Você está na página 1de 14

Melhores bibliotecas para estudar no RJ

Estudantes por toda parte estão redescobrindo uma das mais importantes
utilidades das bibliotecas: ESTUDAR.
Na realidade, estes lugares não são apenas onde você pode encontrar livros
dos mais variados assuntos e “empresta-os” para ler em casa ou mesmo no
local. Bibliotecas são excelentes lugares para se estudar: ali o aluno
encontrará maior tranquilidade para seu raciocínio, pois o silêncio é uma norma
rígida ser seguida por todos os seus frequentadores. Sem falar das facilidades
e conforto que atualmente esses locais proporcionam aos seus usuários (ar
condicionado, rede Wi-Fi, lanchonetes etc).
Para quem vai prestar o vestibular e necessita de um local mais apropriado
para seus estudos, as bibliotecas são lugares ideais.
Ache os cursos e faculdades ideais para você !
No Rio de Janeiro existem muitas, públicas e privadas, onde é permitida a
entrada do público em geral.
Fizemos algumas pesquisas e acabamos por selecionar aquelas que se
destacam por apresentarem excelentes instalações e por estarem localizadas
em regiões estratégicas, de fácil acesso:

1. BIBLIOTECA VEIGA DE ALMEIDA – UVA


Está localizada perto da estação de metrô Maracanã, na Rua Ibituruna, 108,
Tijuca.
O cadastro é gratuito, bastando apresentar uma foto 3 x 4, comprovante de
residência e um documento oficial com foto.
O horário é de funcionamento é de 2ª a 6ª feira das 8hs às 22hs, e aos sábado
das 9hs às 18hs.
Vale lembrar que nos dias que antecedem as provas da UVA, o acesso aos
espaços da Biblioteca é permitido somente a alunos da instituição.
Muito ampla, com carteiras individuais e espaço para reunião em grupo.
Ambiente climatizado (ar condicionado). Podem-se levar livros próprios e
laptops. Rede Wi-Fi gratuita.
Acesse a página da biblioteca para saber sobre normas de uso.
Maiores informações: (21) 2574-8888

2. BIBLIOTECA DA PUC-RIO
Localizada na Rua Marquês de São Vicente, 225, na Gávea.
A biblioteca tem uma ótima infraestrutura e fica aberta de 2ª à 6ª feira das
07h30min às 22h30min e sábado das 07h30min às 13h30min. No local tem
guarda-volumes individual com cadeado, no mesmo andar tem bebedouro e
banheiros.
Ali você encontra também várias opções de restaurantes e lanchonetes,
inclusive “bandejão”.
O visitante externo (que não é aluno da PUC) faz um cadastro rápido e recebe
um cartão que dá direito a usar a biblioteca até 15 vezes. Depois, virando
frequentador assíduo, cobra-se uma pequena taxa mensal (cerca de R$ 6,00).
É possível usar laptop, mas a rede Wi-Fi é somente para alunos da instituição
(PUC). Podem-se levar livros próprios.
Acesse a página da biblioteca para saber sobre normas de uso.
Maiores informações: (21) 3527-1963 / 3527-1714

[Ache os cursos e faculdades ideais para você]

3. BIBLIOTECA RODOLFO GARCIA (DA ACADEMIA BRASILEIRA DE


LETRAS)
Inaugurada em 2005, está instalada no 2º andar do Palácio Austregésilo de
Athayde, na Av. Presidente Wilson, 231, centro. Tem acesso pelas avenidas
República do Paraguai, República do Chile e Presidente Vargas.
Suas instalações ocupam uma área e 1.300m². Atende ao público em geral
com um acervo de 70.000 volumes.
O horário de funcionamento é de 2ª feira a 6ª feira, das 9 às 18 horas.
O visitante tem acesso a materiais eletrônicos, digitais, base de dados e mídia
sonora, à Internet gratuita – Wi-Fi (uso conforme normas a serem consultadas
na chegada). Local climatizado.
Acesse a página da biblioteca para saber sobre normas de uso.
Maiores informações:
Tel: (55) (21) 3974-2550
E-mail: brg.referencia@academia.org.br

