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Agosto/2017

Built Strong
The Middleton Hotels #03
C.M. Steele

The Harley Inn tem que estar perfeito para sua inauguração, mas
quando a designer de interiores desiste, Jacob precisava de um novo.

Desde que Julian era o único livre para viajar, ele tomou a
missão. O que ele não esperava era a magia do hotel atacar de novo. No
momento em que a nova designer atravessou a porta, ele sabia que
estava com problemas. Contratada ou não, ela era dele.

Morgan estava prestes a pular em águas infestadas por tubarões


coberta de sangue, quando concordou em assumir a tarefa de design de
interiores. Sem experiência prática em qualquer coisa que Julian
quisesse discutir, provavelmente custaria a sua irmã, o trabalho de
uma vida inteira.

Eles podem cruzar a linha entre negócios e prazer?

Poderia ser mais do que absoluta luxúria?


Capítulo 01

Julian

Houve uma batida na porta do meu escritório, mas eu ainda


estava em uma chamada. Qual é o ponto em ter uma assistente e ela
não fazer o trabalho dela? A porta se abriu, e então eu entendi por que
ela não impediu a pessoa.

—Desculpe-me mãe. Eu vou ter que te ligar de volta. Seu filho


está aqui e ele ainda não aprendeu boas maneiras, mesmo depois de se
casar.— Resmunguei na linha enquanto meu irmão mais novo ria.

—Quem?— ela perguntou, já sabendo quem era. Joseph só agia


fora do normal quando sua esposa estava por perto.

—Jake, o pirralho— respondi encolhendo os ombros quando ele


me deu o dedo.

—Ok, eu amo você também.— Desliguei o telefone, agora era a


vez de Jake dar de ombros.

—O que você quer Jake?— Me perguntei por que meu irmão não
se preocupou em colocar sua bunda em uma cadeira, e sim em sentar
na minha mesa. Ele teve sorte que eu estava de bom humor. Tudo
estava funcionando perfeitamente e duas remodelações estavam à
frente do cronograma.

—Preciso de um favor.— Ele disse.


—Então, entrar e me irritar sentando-se na minha mesa é sua
ideia de me amolecer?— Perguntei, olhando para meu irmão e então
para minha mesa.

—Não, mas desde que Joe está casado, tirar um tempo longe de
Rachael não vai acontecer.— Ele já tem outra grande propriedade para
olhar? Merda! Que rapidez! Fazendo o resto de nós parecermos
preguiçosos.

—Uma nova oportunidade de negócios já?— Eu perguntei,


refletindo se este garoto era um guru dos negócios.

—Não, preciso de alguém de confiança para ver a remodelação


do Hotel em Reese.

— Ah, o The Harley? — Nós concordamos que Jake poderia dar


ao hotel depois de pronto o nome de sua esposa, mas foi uma surpresa
que ele lhe daria antes mesmo que ele estivesse completo. Todos nós
adoramos Harley depois que ela se tornou uma parte da nossa família.

Jake remexeu nervosamente a gravata por um momento antes de


responder,

—Sim, e ela está prestes a me dar um filho qualquer dia, então eu


não quero deixá-la. — O cara estava loucamente apaixonado por sua
esposa e mesmo se ela não tivesse tão perto de ter meu sobrinho, ele
ainda não queria passar uma noite longe dela

—Suponho que sim. Há algo de errado com o projeto?— Tinha


trabalhado sobre os contratos com os advogados para outros negócios
e esta não era minha conta, mas fizemos isso como uma equipe.
—Não, mas a designer de interiores da firma original que
contratamos desistiu. Esta é nova no projeto e eu quero que você se
encontre com ela para verificar se nosso conceito inicial, que passamos
meses organizando, está mantido. Além disso, preciso saber se vai ter
um atraso.

—Quando você precisa de mim? Eu tenho duas conferências esta


semana com o nosso advogado do departamento de marketing.

—Logo que possível— ele disse, torcendo o rosto, esfregando a


mão na parte de trás do pescoço.

Abri o calendário no meu computador para ver minhas reuniões


e eram amanhã e quarta-feira. Se eu fosse fazê-las eu precisaria sair
esta noite. —Eu teria que sair hoje ou não vou conseguir sair até
quinta-feira.

—Eu prefiro hoje. Eu poderia juntar tudo. Por favor irmão.— Ele
implorou.

—Pegarei o jato. Vou preparar tudo para as minhas reuniões—


Eu falei.

—Obrigado irmão. Realmente isso é importante pra mim — ele


disse, pulando da minha mesa. —Oh, a propósito, eu vou te dar o
número dela, assim você pode marcar o seu encontro com ela.

—Ótimo. Vou tentar obtê-lo agendado esta noite antes de pegar o


avião. Agora saia do meu escritório— Eu resmunguei.

—Filho da puta mandão. Você precisa de sexo — Jake brincou,


caminhando alegremente para a porta. Claro, ele era feliz, tinha sexo o
tempo todo. Aprendi que meus irmãos mantiveram seus paus em
isolamento até que conheceram alguém. Eu também, mas não disse a
ninguém. Eu não tinha planejado um relacionamento de qualquer
espécie, eu apenas segui o Conselho do meu pai de coração e não deixei
nenhuma boceta chegar à frente dos negócios da família. Talvez fosse
hora de procurar a pessoa certa. Tinha acabado de fazer vinte e sete,
um pouco velho demais para ficar com minha virgindade.

—Certamente — Eu resmunguei, odiando que ele estava certo


sobre isso.

—Isso mesmo, talvez você terá sorte em Reese como eu.

—Talvez. — Toda vez que eu fui a uma festa com mulheres


bonitas em abundância me senti como merda. Apenas repugnância em
quão facilmente elas vinham pra mim ou quem estava perto. As festas
se transformavam em orgias e isso não era coisa minha. Caramba, não
sabia se eu poderia lidar com uma mulher, nem várias. Porra, eu tiraria
minha bunda de lá rindo e rápido.

Ele me deixou em paz mas eu tive que mexer minha bunda e me


preparar para a viagem. Sair da cidade era algo que eu não estava
ansioso. A última vez que estive em Reese a ex-assistente do meu
irmão Joe tentou atacar Rachael sua noiva na época. Foi muito louco.
Liguei para minha assistente no meu escritório para me certificar de
que não esqueci nada. Felizmente, ela era casada e mais velha, assim eu
não teria que passar o que Joe passou com a sua.

—Eu preciso sair daqui dentro de uma hora— Eu disse no


instante em que ela entrou no escritório.
Ela balançou a cabeça e mudou-se para minha mesa, organizando
rapidamente os arquivos.
Capítulo 02

Morgan

—O que você quer dizer com “eu tenho que lidar com a
remodelação de Middleton em Reese”?— perguntei à minha irmã. —O
que aconteceu com Shayla?— Ela tinha o projeto de Middleton.
Enquanto todos nós fizemos escola na Strong Designs, ela era a única
de uma escola de design caro. Pessoalmente, eu pensei que seus gostos
eram brutalmente ruins.

—Ela se demitiu. Megan, você é nossa única designer que não


tem um projeto.

—Isso é porque eu não tenho um diploma, ou você se


esqueceu?— Perguntei.

—Você pode fazer isso — afirmou ela, olhando para mim com a
determinação de uma Strong. O olhar que me disse que eu não tinha
escolha na matéria.

—Você está louca? O que acontecerá quando eles descobrirem


que eu não sou uma designer de verdade?

—Teremos terminado. Aqui está o arquivo que Shayla tinha


antes dela sair. Agora se prepare. Faça yoga ou Pilates, seja o que for
que você faz quando você está estressada, mas você está tomando essa
tarefa por mim. Eles provavelmente não estarão aqui por um dia ou
dois, então você terá que ser capaz de inventar algo melhor do que
Shayla.
—Ela tinha um diploma da Ivy League Megan — argumentei,
andando longe dela.

Ela seguiu atrás de mim até que chegou a minha mesa. —Sim,
bem, dinheiro não compra talento. Você é naturalmente talentosa.
Então tome este maldito arquivo e prepare-se para lidar com a
corporação do Hotel de Middleton — ela ordenou, segurando o arquivo
para eu pegar. Eu sabia que não havia maneira de me safar, mas por
que eu? Ela poderia ter facilmente me dado seu cliente e assumido o
projeto de Middleton ela mesma.

Peguei tentando digerir isso. Era tudo que sempre sonhei, e ao


mesmo tempo, era um pesadelo. Não sabia nada sobre os Middletons,
somente que eles eram ricos e compraram um monte de propriedade
por aqui. Minhas mãos tremiam enquanto eu caminhava para meu
pequeno cubículo no pequeno estúdio de design criado por meus pais
há muitos anos atrás.

Me senti insegura e quase caí da minha cadeira quando o


telefone tocou.

—Strong Designs Morgan falando. Como posso ajudá—lo? —


Atendi sem passar a impressão de que não estava firme ainda.

—Olá Morgan, você é quem estou procurando — disse a voz


suave e profunda. De repente meu coração bateu nos meus ouvidos.
Meu corpo estremeceu do desejo que atingiu diretamente a minha
espinha. Por que esta voz sexy estava me procurando?
—Um. Sim... Eu sou Morgan. Como posso ajudá-lo? — Gaguejei.
Ouvi uma risada profunda. Daah, ele já sabia disso. Grande impressão
eu passei.

—Meu nome é Julian Middleton. Preciso agendar nossa reunião


esta semana— disse ele. Meu rosto estava aquecido e meu coração
dançava. Era como se ele estivesse me pedindo para casar com ele da
maneira que eu estava perdendo a cabeça. Minha mão estava trêmula e
acidentalmente larguei o telefone na mesa em meu nervosismo.

—Desculpe por isso. Claro, quando seria?— respondi. Não tinha


nada em minhas mãos. Se não fosse atender o telefone e anotar
recados para minha irmã, eu não teria um trabalho. Eu tinha dezenove
anos e precisava de uma mudança, mas não isso. Se eu estragasse tudo
custaria a minha irmã sua empresa.

—Encontre-me para jantar esta noite. Eu tenho um monte de


trabalho e estou ocupado nos próximos dois dias — ele exigiu.

—Claro, onde você quer me encontrar?

—Há apenas um restaurante na cidade, certo? — Ele pensou que


eu estava na cidade, mas nós vivemos numa cidade próxima perto de
onde o parque de diversões estava sendo construído. —Desculpe, sim.
A que horas?

—Eu estou morrendo de fome, o mais rápido possível. — Como


eu sabia que ele ia dizer isso? Eu não estava pronta para conhecer o
homem com uma voz de derreter calcinha ou mesmo discutir o
arquivo, porque eu tive apenas uns dois segundos com esse projeto
antes dele ligar.
—Estarei lá em trinta minutos.

—Perfeito, vejo você então. Por favor, traga tudo o que você tem
sobre o hotel. Obrigado — ele disse desligando. Tentei não perder o
fôlego, não que eu já tivesse antes, mas esse cara poderia fazer isso
acontecer. Levantei e me olhei para ver o que estava usando. Eu tinha
um suéter de gola v cinza e calça preta reta. Graças a Deus, pelo menos
estava semiprofissional. Minha irmã estava com seu cliente na sala de
reuniões, então deixei um recado. Peguei o arquivo e minha bolsa e fui
na minha pick-up velha para Reese esperando que ela não quebrasse.

O caminho foi um pouco mais lento do que eu esperava por causa


da chuva, mas cheguei lá com cinco minutos de sobra. Estacionei na rua
para que ele não visse qual veículo era o meu. Entrei no Rose's Diner e
lá estava ele. Não tinha colocado os olhos em cima de qualquer um dos
irmãos Middleton, mas percebi que se tratava de Julian.

Ele tinha os olhos afiados, escuros que imediatamente me


pegaram. Ele se levantou, mais alto e mais amplo do que eu esperava.
Ele tinha um olhar de empresário do Texas sobre ele, um par de jeans
com botas de cowboy pretas e um belo casaco preto com uma camisa
branca e o colarinho aberto. Tudo o que ele precisava era um chapéu
de cowboy e você saberia que ele tinha vindo direto do Texas. Olhei
para a grande fivela, mas então percebi que eu tinha movido meu olhar
para sua metade inferior e levantei os olhos antes que eu fosse pega.

