Você está na página 1de 37

Deus criou a música e nos deu habilidade para criar diferentes tipos de música.

Na Bíblia a música serve


principalmente para louvar a Deus. Salmos é um livro de cânticos. A música também serve para expressar diferentes
sentimentos sobre situações da vida. A música é uma bênção de Deus.
A música na Bíblia podia ser solene, para refletir, ou ser muito alegre, para festejar. Os israelitas usavam
vários instrumentos diferentes de sopro, de cordas e de percussão, cantavam e até dançavam na presença de Deus!
Salmos 150:1-6, Salmos 96:1-2, Salmos 100:2, Salmos 40:3, Salmos 33:1-3, Efésios 5:19, Colossenses 3:16,
Êxodo 15:20-21, Juízes 5:3, 2 Samuel 6:5, 1 Samuel 16:15-16, 1 Samuel 16:23, Salmos 47:6-7, 1 Crônicas 15:16, 1
Crônicas 15:19-22, 1 Crônicas 15:25, 2 Crônicas 5:12-14, Apocalipse 5:8-10
O louvor é muito importante na vida do cristão. Quem ama a Deus quer louvá-lo. O louvor é sinal que
reconhecemos as maravilhas de Deus e estamos gratos. Através do louvor, nossa fé é fortalecida, somos consolados e
ficamos mais alegres, porque lembramos do poder e do amor de nosso Deus.
Temos muitas razões para louvar a Deus. Ele nos criou com amor e carinho. Ele nos dá vida, nos protege e
nos sustenta. Deus nos ama e não nos abandona na dificuldade, mas está sempre do nosso lado para nos ajudar a
crescer e superar as dificuldades....
Pense em todas as suas razões para louvar a Deus e você será mais feliz!
Hebreus 13:15, Salmos 103:2, Salmos 135:3, Deuteronômio 10:21, Salmos 107:8-9 , Salmos 30:11-12,
Salmos 40:3, 1 Pedro 2:9-10, 2 Samuel 22:4, Salmos 22:22-24, Isaías 42:8, Salmos 68:3-5, Salmos 30:4-5, Salmos
71:6, Efésios 1:5-6.
O que Deus diz sobre a música?
Deus criou a música para Seu louvor. Na Bíblia, as celebrações sempre tinham música. Alguns sacerdotes e
levitas trabalhavam a tempo inteiro como músicos, para liderar a música na congregação.
A música pode servir para:
 Louvar a Deus – Salmos 47:6
 Acalmar – 1 Samuel 16:23
 Celebrar eventos importantes – Êxodo 15:20-21
 Se ligar com o espiritual – 2 Reis 3:15
As músicas de louvor a Deus na Bíblia eram muito variadas. Algumas eram alegres e mexidas, acompanhadas
de dança e gritos, outras sérias e contemplativas, convidando à reflexão.
Instrumentos na Bíblia
Os sacerdotes usavam muitos instrumentos musicais diferentes para a música do templo:
 Harpa – um instrumento de cordas grande, de som melodioso
 Lira – outro instrumento de cordas, parecido com a harpa mas mais pequeno
 Trombeta – um instrumento de sopro que fazia sons muito altos, um pouco como uma buzina
 Flauta – um instrumento de sopro pequeno, tocado com os dedos
 Tamborim – um instrumento de percussão que se toca chacoalhando e batendo com a mão para
marcar um ritmo
 Címbalos – pratos metálicos usados também para percussão
A Bíblia fala de música secular?
Não, a Bíblia não fala sobre música secular. As pessoas cantavam sobre os feitos de Saul e Davi nas guerras
e na parábola do filho pródigo há uma festa com música. Não há indicação que essas eram músicas de louvor a Deus.
A música era parte da vida cotidiana, provavelmente não era tudo música religiosa.
A música é uma coisa boa, criada por Deus. Na Bíblia Deus não exige nenhum estilo específico de música
para O louvar. Ele nos dá espaço para ser criativos e criar música com muitos instrumentos, ritmos e estilos
diferentes.
Um cristão pode ouvir música secular?
Sim, um cristão pode ouvir música secular. A Bíblia não diz em lugar nenhum que não podemos ouvir
música secular. Cada pessoa deve seguir sua consciência sobre que música deve ou não deve escutar.
Música secular é do diabo?
Não, música secular não é necessariamente trabalho do diabo. Existem músicas com uma mensagem
muito má, que servem mesmo ao diabo, mas há muita música secular que é bonita e não é má. É errado ser radical e
proibir toda a música que não seja religiosa. Deus em Sua infinita misericórdia deu o dom de fazer música linda a
muitas pessoas que não O conhecem. Alguns pervertem esse dom e fazem música cheia coisas erradas mas muitos
outros usam o dom de forma inocente, para criar algo belo.
Só porque uma música vem de uma pessoa que não é cristã, isso não significa que é ruim e não devemos
escutar. Pouca gente tem problema com música clássica, mas muitos compositores clássicos eram homens perversos,
sem temor a Deus. Também há canções cristãs lindas que foram compostas e escritas por pessoas não cristãs. Uma
canção pode ter origens ruins e ainda ser usada por Deus (1 Coríntios 1:28-29).
Escutar música “do mundo” é pecado?
Não, escutar música que não é religiosa não é pecado. A mesma canção pode inspirar uma pessoa a atos
maus e outra a louvar a Deus! Isso acontece com todos os gêneros musicais, com e sem letra. Pecado não é ouvir a
música, pecado é deixar a música lhe afetar de maneira ruim.
Quem tem Jesus no seu coração não precisa de regras dizendo “você não pode ouvir essa ou aquela música”
(Colossenses 2:20-23). Há música que quando ouvimos, sabemos que é má e não sentimos bem escutando. Quando
você sente isso, é melhor não escutar. Mas a mesma música que é má para você pode trazer uma mensagem profunda
para outra pessoa. O melhor é não condenar os outros pela música que ouvem.
Deus não nos tirou do mundo. Não podemos viver totalmente isolados de tudo que está lá fora (João 17:18).
Podemos apreciar uma música pela sua técnica, sem concordar com seu autor nem com sua mensagem. Em Cristo
temos a liberdade de apreciar o que há de bom no mundo sem nos contaminarmos com o pecado.
Música secular também é um meio muito bom para conversar com outras pessoas que não são
crentes. É um ponto em comum, que ajuda a quebrar barreiras de medo e preconceito. Tal como Paulo não teve
problema em citar filósofos pagãos para se ligar com o povo, nós também não devemos ter medo de usar a linguagem
que o mundo entende para passar a mensagem de Cristo.
Dançar é pecado?
Não, dançar não é pecado. Mas em algumas situações a atitude com que você dança pode ser pecaminosa.
Na Bíblia dançar está quase sempre associada a ocasiões felizes, com a aprovação de Deus.
A Bíblia fala principalmente sobre dançar para louvar a Deus. Amar e louvar a Deus é uma atitude integral:
envolve nossos pensamentos, nossos sentimentos e nosso corpo (Marcos 12:30). Dançar é uma forma de usar nosso
corpo para louvar a Deus.
Veja aqui: o que é louvor?
Dançar é uma forma de expressar alegria. Quem está alegre quer dançar. Na Bíblia existem vários casos de
pessoas que dançaram perante Deus para mostrar alegria:
 Miriã e as mulheres de Israel – quando o povo foi liberto do Egito, dançaram para louvar a Deus –
Êxodo 15:20-21
 Davi – quando trouxe a arca para Jerusalém, o rei dançou com toda sua força para Deus – 2 Samuel
6:14-15
 O povo de Deus no futuro – no fim dos tempos, quando Deus restaurar seu povo, eles dançarão de
alegria – Jeremias 31:13-14
Dançar para Deus não é pecado. Dançar é uma forma perfeitamente aceitável para louvar a Deus. A Bíblia até
nos incentiva a dançar! - Salmos 150:4-6
Na Bíblia as pessoas também dançavam em outras ocasiões alegres, como vitórias militares (1 Samuel 18:6).
A Bíblia não condena essas danças seculares. Na parábola do filho pródigo, Jesus contou que o pai fez uma festa
quando seu filho voltou e nessa festa as pessoas dançaram (Lucas 15:25-27). Como o pai da história representa Deus,
fica claro que dançar não é pecado.
Quando dançar se torna pecado?
Dançar se torna pecado quando leva a pessoa a cometer pecado. Em algumas situações dançar pode
incentivar ao pecado. Se dançar pesa na sua consciência, então não dance (Romanos 14:22-23). Evite situações que
lhe levam a pecar. Isso não significa que você não pode dançar nunca, mas que você precisa estabelecer limites de
acordo com sua consciência.
Dançar é pecado quando é para:
 Sedução – dançar errado quando é usado para despertar desejos sexuais imorais; a filha de Herodias
provavelmente dançou de forma sedutora perante Herodes, levando-o a fazer uma promessa precipitada – Mateus
14:6-7
 Idolatria – quando a dança é parte de um ritual de adoração a outro que não é o Deus verdadeiro, é
pecado participar, porque é cultuar outro deus; os judeus zangaram a Deus quando dançaram para o bezerro de ouro
no deserto – Êxodo 32:19
Crente pode dançar profissionalmente?
Sim, o crente que tem vocação pode dançar profissionalmente mas vai precisar de estabelecer limites. Existem
muitas formas de dança que não são pecaminosas. O mais importante é procurar glorificar a Deus com seu corpo
e em tudo que faz (1 Coríntios 10:31).
Como em qualquer profissão, vão haver tentações e decisões difíceis mas, com a ajuda de Deus, o crente pode
superar as dificuldades e dar bom testemunho. Antes de decidir se vai dançar profissionalmente, o crente deve orar,
procurando fazer a vontade de Deus (Tiago 1:5).
Bases Bíblicas Para Uma Teologia de Música e Adoração
on 30 de maio de 2019 at 20:52
por: Levi de Paula Tavares
Antes de começarmos a discorrer sobre o assunto propriamente dito, devemos esclarecer que é muito comum
haver uma certa confusão entre música e letra. É normal a pessoa fazer uma análise de valor de uma canção apenas
pela análise da letra, porque este é o componente mais objetivo do conjunto. Mas entendemos que letra é uma coisa,
música é outra. E por “música” estamos falando do fenômeno sonoro, composto de Melodia, Harmonia e Ritmo.
Assim, a música é o meio pelo qual a mensagem da letra alcança o ouvinte.
Portanto, para definirmos se uma canção é apropriada ou não para a adoração, não basta analisarmos se a letra
é teologicamente correta, uma vez que cremos firmemente que a música causa uma influência por si mesma sobre o
ouvinte (como bem sabem os responsáveis por trilhas sonoras de filmes) e, assim sendo, para ser apropriada para a
adoração, esta música deve ser pautada pelos princípios gerais que orientam a adoração.
Uma boa letra não santifica a música que lhe serve de veículo. Pelo contrário, sendo a canção um todo,
qualquer uma das duas que esteja em desacordo com os princípios bíblicos irá contaminar a outra e a adoração assim
ofertada será falsa. Nada que seja profano deve ser apresentado na adoração a um Deus santo. “Não profanareis o meu
santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico” (Levítico 22:32)
Ambas, tanto a letra quanto a música devem ser “sacras”, ou ambas estarão impróprias para a adoração.
Isto posto, devemos esclarecer que não existem textos bíblicos dizendo que não podemos usar rock, assim
como não existem textos que digam que modelo de carro devemos comprar ou quantos centímetros deve ter o cabelo
das mulheres, ou de que cor devemos pintar a igreja. Mas isto não quer dizer que somos deixados sem uma direção
neste sentido. A Bíblia apresenta princípios, que devem ser aplicados ao contexto em que vivemos, contexto este que
envolve a cultura, as tradições, a história, etc…. Assim, o princípio da modéstia cristã no vestuário gerará resultados
diferentes em culturas diferentes, mas, se estes princípios forem aplicados sob a orientação do Espírito Santo,
buscando com humildade fazer a vontade de Deus, estes resultados nunca estarão desonrando a Deus nem causando
escândalo ao Seu nome. Da mesma forma, temos princípios que podem e devem ser aplicados à música utilizada na
adoração e são estes princípios que pretendemos analisar neste artigo.
Adorar é ofertar a quem é o legítimo doador de todas as coisas. A esse Deus benevolente deve se oferecer o
melhor sacrifício de louvor (veja Hebreus 13:15-16), sem esquivar-se ao valor (veja II Samuel 24:20-24).
Seria um engano, ingênuo ou consciente, acharmos que toda e qualquer expressão de adoração que parte do
homem é verdadeira. O homem possui um coração enganoso e uma mente limitada (Jeremias 17:9; Isaías 55:8-9).
Essas duas coisas produzem um erro que não é percebido facilmente pelo homem, especialmente quando a maioria ao
seu redor está envolvida no erro (II Timóteo 3:1-5; II Timóteo 4:3-4).
Não é sábio colocarmos a nossa base de sustentação naquilo que é enganoso e limitado. Devemos usar o que é
firme e eterno. Só a Bíblia é a base firme para estipular o que é a adoração verdadeira. Se a Bíblia é a nossa base “mui
firme” (II Pedro 1:19; Hebreus 4:12); se ela é a nossa única regra de fé e prática, então tudo o que não concorda com
ela tem que ser julgado falso (Isaías 8:20).
Conta-se a história de um homem que, durante uma campanha eleitoral, leu em um adesivo de pára-choque o
seguinte: “Já tomei minha decisão. Por favor, não me confundam com os fatos”. Esta história nos faz lembrar do
debate atual sobre o uso da música popular para adoração ou evangelismo. Muitos cristãos têm opiniões fortes a favor
ou contra o uso de tal música. Como cristãos, não podemos fechar nossas mentes na procura por verdades bíblicas,
porque somos chamados a crescer em “graça e conhecimento” (II Pedro 3:18). Às vezes pensamos que sabemos tudo o
que a Bíblia ensina sobre certa doutrina, mas quando começamos a investigar o assunto, logo descobrimos quão pouco
sabemos.
A importância da música na Bíblia é indicada pelo fato de que as atividades criadoras e redentoras de Deus
foram acompanhadas e celebradas por música. Na criação a Bíblia nos diz “quando as estrelas da alva juntas
alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (Jó 38:7). Na encarnação, o coro celestial cantou:
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre homens, a quem ele quer bem!” (Lucas 2:14). Na
consumação final da redenção, a grande multidão dos remidos cantará: “Aleluia! porque já reina o Senhor nosso
Deus, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 19:6).
No capítulo 148 do livro de Salmos, toda a natureza é convidada a elevar louvores ao seu Criador:
1 Louvai ao Senhor! Louvai ao Senhor desde o céu, louvai-o nas alturas!
2 Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!
3 Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes!
4 Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus!
5 Louvem eles o nome do Senhor; pois ele deu ordem, e logo foram criados.
6 Também ele os estabeleceu para todo sempre; e lhes fixou um limite que nenhum deles ultrapassará.
7 Louvai ao Senhor desde a terra, vós, monstros marinhos e todos os abismos;
8 fogo e saraiva, neve e vapor; vento tempestuoso que escuta a sua palavra;
9 montes e todos os outeiros; árvores frutíferas e todos os cedros;
10 feras e todo o gado; répteis e aves voadoras;
11 reis da terra e todos os povos; príncipes e todos os juízes da terra;
12 mancebos e donzelas; velhos e crianças!
13 Louvem eles o nome do Senhor, pois só o seu nome é excelso; a sua glória é acima da terra e do céu.
14 Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é
chegado. Louvai ao Senhor!
Mais maravilhoso que toda a natureza cantando é o convite que é estendido aos seres humanos para cantarem.
“Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação.” (Salmos 95:1). “Salmodiai ao
Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.” (Salmos 30:4) “Oh! que os homens exaltem a Deus
por sua bondade, e pelos trabalhos maravilhosos para os filhos dos homens.” (Salmos 107:8). Deus e o louvor de Seu
povo estão tão entrelaçados que o próprio Deus é identificado como “meu cântico”: “O Senhor é a minha força e o
meu cântico” (Êxodo 15:2).
Mas a Bíblia menciona, especificamente, que o cântico deveria ser dirigido a Deus. Seu propósito nunca é a
satisfação pessoal, mas para a glorificação de Deus.
“Então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque
gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.” (Êxodo 15:1)
“E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o
seu cavaleiro.” (Êxodo 15:21)
“Louvai ao Senhor, invocai o seu nome; fazei conhecidos entre os povos os seus feitos. Cantai-lhe, salmodiai-
lhe, falai de todas as suas obras maravilhosas. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam
ao Senhor. Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente.” (I Crônicas 16:8-11)
“Regozijai-vos no Senhor, vós justos, pois aos retos fica bem o louvor. Louvai ao Senhor com harpa, cantai-
lhe louvores com saltério de dez cordas. Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.” (Salmos 33:1-3)
“Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todos os moradores da terra. Cantai ao Senhor,
bendizei o seu nome; anunciai de dia em dia a sua salvação.” (Salmos 96:1-2)
“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai
louvores. Louvai ao Senhor com a harpa; com a harpa e a voz de canto. Com trombetas, e ao som de buzinas, exultai
diante do Rei, o Senhor.” (Salmos 98:4-6)
“Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.”
(Salmos 106:1)
“Louvai ao Senhor. Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor. Bendito seja o nome do Senhor,
desde agora e para sempre. Desde o nascimento do sol até o seu ocaso, há de ser louvado o nome do Senhor.”
(Salmos 113:1-3)
“Louvai ao Senhor todas as nações, exaltai-o todos os povos. Porque a sua benignidade é grande para
conosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvai ao Senhor.” (Salmos 117)
“Louvai ao Senhor. Louvai o nome do Senhor; louvai-o, servos do Senhor, vós que assistis na casa do Senhor,
nos átrios da casa do nosso Deus. Louvai ao Senhor, porque o Senhor é bom; cantai louvores ao seu nome, porque
ele é bondoso.” (Salmos 135:1-3)
“Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor. Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei
louvores ao meu Deus enquanto viver.” (Salmos 146:1-2)
“Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na assembléia dos santos!” (Salmos
149:1)
“Cantai ao Senhor; porque fez coisas grandiosas; saiba-se isso em toda a terra. Exulta e canta de gozo, ó
habitante de Sião; porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.” (Isaías 12:5-6)
“E ainda: Louvai ao Senhor, todos os gentios, e louvem-no, todos os povos.” (Romanos 5:1)
“falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso
coração,” (Efésios 5:19)
Cantar, na Bíblia, não é limitado à experiência da adoração, mas se estende à totalidade da existência de uma
pessoa. Crentes que vivem em paz com Deus têm uma canção constante em seus corações, embora esse cântico talvez
nem sempre seja vocalizado. É por isso que o salmista diz: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei
louvores ao meu Deus, enquanto eu viver“. (Salmos 146:2); ” Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei
louvores ao meu Deus enquanto eu existir.” (Salmos 104:33). Em Apocalipse os que saíram da grande tribulação são
vistos em pé diante do trono de Deus, enquanto cantam um novo cântico que diz: “Ao nosso Deus, que se assenta no
trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação“. (Apocalipse 7:10). Cantar louvores a Deus é uma experiência que começa
nesta vida e continuará no mundo por vir.
É interessante notarmos que, biblicamente, a música não é apenas uma dádiva de gratidão do homem para
Deus, é também um dom de Deus. Exaltando a Deus por sua libertação, Davi disse: “E me pôs nos lábios um novo
cântico, um hino de louvor ao nosso Deus” (Salmos 40:3).
A música é um presente de Deus à família humana, parte de sua criação, parte de um todo ” que era muito
bom” (Gênesis 1:31) criado por Deus no principio. O grande Artista divino fez os homens à sua imagem, com gosto
pela beleza, e com suficiente criatividade e capacidade estética para expressá-la e desfrutá-la (Gênesis 1:27, 28). Deus
é a grande gênese da música. Por um tempo Lúcifer foi apenas seu diretor do coro, até que pôs em dúvida a dignidade
do único objeto do louvor celestial (Isaías 14:12-14). Neste contexto o homem, como mordomo do Criador, é
responsável por usar, preservar e desenvolver o dom da criatividade, e da expressão musical. Podemos ter diferenças
de estilo ou tipos de música, mas nenhum cristão que busca agradar a Deus se oporá à música em si, porque ela faz
parte da provisão da graça de Deus para a família humana.
Isaías 6:1-8 tem um relato que é freqüentemente citado nos estudos sobre a adoração. Aqui nos defrontamos
com um completo esquema litúrgico, e não é exagero afirmar que, depois das instruções levíticas do Pentateuco, Isaías
6 talvez seja o mais importante texto sobre adoração das Escrituras hebraicas. Observemos e analisemos o seu
conteúdo:
“1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do
seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas
voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da
sua glória.
4 E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça.
5 Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de
impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!
6 Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7 e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o
teu pecado.
8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui,
envia-me a mim.”
Versos 1-4 – Visão da Majestade Divina – A verdadeira adoração envolve essa percepção da transcendência
de Deus. Sua glória e seus atributos são exaltados. É o aspecto contemplativo do culto, em que nossa mente e coração
são conduzidos pela leitura da Palavra, cânticos e orações a uma visualização espiritual da pessoa de nosso Criador,
Redentor e Juiz. Trata-se sempre de uma experiência de santo deslumbramento diante da beleza e perfeição do Senhor.
Reuniões “cristãs” que não produzem esse senso de contato com o Grande e Soberano Deus podem ser chamadas por
vários nomes, menos de “cultos”. Cultuar envolve sempre calar-se quebrantado diante daquele que nos elegeu e
salvou, de forma incompreensível.
Verso 5 – Visão de nossa própria finitude e pecaminosidade – Cultuar implica em reconhecer o quanto
somos pequenos e impuros, carentes do Deus Santo. A Igreja Antiga denomina esse momento do culto de Sanctus. É
quando nos dobramos em lamentação porque somos pecadores, porque somos inerentemente poluídos com a
corrupção, e entristecemos diariamente ao Espírito Santo que habita em nós. É então que gememos suplicando por
misericórdia, anelando pelo dia de nossa redenção, quando seremos plenamente libertos do pecado.
Versos 6-7 – Confissão e recebimento de perdão – No culto Deus age em nosso favor, e ministra a nós
conforme a nossa necessidade. Sempre recebemos algo de Deus, ao nos prostrarmos diante dele em adoração
autêntica. Assim sendo, apesar de enfatizarmos o culto teocêntrico, temos de reconhecer que as necessidade humanas
são atendidas, dentro do princípio de Salmos 37:4 e Mateus 6:33: buscando primeiro a Deus, somos abençoados
naquilo que precisamos, segundo a sua soberania.
Verso 8 – Consagração – Pode-se dividir este verso em duas partes: A exortação divina e a aceitação por
parte do adorador. A consagração sempre envolverá ação. Quem cultua de verdade, está disposto a ouvir o chamado
divino, dispondo-se para obedecê-lo com amor e alegria.
Caberia aqui um pequeno intervalo nas nossas considerações para fazermos uma sinopse do que foi dito até
agora e meditarmos: Qual tipo de música é apropriado para esta seqüência litúrgica? Parece ser evidente que nestas
quatro áreas que acabamos de analisar caberiam quatro tipos diversos de música, porque os momentos pessoais do
adorador são completamente diferentes em cada etapa. Existem momentos mais recolhidos e momentos mais
expansivos, e a música deve acompanhar e enriquecer estas diferentes experiências espirituais. Mas, como vimos nos
textos bíblicos anteriores, estas música diversas sempre estariam voltadas para Deus, nunca para o homem. Também já
vimos que a adoração pode ser falsificada, adulterada pelos nossos gostos não santificados e nossa natureza carnal (I
Coríntios 2:14-15). Cabe, portanto nos colocarmos humildemente nas mãos do Espírito Santo para que Ele nos guie na
verdadeira adoração.
O “Novo Cântico” da Bíblia
Nove vezes a Bíblia fala em cantar “um novo cântico”. Sete vezes essa frase ocorre no Velho Testamento
(Salmos 33:3; 40:3; 96:1; 98:1; 144:9; 149:1; Isaías 42:10) e duas vezes no Novo Testamento (Apocalipse 5:9; 14:2-
3). Muitos crentes sinceros defendem a ideia que a música religiosa popular contemporânea é o cumprimento profético
do “novo cântico” bíblico, porque as canções populares têm letras e melodias “novas”.
Porém, um estudo do “novo cântico” na Bíblia, revela que essa frase não se refere a uma composição nova,
mas a uma nova experiência, que possível louvar a Deus com um novo significado. O “novo cântico” na Bíblia não
está associado a letras mais simples ou música mais rítmica, mas com a uma experiência sem igual de libertação
divina. A palavra grega traduzida por “novo” é kainos, que significa novo em qualidade e não em tempo. O
significado cronológico da expressão é dado pela palavra grega neos.
Somente a pessoa que experimentou o poder transformador da graça de Deus pode cantar um cântico novo. É
digno de nota que a famosa exortação de Paulo em Colossenses 3:16 “louvando a Deus, com salmos, e hinos, e
cânticos espirituais” é precedida pelo seu apelo: “uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos
revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”
(Colossenses 3:9-10). O “novo cântico” celebra a vitória sobre a velha vida e as velhas canções; ao mesmo tempo,
expressa gratidão pela vida nova em Cristo experimentada pelos crentes.
A Música no Templo
Muitos dos envolvidos no ministério da música contemporânea apelam para os diferentes estilos de música do
Velho Testamento para “fazerem do jeito deles”. Eles acreditam que a música produzida por instrumentos de
percussão e acompanhados por dança eram comuns nos serviços religiosos. Por conseguinte, defendem que alguns
estilos de música rock e danças são apropriados para os cultos na igreja hoje.
Um estudo cuidadoso da função da música do Velho Testamento revela o contrário. Por exemplo, no Templo
os músicos pertenciam a um clero profissional, só tocando em ocasiões restritas e especiais, e usavam alguns poucos
instrumentos musicais específicos. A transição de uma vida insegura, nômade no deserto para um estilo de vida
permanente na Palestina sob a monarquia, proveu a oportunidade para se desenvolver um ministério de música que
satisfizesse as necessidades da congregação adoradora no Templo. Antes desta época as referências sobre música
estavam principalmente com as mulheres que cantavam e dançavam ao celebrarem eventos especiais. Com o
estabelecimento por Davi de um ministério de música profissional pelos Levitas, a produção musical ficou restrita aos
homens.
Os livros de Crônicas descrevem com detalhes consideráveis como Davi organizou o ministério musical dos
Levitas. De acordo com o primeiro livro de Crônicas, Davi organizou esse ministério em três estágios. Primeiro, ele
ordenou aos chefes das famílias levíticas que designassem uma orquestra e um coro para acompanharem o transporte
da arca até a tenda em Jerusalém (I Crônicas 15:16-24).
O segundo estágio aconteceria depois que a arca tivesse sido colocada em segurança na tenda em seu palácio
(I Crônicas 15:1-3). Davi organizou a apresentação regular de música coral na hora das ofertas queimadas com os
corais posicionados em dois locais diferentes (I Crônicas 16:4-6, 37-42). Um coro se apresentava sob a liderança de
Asafe diante da arca em Jerusalém (I Crônicas 16:37), e o outro sob a liderança de Hemã e Jedutun diante do altar em
Gibeão (I Crônicas 16:39-42).
O terceiro estágio da organização do ministério de música por Davi, aconteceu no final de seu reinado quando
ele planejou o serviço musical elaborado que seria realizado no templo que Salomão construiria (I Crônicas 23:2 a
26:32). Davi fundou um conjunto com 4.000 Levitas como artistas em potencial (I Crônicas 15:16; 23:5). Deste grupo
ele formou um coro levítico profissional com 288 componentes. O próprio Davi se envolveu juntamente com seus
oficiais na escolha de vinte e quatro líderes das turmas, cada uma tendo doze músicos num total de 288 (I Crônicas
25:1-7). Estes, por sua vez, seriam os responsáveis pela seleção do restante dos músicos.
O ministério de música no templo foi próspero por várias razões, as quais são pertinentes para a música da
igreja hoje. Primeiro, os músicos levitas eram maduros e musicalmente treinados. Lemos em I Crônicas 15:22 que
“Quenanias, o chefe dos levitas, ficou encarregado dos cânticos; essa era sua responsabilidade, pois ele tinha
competência para isso.” (NVI). Ele se tornou o líder da música porque era um músico hábil e capaz de instruir a
outros. O conceito de habilidade musical é mencionado várias vezes na Bíblia (I Samuel 16:18; I Crônicas 25:7; II
Crônicas 34:12; Salmos 137:5). Paulo também faz menção a isto quando disse: “cantarei com o espírito, mas também
cantarei com o entendimento” (I Coríntios 14:15, NVI).
Segundo, o ministério da música no templo teve êxito porque seus músicos eram espiritualmente preparados.
Eles foram separados e ordenados para esse ministério como o foram os outros sacerdotes. Falando aos líderes dos
músicos levitas, Davi disse: “santificai-vos, vós e vossos irmãos. . . Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas” (I
Crônicas 15:12, 14). Foi entregue aos músicos levitas o sagrado encargo de ministrarem, continuamente, diante do
Senhor (I Crônicas 16:37).
Terceiro, os músicos levitas eram trabalhadores em tempo integral. I Crônicas 9:33 declara: “Quanto aos
cantores, chefes das famílias entre os levitas, estavam alojados nas câmaras do templo e eram isentos de outros
serviços; porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister“. Aparentemente o ministério musical dos levitas
requeria uma preparação considerável, porque lemos que “Davi deixou ali diante da arca da Aliança do Senhor a
Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante ela, segundo se ordenara para cada dia; ” (I
Crônicas 16:37). A lição bíblica é que os ministros da música deviam estar dispostos a trabalhar diligentemente no
preparo da música necessária para o culto de adoração.
Finalmente, os músicos levitas não eram artistas cantores convidados para entreter as pessoas no templo. Eles
eram os ministros da música. “São estes os que Davi constituiu para dirigir o canto na Casa do Senhor, depois que a
arca teve repouso. Ministravam diante do tabernáculo da tenda da congregação com cânticos“. (I Crônicas 6:31-32).
Através de seu serviço musical os levitas “ministravam” ao povo. Outros cinco trechos no Velho Testamento nos
dizem que os levitas ministravam ao povo por sua música (I Crônicas 16:4, 37; II Crônicas 8:14; 23:6; 31:2).
O ministério dos músicos levitas está bem definido em I Crônicas 16:4: “Designou dentre os levitas os que
haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel“. Os três
verbos usados neste texto – “celebrar”, “louvar”, e “exaltar” – sugerem que o ministério da música era uma parte vital
na experiência de adoração do povo de Deus.
Uma indicação da importância do ministério da música pode ser vista no fato de que os músicos levitas eram
pagos com os mesmo dízimos que eram dados para o sustento do sacerdócio (Números 18:24-26; Neemias 12:44-
47; 13:5, 10-12). O princípio bíblico é que o trabalho do ministro da música não deveria ser “uma obra por amor”, mas
sim um ministério apoiado pela renda do dízimo da igreja. É razoável supor, porém, que, se uma pessoa leiga se
oferece para ajudar no programa musical de uma igreja, tal serviço não precisa ser remunerado, uma vez que tal
serviço é voluntário e não é em tempo integral.
Davi não instituiu apenas o tempo, o lugar, e as palavras para a apresentação do coro levítico, mas ele também
“fez” os instrumentos musicais para serem usados no seu ministério (I Crônicas 23:5; II Crônicas 7:6). É por isso que
eles são chamados “os instrumentos de Davi” (II Crônicas 29:26-27).
Além das trombetas que o Senhor tinha ordenado por Moisés, Davi acrescentou címbalos, alaúdes, e harpas (I
Crônicas 15:16; 16:5-6). A importância desta combinação de instrumentos como sendo uma ordem divina é indicada
pelo fato de que esta combinação foi respeitada por muitos séculos, até a destruição do Templo. Por exemplo, em 715
A.C., o rei Ezequias “estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de
Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de seus
profetas” (II Crônicas 29:25).
Os címbalos eram constituídos por dois pratos de metal com suas beiras dobradas, medindo,
aproximadamente, 27 a 42 centímetros de largura. Quando golpeados verticalmente em conjunto, eles produziam um
toque, como um tinido. Alguns apelam para o uso dos címbalos para argumentar que a música do templo tinha uma
batida rítmica como a música rock de hoje, e, por conseguinte, a Bíblia não proíbe instrumentos de percussão e música
rock na igreja hoje. Tal argumento ignora o fato de que, como explica Kleinig (John W. Kleining, The Lord’s Song:
The Basis, Function and Significance of Choral Music in Chronicles (Sheffield, England, 1993)p. 82-83), “os
címbalos não eram usados pelo cantor-mor na condução do cântico, batendo o ritmo da música, mas sim para anunciar
o começo de uma estrofe ou de um cântico. Uma vez que eles eram usados para introduzir o cântico, eram brandidos
pelo líder do coro em ocasiões ordinárias (I Crônicas 16:5) ou pelos três líderes dos grupos em ocasiões
extraordinárias (I Crônicas 15:19)”.
De modo semelhante, Curt Sachs (Curt Sachs, Rhythm and Tempo (Nova York, 1953), p. 79) explica que “A
música no templo incluía címbalos, e o leitor moderno poderia concluir que a presença de instrumentos de percussão
indicaria ritmos precisos. Mas há pouca dúvida de que os címbalos, como em qualquer outro lugar, marcavam o fim
de uma linha e não o ritmo dentro de um verso… Não parece existir uma palavra para ritmo no idioma hebraico”.
O terceiro grupo de instrumentos musicais era composto por dois instrumentos de corda, os alaúdes e as
harpas que eram chamados “instrumentos de música” (II Crônicas 5:13) ou “os instrumentos para os cânticos de
Deus” (I Crônicas 16:42). Como indicado por seu nome descritivo, sua função era acompanhar os cânticos de louvor e
ação de graças ao Senhor (I Crônicas 23:5; II Crônicas 5:13). Os músicos que tocavam as harpas e os alaúdes, eles
próprios cantavam os cânticos, acompanhando a si mesmos (I Crônicas 9:33; 15:16, 19, 27; II Crônicas 5:12-
13; 20:21). Grande cuidado era tomado para se assegurar que o louvor vocal do coro levítico não fosse eclipsado pelo
som dos instrumentos.
Alguns estudiosos argumentam que instrumentos como tambores, tamboril (que era um pandeiro), flautas, e o
dúlcimer, foram banidos do Templo, porque estavam associados à adoração e à cultura pagãs, ou porque eles eram
tocados, costumeiramente, por mulheres, para o entretenimento. Este bem poderia ser o caso, mas isso apenas mostra
que havia uma distinção entre a música sacra, tocada dentro do Templo e a música secular tocada do lado de fora.
Uma restrição foi colocada aos instrumentos musicais e às expressões artísticas usadas na Casa de Deus. Deus
proibiu vários instrumentos, os quais eram permitidos fora do templo nas festividades nacionais e no prazer social. A
