Abnt - Iso 7121 API 6d
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17-002
Válvulas de esfera - Requisitos
ABNT – Associação
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Fax: (021) 220-1762/220-6436
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[Link] Descriptors: valve, ball valve
Esta Norma é baseada na ISO 7121:1986 e API 6 D:1994
Copyright © 2002, Esta Norma cancela e substitui as NBR 10284:1988, NBR 11712-2:1977
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Impresso no Brasil Palavra(s)-chave: Válvula, válvula de esfera 14 páginas
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Sumário
Prefácio
0 Introdução
1 Objetivo
2 Referências
ABNT – Associação normativas
3 Definições
Brasileira de
4 Padrões
Normas Técnicas
5 Diâmetros nominais
6 Pressões nominais
7 Relação
Sede:
: pressão / temperatura
8 Projeto
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 28º andar
9 Operação
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
10Rio
Materiais
de Janeiro – RJ
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Ensaios
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12Endereço
Marcação eletrônico:
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Preparo para expedição
Prefácio
A presente Norma é baseada na ISO 7121 – “Flanged steel ball valves”, com inclusões, adaptações,
modificações e extensões necessárias para outros tipos de materiais, dimensões face a face, tipos de
extremidades e diâmetros efetivos de esferas para válvulas com DN superior a 40.
Esta Norma substitui as Normas para Válvulas de esfera, NBR 10284 – Válvula de esfera de liga de cobre para
uso industrial – Especificação e a Norma NBR 11712-2 – Válvulas de aço fundido e de aço forjado para indústria
de petróleo e petroquímica – parte 2: Válvula de esfera – Especificação.
0 ntrodução
As válvulas de esfera, de que trata a presente Norma, são aquelas utilizadas normalmente para bloqueio de
qualquer fluido em linhas de uso geral, onde o fluido transportado e os materiais empregados na fabricação das
válvulas devem ser sempre compatíveis entre si.
Este tipo de válvula se caracteriza pela forma esférica do elemento de vedação que gira em torno de si mesmo,
alinhando suas aberturas com as existentes no corpo da válvula, requerendo tão somente um quarto de volta
para operação.
O corpo deste tipo de válvula pode ser inteiriço ou dividido em duas ou em três partes e a esfera pode ser com
passagem total (plena) ou reduzida.
As válvulas de esfera, cobertas por esta Norma, podem ser operadas manualmente através de alavanca ou por
atuadores mecânicos, hidráulicos, elétricos, pneumáticos ou outros, acoplado à haste da válvula ou a uma
redução intermediária.
1 Objetivo
Esta Norma estabelece os requisitos para válvulas de esfera com extremidades roscadas, flangeadas ou
soldadas para uso geral em instalações industriais, prediais ou domiciliares de água, óleos, gases derivados de
petróleo e outros fluidos de origem animal, mineral, vegetal ou mesmo sintetizados artificialmente.
A presente Norma abrange as válvulas de esfera operadas manualmente ou por atuadores, nos diâmetros
nominais DN 10 a DN 500, nas pressões nominais ISO PN 10 a ISO PN 100, como definido nas seções 5 e 6 .
4 PROJETO 04:009.17-002:2000
2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições
para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está
sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de
se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em
vigor em um dado momento.
NBR 5023 : 1982 – Barra e perfil de ligas de cobre-zinco com chumbo – Especificação
NBR 6188 : 1982 – Barra e perfil de cobre e/ou ligas de cobre para forjar – Especificação
NBR 8133 : 1983 – Rosca para tubos onde a vedação não é feita pela rosca – Designação, dimensões e
tolerâncias 1
NBR NM - ISO 7-1 : 2000 – Rosca para tubos onde a junta de vedação sob pressão é feita pela rosca – parte 1 :
Dimensões, Tolerâncias e Designação
ISO 261 : 1998 – ISO general purpose metric screw threads – General plan
ISO 263 : 1973 – ISO inch screw threads – General plan and selection for screws, bolts and nuts – Diameter
range 0,06 to 6 in
ASME / ANSI B.16.24 : 1991 – Cast copper alloy pipe flanges and flanged fittings
ASME / ANSI B.16.34 : 1996 – Valves – flanged, threaded and welding end
3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições das normas ISO 6708, ISO 7268 e as seguintes:
3.1 dimensões face à face : Distância entre os dois planos perpendiculares ao eixo do corpo localizado nas extremidades
da borda do corpo.