Ele caminhou na minha direção. —Você deve ser a Morgan — ele


disse.

—Sim Sr. Middleton.


—Julian — ele me corrigiu. A mão dele encontrou a parte de
baixo das minhas costas e dirigiu-me até a mesa. Seu simples toque
enviou arrepios através de meu corpo e eu quase tropecei em minhas
pernas. Ele puxou a cadeira para eu sentar. Todos na sala tinham os
olhos em nós e eu estava mortificada.

—O que está errado? — ele perguntou suas sobrancelhas


franzidas em preocupação.

—Nada, mas estas pessoas vão fofocar pela manhã. Você está
mostrando sua etiqueta sulista e provavelmente pensam que isto é um
encontro. — Corei, sentindo que eu estava flertando com ele.

—Deixe eles. Você é o encontro mais bonito que tive desde


sempre.

Senti o calor no meu rosto com seu elogio. Por que ele tinha que
ser tão atraente e encantador? Foi por acaso ou ele faz esse jogo com
todas as mulheres? Revirei os olhos tentando afastar toda tensão. —
Por favor. —

O garçom veio para nossa mesa na hora de compensar a


crescente tensão sexual que eu podia sentir em volta da mesa. —Olá,
podemos começar com algo para beber?

—Só água para mim — Eu disse. Meu apetite voou pela janela no
momento em que ele ligou. No segundo que nossos olhos se
encontraram eu sabia que não ia ser capaz de pensar, muito menos
comer ou beber nada. Eu não estava suficientemente adulta para o
álcool, mesmo que eu pudesse ocasionalmente beber alguma coisa. Eu
bebo um pouco com minha irmã quando estamos em casa, o que não
era contra a lei, mas não consigo em público.

—Para mim um uísque com gelo.— ele pediu.

—Sim — disse o garçom, deixando a mesa.

Um silêncio constrangedor se formou nos próximos dois


minutos, então eu assumi que era meu trabalho começar. Afinal, ele era
o cliente e teria que impressioná-lo com minhas habilidades de design.
—Eu sei que isto é incomum um funcionário entrar no meio uma
missão tão importante, mas eu prometo que eu vou fazer o possível
para fazer isto funcionar.

—Nós vamos definitivamente resolver tudo — ele disse olhando


para os meus lábios. Ah não, por favor, não me diga que é por isso que
a Shayla desistiu. O pensamento dele olhando Shayla da maneira que
ele me olhava estava realmente me atingindo, o que virou meu
interruptor de raiva, mas eu tinha que lembrar a importância deste
negócio.

Tomando uma respiração calmante recuperei minha


compostura. —Sr. Middleton, não sei o que discutiu com o designer
anterior, então eu gostaria de ouvir sua opinião sobre o projeto de
remodelação.

—Eu nunca falei com o designer anterior. Meu irmão me pediu


para assumir. Eu tenho muito pouca informação neste momento. Esta
reunião pode ser um desperdício de trabalho — ele disse sentando-se
para trás na cadeira.
—Desculpe — eu disse.

—Não precisa. Não sei como funciona na sua empresa, mas as


coisas na minha são delegadas, então podemos focar em nossas áreas.
E isto foi só para aliviar a mente do meu irmão.—

—Obrigada, o arquivo só me foi entregue há cerca de quarenta e


cinco minutos.—

—Sim, bem eu só tive seu nome depois que desembarquei.

—Então por que estamos jantando? — Perguntei. Ele apressou


esta reunião e agora estava me dizendo que era um evento infrutífero
para o negócio. Qual era o ponto? Além de começar a babar sobre ele,
não havia qualquer finalidade para a reunião.

—Porque estou com fome. — Suas sobrancelhas sacudiram


sugestivamente e ele me deu um sorriso torto cheio de intenções, que
transformou meu rosto em um maldito tomate e meu corpo em uma
poça de necessidade.
Capítulo 03

Julian

Todas as dúvidas que eu tinha sobre esse encontro voaram pela


janela no momento em que ela atravessou aquelas portas. Meu instinto
me disse que era ela. Meu coração trovejou ensurdecedoramente em
meu peito quando seus olhos encontraram os meus. A voz no telefone
me pareceu melódica, mas a mulher a que pertencia era como um
pedaço de céu em um pacote de curvas. Senti que tinha de fazer tudo o
que podia para ter certeza de que iria monopolizar seu tempo. Ela
entrou petrificada na reunião. Mas quando nossos olhos se
encontraram, seu medo se foi. Vi interesse e desejo. Eu não era
experiente, mas eu sabia o que isso parecia. Eu tinha visto isso muitas
vezes.

Morgan tinha cabelo comprido e castanho claro que tinha sido


colocado para o lado em uma trança macia que repousava sobre seu
ombro esquerdo. Eu gemi para mim mesmo quando seus olhos
brilhantes sorriram pra mim. Ela veio até mim e eu não queria que ela
parasse longe, então a levei para uma cadeira roubando um pequeno
toque, aparentemente inocente. Não queria que acontecesse, mas
aconteceu. Tudo em mim acreditou que ela merecia ser recebida com
um persistente e comandante beijo, mas isso me levaria a uma porrada
de problemas e eu ainda não a teria.

—Eu também estou com fome — ela disse. Pelo jeito nervoso que
ela jogava com a manga do suéter eu podia dizer que ela
provavelmente seria muito consciente de si mesma para comer.
—Bem, vamos ver o que eles têm — respondi, pensando em tê-la
para a sobremesa. Ela era perfeita. Seus olhos redondos se
transformaram em fendas quando ela sorriu e aqueles lábios eram
simplesmente fantásticos. Eu queria morder seu lábio quando ela
começou a mordiscá-lo quando olhou para o seu cardápio. Eu não tinha
tirado meus olhos dela e eu me perguntei se ela poderia sentir meu
olhar.

—Há quanto tempo você é designer? — Perguntei. Ela parecia


extremamente jovem, mas eu não queria apenas perguntar a sua idade.

—A verdade?— ela perguntou com o nariz levantado. Não foi um


bom sinal, mas pelo menos ela queria ser honesta comigo.

—A verdade é sempre boa Morgan — Eu disse. O pensamento de


sua mentira não me caía bem.

—Você é o meu primeiro cliente. — Meus olhos se abriram em


choque. Eu não acho que meu irmão não sabia que merda estava
metido, mas eu não ia foder o nosso jantar por ele. Eu queria muito
conhecê-la para deixar isso ficar no caminho.

—Desculpe, você queria a verdade.

—Queria, mas para ser honesto, meu irmão não vai ficar feliz
com isso. O hotel é dedicado à sua esposa. Eles se conheceram lá e ela
era a recepcionista — informei. Isso não era bom para Jacob, mas no
momento eu não poderia dar uma merda. Foi culpa dele que eu estava
aqui em vez dele ou de Joe.

—Quer dizer Harley? — ela perguntou.


—Você a conhece?

—É um lugar pequeno. Fomos à mesma escola. — Bem, eu


poderia perguntar a Harley mais sobre Morgan. Espere. Ela disse que
foram à mesma escola? Algo não estava batendo.

—Há algo que você não está me contando. Como, quantos anos
você tem?— Eu não estava tentando brigar com ela, mas a pessoa que
mandou ela ia ficar despedaçada por mim.

—Acabei de fazer 19 anos. — A idade dela era um grande


problema para mim. Não porque eu era muito velho para ela, mas
porque eu ia ter que descobrir como isso afetaria o negócio.

—Querida, eu preciso ver o que está acontecendo, porque você


não está licenciada para trabalhar na propriedade nem certificada em
tudo. — Olhei como seu rosto lindo caiu, ela parecia tão inocente. Isso
fez meu cérebro funcionar em alta velocidade. —Você é deslumbrante.
É por isso que eles mandaram você aqui? Para me fazer esquecer tudo
sobre o hotel e o foco e me concentrar em quanto eu quero você?

—Não sei por que minha irmã me mandou ao invés de vir


sozinha. Ela afirma que é porque eu sou uma designer incrível. Não
gosto de suas presunções. Elas são más e injustas. — Porra parecia que
ela estava prestes a chorar. Eu queria chutar minha bunda. Eu disse
que não diria nada no jantar, e aqui estava eu publicamente
repreendendo-a e trazendo-a as lágrimas por algo além de seu
controle.
—Me desculpe. Não sei o que pensar. O que eu devo acreditar?
Mandaram-me alguém que é inexperiente para um negócio de milhões
de dólares.

—Oh meu Deus. Não pensei que fosse tanto. Juro que ajudei em
todos os seus projetos, mas Shayla desistiu tão rápido que minha irmã
não teve um substituto.

Cruzei meus dedos debaixo da mesa, esperando que ela fosse


melhor do que eu esperava. —Deixe-me ver o arquivo.

—Não tive tempo de olhar para ele. Minha irmã me entregou o


arquivo quando você ligou. Eu corri para fora do escritório para chegar
aqui a tempo — ela disse.

Esta cidade é pequena e sem congestionamento. —Onde é o


escritório?—

—Na próxima cidade— ela respondeu.

Isso era umas boas vinte milhas de distância. —Quantas leis que
você quebrou para chegar aqui?

—Apenas umas três. — ela brincou, tentando parar de se


apavorar. Não admira que ela seja uma coisinha nervosa. Ela não
estava qualificada para trabalhar neste projeto e se ela tivesse algum
dos projetos que eu vi enquanto o avião aterrisava na pista preciso
mudar as empresas com pressa. Eu os odiei. Faltava-lhes o que eu
esperava para um Hotel de Middleton.

Abri a pasta do arquivo com nosso nome e projeto na frente, mas


o que eu vi lá dentro não era nada como eu tinha visto anteriormente.
Isto era ótimo. As cores eram perfeitas e os móveis da amostra deram-
me uma boa imagem na minha cabeça. —Eu tenho que dizer que gosto
dos conceitos aqui, especialmente o esquema de cor cinza azulado.

—Sério?— ela questionou inclinando a cabeça em surpresa. —


Achei que os tons eram ouro?

—Não. Isto é definitivamente cinza, como seu suéter. — Eu virei


o arquivo de volta. Ela olhou para baixo e ofegou.

As mãos dela foram para a boca em estado de choque. Eu não


sabia o que estava acontecendo, mas eu segurei minha respiração
enquanto esperei ela dizer alguma coisa. —Oh, Uau. Eu não posso
acreditar que ela fez isso comigo.

—O que você quer dizer? — As lágrimas estavam acumulando


nos olhos dela e eu me segurei para não esticar as mãos e limpá-las.

—Ela não estava brincando quando ela disse que acreditava que
eu poderia fazer isso. Este era o meu projeto pra você. Quando tivemos
a oferta de contrato de sua empresa minha irmã queria um plano
reserva caso você não gostasse do trabalho da Shayla. Eu não achei que
ela trocaria o projeto quando Shayla saiu.

Vendo a emoção genuína em seu lindo rosto, sabia que a irmã


dela realmente acreditava na capacidade de Morgan. —Ela está
apostando muito em você Morgan, e eu também. Você pode entregar?

—Eu sei que posso. Eu não tinha dinheiro para a escola e a minha
irmã precisava de ajuda no escritório.
—Isso é tudo o que preciso saber. Isto é melhor que a merda que
eu vi no avião. Eu vi uma coisa chocante. Este lugar não deve parecer
como um museu. Deve ter uma beleza singular.— Olhei para seus olhos
molhados e senti que eu estava certo. Eu apostaria nela. Ela poderia
fazer isso, mas eu ainda queria ter uma conversa com meus irmãos e
advogados.

—Desculpe-me. Vocês estão prontos para pedir? — perguntou o


garçom, servindo nossas bebidas.

—Morgan? — Eu perguntei, querendo que ela pedisse primeiro.


Eu ainda não tinha visto o menu.

—Hum, eu vou querer a salada de frango de nozes com maçã —


ela disse, sorrindo para o garçom. Um momento de ciúme bateu no
meu peito. Foi estúpido e imaturo, mas eu queria seus sorrisos.

