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Teste de Avaliação Escrito de Matemática A


Prova 4 | Ensino Secundário | março de 2018 | Proposta de Resolução
11o Ano de Escolaridade
Nuno Miguel Guerreiro e Valter Carlos

Duração da Prova (Caderno 1 + Caderno 2) : 90 minutos.

Caderno 1: 50 minutos
É permitido o uso de calculadora.

1.
−−→ −−→
1.1. Como [ABCD] é face de um paralelepípedo retângulo, o ângulo DAB é reto, logo AD · AB = 0.
Sejam (2,yD ,3) as coordenadas do ponto D, uma vez que D tem abcissa 2 e cota 3:
−−→
• AB = B − A = (0,1,4) − (1,3,2) = (−1, − 2,2)
−−→
• AD = D − A = (2,yD ,3) − (1,3,2) = (1, yD − 3,1)
−−→ −−→ 7
AD · AB = 0 ⇔ (1, yD − 3,1) · (−1, − 2,2) = 0 ⇔ −1 − 2yD + 6 + 2 = 0 ⇔ yD =
2
−−→
1.2. O vetor DE é perpendicular ao plano EF G, pelo que o vetor normal a este plano tem a mesma direção de
−−→
DE. Desta forma, o plano pode ser descrito por uma equação cartesiana da forma 2x − 2y − z + d = 0.
   
−−→ 7 3
O ponto E pertence ao plano EF G tal que E = D + DE = 2, ,3 + (2, − 2, − 1) = 4, ,2 .
2 2
3
Logo pode-se obter d: 2 × 4 − 2 × − 2 + d = 0 ⇔ d = −3
2
Uma equação cartesiana do plano EF G é 2x − 2y − z = 3.
−−→
1.3. Como o vetor diretor de AB é AB = (−1, − 2,2), a reta AB pode ser descrita pela equação vetorial
(x,y,z) = (0,1,4) + (−1, − 2,2), k ∈ R
As coordenadas genéricas de um ponto pertencente a AB são (−k, 1 − 2k, 4 + 2k).
O plano α é tal que o seu vetor normal, − n→
α = (a,b,c), é perpendicular aos vetores (1,2,1) e (0,2,3), uma vez
que a equação vetorial de α é (x,y,z) = (0,0,0) + s(1,2,1) + t(0,2,3), s,t ∈ R, logo:
( ( 
(a,b,c) · (1,2,1) = 0 a + 2b + c = 0 a = 2c  
⇔ ⇔ ⇒ −
n→ = 2c, − 3c ,c , c ∈ R\{0}
3c α
(a,b,c) · (0,2,3) = 0 2b + 3c = 0 b = − 2
2
Para c = 2, vem − n→
α = (4, − 3,2), e como α passa na origem do referencial, uma equação cartesiana de α é
4x − 3y + 2z = 0.
O ponto de interseção, I, pode então ser obtido:
 
5 5 2 17
4(−k) − 3(1 − 2k) + 2(4 + 2k) = 0 ⇔ −4k − 3 + 6k + 8 + 4k = 0 ⇔ k = ⇒ I − , − ,
6 6 3 3
−−→ −−→ −−→ −−→ −−→ −−→

1.4. Pretende-se determinar P E · P C tal que P E · P C = P E × P C × cos θ, tal que θ é o ângulo entre os
−−→ −−→
vetores P E e P C.
−−→ 5
−−→ 5
Sabe-se que P E = P E = , e P C = P C = , pelo que resta determinar cos θ.

2 2
2 2 2
Repare-se que, pela Lei dos Cossenos: EC = P E + P C − 2 × P E × P C × cos θ
 
3
Como o ponto E tem coordenadas 4, ,2 e o ponto C tem coordenadas tais que
2
   
−−→ 7 3
C = D + AB = 2, ,3 + (−1, − 2,2) = 1, ,5
2 2
p
obtém-se EC através da distância entre pontos, EC = (xC − xE )2 + (yC − yE )2 + (zC − zE )2 :
s 2
√ √

2
3 3 p
EC = (1 − 4) + − + (2 − 5)2 = (−3)2 + 02 + (−3)2 = 18 = 3 2
2 2
E então:
 2  2
√ 2 5 5 5 5 25 25 25 11
(3 2) = + − 2 × × × cos θ ⇔ 18 = + − cos θ ⇔ cos θ = −
2 2 2 2 4 4 2 25
Concluindo-se que:
 
−−→ −−→ 5 5 11 11
PE · PC = × × − =−
2 2 25 4

2. Como (un ) é uma progressão aritmética de razão r pode-se escrever u8 = u5 + 3r, e uma vez que u8 = 4u5 + 3
vem:
3
4u5 + 3 = u5 + 3r ⇔ 4u5 + 3 = 2u5 ⇔ u5 = −
2
1
e como u5 = 3r vem r = − , e ainda:
2
 
3 1 1
u5 = u1 + 4r ⇔ u1 = u5 − 4r ⇔ u1 = − − 4 × − =
2 2 2

u1 =
 1
Pode-se definir (un ) por recorrência: un : 2
1
un+1 = un −

2

Resposta Correta: (A)

3.

