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Sumário

1 Objetivo 1

2 Requerimentos Gerais 1

3 Programa de Entrada 2

4 Equipamentos 2

5 Reconhecimentos e Avaliação 2

6 Permissão de Entrada 3

7 Procedimentos 4

8 Normas e Regulamentos 5

9 Ambiente Confinado - Características 5

10 Ambiente Confinado Perigoso 5

11 Riscos de Acidentes 6

12 Planejamento 6

13 Identificação de Riscos 6

14 Avaliação dos Riscos 8

15 Planejamento / Treinamento 9

16 Ventilação Forçada 9

17 Controle de Energia / Lockout - Tagout 10

18 Controle de Energia 11

19 Norma NR31 12

20 Bibliografia 23
1 - Objetivo

Contribuir para o processo de atualização dos conhecimentos dos responsáveis


pela Segurança e Saúde dos trabalhadores em espaços confinados,
instrumentalizando-os para uma atuação eficaz no campo profissional.
Estabelecendo que “Espaço confinado é qualquer área não projetada para
ocupação humana que possua ventilação deficiente para remover contaminantes,
bem como a falta de controle da concentração de oxigênio presente no ambiente.”
Em sua própria definição, o espaço confinado traduz a complexidade e
peculiaridades de um ambiente de trabalho assim constituído. Tais características do
espaço confinado colocam o processo de trabalho que nele ocorre como um dos
mais perigosos.
É qualquer área não projetada para ocupação contínua, à qual tem meios
limitados de entrada e saída, e na qual a ventilação existente é insuficiente para
remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que
podem existir ou se desenvolverem.
Assegurar o controle de riscos presentes em espaços confinados e preservar a
saúde dos trabalhadores desse segmento tem sido um desafio constante para todos
os envolvidos com o setor e, em particular, para os profissionais de SST, dos quais se
exige uma permanente atualização dos conhecimentos sobre o tema.
Os requerimentos desta norma são destinados à proteção local e dos
trabalhadores contra os riscos de entrada em espaços confinados.

2 - Requerimentos Gerais

Todos os espaços confinados devem ser sinalizados, identificados e isolados


medidas efetivas para que não entrem no espaço confinado desenvolver e implantar
um programa escrito de EC antes de entrar medir a atmosfera interna com
equipamento intrinsecamente seguro, calibrado e testado, protegido contra
emissões eletromagnéticas.

PARÂMETROS:
concentração de oxigênio.
gases e vapores inflamáveis.
contaminantes do ar potencialmente tóxicos o registro de dados deve ser
documentado (estar disponível aos interessados).

As seguintes condições se aplicam a espaços confinados;


Eliminar qualquer condição insegura no momento anterior a remoção do
vedo.
Para trabalho em atmosfera ipvs ou capaz de atingir, os trabalhadores devem
usar EPI.

Se uma atmosfera perigosa for detectada;


O espaço deverá ser analisado para que se determine como surgiu para
registro
Empregador ou representante legal deve verificar se está seguro para entrada

3 - Programa de Entrada

O empregador que possua um espaço confinado deve;


Manter procedimento de permissão de entrada, arquivando-o.
Implantar medidas para prevenir as entradas não autorizadas.
Identificar e avaliar os riscos dos espaços confinados, antes da entrada.
O espaço deverá ser analisado para que se determine como surgiu para
registro.
O empregador ou representante legal deve verificar se está seguro para
entrada.

Treinamento periódico para os trabalhadores;


Manter por escrito os deveres dos supervisores, vigias e trabalhadores.
Implantar o serviço de emergência e resgate.
Providenciar exames médicos previstos na NR 7, obrigatório ASO.
Desenvolver e implantar os meios, procedimentos e práticas necessárias
para entradas seguras.
Manter o espaço confinado sinalizado e isolado providenciando barreiras
para proteger trabalhadores.
Proceder manobras de travas, bloqueios e raqueteamento quando
necessário.
Proceder a avaliação de atmosfera quanto: gases e vapores tóxicos e ou
inflamáveis e concentração O2.
Proceder a avaliação de poeira quando reconhecido o risco.
Purgar, inertizar, lavar ou ventilar o espaço confinado são ações para
eliminar ou controlar os riscos.
Proceder avaliação de riscos físicos, químicos, biológicos e/ou mecânicos.

