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SILVIA HELENA BATISTA MENDES

Ginecologia e Obstetrícia - TURMA 08

Trabalho apresentado para reposição do módulo:


FISIOLOGIA DO CICLO GRAVÍDICO
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CAMPINAS
2019
Rua Carolina Florence, 1377 – Taquaral Campinas – SP CEP: 13073-076
1. INTRODUÇÃO

A gestação é um período em que a mulher guarda por nove meses um ser que
surgiu do encontro de células sexuais (espermatozoide e óvulo) no momento da cópula e
a partir disso, a mulher sofre diversas alterações que envolvem os variados sistemas e
aparelhos. Essa mulher vive um período com transformações do aspecto biológico e
psíquico e essas repercussões variam de gestante para gestante e da idade gestacional.
Podemos avaliar diante das vastas fontes utilizadas de pesquisa que norteou esse
trabalho, que a gravidez provoca alterações na motilidade gastrointestinal. Isso devido à
elevação da concentração dos hormônios sexuais femininos, o estrogênio e a
progesterona. Assim, Com o desenvolvimento da gestação a motilidade abaixa e a
musculatura do intestino fica hipotônica. Percebe-se também a diminuição da velocidade
do peristaltismo esofágico, o relaxamento do estômago e a elevação da pressão intra-
abdominal, que tem como consequência o refluxo gástrico ou azia.
Observamos que muitos hormônios estão envolvidos no desenvolvimento mamário.
Os estrogênios ajudam no aumento dos ductos mamários e a progesterona auxilia no
desenvolvimento dos lóbulos. Mesmo que esses dois hormônios sejam fundamentais no
desenvolvimento das mamas, a prolactina promove a secreção do leite e tem um auxílio
da somatomamotropina coriônica humana nessa secreção. Para haver a ejeção do leite, a
ocitocina deve causar a contração das células mioepiteliais para haver o impulsionamento
do leite para fora dos alvéolos, para o interior dos grandes ductos e para fora do mamilo.
Contudo, as alterações fisiológicas decorrentes da gestação aumentam a
necessidade da ingestão dos nutrientes como as proteínas, os carboidratos e os lipídios,
isso em função da nutrição materna que garantirá o desenvolvimento do feto, sendo que a
fonte de nutrientes do feto está nas reservas nutricionais adquiridas pela mãe.
É de grande valia ressaltarmos que a gestação provoca alterações na pigmentação
da pele e essas são mais observadas em mulheres de raça negra. A hiperpigmentação
acomete as regiões mais pigmentadas como a linha média do abdome (linha alba), aréola
mamária, nas axilas, genitália, períneo e parte interna das coxas.

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2. A GRAVIDEZ – MUDANÇAS FISIOLÓGICAS

Segundo Tortora (2016), a fecundação ocorre no pavilhão da trompa o ovo, a partir