3.1. Como un+1 − un = 2(n + 1) + 2 − (2n + 2) = 2n + 2 + 2 − 2n − 2 = 2 ∈ R\{0}, conclui-se que (un ) é uma
progressão aritmética de razão 2.

3.2. Como k resulta da diferença entre os primeiros oito termos e os seguintes oito termos de (un ), e (un ) é
crescente, pois é uma progressão aritmética de razão positiva, conclui-se que:
u9 + u10 + · · · + u16 > u1 + u2 + · · · + u8
e, portanto, k é uma constante real negativa.
π π π
3.3. Como arctan n é uma sucessão limitada, uma vez que arctan 1 < arctan n < ⇔ < arctan n < vem:
r r r √ 2 4 2
arctan n + n arctan n + n 1 2
lim = lim = =
un 2n + 2 2 2
uma vez que:
 
arctan n + n arctan n n 1 n 1 1
lim = lim + lim = lim arctan n × + lim =0+ =
2n + 2 2n + 2 2n + 2 2n + 2 2n 2 2
1
já que → 0 e arctan n é uma sucessão limitada.
2n + 2

Prova 4 – 2018 • 11o ano de escolaridade • Página 2/4 SINAL + | Nuno Miguel Guerreiro e Valter Carlos
4.
4.1. Como 32n − n2 = (3n )2 − n2 = (3n − n) × (3n + n) vem:
wn 9 ×(3n−
n)
 9 9 9 9
lim 2n = lim n  × (3n + n) = lim 3n + n = 3+∞ + ∞ = +∞ + ∞ = +∞ = 0
3 − n2 (3
  −n)
em que se usou o facto de lim 3n = +∞, pois lim an = +∞, para a > 1

4.2. Pretende-se determinar a soma dos primeiros 8 termos de (wn ).


Tenha-se em conta que wn = 9 × (3n − n) = 9 × (xn − yn ), em que xn = 3n e yn = n.
 
Desta forma w1 + w2 + · · · + w8 = 9 × (x1 + x2 + · · · + x8 ) − (y1 + y2 + · · · + y8 )

xn+1 3n+1
• Como = n = 3, (xn ) é uma progressão geométrica de razão 3 e tal que x1 = 3.
xn 3
Desta forma pode-se concluir que:
r8 − 1 x1 =r=3 38 − 1 3
x1 + x2 + · · · + x8 = x1 × = 3× = × (38 − 1) = 9840
r−1 3−1 2
• Como yn+1 − yn = n + 1 − n = 1, (yn ) é uma progressão aritmética de razão 1 e tal que y1 = 1 e y8 = 8.
Desta forma pode-se concluir que:
y1 + y8 1+8
y1 + y2 + · · · + y8 = ×8= × 8 = 36
2 2
Concluindo-se o pretendido:
 
w1 + w2 + · · · + w8 = 9 × (x1 + x2 + · · · + x8 ) − (y1 + y2 + · · · + y8 ) = 9 × (9840 − 36) = 88 236

Caderno 2: 40 minutos
Não é permitido o uso de calculadora.


− →
− →
− →
− →
− →
− 5
1. Como u × v = k u k×k v k×cos θ = cos θ, pois u e v são vetores de norma unitária, conclui-se que cos θ = ,

− →
− 5
em que θ é o ângulo entre os vetores u e v .
Uma vez que → −
v é paralelo ao eixo Ox e tem o sentido do mesmo, pode-se concluir que θ = α, em que α é a
inclinação da reta r. Desta forma, o declive da reta r pode ser dado por m = tan α = tan θ. Então:
r v
2 1 1 θ agudo
u 1 √
1 + tan θ = 2
⇔ tan θ = ± 2
− 1 ⇔ tan θ = u  √ 2 − 1 ⇔ tan θ = 5 − 1 = 2
cos θ cos θ t
5
5

Pelo que a reta r tem declive 2.

Resposta Correta: (B)

vn vn − vn+1 vn+1 − vn
2. Como <1⇔ <0⇔ > 0, conclui-se que:
vn+1 vn+1 vn+1
• caso (vn ) seja uma sucessão de termos negativos, (vn ) é decrescente, pelo que não será limitada inferiormente.
Desta forma, (vn ) não é necessariamente limitada, nem é convergente no caso de ser uma sucessão de termos
negativos.
• caso (vn ) seja uma sucessão que admita termos positivos e negativos, (vn ) não será necessariamente monótona.
vn
A título de exemplo, a sucessão vn = (−1)n é tal que < 1, contudo, não é monótona.
vn+1
• caso (vn ) seja uma sucessão de termos positivos, (vn ) é crescente, pelo que será limitada inferiormente pelo
seu primeiro termo, e superiormente pois vn < 2. Desta forma, conclui-se que, caso (vn ) seja uma sucessão
de termos positivos, (vn ) é limitada e monótona, logo convergente.

