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NOV 2004

Projeto
NBR 5667-2
Hidrantes urbanos de incêndio de
ABNT – Associação ferro fundido dúctil - Requisitos
Brasileira de
Normas Técnicas Parte 2: Hidrantes subterrâneos
Sede: (Versão de 1922/11/2004)
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 / 28º andar
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro – RJ
Tel.: PABX (21) 210-3122 Origem: NBR 5667:1980
Fax: (21) 220-1762/220-6436
Endereço eletrônico: ABNT/CB-24 - Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio
www.abnt.org.br
CE-24:302.04 - Comissão de Estudo de Hidrantes, Mangotinhos e Acessórios
Revisão NBR 5667 / 80 - Urban Fire Hydrants
Descriptors: Ductile iron. Fire. Hydrants.
Esta Norma substitui a NBR 5667:1980.
Copyright © 2000,
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados
Palavra(s)-chave: Hidrante. Ferro fundido dúctil. Incêndio 11 páginas

Sumário

Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Requisitos gerais
5 Requisitos específicos
6 Inspeção
7 Aceitação e rejeição
Anexo A Controle do processo de fabricação
Anexo B Padrões de cores de tampão do bujão

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS),
são elaboradas por Comissões de Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS circulam para Consulta Pública entre os
associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma inclui os anexos A e B de caráter informativo.

1 Objetivo
Esta norma fixa os requisitos mínimos para fabricação, inspeção e recebimento de hidrantes subterrâneos urbanos de
incêndio, de ferro fundido dúctil, para serem empregados em redes de abastecimento público de água.
NOTA - Os hidrantes de coluna são tratados na parte 1 desta norma e os Hidrantes de coluna com obturação própria são tratados na
parte 3.
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2 Referência normativa
A(s) norma(s) relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para
esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita à
revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as
edições mais recentes da(s) norma(s) citada(s) a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado
momento.
NBR 5601: 1981 – Aços inoxidáveis – Classificação por composição química
NBR 6314: 1982 - Peças de ligas de cobre fundidas em areia
NBR 6916: 1981 - Ferro fundido dúctil ou nodular ou ferro fundido com grafita esferoidal
NBR 7195: 1995 - Cores para segurança
NBR 7348: 1982 - Limpeza de superfícies de aço com jato abrasivo
NBR 7675: 1988 - Conexões de ferro fundido dúctil
NBR 11003: 1990 - Tintas - Determinação da aderência
NBR 14968: 2003 - Válvula-gaveta de ferro fundido nodular com cunha emborrachada - Requisitos
ISO 1083: 2004 - Spheroidal graphite cast iron - Classification
ISO 6506: 1981 - Metallic materials – Hardness test – Brinell test
ASTM A153: 2003 - Standard specification for zinc coating (hot-dip) on iron and steel hardware
ASTM A276: 2004 - Standard specification for stainless stell bars and shapes
ASTM A307: 2003 – Standard specification for carbon steel bolts and studs, 60000 PSI Tensile Strenghth
ASTM B62: 2002 - Standard specification for composition bronze or ounce metal castings
ASTM D2000: 2003 - Standard classification system for rubber products in automotive applications

