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Econometria III

ANE059

APOSTILA

MODELOS VETORIAIS AUTORREGRESSIVOS


E DE CORREÇÃO DE ERROS

Prof. Rogério Silva de Mattos


Departamento de Economia
Faculdade de Economia
Universidade Federal de Juiz de Fora
Rogério.mattos@ufjf.edu.br
http://www.ufjf.edu.br/rogerio_mattos
1. Introdução

• Cowles Comission (décadas de 1930 e 1940) – Modelos econométricos estruturais


(equações simultâneas)

• Crítica de Sims (1980)

o “Restrições de identificação inacreditáveis”

o Variáveis devem ser tratadas simetricamente no âmbito de um modelo VAR

2. VAR(1)

• Sejam dois processsos estocásticos yt e zt representados como:

yt = a10 + a11 yt −1 + a12 zt −1 + ε 1t


zt = a20 + a21 yt −1 + a22 zt −1 + ε 2t

• Onde ε1t, ~ I(0), ε2t ~ I(0) e Cov(ε1t,ε2t) = 0. Diz-se que yt e zt seguem um processo
VAR(1)

• Representação matricial:

⎡ yt ⎤ ⎡ a10 ⎤ ⎡ a11 a12 ⎤ ⎡ yt −1 ⎤ ⎡ ε 1t ⎤


⎢ z ⎥ = ⎢a ⎥ + ⎢a +
a 22 ⎥⎦ ⎢⎣ zt −1 ⎥⎦ ⎢⎣ε 2t ⎥⎦
⎣ t ⎦ ⎣ 20 ⎦ ⎣ 21

• Ou:

xt = A0 + A1 xt −1 + ε t

⎡ yt ⎤ ⎡ a10 ⎤ ⎡a a12 ⎤ ⎡ε ⎤
• Onde: xt = ⎢ ⎥ A0 = ⎢ ⎥ A1 = ⎢ 11 ⎥ ε t = ⎢ 1t ⎥
⎣ zt ⎦ ⎣a20 ⎦ ⎣a21 a 22 ⎦ ⎣ε 2t ⎦

3. VAR(p) com 2 variáveis

yt = a10 + a1,11 yt −1 + a1,12 zt −1 + a2,11 yt −2 + a2,12 zt −2 + ... + a p ,11 yt − p + a p ,12 zt − p + ε 1t


zt = a20 + a1, 21 yt −1 + a1, 22 zt −1 + a2, 21 yt −2 + a2, 22 zt −2 + ... + a p , 21 yt − p + a p , 22 zt − p + ε 2t

• Onde ε1t, ~ I(0), ε2t ~ I(0) e Cov(ε1t,ε2t) = 0

• Representação matricial

⎡ yt ⎤ ⎡ a10 ⎤ ⎡ a1,11 a1,12 ⎤ ⎡ yt −1 ⎤ ⎡ a2,11 a2,12 ⎤ ⎡ yt −2 ⎤ ⎡ a p ,11 a p ,12 ⎤ ⎡ yt − p ⎤ ⎡ ε 1t ⎤


⎢ z ⎥ = ⎢a ⎥ + ⎢a +
a1, 22 ⎥⎦ ⎢⎣ zt −1 ⎥⎦ ⎢⎣a2, 21 ⎥ ⎢ ⎥ + ... + ⎢ +
a p , 22 ⎥⎦ ⎢⎣ zt − p ⎥⎦ ⎢⎣ε 2t ⎥⎦
⎣ t ⎦ ⎣ 20 ⎦ ⎣ 1, 21 a2, 22 ⎦ ⎣ zt −2 ⎦ ⎣a p , 21

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• Ou:

xt = A0 + A1 xt −1 + A2 xt −2 + L + Ap xt − p + ε t

⎡ yt ⎤ ⎡ a10 ⎤ ⎡ ai ,11 ai ,12 ⎤ ⎡ε ⎤


• Onde: xt = ⎢ ⎥ A0 = ⎢ Ai = ⎢ ε t = ⎢ 1t ⎥
⎥ ai , 22 ⎥⎦
i = 1,...,p
⎣ zt ⎦ ⎣a20 ⎦ ⎣ai , 21 ⎣ε 2t ⎦

• Observações:

o Parâmetros de cada equação podem ser estimados por MQO se yt ~ I(0) e zt ~


I(0)

o Se yt ~ I(1) e zt ~ I(1) e não são co-integradas, deve-se estimar a relação entre


elas como um VAR em primeiras diferenças:

⎡∆yt ⎤ ⎡π 10 ⎤ ⎡π 11 π 12 ⎤ ⎡∆yt −1 ⎤ ⎡ e1t ⎤


o ⎢ ∆z ⎥ = ⎢π ⎥ + ⎢π ⎥⎢ ⎥+⎢ ⎥
⎣ t ⎦ ⎣ 20 ⎦ ⎣ 21 π 22 ⎦ ⎣ ∆zt −1 ⎦ ⎣e2t ⎦

o ∆xt = Π 0 + Π1∆xt −1 + et

o Em geral, variáveis não estacionárias e não cointegradas diferencia-se ambas


até atingir a estacionriedade e assume-se que seguem um VAR:

o VARs podem ser vistos como casos especiais de Vetores Autorregressivos com
mecanismos de correção de erros (VCEs)

4. Modelo VAR Geral (n variáveis)

• Sejam n processos estocásticos x1t , x2t, . . . xnt

• Representação:

xt = A0 + A1 xt −1 + A2 xt −2 + ... + Ap xt − p + ε t

⎡ x1t ⎤ ⎡ a10 ⎤ ⎡ ai ,11 L ai ,1n ⎤ ⎡ε 1t ⎤


⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
• Onde: xt = : A0 = :
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ Ai = ⎢ M O M ⎥ i = 1,...,p ε t = ⎢⎢ M ⎥⎥
⎢⎣ xnt ⎥⎦ ⎢⎣a n 0 ⎥⎦ ⎢⎣ai ,n1 L ai ,nn ⎥⎦ ⎢⎣ε nt ⎥⎦

• E também εit, ~ I(0) e Cov(εit,εst) = 0. Diz-se que xt segue um Var(p)

• Se as séries forem I(1) mas não co-integradas deve-se diferenciá-las e estimar o modelo
com um VAR em primeiras diferenças, isto é:

∆xt = Π 0 + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + et

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• Se só m séries forem I(0) e n-m forem I(1), mas estas não co-integradas, deve-se
diferenciar as últimas e só então estimar-se por MQO um VAR (com m séries em nível
e n-m séries em primeiras diferenças)

5. Modelo VCE Geral (n variáveis)

• Sejam x1t ~ I(1), x2t ~ I(1), ..., xnt ~ I(1) e cointegradas.

• Representação

∆xt = Π 0 + Πxt −1 + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + et

⎡ x1t ⎤ ⎡π 10 ⎤ ⎡π i ,11 L π i ,1n ⎤ ⎡ e1t ⎤


⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
• Onde: xt = : Π 0 = :
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ Πi = ⎢ M O M ⎥ i = 1,...,p et = ⎢⎢ M ⎥⎥
⎢⎣ xnt ⎥⎦ ⎢⎣π n 0 ⎥⎦ ⎢⎣π i ,n1 L π i ,nn ⎥⎦ ⎢⎣ent ⎥⎦

⎡π 11 L π 1n ⎤
← Esta matriz é fundamental para
• Π = ⎢⎢ M O M ⎥⎥
( n×n ) a análise de cointegração! ! !
⎢⎣π n1 L π nn ⎥⎦

• Πxt representa o mecanismo de correção de erros

• Cada linha de Πxt representa uma relação de co-integração

o π i1 x1t + π i 2 x2t + ... + π 1n xnt ~ I (0)

o Pode haver no mínimo uma e no máximo n-1 relações de co-integração

• Cada linha de Π é um vetor de co-integração

o Pode haver no mínimo um e no máximo n-1 vetores de co-integração

• O posto de Π é que determina o número de relações/vetores de co-integração e o teste


de co-integração envolve determinar estatisticamente o posto de Π

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6. Breve Digressão sobre Matrizes

⎡ a11 L a1k ⎤

⎢ ⎥
Seja: A = M O M onde aij são números reais
⎢ ⎥
⎢⎣am1 L amk ⎥⎦

• Afirmações equivalentes

o Há r linhas de A linearmente independentes (0≤ r ≤ min(m,k))

o Há r colunas de A linearmente independentes (0≤ r ≤ min(m,k))

o Posto(A) = r

o O número de autovalores não nulos de A é r

• Matrizes Quadradas (m = k)

⎡ a11 L a1m ⎤

o Seja a matriz quadrada: A = M O M ⎥⎥ onde aij são números reais

⎣⎢a m1 L a mm ⎦⎥

o Posto(A) = 0 implica que A = 0 (matriz nula)

o 0 < Posto(A) < m significa que:

• det(A) = |A| = 0

• As m linhas/colunas são linearmente dependentes entre si

o Posto(A) = m significa que:

• A tem posto cheio

• Há m linhas/colunas linearmente independentes

• |A| ≠ 0

• A possui m autovalores não nulos

• A é não singular

• A possui inversa, isto é, ∃ A-1 de ordem m×m tal que A-1A = AA-1= Im

• Matrizes (Quadradadas) Simétricas

o A simétrica implica que A´ = A

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o A é diagonal quando aij = 0 para i ≠ j , isto é:

⎡a11 0 L 0 0 ⎤
⎢0 a 22 L 0 0 ⎥⎥

A=⎢ M M O M M ⎥
⎢ ⎥
⎢0 0 L a m−1,m−1 0 ⎥
⎢⎣ 0 0 L 0 a mm ⎥⎦

m
o A = ∏ aii e será |A| ≠ 0 desde que todo aii ≠ 0
i =1

n
o Traço de A = ∑a
i =1
ii (= soma dos elementos da diagonal principal de A)

• Sistemas de Equações

o Sejam A m×m, x m×1 e b m×1.

o Representação matricial: Ax = b

o Posto(A) < m implica que não há solução do sistema ou há infinitas soluções

o Posto(A) = m implica que há só 1 solução dada por x = A-1b.

• Autovalores e Autovetores

o Seja: Ax = λx, onde λ é uma constante real

o Problema: Quais valores de λ constituem solução?

o Outra representação: (A - λI)x = 0

o Se Posto(A - λI) = m, solução trivial x = 0

o Posto(A - λI) < m então | A - λI| = 0

o | A - λI| = 0 é chamada equação característica

o Equação característica é um polinômio em λ

o Exemplo m = 2

| A − λI |= 0
⎡a11 − λ a12 ⎤
⎢ a =0
⎣ 21 a22 − λ ⎥⎦
λ2 − (a11 + a22 )λ − (a11a22 − a12 a21 ) = 0

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o Há 2 raízes λ1 e λ2 , chamadas de autovalores de A

o Caso geral: A m×m possui m autovalores λ1 , λ2, ..., λm e m autovetores x1 , x2,


..., xm

• Propriedades dos Autovalores

o Posto(A) = número de autovalores não nulos de A


m
o A = ∏ λi , isto é, o determinante de A é o produto dos autovalores de A
i =1

m
o Traço(A) = ∑λ
i =1
i

m m
o ∑ aii = ∑ λi (decorre da propriedade acima)
i =1 i =1

7. Teste de Co-integração de Johansen

⎡ x1t ⎤

⎢ ⎥
Seja xt = :
⎢ ⎥
⎢⎣ xnt ⎥⎦

• Var(1): xt = Axt −1 + ε t

• Subtraindo xt-1 de ambos os lados: ∆xt = ( A − I ) xt −1 + et

• Ou: ∆xt = Π xt −1 + et

• Π= A–I ← Esta matriz é fundamental para


a análise de cointegração! ! !

• Seja r = Posto(Π)

• r = número de vetores de cointegração

• r = 0 implica que Π = 0 (matriz nula) e não há co-integração mas todas as séries


apresentam raiz unitária, isto é, são I(1) porque ∆yt = et

• r=n significa que o modelo VCE é um sistema convergente e todas as séries são
I(0), logo não há relações/vetores de co-integração

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• 0 < r < n significa que há pelo menos um vetor de cointegração

• Como se determina r? Pelo número de autovalores não nulos de Π

Teste do Traço

• H0: Posto(Π) ≤ r

• H1: Posto(Π) > r

• Estatística do traço:

o Considere os autovalores estimados de Π ordenados: λˆ1 > λˆ2 > ... > λˆn

n
o λtraço (r ) = −T ∑ ln(1 − λˆi )
i = r +1

• Regra de Decisão: λtraço (r ) > λC → Rejeito H0; λtraço (r ) ≤ λC → Não rejeito H0

• λC é o valor crítico obtido de uma tabela da distribuição de λtraço

• Obs: Aplica-se o teste sequencialmente para r = 0, r = 1, ...

Teste do Máximo Autovalor

• H0: Posto(Π) = r

• H1: Posto(Π) = r + 1

• Estatística do teste:

o Considere os autovalores estimados de Π ordenados: λˆ1 > λˆ2 > ... > λˆn

o λmáx (r ) = −T ln(1 − λˆr +1 )

• Regra de Decisão: λmáx > λC → Rejeito H0; λmáx ≤ λC → Não rejeito H0

• λC é o valor crítico obtido de uma tabela da distribuição de λmáx

• Obs: Aplica-se o teste sequencialmente para r = 0, r = 1, ...