—E para o senhor?— ele me perguntou, mas eu não queria tirar


os olhos de Morgan.

—Eu não sei. Na verdade, estou tão concentrado nela que não
consegui me concentrar no cardápio. Eu sou do Texas, então traga para
mim o maior bife que você tiver com uma batata cozida ou algo assim.
— Ela me olhou com aqueles olhos lindos e seus lábios se separaram
novamente. Foda-se, meu pau estava começando a latejar.

O cara acenou com a cabeça e foi embora, o que foi bom porque
eu mesmo não estava me reconhecendo. Ela estava ocupada olhando
com desconfiança para mim.
—Há algo de errado? — Eu perguntei, sabendo que ela
provavelmente pensava sobre o que eu disse, mas isso não muda que
apesar de tudo queríamos um ao outro. A linguagem corporal dela
estava a denunciando, mas ela estava parecendo um pouco irritada no
momento. De alguma forma, ainda achei ela inegavelmente linda,
mesmo com a expressão.

—Eu não vou fazer sexo para obter o contrato. Não me importo o
que minha irmã perde. Minha integridade não tem preço.

—Você não precisa ficar nervosa. Não te dou o contrato em troca


de sexo. Eu vi o que eu gostei no arquivo. E algo sobre você me diz que
você é honesta demais para seu próprio bem.

—Então... a coisa toda da distração não é verdade?— ela


perguntou cautelosamente.

Eu soltei o fôlego e bebi meu uísque.

—Agora, eu não disse isso. A primeira coisa que pensei quando


você entrou pela porta foi quanto eu queria te beijar, como uma
mulher deve ser. — Ela ficou vermelha, envergonhada pela minha
admissão. —Este contrato na verdade me coloca em uma posição ruim
com você. Não posso te tocar, não importa o quanto eu quero te levar
de volta para o hotel e fazer amor com você durante a noite toda.

—Senhor, você é um pouco demais para mim — ela disse


balançando a cabeça.

—O sentimento é mútuo Morgan. E me chame de Julian.


—Quando você quer se encontrar novamente para os planos de
projeto do hotel?

—Nós nem terminamos esta reunião. — a lembrei, embora eu


soubesse que ela estava bem ciente disso. Eu vi a distância que ela
estava procurando, mas eu não ia deixar isso acontecer.

—Me desculpe. Estou tentando manter profissional.

—Posso perguntar por quê?

—Porque é por isso que estou aqui. Eu não sou do tipo 'cair na
cama com um milionário'.

Eu mordi meu lábio e apertei meus punhos em irritação. Não era


com ela, mas comigo mesmo. O pensamento dela com outro homem
puxou um homem das cavernas pré-histórico fora de mim. Eu queria
fodê-la e deixá-la saber que dormir com outros homens não iria
acontecer.

—Eu espero que não— eu respondi, esfregando a parte de trás


do meu pescoço. Eu não queria parecer tão louco quanto eu me sentia.

Nós ficamos ali sentamos em silêncio, peguei o arquivo


novamente. Eu não disse uma palavra enquanto eu olhava através dele.
Minutos depois, decidi que muitas dessas coisas foram completamente
perfeitas para o que eu imaginava. —Estou em reuniões pelos
próximos dois dias, mas eu quero conseguir resolver isso antes de ir
para casa. Nos encontrarmos na tarde de quarta ou quinta de manhã.
—Estou disponível para qualquer um, então acho que quanto
mais cedo melhor. Quarta-feira está bom? — ela disse, levando seu
telefone celular fora de sua bolsa.

—Minha reunião vai até uma. Por favor, encontre-me no hotel as


três— Ela assentiu com a cabeça e assim ela fez uma anotação em seu
telefone então o colocou em sua bolsa. Só então o garçom voltou com
nossos pratos. Tinha um cheiro fantástico, e eu estava morrendo por
um bife. A salada parecia um pouco triste em minha opinião, mas ela
não perdeu muito tempo em dar uma mordida. Meus olhos e o resto de
mim se ressentiam do garfo, de como ele escapou de seus lábios.

Eu precisava me distraír, então eu me concentrei no meu bife,


tomando meu tempo cortando-o e saboreando a primeira mordida.
Estava muito bom e meu estômago lembrou-se do tanto que estava
vazio. Eu consegui dar outra mordida antes de olhar para ela. — O que
primeiro lhe interessou em design?— Eu perguntei, querendo
aprender mais sobre ela.

—É uma coisa de família. Tudo começou com os meus pais e


depois continuou comigo e com minha irmã.

—É mesmo? Você mencionou que sua irmã te deu a missão. Seus


pais ainda trabalham no estúdio?— Eu me perguntei se eles tinham se
aposentado já.

—Não, meus pais morreram há três anos. — Porra, para que eu


abri minha boca.

—Uau me desculpe. Como? Um acidente de carro?— Acho que


não sei como me calar.
Ela balançou a cabeça. —Eles estavam em uma viagem de
caminhadas quando foram mortos. Foi um daqueles raros assassinos
em série lá no deserto. Eles não eram suas únicas vítimas, mas eles
eram o que era importante para nós.

—O pegaram?— Porra, eu levaria até o fim se fossem meus pais.


Só de pensar me encheu de raiva.

—Sim, ele foi condenado à morte. Ele ainda está vivo roubando o
oxigênio de outros, e eu o odeio.

—Sinto muito Morgan. — Droga, eu queria abraça-la e tirar a


raiva que senti em suas palavras a roubar a alma.

—Obrigada, e é meio por isso que minha irmã e eu ficamos


juntas.

—Pelo menos você ainda tem ela nestes últimos anos, certo?

—Sim, embora eu estivesse perto de ser levada pelo estado. É


louco como funciona a política do estado, mas minha irmã disse-lhes
que era um desperdício de dinheiro e fundos discutir sobre a minha
vida quando eu ia ser chutada para fora do estado aos dezessete anos
de qualquer maneira. Eles concordaram e minha irmã ganhou a tutela
sobre mim.

—Você quer terminar a escola de design?

—Não sei mais. Fui em um curto período de tempo e achei


terrível. Talvez tenha sido aquela escola ou algo assim, mas estava na
indústria desde que eu era uma garotinha e acho que era a melhor
maneira para eu aprender.
—Seu trabalho fala por si só pelo que posso ver.

—É apenas uma pequena amostra. Há mais para ver se você


quiser. Esse seria meu primeiro projeto se você está satisfeito com isso.

—Eu estou, e eu adoraria ver mais de seu trabalho, os últimos


que vi não me agradaram.

—Eu também, mas ela foi a mais educada.

—Bem, isso não é tudo.

—Obrigado Julian.

—Diga meu nome novamente — eu exigi.

—Julian? — Ela repetiu um pouco confusa sobre meu pedido.


Meu pau estava pressionando contra meu jeans, comprimindo meu
fluxo sanguíneo e sentido, mas eu não dou a mínima.

—Uau, é que parece perfeito em seus lábios. Mesmo quando você


diz isso como uma pergunta.

—Estamos longe do trabalho novamente— ela me avisou.

—E? Eu pensei em tudo o que já abordamos. Não quero que você


finja que isso é apenas um negócio. Você sabe que não é.

—Talvez, mas deve ser.

—Não precisa. Eu quero você e eu sei que você me quer. Que


diferença faz que queria que você faça o projeto também?
—Estão satisfeitos? — perguntou o garçom, interrompendo
nossa conversa.

—Sim, nós estamos— ela disse. Claro, eu não podia argumentar.

Eu paguei o jantar e, em seguida, caminhamos em direção a


saída.
Capítulo 04

Morgan

Conseguimos passar o jantar sem eu ceder a sua paquera. Eu


queria acreditar no que ele estava dizendo, mas eu sou jovem não
burra.

—Deixe-me te acompanhar até seu carro — afirmou.

—Está bem, mas eu posso ir sozinha— argumentei. Não queria


que ele visse o meu caminhão, era por isso que eu estacionei longe do
restaurante.

Ele escorregou a mão na minha cintura e puxou-me contra o seu


peito. O calor entre nós cresceu exponencialmente. —Sim, você pode,
mas não vou deixar você — ele rosnou, olhando nos meus olhos.

Mordi a língua porque eu precisava do contrato e estava


assumindo a minha necessidade de diminuir a distância e beijá-lo.
Nossas bocas ficaram a polegadas um do outro, e pude senti-lo
inclinando-se mais perto, fechando a lacuna. Eu virei minha cabeça e
disse —Meu caminhão está na rua.

—Olhe para mim Morgan.— Eu puxei meu olhar dele. —Eu vou
acompanhá-la ao seu carro, mas primeiro vou te beijar.— A boca dele
pressionou a minha. A conexão foi instantânea e exigente quando ele
deslizou sua língua na minha boca e reclamou a minha alma. Minhas
mãos se moveram por sua própria vontade em seu cabelo, puxando o
rosto mais perto. Seus braços apertados em volta de mim, e suas mãos
acariciavam minhas costas. Nosso beijo aprofundou-se até que ele
recuou, deixando-me ofegante e me movendo para a frente para
roubar mais.

—Morgan— ele sussurrou, me segurando pelos braços com a


testa pressionada ternamente contra a minha. —Deixe-me levá-la para
o seu carro, ou vou te levar para o hotel — ele rosnou. Concordei,
tentando trazer-me de volta ao mundo real. Com um curto e doce beijo
fui fisgada. Eu pensei que poderia combatê-lo, mas meu desejo por ele
foi inexplicavelmente insaciável.

Ele pegou minha mão e me levou em direção a minha


caminhonete. Era o único que ainda está estacionado ali. Ele parou,
girando-me para olhar para ele. Quando eu peguei o seu olhar ele
balançou a cabeça. — Como você conseguiu chegar aqui com essa
coisa?

—Ele corre.

—Me dê as chaves— ele disse. Entreguei a ele que foi para o lado
do motorista. Depois de girar a chave o motor não virava. Ele tentou
por um minuto antes de desistir, em seguida, pulou para fora e trancou
as portas. —Eu vou te deixar em casa.—

—Não sei se isso é uma boa ideia.

—Por quê? Você mora com um cara?— ele perguntou, olhando


para mim.

—Claro que não, mas isso não significa que é seguro.

—É seguro? O que você acha que vai acontecer?


—Eu não sei. Você vai me seduzir?

—Eu quero. Acredite em mim, eu quero, mas isso não vai


acontecer a menos que você queira. Ainda quero te conhecer melhor
para rever os planos. Este é o projeto do meu irmão e você é da equipe
de design de interiores do local.

—Por favor, me leve para casa Julian.— Ele gemeu depois que eu
disse isso e pegou a minha mão. —Se for muito incómodo posso tentar
ligar o caminhão.

—Merda— ele disse, parando. —Eu quero você, e quando você


diz meu nome faz coisas em mim.— Ele baixou o olhar dele e eu o
segui. O pau dele estava pressionado contra seu zíper. —Então, por
favor, não me dê mais ideia sobre voltar para casa com seu caminhão.

Estávamos no carro alugado dele e eu podia sentir a tensão entre


nós. Ele estava consumindo meus pensamentos. —Julian, por favor me
diga que não é sobre o contrato.

—Eu te disse Morgan, que isso é apenas sobre nós— disse ele,
beijando a minha mão antes de pegarmos a estrada. Dei-lhe meu
endereço. Liguei para casa, mas ninguém atendeu. Estavamos em
silêncio. Quanto mais nós nos aproximavamos de minha casa, mais eu
estava pensando em convidá-lo para entrar. Era só eu na antiga casa
dos meus pais.

Ele estacionou o carro na garagem e eu saí do carro o mais


rápido que pude. Mas ele não ficou dentro. Em vez disso ele desligou o
motor e saiu. Ele encontrou-me na frente do carro e pegou minha mão,
ia me acompanhar até a porta.
—Obrigado Julian.

—Obrigado Morgan. Não sei por que a Shayla desistiu, mas o que
sei é que estou feliz que ela fez.— Seu sorriso era real ao máximo e
irritante. Eu retirei as minhas chaves... e tremendo tentei abrir a porta.
Ele pegou de mim e, estranhamente, notei um tremor também em suas
mãos. Uma vez que a porta estava aberta eu pisei dentro e me virei.

