUE POSSUEM A TAMPA TRASEIRA ........................................ 18
 DESMONTAGEM DE CELULARES QUE NÃO TÊM TAMPA TRASEIRA ....................... 19
TROCA DE TELA.................................................................................................................. 19
CONHECENDO OS COMPONENTES INTERNOS DO APARELHO .............................................. 21
FLASH ............................................................................................................................ 21
 LED (Light-Emitting Diode)................................................................................... 21
 XENON................................................................................................................ 22
CÂMERA FRONTAL ......................................................................................................... 22
VOLUME ........................................................................................................................ 22
SENSOR DE PRESENÇA E INFRAVERMELHO...................................................................... 22
ALTO-FALANTE............................................................................................................... 23
CARCAÇA ....................................................................................................................... 23

3
TELA .............................................................................................................................. 23
 LCD - Liquid Cristal Display .................................................................................. 23
 OLED - Organic Light-Emitting Diode.................................................................... 24
 AMOLED - Active-Matrix Organic Light-Emitting Diode ........................................ 24
 IPS - In-Plane Switiching ...................................................................................... 24
BOTÕES MENU .............................................................................................................. 24
BOTÃO HOME ................................................................................................................ 24
MÉTODOS DE TESTES PARA ENCONTRAR FALHAS NA PLACA ............................................... 25
MÉTODOS DE RESSOLDAGEM E SOLDAGEM ....................................................................... 25
PREPARAÇÃO................................................................................................................. 25
DESSOLDAGEM: ............................................................................................................. 25
SOLDAGEM .................................................................................................................... 26
PRECAUÇÕES ................................................................................................................. 26
MULTÍMETRO DIGITAL ET-1002 .......................................................................................... 28
 REGRAS PARA OPERAÇÃO SEGURA.......................................................................... 28
SÍMBOLOS ELÉTRICOS INTERNACIONAIS ......................................................................... 30
 ESTRUTURA DO INSTRUMENTO............................................................................... 30
 OPERAÇÃO DAS MEDIDAS....................................................................................... 31
A. Medidas de Tensão DC ........................................................................................... 31
B. Medidas de Tensão AC............................................................................................ 32
C. Medidas de Resistência........................................................................................... 32
D. Medidas de Corrente DC......................................................................................... 33
E. Teste de Continuidade ............................................................................................ 34
F. Teste de Diodo........................................................................................................ 34
G. Teste de hFE de Transistor ...................................................................................... 35
ESPECIFICAÇÕES............................................................................................................. 35
A. Especificações Gerais.............................................................................................. 35
B. Especificações Elétricas........................................................................................... 36
MANUTENÇÃO............................................................................................................... 37
A. Serviço Geral .......................................................................................................... 38
B. Troca de Bateria ..................................................................................................... 38
C. Troca de Fusível ...................................................................................................... 39
COMPONENTES E TESTES ................................................................................................... 40
Resistor ......................................................................................................................... 40

4
Medição..................................................................................................................... 41
Capacitor ....................................................................................................................... 41
Medição..................................................................................................................... 42
Teste .......................................................................................................................... 42
Diodo ............................................................................................................................ 42
Medição..................................................................................................................... 43
Testes ........................................................................................................................ 43
Transistor ...................................................................................................................... 44
Medição..................................................................................................................... 45
Fusível ........................................................................................................................... 46
Medição..................................................................................................................... 47
Bobina ou Indutor .......................................................................................................... 47
Funções do indutor..................................................................................................... 48
Medição..................................................................................................................... 48
Nomenclatura técnica dos componentes ..................................................................... 48
CELULARES E SMARTPHONES APPLE ................................................................................... 49
10 problemas mais comuns em celulares Apple e como consertar ................................... 49
Tela azul no iPhone ou iPad ........................................................................................ 49
Problemas do iPhone ou iPad com WiFi....................................................................... 50
Aplicativos não funcionam no meu iPhone ou iPad...................................................... 50
A tela está do iPad ou iPhone está travada .................................................................. 51
O iPhone ou iPad não reiniciam .................................................................................. 51
Esqueci a senha do meu iPhone/iPad .......................................................................... 51
Seu Apple ID é um de e-mail antigo............................................................................. 52
Sem sinal no meu iPhone ou iPad................................................................................ 52
iPhone travado na horizontal ...................................................................................... 53
SOFTWARE ........................................................................................................................ 54
O que o sistema operacional ANDROID? ......................................................................... 54
Como é formado o SO android?...................................................................................... 54
BOOTLOADER (BOOT) .................................................................................................... 54
KERNEL .......................................................................................................................... 54
SYSTEM ......................................................................................................................... 54
MODEM......................................................................................................................... 55
CSC ................................................................................................................................ 55

5
Entendendo ROM, FIRMWARE e FLASH .............................................................................. 55
ROM .............................................................................................................................. 55
O que é ROOT? .............................................................................................................. 55
FIRMWARE .................................................................................................................... 56
FLASH ............................................................................................................................ 56
O Mercado das Assistências técnicas para celulares............................................................ 57
Curso e capacitação em Técnico de celulares .................................................................. 57
Espaço para montar uma assistência de celulares ........................................................... 58
Equipamentos para montar uma assistência técnica para celulares ................................. 59
Licenças necessárias para montar uma assistência técnica .............................................. 60
Como ter sucesso com sua assistência para celulares ...................................................... 60

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Conserto e Manutenção de Celulares e
Tablet’s

Objetivo

O objetivo do curso de Conserto e Manutenção de Celulares


e Tablet’s, fornecido pela IFT - MT, é preparar profissionais para
manutenção e conserto de celular/smartphone em um formato rápido e
prático no aprendizado, incluindo reparo de flash, atualizações de firmware
e troca de telas, com aulas teóricas e práticas em formato rápido. Curso
com ênfase na prática e dicas para o dia-a-dia.

Perfil do Técnico

O Técnico é uma pessoa capacitada para identificar os


problemas das unidades móveis e, a partir desse momento, solucioná-los.
Para que isso ocorra, é necessário que o Técnico dedique o máximo de
atenção, organização e limpeza à sua função. É necessário, também, que o
Técnico sempre mantenha contato com profissionais da área, para que ele
possa discutir sobre novos aparelhos, novas programações, novas
tendências, mantendo-se, assim, ATUALIZADO.

Principais qualidades que o técnico deve ter:

 Paciência;
 Higiene;
 Calma;
 Perfeccionismo;
 Atenção;

7
 Organização.

Apresentação das ferramentas mais usadas na assistência

 ESTAÇÃO DE RETRABALHO/AR QUENTE YAXUN 850+

a) Sensor de temperatura em
malha fechada, ótimo desempenho e
rapidez em aumento e estabilização
de temperatura;

b) Gabinete à prova de
eletricidade estática: evita danos à PCI
(placa de circuito impresso), causados por eletricidade estática;

c) Devido ao método de soldagem, sem contato com os


componentes a serem soldados, evita-se o choque térmico e o
deslocamento dos mesmos;

d) Possui ampla faixa de regulagem para a vazão de ar e


temperatura, e permite soldar CIs (circuitos integrados) dos tipos
QFP e SOP. Ao soldar ou dessoldar, diferentes bocais podem ser
selecionados de acordo com as diferentes necessidades;

e) O tamanho do bocal respeita os padrões internacionais;

f) Após concluir o trabalho, desligue a estação, ainda sairá um


pouco de ar por alguns instantes. A finalidade é prolongar a vida
útil dos elementos de aquecimento e do ferro (canhão de ar). É
adequada para dessoldar a maioria dos componentes em
superfície, por exemplo: SOIC, CHIP, QFP, PLCC, BGA, SMD eassim
por diante.

8
 ULTRASSOM

Existem vários modelos de


banheiras ultrassônicas. Um banho
ultrassônico é composto basicamente
por três partes: gerador, transdutor e
tanque. O sinal elétrico é produzido
pelo gerador, que pode ser analógico
ou digital. Geradores digitais
possibilitam a operação em diferentes
modos, para aplicações específicas. Ao chegar ao transdutor, o sinal
é convertido em movimento. Um transdutor funciona da mesma
forma que um autofalante, vibrando de acordo com a frequência do
sinal que recebe. Quando a frequência de vibração é muito alta,
acima de 20 quilohertz (kHz), é chamada de ultrassom. O transdutor
fica acoplado ao fundo do tanque. A vibração do transdutor é
passada para o fundo do tanque, que também vibra como se fosse
uma membrana, transferindo essa vibração (ultrassom) para o
líquido que se encontra dentro do tanque. Isso causa um fenômeno
chamado de cavitação, que é o que proporciona a aplicação do
banho ultrassônico.

Este modelo foi especialmente concebido para limpeza de


placas e circuitos, celulares e outros. Basta água e adição de
detergente para limpar. Pode ser usado com álcool
isopropílico. Programação digital para 5 ciclos de trabalho. Remoção
de sujeiras de forma eficaz. Tampa projetada para redução de ruído.

Material do reservatório: aço inoxidável;


Temporizador: 5 ciclos de trabalho (90s-180s-280s-380s-480s).