4. BIBLIOTECA DO IBMEC
Localizada na Av. Presidente Wilson, 118, Centro (térreo), a biblioteca do
Ibmec é considerada pelos usuários sendo um lugar confortável, silencioso,
bem iluminado e climatizado.
Com mais de 400m², o local tem guarda-volumes e oferece salas para
trabalhos em grupo, com computador e acesso à internet. Além disso, possui
32 áreas individuais de estudos com instalações para o aluno conectar o
próprio laptop via Wi-Fi.
Vale ressaltar que só podem entrar no recinto cinco visitantes externos por vez,
de 2ª a 6ª feira, desde que, devidamente identificados na recepção e portando
o crachá especifico para o ingresso na Biblioteca. Aos sábados não é permitida
a entrada.
Horário de funcionamento:
 Segunda a sexta-feira, das 7h15 às 21h45.
 Sábado, das 8h15 às 16h45.
 Período de férias ou feriados prolongados: ao critério da instituição.
Maiores informações:
Central de Atendimento: (55) (21) 3284-4000
E-mail: contactcenterrj@ibmecrj.br

Um roteiro crítico das bibliotecas do


Centro
Da precaução da ABL, que veta a corrupção de menores, à
vivacidade da Biblioteca Parque Estadual, um passeio pelas
bibliotecas do Centro, para descobrir como elas tratam quem
quer estudar e trabalhar em um espaço público.

Como usuário das bibliotecas do Centro da capital, para ler, estudar e


escrever, sou frequentemente tomado por desânimo.

Todas, em alguma medida, são dotadas de qualidades: acervos ricos, belos


prédios, equipe cordial ou ambiente confortável.

Isto posto, várias delas transmitem uma sensação incômoda de desperdício


ou mau uso. Não é que as bibliotecas precisem de grandes mudanças: o
fundamental — um prédio e livros — geralmente tem ótima qualidade.

Ainda assim, no que deveria ser mais simples e trivial, os responsáveis pelos
espaços às vezes parecem simplesmente ter se distraído ou descuidado. Em
fatores que supostamente deveriam ser de fácil realização, mas que também
são indispensáveis para quem quer estudar ou trabalhar em um espaço
público em 2015 — como internet de qualidade, tomadas para
computadores, luz natural, regras de uso que acolham os frequentadores —,
as imperfeições são muitas, e frequentemente de caráter inusitado.

Com o propósito de averiguar a quantas andam as bibliotecas do Centro


para quem deseja utilizá-las como espaço de trabalho, percorri um bom
número delas ao longo de dois dias, atentando para suas normas, sua
frequência, sua disposição física e seus serviços — para o estado em que se
encontram e o que oferecem, em suma.

Fui acompanhado por um livro de bolso, um laptop e um caderno — isto é,


os instrumentos de trabalho de um estudante ou de um leitor —, além de
uma garrafinha d’água, para não precisar interromper o expediente.

O resultado de minhas impressões, na ordem de suas visitas, foi o seguinte:

Médiathèque (Maison de France): Localizada no prédio do consulado francês,


na avenida Presidente Antônio Carlos, a biblioteca foi fechada para obras em
agosto do ano passado, e, desde então tem funcionado em esquema
provisório, com acervo reduzido, no corredor do setor do consulado
dedicado à cultura.

Maison de France: em reforma, mas com mesmo serviço hospitaleiro de


sempre.
Em seu modo de operação normal, a Maison costumava ser um lugar
acolhedor, de vista esplendorosa para a Baía de Guanabara e o Pão de
Açúcar, ar-condicionado forte, cerca de 30 lugares, livros e dvds franceses à
disposição (a maioria no original, mas também alguns em português) e
equipe simpática e dotada de grande vontade de não atrapalhar seus
frequentadores, permitindo que consultassem os próprios livros, bebessem
da própria água e usufruíssem de ótima internet.