—Boa noite Julian,— Eu disse inclinando-me para dizer-lhe


adeus.

—Boa noite minha Morgan— ele sussurrou, me beijando, até que


meu corpo começou a estremecer. Ele recuou e ordenou —Vá antes
que eu a leve para dentro e faça amor com você à noite inteira.

Levantei meu olhar para ele, disposta a dar um passo atrás para a
casa. —Você não me ouviu?— ele perguntou, sua voz grossa com
desejo.

—Eu te ouvi, mas não quero que vá.— Virei em direção a ele,
precisando de calor do seu corpo no meu.

—Foda-se, querida. Você está dificultando eu ir embora.

—Então não vá.

—Morgan, se eu foder você esta noite...

—Não importa— eu suspirei. Minhas mãos pressionadas contra


seu peito, sentindo seu coração acelerar tão rápido quanto o meu.
Levantou-me então rapidamente sobre seu ombro e me
transportou para dentro da casa. Ele se virou para trancar a porta e em
seguida perguntou, —Onde Morgan?

—Lá em cima, primeira porta à sua direita.— Eu não fazia ideia


do que estava fazendo, mas eu senti a necessidade ardente de tê-lo. Ele
marchou subindo as escadas comigo, fazendo parecer fácil e vendo isso
me fez ficar mais molhada. Não sei se devo lhe contar a verdade ou
esperar até que ele descubra.
Capítulo 05

Julian

Meu irmão ia ficar chateado, mas minha preocupação acabou


quando eu abri a porta do quarto. Eu vi a cama de dossel com uma
colcha roxa e pensei o quanto que ela era inocente. Em dezenove anos
não havia garantias, mas algo sobre este quarto me fez pensar em uma
beleza doce e inocente.

Levei-a para a cama, o dossel roçando meus ombros enquanto eu


empurrei meu corpo através da abertura e inclinei-me sobre ela. Beijei
seus lábios uma vez, dando em seguida beijos em seu rosto, parando no
pescoço para saborear o gosto e sentir o pulso dela contra a minha
boca. Ela inclinou a cabeça, expondo o pescoço para mim. Eu rosnei
mordendo a carne. Minhas mãos deslizaram até a bainha do seu suéter,
aquele que abraçou suas curvas tão perfeitamente e que me provocou
toda a noite tinha que ir. Eu o tirei dela e joguei-o para o outro lado da
sala. O blush rosa que ela usava metade da noite estava de volta. —
Você é linda, não fique envergonhada.

Eu inclinei-me e a beijei novamente, minhas mãos incapazes de


permanecer quietas na pele macia de seus braços. Eu puxei o suficiente
para tirar o meu casaco e puxar minha camisa do meu jeans. Ela
precisa de mim tanto quanto eu preciso dela, apressadamente
desabotoei minha camisa.

Levantei-me e joguei minhas roupas em uma pilha, agradecido


por estas botas serem fáceis de tirar. Eu me atrapalhei com o botão e o
zíper na sua calça preta, mas ela não se importava e eu beijei sua
barriga para compensar isso. Eu estava nervoso como o inferno, porra.
Isso tinha que ser bom para nós dois, não só para mim. Minhas bolas
estavam pesadas sinalizando ao meu pau que era hora do jogo. Deslizei
as calças para baixo de suas pernas. Eu mordi meu lábio, olhando suas
pernas —Sexy—. Uau, eu nunca tinha sido tão ligado antes. Ela não era
grossa ou fina, mas eram maravilhosas. Tudo nela me excitou, até o
esmalte prateado em seus minúsculos dedos faziam meu pau latejar.

Ajoelhei-me no chão de madeira e olhei para os cachos


castanhos dela e empurrei as coxas dela mantendo-as separadas,
querendo provar a boceta dela. Minha mente imaginava eu comendo a
maldita boceta. Seus gritos me guiariam. Porra tinha que fazer isso
direito. Meu pau repousava sobre a madeira e senti gotas de meu pre-
semem pingando no chão. De alguma forma, eu senti como se eu
estivesse marcando meu território. Eu corri minha mão sobre a boceta
dela tentando provocá-la. —Diga-me o que você quer— exigi,
esfregando a parte interna das coxas com os polegares. Eu realmente
precisava saber. Não tinha nenhuma ideia do que fazer.

Ela não disse nada, mas ela gemeu enquanto minhas mãos se
moveram mais perto do seu monte. Eu espalhei meus dedos em sua
boceta, meu polegar na parte superior da sua entrada. Apertei ele e ela
contrariou os quadris. Eu sorri para mim mesmo, satisfeito com meu
primeiro pedaço de sucesso. Apertando meu rosto contra seus cachos
acolhi o cheiro dela quando provei os lábios de sua boceta e ela gritou.
Ela apreciava meus lábios pressionados contra sua fenda. Foi sutil, mas
tão intenso. Um gemido escapou de meus lábios, mas estava apenas
começando. Eu separarei os lábios dela e corri minha língua em seu
calor. Um gemido veio de sua boca enquanto eu continuava
lentamente, tentando aprender mais sobre o corpo dela. Avançei nas
coxas dela e minha língua transou com ela. As coxas dela repousavam
sobre meus ombros e apertaram em volta do meu rosto enquanto eu
comia sua doçura.

—Julian— ela gemeu, passando as mãos no meu cabelo, as mãos


que procuravam por algo para se agarrar.

—É isso— eu murmurei contra sua boceta molhada. Ela tinha


que gritar para mim. —Venha Morgan. Eu quero ouvir você implorar
por mais.— Eu pressionei meu polegar contra o clitóris dela e eu lambi
seu creme.

—Ah, eu vou, eu vou— Ela ofegou antes de gritar meu nome. —


Julian—. Era música para meus ouvidos e todo meu sangue viajou de
volta para o Sul, enrijecendo meu pau mais duro do que já tinha sido.
Cheguei aos meus pés, pegando suas coxas e envolvendo-as na minha
cintura quando eu alinhei meu pau com a entrada dela.

Nossos olhos se encontraram e eu rosnei —Minha— empurrei


meu pau em seu meu caminho. Imediatamente ela segurou um grito e
eu senti a queimadura de meu pau tirado sua inocência e reivindicando
o que era meu.

Inferno, ela era minha agora. Não havia nenhuma volta para nós.
Eu sabia quem ela era antes de nós temos nossas bebidas. De jeito
nenhum no inferno poderia eu iria deixar ela ir. Demos nossa inocência
um ao outro e isso selou o acordo. Olhei para ela quando uma lágrima
deslizou para baixo ao lado do rosto dela. —Desculpe-me Morgan. Vai
passar em um momento.
—Eu sei, mas queima como um filho da puta.

—Se serve de consolo, meu pau parece que está sendo sufocado
por um lutador de MMA.— Ela riu, mas eu estava falando sério. Isto era
novo para mim também. Eu queria dizer a ela, eu devia.

—Não é, mas isso é legal. A dor está começando a passar.

—Deixe-me ver se isso vai ajudar— Eu disse, deixando cair à


cabeça para o seupeito, puxando para baixo o sutiã dela e pegando o
bico de seu seio em minha boca, suas costas arqueadas enquanto eu
chupava o mamilo dela.

—Ah— ela suspirou, suas mãos agarrando os lençóis. Devagar,


lambendo ao redor do seu mamilo e beliscando a carne em torno dele.
Sua boceta apertando meu pau. Suponho que eu estava no caminho
certo. Eu olhei nos olhos bonitos dela e em seguida ela sorriu quando
eu deslizei meu pau dentro e fora do seu calor. Ela fez pequenos
gemidos e minúsculos grunhidos que começaram a aumentar
conforme meu pau trabalhava nela.

—Você gosta disso Morgan?— Eu perguntei chupnado os seios


dela.

—Sim Julian — ela choramingou, suas mãos agarrando meus


antebraços, eu metia e chupava seus seios, sentia sua boceta apertar
meu pau.

—Pode vir para mim novamente Morgan? Não consigo aguentar


muito mais tempo. Sou seu dono minha doce mulher.— Eu me agarrei
à sua trança, puxando enquanto metia meu pau fundo dentro dela.
—Estou indo— ela gritou. Comecei a bombear dentro dela, meu
pau espirrando minha porra em suas paredes virgens, queria plantar
meu bebê dentro dela. Tinha tido tanta pressa em meter nela que eu
não pensei sobre proteção. Não tinha importancia, vamos nos casar, e é
por isso que não importa.

Cada gota da minha semente esvaziada em seu corpo, drenando-


me completamente, mas maldição, a sensação foi incrível. Descansei
nos cotovelos, inclinei-me e a beijei duramente. —Você é minha— eu
disse. Não foi uma pergunta, porque eu não estava pedindo para ela ser
minha, ela já era.
Capítulo 06

Morgan

Santa merda! Apenas quando senti seu esperma encorrendo para


baixo entre nós pensei em proteção. Não usamos nada. Oh meu Deus,
eu estava na merda de problemas. Quando ele olhou para mim com
aqueles olhos de chocolate eu imediatamente pensei em ter seus bebês.
Que idiota!

—Preciso me levantar Julian. Eu tenho que usar o banheiro.

—Oh, sim. Desculpe.— Ele tirou seu pau de dentro de mim e me


deu uma excelente visão de seu pau semiereto e tingido de rosa. Uau,
não admira ter sentido tanta dor. O pau dele foi amolecendo e ainda
parecia grande. —Você esta bem?— ele perguntou, curvando-se
enquanto eu me sentava na borda da cama perdida em pensamentos
sobre seu comprimento impressionante. Seus olhos eram intensos e
ele esperava por uma resposta.

—Não sei— respondi. Uma mistura de sentimentos me envolveu.


—Nós não usamos nenhuma proteção.

—Tudo bem pra mim.— Ele falou seguro. Na verdade, ele teve a
coragem de sorrir.

—O que? Isso é como você faz normalmente? Quantos filhos


ilegítimos têm?
—Nenhum, e já que você está prestes a perder a cabeça por nada
eu vou te dizer uma coisa. Não ria de mim, mas esta foi a primeira vez
para mim.

—Sem proteção? O que é para rir sobre isso?— Não queria


pensar nele com outras mulheres, com ou sem proteção.

Ele estava em um segundo puxando-me para a cama e


dominando minha boca com a sua em um beijo. Julian me puxou para
trás e me encarou. —Eu quis dizer que nunca fiz sexo antes.

—O quê?

—Você me ouviu. Eu ouvia seus gritos e senti seu corpo se mover


nas minhas mãos, enquanto eu tentava encontrar uma maneira de
agradá-la. Eu não tenho ideia de como foder. E tudo o que sei vem de
me masturbar à noite.

—Eu não posso...

—O que? Acredita nisso? Não há muitos homens da minha idade


e nível social que são virgens, ou foram como eu fui. Não estou
interessado em passatempo e não namoro porque eu preferia esperar
por aquela que eu escolhesse, e eu a tenho agora. Se você acha que
estou brincando apenas espere e verá querida.

—Como você durou tanto tempo?

—Eu não sei. Eu vim e comi sua boceta doce. Uma coisa que acho
que não vou ter o suficiente.

—Eu quis dizer como um adolescente.


—Minha educação sulista eu suponho.— Ele abaixou-se e levou
meu mamilo em sua boca fazendo-me gemer e dobrar as costas. —Mas
você e sua beleza do norte roubaram isso de mim.

—Desculpe— eu murmurei, embora realmente não sentisse nem


um pouco.

—Sim querida, isso soou sincero. Suponho que você não lamenta
mais do que eu. Agora, vamos entrar no chuveiro. Há muita coisa para
fazer amanhã depois da minha reunião.— Ele se levantou e caminhou
em direção ao armário e o abriu. —Merda, lugar errado. Banheiro?

—No fim do corredor.