4 - Equipamentos

Providenciar os seguintes equipamentos sem custo aos trabalhadores;


Equipamento de detecção de gases e vapores (aprovado pelo INMETRO).
Equipamento de ventilação mecânica dentro do espaço confinado:
intrinsecamente seguros.
Equipamentos de comunicação intrinsecamente seguros (INMETRO).
Equipamento de proteção individual e movimentadores de pessoas
intrinsecamente seguros.
Equipamento para atendimento pré – hospitalar.
Equipamento de iluminação intrinsecamente seguro (Inmetro).

5 - Reconhecimento e Avaliação

Reconhecer os espaços confinados existentes, cadastrando e sinalizando;


Restringir o acesso a todo e qualquer o espaço que possa propiciar risco à
integridade física e à vida.
Garantir a divulgação da localização e da proibição da entrada.
Designar as pessoas que tem obrigações ativas nas operações de entrada,
identificando os deveres de cada trabalhador e providenciar treinamento.
Testar as condições nos ec para determinar se as condições de entrada são
seguras.
Monitorar continuamente as áreas onde os trabalhadores autorizados
estiverem operando.

6 - Permissão de Entrada

O que é uma permissão de entrada?

Documento escrito para autorizar e controlar a entrada no EC, contendo


informações específicas para segurança dos trabalhadores.

Antes que a entrada seja autorizada documentar o conjunto de medidas


necessárias para entrada.
Antes que a entrada comece, o supervisor, assinará a permissão.
A permissão completa estará disponível, para todos os trabalhadores
autorizados.
A permissão será encerrada/cancelada.
As operações tiverem sido completadas.
Uma condição não prevista na permissão ocorre dentro ou nas proximidades
do EC.
Houver a saída, pausa ou interrupção dos trabalhos.

A permissão de entrada identificará;

O espaço confinado a ser adentrado.


Objetivo da entrada.
A data e a duração da autorização da permissão.
Os trabalhadores autorizados a entrar (nome e função).
Os riscos do espaço confinado.
As medidas usadas para isolar o EC e para eliminar ou controlar os riscos.
Espaço para assinatura e identificação do supervisor.
A permissão é válida somente para cada entrada.

O sistema de permissão garante;

A verificação do planejamento do trabalho.


A inspeção prévia do local do trabalho.
A identificação dos riscos.
O estabelecimento das medidas de controle.

As instalações e dependências terão um sistema de permissão para trabalho


implementado para operações perigosas.
A permissão de entrada (PE) traduz o planejamento, garantindo o controle dos
riscos.

Conteúdo;

Identificação do local, data e duração.


Motivo da entrada.
Participantes da equipe.
Isolamento do espaço.
Resultados dos testes iniciais e periódicos.
Serviços de resgate / emergência.
Procedimentos para comunicação.
Equipamentos: proteção, ensaios, sistemas de alarme, resgate.
Permissão adicional para trabalhos a quente.
Condições para a entrada.
Assinatura do responsável e do supervisor.

7 - Procedimentos

Todo trabalho em EC deve ter no mínimo, 2 pessoas (um vigia);

Desenvolver e implementar procedimento para os serviços de emergência


especializada e primeiros socorros para resgate.
Desenvolver e implementar um procedimento para preparação, emissão,
uso e cancelamento de permissão de entrada.
Desenvolver e implementar procedimentos de coordenação de entrada
que garantam a segurança.
Interromper as operações de entrada sempre que surgir um novo risco.

Circunstâncias que requerem a revisão do procedimento de entrada, porém não


limitadas a estas;

Qualquer entrada não autorizada.


Detecção de um risco não previsto.
Detecção de uma condição proibida pela permissão.
Ocorrência de um dano ou quase acidente durante a entrada.
Uma mudança no uso ou na configuração do espaço confinado.
Queixa dos trabalhadores sobre segurança e saúde no trabalho .
Guardar por 1 ano as canceladas (servir para revisão).
8 - Normas e Regulamentos

Para que servem?

Estabelecer:

Políticas.
Procedimentos.
Práticas.
Gerenciamento de riscos.

Normas utilizadas;
NR 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em
Espaços Confinados.
Ministério do trabalho – NR18.20 “condições e meio ambiente de trabalho
na industria da construção – locais confinados”.
ABNT 14787
Occupational safety and health administration “osha29cfr1920.146 –
confined space”

Obs: Apresentação da Norma NR31 em anexo.

9 - Ambiente Confinado - Características

Volume capaz de permitir a entrada de empregados.


Limitações e restrições para entrada e saída de pessoal.
Não e projetado para ocupação contínua.
Possui, em geral, pouca ventilação.