3 Definições
Aplicam-se, para os efeitos desta Norma, as seguintes definições:
3.1 bujão: Parte do hidrante subterrâneo que permite a instalação de uma conexão roscada de mangueira e/ou mangote
de combate a incêndio.
3.2 caixa de proteção: Dispositivo dotado de tampa articulada e superfície ranhurada, que tem por função abrigar e
proteger o corpo do hidrante de vandalismo, das intempéries e detritos.
3.3 corpo: Parte principal do hidrante subterrâneo, dotada de uma base flangeada, com uma saída para ligação à rede de
abastecimento público de água.
3.4 diâmetro nominal (DN): Simples número que corresponde a uma designação alfanumérica adimensional, que serve
para classificar em dimensões todos os componentes de uma canalização. Trata-se de um número inteiro utilizado como
referência e que corresponde aproximadamente ao diâmetro interno em milímetro. O diâmetro nominal não deve ser objeto
de medição nem ser utilizado para fins de cálculo.
3.5 ferro fundido dúctil: Tipo de liga de ferro fundido, também chamado de nodular, utilizado para fabricação de tubos,
conexões e acessórios, na qual a grafita apresenta-se essencialmente em forma esferoidal.
3.6 flange: Extremidade chata circular do hidrante, perpendicular em relação ao seu eixo, com furos para instalação de
parafusos igualmente espaçados em círculo, chamado de círculo de furação.
3.7 hidrante subterrâneo: Dispositivo instalado sob o piso de passeios públicos em uma caixa de ferro fundido, dotado de
uma saída, para o combate a incêndios , ou alternativamente, para utilização em descarga e serviços de desinfecção de
redes de abastecimento público de água.
3.8 pressão Nominal (PN): Designação alfanumérica expressa por um número arredondado, utilizado para propósitos de
referência. Todos componentes de mesmo diâmetro nominal DN, designados pelo mesmo número PN, devem ter
dimensões de montagem compatíveis.

3.9 tampão: Peça móvel do hidrante subterrâneo em forma de tampa, provida de rosca interna e externamente cabeçote
para retirada e colocação. Serve para tamponamento do bujão, o qual, uma vez atarraxado, impede a passagem da água,
ou a entrada de detritos para o corpo do hidrante, além de proteger a rosca externa do bujão.

4 Requisitos gerais
4.1 Controle do processo de fabricação
Recomenda-se que o fabricante mantenha atualizado um controle do processo de fabricação que envolva os fornecedores
de componentes e de matérias-primas, capaz de assegurar que os hidrantes e componentes que fabrica estejam de
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acordo com esta Norma e satisfaçam às expectativas do comprador. Caso o fabricante não possua um controle do
processo de fabricação conforme anexo A, a inspeção de recebimento do produto acabado deve ser efetuada de acordo
com o indicado em 6.
4.2 Materiais
4.2.1 Bujão
O bujão do hidrante deve ser fabricado em latão fundido, com uma resistência mínima à tração de 230 MPa, de acordo
com a NBR 6314. O hidrante subterrâneo deve ser dotado de um bujão de DN 60, conforme indicado na figura 4.

4.2.2 Caixa de proteção


O ferro fundido dúctil empregado para a fabricação da caixa de proteção e tampa deve ser do tipo FE 42012, de acordo
com a NBR 6916 e conforme indicado na figura 5. Alternativamente, podem ser empregados ferros fundidos dúcteis dos
tipos 400-15 ou 450-10, de acordo com a ISO 1083 (GGG40).

As propriedades mecânicas dos componentes de ferro fundido dúctil FE 42012 devem ser verificadas conforme a NBR
6916. Os componentes de tipos 400-15 ou 450-10 devem atender aos requisitos da ISO 1083.
O pino de articulação empregado na caixa de proteção deve ser de aço inoxidável, conforme a NBR 5601, ABNT 410 ou
ABNT 420, fabricada em peça única sem soldas ou emendas.

4.2.3 Cabeçote
O ferro fundido dúctil empregado para a fabricação do cabeçote deve ser do tipo FE 42012, de acordo com a NBR 6916 e
conforme indicado na figura 2. Alternativamente, podem ser empregados ferros fundidos dúcteis dos tipos 400-15 ou 450-
10, de acordo com a ISO 1083 (GGG40).
As propriedades mecânicas dos componentes de ferro fundido dúctil FE 42012 devem ser verificadas conforme a NBR
6916. Os componentes de tipos 400-15 ou 450-10 devem atender aos requisitos da ISO 1083.
4.2.4 Corpo
O ferro fundido dúctil empregado para a fabricação do corpo deve ser do tipo FE 42012, de acordo com a NBR 6916.
Alternativamente, podem ser empregados ferros fundidos dúcteis dos tipos 400-15 ou 450-10, de acordo com a ISO 1083
(GGG40).
As propriedades mecânicas dos componentes de ferro fundido dúctil FE 42012 devem ser verificadas conforme a NBR
6916. Os componentes de tipos 400-15 ou 450-10 devem atender aos requisitos da ISO 1083.
4.2.5 Guarnição de vedação não plena