3.2 projeto anti-estático : Projeto que garante a continuidade elétrica entre o corpo, esfera e haste da válvula.
3.3 haste anti-expulsão : Projeto que garante que a haste da válvula não será expulsa do corpo caso o preme gaxeta seja
removido enquanto a válvula estiver sob pressão.
3.4 diâmetro efetivo : Diâmetro mínimo de passagem de fluxo da válvula, determinado pelo fabricante, quando na posição
totalmente aberta.
4 Padrões
As válvulas devem ser de “passagem plena” ou de “passagem reduzida” (ver figura 1) com as respectivas
dimensões previstas na seção 8. As extremidades das válvulas podem ser roscadas, flangeadas ou soldadas e
as válvulas com extremidades flangeadas podem ser do tipo curto ou longo.
NOTA: Em certas válvulas do tipo longo ISO PN 10, bem como naquelas do tipo curto ISO PN 16 e ISO PN 20, a esfera na
posição total ou parcialmente fechada pode ficar protuberante em relação às extremidades das válvulas.
1
Esta Norma corresponde a ISO 228/1.
PROJETO 04:009.17-002:2000 5
5 Diâmetros Nominais
10; 15; 20; 25; 32; 40; 50; 65; 80; 100; (125); 150; 200; 250; 300; 350; 400; 450; 500.
6 Pressões nominais
As pressões e temperaturas de trabalho admitidas para o corpo (carcaça) da válvula devem ser as especificadas
para o material (ver seção 10.1) empregado na fabricação do mesmo, mas que podem ser limitadas por qualquer
restrição de pressão / temperatura do material da sede.
Essas limitações de pressão / temperatura devem ser determinadas pelo fabricante e informadas na placa de
identificação da válvula (ver seções 12.2 e 12.3) ou, informado ao cliente, através de instruções apropriadas
correspondentes ao produto.
8 Projeto
8.1 Corpo
8.1.1 Geral
[Link] Os corpos podem ser inteiriços, bipartidos ou tripartidos (ver figura 2).
[Link] Nos casos de válvulas com corpo bipartido ou com corpo tripartido, a resistência projetada das uniões deve
corresponder no mínimo à resistência do corpo.
[Link] Quando assim solicitado pelo cliente, deve-se fornecer proteção contra excesso de pressão na cavidade do corpo.
NOTA : Espessura metálica adicional deve ser fornecida conforme necessário para suprir as tensões decorrentes de
montagem, de fechamento da válvula, formatos não circulares e concentração de tensões, por exemplo.
Os “Trunnions”
podem ser macho
ou fêmea, em uma
ou nas duas
extremidades.
Corpo inteiriço
Corpo dividido
b).Tipos de corpos
Preme gaxetas
Alavanca
Diâmetro efetivo
Tampa
Sedes Porca
Junta do corpo
Corpo
Alavanca
Preme gaxetas
Porca
Gaxetas Haste
tm
Diâmetro do orifício na
extremidade do corpo
Diâmetro efetivo
Tampa
Sedes
Junta do corpo
Corpo
Face a face
[Link] Dimensões face à face devem estar conforme tabelas 6 ou 7 aplicáveis para o tipo de válvula correspondente,
exceto para válvulas com extremidades roscadas e com encaixes para solda, pois para estes tipos de válvulas, as
dimensões face à face não é um requisito desta Norma.
As extremidades roscadas devem ser conforme a NBR NM -ISO 7-1 para roscas tipo BSP, ou conforme a NBR-
8133 para roscas paralelas de uso exclusivo em válvulas de esfera para instalações prediais 1 , ou conforme a
NBR-12912 para roscas NPT, a menos que especificado pelo cliente.
Encaixes para solda devem ser conforme a Norma ASME / ANSI B 16.25, e as extremidades flangeadas
conforme definido em [Link] e [Link]. Outros padrões de extremidades roscadas, soldadas ou flangeadas
podem ser adotados quando requeridos pelo cliente.