razão não é que certos instrumentos de percussão fossem maus em si mesmos. Os sons produzidos por quaisquer
instrumentos musicais são neutros, como uma letra do alfabeto. Em vez disso, a razão é que estes instrumentos eram
comumente usados para produzir música de entretenimento, a qual era imprópria para a adoração na Casa de Deus.
Através da proibição desses instrumentos e de estilos de música, como a dança, associados ao entretenimento secular,
o Senhor ensinou ao Seu povo uma distinção clara entre a música sacra, tocada no templo, e a música secular, de
entretenimento, usada na vida social.
A restrição no uso desses instrumentos deveria ser uma regra válida para as futuras gerações. Quando o Rei
Ezequias reavivou a adoração do Templo em 715 A.C., ele seguiu meticulosamente as instruções dadas por Davi. Nós
lemos que o rei “estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de
Davi. . . porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de seus profetas“. (II Crônicas 29:25).
Dois séculos e meio mais tarde quando o Templo foi reconstruído sob a liderança de Esdras e Neemias, a
mesma restrição foi aplicada novamente. Nenhum instrumento de percussão foi permitido para acompanhar o coro
levítico ou tocar como uma orquestra no Templo (Esdras 3:10; Neemias 12:27, 36). Isto confirma que a regra era clara
e válida por muitos séculos. O canto e a música instrumental no templo deveriam diferir daquela usada na vida social
do povo.
A lição para nós hoje é evidente. A música na igreja deveria diferir da música secular, porque a igreja, como o
antigo Templo, é a Casa de Deus na qual nos reunimos para adorar ao Senhor e não para sermos entretidos. Percussão
instrumental, que estimula fisicamente as pessoas com uma batida alta e constante, é tão imprópria para a música na
igreja de hoje quanto foi para a música do Templo no antigo Israel.
A Música no Novo Testamento
Ao tentarmos analisar a música no Novo Testamento, deparamos com uma absoluta falta de informações a
respeito do tema. O Novo Testamento faz silêncio sobre qualquer cargo “musical” na igreja. Com exceção do livro do
Apocalipse, no qual a música faz parte de um rico drama escatológico, apenas uma dúzia de passagens se refere à
música.
Das doze referências à música no Novo Testamento, cinco se referem a ela metaforicamente (Mateus
6:2; 11:17; Lucas 7:32; I Coríntios 13:1; 14:7-8) e, por conseguinte, não são relevantes ao nosso estudo. As sete
restantes derramam luz importante, especialmente quando são vistas dentro do contexto mais abrangente da adoração
na sinagoga, a qual era conhecida e praticada pelos cristãos.
São encontradas quatro referências à música nos Evangelhos. Duas mencionam música instrumental e dança
em conjunção com o luto pela morte de uma menina (Mateus 9:23) e com a celebração no retorno do Filho Pródigo
(Lucas 15:25). Duas passagens são paralelas e mencionam Cristo cantando um hino com os Seus discípulos no final
da Última Ceia (Mateus 26:30; Marcos 14:26). Muito provavelmente esta era a segunda porção do Aleluia judaico,
cantado na conclusão da Páscoa. Consistia dos Salmos 113 a 118.
Um texto se refere a Paulo e Silas que cantavam enquanto estavam em prisão (Atos 16:25). Não temos como
saber se eles cantaram salmos ou hinos cristãos compostos recentemente. Os exemplos acima nos falam que a música
acompanhava várias atividades na vida social e religiosa do povo, mas não nos informam sobre o papel da música na
igreja.
São encontradas poucas instruções relativas à música para a igreja nas Epístolas. Tiago afirma que, se uma
pessoa está alegre, “Cante louvores”. (Tiago 5:13). A implicação é que o canto deveria brotar de em um coração
alegre. Presumivelmente os cânticos de louvores não aconteceriam apenas reservadamente em casa, mas também
publicamente na igreja. Outros textos sugerem que cantar hinos de louvor fosse uma característica do serviço da
igreja.
Informação mais específica nos vem através de Paulo, proporcionando uma maior percepção no papel da
música no serviço de adoração do Novo Testamento. No contexto de suas advertências com respeito às manifestações
arrebatadoras na igreja de Corinto, Paulo pede equilíbrio na elaboração da música, aconselhando que o canto seja feito
com a mente e também com o espírito: “cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento“. (I
Coríntios 14:15). Aparentemente alguns cantaram em êxtase, sem que a mente tomasse parte. O cântico sem sentido é
como o discurso sem sentido. Ambos desonram a Deus. Como diz Paulo: “porque Deus não é de confusão, e sim de
paz“. (I Coríntios 14:33). O perigo se encontra em reduzir a emoção a sua expressão superficial: o sentimentalismo.
Isto resulta em desconectar a música do conjunto da realidade cultual, de seu contexto teológico e experimental, e
impor com insistência as preferências individuais.
Cantar deveria ser para a edificação espiritual e não para excitação física. Paulo diz: “Quando vos reunis, um
tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito
para edificação“. (I Coríntios 14:26). Este texto sugere que o culto na igreja era bastante informal, assim como na
sinagoga. Cada um contribuía de alguma forma na experiência da adoração.
Os dois textos paulinos restantes (Efésios 5:19; Colossenses 3:16) são os mais informativos acerca da música
no Novo Testamento. Paulo encoraja os efésios, “enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e
louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais“. (Efésios 5:18-19). De modo semelhante, o apóstolo
aconselha os Colossenses: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente
em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”
(Colossenses 3:16).
Ambas as passagens provêem a indicação mais antiga de como a igreja apostólica fazia diferença entre
salmos, hinos e cânticos espirituais. É difícil fazer distinções firmes e rápidas entre estes termos. A maioria dos
estudiosos concorda que os três termos se referem, livremente, às várias formas de composições musicais usadas no
culto de adoração.
A frase “aconselhai-vos mutuamente … com salmos, e hinos, e cânticos espirituais,” sugere que o canto fosse
interativo. Presumivelmente uma parte do cântico era responsiva, com a congregação respondendo ao líder do cântico.
O canto devia ser feito com “gratidão” e “de todo o coração”. Através de seus cânticos, os cristãos expressavam sua
gratidão incondicional “ao Senhor” por Sua maravilhosa provisão em salvá-los.
Nenhuma das referências sobre música no Novo Testamento examinadas acima faz qualquer alusão a
instrumentos musicais usados pelos cristãos do Novo Testamento para acompanhar o canto. Aparentemente os cristãos
seguiam a tradição da sinagoga proibindo o uso de instrumentos musicais nos cultos da igreja por causa de sua
associação pagã.
Paulo entendia, indubitavelmente, que a música poderia ser um recurso efetivo para ajudar a igreja a cumprir
as tremendas tarefas da evangelização dos Gentios. Ele sabia o que funcionaria para atrair as pessoas. Ele diz: “Porque
tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; ” (I Coríntios 1:22). Mas ele escolheu não usar a
linguagem dos gentios ou dos judeus para proclamar o Evangelho. Por que? Porque ele queria alcançar as pessoas, não
lhes dando o que elas queriam, mas pregando-lhes aquilo que elas necessitavam. “Mas nós pregamos a Cristo
crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como
gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus“. (I Coríntios 1:23-24).
A igreja primitiva entendia a verdade fundamental de que a adoção da música pagã, e dos instrumentos usados
para produzi-la, poderiam, eventualmente, corromper a mensagem cristã, sua identidade, e seu testemunho, além de
tentar as pessoas a voltar aos seus estilos de vida pagãos. Eventualmente isto foi o que aconteceu. A partir do quarto
século, quando o cristianismo se tornou a religião do império, a igreja tentou alcançar os pagãos adotando algumas de
suas práticas, incluindo sua música. O resultado tem sido a secularização gradual do cristianismo, num processo que
continua ainda hoje. A lição da história é clara. Evangelizar as pessoas com sua linguagem secular, no final das contas
resultará na secularização da própria igreja.
Separação do Mundo
A base bíblica para não misturarmos o sagrado com o profano é extensa. Deus nunca aceitou uma adoração
dividida. Deus sempre se mostrou muito zeloso, não apenas na afirmação da Sua própria santidade, mas também de
que Seu povo seja Santo. Estão listados abaixo alguns textos a este respeito, deixando perfeitamente claro o nosso
dever de nos separarmos de tudo o que é mundano, inclusive da música de estilo mundano:
“não somente para fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo, mas também para
ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem dado por intermédio de Moisés.“(Levítico 10:10-
11)
“E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.”
(Levítico 20:26)
“Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos
santifico” (Levítico 22:32)
“Porque és povo santo ao Senhor teu Deus, e o Senhor te escolheu para lhe seres o seu próprio povo, acima
de todos os povos que há sobre a face da terra.” (Deuteronômio 14:2)
“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; (…) e servi ao Senhor. Mas, se vos
parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; (…) Porém eu e a minha casa serviremos ao
Senhor.” (Josué 24:14-15)
“(…) Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. (…)”
(I Reis 18:21)
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um
e desprezar o outro. (…)” (Mateus 6:24)
“Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar
maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no
fogo.” (Mateus 7:16-19)
“Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça?
ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o
incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus
disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio
deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis
para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo,
que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por
preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.” (II Coríntios 6:14-20)
“ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo
sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:12)
“Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da
verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,” (Hebreus 10:26)
“A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: (…) guardar-se isento da corrupção do
mundo.” (Tiago 1:27)
“Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma
figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce.”
(Tiago 3:11-12)
“Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser
amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)
“Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas,
como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito:
Sereis santos, porque eu sou santo.” (I Pedro 1:14-16)
“Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele
que está no mundo. Eles são do mundo, por isso falam como quem é do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de
Deus; quem conhece a Deus nos ouve; quem não é de Deus não nos ouve. assim é que conhecemos o espírito da
verdade e o espírito do erro.” (I João 4:4-6)
“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque
tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai,
mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece
para sempre.” (I João 2:15-17)
Princípios Gerais
A Bíblia, como dissemos a princípio, fornece princípios gerais, que devem ser aplicados ao contexto em que
vivemos. Esta aplicação não pode ser feita com base no nosso gosto pessoal, porque, como vimos, o homem possui
um coração enganoso e uma mente limitada (Jeremias 17:9; Isaías 55:8-9). A este respeito, disse Jesus: ” Nem todo o
que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
(Mateus 7:21). Apenas o coração transformado, guiado pelo Espírito, pode tomar decisões e fazer escolhas que
agradem verdadeiramente a Deus (I Coríntios 2:14; Romanos 8:7-8). Por esta razão, este assunto não pode ser
considerado um assunto técnico, do ponto de vista musical, mas uma questão teológica, pois o que buscamos é fazer a
vontade de Deus também neste ponto. O que é necessário é que nossa mente esteja alinhada com a mente divina, ou o
nosso louvor será profano e a nossa adoração, falsa. ” Este povo honra-me com os lábios; e o seu coração, porém, está
longe de mim” (Mateus 15:8), disse Jesus, referindo-se aos líderes espirituais de Seu tempo.
Seguem abaixo alguns textos bíblicos, sendo que muitos deles não são usados normalmente no contexto da
Música Sacra e Adoração. Uma vez que apenas o Espírito pode nos guiar na verdade (João 16:13), gostaria de
convida-lo a, antes de ler estes textos, pedir humildemente a orientação divina, para que a compreensão das verdades
divinas seja perfeita. Como o nosso assunto é Teologia da Música e Adoração, estes textos devem ser lidos aplicando-
se a verdade neles contida a este contexto. Devemos tentar responder, sob orientação divina, a seguinte questão: Quais
estilos musicais estariam de acordo com estes princípios? Esta não é uma tarefa simples; mas se colocarmos de lado
nossos gostos pessoais, nossas tendências adquiridas e permitirmos que Deus nos guie, teremos uma compreensão
clara da vontade de Deus nesta área.
“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam
sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória;
porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
(Apocalipse 14:6-7)
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I
Coríntios 10:31)
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que do Senhor
recebereis como recompensa a herança; servi a Cristo, o Senhor.” (Colossenses 3:23-24)
“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não
provém da fé é pecado.” (Romanos 14:23)
“mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto
sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.” (I João 2:5-6)
“Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração
procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São
estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina.” (Mateus 15:18-20)
“Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte
de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.”
(I Coríntios 6:19-20)
“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o
santuário de Deus, Deus o destruirá; ” (I Coríntios 3:16-17)
“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Filipenses 4:5)
“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a
quem possa tragar; ” (I Pedro 5:8)
“Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do
mundo. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” (João 17:14-17)
“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno. Sabemos também que já veio o Filho de
Deus, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro,
isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (I João 5:19-20)
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é
puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, seja isto que ocupe
o vosso pensamento.” (Filipenses 4:8)
“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está
assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a
vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Colossenses 3:1-3)
“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo,
santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela
renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
(Romanos 12:1-2)
Depois de termos lido estes textos em oração, temos uma dura advertência da parte do próprio Cristo: ” E por
que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?” (Lucas 6:46)
Conclusão
Infelizmente, o debate corrente sobre o uso de música popular contemporânea na adoração ignora
grandemente os pressupostos teológicos que devem guiar a experiência da adoração. Uma vez que a nossa adoração
deve ser voltada somente a Deus, a teologia desta adoração não pode ser esquecida e nem mesmo diluída pelos valores
culturais esposados pela sociedade mundana em que vivemos inseridos (João 17:11). Alguns líderes de música estão
insistindo na adoção de rock religioso contemporâneo e outros estilos híbridos nos cultos de adoração com base no
gosto pessoal e considerações culturais. Mas a música e o estilo de adoração não podem ser baseados somente em
gostos subjetivos ou tendências populares. A missão profética e a mensagem da igreja deveriam ser refletidas em sua
música e estilo de adoração. A resposta para a renovação da nossa adoração será encontrada, não na adoção de música
popular religiosa, mas em um reexame de como nossa teologia deveria ser refletida nas várias partes do culto na
igreja, inclusive na música.
Ao se aproximar o glorioso acontecimento pelo qual tanto aguardamos, a volta de nosso Senhor Jesus, temos
diante der nós, como igreja, um desafio e uma urgência sem precedentes para reexaminar a base teológica para a
escolha e execução de nossa música. Esperamos e oramos para que a igreja responda a este desafio, não pela aceitação
sem questionamentos da música popular contemporânea, que é estranha à missão e mensagem da igreja, mas pela
promoção da composição e cântico de músicas que expressem adequadamente a esperança que arde em nossos
corações (I Pedro 3:15).