 TERMÔMETRO DIGITAL COM MIRA A LASER

9
Usado para medir a
temperatura de trabalho em telas,
placas, etc., o termômetro
infravermelho é seguro e fácil de usar.
Basta apontar para um objeto e ler
sua temperatura. Mira à laser,
permitindo maior precisão. Consiste
em laser óptico, sensor de
temperatura, amplificador de sinal,
circuito de processamento e display LCD. Interruptor de ligar /
desligar do laser, retenção automática de energia e temperatura.
Desligamento automatico de energia. Medição em Celsius e
Fahrenheit, comutável. Pode ser manuseado com apenas uma mão.
Leve e compacto.

 MULTITESTE

Serve para medir a


voltagem de energia, que está
passando por determinado
componente do seu aparelho. Isso
ajuda porque, às vezes, o motivo de
uma placa mãe não funcionar é que
há sobrecarga no sistema, ou não há
envio de carga na bateria. O aparelho ajuda a identificar os mais
diversos tipos de problemas com cargas de energia.

 KIT DE FERRAMENTAS YAXUN 6028B

10
Jogo de chaves para
celular – são menores que as
usadas em mecânica, porque os
parafusos de um celular são
bem menores. São conhecidas
como chaves de precisão, com
custo médio de R$ 60,00 o kit,
com mais de 30 modelos para o mesmo cabo. Quanto mais completo
o kit, melhor, com diversos tamanhos de chave estrela e chave de
fenda, com cabos ajustáveis à mão, com conforto. Há muitas marcas
e modelos diferentes no mercado, variando, por isso, nos preços.

As ferramentas do kit são as seguintes:

 Chave Tork: T2, T3, T4, T5, T6, T7, T8, T9, T10, T15
 Chave Philips: 1.2, 1.5, 2.0
 Chave de Fenda: 1.5, 2.0
 Chave Hexagonal: 2.5, 3, 3.5, 4, 4.5, 5, 5.5
 Chave Estrela (5 Pontas): 0.8, 1.2
 Chave Y: 2.0
 Chave PH2
 Chave Triangulo: 2.3
 Chave U1: 2.6
 02 - chaves plásticas
 01 - Ventosa
 01 - Pinça
 Chave Pentalobe 30mm
 Peso: 406 Gramas
 Dimensões estojo: 10,5 x 14,9 x 3,8 cm

11
 ÁLCOOL ISOPROPILICO

O Álcool Isopropílico
(CH3CHOHCH3) é uma substância
pura, cujo nome químico ou genérico
é ISOPROPANOL. É um produto
inflamável. Vapores inflamáveis
podem ser liberados, e, quando
inalados, os vapores são depressores
do sistema nervoso, podendo causar
irritação das vias respiratórias, náuseas, dor-de-cabeça, tontura,
vertigem, confusão, incoordenação, inconsciência e até o coma e a
morte em exposições severas. A ingestão é perigosa, e o principal
risco é a pneumonite química e edema pulmonar, consequente à
aspiração para as vias respiratórias. Também pode provocar
irritação da pele, principalmente pelo contato contínuo e
prolongado. Nos olhos, pode provocar irritação da conjuntiva.

QUANTO AO USO: comumente é usado para a limpeza de


componentes eletrônicos. Utilize luvas de PVC, se for usar o
produto.

 WD-40

Usado para tirar os pontos de


oxidação das placas, principal função.
Deve ser usado antes do álcool
isopropílico, no banho químico.

12
 COLA DE CONTATO B7000

B-7000 é uma cola líquida de


alta qualidade, utilizada principalmente
em Display de celular, mas pode ser
utilizada em vários materiais...

A cola B-7000 pode colar


metal, vidro, cerâmica, pedra, madeira
de bambu, couro, PVC, PP, película fina,
tecido, componentes eletrônicos,
plásticos, borracha, papel etc.

Aparência: semilíquido transparente;


Teor de sólidos: 28%, 35 %;
Dureza Curado: 70, 85;
Tempo de secagem de superfície: 6 minutos;
Tempo de secagem total: 24 a 48 horas;
Armazenamento: armazenada de 10 a 28 graus;
Conteúdo: 110 ml.

 FITA DUPLA FACE 3M

CARACTERÍSTICAS:
 Fita Dupla Face da 3M;
 Forte aderência nos dois lados;
 Proporciona precisão e
agilidade ao trabalho;
 Aplicação rápida, prática e
simples;
 Fácil manuseio e
armazenamento;
 Garante acabamento limpo;
 Aumenta produtividade;
 Elimina o tempo de espera de secagem do adesivo líquido;
Ideal para fixação de LCD, Touchscreen e Backlight.

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 Utilizada para colar componentes internos, como bateria,
autofalante, etc.

 FITA ALUMíNIO

CARACTERÍSTICAS:

 Fita de Alumínio para retrabalho


em PCI’s - 30mm;
 Ideal para a proteção do circuito
e dos componentes durante
“Reballing” e “Reflow”;
 Desenvolvido em alumínio
refletivo;
 Possui os dois lados condutivos,
no lado da cola pode haver
alguma variação;
 Resistente a altas temperaturas;
 De fácil utilização;
 Utilizada para soldas e ressoldas.

 FITA KAPTON

A Fita Kapton 15mm, é


desenvolvida em poliamida, material
que possui diferentes propriedades,
destacando-se sua capacidade
isolante (podendo ser utilizada mesmo
em componentes energizados) e de
resistência, a temperaturas extremas
entre -269°C a 400°C.
A Fita Kapton 15mm, é um
acessório fundamental para bancadas eletrônicas, pois, garante ao

14
operador que seus reparos sejam efetuados, sem a preocupação de
causar danos à placa ou aos seus componentes.
Sua utilização é ideal para proteger áreas específicas em
placas de circuito impresso, inclusive, durante o processo de solda
por imersão (Cadinho), devido à sua não deformação em alta
temperatura e em produtos químicos. A Fita Kapton 15mm ajuda,
ainda, a proteger componentes sensíveis a variações de
temperaturas, ou até mesmo trilhas e soldas livres de chumbo, que
podem apresentar defeitos, se submetidos às altas temperaturas.
A Fita Kapton 15mm tem ótima aderência à superfícies
variadas, não deforma, mesmo entrando em contato com
temperaturas elevadas e, quando removida, não deixa grudes,
resíduos ou sujeiras.
A Fita Kapton 15mm de Poliamida é indicada, inclusive, para
a realização de processos complexos, como o “Reflow” e o
“Reballing”, para o isolamento de componentes sensíveis, trilhas,
soldas, fios e cabos.

CARACTERÍSTICAS:
 Resistente à temperaturas extremas, entre -269°C a 400°C;
 Isolante térmico e elétrico;
 Ideal para isolar e proteger componentes sensíveis, trilhas,
soldas, fios e cabos;
 Quando removida, não deixa cola, resíduos ou sujeiras;
 Indicada para proteção de componentes, durante processos de
“Reflow” e “Reballing”;
 Ótima relação custo x benefício..

 FLUXO DE SOLDA EM GEL

O Fluxo de Solda Yaxun pastoso


YX-223, é mistura química de uma
substância pastosa (resinosa), com
comportamento ácido, que serve para
eliminar a camada de óxido de cobre,
existente sobre o objeto a ser soldado,
facilitando assim o serviço.

15
No geral, este produto mostra-se indispensável na bancada
de trabalho da maioria dos técnicos profissionais, facilitando,
crucialmente, a produção de soldas perfeitas, com total qualidade.
O Fluxo de Solda Yaxun tem duas funções principais: a
primeira, é manter as esferas de metal em suspensão, sem oxidação
e de forma homogênea; e a segunda, é remover quimicamente as
oxidações nos terminais dos componentes e ilhas da PCI, permitindo
uma boa formação da interligação metálica entre as partes.
Para maior funcionalidade, o Fluxo de Solda Yaxun vem
acondicionado em tubo no formato seringa, que juntamente com o
aplicador (embolo não incluso) e as ponteiras plásticas, facilita ainda
mais o trabalho do operador, contribuindo, também, para evitar a
aplicação excessiva do fluxo de solda e, com isto, possíveis
desperdícios.

CARACTERÍSTICAS:
 Pastoso (resinoso);
 Ideal para fazer ressolda, remover oxidação de terminais e ilhas
da PCI;
 Possibilita manter as esferas de solda em suspensão;
 Facilita a ligação metálica entre as partes a serem soldadas;
Aumenta a qualidade das soldas;
 Acondicionado em tubo com formato de seringa;
 Fácil aplicação;
 Evita desperdícios.

 FLUXO DE SOLDA LÍQUIDO

O fluxo de solda líquido é um


composto utilizado para facilitar
processos de soldagem e auxiliar na
remoção e limpeza da oxidação
formada em soldas e terminais de
componentes.

Muitas vezes a imperfeição


de uma solda acontece devido à
presença de sujeira e impurezas junto

16
ao local a ser soldado. A maneira ideal de se realizar uma soldagem
perfeita, homogênea e livre de impureza é conciliar a utilização
do Fluxo de Solda na preparação da superfície antes da soldagem.

O Fluxo de Solda líquido vem pronto para o uso. Não


necessita de limpeza após sua utilização, uma vez que o mesmo é
absorvido junto à solda no momento do contato.