10 - Ambiente Confinado Perigoso

Alto potencial de riscos de acidentes;


Atmosfera perigosa.
Agentes físicos.
Agentes biológicos.
Outros agentes.
11 - Riscos de Acidentes

Medidas Preventivas;

Identificar os riscos através dos sentidos humanos (visual, auditivo,


olfativo).
Utilização de equipamentos (sensores, medidores).
Avaliar os riscos (comparar os valores medidos com os limites
estabelecidos).
Controlar os riscos (ventilação forçada, bloqueio de energia,
equipamentos de proteção, etc).

12 - Planejamento

Treinamento do pessoal.

Permissão do trabalho.
Ensaios e testes.
Ventilação.
Bloqueio das fontes de energia.
Epi’s / proteção respiratória.
Emergência e resgate.

13 - Identificação de Riscos

INSUFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO
Oxigênio é fundamental para manter as condições de vida.

Causas;
Deslocamento do oxigênio devido a presença de outros gases.
Combustão para a execução de trabalhos à quente.
Oxidação de metais.
Consumo humano.
Fermentação devido a materiais orgânicos em decomposição
atmosferas perigosas.

Efeitos;

Incapacitação.
Perda de habilidade motora.
Morte.

EXCESSO DE OXIGÊNIO

Atmosferas perigosas

Causas;

Vazamento de O2 de cilindros ou tubulações.

Efeitos;

Explosão e incêndio (na presença de substâncias inflamáveis e fonte de


ignição).

SUBSTÂNCIAS INFLAMÁVEIS

Para prevenir incêndios e explosões, as substâncias inflamáveis necessitam de


cuidados especiais durante a sua armazenagem, manuseio e uso.

Causas;

Armazenagem indevida de produtos.


Vazamento de gases e vapores inflamáveis.
Decomposição de materiais.

Efeitos;

Incêndio.
Explosão.
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS

Muitas delas não podem ser detectadas sem equipamentos de testes.


Alguns gases tóxicos possuem cor e cheiro, outros não.
É necessário conhecer sua concentração e relacioná-las com o tempo de exposição.

Causas;

Vazamento de gases, liquidos, etc.


Decomposição ou reação entre substâncias.

Efeitos;

Intoxicação.
Perda de capacidade motora.
Morte.

AGENTE BIOLÓGICOS

Causas;

Vírus.
Bactérias.
Fungos.

Efeitos;

Doenças em geral.
Contaminação.

14 - Avaliação dos Riscos

ATMOSFERAS PERIGOSAS
CONCENTRAÇÃO DE OXIGÊNIO
Avaliar significa comparar os resultados dos ensaios e testes com os limites
estabelecidos por normas.

Determinar;

Concentração de oxigênio.
Atmosfera insuficiente – abaixo de 19,5%.
Atmosfera rica – acima de 23,5%.

LIMITES DE EXPLOSIVIDADE
Os limites expressam a margem de concentração em percentual do volume que
torna a mistura inflamável.

Determinar;
Limite inferior de explosividade (LIE)
Limite superior de explosividade (LSE)

Os limites dependem das características físico-químicas do gás ou vapor.

SUBSTANCIAS TÓXICAS
Avaliar significa comparar os resultados dos ensaios e testes dos agentes
existentes com os limites de exposição do trabalhador.

Limites de Exposição;

Limite de tolerância – LT.


Limite de exposição de curta duração (STEL).
Limite imediatamente perigoso à vida e a saúde (IPVS).
Outros.

GASES TÓXICOS (MAIS COMUNS).

Sulfito de hidrogênio.
Monóxido de carbono.
Dióxido de carbono.
Metano.

Entre eles poeiras, névoas, etc.


15 - Planejamento / Treinamento

A entrada em EC somente será permitida ao empregado treinado.


Todo trabalho realizado em recinto confinado exige trabalhadores treinados para
prevenir os inúmeros riscos existentes e agir corretamente na presença dos
mesmos. Antes de iniciar o trabalho na área confinada é necessário efetuar uma
prévia inspeção do local, devendo necessariamente ser tomadas providências
para:

Monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão


e intoxicação.
Proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado.
Ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos
contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o
interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação
contínua do ar.
Escolha dos adequados EPIs para proteção à produtos químicos.
Sinalização com informação clara e permanente durante a realização
de trabalhos no interior de espaços confinados.

Objetivo de Programa;

Identificar, avaliar e controlar os riscos.


Medidas de controle.
Utilizar os equipamentos de proteção.
Proceder em emergência e resgate.

Deve ser providenciado pelo empregador, tanto o inicial como o periódico.


Trabalhadores devem adquirir: capacitação,conhecimento e habilidades.