Podem ser empregados anéis de vedação toroidais ou guarnições planas confeccionadas a partir de borracha natural ou
EPDM. O elastômero utilizado na fabricação do dispositivo de vedação deve apresentar uma dureza de 60 ± 5 shore A.
NOTA - Em operações de manutenção de hidrantes já instalados, outras espessuras podem ser empregadas.

4.2.6 Haste
A haste do hidrante subterrâneo deve ser fabricada em açoaço inoxidável, conforme a NBR 5601, ABNT 410 ou ABNT
420, fabricada em peça única sem soldas ou emendas..

4.2.7 Cabo e presilha


O cabo e a presilha antifurto do tampão do hidrante subterrâneo devem ser fabricados em açode aço inoxidável, conforme
a NBR 5601, ABNT 410 ou ABNT 420, fabricada em peça única sem soldas ou emendas, e conforme a figura 3.
4.2.8 Castelo

O ferro fundido dúctil empregado para a fabricação do castelo deve ser do tipo FE 42012, de acordo com a NBR 6916.
Alternativamente, podem ser empregados ferros fundidos dúcteis dos tipos 400-15 ou 450-10, de acordo com a ISO 1083
(GGG40).
As propriedades mecânicas dos componentes de ferro fundido dúctil FE 42012 devem ser verificadas conforme a NBR
6916. Os componentes em ferro fundido dúctil dos tipos 400-15 ou 450-10, devem atender aos requisitos da ISO 1083.
4.2.9 Tampão do Bujão
O tampão do hidrante subterrâneo deve ser dotado de roscas e cabeçote, do mesmo material do corpo, de acordo com o
especificado em 4.2.4.
O hidrante subterrâneo deve ser dotado de tampão DN 60, conforme indicado na figura 1.
NOTA - No caso do órgão de saneamento do local a que se destinam, utilizar tampões antifurto, do tipo magnético, estes devem ser
fabricados com plásticos de alto impacto, resistentes a raios ultra violeta e serem dotados de sistema de travamento magnético para as
operações de abertura ou fechamento dos hidrantes. As ferramentas (chaves magnéticas) devem ser dotadas de um sistema de
travamento de alto poder magnético, correspondente ao do dispositivo dos tampões, sendo fabricadas a partir de chapas e barras de aço
inoxidável com empunhaduras de latão recartilhadas. O sistema magnético deve ser tal que não seja possível se encontrar no mercado
nenhuma ferramenta que possa servir de "antídoto" para a retirada dos tampões e de um eventual furto de água. O fabricante deve
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apresentar uma carta de intenções de exclusividade do uso das ferramentas por parte do Órgão de Saneamento e do Corpo de
Bombeiros.

4.2.9.1 Quando empregados tampões antifurto, os mesmos devem ser apropriados para instalação nos bujões indicados
na NBR 5667-1 e aprovados pelo Corpo de Bombeiros da região a que se destinam.
4.2.10 Obturador

O obturador do hidrante subterrâneo deve ser fabricado em ferro fundido dúctil do tipo FE 42012, de acordo com a NBR
6916. Alternativamente, podem ser empregados ferros fundidos dúcteis d os tipos 400-15 ou 450-10, de acordo com a ISO
1083 (GGG40).
4.2.11 Sede
A sede do hidrante subterrâneo deve ser fabricada em bronze conforme ASTM B62 ou em latão conforme NBR 6314.
4.3 Revestimento dos componentes de ferro fundido

Corpo, tampão do bujão e caixa de proteção do hidrante devem ser jateados ao metal quase branco, grau Sa 21 /2 ,
conforme NBR 7348 e, em seguida, revestidos conforme indicado em 4.3.1 a 4.3.4.
NOTA - Antes da aplicação do revestimento, todos os corpos de hidrantes devem ser submetidos a um ensaio hidrostático de 1,5 MPa ou
pneumático de 0,30 MPa. O resultado deste ensaio deve ser registrado pelo fabricante e apresentado ao comprador ou seu representante
nas operações de inspeção de recebimento.