Bibliografia
Artigo “Base Bíblica do Culto“, sem especificação de autor.
Bacchiocchi, Samuele – “O Cristão e a Música Rock”, capítulos 6 e 7.
Faustini, João Wilson – “Música e Adoração” – Publicação Coral Religiosa “Evelina Harper” (1973) –
Distribuído pela Imprensa Metodista, capítulos 2 e 3
Gardner, Calvin G. – Artigo “A Adoração Verdadeira”
Hustad, Donald P. – “JUBILATE! – A Música na Igreja” – Edições Vida Nova – 1986, capítulos 1 e 2
Plenc, Daniel O. – Artigo “A Adoração e a Música na Igreja“
Ritmos e estilos musicais para Deus
A música foi e continua sendo elemento indispensável em todos os segmentos da história da humanidade,
integrando a cultura de todos os povos. Todas as 24 mil etnias do mundo possuem sua própria música.
Já ouvi muitas pessoas perguntarem: Será que existem ritmos e estilos de música que são demoníacas? Não
podemos dizer que o rock, o blues, o jazz, ou os ritmos africanos sejam demoníacos, ou tenham sido criados com essa
finalidade. Seria insultar a diversidade cultural da criação de Deus.
Todos os estilos musicais são frutos da capacidade criativa que Deus deu aos homens. Em cada cultura, essa
capacidade se expressa de uma forma diferente. Certamente, algumas culturas, não conhecendo o Deus desconhecido,
oferecem suas capacidades criativas e artísticas aos demônios. Nesses casos, a missão da igreja é resgatar tais
expressões de criatividade para o Criador de todas as coisas, Jesus Cristo. Pois, como escreveu Paulo aos Colossenses:
“nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis.... todas as coisas foram criadas por
ele e para ele” (Cl 1.16).
Steve Lawhead fala muito bem a esse respeito: “Aqueles que tratam alguns estilos musicais como sendo do
domínio do Diabo se esquecem de que Satanás é o pai da mentira e do caos. Ele não pode criar nada, apenas perverter
as coisas boas que Deus criou, inclinando-as para seus fins.”
Nada é do Diabo... tudo é de Deus! Quando dizemos que isso ou aquilo é do Diabo, estamos anulando a
soberania divina. A Bíblia é explicita em dizer: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele
vivem” (Sl 24.1).
Resumindo! O que torna uma música maligna não é seu rótulo, não é se ela é chamada de secular ou cristã.
Mas seu conteúdo, sua mensagem, sua motivação e seu propósito.
Deus gosta de variedades. Os fatores mais interessantes quando observamos a música na Bíblia são a sua rica
variedade e as poucas restrições quanto a seu uso. Variedade de instrumentos, de sons e volumes, de adoradores, de
posturas e modos, de lugares, de ocasiões e de motivos.
Vejamos algumas dessas variedades:
Variedade de instrumentos musicais na Bíblia, divididos em três categorias:
· Instrumentos de sopro: cornetas/trombetas (Nm 10.9,10; 2Cr 5.12; Is 27.13), flauta dupla (Dn 3.5,15) e
pífaro/flauta (Jó 21.12; Dn 3.5)
· Instrumentos de cordas: harpa/lira (1Sm 16.23; Is 16.11), saltério (Dn 3.5,7,10,15) e cítara (Dn 3.5);
· Instrumentos de percussão: tamborim (Ex 15.20; Sl 81.2), címbalos (2Sm 6.5; Sl 150.5) e chocalho
(2Sm 6.5).
Variedade de sons e volumes:
· Alto como o som de muitas águas, como o trovão, como o som dos harpistas (Ap 14.2,3);
· Vozes acompanhadas por instrumentos (2Cr 5.12,13);
· Sons de alegria (Ne 12.43);
· Instrumentos ressonantes (2Cr 30.21);
· Um barulho alegre (Sl 95.1).
Variedade de adoradores:
· Cantores e músicos designados e treinados (1Cr 15.22);
· Duetos (Jz 5.1);
· Todo o povo (2Cr 23.13);
· Tudo o que tem vida (Sl 150.6).
Variedade de postura e modos:
· Batendo palmas (Sl 47.1);
· Dançando (Ex 15.20);
· Levantando as mãos para o santuário (Sl 134.2);
· Em pé (2Cr 7.6);
· Ajoelhado (Sl 95.6);
· Usando repetições (o Salmo 136 repete 26 vezes a mesma frase: “porque a sua benignidade dura para
sempre”)
Variedade de lugares:
· Na grande congregação (Sl 68.26);
· Nos muros de Jerusalém (Ne 12.31);
· Na ampla sala no andar superior (Mc 14.15);
· Descendo de um monte (1Sm 10.5);
· No santuário (Sl 150.1);
· Na cama (Sl 149.5);
· Na prisão (At 16.25).
Variedade de ocasiões:
· Na dedicação do muro da cidade (Ne 12.27);
· Durante as ofertas (2Cr 23.18);
· Acompanhando uma festa (2Cr 30.21);
· Durante a unção do rei (1 Rs 1.34);
· Durante a lua nova e durante a lua chia (Sl 81.3);
· No culto (1Co 14);
· Na celebração da Páscoa/ceia (Mc 14.26);
· Num tempo de crise pessoal (At 16.25).
Variedade de propósitos:
· Para ensinar a verdade (Sl 1; 119; 127);
· Para orar (Sl 3; 6; 38; 131; 137);
· Para confessar pecados (Sl 51);
· Para louvar (Sl 8; 18; 116; 138);
· Para exortar (Sl 2; 131; 134; 136).
O sacrifício de louvor que Deus aceita está revelado em Sua Palavra. Em Hebreus 13.15, somos exortados a
louvar a Deus: “Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é o fruto
de lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). No Salmo 50, Deus usa o salmista Asafe para expressar seu desejo:
“Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. Não te repreenderei pelos
teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos
teus currais. Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos
montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua
plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes? Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao
Altíssimo os teus votos.” (Sl 50.7-14).
No Salmo 51, Davi nos ensina que o sacrifício de louvor que Deus aceita: “Abre, Senhor, os meus lábios, e a
minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os
sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Sl
51.15-17). Os sacrifícios de louvor para Deus são o espírito quebrantado!
Usemos toda a criatividade que Deus, o Criador, compartilhou com a humanidade para o louvor da sua glória,
“porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória, pois, a Ele, eternamente. Amém!” (Rm 11.36).
Por Pr. Anderson Guarnieri