Ele assentiu com a cabeça e foi em direção à porta nu sem um


pingo de vergonha. Sentei-me na cama tentando ver o que tinhamos
feito. Uma grande parte de mim sentia culpa porque minha irmã estava
contando em fechar o acordo. Outra parte queria ir para lá de novo e
de novo até Julian perceber que ele não poderia viver sem mim. Eu
sorri para mim mesma. Foi um sonho tolo. Ele não estava apaixonado
por mim mais do que eu estava por ele. Não conseguia explicar o que
foi que eu estava sentindo, mas não poderia ser amor, podia? Saí da
cama, porque eu podia sentir a umidade entre minhas coxas e eu sabia
que estava em toda a borda da minha colcha. Assim que olhei para
baixo vi os restos de seu primeiro gozo. Ele não estava mentindo. Meu
Deus, eu ia ter que limpar todas as provas antes que minha irmã
aparecesse. Merda, eu precisava passar uma mensagem para ela antes
que ela fique em pânico e volte. Coloquei meu robe e fui até lá embaixo
pegar meu telefone. Eu peguei e vi duas chamadas não atendidas.
Enviei uma mensagem de texto a ela. Indo para a cama. Falamos
sobre a reunião pela manhã. Não foi como eu esperava. Te amo. Não foi
nada como eu esperava. Eu perdi minha virgindade, ele não me demitiu
e eu tinha um homem nu em minha casa.

Tudo bem. Fale-me sobre isso pela manhã. Eu te amo.

Eu subi novamente e pude ouvir ele cantar no chuveiro. Parei em


frente a porta e fiquei ouvido. Uau, sério o homem poderia cantar para
um morto voltar à vida. Meu peito estava batendo forte novamente e
isso estava me deixando nervosa. Eu não posso cair no amor com ele.
Ele era maior do que eu em todos os sentidos. Agora além de um corpo
perfeito ele poderia cantar. Comecei cantarolando com a voz dele
quando ele desligou a água.

—Meu anjo, vai entrar aqui ou não?— ele gritou. Um arrepio de


desejo inconsequente passou através de mim e a minha decisão foi
fácil.

—Estou indo— disse girando a maçaneta da porta.

—Isso é o que eu gosto de ouvir— ele disse, rosnando e


segurando a cortina aberta. Seu corpo estava molhado. O pau dele não
estava com vontade de amolecer.

—Já vai amolecer?

—Aparentemente não desde que te conheci, mas eu espero que


sim. Não posso andar por aí com esse cara atraindo a atenção. Agora
tire o roupão e venha aqui pra você limpar e amolecer meu pau, já que
ele esta assim outra vez.
Com todo o nervoso que eu estava deixei cair o roupão como se
eu tivesse bem com minha sexualidade e andei em direção a ele. Ele me
levantou com um braço e me puxou contra seu corpo forte. —Agora é
você querida.— Sua boca desceu sobre a minha, exigindo os meus
lábios.

Ele girou-me em direção ao chuveiro e em seguida grudou seu


corpo em minhas costas. —Eu já me limpei, então me deixe ajudá-la.

—Você não precisa Julian.

—Eu quero cuidar de você de qualquer forma que eu possa.—


Ele ficou atrás de mim, pegou o sabonete, em seguida passou em suas
mãos e esfregou-as em cima de meus ombros e para baixo. Eu não
deveria estar envergonhada depois do que aconteceu, mas eu nunca
estive nua na frente de um homem mostrando-lhe a minha bunda. Ele
ensaboou meus cabelos, meu corpo e em seguida enxaguou meu corpo.
Assim que a espuma se foi, ele pegou meu braço e com a boca no meu
pulso disse. —Agora eu entendo porque os vampiros no cinema vêm
direto pra cá. Isso me excita sentir seu sangue pulsando na veia.

—Então hipertensão te excita, é bom saber.

—Você vai saber de tudo— ele murmurou contra meu ouvido,


seu hálito quente me dando arrepios. Não conseguia me concentrar em
lavar-me com ele ali atrás de mim. Ele pegou a bucha de minhas mãos e
acrescentou mais sabão, subindo e descendo pelo meu corpo. Quando
senti que a esponja de malha alcançou minha boceta tentei recuar mas
minhas costas colidiram com o peito dele. —Você acha que pode
escapar? Acho que não querida. Eu quero brincar com sua boceta doce.
O meu pau está agora ainda mais duro, então me deixe.— Este homem
poderia fazer o que quisesse comigo. Eu era oficialmente maleavel nas
mãos dele. Com o braço na minha cintura, me segurando contra ele, a
outra mão alcançou entre as minhas pernas e esfregou a bucha contra
meu calor. Não era para ser sexy, mas meu corpo dizia o contrário.

—Cowboy, o que quer fazer comigo?

—Adorar-te— afirmou com os dedos substituindo a bucha. —Eu


não me canso de te tocar. Você gosta?— ele perguntou.

—Gostar não é a palavra certa Julian— eu murmurei ofegante.

—Você ama isso Morgan? Você ama ter sua boceta molhada para
mim? Só para mim?— A voz dele estava implorando.

—Sim,— Eu estava prestes a gozar, tentava segurar a


necessidade de vir. Eu estava tão perto. Ele soltou seu braço sobre
minha cintura e agarrou o meu queixo, virando meu rosto para o seu.
Ele beijou-me enquanto tocava minha boceta. Eu gemia em sua boca
chegando na mão dele. Ele rosnou e em um instante levantou-me e me
pressionou contra a parede do chuveiro. Meus seios pressionados na
parede fria e o pau dele me empurrado por trás. Sua entrada não
impediu o meu orgasmo, mas de alguma forma prolongada me fez ir
mais quando ele chegou novamente em um orgasmo também.

—Veja o que faz comigo Morgan. Sinto-me selvagem e louco pra


caralho.
—Então somos dois— eu suspirei, amando que o peito firme dele
descansou nas minhas costas quando ele desceu do seu orgasmo. A
conexão se sentiu primal e oh tão bom.

Demorou mais de dez minutos para sair do banho e ir para a


cama. —Peço desculpa pela bagunça que eu fiz. Vamos dormir um
pouco. Eu tenho uma reunião chata de manhã que vai me impedir de
ter você por tempo demais para meu gosto.— Ele me enrolou em seus
braços e nós caimos em um sono profundo.
Capítulo 07

Julian

Acordei me sentindo como se o mundo fosse perfeito. Morgan


estava deitada em cima de mim nua em toda sua glória e meu pau foi
pressionado contra sua boceta. Eu podia sentir sua umidade em meu
comprimento e apenas um ligeiro movimento me daria acesso a suas
profundezas, mas depois da noite passada ela precisava descansar.

Eu acordei no meio da noite passada com ela moendo contra


mim e em instantes eu tive meu pau em sua boceta. Antes que eu
pudesse sequer abrir meus olhos eu tinha suas costas contra mim e ela
tinha levado minha semente em seu ventre. No entanto, agora eu não
podia ficar embrulhado em seus lençóis. O trabalho estava me
chamando e aconteça o que acontecer eu tinha que lidar com meus
negócios.

—Querida, eu tenho que ir— eu sussurrei no ouvido dela, então a


rolei sobre o colchão.

—Julian você vai embora?— ela respondeu os olhos ainda


fechados.

—Sim, querida. Eu tenho que atender uma chamada de


conferência.

—Oh, sim. Então eu vou ver você quarta à tarde para


repassarmos os materiais de reunião?
—Não—. Ela imediatamente pulou, sentada na cama me olhando
como se eu fosse o diabo.

—Não?

—Não. Você estará me vendo assim que eu terminar minha


chamada. Eu estarei aqui para te buscar, e então nós vamos passar o
resto do dia juntos.—

—Hum. Tenho que ir trabalhar também.

—Não, não. Eu sou seu único cliente. Tenho certeza que sua irmã
vai entender isso. Mostre-me alguns dos seus desenhos, ou seja, o que
você quer fazer no projeto, e se você quiser me mostrar a noite tudo
bem. Mas se você quiser esperar até nosso tempo programado para me
mostrar também está bem.

—Ah— ela disse mordendo o lábio.

—Não quero sair como um idiota, mas nós, isso aqui não tem
nada a ver com o contrato para a reforma. Não quero que isso fique no
nosso caminho. Não duvide de mim Morgan. Nunca duvide de mim.—
Eu abaixei e roubei um beijo. —Vou ter saudades suas. Mas estarei de
volta assim que puder.

—Vou sentir sua falta também.— Apareceu um sorriso doce, e


tive que roubar mais um beijo.

—Mantenha meu jantar quentinho— sussurrei contra os lábios


dela com minhas mãos em concha em sua boceta. Ela ofegou e corou.
—Eu tenho que ir. Durma um pouco. Eu vou sair sozinho.
—Eu posso levar você até a porta.

—Não, não pode, porque vou acabar transando com você contra
a porta e perder minha reunião. Durma um pouco. Você vai precisar.—
Eu levantei levando toda a minha roupa, me vestindo enquanto eu
caminhava em direção à porta da frente. Foi um milagre conseguir sair.
Eu sabia que se eu a visse de novo teria que remarcar a reunião. Ela
estava fazendo de tudo para estragar as minhas prioridades... e ela não
estava nem tentando. Eu ia ter que fazer uma chamada para os meus
pais. Outro casamento aqui estava prestes a acontecer. Este lugar foi
muito mágico para nós.

O sol estava brilhante enquanto eu ia em direção do meu carro. O


tempo estava quente e úmido, eu abaixei a janela à espera de uma
brisa. Digitei o número do meu irmão saindo com o carro da garagem.
Ele demorou um pouco para atender então eu sabia que ele já estava
no escritório. —Só liguei para dizer que eu te amo.

—Isso é bom— disse ele rindo de mim. —O que está


acontecendo?— Estava indo embora, quando eu vi uma mulher que
parecia um pouco com Morgan subir para a casa. Perguntava-me se foi
era irmã Megan e estava feliz por que eu não comecei porra nenhum
com Morgan na porta. Oh bem, eu realmente gostei de Megan, porque
ela me mandou Morgan.

—Há algo na água aqui irmão— Eu respondi.

—Ah sim? Quem é ela e quando precisamos estar ai?

—Ainda não sei, mas ela é a designer.


—A designer?— Eu podia ouvir a voz dele ficar dura. —Julian.

—Não me venha dizer merda. Ela nem sequer é contratada, e


você foi atrás de uma funcionária real.

—Mas ela pode nos processar.

—Ela não quer. Eu tenho minha própria Harley,— enfatizei.


Éramos irmãos e algumas coisas foram compartilhadas entre nós.

—Parabéns. Quer que deixe todos saber?

—Não a pedi ainda, então eu não sei se ela tem suas esperanças
em um grande casamento ou não.

—OK. Desde que ela é um designer, então talvez ela faça.

—Isso é o que penso, mas novamente ela teria provavelmente


que se recompor mais rápido do que a maioria. Enfim, eu queria te
avisar que ela não é convencional. Seus desenhos eram melhores que
os últimos.

—Temo ouvir isso— ele resmungou.

—Ela não tem uma licenciatura em design ou qualquer coisa. Ela


trabalha para a empresa e nós somos seu primeiro projeto.

—Oh...— ele fez uma pausa. — Bem, sem pensar em seu pau e
quantos bebês você quer com ela, como é o seu trabalho?

—Como eu disse, é ótimo. É perfeito. Quando vi os desenhos não


sabia que eram dela.— começei a dizer-lhe sobre como a irmã trocou o
conteúdo com desenhos de Morgan em vez da merda que nos deram a
primeira vez.

—Confio em você mano. Se não, eu só mandaria um dos VPs para


olhar isso.

—Estou feliz que não porque ela é minha— eu rosnei.

—Ha, bem, Garrett é solteiro.

—Não me faça socar sua bunda por telefone. Ou melhor ainda,


derramar o feijão para Harley.

—Bem, você ganhou, mas não estrague isso.

—Não irei—. Eu desliguei com ele e fiz uma parada para um café
na lanchonete. Então, eu tive o caminhão dela rebocado. Ela não vai
precisar mais disso de qualquer forma. Cara, eu estava nas nuvens
porra. Após a reunião, eu ia fazer algumas compras rápidas. Não
conseguia parar de sorrir como um tolo. Felizmente, era uma chamada
de conferência e não um encontro real. Minha equipe acharia que eu
perdi o juízo.
Capítulo 08

Morgan

—Morgan— gritou Megan, fazendo-me saltar para fora da cama.