deste momento, começa a crescer e diferenciar-se. Enquanto isso, a trompa encarrega-se
de impulsioná-lo em direção à cavidade do útero, onde, sete dias depois, ele irá fixar-se
no endométrio (espesso) e continuar o seu processo de crescimento. Contudo a
fecundação do ovo, a hipófise segrega hormônios gonadotróficos que interrompem o
período da menstruação e permanecem na fase de secreção em todo o organismo. A
espessura da mucosa uterina aumenta progressivamente e deste modo, facilita o
aninhamento do ovo fecundado e sua alimentação.
Observando o que o autor citou acima, podemos concluir que inicialmente seu
crescimento fará o endométrio abaular-se para dentro da cavidade do útero. Com o
passar do tempo, acabará por ocupar toda a cavidade e finalmente exigir que o próprio
útero aumente de tamanho. A gravidez é, portanto, o desenvolvimento e crescimento do
ovo até a condição de feto maduro, ou seja, quando o bebê poderá viver fora da cavidade
uterina, respirando e alimentando-se sem o auxilio do organismo interno.
Segundo Carraro (2014) a gravidez é distinguida por uma variedade de ajustes
fisiológicos e endócrinos dirigidos para criação de um ambiente ótimo para o feto. A
sequência de eventos não está, ainda, totalmente elucidada e muitas vezes está limitada
a termos descritivos. O autor citado acima, aponta as principais alterações que correm no
sistema locomotor da mulher durante a gravidez, como por exemplo:
 Abdômem protuso devido ao aumento do útero, com lordose exagerada;
 O aumento das mamas;
 Alteração da cintura pélvica:
• Pélvis: carrega e protege o feto (que está no útero), é o canal de passagem para
o nascimento. É uma estrutura estável que absorve muito impacto dos movimentos.
Durante a gravidez há um relaxamento da cartilagem, que une os ossos púbicos e forma
a sínfise púbica, para ocorrer um alargamento da cavidade pélvica.
• Ligamentos: devido aos hormônios relaxina e progesterona há um aumento na
frouxidão ligamentar principalmente de região sacro-ilíaca, sínfise púbica e articulações
do quadril.
• Músculos: do assoalho pélvico que dão suporte a órgãos como útero, vagina,
uretra e bexiga.
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• Útero: aumenta, e se torna de um órgão pélvico para um órgão abdominal. A
capacidade total no final da gravidez é de 500 a 1000 vezes maior.
• Vagina: as paredes da vagina tornam-se mais espessas, aumenta a viscosidade e
circulação.
Nota-se então que o sistema músculo - esquelético é afetado de forma bastante
acentuada, assim, de acordo com a orientação anterior do útero expandindo-se na
cavidade abdominal, desloca o centro de gravidade da mulher, resultando numa
progressiva lordose lombar e rotação da pelve sobre o fêmur. Este deslocamento do
centro de gravidade para trás da pelve previne uma queda para frente.
Concluímos então que dessa forma, o aumento do peso, a presença de relaxina
(um hormônio produzido durante a gravidez) e a demanda nutricional da gravidez, podem
causar dores musculares, como dores nas costas, abdominal e quadril.
De acordo com Maldonado (2004), o sistema endócrino é responsável pela
regulação do crescimento e funcionamento metabólico das células, reprodução e
manutenção da gravidez. Há um aumento das glândulas, devido ao aumento do ritmo
metabólico.
O autor acima pontua ainda que os principais hormônios que atuam no corpo da
mulher grávida são:
•Progesterona: altera o tamanho e a função dos seios, para permitir a produção de
leite, sensação de fadiga (aumento da necessidade de dormir que a gestante sente);
aumenta e engrossa o útero, para dar suporte ao ovo fertilizado; aumento da temperatura
basal e ritmo respiratório;
•Relaxina: inibe a atividade uterina, amolece o tecido conectivo do sistema
esquelético;
•Estrogênio: altera o tamanho e a função dos seios, para permitir a produção de
leite (preparação para lactação); manutenção da gravidez; aumenta o tamanho e a
espessura do útero.
Saber como e onde atua cada hormônio é de extrema necessidade para o
profissional de educação física, pois assim, podemos definir o quanto podemos ou não
exigir de nossa clientela.
Na gestação o aprendizado e a prática da respiração abdominal são relaxantes e
acalma a futura parturiente. Além disso, fortalece o diafragma e a musculatura abdominal,
o que auxiliará no período de expulsão. (BARROS, 2002).

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3. CONCLUSÃO

Diante da análise dos artefatos bibiográficos para confecção desse trabalho,


notamos que durante a gravidez, o tamanho de cada célula aumenta pelo acúmulo de
líquido, sal e outras substâncias. Então é necessário que haja um controle na alimentação
da gestante e prevenindo com a prática da atividade motora para que evite a formação de
edemas no seu organismo.
Norteados pelos estudos, durante a gravidez notamos sintomas de dispneia, mais
vontade de urinar, a progesterona é produzida, aumento do apetite e sede, há uma maior
tendência ao vômito e a regurgitação, hiperpigmentação na pele, há um aumento das
mamas ficam mais sensíveis, as glândulas sebáceas em volta dos mamilos tomam-se
mais dilatadas, o aumento de peso é evidente.
Encontramos também alterações como, o débito cardíaco aumenta e que há uma
mudança na pressão venosa e na pressão arterial, o padrão ventilatório passa do
abdominal para o torácico, podendo aparecer o melasma, algumas gestantes podem ter a
linha nigra, o colostro pode ser externado, o aumento de peso pode chegar a meio quilo
por semana, aumento da lordose lombar.
Também é digno ressaltamos que o metabolismo materno sofre modificações
importantes:
 Pelo aumento dos produtos de anabolismo e catabolismo, a partir de duas
próprias células cujo número cresceu;
 Pelo aumento do metabolismo de base, em consequência da intensificação
da função da tireoide;
 Pelo metabolismo da criança por via da placenta, contendo substâncias em
parte exógenas.
Notamos também que os pulmões trabalham mais, para manter o sangue adicional
oxigenado, o consumo de oxigênio aumenta, há um aumento dos rins, dilatação da
pelve renal, a função renal é aumentada, há uma necessidade de mais nutrientes,
algumas grávidas evitam certos alimentos e outras demonstram desejo por
alimentos condimentados ou aromáticos, existe um aumento na flexibilidade das
articulações.

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4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BARROS, Leite Turíbio. O Programa das 10 semanas. Ed. Manole, 1ª ed. São
Paulo, 2002.

CARRARO, Telma Elisa. O papel da equipe de saúde no cuidado e conforto no


trabalho de parto e parto: opinião de puérperas. Texto contexto - enferm.,
Florianópolis, 2014.

KATZ, J. – Exercícios aquáticos na gravidez. Trad. Rodrigo Donato de Araújo. Ed.


Manole. S. P. 2012.

MALDONADO, M.T. – Psicologia da Gravidez, parto e puerpério. 6ª ed.


Petrópolis. Vozes. 2004.

TORTORA, G.J. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 4.ed.,


Artmed, Porto Alegre, 2016.

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