Em resumo, o Fluxo de Solda Líquido trata-se de uma


substância líquida com comportamento ácido, que serve para
eliminar a camada de óxido de cobre existente sobre o objeto a ser
soldado, facilitando o serviço do técnico profissional.

CARACTERÍSTICAS:

 Uso profissional;
 Auxilia no processo de soldagem e evita oxidação dos contatos;
 Não necessita limpeza após a utilização;
 Bico aplicador integrado;
 Pronto para o uso;

Recomendações importantes:

 Utilizar somente em ambientes ventilados ou com exaustão


forçada.
 Evitar contato prolongado com a pele e olhos.
 Conservar fora do alcance de crianças e animais domésticos.
 Produto para uso industrial. Líquido inflamável.

17
MONTAGEM E DESMONTAGEM DE APARELHOS

A reparação de um
aparelho receptor de telefonia celular,
exige do técnico muita habilidade
desde o momento de abri-lo, tornando
bastante cuidado com os encaixes para
não danificar o frágil e pequeno
gabinete, até os procedimentos de
diagnósticos.

Devido ás dificuldades de se testar os circuitos integrados


especiais usados no receptor celular, o técnico deverá fazer o diagnóstico
correlacionando o defeito apresentado com os estágios mais prováveis,
através de uma análise funcional de cada estágio.

Cada aparelho segue uma lógica de montagem e


desmontagem.

Devemos sempre analisar bem o modelo, antes de começar


a desmontá-lo. Ao remover os parafusos, monte-os uniformemente, em
uma espécie de gabarito, assim como todos os outros acessórios.

Perto ou sobre a placa, sempre usar pinças e/ou espátulas


ESD.
SEQUÊNCIA DE DESMONTAGEM:

 PARA APARELHOS QUE POSSUEM A TAMPA TRASEIRA

1. Retirar a tampa traseira;


2. Retirar a Bateria (se o aparelho tiver
a bateria externa);
3. Retirar os parafusos, CALMAMENTE,
e ir GARABITANDO, conforme a
sequência;
4. Observar o encaixe da carcaça;

18
5. Retirar a carcaça com o auxílio da espátula de ferro (tendo certeza
que não haverá contato com a placa. Se acaso houver, usar a
espátula ESD).

 DESMONTAGEM DE CELULARES QUE NÃO TÊM TAMPA TRASEIRA

Iniciar o aquecimento da tela, usando a estação de


retrabalho. Para quem possui, usar o MAGIC LCD.
Calibrar na estação a temperatura de 400° e, com o
termômetro digital, ir acompanhando a temperatura da tela. Para
quem possui o MAGIC LCD, calibrá-lo em 100°.
A temperatura do aquecimento da tela nunca poderá passar
de 100°.

Para a desmontagem de Iphone, deve-


se usar ventosa e espátula, para ir
desencaixando a tela.
O mesmo possui dois parafusos na
parte inferior, que deverão ser
retirados.

TROCA DE TELA

1. Se a tela tiver estilhaçada, colar uma fita sobre a superfície;


2. Soltar o Flat da bateria e os cabos Flat do TOUCH e DISPLAY;
3. Ir desmontando a mesma, com calma, e atentar sobre os cabos Flat
e Flex que ficam por baixo;
4. Conferir se não há cabos de outros componentes conectados à
tela;

5. Separar a tela da carcaça, deixando-as em planos diferentes;


6. Colocar a tela nova que será montada e a antiga, lado a lado;
19
7. Verificar se na tela antiga possui componentes que deverão
transportados para a nova tela;
8. Fixar os mesmos, utilizando de fita dupla face e a cola B7000;
9. Utilizar de grampos de fixação para a secagem dos componentes;
10.Atentar para que os grampos não prejudiquem os componentes;
11.Antes de proceder com a colagem do TOUCH E DISPLAY, testar os
mesmos;
12.Verificar a carcaça e o Display, para ver em quais lugares aplicar a
cola (B7000);
13.Passar a Cola nas duas superfícies, pois a mesma é uma cola de
contato;
14.Verificar a passagem dos cabos Flat do TOUCH E DISPLAY, e passá-
los antes da colagem;
15.Deixar a cola agir por cerca de dois minutos, antes de montar;
16.Encaixar as duas superfícies e pressionar calmamente, para o
TOUCH encaixar na carcaça;
17.Utilizar os grampos de Fixação para manter pressionado, até a
secagem da cola;
18.Deixar a cola secar por cerca de uma hora;
19.Remover os grampos de fixação, com cuidado, para a cola não
puxar a tela;
20.Montar o aparelho.

20
CONHECENDO OS COMPONENTES INTERNOS DO APARELHO

FLASH
Fonte de luz instantânea, utilizada para melhorar a
qualidade de uma foto, quando tirara em ambiente escuro.

Existem dois principais tipos de flash, encontrados em


celulares:
 LED (Light-Emitting Diode)

Um pequeno dispositivo semicondutor que emite luz


quando carregado com eletricidade.

São mais comumente usados para luzes que iluminam


teclados ou para retroiluminação de telas LCD, melhorando o
contraste. Podem fornecer uma função de lanterna, encontrada na
maioria dos smartphones.

Recentemente, os LEDs brancos brilhantes, também têm


sido utilizados para proporcionar uma função de “flash” para
celulares. Um flash da câmera LED, geralmente não é tão brilhante

21
como a tecnologia xenon usado em câmeras independentes e
permanecem acesas durante um período de tempo.

 XENON

O tipo de unidade de flash muito brilhante encontrado em


câmeras digitais mais autônomas, e alguns telefones com câmera high-
end. Flashes de xenônio são geralmente muito mais brilhantes do que
o tipo LED, encontrados em muitos telefones com câmera.

Um flash xenon é composto por um pequeno tubo de vidro


cheio de gás xenônio. Quando uma corrente de eletricidade de muito
alta tensão é aplicada, o tubo emite um raio de luz branca, mas muito
breve.

Esta breve “piscada” de luz é boa para o movimento de


“congelamento” em fotos, reduzindo a desfocagem. No entanto,
também significa que o flash Xenon não pode ser usado para iluminar a
captura de vídeo ou ser usado como uma lanterna, como muitos fazem
hoje em dia.

CÂMERA FRONTAL

Uma das grandes sacadas dos últimos tempos, foi acoplar a


boa e velha câmera fotográfica aos celulares, cada vez melhores, e que
sempre nos confundem, na hora de adquirir um aparelho smartphone. Para
uma selfie de qualidade, atualmente trabalhamos com 8 megapixels na
câmera frontal, com alguns lançamentos que chegam a 13mp.

VOLUME

Botões utilizados para o ajuste do volume do celular.

SENSOR DE PRESENÇA E INFRAVERMELHO

Detecta objetos a partir de reflexão de raios de luz


infravermelha. Um equipamento com esse sensor emite luz invisível e,
quando um objeto entra em seu raio de alcance, o dispositivo mede os
fótons – partículas de luz – que foram defletidos pelo material “invasor”,
acionando, assim, um circuito elétrico.

22
Nos smartphones, este sensor desliga a luz da tela, quando
em contato com o rosto, ou liga a luz da tela, quando a tela é afastada do
rosto.

O princípio desse tipo de sensor de proximidade é utilizado


para diversas funções no smartphone, como identificação digital e
movimento das mãos, além de diversas aplicações em jogos.

ALTO-FALANTE

Componente que permite ouvir os sons do smartphone,


vídeos, músicas, chamadas. Muitas vezes, o usuário se preocupa com a
qualidade da foto ou a duração da bateria, mas a qualidade do autofalante
passa despercebido. Porém, é de suma importância comparar a qualidade,
pois quando apresenta defeito, muitas vezes inutiliza o aparelho.

CARCAÇA

Capa que protege os componentes, placas e circuitos do


smartphone. É a carcaça que define o modelo do seu smartphone. Servem,
também, para evitar o contato interno do equipamento com água ou
poeira, mas ainda são sensíveis a quedas. Para isso, é recomendável a
utilização das capas protetoras.

TELA

De todas as peças que compõe o smartphone, a que faz mais


diferença é a tela. É através dela que você vê e faz praticamente tudo.
Existem vários tipos de tela, de diversas tecnologias, a saber:

 LCD - Liquid Cristal Display

Ou tela de cristal líquido, em português. Quando se diz que uma tela


é feita de LCD, significa que, dentro dela, há um aglomerado de
cristais líquidos transparentes, mas que passam por uma
reestruturação molecular ao receberem uma carga elétrica que
acontece por causa de uma camada conhecida como backlight, a qual
fica acesa o tempo todo e, por isso, consome mais bateria. Ao
receberem a carga se tornam opacos e impedem que os feixes de luz
consigam passar por eles.

23
 OLED - Organic Light-Emitting Diode

A tecnologia Diodo Emissor de Luz Orgânica, evoluiu do LED. Em vez


de cristais líquidos, esta tecnologia usa diodos emissores de luz. Além
disso, as telas OLED descartam o uso da backlight. Essa característica
permite que as telas OLED sejam mais finas e consumam menos
bateria.