Música na igreja: todos os ritmos convêm?


Muito mais do que ritmo e letra, música é expressão, é sintonia direta com Deus, é adoração. Mas será que
para louvar todos os estilos musicais convêm? A inserção de novas melodias nos cultos é um fenômeno sem volta,
mas que divide opiniões. Muitos cristãos defendem que certos ritmos deveriam ficar fora dos templos, mas outros
argumentam que todos os louvores feitos para Deus chegam aos céus quando entoados de coração, não importando o
ritmo.
Com a diversidade cultural encontrada de norte a sul do Brasil, fica difícil entender se há realmente algum
ritmo que não deveria receber letras cristãs. O cantor e compositor Carlinhos Félix é um dos defensores dessa linha de
pensamento. “Eu tenho andado bastante no Brasil e fora dele. Vejo que existe de tudo: ministério de louvor, rock,
soul, baladas, pop rock, jazz, forró, xaxado, reteté. Tem de tudo e acho que isso é cultural. O que tem de existir é
sabedoria vinda de Deus para introduzir o que não causa divisão. É necessário buscar o que venha agregar”, declarou.
E essa sabedoria tem que ser constantemente pedida ao Pai, porque o que pode não escandalizar a um pode
escandalizar a outro que esteja sentado ao lado. O tempero dessa diversidade é o discernimento dado por Deus.
O maestro da banda da Polícia Militar do Espírito Santo e ministro de música da Assembleia de Deus de
Aribiri, em Vila Velha, Vanderlei Rocha, é um dos que não são adeptos a mudar o estilo em função de quem vai estar
sentado na congregação.
“Não precisamos tocar pagode e reggae, por exemplo, para conquistar esse ou aquele público. Temos que
fazer a diferença. Eu posso cantar os hinos ‘Sou feliz’ e ‘Tu és fiel, Senhor’ e isso confortar os corações de surfistas.
Mas se a pessoa nasceu na Jamaica e só sabe tocar e cantar reggae, Deus vai receber o louvor da mesma forma. Nós,
evangélicos, temos que ser ditadores de opinião e não nos deixarmos levar pela moda. Quando você vai a uma igreja,
não quer música de boteco, quer música dos céus. O mundo quer ver luz”, disse.
O maestro Rocha ainda destaca que é preciso lembrar que o louvor é individual, “mas a forma como você se
conecta a Deus é coletiva. Se você me colocar para ouvir um pagode gospel, eu não vou conseguir louvar porque vou
me sentir em um boteco. E aí a Bíblia diz: ‘Ai daquele que por ele vier o escândalo’ (Mateus 18:7). Devemos nos
lembrar de que ‘todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo me convém’ (I Coríntios 6:12)”.
A ministra de música da Primeira Igreja Batista de Vitória (PIBV), Alzira Bittencourt de Araújo, defende a
mesma ideologia do maestro Rocha e ressalta que o culto deve ser equilibrado e também planejado em coesão com o
que será pregado através da mensagem.
“Eu, por exemplo, tenho dificuldade com a dança de rua, que já está sendo feita em várias igrejas, porque ela
me remete às gangues. É preciso conhecer a origem da música para depois inseri-la no culto. Há muitas batidas de
percussão que lembram o espiritismo e que incomodam as pessoas que já participaram desse meio e que hoje estão
convertidas. O culto precisa ser equilibrado, as músicas não devem escandalizar, devem atender o perfil da igreja e
precisam estar casadas com a mensagem. Há muitas igrejas que deixam o dirigente de louvor livre para escolher as
músicas que quiser, e os louvores acabam não tendo nenhuma ligação com o que Deus vai falar através da
mensagem”, declarou.
Na Missão Praia da Costa, em Vila Velha, diversidade musical é o que não falta. Com a membresia repleta de
jovens, mas também com muitos adultos com estilo tradicional, cantam-se e tocam-se desde hinos compostos há
séculos a, até mesmo, rock e reggae. Matheus Otoni de Araújo, um dos líderes do ministério de louvor, junto com a
irmã, Débora Araújo, explica que a escolha das músicas acontece de acordo com o culto.
“A gente toca de tudo na igreja, do samba ao rock. Por exemplo, em março teremos Conferência de Carnaval e
vamos montar uma bateria de samba, composta por pessoas da igreja. Vamos tocar um samba-enredo. Por outro lado,
temos na igreja o culto dos surfistas e nele a gente toca mais o estilo reggae”, destacou Matheus.
Débora complementa: “Nós nos adequamos ao momento e ao que o dirigente do culto está pedindo. Todos os
estilos musicais podem virar louvor a Deus porque Ele é o criador de tudo. Se Deus é o criador supremo de todas as
coisas, Ele pode usar maneiras, ritmos, letras, pessoas diferentes. Ele adora usar coisas improváveis para nos deixar
sem chão e nos levar a Sua graça. Se Deus pode usar até a gente, por que não usaria os ritmos musicais?”.
Temos nos conformado?
O mundo tem copiado a igreja ou a igreja tem copiado o mundo? A realidade é que há muito do modo de viver
mundano inserido nos templos e no dia a dia do louvor do cristão. Seja na forma de compor, de cantar e até de dançar,
o espaço que existia há até alguns anos entre um louvor a Deus e uma música secular não é mais um abismo. Às vezes,
pode não haver nem mesmo uma brecha entre eles; estão tão parecidos que não há como distingui-los, a não ser por
algumas palavras entoadas, como “Deus”, “Jesus”, “adoração”.
O maestro do Ministério Diante do Trono, Sérgio Gomes, da Igreja Batista da Lagoinha, em Minas Gerais, faz
um alerta sobre isso: “Não posso dizer que a igreja tem se conformado, mas também não posso negar que,
infelizmente, as coisas deste mundo têm encontrado espaço dentro da instituição igreja. Isso acontece não só na
música, mas também em outros aspectos. De forma sutil, a falta de amor, de compaixão e a maledicência têm entrado
e, talvez, sejam os maiores problemas de ‘mundanização’ que a igreja enfrenta hoje. E isso reflete em tudo o que ela
faz, inclusive na arte”.
Para os líderes de louvor e ministros de música que estão atentos às “tendências”, um dos desafios é saber
como e quando inserir esses novos elementos no contexto da igreja. Como fazer com que uma congregação que não
esteja habituada com bateria, por exemplo, receba bem um grupo de louvor jovem, com direito a guitarra, contrabaixo
e percussão?
“É preciso chegar com doses homeopáticas. Se há um ritmo diferente do estilo da igreja, o ministro de música
deve ir introduzindo-o aos poucos no culto. Se ele não for bem aceito, retire. Há quase 20 anos, quando cheguei à
PIBV, que é uma igreja tradicional, não se podia tocar sax no templo, muito menos bateria. Aos poucos, fomos
introduzindo esses instrumentos e mostrando que eles são parte do louvor a Deus. É claro que ainda hoje há muitos
que se sentem incomodados, mas já melhorou muito”, explicou Alzira Araújo.
O maestro Sérgio Gomes acrescenta: “Infelizmente, não há uma receita para isso. Precisa haver uma condução
do Espírito Santo de Deus. Certas pessoas nunca vão se acostumar com alguns estilos musicais e elas também devem
ser respeitadas. A adoração a Deus não está associada a nenhum ritmo específico, mas à intenção por trás de cada
ritmo. Posso exaltar a Deus com um frevo e posso não demonstrar adoração alguma com uma música lenta ou suave.
Tudo é uma questão de motivação”.
Composições simples e equivocadas
Quanto à letra e aos arranjos musicais, é consenso entre entendidos ou não em música falar que os hinos que compõem
a “Harpa Cristã”, o “Hinário para o Culto Cristão” e o “Cantor Cristão” são mais trabalhados e têm mais conteúdo
bíblico. Mas, cada vez mais, eles estão sendo deixados de lado nas igrejas e estão dando lugar a cânticos que até
trazem harmonias lindas, mas nem sempre têm mensagens corretas da Palavra de Deus.
“A verdade é que no Brasil não temos um histórico de composição. Os arranjos musicais de hoje em dia são
pobres de texto e de harmonia. Há músicas que temos que cortar pela metade de tanto que se repetem, fora que há
letras equivocadas no sentido bíblico. Há alguns anos fizeram uma pesquisa sobre a letra da música e a influência na
vida do cristão e descobriu-se que os cânticos atendem a apenas 30% das necessidades espirituais das pessoas. Isso
ocorre porque os compositores dessas músicas falam basicamente de salvação ou de contemplação, não abordam
outros temas espirituais. As letras ficam muito no ‘Senhor, eu te adoro’. É só achar uma melodia nova, bonita, que
todos cantam e faz sucesso”, analisou Alzira Araújo.
O maestro Rocha aponta, inclusive, um erro teológico verificado em várias músicas contemporâneas: “Uma
mentira que é cantada atualmente é ‘quem tem promessa não morre’. Ora, isso não é bíblico. Sansão era uma
promessa de Deus, mas saiu do centro da vontade do Pai e perdeu a bênção. Moisés tinha a promessa de entrar na
Terra Santa, mas pecou e não entrou. Temos que ficar atentos a essas músicas porque muitas pessoas acabam se
revoltando com Deus porque sofrem algum mal”.
A falta de dedicação à oração e à leitura bíblica, e também ao estudo da voz e do instrumento musical, é um
dos fatores que levam a essas dificuldades enfrentadas no meio evangélico. “Vivemos momentos de mutações. Deus
tem trazido esses novos tempos para a igreja, só que falta preparo. O ditado diz: ‘A boca fala o que o coração está
cheio’. Escrevemos o que temos no coração. A pobreza musical é fruto do pouco conhecimento. Se você não estuda
música, não tem como caprichar na harmonia. É comum achar músicas com melodias lindas, mas executadas de forma
triste e pobre”, afirmou Carlinhos Félix.
“A simplicidade das novas composições pode estar associada à limitada informação musical desta nova
geração. Isso não está acontecendo apenas com a música cristã, na secular ocorre a mesma coisa. O grande público
está menos exigente, o que reflete um maior consumo de músicas menos elaboradas”, acrescentou o maestro Sérgio
Gomes.
Quem é o centro das atenções?
Com tantos modismos musicais, incluindo até trejeitos físicos e vocais para cantar, o ego de quem está na linha de
frente dos momentos de louvor das igrejas deve estar constantemente na lista de pedidos de oração. Isso porque na
adoração a Deus quem deve aparecer é apenas o Pai e não os homens.
No livro “Tu és fiel, Senhor”, de Carol Cymbala, regente do Brooklyn Tabernacle Choir, nos Estados Unidos,
a autora destaca que quando se perde o foco na adoração é preciso repensar até mesmo a conversão.
“Quando experimentamos a glória de Deus, a última coisa que queremos é nos colocar adiante e tentar ser o
centro das atenções. Qualquer pregador, cantor, coral ou igreja que queira receber a glória para si próprio precisa de
um novo encontro com Jesus Cristo. O nosso lugar é nos bastidores, para que Deus possa estar no centro do palco, em
todo o tempo”, destacou Cymbala no livro.
O segundo-tenor do quarteto Arautos do Rei, Tarsis Iraídes, avalia que os ministérios de música das igrejas
cresceram e se multiplicaram muito rapidamente e, com isso, começaram a surgir inúmeros problemas. “Primeiro, as
igrejas começaram a ter dificuldade de administrar seus músicos. São muitas ideias novas, conceitos e também
preconceitos tanto de um lado, quanto do outro. Segundo, surgiram tantas músicas novas no mercado, que o louvor a
Deus começou a perder sua identidade. Terceiro, uma grande parte dos músicos se concentra tanto na performance,
que se esquece da essência, em quem deve estar centralizada a nossa esperança de vida eterna. Em muitas situações, o
louvor tem sido dado ao músico, e não a Cristo. Assim, a igreja ficou dividida entre a nova e a velha adoração”, disse.
Com base nessa análise, Tarsis Iraídes faz vários questionamentos: “Então, o que fazer com a velha e com a
nova adoração? Como resolver os problemas da adoração em minha comunidade? Sua igreja está em pé de guerra por
causa da música? Apesar de essas serem perguntas importantes e relevantes, o louvor verdadeiro não causa dissensões
nem separações. As formas musicais devem produzir um louvor que atenda as necessidades da alma, apresentando
Cristo”.
Carol Cymbala destaca em seu livro que Deus quer muito mais além do que apenas o nosso louvor: “Quando
vemos, como Davi, que ‘grande é a glória do Senhor’ (Salmos 138:5), percebemos também, por comparação, quão
pequenos e necessitados nós somos. Humilhamo-nos em Sua presença, assim como Moisés, Isaías e o apóstolo Paulo
se humilharam. Começamos a entender que Deus é digno não somente de nosso louvor, mas do sacrifício de nossa
vida toda. Queremos nos prostrar diante dele porque ‘o Senhor é grande e digno de todo louvor’ (Salmos 96:4)”.
Deus aceita o nosso louvor quando este é feito com sinceridade de coração, quando o que é entoado pela nossa
boca modifica o pensamento, faz a alma se achegar mais ao Pai, transforma o ambiente em um pedaço do céu, nos
remete à eternidade. Esse é o louvor que é aceito pelo Senhor, seja em que ritmo for.
Conforme Davi disse em Salmos 150: “Louvai ao Senhor. Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o
saltério e a harpa. Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. Louvai-o
com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor”.

Conhecendo os Tipos de Dança

Dança Profética
Bem pessoal, são muitas as explicações, os debates, as definições… Mas creio que temos que analisar o nosso
conhecimento espiritual, nossas experiências sobrenaturais, pois quem nunca teve, jamais vai entender o que é
Espírito.
Sem conhecer Deus, que é o próprio Espírito, não temos condições de termos ou atingirmos nossos objetivos na Dança
Profética, pois devemos sempre adora-lo em Espirito. (JO 4:24).
Contudo, quem não tem intimidade com o Espírito, que é Deus, jamais vai conseguir Profetizar algo.
A Dança Profética só é feita quando temos um dom especial ou por inspiração divina, e isso só será possível
com a verdadeira Adoração e Intimidade.
Nem todos possuem este Dom, e a nossa Alma deve ser transformada para termos uma dança que profetiza Cura,
libertação, restauração, etc. … E esta transformação acontece pela renovação da mente, pois somente por meio desta
renovação poderemos conhecer a vontade de Deus (RM 12.2 E 1 CO.3;16)
Dança Profética então, só poderá ser ministrada por Profetas verdadeiros (pessoas que anunciam os desígnios
divinos, que prediz acontecimentos por inspiração de Deus) que tenham esta consciência e este entendimento. Muitos
querem fazer, mais poucos conseguem atingi-la.
Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Mateus 22:14
Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é
chamado sendo livre, servo é de Cristo. 1 Coríntios 7:22
Para mim, em minha experiência de vida, a Dança Profética não é uma ministração fácil ou para todos.
Quanto ao nosso Corpo, ele precisa ser disciplinado, pois, muitas vezes nossos instintos e desejos querem dominar-nos
e achamos que estamos indo no caminho certo, mais minha dica é estudar, buscar, ter mais conhecimento e não sair
por aí dizendo que sua dança é Dança Profética ou que você profetiza com sua dança, pois é um trabalho que leva
muita Intimidade, e muitas experiências sobrenaturais.
Abraço
Pastora Vivian Lazzerini
Como vemos no estudo da Pastora Vivian Lazzerini, a dança profética não é adquirida ou aprendida, ela é
um dom, nem todos o recebem. (RM 12.6)
Eu vejo muito as pessoas dizerem que sua dança é profética, ou aquela coreografia é profética, alguns
acreditam até que somente no espontâneo consegue-se atingir a Profecia, mas como vemos no estudo acima, não
existe uma dança Profética, mas sim o profeta na dança. Ela pode ser uma coreografia, não somente no espontâneo,
um profeta recebe a direção de Deus para dar uma mensagem ou fazer um ato Profético, um profeta na dança também
pode receber uma coreografia profética e ensaia-la.
Na dança profética, o ministro traz uma mensagem da parte de Deus através da linguagem de movimentos
por isso é preciso ser muito estudada, não somente na palavra de Deus, mas na técnica também, assim como um
profeta mensageiro precisa estudar e se preparar para que seja usado por Deus com este dom, como vemos em, vemos
que um 1 Coríntios 14.3, o profeta é direcionado por Deus a levar uma mensagem específica a congregação. Vamos
ver algumas danças que um profeta por ser direcionado a fazer:
Dança de Júbilo
A Dança de júbilo são danças alegres, com palmas, saltos, celebrando os feitos de Deus, em agradecimento,
em Êxodo 15.20 vemos este tipo de dança pela profetisa Miriã após Deus dar um livramento ao povo. Talvez um
profeta vai ser direcionado a esse tipo de dança e sem saber levar alegria aos corações de pessoas que estejam tristes,
ou para agradecer algo, assim como foi com Miriã!
Dança de Guerra
A Dança de Guerra é uma dança realizada contra forças espirituais malignas. É como uma oração impedindo
uma ação espiritual considerada maligna, que foi conquistada por Jesus (Lucas 10.19, Efésios 1.20,22). Pode ser
composta de marchas e movimentos que expressam autoridade, indica uma tomada de posse do ambiente. O pisar a
planta dos pés em um determinado ambiente, indica que Deus está entregando o lugar em suas mãos. (Josué 1.3), esta
dança pode ser feita em grupo ou individual, geralmente acontece na hora em que se inicia uma batalha espiritual, mas
podendo também ser coreografada pelo profeta, intervindo por algo ou situação a ser conquistado. Biblicamente está
presente na queda dos muros de Jericó, feita uma marcha de sete dias realizada pelo povo (Josué 6.3,4). Outra
referência seria a batalha de Josué contra os Filisteus, que venciam a luta enquanto Moisés permanecia com os braços
levantados e perdiam quando ele abaixava, indicando um movimento que ordenava a vitória. (Êxodo 17.11).
Dança de Intercessão
A Dança de intercessão é se colocar no lugar de outra pessoa, para falar a favor dela. Um exemplo pode ser
quando um bailarino faz movimentos de arrependimento, ele pode estar profetizando arrependimento a alguém ou até
mesmo a uma nação, pode também interceder dando um livramento de Deus a alguém. Temos como exemplo os
Judeus, eles oram com movimentos, se reparar quando oramos em pé nos pegamos balançando o corpo, para os Judeus
isso é quando a alma se encontra num lugar mais exaltado, que já atingiu o não palpável, que chegou ao sobrenatural,
existem passos e movimentos para cada oração deles, eles tem como exemplo o versículo (Salmos 145.21) onde diz
que seus lábios e toda a carne louvará ao Senhor.
(Fonte de pesquisa no site Judaico: pt.chabat.org)