8. Outras Representações

• Seja o modelo VCE:

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∆xt = Π 0 + Πxt −1 + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + et

⎡ x1t ⎤ ⎡π 10 ⎤ ⎡π i ,11 L π i ,1n ⎤ ⎡ e1t ⎤



⎢ ⎥
Onde: xt = : Π 0 = :
⎢ ⎥ Π =⎢ M O

M ⎥ i = 1,...,p et = ⎢⎢ M ⎥⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ i ⎢
⎢⎣ xnt ⎥⎦ ⎢⎣π n 0 ⎥⎦ ⎢⎣π i ,n1 L π i ,nn ⎥⎦ ⎢⎣ent ⎥⎦

⎡π 11 L π 1n ⎤
• Π = ⎢⎢ M O M ⎥⎥
( n×n )
⎢⎣π n1 L π nn ⎥⎦

• Se r = Posto(Π) < n, então existem matrizes α e β ambas n×r tais que:

• Π = αβ’

o Exemplo: r = 2 e n = 4

⎡α 11 α 12 ⎤
⎢α α 22 ⎥⎥ ⎡ β11 β12 β13 β14 ⎤
Π = ⎢ 21
α 32 ⎥ ⎢⎣ β 21 β 22 β 24 ⎥⎦
o
( 4×4 ) ⎢α 31 β 23
⎢ ⎥
⎣α 41 α 42 ⎦

• α = matriz de coeficientes de ajustamento (aos desequilíbrios)

• β = matriz de coeficientes de co-integração

• Normalizações de β:

⎡1 β12* β13* β14* ⎤


o β ′* = ⎢ ⎥
⎣1 β 22 β 23* β 24* ⎦
*
( 2×4 )

⎡1 0 β13** β14** ⎤
o β′ = ⎢
**

⎣0 1 β 23 β 24** ⎦
**
( 2×4 )

9. Opções do Teste de Johansen

VEC com termos determinísticos:

∆xt = Π 0 + Πxt −1 + Bd t + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + et

dt = vetor com termos determinísticos (interceptos e/ou tendências)

9.1 Séries em xt sem tendência determinística e relações de co-integração sem intercepto:

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H 01 (r ) : Πxt −1 + Bd t = αβ ′xt −1

9.2 Séries em xt sem tendência determinística e relações de co-integração com intercepto:

H 02 (r ) : Πxt −1 + Bd t = α ( β ′xt −1 + ρ 0 )

9.3 Séries xt com tendência determinística e relações de co-integração só com intercepto:

H 03 (r ) : Π xt −1 + Bd t = α ( β ′xt −1 + ρ 0 ) + α ⊥γ 0

9.4 Séries xt com tendência determinística e relações de co-integração também:

H 04 (r ) : Πxt −1 + Bd t = α ( β ′xt −1 + ρ 0 + ρ1t ) + α ⊥γ 0

9.5 Séries xt com tend. determinística quadrática e relações de co-integração com. det. linear:

H 05 (r ) : Πxt −1 + Bd t = α ( β ′xt −1 + ρ 0 + ρ1t ) + α ⊥ (γ 0 + γ 1t )

Aninhamento das hipóteses: H 01 (r ) ⊂ H 02 (r ) ⊂ H 03 (r ) ⊂ H 04 (r ) ⊂ H 05 (r )

10. Procedimentos do Teste de Johansen

1. Determinação do lag-máximo p do modelo VEC: estima-se o VAR irrestrito com as séries


não diferenciados (em nivel) começando com um lag longo e buscando reduzi-lo pelos critérios
de Akaike e Schwarz ou pelo teste LB); e

2. Escolha da opção de teste (9.1-9.5)

3. Cálculo das estatísticas λmáx e λtraço pelo seguinte procedimento:

3.1Estimação irrestrita do modelo VAR e do Modelo para xt-1:

∆xt = Π
ˆ 0 + Bˆ d t + Π
ˆ 1 ∆xt −1 + Π
ˆ 2 ∆xt − 2 + ... + Π
ˆ p ∆xt − p + eˆt

xt −1 = Π
ˆ *0 + Bˆ * d t + Π
ˆ 1* ∆xt −1 + Π
ˆ *2 ∆xt − 2 + ... + Π
ˆ *p ∆xt − p + eˆt*

3.2 Uso dos resíduos êt e et* para estimação das matrix α e β por Máxima
Verossimilhança condicional sob hipótese de normalidade dos erros et e e*t:

3.3 Cálculo e ordenação dos autovalores λˆ1 > λˆ2 > L > λˆn de β.

3.4 Cômputo de λmáx e λtraço para distintos valores de r = 0,1,...,n

5. Escolha de NS, determinação do valor Crítico e aplicação da regra de decisão

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11. Modelos VAR e VEC com sazonalidade