4.3.1 Revestimento interno do hidrante


Como revestimento interno, quando não especificado de outra maneira, deve ser efetuada, no mínimo, uma aplicação de
epóxi bi-componente com espessura total de película seca, de no mínimo 100µm, ou de qualquer outro revestimento de
qualidade e resistência superior, à escolha do fabricante. O produto empregado deve atender às regulamentações
específicas de tal forma que não provoque efeitos nocivos à saúde, quando em contato com a água de abastecimento.
4.3.2 Revestimento externo do hidrante
Como pintura de fundo deve ser aplicado um revestimento de epóxi bi-componente, com espessura total de película seca
de, no mínimo, 100 µm.

Como pintura de acabamento deve ser aplicado um esmalte sintético à base de resina alquídica, mono-componente,
acabamento semi-brilho, com espessura de película seca de, no mínimo, 40 µm. A pintura de acabamento deve
apresentar-se uniforme e de acordo com a NBR 7195, cor vermelha 5R 4/14 - Munsell Book of Colors.
O revestimento deve proporcionar uma adequada proteção contra a corrosão, inclusive para os componentes enterrados, e
ser resistente aos impactos inerentes ao transporte, manuseio, instalação e operação do hidrante.
NOTAS:
1. A critério do órgão responsável pelo abastecimento público e/ou da corporação do Corpo de Bombeiros podem ser definidas outras
cores de acabamento, bem como para identificar a capacidade de vazão da rede de abastecimento público de água.

2. Para identificação da capacidade de vazão da rede de abastecimento público de água deverão ser observados os procedimentos do
anexo B.

4.3.3 Revestimento interno da caixa de proteção

Como pintura de fundo deve ser aplicado um revestimento de epóxi bi-componente, com espessura total de película seca
de, no mínimo, 100 µm.
Como pintura de acabamento deve ser aplicado um esmalte sintético à base de resina alquídica, mono-componente,
acabamento semi-brilho, com espessura de película seca de, no mínimo, 40 µm. A pintura de acabamento deve
apresentar-se uniforme e de acordo com a NBR 7195, cor amarelo 5Y 8/12 - Munsell Book of Colors.
O revestimento deve proporcionar uma adequada proteção contra a corrosão, inclusive para os componentes enterrados, e
ser resistente aos impactos inerentes ao transporte, manuseio, instalação e operação do hidrante.
4.3.4 Revestimento externo da caixa de proteção

Como pintura de fundo deve ser aplicado um revestimento de epóxi bi-componente, com espessura total de película seca
de, no mínimo, 100 µm.

5 Requisitos específicos

5.1 Dimensões
5.1.1 É considerado padronizado o modelo de hidrante subterrâneo indicado na figura 1, o qual deve ser dotado de uma
saída de DN 60. Os detalhes estão apresentados nas figuras 2 a 6.
5.1.2 O flange da base do hidrante subterrâneo e as conexões empregadas para a sua instalação devem ser fabricados de
acordo com a NBR 7675 - PN 10.
5.1.3 As roscas dos bujões e tampões devem ser confeccionadas de acordo com o indicado na figura 4.
NOTA - Recomenda-se, durante a instalação dos tampões de ferro fundido nos hidrantes subterrâneos, a aplicação de vaselina neutra.
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5.2 Componentes e acessórios para instalação de hidrantes