Como vimos acima a dança tem o poder de atingir o mundo não palpável, ou seja, o sobrenatural, por isso
temos que levar muito a sério o que fazemos, dançar não é brincadeira ou beleza, é chamado, em todas as religiões a
dança é usada para atingir o sobrenatural, é um meio de se comunicar com o mundo espiritual. “A dança vem da
necessidade de dizer o que as palavras não dizem, é uma forma de oração, um ritual social e sagrado
(FATIMA,2001,P.51). Benhard Wosien descreve a dança como uma oração silenciosa que somente e fé compreende.
Há uma grande diferença entre técnica e ritual! Infelizmente tenho visto muitos rituais nas igrejas ,nos altares
do Senhor, há uma onda agora de que tudo está na moda , colocam coisas nos altares do Senhor que na dança sagrada
são rituais e sem saber cultuam outros deuses .Temos que estar cientes de uma coisa… a moda é passageira, mas as
coisas de Deus permanecem para sempre (Eclesiastes 3.14, Mateus 24.25).
Muitos Ministérios não procuram mais ter uma identidade em Cristo, mas correm com o que se está usando na
atualidade, muitas vezes copiam coreografias de outros ministérios e não dão os créditos á eles, isso é muito sério, na
verdade é crime, se pesquisar no site: www.planalto.gov.br lei Nº 9.610 de 1998-Art.184 parágrafo 2º do código penal
Brasileiro – Direitos autorais, verá a seriedade e gravidade que é, podendo pegar pena de 1 a 3 anos ou multa.
Sabemos também como Cristãos que devemos respeitar as leis dos homens (Romanos 13.1-7). Não precisamos copiar!
Fazer uma pesquisa, aprender devemos com certeza mas nosso Deus é criativo e nos enche com a sua
capacidade de criar, então vamos buscar nossa identidade, a que Deus deu para cada um de nós! Assim também não
corremos o risco de realizar rituais sagrados, abrindo portais que não deveriam, depois não entendem o peso que fica
no ambiente, isso é muito sério, vou falar um pouco de experiências que presenciei e infelizmente até já participei por
não saber, mas graças a Deus por ter me mostrado e ao longo desse tempo venho pesquisado e estudado sobre rituais
para não errar mais, fazem 5 anos que venho estudado sobre tudo que está sendo citado nesse estudo.
Vamos falar sobre dança sagrada! Ela permite a expressão do ser humano ao indizível, ela vem da necessidade
de dizer o que as palavras não dizem.
Nas diferentes culturas a dança sempre esteve presente como integrante das cerimônias religiosas. Faro
(1996,p.13), afirma que “a dança nasceu da religião ,se é que não nasceu junto dela”. As danças sempre foram usadas
como forma de culto, temos alguns exemplos na bíblia, como citei acima sobre Miriã, um culto de gratidão a Deus por
dar livramento ao povo (Êxodo 15.20,21) também vemos Davi cultuando a Deus com danças também celebrando a
chegada da arca (2 Samuel 6.16), temos também exemplos de danças feitas a outros deuses (Êxodo 32.19) quando
Moisés desce com as tábuas e o povo já está cultuando a outros deuses. São muitos os exemplos que temos na bíblia
sobre a dança. Silva. 2004, p.187, diz “Os fiéis durante o ritual, não representam para os deuses mas dialogam com
eles.” Vamos ver alguns exemplos de danças sagradas:
(Fonte de pesquisa: a Bíblia da mulher – mundo cristão, livro a Dança no culto – Luciana Pinheiro)
Dança à Deusa Isis
Hoje em dia umas das mais usadas nas igrejas, eu sempre me deparo com elas, se usa muito um elemento que
é muito conhecido “Asas de Isís “, o nome já diz, vamos conhecer um pouco de sua história para saber o porque:
Ísis – deusa do amor e da magia
Atribuições – Criação, magia, amor
Símbolos – Asas abertas, ganso selvagem
É uma deusa muita famosa hoje em dia, representada com grandes asas abertas em suas pinturas e adorada por
milhares de anos no Egito, a deusa representa um amor restaurado, ressurgido de uma grande perda. Um dos rituais
para invocar essa deusa é montar um altar, e como símbolo colocar suas asas nele.
A dança usada como ritual é a conhecida dança do ventre, a versão mais usada dela são as dos rituais de fertilidade
realizadas no Egito. A dança do ventre é um ritual sagrado, anterior a mais antiga civilização reconhecida
historicamente, a dos Sumérios em 6.500 A.C ,eles também reverenciavam a deusa ,estes rituais de fertilidade podem
ser encontrados em todas as culturas primitivas .
As sacerdotisas dançavam pedindo fertilidade para mulheres, animais,solo…
Toda dança sempre foi em algum momento um ritual religioso, com o enfraquecimento do culto a Isís a dança
do ventre foi perdendo seu caráter sagrado e passou a servir como atração.
Em 1.799 o governo de Muhammad Ali proibiu as bailarinas de dançarem nas ruas sob pena de 50 chicotadas,
mais tarde quando Napoleão invadiu o Egito as bailarinas dançavam para entreter os soldados franceses, foram
proibidas também pelos generais mas estas não obedeceram, elas usavam o dinheiro ganho para manter os templos a
deusa, então quase 400 delas foram decapitadas.
Hoje a dança do ventre apresenta-se como um caminho para despertar o corpo, mente e alma.
Dança Cristã
A dança cristã se originou na cultura hebraica, ela é muito influenciada no meio da dança cristã, mas temos
que tomar muito cuidado e buscar conhecimento porque há uma grande diferença entre cultura e ritual e por falta de
conhecimento começou uma mistura de tudo nas igrejas e acabou tendo coisas que não deveriam estar lá, a palavra de
Deus diz em Oséias 4.6 o meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Desde que algumas coisas
começaram a me incomodar eu comecei a estudar e pesquisar mais sobre dança, e quando aprendi a separar técnica de
ritual foi que voltei a usar até alguns elementos, porque até isso temos que usar com consciência e não apenas para
enfeitar a dança, mas este é um assunto que vou falar mais para frente.
Dança Clássica Indiana
Oito estilos de dança são reconhecidos pela Academia Nacional Indiana de Música, Dança, e Drama como
“danças clássicas indianas”. Eles são Bharatnatyam, Kathak, Kathakali, Kuchipudi, Odissi, Manipuri, Mohiniyattam, e
Sattriya.
O que todos estes estilos de dança indiana têm em comum é que eles têm as suas origens nas artes e práticas
religiosas do hinduísmo – e que geralmente envolvem um tipo de drama/teatro, em que os dançarinos “atuam” uma
história (frequentemente da mitologia hindu) com seus movimentos corporais.
Bharatanatyam é considerada uma dança exótica para os brasileiros. Não só em termos dos movimentos, mas também
em virtude das vestes e adereços utilizados pelas dançarinas (pulseiras e tornozeleiras), os quais ajudam a promover
mais musicalidade.
Os mudras ajudam a compor os movimentos que requerem bastante técnica dessa bela dança. Esses gestos
com as mãos evocam os ensinamentos de Buda e são usados durante a meditação. A dança indiana é uma dádiva dos
deuses e um meio para se comunicar com eles, nesta dança tudo assume uma dimensão religiosa.
(Fonte de pesquisa: Livro Mudras – as mãos como símbolo do Cosmos.
Site: www.todamateria.com.br/culturaindiana/
E http://tudoindia.com.br/danca-indiana/)
Dança Afro
A dança afro surgiu no Brasil no período colonial, foi trazida por africanos retirados do seu país de origem
para realizarem trabalho escravocrata em solo brasileiro. Esse estilo de dança foi registrado primeiramente na
composição de religiões africanas e começou a se fortalecer em meados do século XIX com a ajuda das tribos:
sudaneses; bantos (dois povos situados em território africano) e os indígenas, que foram responsáveis pela criação do
candomblé e de outros segmentos regionais que deram origem à dança dos caboclos e outros aspectos da cultura
africana.
A diversidade de ritmos culturais existentes hoje, foi oriunda de uma miscigenação que desenvolveu a
identidade cultural do Brasil. Ao longo dos anos a dança de origem africana começou a ser modelada e encaminhada a
diferentes estados.
A sua trajetória teve início com o fim da escravidão, e em meados dos anos 20 e 30 do século passado, os negros
começam a migrar para o Rio de Janeiro deixando marcas do samba e umbanda (uma variação da religião afro
brasileira, com influencias do Kardecismo que desenvolveu um novo modelo de entidade cristã denominada Exu), no
estado que contribuiu com a fixação e a valorização de raízes da mestiçagem projetada no país.
Já nos anos 50 e 60 deste mesmo século, a crescente industrialização fez com que o povo que no início
migrava para o Rio de Janeiro, desloca-se para São Paulo, consequentemente acabam divulgando e difundindo a
cultura afro brasileira. Nos anos 70 com o movimento da contracultura, olhos são voltados para o nordeste, e a Bahia é
redescoberta em diferentes setores culturais, o estado é finalmente visto como um ponto turístico de máxima
importância para história brasileira, por ser formado basicamente pela cultura afro.
Depois que a umbanda alcançou um devido status, o candomblé tornou-se referência e a dança passa a ser
visualizada de maneira marginalizada, por estar quase sempre associada a uma adoração de deuses africanos. Esse
quadro tende a ser modificado um pouco quando a dança africana recebe características decorrente dos estudos da
bailarina e antropóloga negra norte americana Katherine Dunca, finalmente a dança começa a ter uma receptividade
popular diferente, recebendo até variações que conhecemos hoje, e é denominada como ballet negro ou afro. A
sociedade vive um momento de transformação na cultura negra, hoje ela não é só valorizada por ser de origem afro
descendente, como também é reconhecida por uma questão de identidade histórica que consolidou o processo de
miscigenação do país. Atualmente os projetos de fortalecimento dessa cultura como o Ilê aiyê, Akomabu, Abanjá e
Male de Balê, são amplamente conhecidos, por trabalhar com jovens que visam ser inseridos na sociedade para
combater a discriminação racial e para divulgar cada vez mais a cultura que construiu parte desse país.
(Fonte de pesquisa: http://www.mundodadanca.art.br/2010/02/historia-danca-afro.html,
https://mundoestranho.abril.com.br/blog/turma-do-fundao/4-curiosidades-sobre-danca-afro-no-brasil/)
Dança Hebraica
Dança Hebraica: A dança em Israel surgiu como uma fusão entre estilos de dança judaico e não judaico de
diversas partes do mundo. Enquanto em outros países a dança é estimulada para preservar velhas tradições rurais, em
Israel é uma arte recém desenvolvida, que vem evoluindo desde os anos 40, baseada em fontes históricas e modernas.
Inspira-se também na bíblia e em estilos de danças contemporâneas. Os pioneiros que trocaram a vida urbana da
Europa Oriental pela vida rural em um ambiente coletivo trouxeram com eles danças que foram adaptadas à nova
situação.
A dança popular é aquela que o povo cria para o povo, e que consequentemente uma parte considerável da
população dança. Os estudiosos do folclore costumam definir o processo de criação em uma cultura popular, como um
processo coletivo anônimo e desconhecido, de que se pode deduzir que as danças populares se formaram no passado
seguindo o mesmo caminho. Em uma sociedade algum membro se destaca, encontra novos movimentos expressivos e
cria uma nova dança. Numa ocasião qualquer ele a apresenta à sociedade e esta o imita. Se a dança agrada a maioria
ela é aceita e anexada ao resto das danças anteriormente aceitas. Com o passar dos anos a dança passara a fazer parte
da tradição, sendo conservada durante muitos anos.
Assim começou o processo de criação das danças israelenses, em aldeias, moshavim(1) e principalmente,
kibutzim(2). As danças eram criadas através de movimentos baseados no trabalho da terra, nos pastores e eram
dançadas em diferentes ocasiões.Esse processo começou a ser centralizado. Alguns pioneiros como Gurit Kadman,
acreditando na força das danças populares, iniciaram um movimento que buscava os tesouros do folclore das tribos de
Israel e das minorias étnicas, como também estimulava a criação, numa relação entre o passado e o presente.
O especialista internacional de danças folclóricas, Rick Holden, escreveu comentando o porquê da empresa
das danças folclóricas israelenses ser a mais desenvolvida do mundo: “por seu ímpeto, sua organização e seu valor
numérico em relação à população que dança.” O momento decisivo no desenvolvimento da dança folclórica ocorreu
no Primeiro Festival de Dança Folclórica, 1944, realizado no kibutz Dália, quando se constatou que não havia danças
locais que refletissem a ideologia de um povo retornando à sua própria terra. Seguiu-se um entusiasmo geral pela
dança.
Criou-se de um estilo de dança multifacetado, caracterizado por uma combinação de estilos e fontes, que
incorpora motivos de danças tradicionais judaicas da diáspora e tradições locais,incluindo a “debka árabe” e elementos
de dança que vão do jazz a ritmos latino-americanos até a cadência típica de vários países mediterrâneos.
(Fonte de pesquisa: http://jerusalemdeouro.tripod.com/id23.html,
EAD Vivian Lazzerini – Curso Dança Hebraica)
Se pesquisarem, em todas as religiões é usada a dança como meio de comunicação a seus deuses, e nenhuma
delas abre mão da dança em seus cultos, elas são essenciais para invocação e comunicação! Por isso não devemos
abrir mão da nossa dança, pois ela contribui para que se achegue ao sobrenatural de Deus.
Por isso precisamos tomar muito cuidado e procurar aprender. Numa dança ritualística não se consegue criar nada, em
todo lugar são as mesmas danças, na técnica nós adquirimos mais habilidade para expandir nossos movimentos e
também criar, a técnica ajuda nosso corpo a dar nosso melhor com muito cuidado, e buscando a direção e intimidade
vamos conseguir criar algo que vai chegar até o Trono de Deus e Ele irá se agradar de nós.
DANÇA NA BÍBLIA
Dr. Samuele Bacchiocchi

Existem opiniões conflitantes com respeito à dança se seu uso no culto de adoração do antigo Israel. Historicamente a
Igreja Adventista do Sétimo Dia tem mantido que a Bíblia não sanciona a dança, especialmente no contexto do culto
de adoração. Nos anos recentes, contudo, a questão tem sido reexaminada, especialmente pelos líderes de jovens
Adventistas que afirmam terem encontrado apoio bíblico para a dança.
Dançaremos?
Um bom exemplo desta nova tendência é o debate Shall We Dance? Rediscovering Christ-Centered Standards. Esta
pesquisa foi realizada por vinte contribuintes e está baseado nos resultados do “Estudo Valuegenesis”. Este estudo é o
mais ambicioso projeto jamais empreendido pela Igreja Adventista para determinar com que eficácia a igreja está
transmitindo seus valores à nova geração.