[Link] Em função do tipo do material empregado na fabricação da válvula, os flanges das extremidades do corpo devem
estar em conformidade com as Normas ANSI B 16.5 para válvulas de aço ou B 16.24 para as de bronze ou de latão.
NOTA: Quando o projeto do corpo não permitir furos para os parafusos do flange, orifícios rosqueados podem ser utilizados.
[Link] No caso específico de válvulas de aço , os flanges devem ser fundidos ou forjados integralmente com o
corpo ou na extremidade da linha de partição do corpo, ou fixados por solda por soldador qualificado e processo
de solda igualmente qualificado, contanto que tais flanges em válvulas maiores que DN 50 sejam com solda de
topo. Qualquer tratamento térmico necessário para garantir que o material seja adequado para a faixa de
temperatura de operação, deve ser executado.
[Link] Os diâmetros dos orifícios na extremidade do corpo para válvulas não revestidas devem seguir as
especificações da tabela 3.
[Link] O orifício para corpos com passagem plena ou reduzida deve ser circular com diâmetro mínimo,
conforme tabela 3.
[Link] Quando especificado pelo cliente, o projeto dos corpos das válvulas DN 50 e maiores deve incluir um
dreno que, quando roscado, deve ter a rosca em conformidade com a Norma NBR NM-ISO 7-1 ou NBR-12912,
no tamanho mostrado na tabela 5.
8.2 Esfera
Os orifícios de esferas devem ser circulares com diâmetros mínimos conforme especificado na tabela 4. Quando
uma passagem cilíndrica for necessária, a mesma deve ser especificada pelo cliente.
A válvula deve ser projetada de forma que as fixações da vedação da haste, por exemplo fixação do preme
gaxeta, sozinhas não prendam a haste. Especificamente, o projeto deve garantir que, enquanto sob pressão, a
haste não deve sair da válvula caso o preme gaxeta seja removido.
8.4 Sedes
1
NBR NM- ISO 7-1 ou NBR 8133, por opção do fabricante
PROJETO 04:009.17-002:2000 9
As sedes ou conjunto de sedes devem ser projetadas para serem substituídas, exceto para válvulas que tenham
o corpo inteiriço selado.
8.5 Parafusos
Todos os parafusos devem ter roscas métricas (ISO 261) ou em polegadas (ISO 263).
Quando especificado, as válvulas devem incorporar dispositivos anti-estáticos que garantam a continuidade
elétrica entre a haste e o corpo de válvulas DN 50 e menores, ou entre haste, esfera e corpo de válvulas
maiores. Os dispositivos anti-estáticos devem:
a) estar localizados de forma que estejam protegidos contra entrada de material estranho e da
b) ter continuidade elétrica ao longo do caminho de descarga, com resistência não maior que 10 de
10 PROJETO 04:009.17-002:2000
uma fonte de energia que não excede 12 V com corrente contínua, quando ensaiados numa válvula
9 Operação
9.1 Como forma de operação, as válvulas que atendam esta Norma, devem ser projetadas com acionamento por alavanca
ou por atuador para acionamento mecânico, hidráulico, elétrico, pneumático ou outro, especificado pelo cliente.
9.2 As válvulas devem ser fechadas girando-se a alavanca ou o eixo do atuador no sentido horário.
Nota: O fechamento no sentido horário deve ser fornecido sempre, a menos que o cliente especifique o fechamento no
sentido anti-horário.
9.3 Alavancas devem ser marcadas para indicar o sentido de fechamento ou abertura.
9.4 As alavancas ou suportes para atuadores devem ser fixados de forma que, ao mesmo tempo que estejam seguramente
presos, possam ser removidos e substituídos quando necessário.
Nota: A alavanca deve ser fixada de maneira que permaneça alinhada ao sentido do fluxo através da esfera, quando a
válvula estiver aberta.
9.5 Todas as válvulas devem ser fornecidas com indicador que mostre a posição do orifício da esfera. Quando a alavanca
for o único meio de indicação de tal posição, o projeto deve prevenir a montagem incorreta.