5.2.1 O hidrante subterrâneo simples deve ser fornecido com os respectivos bujão e tampão.

5.2.2 O hidrante subterrâneo completo deve ser fornecido de acordo com o indicado em 5.2.1 e incluir uma curva
dissimétrica com flanges, uma válvula-gaveta de ferro fundido dúctil com cunha emborrachada flangeada e os acessórios
indicados nas notas 1 a 4.
As conexões de ferro fundido dúctil, fornecidas com hidrantes subterrâneos completos, devem ser fabricadas de acordo
com a NBR 7675 e as válvulas-gaveta com cunha emborrachada devem ser fabricadas de acordo com a NBR 14968.
NOTAS:

1. As arruelas de borracha de face plena, quando fornecidas em conjunto com os hidrantes, devem ser confeccionadas com elastômero
4AA610A13B13A14 de acordo com a ASTM D2000.

2. Os parafusos de cabeça sextavada, as porcas sextavadas e as arruelas para fixação dos flanges, fornecidos em
conjunto com os hidrantes e conexões de ferro fundido dúctil, devem ser de aço ASTM A307, galvanizados a fogo
conforme ASTM A153 classe C. Quando recomendável pode ser empregado aço inoxidável, conforme a NBR 5601, ABNT
410 ou ABNT 420, fabricada em peça única sem soldas ou emendas..
3. A quantidade de parafusos a ser fornecida depende do número de furos dos flanges, devendo ser fornecidas uma porca e duas arruelas
para cada parafuso.

5.2 3 Estanqueidade
Antes da aplicação da pintura, todos os hidrantes devem ser submetidos a um ensaio de estanqueidade, sob uma pressão
hidrostática interna de 1,5 MPa, durante um período de, no mínimo, 1 minuto ou sob uma pressão pneumática de 0,30
MPa, durante um período de (5 a 10) s, durante os quais não podem apresentar sinais de vazamentos ou exsudações. Os
resultados desses ensaios devem constar nos registros do fabricante.
5.3 Aderência do revestimento

Os revestimentos de corpos de hidrantes devem resistir ao ensaio de verificação da aderência, que deve ser efetuado com
inserção em X, sobre a camada seca, de acordo com o método A da NBR 11003 (códigos Y0 e X0 ), após o que, não
podem apresentar descolamento ou falhas de revestimento.
5.4 Resistência à tração
As propriedades mecânicas dos componentes de ferro fundido dúctil devem ser verificadas pelo fabricante durante o
processo de fabricação, de acordo com a NBR 6916 ou, conforme o caso, de acordo com a ISO 1083.
As propriedades mecânicas dos componentes de latão devem ser verificadas pelo fabricante durante o processo de
fabricação, de acordo com a NBR 6314.
5.5 Dureza Brinell

Todos os componentes de ferro fundido dúctil, ou corpos-de-prova do mesmo material empregado durante a sua
fabricação, devem apresentar uma dureza Brinell de, no máximo, 250 HB.
A verificação da dureza Brinell deve ser efetuada no próprio componente ou em uma amostra do mesmo. A superfície a ser
ensaiada deve ser adequadamente preparada através de uma leve esmerilhagem local e o ensaio deve ser realizado de
acordo com a Norma ISO 6506, utilizando-se um durômetro com penetrador de 2,5mm, 5mm ou 10mm de diâmetro. O
fabricante deve possuir os certificados da verificação da dureza Brinell dos fundidos.
6 Inspeção de recebimento
6.1 Generalidades
A inspeção de recebimento do produto acabado deve ser realizada em fábrica, sendo que o comprador ou seu
representante deve ter livre acesso às instalações em que devem ser efetuados os exames e ensaios, assim como deve
ter à sua disposição os laboratórios, equipamentos e pessoal especializado para a execução dos ensaios de recebimento.
O fornecedor deve colocar à disposição do comprador, ou de seu representante, os relatórios dos exames e dos ensaios
previstos nesta Norma e realizados durante o processo de fabricação de cada um dos lotes apresentados.
O comprador ou seu representante deve ser avisado da data de início das operações de recebimento com antecedência
mínima de 10 (dez) dias.
Caso o comprador ou seu representante não compareça, na data estipulada, para realizar ou acompanhar os exames e
ensaios de recebimento, uma nova data deve ser marcada, após o que, deve então tomar as providências necessárias
para a entrega dos produtos, dos lotes aprovados, com os correspondentes relatórios de exames e ensaios realizados.
6.2 Formação de amostra