A contracapa de Shall We Dance? indica que o livro é “patrocinado, de forma conjunta, pelo Departamento de
Educação da Divisão Norte Americana dos Adventistas do Sétimo Dia, o Centro John Hancock para o Ministério
Jovem, a Universidade La Sierra, e a Imprensa da Universidade La Sierra”. O patrocínio em conjunto por quatro
grandes instituições da IASD, sugere que o conteúdo do livro reflete o pensamento das principais instituições
adventistas.

Para sermos mais precisos, deve-se mencionar o que diz a declaração inicial na parte introdutória: “O livro não é uma
declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia com respeito a padrões e valores. Ao contrário, é um convite
para se iniciar uma discussão de assuntos relativos ao estilo de vida. Esperamos que princípios bíblicos melhores
tornar-se-ão a base para nosso estilo de vida diferenciado, enquanto evoluímos dos assuntos periféricos, mas sempre
presentes, para assuntos de maior peso no vivermos a vida Cristã”.

A explanação de que o “livro não é uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia” nos conforta, porque,
em minha visão, algumas das conclusões dificilmente encorajam o desenvolvimento de “princípios bíblicos
melhores”. Um caso em questão são os quatro capítulos dedicados a dança e escritos por quatro diferentes autores.
Estes capítulos apresentam uma análise muito superficial das referências Bíblicas sobre dança. Por exemplo, o
capítulo intitulado Dancing with a User-Friendly Concordance, constitui-se, principalmente, de uma lista de vinte e
sete referências bíblicas sobre dança, sem qualquer discussão. O autor assume que os textos são auto-explicativos e
que apóiam a dança religiosa. Isto é indicado pelo fato de que ele encerra o capítulo, perguntando: “Como poderíamos
dançar diante do Senhor hoje? Que tipo de dança seria? Por que as pessoas dançam em nossos
dias?”1 Surpreendentemente, o autor ignora que nenhuma dança teve lugar nos serviços religiosos no templo, na
sinagoga, ou na igreja primitiva.

As conclusões provenientes do exame da visão bíblica da dança são declaradas, concisamente, em cinco princípios, o
primeiro dos quais diz: “Princípio 1: Dança é um componente da adoração divina. Quando estudamos as Escrituras
descobrimos que o que ela diz sobre dança e dançar não apenas não é condenatório, mas em alguns casos
positivamente recomendado: ‘Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes
e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.’” (Sal. 150:3-4).2

O autor continua: “Uma meia hora de estudo com uma boa concordância bíblica, deixa-nos a impressão duradoura de
que existem mais coisas em uma perspectiva verdadeiramente Bíblica sobre a dança do que anteriormente foi visto
pelos nossos olhos Adventistas. De cerca de 27 referências sobre dançar (dança, dançou, danças, dançando) nas
Escrituras, somente quatro ocorrem num contexto claramente negativo, e até mesmo estas referências não descrevem
em parte alguma a dança como o objeto de desaprovação de Deus”.3

Este capítulo apresenta este desafio surpreendente à Igreja Adventista: “Tão desafiador quanto isto possa ser à nossa
noção de respeitabilidade e decoro, parece ser evidente que os Adventistas deveriam repensar e re-estudar a inclusão
da dança como parte da adoração a Deus, pelo menos em comunidades selecionadas e em ocasiões especiais”.4
Três Falhas Principais.

Depois de gastar, não “uma meia hora”, mas sim vários dias, examinando os dados bíblicos relativos à dança, achei
esta conclusão inconsistente e seu desafio desnecessário. Para maior clareza, desejo responder à posição de que “a
dança é um componente da adoração divina” na Bíblia, apresentando o que, na minha visão, são três as principais
falhas em sua metodologia.

(1) O fracasso em provar que a dança realmente era um componente da adoração divina no Templo, na sinagoga, e na
igreja primitiva.

(2) O fracasso em reconhecer que das vinte e oito referências a dançar ou danças no Velho Testamento, apenas quatro
se referem sem contestação à dança religiosa, e nenhuma destas está relacionada à adoração na Casa de Deus.

(3) O fracasso em examinar por que as mulheres, que executavam a maior parte das danças, foram excluídas do
ministério da música no Templo, na sinagoga, e na igreja primitiva.
Nenhuma Dança no Serviço [Culto] de Adoração.

Se fosse verdade que na Bíblia “a dança é um componente da adoração divina”, então por que não há nenhum indício
de dança realizada por homens ou mulheres nos serviços de adoração no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva?
Será que o povo de Deus, em tempos bíblicos, negligenciou um importante “componente da adoração divina?”

Negligência não parece ser a razão para a exclusão da dança do culto divino, porque observamos que foram dadas
instruções claras com respeito ao ministério da música no templo. O coro levítico só era acompanhado por
instrumentos de corda (a harpa e o alaúde). Instrumentos de percussão como tambores e adufes, geralmente usados
para executar música dançante, foram claramente proibidos. O que foi verdade no Templo também foi verdade para a
sinagoga e mais tarde para a igreja primitiva. Nenhuma dança ou entretenimento musical jamais foi permitido na Casa
de Deus.

Garen Wolf chega a essa conclusão depois de sua extensa análise em Dance in the Bible: “Primeiro, referências à
dança, como parte da adoração no Templo, não podem ser encontradas em lugar algum, tanto no primeiro quanto no
segundo Templo. Segundo, das 107 vezes que estas palavras são usadas na Bíblia [palavras hebraicas traduzidas como
“dança”], em apenas quatro vezes elas podem ser consideradas como se referindo a dança religiosa. Terceiro,
nenhuma destas referências a dança religiosa foi em conjunção com a adoração pública regular e tradicional dos
hebreus”. 5

É importante notar que Davi, que é considerado por muitos como o exemplo principal para a dança religiosa na Bíblia,
nunca deu instruções aos levitas com respeito a quando e como dançariam no Templo. Se Davi cresse que a dança
deveria ser um componente na adoração divina, sem dúvida teria dado instruções relativas a ela aos músicos levitas
que designou para se apresentarem no templo.

Acima de tudo, Davi foi o fundador do ministério de música no Templo. Vimos que ele deu claras instruções aos
4.000 músicos levitas pertinentes a quando cantarem e que instrumentos usarem para acompanharem seu coral. Sua
omissão da dança na adoração divina dificilmente pode ser considerada como um lapso. Ao contrário, ela nos fala da
distinção que Davi fez entre a música sacra, executada na Casa de Deus e a música secular tocada fora do Templo para
o entretenimento.

Uma importante distinção deve ser feita entre música religiosa tocada para o entretenimento social e a música sacra
executada para adoração no Templo. Não devemos nos esquecer que toda vida dos Israelitas era orientada pela
religião. O entretenimento era provido, não por concertos ou apresentações em um teatro ou num circo, mas pela
celebração de eventos religiosos ou festivais, freqüentemente através de danças folclóricas, com homens ou mulheres
em grupos separados.

Nenhuma dança de orientação romântica ou sensual, realizada por casais, jamais ocorreu no antigo Israel. A maior
dança anual acontecia, como veremos, juntamente com a Festa dos Tabernáculos, quando os sacerdotes entretinham o
povo realizando incríveis danças acrobáticas a noite inteira. Isto significa que aqueles que apelam às referências
bíblicas para justificar a dança romântica moderna dentro ou fora da igreja ignoram a vasta diferença entre as duas.

A maioria das pessoas que recorrem à Bíblia para justificar a dança romântica moderna não está nem um pouco
interessada na dança dos povos mencionados na Bíblia, onde não havia nenhum contato físico entre os homens e as
mulheres. Cada grupo de homens, mulheres, e crianças realizavam seu próprio “espetáculo”, que na maioria das vezes
era um tipo de marcha com cadência rítmica. Eu vi a “Dança ao Redor da Arca” pelos sacerdotes Cópticos na Etiópia,
onde várias tradições judaicas permaneceram, inclusive a observância do Sábado. Não pude entender por que eles
chamavam aquilo de “dança”, já que era somente uma procissão dos sacerdotes, que marchavam com uma certa
cadência rítmica. Aplicar a noção bíblica de dança à dança moderna, é enganoso, para se dizer o mínimo, porque há
uma enorme diferença entre as duas. Este ponto ficará mais claro quando examinarmos as referências à dança.
As Referências à Dança.

Contrariamente às suposições anteriores, apenas quatro das vinte e oito referencias a dança se referem sem discussão à
dança religiosa, mas nenhuma destas tem a ver com a adoração pública realizada na Casa de Deus. Para evitar
sobrecarregar o leitor com a análise técnica do uso extenso de seis palavras hebraicas traduzidas como “dança”,
apresentarei apenas uma breve alusão a cada uma delas.

A palavra hebraica “chagag” é traduzida uma vez como “dança” em I Samuel 30:16 no contexto de “comendo,
bebendo e dançando”, pelos Amalequitas. É evidente que isto não é dança religiosa.

A palavra hebraica “chuwl” é traduzida duas vezes como “dança” em Juízes 21:21,23, com referencia às filhas de Siló,
que saíram a dançar nas vinhas e foram tomadas de surpresa como esposas pelos homens de Benjamim. Novamente,
não há dúvida que neste contexto esta palavra se refere à dança secular, executada por mulheres acima de qualquer
suspeita.

A palavra hebraica “karar” é traduzida duas vezes como “dança” em II Samuel 6:14 e 16 onde está declarado “E Davi
dançava com todas as suas forças diante do Senhor;... Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei
Davi saltando e dançando diante do Senhor....” Abaixo é dito mais acerca do significado da dança de Davi. Neste
contexto é suficiente notar que “estes versos se referem a um tipo de dança religiosa fora do contexto da adoração no
Templo. A palavra “karar” é usada nas escrituras apenas nestes dois versos, e nunca é usada em conjunção com a
adoração no Templo”.6

A palavra hebraica “machowal” é traduzida seis vezes como “dança”. Salmos 30:11 usa o termo poeticamente:
“Tornaste o meu pranto em regozijo (danças)”. Jeremias 31:4 fala das “virgens de Israel” as quais “sairão nas danças
dos que se alegram”. O mesmo pensamento é expresso no verso 13. Em ambas as ocasiões as referências são a danças
folclóricas sociais, executadas pelas mulheres.
“Louvai-O com Danças”.
Em dois exemplos importantes, machowal é traduzido como “dança” (Salmos 149:3 e 150:4). Eles são os mais
importantes porque na visão de muitas pessoas eles provêem o apoio bíblico necessário para se dançar como parte na
adoração da igreja. Uma olhada de perto nestes textos demonstra que esta suposição popular está baseada em uma
leitura superficial e numa interpretação incorreta dos textos.

Lingüisticamente, o termo “dança” nestes dois versos é contestado. Alguns estudiosos acreditam que machowl deriva
de chuwl que significa “fazer uma abertura”. 7–uma possível alusão a um instrumento de “tubo”, como um órgão. Na
realidade esta é a versão de rodapé dada pela KJV. O Salmo 149:3 declara: “Louvem-lhe o nome com danças” [ou
“com órgão”, no rodapé da KJV]. Em Salmos 150:4 lemos: “Louvai-O com adufes e com danças” [ou “órgão”, rodapé
da KJV].

Pelo contexto, machowl parece ser uma referência a um instrumento musical; em ambos os textos, Salmos 149:3 e
150:4, o termo ocorre no contexto de uma lista de instrumentos a serem usados no louvor ao Senhor. No Salmo 150 a
lista possui oito instrumentos: trompete, saltério, harpa, adufes, instrumentos de corda, órgãos, címbalos sonoros,
címbalos retumbantes (KJV). Como o salmista está listando todos os instrumentos a serem usados no louvor do
Senhor, é plausível assumir que machowal é também um instrumento musical, seja qual for a sua natureza.

Outra consideração importante é a linguagem figurativa desses dois salmos, a qual, dificilmente dá margem a uma
interpretação literal de dança na Casa de Deus. O Salmo 149:5 encoraja o povo a louvarem o Senhor nos “leitos”. No
verso 6, o louvor é feito com “espadas de dois gumes” nas mãos. Nos versos 7 e 8, o Senhor é louvado por castigar os
povos, pôr os reis em cadeias, e os seus nobres em grilhões de ferro. É evidente que a linguagem é figurativa porque é
difícil acreditar que Deus esperaria que as pessoas O louvassem estando em pé ou saltando sobre as camas ou
enquanto brandem uma espada de dois gumes.

O mesmo se aplica ao Salmo 150, que fala em louvar a Deus, de modo altamente figurativo. O salmista chama o povo
de Deus para louvar o Senhor “pelos seus poderosos feitos” (verso 2) em todo lugar possível e com todo instrumento
musical disponível. Noutras palavras, o salmo menciona o lugar onde louvar o Senhor, particularmente, “no Seu
santuário” e “no firmamento do Seu poder”; a razão citada para louvar o Senhor, é por “Seus atos poderosos. . .
conforme a excelência da sua grandeza”. (verso 2); e os instrumentos a serem usados citados para louvar ao Senhor
são os oito listados acima.

Este salmo só faz sentido se considerarmos a linguagem como sendo altamente figurativa. Por exemplo, não há
nenhuma possibilidade do povo de Deus poder louvar o Senhor “no firmamento do Seu poder”, porque eles vivem na
terra e não no céu. O propósito do salmo não é especificar o local e os instrumentos a serem usados na música de
louvor na igreja. Nem se pretende dar permissão para dançar para o Senhor na igreja. Antes, seu propósito é
convidar todo aquele que respira ou emite sons para louvar ao Senhor em todos os lugares. Interpretar o salmo como
sendo uma permissão para dançar, ou tocar tambores na igreja, é interpretar de forma incorreta a intenção do Salmo e
contradizer as regras que o próprio Davi deu com respeito ao uso de instrumentos na Casa de Deus.
Dança de Celebração.

A palavra hebraica mechowlah é traduzida como “dança” sete vezes. Em cinco das sete ocorrências a dança é feita por
mulheres na celebração de uma vitória militar (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5; Juízes 11:34; Êxodo 15:20). Miriam e as
mulheres dançaram para celebrar a vitória sobre o exército egípcio (Êxodo 15:20). A filha de Jefté dançou para
celebrar a vitória de seu pai sobre os amonitas (Juízes 11:34). Mulheres dançaram para celebrar a matança dos
Filisteus por Davi (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5).