O que ela estava fazendo aqui? Merda. Não estava preparada para ter
essa conversa com ela sem Julian ao meu lado. Ela ia pensar que eu sou
uma tola.

—Morgan— ela gritou, a aproximar-se para o meu quarto. Corri


e escorreguei em um par de calcinhas enquanto envolvia o meu corpo
com um robe.

—Dê-me um segundo Meg,— respondi, completamente sem


fôlego. Ela não esperou e entrou direto no meu quarto.

—O que aconteceu Morgan? Esse era o cara da Middleton


Corporation?

—Quem?— Eu perguntei, fingindo estar confusa, mas eu sou uma


péssima mentirosa.

—Hum. O cara obviamente com quem você dormiu que acabou


de sair.

—Esse é Julian Middleton.

—Oh meu Deus. É sério? Deu-lhe seu cookie para o contrato?

—Não— eu neguei. Não foi por isso mesmo.

—Como você pode ser tão ingênua Morgan? Disse-lhe a verdade?


—Sim. E daí?

—E daí? Morgan, ele te prometeu que o contrato ainda ia


acontecer?

—Sim, ele adorou meus desenhos que você colocou no arquivo.

—Querida, eu preciso te dizer uma coisa. Quando ele estava na


garagem eu ouvi ele dizer a alguém no telefone que ele amava.— Senti
meu coração cair em meu intestino. Não podia ser. Olhei para minha
irmã e sabia que ela não estava mentindo. Ela não tinha motivo para
isso. As lágrimas caíram com a próxima respiração. Eu senti as paredes
chegando perto de mim. Isto não está acontecendo. Como poderia?
Quão estúpido pode ser?

—Preciso sair daqui— eu soluçava.

—OK, troque de roupa e vamos para o estúdio. Eu posso fazer


café. Então podemos dizer ao filho da puta que ele pode levar seu
negócio e enfiá-lo sabe onde.

—Não, não pode fazer isso. Apesar do que aconteceu entre eu e


ele não há nenhuma maneira que você deve perder esse contrato. Esse
dinheiro é mais do que jamais poderia sonhar. Eu não posso mudar
isso, então vamos fazer apenas o que nós somos pagas e fazer o
trabalho.

—Querida— ela sussurrou envolvendo seus braços ao meu


redor. —Vamos começar por você.

Caminhamos até o carro que estava estacionado na estrada


porque ela odiava calçadas. —Onde está sua caminhonete?
—Merda, deixei no restaurante em Reese. Não dava partida e é
por isso que ele me deu uma carona para casa.

—Bem, vou ligar para o guincho rebocá-lo até a garagem da


oficina.

—Obrigada Meg.

—Eu te amo Morgan. Lamento que você teve uma dura lição para
aprender. Os homens não prestam, isso é óbvio, mas pelo menos ainda
temos uma a outra. E eu vou pregar este bastardo na parede por suas
bolas se ele tenta voltar com o negócio.

—Deus, eu não quero vê-lo novamente— Eu confessei. Não era


verdade, mas eu não sabia se eu poderia lidar com a dor. Este projeto
era maior e mais importante do que os meus sentimentos. Megan
sacrificou o mundo para mim. Ela me deu uma chance de mostrar
minhas habilidades e confiou em mim e eu a decepcionei. Ainda assim,
ela estava aqui me confortando como sempre.
Capítulo 09

Julian

Eu saí da reunião e corri pela cidade à procura de um anel. Não


demorou muito para eu encontrar um que achei adequado a sua
beleza. Minha cabeça estava tão envolvida com ela e nós, que eu tinha
esquecido de pegar o número dela. Eu dirigi até a casa com as
orquídeas que combinam com a colcha nova que comprei para
substituir a dela e um anel, e então passaremos o resto de nossos anos
juntos, ou melhor, centenas mais.

Eu toquei a campainha umas vinte vezes, mas ela não atendeu. A


porta estava fechada e eu estava tentado a quebrar essa porcaria. Ela
deveria estar me esperando. Então eu pensei sobre a irmã vir. Ela
provavelmente precisava dela para alguma coisa.

Imediatamente liguei para o estúdio. —Morgan está?— Eu


perguntei assim que Megan respondeu.

—Quem está falando?— disse uma voz arrogante na outra


extremidade.

—Julian Middleton— afirmei.

—Então não, ela não esta.— Ela desligou o telefone. O que


aconteceu? Encheu-me de raiva e eu queria respostas. A irmã dela
falou que ela não está para mim? Ela era idiota? Eles ainda estavam sob
contrato para a remodelação.
Eu cheguei ao estúdio em dois minutos, dirigindo como um louco.
Era um lugar de tamanho decente, e o sinal de 'aberto' ainda estava na
janela. Elas não esperavam me verem parado na porta. A mulher de
hoje de manhã estava ali com os braços cruzados me olhando como se
eu fosse um estúpido. Ela estava me irritando, mantendo-me longe de
Morgan.

—Sr. Middleton. Morgan já não estará lidando com o contrato, eu


vou assumir— ela afirmou.

—Então esta cancelado. Não esperava isso, mas com essa atitude
você tornou essa decisão fácil. Eu vou contratar outra pessoa. Agora
onde está Morgan?— Eu perguntei olhando ao redor da sala a procura
dela.

Ela avançou mais perto, raiva nos olhos dela. —O que importa?
Você só usou ela de qualquer forma. Saia daqui antes que eu chame a
polícia.

—Ouça Sra. Strong, se não me disser onde está a Morgan vai se


ver comigo.— Nunca na minha vida tinha desrespeitado uma mulher
assim, mas ela não vai manter-me longe de Morgan.

—Não, você não vai. Por favor saia Sr. Middleton— Morgan disse
descendo as escadas com o rosto coberto de lágrimas. Passei pela irmã
dela querendo nada mais que descobrir o que eu fiz para fazê-la
chorar. —Eu pensei que você disse que não era sobre o contrato.

Ela parou a um passo, mas eu não ia deixá-la escapar. —Isto não


é sobre o contrato. Não sei o que diabos aconteceu a partir do
momento que saí pela porta, até o que sua irmã disse para você, mas eu
vim o mais rápido possível para chegar até aqui somente para ver você
com o rosto coberto de lágrimas e com sua irmã como um bulldog
tentando guardar você.

—E quanto a sua outra mulher?— Megan assobiou. Eu ergui


minha sombrancelha e lentamente virei minha cabeça para ela pronto
para arrancar a cabeça dela. O olhar que eu dei a ela a fez recuar. Ela
estava me deixando mais nervoso e me deixando fora de mim.

—Sra. Strong mais uma palavra sua e juro que quando sua irmã e
eu nos casarmos você não será bem-vinda.— Ela engasgou mas não
disse uma palavra. Eu me virei para Morgan. —O que ela está falando?

Ela controlou sua respiração e respondeu, —Ela disse que ouviu


você dizer a alguém que os amava esta manhã quando estava indo
embora.

Eu olhei entre as duas mulheres, então sorri duro pra caralho,


balançando a cabeça.

—Não vejo nada de engraçado nisso— Morgan surtou.

—Você pode achar. Eu acho que deixei meu sentimento claro


esta manhã em sua casa, saí como se nada pudesse me deter. Sorrindo
como um tolo eu chamei meu irmão para agradecê-lo por me enviar até
você. Foi a ele que eu disse eu te amo. Eu te disse ontem à noite que
não havia mais ninguém e nunca houve. Eu não estava mentindo.
Olha— eu disse, puxando para fora o meu telefone e o registro de
chamadas. —Veja a primeira chamada do dia. O que diz?

—Jake— ela disse, abaixando a cabeça de vergonha.


—Ele mesmo perguntou se eu era cego pois eu te dei o projeto a
você depois de saber a verdade. Eu disse a ele que você é talentosa. Ele
confia em mim o suficiente para acreditar em você. Disse a ele que
havia algo na água aqui ou que o hotel era nosso amuleto da sorte.
Ouça Morgan, eu sei que nós não nos conhecemos tão bem, mas preciso
que confie em mim. Não tenho intenção de deixar que você ir, nunca.
Eu te disse isso ontem certo?— Ela assentiu com a cabeça. —Quero me
casar com você— eu confessei.

—Você está louco.

—Eu também acredito que te disse isso ontem e até culpei você
por me fazer assim. Eu sabia no momento que te vi que era você.
Mesmo se você não tivesse me deixado ficar com você ontem à noite eu
ainda estaria indo atrás de você depois do trabalho.— Ela dobrou a
cabeça para baixo recusando-se a olhar para mim. Ergui seu queixo e
ela levantou os olhos para mim. —Diga-me que você não quer isso. Não
posso deixar você ir, senão eu vou passar mais tempo tentando
convencê-la. Eu não saio até você me dizer que isso não acabou entre
nós.

—Não quero que vá Julian. Desculpa. Eu deveria ter perguntado.

—Bem, como não tínhamos o número um do outro teria sido


muito difícil. Não estou com raiva que você acreditou nisso. Nos
conhecemos há pouco tempo e ela é sua irmã— eu murmurei. Uma
chata de irmã, mas com boas intenções.
—Eu sinto muito Morgan. Eu realmente sinto. Eu não faria nada
para magoá-la. É só...— Megan fez uma pausa, tentando admitir que ela
machucou Morgan por nada.

—Você pensou que ele estava se aproveitando. Eu sei Meg. Você


foi minha protetora e melhor amiga. Eu não queria arruinar seu grande
negócio Meg.

—Você não arruinou nada— eu respondi. Se alguém teria


matado o negócio seria eu mesmo, mas porra eu não ia deixar de seu
mostrar seu talento.

—Mas você só disse

—Eu sei o que eu disse. Se você não está fazendo o projeto então
ninguém aqui vai fazer. Eu quero seus projetos. Eles são ótimos e
merecem brilhar em um Hotel de Middleton.

—Sr. Middleton.— Eu me virei para Megan que estava limpando


as lágrimas de seus olhos. Não quis fazê-la chorar. Minha mãe ia ficar
chateada comigo com certeza. Diabos, meu pai ficaria furioso. —Me
desculpe. Eu estava apenas tentando olhar por Morgan.

—Ela me disse que você estava lá para ela no momento mais


difícil em suas vidas. Eu entendo isso. Eu estaria no meu irmão se eu
ouvisse sua esposa agora contar a alguém que ela os adorava. Não digo
que estou satisfeito com suas lágrimas e espero que isso não aconteça
de novo. Ontem à noite eu errei, eu mesmo não devia ter passado por
aquela porta. Eticamente, fiz merda, mas eu não me arrependo.— Meus
olhos estavam de volta à Morgan e puxei-a para baixo fora do passo e
para os meus braços. —Case comigo.
—OK— ela sussurrou olhando para mim, seus olhos cheios com
as lágrimas.

—E sem lágrimas, a menos que sejam de felicidades. Meus pais


arrancam minha cabeça se eu fizer você chorar.

—Mal posso esperar para conhecê-los— disse ela, olhando para


mim com o sorriso que eu perdi toda a manhã.

Ah, ela não sabia como seria logo. Eles estavam ansiosos para
conhecê-la. —Eles não podem esperar para conhecê-la também.

—Você disse-lhes?— Ela engasgou.

—Bem, na verdade Jake tem uma boca grande, mas não é a dele
que me interessa.— Fechei os meus lábios contra os dela, beijando-a
pela centésima vez desde que nos conhecemos. Não conseguia
acreditar que tinha ido de cumprimentar formalmente para
cumprimentar loucamente apaixonado em menos de um dia.
Capítulo 10

Julian

Eu olhei para ela através da sala lotada. Foi a primeira reunião da


Middleton Corp. em nosso escritório de Dallas. Ela sentou-se na
extremidade da mesa e eu estava tão orgulhoso dela. Nós íamos nos
casar amanhã, mas nós queríamos apresentá-la ao pessoal antes disso.
Desde que nós nunca tivemos nossa própria equipe interna de projeto,
ela iria liderar frente.