 AMOLED - Active-Matrix Organic Light-Emitting Diode

A sigla desta tecnologia baseada no OLED significa Matriz Ativa de


Diodo Orgânico Emissor de luz. As telas feitas com essa tecnologia
são divididas em 4 camadas: orgânica, ânodo, cátodo e uma quarta
camada com circuitos. Tais camadas permitem que os pixels das
imagens sejam ativados com o triplo de velocidade do que nas telas
sem a AMOLED.

Esta tecnologia está presente nas telas dos smartphones mais


populares da Samsung.

 IPS - In-Plane Switiching

Ou comutação plana, é uma variante das telas de LCD. Nas telas IPS,
os cristais líquidos são agrupados paralelamente, fazendo com que
os cristais se agrupem mais na superfície das telas. Isso permite que
as cores sejam mais fiéis e um ângulo melhor de visão.

O Apple iPhone 6 é um dos smartphones que possui a tela IPS.

BOTÕES MENU
Acionando o primeiro botão, você visualiza os aplicativos
abertos. Acionando o último botão, você é direcionado para a tela anterior
da atual.
BOTÃO HOME
Acione este botão para voltar à tela principal, onde se
encontram todos aplicativos do aparelho.

24
MÉTODOS DE TESTES PARA ENCONTRAR FALHAS NA PLACA

 Testar bateria;
 Energizar a placa e testar conector de carga;
 Testar conector da bateria;
 Testar componentes do gerenciamento de carga.

MÉTODOS DE RESSOLDAGEM E SOLDAGEM

 Serve para todo e qualquer tipo de componente.

PREPARAÇÃO (sendo usado como exemplo a dessoldagem de um CI)

 Escolha uma ponta para a pinça extratora, que seja adequada ao


tamanho do CI;
 Escolha o bocal adequado ao tamanho do CI;
 Afrouxe o parafuso do bocal;
 Encaixe o bocal no ferro (canhão de ar);
 Aperte o parafuso.

DESSOLDAGEM:

 Ligue a chave POWER;


 Regule o jato de ar e ajuste o controle de temperatura. Depois
que a temperatura for ajustada e o jato de ar regulado, aguarde
por um tempo, até que a temperatura estabilize. Sugerimos que
a temperatura seja ajustada para 300ºC~350ºC. Quanto ao jato
de ar, em caso de um bocal simples, o botão de jato de ar pode
ser regulado para 1~5. Para outros bocais, o botão de jato de ar
pode ser regulado para 4~7.
 Prepare o local onde está localizado o CI, com a fita alumínio,
protegendo todos os componentes que estão por perto dele,
deixando o espaço aberto somente na localização do CI.

25
 utilizar fluxo de solda em gel sobre o CI;
 Retirar o CI, quando a solda estiver derretida;
 Desligue a chave POWER;
 Depois de desligar a chave POWER, o jato de ar automático
começará a funcionar. O ar frio circulará, fazendo cair a
temperatura dos elementos de aquecimento e do ferro (canhão
de ar). Assim, durante o estágio de resfriamento, não
desconecte a estação da tomada. Após 1 minuto, a estação será
desligada automaticamente. Caso o equipamento não seja
usado durante um longo período de tempo, desligue-o da
tomada.

SOLDAGEM

 Aplicar pasta de solda: Aplique a pasta de solda adequada e


posicione o SMD na placa de circuito impresso;
 Utilize fluxo de solda, novamente, sobre o CI;
 Direcione o ar quente abaixo da Placa de circuito impresso, até
que o fluxo que está sobre a superfície se dissolva;
 Assim que o componente estiver soldado, retire o tubo de ar
quente do local, e desligue a estação.
 Limpeza: Depois de concluir, limpe os resíduos com álcool
isopropílico, ou com outro produto que seja mais indicado.

Nota: É eficiente soldar com ar quente. Entretanto, é possível que isso


provoque mini-bolhas de solda, curtos e assim por diante. Sugerimos que
sejam cuidadosamente verificadas as condições da PCI após a soldagem.

PRECAUÇÕES
a. Quando encaixar o bocal, não exerça força demais sobre ele, nem puxe a
borda dele com um alicate. Também não aperte demais o parafuso.
b. Para encaixar o bocal, é necessário que o ferro (canhão de ar) e o bocal
estejam frios.

26
c. Cuidado operando em alta temperatura: Não use a estação próxima a
gases, papel ou outros materiais facilmente inflamáveis. O bocal e o ar
liberado são muito quentes, podendo causar queimaduras no corpo
humano. Nunca toque no bocal, nem permita que o jato de ar quente
seja direcionado à sua pele. No início, o ferro (canhão de ar) pode liberar
fumaça branca, mas em seguida, isso não irá mais acontecer.
d. Depois do uso, assegurar o resfriamento da estação: Depois de desligar
a chave POWER, a unidade automaticamente irá liberar um jato de ar
frio. Durante o período de resfriamento, não desconecte a estação da
tomada. Após 1 minuto, o equipamento irá parar automaticamente.
e. Não derrube nem sacuda muito a estação: A estação contém vidro de
quartzo. Se a estação cair ou for fortemente sacudida, o vidro de quartzo
irá quebrar.
f. Não desacople a bomba de ar.
g. Se, durante um longo período de tempo, o equipamento não for usado,
a chave POWER deve ser desligada.
h. Se, no início do funcionamento, a temperatura estiver ajustada para mais
de 350ºC, o botão do controle do jato de ar deve estar na posição 3~8.
i. Se a temperatura de funcionamento estiver acima de 450ºC, o botão do
controle do jato de ar deve estar acima da posição 4.

27
MULTÍMETRO DIGITAL ET-1002

 REGRAS PARA OPERAÇÃO SEGURA

Advertência

Para evitar possíveis choques


elétricos ou ferimentos pessoais, e
evitar possíveis danos ao
instrumento ou ao equipamento
em teste, siga as seguintes regras:

 Antes de usar o instrumento,


inspecione o gabinete. Não utilize
o instrumento se estiver
danificado ou o gabinete (ou parte do gabinete) estiver removido.
Observe por rachaduras ou perda de plástico. Preste atenção na
isolação ao redor dos conectores.

 Inspecione as pontas de prova contra danos na isolação ou metais


expostos. Verifique as pontas de prova com relação à continuidade.
Troque as pontas de prova danificadas por modelos idênticos ou de
mesma especificação antes de usar o instrumento.

 Não aplique mais que a tensão especificada, marcada no


instrumento, entre os terminais ou entre qualquer terminal e o terra.

 A chave rotativa deve ser posicionada corretamente e nenhuma


mudança de posição deve ser feita durante a medida para evitar
danos ao instrumento.

 Quando o instrumento estiver trabalhando com tensão efetiva maior


que 60V DC ou 30V AC RMS, cuidado especial deve ser tomado
devido ao perigo de choques elétricos.

 Utilize os terminais, função e faixa apropriados para a sua medida.

28
 Não utilize ou armazene o instrumento em ambientes de alta
temperatura, umidade, explosivo, inflamável ou com fortes campos
magnéticos.

 A performance do instrumento pode deteriorar após ser molhado.

 Ao utilizar as pontas de prova, mantenha seus dedos atrás das


barreiras de proteção.

 Desconecte a alimentação do circuito e descarregue todos os


capacitores antes de testar resistência, continuidade, diodo ou
corrente.

 Antes de medir corrente, verifique o fusível do instrumento e


desligue a alimentação do circuito antes de conectar o instrumento
ao circuito.

 Troque a bateria assim que o indicador de bateria apareça. Com uma


bateria fraca, o instrumento pode produzir leituras falsas e resultar
em choques elétricos e ferimentos pessoais.

 Remova as pontas de prova do instrumento e desligue-o antes de


abrir o gabinete do instrumento.

 Quando efetuar reparos no instrumento, utilize somente


componentes idênticos ou equivalentes aos especificados.

 O circuito interno do instrumento não deve ser alterado para evitar


danos ao instrumento e algum acidente.

 Um pano macio e detergente neutro devem ser usados para limpar a


superfície do instrumento. Nenhum produto abrasivo ou solvente
deve ser usado, para evitar que a superfície do instrumento sofra
corrosão, danos ou acidentes.

 O instrumento é para uso interno.

29
 Em ambientes com fortes campos eletromagnéticos, o instrumento
pode não operar nas condições normais.

 Por favor, retire a bateria quando o instrumento não for utilizado por
muito tempo, para evitar danos ao instrumento.

 Por favor, verifique a bateria constantemente, pois ela pode vazar,


quando tiver sido utilizada por algum tempo. Troque a bateria assim
que o vazamento aparecer. O líquido da bateria danificará o
instrumento.

SÍMBOLOS ELÉTRICOS INTERNACIONAIS

 ESTRUTURA DO INSTRUMENTO

30
1. Display LCD.
2. Soquete hFE: Soquete para medida de hFE de transistores NPN e PNP
e teste de LED’s.
3. Chave Rotativa.
4. Terminal de Entrada 10A: Entrada positiva para medidas de corrente
na escala de 10A
5. Terminal de Entrada COM: Entrada negativa para as medidas de
tensão, resistência e corrente, e para os testes de diodo e
continuidade.
6. Terminal de Entrada V/mA/Ω: Entrada positiva para medidas de
tensão resistência, corrente DC (em mA) e para os testes de diodo e
continuidade.
7. Indicador de Alta Tensão.
8. Indicador de Polaridade Negativa (positiva é implícita).
9. Indicador de Bateria Fraca.
10.Dígitos do Display de Cristal Líquido.

