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A QUINTA TROMBETA

Com o soar da quinta trombeta, uma


estrela cai do céu, tendo “a chave do poço
do abismo” (9.1). A estrela é, na realidade,
“ele” (9.2), o que Indica que se trata
provavelmente de um anjo. Pode ser um
anjo escolhido, enviado por Deus; pode ser
um anjo mau, realizando o trabalho de
Satanás, ou pode ser o próprio Satanás.
Parece bastante possível que este ser seja
um anjo de Deus. “Em qualquer hipótese, o
anjo executará uma ordem do próprio
Senhor”.
A seguir, uma praga de gafanhotos
vem do poço (9.3). Quase todos os
estudiosos da Bíblia acreditam que isto
representa uma horda de seres
demoníacos vindo à terra para atormentar
as pessoas. Eles são instruídos a não causar
dano a nenhuma erva ou árvore que
sobrasse sobre o globo, mas têm permissão
de fazer mal aos seres humanos. João
descreve vividamente a sua marcha de
terror. Dez vezes, em doze versículos, João
usa expressões comparativas:
“semelhante”, “como”. Com isto,
conclui-se o primeiro “ai”, mas, “eis que
depois disso vêm ainda dois ais” (9.12).
A SEXTA TROMBETA
O segundo “ai” apresenta a sexta
trombeta, tocada pelo sexto anjo (9.13-21).
Um anjo do altar de ouro do céu ordena
que o sexto anjo liberte “os quatro anjos
que estão presos junto ao grande rio
Eufrates” (9.14). Estes seres também devem
ser anjos caídos — criaturas demoníacas
que estão acorrentadas ou presas.
Qual é o significado do rio Eufrates?
Este rio inicia o seu curso nos montes
armênios, ao sul da Rússia. O rio corre até
unir-se ao Tigre, no baixo Iraque (antiga
Babilônia). Ambos os rios formam um
curso d’água de 2.900 km que atravessa o
Iraque. A revolta original da humanidade
contra Deus teve início nesta parte do
mundo, com a agressão de Ninrode (Gn
10.8-10). Também é a área de Sinar, onde
foi construída a Torre de Babel (11.1-9).
Aqui se originaram o politeísmo e a
astrologia, e daqui espalharam-se pelo
mundo Inteiro. É apenas natural que desta
região proliferasse mais atividade
demoníaca nos últimos dias.
Nesta ocasião, 200 milhões de
“cavaleiros” vêm para atormentar a
humanidade (9.16-17). Eles matam uma
terça parte das pessoas da terra (9.18) com
suas “pragas” que se abatem sobre os
homens como “fogo, e fumaça, e enxofre”
saindo de sua boca. Os que não morreram,
“não se arrependeram das obras de suas
mãos, para não adorarem os demônios e os
ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de
pedra, e de madeira, que nem podem ver,
nem ouvir, nem andar”. E não se
arrependeram dos seus homicídios, nem
das suas feitiçarias, nem da sua
prostituição, nem das suas ladroíces (9.20-
21). A medida que progride a Tribulação,
parece crescer uma resistência contra o
Senhor, embora a dor das pessoas se
intensifique.
A SÉTIMA TROMBETA
A sétima trombeta (11.15-19) é, em
parte, uma previsão do que há de vir. Com
uma referência ao livro de Daniel, João diz
que o reino terreno do Anticristo se tornará
o reino “de nosso Senhor e do seu Cristo, e
Ele reinará para todo o sempre (11.15; veja
Dn 2.44; 7.18-27). Será o “reino eterno”
onde todos os domínios do mundo e do
céu o servirão. Não há maior declaração de
triunfo em todo o livro de Apocalipse, com
a possível exceção de 19.11-16, onde Cristo
efetivamente retorna à terra para reinar e
governar. O que começou como um inferno
na terra tornou-se o céu revelado nestes
versículos.
O mundo, naturalmente, se enfurece
com esta profecia. E a ira de Deus continua
até o fim, quando Ele julgará os mortos e
recompensará os seus servos (Ap 11.18).
Com esta última trombeta, vêm mais
relâmpagos, e vozes, e trovões, e
terremotos, e grande saraiva (11.19). Os
sete anjos com as trombetas levam às sete
pragas descritas em 15.1-8, que são, na
verdade, as “últimas pragas" — a Ira de
Deus, que será concluída no juízo das taças
(15.1). Os juízos das taças apresentam o
pior dos tormentos e concluem a principal
porção da Tribulação em si.