Desde o fechamento provisório, algumas novas regras foram instituídas no


edifício onde está instalada. Uma breve inspeção na porta do prédio, com os
seguranças verificando minha mochila, foi uma novidade, assim como um
rápido cadastro na portaria.

Em relação à biblioteca em si, para quem está funcionando em modo de


exceção, a Maison vai muito bem, obrigado. Os funcionários na entrada são
os mesmos, os livros à disposição para empréstimo, se menos numerosos do
que o normal, continuam a ser inencontráveis em qualquer outra biblioteca
da cidade (há diversos lançamentos franceses, de filosofia a cinema, por
exemplo) e l’ambiance, a despeito da ausência completa de janelas, tenta
reproduzir como pode o original, com prateleiras espalhadas pelas paredes e
uma longa mesa ao centro.
Enquanto estive lá, fui o único visitante, e recolhi-me a uma das poucas
cadeiras disponíveis. A hospitalidade continua a norma da casa, e nenhum
funcionário me procurou para me censurar pelo que quer que fosse.
Quando, todavia, depois de cerca de uma hora lendo, fui perguntar a senha
do wi-fi, tive uma grande surpresa: não era para eu estar ali, uma vez que a
biblioteca tem funcionado apenas com empréstimo de livros, e não como
salão de leitura. Isto é, em tese, a biblioteca da Maison nem deveria aparecer
neste texto, uma vez que, por ora, ela não é uma opção.
Surpreso pela minha ilicitude involuntária — e já ciente da senha do wi-fi —
voltei para minha cadeira, onde fiquei por mais trinta minutos navegando na
internet, até achar que já era hora de partir.

De acordo com as normas oficiais, portanto, só em novembro a Maison volta


a se tornar um lugar para trabalho e estudo, quando termina a reforma do
salão. Na prática, contudo, aqueles que até lá quiserem esperar na mesa do
corredor, possivelmente poderão fazer isso, pois a gentileza dos
funcionários talvez os impeça de pedir para um leitor se retirar.

Biblioteca Rodolfo Garcia (Academia Brasileira de Letras): A biblioteca da ABL


é um lugar de regras abundantes e meticulosas. Para usá-la, além do
cadastro na portaria do edifício, é necessário, em primeiro lugar, ter em
mãos documento de identidade e comprovante de residência.
Depois disso, é preciso ler e assinar três formulários. O mais longo deles, de
10 páginas, merece atenção detalhada. Ele determina, por exemplo, que: não
está autorizada a corrupção de menores por quem utilizar a internet;
esquemas de corrente, pirâmide ou bola de neve também não são
permitidos; “redes sociais“ (“Orkut, Friendster, Par Perfeito, Almas Gêmas,
Fotolog, Blog, entre outros”), tampouco; caso algum frequentador se ofenda
com conteúdo visto na internet, a biblioteca não possui responsabilidade
sobre isso; não se pode enviar ou divulgar mensagens de “conteúdo falso ou
exagerado, que possam induzir ao erro o seu receptor”; só se pode ir ao
banheiro sem levar mochilas ou bolsas; short, camiseta e chinelo não estão
liberados (“sendo assim fica liberado o uso de bermudão, isto é, até o joelho
para ser usado na biblioteca (...) principalmente no verão do Rio de Janeiro”),
e por aí vai.

ABL: um lugar sério e de normas minuciosas.