A inspeção de recebimento de hidrantes de ferro fundido dúctil e, quando for o caso, dos demais componentes, limita-se ao
produto acabado, devendo ser efetuada em fornecimentos, cujos lotes tenham quantidades superiores a duas (2)
unidades.
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Todo fornecimento deve ser dividido, pelo fabricante, em lotes cujas quantidades devem estar de acordo com as tabelas 1
e 2, conforme o caso, para a realização dos exames e ensaios. De cada um dos lotes formados, devem ser retiradas
amostras, de forma representativa, sendo a escolha, por parte do inspetor, aleatória e não intencional.
Tabela 1 - Plano de amostragem para exames e ensaios não destrutivos

Tamanho da amostra Primeira amostragem Segunda amostragem


Tamanho do
a a
Lote 1 2 Aceitação Rejeição Aceitação Rejeição
amostragem amostragem
2 a 15 100% - 0 1 - -
16 a 50 3 3 0 2 1 2

51 a 150 5 5 0 3 3 4
151 a 500 8 8 1 4 4 5

501 a 3200 13 13 2 5 6 7

De cada lote aprovado nos exames e ensaios não destrutivos, devem ser retiradas amostras, de acordo com a tabela 2,
para a realização dos ensaios destrutivos. Os corpos-de-prova devem ser retirados das amostras para a realização dos
ensaios previstos nesta Norma, de acordo com a NBR 6916.
Tabela 2 - Plano de amostragem para ensaios destrutivos

Tamanho da amostra Primeira amostragem Segunda amostragem


Tamanho do
Lote 1a 2a Aceitação Rejeição Aceitação Rejeição
amostragem amostragem
2 a 25 2 - 0 1 - -
26 a 150 3 3 0 2 1 2

151 a 500 5 5 0 3 3 4

501 a 3200 8 8 1 4 4 5
6.3 Exames e ensaios de recebimento

No caso de fornecimento de hidrantes subterrâneos simples, devem ser realizados os exames: visual conforme 6.3.1 e
dimensional conforme 6.3.2, e os ensaios: hidrostático conforme 6.3.3, verificação da aderência do revestimento conforme
6.3.4, verificação da resistência à tração e alongamento mínimo conforme 6.3.5, verificação da dureza Brinell conforme
6.3.6 e os resultados analisados de acordo com 7.
Para os casos de fornecimentos de hidrantes subterrâneos completos, seus componentes devem ser examinados e
ensaiados de acordo com as normas correspondentes.

6.3.1 Exame visual


O exame visual deve ser efetuado antes da aplicação do revestimento, utilizando-se plano de amostragem de acordo com
a tabela 1. As peças fundidas devem estar limpas, isentas de inclusões de escória, apresentarem-se isentas de
porosidades, cavidades produzidas por gases, bolhas, depressões, rebarbas, inclusões de areia, escamas de oxidação,
trincas ou qualquer outro defeito que possa prejudicar seu bom funcionamento.
As superfícies usinadas devem apresentar acabamento uniforme e isento de arranhões, cortes, mossas, rebarbas e cantos
vivos.

6.3.2 Exame dimensional


Somente após a aprovação no exame visual, deve ser efetuado o exame dimensional, utilizando-se plano de amostragem
de acordo com a tabela 1.
Os hidrantes subterrâneos devem ser examinados quanto às suas dimensões, conforme 5.1.