Conteúdo mínimo;

Definição de espaço confinado - riscos de espaço confinado.


Identificação de espaço confinado.
Avaliação de riscos.
Controle dos riscos.
Calibração e/ou teste equipamentos.
Certificação do uso correto dos equipamentos - simulação e resgate.
Primeiros socorros e ficha de permissão.
16 - Ventilação Forçada

Porque é necessário ventilar o EC?

Possui pouca ventilação.


Apresenta grandes riscos atmosféricos.
A ventilação permite estabelecer condições favoráveis de entrada e a
continuidade do trabalho.
Permite capturar os contaminantes.
Deslocar e diluir bolsões de contaminantes.
Reduz a temperatura interna do EC.

Tipos de ventilação;

Insuflação.
Exaustão.
Insuflação e exaustão.

Porque è necessário utilizar os equipamentos de proteção individual?

O EPI é dimensionado para proteger as diversas partes do corpo contra possíveis


acidentes.

Equipamentos de proteção individual;

Proteção da cabeça: capacete.


Proteção dos olhos: óculos apropriados.
Proteção auditiva: protetores auriculares.
Proteção das mãos: luvas apropriadas ao trabalho a ser realizado.
Proteção dos pés: botas ou calçado apropriado.
Proteção do corpo: roupas ou vestimentas especiais.
Proteção contra quedas: cinto pára-quedista, trava quedas, etc.

Quando utilizar os equipamentos de proteção respiratória?

Deficiência de oxigênio (abaixo de 19,5% em volume).


Substâncias tóxicas (cuja concentração pode causar danos a saúde do
trabalhador).
Equipamentos de proteção respiratória insuficiência de oxigênio;

INSUFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO.

Máscara autônoma de ar - máscara facial conectada à uma fonte


externa de ar, proveniente de cilindros de ar comprimido com uma
autonomia de 30 a 60 minutos.
Sistema de ar mandado - sistema fornece oxigênio à distância através
de uma mangueira conectada à mascara do trabalhador. As fontes de
oxigênio são cilindros colocados fora do EC.

SUBSTÂNCIAS TÓXICAS, POEIRAS, ETC.

Máscara facial ou Máscara Semifacial - utiliza um sistema de filtros


para reter as partículas de poeiras ou cartuchos provenientes da
inalação de gases e vapores.

17 - Controle de Energia - Lockout / Tagout

Porque bloquear fontes de energia?

Evitar;

A energização por terceiros.


O acionamento inesperado.
A liberação acidental.

Fontes de Energia (mais comuns);

Energia elétrica.
Pneumática (fluídos sob pressão).
Térmica.

Antes de trabalhar em qualquer equipamento, todas as fontes de energia serão


isoladas e qualquer energia armazenada será aliviada.
18 - Controle de Energia

Quais são os procedimentos a serem adotados?

Metodologia;

Identificar o tipo de energia existente no EC.


Desenergizar os circuitos, através dos dispositivos de
seccionamento.
Instalar o dispositivo de bloqueio, cadeado e etiqueta.
Executar a Manutenção.
Retirada do isolamento.

Equipamentos;

Bloqueadores.
Etiquetas.
Cadeados.
Lacres.
19 - NORMA

NR 31 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS


EM ESPAÇOS CONFINADOS.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO


PORTARIA N.° , DE 22 DE OUTUBRO DE 2002 -

Divulgar para consulta pública a proposta e texto de criação da


Norma Regulamentadora N.º 31 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços
Confinados.

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO e o DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE


SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais e
considerando o estabelecido na Portaria MTb n° 393/96, resolvem:

Art. 1° - Divulgar para consulta pública o texto anexo de proposta da


Norma Regulamentadora Nº 31- Segurança e Saúde nosTrabalhos em Espaços
Confinados.

Art. 2° - Fixar o prazo de 90 (noventa) dias, após a publicação deste ato, para o
recebimento de sugestões ao texto, que deverão ser encaminhadas para:

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO


Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho
Esplanada dos Ministérios, Bloco F, Edifício Anexo, 1º andar, Ala "B"
CEP 70059-900 – Brasília - DF

Art. 3° - Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.


VERA OLÍMPIA GONÇALVES
Secretária de Inspeção do Trabalho

JUAREZ CORREIA BARROS JUNIOR


Diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho

NR 31 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS


EM ESPAÇOS CONFINADOS

31.1 – Objetivo, definição e atribuições.

31.1.1 - Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para
identificação de espaços confinados, seu reconhecimento, monitoramento e controle dos
riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos
trabalhadores.