Além destas regras, exige-se a leitura de outras advertências, e o
fornecimento de informações para cadastro que vão desde o telefone de
algum familiar – para a eventualidade de um piripaque por parte do usuário
– ao endereço de seu empregador.
Em meio a esta superabundância de formalidades, a que mais incomoda, de
longe, é a interdição do uso de teclados de computadores. Na biblioteca da
ABL, laptops — assim como livros pessoais — são bem-vindos, mas não é
permitida a “digitação de trabalhos no salão de leitura”. Quem quiser mandar
um e-mail, escrever um texto ou realizar uma simples busca no Google deve
se limitar a um dos três cubículos disponíveis – todos ocupados, em minha
visita – ou à pequena baia de computadores.

Impossibilitado de escrever digitalmente, o usuário pode, além de usar o


mouse para acessar a internet (ótimo wi-fi, aliás), se contentar com os livros
do acervo, formado sobretudo por obras de literatura. Raridades estão
disponíveis para consulta, e empréstimos também são uma possibilidade
para os mais assíduos.

A respeito do público, o belo e amplo salão, de cerca de 60 lugares, estava


cheio de estudantes, sobretudo concurseiros e pesquisadores,
silenciosamente tomando notas em seus cadernos. As persianas totalmente
fechadas e os bustos de imortais à volta acrescentavam gravidade à cena.

Seria um privilégio saber o que aquelas dezenas de pessoas, muitas usando


computadores literalmente intocados, pensam do espaço, uma vez que
pareciam ir ali com frequência. A norma do silêncio, entretanto, é uma das
poucas vigentes que consigo facilmente compreender, de modo que preferi
sair sem dizer nada.

Biblioteca Euclides da Cunha (Palácio Capanema): Talvez isso se deva ao


único usuário que lá estava em minha visita — um jovem cochilando
inclinado sobre o próprio livro numa mesa ao fundo —, mas a biblioteca do
Palácio Capanema parece se encontrar em um estado de dormência.
Até algumas décadas atrás, ela certamente era uma das melhores da cidade.
Com cerca de 50 lugares divididos em mesas grandes, espaçosa, provida de
curvas niemeyerianas, a biblioteca ainda mantém parte de seu mobiliário
original de mais de 60 anos, incluindo aí as estantes que guardam as fichas
catalográficas do acervo de 150 mil livros.

Capanema: biblioteca adormecida.


A não digitalização do catálogo dá a dica do que está por vir: a biblioteca
não disponibiliza wi-fi para os visitantes.
Como resultado, aquele que poderia ser um dos melhores espaços na cidade
para quem deseja trabalhar encontra-se abandonado, vazio e desalentador.

O mais lamentável é que seria bastante simples fazer a gigante acordar: a


atmosfera da década de 1940 é formidável; já há tomadas; as janelas
inesperadamente dão conta do recado e mesmo a ausência de ar-
condicionado não torna o calor insuportável; o consequente barulho dos
ônibus, se não ajuda, também não atrapalha a concentração (o trânsito é um
dos poucos lugares onde encontramos o silêncio na atualidade, dizia John
Cage); as normas da casa são bastante simpáticas, oferecendo empréstimos
e permitindo a entrada de material próprio, incluindo livros e computador.
Em tese, bastaria, portanto, assinar um servidor de internet, para que suas
mesas voltassem a estar cheias de gente — e não é de se desconsiderar que
até mesmo o jovem adormecido ao fundo se sentisse mais estimulado a
acordar.

Real Gabinete Português de Leitura: Possivelmente a construção mais


encantadora da cidade, várias vezes eleita uma das bibliotecas mais bonitas
do mundo, está há dois meses em reforma para restauração da abóbada,
com conclusão prevista para o fim do ano que vem.
Durante as obras, o lustre foi rebaixado para o centro do salão, e as mesas
que ali ficavam foram deslocadas para os cantos.

Real Gabinete: joia em manutenção. [Foto: Bolívar Torres]


Boa parte da mágica das estantes altas e cheias de volumes se perde na
configuração provisória, problema que se acentua com os cochichos de
turistas, menos avergonhados do que o costume, e com a movimentação de
operários.