—Bem-vindos todos— me dirigi à multidão. —Obrigado por


terem vindo hoje. Decidimos que a adição de um novo departamento
para os hotéis Middleton seria uma jogada inteligente. Como muitos de
vocês sabem, eu vou me casar amanhã com aquela linda mulher ali.
Levante-se, Morgan.

Todos os olhos mudaram para ela, e a cara dela virou um doce


tom de rosa. —Conheci aquela beleza enquanto procurava um designer
de interiores para os nossos novos hotéis no Reese. Me apaixonei por
ela no local e amei seus desenhos, então por que não prender ambos
ela e seu trabalho?— O local entrou em erupção enquanto Morgan
revirou os olhos. —Nós a contratamos, se desejarem se juntar a sua
equipe basta dizer. As aplicações para as vagas estarão disponíveis em
duas semanas quando voltamos de lua de mel.— Não conseguia parar
de sorrir e concentrei meus olhos nela. Ela estava de pé com orgulho e
com um nível de sofisticação que desmentiu a idade dela.
Joseph assumiu para mim quando eu parei de falar por tempo
demais. —Não ligue para ele, ele tem a síndrome de Middleton. Eu tive
isso há três meses.

—Teve?— Rachael, sua esposa, perguntou com uma carranca.

—Eu quis dizer...

—Oh, alguém está em apuros— Jacob falou. —Então, como eles


diziam, haverá algumas mudanças que serão minúsculas no longo
prazo, mas pensamos que como vocês fazem parte da família
Middleton hotéis que vocês todos deveriam saber. Obrigado por tomar
o tempo do seu dia atarefado e tenha uma boa manhã. Vocês estão
todos livres para voltar ao trabalho.— Todos eles começaram a
levantar-se quando ele acrescentou —e como um presente para todos
vocês, os escritórios serão fechados enquanto celebramos outro
casamento. Desfrutem.— A multidão aplaudiu e muitos pararam para
abraçar Morgan antes de caminharmos para fora da porta.

Eu me aproximei dela mas esperei até que todos saíssem antes


de puxá-la em meus braços. —Oi linda,— Eu disse. —Você se saiu
muito bem. Eu sei que estava um pouco nervosa.

—Obrigada, eu ainda estou tremendo.— Peguei suas mãos e elas


ainda eram um pouco instáveis.

—Você conseguiu— disse Jake.

—Obrigada Jacob,— ela disse, sorrindo para ele. Uma pontada de


ciúme me bateu mas sabia melhor do que isso que nada havia ali.
—Você e as meninas estão fazendo os últimos retoques para o
casamento esta tarde. Vou poder vê-la antes de amanhã?

—Não— respondeu ela, sacudindo a cabeça.

—Então meninos, por favor com licença. Eu preciso ter uma


conversa privada com nossa nova contratação—disse com uma
piscadela.

Ela deu um tapa no meu peito com um olhar torcido de horror. —


Você, seu velho pervertido. Vou denunciá-lo ao RH— ela provocou.

—Vamos ver se podemos chegar a um acordo que os mantém


fora disso— eu sussurrei no ouvido dela.

—Eu vi que você tem um sofá muito bonito em seu escritório


para discutirmos o assunto— ela sussurrou.

—Podemos também testar a sonorização lá de dentro— eu


murmurei para meus irmãos, que riram, porque ambas as suas esposas
tinham visitado seus escritórios várias vezes antes.
Capítulo 11

Morgan

Casamos-nos na casa dos meus pais com a ajuda de sua mãe,


Rachael, Harley e Megan. Apesar de suas ameaças a ela, Megan era
mais do que bem-vinda no nosso mundo. Ele ofereceu para ela se
juntar a nós na empresa, mas com os ganhos do negócio com eles ela
foi capaz de contratar mais pessoas e ficar em Oregon. Seus serviços
seriam necessários na área e algo me disse que havia algo mais entre
ela e seu amigo. Ele também veio para o casamento e seus olhos foram
treinados só para ela. Tudo foi colocado junto muito bem com as cores
que eu sempre tinha amado, um tom sutil de prata e lavanda
espalhados ao redor das mesas. Foi uma coisa que você veria em uma
revista de noivas e fotos foram tiradas para ilustrar os talentos dos
projetos Strong.

Eu tinha que falar com a minha irmã antes de Julian me puxar


para a nossa primeira dança. Ela estava falando com Joseph e Rachael
quando eu fui até ela. Dei um sorriso para todos. —Meg, posso falar
com você por um momento?

—Claro— Eu peguei a mão dela e a levei para a casa da piscina.

—O que aconteceu?— ela perguntou, mas eu não falei. Eu abracei


ela bem apertado. Eu sabia que não era um adeus, mas eu ia perder
minha melhor amiga.

—Vou sentir sua falta também Morgan,— ela riu.


—Obrigada por tudo. Estou tão feliz. Eu sei que você teve as suas
reservas no início, mas eu o amo e sei que ele é um pouco obcecado por
mim.

—Rá. Isso é dizer pouco. Tenho certeza que ele está em caça para
encontrar sua noiva desaparecida—ela comentou olhando pela janela
do lado. —Sim, olhe ele ali, parecendo um louco. É bonito isso.

—Obrigada, eu penso assim também.

—Vamos ver uma a outra em breve— ela me lembrou quando eu


limpei minhas lágrimas.

—E você vai me contar sobre você e seu amigo— Eu disse,


levantando minhas sobrancelhas com minha mandíbula tensionada.
Havia algo acontecendo entre eles, mas não tenho ideia de quanto
tempo tem sido assim.

—Não há nada acontecendo conosco e o nome dele é Gabriel.

—O que quer que seja. Da próxima vez que eu ver você, espero
que me diga a verdade—eu a ameacei. A porta bateu aberta para ver o
meu marido me encarando. O olhar de pânico no rosto dele
instantaneamente foi substituído por aquele olhar diabólico de luxúria.
Eu sabia que algo sujo estava correndo pela cabeça dele.

—Despache-a antes de eu entrar e trancar o mundo para fora—


ele rosnou seus olhos no meu corpo.

—Não, não. Mantenha-se em suas calças vaqueiro —Meg disse,


pegando minha mão e me apressando para fora da casa do lago negro.
—Obrigado Megan. Não quero perder a dança com minha noiva
na frente de todos.

—Eu te amo Morgan— ela disse.

—Amo você também Meg— joguei fora e logo depois o DJ


chamou para começarmos nossa primeira dança.

—Você está linda. Não sei se já te disse isso o suficiente hoje—


Julian sussurrou no meu ouvido enquanto ele nos girou em torno da
pista de dança, abertamente, admirando meu vestido. Meu vestido
tinha um corpete apertado com alças de laço que empurraram meus
seios para cima e uma grande saia rodada, lembrando-me de algo que
teria usado Mae West. O toque final foram as fitas prata e lavanda na
parte inferior

Ele me puxou para perto e começou a cantar Wonderful Tonight


de Eric Clapton, e eu estava feita. Eu precisava tê-lo ali mesmo no meio
da pista.

—Eu te amo Julian. Você é maravilhoso e sua voz faz coisas ao


meu corpo que necessitam ser atendidas.

—Eu estou loucamente apaixonado por você Morgan. Você me


faz querer cantar o tempo todo— ele murmurou enquanto beijava meu
maxilar. —... E tenho coisas acontecendo comigo só olhando para
você.— Ele apertou meus quadris no dele, deixando-me sentir sua
agonia.

—Nós precisamos sair daqui— eu reclamei.


—Mais duas horas e, em seguida vamos cavalgar até o pôr do
sol— ele prometeu.

Três horas mais tarde estávamos na nossa casa. Mal tivemos


tempo para entrar em casa antes que ele tirasse meu vestido de noiva e
meus seios estavam derramando em suas mãos. Os polegares
amassando meus mamilos, tornando-os duros antes de inclinar-se para
baixo e tomar um na boca. Apertei minhas coxas e perdi o equilíbrio
enquanto fiquei no meio do Hall de entrada. Parei-o tempo suficiente
para deslizar o casaco dos seus ombros no assoalho.

—Leve-me para a cama Sr. Middleton.

—Sim, Sra. Middleton.

Ele abriu o zíper do meu vestido completamente, deixando no


chão aos meus pés antes de levantar-me em seus braços e ir correndo
lá para cima como um louco jogando meus sapatos no caminho.

Descobri-me no meio da cama com apenas minha calcinha e meu


marido olhando para mim com intenção devassa em seus olhos de
chocolate enquanto ele acariciava a protuberância em suas calças. —
Dobre seus joelhos e separe-os. Quero que se acaricie para mim.— Eu
fiz como ele ordenou, enquanto ele tirava a camisa e calças. Ficou lá
perante mim apenas em sua cueca de seda, o pau dele quase rasgando
o tecido. Eu alcançei entre minhas coxas e apertei dois dedos contra o
laço cobrindo meu clitóris. Lentamente eu esfreguei sem tirar os olhos
dos seus. Em seguida, deslizei um dedo sob o tecido e acariciando
minha protuberância em um movimento circular. O pau dele
contorceu-se na cueca, ele rosnou e puxou minhas pernas para
enfrentá-lo. Ele tirou meus dedos do meu calor úmido e chupou-os em
sua boca. Sentei-me quando ele tirou o pau dele da cueca e colocou a
ponta entre meus lábios, degustando de seu pre-semem na minha
língua. Meus dedos envolviam em torno de sua espessura, arrisquei
minha reivindicação, deslizando seu pau mais fundo em minha boca.
Eu gemia, adorando a sensação e gosto dele. Senti-o pulso e bater um
pouco, mas logo ele me tirou. Ele rosnou, beijou meus lábios, em
seguida empurrou-me para baixo na cama levantando as minhas
pernas sobre seus ombros. O pau dele cutucou a calcinha pelo lado e
então ele me levou em um impulso.

—Minha— ele rosnou. —Tudo em você é especial Morgan, do


seu cérebro sexy até aqueles lábios carnudos, e até sua boceta apertada
e unhas brilhantes. E eu a reivindico para mim. Você é minha, certo? —
ele resmungou, acariciando-se profundamente em mim, batendo no
colo do meu útero com uma pitada de dor que logo se tornou muito
prazeroso.

—Sim Julian. Você é meu também,—eu gemi.

—Sim, eu sou. E esse pau só conhece e só terá conhecimento da


sua doce boceta. Eu amo o jeito que suas paredes o massageam,
exigindo ele. Você quer meu esperma Morgan?

—Dê-me Julian. Eu quero tudo—Eu respondi, meu corpo estava à


beira do orgasmo. Cada traço profundo de seu pau enorme me
esticando e friccionando contra minhas paredes. Ele olhou para baixo
entre nós com olhos ávidos. Ele tirou de mim e se abaixou para tomar
minha boceta na boca dele. Sua língua deslizou em meu clitóris, e eu
estava choramingando e arqueando as costas para conseguir mais. Ele
rosnou lambendo minha boceta antes de empurrar seu pau para
dentro novamente. —Julian—, eu soluçava fora de mim, meu orgasmo
chegando. Ele levou seu polegar e o dedo indicador e apertou meu
clitóris.

—Julian. Eu estou indo,—gritei em uma voz aguda. Ele agarrou


meus quadris e bombeou duro e profundo em mim, rosnando e
grunhindo quando ele veio.

—Merda, acho que fizemos um bebê— ele disse ofegante,


puxando para fora e caindo para o meu lado.

Virei-me ligeiramente para que ficassemos de frente um ao


outro. —Sim, nós fizemos. Há cerca de um mês—Eu disse.

O olhar na cara dele foi impagável e valeu a pena os dois dias que
eu tive que esperar para lhe contar.
Epílogo

Oito meses depois...

Morgan

Sentei-me no meu escritório grande olhando para o horizonte de


Dallas. Minha barriga estava crescendo muito rápido e isso ia ser o meu
último projeto por um tempo. Eu tive que encontrar com meu chefe
para discutir os planos para a reforma em Norfolk, VA. Ele estava me
esperando no escritório dele. Eu girei meu corpo grande na cadeira e
fui para a porta aberta. Em vi Harley, pulando e saltando. Ela gritou —
Obrigada! Eu amei! Amei mesmo! Eu não posso acreditar que todos
esconderam isso de mim.