31.1.2 – Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana que
possua ventilação deficiente para remover contaminantes, bem como a falta de controle
da concentração de oxigênio presente no ambiente.

31.1.3 – Cabe ao empregador:

a) indicar o responsável técnico pelo cumprimento desta norma;


b) identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento ou de sua
responsabilidade;

c) identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;

d) implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho de forma a garantir


permanentemente ambientes e condições adequadas de trabalho;

e) garantir a capacitação permanente dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de


controle, de emergência e resgate em espaços confinados;

f) garantir que o acesso a espaço confinado somente ocorra após a emissão da Permissão
de Entrada, conforme anexo II desta NR;

g) fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos potenciais nas áreas


onde desenvolverão suas atividades;

h) acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores


das empresas contratadas provendo os meios e condições para que possam atuar em
conformidade com esta NR;

i) interromper todo e qualquer tipo de trabalho nos casos de suspeição de condição de


risco grave e iminente, procedendo a imediata evacuação do local;

j) garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada


acesso aos espaços confinados;

k) garantir que os trabalhadores possam interromper suas atividades e abandonar o local


de trabalho sempre que suspeitarem da existência de risco grave e iminente para sua
segurança e saúde ou a de terceiros;

l) implementar as medidas de proteção necessárias para o cumprimento desta NR.

31.1.4 – Cabe aos trabalhadores:

colaborar com a empresa no cumprimento desta NR;

utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa;

comunicar aos responsáveis as situações de risco para sua segurança e saúde ou de


terceiros, que sejam do seu conhecimento;

31.2 – Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados

31.2.1 – A gestão de segurança e saúde deve ser implementada, no mínimo, pelas


seguintes ações:

antecipar, reconhecer, identificar, cadastrar e sinalizar os espaços confinados para evitar


o acesso de pessoas não autorizadas;

estabelecer medidas para isolar, sinalizar, eliminar ou controlar os riscos do espaço


confinado;

controlar o acesso aos espaços confinados procedendo a implantação de travas e


bloqueios;
implementar medidas necessárias para eliminação ou controle das atmosferas de risco
em espaços confinados;

desenvolver e implementar procedimentos de coordenação de entrada que garantam


informações, conhecimento e segurança a todos os trabalhadores;

desenvolver e implantar um procedimento para preparação, emissão, uso e


cancelamento de permissões de entrada;

estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos e trabalhadores dentro de


espaços confinados;

monitorar a atmosfera nos espaços confinados para verificar se as condições de acesso e


permanência são seguras.

31.3 – Medidas de proteção

31.3.1 – As medidas para implantação e revisão do sistema de permissão de entrada em


espaços confinados devem incluir, no mínimo:

afixar na entrada de cada espaço confinado avisos de advertência, conforme o anexo I


da presente norma;

emitir ordem de bloqueio e ordem de liberação do espaço confinado, respectivamente,


antes do início dos serviços e após a conclusão dos mesmos;

assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja iniciado com


acompanhamento e autorização de supervisão qualificada;

designar as pessoas que participarão das operações de entrada, identificando os deveres


de cada trabalhador e providenciando o treinamento requerido;

garantir que as avaliações iniciais sejam feitas fora do espaço confinado;

proibir a ventilação com oxigênio;

disponibilizar os procedimentos e permissão de entrada para o conhecimento dos


trabalhadores autorizados, seus representantes;

h) testar e calibrar os equipamentos antes de cada utilização;

i) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsicamente seguro, protegido contra


emissões eletromagnéticas ou interferências de radio-freqüências providos com alarme;

j) encerrar a permissão de entrada quando as operações forem completadas, ocorrer uma


condição não prevista ou quando houver pausa ou interrupção dos trabalhos;

k) manter arquivados os procedimentos e permissões de entrada;

l) utilizar equipamentos e instalações, inclusive o sistema de iluminação fixa ou portátil,


certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, em locais
onde há presença de atmosfera potencialmente explosiva;

31.3.2 – É vedada a realização de qualquer trabalho de forma individualizada ou isolada


em espaços confinados.

31.3.3 – Todo trabalho realizado em espaço confinado deve ser acompanhado por
supervisão capacitada para desempenhar as seguintes funções:
emitir ordem de bloqueio dos espaços confinados antes do início das atividades;

executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na Permissão


de Entrada;

cancelar a Permissão de Entrada quando necessário;

manter o monitoramento e a contagem precisa do número de trabalhadores


autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término dos trabalhos;

permanecer fora do espaço confinado mantendo contato permanente com os


trabalhadores autorizados;

adotar os procedimentos de emergência e resgate quando necessário;

operar os equipamentos de movimentação ou resgate de pessoas;

ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer qualquer indício de


situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas;

emitir ordem de liberação dos espaços confinados após o término dos serviços.