Ainda assim, o salão continua funcionando para quem quiser ali ler, com
meia dúzia de cadeiras, todas ocupadas. Há internet sem fio, mas, na
situação atual, não há tomadas.

Um problema antigo também persiste: o Real Gabinete permite somente a


leitura de livros de seu próprio acervo, o que inviabiliza a frequência de
quem estuda o que não está lá disponível. A norma parece não fazer grande
sentido, uma vez que os pertences dos frequentadores ficam guardados em
escaninhos do lado de fora, e um sistema de controle simples impediria
roubos ou extravios.
Faria bem, deste modo, que a reforma não se limitasse apenas à arquitetur a,
mas se voltasse também para regulamentos obsoletos.

Biblioteca Parque Estadual: Quando propus este texto à minha editora, um


problema que temia era a expectativa de a Biblioteca Parque Estadual ser a
melhor do Centro, o que poderia gerar controvérsia, por se tratar de uma
parceira do Vozerio.
Para provar independência jornalística, começarei, deste modo, por elencar
seus problemas: a internet é instável e caiu duas vezes durante uma hora de
uso; aquela região da Presidente Vargas fica vazia à noite e, suspeito, aos
sábados; se antes havia filas para assistir a filmes, as novas regras de uso da
DVDteca, que agora exigem agendamento prévio, fizeram com que várias
cabines fiquem vazias; a comida do café é meio chinfrim.

Isso posto, a Biblioteca Parque Estadual continua a ser, de longe, a melhor


do Centro da cidade.

A fazer jus ao nome Parque, nela, mais do que em qualquer outra, o


frequentador sente estar em um espaço vivo, de convivência, troca,
hospitalidade e mútuo aprendizado.

Isso se dá, como já foi falado, pela composição heterogênea de seu público,
que foge do combo habitual de concurseiros + estudantes de pós -graduação
e inclui também alunos de escolas públicas, moradores de rua, crianças,
pessoas que nunca estiveram em uma biblioteca e agora vão lá sempre.
Manifesta-se também em seu acervo, disponível para empréstimo, que inclui
de filosofia a enfermagem a quadrinhos e a jornais, além dos já
mencionados filmes, sem elitismos, mas mesmo assim guardando opções
para públicos especializados.

Pode ser percebido também na arquitetura, que aproveita a luz natural e é


cheia de janelas, além de facilitar a circulação e a sociabilidade.

Há ainda as regras de uso, que admitem o uso de laptops, a entrada de


livros pessoais e até a garrafinha d’água, incentivando os visitantes a se
sentirem à vontade, e que ainda assim proporcionam um clima calmo e
propício ao trabalho, não por meio de paranoias kafkianas, mas sim de um
equilíbrio natural que surge entre os usuários, chamado bom-senso.

Biblioteca Parque: espaço acolhedor para nosso tempo.


Poderiam ser citados ainda os múltiplos usos do espaço, que incluem
debates, oficinas e peças de teatro, ou a mobília, que, além de vários tipos
de mesa, conta também com poltronas, bancos e cabines individuais e
coletivas, compreendendo que as necessidades de cada usuário são
diferentes, e que a oferta de serviços também deve ser.

Em abril deste ano, por questões financeiras, a biblioteca reduziu seu


horário de funcionamento, e deixou de abrir nos fins-de-semana. A
repercussão negativa foi alta, e pouco depois o lugar voltou a funcionar aos
sábados e ampliou também o horário em dias de semana. Já é um
(re)começo, mas também pode se sonhar com o que dia em que, a exemplo
do que já acontece em outras capitais, a biblioteca passe a ter um
funcionamento ininterrupto. Em um país onde a maioria dos habitantes não
leu um livro sequer no ano passado, espaços como a Biblioteca Parque
Estadual são verdadeiros oásis.
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): Decerto há alguma razão
arquitetônica para isso, mas não deixa de ser curioso que o salão de leitura
da biblioteca do CCBB tenha se instalado onde poderia estar o cofre do
banco, enquanto o banheiro possui bela vista para a Baía de Guanabara.
O confinamento total, acentuado por uma luz fria e pela decoração que não
inclui nada além de mesas e cadeiras, com qualquer ponto do salão sendo
visível de qualquer outro ponto, torna a experiência de se estar ali algo
claustrofóbica.