 OPERAÇÃO DAS MEDIDAS


A. Medidas de Tensão DC

Advertência
Para evitar ferimentos pessoais ou
danos ao instrumento a partir de
choques elétricos, por favor, não tente
medir tensões maiores que 600V DC /
AC RMS.
Posicione a chave rotativa em uma das
faixas V=(200mV, 2000mV, 20V, 200V
ou 600V).

31
B. Medidas de Tensão AC

Advertência

Para evitar ferimentos pessoais ou danos


ao instrumento a partir de choques
elétricos, por favor não tente medir
tensões maiores que 600V DC / AC RMS.
Posicione a chave rotativa em uma das
faixas V~(200V ou 600V).
Nota: A tensão AC é mostrada como o
valor eficaz para onda senoidal (RMS).

C. Medidas de Resistência

Advertência

Para evitar danos ao instrumento ou ao


dispositivo em teste, desconecte a
alimentação do circuito e descarregue
todos os capacitores de alta tensão, antes
da medida de resistência.
Posicione a chave rotativa em umas faixas
Ω (200 Ω, 2000 Ω, 20k Ω, 200kΩ, 2000k Ω).
Nota: As pontas de prova podem adicionar
0.1Ω a 0.2Ω de erro na medida de
resistência.

32
D. Medidas de Corrente DC

Advertência

Nunca tente efetuar a medida de


corrente em um circuito onde a tensão de
circuito aberto entre o circuito e o terra
seja maior que 250V.
Se o fusível se queimar durante uma
medida, o instrumento pode ser
danificado ou o usuário sofrer
ferimentos. Utilize os terminais, função e
faixa de medida apropriados. Quando o
instrumento estiver configurado para
medir corrente, não coloque as pontas de
prova em paralelo com nenhum circuito.

Posicione a chave rotativa em uma das


faixas A=(200μA, 2000μA, 20mA, 200mA
ou 10A). Lembre-se que, para medida na
faixa 10A, deve-se usar a entrada de 10A.

Nota: Antes de conectar o instrumento


em série com o circuito para a medida de
corrente, desconecte a alimentação e
descarregue todos os capacitores de alta
tensão.

33
E. Teste de Continuidade

Advertência
Para evitar danos ao instrumento ou
ao dispositivo em teste, desconecte a
alimentação do circuito e descarregue
todos os capacitores de alta tensão
antes do teste de continuidade.
Posicione a chave rotativa
em
Nota: O LCD mostra apenas o dígito
mais significativo (
1) para indicar que o circuito em teste
está aberto.

F. Teste de Diodo
Advertência

Para evitar danos ao


instrumento ou ao
dispositivo em teste,
desconecte a
alimentação do
circuito e descarregue
todos os capacitores
de alta tensão antes
do teste de diodo.

Utilize o teste de
diodo para testar não
só diodos, mas
também transistores e
outros dispositivos semicondutores. O teste de diodo envia uma corrente
através da junção do semicondutor, e então mede a queda de tensão sobre
a junção. Uma junção de silício boa fornece uma queda de 0.5V a 0.8V.
Posicione a chave rotativa em

34
Nota
 Em um circuito, um diodo bom ainda deve produzir uma leitura de
queda de tensão direta de 0.5V a 0.8V; entretanto, a leitura da queda
de tensão reversa pode variar, dependendo da resistência de outros
caminhos entre as extremidades das pontas de prova.

G. Teste de hFE de Transistor

Advertência

Para evitar danos ao instrumento, não conecte


nenhuma tensão aos terminais de entrada do
instrumento e do soquete de teste, quando
estiver medindo hFE de transistor.
Posicione a chave rotativa em hFE. Identifique o
tipo de transistor (NPN ou PNP) e conecte os
terminais emissor, base e coletor aos pontos
correspondentes do soquete de teste.
Para teste de LED, insira os terminais do
componente, onde a indicação LED + - é mostrada no soquete.

ESPECIFICAÇÕES

A. Especificações Gerais

 Indicação de Sobrefaixa: Dígito mais significativo (1).


 Proteção por Fusível para o Terminal de Entrada mA: Fusível de
250mA / 250V. Sem proteção para a entrada 10A.
 Contagem Máxima do Display: 1999.
 Taxa de Amostragem: Aprox. 2~3 vezes por segundo.
 Coeficiente de Temperatura: 0.1 x (precisão especificada) / 1°C, <
18°C ou > 28°C.
 Ambiente:
Operação: 0°C a 40°C (32°F a 104°F), RH<75%.
Armazenamento: -10°C a 50°C (14°F a 122°F), RH<85%.
 Altitude de Operação: 2000m.
 Tipo de Bateria: 1 x 9V (NEDA1604 ou 6F22 ou 006P).
 Duração da Bateria: Aprox. 200h (típico).

35
 Indicador de Bateria Fraca:
 Segurança / Conformidade: IEC1010 Sobretensão e Dupla Isolação,
CAT I 600V.
 Dimensões: 128(A) x 66(L) x 27(P)mm.
 Peso: Aproximadamente 130g (incluindo bateria).

B. Especificações Elétricas

Precisão: ± (a% leitura + b dígitos), garantido por 1 ano.


Temperatura de operação: 23°C ± 5°C. Umidade relativa: < 75%.
As precisões são especificadas de 5% a 100% da faixa ou especificado de
outra maneira.

36
MANUTENÇÃO

Esta seção fornece informações de manutenção básicas


incluindo instruções de troca de bateria e fusível.

37
Advertência

Não tente reparar ou efetuar qualquer serviço em seu


instrumento, a menos que esteja qualificado para tal tarefa e tenha em
mente informações sobre calibração, testes de performance e manutenção.
Para evitar choque elétrico ou danos ao instrumento, não deixe entrar água
dentro do instrumento.

A. Serviço Geral

 Periodicamente limpe o gabinete com pano macio umedecido em


detergente neutro. Não utilize produtos abrasivos ou solventes.
 Limpar os terminais com cotonete umedecido em detergente neutro
quando a sujeira ou a umidade estiverem afetando as medidas.
 Desligue o instrumento quando este não estiver em uso.
 Retire a bateria quando não for utilizar o instrumento por muito
tempo.
 Não utilize ou armazene o instrumento em locais úmidos, com alta
temperatura, explosivos, inflamáveis e fortes campos magnéticos.

B. Troca de Bateria

Advertência

Para evitar falsas leituras, que podem levar a um possível


choque elétrico ou ferimentos pessoais, troque a bateria assim que o
indicador de bateria fraca aparecer.
Assegure-se de que as pontas de prova estejam
desconectadas do circuito em teste antes de abrir o instrumento.

Para trocar a bateria:

1. Desligue o instrumento e remova todas as conexões dos terminais de


entrada.
2. Remova o parafuso do compartimento da bateria, e separe a tampa
da bateria do gabinete inferior.
3. Remova a bateria do compartimento da bateria.
4. Recoloque uma bateria nova de 9V.
38
5. Encaixe a tampa do compartimento da bateria e reinstale o parafuso.

C. Troca de Fusível

Advertência

Para evitar choque elétrico ou arcos, ou ferimentos pessoais


ou danos ao instrumento, utilize SOMENTE fusíveis especificados.

Refira-se ao seguinte procedimento para examinar ou trocar


o fusível do multímetro.

1. Siga os passos 1 até 3 do item Troca de Bateria.


2. Remova os parafusos localizados no painel traseiro.
3. Cuidadosamente levante o gabinete traseiro, separando-o do
gabinete frontal.
4. Remova o fusível defeituoso levantando cuidadosamente uma das
extremidades e retirando do soquete.
5. Instale o fusível novo de mesmo tamanho e especificação. Assegure-
se de que o fusível esteja centralizado no soquete.
6. Encaixe o gabinete traseiro no frontal, tomando cuidado para não
prender os fios da bateria e recoloque a bateria.
7. Recoloque os parafusos.
8. Encaixe a tampa do compartimento de bateria, tomando cuidado
para não prender os fios da bateria.
9. Recoloque o parafuso da tampa do compartimento de bateria.

39
COMPONENTES E TESTES

Ao longo dos anos, diversos cientistas descobriram


propriedades diferentes em certos materiais ou compostos, que se
comportavam de maneiras particulares à passagem da corrente elétrica por
eles. Com isso, foram desenvolvidos componentes baseados nestes
estudos, que possuem aplicações distintas na elétrica e eletrônica e,
posteriormente, na computação. Vejamos alguns dos mais importantes.

Resistor

O resistor é um
dispositivo elétrico, cuja principal
característica é oferecer certa
resistência na passagem da corrente
elétrica, seja para aproveitar o calor
gerado por essa resistência
(conhecido como efeito Joule) ou
para reduzir a corrente elétrica, em algum ponto do circuito.