31.3.4 - A Permissão de Entrada deve conter, no mínimo, as informações previstas no


anexo II desta NR.

31.3.5 – Os equipamentos de proteção e resgate devem estar disponíveis e em condições


imediatas de uso;

31.3.6 - A Permissão de Entrada é válida somente para cada entrada;

31.3.7 – Os trabalhos à quente, tais como solda, queima, esmerilhamento, corte ou outros
que liberem chama aberta, faíscas ou calor, somente poderão ser autorizados após a
implantação de medidas especiais de controle.

31.3.8 - Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a Permissão de Entrada


devem ser avaliados e revisados no mínimo uma vez ao ano ou sempre que houver
alteração dos riscos, devendo ser encaminhados para apreciação por parte da CIPA, onde
houver, ou do designado.

31.3.9 – Os procedimentos de entrada em espaços confinados devem ser revistos quando


da ocorrência de qualquer uma das circunstâncias abaixo:

entrada não autorizada num espaço confinado;

identificação de riscos não descritos na Permissão de Entrada;

acidente, incidente ou condição imprevista durante a entrada;

qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na configuração do espaço confinado;

identificação de condição de trabalho mais segura.

31.3.10 – todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve ser
submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar, conforme
estabelece a NR-07, com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).
31.3.11 – Cabe ao empregador garantir que todos os trabalhadores que adentrarem em
espaços confinados disponham de, no mínimo:

equipamento de comunicação;

dispositivo de iluminação; e

c) equipamento de proteção individual adequado ao risco, conforme estabelecido na NR


6.

31.3.13 – Na impossibilidade de identificação dos riscos existentes ou atmosfera IPVS, o


espaço confinado somente poderá ser adentrado com a utilização de máscara autônoma
de demanda com pressão positiva ou com respirador de linha de ar comprimido com
cilindro auxiliar para escape.

31.3.14 – Quando o responsável técnico constatar que o espaço confinado não possui
riscos potenciais que requeiram procedimentos de trabalho especiais, este deve emitir
um documento onde conste a identificação do espaço, a data e sua assinatura,
certificando que todos os riscos foram eliminados.

31.3.14.1 – A documentação descrita no “caput” deve ser mantida no estabelecimento a


disposição dos trabalhadores e seus representantes.

31.3.15 – Nos estabelecimentos onde ocorrerem espaços confinados devem ser


observadas, de forma complementar a presente NR, a NBR 14606 – Postos de Serviço –
Entrada em espaço confinado e a NBR 14787 – Espaço Confinado – Prevenção de
acidentes, procedimentos e medidas de proteção.

31.4 – Capacitação para trabalhos em espaços confinados

31.4.1 – O empregador deve desenvolver programas de capacitação sempre que ocorrer


qualquer das seguintes situações:

• antes que o trabalhador seja designado para desempenhar atividades em


espaços confinados;

• antes que ocorra uma mudança no trabalho;

• na ocorrência de algum evento que indique a necessidade de novo treinamento;

• pelo menos uma vez ao ano.

31.4.2 – O programa de capacitação deve possuir no mínimo:

conteúdo programático versando sobre: definições; identificação de espaço confinado;


reconhecimento, avaliação e controle de riscos; funcionamento de equipamentos
utilizados; técnicas de resgate e primeiros socorros; utilização da Permissão de Entrada.

carga horária adequada a cada tipo de trabalho, estabelecida a critério do responsável


técnico, devendo possuir no mínimo oito horas, sendo quatro horas de treinamento
teórico e quatro horas de treinamento prático;

instrutores designados pelo responsável técnico, devendo os mesmos possuir


proficiência no assunto;
informações que garantam ao trabalhador, ao término do treinamento, condições para
desempenhar com segurança os trabalhos para os quais seja designado.

31.4.3 - É vedada a designação para trabalhos em espaços confinados sem a prévia


capacitação do trabalhador.

31.4.4 – O conteúdo programático das capacitações devem ser mantidos na empresa a


disposição dos trabalhadores e seus representantes.

31.4.5 – Ao término do treinamento deverá ser emitido um certificado contendo o nome


do trabalhador, conteúdo programático, a especificação do tipo de trabalho e espaço
confinado, data e local de realização do treinamento, assinaturas dos instrutores e do
responsável técnico.