CCBB: salão espaçoso, mas onde livros pessoais não podem entrar.
É uma pena, porque o acervo das estantes, localizadas do lado de fora do
espaço reservado apenas para leitura, dispõe de variedade e riqueza, indo de
engenharia a livros raros de arte. Para agravar a situação, este acervo não
pode ser consultado fora da biblioteca senão por pessoas cadastradas em
outras instituições ou por funcionários do banco, o que ressalta a
importância de um salão agradável.

Importância reforçada também pela política de uso atual, que,


inacreditavelmente, não autoriza a entrada de livros próprios, e que permite
apenas — embora a regra com frequência não seja cumprida — artigos de,
no máximo, 20 páginas.

A internet, uma crítica frequente na reabertura da biblioteca após anos de


obras em 2012, atualmente funciona bem, e provavelmente é ela a razão
para o salão de 100 lugares estar usualmente cheio.
Os horários da casa também merecem elogios. Atualmente a única biblioteca
do Centro do Rio (da cidade inteira?) a funcionar domingo é a do CCBB, e
também é ela a que permanece aberta até mais tarde (21h).

Serviço:
Biblioteca Euclides da Cunha (Palácio Capanema): Rua da Imprensa,16 / 4º
andar. De segunda a sexta, de 9h30 às 17h30. Tel: (21) 2220-4140.
Biblioteca Parque Estadual: Avenida Presidente Vargas, 1261. De terça a
sábado, das 11h às 19h. Tel: (21) 2332-7225.
Biblioteca Rodolfo Garcia (ABL): Avenida Presidente Wilson, 231 – 2º andar.
De segunda a sexa, das 9h às 18h. Tel: (21) 3974-2550
CCBB: Rua Primeiro de Março, 66 – 5º andar. De quarta a segunda, das 9h às
21h. Tel: (21) 3808-2020.
Médiathèque (Maison de France): Avenida Presidente Antônio Carlos 58 – 11º
andar (até novembro, a biblioteca funciona excepcionalmente no 4º andar).
De terça a sexta, das 10h30 às 18h30. Tel : (21) 3974 6669.
Real Gabinete Português de Leitura: Rua Luís de Camões, 30. De segunda a
sexta, das 9h às 18h. Tel.: (21) 2221-3138.
OBS: A Biblioteca Nacional trabalha apenas com consultas a seu acervo e não
permite a entrada de laptops, razão para sua omissão neste texto.