6.3.3 Ensaio hidrostático


Somente após a aprovação no exame dimensional, deve ser efetuado o ensaio hidrostático de acordo com 5.3, utilizando-
se plano de amostragem de acordo com a tabela 1.
As superfícies dos componentes de ferro fundido, após a liberação pela inspeção do comprador, devem ser revestidas de
acordo com 4.3.

6.3.4 Ensaio de verificação de aderência do revestimento


O revestimento dos corpos de hidrantes subterrâneos deve ser examinado de acordo com o indicado em 5.4, utilizando-se
plano de amostragem de acordo com a tabela 2.
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Quando o fabricante não comprovar a realização deste ensaio, o comprador pode exigir a realização do mesmo durante as
operações de inspeção de recebimento.

6.3.5 Ensaio de verificação da resistência à tração e de alongamento mínimo


Os lotes aprovados no ensaio hidrostático devem ser submetidos ao ensaio de verificação da resistência à tração e de
alongamento mínimo de acordo com 5.5, utilizando-se plano de amostragem de acordo com a tabela 2.
Quando o fabricante não comprovar a realização deste ensaio, o comprador pode exigir a realização do mesmo durante as
operações de inspeção de recebimento.

6.3.6 Ensaio de verificação da dureza Brinell


Os lotes aprovados no ensaio de verificação da resistência à tração devem ser submetidos ao ensaio de verificação da
dureza Brinell de acordo com 5.6, utilizando-se plano de amostragem de acordo com a tabela 2.
Quando o fabricante não comprovar a realização deste ensaio, o comprador pode exigir a realização do mesmo durante as
operações de inspeção de recebimento.
7 Aceitação e rejeição

Quando efetuada inspeção de recebimento, a aceitação ou rejeição deve ser de acordo com o indicado nas seções 7.1 a
7.6, aplicado para cada exame ou ensaio.
7.1 Se o número de unidades defeituosas (aquelas que podem conter uma ou mais não conformidades) encontrado na
primeira amostragem, for igual ou menor do que o primeiro número de aceitação, o lote deve ser considerado aceito.
NOTA - Nos exames previstos em 6.3.1.1, em que deve ser examinado 100% do lote, nenhuma amostra ou corpo-de-prova pode
apresentar não-conformidade.

7.2 Se o número de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for igual ou maior do que o primeiro
número de rejeição, o lote deve ser rejeitado.
Se o número de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for maior do que o primeiro número de
aceitação e menor que o primeiro número de rejeição, uma segunda amostragem de tamanho dado pelo plano de
amostragem correspondente deve ser retirada.
7.3 As quantidades de unidades defeituosas encontradas na primeira e segunda amostragem devem ser acumuladas.

7.4 Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou menor do que o segundo número de aceitação, o
lote deve ser aceito.
7.5 Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou maior do que o segundo número de rejeição, o lote
deve ser rejeitado.
NOTA - Todas as unidades defeituosas ou não conformes, bem como aquelas utilizadas nos ensaios destrutivos, devem ser substituídas
para complementar o lote a ser entregue.

7.6 Para cada lote inspecionado, deve ser elaborado um relatório que deve conter, no mínimo, o seguinte:

a) a identificação completa do produto, sendo que, nos casos de fornecimentos de hidrantes completos, deve incluir a
especificação de todos os componentes;

b) o tamanho do lote inspecionado e entregue;

c) os resultados obtidos para cada exame ou ensaio realizado; e

d) declaração de que o lote apresentado atende ou não às especificações desta Norma.

8 Marcação

O hidrante deve trazer no corpo as seguintes marcas de identificação, fundidas em alto relevo: a pressão nominal: PN 10,
o nome e/ou marca de identificação do fabricante e da usina de fundição (quando a usina não é do próprio fabricante) e
uma identificação do ano de fabricação (com, no mínimo, dois últimos algarismos).
NOTA - São aceitos reparos com solda, desde que sejam efetuados apenas para correção das marcações exigida nesta Norma.