Sejam D1t, D2t, . . ., Ds-1,t variáveis dummies sazonais, definidas como:

⎧1 t ⇔ j
D jt = ⎨ j = 1,...,s-1
⎩0 outro

j = período sazonal e s = tamanho do ciclo sazonal (2-semestral, 3-quadrimestral, 4-


trimestral, 6-bimestral, 12-mensal)

E sejam D*1t, D*2t, ..., D*s-1,t variáveis dummies sazonais centradas e definidas como:

D *jt = D jt − 1 / s

⎡α 11 L α1,s −1 ⎤ ⎡ D1*t ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
Seja também: Α = ⎢ M O ⎥ Dt* = ⎢ M ⎥
⎢⎣α n1 L α1,s −1 ⎥⎦ ⎢ Ds*−1,t ⎥
⎣ ⎦

Modelo VAR com sazonalidade

∆xt = Π 0 + Bd t + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + ΑDt* + et

Modelo VEC com sazonalidade

A sazonalidade usualmente é incorporada fora das relações de co-integração:

∆xt = Π 0 + Π xt −1 + Bd t + Π 1∆xt −1 + Π 2 ∆xt −2 + ... + Π p ∆xt − p + ΑDt* + et

Notas:

• No Eviews, no âmbito do procedimento do teste de cointegração de Johansen, as


variáveis dummies são indicadas caixa para variáveis exógenas que aparecem nas
Janelas ‘Var’ e do ‘Johansen Cointegration Test’;

• O procedimento do teste de Johansen para co-integração que está implementado no E-


vies, porém, reporta valores críticos assumindo que não há variáveis exógenas (logo
nem as variáveis dummies) no modelo VEC.

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12. Metodologia Geral de Construção de Modelos
(com implementação no Eviews)

1. Variáveis Endgógenas: Escolher variáveis endógenas que comporão o vetor xt

2. Gráficos: Analisar gráfico das séries para verificar presenças de tendências estocásticas e
determinísticas (opção Quick/Graph/Line)

3. Teste de Raízes Unitárias: Realizar testes ADF para determinar ordem de integração
(em geral se I(0) ou I(1)) e com ou sem tendências determinísticas (opção Quick/Series
Statistics/Unit Root/Augmented Dickey Fuller);

4. Se todas as séries forem I(0), deve-se estimar um modelo VAR sem diferenciar as séries
(opção Quick/Estimate Var);

5. Teste de Co-integração: Se uma ou mais séries forem I(1), com as demais I(0), fazer o
teste de co-integração de Johansen para determinar existência e número de relações de
co-integração. Para implementar no Eviews, faça assim:

- Determinação do lag máximo: estime um VAR irrestrito para as séries não


diferenciadas assumindo inicialmente um lag longo (opção Quick/Estimate VAR) e
observe a estatística de Scharwz Criteria (modelo global); repita o procedimento
diminuindo uma unidade o lag (botão Estimate da Janela ‘Var’), sempre observando a
estatística Schwarz Criteria, até atingir um valor de lag que a minimiza.

- Implementação do Teste: dentro da Janela ‘Var’ (última estimação) clique em


View/Cointegration Test. Escolha a opção apropriada e entre com as variáveis dummies
sazonais (ou outras dummies) na caixa ‘Exogenous Series in Var’;

- Escolha do número de equações de co-integração: Interprete os resultados do teste


de cointegração de Johansen e escolha o número de equações de co-integração. Não
feche ainda a Janela ‘Var’, siga para o passo 6.

6. Estimação do VAR ou VEC: se não houver equações de cointegração (posto nulo),


estime um VAR para as séries em primeiras diferenças (dentro da Janela ‘Var’,
simplesmente clique Estimate e use opção ‘Unrestricted Var’); se houver uma ou mais
equações de co-integração estime um VEC (dentro da Janela ‘Var’, clique Estimate e use
opção ‘Vector Error Correction’, mas não esqueça de entrar o número de equações de co-
integração escolhido na caixa ‘Number of CE’s’).

7. Modelagem Geral-para-Específico: Procure ir reduzindo o número de defasagens das


variáveis caso se mostrem pouco significativas e também o número de variáveis dummies
(sazonais ou não). Sempre retire uma defasagem ou uma dummy por vez e re-estime o
modelo (na Janela ‘Var’, clique em Estimate para re-especificar o modelo a estimar).
Quando terminar, você encontrou o modelo mais apropriado.

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