31.4.6 – Uma cópia do certificado deverá ser entregue ao trabalhador e outra arquivada
na empresa.

31.5 – Medidas de emergência e resgate

31.5.1 – O empregador deve elaborar e implantar procedimentos de emergência e


resgate adequados aos espaços confinados incluindo, no mínimo:

identificação dos riscos potenciais através da Análise Preliminar de Riscos - APR;

descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso


de emergência;

utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, resgate e


primeiros socorros;

designação de pessoal responsável pela execução das medidas de resgate e primeiros


socorros para cada serviço a ser realizado;

exercício anual em técnicas de resgate e primeiros socorros em espaços confinados


simulados.

ANEXO I - SINALIZAÇÃO DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPAÇO CONFINADO.


ANEXO II - MODELO DE PERMISSÃO DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO

Nome da Empresa:________________________________________

Local de Trabalho: ________________Espaço Confinado:_________

Data e Horário da Emissão: _____________________

Data e Horário do Término:_____________________

Trabalho a ser Realizado:_______________________


Trabalhadores Autorizados:_____________________

Vigia:_________________ Pessoal de Resgate:__________________

Telefones e Contatos: Ambulância: _________

Bombeiros:_________ Segurança:__________

REQUERIMENTOS QUE DEVEM SER COMPLETADOS ANTES DA ENTRADA

Descrição dos espaços adjacentes _____________________________

Isolamento – Área de Segurança (sinalizada com cartaz) - Isolada e/ou bloqueada por
cercas, cones, cordas, faixas, barricadas, correntes e/ou cadeados. __________S( ) N(
)

Bloqueios e Desconexões – caldeiras, bombas, geradores, quadros, circuitos elétricos e


linhas desenergizadas, desligados e isolados; tubulação, linhas e dutos, bloqueados,
isolados, travados e/ou desconectados ___________ N/A( ) S( ) N( )

Avaliação Inicial da Atmosfera: Horário _____________________

Oxigênio ___________________________________________% O2

Inflamáveis _________________________________________ %LIE

Gases/vapores tóxicos __________________________________ ppm

Poeiras/fumos/névoas tóxicas_____________________________________________
mg/m 3

Nome Legível / Assinatura do Responsável pelas Avaliações:_____

Purga, Inertização e/ou Lavagem______ N/A( ) S( ) N( )

Ventilação – tipo e equipamento___________ N/A ( ) S( ) N( )

Avaliação após purga, inertização e/ou ventilação: Horário _______

Oxigênio ________________________% O2 > 19,5% ou < 23,0 %

Inflamáveis ____________________________________%LIE < 10%

Gases/vapores tóxicos __________________________________ ppm

Poeiras/fumos/névoa tóxicos_____________________________________________
mg/m 3

Nome Legível/Assinatura do Responsável pelas Avaliações:


______________________________________________

Iluminação Geral (a prova de explosão?)_______ N/A( ) S( ) N( )

Procedimentos de Comunicação: ___________ N/A( ) S( ) N( )


Procedimentos de Resgate: ________________ N/A( ) S( ) N( )

Equipamentos:

Equipamento de monitoramento de gases de leitura direta com alarmes?


___________________________________N/A( ) S( ) N( )

Lanternas ? ________________________________ N/A( ) S ( ) N( )

Extintores de incêndio ?_____________________ N/A( ) S( ) N( )

Roupa de proteção, Capacetes, botas, luvas, protetor auricular e ocular?________


____________________________N/A( ) S( ) N( )

Equipamentos de proteção respiratória?__________ N/A( ) S( ) N( )

Cintos de segurança e linhas de vida para os trabalhadores autorizados ?


_____________________________________ N/A( ) S( ) N( )

Cintos de segurança e linhas de vida para a equipe de resgate?


_______________________________________N/A( ) S( ) N( )

Equipamento de içamento? ___________________ N/A( ) S( ) N( )

Equipamento de Comunicação _________________N/A( ) S( ) N( )

Equipamento de respiração autônoma para os trabalhadores autorizados ?


_______________________________N/A( ) S( ) N( )

Equipamento de respiração autônoma para a equipe de resgate?


___________________________________ N/A( ) S( ) N( )

Equipamentos elétricos e outros à prova de explosão?


_________________________________ N/A( ) S( ) N( )

Treinamento de Todos os Trabalhadores?

É atual?__________________________________ N/A( ) S( ) N( )

ENTRADA AUTORIZADA POR __________________________

(nome legível e assinatura)

REQUERIMENTOS QUE DEVEM SER COMPLETADOS DURANTE O DESENVOLVIMENTO DOS


TRABALHOS.