Biblioteca da Fundação Casa de Rui Barbosa


Rico acervo de livros que pertenceram à um dos maiores políticos, advogados e juristas
brasileiros. A biblioteca versa principalmente sobre literatura brasileira.
Rua São Clemente, 134 - Botafogo
Tel: 3289-4696
Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas - FGV
Esta biblioteca pertence á uma das mais famosas e prestigiadas fundações de estudos e
preparação de pessoas qualificadas para administração pública e privada. Os livros
versam sobre administração, economia, direito e historia.
Praia de Botafogo, 190 - 14°.andar - Botafogo
Tel.: 3799-5916
Biblioteca Amadeu Amarai - Museu do Folclore
Esta biblioteca conta com um acervo de livros acerca do floclore e cultura popular
brasileira
Rua do Catete, nº 179 - Catete
Telefone: 2285-0441-ramal 217
Biblioteca Barbosa Rodrigues - Jardim Botânico
A temática desta biblioteca é relevante para todos os interessados em botânica, cultivo
de planta e flores, e que estejam pesquisando sobre a flora brasileira ou mesmo sobre a
criação deste horto botânico. A biblioteca foi criada por um antigo diretor do Jardim
Botânico cujo nome era Barbosa Rodrigues, no ano de 1890, quando este recebeu de
presente uma coleção de livros doados pela família Imperial Brasileria. Um acervo rico
e precioso, voltado para a área científica, histórica e cultural tem sido acumulado ao
longo de mais de um século.
Rua Jardim Botânico, 1008 - Bairro do Jardim Botânico
Tel.: 3874-1219
Biblioteca da Casa da Leitura
Versa sobre literatura brasileira
Rua Pereira da Silva, 86 - Laranjeiras
Tel.: 2557-7437
Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ
Situa-se na divisa dos bairros da Urca e Botafogo, e possui um livros sobre
comunicação, serviço social, psicologia,pedagogia e relações internacionais. A
biblioteca pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Av. Pasteur, 250 - Urca
Tel.: 3873-5139
Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFRJ
O acervo aborda livros sobre economia, administração e biblioteconomia e também
pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Av. Pasteur, 250 - Urca
Tel.: 3873- 5241
Biblioteca da Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Esta biblioteca situa-se no Parque Lage, um local de grande área verde e tendo um
palacete ao centro onde está instalada uma escola de artes. Como não poderia deixar de
ser, a bliblioteca da escola versa sobre livros e periódicos de artes em geral, arte
moderna e contemporânea.
Rua Jardim Botânico, 414 - Bairro do Jardim Botânico
Tel.: 3257-1807
Biblioteca Escolar Municipal Carlos Drummond de Andrade
Os livros do acervo versam sobre literatura em geral
Rua Sá Ferreira, 80 - Copacabana
Tel.: 2227-0783
Biblioteca Escolar Municipal do Leblon - Vinicius de Moraes
Esta biblioteca possui livros sobre literatura em geral
Av. Bartolomeu Mitre, 1297 -
Leblon
Tel.: 2294-1598
Biblioteca Giordano Bruno - Planetário da Gávea
Localizado em uma bela construção, cercada de belos jardins no bairro da Gávea, a
biblioteca do Planetário da Gávea possui um acervos sobre astronomia e ciências afins.
Rua Vice Governador Rubens Berardo 100, Gávea
Tel.:2274-0046 ramal 265
Biblioteca do Instituto Brasil Estados Unidos- IBEU
Localiza-se na Avenida Copacabana, entre as Ruas Santa Clara e Figueiredo de
Magalhães, e possui um acervo em inglês sobre literatura, artes, história e política.
Av. N.S. de Copacabana 690 - Copacabana
Tel.:3816-9400
Biblioteca do Instituto Cervantes
Possui livro sobre cultura e literatura, sendo o acervo em espanhol
Rua Visconde de Ouro Preto, 62 - Botafogo
Tel.:3554-5915
Biblioteca Popular Municipal de Botafogo Machado de Assis
Esta Biblioteca municipal possui diversos livros sobre literatura em geral.
Rua Farani, 53 - Botafogo
Tel.: 2551 6911
Biblioteca do Instituto de Arquitetos do Brasil- IAB
Localiza-se no bairro do Flamengo, junto à um edifício histórico onde se localizava a
central de força de uma antiga companhia de bondes do Rio de Janeiro, a Ferro Carril.
Certamente a bibliteca do instituto dos arquitetos e para o deleito dos insteressados em