Resposta Correta: (D)

Prova 4 – 2018 • 11o ano de escolaridade • Página 3/4 SINAL + | Nuno Miguel Guerreiro e Valter Carlos
3.
3.1. Averigue-se o sinal de an+1 − an :
4(n + 1) + 4 4n + 4 4n + 8 4n + 4 (4n + 8)(1 − 2n) − (4n + 4)(−1 − 2n)
an+1 − an = − = − =
1 − 2(n + 1) 1 − 2n −1 − 2n 1 − 2n (−1 − 2n)(1 − 2n)
2 2
−8n − 12n + 8 − (−8n − 12n − 4) 12
= =− > 0, ∀n ∈ N
−(1 + 2n)(1 − 2n) (1 + 2n)(1 − 2n)
uma vez que 1 + 2n > 0 ∀n ∈ N e 1 − 2n < 0, ∀n ∈ N.

3.2. Como através da divisão inteira pode-se concluir que 4n + 4 = −2(−2n + 1) + 6, pode-se escrever o termo
6
geral de (an ) na forma an = −2 + .
−2n + 1
6
Repare-se que é uma sucessão crescente e de termos negativos, pelo que é minorada pelo primeiro
−2n + 1
termo e majorada pelo 0, vindo que:
6 6
−6 ≤ < 0 ⇔ −6 − 2 ≤ −2 + < −2 ⇔ −8 ≤ an < 2 ⇒ (an ) é limitada
−2n + 1 −2n + 1
Como (an ) é monótona e limitada, conclui-se que (an ) é convergente.
bn bn+1 1 1
3.3. Como bn+1 = ⇔ = , conclui-se que (bn ) é uma progressão geométrica de razão , e tal que o seu
4 bn 4 4
primeiro termo é b1 = 16.
Desta forma o termo geral de (bn ) é:
 n−1  n−1
1 1
bn = 16 × = 24 × = 24 × (2−2 )n−1 = 24 × 2−2n+2 = 2−2n+2+4 = 2−2n+6
4 22
2
3.4. Seja P (n) : cn = × (bn + 8)
3
2 2
Como c1 = × (b1 + 8) = × (16 + 8) = 16, P (1) é verdadeira.
3 3
Para averiguar se P (n) é hereditária considere-se a hipótese de indução e a tese de indução:
2
• Hipótese de Indução: P (n) é verdadeira, isto é, cn = × (bn + 8)
3
2
• Tese de Indução: P (n + 1) é verdadeira, isto é, cn+1 = × (bn+1 + 8)
3
Prove-se então que P (n) ⇒ P (n + 1):
 
1 H.I 1 2 1 1 1 4
cn+1 = × cn + 4 = × × (bn + 8) + 4 = × bn + × 8 + 4 = × (4 × bn+1 ) + + 4
4 4 3 6 6 6 | {z } 3
bn+1 = b4n
2 16 2
= × bn+1 + = × (bn+1 + 8)
3 3 3
concluindo-se que, como P (1) é verdadeira e é hereditária, então é verdadeira para todo o n ∈ N.

4. (xn ) é uma sucessão monótona tal que x1 = −2 e lim xn = −1


Como lim xn > x1 , conclui-se que (xn ) é monótona crescente, i.e, xn+1 − xn > 0, ∀n ∈ N.
Como lim xn = −1 e (xn ) é crescente, então 1 + xn < 0, ∀n ∈ N, obtém-se:
xn+1 + 1 xn + 1 xn+1 + 1 xn + 1 2n(xn+1 + 1) − (2n + 2)(xn + 1)
yn+1 − yn = − = − =
2(n + 1) 2n 2n + 2 2n (2n)(2n + 2)
2n × xn+1 + 2n − 2n × xn − 2n − 2xn − 2 2n(xn+1 − xn ) − 2(xn + 1)
= =
2n(2n + 2) 2n(2n + 2)
n(xn+1 − xn ) − (xn + 1)
=
n(2n + 2)
Como n(2n + 2) > 0, ∀n ∈ N, e n (xn+1 − xn ) − (xn + 1) > 0, conclui-se, como pretendido, que (yn ) é uma
| {z } | {z }
>0 <0
sucessão monótona crescente.

FIM

Prova 4 – 2018 • 11o ano de escolaridade • Página 4/4 SINAL + | Nuno Miguel Guerreiro e Valter Carlos