12. Medições Periódicas: Horário_____________________________

Oxigênio _________________________% O2 > 19,5% ou < 23,0 %

Inflamáveis ___________________________________% LIE < 10%

Gases/vapores tóxicos _________________________________ ppm

Poeiras/fumos/névoas tóxicas __________________________mg/m 3

Nome Legível / Assinatura do Responsável pelas Avaliações:


________________________________________________________
13. Permissão de Trabalhos à Quente - Operações de solda, queima, esmerilhamento e ou
outros trabalhos que liberem chama aberta, faíscas ou calor estão autorizados com as
respectivas medidas de controle de engenharia, administrativas e pessoais
__________________________________________N/A( ) S( ) N( )

Procedimentos de Emergência e Resgate: ____________________

A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver a
marca na coluna “não”. Obs.: “N/A” não se aplica, “S” sim e “N” não.

Qualquer saída por qualquer motivo implica na emissão de nova Permissão de Entrada.

Esta Permissão de Entrada e todas as cópias deverão ficar no local de trabalho até o
término do trabalho, logo após deverão ser arquivadas no SESMT.

As informações contidas neste documento foram emitidas, recebidas, compreendidas e


são expressão da atual condição operacional do Espaço Confinado, permitindo-se desta
forma a Entrada no Espaço Confinado e o desenvolvimento de trabalhos no seu interior.

Elaborada por: Nome Legível / Assinatura Responsável


Técnico:_________________________________________________

Preenchida por: Nome Legível / Assinatura Supervisor de


Entrada_________________________________________________

ANEXO III – GLOSSÁRIO

Análise Preliminar de Risco (APR): avaliação inicial dos riscos potenciais, suas causas,
conseqüências e medidas de controle.

Atmosfera IPVS: atmosfera imediatamente perigosa à vida e à saúde.

Avaliações iniciais da atmosfera: conjunto de medições preliminares realizadas na


atmosfera do espaço confinado.

Bloqueios: dispositivos que impedem a liberação de energias perigosas tais como:


pressão, vapor, fluidos, combustíveis, água, esgotos e outros.

Contaminantes: referem-se aos gases, vapores, névoas, fumos e poeiras presentes na


atmosfera do espaço confinado.
Deficiência de Oxigênio: atmosfera contendo menos de 19,5% de oxigênio em volume.

Engolfamento: é a captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos finamente divididos


que possam ser aspirados causando a morte por enchimento ou obstrução do sistema
respiratório, ou que possa exercer força suficiente no corpo para causar morte por
estrangulamento, constrição ou esmagamento.

Enriquecimento de Oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em


volume.

Folha de Permissão de Entrada (FPE): documento escrito contendo o conjunto de


medidas de controle, visando a entrada e desenvolvimento de trabalho seguro e medidas
de emergência e resgate em espaços confinados.

Inertização: deslocamento da atmosfera por um gás inerte, resultando numa atmosfera


não combustível.

Intrinsecamente Seguro: situação em que o equipamento não é capaz de liberar


energia elétrica ou térmica suficientes, para em condições normais ou anormais, causar a
ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de
conformidade do equipamento.

Medidas especiais de controle: medidas adicionais de controle necessárias para


permissão de trabalho em espaços confinados em situações peculiares, tais como
trabalhos a quente, atmosferas IPVS ou outras.

Ordem de Bloqueio: ordem de suspensão de operação normal do espaço confinado.

Ordem de Liberação: ordem de reativação de operação normal do espaço confinado.

Proficiência: competência, aptidão, capacidade e habilidade aliadas à experiência.

Purga: método pelo quais gases, vapores e impurezas são retirados dos espaços
confinados.

Incidente: qualquer evento não programado que possa indicar a possibilidade de


ocorrência de acidente.

Responsável Técnico: profissional habilitado e qualificado para identificar os espaços


confinados existentes na empresa e elaborar as medidas de engenharia, administrativas,
pessoais e de emergência e resgate.

Sistema de Permissão de Entrada em Espaços Confinados: procedimento escrito para


preparar uma permissão de entrada segura e para o retorno do espaço confinado ao
serviço depois do término dos trabalhos.

Supervisor de Entrada: técnico encarregado para operacionalizar a permissão de


entrada, responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para
os trabalhadores.

Travas: dispositivo que utiliza um meio tal como chave ou cadeado para garantir
isolamento de dispositivos que liberem energia elétrica ou mecânica.