O resistor (ou resistência) permite a passagem da corrente


elétrica, mas isso se dá com dificuldade. Os elétrons não passam facilmente
de um átomo a outro, é necessário mais “esforço” para isso. Com essa
dificuldade em passar pelo dispositivo, os átomos acabam vibrando e
causando um atrito com o átomo vizinho. Isso gera calor. Este fenômeno é
conhecido por efeito Joule.

Um bom exemplo que


temos neste sentido, é o ferro de passar.
Dentro dele existe uma resistência
elétrica. Quando a corrente tenta passar
por ela, encontra grande dificuldade, o
que faz com que ela esquente muito. As
lâmpadas incandescentes seguem o
mesmo princípio, mas a intenção não é
40
que esquente, e sim, que gere luz. O filamento, no interior da lâmpada,
oferece muita resistência à passagem de corrente. Ocorre, então, o
aquecimento deste, até o ponto em que emita grande quantidade de luz e
calor.

Usando este princípio, os resistores utilizados na eletrônica,


reduzem a passagem da corrente elétrica que chega até eles,
transformando o excedente em calor. A unidade de medida de resistência
elétrica é o ohm. Quanto maior o valor em ohm, mais dificuldade a corrente
encontrará em passar pelo resistor, e maior a queda de tensão ao final da
passagem. São identificados por um código de cores ou com seus dados
marcados em sua superfície.

Medição
Usar o multímetro em escala do (OHMS). Verificar no
esquema elétrico da placa para saber o valor dele. Não apresenta
continuidade.

Capacitor

O capacitor é um
componente que tem como
característica o armazenamento de
carga elétrica. É constituído
basicamente de duas placas separadas
por um material isolante (dielétrico).
Seu funcionamento é simples, quando
seus terminais são submetidos a uma
corrente elétrica as duas placas internas se carregam com as cargas
positivas e negativas, a partir daí diversos efeitos ocorrem e que são
utilizados na elétrica e eletrônica. O principal efeito é a capacitância a
unidade de medida é o farad, no entanto está é uma unidade muito grande
por isso na maior parte das vezes se encontra sob a notação de µf (micro
farad).

41
É muito utilizado como filtro em circuitos eletrônicos e no
dobrador de tensão das fontes de alimentação de computadores. Existem
diversos tipos de capacitores e de diversas composições, destinados cada
tipo a certas aplicações.

Nos computadores, as memórias RAM do tipo dinâmica são,


na verdade, minúsculos capacitores agrupados e, conforme recebem carga
elétrica, se carregam e, desta forma, podem representar os 0 e 1
necessários à lógica binária. Por conta de precisarem sempre ser
novamente alimentados para não perderam a carga neles armazenadas
(refresh), as memórias formadas por eles são chamadas dinâmicas.

Nas fontes de alimentação, são utilizados no dobrador de


tensão e como filtros, visto que, dependendo da freqüência ao qual é
submetido, pode permitir a passagem ou não da corrente elétrica. Outra
característica interessante do capacitor, é a possibilidade de liberar toda a
carga armazenada, de forma quase instantânea, como no uso em flashes de
máquinas fotográficas.

Medição
Escala de 200K OHMS, com as duas pontas de prova no
componente, o valor tende ao infinito, quando invertidos os polos o valor
inicia negativo e tende ao infinito.
Teste
Para testar em escala de continuidade: uma ponta de prova
em qualquer blindagem e a outra no capacitor. De um lado, mostra o valor
e, do outro, apresenta continuidade.

Diodo

Entre os materiais que são


bons condutores de corrente elétrica e os
isolantes, existem materiais que são um
meio termo, os semicondutores. Este tipo
de material possui diversas aplicações,
dentre elas, a que é utilizada pelo diodo.
Diodo é um componente elétrico, que tem

42
por função permitir a passagem de corrente somente numa direção,
impedindo no sentido contrário. Isso é possível por meio das características
dos semicondutores, como o silício e o germânio. O material em estado
natural é isolante, mas recebe uma dopagem e, a partir daí, começa a
conduzir eletricidade, mas não como um condutor comum e sim, com
certas características específicas a cada componente e aplicação. No caso
do diodo, este é formado por dois cristais de silício ou germânio, a principal
característica é conduzir a corrente, somente em um sentido, tendo sua
principal aplicação como retificador de tensão, ou seja, converter uma
corrente alternada em corrente continua. Um dos cristais que o formam é
chamado de P e outro de N. Sendo o P o anodo e N o catodo. A corrente
elétrica só flui do anodo para o catodo, ao contrário, se comporta como um
isolante.

Dentre os diodos existe um tipo especial, conhecido como


LED ou diodo emissor de luz. É feito de arseneto de gálio e tem como
característica emitir luz quando transpassado por uma corrente elétrica.
Tem sido muito popularizado nos últimos anos, visto ter um baixo consumo
elétrico, maior durabilidade e poder substituir outros tipos de emissores de
luz, como lâmpadas ccd nos backlights de telas lcd e na iluminação
doméstica.

Medição
Multiteste em escala de continuidade. Não apresenta
continuidade em nenhum serviço.

Testes
1. Duas pontas de prova no componente, apresenta valor nos 2 lados e
não apresenta continuidade.
2. Ponta de prova negativa no terra e ponta de prova positiva nos polos.
Um dos polos vai apresentar valor e o outro, continuidade.

43
Transistor

Este é principal
componente da eletrônica, substituto
das válvulas termiônicas. Sua
invenção, bem como o
aperfeiçoamento de suas técnicas de
produção, foi o que possibilitou o
avanço e o desenvolvimento de toda
a tecnologia que temos hoje.

Basicamente, um
transistor é um diodo, com a possibilidade de controlar a passagem de
corrente. Possui três terminais: base, emissor e coletor. Caso exista alguma
tensão na base, ele permite a passagem da corrente entre emissor e
coletor, caso não exista corrente, ele não conduz. Essa é a estrutura básica
de funcionamento de um transistor, e com base nesta característica é que
toda a computação se fundamentou.

Basicamente uma chave que liga e desliga a corrente


elétrica. Com este conceito foi possível o desenvolvimento de portas
lógicas, utilizando os transistores, e com o agrupamento delas a criação de
somadores lógicos e as ULAs (unidades lógicas e aritméticas), a base central
dos processadores. Os transistores também têm como característica a
amplificação de sinais (efeito transistor) e regulagem de tensões.

Existem diversos tipos de transistores cada um destinado a


um tipo de aplicação.

44
Com o avanço nas técnicas de fabricação, hoje é possível
construir transistores microscópicos e agrupá-los aos milhões, como nos
processadores atuais. Veja uma resumida tabela da evolução dos
processadores e a quantidade de transistores utilizados na sua produção:

Medição
Em dois polos apresenta valor. No outro polo, não. Escala
de continuidade.

45
Fusível

O fusível, possivelmente
é o mais simples de todos os
componentes utilizados num
equipamento eletrônico. A função
dele é proteger o equipamento de
uma sobrecarga elétrica, que poderia
danificá-lo permanentemente ou
ainda causar um incêndio,
dependendo do caso. O fusível se
baseia na teoria de que ao aumentar a
corrente num condutor, devido à
maior quantidade de elétrons
passando por este, ocorre o efeito Joule, fazendo com que este condutor
se aqueça. Todo circuito aquece, devido à resistência que cada componente
possui, mas dentro de certos limites. Se não existir um dispositivo para
impedir que a corrente alcance níveis muito altos, caso ocorra um curto
circuito em um transistor, por exemplo, a corrente pode aquecer o circuito
a ponto de, literalmente, pegar fogo no equipamento. A função do fusível é
exatamente esta, proteger o circuito contra sobre tensão, fundindo seu
interior (daí seu nome), caso a corrente aqueça o circuito até certo limite,
impedindo a passagem da corrente pelo sistema.

Sua classificação é em relação à tensão e corrente por ele


suportada sem queimar, ou seja, de acordo com o equipamento a ser
protegido.

É o componente mais fácil de realizar sua verificação,


quando possuem o invólucro em vidro como na figura, pode ser visual a
verificação. Se estiver com o interior preto ou o fio interno partido, está
queimado. Caso possua invólucro cerâmico ou outro material, será
necessário um multímetro, ajusta-se para testar resistência, pode ser em
qualquer escala, ao colocar as pontas de prova em suas extremidades será
8 ou 80, ou estará em curto, sinalizando que não está queimado, ou estará
aberto, sinalizando que algo o fez queimar.

Agora, muita atenção! Dificilmente um fusível se queima


sozinho. Algo o faz queimar. Quando constatar que o fusível de seu
equipamento está queimado, antes de trocar, verifique se algum outro item
não apresenta problemas, pois caso exista algum componente em curto, o

46
fusível queimará novamente de forma instantânea. E sempre substitua o
fusível por outro de mesma capacidade, pois esta é definida de acordo com
o equipamento. Se um fusível for substituído por um de maior capacidade,
a sua proteção fica comprometida, ou seja, ele demorará muito pra abrir,
podendo o aparelho já estar danificado quando isso ocorrer, ou pior, um
incêndio pode começar, antes mesmo de o fusível desligar o circuito.