arquitetura e urbanismo.
Rua do Pinheiro, 10 - Flamengo - em obras
Tel.: 2557-4480
Biblioteca do Instituto de Matemática Pública e Aplicada - IMPA
Localizada em estrada, em meio à Floresta da Tijuca, estrada esta que sobe a Serra da
Carioca e encontra outra que leva ao Alto da Boa Vista. Está biblioteca portanto, está
localizada em um local bem interessante e de clima agradável em meio à densa
vegetação. O acervo da biblioteca versa sobre matemática, e certamente é para o deleite
de todos que querem solucionar problemas e fórmulas complexas, ou esquentar a cabeça
com equações diferenciais, matrizes, séries de fourier e etc. E certamente o clima
agradavel do local, vai ajudar ou contribuir para o resfriamento da cabeça.
Estrada Dona Castorina, 110 - Jardim Botânico -
Tel.:2529-5046
Biblioteca do Instituto Militar de Engenharia - IME
Esta biblioteca versa sobre engenharia, e pertence ao Instituto Militar de Engenharia,
uma das mais prestigiosas academias de engenharia do Brasil. É voltada para os
professores e alunos desta instituição.
Praça General Tibúrcio, 80 - Urca
Tel.:2546-7136
Biblioteca do Instituto Moreira Salles
Localizada em um centro cultural, na casa modernista que pertenceu à um embaixador e
banqueiro brasileiro, a biblioteca versa sobre literatura, fotografia, música e iconografia
brasileira.
R. Marquês de São Vicente, 476 - Gávea
Tel.:3284-7400
Biblioteca do Instituto Pereira Passos
O Instituto Pereira Passos esta diretamente ligado ao estudo e planejamento urbano da
cidade do Rio de Janeiro. A sua biblioteca, como não poderia deixar de ser, possui seu
acervo voltado para a arquitetura, urbanismo e história do Rio de Janeiro. O Instituto
Pereira Passos também edita e produz livros e material cultural e de estudo sobre estes
temas.
Rua Gago Coutinho, 52 - 1° andar - Laranjeiras
Tel.: 2976-6589
Biblioteca do Instituto de Psiquiatria da UFRJ
Outra biblioteca pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. O acervo dos
livros versam sobre psiquiatria e psicologia.
Av. Pasteur, 250 - Urca
Tel.:3873-5576
Biblioteca Louis Braille - Instituto Benjamin Constant
Esta biblioteca é dedicada aos cegos ou deficientes visuais, e situa-se em um dos mais
belos e imponentes edifícios da Av. Pasteurs no bairro da Urca. A biblioteca do Instituto
Benjamin Constant que já se chamou Instituto dos Cegos do Brasil, possui livros em
braille sobre literatura em geral e também material em aúdio.
Av. Pasteur 350 - Urca -
Tel.:3478-4467
Biblioteca Marechal Rondon - Museu do índio
Localiza-se em um antigo sobrado aristocrático do século 19, cercado de jardins, onde
está instalado o Museu do Índio. Esta biblioteca, versa sobre etnologia e cultura
indígena.
Rua das Palmeiras, 55 - Botafogo
Telefone.: 3214-8726
Biblioteca do Museu da República
Localiza-se no Palácio do Catete, um edifício que já foi sede de morada e despacho da
Presidência da República, tendo como seu último ocupante Getúlio Vargas. A biblioteca
do Museu da República possui livros e acervo de documentos e fotos acerca da história
do Brasil na República e também sobre o Rio de Janeiro.
Rua doCatete, 153 - Catete
Tel.:3235-5520
Biblioteca Oi Futuro
Localizado em uma antiga central telefônica, transformada em moderno centro cultural,
onde está também instalado o Museu do Telefone. A biblioteca do centro cultural
oferece livros de artes em geral, além de material em cds e dvds.
Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo
Tel.:. 3131-3050
Biblioteca da PUC- Rio
A biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, possui livros cujo
acervo são voltados para os cursos acadêmicos oferecidos no local. Possui um rico
acervo para consulta, leitura e estudo sobre ciências exatas, humanas, sociais, saúde e
teologia.
Rua Marquês de São Vicente, 225 - 3° andar - Gávea
Tel.: 3527-1092
Biblioteca da UNIRIO
Outra biblioteca universitária, cujo acervo de livros são acerca dos cursos oferecidos no
local, ou seja, acervo voltado para as áreas académicas em geral.
Av. Pasteur 296 - Urca
Tel.:2542-1556
Adicione no Google