—Bem, foi uma parte do contrato— Eu disse a ela. Ela sorriu,


sabendo de Julian e minha história.

—Foi perfeito. Parte de mim realmente lamenta que eu não


trabalho mais lá, mas Jacob prometeu que na próxima vez que formos
posso trabalhar por um dia.— Seu sorriso era contagiante e não
conseguia parar de sorrir também, mesmo que minhas cólicas estavam
de volta novamente.

—Estou tão emocionada que você adorou.

—Ele disse que o projeto foi todo seu. Não tinha idéia. Eu pensei
que você tinha trabalhado em outros dois hotéis naquela área.

—Eu fiz aqueles dois, mas a Harley Inn era um segredo.


—Tivemos o momento mais incrível lá. Estou tão feliz que você e
eu somos irmãs agora.

—Eu também.— Ela me abraçou novamente.

—Sra. Middleton?— Meu marido estava ali rosnando. —Está


atrasada para a reunião.

Harley se afastou e olhou para Julian com um vertiginoso sorriso.


—Desculpe Julian. Tive de lhe dizer quanto eu amei o hotel. Obrigada
por tudo.

—É meu prazer mexer com ela— ele brincou. Harley abanou a


cabeça antes de sair pela porta e fechá-la por trás dela.

Eu olhei no meu relógio, então para meu marido. —Eu estou


como trinta segundos atrasada Sr. Middleton?

—Eu estava preocupado. Você geralmente chega cedo para


nossas reuniões. Eu pensei que talvez um dos caras dos tecidos a
mantivesse ocupada.— Ele estava com ciúmes de todos os homens que
me mostravam qualquer tipo de atenção. Mesmo no nosso casamento,
com o juiz de paz que sorriu para mim durante a ocasião. Felizmente,
ele não é agressivo com ninguém, mas ele gostava de lembrar-me a
quem eu pertenço. Suas tendências de homem das cavernas nos
levaram sempre a um incrível sexo dominante.

—A reunião com eles durou uma hora esta manhã. Você está
sendo bobo.

—OK, eu estava preocupado que você estava tendo um momento


difícil.
—Está ficando difícil de me levantar, mas eu estou bem Julian—
respondi esfregando minha barriga enorme. Era tão grande que
pensávamos que seria gêmeos ou trigêmeos mesmo, mas o médico
garantiu que era apenas um. De costas não se percebia que eu estava
grávida. Bem, a menos que você note meu bumbum que cresceu
demais.

—Falamos sobre o projeto aqui se você quiser.

—Não vamos discutir isso no seu escritório, enquanto esfrega


meus pés em seu sofá grande.

—Não acho que é uma boa ideia. A última vez que discutimos
naquele sofá eu tinha você em cima de mim. Inferno, tenho você em
cima de mim a cada vez que estamos nele.

—Você não me quer? Estou ficando grande demais para você?—


Ele nunca me recusou antes.

—Eu quero te foder cada segundo.— Ele agarrou minha mão e


colocou-a na borda de seu cinto. Seu pau era duro e pulsante quando
eu o toquei. —Não quero que entre em trabalho de parto no escritório.
Talvez quando chegarmos em casa.

—OK— eu respondi, é claro, mas meus dedos estavam cruzados


nas minhas costas.

Duas horas mais tarde. —Respire Morgan— ele disse enquanto


me levavam para a sala de trabalho de parto.

—É tudo culpa sua— disse a ele. As dores do parto estavam mais


rápidas do que eu esperava.
—Você queria descansar no sofá enquanto eu cantava para
você.— Recuei quando senti o aperto em minha mão. —Então, respire
querida.

—Você tem sorte de que eu te amo Julian— disse a ele quando


outra contração chegou mais forte.

—Sim, eu tenho. Eu realmente tenho.


Mais vinte anos mais tarde...

Julian

Como sempre, inclinei-me contra a porta e vi como ela escolheu o


novo tecido. Fomos atingidos por um tornado no mês passado, e muito
de nossa pequena cidade havia sido destruída. Nossa casa teve poucos
danos e tinha sido reparada imediatamente. Como parte da reforma,
minha adorável esposa doou seu tempo e serviços para aqueles que
perderam suas casas. A Corp. Middleton doou milhões para restaurá-
los e dar às pessoas uma parte de suas vidas de volta. Era o mínimo
que podiamos fazer pelo local onde casei há tantos anos atrás.

—Como está tudo Morgan?— Eu perguntei.

—Julian— ela disse, sorrindo e me olhando por cima com seus


bonitos óculos pretos. Quando ela os usava eu ficava louco para fodê-la
com eles. Ouvi dizer que as pessoas acham sexy mulheres com óculos,
mas eu só tinha olhos para minha esposa e ela era uma mulher sexy. Eu
planejei fodê-la tão logo os babacas que estavam junto dela saíssem. Eu
odiei que eles estavam tão ansiosos para agradá-la. Meu ciúme sempre
ficou fora de controle quando se trata de minha mulher. Tenho olhos
para ela há mais de vinte anos. Dizia isso sempre a ela. Ela
argumentava que eles queriam agradar porque eles queriam ser um
cliente Middleton. Acho que ela tem um pouco de razão, mas ainda não
estava convencido.

Eu me dirigi a ela, puxei-a para meus braços e a beijei


possessivamente com minhas mãos agarrando a bunda dela. Eu recuei
e perguntei —Então, está acabando querida?
—Sim Julian.— Eu assenti com a cabeça. E o rapaz ainda estava
de olho nela. Eu estava prestes a sufocar o filho da puta quando ela
levantou-se em linha reta e terminou a reunião.

Morgan caminhou até mim com um sorriso que me disse que ela
era mais do que feliz em me ver. —Beije-me mulher— Eu rosnei, o
ciúme escorreu pelas minhas palavras. Ela levantou seus lábios aos
meus dando-me o que pedi.

—Senti sua falta hoje. Podemos ir para casa?— perguntou ela me


olhando nervosamente.

—Sim querida. Você está cansada?

—De maneira nenhuma. Eu quero você— respondeu ela,


correndo a mão entre nós, fazendo com que a intenção dela ficasse
clara. Eu fechei meus olhos e absorvi a sensação da mão dela sobre o
meu pau.

—Não vamos esperar até chegarmos em casa.— Tranquei a porta


do estúdio, em seguida, caindo contra ela. Ela estava usando um
vestido preto justo que combinava com os óculos. Eu queria sua boceta
na minha língua e cantando meu nome antes de foder duro com ela.
Depois de todo este tempo ainda não havia perdido a necessidade de
possuí-la. Meu pau exigiu lembrá-la que ela me pertencia.

—O que esta fazendo Julian?— ela perguntou quando eu caí de


joelhos.

—Querida, você é muito jovem para ser senil— eu disse com


uma risada deslizando a calcinha pelas pernas dela. —Foda-se Morgan,
meu pau esta pulsando fora de controle.— Acariciei minhas mãos
acima e abaixo das hastes de seda. Minha boca pressionada contra a
parte interna das coxas, beijando sua carne. —Minha Morgan. A quem
você pertence?— Eu perguntei, exigindo que ela me dissesse. Meu
dedo escorregou em sua umidade, fazendo-a gemer. —Diga-me
Morgan. Sabe que eu odeio quando você não diz—eu murmurei contra
o clitóris. Ela sempre adorava, quando eu brincava com sua boceta.
Abriu a boca, mas ela não podia falar. Ela gemeu quando eu empurrei
dois dedos dentro dela.

—Sua. Eu sou sua Julian,— ela gritou. As mãos dela pressionadas


sobre meus ombros, moendo sua boceta na minha cara. —Oh meu
Deus, eu vou.

—Sim, eu sou o seu Deus— Eu ri no seu monte. Sua boceta


pingava na minha língua. Eu chupava seu nectar e em seguida liberei o
meu pau e levantei suas coxas no meu antebraço e impulsionei meu
pau em sua boceta. Nós dois gememos com nossos corpos ligados.
Olhei para seu rosto lindo, e esses óculos foram muito mais sexy do
que eu esperava enquanto meu pau batia profundo nela. —Não vou ser
capaz de aguentar. Querida pode vir para mim outra vez?— Eu
perguntei, segurando sua bunda em minhas mãos, transando duro com
ela.

—Sim. Estou tão perto.

—Morgan, você é tão perfeita. Quero o seu creme em mim. Eu


quero tudo.— Sua boceta apertava meu pau, levando-me a ficar fora de
mim. —Foda-se, Morgan. Aposto que fizemos outro bebê.
—Sim, nós fizemos... há cerca de um mês— ela confessou,
olhando para mim com o lábio entre os dentes.

—Mulher, quando planejava me dizer?— Reclamei, colocando


minha mão na barriga dela. Ainda era completamente plana, mas meu
sexto bebê estava lá. Nós já tivemos cinco meninos. Meu filho mais
velho, Junior, iria completar vinte anos amanhã. Com o tornado ele não
queria fazer algo especial para ele. Em vez disso, ele queria uma festa
para a cidade inteira. —As pessoas precisam de algo para sorrir— ele
disse. Tudo foi planejado e pronto para isso. Todos vão se surpreender
quando souberem que nós estávamos adicionando outro bebê à
família. Nosso filho mais novo, Eric, tinha seis anos. Tivemos bebês
todos os outros anos, como meus pais.

Ela balançou a cabeça ajustando as roupas dela. —Eu só descobri


esta manhã.

—Foi ao médico?— Eu perguntei. Meus nervos ficaram abalados


de repente. Ela estava mais cansada ultimamente, então eu pensei que
ela estava trabalhando demais. Agora sabia o que era. Nosso filho de
dezoito anos de idade, Dylan, ia ter que ajudar a mãe no escritório. Ele
amava o lado de concepção do negócio. William e Jackson estavam no
meio de dois... e eram bom em esportes. Eles eram os dois garanhões
no beisebol, como seus primos. Suas equipes tinham ganhado troféus
de Campeonato do estado. Nós amamos os nossos rapazes, mas eu
odiava que nunca lhe dei uma filha. Ela queria uma princesa bonita
para vestir igual boneca.

—Sim, ela foi capaz de me encaixar e tudo parece estar bem.


—Eu te amo Morgan. Como se sente?— Eu disse, beijando sua
boca como um homem abençoado.

—Feliz e sonolenta. Alguém me gastou. Leve-me para casa papai


—ela disse.

—Pegue a sua bolsa.— Ela arrumou suas coisas em sua bolsa de


couro. Ela veio em minha direção, é foda vê-la naqueles saltos e
naqueles óculos. —Vou te foder assim que você tirar uma soneca.

—Ahh—, ela chiou.

—Oh, sim. Meu favorito efeito colateral de sua gravidez. Esses


hormônios em fúria estão me dizendo que preciso de férias. O que você
acha?—

—Sim, precisamos de um lugar simpático onde possamos andar


a cavalo—.

—Você não pode andar a cavalo—, recordei-lhe. Isso não era um


risco que eu estava disposto a correr.

Ela deu uma risadinha, depois pressionou seus lábios aos meus.
—Eu quis dizer seu rosto e pênis Julian. Leve-me para casa. Não há
muito o que fazer.

—Claro que sim. Eu vou conseguir configurar. Sei que temos


andado ocupados com a reconstrução e nosso trabalho em geral, mas
precisamos de mais tempo para nós.
Oito meses depois...

—Olá minha linda maravilhosa— Eu disse olhando para a minha


menina.

—Ela é perfeita Julian— Morgan chorou com o cabelo


desarrumado e sorriso encantador. Ela deu à luz a nossa filha única e
nem sequer estava um pouco exausta.

—Ela realmente é querida.

—Como está minha pequena melodia?— Eu perguntei antes de


cantar uma canção de ninar para minha princesa. Meus olhos voltaram
para Morgan que estava olhando para nós.

—Todos esses anos e sua voz ainda faz com que meu corpo
cansado entre em frenesi.

—Seis semanas querida e eu vou te dar uma serenata durante a


noite toda— prometi roubando um beijo de uma mulher que nunca me
canso. —Obrigado Morgan, por tudo.