Apesar da simplicidade, este componente é de suma


importância em qualquer equipamento que use energia elétrica. E nunca
deve ser substituído por um pedaço de fio, o risco é enorme.

Medição
Escala de 200OHMS. Valor fixo de 0.04 ou semelhante, nos
dois polos.

Bobina ou Indutor

O indutor, também
conhecido por bobina, é um
elemento usado em circuitos
elétricos, eletrônicos e digitais com a
função de acumular energia através
de um campo magnético, também
serve para impedir variações na
corrente elétrica.

Os indutores também são usados para formar um


transformador, além de ser extensamente utilizados como filtro do tipo
passa baixa (que exclui sinais de alta frequência).

Segundo a lei proposta pelo físico russo Heinrich Lenz, a


partir de resultados experimentais, a corrente induzida tem sentido oposto
ao sentido da variação do campo magnético que a gera.

É o que acontece quando um condutor metálico, enrolado


em uma bobina, recebe corrente elétrica variável.

47
Funções do indutor

 Acumula energia através de um campo magnético;


 Forma um tipo de transformador;
 Induz voltagem no condutor, de sentido contrário à que está
passando.

Medição
Escala de 200K OHMS, com as duas pontas de prova no
componente. O valor tende ao infinito, quando invertidos os polos, o valor
inicia negativo e tende ao infinito.

Para testar em escala de continuidade: uma ponta de prova,


em qualquer blindagem e a outra no capacitor, de um lado, mostra valor e,
do outro, apresenta continuidade.

Nomenclatura técnica dos componentes

 D= DIODO
 R= RESISTOR
 C= CAPACITOR
 L= BOBINA OU INDUTOR
 Q= TRANSISTOR
 F= FUSIVEL
 X OU Y= CRISTAL OSCILADOR

Para reforçar o acompanhamento de testes na placa, é


sempre bom ter em mãos o MANUAL TÉCNICO DA PLACA DATASHEET.

Os 3 principais componentes que irão apresentar problemas


com maior frequência são: BOBINA, CAPACITOR E DIODO.

48
CELULARES E SMARTPHONES APPLE

10 problemas mais comuns em celulares Apple e como consertar

Não há dúvidas de que os aparelhos da Apple estão entre os


melhores já lançados no mercado. Contudo, eles têm suas imperfeições,
defeitos comuns que acontecem independentemente de sua qualidade. A
maioria deles pode ser corrigida com facilidade ou, pelo menos, pode ter
uma indicação de conserto fácil. Afinal, para esses dispositivos caros, é bom
que haja algum tipo de reparo disponível para que valha o investimento,
não é?

Tela azul no iPhone ou iPad

Quando a tela do dispositivo


trava no logotipo da Apple, e uma tela azul ou
vermelha aparece. Para corrigir, conecte seu
aparelho em um computador com o iTunes
instalado e inicie o programa. Reinicie o iPhone
ou iPad com o botão de ligar e home
pressionados. O logotipo da Apple vai aparecer,
mas continue pressionando até a tela de
recuperação aparecer.

Uma janela de erro vai aparecer


no iTunes, dizendo que seu iPhone precisa ser
restaurado ou atualizado. Escolha atualizar e
tente reinstalar o iOS sem perder os dados. Caso
o processo demore mais de 15 minutos, pode ser necessário repetir todo o
procedimento.

Mesmo o iPhone e o iPad também podem ter problemas.


Porém, todos os problemas são fáceis de resolver, é só ter um pouco de
paciência e pesquisar um pouco. (Foto: www.imobie.com)

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Problemas do iPhone ou iPad com WiFi

Se seu iPad ou iPhone tem problemas com sua conexão sem


fio, pode ser algo simples de resolver. Verifique primeiro as conexões de
seu roteador e seu modem. Certifique-se que seu WiFi está ligado no
telefone nas Configurações. Por último, tente ligar o modo avião no
telefone por 30 segundos e depois voltar ao normal

Se isso ainda não funcionar, reinicie seu roteador e seu


dispositivo Apple. Se isto não funcionar, redefina as configurações de rede,
indo para Configurações -> Geral -> Redefinir Ajustes de Rede. Fazendo isso
irá redefinir suas redes e senhas de WiFi, no entanto, portanto tenha todas
as senhas das redes sem fio em mãos para configurá-las quando precisar.

Aplicativos não funcionam no meu iPhone ou iPad

Quando aplicativos começam a travar ou parar de funcionar


no iPhone ou iPad, pode ser fácil resolver o problema.

Pressione duas vezes o botão Home para abrir o gerenciador


de aplicativos e feche o app. Experimente abri-lo novamente. Se ele ainda
continua a falhar, você pode querer se certificar de que seus aplicativos
estão atualizados na App Store.

Você pode ativar as atualizações automáticas, indo


em Configurações -> iTunes -> App Store. Certifique-se de desmarcar a
opção dados mais desativado para prevenir que seu plano de dados seja
usado.

Se ainda tiver falhas depois de atualizar seus aplicativos,


pode ser iOS que é o problema, por isso verifique se você tem a atualização
mais recente instalada. Vá em Geral ->Configurações -> Atualização de
Software/Sistema para garantir que seu iPhone ou iPad está executando o
software mais recente.

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A tela está do iPad ou iPhone está travada

Quando o dispositivo não consegue sair de uma tela


específica, é necessário força o reinício do dispositivo, pressionando e
segurando os botões de energia e homem por 10 segundos. Quando você
ver o logotipo da Apple, pode soltar os botões.

O iPhone ou iPad não reiniciam

Se o iPhone ou o iPad não reiniciam com o método anterior,


é preciso seguir mais alguns passos.

Carregue seu dispositivo por pelo menos uma hora, e


verifique se o carregamento está normal (um símbolo de uma pilha
carregando aparecerá na tela). Se essa tela não aparecer, verifique o cabo,
e teste novamente até que a pilha carregando apareça. Se nada disso
funcionar, pode ser necessário levar o aparelho para uma assistência
técnica.

Esqueci a senha do meu iPhone/iPad

E depois de alguns erros, o celular vai travar. Será necessário


conectar o aparelho a um computador, abrir o iTunes, e sincronizar seu
aparelho para restaurá-lo. Uma vez feito o backup, basta clicar em
Restaurar no iTunes. Se for solicitado uma senha no iTunes, use o modo de
recuperação (iniciando o aparelho pressionando o botão de energia e home
ao mesmo tempo até que o logotipo da Apple seja substituído pela tela do
modo de recuperação), e selecione restaurar no iTunes. Lembre-se que
dessa forma, você perderá os dados salvos no dispositivo.

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Seu Apple ID é um de e-mail antigo

Quando sua Apple ID é de um email antigo que você não usa


mais, pode ser difícil usar os serviços da Apple. Mas para substituir sua
Apple ID é relativamente simples: saia dos serviços iCloud, iTunes Store,
App Store, FaceTime, Find My Friends, Find My iPhone, e iMessage que
usam sua Apple ID. Toque em sua Apple ID e toque em Gerenciar. Você vai
ver o seu email atual ID da Apple no canto inferior direito da página. Toque
em Editar ao lado dele e digite seu novo endereço de email atualizado para
usar como seu ID Apple.

Note que o seu endereço de e-mail nova não pode ser o que
você está usando para resgate de senha e você não pode usar um domínio
que pertence à Apple (icloud.com, mac.com). Assim que estiver pronto,
basta tocar em Salvar. Você vai precisar de clicar no email de verificação da
Apple antes de poder usá-lo.

Sem sinal no meu iPhone ou iPad

A conexão do seu iPhone ou iPad não está muito boa ou fica


constantemente procurando uma rede para se conectar? Verifique,
primeiro, se você está usando a conexão sem fio da sua casa, ou seja, se a
rede sem fio do celular está ligada. Se não é esse o caso, verifique se a rede
de dados móveis está ligado em Configurações -> Dados móveis. Pode ser
necessário atualizar também as configurações da operadora em
Configurações -> Geral -> Sobre.

Se mesmo assim não há conexão, tente desligar o aparelho,


remover o cartão SIM, e ligar novamente, caso não haja nenhum dano ao
chip. Como último recurso, tente entrar em contato com sua operadora de
telefonia e veja o que está acontecendo, substituindo o cartão SIM se for
necessário.

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Deixamos de fora algum problema comum a iPhones e
iPads? Tem alguma dúvida que não foi solucionada? Deixe nos comentários
suas perguntas e sugestões, que iremos responder e ajudar o quanto antes!

iPhone travado na horizontal

A verdade é que este problema pode acontecer em qualquer


aparelho da Apple, mas parece ter sido mais frequente no iPhone 6. A
situação acontece quando você usa seu iPhone no modo paisagem (ou seja,
o vira para a horizontal) e ele fica naquela direção mesmo quando se gira o
iPhone para a vertical.

Apesar do modo paisagem ser ótimo para assistir filmes e


vídeos, sabemos que é péssimo para se o usar o iPhone 6 no dia a dia. Você
pode consertar isso de uma maneira bem simples: pressione o botão home
e o botão power ao mesmo tempo por alguns segundos e isso fará seu
iPhone 6 reiniciar e voltar ao normal.