A tampa do hidrante subterrâneo deve trazer marca de identificação, fundida em alto relevo: hidrante urbano de incêndio.
Poderá ter a marcação do nome e/ou marca de identificação da empresa compradora.
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Anexo A (Informativo)
Controle do processo de fabricação
A.1 Verificação do controle do processo de fabricação
A.1.1 O fabricante deve apresentar ao comprador ou seu representante, os documentos do seu controle do processo de
fabricação, tais como procedimentos e relatórios, cuja exibição deve ser objeto de acordo prévio.
A.1.2 O comprador ou seu representante deve avaliar o controle de processo de fabricação e os recursos técnicos para a
fabricação dos hidrantes, de acordo com os requisitos estabelecidos nesta Norma.
A.1.3 Exames e ensaios durante a fabricação
A.1.3.1 O fabricante deve efetuar exames e ensaios de acordo com o indicado na tabela A.1, para análise da matéria-
prima, e de acordo com a tabela A.2, para verificação dos produtos durante a fabricação.
Tabela A.1 - Exames e ensaios de matéria-prima

Aspectos a controlar Método Frequência Arquivo


Forma de Armazenagem de matérias-primas Visual Mensal -
Minério de ferro CF1) Na entrega 1 ano
1)
Ferro-gusa CF Na entrega 1 ano
Sucata de aço CF1) Na entrega 1 ano
1)
Sucata de ferro fundido (terceiros) CF Na entrega 1 ano
2)
Sucata interna de peças e canais CIQ Na entrega 1 ano
Aditivos (ferro-ligas) Conforme encomenda Na entrega 1 ano
Energia de fundição:
Gás CF1) Mensal/durante o consumo 1 ano
1)
Carvão vegetal CF Na entrega 1 ano
1)
Coque CF Na entrega 1 ano
Energia elétrica (forno de indução) CF1) Na entrega 1 ano
1)
Areia para moldes CF e granulometria Na entrega 1 ano
1)
Aditivos para areia de moldes CF Na entrega 1 ano
1)
Elastômero CF Na entrega 1 ano
1)
Tinta CF Na entrega 1 ano
Parafusos, porcas e arruelas de aço CF1) Na entrega 1 ano
1)
Certificado do fornecedor.
2)
Controle interno da qualidade.
Tabela A.2 - Exames e ensaios durante a fabricação
Propriedades Amostras Requisitos Exame ou método de ensaio

Aspecto e acabamento 100% 4.2.3.1, 4.3.2, 6.1 e 8 Verificação visual


Dimensional 100% 4.2.3.2, 4.3.2 e 5.1 ou 5.2 Exame dimensional

Resistência hidrostática interna 100% > 1,5 MPa 4.3 e 5.3

Resistência pneumática interna 100% > 0,3 MPa 4.3 e 5.3

Resistência da aderência do 3 de cada lote Não apresentar descolamento 5.4


revestimento ou falhas
Resistência à tração:
Ferro fundido 3 de cada lote > 420 MPa 5.5 e NBR 6916 ou ISO 1083
9

Latão > 230 MPa 5.5 e NBR 6314

Alongamento após rompimento 3 de cada lote > 12 % 5.5 e NBR 6916 ou ISO 1083
Dureza Brinell 3 de cada lote < 250 HB 5.6 e ISO 6506

Anexo B

B.1 Padrões de cores de Tampão do Bujão

Como pintura de acabamento deve ser aplicado um esmalte sintético à base de resina alquídica, mono-componente,
acabamento semi-brilho, de espessura de película seca de, no mínimo, 40 µm. A pintura de acabamento deve apresentar-
se uniforme e de acordo com a NBR 7195, nas cores a seguir indicadas:
a) cor verde 10 GY 6/6 - Munsell Book of Colors, para hidrantes com vazão maior do que 2000 L/min;
b) cor amarela 5 Y 8/12- Munsell Book of Colors, - 1000 L/min a 2000 L/mim;
c) cor vermelha 5 R 4/14 - Munsell Book of Colors, - menor que 1000 L/min.