Nas duas ocorrências restantes, mechowlah é usada para descrever a dança dos Israelitas, nus, ao redor do bezerro de
ouro (Êxodo 32:19) e a dança das filhas de Siló nas vinhas (Juízes 21:21). Em nenhum destes exemplos a dança é
parte de um serviço de adoração. A dança de Miriam pode ser vista como religiosa, mas da mesma forma que as
danças executadas em relação às festividades anuais. Porém, estas danças não eram vistas como um componente de
um serviço divino. Elas eram celebrações sociais de eventos religiosos. A mesma coisa acontece hoje em países
católicos onde as pessoas celebram anualmente dias santos organizando carnavais.
A palavra hebraica raquad é traduzida quatro vezes como “dança” (I Crônicas 15:29; Jó 21:11; Isaías 13:21;
Eclesiastes 3:4 [NVI]). Uma vez se refere a “seus filhos põe-se a dançar” (Jó 21:11). Outro é o “sátiro que dança”
(Isaías 13:21) que pode ser uma cabra ou uma figura de linguagem. Um terceiro exemplo é uma referência poética ao
“tempo de dançar” (Eclesiastes 3:4), mencionada como contraste ao “tempo para chorar”. Uma quarta referência é o
exemplo clássico do “rei Davi dançando e folgando” (I Crônicas 15:29). Em vista do significado religioso relacionado
à dança de Davi, uma consideração especial será feita em breve.
Dança no Novo Testamento.

Duas palavras gregas são traduzidas como “dança” no Novo Testamento. A primeira é orcheomai, traduzida quatro
vezes como “dançar”, referindo-se a dança da filha de Herodias (Mateus 14:6; Marcos 6:22) e a dança dos meninos
(Mateus 11:17; Lucas 7:32). A palavra orcheomai significa dançar em movimentos graduais ou regulares e nunca é
usada para se referir à dança religiosa na Bíblia.

A segunda palavra grega traduzida como “dança” é choros. Ela é usada apenas uma vez em Lucas 15:25, referindo-se
ao retorno do filho pródigo. Nos é dito que quando o filho mais velho chegou perto da casa “ouviu a música e as
danças”. A tradução “danças” é contestada porque a palavra grega choros ocorre apenas uma vez nesta passagem e é
usada na literatura extra-bíblica significando “coral” ou “grupo de cantores”.8 De qualquer forma, esta era uma
reunião familiar de natureza secular e não se referia à dança religiosa.

A conclusão a que chegamos pela pesquisa anterior das vinte e oito referências à dança é que a dança na Bíblia era
essencialmente uma celebração social de eventos especiais, como uma vitória militar, um festival religioso, ou uma
reunião familiar. Dança era realizada principalmente por mulheres e crianças. As danças mencionadas na Bíblia eram
ou processionais, em circulo, ou que levavam ao êxtase.

Nenhuma referência bíblica indica que os homens e as mulheres dançavam juntos de modo romântico e em pares.
Como observa H. Wolf, “Embora o modo de dançar não seja conhecido em detalhes, está claro que os homens e
mulheres geralmente não dançavam juntos, e não existe nenhuma real evidência de que eles alguma vez o tivessem
feito”. 9 Além disso, ao contrário de suposições populares, a dança na Bíblia nunca foi executada como parte da
adoração divina no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva.
A Dança na Adoração Pagã.

A maioria das indicações de dança religiosa na Bíblia tem a ver com a apostasia do povo de Deus. Há a dança dos
Israelitas no pé do Monte Sinai ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19). Existe uma alusão à dança dos israelitas
em Sitim quando “começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas”. (Números 25:1). A estratégia usada
pelas mulheres moabitas foi convidar os homens israelitas “para o os sacrifícios dos seus deuses” (Números 25:2), o
qual, normalmente, requeria dança.

Aparentemente a estratégia foi sugerida pelo profeta apóstata, Balaão, para Balaque, rei de Moabe. Ellen White nos
oferece este comentário: “Por sugestão de Balaão, foi pelo rei de Moabe designada uma grande festa em honra a seus
deuses, e arranjou-se secretamente que Balaão induzisse os israelitas a assistirem à mesma.... Iludidos pela música e
dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos
folguedos e festins, a condescendência com o vinho enuviou-lhes os sentidos e derribou as barreiras do domínio
próprio”. 10

Houve os gritos e danças dos profetas de Baal no Monte Carmelo (I Reis 18:26). A adoração a Baal e outros ídolos
acontecia geralmente nos montes, com danças. Assim, o Senhor apela a Israel através do profeta Jeremias: “Voltai, ó
filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade . . . Certamente em vão se confia nos outeiros e nas orgias nas
montanhas” (Jeremias 3:22-23).
Davi Dançou Diante do Senhor.

A história de Davi dançando “com todas as suas forças diante do Senhor” (II Samuel 6:14), enquanto conduzia o
séqüito que trazia a arca de volta para Jerusalém, é vista por muitos como a sanção bíblica mais convincente para a
dança religiosa no contexto do culto divino. No capítulo “Dançando ao Senhor”, do livro Shall We Dance?, Timothy
Gillespie, líder de jovens adventistas do sétimo dia, escreve: “Podemos dançar perante o Senhor como Davi, refletindo
uma erupção de excitamento para a glória de Deus; ou podemos voltar esse excitamento ao nosso interior, refletindo
sobre nós e nossos desejos egoístas”.11 A implicação desta declaração parece ser que se nós não dançarmos ao Senhor
como Davi, reprimiremos nossa excitação e revelaremos nosso egocentrismo. Isto é o que a história da dança de Davi
nos ensina? Olhemos este assunto mais de perto.

A dança de Davi diante da arca possui sérios problemas, para se dizer o mínimo. Em primeiro lugar, Davi estava
“cingido dum éfode de linho” (II Samuel 6:14) como um sacerdote e “trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o
Senhor”. (II Samuel 6:17). Note que o éfode era uma estola de linho, sem mangas, para ser usado exclusivamente
pelos sacerdotes como um símbolo do seu ofício sagrado (I Samuel 2:28). Por que Davi escolheu trocar seu manto real
pelos trajes de um sacerdote?

Ellen White sugere que Davi mostrou um espírito de humildade por colocar seu manto real de lado e “se vestindo com
um éfode de linho”.12 Esta é uma explicação plausível. O problema é que em lugar algum a Bíblia sugere que o éfode
pudesse ser usado, legitimamente, por alguém que não fosse sacerdote. O mesmo é verdade quanto aos sacrifícios. Só
os sacerdotes levitas tinham sido consagrados para oferecerem sacrifícios (Números 1:50). O rei Saul foi reprovado
severamente por Samuel por oferecer sacrifícios: “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o
Senhor, teu Deus, te ordenou” (I Samuel 13:13). Oferecendo sacrifícios vestido como um sacerdote, Davi estava
assumindo um papel sacerdotal além do seu status real. Tal atitude não pode ser defendida facilmente na Bíblia.
O Comportamento de Davi.

Mais problemática foi a maneira como Davi dançou. Ellen White diz que Davi dançou “com júbilo perante
Deus”.13 Sem dúvida isto deve ter sido verdade durante parte do tempo. Mas parece que durante a dança, Davi deve ter
se exaltado tanto que perdeu o manto que o encobria, pois Mical, sua esposa, reprovou-o, dizendo: “Que bela figura
fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio
qualquer!” (II Samuel 6:20). Davi não contestou tal acusação nem se desculpou pelo que fez. Ao invés disso,
argumentou dizendo que fez isso “perante o Senhor” (II Samuel 6:21), e que ele estava preparado para agir de forma
“ainda mais desprezível” (II Samuel 6:22). Tal resposta dificilmente revela um aspecto positivo do caráter de Davi.

Talvez a razão dele não estar preocupado por ter se despido durante a dança, é que este tipo de exibicionismo não era
incomum. Nos é dito que Saul também atuou em uma dança extática: “E, despindo as suas vestes, ele também
profetizou diante de Samuel; e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite”. (I Samuel 19:24; cf. 10:5-7,
10-11).

É fato conhecido que no período das festas anuais, danças especiais eram organizadas por sacerdotes e nobres que
executavam acrobacias para divertirem ao povo. Porém, não há nenhuma menção de que os sacerdotes se despissem.
A dança mais famosa era executada no último dia da Festa dos Tabernáculos, e era conhecida como a “Dança das
Águas”.

No Talmude há uma descrição colorida desta Dança das Águas que era apresentada no ambiente do Templo conhecido
como átrio das mulheres: “Homens piedosos e homens de negócios dançavam com tochas em suas mãos, enquanto
cantavam canções de alegria e de louvor, e os levitas tocavam música com lira, harpa, címbalos, trompetes e outros
incontáveis instrumentos. Durante esta celebração, diz-se que o rabino Simeão ben Gamaliel fazia malabarismos com
oito tochas, e depois dava uma cambalhota”. 14

Danças feitas por homens ou por mulheres nos tempos bíblicos, dentro do contexto de um evento religioso, era uma
forma de entretenimento social, em vez de ser parte do serviço de adoração. Elas poderiam ser comparadas às
celebrações anuais de carnavais que acontecem hoje em muitos países católicos. Por exemplo, nos três dias que
antecedem a Quaresma, em países como o Brasil, o povo organiza festas carnavalescas extravagantes, com inúmeros
tipos de danças coloridas e, às vezes selvagem, semelhante ao Mardi Gras em Nova Orleans. Nenhum católico
consideraria tal dança como parte dos cultos de adoração.

O mesmo é verdade para os vários tipos de danças mencionados na Bíblia. Elas eram eventos sociais com conotações
religiosas. Homens e mulheres dançavam, não de modo romântico, em pares, mas danças processionais ou em
círculos. Por causa da orientação religiosa da sociedade judaica tais danças folclóricas eram, freqüentemente,
caracterizadas como danças religiosas. Mas não há indicação na Bíblia de que qualquer forma de dança jamais
estivesse associada ao serviço de adoração na Casa de Deus. Na realidade, como notado a seguir, as mulheres foram
excluídas do ministério da música no templo, aparentemente porque suas músicas eram associadas à dança e ao
entretenimento.
As Mulheres e a Música na Bíblia.

Por que as mulheres foram excluídas do ministério da música, primeiramente no Templo, e depois na sinagoga e na
igreja primitiva? Numerosas passagens bíblicas se referem a mulheres cantando e tocando instrumentos na vida social
do antigo Israel (Êxodo 15:20-21; I Samuel 18:6-7; Juizes 11:34; Esdras 2:64-65; Neemias 7:66-67), mas nenhuma
referência na Bíblia menciona mulheres participando na música de adoração da Casa de Deus.

Curt Sachs observa que “Quase todos os eventos musicais até a época do Templo descrevem canto coral cantando com
dança em grupo e batida de tambores... Este tipo de canto era em grande parte a música das mulheres”. 15 Por que
então as mulheres foram excluídas do ministério de música do Templo, quando elas eram as principais musicistas na
sociedade judaica?

Estudiosos que analisaram esta questão sugerem duas razões principais. Uma razão é de natureza musical e a outra
sociológica. De uma perspectiva musical, o estilo de música produzido pelas mulheres tinha uma batida rítmica que
era mais apropriada para o entretenimento do que para adoração na Casa de Deus.

Robert Lachmann, uma autoridade em cantilena judaica, é citado dizendo: “A produção das canções das mulheres era
dependente de um conjunto pequeno de melodias típicas; as várias canções reproduziam estas melodias – ou algumas
delas – repetidamente, vez após vez... As canções das mulheres pertenciam a um tipo particular, cuja forma não é
essencialmente dependente da conexão com o texto, mas sim de processos de movimentos. Assim encontramos aqui,
no lugar do ritmo da cantilena e de sua linha melódica muito intrincada, um movimento periódico para cima e para
baixo”.16

A música das mulheres era em grande parte baseada numa batida rítmica, batendo-se com a mão o adufe (toph), ou
tamboril. Estes são os únicos instrumentos musicais mencionados na Bíblia como sendo tocados por mulheres e se
acredita que eles sejam os mesmos ou bem parecidos. O adufe ou tamboril parece que era um tambor de mão
composto por uma armação de madeira, em volta da qual uma única pele era esticada. Eles eram um pouco parecidos
ao pandeiro moderno.

“É interessante a notar”, escreve Garen Wolf, “que eu não pude achar uma única referência direta às mulheres tocando
o nebel [a harpa] ou o kinnor [a lira] - esses instrumentos eram tocados por homens na música de adoração do templo.
Pode haver pouca duvida de que a música delas fosse, na sua maior parte, diferente em espécie daquela dos músicos
levitas homens, que se apresentavam no templo”.17

O adufe ou tamboril eram tocados em grande parte por mulheres, conjuntamente com suas danças. (Êxodo 15:20;
Juízes 11:34; I Samuel 18:6; II Samuel 6:5, 14,; I Crônicas 13:8; Salmos 68:25; Jeremias 31:4). O tamboril também é
mencionado com relação à bebida forte (Isaías 5:11-12; 24:8-9).
Natureza Secular da Música das Mulheres.

De uma perspectiva sociológica, as mulheres não foram usadas no ministério de música no templo, por causa do
estigma social ligado ao seu uso dos tamboris e da música orientada ao entretenimento. “Mulheres na Bíblia
freqüentemente eram relatadas cantando um tipo de música sem sofisticação. Normalmente o seu melhor era para a
dança ou o lamento funerário, e o seu pior era para ajudar no apelo sensual das meretrizes na rua. Em sua sátira sobre
Tiro, Isaías pergunta: ‘Cantará Tiro como uma meretriz?’ (Isaías 23:15; ou como diz a KJV, ‘sucederá a Tiro como se
diz na canção da prostituta.’)”.18

É digno de nota que musicistas femininas foram usadas, extensivamente, em serviços religiosos pagãos. 19 Assim, o
motivo para sua exclusão do ministério de música no Templo, na sinagoga, e na igreja cristã primitiva não foi cultural,
mas sim teológico. A convicção teológica era que a música produzida comumente pelas mulheres não era apropriada
para o serviço de adoração, por causa de sua associação com o com o entretenimento secular e, às vezes, sensual.

Esta razão teológica é reconhecida por numerosos estudiosos. Em sua dissertação Musical Aspects of the New
Testament, William Smith escreveu: “Uma reação ao emprego extensivo de musicistas femininas na vida religiosa e
secular das nações pagãs, foi indubitavelmente um fator muito importante em determinar a oposição judaica [e cristã
primitiva] ao uso das mulheres no serviço musical do santuário”. 20

A lição da Bíblia e da história não é que as mulheres devam ser excluídas do serviço de música da igreja de hoje.
Louvar o Senhor com música não é uma prerrogativa masculina, mas um privilégio de cada filho de Deus. É uma
infelicidade que a música produzida pelas mulheres em tempos bíblicos tenha sido principalmente para o
entretenimento e, por conseguinte, inadequada para a adoração divina.

A lição que a igreja precisa aprender da Bíblia e da história é que a música secular associada ao entretenimento está
fora de lugar na Casa de Deus. Aqueles que estão ativamente envolvidos em estimular a adoção da música popular na
igreja precisam compreender a distinção bíblica entre música secular usada para o entretenimento e a música sacra
apropriada para a adoração a Deus. Esta distinção era compreendida e respeitada em tempos bíblicos, e deve ser
respeitada hoje, se quisermos que a igreja continue sendo um local sagrado para a adoração a Deus, em vez de se
tornar num local secular para o entretenimento social.