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SOFTWARE

O que o sistema operacional ANDROID?

Android é um sistema operacional móvel, que usa como


base o kernel linux, com algumas melhorias e mudanças.

Como é formado o SO android?

O SO android é dividido em partes principais que


são BOOTLOADER, KERNEL, SYSTEN, MODEM e CSC.

BOOTLOADER (BOOT)

Essa parte é a parte mais importante do aparelho, o boot é


a ignição do sistema, o arranque, o que faz ele ligar e iniciar o sistema.

KERNEL

Essa é a parte do sistema que traz o Pacote de DRIVERS do


sistema, ele controla tudo no aparelho, bateria, som, áudio, processador ,
CPU, etc. É nele que é possível fazer edição e alteração, como overclock OC,
undervolt UV, entre outras coisas que aumentam a performance e
diminuem o consumo do aparelho.

SYSTEM

Essa parte é o sistema em si, todos os aplicativos, funções e


atualizações do sistema serão feitas nessa parte do sistema, é essa parte
que é restaurada quando fazemos um reset no aparelho, apagando todas
as alterações do usuário.

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MODEM

Essa parte traz as configurações de rede do aparelho, sinal,


3G, wifi, bluetooth entre outras coisas.

CSC

Essa é a parte que traz o pacote de idiomas e personalização


do sistema e pode ser usada até mesmo para traduzir uma ROM.

Entendendo ROM, FIRMWARE e FLASH

ROM

Arquivo usado para reposição ou atualização do sistema,


esse arquivo pode ser desenvolvido pela fabricante do aparelho ou por
desenvolvedor como A Cyanogem mod, por exemplo, esse arquivo pode
estar em três formas: .tar. .md5 ou .zip, uma rom só deve ser passada
usando flashprogram no caso da samsung o ODIN, elas veêm geralmente
em um único arquivo Criado para destribuir automaticamente dentro do
aparelho as subdivisões do sistema, quando elas estiverem em formato
zipado (.zip) são preparadas para serem passadas por recovery ou modo de
recuperação, nesse caso é necessário ter acesso root ao aparelho.

O que é ROOT?

Root ou Raiz, significa desbloquear as funções do sistema


para que você tenha o direito de alterar qualquer parte do sistema que
queira, desinstalar app nativo, instalar app crackeado, instalar rom
customizada ou kernel custom, entre diversas outras coisas, na verdade
você terá o poder total sobre o aparelho ou seja você será um Super
Usuário.

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FIRMWARE

Firmware também é uma ROM, só que subdividida, ela traz


o sistema todo dividido em partes (bootloader-BOOT, pda-PDA, modem-
PHONE e csc-CSC), nesse caso só pode ser instalada via ODIN, pois por
recovery não dará certo, algumas ferramentas de BOX como a Z3X
conseguem flashear uma firmware subdividida como essa, porém não é
aconselhável usar BOX para passar uma firmware e sim o ODIN.

FLASH

Esse tipo de firmware é desenvolvido por fabricante de


ferramentas de BOX como Z3X, Octopus, Meusa, Vygis e nesse caso só pode
ser passada pela BOX para a qual foi criada, no caso da Octopus será .oct.
No caso da Riffbox, .rbf e assim sucessivamente.

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O Mercado das Assistências técnicas para celulares

Assistências técnicas para celulares podem ser um bom


negócio, hoje em dia, quando bem gerenciado e com qualidade no
serviço. Tendo em vista que as pessoas não possuem menos de dois
celulares atualmente, este tipo de emprego é quase uma necessidade.
Apesar dos aparelhos móveis estarem bem baratos e com preços
convidativos, há os de alta tecnologia, que são caros e o reparo é a melhor
opção ao invés da troca.

Para os que pretendem montar uma assistência técnica para


celulares, o aviso mais importante é quanto à qualidade do serviço
prestado. Assim como a fama de um bom espaço corre rápido e o comércio
será bem requisitado, um serviço mal feito ou com descaso ao cliente pode
tornar o ponto comercial odiado até mesmo pelos que nunca conheceram
nem a fachada da assistência. É preciso ter bastante cuidado.

Caso tenha interesse em seguir em frente, veja alguns


pontos a serem seguidos para montar uma assistência técnica para
celulares.

Curso e capacitação em Técnico de celulares

É preciso, antes mesmo de abrir, pensar em como o serviço


vai ser prestado, se você será o dono e também o que irá atuar no serviço
ou irá contratar alguém. É preciso ter um técnico qualificado neste tipo de
serviço, o que é bem fácil conseguir ou fazer você mesmo, porque são

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muitos os cursos oferecidos pelo mercado, voltados para a manutenção de
celulares, que custam, em média, R$ 900,00 de investimento.

Tanto prestando o serviço, como contratando alguém para


o fazer, é preciso ter em mente que toda loja de assistência técnica de
celular oferece uma garantia de serviço, prevista em Lei pelo Código de
Defesa do Consumidor. Logo, é preciso prezar sempre pela qualidade, ou o
tempo que seria dedicado a um novo cliente será usado para refazer algo
que não ficou bem-acabado.

Espaço para montar uma assistência de celulares

Como o objeto a ser trabalhado é pequeno, não é preciso


um grande espaço para montar uma assistência neste gênero, até em 15
metros quadrados está de bom tamanho. A maioria das lojas de assistência
técnica não passam dos 20 metros quadrados de área. O segredo é deixar
um amplo espaço para atuar com uma mesa confortável e para atender os
clientes com cadeiras, de forma que ele possa esperar o serviço ficar
pronto.

Para trabalho, será preciso uma mesa com cadeiras


confortáveis e boa iluminação. A maioria das assistências de celulares
trabalha com uma divisória, para que o cliente não tenha contato com o
fundo da loja, onde são feitos os reparos. É uma forma de trabalhar mais
tranquilamente, sem o questionamento da qualidade do serviço e ainda
manter a segurança dos aparelhos, diante do público que visita o
estabelecimento.

Em ambiente fechado, aproveite para prezar pela segurança


dos seus clientes e a sua e mantenha um armário com chave, para colocar

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os aparelhos prontos e os ainda em serviço, por segurança sua e da loja. O
ideal é ter o serviço de uma empresa de segurança ou alarme, pois o risco
é alto, atuando nesta área, a menos que seja em shopping center, onde o
aluguel já inclui seguro.

Equipamentos para montar uma assistência técnica para celulares

Os equipamentos necessários para uma assistência de


celular são de manutenção, os mesmos ou muito parecidos, usados em uma
assistência para computador. O kit de ferramentas pode ser comprado em
lojas de peças para informática, a preços bem em conta, dependendo da
especialidade do serviço. Já as peças autorizadas para as marcas, é preciso
entrar em contato com os fabricantes, tanto de celulares como de marcas
que fabricam peças apenas para celulares como display, teclado, cabo flat,
entre outras.

O empresário pode trabalhar com estoque próprio de peças


ou atuar com encomenda, o que é mais simples, mas pode não agradar ao
cliente. Com estoque próprio, é preciso ter uma boa quantidade de peças
para os diferentes modelos de aparelhos no mercado, porém, o serviço será
mais rápido. Já atuando com peças sob encomenda, corre o risco de não
perder as compradas por falta de uso e procura de mercado, uma vez que
os celulares ficam obsoletos rapidamente com a quantidade de novos
lançamentos mensais.

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Licenças necessárias para montar uma assistência técnica

Uma assistência técnica é um ponto comercial e, por isso,


atua como uma empresa tradicional, com a necessidade de CNPJ, que se
consegue com abertura de firma. É preciso, ainda, estar registrado em
Prefeitura como prestador de serviços, o que é diferente de comércio e, por
isso, os impostos sob cada nota fiscal são menores que os de um ponto
comercial.

Abertura de firma, contratação de funcionários, pagamento


de férias e indenizações, devem ser feitos perante o trabalho de um
contador, profissional especializado nesta área.

Como ter sucesso com sua assistência para celulares

Escolha um ponto com grande fluxo de pedestres e veículos,


de preferência com fácil estacionamento. Faça todo o planejamento da sua
assistência técnica para celulares, antes de iniciar na atividade. Dentre os
pontos mais relevantes, é preciso levantar o valor do investimento inicial
necessário, a quantidade mínima de serviços necessária para que a
empresa não tenha prejuízo (ponto de equilíbrio), expectativa de vendas de
serviços e fazer um planejamento de marketing. Conhecer bem o mercado
da região em que você pretende atuar é primordial para o sucesso no
negócio. Caso tenha dificuldade, conheça o Kit Como Abrir Um Negócio.

Visite outras lojas do segmento e observe como trabalham


e o volume de serviços prestados, se a concorrência vai bem, já é um bom
sinal.

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É importante obedecer aos horários dos locais onde estará
localizado o ponto comercial. Abrir antes e fechar depois pode não ser tão
vantajoso.

Organize os pedidos, separados por data de entrega e entre


finalizados e não finalizados, para não ter problemas. Sempre vise o Código
de Defesa de Consumidor e, por isso, atenda todos bem. Sempre tente
cumprir suas datas e dê um retorno aos clientes, caso não consiga finalizar
os serviços no prazo.

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