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Trabalho de Antropologia III

Prof. Alexandre Vale


Resenha do filme “Primeiro Contato”

Documentário rodado na Nova Guiné, arquipélago localizado no norte da


Oceania, que à época, inicio dos anos 1920, constituía um dos últimos locais ainda
inexplorados pelo homem branco ocidental, a ser colonizados.

Inicialmente não encontraram recursos a serem economicamente extraídos, mas


em 1926 descobriram ouro.

Destaque para a ênfase na "missão civilizadora" do explorador ocidental, que


tiraria o selvagem nativo da barbárie em direção ao mundo do progresso e da
civilização.

Em alguns poucos anos a maioria dos nativos envolvidos com a prospecção de


ouro cederiam suas unidades de extração para as grandes empresas mineradoras e
voltariam para a Austrália, para engrossar as filas de desempregados. Contudo, o
personagem principal do documentário, Mick Leahy, permanece no arquipélago, na
esperança de encontrar ouro.

Vemos o encontro histórico do personagem principal, Mick, que se tornou o líder


da exploração, e seu principal administrador, com os nativos.

Em seguida o filme mostra o trecho em que, ao adentrarem a parte mais virgem


do arquipélago, depararam com uma área plantada, que certamente era habitada.
Ouviram, então, gritos dos habitantes, que avisavam dessa forma uns aos outros da
chegada de invasores.

Esse encontro de civilizações tão díspares chocou os nativos daquele


arquipélago, que nunca imaginaram que existisse outra civilização alem da deles. Eles
achavam que o homem branco nem humano era; e que talvez fossem seus ancestrais.
Os nativos ficaram muito tristes com a partida dos exploradores, e chegaram a
seguirem-nos um pouco, mas não puderam ir muito longe, para não entrarem em terras
de tribos inimigas.

Quando os nativos começaram a perceber que os homens brancos eram humanos


como eles, passaram a cobiçar as armas e outros instrumentos deles, e a ameaçá-los.
Percebendo isso, os exploradores mataram um porco na frente dos nativos, para que
esses percebessem o que ocorreria com eles, caso eles tentassem agredir os homens
brancos.

Mas mesmo assim os nativos tentaram atacar os exploradores, e esses, alegando


legitima defesa, mataram os nativos que iam lhe atacar.

Durante anos os exploradores percorreram imensas extensões de terra, a pé e até


mesmo de avião, e nada de encontrarem ouro, até que finalmente chegaram a um vale
habitado por mais de 250.000 pessoas, e lá encontraram ouro.

O contato com os nativos dessa região foi inicialmente amistoso, com intensa
troca de alimentos, fornecidos pelos nativos, por quinquilharias e utensílios pelos
exploradores brancos.

Muito impactantes, para os nativos, foram a chegada do avião, a descoberta do


gramofone e o contato com uma boneca de plástico.

Naquela região os exploradores encontraram pepitas de ouro de ate 65 kg.

Em seguida o filme mostra quando os brancos levaram um nativo para uma


cidade litorânea da Austrália, e como esse contato com a civilização ocidental impactou
o nativo. Mostra também como as mulheres nativas eram trocadas por búzios, e como
elas ficaram aliviadas por apenas terem relações sexuais com os homens brancos, sem
serem assassinadas; na verdade, ficavam felizes com as gentilezas e os presentes dados
por eles.
Os nativos não tinham a menor ideia da fortuna que os exploradores estavam
arrancando de suas terras.

O documentário se encerra com os descendentes dos nativos assistindo,


empolgados, às próprias cenas do filme.

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