9.6 Dispositivos de parada devem ser fornecidos para posições totalmente aberta ou fechada da válvula.
10 Materiais
10.1 Corpo
Os materiais selecionados a partir da tabela 8 devem ser usados para fabricação do corpo, tomadas, insertos e
tampa. O material do plug do dreno deve geralmente ser o mesmo do corpo. Plugs do dreno em ferro fundido
não devem ser utilizados.
Tabela 8 – Materiais
Corte livre ASTM B 16 3) / Não previsto uso Não previsto uso Não previsto uso
liga 36000
1)
As normas ASTM B 61, B 62 e B 584 correspondem à Norma NBR 6314.
2)
A norma ASTM B 124 corresponde à Norma NBR 6188.
3)
A norma ASTM B 16 corresponde à Norma NBR 5023.
Os materiais para revestimento superficial da esfera, hastes e sedes não são um requisito desta norma.
Nota: Estes materiais devem ficar a critério do fabricante, a menos que especificado pelo cliente.
10.3 Sede
Nota: Os materiais da sede devem ficar a critério do fabricante, a menos que especificado pelo cliente.
Os materiais devem ser adequados para uso nas condições de operação previstas, especificamente na
temperatura de operação mostrada na identificação da válvula.
As placas de identificação devem ser de materiais resistentes à corrosão e devem ser presas por pinos , soldas
ou outros meios igualmente resistentes à corrosão.
11 Ensaios
11.1 Cada válvula deve ser submetida às condições de ensaios de pressão conforme Projeto de Norma CE
04:009.17-001.
11.2 Quanto a sede da válvula for resiliente e ensaiada conforme previsto na seção 11.1, a taxa de vazamento admissível
deve estar conforme Taxa ( “Rate” ) A .
11.3 No caso de válvulas com sedes não resilientes a taxa ( “Rate” ) de vazamento admissível para o ensaio previsto no
Projeto de Norma CE 04.009.17-001 deve ficar a critério do fabricante, a menos que definido pelo cliente.
12 Marcação
12.1 Cada válvula fabricada segundo esta Norma deve estar claramente marcada no corpo, exceto em casos mencionados
em seções que seguem.
12.2 A marcação do corpo deve ser integral com o mesmo, ou estar numa placa seguramente fixada à válvula. A marcação
do corpo e/ou da placa de identificação devem incluir o seguinte:
d) Identificação de lote ou corrida, quando requerido pelo cliente ou quando exigido nas
especificações do material;
g) Número do anel na borda de ambos os flanges, no caso de válvulas com extremidades flangeadas
para junta tipo anel;
h) Restrições de pressão ou temperatura impostas por limitações dos materiais, ou projeto dos
componentes de fechamento, incluindo o diferencial de pressão ao longo da esfera, a uma
temperatura de 20 ºC, se esta for menor que a do corpo;
14 PROJETO 04:009.17-002:2000
Nota: Outras informações adicionais podem ser mencionadas a critério do fabricante ou quando especificado pelo cliente,
contanto que não sejam conflitantes com nenhuma outra especificada nesta Norma.
12.3 A omissão de informações mencionadas na seção 12.2 é aceitável em válvulas até DN 50 inclusive, à exceção das
identificações seguintes:
13.1 Depois dos ensaios, cada válvula deve ser drenada e preparada para expedição.
13.2 O revestimento das válvulas, exceto quando especificado pelo cliente, deve ser como segue:
13.2.1 Superfícies externas não funcionais das válvulas devem ser tratadas com um revestimento protetor definido pelo
fabricante. Componentes em aço inoxidável, bronze ou latão não precisam de revestimento.
13.2.2 Superfícies funcionais expostas, usinadas ou rosqueadas devem ser revestidas com um preventivo contra oxidação
que possa ser facilmente removido, ou outro protetor, exceto no caso de componentes em aço inoxidável, bronze ou latão
que não precisam de proteção.
13.3 A esfera deve estar na posição totalmente aberta para expedição, a menos que o projeto não permita.
13.4 Os orifícios da extremidade do corpo e faces de flanges quando existentes devem ser protegidos com madeira, ou
fibra de madeira, ou tampas de plástico ou metal, ou ainda pela própria caixa de embalagem.
13.5 As válvulas podem ser expedidas avulsas, em paletes, ou embaladas em engradados ou em caixas, do tipo e
quantidades apropriadas.
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